A Espada e a Espátula nº2

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edição de abril de 2012

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  • Projeto Spurgeon A Espada e a Esptula Abril de 2012

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  • Projeto Spurgeon A Espada e a Esptula Abril de 2012

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    Indice Editorial 3 Armando Marcos

    Comentrios 4 Arminianismo e Santidade 5 C.H.Spurgeon

    A Veracidade da Ressurreio de Cristo 8 William Craig

    Vai ter com a formiga, internauta preguioso! 10 Mauricio Zgari

    A apostasia e neopentecostalizao das Igrejas histricas. 13 Renato Vargens

    O Que Significa Ser Reformado (parte 1) 16 Josep Rossello

    Seu Twitter mostra que voc salvo? 21 Paul Washer

    O que a Regenerao? 24 J.C.Ryle

    Spurgeon sobre o Calvinismo Depravao Total 27 Nathan W. Bingham

    Faa discpulos 30 Atila Calumby Inclina-me a Palavra, no a Cobia 32 C.H.Spurgeon ESPECIAL: Da salvao da humanidade, somente por Cristo 34

    Arcebispo Thomas Cranmer

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    Editorial Armando Marcos

    Nessa nova edio de A Espada e a Esptula,

    tentamos manter o mesmo padro de nosso

    primeiro nmero, trazendo artigos e tradues

    da blogosfera crist, bem como tivemos a

    colaborao exclusiva de vrios amigos para essa

    nova edio; Porem, nessa edio, deixamos os

    textos em uma coluna apenas, procurando

    facilitar a leitura das matrias.

    Nossa inteno que por meio dessa revista, nossos leitores possam ter

    em resumo, muito limitado por conta de espao, do que de melhor

    temos selecionado para o crescimento espiritual, bem como divulgando

    sites e links com material que cremos o Esprito Santo possa usar

    segundo Seus propsitos mais diversos.

    Durantes as ultimas semanas que antecederam a Pscoa, nosso Projeto

    esteve envolvido no lanamento de diversos sermes traduzidos

    especialmente por conta da Pscoa; pedimos aos leitores de nossa

    revista que baixem gratuitamente, se ainda no fizeram o ebook

    Caminho da Redeno fruto desse trabalho desse ano.

    Que o Senhor, por fim, abenoe vossa leitura, e que Jesus seja

    glorificado.

    So Paulo, Abril de 2012

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    Comentrios Depois de ler minuciosamente o primeiro exemplar no meu computador, resolvi escrever sobre minhas impresses pessoais acerca da publicao. Primeiramente quero parabenizar pelo editorial, pois retrata muito bem o objetivo da revista, objetividade e clareza so caractersticas textuais que incentivam qualquer leitor a continuar entusiasticamente a leitura.

    Ao longo da leitura fui conhecendo aspectos sobre a vida de Spurgeon que eu no conhecia. Fiquei muito feliz com cada descoberta. Deus seja louvado pela vida e obra desse pregador da Palavra de Deus. As indicaes de leitura e as frases colocadas em um formato didtico entre os artigos so muito inspiradoras.

    Os artigos que mais gostei foi a da Mary Schultze, do tila Calumby e do Josep Rosselo. Foi uma leitura deveras edificante. Deus em Cristo abenoe a todos.

    Elenice Rabelo Costa.via Facebook, 09 de abril

    Deus abenoe mais essa iniciativa to edificante do Projeto Spurgeon. Estou muito feliz com o resultado e posso contemplar os campos

    Yara Carvalho, via Facebook, 14 de maro

    + MANDE SEU COMENTRIO PARA https://www.facebook.com/projetospurgeon

    A Espada e a Esptula uma publicao mensal de Projeto Spurgeon proclamando a CRISTO Crucificado; inspirada na original The Sword of the Trowel, fundada por Spurgeon desde 1865. CAPA: imagem de Cristo lutando com Apolion, da alegoria O Peregrino, de John Bunyan Todos os direitos reservados: uso livre desse material. VEDADA VENDA. Email: [email protected]

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    Arminianismo e Santidade

    C.H.Spurgeon

    A polmica que tem prosseguido entre os calvinistas e os arminianos sumamente importante, mas no envolve a questo crucial da santidade pessoal de tal forma que torne a vida eterna dependente de se esposar um ou outro

    desses sistemas teolgicos. Entre os protestantes e os papistas h polmicas dessa natureza, de modo que aquele que salvo, por um lado, pela f em Jesus, no ousa concordar que seu oponente, do lado oposto, possa ser salvo no que depender de suas prprias obras.

    Ali, a polmica por vida ou morte, porque gira sobre a Doutrina da Justificao pela F, a qual Lutero apropriadamente chamou de a doutrina de verificao, pela qual uma Igreja permanece ou cai. A polmica, novamente, entre o crente em Cristo e o Sociniano, uma que concerne a um ponto vital. Se o Sociniano estiver correto, estamos em abominvel erro, e ns de fato somos idlatras como haveria de habitar em ns a vida eterna? E se estamos corretos, nossa maior caridade no nos permitiria imaginar que um homem pode entrar no Cu sem crer na real divindade do Senhor Jesus Cristo. H outras polmicas, portanto, que atingem o centro, e tocam a prpria essncia da questo.

    Eu entendo, porm, que todos estamos livres para admitir que, conquanto John Wesley, por exemplo, em tempos recentes defendeu com zelo o arminianismo, e por outro lado, George Whitefield com igual fervor lutou pelo calvinismo, nenhum de ns deve estar preparado, seja em que lado estivermos, para negar a santidade de um ou de outro. No podemos fechar nossos olhos para o que cremos ser o crasso erro de nossos oponentes, e devemos nos achar indignos do nome de homens

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    honestos, se pudermos admitir que eles estejam certos em todas as coisas, e ns tambm o estejamos! Um homem honesto tem um intelecto que no o permite crer que sim e no podem ambos subsistir ao mesmo tempo e serem ambos verdadeiros. No posso dizer , e meu irmo, queima-roupa, dizer no , e ambos estarmos corretos quanto ao assunto! Estamos dispostos a admitir de fato, no ousamos dizer o contrrio que a opinio neste assunto no determina o estado futuro ou mesmo o presente, de qualquer homem!

    Ainda assim, entendemos que ele to importante que, ao manter nossa posio, prosseguimos com toda a coragem e fervor de esprito, crendo que estamos fazendo a obra de Deus, e mantendo as mais importantes verdades de Deus. Pode ocorrer nesta tarde que o termo calvinismo seja usado com frequncia. No seja ele mal-compreendido: s usamos o termo por brevidade. A doutrina que se chama de calvinismo no surgiu com Calvino; cremos que ela surgiu do grande Fundador de toda a verdade. Talvez o prprio Calvino tenha se baseado nos escritos de Agostinho. Agostinho baseou suas opinies, sem dvida, pelo Esprito de Deus, do diligente estudo dos escritos de Paulo, e Paulo os recebeu do Esprito Santo, de Jesus Cristo, o grande Fundador da dispensao crist. Usamos o termo, portanto, no porque atribuamos qualquer importncia extraordinria ao fato de Calvino ter ensinado estas doutrinas. Ns nos disporamos a cham-las por qualquer outro nome, se encontrssemos um pelo qual elas fossem melhor compreendidas, e o qual condissesse com a realidade. E, de novo, nesta tarde, provavelmente teremos de falar dos arminianos, e com isso, no insinuamos, em momento algum, que todos aqueles que pertencem ao grupo arminiano mantm essas opinies em particular.

    H calvinistas ligados a igrejas calvinistas, que no so calvinistas em suas opinies, carregando o nome, mas descartando o sistema. H, por outro lado, no poucos nas igrejas metodistas que, na maioria dos assuntos, concordam perfeitamente conosco, e creio que se a questo fosse peneirada a fino, descobriramos que concordamos mais em nossas opinies particulares do que em nossas confisses pblicas, e nossa religio devocional mais uniforme do que nossa teologia. Por exemplo, o hinrio do Sr. Wesley, o qual pode ser contemplado como uma declarao de sua teologia, tem nele alguns itens de calvinismo mais

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    elevado do que muitos dos livros que ns usamos! Eu j fui grandemente tocado pelas fortes expresses que ele emprega, muitas das quais eu mesmo teria hesitado em usar.

    Sermo Exposio das Doutrinas da Graa N 385 , em maio no Projeto Spurgeon

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    A Veracidade da Ressurreio de Cristo

    William Lane Craig

    Atos 17:31 - A ressurreio a forma que Deus vindicou

    a veracidade das afirmaes de Cristo.

    A resposta de que sabemos que Cristo vive, pois Ele vive

    em ns razovel em ambiente pessoal, mas em

    conversas pblicas esse tipo de afirmao no tem mais

    credibilidade de que qualquer outra religio ou pessoa

    que afirme ter uma experincia religiosa.

    Como o cristianismo est arraigado na histria podemos verificar se tais

    afirmaes so verdadeiras. Ento, consideremos, por enquanto, os

    evangelhos como documentos histricos. H trs fatos sobre a morte e

    ressurreio de Cristo considerados como histricos pela maioria dos

    acadmicos.

    Fato #1 Aps a crucificao Jesus foi sepultado por um membro do sindrio chamado Jos de Arimateia.

    Isso significa que tanto judeus como gentios conheciam o local onde Jesus

    foi sepultado. E isso importante, pois os apstolos jamais poderiam falar

    de ressurreio se o corpo estivesse no local.

    Argumentos a favor da historicidade:

    1. O sepultamento de Jesus confirmado pela antiga tradio citada por Paulo em 1 Co 15, uma

    tradio bem antiga e muito prxima a mo