A família EMRC Carolina Canastra

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A Família

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A Famlia

A Famlia

Definio de famliaDesigna-se porfamliaoconjunto de pessoas que possuem grau de parentesco entre sie vivem na mesma casa formando um lar. Uma famlia tradicional normalmente formada pelo pai e me, unidos por matrimnio ou unio de fato, e por um ou mais filhos, compondo uma famlia nuclear ou elementar.A famlia considerada uma instituio responsvel por promover a educao dos filhos e influenciar o comportamento dos mesmos no meio social. O papel da famlia no desenvolvimento de cada indivduo de fundamental importncia. no seio familiar que so transmitidos os valores morais e sociais que serviro de base para o processo de socializao da criana, bem como as tradies e os costumes perpetuados atravs de geraes.O ambiente familiar um local onde deve existir harmonia, afetos, proteo e todo o tipo de apoio necessrio na resoluo de conflitos ou problemas de algum dos membros. As relaes de confiana, segurana, conforto e bem-estar proporcionam a unidade familiar.A Famlia ao longo da histria da humanidadeA famlia o ncleo natural e fundamental da sociedade e como tal deve ser protegida, como se conclui do disposto na "Conveno Americana de Direitos Humanos de 1969."

Houve, ao longo da histria, modelos diferenciados de famlia primitiva, sendo que a maior parte deles tinha como caractersticas essenciais a mtua proteo e a segurana. A constituio das famlias mantinha estreita ligao com a unidade de culto e com liames msticos. A formao da famlia era determinada pela necessidade de subsistncia. Era essa necessidade de subsistncia quem regulava as unies e o nmero de filhos.

Na Grcia e na Roma antigas, predominavam as micro-religies. A famlia tinha, portanto, seu prprio culto, sua justia, seus costumes e tradies. O culto adotado era uma escolha do chefe da famlia, denominadopater.No era cabvel, portanto, falar-se em "liberdade de culto"tal como a conhecemos hoje, notando-se uma ntida sujeio dos membros do cl s determinaes dopater.Em Roma, o casamento era, por essncia, monogmico, definindo-se como a unio entre o homem e a mulher com o fim de estabelecer uma comunho de vida ntima e duradoura. No plano jurdico, era um estado de fato que no surgia, como o atual, da troca inicial de consentimentos, mas da permanncia da unio baseada na convivncia e na inteno de ser marido e mulher. A colocao da mulher disposio de seu marido era indispensvel, sendo a entrada da mulher na casa de seu marido a melhor prova.

Na Idade Mdia, o conceito de famlia passa pela forte determinao e influncia da Igreja. Com o Cristianismo sendo reconhecido como religio oficial de praticamente todos os povos ditos civilizados, o culto familiar deslocou-se para as capelas, deixando opaterde ser o seu sacerdote. A famlia perde parte de suas funes, eis que o culto no mais celebrado pelo patriarca, como ocorria em tempos passados.Nos primrdios da Igreja Catlica, esta no se opunha diretamente a outras formas de constituio da famlia que no o casamento. Entretanto, durante a Idade Mdia, a Igreja imps a forma pblica de celebrao, criando o dogma do matrimnio/sacramento. O Cristianismo, ento representado com exclusividade pela Igreja de Roma, reconheceu na famlia uma entidade religiosa, transformando o casamento, para os catlicos, num sacramento. A famlia foi convertida em clula-me da Igreja, hierarquizada e organizada a partir da figura masculina.

No incio do sculo XVI, com a Reforma protestante, a Igreja Catlica deixa de ser representante exclusiva dos preceitos cristos.

Na Idade Moderna, o sistema feudal substitudo pela ideia de Estado Nacional, tirando da famlia outras de suas funes, entre as quais a de defesa e de assistncia, j que os cidados passaram a contar, em tese, com a proteo estatal, em vez de recorrer autotutela.Com a Revoluo Industrial, a famlia deixa de ser uma unidade de produo, sob o comando de seu chefe, passando cada membro a trabalhar dentro das fbricas. A famlia, antes produtora dos bens para a sua prpria subsistncia, passa a exercer funo econmica, auferindo o seu sustento da produo, ora como proprietria, ora como proletria.Com a Revoluo Francesa, introdutora dos preceitos de liberdade, igualdade e fraternidade no mundo ocidental mudam muitos dos paradigmas at ento tidos como absolutos, permitindo assim a existncia de novos modelos de famlia.

No sculo XX, simultaneamente ao distanciamento do Estado em relao Igreja, chamado laicizao, novos fenmenos surgiram. A liberao dos costumes, a revoluo feminina, fruto do movimento feminista e do aparecimento dos mtodos contraceptivos, e a evoluo da gentica, que possibilitou novas formas de reproduo, foram fatores que contriburam para redimensionar o conceito de famlia.

Diversos tipos de famlias

A famlia, como uma instituio social, tem passado por mudanas aceleradas na sua estrutura, organizao e funo de seus membros, a partir da segunda metade do sculo XX. Ao modelo tradicional somam-se muitos outros e no possvel afirmar se so melhores ou piores, apenas SO DIFERENTES.

Famlia Mononuclear; (Famlias formadas por me, pai e filhos)

Monoparental; Mes Independentes; (A me que cuida dos filhos sozinha)

Monoparental; Pais independentes; (Pais que cuidam dos filhos sozinhos)

Famlia Homomaternal; (Famlias formadas por mes e filhos)

Famlia Homopaternal; (Formada por pais e filhos)

Valores existentes na famlia Quando os valores prioritrios so os valores ou bens materiais, como ocorre em amplos sectores da sociedade atual, ou quando os valores se confundem com os desejos ou as apetncias de um ser humano, como tambm acontece, a descoberta de verdadeiros valores humanos tem uma grande importncia para a motivao da vontade humana. Porqu? Porque a motivao humana remete sempre para valores humanos verdadeiros, materiais e espirituais sempre que os primeiros sirvam os segundos e no ao contrrio. A descoberta e valores corresponde aos imateriais, aos do esprito, aos que fazem referncia verdade (valores intelectuais), ao bem (valores morais) e beleza (valores estticos). So trs tipos de valores estreitamente relacionados entre si, porque verdade, bem e beleza so os termos inseparveis de um trinmio. (Se algum tentasse separ-los, encontrar-se-ia com uma verdade m e feia, com um bem feio e falso, com uma beleza falsa e m). Como descobrir estes valores? Cada qual deve tomar a iniciativa de os procurar porque lhe so muito importantes: so os elementos que aperfeioam o prprio ser; mediante eles, um indivduo pode acabar por ser, chegar a ser aquilo que : ser mais e melhor pessoa.

Comprometer-se com uns valores e organizar a vida familiar em funo deles supe t-los interiorizado profundamente. S assim sero capazes de os pr de moda na sua famlia, sendo eles prprios, para os seus filhos, portadores de valores.

Esses valores, vividos pelos pais com naturalidade e com graa, com bom humor, sabendo sorrir habitualmente, sero atrativos para os filhos e contagiosos. Os valores familiares constituem um dado irrefutvel, quase com cunho testemunhal, que vai unido ao comportamento dirio dos pais. Tambm estaro presentes estes valores na conduta dos filhos, quando os pais, alm de os viverem e de os fomentarem, promovem e mantm vigentes algumas normas e costumes familiares que mostram a presena viva destes valores preferenciais.Organizao da famlia Cada famlia tem caractersticas que a diferenciam das outras e que condicionam o modo como os seus membros vem o mundo e as relaes afetivas. Durante muito tempo, os hbitos e padres de relacionamento transmitidos pelos pais constituem o nico modelo de referncia para os filhos.Em termos da organizao dos papis familiares, em Portugal continuam a co-existir trs modelos diferentes: o patriarcal, o democrtico e o igualitrio.

O modelo patriarcal caracterizado pela diviso rgida dos papis. Nestas famlias o homem responsvel por garantir o sustento financeiro e a mulher desempenha as funes relacionadas com a lida da casa e com os cuidados prestados aos filhos. Este formato implica quase sempre desequilbrios em termos do poder. Por exemplo, apesar de a me passar mais tempo com os filhos, nem sempre vista como uma figura de autoridade. Pelo contrrio, as decises mais importantes passam quase sempre pelo pai. A taxa de divrcio muito baixa nestas famlias devido dependncia financeira da mulher.

As famlias que se enquadram no modelo democrtico adotam uma diviso sexual do trabalho, o que implica que a generalidade das tarefas domsticas esto a cargo da mulher. No entanto, ambos trabalham fora de casa e, por isso, partilham a autoridade, os direitos e os bens familiares. Os filhos reconhecem os dois progenitores como decisores, no entanto, veiculada a ideia de que algumas tarefas s podem ser efetuadas pelas mulheres da casa. A emancipao da mulher implica o fim da insolubilidade do casamento.

O modelo igualitrio caracterizado pela integrao total da mulher no mercado de trabalho. A dupla jornada laboral (dentro e fora de casa) implica uma diviso equitativa dos deveres do lar, bem como a igualdade de direitos familiares. Estes casais investem frequentemente no seu percurso acadmico e reconhecem a necessidade de implementar sistemas de entreajuda para a concretizao das tarefas domsticas e cuidados prestados aos filhos.

Funes dos diversos elementos da famlia A nossa sociedade vem passando por muitas alteraes. Com essas mudanas a funo do homem e da mulher tem se modificado tanto na vida social quanto nas relaes familiares.Houve um tempo em que os papis eram bem definidos e bastava ao homem prover e sustentar a famlia e a esposa cuidar da casa e dos filhos para se sentirem seguros em seus papis.Com o movimento feminista as mulheres foram em busca de direito de voto, proteo legal, liberdade sexual, aborto livre, creches, direito ao divrcio e igualdade de acesso ao trabalho e a educao.Compreendemos atualmente que a funo do pai e da me na vida de uma criana vai alm dos cuidados bsicos pela sobrevivncia, eles so co-responsveis pelo desenvolvimento emocional e relacional da criana. Ainda que ambos sejam igualmente importantes na vida do filho, as funes de cada um so diferentes em cada etapa do desenvolvimento.

A me o primeiro vnculo da criana e a primeira relao na qual ela pode conhecer e desenvolver a possibilidade de entrega e confiana. O desenvolvimento da comunicao afetiva se inicia na relao com a figura materna e ao longo de todo o desenvolvimento infantil a me ser uma referncia importante para a criana de como lidar com o seu mundo interno (emoes, sensaes, sentimentos, necessidades e desejos). Entre as vrias funes caber a me ser o lugar de acolhimento, de descanso e aconchego para o filho se aquietar emocionalmente e corporalmente. Auxilio para a criana identificar e nomear seus sentimentos. A me tambm ter o papel importante de ajudar a criana a ir ao encontro afetivo do pai.

O pai constri o seu vnculo com a criana na medida em que a mesma vai ampliando o seu contato para alm da me. Caber ao pai alm de ser a estrutura que protege e orienta a famlia ser a referncia que ajuda ao filho (a) a lidar com a realidade, a desenvolver a forma racional, prtica e os meios para lidar com o mundo externo e com a impessoalidade das relaes. O pai tem o papel importante de ajudar a criana no desenvolvimento da disciplina, respeito a regras, limites e responsabilidades. importante ter claro que essas funes no so rgidas. Durante o desenvolvimento tanto o pai quanto a me transitam um tanto por todas essas funes, porm devido a questes do desenvolvimento psquico infantil fato que a conscincia e a atuao predominante dos pais em suas funes especificas favorecem o desenvolvimento da criana.

Quando a famlia falha o que pode acontecer aos seus filhos ou idosos

Quando a famlia falha por diversas razes, os filhos e os idosos sofrem consequncias muitas vezes irreversveis. No caso das crianas, o seu futuro fica comprometido podendo mesmo acabar em instituies pois os pais no tm condies ou no querem educar / cuidar dos seus filhos.

No caso dos idosos, os filhos acabam muitas vezes por abandon-los pois no se preocupam com o seu bem estar. Na sociedade atual, em que ambos os elementos do casal trabalham muito difcil tratar de idosos. Estes acabam por irem para lares de idosos. Contudo, mesmo l no devem ser esquecidos e precisam do acompanhamento dos filhos. Quando a Famlia Falha...

Quando a famlia falha...O fracasso parece total.A dor imensa.A separao, algo real.

Quando a famlia falha...Os dias parecem escuros.As noites interminveis.E as vidas cercadas por muros.

Quando a famlia falha...Falha a esperanaFalham os sonhos.Desfaz-se a aliana.

Quando a famlia falha...As coisas perdem o sentido.Os lugares ficam desertos.E a alma solta um gemido.

Quando a famlia falha...A escola enfraquece.A igreja sofre.A sociedade adoece.

Quando a famlia falha...Deus no falha.Ele vem ao nosso socorroE nos estende a sua mo.Liga a luz do nosso tnel.E nos d nova cano.

Quando a famlia falha...Deus continua a amarPerdoar, livrar e curar.Portanto, jamais se esqueaDeus nunca falhaE jamais se cansaDe cuidar deVoc. Elaine Brasil BehrsinCrianas e idosos felizes

Na casa da minha famlia

Trabalho de EMRC realizado por:Carolina Grilo CanastraN:5Turma:5C