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#17 2013 Construção de plataformas offshore com qualidade e expertise ESAB
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  • 1f e v e r e i r O N º 1 7 2 0 1 3

    #17 2013

    Construção de plataformas offshore com qualidade e expertise eSAB

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    Os desafios e as oportunidades continuam: Copa do Mundo, Olimpíadas, pré-sal, Programas de Aceleração do Crescimento (PAC), entre outros. Na verdade, espera-se que estes nunca acabem, pois desafios e oportunidades andam juntos, trilhando o caminho da humanidade. Os vencedo-res são os que enxergam as oportunidades e suplantam os desafios inerentes. E esse universo engloba tanto os países e as organizações quanto nós, cidadãos e profissionais. Mas sempre fica a questão: estamos preparados para isso? Talvez a pergunta que devemos fazer seja: como estamos nos pre-parando para o presente e para o futuro?

    No ambiente industrial em que estamos inseridos, nos deparamos com um cenário de constante transformação e de competição intensa, que demanda das empresas melho-ria continua e inovação. As principais ações quanto a esses questionamentos ainda residem na capacitação profissional e no aumento de produtividade. E são esses os principais com-ponentes para o aumento da competitividade.

    Entre os objetivos da ESAB está o de suportar seus clientes com soluções únicas, diferenciadas e que agreguem valor às suas operações. Nesse sentido, a Revista Solução é um dos canais de divulgação do conhecimento adquirido nos mais de cem anos de presença da empresa no mercado de soldagem e corte. Por meio dos artigos apresentados nesta revista e do suporte oferecido aos nossos clientes, esperamos contribuir continuamente para que eles superem desafios.

    Para esta edição, foram selecionados artigos técnicos refe-rentes aos principais segmentos de mercado; através deles, divide-se a experiência não apenas da ESAB, mas também dos seus clientes. Trazemos uma reportagem sobre o World Skills Americas, um dos maiores eventos de formação profis-sional do mundo, e que tem a ESAB como patrocinador. Vale à pena refletir que, além da preocupação com a capacitação profissional, temos um fator importante, que é a motivação, a vontade de vencer, tão presentes em um evento como este.

    Esperamos que toda a seleção de informações que prepa-ramos para esta edição contribua para suportá-los em seus desafios e oportunidades.

    José Roberto DominguesGerente Técnico – Consumíveis

    Carta ao leitor

    Publicação institucional da ESAB BrasilRua Zezé Camargos, 117Cidade IndustrialCEP. 32210-080 – Contagem – [email protected]

    • Diretor de Vendas e Marketing Newton de Andrade e Silva• Gerente Nacional de Vendas e Marketing Pedro Rossetti Neto• Coordenador de Marketing América do Sul Cristiano Borges de Oliveira Gonçalves

    • Produção Prefácio Comunicação (31) 3292-8660 – prefacio.com.br• Coordenação editorial Celuta Utsch• Jornalista responsável Paula Völker (14.272/MG) • Redação Alexandre Asquini, Camila Bessa e Raíssa Maciel • Revisão Cibele Silva• Editoração Angelo Campos e Raony Machado• Fotografias Arquivo ESAB / outros• Revisão técnica Cristiano Borges – ESAB José Roberto Domingues – ESAB Pedro Muniz – ESAB

    expediente

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    #17 2012

    Construção de plataformas offshore com qualidade e expertise ESAB

    #17 2013

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    A Quip S/A atua em quatro plataformas offshore de petróleo e gás. Para isso, conta com a expertise da ESAB

    PZ 6138S SR – Entendemos os desafios e as demandas dos projetos offshore

    Nova fonte de soldagem Aristo® 1000 AC/DC

    TankWelder – Solução automatizada para soldagem de tanques

    Portabilidade e soldagem sem gás de proteção

    Tecnologia robotizada de corte plasma da ESAB equipa a Benteler do Brasil

    Expertise e know-how ESAB para aplicações de soldagem em PipeShops

    Soldagem de aços inoxidáveis lean duplex

    Retrofit: modernizando sistemas de corte CNC

    Alta produtividade para tanques de aço inoxidável

    Construção de plataformas para campo de gás Stockmann no Mar de Barents

    Soluções completas para a fabricação de torres eólicas

    A importância da EPS do ponto de vista normativo

    Aprendizado além das quadras

    índice

    Revendas garantem a oferta de produtos ESAB em todo o território nacional

    página 6

    ESAB patrocina megacompetições que fortalecem a educação profissional no Brasil e nas Américas

    página 12

    Mercado mundial de robôs industriais aponta crescimento constante entre 2012 e 2014

    página 27

    página 8

    página 18

    página 20

    página 22

    página 24

    página 26

    página 32

    página 37

    página 45

    página 48

    página 51

    página 56

    página 58

    página 62

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    Foco no Cliente

    revendas garantem a oferta de produtos eSAB em todo o território nacional

    Desde que chegou ao Brasil, em 1955, a ESAB viu o país integrar mais e mais o seu território de 8,5 milhões de quilômetros quadra-

    dos e desenvolver um mercado amplo e diver-sificado, que conta atualmente com centenas de grandes e médios centros urbanos indus-trializados, demandantes de equipamentos e consumíveis para soldagem. Nesse cenário, para atender a todos os seus clientes com qualidade e presteza, a ESAB conta com a insubstituível parceria de milhares de revendas, cobrindo todo o território nacional.

    “Nós nos propomos a alcançar não ape-nas o centro, mas também as extremidades desse significativo mercado, atendendo muito bem a todos os clientes; daí a importância da revenda”, afirma Pedro Rossetti Neto, gerente nacional de Vendas e Marketing da ESAB. Ele

    acrescenta: “Além das dimensões continentais do país, a ESAB tem diante de si um grande e permanente desafio, que é levar para os clien-tes novas tecnologias e tendências.”

    A revenda é muito importante para os negócios da ESAB porque atende ao cliente de uma forma eficiente e eficaz. A qualida-de dos produtos e a marca tradicional dão à ESAB uma vantagem competitiva muito grande, mas, seja grande indústria, média empresa ou pequeno usuário, o cliente deve ser atendido em suas necessidades, no tempo certo, onde quer que esteja. Neto pondera que, mesmo que o Brasil não fosse um país tão extenso, a revenda ainda assim seria muito, muito importante: “Justamente porque mantém os produtos da ESAB em estoque nas prateleiras de todas as regiões. As empresas que os comercializam conhe-

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    Foco no Cliente

    cem as demandas regionais, e esse é o ponto forte de uma revenda.”

    O gerente assinala que outro aspecto fundamental deve ser levado em conta: hoje, praticamente todas as empresas trabalham com estoques baixos, para garantir o seu fluxo de caixa. “Assim, é importante para a ESAB estar com seu produto disponível na ponta, ou seja, onde e quando o cliente realmente necessitar.”

    As empresas de revenda, parceiras da ESAB, funcionam também como sensores dos mercados em que atuam e, dessa forma, têm um papel muito significativo na organi-zação da distribuição regional dos produtos. Neto exemplifica: “As revendas que atendem às regiões de Recife e Rio de Janeiro dis-ponibilizam muito mais produtos da ESAB dedicados ao setor naval e offshore. No Estado de São Paulo, é maior a oferta de itens dedicados à produção de equipamentos para as usinas de açúcar e de álcool e geração de energia hidráulica, enquanto que, no sul do país, as revendas fornecem em maior volume itens voltados para equipamentos agrícolas e de transporte pesado.”

    Presença efetiva – Mas o atendimento das revendas ESAB cobre efetivamente todo o território nacional? O gerente regional, Daniel Bethonico, assegura que sim. Ele explica que a ESAB conta basicamente com dois canais de distribuição. Um deles se refere ao aten-dimento direto a clientes que utilizam grande número de equipamentos e consomem quan-tidades maiores de produtos de soldagem, o que, muitas vezes, demanda um trabalho de apoio técnico mais presente e constante. “A outra grande parcela de nossas vendas – a maior atualmente – é realizada justamente por intermédio de nossos revendedores.”

    Bethonico assegura que praticamente em todas as cidades em que se desenvolva algum tipo de manuseio metalúrgico há uma revenda da ESAB. “Por meio delas, estamos em todo o território nacional – nas capitais e cidades médias importantes, e em todas as regiões brasileiras. Elas pos-sibilitam que a empresa esteja presente em locais nos quais seria praticamente impos-sível prestar o atendimento adequado com a atuação direta”, diz o gerente.

    Daniel Bethonico salienta ainda o fato de

    cada revenda compreender muito claramente as peculiaridades da região em que atua. “O Brasil é um país com hábitos e costumes muito diversificados. Começa um pouco pelo sotaque, mas o importante é como as pesso-as se comportam. O jeito de trabalhar é uma diferença importante, que condiciona muito o êxito de um negócio, e as revendas conhecem o jeito como as pessoas trabalham em suas respectivas áreas de atuação.”

    Informação e suporte – Pedro Ros-setti Neto frisa que o papel do revendedor é atender à demanda do mercado no qual está inserido, seja ele definido geograficamente ou por segmento de atividade. Assim, a ESAB fornece às revendas o suporte necessário em termos de produtos e serviços e apoio técnico e comercial, de modo que consigam fazer bem o serviço proposto e atendam adequadamente aos clientes, no tempo certo, com os produtos requeridos, nos volumes necessários.

    O gerente assinala que a revenda e seus profissionais de venda precisam receber orientação permanentemente atualizada. “Há dois anos, criamos um catálogo de produtos exclusivo para as revendas, para que os profissionais dessas empresas pudessem, de maneira rápida e dinâmica, oferecer res-postas às solicitações e dúvidas dos clientes. Criamos também banners que permitem cruzar informações sobre consumíveis e equipamentos de forma clara e precisa, possibilitando um repasse rápido das infor-mações requeridas pelos clientes.”

    Daniel Bethonico informa que, por meio de treinamentos específicos, a ESAB orienta os revendedores sobre transporte, manuseio e armazenagem dos equipamentos e produ-tos. “Esse é um aspecto muito importante. Atendemos a regiões sujeitas a situações climáticas muito diferentes daquelas encon-tradas no Sudeste. No norte do país, por exemplo, o calor é intenso e a umidade é muito elevada, daí é necessário que o reven-dedor daquela região e o próprio cliente sai-bam como armazenar seus materiais nessas condições específicas, evitando perdas”, diz. Além disso, as filiais e a própria fábrica da ESAB – através do departamento de Aten-dimento ao Cliente – estão preparadas para prestar esclarecimentos sobre equipamentos, consumíveis e procedimentos de soldagem.

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    Ao Lado do Cliente

    Uma jovem empresa, genuina-mente brasileira, utiliza equipa-mentos e processos de solda-gem de alta qualidade e con-

    fiabilidade para atuar em quatro projetos de construção de plataformas offshore, com projeção de significativo impacto no segmento da produção de petróleo e gás. E, para enfrentar esse desafio, tem contado com consumíveis e o reconhecido padrão de atendimento da ESAB.

    A empresa é a Quip S/A, implantada em 2005 com a união do conhecimento e da experiência dos grupos nacionais Queiroz Galvão, UTC Engenharia, IESA e Camar-go Correa. Com sede no Porto Novo, na cidade gaúcha de Rio Grande, a empresa possui filiais no Estaleiro Rio Grande, no mesmo município, e também na cidade do Rio de Janeiro.

    Com mais de 4 mil funcionários, a Quip S/A é especializada na implantação de proje-tos dentro da modalidade EPC (Engineering, Procurement and Construction), ou seja, assume o desenvolvimento da engenharia, elabora o detalhamento da obra, providen-cia suprimentos, supervisiona os fornece-dores e efetua a gestão logística, além de também executar a construção e a monta-gem, o comissionamento, o treinamento, os testes de desempenho e, se necessário, a operação assistida.

    Significado – Para que se possa ter uma boa ideia do compromisso assumido pela Quip S/A com os quatro projetos em andamento, basta ver que, no conjunto, as

    plataformas produzirão, quando em plena operação, 690 mil barris de petróleo e 17 milhões de metros cúbicos de gás natural por dia. Duas delas serão capazes de armazenar, respectivamente, 1,6 mil e 1,8 mil barris de petróleo.

    O volume de material envolvido na construção das quatro plataformas não é menos significativo: 19,8 milhões de quilos de estruturas metálicas; 9,5 milhões de quilos de tubulações; 1.227km de cabos de energia; e 723km de cabos de lógica e ins-trumentação, voltados para comunicação de dados e controle digital de processos.

    Do ponto de vista do emprego, os números são igualmente eloquentes, já que o conjunto dos projetos acarreta, durante essa fase de construção, a geração de cerca de 6,2 mil postos de trabalho diretos, além de 17,5 mil empregos indiretos. E há ainda os impactos positivos sobre a econo-mia local. Amostra disso é que, em apenas um dos projetos, a Plataforma P-55 – que, quando pronta, será levada ao Campo de Roncador, na Bacia de Campos, no litoral do Estado do Rio de Janeiro –, está geran-do mais de R$ 150 milhões em negócios no Rio Grande do Sul. Os outros que ainda estão em andamento são as plataformas P-58, que operará no Campo de Baleia Azul, no litoral sul do Espírito Santo; a P-62, que também irá para o Campo de Ronca-dor; e a P-63, que operará no campo de Papa Terra, na Bacia de Campos.

    Primeiro projeto – Entre 2006 e 2008, a Quip S/A se responsabilizou pela constru-

    A Quip S/A atua em quatro plataformas offshore de petróleo e gás. Para isso, conta com a expertise da eSAB

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    Ao Lado do Cliente

    ção e integração dos módulos da P-53, uni-dade atualmente em operação no Campo Marlim-Leste, no litoral do Rio de Janeiro. Trata-se de uma plataforma do tipo FPU, sigla em inglês para denominar unidades de produção flutuantes de extração e tra-tamento de óleo e gás. As obras daquele projeto foram executadas em canteiro na sede da empresa, no Rio Grande, envolven-do um programa de formação de mão de obra especializada e a criação, em termos médios, de 1,5 mil postos de trabalho (no pico do desenvolvimento do projeto, havia 4,5 mil homens trabalhando), além de 6 mil empregos indiretos e a geração de mais de R$ 121 milhões em negócios no Rio Grande do Sul. Foram consumidos, na construção dessa plataforma, 4 milhões de quilos de estruturas metálicas, 2 milhões de quilos de tubulações, 220km de cabos elétricos e 26km de cabos de lógica e instrumentação.

    Exemplo – A construção da P-55 é uma amostra do papel que procedimentos e equipamentos de soldagem de primeirís-sima linha e consumíveis de alta qualidade exercem em projetos complexos, que exi-gem a perfeita união de peças e partes.

    A P-55 é a maior plataforma semis-submersível do seu tipo já construída no Brasil. Ela é composta essencialmente de duas enormes partes. A parte inferior, ou

    casco – denominada lower hull, em inglês –, foi construída pelo Estaleiro Atlântico Sul (EAS), localizado no Estado de Pernambu-co. Já a Quip S/A se responsabilizou pela construção da parte superior – denominada deckbox – e pela integração entre elas.

    Diferentemente do modo mais conven-cional de acoplamento das partes – um procedimento por meio do qual a inferior é rebaixada –, no caso da P-55, o aco-plamento foi efetuado por intermédio do içamento do deckbox, que pesa 17 mil toneladas, uma técnica até então inédita no Brasil. A operação, que envolveu equipes da Quip S/A e do Estaleiro Atlântico Sul, caracterizou-se pela elevação do deckbox a uma altura de aproximadamente 50 metros em relação ao fundo do dique – o equiva-lente a um edifício de 14 pavimentos. Para o içamento, foi implantado um conjunto de 12 torres, ligadas a 24 macacos hidráulicos, cada qual com capacidade para erguer até 900 toneladas. Integravam esse sistema 24 conjuntos de 54 cabos de aço – com 18 milímetros de diâmetro e 60 metros de comprimento –, totalizando aproximada-mente 77 quilômetros de cabos.

    A estratégia adotada no acoplamento também era inédita em razão das dimen-sões das partes envolvidas, e agregou nova expertise aos estaleiros brasileiros. Por suas características, a integração das

    A Quip S/A utiliza consumíveis ESAB na construção de suas

    plataformas

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    partes da P-55 serve hoje de referência mundial. Outro aspecto a ser ressaltado foi o trabalho cooperativo empreendido no acoplamento, com a adoção de medidas preventivas muito criteriosas, o que resultou em uma ação concluída com pleno êxito e total segurança.

    Quando estiver em operação no Campo do Roncador, na Bacia de Campos, em 2013, a P-55 produzirá 180 mil barris de petróleo e 4 milhões de metros cúbicos de gás natural por dia. Em termos médios, a construção oferece 2,5 mil empregos dire-tos – no pico, 3,5 mil postos de trabalho são ocupados –, e gera 5 mil indiretos. O projeto envolve 13 milhões de quilos de estruturas metálicas, 2 milhões de quilos de tubula-ções, 270km de cabos elétricos, 230km de cabos de lógica e instrumentação.

    Recurso indispensável – Como em qualquer estrutura com muitas partes de metal a serem unidas, na plataforma P-55, a soldagem é um recurso indispensável para o processo de produção. “Trata-se de um projeto que envolve grandes montagens, com a união de painéis de grandes dimen-sões e a execução de serviços de reforço estrutural, sempre com larga utilização de recursos de soldagem”, afirma Nilson Teles Santos, gerente de Qualidade do projeto.

    Ele informa que, para a construção da estrutura do deckbox, a Quip S/A mobilizou

    250 soldadores, e que outros 60 cuidaram da implantação das tubulações. Assim, a equipe envolvida diretamente nesse projeto conta com 310 soldadores, com a operação de igual número de equipamentos de solda-gem, que trabalham em dois turnos. Cada um dos outros projetos de construção de plataformas sob responsabilidade da Quip S/A tem sua própria equipe de soldadores.

    Preparação de profissionais – O gerente explica que, para a organização de uma equipe de soldadores com esse porte, foi necessário desenvolver uma sis-temática visando ao recrutamento, seleção e preparação profissionais, incluindo o trei-namento específico para as atividades que eles iriam desenvolver. “Como Rio Grande é uma cidade que não possuía uma sis-temática de formação de soldadores em volume adequado para atender à demanda que se apresentou, a Quip S/A organizou uma escola interna de soldagem, na qual são desenvolvidos treinamentos, com uma parte teórica e outra prática.”

    Segundo Nilson, foi preciso formar o pessoal a partir do zero, pois os traba-lhadores recrutados não tinham qualquer conhecimento anterior na área de solda-gem. “Como parte do trabalho de nossa escola interna, há o desenvolvimento de toda uma etapa de identificação, entre os candidatos, daqueles que têm apti-dão para desempenhar as atividades. Os diferentes procedimentos envolvidos nas operações de soldagem requerem muita habilidade do profissional, e isso nem todos têm”, disse. Feita a triagem, os sele-cionados são encaminhados para a escola interna e, por meio das etapas teórica e prática, capacitados como soldadores. “Depois de formados, eles passam por um processo de qualificação, voltado para o aprimoramento daqueles procedimentos que são necessários para o projeto que a Quip está desenvolvendo”. Cada turma tem em média 20 alunos, e são consti-tuídas na medida em que haja demanda. “Uma classe leva cerca de três meses para alcançar o nível de formação. Depois, os estudantes deverão ainda participar do processo de qualificação para o trabalho específico.” O gerente explica também que o Serviço Nacional de Aprendizagem

    Ao Lado do Cliente

    A empresa conta hoje com mais de 4 mil funcionários

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    Ao Lado do Cliente

    Industrial (Senai) teve importante participa-ção na parte inicial do projeto e que ainda apoia a Quip S/A no desenvolvimento dos treinamentos em sua escola interna.

    O papel da ESAB na formação dos novos soldadores não é menos importante. “Ela nos dá suporte técnico para as nossas necessidades, inclusive na qualificação de determinados processos e procedimentos de soldagem”, diz Nilson, acrescentando que, quando necessário, a ESAB envia às instalações da Quip S/A pessoal técnico especializado para ajudar, por exemplo, na preparação dos soldadores para a rea-lização de determinados tipos de solda mais complexos. “Além disso, quando há o fornecimento de equipamentos novos, ela nos ajuda a preparar a equipe para usá-los adequadamente.”

    Outros legados – A preparação de pro-fissionais para atuação direta na produção é apenas uma parte do legado educacional e de cunho social que a Quip S/A desenvolve nas comunidades em que está inserida. Atualmente, a empresa mantém projetos sociais que envolvem parcerias com quatro escolas públicas para apoio e atenção aos estudantes. As famílias dos funcionários e dos alunos dos projetos sociais também são alcançadas com programas de incentivo à profissionalização e à geração de renda familiar. A empresa já efetuou doações que favorecem a segurança pública em projetos como a implantação de câmeras de segu-rança, aquisição de viaturas e, até mesmo, reparos na base de segurança comunitária da Brigada Militar em Rio Grande. No Rio Grande do Sul, em parceria com o Ministério Público Estadual, a Quip S/A apoiou o pro-grama educacional Sol, destinado a crianças e jovens, com o objetivo de prevenir o uso de entorpecentes.

    A empresa também estimula e apoia iniciativas voluntárias, de natureza social, empreendidas por funcionários das unida-des do Rio Grande e do Rio de Janeiro. Por ocasião do Natal, foram coletadas doações espontâneas para promover benfeitorias e atividades típicas da época nas instituições assistidas. E, para incentivar esse tipo de participação, a Quip S/A dobrou o valor que as equipes conseguiram arrecadar.

    Além disso, funcionários da empresa,

    atuantes nos canteiros e nos escritórios, são alvo de ações que objetivam a pro-moção do bem-estar. Em 2011, foram desencadeadas 63 campanhas internas, com foco em temas que abrangem, sobre-tudo, a segurança no ambiente de trabalho e a saúde dos funcionários e de seus familiares.

    Presença e parceria – É expressiva a participação da ESAB no desenvolvimento de atividades de soldagem na construção da plataforma P-55 e também nos outros projetos em desenvolvimento na Quip S/A. “Hoje, cerca de 90% dos consumíveis que empregamos são fornecidos pela ESAB.”

    Segundo Nilson Teles Santos, o rela-cionamento com a ESAB é longo, sólido e vem se fortalecendo. “Ele acontece desde o nascimento da Quip S/A, em 2005. Já naquele primeiro momento, utilizávamos os consumíveis da empresa. No início, essa participação não era tão grande, mas, com o passar do tempo, com a melhoria dos nossos processos, fomos gradativamente ampliando o consumo dos produtos ESAB.”

    Nilson concorda com a afirmação de que, em muitas áreas da produção industrial e, de modo especial no campo específico da solda-gem, torna-se crucial o bom relacionamento entre o cliente e o fornecedor, especialmente em aspectos que se referem ao tempo da resposta e à qualidade do atendimento pres-tado. “Estamos ampliando gradativamente o emprego de consumíveis da ESAB, não apenas porque o produto nos atende inte-gralmente, mas também porque ela tem uma resposta muito rápida e eficiente.”

    O gerente acrescenta que a solda é um universo no qual existe um considerável número de parâmetros que o fornecedor conhece muito mais profundamente do que o cliente. “Quando precisamos desse tipo de informação e de conhecimento, a resposta tem de ser rápida. E a da ESAB tem sido sempre muito ágil. Para dar uma ideia dessa rapidez, digo que, se nós fizermos um con-tato hoje, apesar de estarmos no extremo sul do país, no máximo em dois dias alguém da ESAB estará aqui para nos atender e nos ajudar. Ela é uma empresa que compreende claramente a nossa situação, então, existe realmente uma parceria”, finaliza.

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    Evento

    eSAB patrocina megacompetições que fortalecem a educação profissional no Brasil e nas Américas

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    AESAB, líder de mercado, apoiou o megaevento internacional que reuniu, no Parque de Exposições do Anhembi, em São Paulo, em

    uma área de 76 mil metros quadrados, duas grandes competições de educação profissional. Uma delas foi a 7ª Olimpíada do Conhecimento, com 640 estudantes brasilei-ros de 54 áreas de formação profissional, 50 das quais industriais – entre elas soldagem, caldeiraria, estruturas metálicas, manufatura integrada e funilaria, cujas provas contaram com equipamentos e consumíveis da ESAB. A outra competição foi o WorldSkills Ameri-cas 2012, que teve 216 competidores em 34 áreas profissionais, representando 20 países das Américas, incluindo o Brasil. Houve

    ainda 36 participantes que competiram em modalidades para pessoas com defi-ciência. Cerca de 250 mil pessoas visita-ram o local das competições, de 14 a 17 de novembro de 2012.

    Significado – Bienal, a 7ª Olimpíada do Conhecimento selecionou jovens que vão representar o Brasil no WorldSkills, o maior torneio mundial de profissões, que terá sua próxima edição em 2013, na cidade em Leipzig, Alemanha. Em 2015, a competição mundial será realizada em São Paulo.

    Já no resultado final da WorldSkills Americas 2012, o Brasil ficou em pri-meiro lugar, com 26 medalhas de ouro, quatro de prata e duas de bronze. Dor-neles Silva, da Escola Senai do Cabo, em Pernambuco, recebeu a medalha de ouro em soldagem; durante a prova, ele declarou que estava bastante motivado e confiante.

    A Colômbia ficou em segundo lugar, com cinco medalhas de ouro, 12 de prata e duas de bronze, além de uma medalha por excelência. No terceiro posto ficou o Canadá, com cinco meda-lhas de ouro, duas de prata e duas de bronze. Os Estados Unidos terminaram em quarto lugar, com duas medalhas de ouro, duas de prata e duas de bronze.

    Complexidade – O professor Val-demir de Oliveira Primo tem a responsa-bilidade de coordenar as áreas de sol-dagem e caldeiraria do Senai no Estado de São Paulo e atuou como avaliador da área de soldagem na 7ª Olimpíada do Conhecimento. Ele assinala que a prova prática na área de soldagem demonstra bem o grau de exigência da competição.

    Com três meses de antecedência, todos os alunos qualificados para a competição de soldagem da 7ª Olim-píada do Conhecimento receberam um modelo da prova que seria aplicada, cientes de que as solicitações seriam alteradas em pelo menos 30%. “A mudança de boa parte da prova traz um determinado grau de surpresa, de modo que os concorrentes podem demonstrar que estão prontos para

    Evento

    A ESAB também esteve presente nos eventos com um estande

    Representantes da empresa durante as competições

    O Parque de Exposições do Anhembi foi palco dos eventos

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    resolver problemas de planejamento e que têm concentração diante de situações desconhecidas.”

    Há provas nos quatro dias de compe-tição. No primeiro dia, os alunos têm seis horas para planejamento e para soldar cor-pos de prova – chapas e tubos – em todas as posições e nos processos TIG, MAG, eletrodo revestido e arame tubular. Numa segunda etapa, os concorrentes tiveram 11 horas para proceder à soldagem de um vaso de pressão, em todas as posições e todos os processos. Na sessão final, os concorrentes dispuseram de duas horas e meia para soldar uma peça de alumínio, e igual tempo para soldar uma peça de aço inoxidável, nos dois casos, utilizando pro-cesso TIG. Ao todo, a prova se estendeu por 22 horas.

    Presença da ESAB – A ESAB forneceu todos os principais equipamentos emprega-dos nas provas que envolveram atividades de soldagem. “Ao todo, foram cedidas 70 máquinas de soldagem para utilização nas provas e mais de uma tonelada de consu-míveis usados nas tarefas cumpridas pelos competidores”, informou Cristiano Borges de Oliveira Gomes, da área de Marketing da ESAB.

    A empresa forneceu também Equi-pamentos de Proteção Individual (EPIs),

    incluindo máscaras com escurecimento automático, luvas e jaquetas proteção.

    Com 50m2, o estande da ESAB, situ-ado na entrada do recinto das provas, foi bastante procurado pelos jovens visitan-tes – essencialmente alunos do Senai, do Sesi, de escolas públicas de São Paulo, competidores de outras regiões do Brasil e também de outros países. Os visitantes puderam assistir a demonstrações de sol-dagem por meio de processos automatiza-dos e manuais.

    A festa de premiação da 7ª Olimpíada do Conhecimento e do WorldSkills Ame-ricas aconteceu na noite do domingo, 18 de novembro de 2012, no Ginásio Polies-portivo José Correia, em Barueri, na região metropolitana de São Paulo, com mais de 3 mil participantes.

    Participantes internacionais tiveram uma semana

    de preparação em equipamentos da ESABFornecedora de todos os equipamen-

    tos e insumos para as atividades de sol-dagem na WorldSkills Americas 2012, a ESAB inovou, oferecendo um curso de uma semana para todos os competidores, de modo que pudessem conhecer os equi-pamentos que utilizariam nas provas.

    Pedro Rossetti Neto, gerente nacional de

    Evento

    Cristiano Borges, do Marketing

    Professor Valdemir de Oliveira Primo, do Senai-SP

    A empresa forneceu equipamentos para as provas de soldagem

    As provas aconteceram durante os quatro dias de competição

    Estiveram presentes estudantes das mais diversas áreas do conhecimento

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    Evento

    Vendas e Marketing da ESAB, explica que, além de ceder os equipamentos para as provas, seria fundamental que os 12 compe-tidores fossem preparados para conhecer e tirar o melhor proveito desse recurso.

    Ele explicou que de nada adiantaria enviar aos competidores equipamentos avançados, de alta tecnologia, sem que houvesse alguém para demonstrar suas funcionalidades e vantagens. E também que não seria possível enviar equipamentos e técnicos para cada um dos países com estudantes classificados para a competição.

    “Em razão disso, decidimos propor ao Senai trazer todos os competidores a São Paulo uma semana antes das provas. Mon-tamos um centro de treinamento na Escola Senai de Osasco, instalamos os equipa-mentos e destacamos nossos técnicos para fazer esse nivelamento com os jovens. E quando eles foram para as provas, estavam plenamente familiarizados com os equipa-mentos e sua tecnologia, e em condições de competir. O resultado foi fantástico”, disse o gerente.

    Pedro Rossetti Neto sublinha que a ESAB é uma empresa centenária, com 57 anos de atuação no Brasil. “Dispomos de um grande acúmulo de conhecimen-tos, experiências e vivências que queremos transferir, em especial por meio de iniciati-vas que envolvam a formação e o aprimora-mento de jovens profissionais, coordenadas por instituições como o Senai e a Fiesp, que representam nossa Indústria.”

    Prêmios – Para os estudantes que subiram ao pódio da área de soldagem na 7ª Olimpíada do Conhecimento e na Worl-dSkills Americas, a ESAB entregou prêmios especiais: equipamentos de soldagem de alta tecnologia. Os primeiros colocados ganharam uma máquina ESAB, e os com-petidores classificados nos segundo e no terceiro postos, também nas duas com-petições, receberam máquinas de eletrodo revestido.

    Relevância – O diretor de Relações Externas do Senai-SP, Roberto Monteiro Spada, realça o papel que têm as empresas

    As competições aconteceram de 14 a 17 de novembro

    A ESAB, em seu estande, realizou demonstrações de produtos

  • 1 6 f e v e r e i r O N º 1 7 2 0 1 3

    Evento

    industriais, entre elas a ESAB, no êxito das competições de educação profissional e na própria formação dos estudantes.

    Ele destaca que o Senai, em nível nacional, dispõe de uma infraestrutura com 800 unidades e mais de 2,5 milhões de matrículas. “Na área industrial, a busca é constante. O processo tecnológico evolui permanentemente e, por essa razão, para atender ao setor, é preciso acompanhar essa evolução. E entre os instrumentos para isso estão as competições de educação profissional. O Senai utiliza as competições como recurso para que seus alunos possam evoluir e angariar competência.”

    Segundo o diretor do Senai, as com-petições se iniciam nas escolas, envolvem, no Brasil, uma etapa estadual, que leva a uma competição nacional, a qual, por sua vez, qualifica os competidores para as competições internacionais. A próxima competição de nível mundial acontecerá em Leipzig, Alemanha, em 2013. “Nossos jovens vão representar o Brasil, realçan-do o nome do país também no campo da educação profissional. Isso já é uma realidade, bastando ver nossas recentes conquistas: no Japão, em 2007, ficamos em 2º lugar; em Calgary, no Canadá, em 2009, obtivemos o 3º lugar; e agora, em Londres, em 2011, retornamos ao 2º lugar. Isso demonstra que o Brasil trabalha num patamar de excelência com todo o seu processo de formação profissional.”

    Roberto Monteiro Spada assinala que a parceria com as empresas que patrocinam e apoiam as competições de formação profissional é estratégica para o sucesso de todo o projeto. “A empresa fornece a infraestrutura e oferece seus melhores equipamentos. E coloca à disposição des-ses jovens – que representam a excelência de seus Estados ou de seus países – o que há de mais elevado em termos de tecnolo-gia. Assim, é evidente que o resultado só pode ser positivo.”

    Ele destaca que, ao se aproximar do processo de formação profissional, a empresa também obtém ganhos para sua marca e para sua tecnologia. Todos os jovens em processo de preparação nas escolas e os que participam das competi-ções estão travando contato com a tecno-logia das empresas e, quando efetivamente estiverem no mercado de trabalho, na con-dição de líderes ou gerentes de processos, e forem especificar produtos, certamente levarão em consideração a experiência que tiveram no período de formação. “Creio que seja uma estratégia de marketing muito inteligente, e que seguramente bene-ficia a empresa, mas traz também todo o benefício para a sociedade. Poderíamos dizer que é uma ação de responsabilidade social com muita sensibilidade e muito senso de cooperação, e que também con-sidera a projeção do Brasil no campo da educação profissional.”

    O evento recebeu a visita de mais de 250 mil pessoas Os apresentadores da festa de premiação

  • 1 7f e v e r e i r O N º 1 7 2 0 1 3

    Evento

    Ao todo, foram mais de 30 horas de competição

    Pedro Neto durante a entrega dos prêmios

    A premiação teve a presença de mais de 3 mil participantes A qualidade foi o destaque das competições

  • 1 8 f e v e r e i r O N º 1 7 2 0 1 3

    Lançamento

    PZ 6138S Srentendemos os desafios e as demandas dos projetos offshore

    O PZ6138S SR é um arame tubular tipo Flux Cored rutílico de baixo hidrogênio. Possui ótima solda-bilidade em todas as posições.

    Destina-se a aplicações que envolvem sol-dagem de chapas espessas, com requisitos de impacto a temperaturas de até -60ºC. Destaca-se na soldagem de aços navais como o EH36, na condição como soldado ou tratado termicamente (alívio de tensão).

    A família PZ6138 vem sendo utilizada por muitas décadas na indústria offshore ao redor do globo, sempre com o uso da mis-tura Argônio (Ar) e Dióxido de Carbono (CO2) como gás de proteção para soldagem. Com a crescente demanda pela utilização de CO2 puro como gás de proteção, a ESAB desen-volveu o PZ6138S SR, consumível que possui todas as características dos outros produtos da família, mas trabalhando com 100% CO2. Além disso, esse gás possui custo menor, permitindo maiores velocidades de soldagem e um melhor perfil de penetração.

    O PZ6138S SR é ligado ao Níquel (Ni) com 0,9%, e microligado ao Titânio (Ti) e

    Boro (B). A combinação entre esses ele-mentos, aliada a um estrito controle do nível de elementos residuais, resulta em um metal depositado sem perdas em resistência mecânica e tenacidade após tratamento tér-mico de alívio de tensão.

    O sufixo SR significa, em inglês, Stress Relief (alívio de tensão), e indica que o consumível garante as propriedades mecâ-nicas – limite de escoamento, resistência, alongamento e tenacidade – mesmo depois de um tratamento pós-soldagem de alivio de tensões.

    Outra característica extremamente impor-tante para a indústria offshore são os exce-lentes resultados obtidos em ensaios de CTOD (Crack Tip Opening Displacement). Na prática, esse ensaio visa a mensurar a abertura da ponta da trinca como parâmetro crítico de iniciação do processo de fratura ou a propagação da trinca no metal de solda. O valor mínimo a ser obtido é de 0,25mm de propagação da trinca; quanto maior esse valor, mais tenaz o metal de solda é, e melhor para as aplicações offshore.

    CTOD Test - BS 7448-2:1997

    Location Geometry Orientation Test Temp [ºC]

    Delta [mm]

    Fracture Mode

    Coments

    007:Weld Centre Line008:Weld Centre Line009:Weld Centre Line

    WeldWeldWeld

    Bx2B Bx2B Bx2B

    TTTTTT

    -10-10-10

    1.081.171.12

    MMM

    ValidValidValid CTOD Min. 0,25 mm

    Item -50mmWT Butt welded plate, Weldox 420E. Additional to N900304 FILARC PZ6138S - SR Ø1,2mm, Test nº. 6974 (PWHT 600º C/2. 1hr)Specification - Not Applicable

  • 1 9f e v e r e i r O N º 1 7 2 0 1 3

    Lançamentos

    Outra característica importante a ser salientada do PZ6138S SR é o baixo teor de hidrogênio difusível no metal de solda. Esse consumível atende à norma ENH5, que defi-ne como valor máximo 5ml de hidrogênio por 100g de material depositado.

    PZ6138S SR (AWS A5.29 E81T1-Ni1CJ)

    Composição química típica (%)

    Propriedades mecânicas típicas

    *2h/600°C

    Vale ressaltar que esse arame, assim como toda a família, é extremamente ami-gável ao soldador, pois possui um arco suave e com baixo nível de respingos.

    Possui também ótima penetração, molhabi-lidade e excelente aspecto de cordão.

    A formulação do arame permite um rápido resfriamento da escória, suportando a poça de fusão e facilitando soldagens fora da posição. Dessa forma, garan-te altas taxas de deposição mesmo em soldagem vertical ascendente, que pode chegar a 4kg/h, fazendo desse consumível o mais produtivo em soldagens fora da

    posição disponível no mercado. O gráfi-co 1 apresenta a taxa de deposição do PZ6138S SR para as bitolas de 1,2mm, 1,4mm e 1,6mm.

    PZ 6138S SR

    7,5

    6,3

    8,1

    4,2

    2,1

    3,6

    1,8

    3,3

    5,4

    1,81

    2

    3

    4

    5

    6

    7

    8

    9

    100 150 200 250 300 350 400 450 500

    Corrente (A)

    Taxa

    Dep

    osiç

    ão (K

    g/h)

    Ø1,2mm Ø1,4mm Ø1,6mm

    Condição L.E (MPa) L.R (MPa) A chV -60ºC

    TTPS* 480 560 25 83

    C Si Mn Ni P S

    0.052 0.32 1.20 0.89 0.011 0.008

  • 2 0 f e v e r e i r O N º 1 7 2 0 1 3

    Lançamento

    Na contínua busca por tecnolo-gias avançadas de soldagem, a ESAB disponibiliza para o mercado a nova fonte de sol-

    dagem Aristo 1000 AC/DC para processos automatizados. Essa fonte proporciona o que há de mais moderno em soldagem, promovendo excelência na qualidade, alta performance de processo e o máximo de eficiência energética. Isso foi possível por meio da utilização de tecnologias exclusivas

    e patenteadas pela ESAB, como o Cable BoostTM e o On The Fly.

    A nova Aristo 1000 AC/DC, em conjun-to com o controlador de processos PEK, disponibiliza diversas funções ao usuário para obter total controle do processo de soldagem automatizado, seja ele por Arco Submerso ou MIG/MAG.

    Eficiência energéticaUtilizando tecnologia de ponta e ino-

    Nova fonte de soldagem Aristo® 1000 AC/DCHumberto PacelleGestão de Produtos Automação e Corte

    2 0 f e v e r e i r O N º 1 7 2 0 1 3

  • 2 1f e v e r e i r O N º 1 7 2 0 1 3

    Lançamento

    vação, as perdas são reduzidas ao míni-mo. Os componentes com maior efi-ciência energética foram utilizados em toda a arquitetura da fonte. Além disso, um sistema inteligente de refrigeração sob demanda aciona o ventilador apenas durante a soldagem. Tudo isso reduzirá os custos de instalação e, principalmente, de operação, com economia de energia elétrica.

    Cable BoostTM Essa tecnologia possibilita a utilização

    de cabos de soldagem com comprimentos elevados – até o dobro do convencional –, sem comprometer a performance de soldagem e mantendo intactas todas as características inerentes ao processo.

    On The FlyA tecnologia On The Fly torna possível

    a alternância entre os processos AC e DC durante a soldagem, sem apagar o arco elé-trico. Essa função é muito útil para soldagem de peças circulares, reduzindo o tempo ocio-so de parada e eliminando a possibilidade de defeitos de solda na reabertura do arco.

    Modelamento do perfil de penetração em AC

    O perfil de penetração do cordão de solda em AC pode ser plenamente con-trolado através das funções de balanço, frequência e desvio. Dessa forma, há uma otimização da penetração e da deposição no processo, de acordo com a necessidade de cada aplicação.

    Com Cable BoostTM

    1000 A / 44 V, 50 Hz

    Longos comprimentos de cabo

    Sem Cable BoostTM

    1000 A / 44 V, 50 Hz 1000 A / 37 V, 50 Hz

    Comprimento convencional de cabo

  • 2 2 f e v e r e i r O N º 1 7 2 0 1 3

    Lançamento

    A ESAB apresenta para o mercado sulamericano o TankWelder, uma ótima solução para automatiza-ção da soldagem de tanques,

    silos e estruturas cilíndricas de grande diâ-metro. Esse equipamento, através de um mecanismo dedicado, possibilita a solda-gem horizontal pelo processo de Arco Sub-merso, o que resulta em elevados ganhos de produtividade, podendo ser até três vezes superior ao processo tradicional.

    O TankWelder é uma estação integra-da completa e autônoma para execução da soldagem em campo, pois conta com cabine fechada para operador, cortina de proteção contra intempéries, turbina para recuperação automática do fluxo, reser-vatório de armazenagem com filtro, talha para abastecimento de fluxo e painel de

    comando hermeticamente posicionado. Ele também está preparado para ser facilmen-te integrado aos cabeçotes de soldagem ESAB A2 e A6, utilizando o controlador PEK ou PEJ.

    O TankWelder está disponível em duas versões: Single Side, para soldagem de um lado por vez, e Double Side, para soldagem simultânea de ambos os lados da junta.

    Produtividade

    TankWelder – Solução automatizada para soldagem de tanquesHumberto PacelleGestão de Produtos Automação e Corte

    Produtividade

    Tempo de soldagem ( junt a t ípica de t anques)

    Mét odo convencional

    TankWelder

    27 min

    7 min

    Exemplo de aplicação

  • 2 3f e v e r e i r O N º 1 7 2 0 1 3

    Lançamento

    TankWelder Single Side

    Sistema dedicado para posicionamento de fluxo na horizontal

  • 2 4 f e v e r e i r O N º 1 7 2 0 1 3

    Lançamento

    Pesando somente 11,4kg, as uni-dades portáteis de solda Caddy Mig 160i oferecem aos profis-sionais de soldagem desempe-

    nho industrial para uma ampla variedade de aplicações, da fabricação de estruturas metálicas leves, reparos gerais e de auto-móveis, trabalhos de manutenção e mon-tagens até reparos agrícolas e soldagem industrial descontínua, na oficina ou em qualquer outro local.

    Robusta, eficiente, confiável e de fácil utilização, as unidades monofásicas podem ser operadas a partir de uma rede de 230V ou de um gerador portátil. E o melhor de tudo, elas são fáceis de utilizar: basta definir

    a espessura da chapa e começar a soldar. Trabalhando em conjunto com o arame

    tubular autoprotegido Coreshield 15, ela define ainda mais o conceito de porta-bilidade. Esses arames estão disponíveis em bobinas de 4,5kg e não demandam a utilização de gás de proteção durante a sol-dagem; seu fluxo interno atua protegendo a poça de fusão, promovendo um arco suave, com fácil remoção de escória e baixo índice de respingo.

    Caddy Mig 160i + Coreshield 15, basta pendurar no ombro e sair para o próximo trabalho, seja na soldagem de chapas finas galvanizadas, seja em chapas de baixo e médio carbono.

    Portabilidade e soldagem sem gás de proteção

  • 2 5f e v e r e i r O N º 1 7 2 0 1 3

  • 2 6 f e v e r e i r O N º 1 7 2 0 1 3

    Segmentação – Automotivo

    Tecnologia robotizada de corte plasma da eSAB equipa a Benteler do Brasil

    “A Benteler Brasil já nasceu roboti-zada, trazendo consigo todos os pré-requisitos necessários para se trabalhar com robôs, principal-

    mente no que se refere a segurança e treinamento de colaboradores”, afirma Anderson Lourenço, coordenador de Processos da empresa, que acaba de implantar um sistema robotizado de corte plasma da ESAB. O início das operações no Brasil deu-se com a produção do eixo traseiro do Ford KA e do Ford Fiesta por meio de 11 robôs de solda MIG/MAG. Atualmente, a empresa possui mais de cem robôs trabalhando em diversos pro-cessos, inclusive com corte plasma.

    De origem alemã, fundada em 1876, a Ben-teler Automotive é uma corporação de atuação mundial no segmento de autopeças, possuindo 150 sites em 35 países, com 23 mil funcionários. Na América do Sul, há cinco sites, sendo quatro no Brasil, com 2 mil funcionários, e um na Argen-tina. A empresa produz módulos de suspensão dianteiro e traseiro, barras de proteção lateral, suporte do painel de instrumentos, ‘manifold’, reforço de para-choques, eixos traseiros, braços de suspensão, subframes, peças de carroceria, estampados etc. Entre seus clientes estão PSA Peugeot Citroën, Ford, General Motors, Volkswa-gen, Honda, Renault, Toyota e Mercedes-Benz.

    Anderson Lourenço assinala que a Benteler entende que a utilização de tecnologia de robótica agrega valor e qualidade ao processo. “E essa pre-ocupação com a qualidade se manifesta também na aquisição de produtos destinados exclusiva-mente para teste”, diz, informando que a empresa dispõe de equipamentos para treinar os profissio-nais e integrá-los a técnicas utilizadas em outras unidades da Benteler ao redor do mundo. “Obvia-mente, tudo o que é novo causa algum tipo de resistência e insegurança. Mas as equipes estão

    cada vez mais preparadas para receber equipa-mentos modernos e trabalhar com tecnologia de ponta. Recorremos ao corte plasma robotizado por acreditarmos que, para determinados produ-tos, ficaria inviável a utilização de mais estágios de corte em ferramentas de estampagem.”

    O expert em robótica frisa que os principais resultados com a robotização vieram da redução de insumos, repetibilidade do processo, maior fle-xibilidade, competitividade, capacidade produtiva e garantia da segurança dos funcionários em pro-cessos que ofereciam risco à integridade física. Ele diz que a utilização de robôs está consolidada no setor automotivo, havendo, porém, no contexto de toda a indústria, uma considerável gama de novas aplicações a serem desenvolvidas, o que, a seu ver, depende de investimentos das corporações em equipamentos e treinamento. “A cada dia, as exigências aumentam, em função da evolução tecnológica, do avanço na área de materiais, do aprimoramento das técnicas e também em razão de exigências governamentais e da necessidade de ampliar a segurança veicular.”

    Quanto ao relacionamento com a ESAB na implantação da tecnologia robotizada de corte plasma, o coordenador da Benteler afirma que a empresa foi extremamente importante para a efe-tivação do projeto, uma vez que, durante a etapa de desenvolvimento, diversos desafios precisaram ser vencidos até que se chegasse à melhor opção para o processo requerido pela empresa. “O principal desafio enfrentado durante o desenvolvi-mento foi integrar ao robô uma solução em corte que não interferisse na rede interbus da célula. A ESAB nos forneceu uma máquina com tecnologia diferenciada, específica para o nosso tipo de apli-cação, e consumíveis para a realização dos testes por um período maior do que o combinado”, con-cluiu Lourenço, aprovando a parceria.

    Pedro MunizGerente de Produtos/Equipamentos

  • 2 7f e v e r e i r O N º 1 7 2 0 1 3

    Segmentação – Automotivo

    Após forte crescimento do mer-cado mundial de robôs para aplicações industriais em 2011, que atingiu um pico de 18%,

    espera-se uma continuidade desse cenário entre 2012 e 2014, porém mais moderado. A retomada da alta do mercado norte--americano, assim como os investimentos em países como a China e o sudeste da Ásia, impulsionam esse crescimento. Após o desastre natural enfrentado pelo Japão, em 2011, os investimentos realizados na construção e no reposicionamento geográ-fico de novas fábricas irão colaborar para o avanço do mercado de robôs naquele país e no mundo. Na Europa, é esperado um aumento moderado das vendas nesse segmento nos países das regiões Central e Oriental, enquanto na Ocidental o nível de investimento ainda é baixo.

    A indústria automotiva e de transportes continua a ser a locomotiva do cresci-mento do mercado de robôs em todo o mundo, com investimentos em novas tec-nologias, em novas plantas de produção e no aumento da capacidade produtiva.

    No Brasil, as empresas do segmento automotivo e de transporte também vêm aumentando os investimentos em novas tecnologias de automação, elevando a capacidade produtiva e modernizando as instalações de produção, com previsão de grandes investimentos nos próximos anos. Todo esse movimento tem como objeti-vo aumentar sua competitividade dentro e

    Mercado mundial de robôs industriais aponta crescimento

    constante entre 2012 e 2014Roberto Luiz de Souza

    Consultor Técnico – Segmento Transporte

  • 2 8 f e v e r e i r O N º 1 7 2 0 1 3

    Segmentação – Automotivo

    fora do mercado nacional. A instalação de fábricas modernas de grandes organiza-ções mundiais no Brasil demonstra que os investimentos em automação da produção industrial devem continuar. Além disso, o aumento dos salários, do padrão de vida e a ascensão social de classes (leia-se mão de obra mais cara), também auxiliará nesse processo de automação.

    Entre 2012 e 2014, a previsão é de uma nova retomada de crescimento, em média de 6% ao ano, atingindo cerca de 166 mil unidades comercializadas. Em relação aos mercados, está previsto um aumento das vendas de cerca de 6% nas Américas, 7% na Ásia/Austrália e aproxi-madamente 4% na Europa.

    Com relação a essa previsão, certos riscos estão envolvidos, como o enfra-quecimento da economia mundial ou, até mesmo, uma nova recessão, causada por problemas financeiros dos maiores merca-dos mundiais.

    Soluções ESAB para robotização

    Valendo-se de expertise única no seg-mento de soldagem, a ESAB oferece uma linha cada vez mais completa de soluções para robotização dos processos de solda-gem e corte de metais. Com mais de 100 anos de experiência no mercado de sol-dagem, a empresa desenvolveu e testou exaustivamente diversos processos de soldagem, com o objetivo de maximizar os resultados, aumentando a produtivida-de e reduzindo os custos, direcionando suas soluções para melhorias efetivas de processo.

    Pacotes de integração MIG/MAG para novas instalações e retrofit – Os pacotes de robotização ESAB são compos-tos por equipamentos de alta tecnologia, sinérgicos e com comunicação totalmente digital, o que elimina a possibilidade de ruí-dos ou interferências.

    Estimativa de Venda de Robôs para Aplicações Industriais

    Distribuição por País 2010 2011 2014 Américas 17.114 22.450 26.700 América do Norte (Canadá, Mexico, EUA) 16.356 21.000 24.000 América do Sul e Central 758 1.450 2.700 Asia e Austrália 69.833 81.200 100.000 China 14.978 19.500 32.000 Índia 776 1.000 3.000 Japão 21.903 26.000 30.000 Coréia do Sul 23.508 24.500 21.000 Taiwan 3.290 3.700 4.500 Tailândia 2.450 3.100 5.000 Outros países da Asia e Australia 2.928 3.400 4.500 Europa 30.630 34.700 38.900 França 2.049 2.400 2.800 Alemanha 14.000 15.500 16.500 Italia 4.517 4.600 4.900 Espanha 1.897 2.100 2.400 Reino Unido 878 950 1.100 Europa Central e Ocidental 2.507 3.700 5.100 Outros países da Europa 4.782 5.450 6.100 Africa 259 400 500

    Total 117.836 138.750 166.100 *PrevisãoFonte: IFR Robotics

  • 2 9f e v e r e i r O N º 1 7 2 0 1 3

    Segmentação – Automotivo

    Configurações do sistema:

    Periféricos do Sistema Aristo Fontes de Energia

    Inversor primário, com seleção automática multivoltagem, leve, com-pacto, possibilita soldagem em modo convencional. Possui também o modo QSet desenvolvido para soldagem em curto-circuito, que proporciona a redução dos respingos e a manuten-ção da estabilidade do arco elétrico.

    Fonte OrigoMig5004

    Inversor “chopper” pulsado sinér-gico, extremamente robusto, com ele-vado ciclo de trabalho ([email protected]%). Apresenta excelente estabilidade do arco elétrico em chapas finas ou espessas.

    Fonte AristoPower 460

    Inversor primário, com seleção automática multivoltagem. Compacto e dinâmico, possibilita a soldagem no modo pulsado sinérgico.

    Fonte AristoMig 5001iMV

    Pacotes de robotização MIG/MAG A ESAB possui o equipamento ideal

    para qualquer aplicação MIG/MAG. São máquinas com o mais moderno e eficiente sistema de soldagem e fontes de energia que possibilitam a comunicação com o Sis-tema Aristo ESAB, o que representa a mais alta tecnologia no controle dos parâmetros e do processo de soldagem.

    O Aristo possibilita o monitoramento

    das variáveis de soldagem e a armazena-gem dos dados via rede ou memória USB, menu em português, ajuste de parâmetros iniciais e finais de soldagem, bloqueio por senha – com três níveis de usuários (Standard/Sênior/Administrador) –, 255 posições de memória para armazenagem de parâmetros de soldagem, mais de 200 linhas de sinergismo, introdução de limites, além de diversos outros recursos aplicados efetivamente ao processo de soldagem.

  • 3 0 f e v e r e i r O N º 1 7 2 0 1 3

    Segmentação – Automotivo

    Processo robotizado HLAW – O pro-cesso de soldagem Laser Híbrido propor-ciona elevadas velocidades de soldagem, com redução significativa no aporte térmico. Trata-se de uma combinação que utiliza uma fonte laser para efetuar a penetração na junta a ser soldada (key hole), com um

    consumível seguido pelo preenchimento desta junta, realizado por uma fonte de soldagem MIG/MAG. É por esse motivo que esse processo é chamado de híbrido (laser + GMAW). A ESAB possui a solução com-pleta para a integração do processo HLAW em sistemas robotizados.

    Solução ESAB – Laser Hibrido Esquema processo HLAW

    feixe laser

    Key hole

    GMAW(modo de transferência spray)

    Gás de proteção

    Zona de fusão

    Processos de elevada produtividade

    Processo SAW robotizado – O pro-cesso de soldagem Arco Submerso (SAW) consiste da fusão de um arame consu-mível protegido por um fluxo granulado. Em geral, o processo utiliza elevadas cor-

    rentes de soldagem, o que proporciona altas taxas de deposição e aumento da produtividade. A ESAB possui soluções completas para a robotização do proces-so de soldagem ao Arco Submerso.

    Solução ESAB – SAW Esquema processo SAW

  • 3 1f e v e r e i r O N º 1 7 2 0 1 3

    Segmentação – Automotivo

    Processo robotizado SAT – ESAB Swift Arc Transfer SAT™ é um proces-so de soldagem MIG/MAG de elevada produtividade, que utiliza o arame sem

    cobre na superfície OK AristoRod™, aliado a elevadas velocidades de sol-dagem, muito além das velocidades convencionais.

    O SAT™ proporciona cordões de soldagem com excelente aparência visual, com boa penetração e sem mordeduras. Uma das vantagens adicionais é a redu-ção do aporte térmico, minimizando as deformações. Desenvolvido para aplica-ções robotizadas e mecanizadas, ele é principalmente indicado para soldas de filete e juntas sobrepostas, sendo apli-cado tanto em chapas finas quanto em chapas grossas.

    O processo tem como base a utiliza-ção do arame OK AristoRod™, fabricado com a tecnologia ASC (Advanced Surface Characteristics), uma inovação que pos-sibilita a eliminação da camada de cobre da superfície do arame. O resultado dessa tecnologia é a eliminação das partículas de cobre do sistema de tração do arame, evitando a contaminação e a oscilação do material durante o tracionamento. O tratamento superficial também proporciona excelentes propriedades de alimentação, resultando em um arco elétrico estável, mesmo em elevadas velocidades de ali-mentação de arame.

    Solução ESAB – SAT

    Swift Arc TransferTM – um modo de transferência até então inexplorado

    Velocidade de alimentação do arame (m/min.)

    Arco rotacional

    SATTM

    Tens

    ão d

    e ar

    co (V

    )

    Cur

    to-c

    ircui

    to

    Tran

    sfer

    ênci

    a m

    ista

    Spr

    ay A

    rc

    Curto-circuito forçado

    Diagrama de modos de transferência metálica

    SAT™ entrega os seguintes benefícios:

    • Processo estável, mesmo em elevadas velocidades de soldagem.• Excelente aparência visual.• Boa penetração de soldagem.• Baixo aporte térmico e distorções.• Redução de retrabalho, devido à diminuição das distorções e dos respingos.• Fácil implementação.• Redução das ilhas de sílica.

  • 3 2 f e v e r e i r O N º 1 7 2 0 1 3

    Segmentação – Naval & Offshore

    Nos últimos anos, com a crescente demanda por aumento de produtividade, os processos de solda-

    gem convencionais como SMAW (eletrodo revestido) e GTAW não vem atendendo às velocidades requeridas. Nesse sentido, a ESAB desenvolveu o QSet. Trata-se de uma tecnologia para soldagem GMAW que visa à maior facilidade e ao controle do arco elétrico e à transferência do metal de solda durante a soldagem do passe de raiz em tubulações.

    Essa continua sendo a grande deman-da de estaleiros, empresas offshore, cons-trutoras, entre outras. Nesse cenário, a ESAB, complementando a tecnologia QSet, desenvolveu uma solução comple-ta, envolvendo equipamento, consumível, processo e know-how para soldagem de tubulações.

    A primeira parte da solução foi desen-volver um conjunto que tivesse uma única fonte e dois alimentadores de arame. Assim como apresentado pela Figura 1. Em segui-da, selecionaram-se consumíveis com

    expertise e know-how eSAB para aplicações de soldagem em PipeShopsRenato R. AguiarConsultor Técnico – Segmento Naval & Offshore

    Figura 1 – solução ESAB para soldagem de tubulações

  • 3 3f e v e r e i r O N º 1 7 2 0 1 3

    Segmentação – Naval & Offshore

    Figura 2: Diagrama esquemático da autorregulação da tensão da soldagem em função da oscilação no comprimento do arco

    Tensão (V)

    Ajuste de tensão de solda

    Arco longo

    Arco curto

    Corrente (A)

    Mudança davelocidade dealimentaçãodo arame

    características adequadas para a soldagem de passe de raiz e ajustou-se todo o conjun-to, aliando o conhecimento e a expertise da ESAB em soldagem de tubulações indoor e outdoor adquiridos ao longo dos anos.

    Nessa configuração, um dos alimen-tadores de arame está ajustado para tra-balhar com o processo QSet (passe de raiz), e o outro, para enchimento e aca-bamento. Além do equipamento, a ESAB desenvolveu linhas sinérgicas dedicadas à soldagem do passe de raiz com arames tubulares tipo Metal Cored.

    Portanto, a solução completa pos-sui uma fonte inversora de alta tecno-logia integrada com dois alimentadores de arame. Um deles está ajustado para passe de raiz com arame tubular OK Tubrod 70 MC (AWS A5.18 E70C-6M) tipo Metal Cored de 1,0mm. O outro está ajus-tado para enchimento e acabamento com arame tubular DualShield 7100LH (AWS A5.20 E71T-1/9) tipo flux cored de 1,2mm para maior produtividade.

    Tecnologia QSetToda a inteligência do conjunto vem

    do controlador Aristo Pendant U82, res-ponsável por ajustar os parâmetros e as linhas sinérgicas de que o processo QSet necessita para soldagem do passe de raiz com o arame tubular tipo Metal Cored. Por se tratar de um processo com curto--circuito controlado, existem vários outros

    controles extremamente importantes para a execução da soldagem.

    Na soldagem com arame tubular tipo Metal Cored em curto-circuito, é muito importante obter um balanço entre a velo-cidade de alimentação de arame e sua taxa de fusão. O alinhamento deste à precisão no ajuste da velocidade de alimentação do arame e da tensão de soldagem permite um ótimo resultado na soldagem.

    Em um processo de curto-circuito está-vel, a relação entre o tempo de curto-circuito e o tempo de arco varia dentro de uma faixa relativamente limitada, como se pode ver na figura 2. Independente de variações do pro-cesso de soldagem, o QSet, por sua vez, mantém essa relação constante por meio do ajuste de tensão feito de forma contínua. Isso sustenta o processo de soldagem está-vel e assegura uma soldagem ideal.

    A tecnologia QSet identifica automa-ticamente variáveis como tipo do gás de proteção, material a ser soldado, diâmetro do arame e o stick-out e promove o ajuste dos parâmetros de forma automática.

    O processo permite que o soldador ajuste apenas a velocidade de alimentação do arame, e um segundo parâmetro modi-fica o arco, deixando-o mais “quente” ou “fria”. Esse parâmetro, que chamamos de QSet, na verdade trabalha na frequência de modulação do controle do curto-circuito, deixando a poça de fusão quente ou fria, como apresentado na figura 1.

    Confira no canal da ESAB no YouTube um vídeo so-bre a utilização da tecno-logia QSet: youtube.com/esabbr

  • 3 4 f e v e r e i r O N º 1 7 2 0 1 3

    Em linhas gerais, o processo QSet trabalha com dois tempos: um tempo de curto-circuito (representado na figura 3 com o número 1), no qual a corrente tende ao infinito e a tensão de arco tende a se extinguir. Porém, é nesse momento que a gota é destacada. Outro tempo é o do arco (representado na figura 4 com o número 2), no qual, assim que a gota é destacada, o arco elétrico é formado novamente, fundindo o arame, e é inicia-da a formação de uma nova gota. Nesse momento, a corrente diminui, e a tensão sobe até que o curto-circuito seja iniciado novamente.

    Outro ponto muito importante que o processo QSet controla é a indutância. Ela também influencia a frequência do curto--circuito, e sua variação irá afetar a poça de fusão, deixando-a mais "fria" quando a indutância for baixa e mais "quente" quan-do a indutância for alta.

    Processo eficazO processo QSet, torna muito sim-

    ples a soldagem de passe de raiz em tubulações. A forma mais eficaz de obter ótimos resultados com esse processo é a combinação do QSet com o arame OK Tubrod 70MC de 1,0mm e as linhas sinérgicas específicas. A combinação dos três fatores resulta em soldagem sem problemas de falta de penetração, falta de fusão lateral, e com maior velocidade de deslocamento e taxa de deposição, se comparada ao processo SMAW (eletrodo revertido), MMA e TIG. Outra característi-ca muito importante é que, ao utilizar um arame tubular tipo Metal Cored, obtém-se melhor molhabilidade do cordão, maior fusão lateral e melhor aspecto visual do cordão, como ilustrado nas figuras 5, 6 e 7.

    Segmentação – Naval & Offshore

    Figura 4: Oscilograma representativo da transferência por curto-circuito

    Corrente de soldagem (A)

    curto-circuito

    tempo (s)

    Tensão de soldagem (V)

    21

    1 – Tempo de arco2 – Tempo de curto

    Figura 3: Influência do parâmetro QSet na curva de corrente e tensão do curto-circuito

    Arco quente

    10% 90% 40% 60%

    Arco frio

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    Figura 5 – Aspecto do cordão na posição plana (Soldagem com OK Tubrod 70MC 1,0mm)

    Figura 6 – Aspecto do cordão na posição descendente (Soldagem com OK Tubrod 70MC 1,0mm)

    Segmentação – Naval & Offshore

    Figura 7 – Aspecto do cordão na posição sobrecabeça (Soldagem com OK Tubrod 70MC 1,0mm)

    Raiz Externo

    Raiz Externo

    Raiz Externo

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    Figura 8 – Dados extraídos do controlador Aristo Pendant U82

    Segmentação – Naval & Offshore

    A solução para soldagem de tubu-lação da ESAB garante um grande controle do processo de soldagem. Obtem-se baixo nível de respingo, comprimento de arco elétrico cons-tante, qualidade na soldagem em áreas de difícil acesso, rápido ajuste para diferentes espessuras e tipos de materiais, como aços ao carbono, inoxidáveis, galvanizados e alumínio.

    Frente a necessidade de controlar o processo de construção das tubu-lações, o controlador Aristo Pendant U82 permite, ainda, que dados do processo de soldagem sejam extra-ídos para geração de relatórios e apresentação dos dados de produ-ção, tais como tempo de arco aberto,

    quantidade de aberturas de arco, heat-input, parâmetros utilizados, tempo total de soldagem, início e fim de soldagem, entre outros, para cada soldagem, peça ou soldador (figura 8).

    Isso sem contar a possibilidade de ajustar o controlador Aristo Pen-dant U82 para cada tipo de junta, espessura e material, de renomear o nome da posição de memória, rela-cionando-o à EPS, e, ainda, de limitar a variação possível dos valores de tensão em corrente. Isso garante que os parâmetros sejam cumpridos para todas as EPS, e a qualidade, mantida com o mesmo padrão em todas as peças e aplicações.

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    Segmentação – Oil & Gas

    Os aços inoxidáveis duplex (AID) podem ser definidos como aqueles que apre-sentam uma microestrutura

    mista de ferrita e austenita, na proporção de aproximadamente 50% para ambas as fases [1], assim como apresentado na figura 1. Esses materiais foram desenvol-vidos há mais de 70 anos [2] e seu uso comercial foi iniciado de forma extensiva na década de 1970 [3].

    Os principais elementos de liga uti-lizados nessa classe de materiais são o cromo e o níquel, porém frequentemente são adicionados, em menores proporções, elementos como molibdênio, nitrogênio, cobre, silício e tungstênio [4]. Dessa manei-ra, as principais vantagens desses aços em

    Soldagem de aços inoxidáveis lean duplex

    Os aços inoxidáveis duplex

     Figura 1 – Microestrutura típica de um aço inoxidável duplex laminado a quente. As fases escuras e claras correspondem à ferrita e à austenita, respectivamente. Ataque Behara II.

    relação aos que apresentam microestrutura completamente austenítica, são os maiores limites de resistência ao escoamento e à tração e a melhor resistência à corrosão sob tensão (SSC – Stress Corrosion Crack) [5]. Ressalta-se ainda, a boa tenacidade devido à porção de austenita presente.

    A primeira geração dos aços inoxidáveis duplex, produzido no período que compre-ende os anos de 1930 a 1970, apresentou limitação na condição como soldado, já que a zona termicamente afetada (ZTA) apresentava baixa tenacidade e resistência à corrosão, devido à excessiva proporção de ferrita formada [1]. Porém, a evolução na indústria de fabricação de aços inoxidáveis nos anos 1970, através da introdução do vácuo, do argônio e do oxigênio na descar-burização, bem como o uso da técnica do lingotamento contínuo para aços inoxidá-veis [1], permitiu a fabricação com menores proporções de carbono e com teor con-trolado de nitrogênio, elemento fortemente gamagênico [6]. Como a solidificação dos duplex inicia-se como 100% ferrita, e o nitrogênio atua aumentando a temperatu-ra de transformação de ferrita para auste-nita [7], conforme apresentado na figura 2, isso garante uma estabilização do material em temperaturas elevadas, o que reduz o problema de excesso de ferrita na ZTA [8]. Isso representa o marco para a segunda geração dos duplex, em que a soldabili-dade é melhorada devido à fabricação de aços com adições de nitrogênio.

    Ronaldo Cardoso Junior

  • 3 8 f e v e r e i r O N º 1 7 2 0 1 3

    Segmentação – Oil & Gas

    Figura 2 – Diagrama ternário Fe-Cr-Ni [2]

    O aço inoxidável duplex mais comum hoje é o EN grau 1.4462 ou 2205 (UNS S31803/S32205), que tem a composição química nominal de 22% Cr, 5% Ni, 3% de Mo e 0,16% N. Esse aço é usado em um grande número de aplicações, em uma ampla variedade de produtos e for-mas. O AID 2205 possui boa resistência à corrosão em diversos ambientes, superior à dos aços austeníticos AISI 304, 316 e 317. O aumento da resistência mecânica permite a redução da espessura da parede do componente e, consequentemente, da sua massa.

    Os aços inoxidáveis lean duplex

    Nos aços inoxidáveis lean duplex (AILD), o níquel é parcialmente substituído por elementos formadores de austenita, como o manganês e o nitrogênio, e o teor

    de molibdênio é reduzido. Isso faz com que o custo desses materiais seja menor que o dos aços inoxidáveis duplex con-vencionais, o que viabiliza o seu emprego em aplicações que antes eram economica-mente não viáveis.

    Esses materiais apresentam como composição química típica 20-24% de cromo, 1-5% de níquel, 0,1-0,3% de molibdênio e 0,10-0,22% de nitrogênio [9]. Existem diversos aços inoxidáveis lean duplex disponíveis no mercado, conforme apresentado nas tabelas 1 e 2. O AILD 2101 e 2202 possuem resistên-cia à corrosão equivalente ao AISI 304L, enquanto o AILD 2304 é equivalente, nesse mesmo quesito, ao AISI316L. Vale ressaltar que, em ambos os casos, o AILD apresenta limite de escoamento praticamente duas vezes maior que o aço inoxidável austenítico equivalente.

    ºC

    %Ni

    %Cr

    ºfL

    γ

    L + α

    1400 2552

    2192

    1832

    1472

    0 5 10

    30 25 20 15

    1200

    1000

    800

    α

    α + γ

    L + γ + α L + γ

    [N]

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    Segmentação – Oil & Gas

    Tabela 1: Composição química dos aços inoxidáveis lean duplex mais comumente encontrados

    no mercado

    Soldabilidade dos aços inoxidáveis lean duplex

    *Aço inoxidável austenítico de Pre equivalente.

    Tabela 2: Propriedades mecânicas dos aços inoxidáveis lean duplex mais comumente encontrados no mercado

    *Dados de acordo com ASTM A240.

    Sua soldabilidade geralmente é boa quando consumíveis com maiores teores de níquel (over-alloyed) são utilizados [10]. Entretanto, para uma dada compo-sição química do metal de base, a micro-estrutura da zona termicamente afetada (ZTA) continua dependendo exclusiva-mente do ciclo térmico. Os consumíveis adequados para soldagem desse mate-rial são EN ISO 2307 N L, vulgarmente conhecido como 2307, e o EN ISO 2209 3 N L, que a norma AWS classifica como 2209.

    Todos os processos de soldagem por fusão podem ser utilizados, desde que sejam seguidos procedimentos de soldagem adequados. As propriedades do metal depositado, como resistên-cia, tenacidade e resistência à corrosão, podem ser prejudicadas por um exces-sivo desvio no balanço de fases com

    relação ao metal base [11,12]. Eleva-das frações de austenita, que promove um modo de solidificação misto (ferrita e austenita), podem resultar em um aumento da segregação, enquanto altas frações de ferrita podem gerar precipita-ção de nitreto de cromo [9]. Ambos os fenômenos podem ter um efeito negativo para a resistência à corrosão localizada [9]. Dessa maneira, a composição quí-mica do metal depositado é crucial, e a solução geralmente é a utilização de consumíveis de soldagem com elevados teores de elementos de liga (over-alloyed) desenvolvidos especialmente para um determinado metal base [13,14].

    O nitrogênio é também um elemento de liga de grande importância para os aços inoxidáveis lean duplex, pois ele promove um aumento da resistência mecânica e à corrosão. Adições de nitro-

    Grau UNS C Cr Ni Mo N Mn Aço Austenítico*

    2101 S32101 0,04 21,0 - 22,0 1,35 - 1,70 0,1 - 0,8 0,20 - 0,25 4,0 - 6,0 AISI 304L

    2202 S32202 0,03 21,5 - 24,0 1,0 - 2,8 0,45 0,18 - 0,26 2 AISI 304L

    2304 S32304 0,03 21,5 - 24,5 3,0 - 5,5 0,05 - 0,6 0,05 - 0,20 2,5 AISI 316L

    Composição Química (%)

    Grau UNSLimite de

    Resistência (MPa)Limite de

    escoamento (MPa)Alongamento

    %

    2101 S32101 Mín. 650 Mín. 450 Mín. 30

    2202 S32202 Mín. 650 Mín. 450 Mín. 30

    2304 S32304 Mín. 600 (*) Mín. 400 (*) Mín. 25

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    Segmentação – Oil & Gas

    Tabela 3: Parâmetros importantes na soldagem dos AILD

    (1) recomendações do fabricante Outokumpo.(2) recomendações do fabricante Aperam.

    gênio no gás de proteção e no de purga têm sido reportadas como benéficas para a soldagem autógena GTAW (Gas tungsten arc welding) no que diz respeito ao aumento de resistência à corrosão localizada, devido à prevenção da perda de nitrogênio pelo metal base [15,16]. A perda de nitrogênio pode causar uma microestrutura rica em ferrita na superfí-cie do metal de solda com precipitados de nitreto de cromo nos grãos ferríticos expostos ao meio corrosivo, resultando em uma perda da resistência à corrosão localizada e da tenacidade [11,17,18]. Quanto maior o teor de nitrogênio do metal base, maior a tendência de perda desse elemento durante a soldagem, o que pode fazer com que ele perca as propriedades desejadas. Nos aços inoxi-dáveis lean duplex ligados ao nitrogênio, esse fato possui grande importância para a soldagem.

    Dessa maneira, processos de solda-gem que geram escória, como os com eletrodos revestidos (SMAW – Shielded Metal Arc Welding) e com arames tubu-lares flux cored (FCAW – Flux Cored Arc Welding), são menos susceptíveis ao fenômeno de perda de nitrogênio [19], já que a escória atua como uma barreira à saída desse gás. Para a soldagem GTAW, geralmente utilizam-se gases de proteção com elevados teores de nitrogênio para evitar tal perda.

    A microestrutura do metal de solda e, especialmente, da ZTA, não é unicamen-te dependente da composição química, mas também dos parâmetros de solda-gem, que determinam o ciclo térmico. O

    aporte de calor deve ser suficiente para promover a formação significativa de aus-tenita no metal de solda e na zona termi-camente afetada. Um aporte de calor mínimo de 0,5 kJ/mm e máximo de 2,5 kJ/mm é requerido na soldagem a arco, dependendo do grau e da espessura do material [9]. A temperatura de interpasse também deve ser controlada entre 100 e 200°C na soldagem multipasse, para evi-tar a precipitação de fases danosas nos passes anteriores [9]. Tratamento térmico pós-soldagem geralmente não é requeri-do, as propriedades demandadas podem ser atingidas através do procedimento adequado de soldagem [10]. A tabela 3 detalha os consumíveis de soldagem e o procedimento recomendado para união desses materiais, em função do grau a ser soldado.

    Conforme esquematizado na figura 3, a ZTA dos AID possuem duas regiões [21]: a de temperatura elevada (ZTATE), compreendida entre a temperatura de líquidus da liga e a temperatura de solvus da ferrita, representada na figura 5 como a zona de crescimento de grão ferríti-co; e a de temperatura baixa (ZTATB), delimitada superiormente pela tempera-tura de solvus da ferrita [22]. A primeira apresenta grãos gosseiros de ferrita, e a austenita inicialmente se precipita a partir dos contornos de grãos ferríticos, sendo que, a partir do momento em que ocorre a saturação dos sítios de nucleação nos contornos de grão, a austenita cresce como em direção ao centro do grão, como austenita de Widmanstätten [22]. Durante essas transformações, outras

    GrauEnergia de Soldagem(kJ/mm)

    Temperatura Interpasse Máxima

    (ºC)

    Consumívelde Soldagem

    2101 (1) 0,3 a 1,5 150 23%Cr7%Ni(2307)ou

    22%Cr9%Ni3%Mo(2209)2202 (2) 0,5 a 2,0 150

    2304 (1) 0,5 a 2,0 200

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    Segmentação – Oil & Gas

    Figura 3 – Diagrama esquemático da microestrutura de uma junta soldada de AID [24]

    Zona fundidaZona parcialmente fundida

    Zona Crescimento de Grão ferrítico

    Zona Parcialmente Transformada

    Metal de Base Não Afetado

    Tem

    per

    atur

    a

    Tem

    per

    atur

    a

    1600

    1400

    1200

    1000

    800

    600

    400

    5

    5 0

    10

    10

    15

    15

    20

    20

    25

    25

    30 Peso% Cr

    Peso% Ni

    Líquido

    d Solvus

    γ Solvus

    γ+L d+L

    dγ+ d+L

    γ

    dγ+

    γ+ d+s

    d+s

    γ+s

    fases, como os nitretos, carbonetos e carbonitretos, podem se precipitar [22]. A ZTATB apresenta, durante o aquecimen-to, parcial dissolução da austenita, que atuam como sítios para sua precipitação, durante o resfriamento [22]. Nesse caso, os grãos de austenita não dissolvidos inibem o crescimento dos grãos ferríticos [21] e a quantidade de nitretos é menor que na ZTATE.

    Os consumíveis de soldagem

    Conforme mencionado na tabela 3, há duas classes de consumíveis que podem ser empregados para união dos lean duplex. Os consumíveis de com-posição 22%Cr9%Ni3%Mo, compatíveis com o aço inoxidável duplex standard 2205, que também podem ser utilizados

    para soldagem dos AILD. Entretanto, há ligas mais novas, do tipo 23%Cr7%Ni, que são ideais para união dos aços lean duplex. Esses consumíveis também podem ser considerados lean devido aos seus menores teores de níquel e molibdênio.

    Através do mesmo conceito discu-tido para os aços, os consumíveis lean apresentam menor custo devido aos menores teores de Ni e Mo, tornando-os a melhor alternativa em termos de custo/benefício para a soldagem desses mate-riais. A ESAB possui uma linha completa de consumíveis de soldagem tanto para composição química 22%Cr9%Ni3%Mo quanto para 23%Cr7%Ni. Entretanto, pelos motivos mencionados acima, ape-nas os últimos serão apresentados neste trabalho, conforme tabelas 4, 5 e 6.

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    (1) Os consumíveis lean duplex ainda não estão contemplados na norma AWS 2010.

    Tabela 4: Linha completa de consumíveis de soldagem para os AILD

    Tabela 5: Composição química típica dos metais depositados pelos consumíveis de soldagem utilizados, em %

    Tabela 6: Propriedades mecânicas típicas dos metais depositados dos consumíveis de soldagem utilizados, em %

    Processo de Soldagem

    Classificação EN(1) Nome Comercial

    SMAW EN 1600: E Z 23 7 N L R 3 2 OK 67.56

    GMAW EN ISO 14343: G Z 23 7 N L OK Autrod 2307

    GTAW EN ISO 14343: W Z 23 7 N L OK Tigrod 2307

    FCAW EN ISO 17633-A T 23 7 N L P M21 2 Shield Bright 2307

    SAWEN 760: SA AF 2 DC

    EN ISO 14343: S Z 23 7 N LOK Autrod 2307 +

    OK Flux 10.93

    Consumível C Mn Si Cr Ni Mo N

    OK 67.56 0,03 0,7 0,9 23,7 7 0,3 0,15

    OK Tigrod 2307 0,02 1,3 0,5 23,0 7 0,3 0,15

    OK Autrod 2307 0,02 1,3 0,5 23,0 7 0,3 0,15

    Shield Bright 2307 0,02 0,8 0,7 23,7 8,4 0,3 0,12

    OK Autrod 2307 +OK Flux 10.93

    0,02 1,1 0,7 22,5 7,5 0,3 0,12

    ConsumívelLimite de

    Resistência (MPa)Limite de

    Escoamento (MPa)Alongamento

    (%)Charpy a-30ºC

    (J)

    OK 67.56 754 609 26 38

    OK Tigrod 2307 730 560 32 85

    OK Autrod 2307 730 560 32 85

    Shield Bright 2307 774 626 33 63

    OK Autrod 2307 +OK Flux 10.93

    725 560 35 95

    Segmentação – Oil & Gas

  • 4 3f e v e r e i r O N º 1 7 2 0 1 3

    Segmentação – Oil & Gas

    Resultados de testes de soldagem do AILD UNS S32304

    No sentido de avaliar o desempenho da junta soldada com os consumíveis 23%Cr7%Ni, procedimentos de solda-gem foram realizados para os processos SMAW, GMAW e FCAW. O metal de

    base empregado foi o aço inoxidável lean duplex UNS S32304, de espessura nominal igual a 22mm e chanfro em V com 60°. Detalhes dos testes são apre-sentados na tabela 7.

    Ensaios de Tração: Todos os corpos de prova romperam no metal de base, sendo o limite de escoamento superior ao mínimo especificado por normas, conforme apresentado na tabela 8 e na figura 4.

    Tabela 7: Consumíveis de soldagem usados para os testes com metal de adição

    Tabela 8: Resultado dos ensaios de tração

    Nota: (a) Não se aplica; (b) Mistura fornecida pela Praxair com nome comercial de Star GoldTM SS.

    Comercial Processo Tipo Especificação ENDiâmetro

    (mm)Gás de Proteção

    OK 67.56 SMAW 23%Cr 7%Ni E Z 23 7 N L R 3,25 (a)

    OK Autrod 2307 GMAW 23%Cr 7%Ni G 23 7 N L 1,00 95%Ar+3%CO2+2%N2(b)

    Shield Bright 2307 FCAW 23%Cr 7%Ni T 23 7 N L P 1,20 75%Ar+25%CO2

    Consumível deSoldagem

    Limite de Resistência(MPa)

    Local de Ruptura

    OK 67.56 718 Metal de base

    OK Autrod 2307 706 Metal de base

    Shield Bright 2307 723 Metal de base

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    Figura 4 – Imagens dos corpos de prova de tração após ruptura

    OK 67.56 OK Autrod 2307 Shield Bright 2307

    SMAW 2307 OK Autrod 2307 Shield Bright 2307

    OK 67.56 OK Autrod 2307 Shield Bright 2307

    Segmentação – Oil & Gas

    A – Ensaios de dobramento: Através dos ensaios, foi possível constatar que nenhum dos corpos de prova apresenta desconti-nuidades (figura 5), mostrando que a junta soldada se apresenta íntegra.

    Figura 5 – Imagens dos corpos de prova de dobramento após ensaio

    B – Análise microestrutural: Conforme observado na figura 6, as zonas fundidas apresentam teores de austenita superiores a 50%, com valores médios de 52, 60 e 54%, respectivamente, para os consumíveis OK67-56, OK Autrod 2307 e Shield Bright 2307.

    Figura 6 – Micrografias dos metais de solda para os três experimentos realizados

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    retrofit: modernizando sistemas de corte CNC

    Cutting

    Toda empresa deseja manter seu parque de máquinas sempre atualizado com o que há de mais moderno, buscando, dessa

    forma, garantir maior produtividade e meno-res custos de produção e manutenção. Mas como fazer isso sem comprometer o orçamento? Com o Retrofit. Esse termo se refere à atualização total ou parcial de um equipamento, mantendo sua funcionalidade por período de tempo maior.

    A alta velocidade de desenvolvimen-to da indústria eletrônica faz com que os equipamentos se desatualizem muito

    rapidamente, e o reflexo dessa mudança tecnológica é percebido, principalmente, nos custos de manutenção e de produção. Preservar peças de um equipamento com mais de cinco anos pode chegar a um custo 44% maior em comparação aos itens com funções similares nos equipamentos modernos. Já no quesito produção, os sistemas plasma de última geração podem representar velocidades superiores, de até 45%, se comparados aos antigos.

    A ESAB, como empresa de soluções no mercado de corte automatizado, desenvol-veu produtos dedicados a Retrofit, com a

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    Cutting

    mesma tecnologia que emprega em suas máquinas de linha. Eles possuem como principais características a fácil instalação mecânica, o rápido ajuste e a alta produção, adaptando-se facilmente a qualquer tipo de equipamento existente no mercado, inde-pendente do fabricante. Essa facilidade é garantida com a nova tecnologia ACON, que

    divide as principais funções dos controles de processo em módulos, tornando o sistema da ESAB mais fácil para instalar e integrar.

    A principal vantagem do uso de módulos está na manutenção, pois, além de ser de fácil substituição, o sistema possui telas de diagnóstico nos CNCs, diminuindo o tempo de reparo e agilizando a manutenção.

    Sistema plasma ACON

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    Cutting

    Além das vantagens do sistema de con-trole de processo modular, a nova tecnolo-gia empregada no plasma ESAB possibilita ganhos superiores a 45% em aço carbono de até ½” e a 80% em materiais de 2”, quan-do comparada às tecnologias mais antigas.

    Mas o Retrofit não se limita somente à troca de processo plasma. Há outros itens que podem ser substituídos nas máquinas, que garantem um aumento do desempenho nos equipamentos mais anti-gos. Trata-se do CNC e da motorização, os principais responsáveis pela precisão e movimentação do equipamento.

    Os atuais controladores numéricos computadorizados (CNC) garantem uma excelente interface homem-máquina, que influencia no aumento da produtivi-dade. Os da ESAB foram desenvolvidos em busca da excelência de desempe-nho e interatividade com o operador. Além de uma interface gráfica e tela sensível ao toque, o CNC T5C possui o inovador sistema Wizard, que mostra todos os passos que o operador pre-cisa seguir para colocar a máquina em operação, facilitando o treinamento e a operação diária.

    Vision T5 – CNC com tela sensivel ao toque

    Vision 51R

    Vantagens Retrofit:• Alta capacidade de perfuração e velocidade de corte.• Startup simples do sistema plasma.• Facilidade de manutenção.• Interface interativa com os novos CNC.• Motorização de alto desempenho.

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    Alta produtividade para tanques de aço inoxidávelOs arames tubulares Shield-Bright eSAB promovem soldagem de alta qualidade com elevada produtividade

    Tamas Sandor, E