1 - LIVRO - Ultrassonografia Doppler Em Andrologia

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  • ULTRASSONOGRAFIA DOPPLER EM ANDROLOGIA

  • FICHA TCNICA

    TTULO ULTRASSONOGRAFIA DOPPLER EM ANDROLOGIA

    AUTORES M. FERREIRA COELHO

    A. PEPE CARDOSO P. BARGO SANTOS

    CADERNOS DE UROLOGIA DO HOSPITAL FERNANDO FONSECA

    EXECUO GRFICA SADE, S ARTES GRFICAS

    DEPSITO LEGAL 000000000000000

    TIRAGEM 500 EXEMPLARES

    1 EDIO JUNHO 2008

  • ULTRASSONOGRAFIA DOPPLER EM ANDROLOGIA

    A. Pepe Cardoso

    Assistente Graduado de Urologia do Hospital Fernando Fonseca

    Ps-graduado em Medicina Sexual

    P. Bargo Santos

    Mdico Interno do Internato Complementar de Urologia

    do Hospital Fernando Fonseca

    M. Ferreira Coelho

    Assistente Hospitalar de Urologia do Hospital Fernando Fonseca

    Ps-graduado em Medicina Sexual

  • NDICE

    PREFCIO I x PREFCIO II x PRINCPIOS ECOGRFICOS x

    ECO MODO B x

    EFEITO DOPPLER x

    DOPPLER CONTNUO x

    COLOR DOPPLER (COLOR FLOW MAPPING) x

    POWER DOPPLER x

    DOPPLER EM MODO DUPLEX xx

    DOPPLER ESPECTRAL xx

    MORFOLOGIA DA ONDA DOPPLER xx

    CONTRASTES ECOGRFICOS xx

    ULTRASSONOGRAFIA PENIANA 12 ANATOMIA DO PNIS 13

    FISIOLOGIA DA ERECO 13

    ACHADOS ECOGRFICOS PENIANOS NORMAIS 14

    DISFUNO ERCTIL 15

    DOENA DE LA PEYRONIE 16

    FRACTURA DO CORPO CAVERNOSO 17

    PRIAPISMO 18

    NEOPLASIAS 19

    ULTRASSONOGRAFIA ESCROTAL 20 ANATOMIA DO ESCROTO 21

    ACHADOS ECOGRFICOS NORMAIS 22

    EPIDIDIMITE 23

    ORQUIEPIDIDIMITE 24

    TORO DO CORDO ESPERMTICO 25

    RUPTURA TESTICULAR TRAUMTICA 26

    VARICOCELE 28

    HIDROCELE 29

    QUISTO EPIDDIMO 30

    NEOPLASIAS 30

    BIBLIOGRAFIA 30

  • A liberalizao do uso da ecografia melhorou radicalmente os processos de diagnstico em

    Urologia contribuindo para melhores e mais correctas indicaes teraputicas. No vai

    longe o tempo em que as decises teraputicas em patologia dos genitais eram baseadas

    essencialmente em dados clnicos. O exame clnico, mesmo cuidadoso, muitas vezes

    mantinha as dvidas diagnsticas at explorao cirrgica, especialmente em patologia

    intra-escrotal.

    A ecografia tem-se tomado progressivamente um elemento essencial para uma boa prtica

    urolgica em que o tempo de resposta tambm conta para a qualidade dos resultados. Os

    equipamentos actuais mostram, em tempo real, imagens com grande descriminao

    anatmica, permitindo rapidamente o diagnstico diferencial, a avaliao da evoluo das

    situaes clnicas e o despiste de sequelas. Ainda, o uso do Doppler acrescenta o

    conhecimento dos nveis de perfuso dos tecidos atravs da anlise dos fluxos vasculares.

    Por outro lado, e para alm do uso nos processos de diagnstico, de referir o papel

    essencial da ecografia no apoio e controle das tcnicas de puno para diagnstico ou

    teraputica.

    A possibilidade de imediatamente confrontar, a baixo custo, os dados clnicos com os dados

    anatmicos, tem criado nos mdicos a necessidade de implementar a utilizao das

    tcnicas ecogrficas na rotina clinica diria. Por isto, e porque as informaes colhidas

    dependem da experincia e conhecimentos do operador, toma-se necessrio aperfeioar a

    acuidade na valorizao e interpretao das imagens.

    A publicao deste livro pretende ser uma contribuio para a divulgao de ecografia dos

    genitais masculinos atravs da transmisso da experincia acumulada dos autores. Para

    um conhecimento integrado da tcnica propem que a sua prtica assente no conhecimento

    das bases anatmicas e fisiolgicas, e nos princpios fisicos da ecografia. Por fim,

    descrevem os critrios de diagnstico ecogrfico de mltiplas entidades clnicas dos genitais

    demonstrando, pela evidncia, ser a tcnica de escolha no diagnstico e avaliao da

    patologia intra-escrotal e com um papel essencial no estudo da disfuno erctil.

    Junho de 2008

    Francisco Carrasquinho Gomes Director do Servio de Urologia do Hospital Fernando Fonseca

    PREFCIO I

  • Junho de 2008

    La Fuente de Carvalho Presidente da Sociedade Portuguesa de Andrologia

    PREFCIO II

  • PRINCPIOS ECOGRFICOS

  • O som um fenmeno fsico de caractersticas ondulatrias, que se transmite no meio,

    como uma onda de compresso e rarefaco. O ultra-som, por seu lado, apenas se distingue do som perceptvel pelo ouvido humano, pela alta frequncia deste. A frequncia do som e o nmero de ciclos completos por unidade de tempo, medem-se em Hertz (1 Hz equivale a um ciclo por segundo). O ouvido humano capaz de perceber sons, com frequncias compreendidas entre 20 e 200.000 Hz. Em ultrassonografia utilizam-se sons da ordem dos 2 a 15 milhes de HZ, ou megahertz (MHz), estando j em estudo sondas com frequncias muito mais elevadas, atingindo valores da ordem dos 30 a 100 MHz. A velocidade de transmisso do som nos tecidos, depende naturalmente das propriedades fsicas dos mesmos. No corpo humano, a velocidade de 1540 m/seg. No tecido adiposo e

    na gua ligeiramente inferior, de 1450 e 1480 m/seg respectivamente, e no osso, maior, cerca de 4080 m/seg.

    CARACTERSTICAS DAS ONDAS ULTRA-SONORAS

    Frequncia n de ciclos por segundo (1 Hz = 1 ciclo/s)

    Perodo durao de um ciclo (segundos)

    Comprimento de onda comprimento de um ciclo (mm)

    Velocidade velocidade de propagao da onda sonora (cm/s)

    Amplitude quantidade de energia da onda ultra-sonora

    Potncia taxa de transferncia de energia (W)

    Intensidade potncia / superfcie (W/m2)

  • A formao da imagem ecogrfica depende da capacidade de construir imagens a partir do

    som reflectido pelo eco num monitor, que por sua vez, o transforma num ponto luminoso. O eco forma-se ento, a partir do momento em que o som encontra uma superfcie com uma diferente impedncia acstica, podendo assim definir-se, pelo produto da densidade do meio pela velocidade de propagao do som no mesmo meio. Quando o som atravessa um tecido com uma estrutura homognea, por exemplo um quisto simples, no encontra interface e o tecido surge como anecognico. Mas quando o som atravessa um tecido com diferentes estruturas de impedncia, por exemplo, msculo ou

    osso, verifica-se que o feixe ultrasnico emitido quase reflectido na totalidade, tornando-se como consequncia, inexplorvel o tecido avaliado. No entanto, quando as diferenas de impedncia so mnimas, apenas uma pequena parte da energia reflectida e desta forma, consegue-se ter a visualizao das sucessivas estruturas. O modo como o ultra-som se reflecte, depende fundamentalmente da grandeza e formao

    da interface. Se a superfcie desta assume dimenses maiores que o comprimento de onda do som incidente, ocorre uma reflexo especular, como por exemplo, na parede vesical, perante uma bexiga distendida. Neste caso, o ngulo de incidncia de 90 tem uma importncia fulcral, para possibilitar a maior reflexo do ultra-som. Se a superfcie de reflexo tem comprimento de onda inferior ao comprimento de onda do ultra-som, estaremos ento perante uma reflexo por difuso, denominada de scattering, caracterizada por uma intensidade moderada e uma organizao espacial dependente da

    arquitectura tecidular do orgo atravessado. A reflexo por difuso encontra-se nos orgos parnquimatosos, cuja progresso nos tecidos, determina uma perda progressiva de energia do ultra-som, por efeito combinado da converso em calor, da reflexo e do scattering. Tal facto conduz a uma reduo da visibilidade das estruturas envolvidas e denomina-se de atenuao, ou mesmo, ao cancelamento desta, formando um cone de sombra posterior.

  • PROPRIEDADES DOS ULTRA-SONS

    Velocidade de propagao meio tissular nos tecidos = 1540 m/s

    Impedncia acstica meio de resistncia transmisso do ultra-som nos tecidos. Z = 1,6 Kg/m2/s (Rayls)

    Interface juno entre dois tecidos de impedncias acsticas diferentes.

    Reflexo sempre que o ultra-som encontra uma interface superior ao comprimento de onda com um ngulo prximo de 90.

    Refrao sempre que o ultra-som encontra uma interface com um ngulo superior ao ngulo crtico diferente de 90.

    Difuso sempre que o ultra-som encontra partculas ou uma superfcie rugosa.

    Interferncia vrias ondas de ultra-som de diferentes frequncias atravessam

    um mesmo tecido e entram em competio umas com as outras.

    Atenuao perda da energia do ultra-som ao longo da passagem dos tecidos, sendo proporcional frequncia dos ultra-sons, distncia entre a sonda e o

    objecto em estudo e a densidade tissular.

    Absoro converso de energia ultra-sonora em calor ao longo dos tecidos.

  • A energia do som reflectida recebida pelo transdutor e convertida em sinal elctrico que

    amplificado, digitalizado e armazenado em computador. Essa informao convertida em

    imagens anlogas e observada em tempo real no monitor do ecgrafo.

    A sua generalizao teve um enorme impacto na imagiologia urolgica, nomeadamente em

    Androlo