04 MEDICINA - TIPO D - iades.com.br .metaforicamente a paisagem e os tipos humanos divertidos da

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PROV

A AP

LICAD

A

L E I A , C O M A T E N O , A S I N S T R U E S A S E G U I R .

Voc receber do fiscal: o um caderno de questes da prova objetiva contendo

40 (quarenta) questes de mltipla escolha, com 5 (cinco) alternativas de resposta cada uma, e apenas uma alternativa correta;

o duas propostas de redao; o um carto de respostas tico personalizado; o uma folha de texto definitivo da redao.

Quando autorizado pelo fiscal do IADES, no momento da identificao, escreva no espao apropriado do carto de respostas, com a sua caligrafia usual, a seguinte frase:

Fez-se do amigo prximo, distante.

Verifique se a numerao das questes, a paginao do caderno de questes e os dados do carto de respostas tico e da folha de texto definitivo da redao esto corretos.

Voc dispe de 4 (quatro) horas para fazer a prova objetiva, devendo controlar o tempo, pois no haver prorrogao desse prazo. Esse tempo inclui a marcao do carto de respostas tico e o preenchimento da folha de texto definitivo da redao.

Somente ser permitido levar o caderno de questes da prova objetiva aps 3 (trs) horas e 30 (trinta) minutos do incio da prova.

Somente aps decorrida 1 (uma) hora do incio da prova, voc poder entregar seu carto de respostas tico e a folha de texto definitivo da redao e retirar-se da sala.

Aps o trmino da prova, entregue ao fiscal do IADES o carto de respostas devidamente assinado e a folha de texto definitivo da redao.

Deixe sobre a carteira apenas o documento de identidade e a caneta esferogrfica de tinta preta ou azul, fabricada com material transparente.

No permitida a utilizao de qualquer aparelho eletrnico de comunicao. Desligue e guarde em embalagem fornecida pelo fiscal do IADES: mquina fotogrfica; telefone celular; relgio; gravador; bip; receptor; pager; notebook; tablet eletrnico;

walkman; aparelho porttil de armazenamento e de reproduo de msicas, vdeos e outros arquivos digitais; agenda eletrnica; palmtop; rgua de clculo; mquina de calcular e (ou) qualquer outro equipamento similar.

No permitida a consulta a livros, dicionrios, apontamentos e apostilas.

Voc somente poder sair e retornar sala de aplicao de provas na companhia de um fiscal do IADES.

No ser permitida a utilizao de lpis em nenhuma etapa da prova.

Ao final das provas, os 3 (trs) ltimos candidatos devem permanecer juntos na sala, com todo o seu material, sendo somente liberados quando o ltimo tiver concludo as provas, entregando simultaneamente o carto de respostas e a folha de redao.

I NSTRUES PARA A PROVA OBJ ETI VA

Verifique se os seus dados esto corretos no carto de respostas. Caso haja algum dado incorreto, escreva apenas no(s) campo(s) a ser(em) corrigido(s), conforme instrues no carto de respostas.

Leia atentamente cada questo e assinale, no carto de respostas tico, uma nica alternativa.

O carto de respostas tico no pode ser dobrado, amassado, rasurado ou manchado nem pode conter nenhum registro fora dos locais destinados s respostas.

A maneira correta de assinalar a alternativa no carto de respostas cobrir, fortemente, com caneta esferogrfica preta ou azul, o espao a ela correspondente.

Marque as respostas assim:

PROV

A AP

LICAD

A

VESTIBULAR 1/2016 MEDICINA TIPO D PGINA 2/14

LNGUA PORTUGUESA Questes de 1 a 6

Texto 1 para responder as questes de 1 a 3. 1 4 7

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A pobreza da riqueza

Em nenhum outro pas os ricos demonstram mais ostentao que no Brasil. Apesar disso, os brasileiros ricos so pobres. So pobres porque compram sofisticados automveis importados, com todos os exagerados equipamentos da modernidade, mas ficam horas engarrafados ao lado dos nibus de subrbio. E, s vezes, so assaltados, sequestrados ou mortos nos sinais de trnsito. Presenteiam belos carros a seus filhos e no voltam a dormir tranquilos enquanto eles no chegam em casa. Pagam fortunas para construir modernas manses, desenhadas por arquitetos de renome, e so obrigados a escond-las atrs de muralhas, como se vivessem nos tempos dos castelos medievais, dependendo de guardas que se revezam em turnos.

Os ricos brasileiros usufruem privadamente tudo o que a riqueza lhes oferece, mas vivem encalacrados na pobreza social. Na sexta-feira, saem de noite para jantar em restaurantes to caros que os ricos da Europa no conseguiriam frequentar, mas perdem o apetite diante da pobreza que ali por perto arregala os olhos pedindo um pouco de po; ou so obrigados a restaurantes fechados, cercados e protegidos por policiais privados. Quando terminam de comer escondidos, so obrigados a tomar o carro porta, trazido por um manobrista, sem o prazer de caminhar pela rua, ir a um cinema ou teatro, depois continuar at um bar para conversar sobre o que viram. Mesmo assim, no raro que o pobre rico seja assaltado antes de terminar o jantar, ou depois, na estrada a caminho de casa. Felizmente isso nem sempre acontece, mas certamente, a viagem um susto durante todo o caminho. E, s vezes, o sobressalto continua, mesmo dentro de casa.

Os ricos brasileiros so pobres de tanto medo. Por mais riquezas que acumulem no presente, so pobres na falta de segurana para usufruir o patrimnio no futuro. E vivem no susto permanente diante das incertezas em que os filhos crescero. Os ricos brasileiros continuam pobres de tanto gastar dinheiro apenas para corrigir os desacertos criados pela desigualdade que suas riquezas provocam: em insegurana e ineficincia.

BUARQUE, C. Disponvel em: . Acesso em: 30 set. 2015 (fragmento).

Questo 1

Assinale a alternativa que, em conformidade com as regras prescritas pela norma-padro com relao regncia, concordncia e ao uso do sinal indicativo de crase, reproduz o sentido original do perodo Pagam fortunas para construir modernas manses, desenhadas por arquitetos de renome, e so obrigados a escond-las atrs de muralhas (linhas de 9 a 11). (A) Pagam fortunas em prol construo de modernas

manses, desenhadas por arquitetos de renome, portanto so obrigados a escond-las atrs de muralhas.

(B) Pagam fortunas para construir modernas manses, as quais so desenhadas por arquitetos de renome, que so obrigados a escond-las atrs de muralhas

(C) Pagam fortunas voltadas a construo de modernas manses, onde so desenhadas por arquitetos renomados, porm so obrigados a escond-las atrs de muralhas.

(D) Pagam fortunas direcionadas construo de modernas manses, que so desenhadas por arquitetos de renome, mas so obrigados a escond-las atrs de muralhas

(E) Pagam fortunas visando a construo de modernas manses, que so desenhadas por arquitetos de renome, pois so proibidos a escond-las atrs de muralhas.

Questo 2

Acerca das relaes morfossintticas do perodo Os ricos brasileiros so pobres de tanto medo. (linha 30), assinale a alterativa correta. (A) O sujeito da primeira orao Os ricos brasileiros

e o da segunda pobres. (B) O verbo so classifica-se como transitivo direto. (C) H duas oraes que se relacionam por meio da

coordenao. (D) O perodo contm um predicado verbal, o qual

expressa uma ao relacionada ao sujeito. (E) O termo de tanto medo um adjunto adverbial de

causa.

Questo 3

Considerando a relao entre a organizao da linguagem e do contedo e o propsito principal do texto, assinale a alternativa correta.

(A) Com o objetivo principal de informar acerca da desigualdade entre ricos e pobres no Brasil, o autor opta pela dissertao e pela funo emotiva.

(B) Por meio de uma dissertao, na qual prevalece a funo referencial, o autor defende a tese de que os ricos brasileiros so pobres, pois tambm so vtimas dos problemas decorrentes da pobreza no Brasil.

(C) O autor, para narrar alguns acontecimentos sociais que caracterizam as diferenas entres os ricos e os pobres brasileiros, faz uso da funo referencial.

(D) Como pretende informar objetivamente quanto realidade social brasileira, o autor faz uso da descrio, na qual prevalece a funo apelativa.

(E) Para esclarecer alguns aspectos da desigualdade social brasileira, o autor, em sua dissertao, recorre funo metalingustica.

PROV

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LICAD

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VESTIBULAR 1/2016 MEDICINA TIPO D PGINA 3/14

Texto 2 para responder as questes 4 e 5. 1 4 7

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Descreve o que era naquele tempo a cidade da Bahia A cada canto um grande conselheiro, Que nos quer governar cabana, e vinha, No sabem governar sua cozinha, E podem governar o mundo inteiro. Em cada porta um frequentado olheiro, Que a vida do vizinho, e da vizinha Pesquisa, escuta, espreita, e esquadrinha, Para a levar Praa, e ao Terreiro. Muitos mulatos desavergonhados, Trazidos pelos ps os homens nobres, Posta nas palmas toda a picardia. Estupendas usuras nos mercados, Todos, os que no furtam, muito pobres, E eis aqui a cidade da Bahia.

MATOS, G. Disponvel em: . Acesso em: 30 set. 2015.

Questo 4

No que se refere ao contedo e estrutura do poema, assinale a alternativa correta. (A) O poeta faz uso do soneto para descrever

metaforicamente a paisagem e os tipos humanos divertidos da Bahia.

(B) Ao se referir aos personagens conselheiro (verso 1) e olheiro (verso 5), o eu potico se vale da ironia e do sarcasmo.

(C) Todos os versos so heteromtricos e os quartetos apresentam rimas interpoladas ou opostas.

(D) Gregrios de Matos restringe-se a denunciar os