6º. ano – 1º. volume Geografia - Educacional ... · PDF filePaisagens...

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  • Livro do Professor

    6. ano 1. volume

    Geografia

  • Editora Positivo Ltda., 2011

    W775 Winkler, Julio Cezar.Geografia : 6. ano / Julio Cezar Winkler ; ilustraes Divo,

    Jack Art, Lima. Curitiba : Positivo, 2011.v. 1 : il.

    Sistema Positivo de Ensino.6. ano Regime 9 anos.ISBN 978-85-385-5443-1 (Livro do aluno)ISBN 978-85-385-5444-8 (Livro do professor)

    1. Geografia. 2. Ensino fundamental Currculos. I. Divo. II. Jack Art. III. Lima. IV. Ttulo.

    CDU 372.8

    Diretor-Superintendente:Diretor-Geral:

    Diretor Editorial:Gerente Editorial:

    Gerente de Arte e Iconografia:Autoria:

    Edio de Contedo:Edio:

    Analista de Arte:Pesquisa Iconogrfica:

    Crdito das imagens de abertura:

    Edio de Arte:Cartografia:

    Ilustrao:Projeto Grfico:

    Editorao:Produo:

    Impresso e acabamento:

    Contato:

    Ruben FormighieriEmerson Walter dos SantosJoseph Razouk JuniorMaria Elenice Costa DantasCludio Espsito GodoyJulio Cezar WinklerLuiza Anglica GuerinoKathia Danielle Gavinho Paris e Luciana SchuartzBianca Propst e Joice Cristina da CruzEmanoela do Nascimento Nasa, Shutterstock/flydragon, Shutterstock/testing, CreativeCommuns/Reprter do futuro/ Bruno Huberman, Creative Communs/Tiago BrandoAngela Giseli de SouzaLuciano Daniel Tulio e Talita Kathy BoraDivo, Jack Art e LimaO2 ComunicaoRegiane RosaEditora Positivo Ltda.Rua Major Heitor Guimares, 17480440-120 Curitiba PRTel.: (0xx41) 3312-3500 Fax: (0xx41) 3312-3599Grfica Posigraf S. A.Rua Senador Accioly Filho, 50081310-000 Curitiba PRFax: (0xx41) 3212-5452E-mail: [email protected]@positivo.com.br

    Todos os direitos reservados Editora Positivo Ltda.

    Se preferir, utilize o endereo http://www.saibamais.com.br e digite o cdigo no local indicado.

    Neste livro, voc encontra cones com cdigos de acesso aos contedos digitais. Veja o exemplo:

    Acesse o portal e digite o cdigo na Pesquisa Escolar.

    @[email protected]

    @

    Dados Internacionais para Catalogao na Publicao (CIP)(Maria Teresa A. Gonzati / CRB 9-1584 / Curitiba, PR, Brasil)

  • 3

    6. ano 1. volume

    Livro do ProfessorGeografia

    A Geografia e suas bases estruturantesO desenvolvimento da cincia geogrfica sempre esteve conectado Geografia escolar. Na institucionalizao

    da Geografia, quando esta assume ctedras em diversas universidades, como ocorreu na Alemanha do final do sculo XIX, o papel da disciplina escolar foi fundamental, pois a criao dos cursos universitrios objetivava formar professores para que estes atuassem na educao bsica. A inteno era forjar uma identidade nacional em torno da cultura e do territrio, o qual necessitava ser conhecido por todos os cidados.

    No Brasil, a criao do primeiro curso de Geografia se deu na dcada de 30 do sculo passado. Este ocupava cadeira nas Faculdades de Filosofia, Cincias e Letras da Universidade de So Paulo. Posteriormente, o mesmo ocorreu na Universidade do Brasil (atual Universidade Federal do Rio de Janeiro). Entre os principais objetivos da criao das ctedras de Geografia no pas tambm figurou a necessidade de capacitar o corpo docente que iria trabalhar na educao bsica.

    Esses fatos acabam esquecidos ou parcialmente abordados na histria do pensamento geogrfico ensinada nos cursos de Geografia. Contudo, importante ressaltar que o ensino dessa disciplina na educao bsica um dos principais responsveis pela consolidao da Geografia em mbito acadmico, especialmente no Brasil. Alm desses aspectos, a relao entre o fazer escolar da Geografia e a pesquisa geogrfica na universidade, e vice-versa, possui pontos de convergncia, afinal as pesquisas e novas descobertas amparam o trabalho desenvolvido em sala de aula, assim como as demandas originadas na educao bsica de Geografia podem acenar para novos problemas que necessitam de investigao acadmica. Um dos elementos em que nitidamente se fazem notar as interconexes entre a universidade e a escola se refere aos paradigmas tericos dominantes no fazer geogrfico.

    Embora descompassado, em muitos momentos, o ensino geogrfico escolar acabou por tentar seguir os passos da Geografia praticada na universidade no que se refere aos paradigmas praticados. Isso significa dizer que os mtodos empregados para estudar e produzir Geografia na universidade exercia forte influncia na disciplina escolar, especialmente quando consideramos, por exemplo, a corrente da Geografia tradicional. No podemos esquecer que esse paradigma tem acompanhado o fazer geogrfico escolar desde sempre, apesar de existir certo preconceito por parte da comunidade geogrfica, em especial de um grupo de professores, quando ouvem o termo Geografia tradicional. Porm, necessrio ressaltar que alguns mtodos da Geografia tradicional so importantes e atuais at hoje, pois como pensar determinado lugar sem antes localiz-lo e descrev-lo para depois compreend-lo? Como desconsiderar a memorizao no processo de construo de conhecimento? Portanto, como seria possvel desconsiderar a contribuio dessa perspectiva de Geografia?

    No entanto, diferentemente do papel que teve e tem a Geografia tradicional na escola, algumas de suas ver-tentes tiveram pouca efetividade no ambiente escolar, especialmente do ponto de vista prtico. Por influncia do paradigma dominante na Geografia brasileira a partir do final dos anos de 1970, Kaercher (2007) aponta que, em seus discursos, vrios professores se dizem crticos ou adeptos de uma Geografia crtica, mas isso se converte apenas num discurso vazio. Algo que esse autor chama de Geografia pastel de vento. Ou seja, bela e vistosa por fora, mas esvaziada de contedo e aes prticas no ambiente escolar. Assim, defende que esse paradigma ainda precisa ser mais bem apropriado pela comunidade geogrfica escolar. Contudo, no se questiona a importncia de ampararmos as anlises geogrficas por meio de uma interpretao histrica e dialtica.

    Tambm importa destacar que no bojo das mudanas na Geografia, a qual inevitavelmente continua sendo influenciada pelas mudanas na sociedade, tambm tomaram assento nas discusses e abordagens geogrficas

    Concepo de ensino

  • 4 Livro do Professor

    perspectivas, como a socioambiental e a humanista/cultural. Tendo como um dos pontos de partida a compreenso e a anlise do espao vivido, essas concepes possibilitam colocar o ser humano como protagonista no processo das transformaes do espao geogrfico. De sujeito passivo, o indivduo assume sua responsabilidade em processos ligados preservao, conservao e/ou degradao ambiental; reconhece seu papel nos contextos social, cultural e poltico, assim como tem reconhecidas e valorizadas suas impresses, valores e concepes de mundo acumuladas pelas vivncias e experincias no espao geogrfico. Trata-se, portanto, de uma perspectiva geogrfica que amplia as possibilidades de contextualizarmos os contedos dessa disciplina vida do estudante, colaborando com a construo do conhecimento geogrfico escolar ancorado na realidade vivida.

    O breve cenrio aqui descrito sinaliza para a concepo que perpassa a construo desta obra, mas, tambm, aponta para uma importante e necessria reflexo destinada a ns professores: a Geografia na educao bsica cabe em qual perspectiva terica? Ou talvez a pergunta devesse ser: Qual paradigma geogrfico cabe na Geografia escolar?

    Considerando que a sala de aula extremamente heterognea e que a Geografia nela praticada varia conforme seus contextos muito particulares, concordamos que no seja possvel pensar num nico paradigma no que se refere ao seu ensino. Isso no significa que devemos abdicar de nossas posies e/ou filiaes terico-metodolgicas. Ademais, em-bora sempre tenha existido determinado paradigma dominante na histria da Geografia, outras abordagens geogrficas sempre coexistiram em paralelo, especialmente na sala de aula, muitas vezes como um movimento de resistncia a um paradigma dominante.

    Portanto, amparados pelas ideias do professor Paulo Cesar da Costa Gomes, defendemos que Geografia uma forma de formular perguntas ao espao geogrfico. As perguntas e, tambm, as respostas formuladas sero mais ou menos integradoras, dependendo da abordagem escolhida, pois cada abordagem contm os mtodos que as qualificam. Mtodos e abordagens utilizados em Geografia Fsica podem no se aplicar ao estudo de Geografia Humana e vice-versa. Ou seja, se a pergunta sobre a morfologia do relevo brasileiro, as anlises certamente no sero orientadas com base em pressupostos da Geografia Crtica. Por outro lado, se associamos a morfologia do relevo aos processos de ocupao do solo para a prtica da agricultura mecanizada no territrio brasileiro, teremos um suporte muito interessante por meio de uma anlise pautada numa Geografia Crtica. Logo, a perspectiva que agrega valor a essa proposta didtica no prega a clssica dicotomizao fsico/humana na Geografia, pois o objeto de estudo de nossa cincia, o espao geogrfico, integra essas dimenses espaciais.

    Suertegaray (2004) nos ajuda a pensar nessa propos-ta, pois entende que o espao geogrfico o que define como uno mltiplo. Para exemplificar sua concepo, a autora se vale de uma metfora, utilizando um disco de Newton (Disco das cores), conforme a figura ao lado. Em cada uma das cores, poderia ser inserido o que a autora denomina conceito operacional aqui interpretado como conceitos estruturantes do ensino de Geografia. Mas que tambm podem ser admitidos como categorias de anlise geogrfica.

    Para ilustrar essa proposta, a dinamicidade do espao pode ser representada pelo movimento, que, no exemplo, expressa-se no giro do crculo. Esse giro representa a ideia de um todo, pois as cores iro se fundir, formando uma nica cor, mas, tambm, mltiplo, na medida em que se permite compreender com base em suas especificidades.

    Para a autora:

    Esta representao elaborada no sentido de expressar a concepo de que: o espao g