A Formula Do Crescimento Revista DOM - FDC

download A Formula Do Crescimento Revista DOM - FDC

of 13

  • date post

    24-Dec-2014
  • Category

    Business

  • view

    2.605
  • download

    1

Embed Size (px)

description

Artigo demonstra as estratégias e o modelo de crescimento acelerado. Publicado na Revista DOM da Fundação Dom Cabral

Transcript of A Formula Do Crescimento Revista DOM - FDC

  • 1. quot;as 10 faces da Inovaoquot; Tom KEllEY (com lITTman) Ed. Campus Elsevier, 2007 om Kelley mais conhecido como especialista em e as premissas centrais de qualquer esforo para inovar. design de produtos ele e o irmo dirigem a Ideo, Faltam idias sobre a compreenso da inovao susten- conhecida empresa norte-americana do setor. The Ten tvel ou disruptiva. Kelly usa a mesma linguagem obs- Faces of Innovation seu segundo livro, antecedido pelo cura dos livros de inovao-pop, como o confuso termo The Art of Innovation (A Arte da Inovao). breakthrough (ruptura) para o equivalente a disruptivo. O tema geral do livro explicado em uma introduo Tambm no desenvolve uma abordagem de como apli- sem brilho, que louva as virtudes da inovao com os car as Faces ou as personas para criar algo disruptivo, mesmos lugares-comuns utilizados pela mdia quando quando necessrio um conjunto de recursos, processos aborda o tema. Outros ttulos e valores fundamentalmente inovao-pop, como o Fast diferentes (com enfoques dife- Innovation, de Michael George, rentes). Em compasso com o pelo menos buscam uma base resto da turma da inovao- sria para suas afirmaes ao pop, todos os seus exemplos utilizarem avaliaes e outros so de sustaining inovao e argumentos, em vez dos mes- no de inovao disruptivo. A mos velhos e gastos lugares- maior parte de seu trabalho comuns sobre a inovao. focaliza definies muito restri- O livro descreve as trs cate- tas de clientes e circunstncias gorias de Persona para as Dez pr-existentes (por exemplo - Faces: Personas Aprendizes, colocar um relgio em cima Personas Organizadoras e das mquinas que vendem Personas Construtoras. refrigerante para que os passa- Teoricamente, o conceito das geiros de trens comprem mais personas poderia at ser inte- refrigerantes nas estaes), o ressante. Kelley escreve o livro que a prpria natureza do todo na primeira pessoa, o que dilema do inovador. Nesse limita grande parte de seu foco quesito, o livro deixa de ser ao mundo Ideo. Alm disso, uma leitura bvia e incua para KIP GARLAND existe uma enorme lacuna em termos de teoria as tornar-se txica distribuindo maus conselhos. tentativas de explicar os porqus que embasam suas Em resumo, o livro de Kelley no uma leitura espe- afirmaes. O autor tenta salpicar o livro com uma boa cialmente boa, embora tambm no seja especialmente dose de dicas, mas elas se revelam totalmente sem pesada (isto , a relao esforo/benefcio no est de inspirao (precisamos ser informados de que temos de todo desequilibrada), trazendo-nos o benefcio adicional ir a uma banca de jornais para encontrar o meta apren- de no nos exigir durante a leitura. E, embora seja uma dizado?), pois no h temas ou premissas comuns e a obra sem gordura, no contm nada especialmente maioria das dicas bvia e trivial. Um mergulho mais inovador. profundo na psicologia do desenvolvimento, na pedago- gia e em outros construtos comportamentais seria de KiP Garland professor convidado da Fundao Dom Cabral. Fundador e grande valia. POR diretor da innovationSEED, foi responsvel pela implementao latino- americana do processo de inovao global, descrito no Caso Harvard Entretanto, a maior lacuna no livro a falta de emba- Business School 9-705-463 (traduzido para o portugus, com permisso, samento no crescimento o amplo porqu da inovao pela FDC). 90 DOM
  • 2. leitura sempre em busca do aprendizado. Sabe que, por tema inovao est na pauta do dia das empre- maior que seja o sucesso atual da empresa, isso no sas. Os executivos esto sempre em busca de uma garante um futuro promissor; preciso buscar o frmula mgica para tornar sua empresa mais ino- novo, olhando para fora da janela. Destaca que o vadora e, assim, ganhar mercados e ser mais com- aprendizado acontece por tentativas e erros, passan- petitiva. O tema, no entanto, no novo. J em do pelo entendimento e a explorao de outras 1912, o economista austraco Joseph Alois culturas. Schumpeter discutia a importncia da inovao Em outra categoria de habilidades dos recursos como elemento central para o desenvolvimento eco- humanos, necessrias a fomentar a capacidade de nmico. Nessa fase, sua publicao mais importan- inovao das empresas, o autor destaca os profissio- te foi Teoria do Desenvolvimento Econmico, em nais que organizam os processos. So aqueles que que destacava o papel do empresrio inovador. J baseiam suas atividades em preparar o palco para em 1939, numa fase mais madura, Schumpeter que as inovaes aconteam reunir uma equipe escreveu Business Cycle, em que ampliou sua leitu- que atenda aos princpios da diversidade, canalizar ra sobre o fenmeno e passou a observar o processo o que foi construdo para os diferentes papis da de inovao. Em um de seus ltimos artigos organizao, etc. Isso fundamental, pois muitos Economic Theory and Entrepreneurial History des- ainda acreditam que a inovao acontece no caos, tacou o carter institucional e no-personalizado do sem uma estrutura que lhe d suporte. processo de inovao. Ao final da leitura, resta uma reflexo: ok, as Atualmente, vrios dos seguidores de empresas precisam promover a diversidade de habi- Schumpeter, denominados neo-schumpeterianos, lidades em suas equipes de trabalho, pois assim discutem o carter sistmico da inovao. Existem estaro mais aptas a abrir sua cabea e pensar muitos fatores que influenciam a capacidade de fora da caixa expresses usadas diariamente inovao de um pas e, conseqentemente, de suas pelos executivos quando discutem a questo da ino- empresas, como o papel do sistema financeiro, as vao. Mas, isso bastaria? Embora no esteja dito de instituies de fomento P&D e as polticas pbli- maneira direta, o livro nos leva a pensar que no. cas, dentre outros. Num mbito setorial, deve-se Tornar uma empresa inovadora , na verdade, considerar a base de conhecimentos e as relaes um problema complexo. Exige sim, profissionais estabelecidas entre os atores. E no que se refere s