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2. Apocalipse Versculo por VersculoSeverino Pedro da Silva SUMRIOCaptulo I.....................................................................................................................................................IVCaptulo II.............................................................................................................................................XVIIICaptulo III...........................................................................................................................................XXXVCaptuloIV.............................................................................................................................................XLVIICaptulo V..................................................................................................................................................LIIICaptulo VI................................................................................................................................................LXICaptulo VII............................................................................................................................................LXXICaptulo VIII........................................................................................................................................LXXXICaptulo IX.....................................................................................................................................LXXXVIIICaptulo X.....................................................................................................................................................CCaptulo XI................................................................................................................................................CVICaptulo XII.........................................................................................................................................CXVIIICaptulo XIII.......................................................................................................................................CXXIXCaptulo XIV.................................................................................................................................CXXXVIIICaptulo XV......................................................................................................................................CXLVIIICaptulo XVI............................................................................................................................................CLIICaptulo XVII........................................................................................................................................CLXIICaptulo XVIII......................................................................................................................................CLXXCaptulo XIX.....................................................................................................................................CLXXIXCaptulo XX................................................................................................................................CLXXXVIII II 3. Captulo XXI.......................................................................................................................................CXCVICaptulo XXII......................................................................................................................................CCVIIIIII 4. Captulo I1. REVELAO de Jesus Cristo, qual Deus lhe deu, para mostrar aosseus servos as coisas que brevemente devem acontecer; e pelo seu anjoas enviou, e as notificou a Joo seu servo. I. ...Revelao de Jesus Cristo. O vocbulo portugus revelar, derivado dolatim revelare, geralmente a traduo do termo hebraico gl" e do termogrego apokalypt (substantivo, apokalypsis), que corresponde a gl naSeptuaginta e no Novo Testamento. Os escritores clssicos traduziram a palavraapocalipse por revelao, e esta foi vertida para o latim com tal sentido, emrazo de o verbo revelar, que freqentemente empregado nas Escrituras tereste sentido (Pv 11.13 e Dn 2.22, 28).1. A revelao tem dois pontos focais: (a) os propsitos de Deus; (b) a pessoade Deus: (Ad. a ) Por um lado, Deus informa os homens a respeito de Si mesmo: quem Ele, o que tem feito, o que est fazendo, o que far, e o que requer os homensfaam. Assim que o Senhor tomou No, Abrao e Moiss, aceitando-se em relaode confiana; informando-os sobre o que havia planejado e qual era a participaodos mesmos nesse plano (cf. Gn 6.13-21; 12.1 e ss; 15.13-21; x 3. 7-22).Semelhantemente, o Deus Todo-poderoso declarou a Israel as leis e promessas deSua Aliana (x captulo 20 a 23; Dt 4.13 e ss; Sl 78.5; 147.19). Ele desvendou Seuspropsitos aos profetas, seus servos (Am 3.7). Cristo disse aos discpulos duranteseu ministrio terreno: ...tudo quanto ouvi de meu Pai vos tenho feito conhecer(Jo 15.15b). Deus revelou a Paulo, o grande ...Mistrio da Sua vontade, segundo oseu beneplcito (cf. Ef 1.9a e 3.3). No Apocalipse, Cristo revelou a Joo seu servo...as coisas que brevemente devem acontecer. (Ad. b) Por um lado, quando Deus envia a Sua Palavra aos homens, Ele tambmos confronta consigo mesmo. A Bblia no concebe a revelao como uma simplestransmisso divinamente garantida, mas antes, como a vinda pessoal de Deus aoshomens, para tornar-se conhecido deles (cf. Gn 35.7; x 6.3; Nm 12.6-8; Gl 1.15 ess). Esta a lio que devemos aprender das teofanias do Antigo Testamento (cf. x3.2 e ss; 19.11-20; Ez 1; etc), bem como do papel desempenhado pelo enigmticoanjo (mensageiro) do Senhor, que evidentemente uma manifestao do prprioDeus. O Apocalipse no revela apenas o princpio de formao do grande plano deDeus na obra da redeno, mas de um modo particular, seu desenvolvimento econsumao. 2. Seu contedo se compe de: 22 captulos, 404 versculos, 12000 palavras e9 perguntas: (5.2; 6.10,17; 7.13; 13.4 (duas vezes); 15.4; 17.7; 18.18). A Bbliadivide a raa humana em trs partes: quer dizer, os judeus, os gentios, e a Igreja (1Co 10.32), e contm, uma mensagem para cada uma das trs. O Antigo Testamentotrata das duas primeiras divises. Por exemplo, o livro de Daniel trata dos judeus edos domnios gentlicos, sem mencionar a Igreja graficamente. O Novo, d amensagem para a Igreja, e Paulo, especialmente, em todas as suas epstolas tratadela, enquanto que temos a palavra final de Deus para judeus, gentios e, a Igreja, IV 5. no Apocalipse. Encontramos a Igreja no princpio do livro; Israel no meio; e asnaes gentlicas no fim. 3. O livro composto ao redor do simbolismo do nmero sete. H sete cartaspara sete igrejas da sia Menor (hoje, atual poro da Turquia Asitica), captulos 1a 3. Sete selos num livro que se encontra na mo direita de Deus, captulo 5. Setetrombetas que anunciaro estranhos castigos, captulos 8 a 11. Sete castias deouro nas mos de Jesus, captulo 1. Sete anjos (agentes humanos), captulo 1.20 ess. Sete anjos (agentes divinos), captulos 8 a 16. Um Cordeiro com sete pontas esete olhos, captulos 1.4 e 4.5. Sete troves, captulo 10.3. H tambm refernciade um grande drago vermelho com sete cabease sete diademas, captulo12.3. A Besta semelhante ao leopardo tinha sete cabeas, captulo 13. No captulo17 do livro em foco, -nos dito que, ela tem sete cabeas. H tambm setemontes e sete reis, captulo 17.9-10. Para os remidos do Senhor, h tambmsete bem-aventuranas (1.3; 14.13; 16.15; 19.9; 20.6; 22.7,14). Na metade finalda septuagsima semana proftica de Daniel (9.27), entra em ao setepersonagens principais: (a) A mulher. Ap 12.1 e ss; (b) O drago. Ap 12.3 e ss; (c) Omenino. Ap 12.5 e ss; (d) Miguel, o Arcanjo. Ap 12.7; (e) A descendncia da mulher.Ap 12.17; (f) A Besta saindo do mar. Ap 13.1 e ss; (g) A Besta sada da terra. Ap13.11 e ss. No captulo 14, encontramos sete vises; vises separadas em si e,sem conexo, cada uma completa em si mesma: (vs. 1-5; vs. 6-7; vs. 9-12; v. 13;vs. 14-16; vs. 17-20). H tambm sete promessas para aquele que vencer (2.7,11,17,26; 3.5,12,21). H sete cores no arco celeste, captulos 4 e 10. Sete,declara o Dr. H. Lockyer, Sr., provm de uma raiz hebraica que significa sercompleto, satisfeito, ter suficiente, e transmite a idia de perfeio ou totalidade.O papel importante que este nmero tem no Apocalipse provado pelo fato de Joous-lo no menos que 50 vezes.4. O AUTOR. O autor desta grande obra o prprio Deus. esta (diz H. H.Halley) a primeira declarao do livro. Do ponto de vista humano, atribudo a Joo,o filho de Zebedeu (Lc 5.10; Ap 1.1,4,9; 22.8). A autoria do Apocalipse a pessoade Joo, comprovada tanto pelas provas externas como internas: (a) Provas externas. Segundo tradio bem estabelecida, desde a poca dosPas Apostlicos, e no julgamento da grande maioria dos primitivos cristos, oApstolo Joo, aquele que esteve reclinado sobre o peito do Senhor (Jo 21.20), foio escritor do Apocalipse. Outro testemunho direto a favor do Apstolo Joo comoautor do Apocalipse nos vem de Irineu, que morreu em Lion, na Frana, perto doano 190 de nossa era. Ele nasceu e se criou na sia Menor, na esfera das seteigrejas. Foi discpulo de Policarpo, que foi bispo duma das sete igrejas, a deEsmirna. Dentre outros do passado, Clemente, de Alexandria, Tertuliano, deCartago, Orgenes, de Alexandria (223 d.C.). Hiplito, de Roma (140 d.C.). Outrosque vieram depois, conclamaram a mesma coisa: Baslio, o Grande, Atansio,Ambrsio, Cipriano, Agostinho e Jernimo. Tefilo, bispo de Antioquia (Sriaocidental), na ltima metade do sculo II d.C., cita o Apocalipse como sendo obra doApstolo Joo, o ltimo sobrevivente dos companheiros de Jesus.(b) provas internas. O prprio autor diz que seu nome JOO, descreve-secomo servo de Deus (1.1), e como um dos profetas (22.9). Com exceo de 1Corntios, Apocalipse citado com o nome do autor antes de qualquer outro livro doNovo Testamento. Em seu Evangelho e Epstolas, Joo escreve na terceira pessoa,mas no Apocalipse, menciona seu nome cinco vezes na primeira pessoa (1.1,4,9;21.2; 22.8). A nossa solene convico de que Joo o escreveu! Houve trovoV 6. quando Deus escreveu as primeiras palavras da Bblia (cf. x 19.16 e 30.18). Assim,suas ltimas palavras s podiam ser escritas por Joo, o filho do trovo (Mc 3.17 eAp 22.18). 5. DATA EM QUE FOI ESCRITO. Irineu e Eusbio afirmam categoricamenteque o Apocalipse foi escrito no tempo de Domiciano. (Ver Eusbio, HistriaEclesistica III, 18,3 e Irineu, adv. Haer. V. 30.3). Esse testemunho foi aceito semhesitao por Clemente de Alexandria, Orgenes e Jernimo. A data fixada por estaescola de interpretao, o ano 96 d.C. Nesta possvel data, Domiciano decretou oculto ao imperador, fazendo disso uma prova de lealdade ao imprio. Os cristos,provavelmente, se recusaram a adorar o imperador como se fosse um deus. E asconseqncias foram desastrosas para os santos naqueles dias. Este imperadordesalmado deportara tambm a Joo para a ilha de Patmos por causa da Palavrade Deus, e pelo testemunho de Jesus Cristo (1.1). 6. CONCEITOS E MTODOS DE INTERPRETAO. O Apocalipse tem sofridovrios pontos de vista de interpretaes, tanto no passado como no presente,sendo, porm, cinco defendidos com mais veemncia:(a) O ponto de vista preterista. (Do passado). Este mtodo praticamenteoposto ao mtodo futurstico. Os futuristas afirmam que nada do livro (com exceodos captulos 1,2, e 3) se cumpriu ainda. Os preteristas, no sentido restrito dotermo, afirmam que todo o livro foi j cumprido nos dias do imprio romano, noprimeiro sculo da nossa era, embora, talvez haja acontecimentos relacionados aosegundo sculo. A palavra preter um prefixo do latim praeter, que significapassado ou alm de. O derivado preterista aqui empregado significa aquele queencara o passado o cumprimento do Apocalipse. Pieters acha que h dois grupos depreteristas: os da direita e os da esquerda.(b) O ponto de vista histrico. Os intrpretes que assumem essa posioprocuram encaixar todos os acontecimentos previstos no Apocalipse em vriaspocas da histria humana. (c) O ponto de vista futurista. (O que ns aceitamos em razo de se coadunarcom o contedo e argumento principal do livro). Esse ponto de vista aceita que osacontecimentos narrados nos captulos 1,2 e 3, so de fato histricos, e tiveram seucumprimento nas igrejas existentes naqueles dias, no pequeno Continente da siaMenor (hoje, atual poro da Turquia Asitica). Porm, no que diz respeito aos seusmtodos de aplicao, tm servido para as igrejas de todos os tempos. A partir docaptulo 4 o livro completamente futurista, e ter o devido cumprimento durante operodo sombrio da Grande Tribulao, seguido pelo Milnio; depois vir aEternidade. (d) O ponto de vista simblico. (Ou mstico). Os eruditos dessa escola cremque o livro do Apocalipse no essencialmente proftico e nem histrico, mas uma vvida coletnea de smbolos msticos, que visam a ensinar lies espirituais emorais. So os idealistas que, somente vem no livro apresentaes simblicas doconflito entre o bem e o mal, e da vitria final do bem. Esse mtodo deinterpretao , sem dvida rejeitado na declarao: As coisas que brevementedevem acontecer (1.1).(e) O ponto de vista ecltico. (Citado pelo Dr. Russell Norman Champrin, Ph. D.).Alguns intrpretes do Apocalipse misturam todas as idias expostas acima, demodo que nenhuma domina: as demais. No h dvida de que devemos preservaralguns elementos (mas no todos) de cada um desses mtodos apresentadossobre o livro, em um grau ou outro. O livro ensina-nos lies morais e msticas, VI 7. aplicveis a qualquer poca. Contudo, certamente erraremos, se nocontemplarmos o livro do Apocalipse como obra essencialmente proftica, e daprimeira ordem.2. O qual testificou da Palavra de Deus, e do testemunho de Jesus Cristo, e de tudo o que tem visto. I. ...A Palavra de Deus. A Palavra de Deus qual Joo se refere nopresente texto, a palavra falada e escrita como no Monte Sinai: primeiro Deus fala(x 20), depois escreve (x 31.18). Em uma linguagem mais acessvel esta palavra o Evangelho de Cristo (cf. Ap 1.9; 6.9; 20.4). Enquanto que o testemunho deCristo um genitivo subjetivo, ou seja, o testemunho dado por Jesus Cristo em suapureza e santidade. A revelao a Palavra de Deus transmitida e testemunhadapelo prprio Cristo (Ap 22.16,20). Ele disse ao governador romano (Pilatos): Tudizes que eu sou rei. Eu para isso vim ao mundo, a fim de dar testemunho daverdade. Tudo aquele que da verdade ouve a minha voz (Jo 18.37). O verbotestificarest no tempo aoristo testificou. Isto indica que Joo j havia dadotestemunho acerca do verbo de Deus. Esse sublime testemunho da pessoa deCristo, inclui tambm, o testemunho de sua pessoa fsica durante os 33 anos de suaexistncia terrena.3. Bem-aventurado aquele que l, e os que ouvem as palavras destaprofecia*, e guardam as coisas que nela esto escritas; porque o tempo*est prximo. I. ...Bem-aventurado. Esta a primeira Bem-aventurana das sete queeste livro encerra (1.3; 14.13; 16.15; 19.9; 20.6; 22.7,14). A escritora M. S. Novah,observa que nesta primeira Bem-aventurana existe uma trplice promessa doSenhor: Bem-aventurado aquele que l (verbo no singular), e os que ouvem(plural) as palavras desta profecia, e guardam (plural novamente) as coisas quenela (singular) esto (plural) escritas; porque o tempo (do seu cumprimento) estprximo. Porque guardar o que est escrito? Porque o tempo est prximo.Guardar no s memorizar que se leu, muito mais: obedecer, praticar.Provavelmente, esta Bem-aventurana, se reserva aqueles (a Igreja toda) quedurante a Grande Tribulao, sero guardados por Deus do sofrimento semprecedente na histria humana. (Cf. Ap 3.10), diz o que segue: Como guardaste apalavra da minha pacincia, tambm eu te guardarei da hora da tentao que h devir sobre o mundo, para tentar os que habitam na terra.4. JOO, s sete igrejas que esto na sia: Graa e paz seja convoscoda parte daquele que , e que era, e que h de vir, e da dos sete espritosque esto diante do seu trono.I. ...Joo, s sete igrejas. Trs pontos importantes deve ser aqui analisado:1. (a) A saudao; (b) A eternidade de Deus; (c) Os sete espritos que estodiante do seu trono: o trono de Deus e do Cordeiro: VII 8. (aa) importante observarmos a saudao de Joo neste versculo. As seteigrejas que naqueles dias se encontravam dentro dos limites da sia Menor , eramcompostas de judeus e gentios. Ele diz graa (para os crentes gentios incluindotambm gregos), e paz (para os crentes judeus). O autor dirige-se s igrejas dasia, que a seguir sero especificadas tambm geograficamente (1.11), mas portrs delas, dado o simbolismo do nmero, que indica totalidade, est toda aIgreja, estamos ns tambm.(bb) O autor sagrado continua e explica: ...da parte daquele que , e que era,e que h de vir. (Trata-se de Deus que segue continuamente seu povo, faz comque exista () no presente, como j fez na histria da salvao que pertence aopassado (era). Continuar esta ao criadora a volta (vem) que Deus efetuarpor meio de Cristo. Podemos contemplar nesta passagem no que diz respeito aDeus, o presente do passado e ainda o passado do presente. O tempo no podedesgastar a eternidade de Deus. Ele disse a Moiss: EU SOU O QUE SOU (x3.14). Ele nunca nasceu tambm nunca morrer (1 Tm 6.16).(cc) E da dos sete espritos. Esta expresso repetida nos captulos 3.1 e 4.5.Ela est associada aos sete olhos do Senhor, que discorrem por toda a terra (Zc4.10). Significa: ...da parte do Esprito Santo em sua plenitude Septiforme (cf. 3.1;4.5 e 5.6). So pela ordem: (aaa) o esprito do Senhor; (bbb) o esprito desabedoria; (ccc) e de inteligncia; (ddd) o esprito de conselho; (eee) e de fortaleza;(fff) o esprito de conhecimento; (ggg) e de temor do Senhor. Is 11.1. Podemosobservar no presente texto, a multiforme operao do Esprito Santo, pois os seteespritos de Deus so: as diferentes operaes do Esprito Santo nessa perfeio,que necessariamente, lhes pertence (7). O Novo Testamento fala em outraspassagens, da pluralidade de funes do Esprito Santos (cf. 1 Co 12.11; 14.32; Hb2.4). Em resumo, esta saudao vem do Deus Trino: o Pai sada no v. 4 (aquele queera, e que h de vir). O Esprito Santo sada tambm (com suas sete manifestaesde poder). Jesus, o Filho Eterno, completa esta saudao no v. 5. A bno de Deusno Declogo, tinha uma forma trplice: O Senhor (Deus) te abenoe e te guarde. OSenhor (Jesus) faa resplandecer o seu rosto sobre ti, e tenha misericrdia de ti. OSenhor (o Esprito Santo) sobre ti levante o seu rosto, e te d a paz (Nm 3.24-26).5. E da parte de Jesus Cristo, que a fiel testemunha, o primognitodos mortos e o prncipe dos reis da terra.I. ...a fiel testemunha. Joo, o grande servo de Deus, apresenta Jesusnesta passagem, como a fiel testemunha. Este ttulo pertence a Cristo por direitoe por resgate, que, no s verdadeiro, mas a prpria verdade (Jo 14.6 e Ap 19.11). 1. A frase no presente texto: ...Jesus Cristo; que a fiel testemunhadescreve o relacionamento de Cristo com Deus enquanto Jesus esteve na terra.Como fiel profeta Ele jamais falhou em declarar todo o conselho de Deus. A palavratestemunho significa algum que v, sabe e ento fala; uma palavracaracterstica de Joo (ele a usa mais de 70 vezes em seus escritos). 2. Cristo o Fiel em tudo aquilo que Ele o deve ser: (a) Ele genuno e verazem seu carter; (b) Ele fiel e digno de confiana na concretizao de sua misso;(c) Esse adjetivo pode significar para ns confiana na pessoa de Jesus Cristo, emsua misso, e que Deus Pai, depositou em seu Filho toda sua confiana; (d) Ele VIII 9. transmitiu fielmente a sua mensagem, falando a verdade: Ele trilhou um caminhoreto; no tinha curva, revelando a verdade, sem jamais desviar-se de seu propsito. 3. O primognito dos mortos. A presente expresso rene dois elementosfundamentais: (a) Ela revela o cumprimento risca das palavras dos profetas e doprprio Jesus, que predisseram com antecedncia de sculos, no primeiro caso, e dealguns meses, no segundo, o episdio, e at com mincias, em vrios de seuselementos importantes. (Cf. Sl 16.10; At 13.34, etc). A veracidade das Escrituras foijustificada, pois dependia do fato dessa ressurreio (Lc 24.44-46; At 17.3). Foitambm a evidncia central da divindade de Cristo, da sua exaltao e glorificao,do seu supremo poder pessoal, o emblema expressivo da ressurreio daimortalidade, tanto no presente se for necessrio, como no futuro. (b) Ela deu a certeza, e assegurou o testemunho apostlico, a certeza do JuzoFinal, o fundamento da esperana dos justos, agora, no presente, no futuro, e portoda a eternidade. Foi, e , o fortalecimento da pregao evanglica, em qualquerpoca, tempo ou lugar (1 Co 15.14). A ressurreio de Cristo foi e , realmente, asuprema e majestosa histria dos evangelhos e da humanidade.6. E nos fez reis e sacerdotes para Deus e seu Pai: a ele glria e poderpara todo o sempre. Amm.I. ...reis e sacerdotes. O objetivo de Deus era fazer, de cada filho de Israelum sacerdote (cf. x 19.6), e evidentemente isso no pode ser cumprido, devido desobedincia e carnalidade deles. (Assim o direito sacerdotal foi conferido a Aro eseus filhos e descendentes). Hb 5.4. 1. Esse direito foi conferido tribo de Levi, em razo dessa tribo terpermanecido fiel ao Senhor quanto ao culto idlatra diante do bezerro de ouro (x32.1-29). O texto em foco ali, diz que Moiss se ps em p na porta do arraial, edisse: Quem do Senhor, venha a mim. Ento se ajuntaram a ele todos os filhosde Levi (x 32.26) Dentro da dispensao neotestamentria cumpre-se o ideal deDeus quanto a esta promessa, no adiantam obras e mritos humanos, e, sim, alivre graa divina, que torna cada remido um sacerdote (1 Pd 2.6 e Ap 1.6; 20.6). 2. No tocante ao sacerdcio do crente, devemos considerar os pontosseguintes: (a) Esse sacerdcio se verifica por direito de primogenitura; quando nostornamos filhos de Deus, naturalmente temos acesso a Deus Pai; (b) Essesacerdcio indica um acesso superior a Deus. Hb 9.7; (c) O crente, na qualidade desacerdote, oferece um sacrifcio superior: (aa) Seu prprio corpo, como umsanturio para Deus. Rm 12.1; Fl 2.17; 2 Tm 4.6; (bb) O louvor de sua vida e deseus lbios, ele oferece a Deus. Hb 13.15; (cc) Suas riquezas financeiras devem serusadas para benefcio do prximo. Hb 13.16; (dd) Na qualidade de sacerdote, ocrente, tal como Cristo e o Esprito Santo, um intercessor em favor de outros, 1Tm 2.1-3; (ee) O sacerdcio leva-nos comunho com Deus, o qual nosso Pai,segundo se aprende em Ap 1.6. Portanto, o sacerdcio um meio de comunho, e,nessa capacidade, conservador da nova natureza, segundo a imagem do Espritodo Senhor. 2 Co 3.18; (ff) O alvo, pois, que tenhamos, perfeito acesso a Deus, eisso ter de ser conseguido somente atravs da participao na prpria natureza doPai. 2 Pd 1.4. nisso que consiste a perfeio, o que define, para ns,comoseremos aperfeioados. (Mt 5.48). O crente ao aceitar Jesus como Salvador,torna participante de um sacerdcio real, isto , sacerdcio e realeza. 1 Pd 2.5-9. IX 10. 7. Eis que vem com as nuvens e todo o olho o ver, at os mesmosque o transpassaram; e todas as tribos da terra se lamentaro sobre ele.Sim. Amm. I. ...vem com as nuvens. O presente versculo fala da Parousia (ousegunda vinda) de Cristo, com poder e grande glria, e isso se dar sete anos apso arrebatamento de sua Igreja da terra (1 Ts 4.13-17). 1. Eis que vem. O Dr. Herbert Lockyer, Sr. declara que a exclamao bblicaEis, que significa olhe atentamente e considere, aparece mais de 400 vezes naBblia e usada nos tempos passados, presentes e futuros. Eis tambm ocorrecomo um arauto de esperana ou de horror. Esta palavra aparece cerca de 28 vezesno Apocalipse (ver. 1.18; 2.10,22; 3.8,9,11,20; 4.1,2; 5.6,11; 6.2,5,8,12; 7.9; 8.13;9.12; 11.14; 12.3; 13.1,11; 14.14; 16.15; 19.11; 21.5). 2. E todo o olho o ver. O leitor deve observar bem a frase inserida nocontexto: at os mesmos que o transpassaram, e verificar que estas palavrasapontam diretamente para o povo de Israel, na presente era, pois, os quecrucificaram a Jesus no sentido literal, esto mortos a quase dois mil anos (Mt26.64). Predies contemporneas feitas pelos Apstolos e pelo prprio Cristo (Mt24.30), indicam que no retorno de Cristo a terra com poder e grande glria, Jesusser visto fisicamente na Palestina, quando foras confederadas do Anticristotiverem conquistado a Terra Santa, ameaando aniquilar o povo judeu. A passagemde Zacarias 12.10 a base da predio de que todos vero a quem transpassaram:...e olharo para mim, a quem transpassaram; e o prantearo como quem prateiapor um unignito; e choraro amargamente por ele, como se chora peloprimognito. Na passagem de Mateus 26.64 fala desse acontecimento: Disse-lhesJesus: Tu o disseste; digovos, porm, que vereis em breve o Filho do homemassentado direita do poder (vrgula), e vindo sobre as nuvens do cu. Ser esse omomento da interveno divina, e aparecer no cu o sinal do Filho do homem; etodas as tribos da terra se lamentaro.... Durante sua vida terrena, o Senhor Jesusera o prprio sinal para aquela gerao (Lc 11.30). Na sua vinda em glria (opresente texto), os judeus olharo para os cus, e esses se abriro; eles vero aJesus assentado direita do poder de Deus (Mc 14.62). Jesus, nesse exatomomento, levantar suas mos, e eles contemplaro o sinal dos cravos em suasmos (cf. Zc 12.10; Jo 20.25; Ap 1.7): Os judeus, pois, rejeitaram a voz do primeirosinal (durante a vida terrena de Jesus), crero voz do derradeiro sinal (em seuretorno). x 4.8. Para alguns comentaristas, Deus far interveno, tal como fez nomar Vermelho. O sinal da cruz aparecer no firmamento, e o Senhor Jesus serliteralmente contemplado pelo povo. Isso ser reconhecido como uma intervenodivina, por parte de Israel, o qual, oficialmente, se declarar cristo. 8. Eu sou o Alfa e o mega, o princpio e o fim, diz o Senhor, que , eque era, e que h de vir, o Todo-poderoso. I. ...O Alfa e o mega. O Alfa a primeira letra do alfabeto grego, significa:O primeiro (Ap 22.13) ou O princpio (Ap 21.6). O mega a ltima letra doalfabeto grego, e significa: O derradeiro (Ap 21.13), ou O ltimo (Ap 1.17; 2.8;X 11. 21.6). Estes ttulos so aplicados pessoa de Cristo Jesus, e apresentam ao mesmotempo a sua eternidade.1. Na lngua portuguesa a pessoa de Cristo representada em cada letra, daseguinte forma:(A) Advogado, 1 Jo 2.1. (B) Bispo das vossas almas. 1 Pd 2.25. (C) Cristo. Lc2.11. (D) Deus Forte. Is 9.6. (E) Emanuel (Deus conosco). Mt 1.23. (F) Filho de Deus.Jo 1.34. (G) Governador. Is 55.4. (H) Homem. 1 Tm 2.5. (I) Imagem de Deus. Cl 1.15.(J) Jesus. Mt 1.21. (L) Leo da tribo de Jud. Ap 5.5. (M) Maravilhoso. Jz 13.18; Is 9.6.(N) Nazareno. Mt 2.23. (O) mega. Ap 1.8. (P) Prncipe da Paz. Is 9.6. (Q) Querido doPai. Sl 4.3. (R) Rei. Mt 2.2; Jo 18.37. (S) Salvador. Lc 2.11. (T) Tudo: no sentido debondade. Cl 3.11. (U) Ungido. Sl 2.2. (V) Verbo de Deus. Jo 1.1. (Z) Zelador da casade Deus. Jo 2.17. O (X) substitudo pelo AMM. Ap 3.14.9. Eu, Joo, que tambm sou vosso irmo, e companheiro na aflio, eno reino, e pacincia de Jesus Cristo, estava na ilha chamada Patmos, porcausa da palavra de Deus e pelo testemunho de Jesus Cristo. I. ...na ilha chamada Patmos. A palavra ilha ou ilhas encontram-secerca de 38 vezes nas Escrituras e, alguns dos lugares onde aparece a palavrailha pode ser traduzida para seu original hebraico AI. Os antigos usavam estapalavra do texto em foco: ai como terra costeira ou no sentido hodierno deContinentes. Era termo de designativo das grandes civilizaes gentlicas do outrolado do mar. Joo, porm, como sabemos no deixa nenhuma dvida a seus leitoresquanto a ilha de seu exlio, esclarece ele: a ilha chamada Patmos. 1. O termo patmos significa mortal. O sentido original , em razo de seuaspecto tristonho representado pela mesma ilha que leva esse nome. No tempo doimprio romano, a ilha de Patmos serviu de lugar de deteno para criminosos dealta periculosidade. Atualmente, a ilha que leva esse nome, chamadaPalmosa, encrava-se no Mar Egeu no pequeno Continente da sia Menor, temcerca de vinte milhas de circunstncia. A ilha de Patmos antes do exlio de Joo,no tinha conotao nenhuma com o mundo religioso; depois porm, comosabemos, se tornou clebre pela priso e viso ali vivida e presenciada. L existeuma caverna chamada Apocalipse, onde milhares de pessoas religiosas realizamuma peregrinao anualmente em rememorao ao sofrimento do Apstolo quandoali esteve. Alguns metros dessa caverna, encontra-se a escola grega, onde existeum salo com uma inscrio posterior ao reinado de Alexandre Magno. Estainscrio, fez referncia aos jogos olmpicos realizados durante o perodo grego. Nailha h tambm o mosteiro de So Joo, com uma biblioteca fundada em 1088 d.C.construda no formato de uma fortaleza com seus muros ameaados, onde hcuriosas obras. Em volta do mosteiro, agrupam-se as ruas tortuosas da Capital daIlha. 10. Eu fui arrebatado em esprito no dia do Senhor, e ouvi detrs demim uma grande voz como de trombeta. XI 12. I no dia do Senhor. Existem quatro expresses tcnicas no que diz respeito aodia do Senhor no Novo Testamento: (ver notas expositivas em Ap 16.14) sendoque, cada uma delas, aponta para uma poca diferente; por exemplo:1. Analisemos os quatro pontos seguintes no que diz respeito ao: (a) Dia doSenhor Jesus Cristo; (b) Dia do Senhor, Cristo ou Filho do homem; (c) Dia de Deusou do Senhor: no sentido prprio; (d) Dia do Senhor, do texto em foco: (aa) O Dia do Senhor Jesus Cristo. O dia do Senhor Jesus se relacionaexclusivamente com o arrebatamento da Igreja; (bb) O dia de Cristo, do Senhor oudo Filho do homem, est relacionado com seu retorno terra com poder e grandeglria; (cc) O dia de Deus ou do Senhor, no sentido prprio, est relacionado com oJuzo Final; (dd) dia do Senhor do texto em foco, est relacionado com o dia daressurreio de Cristo. A presente expresso dia do Senhor, significa; O dia daRessurreio do Senhor Jesus Cristo, visto que, a expresso Senhor Jesus socorre no Novo Testamento depois da sua ressurreio (Lc 24.3), sendo identificadoentre os cristos como o primeiro dia da semana (Mc 18.9). Para o cristianismo oprimeiro dia da semana, contrasta bastante com o stimo (o sbado): O sbadorecorda o descanso de Deus na criao (x 20.11; 31.17); o domingo a ressurreiode Cristo (Mc 16.1,9). No stimo dia Deus descansou; no primeiro dia da semanaCristo esteve em atividade incessante. O sbado comemora uma criao acabada;o domingo rememora uma redeno consumada. O Dr. C. I. Scofield declara que osbado era um dia de obrigao legal para Israel; o domingo, o culto espontneopara o cristo. O sbado mencionado nos Atos dos Apstolos somente comreferncias aos judeus, e no resto do Novo Testamento, s duas vezes (Cl 2.16 e Hb4.4). O sbado era um dia de repouso total para Israel; para o crente em Cristo,esse repouso teve lugar no momento que ele aceitou Cristo como Salvador. Hb 4.3.2. Voz como de trombeta. Joo, focaliza aqui: grande voz, como.... Apalavrinha: como significa que Joo tenta descrever o indescritvel. Por isso apalavrinha como aparece aproximadamente setenta vezes no Apocalipse. (Cf1.10, 14, 15, 16; 2.27; 3.3, 10, 17, 21; 4.1; 5.6; 6.1, 12, 13, 14; 7. (ausente); 8.8;9.2, 3, 7, 8, 9, 17; 10.1, 3, 7, 9; 11. (ausente); 12.15; 13.2, 3, 11; 14.2, 3, 4; 15.(ausente); 16.3, 6.15, 18; 17.12; 18.6, 21; 20.2, 11, 16, 21; 22.1). Alm disso eleutiliza-se tambm da expresso como semelhante. Aqui trata-se, portanto, de umsom sobrenatural e assustador, que contm tudo.11. Que dizia: O que vs, escreve-o num livro, e envia-o s sete igrejaque esto na sia: a feso, e a Esmina, e a Prgamo, e a Tiatira, e a Sardo,e a Filadlfia, e a Laodicia. I. ...O que vs, escreve-o num livro. A ordem de escrever ocorre por trezevezes neste livro. (Cf 1.11, 19; 2.1, 8, 12, 18; 3.1, 7, 14; 10.4; 14.13; 19.9; 21.5). Aordem ocorre uma vez em cada uma das sete cartas. O intuito do Senhor JesusCristo era que a revelao fosse preservada para as geraes seguintes; e at hojea forma escrita a melhor maneira de preservar uma comunicao.1. O leitor deve observar bem a frase escreve-o num livro, e envia-o. Isso nosd entender que no s a carta endereada a igreja devia ser lida, mas tambmtodo o contedo do livro que encerrava a viso (.13). O Dr. Russell NormanChamprin, observa que a posio geogrfica onde se encontravam essas igrejas,formavam um CRCULO. As cidades foram numeradas partindo de feso, na direoNorte, para Esmirna (64 quilmetros); da para Prgamo, 80 quilmetros ao norte deEsmirna; ento, atravessando 64 quilmetros para sueste, at Tiatira, descendo,XII 13. ento, 80 quilmetros para Sardo; da para Filadlfia a 48 quilmetros a sueste deSardo; ento Laodicia a 64 quilmetros a sueste de Filadlfia.12. E virei-me para ver quem falava comigo. E virando-me, vi setecastiais de ouro. I. ...E virei-me para ver quem falava. A poderosa voz como detrombeta que ouvira no verso anterior, semelhana do Monte Sinai, ai cada vezmais aumentando (x 19.19), Joo se volta para ver de onde partia a voz, e teve asua primeira viso: sete castiais de ouro. No santo lugar do templo dos judeushavia um nico castial com sete braos, recebeu destaque, aparentementerepresentando Israel (Zc 4.2). Na viso de Joo os castiais representavam asigrejas, que agora era a luz do mundo (Mt 5.13). Apesar de ter o Castial da antigaaliana sete braos, mesmo assim eram ligados por uma s pea (o pedestal).Israel, mesmo dividido geograficamente em doze tribos, contudo, eram ao mesmotempo unidos por um s pedestal: A Lei do Senhor (Nm 9.14). Na Nova Aliana oSenhor Jesus interpretou para Joo que os sete castiais representam as seteIgrejas (v. 20).13. E no meio dos sete castiais um semelhante ao Filho do homem,vestido at aos ps de um vestido comprido, e cingido pelos peitos comum cinto de ouro. I. ...no meio. Em cada cena do Apocalipse, Cristo sempre aparece como aFigura Central: no meio. Ele visto no meio dos sete castiais de ouro (1.13);no meio da igreja de feso, em uma nova viso (2.1); no meio do trono (5.6); nomeio do trono novamente numa viso posterior (7.17). Isto demonstra que, ogrande livro de Deus a ser focalizado tem como central nosso Senhor Jesus. Isto ,aquele que viveu e andou entre os homens, contudo, sempre no meio (Mt 18.20;Jo 19.18; 20.19; 1 Tm 2.5). Agora, porm, no Apocalipse um quadro do Cristo daatualidade. um quadro de Cristo, o Filho Eterno, que est assentado no meio dotrono direita de Deus. 1. Filho do homem. Este ttulo, que freqentemente aplicado pessoa deCristo, lembra sua humanidade (Jo 1.14). Cerca de 79 vezes esta expresso ocorresomente no Novo Testamento e com exclusividade, nos Evangelhos, e vinte e duasvezes no livro do Apocalipse. Em Ezequiel (por toda a extenso do livro), a frase empregada por Deus 91 vezes. Este ttulo: O Filho do Homem (Jo 3.13) havia setornado uma figura messinica mais corrente. Motivo porque um exame dos textosevanglicos permitem, quase sem possibilidade de erro, preferir que, ao designar-seFilho do Homem o Senhor Jesus escolheu esse ttulo, evidentemente, menoscomprometido pelo nacionalismo judaico e pelas esperanas blicas. Havia tambmuma esperana judaica do Homem dos ltimos tempos (Cf. Rm 5.12-21; 1 Co15.22, 45, 47; 2.5-11).2. Vestido at os ps. Esta viso inicial que Joo recebeu no referia-se graapastoral de Cristo, mas sua autoridade judiciria. por isso que o Apocalipsedeve ser visto como o livro do juzo. Juiz e Juzes aparecem 15 vezes no livro.XIII 14. A veste comprida de Cristo era uma vestimenta talar, usada exclusivamentepelos sacerdotes e juzes no desempenho de duas funes. isso realmente, adupla funo do Filho de Deus atualmente (2 Tm 2.8 e Hb 3.1). O cinto de ourocingido a altura do peito era tambm usado elo sacerdote quando este ministravano santurio, estava altura do peio e no nos rins, para ajustar as vestes de modoa facilitar os movimentos; assim, quando o cinto est em volta de seus lombos, oservio proeminente. (Cf. J 38.3; Jo 13.4, 5), mas quando o cinto est em volta dopeito implica juzo sacerdotal dignificado, coisas que so inerentes ao Filho de Deustanto no passado como no presente. Na simbologia proftica das EscriturasSagradas aponta tambm: a pureza, a inocncia de Cristo (Sl 123.9). 14. E a sua cabea e cabelos eram brancos como l branca, como aneve, e os seus olhos como chama de fogo. I. ...sua cabea e cabelos eram brancos. O leitor deve observar como asEscrituras so profticas e se combinam entre si em cada detalhe: O Senhor Jesus o Filho do Ancio de dias, e por cuja razo deve ter a mesma natureza do Pai.Assim, o texto em foco, similar a passagem de Daniel 7.9: Eu continuei olhando,at que foram postos uns tronos, e um ancio de dias se assentou: o seu vestidoera branco como a neve, e o cabelo da sua cabea como a limpa l.... Ele (Jesus) aquele que morreu com 33 anos de idade, depois de levar os nossos pecados nacruz e suportar uma eternidade de dores. Tem cabelos brancos como a neve. Entreo povo de Deus, a Coroa de honra so as cs... (pv 16.31a). Certamente a alvurada cabea e cabelos de Cristo provm, em parte, da intensidade da glria celestial eem parte da sabedoria e, idoneidade moral. Assim, a brancura de seus cabelos,aqui, no significa velhice, antes, sugere a eternidade, indicando tambm Pureza eDivindade.15. E os seus ps, semelhante a lato reluzente, como se tivesse sidorefinados numa fornalha, e a voz como a voz de muitas guas. I. ...os seus ps, semelhante a lato. No verso 11 do presente captulo,encontramos Jesus vestido de uma vestimenta talar. A sua veste ai at aos ps,mas no os cobria. Doutra forma no teria visto as marcas dos cravos e adorado aseu Senhor, cuja forma glorificada estava adequadamente vestida. Ele estavavestido com a linda roupa do Grande Sumo Sacerdote. ...Os seus vestidos setornaram brancos como a luz (Mt 17.2). Joo enfatiza que estes ps reluziam comose tivessem sido refinados numa fornalha. 1. No campo espiritual realmente isso aconteceu com o Filho do homemdurante a sua vida terrena. Ele passou pela fornalha do sofrimento, e foi provado nofogo do juzo de Deus. (Cf. Lc 22.44; Hb 5.7). Alm de outros sacrifciosapresentados na antiga aliana que tipificava a Cristo sofrendo at a morte, emlugar do pecador. Tomamos aqui como exemplo a oferta de manjares: Em Lv 2. aoferta de manjares tipifica Cristo nas Suas prprias perfeies, e na Sua dedicaoa vontade do Pai. A flor da farinha fala de igualdade e equilbrio no carter deCristo; o fogo, de Ele ser provado pelo sofrimento at a morte de cruz. O incenso,representa a fragrncia de Sua vida perante Deus; a ausncia de fermento,representa o carter de Cristo, como a verdade; a ausncia de mel; que Nele noXIV 15. havia a mera doura natural que pode existir sem a graa de Deus na vida dealgum. Azeite misturado, Cristo nascido do Esprito Santo; azeite untado, Cristobatizado pelo Esprito, a frigideira, os sofrimentos mais evidentes de Sua vida; o sal,o sabor da graa de Deus na vida de Cristo: o que faz parar a ao do fermento; oforno, os sofrimentos ocultos de Cristo consolidados no tmulo: a fornalha final. 2. A sua voz como a voz de muitas guas. Em sentido geral, o Apocalipse olivro de grandes vozes e so elas que trazem as mensagens: (Cf.1.10, 12, 15; 3.20;4.1; 5.2, 11, 12; 6.6, 7, 10; 8.13; 9.13; 10.3, 4, 7, 8; 12.10; 14.2, 7, 13 e 15; 16.1,17; 18.2, 4, 17; 18.2, 4, 22; 19.1, 5, 6, 17; 19.1, 5, 6, 17; 21.3). Em sentido similar, asua voz do anjo, em Dn 10.6, se assemelhava de uma multido. Tal como aqui,a voz de Deus, em Ez 43.2, como a de muitas guas. O autor continuaatribuindo, o sentido da voz, a pessoa de Cristo, como aquilo que o AntigoTestamento, diz acerca de Deus Pai. Em Ap 14.2 repete-se o simbolismo da figurada voz como de muitas guas. Ao que adicionado um grande trovo. Em Ap19.6 a voz a de uma multido e tambm de muitas guas e de grandestroves. Seja como for, tudo na esfera celestial, se reveste de primeira grande e elevado a terceira potncia!16. E ele tinha na sua desta sete estrelas; e da sua boca saa umaaguda espada de dois fios; e o seu rosto era como o sol, quando na suafora resplandece.I. ...na sua desta sete estrelas. Dois pontos importantes devem seremanalisado no presente versculo: as sete estrelas; o rosto do Filho do homem: 1. As sete estrelas. Sobre a presente expresso: as estrelas, existem vriasinterpretaes, sendo que, duas delas, so aceitas no campo teolgico e a segunda,sem exitao:(a) As sete estrelas (anjos), so instrumentos nas mos de Cristo, seresangelicais literais, que ministram Igreja, controlando seus ministros, e, pelomenos em alguns casos, servindo de mediadores dos dons espirituais. Por extensodessa idia, podemos supor que todas as comunidades locais dos crentes contamcom os seus prprios anjos guardies.... (Cf. Sl 34.7; 1Co 11.10).(b) As sete estrelas na mo direita do Senhor, so interpretadas por Jesus comosendo os sete anjos (pastores) das sete igrejas da sia Menor. Cf. v. 20. Este setemensageiros, foram homens enviados pelas igrejas da sia para saberem doestado do velho Apstolo, ento um exilado em Patmos (compare-se Fl 4.18); mas(sendo na sua volta portadores das sete cartas) pode figurar tambm em nossosdias um ministro de Deus portando uma mensagem especial para uma igreja. Apalavra anjo apenas transliterao do grego para o portugus e significamensageiro. portanto, o pastor ou pastores que aqui esto em foco. 2. Seu rosto era como o sol. As igrejas so castiais; seus ministros soestrelas; mas Cristo o sol (Ml 4.2). Ele para o mundo moral, o que o sol para omundo fsico. A luz do rosto de Jesus Cristo tal que na nova Jerusalm nonecessitaro de lmpada nem de luz do sol... porque ...o cordeiro a sualmpada (Ap 21.23; 22.5). Num contexto geral do significado do pensamento, orosto dos justos resplandece como o sol (Mt 13.43), o que tambm sucede no casodos anjos (Ap 10.1). XV 16. 17. E eu, quando o vi, caa a seus ps como morto; e ele ps sobre asua destra, dizendo-me: No temas; Eu sou o primeiro e o ltimo. I. ...no temas. O presente versculo, mostra Joo caindo aos ps do Filhode Deus, como Paulo no caminho de Damasco (Ap 9.4), porm s vozes nos doisepisdios so completamente diferentes: a primeira diz porque me persegues?, asegunda diz no temas. Estas palavras, observa o Dr. R. N. Champrim, podem sercomparadas a Dn 10.10,12; e confrontadas com (Is 44.2; Mt 14.2; 27.7; Lc 1.13 e30). Para a igreja de Esmirna, h tambm uma expresso encorajadora da parte deCristo para aquela igreja sofredora: nada temas. Esta expresso equivale nogrego do Novo Testamento, no temas, ocorre cerca de 365 vezes nas Escrituras(uma para cada dia). Essa ordem dada a fim de consolar (Mt 14.27; Jo 6.20; At27.24); ela servia tambm para relembrar a Joo, que seu Senhor o conhecia e seinteressava profundamente por ele em meio ao sofrimento. Para ns, o Senhor tema mesma mensagem de amor e firmeza: Tende bom nimo! Sou eu. No temas(Mt 14.27). Agora, o apstolo declara: porm ele ps sobre mim a sua destra (modireita), dizendo-me: no temas. Faz, ento, uma declarao de amor,tranqilidade e poder. (Is 44.2). 18. E o que vivo e fui morto, mas eis aqui estou vivo para todosempre. Amm. E tenho as chaves da morte e do inferno. I. ...E tenho as chaves da morte e do inferno. Isso significa autoridadesuprema sobre qualquer fora do mal (Mt 16.18; 28.18; Cl 2.15). Neste livro, Cristono s tem as chaves da morte e do inferno, mas tambm a chave de Davi (Ap3.7), e por conseguinte, no Novo Testamento: ...as chaves do reino dos cus (Mt16.19). evidente que, enquanto o Senhor estava aqui na terra, Ele tinha em suasmos as chaves do reino dos cus; isso pode bem ser entendido na expresso doprprio Jesus ao dizer a Pedro: Eu te darei (no futuro) as chaves.... 1. A interpretao comum que as chaves dadas a Pedro representam aessencial honra que lhe foi concedida: a de ser o primeiro a anunciar o Evangelhoaos judeus: (no dia de Pentecostes) e aos gentios: (na casa de Cornlio), tendo sidoo Esprito Santo dado do cu em cada uma dessas ocasies (At captulo 2 e 10).Pedro mesmo descreveu seu privilgio assim: Deus me elegeu dentre vs, paraque os gentios ouvissem da minha boca a palavra do Evangelho, e cressem (At15.7). Assim ele anunciou o perdo dos pecados a todos os que crem, esemelhantemente tal autoridade de Deus foi conferida no s a Pedro mais aosdemais discpulos do Senhor (cf. Jo 10.23). O Dr. Geo Goodman declara: comumsalientar o lugar de Pedro no dia de Pentecostes, abrindo o reino aos judeus, edepois, na pessoa de Cornlio, aos gentios. Podemos admitir que ele ocupava umlugar eminente entre seus colegas, enquanto que negamos que lhe fosse um lugarexclusivo.2. O Dr. Graham Scroggie observa: E de fato no podemos excluir os outrosApstolos no dia de Pentecostes; nem caso de Cornlio podemos concordar queesse fosse o nico uso das chaves com relao aos gentios, nem admitir que fossenecessrio outra chave diferente daquela que abrira o Reino aos judeus. Um s atono havia de esgotar o uso da chave, nem seriam duas chaves para abrir a portaduas vezes. Podemos entender que a porta, uma vez aberta, assim permaneceupara nunca mais precisar da chave? Pelo contrrio, creio que se pode demonstrarXVI 17. concludente que a administrao do Reino, simbolizada por estas chaves, ainda noterminou: no findou num s ato inicial de autoridade. Os homens ainda recebem oReino e so recebidos no Reino, e o Reino a esfera do discipulado, ento a chave, de fato, somente autoridade. 3. Podemos entender que depois da porta do Evangelho est aberta para osgentios, Deus atravs de sues discpulos abriu uma nova porta para eles, osgentios: a porta da F (At 14.27). Ora, as chaves, e no simplesmente uma chave;e se o nosso pensamento acertado nesta forma de interpretao, isto significauma dupla maneira de admitir. A primeira que o Senhor chama a chave dacincia a qual Ele diz que os doutores da lei tiram do povo (Lc 11.52).Semelhantemente Ele denuncia os fariseus por fecharem o Reino dos cus contra oshomens: Nem vs entrais nem deixais entrar os que esto entrando (Mt 23.13).Pedro no recebeu as chaves da Igreja, mas do reino. Uma chave sinal deautoridade (Is 22.22), e que o poder de ligar e desligar significava para Pedro,significava tambm para os outros discpulos (Mt 18.18; Jo 20.23). Ligar e desligar,na linguagem rabnica, queria dizer: permitir ou proibir, e isto que a Igreja temfeito desde os dias dos Apstolos at a presente era (Jo 20.23; 1Co 5.4-5; 2Cor 5.18-19).19. Escreve as coisas que tens visto, e as que so, e as que depoisdestas ho de acontecer.I. ...as coisas que tens..., etc. Os telogos costumam dividir o livro doApocalipse em sete partes, mas a sabedoria divina o dividiu apenas em trs, asaber:1. As coisas que tens vis to. a primeira das trs divises deste livro. , semdvida, a menor das trs partes deste compndio divino: um captulo, apenas!Tambm pela pequena durao dos acontecimentos a que se refere.2. E as que so. Esta se refere segunda parte do livro. De exposio, poucomais extensa em contedo (captulo 2 e 3). No que diz respeito ao tempo, o maislongo perodo: abrange ensinos para a vida inteira da Igreja desde os primitivostempos, e como te servido durante toda a dispensao da Graa, at o momento doarrebatamento.3. E as que depois destas (das duas primeiras) ho de acontecer. A terceiraparte, essencialmente futursticas, vai do captulo 4 a 22. Porm os fatosdecorrero com rapidez e as profecias que tero lugar neste tempo, sofrero umareao em cadeia, e comprir-se-o sucessivamente. Porm, mesmo assim, devemosobservar que, esta parte do livro, inclui o Milnio de Cristo e o estado Eterno ao diada Eternidade (2Pd 3.18). O livro do Apocalipse o nico livro proftico do NovoTestamento, a nica iluminao certa que dos acontecimentos atuais e futuros.Enquanto que o livro de Gnesis o incio da Bblia, dando comeo de todas ascoisas na terra, o livro de Apocalipse encerra o livro divino, descrevendo aconsumao de todas as coisas.20. O mistrio das sete estrelas, que viste na minha destra, e dossete castiais de ouro. As estrelas so os anjos das sete igrejas, e os setecastiais, que vistes, so as sete igrejas.XVII 18. I. ...O mistrio das sete estrelas. O presente vocbulo mistrio usadono Novo Testamento cerca de 27 vezes, Joo emprega a palavra quatro vezes noseu livro, e sempre com sentido especial:1. Vejamos! (a) O mistrio das sete estrelas e do sete castiais. 1. 20; (b) Omistrio de Deus. 10.7 e 11.15; (c) O mistrio da grande Babilnia. 17.5; (d) Omistrio da mulher. 17.7. 2. No texto em foco, a interpretao da misteriosa viso, dada pelo prprioCristo; isso muito freqente nas Escrituras quando trata-se de um mistrio (cf.Mt 13.19-23, 37-43). O Senhor Jesus Cristo aqui segue o mesmo exemplo, e explicaa viso para Joo seu servo. Ele diz: As sete estrelas (so os sete anjos das seteigrejas). E ...os sete castiais (so as sete igrejas). Este versculo se divide emduas partes: texto e contexto (metolinguagem); a primeira sendo uma viso; asegunda: uma interpretao do prprio Senhor. O primeiro captulo deste livro, acomear pelo quarto versculo, uma espcie de apresentao em favor do livrointeiro, introduzindo o autor sagrado a sua mensagem Igreja, alm de aludir, emtermos breves, quilo que est contido no livro. Portanto, o livro inteiro doApocalipse, apesar de ser um livro proftico, moldado na forma de uma carta,endereada as sete igrejas da sia Menor, e, atravs dessas igrejas, IgrejaUniversal do Filho de Deus. Amm.Captulo II PRIMEIRA CARTA: IGREJA DE FESO1. ESCREVE ao anjo da igreja que est em feso: Isto diz aquele quetem na sua destra as sete estrelas, que anda no meio dos sete castiais deouro. I. ...Ao anjo da igreja. Nada se sabe de certo quem era esse anjo nosdias em que esta carta estava sendo enviada, a no ser aquilo que depreende dotexto em foco. Segundo o relato de Lucas em Atos 20, quando Paulo visitou a siaMenor, ...de Mileto mandou a feso, chamar os ancios da igreja. E, logo quechegaram juntos dele, disse-lhes...Olhai pois por vs, e por todo o rebanho sobreque o Esprito Santo vos constituiu bispos, para apascentardes a igreja de Deus, queele resgatou com seu prprio sangue (At 20.17, 18, 28). Quando Paulo falou essaspalavras, Timteo era o pastor (anjo) da igreja de feso (1Tm 1.3) e provavelmenteTquico tenha sido seu substituto (At 20.4; Ef 6.21; 2Tm 4.12). O anjo a que Jesusse refere bem pode ser este ltimo. 1. FESO. O nome significa desejado. Situao Geogrfica: a cidade de fesose encravava no pequeno Continente da sia Menor. Esta era a capital da provnciaromana da sia. Com Antioquia da Sria e Alexandria no Egito, formavam o grupodas trs maiores cidades do litoral leste do Mar Mediterrneo. O seu tempo daDiana dos efsios (At 19.28) foi considerado uma das sete maravilhas do mundoantigo. Pelo menos duas vezes, Paulo esteve nessa cidade (At 18.19 e 19.1). Emsua terceira viagem por aquela regio, ele no chegou at l, mas estando emMileto mandou a feso, a chamar os ancios da Igreja. Essa igreja recebeu duasXVIII 19. cartas: uma de Paulo (epstola aos efsios), e outra de Cristo ( que est em foco).A primeira em 64 d. C., a segunda em 96 d. C. 2. Notem-se as sete coisas comuns a todas as sete mensagens: (a) Todas sodirigidas ao anjo da igreja. 2.1, 8, 12, 18; 3.1, 7, 14. (b) Cada mensagem tem umadescrio abreviada daquele que a envia, tirada da viso de Cristo glorificado, noprimeiro captulo. (c) Cristo afirma a cada igreja: Sei. 2.2, 9, 13, 19; 3.1, 8, 15. (d)Todas as mensagens tm ou uma palavra de louvor ou censura. 2.4, 9, 14, 20; 3.2,8-10, 16. (e) Cristo lembra Sua Vinda e o que h de acontecer conforme a condutada prpria pessoa, a todas as sete igrejas. (f) A cada igreja repetido a frase:Quem tem ouvidos, oua o que o Esprito diz s igrejas. 2.7, 11, 17, 29; 3.6, 13,22. (g) Cada vez, h promessa explcita, para os vencedores do bom combate da f:Jesus diz: O que vencer!. (Cf. 2.7, 11, 17, 26; 3.5, 12, 21).2. Eu sei as tuas obra, e o teu trabalho, e a tua pacincia, e que nopodes sofrer os maus; e puseste prova os que dizem ser apstolos e ono so, e tu os achaste mentirosos.I. ...os que dizem ser apstolos. Est em foco neste versculo, os chefesGnsticos, que tinham arrogado para si o ttulo de apstolos de Cristo. Paulo diz quetais ...falsos apstolos so obreiros fraudulentos, transfigurando-se em apstolosde Cristo (2Co 11.13b). Diante dos ancios de feso, Paulo os chamou de...lobos cruis, que no perdoaro ao rebanho (Al 20.29a). Oito livros do NovoTestamento foram escritos contra formas diversas dessa heresia, a saber:(Colossenses, as trs epstolas pastorais, as trs epstolas joaninas e Judas). AEpstolas aos Efsios, o evangelho de Joo e o livro do Apocalipse, em algunstrechos esparsos, tambm refletem oposio a essa heresia. A igreja de feso nosuportava os tais gnsticos e por isso foi louvada pelo Senhor: puseste prova.Esta expresso o equivale dizer no grego: Reprovaste-Os. 1. A igreja de feso, talvez tenha sido a de maior cuidado do ministrio dePaulo; O Novo Testamento diz que, Paulo esteve em feso, levando consigo Priscilae quila; e deixou-os ali (At 18.19); retornou mais tarde (19.1) e desta vezpermaneceu dois anos, dedicado pregao do Evangelho. Dessa maneira, todosos que habitavam na sia ouviram a palavra sobre o Senhor Jesus, assim judeuscomo gregos (At 19.10). feso chegou mesmo a tornar-se o centro do mundocristo. As profecias de Paulo realizaram-se: poder hoje, quem visita feso saberonde era o lugar da casa ou templo em que a igreja se reunia? Tudo runa! Comohomem, combati em feso contra as bestas disse Paulo: Feras humanas! (cf. 1Co15.32). 3. E sofreste, e tens pacincia; e trabalhaste pelo meu nome, e no tecansaste. I. ...tens pacincia; e trabalhaste pelo meu nome. evidente que osque tem esperana, esperam. E, os que esperam no Senhor renovaro as suasforas... (Is 40.29, 31). No Salmo 89.19, h uma promessa de Deus para aqueleque trabalha: Socorri um que esforado: exaltei a um eleito do povo. Ainatividade na vida espiritual condenada por Deus. No livro de Provrbios fala-sedo preguioso cerca de 17 vezes, por isso evidente que o Esprito Santo XIX 20. considera muito este perigo da mocidade, e de pessoas mais idosas. O preguioso reprovado por covardia (Pv 21.25; 26.13), por negligenciar as oportunidade (Pv12.27), os deveres (Pv 20.4), por desperdiamento (Pv 18.9), por indolncia (Pv 6.6,9), por imaginar-se sbio (Pv 26.16). Ele ainda comparado ao caador que noassa sua caa, e portanto a come crua (Pv 12.27); concomitantemente, ele no levasua mo boca para no cansar o brao (Pv 26.15). A igreja de feso era conhecidapelas obras: perseverava no trabalho; no cansava no servio de Cristo. Note comose repete a palavra pacincia; eram perseverantes no lidar (v. 2 ), eperseverantes no sofrer (v. 3).4. Tenho, porm, contra ti que deixaste a tua primeira caridade. I. ...A primeira caridade. (O primeiro amor). A presente expresso, nosignifica declnio da f como alguns, mas, antes, sugere um esfriamento no amor(Mt 24.12). Cerca de 30 anos antes desta carta, a igreja de feso, tinha ardentecaridade para com todos os santos (cf. Ef 3.18). Paulo chegou at a convid-los aparticiparem da ...largura, e a altura e a profundidade do amor de Deus, ...queexcede todo o entendimento (Ef 3.18-19). O desaparecimento gradual do amorfraternal no corao do salvo (Mt 24.12). Tem como resultado, o abandono daprimeira caridade. Pedro disse aos seus leitores: ...sobretudo, tende ardentecaridade... (1Pd 4.8). 1. Cristo mencionou no menos que 9 caractersticas destacadas e louvveisque achou na igreja do feso. Mas por isso podia desculp-la da falta de amor.Apesar de qualquer esforo, ou de qualquer grau de sinceridade, gravssimo onosso estado espiritual se nos faltar o amor: ...ainda que tivesse o dom deprofecia, e conhecesse todos os mistrios e toda a cincia, e ainda que tivesse todaa f, de maneira tal que transportasse os montes, e no tivesse caridade, nadaseria. ...ainda que distribusse toda a minha fortuna para sustento dos pobres, eainda que entregasse o meu corpo para ser queimado, e no tivesse caridade, nadadisso me aproveitaria. Esta a grande declarao do Apstolo Paulo, em 1Co 13.3-4. Se o cristo no tem amor, a vida espiritual tambm no tem sentido. NadaSeria!. Disse ele!.5. Lembra-te pois donde caste, e arrepende-te, e pratica as primeirasobras; quando no, brevemente a ti virei, e tirarei do seu lugar o teucastial, se no te arrependeres. I. ...Tirarei do seu lugar o teu castial. Esta profecia do Senhor Jesussobre a remoo do castial de feso, no se cumpriu na igreja mas tambm nacidade. Algum j disse com sabedoria: H tempo para perdo e tempo parajuzo. Cf. Ec 3.1. Por muito tempo o castial de feso se manteve em p; Deusestava-lhe dando uma oportunidade para arrependimento. Segundo o testemunhoda Histria, ela isso no fez, e o juzo de Deus atingiu no somente o castial(igreja, mas tambm a cidade, e no quinto sculo sua glria declinou. Hoje noresta nem opulncia, nem mesmo templos pagos suntuosos, nem o porto, que oprprio Mar destruiu e aterrou. feso era a igreja autntica; ensinava a verdadeiradoutrina de Cristo, e punha a prova os homens que se desviaram da f uma vezpara sempre entregue aos santos. Mas devia arrepender-se de uma falta grave:XX 21. Deixou 0 primeiro amor. No contexto vivido; a melhor maneira de o cristorestaura a primeira caridade, sem dvida alguma: praticar as primeiras obras.Ambos exigncias, foram exigidas na igreja de feso.6. Tens, porm, isto: que aborreces as obras dos nicolatas, as quaiseu tambm aborreo. I. ...os nicolatas. No podemos determinar com certeza serem estesnicolatas discpulos de Nicolau, o stimo dicono (At 6.5). O texto divino escritopor So Lucas, afirma ser Nicolau, um homem de boa reputao, cheio do EspritoSanto e de sabedoria (At 6.3). O Apstolo Joo, conhecia bem pessoalmente aNicolau, e sem dvida, no dia de sua separao para o diaconato (o texto em si nodiz que aqueles sete foram separados para diconos; mas o grego ali existentefavorece o significado do pensamento: diconos, trs vezes, ministros, sete vezes eservos, vinte vezes), ps suas mos sobre ele (At 6.2, 6), esta razo, alm demuitas outras, motivo para no infligirmos na conduta deste servo de Deus, aquiloque ele no foi. Se assim o tivesse sido, Joo teria citado seu nome como fez comos outros inimigos da igreja. De acordo com C. I. Scofield, a palavra Nicolau querdizer Vencedor do Povo, e o termo nicolatas que vem no superlativo tem quaseo mesmo sentido: Nico um termo grego que significa conquistar ou subjulgar.Laitanes a palavra grega de onde se deriva nosso vocbulo leigo. Nas cartas doApocalipse, quando mencionada uma doutrina ou ato de uma pessoa, comumentese usa mencionar seu nome, por exemplo: doutrina de Balao (2.14); os trono deSatans (2.13); sinagoga de Satans (2.9 e 3.9); as profundezas de Satans(2.24); toleras Jezabel, etc. (2.20). Quanto aos nicolatas, o estilo mudacompletamente como pode muito bem ser observado: a frase as obras dosnicolatas (2.6), e doutrina dos nicolatas (2.15). O presente texto, diz: As obrasde Nicolau (a pessoa); nem a doutrina de Nicolau (um dos sete). O leitor deveobservar a frase pluralizada: As obras (dos) nicolatas e doutrina (dos)nicolatas. Estas expresses referem-se a um grupo e no a uma pessoa. 1. Outro ponto de vista sobre o assunto que deve ser observado que Nicolauera proslito de Antioquia (At 6.5); separado para o diaconato, servia na igreja deJerusalm. O livro de Atos dos Apstolos no fala de Nicolau como tendo-sedestacado como missionrio itinerante, a exemplo de Estevo e Filipe (At 6.8 e21.8). evidente que sua esfera de trabalho foi local; ele no alcanou lugaresdistantes como feso e Prgamo. Pelo que sabemos, no mencionado mesmoante ou depois de Cristo, um homem chamado Nicolau que tenha fundado umaseita, a no ser aquilo depreendido e focalizado do texto em foco. Se essa palavra simblica, vemos, neste vocbulo, nicolatas, o comeo do controle sacerdotal oueclesistico sobre as congregaes (igrejas) crists individuais. O Sr. A. E.Bloomfield declara o que segue: Os movimentos das igrejas, visando poder polticoe prestgio social mediante unies, federaes e alianas mundanas, so doutrinase obras dos nicolatas. Trata-se do esforo de restaurar, por mtodos humanos,aquilo que se perdeu (o primeiro amor). Observemos dois pontos focais aindasobre o presente assunto: (a) Tudo indica que nicolatas, refere-se ao comeo da noo de uma ordemsacerdotal na igreja: clero e leigos. Tudo nos faz crer, que esta seitadenominada de nicolatas faz parte de um sistema gnstico existente naquelesdias; pode ser isso o sentido real do que temos aqui. XXI 22. (b) Como j ficou estabelecido acima: ...Em poca posterior a Cristo, houveuma seita gnstica conhecida pro os nicolatas, a qual mencionada porTertuliano de Cartago. Que tambm era de ndole gnstica.7. Quem tem ouvido oua o que o Esprito diz s igrejas: Ao quevencer, dar-lhe-ei a comer da rvore da vida, que est no meio do parasode Deus.I. ...a comer da rvore da vida. O vencedor recebe a promessa de que sealimentar da rvore da vida. Este livro fecha com uma bem-aventurana sobreos que tm rvore da vida (22.14). Em Apocalipse no aparece mais a rvore dacincia do bem e do mal (Gn 2.17), mas de um modo especial a rvore da vida.O comer da rvore da vida expressa a participao na vida eterna. 1. O simbolismo da rvore da vida aparece em todas as mitologias, desde andia, at Escandinvia. Os rabinos judeus e ismaelitas chamavam de rvore daprovao. O Zend Avesta tem a sua prpria rvore da vida, chamada deDestruidora da Morte. Para ns, porm, o comer da rvore da vida, significa odireito de ser revestido da imortalidade (Ap 22.19). Algumas Bblias trazem:comer. Mas, sem outras, se alimente (Almeida, 1969 mais expressiva). Asabedoria divina divide os homens em duas classes: a dos vencedores e a dosvencidos (2Pd 2.20). Os vencedores comero: da rvore da vida no Paraso deDeus. No den, aos vencidos foi vedado a oportunidade de comer dessa rvore,para que no vivessem para sempre na misria (Gn 3.22). Mas aos vencedores, namaior felicidade, ser concedido comer e viver eternamente. SEGUNDA CARTA: IGREJA DE ESMIRNA8. E ao anjo da igreja que est em Esmirna, escreve: Isto diz oprimeiro e o ltimo, que foi morto, e reviveu. I. ...ao anjo da igreja. Podemos ver neste versculo, uma referncia apessoa de Policarpo; esse pastor nasceu em (69 d. C.), e morreu em (159 d. C.). ODr. Russell Norman, diz que a etimologia do nome Policarpo significa muito forteou frutfero. Policarpo foi discpulo pessoal do Apstolo Joo, homem muitoconsagrado, foi o principal pastor da igreja de Esmirna durante o exlio doApstolo em Patmos. A narrativa de seu martrio narrado por Eusbio, em suaHistria Eclesistica iv 15 e em Mart. Polyc. caps. 12 e 13, pgs. 1037 e 1042. Foilevado arena, lugar dos jogos olmpicos, um dos maiores teatros abertos da siaMenor, parte da qual construo permanece de p at hoje. Policarpo, deve serrealmente, o anjo do texto em foco, pois as evidncias assim o declara (cf. Ec7.27).1. ESMIRNA. O nome Esmirna significa mirra, a palavra usada trs vezesnos Evangelhos (Mateus 2.11; Marcos 15.23; Joo 19.39). De acordo com H.Lockyer, O nome descreve bem a igreja perseguida at a morte, embalsamada nosperfumes prvios de seu sofrimento, tal como foi a igreja de Esmirna. Foi a igreja daXXII 23. mirra ou amargura; entretanto, foi agradvel e preciosa para o Senhor. Esmirnatambm famosa por ser a terra natal de Homero (o poeta cego da mitologiagrega) e como lar de Policarpo (bispo de Esmirna). Situao Geogrfica: esta cidade encrava-se no pequeno continente da siaMenor. Em 1970, Esmirna j contava com cerca de 63000 habitantes e ,atualmente, a principal cidade turca, denominada Izmir. Os muulmanos chamam-na Izmir e infiel. O Rio Meles, famoso na literatura, tambm era adorado emEsmirna. Prximo nascente desse rio ficava a caverna onde, dizem, Homerocompunha seus poemas. Com a conquista do Oriente pelos romanos, Esmirna,passou a fazer parte da provncia romana da sia. A cidade de Esmirna, cujo nomesignifica: mirra, caracterizou-se pela forte oposio e resistncia ao cristianismono primeiro sculo da nossa era. A igreja local originou-se da grande colnia judaicaali estabelecida. Em Esmirna, no ano (159 d. C.), Policarpo, seu bispo, foimartirizado. 2. Isto diz o primeiro e o ltimo. J tivemos oportunidade de encontrar estettulo aplicado a pessoa de Cristo em Ap 1.16, onde o mesmo amplamentecomentado e ilustrado pelo nosso alfabeto portugus. Cristo o primeiro quantoao tempo e importncia. Ele a fonte originria de toda e qualquer vida, seuprincpio mesmo. O fato de que Cristo o princpio, equivale declarao de queEle o Alfa. E o fato de ser o ltimo equivale a ser o mega. Ele o Princpioe o Fim, O Primeiro e o ltimo, o a e o z; ns nos encontramos no meio. MasCristo continua a existir! Na qualidade de ser Ele o ltimo, pode-se dizer oseguinte sobre Cristo (a) Ele a razo mesmo da existncia; (b) Ele o princpio davida aps a morte; (c) Ele o alvo de toda a existncia, o mega.9. Eu sei as tuas obras, e tribulao, e pobreza (mas tu s rico), e ablasfmia dos que se dizem judeus, e no o so, mas so a sinagoga deSatans. I. ...Eu sei as tuas obras. O Senhor Jesus, no s conhecia as obrasdesta igreja fiel, mas, de um modo especial a sua tribulao. No grego clssico,tribulao, thlipsis, significa presso, derivado de thlibo, que tem o sentidogeral de pressionar, afligir, etc. Nas pginas do Novo Testamento, em sentidocomum (com exceo da palavra designada para um perodo de sete anos) tem osentido de perseguio deflagrada, por aqueles que so aqui na terra inimigos dopovo de Deus (cf. At 14.22).1. E pobreza. O leitor deve observar o contraste que existia entre o anjo(pastor) da igreja de Esmirna, e o da igreja de Laodicia (3.17). Cumpre-se aqui,portanto, um provrbio oriental que diz: Aos olhos de Deus, existem homens ricosque so pobres e homens pobres que so ricos. O sbio Salomo declara em Pv13.7: H quem se faa rico (o pastor de Laodicia), no tendo coisa nenhuma, equem se faa pobre (o pastor de Esmirna), tendo grande riqueza. O Dr. Champrinobserva quem aqueles crentes (de Esmirna) eram pobres, mas no porque notrabalhassem sendo essa a causa mais comum da pobreza de modo geral, masdevido s perseguies que sofriam. Suas propriedades e bens foram confiscadospelo poderio romano, e alm de tudo esses servos de Deus, ainda sofriamencarceramento. Porm, est, declarado no presente texto, que eles eram ricos. Emque? Nas riquezas espirituais. Eles eram de fato ricos: nas obras, na f, na orao,no amor no fingido, na leitura da Palavra de Deus, ( maneira de seus dias). Estascoisas diante de Deus: So as riquezas da alma! (Mt 6.20; 1Tm 6.17-19).XXIII 24. 2. A blasfmia dos que se dizem judeus. O Apstolo Paulo escrevendo aosromanos diz: ...nem todos os que so de Israel so israelitas (Rm 9.6b). ...no judeu o que exteriormente... (Rm 2.28). Esses falso judeus, procuravam firmarsua origem no Patriarca Abrao, a exemplo dos demais, perseguiam a igrejasofredora da cidade de Esmirna na sia Menor (cf. At 14.2, 19, etc). Atualmente, onome Esmirna no campo proftico, representa a igreja subterrnea que sofre poramor a Cristo nos pases da Cortina de Ferro.10. Nada temas das coisas que hs de padecer. Eis que o diabolanar alguns de vs na priso, para que sejais tentados; e tereis umatribulao de dez dias. S fiel at a morte, e dar-te-ei a coroa da vida.I. ...Eis que o diabo lanar alguns de vs na priso. A oposio dogrande inimigo de Deus e dos homens conforme mencionado no registro que Joofaz das sete igrejas jamais cessou. Satans citado num total de oito vezes noApocalipse e cinco destas relacionam-se com as igrejas (6 vezes se incluirmos otermo diabo visto no presente texto). A priso do versculo em foco, no serefere a uma priso espiritual como tem sido interpretado por alguns estudiosos(cf. Lc 13.16), mas sim literal. As perseguies promovidas pelos romanos quelaigreja, com a ajuda dos judeus (os que se dizem), foram obras de Satans. Sobalegao de que os cristos de Esmirna estavam traindo o imperador, houve umencarceramento em massa, e a seguir o imperador ordenou o martrio de muitosdaqueles. Em uma s catacumba de Roma foram encontrados os remanescentessseos de cento e setenta e quatro mil cristos, calculadamente. 1. Tereis uma tribulao de dez dias. Os dez dias do presente texto, temreferncia histrica, no primeiro caso, e proftica no segundo. A Igreja sofreu dezperseguies distintas, desde o reinado do imperador Nero at ao de Diocleciano.As dez grandes perseguies podem ser relacionadas desta forma: (a) Sob Nero:64-68 d. C. (b) Sob Dominiciano: 68-96 d. C. (c) Sob Trajano: 104-117 d. C. (d) SobAurlio: 161-180 d. C. (e) Sob Severo: 200-211 d. C. (f) Sob Mximo: 235-237 d. C.(g) Sob Dcio: 250-253 d. C. (h) Sob Valeriano: 257-260 d. C. (i) Sob Aureliano: 270-275 d. C. (j) Sob Diocleciano: 303-312 d. C. Durante esse tempo, a matana decristos foi tremenda. No campo proftico as perseguies desencadeadas porDiocleciano perduraram dez anos (cf. Nm 14.34 e Ez 4.6). 11. Quem tem ouvidos, oua o que o Esprito diz s igrejas: O quevencer no receber o dano da segunda morte. I. ...Quem tem ouvidos, oua!. Ora, por nada menos de sete vezes nosevangelhos, e por oito vezes neste livro do Apocalipse: sete vezes para essasigrejas! reboa aquela chamada vital, aberta e particular, para quem quiser terouvidos abertos: Quem tem ouvidos, que oua!!!.1. O Mis. Orlando Boyer, diz que Cristo glorificado apresenta-se s sete igrejasem smbolos, partido e distribudo conforme as suas necessidades: (a) Para a igrejaOrtodoxa e sempre em feso, Cristo Aquele que tem as sete igrejas na destra, isto, que lhe sustenta a obra. 1.20 e 2.1; (b) igreja atribulada em Esmirna, navspera do tempo de martrio, Jesus apresenta-se como Aquele que haviaexperimentado a perseguio, at a morte e havia vencido. 1.17, 18 e 2.8; (c) XXIV 25. igreja descuidada de Prgamo, Cristo glorificado Quem maneja a Espada,dividindo a igreja do mundo. 1.16 e 2.12; (d) Para a igreja que declinava, Tiatira,Cristo Juiz com olhos como chamas de fogo. 1.14 e 2.18; (e) Para a igreja morta,Sardes, Jesus tem os sete Espritos de Deus e pode ressuscitar os crentes da mortepara a vida. 3.1; (f) A igreja missionria, Filadlfia, Cristo Quem quer abrir a porta:da evangelizao. 3.7; (g) Para a igreja morna, Laodicia, Cristo a fiel e verdadeiratestemunha tirando da igreja a mscara da satisfao em si mesma. 3.14 2. O dano da segunda morte. Somente no livro do Apocalipse se encontra apresente expresso: A segunda morte. Ela ser destinada aos vencidos, masnenhum poder ter sobre os vencedores. A segunda morte a morte eterna. Afrase aparece aqui (e em Ap 20.6, 14 e 21.18), onde o destino dos perdidos descrito em termos de um lago de fogo e enxofre. Durante sua vida terrena, Cristofez uma promessa, dizendo: As portas do inferno (as foras do mal) no teriamnenhum poder sobre a sua Igreja (Mt 16.18); esta promessa de Cristo presente eescatolgica: agora, e na eternidade!. TERCEIRA CARTA: IGREJA DE PRGAMO 12. E ao anjo da igreja que est em Prgamo escreve: Isto diz aqueleque tem a espada aguda de dois fios.I. ...Ao anjo da igreja. No podemos determinar e, nem ainda h umpequeno vestgio no Novo Testamento, sobre quem era o anjo (pastor) da igrejade Prgamo nos dias em que esta carta estava sendo enviada, visto que, o NovoTestamento no cita nominalmente a igreja de Prgamo, h no ser aquilo que depreendido do texto em foco. Porm, pelas evidncias internas e externasapresentadas pelos versculos que descrevem a posio desta igreja; nos fazpensar, em um cristo pertencente a Igreja Primitiva. Foi ele, sem dvida, osubstituto de Antipas, a fiel testemunha de Cristo (v.13). Ter sido Demtrio? (3Epstola de Joo v. 12). 1. PRGAMO. O nome significa alto ou elevado. Situao Geogrfica: nopequeno Continente da sia Menor. O nome Prgamo estava relacionado apurgo, isto , torre ou castelo. Prgamo, como observa o W. Gesenius: Foi acidadela de Tria, e por tal razo tinha este nome. Geograficamente, ocupavaimportante posio, prxima do extremo martimo do lago Vale do Rio Caico. Paraos intrpretes histricos, a palavra Prgamo leva outro sentido, isto , invs detorre ou catelho, traduzem a palavra por casada. Historicamente, nos fins doprimeiro, segundo e terceiro sculo, especialmente mediante o gnostissismolibertino, e, profeticamente, na poca de Constantino, houve uma espcie decasamento entre a igreja e o estado. Sua suposta significao de casada:segundo se diz, deriva-se disso. 2. A espada aguda. Para o ambiente carregado e adverso de Prgamo, este otrao do auto-retrato de Cristo: aquele que tem a espada aguda de dois fios. Nooriginal, o vocbulo espada, neste versculo, refere-se a um tipo especial: pesadae longa, usada pelos romanos (porque no queriam apenas ferir, queriam matar).Esta espada do versculo em foco a mesma que vimos no versculo 16 do primeiroXXV 26. captulo deste livro. A diferena que, aqui, o artigo definido (a) determinado aespada, refora a passagem. Espada na simbologia proftica das EscriturasSagradas, representa castigo ou guerra. Ela distingue vencido de vencedores.13. Eu sei as tuas obras, e onde habitas, que onde est o trono deSatans; e retns o meu nome, e no negaste a minha f, ainda nos diasde Antipas, minha fiel testemunha, o qual foi morto entre vs, ondeSatans habita. I. ...O trono de Satans. No Apocalipse fala-se muito a respeito dele. Asdiversas denominaes diabo, caluniador (Ap 2.10; 12.9; 12; 20.2, 10), Satans,adversrio (Ap 2.9, 13; 24; 3.9; 20.2, 7), definem-no em sua funcionalidadenegativa, como: antiga serpente (Ap 12.9; 20.2), acusador de nossos irmos (Ap12.10). No presente texto, fala-se do seu trono. Isto , lugar onde Satans exerceautoridade, como se fora rei. A palavra trono (no grego hodierno, thronos), usado no Novo Testamento como sentido de trono real (Lc 1.32, 52), ou com osentido de tribunal judicial (cf. Mt 19.28 e Lc 22.30). Tambm h aluso aostronos de elevados poderes angelicais, ou aos governantes humanos. A possvelreferncia atribuda ao trono de Satans esta passagem, pode ser (conformealguns comentaristas) a COLUNA que havia por trs da cidade, com 300 metros dealtura, na qual havia muitos templos e altares dedicados com exclusividade idolatria. Essa colina podia ser um monte ou o trono de Satans, em contrastecom o Monte de Deus (cf. Is 14.13 e Ez 28.14, 16). 1. Existe outra possvel interpretao sobre o trono de Satans. Vejamos aseguir: A invaso da cidade de Prgamo, atribuda ao monarca Eumenes II (197d. C.). Foi esse rei (segundo Plnio) que criou biblioteca (em sentido tcnico:prgamo, deriva-se de pergaminho) que chegou a atingir 200 000 volumes, e quemlibertou Prgamo dos invasores brbaros. Para comemorar, ergueu em honra a Zeuso altar monumental com 34 por 37 metros, cujas as fundaes em runas, aindapodem ser vistas hoje. Esse altar pode ser o trono de Satans do presenteversculo. 2. Ainda nos dias de Antipas. Nada se sabe de certo acerca desse personagem,exceto aquilo que poderia ser depreendido do texto em foco. As Escrituras noentram em detalhes sobre a biografia desta testemunha do Senhor na cidade dePrgamo. A palavra grega para testemunha no dizer de G. Ladd martys, quemais tarde ficou com a conotao de mrtir. Talvez neste contexto j tenha estesignificado. Em 17.6 a mesma palavra traduzida s vezes por os mrtires deJesus. O testemunho mais eficiente do cristo ser fiel ao seu Senhor at mortee ao martrio. Antipas foi uma delas!. Para aqueles que interpretam o livro doApocalipse do ponto de vista histrico, acham que o antropnimo Antipas, nogrego hodierno Anti-pas. Tratava-se da forma contrada de Antipater, quepoderia ser traduzido forma Anti-papa. Assim, o seu nome pode ter sidoproftico, e significa: Aquele que se ope ao Papa. Esta linha de pensamentoaceita que as letras que formam a palavra Antipas tenham esse sentido. Para ns,este ponto de vista, no combina com a tese e argumento principal, razo por queAntipas foi morto antes do ano (96 d. C.), e o sistema papal s veio a existir sculosdepois. Aceitamos ter sido Antipas um homem de origem Idumria. Este servo deDeus, uma vez convertido ao cristianismo em Jerusalm, sentido a chamada deDeus, e em razo de ser conhecido pessoalmente do Apstolo Joo, foi servir comoXXVI 27. bispo na cidade de Prgamo. Existiam naquela igreja, segundo o texto divino, duasfalsas doutrinas: (a) de Balao; (b) dos nicolatas. Antipas como sendo umatestemunha ousou desafiar sozinho e selar seu testemunho com seu prprio sangueopondo-se a este sistema nocivo. Semeo Metafrastes, diz que Antipas, o bispode Prgamo, foi colocado dentro de um boi feito de bronze, e a seguir foi aquecidoao rubro. Seu corpo foi literalmente, cozido, na chama abrasadora.14. Mas umas poucas de coisas tenho contra ti; porque tens l os queseguem a doutrina de Balao, o qual ensinava Balaque a lanar tropeosdiante dos filhos de Israel, par que comessem dos sacrifcios da idolatria,e se prostitussem. I. ...A doutrina de Balao. Na Epstola de Judas (versculo 11): hreferncia a trs homens cados do Antigo Testamento: Caim... Balao... e Core(cf. Gnesis captulos 16, 22, 23, 24). Nos dias neotestamentrios seus nomes sotomados como figuras expressivas dos falsos ensinadores que, segundo se diz,entrariam no seio da Igreja Crist (cf. 2 Pd 2.15). No texto em foco, -nosapresentado: a doutrina de Balao. 1. As caractersticas dos seguidores desta doutrina so: (a) Olho mau:malcia. (b) Esprito orgulhoso: egosmo. (c) Alma sensual: imoralidade. EmApocalipse 2.14 encontramos a expresso doutrina de Balao. Por conseguinte,existem; (aa) O caminho de Balao. 2Pd 2.15. (bb) O erro de Balao. 2Pd 2.15a. E,(ccc) O prmio de Balao. Judas v. 11. A doutrina de Balao, que tambm setransformou no seu erro, era que, raciocinando segundo a moralidade natural, eassim vendo erro em Israel, ele sups que Deus, justo teria de amaldio-lo. Eracego para com a moralidade da cruz de Cristo, mediante a qual Deus mantm erefora a autoridade, de tal modo que vem ser justo e o justificador do pecador queolha para Cristo. No tocante, ao caminho de Balao, diz Scofield: Balao (Nmcaptulo 22 a 24), foi o tpico e profeta de aluguel, ansioso apenas por mercadejarcom o dom de Deus. Este o caminho de Balao (2 Pd 2.15). No tocante adoutrina de Balao, continua Dr. C. I. Scofield: A doutrina de Balao era o seuensino a Balaque, rei dos moabitas a corromper o povo (israelita), o qual no podiaser maldito (cf. Nm 22.5; 23.8; 31.16), tentando-se a se casarem com mulheresmoabitas, contaminando assim seu estado de separao e abandonando seucarter de peregrinos. tal unio entre a Igreja e o mundo que se torna em falta decastidade espiritual (cf. Tg 4.4), e o resultado de tudo isso a Igreja ficarcontaminada. 2. As caractersticas dos seguidores de Balao, so: Todos aquele que a muitostorna virtuosos, o pecado no vem por seu intermdio; e todo aquele que levamuitos a pecar, no lhes d oportunidade de arrependimento. Todo aquele que temtrs coisas um dos discpulos de Balao, o mpio. Se algum tem olho bom, almahumilde, esprito manso, ento discpulo de Abrao, nosso Pai. Mas se algum temolho mau, uma alma jactanciosa e um esprito altivo, dos discpulos de Balao,seu Pai. E todo aquele que as trs coisas possue um discpulo de Balao, o mpio.Qual a diferena; (pergunta Pirke Abotk) entre os discpulos de Abrao e osdiscpulos de Balao? Os discpulos de Balao herdaro o que ele herdou a morte,o preo de seu salrio (Rm 6.23), e os discpulos de Abrao herdaro o que eleherdou o preo do sangue de Cristo, a vida eterna. Balao amou o prmio dainjustia (2 Jd 2.15; Jd v.11), e teve como recompensa o mesmo. Os embaixadores XXVII 28. moabitas essa recompensa nas mos, para d-la. Balao tombou morto entreaqueles que o honraram. Esta a lei da compensao (Gl 6.7). 3. A se prostitussem. No grego moderno: ponro, o que dificulta a ao deser (haplous) perfeito. Balao no s foi profeta mercadejante e mercenrio; masalm de tudo lanou dois tropeos mortais contra o povo de Deus (cf. v. 14). Umdesses tropeos consistia em seu mau caminho (o da rebelio). Cf. Nm 22.32. Oprprio Deus disse dele o que segue: ...o teu caminho perverso diante de mim.O segundo tropeo por Balao diante dos filhos de Israel no deserto foi, o daprostituio (cf. Nm captulo 25). A palavra grega aqui usada, pornia, elaalcana todas as formas de imoralidades, porquanto usada tanto nos ensinos dosprofetas, como dos Apstolos, e de um modo especial nos ensinos de Jesus, paraindicar as formas dessa prtica de infidelidade contra a santidade e a moral. 15. Assim tens tambm os que seguem a doutrina dos nicolatas: oque eu aborreo. I. ...doutrina dos nicolatas. No versculo 14 deste captulo, encontramosa doutrina de Balao, aqui agora, a doutrina dos nicolatas. O leitor deveobservar que na igreja de feso, o Senhor Jesus aborrecia as obras dos nicolatas(2.6 e ss), e aqui na igreja de Prgamo, ele aborrece a sua doutrina. Algumobserva: o mal sempre se alastra em escala crescente: um abismo chama outroabismo: diz o Salmista na poesia (Sl 52.7): o que era doutrina (ensino) emPrgamo, ao mesmo tempo se tornara obras (prticas) em feso. J encontramosos nicolatas em feso (2.6). Em Prgamo o mal tinha crescido. J era doutrinapresente e sustentada: (na igreja). Essa doutrina semelhante de Balao,conduzindo a um rebaixamento do padro moral. Algumas tradues trazem: tensl os seguidores dos nicolatas: o que aborreo. De qualquer forma, declara M. S.Novaj, no versculo 6 do captulo 2 est bem claro o juzo do Senhor. A acomodaoda igreja com o mundanismo hoje, que amortece a sensibilidade moral e doutrinriade tantas igrejas, teve, pois, sua repreenso na igreja de Prgamo, pois tantopresente, como escatolgica (Ec 3.15).16. Arrepende-te, pois, quando no em breve virei a ti, e contra elesbatalharei com a espada da minha boca.I. ...com a espada da minha boca. No captulo 19.19 deste livro, o famosoguerreiro (Jesus) trar tambm uma poderosa Espada. Ali dito por Joo, que elaest afiada. Paulo, o Apstolo nos d a interpretao sobre isso dizendo: A espada a palavra de Deus (Ef 6.17), e em (2Ts 2.8), ela chamada, exatamente: oassopro da sua boca. 1. Muitas outras revelaes so feitas a esta espada: (a) Espelho: poderrevelador. Tg 1.23 a 25. (b) Semente: poder gerador. Lc 8.11; Jo 15.3. (c) gua:poder purificador. Ef 5.26. (d) Lmpada: poder iluminador. Sl 119.105; 2 Pd 1.19. (e)Martelo: poder esmiuador. Jr 23.29. (f) Ouro e vestimentas: poder enriquecedor. Sl19.10; Ap 3.17. (g) Leite, Carne, Po e Mel, etc: poder alimentador e nutritivo. Sl19.10; Jr 15.16; Mt 4.4; 1 Pd 2.2. (h) Espada: poder para a batalha, cortar, dividiretc. Hb 4.14; Ap 2.15 e 19.15. XXVIII 29. 17. Quem tem ouvidos, oua o que o Esprito dz s igrejas: Ao quevencer darei eu a comer do man escondido, e dar-lhe-ei uma pedrabranca, e na pedra um novo nome escrito, o qual ningum conhece senoaquele que o recebe. I. ...comer do man escondido. Os gnsticos ofereciam vantagensabertas, mediante suas prticas imorais, seus prazeres e a satisfao da partecarnal do homem. Cristo oferece-nos aquilo que est oculto a maioria dos homens:o man escondido! Para a igreja de Prgamo o Senhor faz, ao vencedor, uma trplicepromessa: comer do man escondido, receber uma pedra branca, e um novo nome.O man era um tipo de Cristo, o po da vida (Jo 6.48), ele caa no deserto, masno era do deserto (x 16.35); Cristo, estava no mundo, mas no era do mundo (Jo17.16). No sul da Arglia, em 1932, depois de condies atmosfrica incomunshouve precipitaes de uma matria esbranquiada, sem cheiro, sem gosto, deespcie farincea, que cobria as tendas e a vegetao cada manh. Tambm em1932, uma substncia branca como man cobriu certa manh uma rea de terrenode 640m x 20m, numa fazenda e em Natal (Zuzulandia: frica do Sul) e foi comidapelos nativos. Porm, nada disso foi o man escondido: Man um (heb. Que isto? x 16.15). Mas Cristo, nosso Senhor, nos dar a comer o verdadeiro po docu (cf. Jo 6.32).1. Uma pedra branca. Relativamente a esta pedra branca do texto em foco,h muitas opinies e formas de interpretaes: (a) Conferia-se a pedra branca a um homem que sofrera processo e eraabsolvido. E como prova, levava, ento, consigo a pedra para provar que nocometera o crime que se lhe imputara. Assim, a pedrinha branca alude a umaantiga prtica judicial da poca de Joo: quando o juiz condenava a algum, dava-lhe uma pedrinha preta, com o termo da sentena nela escrito; e, quandoimpronunciava algum, dava-lhe uma pedrinha branca, com o termo da justificaonela inscrito. evidente que a aplicao em foco, e as que se seguem, deve haveraluso a uma delas! A promessa deve referir-se a coisa que os cristos de Prgamocompreendiam muito bem.(b) Era tambm concedida ao escravo liberto e que agora se tornara cidado daprovncia. Levava a pedra consigo para provar diante dos ancios sua cidadania.(c) Era conferida tambm a vencedor de corridas e de lutas, como prova dehaver vencido seu opositor. Sempre que este competidor conseguia ouvia-se dizer:correu de tal maneira que o alcanou (cf. 1Co 9.24b). Isto podia significar tantouma coroa de louro ou uma pedrinha branca.(d) A pedra da amizade: Dois amigos poderiam, como sinal de amizade, partiruma pedra branca pelo meio, e cada um ficava com a metade. Ao se encontrarem,a pedra era refeita, e a amizade continuaria.(e) Tambm era conferida ao guerreiro, quando de volta da batalha e da vitriasobre o inimigo. Esta forma de interpretar o texto, se coaduna bem a tese principal.Nesta passagem, a pedra branca ser entregue ao Vencedor do inimigo de Deus edos homens: o diabo (12.11). 2. Um novo nome. Longe de ser simples etiqueta, pura descrio externa, onome em toda a extenso das Escrituras tem profundo significado... ele exprime arealidade profunda do ser que o carrega. Por isso a criao s est completa no XXIX 30. momento em que colocado o nome (cf. Gn 2.19). Por outro lado, Deus Jav,isto , Ele , pois sua realidade de ser eternamente (x 3.13 e ss). Por todasestas razes, eliminar o nome suprimir a existncia (cf. 1Sm 24.22; 2Rs 14.27; J18.17; Sl 83.5; Is 14.22; Sf 1). Do ponto de vista divino, o nome de Deus o nomepor excelncia. Zc 14.9. No presente texto, a promessa de um novo nome reafirmada, no captulo 3.12 deste livro. Esse nome que a Igreja receber da partede Cristo, sem dvida, um nome social. Isto, se dar, logo aps a celebraonupcial nas bodas do Cordeiro. Esse nome conferir a Noiva condio de esposa,mulher do Cordeiro (cf. Is 56.5; Jr 15.16; Ap 2.17; 3.12; 19.12). No deve serHephzibah (meu regozijo est nela); nem Beulah (ou casada). Is 62.4. Esse ode Sio. Essa pedra ter seu valor aumentado com a inscrio misteriosa! S umacoisa certa: esse novo nome uma grande bno de Deus! (cf. Gn 12.2 e 17.5).QUARTA CARTA: A IGREJA DE TIATIRA18. E ao anjo da igreja de Tiatira escreve: Isto diz o Filho de Deus,que tem seus olhos como chama de fogo, e os ps semelhantes ao latoreluzente. I. ...Ao anjo da igreja. No temos notcia acurada sobre quem foi esteanjo (pastor), a no ser aquilo que se depreende do presente texto. Ldia,vendedora de prpura, e convertida por Paulo, era dessa cidade (At 16.14). Daconverso de Ldia, que se deu provavelmente no ano 53 d. C. carta dedicada aoanjo da igreja de Tiatira: em 96 d. C., corre um lapso de tempo de 33 anos.Podemos deduzir, ainda que improvvel terem sido Ldia e seu esposo, os grandesinstrumentos usados por Deus, par o incio de formao daquela igreja: talvez umde seus filhos seja o anjo (pastor) do texto em foco (cf. At 16.15). 1. TIATIRA. O nome significa Sacrifcio de trabalho. Situao Geogrfica: Acidade de Tiatira se encrava no pequeno Continente da sia Menor. No frtil valedo rio Lico, acerca de 59 quilmetros a sudeste de Prgamo, na estrada que ia paraSardes, ficava a pequena mas crescente e rica Tiatira, colnia macednica, fundadapor Alexandre Magno, depois da destruio do Imprio Persa. Na literatura secular,so encontradas muitas aluses ao comrcio de tecidos de prpura manufaturadosem Tiatira, dos quais Ldia era vendedora. Esta carta, ento prspera igreja, foimais longa em contedo de todas as cartas do Apocalipse. Maior, porm, amensagem nela contida e tambm das mais severas.19. Eu conheo as tuas obras, e a tua caridade, e o teu servio, e atua f, e a tua pacincia, e que as tuas ltimas obras so mais do que asprimeiras. I. ...As tuas obras. Quando conduta das igrejas, Cristo primeiro mencionaAquilo que pode elogiar. Sei quais so as tuas obras diz Ele. Tais obras somencionadas onze vezes neste livro. O leitor deve observar o contraste entre asobras da igreja de feso (2.5), e as obras da igreja de Tiatira: enquanto naquelaas ltimas obras eram menores que as primeiras, nesta pelo contrrio; asltimas obras so mais do que as primeiras. O substantivo grego, que nossasverses do Novo Testamento traduzem por obras, com maior preciso que aXXX 31. palavra portuguesa comporta duas acepes: o resultado de uma atividade (sentidohabitual do termo em portugus); e tambm: a atividade em si mesma (significadoque, alis, sob a influncia do latim teolgico, passou para o portugus), limitando-se s atividades morais. No presente texto: so obras de caridade feitas em favorde Cristo, durante essa dispensao da graa (Ap 22.12).1. A tua caridade. (Amor). O Senhor Jesus tambm louvou esta igreja (usamosaqui uma metonmia: figura que consiste em tomar a parte pelo todo e vice-versa; ogeral pelo particular e o particular pelo geral) pelo seu amor. A palavra amorencontra-se em toda a extenso da Bblia, que descreve o seu carter multiforme: (a) H o amor de Deus, isto , o amor de Deus tem dispensado pelos homens.Essa a fonte de todo amor, o que comentado em (Jo 3.16 e ss), como poemasilustrativos, relacionando-se como um supremo sacrifcio.(b) H o amor de Cristo cuja natureza igual a do amor de Deus, e quecomentado em (2Co 5.14). Trata-se de uma fora que nos constrange, que tambmnos leva a amar e a servir ao prximo, em honra ao Senhor. Esse foi o amor quemotivou a expiao e a misso terrena, em geral, de Cristo.(c) H o amor do homem a Deus e a Jesus Cristo. Essa modalidade pode serexpressa diretamente, mediante a subida mstica da alma, em fazer tanto o bem aDeus como ao prximo.(d) H o amor prprio (cf. Mt 22.39 e Ef 5.29). Trata-se de uma condiopatolgica em que um indivduo tudo faz ou realiza s em torno de si mesmo,visando ao seu prprio conforto. Ele torna-se por natureza um amante de simesmo (2Tm 3.2 e ss).(e) H tambm o amor de um ser humano por outro, ou pela humanidade. atransferncia dos cuidados que temos por ns mesmos para nossos semelhantes.20. Mas tenho contra ti que toleras Jezabel, mulhe