1 guia da transformacao thelemica

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GUIA DA TRANS FORM AÇÃO THELÊ MICA

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  • GUIA DA

    TRANS FORM AO THELMICA

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    Guia da Transformao

    Thelmica

    Organizado por Frater B. 156.

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    INTRODUO

    Frequentemente ouvimos relatos de pessoas que se sentem muito envolvidas com os ensinamentos Thelmicos, mas que ainda no se julgam Thelemitas porque ainda no foram iniciadas ou fazem parte de alguma Organizao ou Ordem.

    Quando ouvimos isso, quase que inevitvel no remetermos imediatamente ao passado, quando recebemos as primeiras instrues e no encontramos referncia alguma de tal condio.

    A questo : Onde est escrito em qualquer lugar da literatura thelmica que somente Iniciados podem ser Thelemitas?

    Esse Guia de Transformao foi escrito para aqueles que:

    1. j ouviram superficialmente falar de Thelema; 2. nunca ouviram falar de Thelema; 3. esto confusos sobre o que Thelema; 4. so estudantes de cincias ocultas comparadas. 5. enfim, desejam se tornar Thelemitas.

    O Guia de Transformao uma conjunto de textos (libri) escritos por Mestre Therion e por Frater Achad que tinham exatamente a inteno de instruir acerca da Filosofia de Thelema. Todos os textos desta seleo podem ser encontrados na obra The Equinox.

    Ordem dos Textos

    A ordem dos textos foi escolhida por partir de explicaes mais fceis e gradualmente aumentando a complexidade dos ensinamentos. Nosso desejo que, com o avanar dos textos, a pessoa oua uma outra voz, a voz que a chamar ou a acordar para a Grande Obra de suas Vidas.

    Estes textos, devem ser lidos exatamente nesta ordem:

    1. Passando do Velho ao Novo Aeon 2. A Lei da Liberdade 3. A Mensagem do Mestre Therion 4. De Lege Libellum

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    5. Liber Oz 6. Dever 7. Liber AL vel Legis - O Livro da Lei

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    PASSANDO DO VELHO AO NOVO AEON

    Como deveis saber, entramos em Novo Aeon. Uma Verdade mais alta foi dada ao mundo. Esta Verdade est espera de todos que conscientemente a aceitam; mas tem que ser percebida antes que possa ser compreendida, e dia a dia aqueles que a aceitaram, e esto tentando viv-la, aprendem mais e mais de sua Beleza e Perfeio.

    O novo ensino parece estranho a princpio; e a mente incapaz de abarcar mais que um pouquinho do que ele em verdade significa. Apenas quando estamos vivendo a Lei, pode aquele pouquinho se expandir na infinita perspectiva do todo.

    Eu gostaria de que partilhsseis comigo um pedacinho desta grande Verdade que se tornou clara para mim nesta manh de sol; eu gostaria de que visseis comigo - se assim for vossa vontade - um pouquinho s alm do Velho Aeon, e contemplsseis por um momento o Novo. Ento, se o que vedes vos agrada, talvez fiqueis conosco; ou, talvez, voltareis atrs por algum tempo; mas uma vez a estrada esteja aberta, e o Caminho visvel, sempre podereis retornar, num instante, apenas reajustando vossa Viso Interna Verdade.

    Vs sabeis quo profundamente ns fomos sempre impressionados pelas idias do Nascer e do Pr do Sol; e como nossos irmos de eras passadas, vendo o Sol desaparecer noite e surgir novamente de manh, basearam todas as suas idias religiosas nesta concepo nica de um Deus Morto e Ressuscitado.

    Esta era a idia central da religio do Velho Aeon; mas ns a deixamos para trs, porque se bem que parecia estar baseada na Natureza (e os smbolos da Natureza so sempre verdadeiros), ns j crescemos alm dessa idia, a qual, mesmo na Natureza, apenas uma aparncia. Desde a poca quando esse Ritual de Sacrifcio e Morte foi concebido e declarado, ns, atravs da observao de nossos cientistas, viemos a saber que no o Sol que se ergue e pe; mas a Terra sobre a qual vivemos gira de tal forma que sua sombra nos separa da luz solar durante aquilo que ns chamamos a noite. O Sol no morre, como pensavam os antigos; Ele est sempre fulgindo, sempre irradiando a Luz e Vida. Parai por um momento, e adquiri

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    uma concepo clara deste Sol: como Ele est fulgindo de manh cedo, fulgindo ao meio-dia, fulgindo tarde, e fulgindo a meia-noite. Tendes esta idia claramente formulada em vossa mente? ENTO PASSASTES DO VELHO AO NOVO AEON.

    Agora, consideremos o que ocorreu convosco. A fim de assumirdes esta concepo mental do Sol sempre-fulgente, que fizeste? Vs vos identificastes com o Sol. Vs sastes da conscincia deste planeta, e por um instante vos considerastes como Entes Solares. Ento, para que voltar atrs? Podeis ter retrocedido involuntariamente, porque a Luz era to ofuscante que pareceu Escurido. Mas avanai novamente, desta vez mais por completo, e consideremos juntos quais sero as mudanas em nossa concepo do Universo.

    No momento em que nos identificamos com o Sol, ns percebemos que nos tornamos fonte de Luz: que ns, tambm, estamos agora brilhando gloriosamente; mas ao mesmo tempo, percebemos que a Luz do Sol no mais para ns; ns no podemos mais ver o Sol, tal como em nossa estreita conscincia do Velho Aeon, no poderamos ver ns mesmos. Em volta nossa h Noite perptua; mas esta a Luz Estelar do Corpo de Nossa Senhora Nuit, na qual vivemos, e nos movemos, e temos nosso ser. Ento, desta altura, ns contemplamos aquele pequeno Planeta, do qual ns, faz um momento, ramos parte; e Nos vemos emitindo a Nossa Luz sobre todos esses pequenos indivduos que chamramos de irmos e irms, os escravos que servem. Mas no paremos a. Imaginai o Sol concentrando, seus raios por um momento sobre um minsculo local: a Terra. O que acontece? A Terra se vaporiza, ela consumida, desaparece. Mas em nossa Conscincia Solar h Verdade, e atravs desta, contemplamos por um momento a esferazinha que deixamos para trs. Ela no mais ; no entanto , existe aquilo que resta. O que resta? O que aconteceu? De sbito, percebemos que "todo homem e toda mulher uma estrela". Olhamos em nossa volta e contemplamos nossa herana mais ampla: vemos o Corpo de Nossa Senhora Nuit. Agora estamos em escurido; estamos muito mais perto dela. Aquilo que, visto do pequenino planeta, parecia apenas pontinhos de luz, agora esbraseia como outros grandes Sis; e estes em verdade so nossos irmos e irms, cuja essencial e Estrelar natureza ns nunca antes percebramos que havamos deixado para trs.

    H lugar para todos aqui; cada um viaja em Sua prpria verdadeira Via; tudo Alegria.

    Agora, se desejais retroceder ao Velho Aeon, fazei-o. Mas tentai levar na memria que esses em volta vossa so na realidade Sis e Estrelas;

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    no pequenos escravos trmulos. Se no quereis ser um Rei vs mesmos, entretanto admiti que eles tm direito Realeza, mesmo como vs tendes este direito, quando quiserdes aceit-lo. E no momento em que quiserdes aceit-lo, tendes apenas que vos lembrar disto Olhai as coisas do ponto de vista do Sol.

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    LIBER DCCCXXXVII - A LEI DA LIBERDADE

    V A..A..

    Publicao em Classe e.

    Imprimatur: N. Fra. A..A..

    Faze o que tu queres, h de ser tudo da Lei.

    I

    Eu sou geralmente perguntado porque comeo minhas cartas desta forma. No importa se estou escrevendo para minha senhora ou para meu aougueiro, sempre comeo com estas onze palavras. Por que, de outra forma eu deveria comear? Que outro cumprimento poderia ser to alegre? Olhe, irmo, somos livres! Regozija comigo, irm, no existe lei alm de Faze o que tu queres.

    II

    Eu escrevo este texto para aqueles que no leram nosso Livro Sagrado, o Livro da Lei, ou para aqueles que, lendo-o, de alguma maneira falharam de alguma forma em entender sua perfeio. Pois existem muitos assuntos neste Livro, a as Boas Novas esto ora aqui, ora ali, espalhadas atravs do Livro como estrelas esto espalhadas pelos campos da Noite. Regozija comigo, todos vs povo! Bem no incio do Livro est a carta magna de nossa divindade: "Todo homem e toda mulher uma estrela". Ns somos todos livres, todos independentes, todos gloriosamente brilhantes, cada um, um universo radiante. Isto no so boas novas?

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    Ento vem a primeira chamada da Grande Deusa Nuit, Senhora do Cu Estrelado, que tambm a Matria em seu mais profundo sentido metafsico, que o infinito no qual todos vivemos e nos movemos e temos nossa existncia. Ouam a primeira convocao dela a ns homens e mulheres: "Venham adiante, crianas, sob as estrelas, & tomem sua satisfao de amor! Eu estou sobre vs e em vs. Meu xtase est no seu. Meu gozo ver teu gozo". Mais tarde ela explica o mistrio da aflio: "Pois eu estou dividida pelo propsito do amor, pela chance de unio".

    "Esta a criao do mundo, que a dor da diviso como nada, e o gozo da dissoluo tudo".

    mostrado mais tarde como isto pode ser, como a prpria morte , um xtase como o amor, porm mais intenso, a reunio da alma com seu verdadeiro Eu.

    E quais so as condies deste gozo e paz, e glria? nosso o ascetismo melanclico do Cristo, e do Budista, e do Hindu? Estamos caminhando em temor eterno que algum "pecado" nos afastaria da "graa"? De forma alguma.

    "Sede graciosos portanto: vesti-vos todos em trajes finos; comam comidas ricas e bebem vinhos doces e vinhos que espumam. Tambm tomem sua satisfao e vontade de amor como vs quiserdes, quando, onde e com quem quiserdes! Porm sempre a mim."

    Este o nico ponto a se ter em mente, que todo ato deve ser um ritual, um ato de adorao, um sacramento. Viva como os reis e prncipes, coroados e no coroados, deste mundo, que sempre viveram, como mestres sempre vivem, porm que no se permitar auto-indulgncia; faa de sua auto-indulgncia sua religio.

    Quando bebes e danas e usufrui delcias, voc no est sendo "imoral", voc no est arriscando sua alma imortal; voc est realizando os preceitos de nossa sagrada religio, providenciado apenas que voc se lembre de encarar suas aes nesta luz. No se rebaixe e destrua e vulgarize o seu prazer por omitir o gozo supremo, a conscincia da paz que ultrapassa a compreenso. No abranjas apenas Mariana ou Melusine; ela a prpria Nuit, especialmente concentrada e encarnada numa forma humana para lhe dar amor infinito, para proclamar que voc saboreie mesmo na Terra o elixir da imortalidade. "Porm xtase seja teu e gozo na Terra: sempre A mim! A mim!"

    Novamente ela fala: "Amor a Lei, amor sob vontade." Mantenha puro seu mais elevado ideal; lute sempre em direo a ele sem permitir que

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    algo lhe pare ou lhe desvie, como uma estrela percorre seu incalculvel e infinito curso de glria, e tudo amor. A Lei de nosso ser torna-se Luz, Vida, Amor, e Liberdade. Tudo paz, tudo harmonia e beleza, tudo gozo.

    Pois oua, quo graciosa a Deusa; "Eu dou inimaginveis gozos sobre a Terra: certeza, no f, enquanto em vida, sobre a morte; paz impronuncivel, descanso, xtase; nem eu reclamo algo em sacrifcio."

    Isto no melhor que a morte-em-vida dos escravos dos Deuses-escravos, indo oprimidos pela conscincia de "pecado", cansativamente buscando ou simulando fatigantes e tediosas "virtudes"?

    Com tais, ns que aceitamos a Lei de Thelema no temos nada a fazer. Ns ouvimos a Voz da Deusa-estrela: "Eu te amo! Eu te desejo! Plido ou prpura, velado ou voluptuoso, eu que sou todo prazer e prpura, e embriagus do senso mais ntimo, desejo voc. Ponha sobre as asas e ergue o esplendor enroscado dentro de voc: venha a mim!", e ento Ela termina:

    "Canta a extasiante cano de amor a mim! Queima mim perfumes! Usa mim jias! Bela mim, pois eu amo voc. Eu amo voc. Eu sou a filha do poente de plpebras azuis; eu sou o brilho nu do voluptuoso cu noturno. mim! mim!", e com estas palavras "A manifestao de Nuit est em um fim".

    III

    No captulo seguinte de nosso Livro dada a palavra de Hadit que complemento de Nuit. Ele energia eterna, o Movimento Infinito das Coisas, o mago central de todo ser. O universo manifesto surge do casamento de Nuit e Hadit; sem isto coisa alguma poderia ser. Esta eterna, esta perptua festa de casamento ento a prpria natureza das coisas; e portanto tudo o que , uma cristalizao do xtase divino.

    Hadit conta-nos sobre Ele mesmo: "Eu sou a chama que queima em todo corao do homem, e no mago de toda estrela". Ela ento nossa prpria essncia divina ntima; voc e no outro, que est perdido no constante xtase do abrao da Infinita Beleza. Um pouco depois ele fala de ns:

    "Ns no somos para o pobre e para o triste: os senhores da Terra so nossos parentes".

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    "H um deus de viver em um co? No! porm os mais elevados so dos nossos. Eles ho de regozijar, nossos escolhidos: quem se aflige no de ns".

    "Beleza e vigor, riso franco e languidez deliciosa, fora e fogo, so de ns". Mais tarde, a respeito da morte, Ele diz: "No pense. rei, sobre aquela farsa: que tu deves morrer: verdadeiramente tu no hs de morrer, porm viver. Agora que seja compreendido: Se o corpo do Rei dissolve, ele h de permanecer em puro xtase para sempre". Quando voc sabe isto, o que resta a no ser delcias? E como vamos viver por enquanto?

    " uma farsa, esta loucura contra si mesmo". [ ... ] "Seja forte, homem! Sente desejo, goza todas coisas de sentido e volpia: no tema que algum Deus h de te negar por isto".

    De novo e de novo, em palavras como estas, Ele v a expanso e o desenvolvimento da alma atravs do gozo.

    Aqui est o Calendrio de nossa Igreja: "Mas vs, meu povo, erguei & despertai! Que os rituais sejam corretamente executados com gozo e beleza!". Lembre-se que todos os atos de amor e prazer so rituais, devem se rituais, "Existem rituais dos elementos e banquetes das estaes. Um banquete pela primeira noite do profeta e sua estaes. Um banquete pela primeira noite do profeta e sua noiva! Um banquete pelos trs dias da escritura do Livro da noiva! Um banquete pelos trs dias da escritura do Livro da Lei. Um banquete para Tahuti e a criana do profeta-secreto, profeta! Um banquete pelo supremo ritual, e um banquete pelo Equincio dos Deuses. Um banquete pelo fogo e um banquete pela gua; um banquete pela vida e um banquete ainda maior para a morte! Um banquete todos os dias em seus coraes no gozo de minha volpia! Um banquete toda noite em Nu, e o prazer da ntima delcia! Sim! Banqueteie! Regozije! No existe temor daqui em diante. Existe a dissoluo, e eterno xtase nos beijos de Nu." Tudo depende em sua prpria aceitao desta nova Lei, e no se exige que voc creia em alguma coisa, que aceite uma extenso de fbulas idiotas abaixo do nvel intelectual de um lenhador e do nvel moral de um drogado. Tudo o que voc tem fazer ser voc mesmo, fazer sua vontade, e regozijar.

    "Tu falhaste? Tu ests arrependido? H medo em teu corao?". Ele diz de novo: "Onde eu estou, estes no esto." Existe muito mais do mesmo teor; o suficiente j foi mencionado para tornar tudo claro. Porm existe uma injuno seguinte. "Sabedoria diz: seja forte! Ento podes tu suportar mais gozo. No seja animal; refina tua volpia! Se tu bebes, bebe pelas oito e noventa regras de arte: e se tu amas, excede pela delicadeza; e se tu fazes

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    algo gozoso, que haja sutilidade naquilo! Porm excede! excede! Lute sempre para mais! E se tu s verdadeiramente meu e no duvides, e se tu s sempre gozoso! morte a coroa de tudo".

    Ergam-se meus irmos e minhas irms da Terra! Ponham sob teus ps todos os medos, todos Escrupulosos, todas hesitaes! Ergam-se! Venham adiante, livres e gozosos, por noite e dia, para fazer tua vontade; pois "No existe lei alm de faze o que tu queres". Ergam-se! Sigam em frente conosco na Luz e Vida e Amor e Liberdade, tomando nosso prazer como Reis e Rainhas no Paraso e sobre a Terra.

    O sol est erguido; o espectro das eras foi posto a voar. "A palavra de pecado Restrio", ou como foi de outra forma dito neste texto: Aquilo Pecado, aprisionar teu sagrado esprito!

    Sigam em frente, sigam em frente em teu poder; e que nenhum homem lhe atemorize.

    Amor a lei, amor sob vontade.

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    A MENSAGEM DO MESTRE THERION

    "Faze o que tu queres h de ser tudo da Lei"

    "No h lei alm de Faze o que tu queres"

    "A palavra da lei "

    - Thelema - significa Vontade.

    A chave para esta Mensagem esta palavra - Vontade. O primeiro significado bvio desta Lei confirmado por anttese: "a palavra de Pecado Restrio".

    Outra vez: "Tu no tens direito seno fazer a tua vontade. Faze aquilo e nenhum outro dir no. Pois vontade pura, desembaraada de propsito, livre da nsia de resultado, toda via perfeita".

    Considerai isto cuidadosamente; parece implicar uma teoria que se todo homem e toda mulher fizesse sua vontade - a verdadeira vontade - no haveria conflito. "Todo homem e toda mulher uma estrela", e cada estrela move-se em uma rbita determinada sem interferncia. H muito espao para todos; apenas a desordem que cria confuso.

    Destas consideraes estaria claro que "Faze o que tu queres" no significa "Faze o que te agrades". a apoteose da Liberdade; porm tambm a mais estrita das injunes.

    Faze o que tu queres - ento faze nada mais. No permitas que nada te desvie daquela austera e santa tarefa. A Liberdade absoluta para fazer a tua vontade; mas busque fazer qualquer outra coisa que seja, e, instantaneamente, obstculos devem erguer-se. Todo ato que no est no curso explcito daquela rbita nica errtica, um estorvo. A vontade no deve ser duas, e sim uma.

    Nota ademais que esta vontade no apenas para ser pura, isto , nica, como explicado acima, mas tambm "desembaraada de propsito". Esta frase estranha deve causar-nos hesitao. Pode significar que qualquer propsito na vontade a enfraqueceria; evidente que "a nsia de resultado" algo de que ela deve ser livre.

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    Mas a frase pode tambm ser interpretada como se lesse "com propsito desembaraado" - i.e., com energia incansvel. A concepo , portanto, de um movimento eterno, infinito e imutvel. o Nirvana, apenas dinmico ao invs de esttico - e isto vem a ser no fim a mesma coisa.

    A tarefa prtica obvia do mago , ento, descobrir o que realmente sua vontade, de modo que ele possa faz-la desta forma, e ele pode realiz-la melhor pelas prticas do Liber Thisarb (ou outras que possam ocasionalmente ser estabelecidas).

    Tu tens que:

    1. Descobrir qual a Tua Vontade. 2. Fazer aquela Vontade com:

    a. propsito nico; b. desprendimento; c. e paz.

    Ento, e apenas ento, ests tu em harmonia com o Movimento das coisas, tua vontade parte da, e portanto iguala-se a, Vontade de Deus. E desde que a vontade apenas o aspecto dinmico do eu, e desde que dois entes no poderiam possuir vontades idnticas; ento, se tua vontade for a vontade de Deus, Tu s aquilo.

    H apenas uma outra palavra a explicar. Alhures est escrito - certamente para nosso grande conforto - "Amor a lei, amor sob vontade".

    Isto deve ser aprendido como significando que, enquanto Vontade a Lei, a natureza daquela Vontade o amor. Mas este amor como se fosse um sub-produto daquela Vontade; no a contradiz ou suplanta; e se a contradio aparente erguer-se numa crise, a Vontade que nos guiar corretamente. Vde! enquanto no Livro da Lei h muito de Amor, no h palavra de sentimentalismo. O dio mesmo, quase como o Amor! "Como irmos lutai!" Todas as raas msculas do mundo entendem isto. O Amor de Liber Legis sempre audaz, viril, mesmo orgistico. H delicadeza, mas a delicadeza da fora. Pujante, terrvel e glorioso como ele ; contudo, apenas a flmula sobre a sagrada lana da Vontade, a inscrio damascena sobre as espadas dos Monges-Cavaleiros de Thelema.

    Amor a lei, amor sob vontade.

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    DE LEGE LIBELLUM

    PREFCIO - A LEI

    Faze o que tu queres h de ser tudo da Lei.

    EM RETIDO DE CORAO vinde aqui, e oua; pois sou eu, TO MEGA THERION, quem deu esta Lei a todo aquele que se percebe santo. Sou eu, e no outro, quem quer vossa Liberdade completa, e o crescimento dentro de vs de Conhecimento e Poder completos.

    Vede! O Reino de Deus est dentro de vs, mesmo como o Sol est eternamente nos cus, tanto meia-noite quanto ao meio-dia. Ele no se ergue, no se pe; a sombra da terra que o esconde, ou as nuvens sobre a face dela.

    Deixa-me ento vos declarar este Mistrio da Lei, tal como ele me foi dado a conhecer em diversos lugares, em montanhas e em desertos., mas tambm em grandes cidades; eu o declaro para vosso conforto e coragem. E assim seja como todos vs!

    Sabeis, primeiramente, que da Lei surgem quatro Raios ou emanaes; de forma que se fazeis da Lei o centro de vosso ser, eles inevitavelmente, vos enchero de benefcio oculto. E os quatro so: Luz, Vida, Amor e Liberdade.

    Pela Luz contemplareis a vs mesmos, e vereis Todas as Coisas, que em verdade so apenas Uma Coisa, que tem sido chamada de Nada por um motivo que mais adiante vos ser declarado. Mas a substncia da Luz Vida, desde que sem Existncia e Energia a Luz no poderia ser. Pela Vida, portanto, vos sois tornando vos mesmos, eternos e incorruptveis, flamejantes como sis, auto-criados e auto-mantidos; cada um de vs o centro nico do Universo.

    Ora, assim como pela luz vistes, pelo amor sentis. H um xtase de puro Conhecimento, e outro de puro Amor. E este Amor a fora que une coisas diversas, para a contemplao, na Luz, da Unidade delas. Aprendei que o Universo no est imvel; est num extremo movimento cuja soma Descanso. E esta compreenso de que estabilidade Mudana, e Mudana

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    Estabilidade, que Ser Acontecer, e Acontecer Ser, a chave do Palcio ureo desta Lei.

    Finalmente, atravs da Liberdade tendes o poder de dirigis vosso curso de acordo com vossa Vontade. Pois a extenso do Universo sem limites, e vs sois livres de tomar prazer como quiserdes, j que a variedade de existncia , igualmente, infinita. Pois tambm isto a Alegria da Lei: que no h duas estrelas iguais, e vos deveis compreender que esta multiplicidade , ela mesma, Unidade, e que sem ela a Unidade seria impossvel. E isto uma dura assero Razo, que apenas manipulao da mente, chegardes ao Conhecimento puro atravs da percepo direta da Verdade.

    Aprendei, tambm, que essas quatro Emanao da Lei flamejam em todas os caminhos; elas vos sero teis no s nessas Rodovias do Universo das quais eu escrevi, mas em qualquer Atalho de vossas vidas dirias.

    Amor a lei, amor sob vontade.

    I - DE LIBERDADE

    SOBRE LIBERDADE que eu primeiro quereria vos falar; pois a no ser que sejais livre para agir, no podeis agir. No entanto, todas as quatro ddivas da Lei devem ser, algum grau, exercidas, j que as quatro so na realidade uma, mas para o Aspirante que vem ao Mestre, a primeira necessidade Liberdade.

    O maior de todos os grilhes a ignorncia. Como h um homem livre para agir, se ele no conhece seu prprio propsito? Vs deveis portanto, antes de mais nada descobrir que estrela, de todas as estrelas, vs sois: vossa relao com as outras estrelas em vossa volta, vossa relao, e identidade com o Todo.

    Em nossos Livros Santos so descritos diversos mtodos de realizarmos esta descoberta; e cada um deve realiz-la por si mesmo, alcanando uma absoluta certeza atravs de experimentao direta; no apenas raciocinando e calculando o que provvel. Ento, a cada um de vs vir o conhecimento de sua vontade finita, atravs da qual um poeta, outro profeta, outro ferreiro, outro escultor. Mas tambm, a cada um vir o conhecimento de sua Vontade infinita: se Verdadeiro Ente. Desta Vontade deixai-me, pois, falar claramente a todos, j que ela de todos.

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    Compreendei antes de mais nada, que existe em vs um certo descontentamento. Analisai-a bem a natureza: no final chegareis, em qualquer caso, a uma mesma concluso. Esse descontentamento surge na crena em duas coisas diversas, o Ente e o No-Ente, em conflito entre elas. Tambm isto restrio da Vontade. Aquele que est doente est em conflito com seu prprio corpo; aquele que pobre est em conflito com a sociedade; e assim por diante. No fim, portanto, o problema consiste em como atingir esta percepo de unidade.

    Ora suponhamos que vieste presena do Mestre, e que Ele vos declarou o Caminho a esta consecuo. Que vos impede? Ai! existe ainda muita liberdade ao longe. Compreendei isto claramente: que se estais certos de vossa Vontade, e certos de vossos meios, ento quaisquer pensamentos ou atos que contrariam esses meios contrariam tambm aquela Vontade.

    Se, portanto o Mestre vos urgisse a que aceitsseis um Voto de Santa Obedincia, concordar em fazer isto no seria uma entrega da Vontade, mas um cumprimento desta.

    Pois vede, o que vos impede? Ou vem de fora ou vem de dentro, ou de ambas as coisas ao mesmo tempo. Pode ser fcil para o buscador de mente forte calcar aos ps a opinio pblica, ou arrancar de seu forte corao o que ele ama, em um senso; mas permanecero sempre nele muitas afeies discordantes, como tambm os laos do hbito; e tambm estes ele deve conquistar.

    Em nosso mais Santo Livro est escrito: tu no tens direito seno fazer a tua Vontade. Faze aquilo e nenhum outro dir no. Escreverei tal tambm em vosso corao e em vosso crebro: pois esta a chave do assunto inteiro.

    Aqui a Natureza mesma seja vosso orientador: pois em cada fenmeno de fora e movimento ela proclama aos gritos esta verdade. Mesmo num assunto to pequenino como o ato de pregar um prego numa tbua, eis este mesmo sermo. Vosso prego deve ser duro, liso, aguado, ou no se mover rapidamente na direo desejada. Imaginai ento um prego de madeira podre, e rombudo, em verdade, isso nem mais um prego. No entanto, praticamente a humanidade em peso assim. Eles desejam uma dzia de diversas carreiras; e a fora que poderia ter sido suficiente para atingir eminncia em uma, desperdiada nas outras: todas ficam anuladas.

    A mais possantes foras do Universo para me manter neste intuito; se bem que agora o hbito mesmo me constrange direo correta, no entanto eu no cumpri minha Vontade; diariamente eu me desvio da tarefa. Eu oscilo. Eu fraquejo. Eu me atraso.

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    Seja isto ento de grande conforto para todos vs; que se eu sou to imperfeito, e por simples vergonha eu no acentuei minha imperfeio, se eu, o Profeta, ainda mesmo se apenas me igualsseis, como seria grande a vossa consecuo!

    Alegrai-vos, portanto, j que tanto o meu fracasso quanto o meu sucesso so argumentos encorajadores para vs.

    Examinai-vos bem, eu vos peo: analisai vossos pensamentos mais ntimos. E primeiramente abandonareis todos esses grosseiros e bvios impedimentos vossa Vontade: preguia, amizades fteis condies ou diverses dispersivas; eu no enumerarei os conspiradores contra o bem estar de vosso Estado.

    A seguir, determinai o mnimo de tempo dirio que realmente indispensvel vossa vida natural. O resto vs dedicareis aos Verdadeiros Meios da vossa Consecuo. E mesmo aquelas necessrias horas de labuta mundana vs consagrareis Grande Obra, dizendo conscientemente, sempre, enquanto ocupado com essas tarefas, que vs as executais apenas para preservar vosso corpo e mente em bom estado de sade a fim de poderdes vos aplicar seriamente quele sublime e nico Objetivo.

    Pouco tempo passar antes que comeceis a compreender que tal modo de viver a verdadeira Liberdade. Vs percebereis as distraes de vossa Vontade como o so. Elas no mais vos parecero agradveis e atraentes; mas sero como laos, como vergonha. E quando tiverdes atingido este ponto, sabei que atravessastes o Portal do Meio. Vs unificastes a vossa Vontade.

    Da mesma forma, se um homem estivesse sentado em um teatro e a pea o entediasse, ele aceitaria de bom grado qualquer distrao e se divertiria com qualquer incidente estranho s peripcias no palco; mas se a pea realmente lhe atrasse a ateno, qualquer incidente o aborreceria. Sua atitude para com estes seria uma indicao dele para com a pea mesma.

    A princpio o hbito da ateno difcil de adquirir. Perseverai, e experimentareis espasmos peridicos de repulso. Vossa Razo mesma vos atacar, dizendo: como pode uma escravido to estrita ser o Caminho Liberdade?

    Perseverai. Vs nunca ainda conhecestes a liberdade. Quando as tentaes tiverem sido sobrepujadas, quando a voz da Razo tiver sido silenciada, ento vossa alma pular avante, desimpedida, em seu curso escolhido; e pela primeira vez vs experimentareis o extremo deleite de serdes Mestre de vs Mesmos, portanto do Universo.

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    Quando isto tiver sido plenamente conseguido, quando estiverdes sentados seguramente na sela, ento podereis desfrutar tambm todas aquelas distraes que antes vos agradaram e depois vos irritaram. Agora elas no mais faro nem uma coisa nem outra; pois elas sero vossas servas e brinquedos.

    At que tenhais atingido este ponto, no sereis completamente livres. Vs deveis matar o desejo e matar o medo. O final disto o poder de viver de acordo com vossa prpria natureza, sem perigo de que uma parte possa se desenvolver em detrimento das outras; sem qualquer preocupao de que tal perigo possa se apresentar.

    O beberro bebe e se aturde; o covarde no bebe e treme de frio; o homem sbio, livre e corajoso, bebe e glorifica Deus Altssimo.

    Esta ento a Lei de Liberdade: vs possuis toda Liberdade como vosso direito intrnseco; mas tendes que fortificar o Direito com Poder: tendes que conquistar a Liberdade para vs mesmos em muitas batalhas. Ai dos filhos que dormem sobre a Liberdade conquistada por seus pais!

    No existe lei alm de faze o que tu queres: mas so apenas os maiores da raa que tem a fora e a coragem necessrias para obedecer esta Lei.

    Oh homem! olha-te a ti mesmo! Com que cuidado foste feito! Quantas idades levou tua construo! A histria do planeta est entretecida com a substncia do teu crebro! Foi tudo isso sem motivo? No h propsito em ti? Foste tu feito como s para que pudesses comer, e procriar, e morrer? Tal no penses! Tu incorporas tantos elementos, tu s o fruto de tantos Aeons de esforo, tu fostes feito tal qual s, e no outro, para algum colossal Fito.

    Cria ento nimo, e busca esse Fito, e faze-o. Nada pode te satisfazer seno o cumprimento de tua transcendente Vontade, que est oculta dentro de ti. Para isto, levanta-te, arma-te! Conquista tua Liberdade para ti mesmo! golpeia fundo!

    II - DO AMOR

    EST ESCRITO que Amor a lei, amor sob vontade. Aqui h um Arcano velado, pois em grego AGAPE, Amor, tem o mesmo valor numrico que Qelhma? Vontade. Por isto ns compreendemos que a natureza da Vontade Universal Amor.

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    Ora, Amor o incndio em xtase de Dois que desejam se tornar Um. , pois uma frmula Universal de Alta Magia. Pois todas as coisas, sofrendo por causa da individualidade, devem necessariamente querer Unidade como seu remdio.

    Aqui tambm a Natureza serve de aviso queles que buscam Sabedoria no seio dela: pois na unio de elementos de polaridade oposta h uma glria de calor, de luz, e de eletricidade. Assim tambm, na humanidade ns contemplamos o fruto espiritual de poesia, e de toda genialidade, surgindo da semente daquilo que pessoas treinadas em Filosofia consideram apenas como um gesto animal. E deve ser bem notado que as mais violentas e divinas paixes ocorrem entre pessoas de natureza completamente inarmnicas.

    Mas agora eu quereria que percebsseis que no plano da mente no h limitaes tais com a de espcie; de forma que um homem pode se enamorar de um objeto inanimado, ou de uma idia. Pois para aquele que esteja algo adiantado no Caminho da Meditao parece que todos os objetos, salvo o Objeto nico, so desagradveis, mesmo como lhe pareceu antes quanto aos seus caprichos e desejos efmeros em relao Vontade. Portanto, assim todos os objetos devem ser tomados pela mente, e aquecidos na stupla fornalha do Amor, at que numa exploso de xtase eles so por completo destrudos na criao da Perfeio de Unio, tal como as pessoas do Amante e do Bem-Amado se fundem no ouro espiritual do Amor, que no conhece pessoas, mas inclui tudo.

    Porm, j que cada estrela apenas uma estrela, e a unio das duas apenas uma xtase parcial, o aspirante nossa santa Cincia e Arte deve aumentar-se constantemente atravs deste mtodo de assimilao de idias, para que no fim, tendo se tornado capaz de abarcar o Universo em um s pensamento, ele possa se lanar sobre aquilo com a completa fora de seu Ente e destruindo a ambos, tornar-se aquela unidade cujo nome Nada. Buscai, pois todos vs, unir-vos constantemente em xtase com toda e cada coisa que existe; e isto com a mxima paixo e ardor de Unio. Para este fim, tomai principalmente coisas que vos sejam naturalmente repulsivas. Pois aquilo que agradvel facilmente assimilado e sem xtase; na transfigurao do que indesejado e nojento no Bem-Amado que o Ente sacudido nas razes do Amor.

    Assim, no amor humano tambm ns vemos que homens medocres se unem a mulheres inaptas; mas a Histria nos ensina que os super gnios do mundo buscam sempre as mais vis e as mais horrveis criaturas para suas concubinas, ultrapassando at as leis limitantes do sexo ou da espcie em sua necessidade de transcender a norma. No basta a tais naturezas

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    excitar ardor ou paixo: a imaginao mesma deve ser inflamada por todas os meios. Para ns, ento, emancipados de toda lei ignbil, que faremos ns para satisfazer nossa Vontade de Unio? Nada menos que o Universo inteiro deve ser a nossa amante; nenhum bordel mais circunscrito que o Espao Infinito pode ser o nosso mbito nenhuma noite de estupro que no seja coesa com a prpria Eternidade!

    Considerai que, tal como o Amor tem fora para produzir todo xtase, assim a falta de Amor a maior das fomes. Quem frustrado em seu Amor sofre em verdade; mas aquele que no sente Amor ativamente em seu corao para com algum objeto est prostrado em dor de esfomeio. E este estado misticamente chamado de Secura. Para isto, creio eu, no existe cura seno paciente persistncia em uma Regra de Vida.

    Mas esta Secura tem sua virtude: que, atravs dela, a Alma purgada das coisas que impedem a Vontade; pois quando a secura completa e perfeita, ento certo que nada satisfar a Alma seno a Consecuo da Grande Obra. E isto em almas fortes, um estmulo para a Vontade. a fornalha de sede que queima toda impureza dentro de ns.

    Mas cada ato de Vontade corresponde a uma particular Secura: e a medida que o Amor aumentar dentro de vs, assim aumentar o tormento da falta de Amor. Seja isto, alm do mais, um consolo vosso na ordlia! Tambm quanto mais intensa a praga de impotncia, tanto mais rpida e subitamente ela poder desaparecer.

    Eis aqui o mtodo de Amor na Meditao: Que o Aspirante primeiro pratique-a e depois se discipline na Arte de fixar a ateno em qualquer coisa Vontade, sem permitir a mnima distrao imaginvel.

    Que ele pratique a arte da Anlise de idias, e a arte de no permitir mente a reao natural desta s idias, tanto, as agradveis quanto as desagradveis; assim fixando-se a si mesmo em Simplicidade e Indiferena. Estas coisas sendo conseguidas em sua devida estao, sabei que todas as idias tero se tornado iguais em vossa percepo, j que cada uma simples, e cada uma indiferente: qualquer uma delas permanecer na mente Vontade, sem se inquietar ou lutar, nem tendendo a passar qualquer outra. Mas cada idia possuir uma especial qualidade que comum a todos: esta, que nenhuma delas o Ente: desde que so percebidas pelo Ente como Algo Oposto.

    Quando esta percepo for completa e profunda em seu impacto, ento ser o momento do Aspirante dirigir sua Vontade e Amor sobre ela, de forma que a inteira conscincia dele se focalize sobre esta nica Idia. E a princpio ela poder ser inerte e morta, ou mal mantida. Isto poder ento

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    passar secura, ou repulsa. Mas por fim, por pura persistncia naquele Ato de Vontade de Amar, o Amor se erguer, como uma ave, como uma flama, como msica, e a Alma inteira alada alar vo numa trajetria de fogo e canto ao Derradeiro Cu de Possesso.

    Agora, neste mtodo h muitas estradas e caminhos, alguns simples e diretos, alguns escondidos e misteriosos mesmo como ocorre com amor humano, no qual nenhum homem foi feito do mesmo modo que os primeiros rabiscos de um Mapa; pois o Amor infinito em diversidade, assim como so as Estrelas. Por este motivo, eu deixo que o Amor, por si prprio, domine no corao de cada um de vs: pois ele vos ensinar corretamente, se vs apenas o servreis com diligncia e devoo, mesmo ao abandono.

    Nem devereis vos recear ou surpreender com as estranhas peas que ele pregar: pois ele um garoto travesso e atrevido, sbio nos Artifcios de Afrodite, Nossa Senhora, sua doce Me, e todos os seus gracejos e crueldades so temperos de um astucioso confeito ao qual nenhuma arte pode se igualar.

    Regozijai-vos, portanto, em Seu jogo, no diminuindo, de modo algum, vosso prprio ardor, mas brilhando com o tormento de Seus aoites e fazendo do prprio Riso um sacramento coadjuvante do Amor, assim como no Vinho de Rheims h fagulhas e trapaas tal como se fossem ministros do Alto Sacerdote de sua Intoxicao.

    Tambm justo que eu vos escreva da importncia da Pureza no Amor. Agora, esta matria no diz respeito ao objeto ou mtodo da prtica: o essencial que nenhum elemento aliengeno se intrometa. E da mais particular pertinncia ao aspirante nesse primrio e mundano aspecto de seu trabalho, no qual ele se estabelece a si mesmo no mtodo, atravs de suas afeies naturais.

    Pois saibas, que todas as coisas so mscaras ou smbolos da Verdade nica, e a natureza serve sempre para apontar a mais alta perfeio sob o vu da mais baixa perfeio. Portanto, ento, toda Arte e Ofcio do amor humano vos serviro como um hierglifo: pois est escrito que Aquilo que est acima como o que est embaixo, e que Aquilo que est embaixo como o que est em cima.

    Portanto, quanto a isto, tambm vos convm tomar bastante cuidado, para que de nenhum modo falheis neste assunto de Pureza. Pois, apesar de cada ato dever ser completo em seu prprio plano, e nenhuma influncia de qualquer outro plano dever ser trazida a sua interferncia ou confuso - pois tudo isso impureza - ainda assim cada ato deve ser, em si mesmo, to

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    completo e perfeito que seja um espelho da perfeio de todo outro plano e, portanto, vir a partilhar da pura Luz do altssimo. Tambm, posto que todas as aes devem ser atos de Vontade em Liberdade em todo os planos, todos estes so, na realidade, apenas um; e assim a mais baixa expresso de qualquer funo dessa Vontade deve ser, ao mesmo tempo, uma expresso da mais alta Vontade, ou somente Verdadeira Vontade, o que j est implcito na aceitao da Lei. Que seja tambm entendido por vs que no necessrio ou certo suprimir a atividade natural de qualquer tipo, tal como certas pessoas falsas, eunucos do esprito; o mais corrompido ensinamento para a destruio de muitos. Pois em qualquer coisa habita sua prpria perfeio, e negligenciar a total operao em funo de qualquer parte traz a distoro e a degenerao do todo. Agi, portanto, de todas as maneiras, mas transformando o efeito de todas essas maneiras no nico Caminho da Vontade. E isto possvel, porque todos os caminhos so, em Verdade, Um Caminho; o Universo mesmo sendo Um e Um S, e sua aparncia como multiplicidade, como a iluso cardinal de que o verdadeiro objeto do amor dissipar.

    Na aquisio do Amor, h dois princpios, o da maestria e o da concesso. Mas a natureza destas difcil de explicar, pois so sutis, e mais bem ensinadas pelo Prprio Amor no curso das Operaes. Mas deve ser dito geralmente que a escolha de uma frmula ou de outra automtica, sendo trabalho dessa mais ntima Vontade o que est vivo dentro de vs. No busqueis, ento, determinar conscientemente esta deciso, pois aqui o verdadeiro instinto no passvel de erro.

    Mas agora eu termino sem mais delongas: pois em nossos Livros Santos esto escritos muitos detalhes das presentes prticas de Amor. E aqueles so os melhores e mais verdadeiros, os quais so sutilmente escritos em smbolo e imagem, especialmente em Tragdia e Comdia, pois a natureza inteira destas coisas deste tipo, a prpria Vida sendo o fruto da flor do Amor.

    , pois, da Vida que eu devo agora escrever a vs, visto que por todo ato de Vontade no Amor vs estais a criando, uma quinta essncia mais misteriosa e regozijante do que julgais, pois isto que os homens chamam de vida apenas uma sombra daquela verdadeira Vida, seu direito de nascena e a ddiva da Lei de Thelema.

    III - DA VIDA

    SSTOLE E DISTOLE: estas so as fases de todas as coisas componentes. Tal tambm a vida do homem. Sua curva se ergue da

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    latncia do vulo fertilizado, dizeis, a um znite do qual declina at a nulidade da morte? Bem considerado, isto no completamente verdade. A vida do homem apenas um segmento de uma curva serpentina que alcana a infinidade, e seus zeros apenas marcam as mudanas de + para - e de - para + nos coeficientes de sua equao. por este motivo entre muitos outros que sbios de antanho escolheram a Serpente para Hierglifo da Vida.

    Vida , pois indestrutvel, como tudo mais. Toda destruio e construo so mudanas da natureza do Amor, como eu vos descrevi no ltimo captulo. No entanto, mesmo como o sangue que passa pelas veias do meu pulso neste instante, no o mesmo sangue que passar daqui a um momento, assim tambm nossa individualidade , em parte, destruda com cada vida que passa; no, mais at, com cada pensamento.

    Que , ento, que constitui um homem, se ele morre e renasce mudado em cada alento? Isto: a conscincia de continuidade dada pela memria dele; a concepo de seu Ser como algo cuja existncia, longe de estar ameaada por estas mudanas, na realidade assegurada por elas. Ento, que o Aspirante Sabedoria sagrada considere seu Ser no como um segmento da Serpente, mas como a Serpente inteira. Que ele expanda sua conscincia para encarar nascimento e morte apenas como incidentes triviais, tais como a sstole e a distole do corao mesmo; e to necessrios quanto estas para que a conscincia funcione.

    Para fixar a mente nesta apreenso da Vida, dois modos so preferidos, como preliminares s experincias maiores que sero discutidas em sua devida ordem, experincias que transcendem at mesmo aquelas de consecuo de Liberdade e Amor, das quais j escrevi, e esta de Vida que eu agora registro neste meu livrinho que estou compondo para vs a fim de que possais chegar Grande Consecuo.

    O primeiro modo a aquisio da Memria Mgica, assim chamada, e a maneira de consegu-la est descrita acurada e claramente em alguns de nossos Santos Livros. Mas para quase todos os homens, isso uma prtica de extrema dificuldade. Portanto, que o Aspirante siga o impulso de sua prpria Vontade, a fim de decidir se escolher esse modo ou no.

    O segundo modo fcil, agradvel; no tedioso, e no final das contas to certeiro quanto o outro. Mas assim como o errar naquele outro consiste em Desencorajamento, neste devei vos precatar de Veredas Falsas. Em verdade posso dizer, genericamente, de todas as Obras, que existem dois perigos: o obstculo do Fracasso, e a armadilha do Sucesso.

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    Este segundo modo consiste em dissociar os entes que compem vossa vida. Primeiramente, porque mais fcil, vs devereis segregar aquela Forma que chamada de Corpo de Luz (e tambm por muitos nomes), e resolver-vos a viajar nesta Forma, explorando sistematicamente esses planos que esto para com o plano Fsico, como o vosso Corpo de Luz est para o vosso corpo material.

    Agora, ocorrers convosco nestas viagens que atingireis muitos Portais atravs dos quais no poders passar. Isto porque vosso Corpo de Luz no suficientemente forte, ou suficientemente sutil, ou suficientemente puro; e vs devereis ento aprender a dissociar os elementos daquele Corpo, por um processo similar ao primeiro: vossa conscincia permanecendo no mais elevado, e deixando o mais baixo. Nesta prtica vs perseverareis, usando vossa Vontade como um grande Arco para enviar a flecha de vossa conscincia atravs de cus cada vez mais altos e mais santos. Mas a persistncia neste Caminho , por si mesma, de vital importncia: pois acontecer que presentemente o hbito vos persuadir de que o corpo que nasce e morre durante um perodo de tempo to curto quanto um ciclo de Netuno no Zodaco no essencial ao vosso Ente; que a Vida de que vos tornaste participante, se bem que ela sujeita Lei de ao e reao, de vazante e enchente, sstole e distole, est no entanto imune das aflies daquela vida que vos anteriormente assumistes ser vosso nico lao com a Existncia.

    E aqui deveis determinar vosso Ente aos mximos esforos; pois to floridas so as veredas deste den, e to doces os frutos de seus pomares, que vs desejareis demorar-vos neles, e deleitar-vos em preguia e gozo ali. Portanto eu vos escrevo com energia que no deveis fazer isto, para impedimento de vosso verdadeiro progresso; pois todos esses gozos dependem de dualidade, de forma que o verdadeiro nome deles Dor de Iluso, tal como a vida normal do homem, que resolvestes transcender.

    Seja como vossa Vontade determine; mas aprendei isto, que (como est escrito) s so felizes aqueles que desejaram o inalcanvel. Ser pois melhor, ao final das contas, que vossa Vontade seja buscar o vosso principal prazer somente no Amor, isto , em Conquista, e na Morte, isto , em Render-se, como eu j vos escrevi antes. Assim, ento, vos deleitareis nesses gozos j mencionados; mas apenas como brinquedos, mantendo vossa hombridade (manhood) firme e afiada para entrar em xtases mais profundos e mais santos, sem interrupo de vossa Vontade.

    Alm disso, eu quereria que soubsseis que nesta prtica, se perseguida com ardor inesgotvel, h esta especial graa: que vs chegareis, como que por acaso, a estados que transcendem a prpria

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    prtica, sendo da natureza dessas Obras de Pura Luz das quais eu quereria vos escrever no captulo que segue. Pois h certos Portais que nenhum ser que ainda esteja cnscio de dividualidade, isto , de Ente e no-Ente como opostos, pode atravessar: e no ataque contra esses Portais, em fogoso assomo de ardor celestial, vossa flama queimar veementemente contra vosso Ente Grosseiro, e o devorar numa morte mstica; de forma que na Passagem do Portal tudo se dissolva em Luz, amorfa, de Unidade.

    Agora ento, regressando desses estados de ser (e no regresso tambm h um Mistrio de Alegria), vs sereis desarmados do Leite da Escurido da Lua, e sereis feitos comungantes do Sacramento de Vinho que o sangue do Sol. No entanto, no incio pode haver choque e conflito, pois o velho pensamento persiste pela fora de seu hbito: ser vossa tarefa criar, por repetida ao, o verdadeiro correto hbito desta conscincia da Vida que habita Luz. E isto fcil, se vossa vontade for forte ; pois a verdadeira vida to mais vvida e quinta-essncial que a falsa que (como eu avalio mal) uma hora daquela faz uma impresso sobre a mente igual a um ano da ltima. Uma nica experincia, que em durao pode ser apenas uns poucos segundos de tempo terreno, suficiente para destruir a crena na realidade de nossa v vida na terra: mas este efeito gradualmente se dissipa se a conscincia, atravs de choque ou medo, no adere a ele, e a Vontade no se esfora continuamente por repetio daquela felicidade, mais linda e terrvel que a morte, que ganhramos por virtude de Amor.

    H, alm disso, muitos outros modos de conseguir a apreenso da verdadeira Vida, e os que seguem so de muito valor para quebrar o hbito de vosso erro material na contemplao da Identidade de Amor e Morte, e compreenso da dissoluo do corpo fsico como um Ato de Amor executado sobre o Corpo do Universo, como tambm est extensamente escrito em nossos Livros Sagrados. E com este vai, como se fosse irm com seu irmo gmeo, a prtica do amor mortal, como um sacramento simblico daquela grande Morte; tal como est escrito: Mata a ti mesmo, e tambm: Morre diariamente.

    E o segundo deste modos secundrios a prtica da percepo e anlise mental das idias, principalmente como eu j vos ensinei; mas com especial nfase em coisas naturalmente repulsivas, em particular a prpria morte, e seus fenmenos subordinados. Assim, o Buda recomendava a seus discpulos que meditassem sobre as Dez impurezas, isto , sobre dez casos de morte por decomposio; de forma que o Aspirante, identificando-se com seu prprio corpo em todas estas formas imaginadas, perdesse o natural horror, repugnncia, medo ou desgosto que ele poderia ter tido por essas coisas. Aprendei isto: que toda idia, de qualquer tipo, se torna irreal, fantstica, e evidentemente, iluso, se sujeita a investigao persistente,

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    com concentrao. E isto particularmente fcil de conseguirmos no caso de todas as impresses corpreas; porque todas as coisas materiais, e especialmente essas de que nos tornamos primeiramente cnscios, a saber, nossos prprios corpos, so as mais grosseiras e as mais inaturais de todas as falsidades. Pois existe em todos ns, latente, aquela Luz onde nenhum erro pode perdurar, e Ela j ensina ao nosso instinto a rejeitar antes de mais nada esses vus que mais estreitamente a envolvem. Assim, em meditao (para muitos homens) mais lucrativo concentrar a Vontade de Amar sobre os sagrados centros de fora nervosa: pois estes, como todas as coisas, so aptas imagens ou verdadeiros reflexos de seus semelhantes em esferas mais finas; de forma que, suas naturezas grosseiras sendo dissipadas pelo cido dissolvedor da meditao, suas almas finas aparecem nuas, e exibem sua fora e glria na conscincia do Aspirante.

    Sim, deixai que vossa Vontade de Amar queime lpida em direo a esta criao em vs mesmos da verdadeira Vida, que rola suas vagas atravs do mar imenso do Tempo! No vivais vidas mesquinhas em temor das horas! A Lua e o Sol e as Estrelas, pelos quais medis o Tempo, so apenas servos daquela Vida que pulsa em vs; alegres ruflar de tambores enquanto marchais triunfantes pela Avenida das idades. Ento quando cada nascimento e morte forem assim reconhecidos nesta perspectiva como apenas marcos sobre vossa Estrada sempre viva, quais dos tolos incidentes de vossas vidas mesquinhas? No so eles apenas gros de areia soprados pelo vento do deserto, ou pedregulhos que afastais de vs com vossos ps alados, ou clareiras verdejantes onde comprimis o musgo e a relva elstica em vossa dana lrica? Para aquele que vive na Vida, nada importa: seus so eternos movimentos, energia, deleite de Mudana infalvel. Incansveis, vs passais de aeon a aeon, de estrela a estrela, o Universo, vosso campo de recreio, sua infinita variedade de esporte sempre velha e sempre nova. Todas essas idias que engendram dor e medo so percebidas em suas verdades, e assim se tornam semente de alegria: pois a vs percebereis, alm da necessidade de qualquer prova, que no podeis jamais morrer; que, se bem que mudeis, mudanas de vossa prpria natureza. O Grande Inimigo se tornou o Grande Aliado.

    Enraizados nesta perfeio, vosso Ente tendo se tornado na prpria rvore da Vida, vs tendes um fulcro para vossa alavanca: agora estais prontos para compreender que este pulso de Unidade , ele mesmo, Dualidade, e portanto, no mais elevado e mais sagrado senso, ainda Dor e Iluso; e tendo compreendido isto, aspirai uma vez ainda, mesmo quarta das Ddivas da Lei, o Fim do Caminho, sim a Luz.

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    IV - A LUZ

    EU VOS ROGO, sede paciente comigo naquilo que eu escreverei quanto Luz; pois aqui h uma dificuldade, sempre maior, no uso de palavras. Alm disto, eu mesmo sou constantemente arrebatado e sobrepujado pela sublimidade deste assunto, de forma que um linguajar simples pode se transformar em lirismo quando eu quereria prosseguir calmamente com explicaes sbrias. Minha melhor chance que vs possais compreender, por virtude da simpatia de vossa intuio; como dois amantes podem conversar em linguagem to ininteligvel a outros que chega a parecer tola, indecente e tediosa; ou como naquela outra intoxicao, dada por ter, os comungantes se comunicam uns com os outros com infinito humor, ou sabedoria, conforme o impulso lhes venha, com uma s palavra ou gesto, estando iniciados em percepo pela sutileza da droga. Assim tambm eu, que estou inflamado com amor dessa Luz, e embriagado com o vinho etreo desta Luz, posso comunicar-me no tanto com vossa razo e inteligncia, mas com aquele princpio oculto em vs que est pronto para comungar comigo. Assim mesmo podem um homem e uma mulher enlouquecer de amor um pelo outro, sem que qualquer palavra seja dita entre eles; por causa da induo de suas almas. E vossa compreenso depender de vossa madureza para a percepo de minha Verdade. Alm disso, se ocorrer que aquela Luz em vs esteja pronta para aparecer, ento a luz interpretar para vs estas minhas escuras palavras na linguagem da Luz, mesmo como uma corda musical inanimada, estando devidamente afinada, ressoar em seu tom peculiar, se este for emitido por outra corda. Lede, portanto, no apenas com vosso olho e crebro, mas com o ritmo daquela Vida qual vs alcanastes pela vossa Vontade de Amar, despertada a passos de dana por estas palavras, que so os movimentos da vara de condo da minha Vontade de vos Amar, e assim inflamar vossa Vida em Luz.

    [Portanto eu me interrompi na escritura deste livrinho, e durante dois dias e duas noites meditei sem dormir, esforando-me veementemente em meu esprito, para que no vos falhasse, quer por pressa ou por descuido.]

    No exerccio de Vontade e Amor esto implicados movimento e mudana; mas em Vida alcanamos uma Unidade que se move e muda apenas em pulso ou face, e harmoniosa como a msica. Entretanto, ao alcanardes essa Vida vs tereis percebido que a Quinta-essncia dela pura Luz, um xtase informe, e sem marco ou limite. Nesta Luz, nada existe, pois Ela homognea; e portanto os homens a tm chamado de Silncio, de Escurido, e de Nada. Mas neste, como em qualquer outro esforo por descrev-la, est a raiz de toda falsidade e percepo errnea;

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    desde que todas as palavras implicam em dualidade de algum tipo. Portanto, se bem que eu a chame de Luz, ela no Luz, nem ausncia de Luz. Muitos, tambm tm tentado descrev-la por contradio, desde que atravs da transcedente anulao de toda linguagem ela pode ser alcanada por certas naturezas. Tambm atravs de imagens e smbolos tem os homens se esforado por express-la; mas sempre em vo. No entanto, esses que estavam prontos para perceber a natureza desta Luz tm compreendido por empatia; e assim ser convosco se lerdes este livrinho com amor. Porm, seja sabido por vs que a melhor instruo quanto a este assunto, e a palavra mais apta ao Aeon de Horus, est escrito no Livro da Lei. No entanto, tambm o Livro Ararita digno na Obra de Luz, tal como Trigrammaton na de Vontade, Cordis Cincti Serpente no Caminho de Amor, e Liberi no de Vida. Todos esses Livros, tambm tratam de todas estas Quatro Graas; pois ao fim vs vereis que toda e cada uma delas inseparvel de todas as outras.

    Eu desejo vos escrever do nmero 93, o nmero de Thelema. Pois no apenas o nmero de sua interpretao Agape, mas tambm o de uma palavra que vos ser desconhecida a no ser que sejais Nefitos de nossa Santa Ordem de A.A., a qual palavra representa em si o soerguimento da Voz de Silncio, e o retorno dela ali no Fim. Agora, este nmero 93 trs vezes 31, que em hebreu LA, isto NO, e assim nega extenso nas trs dimenses do espao. Tambm, eu quereria que meditsseis mui estritamente sobre o nome NU, que 56, o qual dito que dividamos, adicionemos, multipliquemos e compreendamos. Por diviso vem 0.12, como se fosse escrito Nuit! Hadit! Ra-Hoor-Khuit! antes do aparecimento da Dada. Por adio temos 11, o nmero da Verdadeira Magia; e por multiplicao temos Trezentos, o Nmero do Santo Esprito ou fogo, a letra Shin, onde todas as coisas so completamente consumidas. Com estas consideraes, e uma completa compreenso dos mistrios dos Nmeros 666 e 418, estareis poderosamente armados neste Caminho de vo distante. Mas vs devereis tambm considerar todos os nmeros em suas escalas. Pois no h meio de resoluo melhor do que este da matemtica pura, desde que j mesmo a idias grosseiras so refinadas, e tudo arranjado e aprontado para a Alquimia da Grande Obra.

    Eu j vos escrevi de como, na Vontade de Amar, a Luz se ergue como a parte secreta da Vida. E no primeiro, os pequenos Amores, a Vida alcanada ainda pessoal; mais tarde, ela se torna impessoal e universal. Ento chega a Vontade, posso dizer, ao seu plo magntico, de onde as linhas de foras apontam a mesmo tempo em todas as direes e nenhuma; e o Amor, tambm, no mais um trabalho, mas um estado. Estas qualidades se tornam parte da Vida Universal, que flui sem fim ou fito e tem Vontade e o Amor como suas partes inerentes. Estas coisas, por tanto,

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    em sua perfeio perdem seus nomes, e suas naturezas. No entanto elas so a Substncia da Vida, o Pai e a Me desta; e sem a operao e impacto delas a Vida mesma gradualmente cessaria suas pulsaes. Mas desde que a infinita energia do Universo inteiro est ali, que pode acontecer, seno que ela retorne sua prpria Inteno Primordial, dissolvendo-se pouco a pouco naquela Luz que a mais sutil Natureza?

    Pois este Universo em Verdade Zero, sendo uma equao da qual Zero a soma. Donde isto a prova, que se no fosse assim, o Universo estaria em desequilbrio, e algo deveria provir do Nada, o que absurdo. Esta Luz ou Nada ento a Resultante, ou Totalidade, Universal em Perfeio; e todos os outros estados, positivos ou negativos, so imperfeitos, desde que omitem os seus opostos.

    No entanto, eu quereria que considersseis que esta igualdade ou identidade de equao entre todas as coisas e Nenhuma mui absoluta; de maneira que no permanecereis mais em um lado da equao do que ocorreu no outro. E vs compreendeis este Mistrio maior muito facilmente, luz dessas outras experincias que tereis tido, nas quais movimento e descanso, mudana e estabilidade, e muitos outros sutis pares de opostos, foram redimidos identidade pela fora de vossa santa meditao.

    A mxima graa da Lei, portanto, decorre da mais perfeita prtica das Trs Graas Menores. E deveis trabalhar nesta Obra to por completo que vos tornareis capazes de passar de um lado da equao ao outro Vontade; mais de compreender o todo simultneo e para sempre. Nisto, ento, aquela parte de vossa alma que est restrita ao contnuo espao + tempo viajar ali de acordo com sua natureza em sua rbita, revelando a Lei queles que ali vo encadeados; pois esta ser a vossa particular funo.

    Agora, eis aqui o Mistrio da Origem do Mal. Primeiramente, por Mal ns significamos aquilo que est em oposio a nossas prprias vontades; portanto um termo relativo, e no absoluto. Pois toda coisa que o pior dos males para algum o mximo bem de alguma outra pessoa; tal como a dureza da madeira, que cansa o lenhador, a segurana daquele que se aventura sobre o mar num barco construdo daquela madeira. E esta uma verdade fcil de assimilarmos sendo superficial, e inteligvel mesmo para mentes comuns.

    Todo mal pois relativo, ou aparentemente, ou ilusrio; mas, voltando filosofia, eu repetirei que sua raiz est sempre em dualidade. Portanto, a soluo de qualquer aparente situao maligna consiste em

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    buscar a Unidade, o que fareis como eu j vos mostrei. Mas agora eu farei meno daquilo que est escrito quanto a isto no Livro da Lei.

    O primeiro sendo a Vontade, o Mal aparece como nesta definio; tudo aquilo que impede a execuo da Vontade. Portanto est escrito: A palavra de Pecado Restrio. Deve tambm ser notado que no Livro dos Trinta Aethyrs o Mal aparece como Choronzon, cujo nmero 333, que em grego significa Impotncia e Ociosidade; e a natureza de Chorozon Disperso e Incoerncia.

    A seguir no Caminho do Amor o Mal aparece como tudo aquilo que impede a Unio de qualquer duas coisas. Assim diz o Livro da Lei, sob a imagem da Voz de Nuit: tomai vossa fartura e vontade de amor como quiserdes, quando, onde, e com quem quiserdes! Mas sempre para me. Pois todo ato de Amor deve ser sob Vontade, isto , de acordo com a coisas parciais e transitrias, mas prosseguir firmemente at o fim. Assim tambm no Livro dos Trinta Aethyrs, os Irmos Negros so aqueles que se fecham, no querendo destruir a si mesmos atravs do Amor.

    Terceiro, no Caminho da Vida o mal aparece sob uma forma mais sutil como tudo aquilo que no impessoal e universal. Aqui o Livro da Lei pela voz de Hadit nos informa: Na esfera Eu sou em toda a parte o centro. Novamente: Eu sou Vida e o doador de Vida... vinde a me uma palavra tola; pois sou Eu que vou. Pois Eu sou perfeito, no sendo. Pois esta Vida est em todo lugar e instante simultaneamente; de forma que Nela estas limitaes de tempo e espao no mais existem. E vs tereis verificado isto para vs mesmos: que em todo ato de Amor o tempo e o espao desaparecem com a criao da Vida atravs do ato; como tambm ocorre com a prpria personalidade. Pela terceira vez, ento, num senso ainda mais sutil, A palavra de Pecado Restrio.

    Finalmente, no Caminho da Luz, este mesmo versculo a chave da concepo Mal. Pois aqui Restrio consiste no fracasso em solucionar a Grande Equao, e depois, em preferir uma expresso ou fase do Universo a qualquer outra. Contra isto ns somos prevenidos no Livro da Lei pela Palavra de Nuit, dizendo: nenhuma... e dois. Pois Eu estou dividida por amor ao amor, pela chance de unio, e portanto, Se isto no for correto, se confundirdes as marcas do espao, dizendo: Elas so uma, ou dizendo; Elas so muitas... ento esperais os terrveis julgamentos...

    Agora ento, pelo favor de Thoth, eu cheguei ao fim deste meu livro: e armai-vos portanto com as Quatro Armas: a Baqueta para a Liberdade, a Taa para Amor, a Espada para Vida, o Disco para Luz: e com estas

  • 32 GUIA DA TRANSFORMAO THELMICA

    executai toda maravilha pela Arte de Alta Magia, na Lei do Novo Aeon, cuja Palavra Thelema.

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    [Z: LIBER LXXVII "a lei do forte: esta a nossa lei e a alegria do mundo." AL. II. 2

    "Faze o que tu queres h de ser tudo da Lei." --AL. I. 40

    "tu no tens direito a no ser fazer a tua vontade. Faze aquilo, e nenhum outro dir no." --AL. I. 42-3

    "Todo homem e toda mulher uma estrela." --AL. I. 3

    No existe deus seno o homem.

    1. O ser humano tem o direito de viver por sua prpria lei--

    de viver da maneira como quiser viver: de trabalhar como quiser: de brincar como quiser: de descansar como quiser: de morrer quando e como quiser.

    2. O ser humano tem o direito de comer o que quiser:

    de beber o que quiser: de morar onde quiser: de se mover como quiser sobre a face da terra.

    3. O ser humano tem o direito de pensar o que quiser:

    de falar o que quiser: de escrever o que quiser: desenhar, pintar, lavrar, estampar, moldar, construir como

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    quiser: de se vestir como quiser.

    4. O ser humano tem o direito de amar como quiser:--

    "tomai vossa fartura e vontade do amor como quiserdes, quando, onde e com quem quiserdes." --AL. I. 51

    5. O ser humano tem o direito de matar esses que quereriam contrariar estes direitos.

    "os escravos serviro." --AL. II. 58

    "Amor a lei, amor sob vontade" --AL. I. 57

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    DEVER

    Uma nota das principais regras de conduta prtica a serem observadas por aqueles que aceitam a Lei de Thelema.

    "Faze o que tu queres h de ser tudo da Lei." AL I:40

    "No h nenhuma lei alm de Faze o que tu queres." AL III:60

    "Tu no tens o direito seno fazer a tua vontade. Faze isso, e nenhum outro dir no. Pois a vontade pura, desembaraada de propsito, livre de nsia de resultado, toda via perfeita." AL I:42-44

    "Amor a lei, amor sob vontade." AL I:57

    "Todo homem e toda mulher uma estrela." AL I:3

    A. Seu Dever para consigo mesmo

    1. Seja voc mesmo o centro de seu prprio universo. "Eu sou a chama que queima em todo corao do homem, e no

    mago de toda estrela." AL II:6

    2. Explore a Natureza e os Poderes de seu prprio ser.

    Isto inclui tudo que , ou pode ser, para voc: e voc deve aceitar tudo exatamente tal como so elas mesmas, como um dos fatores que vo compor seu Verdadeiro Eu. Esse Verdadeiro Eu desse modo finalmente inclui todas as coisas de todo modo; sua descoberta a Iniciao (viagem interior) e como sua Natureza mover-se continuamente, no deve ser entendido como esttica, mas como dinmica, no como um Substantivo mas como um Verbo.

    3. Desenvolva em harmonia e proporo cada faculdade que voc possui.

    "Sabedoria diz: s forte!" AL II:70

    "Mas excede! Excede!" AL II:71

  • 36 GUIA DA TRANSFORMAO THELMICA

    "S forte, homem! Arde, usufrui todas as coisas de senso e raptura: no temais que qualquer Deus te negar por isto." AL II:22

    4. Contempla sua prpria Natureza.

    Considere cada elemento dela separadamente e com relao a todo o resto a ponto de julgar exatamente o verdadeiro propsito da totalidade de seu Ser.

    5. Encontre a frmula do seu propsito, ou a Verdadeira Vontade", em uma expresso to simples quanto possvel.

    Aprenda entender claramente como melhor manipular as energias que voc controla para obter os resultados mais favorveis a ela de suas relaes com a parte do Universo que voc no controla ainda.

    6. Estenda o domnio de sua conscincia, e o controle de todas as foras exteriores ao mximo.

    Faa isto pela aplicao sempre mais forte e mais hbil de suas faculdades por uma percepo mais refinada, mais clara, mais abrangente e mais acurada, o melhor entendimento, e o governo mais sabiamente requisitado, do Universo externo.

    7. Nunca permita que o pensamento ou a vontade de outro Ser interferir em sua prpria.

    Seja constantemente vigilante em ofender-se e em alerta em resistir, com ardor inconquistvel e veemncia de paixo inextinguvel, a toda tentativa de qualquer outro Ser de influenci-lo de outra forma que no esteja contribuindo com fatos novos para sua experincia do Universo, ou ajudando-lhe a alcanar uma mais alta sntese de Verdade pelo modo da fuso ardente .

    8. No reprima e nem restrinja qualquer instinto verdadeiro de sua Natureza; mas devote tudo em perfeio nica a servio de sua Verdadeira Vontade.

    "Sde agradvel portanto:" AL I:51

    "A palavra de Pecado Restrio. homem no recuses tua esposa, se ela quer! amante, se tu queres, parte! No existe lao que possa unir os divididos a no ser o amor: tudo mais maldio. Maldito! Maldito seja para os eons! Inferno." AL I:41

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    "Assim com teu tudo; tu no tens direito a no ser fazer tua vontade. Faze aquilo e nenhum outro dir no. Pois vontade pura, desembaraada de propsito, livre da nsia de resultado, toda via perfeita." AL I:42-44

    Vs reunireis mercadorias e quantidades de mulheres e especiarias; vs usareis ricas jias; vs excedereis as naes da terra em esplendor & orgulho; mas sempre no amor de mim, e ento vs vireis minha alegria. AL I:61

    Lembrai todos vs que a existncia pura alegria; que todas as tristezas no passam de sombras; elas passam & se vo; mas h aquilo que permanece." AL II:9

    Mas vs, oh meu povo, levantai & despertai! Que os rituais sejam corretamente executados com alegria & beleza! H rituais dos elementos e festas das eras. Uma festa para o fogo e uma festa para a gua; uma festa para a vida e uma festa maior para a morte! Uma festa todo dia em seus coraes na alegria de meu arrebatamento . Uma festa toda noite para Nu, e o prazer do deleite transcendente. Sim! Festeje! Regozije! No h pavor no alm. H a dissoluo, e xtase eterno nos beijos de Nu. AL II:34-36 41-44

    "Agora regozije! agora venha em nosso esplendor & arrebatamento! Venha em nossa paz ardente, & escreva doces palavras para os Reis!" AL II:64

    "Vibra com a alegria da vida & morte! Ah! tua morte ser amvel: quem a vir ficar satisfeito. Tua morte ser o selo da promessa de nosso duradouro amor. Venha! erga teu corao & regozije!" AL II:66

    "H um Deus de viver em um co? No, mas os mais elevados so dos nossos. Eles se regogizaro, nossos escolhidos: quem se lamenta no dos nossos. Beleza e vigor, riso exaltado e delicioso langor, fora e fogo, so dos nossos." AL II:19-20

    B. Seu Dever para com outros indivduos sejam homens ou mulheres 1. Una-se passionalmante com cada forma de conscincia.

    Assim destruindo a sensao que o separa do todo, e criando uma nova linha bsica de pensamentos para que possa medir o universo.

    "Amor a lei, amor sob vontade." AL I:57

    "Sa , crianas, sob as estrelas, & tomai vossa fartura de amor!" AL I:12

  • 38 GUIA DA TRANSFORMAO THELMICA

    2. "Como irmos lutai!" AL III:59

    "Cuidado, pois! Amai a todos, para que, por acaso, no haja um Rei escondido! Tu dizes assim? Tolo! Se ele um Rei, tu no podes feri-lo." AL II:59

    Evidenciar, salientando as diferenas entre dois pontos de vista til a ambos para medir a posio de cada um no contexto. O combate estimula a energia viril ou criativa; e, como o amor, de que uma forma, excita a mente um orgasmo o qual permite transcender os limites do racional.

    3. Abstenha-se de todas as interferncias em outras vontades.

    "Cuidado, para que um no force ao outro, Rei contra Rei!" AL II:24

    O amor e a guerra nas injunes precedentes so da natureza do esporte, onde todos se respeitam e aprendem com oponente, mas nunca interferem nele fora do jogo real. Procurar dominar ou influenciar a outro procurar deform-lo ou destru-lo; esta uma parte necessria de cada prprio universo, isto , a sua prpria rbita.

    4. Busca, se for sua vontade, para enaltecer outras pessoas quando sentir que precisam se erguer.

    Isto pode ser feito, sempre com o respeito restrito para a atitude do bom esportista, quando est aflito falha em se compreender claramente, ou especialmente quando precisa especificamente de ajuda; atravs de seus medos pode elevar sua percepo rumo a sua perfeio. possvel mesmo sendo ignorante, manter a ligao do medo de modo a interferir com sua vontade. Toda a interferncia, em todo o caso, se torna perigosa, e exige o exerccio e a habilidade extrema do bom julgamento, fortificado pela experincia. Influenciar algum deixar sua fortaleza desguarnecida; e a tentativa termina geralmente quando se perde sua prpria supremacia.

    5. Respeite tudo!

    "Todo homem e toda mulher uma estrela." AL I:3

    "Misericrdia seja fora: malditos os que se apiedam! Matai e torturai; no poupeis; s sobre eles!" AL III:18

    "Ns nada temos com o proscrito e com o incapaz: que eles morram em sua misria. Pois eles no sentem. Compaixo o vcio dos reis: pisa sobre o desgraado & o fraco: esta a lei do forte: esta a nossa lei e a alegria do mundo. No penses, rei, sobre essa mentira: Que Tu Deves

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    Morrer: verdadeiramente, tu no morrers, mas vivers. Agora, que seja entendido: Se o corpo do Rei dissolver-se, ele permanecer em puro xtase para sempre. Nuit! Hadit! Ra-Hoor-Khuit! O Sol, Fora & Viso, Luz; estes so para os servidores da Estrela & da Serpente." AL II:21

    Cada um exatamente o que deseja ser, o nico centro do universo nunca idntico em sabedoria, ou assimilvel de maneira uniforme com o seu prprio. O Universo impessoal da "natureza" somente uma abstrao, aproximadamente verdadeira, dos fatores que so convenientes ao consider-los como fatores comuns a todos. A concepo de Universo dos outros so conseqentemente necessariamente desconhecidas por voc; mas induz correntes da energia no seu, determinando parte de suas reaes. A inter-relao, conseqentemente, devem ser feita com o respeito absoluto devido aos padres inviolveis de medida que os outros fazem do universo; verifique por suas prprias observaes pela comparao com os julgamentos similares feitos por eles; e, estudando os mtodos que determinam sua falha ou sucesso, adquirindo para si a sagacidade e a habilidade requeridas lidar com seus prprios problemas.

    A piedade e a simpatia como emoo so fundamentais, insultos ao deuses ou formas de pensar das pessoas as incita conseqentemente a criticar ao seus prprios. A aflio por outro lado pode ser aliviada; mas sempre com a idia positiva e nobre de fazer manifestar a perfeio do universo. A piedade uma fonte essencial desde que no manifestada de forma mediana, ignbil e covarde, pois se assim o for se torna uma blasfemia a manifestao da verdade.

    "A Mim reverenciai! a mim vinde atravs da tribulao do ordlio, o qual felicidade." AL III:62

    C. Seu Dever Humanidade

    1. Estabelea a lei de Thelema como a nica base da conduta.

    Para o bem-estar geral da raa humana seria necessrio respeito mtuo e a si prprio, pode-se assim conceber esse bem estar geral, principalmente atravs da observncia inteligente e sbia da lei de Thelema, sendo muito importante que cada indivduo deva aceitar francamente essa lei, e governar-se estritamente de acordo com seus princpios.

    Voc pode considerar o estabelecimento da lei de Thelema

  • 40 GUIA DA TRANSFORMAO THELMICA

    como um elemento essencial para a concepo de sua verdadeira vontade, desde que, a natureza desta vontade, permita condio evidente de a pr em execuo a liberdade sem interferncia externa.

    Os governos exibem frequentemente atitudes demasiadamente estpidas o at deplorveis, porm iluminados podem ser os homens que os compem e constituem, ou os povos cujos destinos eles dirigem. conseqentemente encarregado que cada homem e mulher faam um exame minucioso das etapas apropriadas para causar as revises de todos os estatutos existentes na base da lei de Thelema

    . Esta lei que uma lei da liberdade, cujo alvo da legislatura deve fixar a liberdade mais ampla para cada um indivduo no estado, abstendo-se da suposio presumida de que todo o ideal positivo dado digno de ser obtido.

    "A palavra de Pecado Restrio." AL I:41

    A essncia do crime algo restringe a liberdade do individual ultrajado. (assim, o assassinato restringe seu direito de viver; o roubo, restringe o direito de apreciar os frutos de seu trabalho; portanto seu direito exigir a garantia do estado que deve prover sua segurana; etc..) ento um dever comum todos lutarem para impedir o crime pela ameaa e fora das represlias; porm, tambm ensinar ao criminoso, o qual sendo analisado, de que seus atos so contrrios a sua prpria verdadeira vontade. (isto pode frequentemente ser realizado fazendo exame nele, daquilo que lhe foi negado por direito; pois normalmente o fora-da-lei ou ladro, sentiu uma ansiedade constante com relao a sua segurana e de suas prprias posses, por talvez terem sido inicialmente marginalizados pelo estado.) A regra completamente simples. Aquele que violou tais princpios se declara magicamente que no existe como um ser livre; conseqentemente muito pouco tempo haver para ele.

    Qualquer crime, os quais so todos uma violao espiritual direta da Lei de Thelema, no devem ser tolerados na comunidade. Aqueles que possuem o instinto devem ser segregados ou confinados em um estabelecimento para aprender a elevar seus padres e princpios como um estado do seu prprio ser, assim como para aprender a necessidade de respeitar as regras que mantm a justia. Todos os crimes artificiais devem abolidos. Quando as limitaes fanticas desaparecem, a liberdade passa a ser a maior vontade do indivduo, ensinando-o naturalmente a evitar atos os quais restringem realmente os direitos naturais. Assim o crime real diminuir automaticamente.

  • HADNU.ORG 41

    A administrao da lei deve ser simplificada treinando homens a serem ntegros e discretos, cujo dever ser cumprir a funo na comunidade, para decidir todas as queixas pelos princpios de abstrao da Lei de Thelema, e para conceder o julgamento na base da limitao real causada pela ofensa.

    O alvo final assim a conscincia da reintegrao, em princpios cientficos verdadeiros, como guardies da conduta, dirigindo os povos, e garantindo seus direitos com princpios reguladores de seus atos.

    D. Seu Dever para com todos os Seres e as coisas restantes

    1. Aplique a lei de Thelema a todos os problemas da aptido, do uso, e do desenvolvimento. uma violao da lei de Thelema abusar das qualidades naturais de todo o animal, ser ou coisa desviando a de sua funo apropriada, como o determinado pela considerao a sua histria e estrutura. Assim, treinar crianas para executar operaes mentais, ou para praticar as tarefas as quais seriam incapazes, um crime que vai de encontro sua natureza. Similarmente, adulteraes da natureza das coisas, destruies das florestas, etc., etc., so srias ofenas a nossa Lei.

    A lei de Thelema deve ser aplicada resolutamente para dirimir dvidas ou estimular padres de conduta. A aptido inerente de toda a coisa para qualquer uso proposto deve ser o nico critrio.

    Aparente ou s vezes real, o conflito de interesses poder ocorrer com freqencia. Tais casos devem ser decididos pelo valor geral dos participantes da contenda na escala de sua natureza. Assim, uma rvore tem direito a sua vida; um homem que mais do que uma rvore, pode cort-la para transform-la em algo til, como lenha para dar-lhe calor, fabricar algo ou para proteger-se quando a necessidade assim se evidencia. Mesmo assim, deixe-me recordar que a lei nunca deixa de punir o infrator: como quando h por exemplo uma devastao arbitrria no intuito de arruinar um clima ou um solo, ou qualquer forma de desequilbrio.

    Observe que a violao da Lei de Thelema produz mais cumulativos. O xodo da populao agrcola s grandes cidades, se deve principalmente a persuaso de abandonar seus costumes que lhes so naturais, isto ocorre somente no pas cuja poltica no tolerante e nem favorece ao trabalho campons, que constantemente motivo de deboche nas grandes cidades. E o erro tende a aumentar na progresso geomtrica, at que um remdio se torne quase inconcebvel e a estrutura inteira da sociedade esteja ameaada com a runa.

  • 42 GUIA DA TRANSFORMAO THELMICA

    A aplicao sbia baseada na observao e na experincia da lei de Thelema deve trabalhar na harmonia da conscincia com a evoluo. As experincias na criao, envolvendo a variao dos tipos existentes, so lcitas e necessrias. Seu valor deve ser julgado por sua eficcia como a testemunha do prolongamento a sua harmonia com o curso da natureza para a perfeio.

  • 43

    LIBER AL VEL LEGIS - O LIVRO DA LEI

    sub figura CCXX

    tal qual entregue por

    XCIII = 418

    DCLXVI

    V A..A..

    Publicao em Classe A

    O COMENTO

    Faze o que tu queres h de ser tudo da Lei.

    O estudo deste livro proibido.

    prudente destruir esta cpia aps a primeira leitura. Aquele que se interessar o faz por sua prpria conta e risco. Estes so

    terrivelmente medonhos.

    Aqueles que discutem os contedos devero ser evitados por todos como focos de pestilncia.

  • 44 GUIA DA TRANSFORMAO THELMICA

    Todas as questes da Lei devem ser decididas apenas com apoio em meus escritos, cada qual por si.

    No h lei alm de Faze o que tu queres.

    Amor a lei, amor sob vontade.

    O sacerdote dos prncipes,

    ANKH - F - N - KHONSU

    CAPTULO I

    1. Had a manifestao de Nuit.

    2. O desvelar da companhia do cu.

    3. Todo homem e toda mulher uma estrela.

    4. Todo nmero infinito; no h diferena.

    5. Ajude-me, oh guerreiro senhor de Tebas, em meu desvelar diante das Crianas dos Homens.

    6. S tu Hadit, meu centro secreto, meu corao & minha lngua!

    7. V! revelado por Aiwass o ministro de Hoor-paar-kraat.

    8. O Khabs est no Khu, no o Khu no Khabs.

    9. Venerai ento ao Khabs, e vede minha luz que irradia sobre vs!

    10. Que meus servidores sejam poucos & secretos: eles regero os muitos e conhecidos.

    11. Estes so tolos que os homens adoram; seus Deuses & seus homens so tolos.

    12. Aparecei, oh crianas, sob as estrelas, & saciem-se de amor!

    13. Eu estou sobre vs e em vs. Meu xtase est no vosso. Meu prazer ver vosso prazer.

    14. Acima, o gemado azul

    O despido esplendor de Nuit;

  • HADNU.ORG 45

    Ela se curva em xtase para beijar Os secretos ardores de Hadit.

    O globo alado, o estrelado azul

    So meus, Oh Ankh-af-na-khonsu!

    15. Agora vs sabereis que o sacerdote & apstolo eleito do espao infinito o sacerdote-prncipe a Besta; e em sua mulher chamada a Mulher Escarlate est todo o poder dado. Eles reuniro minhas crianas em seu cercado: eles traro a glria das estrelas para os coraes dos homens.

    16. Pois ele sempre um sol, e ela uma lua. Mas para ele a secreta chama alada, e para ela a descendente luz estrelar.

    17. Mas vs no sois assim escolhidos.

    18. Queime sobre suas testas, Oh serpente esplendorosa! 19. Oh mulher de plpebras azuis, curva-te sobre eles!

    20. A chave dos rituais est na palavra secreta que eu dei a ele.

    21. Com o Deus & o Adorador eu nada sou: eles no me vem. Eles so como sobre a terra; Eu sou Cu, e no h outro Deus alm de mim, e meu senhor Hadit.

    22. Agora, portanto, eu sou conhecida por vs por meu nome Nuit, e dele por um nome secreto que eu lhe darei quando enfim me conhecer. Uma vez que eu sou Infinito eSpao, e as Infinitas eStrelas dali, tambm fazei vs desta forma. Nada amarreis! Que no haja diferena feita entre vois entre uma coisa e qualquer outra coisa; porque da vem sofrimento.

    23. Mas aquele que se aproveitar disto, que ele seja o chefe de tudo! 24. Eu sou Nuit, e minha palavra seis e cinquenta.

    25. Dividi, somai, multiplicai e entendei.

    26. Ento, diz o profeta e escravo da bela: Quem sou eu, e qual ser o sinal? Ento, ela lhe respondeu, curvando-se, uma lambente chama de azul, tudo-tocante, tudo penetrante, suas amveis mos sobre a terra negra, & seu corpo flexvel arqueado para o amor, e seus ps macios sem machucar as pequenas flores: Tu sabes! E o sinal ser meu xtase, a conscincia da continuidade da existncia, a onipresena de meu corpo.

  • 46 GUIA DA TRANSFORMAO THELMICA

    27. Ento o sacerdote respondeu e disse Rainha do Espao, beijando suas amveis sombrancelhas, e o orvalho de sua luz banhando o corpo dele inteiro em um doce perfume de suor: Oh Nuit, contnua do Cu, que seja sempre assim; que os homens no falem de Ti como Uma mas como Nenhuma, e que eles no falem de ti de modo algum, uma vez que tu s contnua!

    28. Nenhuma, respirou a luz, tnue e encantadora, das estrelas, e dois.

    29. Pois eu estou dividida pela graa causa do amor, pela chance de unio.

    30. Esta a criao do mundo, que a dor da diviso como nada, e o prazer da dissoluo tudo.

    31. Por estes tolos dos homens e suas dores no te importes de modo algum. Eles pouco sentem; o que , equilibrado por dbeis prazeres; mas vs sois meus escolhidos.

    32. Obedecei meu profeta! Persegui as ordlias do meu conhecimento! Buscai-me apenas! Ento os prazeres do meu amor vos redimiro de toda dor. Isto assim: eu juro pela abbada do meu corpo; pelo meu corao e lngua sagrados; por tudo que eu posso dar, por tudo que eu desejo de vs todos.

    33. Ento o sacerdote caiu num profundo transe ou desmaio, & disse a Rainha do Cu; Escreve para ns as ordlias; escreve para ns os rituais; escreva para ns a lei!

    34. Mas ela disse: as ordlias eu escrevo no: os rituais sero metade conhecidos e metade escondidos: a Lei para todos.

    35. Isto que tu escreves o triplo livro da Lei.

    36. Meu escriba Ankh-af-na-khonsu, o sacerdote dos prncipes, no mudar em uma letra este livro; mas para que no haja tolice, ele comentar em seguida pela sabedoria de Ra-Hoor-Khu-it.

    37. Tambm os mantras e os encantamentos; o obeah e o wanga; o trabalho da baqueta e o trabalho da espada; estes ele aprender e ensinar.

    38. Ele deve ensinar; mas ele pode fazer severas as ordlias.

    39. A palavra da Lei .

  • HADNU.ORG 47

    40. Quem nos chama Thelemitas no errar, se ele olhar bem perto na palavra. Pois nela h Trs Graus, o Eremita, e o Amante, e o homem da Terra. Faze o que tu queres h de ser tudo da Lei. .

    41. A palavra de pecado Restrio. Oh Homem! no recuses tua esposa, se ela quer! Oh Amante, se tu queres, parte! No h lao que possa unir os divididos a no ser o amor:todo o resto blasfmia. Maldito! Maldito seja para os eons! Inferno!

    42. Deixe estar aquele estado de multiplicipade: atado e repugnante. Assim com tudo seu; tu no tens direito a no ser fazer tua vontade.

    43. Faze isto, e nenhum outro dir no.

    44. Pois vontade pura, desembaraada de propsito, livre da nsia de resultado, toda via perfeita.

    45. O Perfeito e o Perfeito so um Perfeito e no dois; no, so nenhum!

    46. Nada uma chave secreta desta lei. Sessenta e um os Judeus a chamam; eu a chamo oito, oitenta, quatrocentos e dezoito.

    47. Mas eles tm a metade :una por tua arte de forma que tudo desaparea.

    48. Meu profeta um tolo com seu um, um, um; no so eles o Boi, e nenhum pelo Livro?

    49. Abrogados esto todos os rituais, todas as ordlias, todas as palavras e sinais. Ra-Hoor-Khuit tomou seu assento no Equincio dos Deuses; e que Asar fique com Isa, que tambm so um. Mas eles no so de mim. Que Asar seja o adorante, Isa a sofredora; Hoor, em seu secreto nome e esplendor, o Senhor iniciando.

    50. H uma palavra a dizer sobre a tarefa Hierofntica. Vide! h trs ordlias em uma, e pode ser dada de trs modos. O bruto deve passar por fogo; que o fino seja testado no intelecto, e os altivos escolhidos, no mais alto. Desta forma vs tendes estrela & estrela, sistema & sistema; que um no conhea bem o outro!

    51. H quatro portes para um palcio; o cho daquele palcio de prata e ouro; lapis lazuli & jasper esto l; e todas as essncias raras; jasmim & rosa, e os emblemas da morte. Que ele entre sucessiva ou simultaneamente pelos quatro portes; que ele fique de p sobre o cho do palcio. No ir ele cair?Amn. Oh! guerreiro, se teu servo cair? Mas h

  • 48 GUIA DA TRANSFORMAO THELMICA

    meios e meios. Sde vistosos portanto:vesti vs todos em fino vesturio; comei comidas caras e bebei doces vinhos e vinhos que espumam! Tambm, tomai vossa fartura e vontade de amor como vs quiserdes, quando, onde e com quem vs quiserdes! Mas sempre a mim.

    52. Se isto no estiver corretamente, se vs confundirdes as demarcaes dizendo: Elas so uma; ou dizendo, Elas so muitas; se o ritual no for sempre a mim:ento aguardai os terrveis julgamentos de Ra Hoor Khuit!

    53. Isto regenerar o mundo, o mundozinho minha irm, meu corao & minha lngua, a quem eu mando este beijo. Tambm, oh escriba e profeta, embora tu sejas dos prncipes, isto no lhe satisfaz nem absolve. Mas xtase seja teu e a alegria da terra: sempre A mim, A mim .

    54. No mudes sequer o estilo de uma letra; pois vde! tu, oh profeta, no contemplars todos estes mistrios aqui escondidos.

    55. A criana de tuas entranhas, ele os contemplar.

    56. No o espere do Leste, nem do Oeste; pois de nenhuma casa esperada vem esta criana . Aum! Todas as palavras so sagradas e todos os profetas verdadeiros; ressalvado apenas que eles entendem um pouco; resolvem a primeira metade da equao, deixam a segunda intocada. Mas tu tens tudo na luz clara, e alguns, embora no todos, no escuro.

    57. Invoque-me sob minhas estrelas! Amor a lei, amor sob vontade. Que nem os tolos confundam o amor; porque h amor e amor. H a pomba, e h a serpente. Escolhei vs bem! Ele, meu profeta escolheu, conhecendo a lei da fortaleza, e o grande mistrio da Casa de Deus. Todas estas velhas letras do meu Livro esto corretas; mas no a Estrela. Isto tambm secreto: meu profeta o revelar aos sbios.

    58. Eu dou alegrias inimaginveis na terra: certeza, no f, enquanto em vida, sobre a morte; paz indizvel, descanso, xtase; nem eu exijo nada em sacrifcio.

    59. Meu incenso de madeiras resinosas & gomas; e no h sangue a:por causa de meu cabelo as rvores da Eternidade.

    60. Meu nmero onze, como todos os nmeros deles que so de ns . A Estrela de Cinco Pontas, com um Crculo no Meio, & o crculo Vermelho. Minha cor preta para o cego, mas azul e ouro so vistos pelos videntes. Tambm eu tenho uma glria secreta para aqueles que me amam.

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    61. Mas amar-me melhor que todas as coisas: se sob as estrelas noturnas no deserto tu presentemente queimas meu incenso diante mim, invocando-me com um corao puro, e a chama da Serpente ali dentro, tu virs um pouco recostar-te em meu seio. Por um beijo tu quererais ento dar tudo; mas aquele que der uma partcula de p tudo perder naquela hora. Vs reunireis mercadorias e quantidades de mulheres e especiarias; vs usareis ricas jias; vs excedereis as naes da terra em esplendor & orgulho; mas sempre no meu amor, e ento vs vireis minha alegria. Eu vos exorto seriamente a que venhas diante de mim em um nico robe, e coberto com uma rica tiara. Eu te amo! Eu te desejo! Plido ou prpur