7348066 Walace Monteiro Personal Training Fisiologia Do Exercicio Musculacao

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  • http://www.thegenius.us

  • PPEERRSSOONNAALL

    TTRRAAIINNIINNGGWallace Monteiro

    Manual para

    Avaliao e Prescrio de

    Condicionamento Fsico

    4a edio

  • Direitos exclusivos para a lngua portuguesa

    copyright 1998 by EDITORA SPRINT LTDA.

    Rua Guafiara, 45 - Tijuca

    CEP- 20551-180 - Rio de Janeiro - RJ

    Telefax.: OXX-21-2264-8030 / OXX-21-2567-0285 / OXX-21-2284-9380

    ____________________________________________________________________

    Reservados todos os direitos.

    Proibida a duplicao ou reproduo desta obra, ou de suas partes, sob quaisquer

    formas ou por quaisquer meios (eletrnico, mecnico, gravao, fotocpia ou outros)

    sem o consentimento expresso, por escrito, da Editora.

    ____________________________________________________________________

    Capa: Joo Renato Teixeira

    Editorao: Riotexto

    CIP-Brasil. Catalogao na fonte.

    Sindicato Nacional dos Editores de Livros, RJ.

    MONTEIRO, Walace D.

    Personal training Manual para avaliao e prescrio de

    condicionamento fsico / Walace D. Monteiro

    - Rio de Janeiro: 4a edio Sprint, 2004

    inclui bibliografia

    ISBN 85-7332-064-8

    1. Educao Fsica 2. Aptido fsica

    3. Condicionamento fsico 4. Avaliao funcional

    I. Ttulo

    Depsito Legal na Biblioteca Nacional, conforme

    Decreto n 1.825 de 20 de dezembro de 1967.

    Impresso no Brasil

    Printed in Brazil

  • DDeeddiiccaattrriiaa ________________________

    Este livro dedicado a todos os professores de Educao Fsica

    que procuram aprimorar seus conhecimentos, desempenhando a

    profisso com competncia, tica e responsabilidade.

  • AAggrraaddeecciimmeennttooss _____________________

    Algumas pessoas sero sempre merecedoras de agradecimentos.

    Seja pelo incentivo, apoio ou crticas nos momentos importantes da

    nossa vida. Contudo, alguns amigos merecem ser especialmente

    lembrados devido sua contribuio mais direta na confeco deste

    material.

    Em primeiro lugar, gostaria de agradecer ao meu grande amigo

    Vitor Lira, pelo incentivo e incondicional apoio em todas as etapas de

    redao deste livro.

    Aos amigos Marcos Santos e Paulo Farinatti, pelas relevantes

    crticas a este texto e pela constante disponibilidade para ajudar-me,

    sempre que requisitados.

    A Julia Hermeto e Guilherme Martins, o meu muito obrigado,

    pela pacincia e dedicao com que posaram para as fotos.

    A amiga Stella Torreo, pela valorizao do meu trabalho e pela

    oportunidade de retomar minhas atividades em academia, fato que me

    incentivou a escrever este livro.

    Aos amigos Paulo Sotter, Paulo Roberto Amorim, Marco Antnio

    Barreto e Sidney Silva, companheiros do Laboratrio de Fisiologia do

    Exerccio, pelo incentivo e pelas alegrias na convivncia diria.

  • SSoobbrree oo AAuuttoorr _______________________

    Walace Monteiro professor de Educao Fsica, especialista em

    Treinamento Desportivo e mestre em Educao Fsica pela Universidade

    Gama Filho. professor-convidado dos cursos de Ps-graduao Latu-

    Sensu das Universidades Gama Filho e Castelo Branco, onde atua na

    formao de professores de Educao Fsica e fisioterapeutas. Tambm

    integra o corpo docente do curso de Especializao em Medicina do

    Exerccio e do Esporte da Universidade Estcio de S.

    Atualmente, exerce a funo de coordenador do Laboratrio de

    Fisiologia do Exerccio do Ncleo do Instituto de Cincias da Atividade

    Fsica da Aeronutica. Aps alguns anos afastado do trabalho em

    academias, retomou suas atividades na rea, coordenando os setores de

    avaliao funcional e musculao da academia Stella Torreo Hydro

    Center.

    Sua presena constante em cursos de avaliao funcional e de

    prescrio de exerccios para atletas e no-atletas, alm da atuao

    como consultor para vrios personal trainers, foi motivo e inspirao

    para a elaborao deste manual.

  • Sumrio __________________________

    Prefcio ............................................................................... 13

    Introduo........................................................................... 15

    1 Aspectos Preliminares Prtica de Atividade Fsica.. 19

    Avaliao Clnica ................................................................19

    Avaliao da Prontido para a Prtica de Atividade

    fsica - Questionrio PAR-Q ................................................22

    2 Avaliao da Aptido Fsica ............................................27

    Anamnese ..........................................................................29

    Avaliao das Caractersticas Morfolgicas.........................33

    Avaliao da Flexibilidade...................................................62

    Avaliao da Aptido Cardiorrespiratria............................87

    Avaliao da Resistncia Muscular .................................... 100

    3 Treinamento de Fora ......................................................109

    Princpios Bsicos e Conceitos Introdutrios ...................... 109

    Treinamento da Fora Esttica...........................................122

    Treinamento da Fora Dinmica......................................... 126

    Trabalho de Fora Aplicado a Crianas...............................135

    Trabalho de Fora Aplicado a Idosos ..................................139

    Principais Exerccios que Devem Constar no

    Repertrio do Treinamento de Fora...................................142

    Mecanismos da Dor Tardia Aps os Exerccios ...................151

    4 Treinamento Aerbio......................................................... 155

    Aspectos Introdutrios .......................................................155

    Aspectos Metodolgicos do Treinamento Aerbio ................ 158

    Treinamento Contnuo........................................................169

  • Treinamento Intervalado .......................................... 173

    Exerccio Fsico Direcionado Perda Ponderal .........177

    Exerccios Aerbios e Sistema Imunolgico ..............182

    5 Treinamento de Flexibilidade .......................................... 187

    Conceitos Bsicos e Aspectos Introdutrios........................187

    Fatores Limitantes da Flexibilidade. ...................................188

    Fatores Intervenientes na Flexibilidade............................... 190

    Mecanismos Proprioceptivos e sua Importncia

    no Trabalho de Flexibilidade............................................... 194

    Aspectos Metodolgicos do Treinamento

    de Flexibilidade. .................................................................197

    Principais Mtodos para o Treinamento

    de Flexibilidade .................................................................. 200

    Exerccios para o Trabalho da Flexibilidade........................205

    Apndice 1

    Medidas antropomtricas mais utilizadas na avaliao da

    morfologia corporal em no-atletas .............................................. 213

    Apndice 2

    A Informtica como instrumento de auxlio no trabalho do

    personal trainer................................................................................ 223

    Apndice 3

    Descrio dos movimentos do flexiteste .......................................239

    Referncias Bibliogrficas ................................................ 249

  • PPrreeffcciioo _____________________________

    O tempo voa. Nem parece que j fazem mais de 15 anos, quando

    um jovem e animado aluno no me deixava acabar as aulas de

    Biometria e Fisiologia do Exerccio na Escola de Educao Fsica de

    Volta Redonda, sem ter sempre uma ou duas perguntas adicionais. Este

    interesse e curiosidade diferenciadas foram sempre acompanhadas de

    excelente rendimento acadmico e de uma enorme vontade de crescer e

    se desenvolver, no no sentido fsico mas sim na esfera cognitiva.

    Monitor em uma primeira fase, estagirio no Programa de

    Reabilitao Cardaca do Hospital Clementino Fraga Filho na UFRJ em

    outra, era sempre o mesmo irrequieto e motivado indivduo. Diligente,

    organizado e responsvel, dominava a tcnica do flexisteste e foi um dos

    colaboradores no processo de determinao da fidedignidade inter-

    observadores ao avaliar mais de 1200 fotos de crianas sendo

    submetidas medida e avaliao da flexibilidade.

    Alou vo prprio, ingressou, cursou e concluiu o seu mestrado

    em Educao Fsica na Universidade Gama Filho e ao mesmo tempo, se

    aprofundou nas reas de cineantropometria e avaliao funcional.

    Enquanto continuava na batalha da vida profissional, teve a

    oportunidade de engajar na atividade do Instituto de Cincias da

    Atividade Fsica da Aeronutica, inicialmente como colaborador e

    pesquisador e mais recentemente como coordenador do Laboratrio de

    Fisiologia do Exerccio, onde vem realizando uma srie de atividades

    profcuas.

  • Possuidor de uma base slida, no foi difcil para ele,

    apaixonado pela leitura cientfica regular, de escrita fcil e um excelente

    usurio avanado da informtica, aproveitar um perodo de algumas

    semanas de repouso relativo provocado por uma cirurgia eletiva, para

    escrever mais um livro.

    Em uma abordagem ao mesmo tempo concisa, abrangente e

    muito bem organizada, ele discute a avaliao e a prescrio de

    exerccios ao alcance do personal trainer. Apresenta e traz solues,

    algumas clssicas e outras bastante originais, que certamente

    representaro um avano e uma contribuio para a atividade

    profissional de um personal trainer srio.

    Um dos prazeres da docncia poder avaliar o impacto favorvel

    de sua ao sobre o discente. Ter estimulado e de certo modo

    influenciado a formao e trajetria de Walace Monteiro motivo para

    mim de orgulho e satisfao, mais ainda por ter a certeza de que muitos

    outros frutos ainda viro desta rvore.

    Ao leitor, desejo que curta a possibilidade de ampliar os seus

    conhecimentos, de ver a primeira verso integral (correta) do flexiteste e

    seus mapas publicada em um livro brasileiro e de se beneficiar com a

    farta bibliografia oferecida ao final.

    Dr. Cludio Gil Soares de Arajo

  • IInnttrroodduuoo __________________________

    Devido constante evoluo da mecanizao, os estilos de vida

    sedentria tornam-se cada vez mais prevalentes. As evidncias

    demonstram que a atividade fsica regular, se realizada de forma

    adequada, pode proteger os praticantes contra o desenvolvimento e a

    progresso de diversos tipos de doenas crnicas. Todavia, preciso

    reconhecer que os indivduos, ao iniciarem um programa de

    condicionamento fsico, necessitam de cuidados para que a prtica

    sistemtica das atividades possam realmente trazer benefcios sua

    sade. Nesse sentido, Pollock & Wilmore (1993) destacam que

    necessrio compreender claramente as necessidades pessoais, a

    histria e as condies clnicas e fisiolgicas atuais para prescrever

    atividades fsicas de forma adequada e segura. As pessoas podem variar

    muito suas condies de sade, condicionamento fsico, estrutura

    fsica, idade, aspectos motivacionais e necessidades.

    Conseqentemente, recomenda-se uma abordagem individual na

    elaborao dos programas de treinamento que tenham como objetivo

    principal a promoo da sade.

    Os componentes da aptido fsica que devem constar em

    qualquer programa regular de condicionamento fsico voltado para a

    promoo da sade so: fora/resistncia muscular, flexibilidade e

    aptido cardiorrespiratria. Existe uma forte base na literatura que

    apia esses componentes como os mais importantes no processo de

    aquisio e manuteno da sade orgnica, levando tambm melhoria

    de vrios aspectos da sade psicolgica e social. Mas estruturar e

    monitorar um programa de exerccios pode ser um tanto quanto

  • complexo, principalmente em funo da variabilidade de

    caractersticas exibidas pelos praticantes.

    Por isso, o profissional envolvido na arquitetura do treinamento

    deve estar preparado para modificar suas prescries, de acordo com as

    respostas e adaptaes observadas. Ainda, deve-se reconhecer que os

    resultados desejveis podem ser atingidos com atividades que variem

    consideravelmente quanto ao tipo, freqncia semanal, durao,

    intensidade do esforo e ritmo de progresso. Atividades elaboradas de

    forma rgida e matemtica podem ser inadequadas e desmotivantes,

    levando os praticantes evaso dos programas de exerccios.

    Uma adequada prescrio de atividade fsica deve ser embasada

    cientificamente. Entretanto, programas de sucessso aplicam os

    princpios cientficos de forma flexvel. Logo, o conhecimento terico

    deve ser pesado e analisado com bom senso na hora de colocarmos em

    prtica seus fundamentos. A prescrio dos programas de

    condicionamento fsico tanto uma arte quanto uma cincia, onde a

    teoria deve aliar-se prtica, complementando-a e interando-a para a

    obteno de um mesmo objetivo.

    Recentemente, o aumento da demanda no mercado de trabalho

    ampliou as possibilidades para a atuao personalizada do professor de

    Educao Fsica. Embora a prtica de aulas personalizadas j ocorra h

    muitos anos, atualmente, um maior nmero de indivduos tem

    procurado os servios de um especialista em prescrio individualizada

    de condicionamento fsico. O que antes era traduzido por aulas

    particulares, convencionou-se chamar de treinamento personalizado ou

    Personal Training. Reconhecemos que, embora muitos preguem esta

    forma de trabalho como algo inovador, ela j se faz presente na atuao

    de muitos profissionais, h muitos anos. Mudou-se a roupagem do

    nome, aprimoraram-se alguns aspectos inerentes metodologia do

    treinamento, acrescentando-se tambm estratgias de marketing como

  • forma de vender o trabalho do profissional. Ao nosso ver, nada

    h de errado nisso, desde que o trabalho prestado seja pautado dentro

    de uma metodologia correta, respaldada cientificamente.

    Dessa forma, o presente livro tem como propsito abordar os

    principais aspectos fisiolgicos e metodolgicos da avaliao e

    prescrio de exerccios direcionados ao trabalho dos treinadores

    personalizados, principalmente daqueles que iniciam a sua atuao

    nesta rea.

    Procuramos, com base na nossa experincia, dar ao texto um

    enfoque prtico e aplicado, fundamentado em bases cientficas para

    atender s peculiaridades que envolvem o trabalho do treinador

    personalizado. Embora reconheamos que muito ainda tenha que ser

    adicionado a este contedo, acreditamos que a forma pela qual o texto

    foi organizado pode contribuir para a prxis dos professores de

    Educao Fsica que atuam nesta rea.

  • CCaappttuulloo11

    Aspectos Preliminares

    Prtica de Atividade Fsica

    Antes de iniciar qualquer programa regular de exerccios,

    algumas condutas devem ser tomadas de modo a oferecer maior

    segurana e controle na aplicao dos treinamentos. A tabela 1

    apresenta algumas sugestes preliminares que podem ser adotadas

    nesse sentido.

    Avaliao Clnica

    A avaliao clnica constitui um passo muito importante na

    elaborao dos programas de atividade fsica. Em funo dela, podem

    ser obtidas diversas informaes acerca do estado de sade do avaliado,

    bem como dos possveis riscos de desenvolvimento de doenas. Isso

    confere maior segurana ao profissional responsvel pela elaborao e

    acompanhamento dos programas de exerccios.

    De acordo com Wilmore & Costill (1994), o exame clnico pode

    trazer os seguintes benefcios para os candidatos a um programa

    regular de atividades fsicas: a) identificar as pessoas que apresentam

    maiores riscos e que devem se exercitar mediante superviso mdica; b)

    as informaes obtidas na avaliao clnica podem ser usadas na

  • prescrio do exerccio; c) os valores obtidos em certas variveis

    clnicas podem ser utilizadas para motivar os praticantes a aderirem

    aos programas de exerccios; d) uma avaliao clnica global,

    particularmente para as pessoas saudveis, pode fornecer parmetros

    com os quais modificaes subseqentes no estado de sade podero

    ser comparadas.

    Tabela 1

    Sugestes Preliminares para Prescrio

    dos Programas de Condicionamento Fsico

    1 - Avaliao Clnica Histria Clnica

    Exame Fsico

    Exames Complementares

    (direcionados pelo mdico)

    2 - Avaliao Anamnese voltada para a prtica de

    da aptido Fsica exerccios

    Avaliao das Caractersticas

    Morfolgicas

    Avaliao das Caractersticas

    Neuromusculares

    Avaliao das Caractersticas

    Metablicas

    3 - Estabelecer objetivos a curto, mdio e longo prazo.

    4 - Esclarecer ao avaliado os procedimentos envolvidos na prescrio

    das atividades.

    A avaliao clnica realizada por um mdico, se possvel com

    formao em Medicina do Esporte. Caso isto no seja vivel,

    importante que o mdico envolvido na avaliao possua conhecimentos

    de cardiologia e ortopedia.

    Um exame clnico consta, basicamente, de duas partes. Na

    primeira conduzida uma anamnese, tambm chamada de histria

  • clnica, e na segunda, um exame fsico. Segundo o ACSM (1991)

    os aspectos a serem investigados nas duas partes que constituem o

    exame clnico incluem os seguintes procedimentos:

    Anamnese

    Nesta etapa, os indivduos deve ser questionados sobre sua

    histria pregressa ou presente quanto aos seguintes sinais, sintomas ou

    doenas: infarto do miocrdio, angioplastia coronariana ou cirurgia

    cardaca; desconforto torcico, principalmente com o exerccio; tontura

    e desmaios durante o exerccio; dispnia no exerccio; palpitaes ou

    taquicardia; sopros cardacos, cliques ou achados cardacos pouco

    habituais; presso arterial elevada; acidente vascular enceflico; edema

    maleolar; doena arterial perifrica ou claudicao; flebite, embolia;

    doenas pulmonares, incluindo asma, enfisema e bronquite;

    anormalidades no perfil lipdico; diabetes; anemia; problemas

    emocionais; doena importante, hospitalizao ou procedimento

    cirrgico recentes; medicamentos em uso; alergia a drogas; problemas

    ortopdicos; artrite; histria familiar de doena coronariana, morte

    sbita, anormalidades no perfil lipdico; hbitos como ingesto de

    cafena, ingesto de lcool, tabagismo, problemas alimentares; histria

    de exerccios, incluindo-se o tipo de exerccio, a durao, a freqncia

    semanal e a intensidade.

    Exame Fsico

    Nesta etapa, dever ser realizado um exame sumrio

    abrangendo aspectos cardiovasculares, pulmonares e ortopdicos,

    incluindo-se a os seguintes tpicos: freqncia e regularidade de pulso;

    presso arterial deitado, sentado e de p; ausculta pulmonar com

    ateno especial para a uniformidade dos sons respiratrios em todas

    as reas (ausncia de

  • estertores, roncos e sibilos); palpao do impulso cardaco

    apical; ausculta cardaca com ateno especial para os sopros, galopes,

    cliques e atritos; palpao e ausculta das artrias cartidas, abdominais

    e femorais; palpao e inspeo dos membros inferiores para verificao

    da presena de edema e de pulsos arteriais; ausncia ou presena de

    xantomas ou xantelasmas; problemas ortopdicos.

    Para grande parte dos candidatos a um programa regular de

    exerccios, o exame clnico suficiente para realizar uma triagem do

    estado de sade. Todavia, em funo dos dados evidenciados na

    avaliao clnica, podero ser solicitados alguns exames

    complementares que, em geral, enquadram-se em quatro categorias

    bsicas: exames de bioqumica sangnea; exames de imagem, prova

    espiromtrica e teste de esforo.

    Os exames complementatres podem ser muito importantes,

    atuando de forma preventiva e/ou confirmando diagnsticos,

    aumentando desta forma a sensibilidade na deteco dos praticantes

    com maiores riscos.

    Avaliao da Prontido para a Prtica de Atividade

    Fsica - Questionrio PAR-Q

    Est bem reportado na literatura que o exerccio fsico tem se

    mostrado um excelente coadjuvante na preveno e no tratamento de

    doenas, assim como fator de promoo da sade em seu sentido mais

    amplo (ACSM, 1991; PAFFEM-BARGER et al, 1993; THOMPSON, 1994;

    WHO/FIMS, 1995; PATE et al. 1995; VIRU & SMIRNOVA, 1995; BLAIR

    et al, 1996; FLETCHER, 1997).

    Para os indivduos que possuem o hbito de se exercitar

    regularmente, o incio de um programa de atividades fsicas deve

    cercar-se de cuidados. Exerccios cujas intensidade no seja condizente

    com as condies do praticante podem vir a se

  • constituir em risco para a sua integridade (VAN MECHELEN,

    1992; NIEMAN, 1994; BLAIR et al., 1996; WAYNE et al, 1996; BRINES

    et al., 1997). Dessa forma, os riscos inerentes ao exerccio devem ser

    sopesados quando de sua prescrio, seja formal ou informalmente.

    Este problema foi e vem sendo alvo de preocupaes por parte

    da comunidade cientfica que lida com a prescrio das atividades

    fsicas para a populao em geral. comum encontrarmos como

    aconselhamento (principalmente a partir dos trinta e cinco anos) a

    qualquer pessoa que queira comear a se exercitar, a necessidade de se

    consultar com profissionais de medicina, de forma a precaver-se de

    acidentes que possam advir do exerccio (ACSM, 1991).

    Como descrito anteriormente, a consulta a um mdico inclui um

    exame clnico e, se necessrio, exames complementa res. Porm, a

    obrigatoriedade de consultas mdicas prvias (como teramos em

    situao ideal), antes do engajamento em programas de atividades

    fsicas, poderia afastar grandes parcelas da populao deste hbito.

    Alm disso, francamente inexeqvel a pretenso de levar-se a bom

    termo tais consultas, quando lidamos com grandes escalas

    populacionais.

    Em muitas situaes, no possvel o praticante realizar um

    exame clnico antes de iniciar um programa regular de exerccio:.

    Nesses casos, o professor de educao fsica pode lanar mo de um

    instrumento que seja capaz de fornecer dados sobre o estado de sade

    do avaliado, bem como dos possveis riscos que um programa de

    exerccios pode representar.

    Visando identificar, de forma inicial, os indivduos para os quais

    uma avaliao mdica seria realmente aconselhvel, e aqueles que

    poderiam prescindir desta avaliao antes de iniciarem um programa de

    exerccios, foi desenvolvido e validado pelo British Columbia Ministry of

    Health (Canad)

  • (BAILEY et al, 1976), um questionrio bastante simples e auto-

    administrvel, composto de sete perguntas de mltipla escolha. Atravs

    deste instrumento, possvel destacar de uma populao aqueles que

    necessitariam de uma avaliao mdica preliminar ou

    acompanhamento mdico durante programas de atividade fsica, bem

    como aqueles que poderiam inici-los sem tal acompanhamento, com

    razovel margem de segurana. O questionrio foi denominado

    "Questionrio de Prontido para a Atividade Fsica" (Physical Activity

    Readiness Questionnarie) ou "PAR-Q" (tabela 2).

    O PAR-Q possui uma sensibilidade de 100% para deteco de

    contra- indicaes mdicas ao exerccio e uma especificidade de 80%

    (SHEPHARD et al, 1981; SHEPHARD, 1988; ACSM, 1991). No Canad, o

    PAR-Q tem sido recomendado como padro mnimo de triagem pr-

    ativi-dade antes do incio de programas de atividade fsica leve a

    moderada (FITNESS SAFETY STANDARDS COMMITTEE, 1990). Nas

    ltimas duas dcadas, o PAR-Q foi administrado com sucesso em

    diversos pases, e mais de um milho de pessoas foram submetidas a

    atividades fsicas aps triagem feita pelo questionrio, sem nenhum

    problema cardiovascular srio relatado (SHEPHARD, 1988; 1994). No

    Brasil, alguns estudos de validao deste questionrio tambm foram

    conduzidos mostrando resultados satisfattios (KAWAZOE et al., 1993;

    FARINATTI & MONTEIRO, 1996; MONTEIRO et al, 1997a).

    Em 1992, o PAR-Q sofreu modificaes visando melhorar a sua

    validade. Aps a realizao de estudos comparativos entre o

    questionrio original e o revisado, o PAR-Q revisado passou a ser

    adotado como um screening para avaliao de candidatos prtica

    regular de atividades fsicas, visto sua maior sensibilidade e

    especificidade (THOMAS et al, 1992; CARDINAL & CARDINAL, 1995;

    CARDINAL et al', 1996).

  • Pode-se dizer que o questionrio PAR-Q avalia trs principais

    parmetros, a saber: a) cardiovascular (perguntas 1, 2, 3, e 6); b) steo-

    mio-articular (pergunta 5) e c) outros problemas, onde geralmente esto

    inseridos os problemas de ordem metablica e/ou pulmonares

    (perguntas 4 e 7).

    A avaliao das respostas ao questionrio realizada da

    seguinte forma:

    a) PAR-Q Positivo: uma ou mais respostas positivas. Nesse caso,

    o avaliado deve consultar um mdico antes de aderir a um programa

    regular de atividades fsicas.

    b) PAR-Q Negativo: todas as perguntas negativas. O avaliado

    tem uma razovel garantia de apresentar condies adequadas para a

    participao em um programa regular de atividades fsicas.

    O PAR-Q pode se constituir em instrumento til na deteco

    daqueles que realmente necessitam de orientao ou superviso

    mdica, para manterem-se fisicamente ativos, otimizando o

    aproveitamento de pessoal mdico e de instrumental de exame. Por

    constituir-se em um instrumento til, de baixo custo e grande

    aplicabilidade, o questionrio pode e deve ser utilizado pelo treinador

    personalizado, quando no for possvel realizar exames clnicos

    precedendo a prtica de atividade fsica.

  • Tabela 2 - Questionrio PAR-Q

    1 - Alguma vez um mdico lhe disse que voc possui um

    problema do corao e recomendou que s fizesse atividade fsica sob

    superviso mdica?

    ( ) SIM ( ) NO

    2 - Voc sente dor no peito causada pela prtica de atividade

    fsica?

    ( ) SIM ( ) NO

    3 - Voc sentiu dor no peito no ultimo ms?

    ( ) SIM ( ) NO

    4 - Voc tende a perder a conscincia ou cair, como resultado de

    tonteira?

    ( ) SIM ( ) NO

    5 - Voc tem algum problema sseo ou muscular que poderia ser

    agravado com a prtica de atividade fsica?

    ( ) SIM ( ) NO

    6 - Algum mdico j recomendou o uso de medicamentos para a

    sua presso arterial ou condio cardiovascular?

    ( ) SIM ( ) NO

    7 - Voc tem conscincia, atravs da sua prpria experincia ou

    aconselhamento mdico, de alguma outra razo fsica que impea sua

    prtica de atividade fsica sem superviso mdica?

    ( ) SIM ( ) NO

  • CCaappttuulloo 22

    AAvvaalliiaaoo ddaa AAppttiiddoo FFssiiccaa

    O desempenho fsico resultado de uma complexa combinao

    de fatores fisiolgicos, biomecnicos e psicolgicos. A interao do

    material gentico paterno e materno (gentipo), com o ambiente e suas

    influncias (fentipo), desempenha um papel fundamental na prtica do

    exerccio. Respeitando este princpio, a definio das potencialidades e

    deficincias relacionadas aptido fsica se faz necessria, no sentido

    de diagnosticar e orientar o treinamento individualizado (FARI-NATTI &

    MONTEIRO, 1992).

    A avaliao da aptido fsica constitui um importante elemento

    no processo de condicionamento fsico. Segundo Monteiro (1996),

    existem pelo menos cinco grandes objetivos que norteiam este tipo de

    avaliao:

    a) obter parmetros sobre o estado de sade do avaliado;

    b) diagnosticar potencialidades e deficincias referentes s

    valncias fsicas a serem trabalhadas;

    c) orientar o trabalho individualizado;

    d) servir como feedback durante todo o processo de

    treinamento;

  • e) integrar o processo educacional pelo qual o avaliado aprende a

    compreender melhor suas necessidades, levando-o a uma maior

    aplicao nos treinamentos e obteno de melhores resultados.

    A bateria de testes que compe a avaliao da aptido fsica deve

    ser estruturada em funo dos objetivos e necessidades dos praticantes,

    bem como dos recursos materiais e tempo disponvel para a testagem.

    Neste texto, embora de forma simples e resumida, so apresentadas

    algumas tcnicas e protocolos que podem ser utilizados na avaliao da

    aptido fsica.

    O processo de medida e avaliao da aptido fsica pode ser

    dividido em trs etapas. A primeira diz respeito seleo de testes,

    devendo ser conduzida em funo dos objetivos da testagem, dos

    critrios de autenticidade cientfica inerentes aos testes e das

    possibilidades administrativas. Este ltimo item engloba a

    disponibilidade de tempo, bem como os recursos materiais e financeiros

    para a realizao dos testes. A segunda etapa corresponde aplicao

    dos testes. Nesse contexto, destacam-se o treinamento dos avaliadores,

    a determinao da seqncia para aplicao dos testes, o controle e

    registro dos dados e das condies que possam influenciar nos

    resultados. Por fim, a terceira etapa envolve a interpretao dos

    resultados. Para que ela seja processada com sucesso, necessrio que

    o avaliador integre o conhecimento de vrias reas para analisar os

    fenmenos biolgicos que so expressos atravs de variveis numricas.

    Destacamos a a importncia das seguintes reas: anatomia aplicada,

    fisiologia do exerccio, nutrio e metodologia do treinamento fsico.

    Assim como no exame clnico, pode-se permitir um determinado

    grau de flexibilidade nas baterias de testes que avaliam a aptido fsica,

    na dependncia do estado de sade, idade, sexo e nvel de

    condicionamento fsico dos praticantes.

  • Alm, disso, os recursos disponveis e a funcionalidade dos

    testes devem ser levados em conta.

    Entre as diversas metodologias empregadas na avaliao da

    aptido fsica, procuramos citar neste guia aquelas que possuem grande

    aplicabilidade e baixo custo, para serem utilizadas no trabalho do

    treinador personalizado. Para os interessados em um aprofundamento

    envolvendo questes mais especficas sobre o processo de medida e

    avaliao da aptido fsica, literatura complementar pode ser

    consultada (HEYWARD, 1991; 1996; MC DOWGALL et al, 1991;

    ADAMS, 1994; MORROW et al, 1995; SAFRIT &c WOOD, 1995; MAUD

    & FOSTER, 1995; DOCHERTY, 1996; RO-CHEetaL, 1996).

    1 Anamnese

    A palavra anamnese vem do grego e significa recordar. A

    anamnese ocorre na forma de entrevista, representando uma

    importante etapa na coleta de dados. Seu direcionamento deve ser

    voltado para diagnosticar alguns dos principais aspectos que podero

    ajudar a prescrever o programa de atividades fsicas. FARINATTI &

    MONTEIRO (1992) ressaltam que um dos ingredientes mais importantes

    da anamnese o bom relacionamento entre o avaliador e o avaliado.

    Para os autores, a narrativa do avaliado necessita ser atenta e

    especialmente ouvida, e o avaliador deve despertar a confiana do seu

    entrevistado atravs da ateno e interesse pelos dados relatados. O

    avaliador deve ser suficientemente treinado para, frente ansiedade,

    limitao de memria, inibio e aspectos scio-culturais do

    entrevistado, fornecer condies de relato dos dados, atravs de uma

    conduta mais eu menos informal.

    Para conduzir uma anamnese voltadr. para a investigao dos

    aspectos relevantes prtica de atividade fsica, sistematizamos aqui o

    seu desenvolvimento em cinco etapas distintas:

  • 1 - Objetivos do entrevistado: conhecer os objetivos que levaram

    o aluno a procurar o professor constitui o primeiro passo do trabalho do

    treinador personalizado.

    2 - Atividades fsicas: esta parte dedicada investigao do

    passado e presente de atividades fsicas do avaliado, bem como de suas

    atividades preferidas.

    3 - Aspectos gerais da nutrio do aluno: esta parte pode ser

    subdividida em dois tpicos. O avaliador poder investigar quais as

    refeies realizadas pelos alunos, bem como seus principais hbitos

    alimentares. Conhecer as caractersticas alimentares dos alunos

    constitui um passo relevante na elaborao e acompanhamento dos

    programas de atividades fsicas.

    importante destacar que esta etapa da anamnese

    extremamente complexa e difcil de ser realizada por um professor de

    educao fsica. Seu objetivo no substituir o trabalho de um

    especialista em nutrio, mas obter informaes bsicas sobre as

    caractersticas que regem a alimentao do aluno. A partir desses

    dados, o professor poder desenvolver um trabalho educacional,

    orientando seu aluno sobre algumas condutas bsicas sobre

    alimentao ou, se for o caso, encaminh-lo a um profissional da rea

    de nutrio.

    4 - Dados clnicos relevantes prtica de atividade fsica: antes

    de realizar a avaliao da aptido fsica, o avaliado deve passar por um

    exame clnico, de preferncia realizado por um mdico especalista em

    Medicina do Esporte. Em funo dos dados fornecidos pelo mdico, o

    avaliador poder registrar em sua anamnese os seguintes tpicos: a)

    fatores de risco para doenas coronariana; b) medicamentos em uso; c)

    problemas steo-mio-articulares que possam interferir na prtica do

    exerccio; d) quaisquer outras caractersticas descritas pelo mdico que

    se faam necessrias.

  • 5 - Consideraes finais- este tpico pode ser dividido em duas

    partes. Inicialmente, o avaliador poder anotar os dados referentes

    disponibilidade de dias e horrios para a prtica de atividades fsicas.

    Por fim, poder ser incorporado anamnese qualquer relato no-

    abordado anteriormente que seja importante para a elaborao do

    programa de atividades fsicas. Geralmente, o avaliador pergunta ao

    entrevistado se existe algum aspecto no indagado que ele julgue

    relevante relatar.

    A seguir, apresentamos um modelo bsico de anamnese que

    pode ser empregado por um treinador personalizado. Apesar de um

    tanto quanto simplista em alguns aspectos, a proposta pode servir

    como ponto de partida para a organizao de uma triagem adequada

    realidade de cada profissional.

    Modelo de Anamnese Aplicado ao

    Treinamento Personalizado

    Nome:_________________________ Data do Nasc: / /

    Idade:_____anos Sexo: ( ) M ( ) F Profisso:____________

    Estado civil:______________________ Telefone: ____________

    Endereo:______________________________________________

    Objetivos do aluno:______________________________________

    Passado de atividade fsica: ______________________________

    Atividades fsicas atuais: _________________________________

    Esportes e/ou atividades fsicas preferidas:

    Quais as refeies que voc normalmente realiza ao dia?

    ( ) caf ( ) colao ( ) almoo ( ) lanche ( ) jantar ( ) ceia

  • Voc geralmente segue alguma rotina alimentar em suas

    refeies? ( ) Sim ( ) No

    Caso siga, descreva suscintamente de que se alimenta nas

    refeies que realiza:

    Caf:____________________________________________________

    Colao: _______________________________________________

    Almoo: _________________________________________________

    Lanche: ________________________________________________

    Jantar: _________________________________________________

    Ceia:_____________________________________________________

    Caso no tenha um esquema regular de alimentao, descreva

    algumas caractersticas gerais que envolvem seus hbitos alimentares:

    _______________________________________________________________

    _______________________________________________________________

    Fatores de risco para doena coronariana

    ( ) Fumo ( ) Hipertenso Arterial ( ) Hiperlipidemias

    ( ) Diadetes Mellitus ( ) Histria ( ) Estresse Familiar

    ( ) Sedentarismo ( ) Hiperuricemia ( ) Menopausa

    ( ) Contraceptivo oral ( ) Perfil tipo A ( ) Outros

    Obs: _________________________________________________________

    Foi referido pelo seu mdico algum problema sseo, articular ou

    muscular que possa ser agravado pela prtica de atividades fsicas?

    ( ) Sim( ) No

    Se sim, qual (ais)? _____________________________________________

    Voc j se lesionou praticando exerccios? ( ) Sim ( ) No

    Se sim, qual(ais) a(s) leso(es) e h quanto tempo?_____________

    _______________________________________________________________

  • Atualmente voc est utilizando alguma medicao?

    ( )Sim ( )No

    Caso esteja, qual (ais) e durante quanto tempo vem utilizando?

    _______________________________________________________________

    Voc tem conhecimento de algum outro problema mdico no

    perguntado que possa influenciar na sua prtica de exerccios?

    ( ) Sim ( ) No

    Caso tenha, qual (ais)? ________________________________________

    Qual a sua disponibilidade quanto aos horrios e freqncia

    semanal para a prtica de atividades fsicas?

    Existe algum fator no referido nesta anamnese que possa

    influenciar no seu programa de atividades fsicas?

    ( )Sim ( )No

    Se existe, qual (ais)? ___________________________________________

    _______________________________________________________________

    2 - Avaliao das Caractersticas Morfolgicas

    As caractersticas morfolgicas podem ser avaliadas atravs de

    tcnicas antropomtricas simples ou procedimentos mais sofisticados

    em laboratrio. As medidas antropomtricas apresentam grande

    aplicabilidade, alm de serem rpidas e de baixo custo. Mtodos

    laboratoriais geralmente so caros, o que inviabiliza a sua utilizao em

    larga escala. Por isto, adotaremos algumas medidas antropomtricas

    que podem ser utilizadas na avaliao das principais caractersticas

    morfolgicas aplicadas ao trabalho do treinador personalizado. Para os

  • maiores interessados, a visualizao das medidas pode ser vista

    no apndice 1.

    Medidas Antropomtricas

    Peso corporal - Para a sua realizao, a balana deve estar

    previamente calibrada e o avaliado, com a menor quantidade de roupa

    possvel. A seqncia sugerida para a medida do peso corporal a

    seguinte:

    1) Aps a calibragem, trava-se a balana;

    2) Pergunte ao avaliado qual o seu peso aproximado e ajuste os

    cilindros correspondentes carga no local citado. Este procedimento

    tende a evitar o "tranco" da balana, quando a trava for retirada;

    3) Pea ao avaliado para subir na balana, colocando-se no

    centro da plataforma e somente depois retire a trava;

    4) Efetue a leitura;

    5) Trave a balana novamente e pea que o avaliado saia da

    plataforma;

    6) Retorne os cilindros ao ponto zero.

    Estatura - Esta medida consiste na distncia entre o vrtex e a

    regio plantar, estando a cabea posicionada com o plano de Frankfurt

    paralelamente ao solo, e o corpo, na posio anatmica. Sua aferio

    deve ser realizada com o corpo o mais alongado possvel. Alguns autores

    preconizam que seja realizada uma inspirao mxima, seguida de uma

    apnia, para ento neste momento, efetuar-se a leitura. Com ou sem

    apnia, o importante que o corpo esteja o mais alongado possvel.

    Observao: importante citar que as medidas do peso corporal

    e da estatura so influenciadas pela hora do dia. A ao da gravidade,

    no caso da estatura, bem como o estado de

  • alimentao, no caso do peso corporal, podem influenciar na

    obteno dos resultados. Dessa forma, condies e horrios de medidas

    devem ser padronizados.

    Permetros ou Circunferncias Corporais

    Os permetros ou circunferncias so principalmente aplicados

    na avaliao do grau de simetria dos segmentos corporais e no

    acompanhamento dos efeitos das diversas formas de treinamento sobre

    a morfologia corprea. Para a mensurao dos permetros necessrio

    que a fita mtrica seja ajustada no ponto anatmico adequado, sem no

    entanto pression-lo demasiadamente, de forma a no comprimir o

    tecido mole subjacente. Da mesma forma, a fita no deve circundar o

    ponto com uma presso muito reduzida, evitando folgas entre o

    instrumento e a pele.

    Existem vrias metodologias que podem ser empregadas para

    aquisio das circunfernciais. Citaremos neste texto uma padronizao

    bsica envolvendo medidas de fcil realizao, que possuem aplicao

    direta no trabalho do treinador personalizado.

    Em funo das necessidades encontradas, outras

    circunferncias podero ser adotadas. Os interessados em um maior

    aprofundamento neste aspecto podem consultar Callaway et al, 1988;

    Ross & Marfell-Jones (1991); Ross (1996); Heyward & Stolarczyk (1996).

    Descrio das Medidas

    Trax - Medida tomada no plano horizontal logo abaixo da

    axila, ao nvel da prega axilar. Para homens, esta medida tambem

    poder ser obtida ao nvel dos mamilos.

  • Abdome - Medida tomada no plano horizontal, ao nvel da

    cicatriz umbilical.

    Quadril - Medida tomada no plano horizontal, na rea de maior

    circunferncia do quadril.

    Brao relaxado - Medida tomada na rea de maior

    circunferncia, estando o brao posicionado no plano horizontal, com a

    articulao do cotovelo em extenso.

    Brao contrado - Medida tomada na rea de maior

    circunferncia do brao, com o mesmo posicionado no plano horizontal

    e antebrao fletido em supino, num ngulo de 90. Neste caso, pode-se

    utilizar o brao contra-lateral para fazer oposio contrao. Se for

    desejado, o avaliado poder fazer uma contrao mxima, com flexo

    total da articulao do cotovelo.

    Antebrao - Medida tomada na rea de maior circunferncia,

    devendo a articulao do cotovelo encontrar-se em extenso. A medida

    pode ser realizada com a palma das mos abertas (relaxado) ou com

    flexo dos dedos e punhos (contrado).

    Coxa - Medida tomada no plano horizontal, logo abaixo da

    prega gltea. O peso corporal deve estar igualmente distribudo nos

    membros inferiores.

    Perna - Medida tomada no plano horizontal, na rea de maior

    circunferncia da panturrilha, estando o peso corporal igualmente

    distribudo nos membros inferiores.

    Dobras Cutneas

    As medidas de dobras cutneas so muito utilizadas em estudos

    antropomtricos, fundamentalmente pela sua grande aplicabilidade e

    baixo custo. Ao contrrio dos permetros, as

  • dobras cutneas apresentam maiores dificuldades para sua

    mensurao, fato que demanda um exaustivo treinamento dos

    avaliadores.

    A importncia das dobras cutneas na avaliao da composio

    corporal reside na possibilidade de estimar a quantidade total de

    gordura e conhecer o seu padro de distribuio em diferentes regies

    do corpo. O excesso de gordura, bem como uma distribuio da mesma

    na regio central do corpo, pode representar riscos sade.

    Para que as medidas de dobras cutneas sejam realizadas

    corretamente algumas normas devem ser seguidas (tabela 3).

    Tabela 3

    Normas Bsicas para a Realizao de Medidas de

    Dobras Cutneas

    _______________________________________________________________

    1 - Todas as dobras so realizadas do lado direito;

    2 - A dobra deve ser pinada com os dedos polegar e indicador;

    3 - O compasso deve estar perpendicular dobra ao efetuar o

    pinamento;

    4 - Aps o pinamento, deve-se aguardar um tempo aproximado

    de dois segundos para efetuar a leitura;

    5 - As pontas do compasso devero se localizar

    aproximadamente , a um centmetro do ponto de reparo.

    _______________________________________________________________

    Na tentativa de minimizar as possibilidades de erros nas

    medidas, sugerimos uma seqncia de procedimentos que podem ser

    adotados na realizao das mesmas:

    a) identificar os pontos de referncia;

    b) demarcar o local;

    c) destacar a dobra;

  • d) pinar a dobra;

    e) realizar a leitura;

    f) retirar o compasso;

    g) soltar a dobra.

    Descrio das Medidas

    Trax ou peitoral - O avaliado dever estar em p, de frente

    para o avaliador, em posio ortosttica. O local a ser mensurado o

    ponto mdio entre a linha axilar anterior direita e o mamilo. A dobra

    cutnea dever ser destacada obliquamente, um centmetro acima do

    local demarcado, e o compasso dever ser colocado perpendicularmente

    mesma. Essa medida geralmente empregada na avaliao de

    indivduos do sexo masculino. Entretanto, caso seja desejado, a mesma

    poder ser tomada em mulheres. Nesse caso, o ponto de medida

    consiste no tero superior entre a linha axilar anterior e o mamilo.

    Abdome - O avaliado dever estar de frente para o avaliador,

    em posio ortosttica. O local a ser mensurado fica dois centmetros

    direita da cicatriz umbilical. A dobra dever ser destacada no sentido

    longitudinal e o compasso colocado perpendicularmente mesma.

    Coxa - O avaliado dever estar em posio ortosttica. O local a

    ser medido a regio anterior da coxa, na metade da distncia entre a

    prega inguinal e a borda proximal da rtula. Para facilitar a medida,

    aconselha-se que o avaliado deixe o peso do corpo sobre a perna

    esquerda e flexione ligeiramente as articulaes do quadril e joelho

    direito, mantendo os ps sobre o solo. Isso ajuda a relaxar os msculos

    do quadrceps, facilitando a realizao da medida.

  • Trceps - O avaliado dever estar em p, de costas para o

    avaliador, em posio ortosttica. O local a ser mensurado a projeo

    posterior do ponto meso-umeral. A dobra dever ser destacada no

    sentido longitudinal e o compasso dever ser colocado

    perpendicularmente mesma, em cima do local demarcado.

    Suprailaca - O avaliado dever estar em p, de frente para o

    avaliador em posio ortosttica. O local a ser mensurado

    aproximadamente dois centmetros acima da crista ilaca, no ponto de

    interseo imaginria com o prolongamento da linha axilar mdia. A

    dobra dever ser destacada no sentido transversal e o compasso

    colocado perpendicularmente mesma.

    Subescapular - O avaliado dever estar em p, de costas para

    o avaliador, em posio ortosttica. O local a ser mensurado situa-se

    um a dois centmetros abaixo do ngulo inferior da escapula. A dobra

    dever ser destacada no sentido oblquo e o compasso colocado

    perpendicularmente mesma.

    Perna medial - O avaliado dever estar sentado com o joelho

    flexionado a 90. O local a ser mensurado o ponto de maior

    circunferncia na face medial da perna. A dobra dever ser destacada

    no sentido longitudinal e o compasso colocado perpendicularmente

    mesma.

    Composio Corporal - Estimativa do Percentual

    de Gordura

    O estudo da composio corporal muito importante, devido

    necessidade de se conhecerem os efeitos que diversas variveis como o

    crescimento, a prtica de exerccios, a nutrio e a presena de doenas

    exercem sobre a morfologia humana. Apesar do peso corporal receber

    influncia direta destas variveis, seu acompanhamento isolado no

    suficiente para fornecer dados consistentes acerca das modificaes que

  • ocorrem nas distintas estruturas que compem o corpo. Dessa

    forma, necessrio fracionar a composio corporal em gordura

    corprea e massa corporal magra, para melhor entendermos os efeitos

    de diversas variveis sobre a morfologia.

    Est bem estabelecido na literatura que o excesso de gordura

    prejudicial sade (KISSEBAH et al, 1989; MC ARDLE et al, 1992;

    POLLOCK & WILMORE, 1993; WIL-MORE & COSTILL, 1994; KATCH &

    MC ARDLE, 1996), ... e sua avaliao tipicamente includa como parte

    integrante de una triagem de sade e aptido fsica (ACSM, 1991).

    A gordura corporal pode ser estimada de vrias formas. Em

    situaes de campo, verifica-se um maior emprego de equaes

    preditivas envolvendo a espessura do tecido subcutneo e as medidas

    circunferenciais. Devido sua melhor correlao com procedimentos

    laboratoriais, como a pesagem hidrosttica, a espessura do tecido

    subcutneo tem sido a tcnica preferida pela maior parte dos

    avaliadores. Entretando, quando no for possvel lanar mo desse

    procedimento, as medidas circunferenciais podero ser de grande

    utilidade.

    Estimativa do Percentual de Gordura Atravs

    da Espessura de Dobras Cutneas

    Vrias equaes podem ser empregadas para estimar a

    densidade corporal e o percentual de gordura. Os modelos mais citados

    na literatura so propostos por Jackson & Pollock (1978) e Jackson,

    Pollock & Ward (1980), sendo aqui referidos.

    Densidade Corporal para Homens = 1,1093800-0,0008267

    (X2) + 0,0000016 (X2)2 - 0,0002574 (X3)

    Densidade Corporal para Mulheres = 1,0994921 -

    0,0009929 (X4) + 0,0000023 (X4)2 - 0,0001392 (X3)

  • onde: X2 = somatrio das dobras cutneas do trax, abdome e

    coxa

    X3 = idade (expressa em anos)

    X4 = somatrio das dobras cutneas de trceps, suprailaca

    e coxa

    Aps a obteno da densidade corporal, o valor do percentual de

    gordura poder ser facilmente obtido atravs da equao de SIRI (1961)

    descrita a seguir:

    Percentual de gordura: [(4,95/DC) - 4,5] x 100

    onde: DC = densidade corporal

    Para facilitar o trabalho na estimativa da gordura corporal,

    foram desenvolvidas tabelas onde possvel obter os valores atravs do

    somatrio de trs dobras cutneas, sexo e faixa etria (tabelas 4 e 5).

  • Tabela 4 - Estimativa do Percentual de Gordura paraHomens a Partir da Idade e do Somatrio das Dobras

    Cutneas do Trax, Abdome e Coxa

    Idade at o ltimo anoSomatrio das Abaixo 23 28 33 38 43 48 53 AcimaDobras Cutneas de a a a a a a a de(mm) 22 27 32 37 42 47 52 57 588 - 10 1,3 1,8 2,3 2,9 3,4 3,9 4,5 4,0 5,511-13 2,2 2,8 3,3 3,9 4,4 4,9 5,5 6,0 6,514-16 3,2 3,8 4,3 4,8 5,4 5,9 6,4 7,0 7,517-19 4,2 4,7 5,3 5,8 6,3 6,9 7,4 8,0 8,520-22 5,1 5,7 6,2 6,8 7,3 7,9 8,4 8,9 9,523-25 6,1 6,6 7,2 7,7 8,3 8,8 9,4 9,9 10,526-28 7,0 7,6 8,1 8,7 9,2 9,8 10,3 10,9 11,429-31 8,0 8,5 9,1 9,6 10,2 10,7 11,3 11,8 12,432-34 8,9 9,4 10,0 10,5 11,1 11,6 12,2 12,8 13,335-37 9,8 10,4 10,9 11,5 12,0 12,6 13,1 13,7 14,338-40 10,7 11,3 11,8 12,4 12,9 13,5 14,1 14,6 15,241-43 11,6 12,2 12,7 13,3 13,8 14,4 15,0 15,5 16,144-46 12,5 13,1 13,6 14,2 14,7 15,3 15,9 16,4 17,047-49 13,4 13,9 14,5 15,1 15,6 16,2 16,8 17,3 17,950-52 14,3 14,8 15,4 15,9 16,5 17,1 17,6 18,2 18,853-55 15,1 15,7 16,2 16,8 17,4 17,9 18,5 19,1 19,756-58 16,0 16,5 17,1 17,7 18,2 18,8 19,4 20,0 20,559-61 16,9 17,4 17,9 18,5 19,1 19,7 20,2 20,8 21,462-64 17,6 18,2 18,8 19,4 19,9 20,5 21,1 21,7 22,265-67 18,5 19,0 19,6 20,2 20,8 21,3 21,9 22,5 23,168-70 19,3 19,9 20,4 21,0 21,6 22,2 22,7 23,3 23,971-73 20,1 20,7 21,2 21,8 22,4 23,0 23,6 24,1 24,774-76 20,9 21,5 22,0 22,6 23,2 23,8 24,4 25,0 25,577-79 21,7 22,2 22,8 23,4 24,0 24,6 25,2 25,8 26,380-82 22,4 23,0 23,6 24,2 24,8 25,4 25,9 26,5 27,183-85 23,2 23,8 24,4 25,0 25,5 26,1 26,7 27,3 27,986-88 24,0 24,5 25,1 25,7 26,3 26,9 27,5 28,1 28,789-91 24,7 25,3 25,9 26,5 27,1 27,6 28,2 28,8 29,492-94 25,4 26,0 26,6 27,2 27,8 28,4 29,0 29,6 30,295-97 26,1 26,7 27,3 27,9 28,5 29,1 29,7 30,3 30,998-100 26,9 27,4 28,0 28,6 29,2 29,8 30,4 31,0 31,6101-103 27,5 28,1 28,7 29,3 29,9 30,5 31,1 31,7 32,3104-106 28,2 28,8 29,4 30,0 30,6 31,2 31,8 32,4 33,0107-109 28,9 29,5 30,1 30,7 31,3 31,9 32,5 33,1 33,7110-112 29,6 30,2 30,8 31,4 32,0 32,6 33,2 33,8 34,4113-115 30,2 30,8 31,4 32,0 32,6 33,2 33,8 34,5 35,1116-118 30,9 31,5 32,1 32,7 33,3 33,9 34,5 35,1 35,7119-121 31,5 32,1 32,7 33,3 33,9 34,5 35,1 35,7 36,4122-124 32,1 32,7 33,3 33,9 34,5 35,1 35,8 36,4 37,0125-127 32,7 33,3 33,9 34,5 35,1 35,8 36,4 37,0 37,6

  • Tabela 5 - Estimativa do Percentual de Gordurapara Mulheres a Partir da Idade e do Somatrio das Dobras

    Cutneas do Trceps, Suprailaca e Coxa

    Idade at o ltimo ano

    Somatrio das Abaixo 23 28 33 38 43 48 53 AcimaDobras Cutneas de a a a a a a a de(mm) 22 27 32 37 42 47 52 57 5823-25 9,7 9,9 10,2 10,4 10,7 10,9 11,2 11,4 11,726-28 11,0 11,2 11,5 11,7 12,0 12,3 12,5 12,7 13,029-31 12,3 12,5 12,8 13,0 13,3 13,5 13,8 14,0 14,332-34 13,6 13,8 14,0 14,3 14,5 14,8 15,0 15,3 15,535-37 14,8 15,0 15,3 15,5 15,8 16,0 16,3 16,5 16,838-40 16,0 16,3 16,5 16,7 17,0 17,2 17,5 17,7 18,041-43 17,2 17,4 17,7 17,9 18,2 18,4 18,7 18,9 19,244-46 18,3 18,6 18,8 19,1 19,3 19,6 19,8 20,1 20,347-49 19,5 19,7 20,0 20,2 20,5 20,7 21,0 21,2 21,550-52 20,6 20,8 21,1 21,3 21,6 21,8 22,1 22,3 22,653-55 21,7 21,9 22,1 22,4 22,6 22,9 23,1 23,4 23,656-58 22,7 23 23,2 23,4 23,7 23,9 24,2 24,4 24,759-61 23,7 24 24,2 24,5 24,7 25,0 25,2 25,5 25,762-64 24,7 25,0 25,2 25,5 25,7 26,0 26,7 26,4 26,765-67 25,7 25,9 26,2 26,4 26,7 26,9 27,2 27,4 27,768-70 26,6 26,9 27,1 27,4 27,6 27,9 28,1 28,4 28,671-73 27-5 27,8 28,0 28,3 28,5 28,8 28,0 29,3 29,574-76 28,4 28,7 28,9 29,2 29,4 29,7 29,9 30,2 30,477-79 29,3 29,5 29,8 30,0 30,3 30,5 30,8 31,0 31,380-82 30,1 30,4 30,6 30,9 31,1 31,4 31,6 31,9 32,183-85 30,9 31,2 31,4 31,7 31,9 32,2 32,4 32,7 32,986-88 31,7 32,0 32,2 32,5 32,7 32,9 33,2 33,4 33,789-91 32,5 32,7 33,0 33,2 33,5 33,7 33,9 34,2 34,492-94 33,2 33,4 33,7 33,9 34,2 34,4 34,7 34,9 35,295-97 33,9 34,1 34,4 34,6 34,9 35,1 35,4 35,6 35,998-100 34,6 34,8 35,1 35,3 35,5 35,8 36,0 36,3 36,5101-103 35,3 35,4 35,7 35,9 36,2 36,4 36,7 36,9 37,2104-106 35,8 36,1 36,3 36,6 36,8 37,1 37,3 37,5 37,8107-109 36,4 36,7 36,9 37,1 37,4 37,6 37,9 38,1 38,4110-112 37,0 37,2 37,5 37,7 38,0 38,2 38,5 38,7 38,9113-115 37,5 37,8 38,0 38,2 38,5 38,7 39,0 39,2 39,5116-118 38,0 38,3 38,5 38,8 39,0 39,3 39,5 39,7 40,0119-121 38,5 38,7 39,0 39,2 39,5 39,7 40,0 40,2 40,5122-124 39,0 39,2 39,4 39,7 39,9 40,2 40,4 40,7 40,9125-127 39,4 39,6 39,9 40,1 40,4 40,6 40,9 41,1 41,4128-130 39,8 40,0 40,3 40,5 40,8 41,0 41,3 41,5 41,8

  • Estimativa do Percentual de Gordura Atravs

    de Circunferncias

    Medidas circunferenciais so fceis de serem obtidas, no

    exigindo treinamento rigoroso dos avaliadores. Alm disso, apresentam

    custos reduzidos, necessitando apenas de fitas mtricas para a sua

    realizao. Para maior acurcia das medidas, sugerimos a adoo das

    trenas flexveis metlicas que, alm da maior durabilidade, no

    distendem conforme o uso.

    Para a tomada das medidas, a trena deve circundar a pele nua,

    sem contudo pression-la demasiadamente, de modo a no comprimir o

    tecido mole subjacente. Caso isso acontea, pode-se subestimar os

    resultados. Katch & Mc Ardle (1983) preconizam que sejam feitas duas

    medidas, usando-se a mdia entre elas como valor final das

    circunferncias. Na mesma publicao, os autores apresentam uma

    proposta que pode ser utilizada na predio do percentual de gordura.

    Foram estudados dois grupos compostos por indivduos de ambos os

    sexos. No primeiro, a idade variava de dezessete a vinte e seis anos e no

    segundo, de vinte e sete a cinqenta anos. Os stios das medidas

    empregados so apresentados a seguir (Quadro 1).

  • Quadro 1 - Medidas Adotadas na Estimativa da

    Gordura Corporal em Homens e Mulheres com Idades

    entre 17 e 50 anos

    Circunferncias Mulheres Homens17 a 26 27 a

    50 anos anos

    17 a 26 27 a 50 anos anos

    Abdome X X X XCoxa direita X XBrao direito XAntebrao direito X X XGlteos X

    Panturrilha direita X

    A descrio dos stios das medidas, bem como sua ilustrao

    (Figura 1) so apresentadas a seguir:

    a) Abdome: uma polegada acima da cicatriz umbilical;

    b) Ndegas: protuberncia mxima, estando os ps unidos;

    c) Brao direito: ponto mdio entre o ombro e o cotovelo,

    estando o brao abduzido a 90 e o cotovelo, estendido;

    d) Coxa direita: regio logo abaixo da prega gltea;

    e) Antebrao direito: rea de maior circunferncia, estando o

    cotovelo em extenso e o brao, abduzido a 90;

    f) Perna direita: rea de maior circunferncia da panturrilha.

  • Figura 1 - Circunferncias utilizadas na estimativa do percentual

    de gordura

    A gordura corporal calculada a partir de uma equao, na qual

    so consideradas trs constantes, determinadas em funo dos

    resultados das medidas de circunferncias (Quadros 2,3,4 e 5). Alm

    das constantes, utilizado um fator de correo, escolhido em funo

    das caractersticas dos avaliados (Tabela 6). A equao adotada na

    estimativa do percentual de gordura apresentada a seguir:

  • % de gordura = Constante A + Constante B - Constante C -Fator

    de correo

    Tabela 6 - Fator de Correo para Indivduos

    Treinados e Destreinados

    ______________________________________________________

    POPULAO FATOR DE CORREO

    Destreinados Treinados

    _______________________________________________________________

    Mulheres - 17 a 26 anos 19,6 22,6

    Mulheres - 27 a 50 anos 18,4 21,4

    Homens -17 a 26 anos 10,2 14,2

    Homens -27 a 50 anos 15,0 19,0

    _______________________________________________________________

    Quadro 2 - Constantes de Converso para a Estimativa

    da Gordura Corporal em Mulheres de 17 a 26 Anos

    ABDOME COXA ANTEBRAO

    Pol Cm Constante A

    Pol Cm Constante B

    Pol Cm Constante C

    20,00 50,80 26,74 14,00 35,56 29,13 6,00 15,24 25,8620,25 51,43 27,07 14,25 36,19 29,65 6,25 15,87 26,9420,50 52,07 27,41 14,50 36,83 30,17 6,50 16,51 28,0220,75 52,70 27,74 14,75 37,46 30,69 6,75 17,14 29,1021,00 53,34 28,07 15,00 38,10 31,21 7,00 17,78 30,1721,25 53,97 28,41 15,25 38,73 31,73 7,25 18,41 31,2521,50 54,61 28,74 15,50 39,37 32,25 7,50 19,05 32,3321,75 55,24 29,08 15,75 40,00 32,77 7,75 19,68 33,4122,00 55,88 29,41 16,00 40,64 33,29 8,00 20,32 34,4822,25 56,51 29,74 16,25 41,27 33,81 8,25 20,95 35,5622,50 57,15 30,08 16,50 41,91 34,33 8,50 21,59 36,6422,75 57,78 30,41 16,75 42,54 34,85 8,75 22,22 37,7223,00 58,42 30,75 17,00 43,18 35,37 9,00 22,86 38,7923,25 59,05 31,08 17,25 43,81 35,89 9,25 23,49 39,8723,50 59,69 31,42 17,50 44,45 36,41 9,50 24,13 40,9523,75 60,32 31,75 17,75 45,08 36,93 9,75 24,76 42,0324,00 60,96 32,08 18,00 45,72 37,45 10,00 25,40 43,1024,25 61,59 32,42 18,25 46,35 37,97 10,25 26,03 44,1824,50 62,23 32,75 18,50 46,99 38,49 10,50 26,67 45,2624,75 62,86 33,09 18,75 47,62 39,01 10,75 27,30 46,34

  • Quadro 2 Continuao

    ABDOME COXA ANTEBRAO

    Pol Cm Constante A

    Pol Cm Constante B

    Pol Cm Constante C

    25,00 63,50 33,42 19,00 48,26 39,53 11,00 27,94 47,4125,25 64,13 33,76 19,25 48,89 40,05 11,25 28,57 48,4925,50 64,77 34,09 19,50 49,53 40,57 11,50 29,21 49,5725,75 65,40 34,42 19,75 50,16 41,09 11,75 29,84 50,6526,00 66,04 34,76 20,00 50,80 41,61 12,00 30,48 51,7326,25 66,67 35,08 20,25 51,43 42,13 12,25 31,11 52,8026,50 67,31 35,43 20,50 52,07 42,65 12,50 31,75 53,8826,75 67,94 35,76 20,75 52,70 43,17 12,75 32,38 54,9627,00 68,58 36,10 21,00 53,34 43,69 13,00 33,02 56,0427,25 69,21 36,43 21,25 53,97 44,21 13,25 33,65 57,1127,50 69,85 36,76 21,50 54,61 44,73 13,50 34,29 58,1927,75 70,48 37,10 21,75 55,24 45,25 13,75 34,92 59,2728,00 71,12 37,43 22,00 55,88 45,77 14,00 35,56 60,3528,25 71,75 37,77 22,25 56,51 46,29 14,25 36,19 61,4228,50 72,39 38,10 22,50 57,15 46,81 14,50 36,83 62,5028,75 73,02 38,43 22,75 57,78 47,33 14,75 37,46 63,5829,00 73,66 38,77 23,00 58,42 47,85 15,00 38,10 64,6629,25 74,29 39,10 23,25 59,05 48,37 15,25 38,73 65,7329,50 74,93 39,44 23,50 59,69 48,89 15,50 39,37 66,8129,75 75,56 39,77 23,75 60,32 49,41 15,75 40,00 67,8930,00 76,20 40,11 24,00 60,96 49,93 16,00 40,64 68,9730,25 76,83 40,44 24,25 61,59 50,45 16,25 41,27 70,0430,50 77,47 40,77 24,50 62,23 50,97 16,50 41,91 71,1230,75 78,10 41,11 24,75 62,86 51,49 16,75 42,54 72,2031,00 78,74 41,44 25,00 63,50 52,01 17,00 43,18 73,2831,25 79,37 41,78 25,25 64,13 52,53 17,25 43,81 74,3631,50 80,01 42,11 25,50 64,77 53,05 17,50 44,45 75,4331,75 80,64 42,45 25,75 65,40 53,57 17,75 45,08 76,5132,00 81,28 42,78 26,00 66,04 54,09 18,00 45,72 77,5932,25 81,91 43,11 26,25 66,67 54,61 18,25 46,35 78,6732,50 82,55 43,55 26,50 67,31 55,13 18,50 46,99 79,7432,75 83,18 43,78 26,75 67,94 55,65 18,75 47,62 80,8233,00 83,82 44,12 27,00 68,58 56,17 19,00 48,26 81,9033,25 84,45 44,45 27,25 69,21 56,69 19,25 49,89 82,9833,50 85,09 44,78 27,50 69,85 57,21 19,50 49,53 84,0533,75 88,72 45,12 27,75 70,48 57,73 19,75 50,16 85,1334,00 86,36 45,45 28,00 71,12 58,26 20,00 50,80 86,2134,25 86,99 45,79 28,25 71,75 58,78 20,25 51,44 87,2934,50 87,63 46,12 28,50 72,39 59,30 20,50 52,07 88,34

  • Quadro 2 Continuao

    ABDOME. COXA ANTEBRAO

    Pol Cm Constante A

    Pol Cm Constante B

    Pol Cm Constante C

    34,75 88,26 46,46 28,75 73,02 59,82 20,75 52,71 92,4235,00 88,90 46,79 29,00 73,66 60,34 21,00 53,34 93,5035,25 89,53 47,12 29,25 74,29 60,8635,50 90,17 47,46 29,50 74,93 61,3835,75 90,80 47,79 29,75 75,56 61,9036,00 91,44 48,13 30,00 76,20 62,4236,25 92,07 48,46 30,25 76,83 62,9436,50 92,71 48,80 30,50 77,47 63,4636,75 93,34 49,13 30,75 78,10 63,9837,00 93,98 49,46 31,00 78,74 64,5037,25 94,61 49,80 31,25 79,37 65,0237,50 95,25 50,13 31,50 80,01 65,5437,75 95,88 50,47 31,75 80,64 66,0638,00 96,52 50,80 32,00 81,28 66,5838,25 97,15 51,13 32,25 81,91 67,1038,50 97,79 51,47 32,50 82,55 67,6238,75 98,42 51,80 32,75 83,18 68,1439,00 99,06 52,14 33,00 83,82 68,6639,25 99,69 52,47 33,25 84,45 69,1839,50 100,33 52,81 33,50 85,09 69,7039,75 100,96 53,14 33,75 85,72 70,2240,00 101,60 53,47 34,00 86,36 70,74

    Quadro 3 - Constantes de Converso para a Estimativa

    da Gordura Corporal em Mulheres de 27 a 50 Anos

    ABDOME COXA PANTURRILHAPol Cm Constante Pol Cm Constante Pol Cm Constante

    A B C

    25,50 63,50 29,69 14,00 35,56 17,31 10,00 25,40 14,4625,25 64,13 29,98 14,25 36,19 17,62 10,25 26,03 14,8225,50 64,77 30,28 14,50 36,83 17,93 10,50 26,67 15,1825,75 65,40 30,58 14,75 37,46 18,24 10,75 27,30 15,5426,00 66,04 30,87 15,00 38,10 18,55 11,00 27,94 15,9126,25 66,67 31,17 15,25 38,73 18,86 11,25 28,57 16,27

  • Quadro 3 Continuao

    ABDOME COXA PANTURRILHA

    Pol Cm Constante A

    Pol Cm Constante B

    Pol Cm Constante C

    26,50 67,31 31,47 15,50 39,37 19,17 11,50 29,21 16,6326,75 67,94 31,76 15,75 40,00 19,47 11,75 29,84 16,9927,00 68,58 32,06 16,00 40,64 19,78 12,00 30,48 17,3527,25 69,21 32,36 16,25 41,27 20,09 12,25 31,11 17,7127,50 69,85 32,65 16,50 41,91 20,40 12,50 31,75 18,0827,75 70,48 32,95 16,75 42,54 20,71 12,75 32,38 18,4428,00 71,12 33,25 17,00 43,18 21,02 13,00 33,02 18,8028,25 71,75 33,55 17,25 43,81 21,33 13,25 33,65 19,1628,50 72,39 33,84 17,50 44,45 21,64 13,50 34,29 19,5228,75 73,02 34,14 17,75 45,08 21,95 13,75 34,92 19,8829,00 73,66 34,44 18,00 45,72 22,26 14,00 35,56 20,2429,25 74,29 34,73 18,25 46,35 22,57 14,25 36,19 20,6129,50 74,93 35,03 18,50 46,99 22,87 14,50 36,83 20,9729,75 75,56 35,33 18,75 47,62 23,18 14,75 37,46 21,3330,00 76,20 35,62 19,00 48,26 23,49 15,00 38,10 21,6930,25 76,83 35,92 19,25 48,89 23,80 15,25 38,73 22,0530,50 77,47 36,22 19,50 49,53 24,11 15,50 39,37 22,4130,75 78,10 36,51 19,75 50,16 24,42 15,75 40,00 22,7731,00 78,74 36,81 20,00 50,80 24,73 16,00 40,64 23,1431,25 79,37 37,11 20,25 51,43 25,04 16,25 41,27 23,5031,50 80,01 37,40 20,50 52,07 25,35 16,50 41,91 23,8631,75 80,64 37,70 20,75 52,70 25,66 16,75 42,54 24,2232,00 81,28 38,00 21,00 53,34 25,97 17,00 43,18 24,5832,25 81,91 38,30 21,25 53,97 26,28 17,25 43,81 24,9432,50 82,55 38,59 21,50 54,61 26,58 17,50 44,45 25,3132,75 83,18 38,89 21,75 55,24 26,89 17,75 45,08 25,6733,00 83,82 39,19 22,00 55,88 27,20 18,00 45,72 26,0333,25 84,45 39,48 22,25 56,51 27,51 18,25 46,35 26,3933,50 85,09 39,78 22,50 57,15 27,82 18,50 46,99 26,7533,75 85,72 40,08 22,75 57,78 28,13 18,75 47,62 27,1134,00 86,36 40,37 23,00 58,42 28,44 19,00 48,26 27,4734,25 86,99 40,67 23,25 59,05 28,75 19,25 48,89 27,8434,50 87,63 40,97 23,50 59,69 29,06 19,50 49,53 28,2034,75 88,26 41,26 23,75 60,32 29,37 19,75 50,16 28,5635,00 88,90 41,56 24,00 60,96 29,68 20,00 50,80 28,9235,25 89,53 41,86 24,25 61,59 29,98 20,25 51,43 29,2835,50 90,17 42,15 24,50 62,23 30,29 20,50 52,07 29,6435,75 90,80 42,45 24,75 62,86 30,60 20,75 52,70 30,0036,00 91,44 42,75 25,00 63,50 30,91 21,00 53,34 30,37

  • Quadro 3 Continuao

    ABDOME COXA PANTURRILHA

    Pol Cm Constante A

    Pol Cm Constante B

    Pol Cm Constante C

    36,25 92,07 43,05 25,25 64,13 31,22 21,25 53,97 30,7336,50 92,71r 43,34 25,50 64,77 31,53 21,50 54,61 31,0936,75 93,35 43,64 25,75 65,40 31,84 21,75 55,24 31,4537,00 93,98 43,94 26,00 66,04 32,15 22,00 55,88 31,8137,25 94,62 44,23 26,25 66,67 32,46 22,25 56,51 32,1737,50 95,25 44,53 26,50 67,31 32,77 22,50 57,15 32,5437,75 95,89 44,83 26,75 67,94 33,08 22,75 57,78 32,9038,00 96,52 45,12 27,00 68,58 33,38 23,00 58,42 33,2638,25 97,16 45,42 27,25 69,21 33,69 23,25 59,05 33,6238,50 97,79 45,72 27,50 69,85 34,00 23,50 59,69 33,9828,75 98,43 46,01 27,75 70,48 34,31 23,75 60,32 34,3439,00 99,06 46,31 28,00 71,12 34,62 24,00 60,96 34,7039,25 99,70 46,61 28,25 71,75 34,93 24,25 61,59 35,0739,50 100,33 46,90 28,50 72,39 35,24 24,50 62,23 35,4339,75 100,97 47,20 28,75 73,02 35,55 24,75 62,86 35,7940,00 101,60 47,50 29,00 73,66 35,86 25,00 63,50 36,1540,25 101,24 47,79 29,25 74,29 36,1740,50 102,87 48,09 29,50 74,93 36,4840,75 103,51 48,39 29,75 75,56 36,7941,00 104,14 48,69 30,00 76,20 37,0941,25 104,78 48,98 30,25 76,83 37,4041,50 105,41 49,28 30,50 77,47 37,7141,75 106,05 49,58 30,75 78,10 38,0242,00 106,68 49,87 31,00 78,74 38,3342,25 107,32 50,17 31,25 79,37 38,6442,50 107,95 50,47 31,50 80,01 38,9542,75 108,59 50,76 31,75 80,64 39,2643,00 109,22 51,06 32,00 81,28 39,5743,25 109,86 51,36 32,25 81,91 39,8843,50 110,49 51,65 32,50 82,55 40,1943,75 111,13 51,95 32,75 83,18 40,4944,00 111,76 52,25 33,00 83,82 40,8044,25 112,40 52,54 33,25 84,45 41,1144,50 113,03 52,84 33,50 85,09 41,4244,75 113,67 53,14 33,75 85,72 41,7345,00 114,30 53,44 34,00 86,36 42,04

  • Quadro 4 - Constantes de Converso para a Estimativa

    da Gordura Corporal em Homens de 17 a 26 Anos

    BRAO ABDOME ANTEBRAO

    Pol Cm Constante A

    Pol Cm Constante B

    Pol Cm Constante C

    7,00 17,78 25,91 21,00 53,34 27,56 7,00 17,78 38,017,25 18,41 26,83 21,25 53,97 27,88 7,25 18,41 39,377,50 19,05 27,78 21,50 54,61 28,21 7,50 19,05 40,727,75 19,68 28,68 21,75 55,24 28,54 7,75 19,68 42,088,00 20,32 29,61 22,00 55,88 28,87 8,00 20,32 43,448,25 20,95 30,53 22,25 56,51 29,20 8,25 20,95 44,808,50 21,59 31,46 22,50 57,15 29,52 8,50 21,59 46,158,75 22,22 32,38 22,75 57,78 29,85 8,75 22,22 47,519,00 22,86 33,31 23,00 58,42 30,18 9,00 22,86 48,879,25 23,49 34,24 23,25 59,05 30,51 9,25 23,49 50,239,50 24,13 35,16 23,50 59,69 30,84 9,50 24,13 51,589,75 24,76 36,09 23,75 60,32 31,16 9,75 24,76 52,9410,00 25,40 37,01 24,00 60,96 31,49 10,00 25,40 54,3010,25 26,03 37,94 24,25 61,59 31,82 10,25 26,03 55,6510,50 26,67 38,86 24,50 62,23 32,15 10,50 26,67 57,0110,75 27,30 39,79 24,75 62,86 32,48 10,75 27,30 58,3711,00 27,94 40,71 25,00 63,50 32,80 11,00 27,94 59,7311,25 28,57 41,64 25,25 64,13 33,13 11,25 28,57 61,0811,50 29,21 42,56 25,50 64,77 33,46 11,50 29,21 62,4411,75 29,84 43,49 25,75 65,40 33,79 11,75 29,84 63,8012,00 30,48 44,41 26,00 66,04 34,12 12,00 30,48 65,1612,25 31,11 45,34 26,25 66,67 34,44 12,25 31,11 66,5112,50 31,75 46,26 26,50 67,31 34,77 12,50 31,75 67,8712,75 32,38 47,19 26,75 67,94 35,10 12,75 32,38 69,2313,00 33,02 48,11 27,00 68,58 35,43 13,00 33,02 70,5913,25 33,65 49,04 27,25 69,21 35,76 13,25 33,65 71,9413,50 34,29 49,96 27,50 69,85 36,09 13,50 34,29 73,4013,75 34,92 50,89 27,75 70,48 36,41 13,75 34,92 74,6614,00 35,56 51,82 28,00 71,12 36,74 14,00 35,36 76,0214,25 36,19 52,74 28,25 71,75 37,07 14,25 36,19 77,3714,50 36,83 53,67 28,50 72,39 37,40 14,50 36,83 78,7314,75 37,46 54,59 28,75 73,02 37,73 14,75 37,46 80,0915,00 38,10 55,52 29,00 73,66 38,05 15,00 38,10 81,4515,25 38,73 56,44 29,25 74,29 38,38 15,25 38,73 82,8015,50 39,37 57,37 29,50 74,93 38,71 15,50 39,37 84,1615,75 40,00 58,29 29,7

    575,56 39,04 15,75 40,00 85,52

    16,00 40,64 59,22 30,00

    76,20 39,37 16,00 40,64 86,88

  • 16,25 41,27 60,14 30,25

    76,83 39,69 16,25 41,27 88,23

    Quadro 4 Continuao

    BRAO ABDOME ANTEBRAO

    Pol Cm Constante A

    Pol Cm Constante B

    Pol Cm Constante C

    16,5 41,91 61,07 30,5 77,47 40,02 16,5 41,91 89,59

    16,75 42,54 61,99 30,75 78,10 40,35 16,75 42,54 90,95

    17,00 43,18 62,92 31,00 78,74 40,68 17,00 43,18 92,31

    17,25 43,81 63,84 31,25 79,37 41,01 17,25 43,81 93,66

    17,5 44,45 64,77 31,5 80,01 41,33 17,50 44,45 95,02

    17,75 45,08 65,69 31,75 80,64 41,66 17,75 45,08 96,38

    18,00 45,72 66,62 32,00 81,28 41,99 18,00 45,72 97,74

    18,25 46,35 67,54 32,25 81,91 42,32 18,25 46,35 99,09

    18,50 46,99 68,47 32,5 82,55 42,65 18,50 46,99 100,45

    18,75 47,62 69,4 32,75 83,18 42,97 18,75 47,62 101,81

    19,00 48,26 70,32 33,00 83,82 43,30 19,00 48,26 103,17

    19,25 48,89 71,25 33,25 84,45 43,63 19,25 48,89 104,52

    19,50 49,53 72,17 33,50 85,29 43,96 19,50 49,53 105,88

    19,75 50,16 73,1 33,75 85,72 44,29 19,75 50,16 107,24

    20,00 50,80 74,02 34,00 86,36 44,61 20,00 50,80 108,60

    20,25 51,43 74,95 34,25 86,99 44,94 20,25 51,43 109,95

    20,50 52,07 75,87 34,50 87,63 45,27 20,50 52,07 111,31

    20,75 52,70 76,8 34,75 88,26 45,60 20,75 52,70 112,67

    21,00 53,34 77,72 35,00 88,90 45,93 21,00 53,34 114,02

    21,25 53,97 78,65 35,25 89,53 46,25 21,25 53,97 115,38

    21,5 54,61 79,57 35,50 90,17 46,58 21,50 54,61 116,74

    21,75 55,24 80,50 35,75 90,80 46,91 21,75 55,24 118,10

    22,00 55,88 81,42 36,00 91,44 47,24 22,00 55,88 119,45

    22,25 56,52 82,34 36,25 92,07 47,57 22,25 56,52 120,80

    22,50 57,15 83,26 36,50 92,71 47,89 22,50 57,15 122,15

    22,75 57,79 84,18 36,75 93,34 48,22 22,75 57,79 123,50

    23,00 58,42 85,10 37,00 93,98 48,55 23,00 58,42 124,85

    37,25 94,61 48,88

    37,50 95,25 49,21

    37,75 95,88 49,54

    38,00 96,52 49,86

    38,25 97,15 50,19

    38,50 97,79 50,52

    38,75 98,42 50,85

    39,00 99,06 51,18

    39,25 99,69 51,50

    39,50 100,33 51,83

    39,75 100,96 52,16

    40,00 101,60 52,49

    40,25 102,23 52,82

    40,50 102,87 53,14

    40,75 103,50 53,47

    41,00 104,14 53,80

  • 41,25 104,77 54,13

    41,50 105,41 54,46

    41,75 106,04 54,78

    42,00 106,68 55,11

    Quadro 5 - Constantes de Converso para a Estimativa

    da Gordura Corporal em Homens de 27 a 50 Anos

    NDEGAS

    ABDOME ANTEBRAO

    Pol Cm Constante A

    Pol Cm Constante B

    Pol Cm Constante C

    28,00 71,12 29,34 25,50 64,77 22,84 7,00 17,78 21,0128,25 71,75 29,60 25,75 65,40 23,06 7,25 18,41 21,7628,50 72,39 29,87 26,00 66,04 23,29 7,50 19,05 22,5728,75 73,02 30,13 26,25 66,67 23,51 7,75 19,68 23,2629,00 73,66 30,39 26,50 67,31 23,73 8,00 23,32 24,0229,25 74,29 30,65 26,75 67,94 23,96 8,25 20,95 24,7629,50 74,93 30,92 27,00 68,58 24,18 8,50 21,59 25,5229,75 75,56 31,18 27,25 69,21 24,40 8,75 22,22 26,2630,00 76,20 31,44 27,50 69,85 24,63 9,00 22,86 27,0230,25 76,83 31,70 27,75 70,48 24,85 9,25 23,49 27,7630,50 77,47 31,96 28 00 71,12 25,08 9,50 24,13 28,5230,75 78,10 32,22 28,25 71,75 25,29 9,75 24,76 29,2631,00 78,74 32,49 28,50 72,39 25,52 10,00 25,40 30,0231,25 79,37 32,75 28,75 73,02 25,75 10,25 26,03 30,7831,50 80,01 33,01 29,00 73,66 25,97 10,50 26,67 31,5231,75 80,64 33,27 29,25 74,29 26,19 10,75 27,30 32,2732,00 81,28 33,54 29,50 74,93 26,42 11,00 27,94 33,0232,25 81,91 33,80 29,75 75,56 26,64 11,25 28,57 33,7732,50 82,55 34,06 30,0

    076,20 26,87 11,50 29,21 34,52

    32,75 83,18 34,32 30,25

    76,93 27,09 11,75 29,84 35,27

    33,00 83,82 34,58 30,50

    77,47 27,32 12,00 30,48 36,02

    33,25 84,45 34,84 30,75 78,10, 27,54 12,25 31,11 36,7733,50 85,09 35,11 31,00 78,74 27,76 12,50 31,75 37,5333,75 85,72 35,37 31,25 79,37 27,98 12,75 32,38 38,2734,00 86,36 35,63 31,50 80,01 28,21 13,00 33,02 39,0334,25 86,99 35,89 31,75 80,64 28,43 13,25 33,65 39,7734,50 87,53 36,16 32,00 81,28 28,66 13,50 34,29 40,5334,75 88,26 36,42 32,25 81,91 28,88 13,75 34,92 41,2735,00 88,90 36,68 32,50 82,55 29,11 14,00 35,56 42,0335,25 89,53 36,94 32,75 83,18 29,33 14,25 36,19 42,7735,50 90,17 37,20 33,00 83,82 29,55 14,50 36,83 43,5335,75 90,80 37,46 33,25 84,45 29,78 14,75 37,46 44,2736,00 91,44 37,73 33,50 85,09 30,00 15,00 38,10 45,0336,25 92,07 37,99 33,75 85,72 30,22 15,25 38,73 45,7736,50 92,71 38,25 34,00 86,36 30,45 15,50 39,37 46,5336,75 93,34 38,51 34,25 86,99 30,67 15,75 40,00 47,2837,00 93,98 38,78 34,50 87,63 30,89 16,00 40,64 48,03

  • 37,25 94,61 39,04 34,75 88,26 31,12 16,25 41,27 48,7837,50 95,25 39,30 35,00 88,90 31,35 16,50 41,91 49,5337,75 95,88 39,56 35,25 89,53 31,57 16,75 42,54 50,2838,00 96,52 39,82 35,50 90,17 31,79 17,00 43,18 51,03

    Quadro 5 Continuao

    NDEGAS

    ABDOME ANTEBRAO

    Pol Cm Constante A

    Pol Cm Constante B

    Pol Cm Constante C

    38,25 97,15 40,08 35,75 90,80 32,02 17,25 43,81 51,7838,50 97,79 40,35 36,00 91,44 32,24 17,50 44,45 52,5438,75 98,42 40,61 36,25 92,07 32,46 17,75 45,08 53,2839,00 99,06 40,87 36,50 92,71 32,69 18,00 45,72 54,0439,25 99,69 41,13 35,75 93,34 32,91 18,25 46,35 54,7839,50 100,33 41,39 37,00 93,98 33,14 39,75 100,96 41,66 37,25 94,61 33,36 40,00 101,60 41,92 37,50 95,25 33,58 40,25 102,23 42,18 37,75 95,88 33,81 40,50 102,87 42,44 38,00 96,52 34,03 40,75 103,50 42,70 38,25 97,15 34,26 41,00 104,14 42,97 38,50 97,79 34,48 41,25 104,77 43,23 38,75 98,42 34,70 41,50, 105,41 43,49 39,00 99,06 34,93 41,75 106,04 43,75 39,25 99,69 35,15 42,00 106,68 44,02 39,50 100,33 35,38 42,25 107,31 44,28 39,75 100,96 35,59 42,50 107,95 44,54 40,00 101,60 35,82 42,75 108,58 44,80 40,25 102,23 36,05 43,00 109,22 45,06 40,50 102,87 36,2743,25 109,85 45,32 40,75 103,50 36,4943,50 110,49 45,59 41,00 104,14 36,7243,75 111,12 45,85 41,25 104,77 36,9444,00 111,76 46,12 41,50 105,41 37,1744,25 112,39 46,37 41,75 106,04 37,3944,50 113,03 46,64 42,00 106,68 37,6244,75 113,66 46,86 42,25 107,31 37,8745,00 114,30 47,18 42,50 107,95 38,0645,25 114,93 47,42 42,75 108,58 38,2845,50 115,57 47,66 43,00 109,22 38,5145,75 116,20 47,94 43,25 109,85 38,7346,00 116,84 48,21 43,50 110,49 38,9646,25 117,47 48,47 43,75 111,12 39,1846,50 118,11 48,73 44,00 111,76 39,4146,75 118,74 48,99 44,25 112,39 39,6347,00 119,38 49,26 44,50 113,03 39,8547,25 120,01 49,52 44,75 113,66 40,0847,50 120,65 49,78 45,00 114,30 40,30

  • 47,75 121,28 50,0448,00 121,92 50,3048,25 122,55 50,5648,50 123,19 50,8348,75 123,82 51,0949,00 124,46 51,35

    Estimativa do Percentual de Gordura em Obesos,

    Atravs de Circunferncias

    Vrios estudiosos concordam que a tcnica de dobras cutneas

    no deve ser utilizada na estimativa da gordura corporal em obesos.

    Com o aumento dos nveis de adiposidade, a proporo entre o tecido

    adiposo subcutneo e o total se modifica, afetando conseqentemente a

    relao entre o somatrio de dobras cutneas e a densidade corporal

    (HEY-WARD & STOLARCZYK, 1996). Alm disso, a aplicabilidade do

    mtodo de dobras cutneas em indivduos obesos limitada pelas

    seguintes razes:

    a) a identificao do stio de medida e a palpao dos acidentes

    sseos so mais difceis em indivduos obesos (BRAY & GRAY, 1988);

    b) a espessura da dobra cutnea pode ser maior do que a

    abertura mxima da maioria dos compassos e pode no ser possvel

    destacar a dobra cutnea dos tecidos abaixo da mesma (GRAY et al,

    1990);

    c) h uma maior variao na profundidade em que as pontas

    do compasso devem ser colocadas na dobra (HEYWARD &

    STOLARCZYK, 1996);

    d) a variabilidade na composio do tecido adiposo pode afetar

    a compressibilidade da dobra cutnea (CLARYS et al, 1987);

    e) h uma maior variabilidade entre avaliadores ao medirem

    maiores espessuras de dobra cutnea (BRAY & GRAY, 1988);

    Em funo das limitaes apresentadas, a utilizao de

    circunferncias pode ser extremamente til na avaliao da gordura

  • corporal em indivduos extremamente obesos, visto a sua maior

    aplicabilidade e acurcia.

    Uma interessante proposta, neste sentido, foi apresentada por

    Weltman et al (1987). Esses autores desenvolveram uma equao para

    homens obesos (de 30 a 45% de gordura corporal), com idade entre

    vinte e quatro a sessenta e oito anos, utilizando circunferncias

    abdominais e peso corporal como preditores. Posteriormente, Weltman

    et al (1988) em estudo similar envolvendo mulheres de vinte a sessenta

    anos, desenvolveram outra equao antropomtrica para estimar a

    gordura corporal em obesas. Esta equao envolveu uma combinao e

    circunferncias abdominais, peso corporal e estatura. As equaes

    utilizam dois stios de medidas. O primeiro consiste na circunferncia

    abdominal entre o processo xifide e o umbigo e o segundo, na

    circunferncia abdominal ao nvel do umbigo.

    A seguir apresentamos as equaes de Weltman et al.

    (1987,1988), que podem ser teis para os treinadores personalizados

    que necessitam acompanhar os efeitos dos programas de exerccios e

    dietas sobre a composio corporal de alunos obesos. Lembramos que

    as mesmas s devem ser aplicadas em indivduos com percentual de

    gordura a partir de 30%.

    Equao para Homens

    % gordura = 0,31457 (MCA) - 0,10969 (PC) + 10,8336

    Equao para Mulheres

    % gordura = 0,11077 (MCA) - 0,17666 (E) + 0,14354 (PC) +

    51,03301

    onde: MCA = mdia das circunferncias abdominais (cm)

    PC = peso corporal (kg)

    E = estatura (cm)

    Interpretao dos Dados de Composio Corporal

    1 - Devido falta de equaes para a estimativa da densidade

    corporal e do percentual de gordura que atendam s peculiaridades da

  • populao brasileira, os modelos propostos por Jackson & Pollock

    (1978) e Jackson, Pollock & Ward (1980) podem ser utilizados para a

    estimativa da densidade corporal. Posteriormente, o clculo do

    percentual de gordura poder ser efetuado pela equao de Siri (1961).

    As medidas circunferenciais tambm podem ser usadas na

    predio da gordura corporal. Entretanto, a no ser nas obesidades

    severas onde no possvel medir as dobras cutneas, as

    circunferncias podem ser mais fidedignas.

    2 - Em se tratando de no-atletas, a literatura sugere como

    padres mdios de gordura valores que esto em torno de 16% e 23%

    para homens e mulheres, respectivamente (POLLOCK & WILMORE,

    1993). No entanto, a quantidade de gordura pode variar bastante em

    funo da idade, dos padres de sade, da prtica de atividade fsica e

    do que se entenda por uma esttica corporal adequada.

    Mais importante que determinar o percentual de gordura ideal,

    ter o conhecimento das faixas onde poderemos classificar o indivduo e,

    dentro das mesmas, encontrar o valor que mais se adequa a ele. Com

    esse objetivo, adotaremos como referncia a descrio apresentada a

    seguir (tabelas 7 e 8).

    Por vezes, valores expressos em tabelas especficas podem no

    ser a melhor forma para determinarmos qual o percentual de gordura

    adequado ao nosso aluno. Quando os dados de uma tabela no se

    ajustarem realidade em questo, devemos realizar um

    acompanhamento longitudinal para ento estabelecermos qual a meta

    final a ser atingida quanto reduo da gordura. Um conselho prtico

    no exagerar na hora de estabelecer o quanto o avaliado dever perder.

    Dessa forma, pode-se trabalhar com objetivos a curto, mdio e longo

    prazo. Em funo dos resultados obtidos com o treinamento, poder ser

    determinado com maior exatido o valor alvo de gordura a ser

    alcanado pelo praticante. A partir do momento em que o avaliador j

    conhece seu aluno, fica mais fcil precisar as suas metas.

  • Tabela 7 - Padres de % de Gordura para Homens

    Classificao Idade (anos)18-25 26-35 36-45 46-55 56-65

    Excelente 4-9

    8-13 10-16 12-18 13-19

    Boa 10-12 14-17 17-20 19-22 20-22Na Mdia 13-16 18-21 21-23 23-25 23-26Ac. da Mdia 17-21 22-25 24-27 26-28 27-29Excessivo 22-28 26-30 28-32 29-34 30-35 (Adaptado de Golding et al, 1989)

    Tabela 8 - Padres de % de Gordura para Mulheres

    Classificao Idade (anos)18-25 26-35 36-45 46-55 56-65

    Excelente 13-17 14-18 16-20 17-23 18-24Bom 18-21 19-22 21-25 24-27 25-28Na Mdia 22-25 23-26 26-29 28-31 29-32Ac. da Mdia 26-29 27-31 30-34 32-35 33-36Excessivo 30-37 32-39 35-41 36-42 37-41 (Adaptado de Golding et al, 1989)

    3 - Valores percentuais que caracterizam um excesso de

    gordura devem ser analisados com cautela. Vejamos um exemplo. Para

    um indivduo que possui 10% de gordura, o fato desse valor subir para

    15% representa um aumento de 50%. Para esse indivduo, 15% pode

    significar um elevado percentual de gordura. J para um sujeito que

    possua 25% de gordura e chegou a 15%, esse valor pode no ser

    considerado excessivo. Nos dois casos, o mesmo valor teve

    interpretaes distintas, o que nos leva a sugerir uma anlise

    individualizada dos resultados.

    4 - Deve-se ter muito cuidado ao estabelecer o peso ideal. Cada

    pessoa apresenta caractersticas prprias e o percentual

  • de gordura ideal pode variar entre indivduos do mesmo sexo e

    faixa etria. Alm disso, a massa magra influenciada pela prtica do

    exerccio e pelo estado nutricional, o que concorre para a alterao do

    peso corporal. Em termos prticos, aconselhamos estabelecer o peso

    terico ideal a mdio e a longo prazos. Atravs das reavaliaes

    poderemos ajustar o trabalho prescrito, detectando com maior exatido

    qual a relao ideal entre gordura e desenvolvimento muscular.

    5 - Para minimizar os erros na predio da gordura,

    aconselhamos empregar conjuntamente ao valor percentual, um

    somatrio de dobras cutneas. Para tanto, preconizamos as dobras

    cutneas de trceps, subescapular, suprailaca, abdominal, coxa e

    perna medial. No caso dos homens, tambm poder ser adicionada a

    dobra de peitoral. Alm do somatrio, o monitorao dos valores de

    cada dobra poder ser til no acompanhamento da distribuio regional

    de gordura.

    6- O desejo de ficar forte e/ou magro pode levar os praticantes a

    cometerem excessos no treinamento. Uma correta metodologia de

    trabalho consiste na aplicao adequada das cargas seguida de

    perodos de recuperao satisfatrios. Indivduos que desejam modificar

    suas caractersticas corporais de forma significativa devem ser

    orientados de que algumas alteraes necessitam de tempo para que

    sejam promovidas. O excesso de treinamento, alm de predispor os

    praticantes a leses, pode ser desmotivante, levando os alunos evaso

    dos programas de atividades fsicas.

    7 - Os conceitos de sade e esttica muitas vezes no so

    convergentes. Valores de gordura e massa muscular necessrios a uma

    boa sade podem no ser compatveis com padres de esttica.

    preciso ter cuidado, pois a busca de um 'corpo perfeito' pode levar a

    prejuzos na sade.

    8 - Cabe ainda ressaltar que os objetivos dos alunos muitas

    vezes no so condizentes s suas necessidades.

  • O treinador deve realizar um trabalho educativo, no sentido de

    orientar e conscientizar os alunos quanto s suas reais necessidades

    para o alcance de seus objetivos.

    Determinao das Estruturas da Composio Corporal a partir

    do Clculo do Percentual de Gordura

    Aps estabelecido o percentual de gordura, pode-se facilmente

    obter os valores absolutos dos componentes da composio corporal,

    utilizando-se as seguintes equaes:

    - Peso gordura = (% de gordura/100) x peso corporal total

    - Massa corporal magra = peso corporal total - peso gordura

    - Peso terico ideal

    - Peso gordura em excesso = peso total - peso terico ideal

    3 - Avaliao da Flexibilidade

    A flexibilidade um dos mais importantes componentes da

    aptido fsica relacionado sade. Esta qualidade fsica pode ter

    implicaes na reabilitao teraputica ou profiltica de casos diversos

    como lombalgias, dismenorrias e tenses neuromusculares (BADLEY &

    WOOD, 1982; SUZUKI & ENDO, 1983, FOX et al. 1992; POLLOCK &

    WILMORE, 1993), bem como na manuteno de nveis de

    condicionamento necessrios vida cotidiana (GERSTEN et al., 1970;

    LAUBENTHAL et al. 1972).

    Indivduos que exibem melhores nveis de flexibilidade so

    menos suscetveis a leses quando submetidos a esforos intensos e

    geralmente apresentam menor incidncia de problemas steo-

    mioarticulares (CORBIN & NOBLE, 1980). Em contrapartida, baixos

    nveis de flexibilidade nas regies do

  • tronco e quadril esto relacionados a problemas de ordem

    postural (KRAUS, 1970; MELLEBY, 1982; RIIHIMAKI, 1991).

    Os msculos, tendes, ligamentos e tecidos conectivos tendem a

    melhorar sua propriedade de elasticidade mediante programas

    regulares de atividade fsica que englobem exerccios de alongamento.

    Isso sugere que os efeitos positivos provenientes de uma boa

    flexibilidade