5 - L16-A Transformacao Das Impressoes

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LIÇÃO nº 16 TEMA: A Transformação das Impressões INTRODUÇÃO Este tema trata da transformação de si mesmo. Em lições anteriores tratámos da importância que tem a vida em si mesma; dissemos também que um homem é o que é a sua vida, e que esta é como um filme. Ao desencarnar levamo-la para vivê-la em forma retrospectiva no Mundo Astral e ao retornar trazemo-la para projectá-la outra vez no tapete do corpo físico. É claro que a Lei de Recorrência existe e que todos os acontecimentos se repetem, tudo volta realmente a ocorrer como sucedeu, mais as consequências boas ou más. É claro que a transformação da vida é possível se a tal nos propusermos. Transformação, significa que una coisa é substituída por outra coisa diferente; é lógico que tudo é susceptível de mudança. Existem transformações muito conhecidas da matéria. Ninguém poderia negar, por exemplo, que o açúcar se transforma em álcool, e que o álcool se converte em vinagre pela acção dos fermentos. Esta é a transformação de uma substância molecular noutra molecular. Sabe-se, sobre a vida química dos elementos, que o rádio, por exemplo, se transforma lentamente em chumbo. Os Alquimistas da Idade Média falavam da transformação do chumbo em ouro. No entanto, nem sempre aludiam à questão metálica, meramente física.

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  • LIO n 16 TEMA: A Transformao das Impresses INTRODUO

    Este tema trata da transformao de si mesmo. Em lies anteriores tratmos da importncia que tem a vida em si mesma; dissemos tambm que um homem o que a sua vida, e que esta como um filme. Ao desencarnar levamo-la para viv-la em forma retrospectiva no Mundo Astral e ao retornar trazemo-la para project-la outra vez no tapete do corpo fsico.

    claro que a Lei de Recorrncia existe e que todos os acontecimentos se repetem, tudo volta realmente a ocorrer como sucedeu, mais as consequncias boas ou ms. claro que a transformao da vida possvel se a tal nos propusermos.

    Transformao, significa que una coisa substituda por outra coisa diferente; lgico que tudo susceptvel de mudana.

    Existem transformaes muito conhecidas da matria. Ningum poderia negar, por exemplo, que o acar se transforma em lcool, e que o lcool se converte em vinagre pela aco dos fermentos. Esta a transformao de uma substncia molecular noutra molecular. Sabe-se, sobre a vida qumica dos elementos, que o rdio, por exemplo, se transforma lentamente em chumbo.

    Os Alquimistas da Idade Mdia falavam da transformao do chumbo em ouro. No entanto, nem sempre aludiam questo metlica, meramente fsica.

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    Normalmente queriam indicar com tal palavra, a transformao do chumbo da personalidade em ouro do Esprito. Assim pois, convm que reflictamos em todas estas coisas.

    Nos Evangelhos, a ideia do homem terreal comparvel a uma semente capaz de crescimento, tem o mesmo significado, assim como o tem tambm a ideia do renascimento: Um homem que nasce outra vez. bvio que se o gro no morre, a planta no nasce.

    Em toda a transformao existe morte e nascimento.

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    A TRANSFORMAO DAS IMPRESSES Na Gnose consideramos o homem como uma fbrica de trs

    pisos, que absorve normalmente trs alimentos:

    1.-O alimento comum: Normalmente corresponde ao piso inferior da fbrica, designadamente questo do estmago.

    2.-O ar: Est no segundo piso, que se encontra relacionado com os pulmes.

    3.-As impresses: Indubitavelmente esto intimamente associadas ao crebro ou terceiro piso.

    Temos: Impresses Crebro; Ar Pulmes; Alimento - Estmago.

    O alimento que comemos sofre sucessivas transformaes,

    isto inquestionvel. O processo da vida em si mesma, por si mesma, transformao.

    Cada criatura do Universo vive mediante a transformao de uma substncia noutra. O vegetal, por exemplo, transforma o ar, a gua e os sais da terra, em novas substncias vitais, em alimentos vitais para ns (frutas, etc.). Assim pois, tudo transformao.

    Pela aco da luz solar, variam os fermentos da Natureza. inquestionvel que a sensvel pelcula da vida, que normalmente

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    se estende sobre a face da Terra, conduz toda a fora Universal em direco ao prprio interior do mundo planetrio. Porm cada planta, cada insecto, cada criatura, o prprio animal intelectual equivocadamente chamado homem, absorve, assimila determinadas foras csmicas e de imediato as transforma e as transmite inconscientemente s camadas interiores do Organismo Planetrio. Tais foras transformadas, encontram-se intimamente relacionadas com toda a economia do Organismo Planetrio em que vivemos. Indubitavelmente, cada criatura, segundo a sua espcie, transforma determinadas foras, que logo retransmite ao interior da Terra para a economia do Mundo. Assim pois, cada criatura que tenha a sua existncia, cumpre a mesma funo.

    Em tudo existe transformao, portanto a epiderme da Terra um rgo de transformao.

    Quando comemos um alimento, to necessrio para a nossa existncia, este transformado; ento, quem realiza dentro de ns esse processo de transformao das substncias? O centro Instintivo, que to sbio ! Realmente assombrosa a sabedoria de dito centro. A digesto, em si mesma, transformao. O alimento no estmago, na parte inferior da fbrica de trs pisos deste organismo humano, sofre transformaes. Se algo entrasse sem passar pelo estmago, o organismo no poderia assimilar os seus princpios vitamnicos, nem as suas protenas, isso seria simplesmente uma indigesto. Assim, conforme formos reflectindo nesta questo, chegamos a compreender a necessidade de passar por uma transformao.

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    Claro est que os alimentos fsicos se transformam, porm h algo que nos convida reflexo - a transformao adequada das impresses. Para o propsito da Natureza propriamente dito, no h necessidade alguma de que o animal intelectual transforme as impresses por si mesmo.

    Resultaria magnfico transformar as impresses. A maioria

    das pessoas, como vivem no campo da vida prtica, crem que este mundo fsico lhes vai dar o que buscam e anelam. Realmente, isto um tremendo equvoco. A vida em si mesma, entra em ns, no nosso organismo, em forma de meras impresses.

    No poderamos realmente transformar a nossa vida se no transformssemos as impresses que chegam mente.

    Estamos a falar de algo muito revolucionrio, pois todo o mundo cr que o fsico o real; porm se formos um pouco mais profundos, concluiremos que aquilo que realmente recebemos a cada momento, a cada instante, so impresses. Se virmos uma pessoa que nos agrada ou desagrada, o primeiro que obtemos so impresses dessa natureza. A vida uma sucesso de impresses, no , como crem muitos, uma coisa fsica de tipo exclusivamente material.

    A realidade da vida so as suas impresses. Claro est que as ideias que estamos a emitir so muito difceis de captar, de apreender. Por exemplo: A pessoa que vemos sentada numa cadeira, com este ou aquele vesturio de cor, aquele que nos sada, aquele que nos sorri, etc., so para ns reais, verdade? Porm se meditarmos profundamente em todos eles, chegamos concluso de que o real so as impresses. Estas, naturalmente, chegam mente pelas janelas dos sentidos. Se no tivssemos os sentidos, por exemplo, olhos para ver, ouvidos para ouvir, e boca para degustar os alimentos, existiria para ns isso que se chama corpo fsico? Claro que no, absolutamente no. A vida chega at

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    ns em forma de impresses e a onde existe a possibilidade de trabalhar sobre ns mesmos.

    Antes de mais, o que devemos fazer? H que compreender o trabalho que devemos fazer. Como poderamos conseguir uma transformao psicolgica em ns mesmos? Efectuando um trabalho sobre as impresses que recebemos a cada momento, a cada instante. Este primeiro trabalho recebe o nome de Primeiro Choque Consciente e relaciona-se com as impresses que recebemos, e que so tudo quanto conhecemos do mundo exterior. Que tamanho tm as verdadeiras coisas ou as verdadeiras pessoas? Precisamos transformar-nos em cada dia, internamente. Se quisermos transformar o nosso aspecto psicolgico, precisamos de trabalhar sobre as impresses que entram em ns.

    Porque chamamos ao trabalho sobre a transformao das impresses o Primeiro Choque Consciente? Porque o choque algo que no poderamos observar de forma meramente mecnica. Isto jamais se poderia fazer mecanicamente, necessita-se um esforo auto-consciente.

    claro que quando se comea a compreender este trabalho, comea a deixar de se ser homem mecnico que serve os fins da Natureza.

    Se pensarmos agora no significado de tudo quanto ensinamos

    aqui, pela via do esforo prprio, comeando pela observao de si mesmo, vemos que no lado prtico esotrico, tudo se relaciona intimamente com a transformao das energias e o que resulta naturalmente das mesmas.

    O trabalho sobre os estados de nimo negativos, sobre a

    identificao, sobre a auto-considerao, sobre os eus sucessivos, sobre a mentira, sobre a auto-justificao, sobre a desculpa, sobre

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    os estados inconscientes em que nos encontramos, relacionam-se com a transformao das impresses.

    necessrio que reflictamos nisto, compreendamos o que o

    Primeiro Choque Consciente.

    necessrio formar um elemento de mudana no lugar de entrada das impresses, no o esqueam!

    Desta forma as mesmas impresses, normalmente, ou melhor

    dito, supra-normalmente, levar-nos-o a uma vida melhor. A vida no actuar mais sobre ns como o fazia antes, comearemos a pensar e compreender de uma maneira nova, e esta , naturalmente, o comeo da nossa prpria transformao.

    Porm enquanto continuarmos a pensar da mesma maneira,

    claro que no haver qualquer mudana interior. Transformar as impresses da vida transformar-se a si mesmo.

    Esta forma inteiramente nova de pensar pode efectuar-se. Podemos compreender que reagimos continuamente. Todas estas reaces formam a nossa vida pessoal. Mudar a nossa vida, mudar realmente as nossas prprias reaces. Porm a vida exterior chega at ns como meras impresses que nos obrigam a reagir.

    A vida consiste principalmente numa srie sucessiva de

    reaces negativas que se do como resposta incessante s impresses que chegam mente. Portanto, a nossa tarefa consiste em transformar as impresses da vida para que no provoquem esse tipo de resposta.

    Para consegui-lo necessrio auto-observarmo-nos de

    instante em instante, de momento em momento; urgente estarmos em estudo das nossas prprias impresses. No se pode

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    deixar que as impresses cheguem de um modo subjectivo, mecnico.

    O indivduo pode dar-se ao luxo de deixar que as impresses

    cheguem mecanicamente, porm se no cometer semelhante erro, se transformar as impresses, ento comea a viver mais conscientemente, por isso se diz que o Primeiro Choque Consciente. Tal choque consiste em transformar as impresses que chegam mente no momento da sua entrada.

    Este trabalho Esotrico Gnstico deve ser levado at ao ponto onde entram as impresses e so distribudas mecanicamente em lugares equivocados da personalidade para evocar as antigas reaces. Por exemplo, se atirarmos uma pedra a um lago cristalino, produzem-se no lago impresses, e as respostas a essas impresses dadas pela pedra manifestam-se em ondas que vo desde o centro periferia. Da mesma forma podemos imaginar a mente, como um lago, no qual subitamente aparece a imagem de uma pessoa; essa imagem como a pedra do nosso exemplo que chega ao lago da mente. Ento a mente actua, produz imagens e respostas.

    As impresses so as que produzem a imagem que chega mente. As reaces so as respostas a tais impresses. Se atirarmos uma bola contra um muro, o muro recebe as impresses, logo vem a reaco, que consiste no regresso da bola a quem a mandou. Bom, pode acontecer que no chegue directamente porm, de alguma forma, a bola retorna e isso reaco.

    O mundo est formado por impresses. Por exemplo, chega-nos mente, atravs dos sentidos, a imagem de uma mesa. No podemos dizer que foi a mesa, ou que a mesa entrou no nosso crebro, isso seria absurdo; porm sim, est metida a imagem da mesa, e ento a nossa mente reage dizendo: "Esta uma mesa, que de madeira, ou metal, etc.". H no entanto impresses que

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    no so agradveis, por exemplo, as palavras de um insultador. Poderamos transformar essas palavras? As palavras so como so; ento, que poderamos fazer? Transformar as impresses que essas palavras nos produzem. Isso sim, possvel.

    O ensinamento gnstica ensina-nos a cristalizar em ns a segunda fora, o Cristo, mediante um postulado que diz: "H que receber com agrado as manifestaes desagradveis dos nossos semelhantes". Eis o modo de transformar as impresses que produzem em ns as palavras de um insultador. Este postulado levar-nos- cristalizao em ns da segunda fora, o Cristo, e a fazer com que o Cristo venha a tomar forma em ns. um postulado sublime, esotrico em cem por cento.

    Se do mundo fsico no conhecemos seno as impresses, ento o mundo fsico, propriamente dito, no to externo como se cr. Com justa razo disse D. Emanuel Kant: "o exterior o interior". Assim, se o interior o que conta, devemos transformar o interior. As impresses so interiores; todos os objectos e coisas, tudo o que vemos, existe no nosso interior sob a forma de impresses. Se no transformarmos as impresses, nada mudar em ns; a luxria, a cobia, o dio, o orgulho, etc., existem sob a forma de impresses dentro da nossa psique, que vibram incessantemente. O resultado mecnico de tais impresses foram todos esses elementos inumanos que levamos dentro, aos quais normalmente chamamos "Eus" e que no seu conjunto constituem o si mesmo.

    Suponhamos que um indivduo v uma mulher provocadora e no transforma as suas impresses. O resultado ser que as mesmas, de tipo luxurioso, naturalmente, produzem nele o desejo de possu-la. Tal desejo vem a ser o resultado de tipo mecnico da impresso recebida e cristaliza-se, toma forma na nossa psique, converte-se em mais um agregado, quer dizer, num elemento inumano, que na sua totalidade constitui o Ego.

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    Prossigamos com a reflexo, pois em ns existe Ira, Cobia, Luxria, Inveja, Orgulho, Preguia, Gula, etc. Agora vamos analizar alguns Egos: Ira: Esse to negativo estado de nimo, que tanto dano causa aos nossos semelhantes, (e a ns mesmos), retira-nos do estado raciocinativo, pode ferir inclusive as pessoas que mais queremos e vem a ser o resultado de impresses recebidas de circunstncias, pessoas, etc., que foram canalizadas equivocadamente por outros defeitos como por exemplo a vaidade ou o orgulho e que se traduz num tipo de negatividade interior com as caractersticas prprias que todos temos podido apreciar muitas vezes na vida nas pessoas que nos rodeiam, mas que passa muito desapercebido em ns mesmos.

    Os olhos avermelham-se-nos, a cara descompe-se e os nossos movimentos e palavras so violentos, tentando causar dano., ainda que, no fundo, muitas vezes sintamos que, com a pessoa com quem estamos, no deveramos comportar-nos to mal.

    Realmente a ira com outros defeitos, so a causa real de tantas tragdias em lares e em geral em toda a humanidade.

    Cobia: Indubitavelmente, muitas coisas em ns despertaram cobia: O dinheiro, as jias, as coisas materiais de toda a classe, etc. Essas coisas, esses objectos, chegaram at ns sob a forma de impresses, que devem ser transformadas em outra coisa

    Ira - Pintura de El Bosco

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    diferente, numa atraco pela beleza ou a alegria, etc. Tais impresses no transformadas, naturalmente converteram-se em Eus de Cobia.

    Luxria: J dissemos que distintas formas de Luxria chegaram a ns sob a forma de impresses, quer dizer, surgiram no interior da nossa mente imagens de tipo ertico cuja reaco foi a Luxria. Uma vez que ns no transformmos essas ondas luxuriosas, essas impresses, esse sentir luxurioso, esse erotismo nocivo, naturalmente o resultado no se fez esperar, foi completamente mecnico, nasceram novos Eus no interior da nossa psique, Eus morbosos.

    Certamente que todos estes defeitos tm labirintos muito

    intrincados e expressam-se numa infinidade de maneiras particulares nos nossos pensamentos, emoes e factos na vida. Ningum poderia dizer que est a ver uma rvore em si mesma, est a ver a imagen de uma rvore, mas no a rvore. As coisa em si, como dizia Enmanuel Kant, ningum as v, vem-se as imagens das coisas, quer dizer, surge em ns a impresso sobre uma rvore, sobre uma coisa, e estas so internas; o resultado mecnico no se deixa esperar, o nascimento de novos Eus que vm escravizar ainda mais a nossa Conscincia, que vm intensificar o sonho em que vivemos.

    Quando se compreende realmente que tudo o que existe dentro de ns mesmos, em relao ao mundo fsico, no so mais que impresses, compreende-se tambm a necesidade de se transformar essas impresses e ao faz-lo produz-se a transformao de si mesmo.

    Inveja: Este um defeito que pode ser muito evidente, porm

    tambm tem estados quase imperceptveis. Em si, este defeito psicolgico manifesta-se quando sentimos por exemplo dor pelo

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    bem alheio; procura causar dano ao prximo s pelo facto de este ter uma posio social, ou dinheiro em tal ou qual quantidade ou um bom carro, etc, mas tambm se manifesta na frustrao de no se poder possuir aquilo que se cobia e sente-se inveja do prximo.

    Num grau superlativo a inveja foi o motivo de muitos crimes

    contra pessoas, quase sempre ocultamente. Por exemplo muitas crticas a pessoas, buscando o seu desprestgio e prejuzo ante a opinio dos demais, tem origem na indigna inveja.

    Vejamos quo distantes estamos ento da verdadeira emoo

    positiva de nos alegrarmos pelo bem e o progresso dos demais, sem nos importarmos com o nosso prprio estado.

    Assim, precisamos de transformar incessantemente as

    impresses, no s as presentes mas tambm as passadas.

    Dentro de ns existem muitas impresses, as quais cometemos o erro, no passado, de no termos transformado; muitos resultados mecnicos das mesmas; so os tais Eus que h que desintegrar, a fim de que a Conscincia fique livre e desperta.

    Orgulho: Dentro deste defeito subjaz o fenmeno mental da

    comparao. Para o nosso orgulho, ns somos melhores, temos mais virtudes, mais capacidades que os nossos semelhantes, etc... e o orgulhoso no pode tolerar em si mesmo, que aqueles que esto catalogados em escales inferiores, por exemplo, o corrijam ou lhe ordenem algo. Em si, todos temos o desejo de sobressair, de destaque, de sermos mais que os demais. O orgulho ferido reage com tremenda ira.

    O orgulhoso est muito longe da felicidade, qualquer

    circunstncia pela qual fique rebaixado da sua posio, ser motivo de sofrimento e frustrao. O orgulhoso envenena os

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    ambientes pelos quais transita e o seu trato muito difcil, sempre se sentir e querer fazer sentir que est num escalo superior.

    As sensaes que produzem o poder, o dinheiro e a posio social, no so mais do que impresses internas da mente; com o simples facto de se compreender que so s impresses internas da mente, fazendo a transformao das mesmas, ento o Orgulho por si mesmo cai, desmorona-se, nasce de forma natural dentro de ns a Humildade.

    Continuando com estes processos da transformao das impresses, prosseguimos com algo mais, por exemplo, uma imagem luxuriosa de uma mulher chega mente; tal imagem uma impresso, obviamente. Ns poderamos transformar essa impresso luxuriosa mediante a compreenso. Bastaria que pensssemos nesse instante, que essa mulher h-de morrer, e que o seu corpo se desintegrar na sepultura; seria isso mais que suficiente para transformar essa impresso luxuriosa em Castidade. Se no se transformasse, converter-se-ia em mais Eus de Luxria.

    Assim convm que, mediante a compreenso, transformemos as impresses que surgem na mente. Deste modo vamos entendendo que o mundo exterior no to exterior quanto normalmente se cr. interior, tudo o que nos chega do mundo, no so mais que impresses internas. Ningum poderia meter uma rvore dentro da sua mente, uma cadeira, uma casa, um palcio, uma pedra; tudo chega nossa mente sob a forma de impresses, isso tudo; impresses de um mundo que chamamos exterior e que realmente no to exterior como se cr. Convm pois, que transformemos as impresses mediante a compreenso.

    Se algum nos adula, nos enaltece, como transformaramos a vaidade que tal ou qual adulador poderia provocar em ns? Obviamente os elogios, as adulaes, no so mais do que

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    impresses que chegam mente, e esta reage sob a forma de Vaidade. Porm se transformamos essas impresses, a Vaidade torna-se impossvel. Como se transformariam as palavras de um adulador? Mediante a compreenso.

    Quando realmente se compreende que no se mais que uma infinitesimal criatura num canto do Universo, de facto, transforma-se por si mesmo tais impresses de elogios, de lisonja, em algo distinto; convertem-se tais impresses naquilo que so, p, poeira csmica, porque se compreende a sua prpria posio.

    Sabemos que o nosso planeta Terra um gro de areia no espao. Pensemos na Galxia em que vivemos, composta por milhes de mundos... O que a Terra? uma partcula de p no infinito e ns, por assim dizer, somos microrganismos dentro dessa partcula.

    Se ns compreendssemos isto, quando nos adulassem faramos uma transformao das impresses que se relacionam com a lisonja e a adulao ou o elogio e, como resultado, no reagiramos sob a forma de Orgulho. Quanto mais reflectirmos nisto, mais veremos a necessidade de uma transformao das impresses.

    Tudo o que vemos externo, interno. Se no trabalhamos com o interior, vamos pelo caminho do erro, porque ento no modificamos os nossos hbitos. Se queremos ser diferentes, precisamos de nos transformar integralmente e se queremos transformar-nos, devemos comear por transformar as impresses animais, bestiais, em elementos de devoo. Ento surge em ns a transformao sexual, a transmutao.

    Inquestionavelmente, esta questo das impresses, merece ser analisada de forma clara e precisa. A personalidade que recebemos ou adquirimos, recebe impresses da vida, porm no

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    as transforma porque praticamente algo morto. Se as impresses cassem directamente sobre a Essncia, bvio que seriam transformadas, porque de facto ela deposit-las-ia no centro correspondente da mquina humana.

    A personalidade o termo que se aplica a tudo quanto adquirimos. claro que traduz todas as impresses de todos os aspectos da vida, de um modo limitado e praticamente estereotipado, com ajuste sua qualidade e associao. A este respeito, no trabalho esotrico, compara-se s vezes a personalidade com uma pssima secretria que est na casa enfrente, que se ocupa de todas as ideias, conceitos, opinies e preconceitos; que tem muitssimos dicionrios, enciclopdias de todo o gnero, livros de referncia, etc.; e est em comunicao com os trs centros: O Mental, o Emocional e os centros Fsicos; ordena tudo de acordo s suas inusitadas ideias e, como consequncia ou concluso, de aqui resulta que se pe em comunicao, quase sempre, com os centros equivocados. Isto significa que as impresses que chegam so desviadas a lugares equivocados, a centros que no lhe correspondem, e produzem, naturalmente, resultados equivocados.

    Com o fim de se poder entender melhor, suponhamos, por exemplo, que uma mulher atende com muita considerao e respeito, um cavalheiro. As impresses que o cavalheiro recebe na sua mente so recebidas pela personalidade e esta envia-as a centros equivocados. Normalmente envia-as ao centro sexual. Ento, este cavalheiro chega a crer firmemente que a senhora em questo est enamorada dele e, como lgico, no tarda muito tempo que ele se apresse a fazer-lhe insinuaes de tipo amoroso. Indubitavelmente, se aquela dama jamais teve esse tipo de preocupaes por aquele cavalheiro, no deixar de sentir-se surpreendida, com muita razo. Esse o resultado de uma pssima transformao das impresses. Podemos comprovar quo m secretria a personalidade.

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    Indubitavelmente, a vida de um homem depende dessa

    secretria que busca mecanicamente a transformao nos seus livros de referncias, sem compreender em absoluto o que significa na realidade e transmite-o, em consequncia, sem preocupaes pelo que possa ocorrer, mas sentindo unicamente que est a cumprir com o seu dever. Esta a nossa situao interior.

    O que importa compreender nesta alegoria, que a personalidade humana, que ns adquirimos e devemos adquirir, comea a tomar conta da nossa vida. Isto algo demasiado importante. Inquestionavelmente, intil imaginar que isto sucede a certas e determinadas pessoas, isto sucede a todos; a quem quer que seja.

    Estas reaces mecnicas, desgraadamente, governam-nos. claro que cada qual, na vida, est governado, est submetido vida em si, no importa que se apelide de liberal ou conservador, revolucionrio ou bolchevique, bom ou mau no sentido ordinrio, etc., no livre.

    bvio que estas reaces ante os impactos do mundo exterior, constituem a nossa prpria vida. Neste sentido, podemos dizer que a Humanidade completamente mecanicista. Qualquer ser humano, na vida, forma uma quantidade de reaces que vm a ser as experincias prticas da sua existncia. claro que, como toda a aco produz uma reaco, aces de certo tipo, vm a produzir reaces de certo tipo e, a tais reaces, se denomina experincias.

    O importante seria conhecer melhor as nossas aces e reaces, poder relaxar a mente. Isto do relaxamento mental magnfico, deitar-se na sua cama ou num cmodo sof, relaxar todos os msculos pacientemente e esvaziar a mente de toda a classe de pensamentos, desejos, emoes, recordaes.

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    Quando a mente est em silncio, podemos conhecer-nos

    melhor a ns mesmos. Em tais momentos de quietude e silncio mental, quando realmente vimos a verificar, de forma directa, a crua realidade de todas as aces da vida prtica.

    Quando a mente se encontra em repouso absoluto, veremos a multiplicidade de elementos e sub-elementos, aces e reaces, desejos e paixes, etc., como algo alheio a ns, mas que esperam o instante preciso para poderem tomar controle sobre ns mesmos, sobre a nossa personalidade.

    Eis a o motivo pelo qual vale a pena o silncio e a quietude da mente. Obviamente, o relaxamento do entendimento, no sentido mais completo da palavra, conduz-nos ao auto-conhecimento individual.

    Toda a vida, a vida exterior, o que vemos, ouvimos e vivemos , para cada pessoa, a sua reaco s impresses que lhe chegam do mundo fsico. um grande erro pensar que, o que chamamos vida, seja uma coisa fixa, slida, a mesma para qualquer pessoa. Seguramente, no h uma s pessoa que, no respeitante vida, tenha as mesmas impresses que outra. So infinitas.

    A vida , sem dvida, as impresses que temos dela, e claro que ns podemos, se a tal nos propusermos,

    transformar tais impresses. Porm, como se disse, esta uma ideia muito difcil de compreender, devido ao facto de ser to poderoso o hipnotismo dos sentidos. Ainda que parea incrvel, todos os seres humanos se encontram num estado de hipnotismo colectivo. Tal hipnotismo produzido pelo estado residual do

    Estados de nimo

    involuntrios

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    abominvel rgo Kundartiguador. Quando este se eliminou do ser humano, ficaram diversos agregados psquicos ou elementos inumanos que no seu conjunto constituem o mim mesmo. Esses elementos e sub-elementos, por sua vez, condicionam a Conscincia e mantm-na em estado de hipnose. Assim pois, existe a hipnose de tipo colectivo. Todo o mundo est hipnotizado.

    A mente est to enfrascada no mundo dos cinco sentidos, que no consegue compreender como poderia emancipar-se deles, cr firmemente que um Deus. Assim, a nossa vida interior, a verdadeira vida de pensamentos, de sentimentos, segue confusa para as nossas concepes meramente raciocinativas e intelectuais. No obstante, ao mesmo tempo sabemos muito bem onde vivemos realmente, no nosso mundo de sentimentos e pensamentos, isto algo que ningum pode negar.

    O trabalho esotrico ensina-nos que, se o resultado negativo, isso se deve a ns mesmos. De um ponto de vista sensorial, esta ou aquela pessoa tm a culpa. Esta pessoa, por sua vez, dir que ns somos os culpados, porm realmente a culpa est nas impresses que ns temos acerca das pessoas. Muitas vezes pensamos que uma pessoa perversa quando, no fundo, uma mansa ovelha. imprescindvel que aprendamos a transformar todas as impresses que temos sobre a vida. Aprender a receber com agrado as manifestaes desagradveis dos nossos semelhantes. Falando cientificamente sobre as impresses e o modo de transform-las, diremos o seguinte: as impresses que chegam at ns correspondem ao Hidrognio 48 (H48), que o Hidrognio que governa o corpo fsico. Assim, cada impresso corresponde ao H48, para ser transformada em H24, que corresponde ao Corpo Astral, e muito mais tarde em H12, que corresponde ao

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    Mental, e ainda em H6, que corresponde ao Causal ou Manas Superior.

    claro que a transformao do H48 em 24, ou o H12 em 6, ou o H6 em 3, s possvel mediante um agente secreto, refiro-me de forma enftica, ao Hidrognio sexual Si-12. claro que se formos castos, se cada um aprender a transformar o Esperma Sagrado em Energia Criadora, a transformao do H48 em 24, em 12 e em 6, torna-se possvel.

    Se transformamos o H48, que corresponde s impresses, em H24, 12 e 6, o nosso corpo ir nutrir-se de Hidrognios superiores e, em consequncia, adquirir um maior estado de refinamento espiritual, tornar-se- num corpo mais apto para a Alma, muito diferente ao dos nossos semelhantes, mais receptivo, mais psquico.

    Por outro lado, ao produzir o Primeiro Choque Consciente, o H48 transforma-se em Re-48, passando logo ao Mi-24, para preencher o vazio deixado pela Natureza e cumprindo-se desta maneira um alto processo, podendo criar assim uma maior quantidade de H24, o qual alimenta, como dissemos anteriormente, o Corpo Astral. Logo, com o Segundo Choque Consciente, este H24 viria a transformar-se em H12, e este por sua vez, por meio do agente secreto, vem a transformar-se em H6, e posteriormente em H3.

    Quanto aos alimentos que entram no corpo fsico, diremos que recebem o choque do ar vital, que se transforma em carbono ao fazer contacto com os alimentos e este choque produz o processo de transformao.

    O mesmo sucede com o ar vital, que se transforma em oxignio para purificar o sangue e de seguida em carbono, para ser expulsado. Porm isto no sucede com as impresses, estas ao

  • Curso de Gnose por correspondncia I.G.A.

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    entrarem em ns no sofrem a menor transformao. Se no utilizarmos o Primeiro e Segundo Choque Consciente, elas entram em ns em Do-48, passam a Re-48, Mi-48, Fa-48, etc. e ali permanecem.

    O Segundo Choque Consciente corresponde transformao das impresses cristalizadas em ns, porm para isso torna-se necessrio primeiro realizar e compreender o Primeiro Choque Consciente, tendo em conta que com este no se terminou o trabalho, pois simplesmente se est a criar a memria do trabalho e o rgo transformador das impresses, o qual corresponde ao desenvolvimento da faculdade da observao.

    A vida so as nossas impresses, e estas podem ser transformadas. Assim, necessitamos aprender a transformar melhor as impresses. Porm no possvel transformar coisa alguma em ns se prosseguimos apegados ao mundo dos cinco sentidos.

    Mediante a compreenso podemos aceitar a vida como um trabalho; ento realmente estaremos num estado constante de recordao de ns mesmos. Este estado de Conscincia em si mesmo levar-nos- terrvel realidade da transformao das impresses.