· Web viewE SUAS TECNOLOGIAS QUESTÃO 01 Na regulação de matérias...

Click here to load reader

  • date post

    10-Nov-2018
  • Category

    Documents

  • view

    212
  • download

    0

Embed Size (px)

Transcript of · Web viewE SUAS TECNOLOGIAS QUESTÃO 01 Na regulação de matérias...

ENEM 2012

CINCIAS HUMANAS E SUAS TECNOLOGIAS

QUESTO 01

Na regulao de matrias culturalmente delicadas, como, por exemplo, a linguagem oficial, os currculos da educao pblica, o status das Igrejas e das comunidades religiosas, as normas do direito penal (por exemplo, quanto ao aborto), mas tambm em assuntos menos chamativos, como, por exemplo, a posio da famlia e dos consrcios semelhantes ao matrimnio, a aceitao de normas de segurana ou a delimitao das esferas pblica e privada em tudo isso reflete-se amide apenas o autoentendimento tico-poltico de uma cultura majoritria, dominante por motivos histricos. Por causa de tais regras, implicitamente repressivas, mesmo dentro de uma comunidade republicana que garanta formalmente a igualdade de direitos para todos, pode eclodir um conflito cultural movido pelas minorias desprezadas contra a cultura da maioria.

HABERMAS, J. A incluso do outro: estudos de teoria poltica. So Paulo: Loyola, 2002.

A reivindicao dos direitos culturais das minorias, como exposto por Habermas, encontra amparo nas democracias contemporneas, na medida em que se alcana

a) a secesso, pela qual a minoria discriminada obteria a igualdade de direitos na condio da sua concentrao espacial, num tipo de independncia nacional.

b) a reunificao da sociedade que se encontra fragmentada em grupos de diferentes comunidades tnicas, confisses religiosas e formas de vida, em torno da coeso de uma cultura poltica nacional.

c) a coexistncia das diferenas, considerando a possibilidade de os discursos de autoentendimento se submeterem ao debate pblico, cientes de que estaro vinculados coero do melhor argumento.

d) a autonomia dos indivduos que, ao chegarem vida adulta, tenham condies de se libertar das

tradies de suas origens em nome da harmonia da poltica nacional.

e) o desaparecimento de quaisquer limitaes, tais como linguagem poltica ou distintas convenes

de comportamento, para compor a arena poltica a ser compartilhada.

QUESTO 02

Mas uma coisa ouso afirmar, porque h muitos testemunhos, e que vi nesta terra de Veragua [Panam] maiores indcios de ouro nos dois primeiros dias do que na Hispaniola em quatro anos, e que as terras da regio no podem ser mais bonitas nem mais bem lavradas. Ali, se quiserem podem mandar extrair vontade.

Carta de Colombo aos reis da Espanha, julho de 1503. Apud AMADO, J.; FIGUEIREDO, L. C.

Colombo e a Amrica: quinhentos anos depois. So Paulo: Atual, 1991 (adaptado).

O documento permite identificar um interesse econmico espanhol na colonizao da Amrica a partir do sculo XV.

A implicao desse interesse na ocupao do espao americano est indicada na

a) expulso dos indgenas para fortalecer o clero catlico.

b) promoo das guerras justas para conquistar o territrio.

c) imposio da catequese para explorar o trabalho africano.

d) opo pela policultura para garantir o povoamento ibrico.

e) fundao de cidades para controlar a circulao de riquezas.

QUESTO 03

Que ilegal a faculdade que se atribui autoridade real para suspender as leis ou seu cumprimento. Que ilegal toda cobrana de impostos para a Coroa sem o concurso do Parlamento, sob pretexto de prerrogativa, ou em poca e modo diferentes dos designados por ele prprio. Que indispensvel convocar com frequncia os Parlamentos para satisfazer os agravos, assim como para corrigir, afirmar e conservar leis.

Declarao de Direitos. Disponvel em: http://disciplinas.stoa.usp.br.

Acesso em: 20 dez. 2011 (adaptado).

No documento de 1689, identifica-se uma particularidade da Inglaterra diante dos demais Estados europeus na poca Moderna. A peculiaridade inglesa e o regime poltico que predominavam na Europa continental esto indicados, respectivamente, em:

a) Reduo da influncia do papa Teocracia.

b) Limitao do poder do soberano Absolutismo.

c) Ampliao da dominao da nobreza Repblica.

d) Expanso da fora do presidente Parlamentarismo.

e) Restrio da competncia do congresso Presidencialismo.

QUESTO 04

Em um engenho sois imitadores de Cristo crucificado porque padeceis em um modo muito semelhante o que o mesmo Senhor padeceu na sua cruz e em toda a sua paixo. A sua cruz foi composta de dois madeiros, e a vossa em um engenho de trs. Tambm ali no faltaram as canas, porque duas vezes entraram na Paixo: uma vez servindo para o cetro de escrnio, e outra vez para a esponja em que lhe deram o fel. A Paixo de Cristo parte foi de noite sem dormir, parte foi de dia sem descansar, e tais so as vossas noites e os vossos dias. Cristo despido, e vs despidos; Cristo sem comer, e vs famintos; Cristo em tudo maltratado, e vs maltratados em tudo. Os ferros, as prises, os aoites, as chagas, os nomes afrontosos, de tudo isto se compe a vossa imitao, que, se for acompanhada de pacincia, tambm ter merecimento de martrio.

VIEIRA, A. Sermes. Tomo XI. Porto: Lello & Irmo, 1951 (adaptado).

O trecho do sermo do Padre Antnio Vieira estabelece uma relao entre a Paixo de Cristo e

a) a atividade dos comerciantes de acar nos portos brasileiros.

b) a funo dos mestres de acar durante a safra de cana.

c) o sofrimento dos jesutas na converso dos amerndios.

d) o papel dos senhores na administrao dos engenhos.

e) o trabalho dos escravos na produo de acar.

QUESTO 05

Fugindo luta de classes, a nossa organizao sindical tem sido um instrumento de harmonia e de cooperao entre o capital e o trabalho. No se limitou a um sindicalismo puramente operrio, que conduziria certamente a luta contra o patro, como aconteceu com outros povos.

FALCO, W. Cartas sindicais. In: Boletim do Ministrio do Trabalho, Indstria e Comrcio.

Rio de Janeiro, 10 (85), set. 1941 (adaptado).

Nesse documento oficial, poca do Estado Novo (1937-1945), apresentada uma concepo de organizao sindical que

a) elimina os conflitos no ambiente das fbricas.

b) limita os direitos associativos do segmento patronal.

c) orienta a busca do consenso entre trabalhadores e patres.

d) probe o registro de estrangeiros nas entidades profissionais do pas.

e) desobriga o Estado quanto aos direitos e deveres da classe trabalhadora.

QUESTO 07

Charge annima. BURKE, P. A fabricao do rei. Rio de Janeiro: Zahar, 1994.

Na Frana, o rei Lus XIV teve sua imagem fabricada por um conjunto de estratgias que visavam sedimentar uma determinada noo de soberania. Neste sentido, a charge apresentada demonstra

a) a humanidade do rei, pois retrata um homem comum, sem os adornos prprios vestimenta real.

b) a unidade entre o pblico e o privado, pois a figura do rei com a vestimenta real representa o pblico e sem a vestimenta real, o privado.

c) o vnculo entre monarquia e povo, pois leva ao conhecimento do pblico a figura de um reidespretensioso e distante do poder poltico.

d) o gosto esttico refinado do rei, pois evidencia a elegncia dos trajes reais em relao aos de outros

membros da corte.

e) a importncia da vestimenta para a constituio simblica do rei, pois o corpo poltico adornado esconde os defeitos do corpo pessoal.

QUESTO 08

Esclarecimento a sada do homem de sua menoridade, da qual ele prprio culpado. A menoridade a incapacidade de fazer uso de seu entendimento sem a direo de outro indivduo. O homem o prprio culpado

dessa menoridade se a causa dela no se encontra na falta de entendimento, mas na falta de deciso e coragem

de servir-se de si mesmo sem a direo de outrem. Tem coragem de fazer uso de teu prprio entendimento, tal o lema do esclarecimento. A preguia e a covardia so as causas pelas quais uma to grande parte dos homens, depois que a natureza de h muito os libertou de uma condio estranha, continuem, no entanto, de bom grado menores durante toda a vida.

KANT, I. Resposta pergunta: o que esclarecimento? Petrpolis: Vozes, 1985 (adaptado).

Kant destaca no texto o conceito de Esclarecimento, fundamental para a compreenso do contexto filosfico

da Modernidade. Esclarecimento, no sentido empregado por Kant, representa

a) a reivindicao de autonomia da capacidade racional como expresso da maioridade.

b) o exerccio da racionalidade como pressuposto menor diante das verdades eternas.

c) a imposio de verdades matemticas, com carter objetivo, de forma heternoma.

d) a compreenso de verdades religiosas que libertam o homem da falta de entendimento.

e) a emancipao da subjetividade humana de ideologias produzidas pela prpria razo.

QUESTO 09

Torna-se claro que quem descobriu a frica no Brasil, muito antes dos europeus, foram os prprios africanos trazidos como escravos. E esta descoberta no se restringia apenas ao reino lingustico, estendia-se tambm a outras reas culturais, inclusive da religio. H razes para pensar que os africanos, quando misturados e transportados ao Brasil, no demoraram em perceber a existncia entre si de elos culturais mais profundos.

SLENES, R. Malungu, ngoma vem! frica coberta e descoberta do Brasil.

Revista USP, n. 12, dez./jan./fev. 1991-92 (adaptado).

Com base no texto, ao favorecer o contato de indivduos de diferentes partes da frica, a experincia da escravido no Brasil tornou possvel a

a) formao de uma identidade cultural afro-brasileira.

b) superao de aspectos culturais africanos por antigas tradies europeias.

c) reproduo de conflitos entre grupos tnicos africanos.

d) manuteno das caractersticas culturais especficas de cada etnia.

e) resistncia incorporao de elementos culturais indgenas.

QUESTO 10

Ns nos recusamos a acreditar que o banco da justia falvel. Ns nos recusamos a ac