01 - Apicultura - 11.03

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    Silva, Paulo Airton de Macedo eS586a Apicultura/ Paulo Airton de Macedo e Silva. - Fortaleza:

    Fundao Demcrito Rocha/ Instituto Centro de EnsinoTecnolgico - CENTEC, 2013.

    32p. : il. color. - (Coleo Formao para o trabalho)

    ISBN 978-85-7529-591-5

    1. Criao de abelhas. 2. Apicultura. I. Ttulo.

    CDU 638.1

    Fundao Demcrito RochaPresidente Luciana Dummar

    Coordenao TcnicaFrancisco Fbio Castelo Branco

    Edies Demcrito RochaEditoraRegina RibeiroEditor Adjunto

    Raymundo NettoCoordenao de Produo Editorial Srgio FalcoEditor de DesignAmaurcio CortezProjeto Grfico Arlene Holanda e Welton TravassosCapas Deglaucy Jorge Teixeira e Welton TravassosIlustraes Elinaudo Barbosa e Leonardo FilhoEditorao eletrnica Cristiane FrotaRevisoVessillo MonteFotos Banco de Dados O POVOCatalogao na fonte Ana Kelly Pereira

    2013 by Fundao Demcrito Rocha

    Instituto Centro de Ensino Tecnolgico - CENTECDiretor PresidenteFrancisco Frrer BezerraDiretoria de Extenso Tecnolgica e Inovao Antnio Elder Sampaio NunesDiretoria de Ensino, Pesquisa e Ps-GraduaoFrancisco Moreira de MenesesDiretoria Administrativo-FinanceiraLuiz Carlos Pontes

    Todos os direitos desta edio reservados a:

    Fundao Demcrito RochaAv. Aguanambi, 282/A - Joaquim TvoraCep 60.055-402 - Fortaleza-CearTel.: (85) 3255.6270 - 3255.6148Fax: (85) [email protected]

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    SumrioApresentao ........................................04

    Lio 1Histria das abelhas ............................ 05

    Lio 2Criao de abelhas .............................. 06

    Lio 3Habitao das abelhas ........................ 07

    Lio 4Material do apicultor iniciante .............. 10

    Lio 5Famlia das abelhas melferas ............ 12

    Lio 6O apirio ...............................................15

    Lio 7Tcnicas de manejo das colmeias ...... 18

    Lio 8Colheita e processamento do mel ....... 23

    Lio 9Rotina do apirio ................................. 25

    Lio 10Produo artificial de rainhas .............. 29

    Lio 11

    Plantas melferas ................................. 31

    Referncias .......................................... 32

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    4 Formao para o trabalhoapicultura

    Aapicultura vem ganhando espa-o no Brasil como uma ativida-de rentvel, pois apresentaretorno rpido do capital inves-

    tido; alm disso, as condies cli-

    mticas so bastante favorveis aodesenvolvimento das abelhas dognero Apis .

    Alm dos produtos que as abe-lhas fornecem mel, cera, prpolis,geleia real, apitoxina (veneno); elas so um dos principais agentesde polinizao, podendo inclusiveserem criadas consorciadas comdiversas culturas como a do cajuei-ro, onde proporcionam uma melhorpolinizao o que, provavelmente,aumentar o rendimento da cultura.Ainda se desenvolve paralelamentea esta atividade da indstria apco-la, um comrcio de ncleos deabelhas-rainha.

    A atividade apcola pode serdesenvolvida em pequenas reascom uma exigncia mnima emmo de obra, requerendo apenasdo apicultor um manejo adequado

    que atenda s condies necess-rias para o bom desenvolvimentodos cortios.

    Resumimos, neste Manual, infor-maes bsicas sobre apicultura,

    procurando obedecer uma sequn-cia lgica, que venha fornecer umamelhor compreenso de todas asetapas indispensveis ao sucessode quem est se iniciando na ativi-dade apcola.

    Por tratar-se de assunto to ricoem detalhes, limitamo-nos a comen-tar questes mais presentes no diaa dia de um apicultor. Procuramossempre norte-lo no caminho dacoerncia, evitando assim, os ris-cos que possam conduzir o seuempreendimento ao insucesso.

    Atentos a estas informaes pre-liminares os interessados em api-cultura podem complementar seusconhecimentos atravs da prticano prprio apirio, como tambmbuscando manter um contato per-manente com apicultores maisexperimentados.

    Veneno: designao genricade substncia que ministrada

    por qualquer via oudesenvolvida no prprio corpo,causa leso orgnica ou

    distrbio funcional pela aobioqumica que exerce.

    Apitoxina: veneno liberadopelas abelhas.

    Apresentao

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    Fundao Demcrito Rocha5

    Prpolis ou prpole:substncia resinosa queas abelhas segregam e comque tapam as fendasdo prprio cortio.

    Espermatozide: clulareprodutora masculina.

    Milmetros: mm.

    Histria das abelhasLio 1

    Aabelha um inseto explorado

    desde as pocas mais remotas,pelo homem primitivo, para delaextrair o mel, o seu adoante

    natural. Isto era feito de modo preda-trio, sempre ocasionando sriosprejuzos organizao das colnias.

    Os primeiros contatos registra-dos com as abelhas produtoras demel foram feitos pelos egpcios,gregos e romanos. Eles retiravamalm do mel, a cera, a prpolis; pro-

    dutos utilizados em diversos traba-lhos, inclusive no embalsamento decadveres humanos.

    Foi o imperador D. Pedro II quemtrouxe da Europa para a provncia doRio de Janeiro, no Brasil, as abelhasprodutoras de mel (gneroApis ).

    Em 1870, chega a Rio Claro (SP)abelhas (Apis mellifera ligustica) daPennsula Ibrica, por intermdiodos padres jesutas. Estas abelhas

    da raa italiana tm a caractersticade serem mansas, pois dificilmenteagridem os homens ou os animais.

    Por volta do ano de 1956, asabelhas italianas passaram a cru-zar com as abelhas africanas(Apis mellifera adansonii ), origi-

    nando uma abelha mestia de

    maior agressividade.A evoluo da apicultura a nvelmundial ocorreu de forma lenta,sendo que as grandes descobertassurgiram somente a partir do sculoXIX, entre elas:1814 - Francisco Huber, suo,desenvolveu a primeira colmeia deobservao.1845 - Johanes Dizerzan, polons,confirmou a teoria da partenogne-

    se em abelhas.1857 - Johanes Mehring, alemo,produziu a primeira folha de ceraalveolada.1876 - A I. Root, americano, cons-truiu a prensa de estampar a lmi-na de cera.1810 a 1895 - Lorenzo LorainLangstroth, americano, descobriu arelao espao/abelha (6 - 9 milme-tros), medida esta que estabeleceu

    o espao para o trnsito e trabalhodas abelhas no interior da colmeia. Apartir desta observao surgiu aColmeia Langstroth (1851) queainda hoje usada em todo o mundoe reconhecida pelo Ministrio daAgricultura como o padro nacional.

    Chico Gadelha

    Colnia de abelhas

    Resumoda lio

    Os primeiros povos a traba-

    lhar com as abelhas foram osegpcios, gregos e romanos.

    As abelhas que povoam osapirios no so puras deraa; so conhecidas comoafricanizadas.

    As abelhas mestias ou africa- nizadas so mais produtivas etambm mais agressivas.

    As descobertas na rea daapicultura so feitas graas apesquisadores que dedicamtodo o seu tempo ao estudodestes insetos.

    Qual a espcie deabelha que predomina

    no povoamentodos apirios?

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    6 Formao para o trabalhoapicultura

    Criao de abelhas

    As abelhas realizam um impor-tante papel na natureza, que o de polinizao das espcies

    vegetais, contribuindo para oaumento das safras e garantindo aperpetuao das plantas.

    Quando criamos de modo racio-nal esses importantes insetos, fazen-do uso de tcnicas recomendadas,tornamos esta atividade vivel, comas seguintes vantagens:

    As abelhas realizam a polinizaodos vegetais;

    A apicultura pode ser desenvolvi-da em pequenas reas;

    Em situaes normais as abelhasno precisam ser alimentadas, pelocontrrio, oferecem ao apicultor cera,prpolis e sobras de seu alimento;

    At mesmo o seu veneno (Apitoxina) utilizado na medicina para comba-ter o reumatismo;

    A atividade industrial da apicultu-ra desenvolve-se junto criaode abelhas;

    O mel, a cera, a prpolis, a geleiareal, a comercializao de ncle-os e rainhas alcanam bons pre-os no mercado, permitindo lucroscompensadores.O principal produto da abelha

    o mel.A maneira mais comum de encon-

    trarmos o mel na forma lquida, for-mando uma soluo saturada de a-car. Tambm podemos encontr-lo naforma cristalizada e, por ltimo, o melpode ser encontrado em favos prote-gidos por embalagens plsticas ouimerso em potes, juntamente com omel lquido.

    Saturado: estado do mel em quea concentrao do soluto(acares) a mxima compatvel

    com as condies de temperaturae presso da soluo.

    Cristalizada: passagem do meldo estado lquido para o estadocristalizado, ou seja, em forma

    de cristal.

    Existem pessoas que soalrgicas ferroada de abelha.

    Lio 2O mel um excelente adoante

    natural, encontrado em abundncianas flores e que somente as abelhasso capazes de aproveit-lo. O melslido ou cristalizado apresenta umproduto de superior qualidade.

    A apicultura uma atividade queentusiasma o iniciante, transforman-do-o muitas vezes em grande empre-endedor. Mas nunca descarte a pos-sibilidade desta atividade criar inc-modos insuportveis, especialmentepara aqueles que esto se iniciandono trabalho de criao de abelhas.

    Por isso, recomendados ao ini-ciante montar seu apirio com umnmero mnimo de colmeias, entre 3e 5, pois nesta fase da implantaodo projeto vo surgindo as experin-cias que lhe dar condies de conti-nuar ou no com a atividade.

    O conhecimento bsico sobre api-cultura tambm uma recomenda-

    o importante, uma vez que nomomento h uma grande carnciade pessoal qualificado para desen-volver essa atividade.

    O principiante deve saber como seinstala um apirio, uma colmeia e ocorreto manejo com as abelhas.

    Resumoda lio

    A apicultura pode se transfor- mar numa fonte de renda napropriedade.

    Deve-se iniciar aos poucosessa atividade, para ir amplian-

    do de acordo com a experin- cia adquirida.

    O apicultor com maiores infor- maes sobre apicultura podealcanar melhores resultados.

    Quais as vantagensda criao de abelhas?

    Jos Leomar

    A criao racional torna a produo vivel

    Evilzio Bezerra

    Abelha retirando nctar para produo de mel

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    Fundao Demcrito Rocha7

    O que socolmeias mveis?

    Habitao das abelhasJos Leomar

    Colmeias mveis oferecemmoradias seguras s abelhas

    Na natureza, as abelhas seencontram alojadas em fendas,rochas, ocos de rvores, cupin-zeiros abandonados, tocas de

    animais silvestres, etc.Aps o desenvolvimento da

    apicultura, o homem passou a tra-balhar com as abelhas de formaracional, projetando e construindoas suas habitaes. Da surgiramas colmeias mveis, desenvolvi-das com base em estudos e obser-vaes, visando oferecer s abe-

    lhas moradias seguras e facilitaras prticas de manejo; aumentan-do assim, a produo dos enxa-mes.

    As colmeias mveis so caixascontendo 10 quadros que possibili-tam a remoo de todos estes ele-mentos, sem, no entanto, danificaros favos. Essas colmeias so habi-taes que oferecem as seguintesvantagens:

    Controlam a enameao; Permitem a extrao do mel pelacentrifugao;

    Produzem mel em quadrculas; Igualam a produo das colmeias; Criam, selecionam e substituemrainhas;

    Controlam a produo de zan-ges;

    Viabilizam a comercializao dencleos e rainhas;

    Facilitam a realizao de revises;

    Permitem o uso da cera alveolada; Protegem as abelhas dos inimigosnaturais.

    Construa suasprprias colmeiasAs colmeiasLangstroth so com-postas por um assoalho, um ninho(com 10 quadros), uma melgueira(com 10 quadros) e uma tampa.As medidas da melgueira e doninho so semelhantes, com exce-o da altura, que na melgueira de 145 mm, com os quadros apre-sentando 125 mm de altura.

    Melgueira: cortio com

    favos de mel.

    Lio 3 Medidas oficiaisda Colmeia Langstroth (em milmetros)

    a.1 - NinhosComprimento . . . . . . . . . . .465L a rg u r a . . . . . . . . . . . . . . . 3 7 0Altura . . . . . . . . . . . . . . . . . 240a.2 - FundoComprimento . . . . . . . . . . .555L a rg u r a . . . . . . . . . . . . . . . 4 1 0

    a.3 - TampaComprimento . . . . . . . . . . .545L a rg u r a . . . . . . . . . . . . . . . 4 4 0

    b.1 - Vareta superiorComprimento . . . . . . . . . . .481Largura . . . . . . . . . . . . . . . .25Espessu ra . . . . . . . . . . . . . . 20

    b.2 - Acabamento davareta nas pontasComprimento . . . . . . . . . . . .25Largura . . . . . . . . . . . . . . . .15Espessu ra . . . . . . . . . . . . . . 12

    b.3 - Peas lateraisComprimento . . . . . . . . . . .233

    Largura . . . . . . . . . . . .25 e 35Espessu ra . . . . . . . . . . . . . . 10

    b.4 - Vareta inferiordo quadroComprimento . . . . . . . . . . .450Largura . . . . . . . . . . . . . . . .15Espessu ra . . . . . . . . . . . . . . 12

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    8 Formao para o trabalhoapicultura

    Colmeias

    Detalhe doencaixe dacabeceira

    (19 x 10 mm)

    Ninho padro

    Fundo - padro

    Tampa - padro

    2 3 3 m m

    481 mm

    ARAME N 24

    450 mm

    Detalhe da colmeia

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    10 Formao para o trabalhoapicultura

    Material do apicultor iniciante

    Omel das abelhas um exce-lente adoante natural e como objetivo de obter uma boa

    produo o apicultor iniciantedeve ter: 3 a 5 colmeiasLangstroth ; 1 Fumigador; 2 Mscaras; 2 Macaces brancosou ecolgicos;

    2 Pares de botas brancas; 2 Pares de luvas; 1 Formo de apicultor; Arame nmero 24 e tachinhasnmero 0;

    1 Carretilha; 3 a 5 Alimentadores; 3 a 5 Enxames de abelhas; 1 Garfo ou faca desoperculadora; 1 Centrfuga radical para8 quadros;

    3 a 5 Telas excluidoras (opcional); 2 Sacadores de quadros; 1 Espanador.

    Mesa desoperculadora com desoperculador semi-automtico

    Fumigador

    Garfo desoperculador

    Faca desoperculadora

    Lio 4

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    Morfologia externa da abelha

    Ocelo: cada um dos pontosarredondados e variados quematizam certos rgos.

    Desenvolvimento das Castas das AbelhasOvo (dias) Larva (dias) Pupa (dias) Total (dias) Vida adulta

    a - Operria 3 6,0 12 21 38 - 42 dias

    b - Rainha 3 5,5 7,5 16 02 - 05 anos

    c - Zango 3 6,5 14,5 24 80 dias

    Algumas curiosidadessobre abelhasOs rgos dos sentidos das abe-lhas so muito aperfeioados nastrs castas, merecendo um desta-que para os zanges.

    A viso um sentido muitodesenvolvido nesses insetos; poisalm de terem necessidade deenxergar fora da colmeia, a grandesdistncias, precisam ver o interiorda colmeia, que escuro, para rea-lizao de trabalhos pouca distn-cia. Portanto, dois olhos compostosso responsveis pela viso emtodas as direes no momento em

    que se encontram no ambienteexterior e trs olhos simples ou oce-los que permitem a viso prximaou no escuro.

    O olfato de grande importnciano momento da procura do alimentoe do reconhecimento dos membrosda famlia. Os zanges localizam arainha virgem pelo olfato, a grandes

    distncias, alm de ter que mant-lana mira de olhos possantes duranteo voo de acasalamento. Os senti-dos do tato, do olfato e da audiolocalizam-se nas antenas das abe-lhas. A comunicao entre as abe-lhas faz-se, na maioria das vezes,

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    14 Formao para o trabalhoapicultura

    Resumo da lio

    O gnero Apis das abelhas altamente organizado. As castas das abelhas so: rainha, zanges e operrias. A morfologia externa de uma abelha consistem em: cabea, trax, abd-

    men, patas e asas. Os rgos dos sentidos das abelhas so muito aperfeioados nas trs

    castas de abelhas. A comunicao entre as abelhas, na maioria das vezes, ocorre por

    feromonas.

    Dana das Abelhas

    Dana de abano: indica a distn-cia e direo de uma fonte denctar mais afastada. A abelhamove-se numa linha reta, abanan-do o abdmen e voltando ao pontode partida.

    Dana em oito: usada pelaabelha italiana. Move-se numpadro em forma de oito achata-do para indicar a distncia inter-mdia. A danarina sempreseguida pelas companheiras.

    Dana em roda: executada emcrculos alternados para aesquerda e para a direita. usada pelas abelhas-do-mel paraindicar a presena de uma fontede nctar prxima da colmeia.

    por feromonas e atravs de seusmovimentos. As abelhas que guar-dam a colmeia sentem o odor dasque querem entrar, e se este no forcaracterstico, as guardas expulsamos invasores.

    A rainha virgem, no seu voo nup-cial, lana feromona que atrai oszanges. Ao ferrarem um outroorganismo, as abelhas libertamuma feromona de alarme que atraioutras abelhas para defenderem a

    colnia. Eles so usados para orien-tarem o regresso colmeia e a rai-nha libera um que controla o com-portamento da colnia evitando amaturao dos ovrios das oper-rias e indicando que est bem e no necessria uma nova rainha.

    As cores claras so bem aceitaspelas abelhas, tais como, azul claro,amarelo, verde, branco, cinza, vio-leta, mas o preto e o vermelho irri-tam esses insetos.

    Qual a importncia do olfato para as abelhas?

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    O apirioLio 6

    Oapirio o local onde se encon-tram alojadas as colmeias,devendo estar localizado emuma rea de produo de flores,

    e protegido de ventos fortes. As col-meias so colocadas sobre suportesindividuais e orientados em diferentes

    posies com relao a linha de voodas abelhas que o caminho escolhi-do por estas para a sua colmeia.

    Para garantir uma boa produtivi-dade dentro da rea de saturao,recomenda-se a instalao de nomximo 20 colmeias por apirio.

    Jos Leomar

    Apirios: produo em larga escala

    Localizao do apirioComo na localizao dos apiriosexiste um grande nmero de abe-lhas, necessro que eles este- jam situados em regies ondeexistam uma abundante florao,pois ocorre uma estreita relaoentre as abelhas e a polinizao.

    Tem existido, ao longo dos tem-pos, uma evoluo conjunta deplantas e insetos, onde as plantasdeterminam vrias adaptaesmorfolgicas no corpo dos insetos,enquanto estes influenciam a gran-de diversidade de estruturas flo-rais. Entre as estratgias das plan-tas encontram-se as flores que

    armazenam nctar em tubos lon-gos e s acessveis a potenciaispolinizadores, e cores e odoresatrativos. Existem orqudeas abe-lheiras que emanam um aromamuito semelhante ao das feromo-nas femininas atraindo, assim, osmachos.

    Por seu lado, os sentidos dosinsetos olfato, paladar, viso daforma e da cor adaptaram-se melhor forma de encontrar e utilizaras flores como fonte de alimenta-o. So exemplos destas adapta-es a grande quantidade de pelosnas patas posteriores das abelhas,local do reservatrio de plen.

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    16 Formao para o trabalhoapicultura

    Na localizao do apirio deve-mos seguir os seguintes passos,para o sucesso do empreendimento:

    1. Observar a florada local: ini-ciando com poucas colmeias, em

    seguida, aumentando este nme-ro, at a produo comear a decli-nar. A produo mdia de um api-rio no deve ser inferior a 20 quilosde mel por ano.2 . Evitar regies descampadas: nessas condies, o perodo de flora-da curto, devido a perda de umidadeno solo, alm de dificultar o voo das

    abelhas por causa dos fortes ventos.3 . Prefirir as regies de solosfrteis: nesse caso, h maior pro-duo de flores em nmero e emqualidade nectarfera, proporcio-nando s abelhas um maior supri-mento de alimentos.4 . Evitar alagadios: as guasparadas so ricas em protozoriosdiversos, dentre os quais aqueleque produz a nosemose.5 . Fonte de gua limpa: deveestar prxima ao apirio, e casono seja possvel, necessrio ainstalao de um bebedouro artifi-cial. O bebedouro mais prtico aquele que utiliza um barril fechado

    com uma torneira pingando sobreum estrado coberto por um pano.6 . Linha de voo: em volta do colmeal

    a rea deve apresentar-se livre deobstculos que venham a atrapalharo movimento de voo das abelhas.7 . Regies acidentadas: devemosescolher as reas mais baixas parainstalar o apirio, pois as abelhas, aovoltarem do campo carregadas dealimento, tero mais facilidade devoarem de cima para baixo.8 . Acesso: os veculos e pedes-tres devem chegar com facilidade rea do apirio, principalmente nomomento de colheita do mel.

    Transportar a produo em padio-la que uma prtica bastante traba-lhosa e implica maior custo.9 . Vigia permanente: deve tersempre uma pessoa prxima aoapirio, pronta para socorrer asabelhas, no caso de algum aciden-te, como tambm para evitar rou-bos e recuperar os enxames quepor ventura venham a sair.10 . Evitar focos de luz: postes deiluminao ou casas bem ilumina-das atraem as abelhas, pondo emrisco os moradores e provocando amorte de muitas abelhas.

    Jos Leomar

    Abelha retirando nctar

    Nectarfera: nctar,

    retirado pelas abelhasdas flores paraa produo do mel.

    o de melhor qualidade.

    Padiola: espciede tabuleiro retangular,

    com quatro varais

    usada para transporte.

    Nosemose: uma doenacontagiosa que causa

    srios prejuzos aos enxames,reduzindo o nmero de abelhas.

    O que qualidade nectarfera?

    O que linha de voo das abelhas?

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    Tcnicas de manejo das colmeiasLio 7

    Concluda a etapa de povoamen-to das colmeias, deve-se pro-ceder visitas peridicas ao api-rio procurando observar o

    desenvolvimento das colmeias.A ateno, inicialmente, deve

    estar voltada para o que ocorre forada colmeia, para em seguida decidirse h necessidade ou no de fazeruma reviso.

    Interpretao docomportamento das abelhasO bom apicultor entende o compor-tamento das abelhas, e da passa atomar as providncias necessrias.Vejamos alguns casos.

    Se as abelhas esto aglomeradasna frente da colmeia ou em grandequantidade, penduradas no alveoladoou embrio do fundo da caixa, emforma de barba, e em intensa movi-mentao, sinal de:

    Falta de espao, colmeia populo-sa e congestionada;

    Excesso de calor e falta de venti-lao;

    Colmeia com muito mel armaze-nado;

    Tendncia a enxamear.Para resolver estes problemas

    faa o seguinte: Acrescente mais componentes colmeia (ninho ou malgueira);

    Coloque cobertas nas colmeias

    para evitar o sol forte do meio-dia,abra o alveolado e no deixe faltarespao;

    Verifique o peso da colmeia,levantando-a pela parte traseira eavalie a existncia de mel;

    Revise a colmeia, se julgar neces-srio, destrua as realeiras emformao, amplie o espao commais componentes ou, se desejar,faa uma diviso para aumentar onmero de colmeias do apirio.Se as abelhas esto agressivas,

    em luta e se lambendo, quase certotratar-se de pilhagem, causada poralgum acidente, principalmente emperodo de pouca florada.

    Pilhagem o roubo de mel pratica-do por abelhas vindas de outras col-meias. Para evitar este problema, no

    abra as colmeias em poca de poucaflorada e no deixe resto de melespalhado no apirio.

    Se o movimento de abelhas car-regadas for intenso sinal da exis-tncia de boa florada e de alimentoem abundncia na rea de visitaodas abelhas.

    Se a colmeia estiver apresentandopouco movimento em poca de boaflorada, provavelmente, trata-se deuma famlia rf, de uma colmeiarecm-enxameada ou que est sendovtima de alguma enfermidade. Afamlia rf, isto , sem rainha e queno pode substitu-la, torna-se zanga-neira, e em poucos dias no maisexistir. Portanto, deve ser socorridapelo apicultor, que lhe dar condiesde ter uma nova rainha.

    Se existem restos de abelhas,cera e sujeira no alveolado trata-sede uma anormalidade causada poralguma enfermidade, ou presena detraas, formigas, etc. Neste caso,faa uma reviso para comprovar acausa da anormalidade e providen-ciar a melhor soluo.

    O que estocorrendo quando

    as abelhasesto aglomeradas em

    frente da colmeia ou emgrande quantidade,

    penduradas no alveolado ouem baixo do fundo da caixa,

    em forma de barba, e emintensa movimentao?

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    Fundao Demcrito Rocha19

    Se existir cera clara sobre os qua-dros indicativo de que os favosesto cheios de mel maduro e prontopara ser colhido. Quando isto acon-tece, encontramos poucas abelhassobre os quadros.

    Como j foi comentado anterior-mente, as abelhas so dotadas deaperfeioados rgos sensoriais quepercebem e sentem tudo o que sepassa ao seu redor. Por isso, aimprudncia e a falta de cuidados

    sempre so causas que provocamirritao das abelhas.

    Para iniciar qualquer tipo de tra-balho com as abelhas, siga asseguintes recomendaes tcnicas:

    Vista-se com macaco, mscara,luvas e botas meio cano;

    Prepare o fumigador com bommaterial combustvel, disponha deum formo de apicultor, de umsaca-quadros e de um espanador;

    Leve um caderno e lpis para asanotaes, e um saco plstico

    para recolher a prpolis que seencontra nos componentes dacolmeia e precisa ser raspada.

    Chico Gadelha

    Apicultor calando as botas

    Chico Gadelha

    Apicultor com macaco e fumigador

    Thiago Gaspar

    Fumigador manuseado pelo ajudante

    O fumigador um equipamentoque produz fumaa, e nele deveser queimado madeira queproduza um cheiro agradvel.Este equipamento deve sermanuseado por um ajudantedurante o perodo de revisoda colmeia.

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    Cuidados aoabrir uma colmeiaAproxime-se da colmeia por trs eem silncio, sem fazer movimen-tos bruscos. Dirija algumas bafo-radas de fumaa no alveolado eespere para que as abelhas sin-tam o seu efeito. A fumaa provo-ca nas abelhas o efeito incndio,fazendo com que elas engulambastante mel para um possvelabandono da casa.

    Utilizando o formo do apicultor,descole, cuidadosamente, a tampada colmeia, sempre aplicando levesbaforadas de fumaa sobre os qua-dros e no no interior da caixa, paramanter as abelhas na parte inferior.

    Com a colmeia aberta, inicie aretirada de um ou dois quadros dalateral, com o auxlio do formo ousacador de quadros, para abrirespao e facilitar a manipulao dosquadros restantes.Examine todos os favos, conformeprograma de trabalho, observando:

    Condies da rainha, levandoem conta a reproduo;

    Reserva de mel e plen; Condies dos favos para umapossvel substituio;

    A presena de alvolos de zan-go para destru-los, quando em

    excesso; A existncia de realeiras, quedevero ser destrudas para evi-tar enxameao;

    A necessidade de fazer rodziode quadros para outros compo-nentes da colmeia.Durante a reviso, o auxiliar deve

    continuar com a aplicao constan-te de um suave fluxo de fumaa

    para manter as abelhas sob contro-le. Cuidado com fumaa em exces-so, pois irrita tanto as abelhas quan-to o aplicador.

    Thiago Gaspar

    Aplicao de fumaaNormalmente, as abelhas das

    colmeias prximas so as maisagressivas por no sofrerem oefeito da fumaa. Por isso, sempreque necessrio recomendadoaplicar fumaa tambm nas col-meias vizinhas.

    A reviso deve ser um trabalhorpido e suave, sem movimentosbruscos e demorar em torno detrs minutos por colmeia.

    Terminada a reviso prudentedar algumas baforadas na cobertu-ra para afastar as abelhas e assimpossibilitar a recolocao da tampasem esmag-las.

    Finalizando, se houver algumindcio de pilhagem, reduza o espa-o do alveolado, para abrir maistarde com as abelhas j calmas.

    A reduo do alveolado feitacom uma pea chamada redutor dealveolado, que possibilita diminuir aentrada das abelhas na colmeia.

    A operao de reviso visa darmelhores condies de desenvolvi-mento aos cortios, tais como:

    Calafetao por prpolis: as abe-lhas costumam vedar os espa-os menores da colmeia comprpolis. Neste caso, os quadrosso soldados nos rebaixos das

    Por que no se deveaplicar fumaa

    em excesso durante areviso da colmeia?

    A rainha no faz postura emfavos velhos, por isso estesdevem ser substitudos por

    quadro com cera alveolada.

    A prpolis produzida a partirda resina das plantas e tem

    ao antibitica.

    Antibitico: medicamento quetem ao de combater as

    infeces causadaspor bactrias.

    O apicultor deve sempre se manter posicionado de lado

    ou atrs da colmeia, e nuncana frente da linha de

    voo das abelhas.

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    gresso de seu apirio justifica

    maiores investimentos.No esquea que o material ap-cola bastante exigente em manu-teno, implicando gasto de tempoe dinheiro.2 . O material do apirio deve serarrumado em local espaoso, logoaps a sua utilizao, mantendocada objeto em seu devido lugar.Assoalhos, tampas, melgueiras,ferramentas de marceneiro, qua-

    dros vazios, ninhos, utenslios ap-colas, tudo em completa ordem.3 . Um cuidado todo especial deveser destinado aos quadros comcera que se encontram armazena-dos. Estes so facilmente atacadospela traa, caso no sejam protegi-dos de modo correto.

    A traa uma mariposa que faz asua postura na cera de abelha, e ser-vir de alimento para as larvas, cau-

    sando grandes estragos nos favos,tornando-os imprestveis para o uso.Quadros com ceraOs locais escuros e abafados sopreferidos pelas traas, por isso,guardar os quadros com cera emlocal claro e arejado, uma prticarecomendada para evitar o ataque.

    Guardar os quadros com ceranas prprias melgueiras, sempredeixando um espao de aproxima-damente 6 cm entre eles, de talforma que cada caixa fique apenascom 5 a 6 quadros. O local esco-lhido deve ficar na sombra e apilha de melgueira arrumada sobreuma base de tijolos a uma alturade 40 cm do solo.

    A primeira melgueira deve conter10 quadros vazios e estar colocadasobre um tabuleiro, sendo que qua-tro pequenas cunhas de 1 cm socolocadas entre as peas, criandoassim, uma fresta para circulao doar. Sobre esta primeira melgueiraempilhamos outra, sempre separa-das por pequenas cunhas, para pro-porcionar uma melhor ventilao.

    Melgueiras

    Resumoda lio

    Devem ser realizadas visitasperidicas ao apirio.

    Devemos identificar o comporta- mento das abelhas.

    A reviso de uma colmeia deveser realizada sempre que

    necessrio. Em qualquer trabalho com as

    abelhas vista-se com macaco,mscara, luvas, botas e use ofumigador.

    Para abrir uma colmeia deve- mos nos aproximar por trs, emsilncio, sem movimentos brus- cos e usando leves baforadasde fumaa.

    Onde devemosguardar os

    quadros com cera?

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    Colheita eprocessamentodo mel

    Lio 8

    Thiago Gaspar

    Colheita de mel usando fumigador

    Omel para ser colhido deve estarmaduro, ou seja, com 18% deumidade e se apresentar oper-culado (com os alvolos fecha-

    dos), pois nestas condies nohaver perigo de fermentao.

    A experincia obtida no trabalhode grandes operrios, onde se utili-za a boa tcnica, ensina que osfavos no devem estar necessaria-mente de todo operculado, paraque o mel possa ser colhido, pois asua viscosidade que indicar oseu grau de maturao.

    Quando o mel se apresenta muitofino, um indicador de que possuimuita gua e sua viscosidade pequena, o que levar o produto afermentar facilmente.

    Como o abandono do mel nascaixas retarda o desenvolvimentodos enxames e limita o volume decolheita nas pocas de boas flora-das, costuma-se realizar a colheitado mel totalmente operculado, jun-tamente com os quadros que apre-sentam favos parcialmente opercu-lados, obtendo-se aps a centrifu-gagem, um ponto conveniente deviscosidade.

    Processos de colheita do melSegue-se os seguintes passos:1 . passo: Vista a indumentria doapicultor (mscara, macaco, luvase botas), prepare a fumaa e provi-dencie caixas de transporte, almde todo material indispensvel ao

    manejo com as abelhas (formo do

    apicultor, espanador, quadros mon-tados, sacador de quadros, des-cansos para caixas e fumigador).2 . passo: Abra a colmeia comcautela e comece a retirar quadropor quadro do ninho ou melgueira,colocando-os em uma caixa vazia,sem deixar de varrer as abelhasaderentes aos favos.

    O uso de fumaa deve ser cons-tante e na medida ideal para manteras abelhas sob controle.3 . passo: Se no momento dacolheita houver uma florada sufi-ciente para garantir uma segundaflorada de mel, os favos no oper-culados ainda podem ficar na col-meia para que as abelhas comple-tem totalmente os alvolos e pro-ceda operculao.4 . passo: As crias novas e madu-ras, e a postura encontrada nosfavos devem ser utilizadas parareforo da prpria colmeia ou deoutra mais fraca.

    Caso sejam encontradas realeirasformadas, aproveite-as para dividirfamlias numerosas, ou elimine-as.5 . passo: Coloque de volta para ascolmeias os quadros centrifugados,sem demora, caso ainda exista boaflorada, pois as abelhas precisam deespao para armazenamento de mel.Esta prtica deve ser realizada aoanoitecer para evitar pilhagem.6 . passo: Na ausncia de floradas,os quadros centrifugados devemser guardados, protegidos das tra-as, para serem aproveitados nasafra seguinte.

    O espao deixado para as abe-lhas no interior da colmeia deve sersuficiente para acomodar, de modoconfortvel, o enxame, evitando quehaja espaos vazios dificultando oaquecimento das larvas.7 . passo: Os favos coletados commel devem ser protegidos das abe-lhas, com a utilizao de larvas.

    Operculado: fechado.

    Descreva os passospara colheita do mel.

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    Etapas doprocessamento do melO mel colhido deve ser processado,atravs das seguintes etapas:Desoperculao dos favos: retira-da dos oprculos com a utilizaodo garfo ou faca desoperculadora.Este trabalho realizado sobre amesa desoperculadora, para apro-veitamento da cera das tampinhase de parte do mel.Centrifugao: extrao do mel arma-zenado nos alvolos, sem a destrui-o dos favos, atravs da foracentrfuga.Filtragem: retira parte das impure-zas do mel.Decantao: feita em depsitosverticais ou horizontais, onde o melrecm-centrifugado deve descan-sar por um perodo de 24 a 48horas para completar a separao

    das impurezas presentes no produ-to, antes de ser envasado.Envasamento: o armazenamentodo mel em potes ou garrafas para acomercializao. Essa etapa reali-zada com o auxlio de um depsitoprovido de uma torneira tipo faco, ea sua capacidade de estocagem vaidepender do volume de produo.

    Todo o processo de extrao domel, at o seu envasamento, deveser realizado em local de muita lim-peza e higiene.

    A forma de armazenamento domel uma etapa decisiva para evi-tar o processo de fermentao doproduto. O melhor material paragarantir a boa qualidade o vidro,e quando se optar por frascos pls-ticos, estes devem ser apropriadospara a conservao de alimentos.

    Somente o mel de boa qualidade

    pode cristalizar, contrariando assim,o pensamento de muitas pessoasleigas no assunto.

    CeraComo vimos anteriormente, a cera uma substncia produzida pelas

    abelhas operrias com idade entre14 e 18 dias de vida adulta, atravsde quatro pares de glndulas locali-zadas na parte inferior do abdmen.As abelhas utilizam a cera paraconstruir seus favos, representandoeste produto 2% da produo nor-mal de uma colmeia.

    A cera da abelha tem o ponto defuso em torno de 60 C a 65 C cen-tgrados, e utilizada na indstriacomo impermeabilizante, na fabrica-

    o de velas, na produo de cos-mticos e na farmacopeia em geral.No apirio, a cera obtida atra-

    vs da desoperculao dos alvo-los, no reaproveitamento dos favosvelhos e nas raspas que se vorecolhendo durante as revisesnas colmeias. No entanto, so osoprculos que oferecem o maiorrendimento de cera virgem, produ-to de fcil aceitao no mercado eque pode tambm ser trocado como fornecedor de cera alveolada,mediante o pagamento de um gio.

    Toda cera deve ser recuperadadurante as prticas de reviso ecolheita do mel.

    Chico Gadelha

    Mel embalado

    Resumoda lio O mel deve ser colhido maduro,

    uma vez que este apresenta-semais viscoso, ou seja, commenos gua.

    O mel verde fermenta com facili- dade, tornando-se imprestvelpara o consumo.

    O uso da fumaa de grandeimportncia para controlar abe- lhas durante a colheita do mel.

    A colheita do mel realizada emsete etapas. O processamento do mel deve ser

    realizado antes da comercializao; A cera produzida por abelhas com

    idade entre 14 e 18 dias de vida.

    Para cada quilo de ceraproduzido, as abelhas operrias

    consomem 7 quilos de mel.

    Como as abelhas produzem cera?

    O mel embalado sem sofrernenhum tratamento tcnico

    considerado mel virgem,e tem melhor aceitao

    no mercado.

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    dade de postura da rainha, contato

    das campeiras com agrotxicos,velhice precoce da rainha, existnciade quadros com cera velha, escassezde plen e mel.5. Diviso de famlia: quando setem famlias fortes, pode-se aumen-tar o nmero de colmeias do apiriomediante uma diviso artificial.Como fazer: leve a colmeia quevai ser dividida para um local dis-tante alguns metros, a fim de queas campeiras, ao retornarem docampo, no encontrem mais a suacolmeia de origem. A nova colmeia que estar l, recebendo as abe-lhas que retornam do trabalho. A

    nova colmeia receber tambm os

    quadros com crias novas e posturae um ou dois favos com cria madu-ra para reforo de abelhas matri-zes. Receber tambm metadedos quadros com mel ou alimenta-o artificial para as duas famlias.

    A rainha permanecer na colmeiade origem, enquanto que a nova col-meia produzir a sua prpria rainhaa partir de crias novas, com idade de12 a 24 horas de nascidas.

    Para finalizar esta operao, asduas colmeias devem receber qua-dros montados com cera alveoladaem nmero suficiente para comple-tar os dez.

    6. Introduo de rainha: se aoconsultar as anotaes, e observarque a rainha de uma determinadacolmeia est com idade j avana-da, e em consequncia disso, comdesempenho abaixo do esperado

    (pouca postura), a providncia ado-tada poder ser a introduo deuma nova rainha.Como fazer: primeiro elimina-se arainha velha, para em seguida pen-durar entre dois quadros que conte-

    Alimentao artificial um

    xarope feito com gua e acarou gua e mel, que oferecidos abelhas atravs de

    alimentadores especiais, emperodos de falta de alimento

    na natureza.

    O que alimentao artificial?

    O que alimentao artificial?

    Diviso da famlia de uma colmeia

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    nham a maior concentrao de abe-

    lhas, a gaiola que abriga a nova rai-nha, tendo antes o cuidado de remo-ver a cortia da cmara de acarpara que as operrias possam abrirespao e libertar a mestra.

    As abelhas mestias(africanizadas), ao contrrio dasitalianas, so naturalmente maisagressivas, no entanto, maisprodutoras de mel.

    Por que os rinspodem ter

    complicaes com aspicadas de abelhas?

    Alguns apicultores afirmam que,

    simplesmente, melar a abelha demel e noite solt-la entre as abe-lhas do cortio orfanado, pode serum processo eficaz para a introdu-o de rainha.

    Abelha rainha

    7. Registro das condies decada colmeia: no confie tanto namemria. O melhor manter sem-pre mo um caderno de anota-es onde devero ficar registradastodas as observaes levantadasdurante as revises e inspeo aoapirio. Com as anotaes atualiza-das no se trabalha s cegas,ganhando, portanto, tempo e evi-tando cansao.8 . Picadas de abelhas: o ferroou aguilho das abelhas da famliados apdeos utilizado como armade defesa e no de ataque, poisas abelhas s agridem em defesada coletividade.

    No momento em que as abelhasse encontram trabalhando na coletade seus alimentos, ou quando saemem enxamao natural, tornam-semenos agressivas.

    As picadas de abelha, quandoem grande nmero, podem provo-car febre e at a morte de animaisde grande porte, inclusive do pr-

    prio homem. Portanto, a aplicaode uma substncia alcalina neutrali-za grande parte do veneno liberadopelas abelhas (apitoxina) que cido, e a utilizao de compressasgeladas ajudam a desinflamar. Oveneno das abelhas eliminadopelos rins, podendo trazer compli-caes para estes rgos.9 . Colmeias zanganeiras: socolmeias sem rainhas (rfs),enfraquecidas e onde as abelhasoperrias privadas da sua hormonaespecfica que era produzida pelaabelha rainha, num ltimo esforode sobrevivncia passam a fazerpostura de ovos no fecundados,originando apenas zanges.

    A prtica mais comum para oaproveitamento destas famliaspouco numerosas, fazer a uniocom outras famlias mais fortes.10 . Consumo de gua fresca: asabelhas precisam tanto de alimen-to quanto de gua de boa qualida-de, para o bom desenvolvimento

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    das crias. Por isso, o apicultor cui-

    dadoso deve proporcionar aosseus enxames os meios maisfceis de encontrar a gua, e evitarque as abelhas percam tempo.11 . A procura da rainha: , semdvida alguma, uma prtica quedesperta interesse no apicultor, tal-vez por colocar em teste a sua expe-rincia. A dificuldade em encontrar arainha porque, muitas vezes, oapicultor insiste em procur-la onde

    dificilmente ela costuma se encon-trar. O seu aspecto inconfundvelentre os membros da famlia, pois a nica na colmeia que caracteriza-se morfologicamente por ser maior

    do que as outras abelhas, possuir

    asas menos desenvolvidas, no terreservatrio de plen nas patas,possuir abdmen dilatado, colora-o mais clara e os anis menosacentuados.

    A rainha ainda no fecundada (vir-gem) apresenta o abdmen atrofia-do, dificultando a sua identificao.Invariavelmente a abelha rainha pas-seia num favo onde h grande con-centrao de abelhas operrias

    (nutrizes) sobre crias novas e commuita postura.Dificilmente a rainha se encon-

    trar nos favos que contm criasmaduras ou alimento em estoque.

    Etapas de desenvolvimento da abelha

    Castas das abelhas

    Resumoda lio

    No apirio necessriouma constante observaoe estudo para evitar resulta- dos desastrosos.

    No apirio devemos seguirrotineiramente os seguintesprocedimentos: visita de ins- peo, cautela no manejo dasabelhas, fazer unio e divisodas famlias de abelhas, con- trole das colmeias enfraqueci- das, introduo da rainha,

    registro das condies decada colmeia, cuidados comas picadas de abelhas, con- trole de colmeias zanganeirase uso de gua fresca.

    Onde encontramos a rainha?

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    Constituio da colmeia recria

    Resumoda lio Existem vrios mtodos para pro-

    duo de rainhas artificiais sendoo mais usado o de Doolitre.

    Na produo artificial de rainhas necessrio conhecimento da mor- fologia das abelhas, e seguir umasequncia de trabalho.

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    Plantas melferasLio 11A

    s plantas melferas so aquelasque tm flores visitadas pelasabelhas e apresentam caracte-rsticas muito variadas, mas

    geralmente so aromticas, ofere-cem facilidade para pouso das abe-lhas e fornecem nctar.

    O conhecimento da flora apcolada regio um passo importantepara o desenvolvimento de grandescolnias das abelhas Apis mellifera .A coleta e a identificao das esp-cies que compem a flora de umaregio so importantes para a explo-rao racional e programas de con-

    servao de abelhas, facilitando asoperaes de manejo no apirio,como tambm, possibilitando a iden-tificao, preservao e multiplica-o das espcies vegetais maisimportantes na rea (Wiesse, 1985).

    Existem espcies de vegetais quepodem apresentar caractersticasdiferenciadas no fornecimento dereservas florais para abelhas em fun-o das condies edafo climticas.O inventrio da flora apcola deve serregional, uma vez que as espciesconsideradas excelentes produtoresde nctar em uma regio podem noser em outra (Ferreira, 1981).

    As abelhas A. mellifera possuemuma glndula, chamada Glndulade Nasanov, que emite um ferom-nio atrativo para as outras abelhasda mesma espcie. Vrios estudostm sido feitos para aumentar a visi-tao das abelhas nas culturas quenecessitam de polinizao cruzadausando feromnios sintticos seme-lhantes aos produzidos pela glndu-

    la de Nasanov (Waller, 1970; Woyke,1981; Ohe & Praagh, 1983; Mayeret al., 1989; Ambrose et al., 1995).

    Um bom nmero de informaes

    a respeito da transmisso de men-sagens sobre a direo das fontes esobre as distncias percorridaspelas abelhas em voos para coletade alimentos, podem ser encontra-das na literatura, por outro lado,obtm-se poucos dados respeitoda altura desses voos.

    As operrias normalmente voamentre 5 e 10 m de altura (Jean-Prost,1985) e poucas vezes passam dos

    8 m, voando o mais baixo possvel,para se resguardarem do vento.Wellington & Cmiralova (1979)

    demonstraram que estudando fontesde alimento com mesma concentra-o de acares, mesma distncia edireo das colmeias, localizadas de0 a 1,70 m de altura, eram as prefe-ridas pela Apis mellifera e manti-nham-se fiis a elas.

    J as abelhas africanizadas podemlocalizar e visitar fontes de alimentoinstaladas a at 30 m de altura, emborao maior nmero de visitas concentre-seentre 0 e 5 m, faixa de altura em que seencontra o maior nmero de rvores earbustos que produzem flores.

    No Brasil, os primeiros levanta-mentos relacionando abelhas e flo-res foram realizados, no estado doPar, por Ducke (1902 a 1906), con-tudo, somente a partir da dcada de1960 surgiram os levantamentos sis-tematizados, com metodologiapadronizada (Sakagami et al., 1967).

    Nomes de algumasplantas melferas

    Eucalipto; Marmeleiro branco; Carqueja; Camboat; Uva do Japo; Maria-mole; Trevo branco; Cambar; Vassourinha de boto; Accia; Aroeira; Fruteiras em geral; Assa-peixe; Carne de vaca; Manjerico.

    Resumoda lio As plantas melferas so

    essenciais ao desenvolvimentoda apicultura.

    Qual a importnciadas plantas melferas?

    Qual a altura idealdas plantas melferas?

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    REALIZAO APOIO CULTURAL APOIO