abolsamia 87

of 124/124
  • date post

    28-Mar-2016
  • Category

    Documents

  • view

    554
  • download

    39

Embed Size (px)

description

A revista das máquinas agrícolas. Tractores e equipamentos novos e usados, dos Concessionários...

Transcript of abolsamia 87

  • Em Portugal, nos pases intervencionados e nomeadamente no nosso principal cliente, a Espanha, a constante quebra de vendas de mquinas agrcolas, estimada pelo barmetro do sector atravs das

    estatsticas oficiais de tractores matriculados anualmente, tem-se agravado a partir do incio da grande crise ocorrida h cinco anos; situao essa que, segundo os comentadores economistas agrrios, dever manter-se, sem tendncia para um abrandamento, se no houver uma aco de ajuda significativa que leve os agricultores a investirem na rea da mecanizao do campo.Com uma baixa de venda de tractores novos acumulada de ano para ano, da ordem dos 50%, a partir do ltimo quinqunio, face aos seus competidores os agricultores e empresas agrcolas portuguesas encontram-se em franca desvantagem frente a tamanho repto. A par com o menor nmero de unidades novas de trabalho (tractores, mquinas e alfaias), o parque existente de maquinaria agrcola em Portugal, j de si largamente deficiente pela elevada idade, tem vindo a alargar o leque de usados obsoletos, afastando-se cada vez mais do que hoje oferecem os fabricantes da especialidade: produtividade acrescida. Produtividade acrescida conseguida por potncia melhor aproveitada, com menor consumo, maior agilidade de manobra, mais conforto de operao, segurana e emisses menos poluentes.

    No tocante ao fabrico de tractores e mquinas agrcolas, os industriais do sector, no receando quaisquer contratempos, passaram por cima da crise, tendo de um modo geral aumentado o nmero de unidades produzidas e vendidas. As empresas fabris de maior relevo passaram a construir determinados modelos em pases emergentes europeus, no continente asitico (preferencialmente na China), ou mantiveram e alargaram a as suas fbricas. Como habitualmente, foram apresentadas importantes inovaes e novos modelos, nas principais feiras internacionais, como temos vindo a publicar. Guiando-nos pela forma como a crise foi encarada e enfrentada pela generalidade dos pases de todo o mundo, a actividade primria foi das que melhor resistiu ao travo imposto pelas medidas de austeridade impostas. Por um lado, na medida em que ningum sobrevive sem comer e, por outro, porque cada dia que passa aumentado o nmero de bocas a alimentar e, o compromisso social de reduzir a fome, que grassa pelo mundo fora, impe que os bens comestveis se multipliquem. A no estagnao, a nvel mundial, no ramo agro-alimentar, para alm de estar a contribuir para a auto-suficincia de cada pas, quando aumentada e exportada representa tambm um passo importante em termos de mercadoria transacionvel.

    Como evidente, apesar da Agricultura h muito ter deixado de ser a arte de empobrecer alegremente, por mais defensor do ramo, que algum seja, jamais poder consider-la como suficiente e vital para que venhamos a pagar o enorme endividamento que fomos obrigados a contrair. No entanto, enquanto no tivermos reunido o conjunto de meios necessrios para atrair investidores, para assim reduzirmos a catstrofe do desemprego, h que deitar mos quilo de que j dispomos com a sobeja quantidade que temos de baldios em solos arveis, com o aumento da produo de agro-industriais, com o alargamento das reas de regadio, com a indstria da madeira das nossas florestas, ou com o turismo rural.Se a promessa do Governo desta vez for para se concretizar, e o montante de euros destinado Economia tiver como condio ser empregue em algo empreendedor que oferea, partida, uma garantia de custo/benefcio , a aposta na renovao do nosso parque de tractores representa, recorrendo a uma comparao futebolstica, uma nova equipa capaz de defrontar os mais difceis desafios. que, em agricultura, como no futebol, os tractores representam e funcionam exactamente como os jogadores. So as peas de trabalho mais importantes de ambas as actividades. Quando funcionam bem ganhamos, quando j no do o que tinham para dar perdemos.

    O Mercado deMquinas Agrcolas

    Editorialpor Nuno de Gusmo

    ABOLSAMIA julho / agosto 2013 3

  • Reportagem Floresta

    Trator do ano 2014

    Visita s fbricas da Kubota no Japo Elmia Wood, uma feira dinmica de projeo mundial

    Conhea a pr-seleo dos nomeados

    62 66

    28

    Antigamente era assim...6 Os 80 anos da Bridgestone

    Empresas38 O novo AgroDiesel e+10 da Repsol40 New Holland Training Camp 2013

    Entrevista54 Sementeira direta, entrevista a

    Lus Alenquer da Agrocamprest

    Horticultura48 The Greenery, um agente forte na distribuio hortofrutcola

    50 Energia Geotrmica aquece estufas

    Mercados57 Registo de maquinaria nova, no mundo58 O mercado Europeu de mquinas agrcolas59 Matrculas de tratores em Portugal

    PAC44 As reas chave da reforma

    Regies103 Concessionrios / mquinas usadas

    Diretor Nuno de Gusmo Propriedade Nugon - Publicaes e Representaes Publicitrias, Lda., Contribuinte 502 885 203 Registo 117122 Depsito legal 117.038/97 Sede R. S. Joo de Deus, 21, 2670-371 Loures Escritrios R. Nelson Pereira Neves, Lj.1 e 2 2670-338 Loures T. 219 830 130 F. 219 824 083 Email: [email protected] Redao Nuno de Gusmo, Francisca Gusmo, Joo Correia, Joo Sobral Publicidade Francisca Gusmo, Amrico Rodrigues Cartoonista Nelson Martins Pr-impresso Catarina Gusmo, Slvia Patro, Carla Chamusca, Workmove Assinaturas Joo Correia ([email protected]) Impresso Jorge Fernandes, Lda, Rua Quinta Conde de Mascarenhas, N9, Vale Fetal - 2825-259 Charneca da Caparica - Tel. 212 548 320 Tiragem 10.000 ex.

    Os textos e fotos, bem como os anncios registados com a bolsa m.i.a. so propriedade da Nugon,Lda., pelo que no podem ser reproduzidos sem a devida autorizao, por escrito, da mesma.

    Na capaNovos reboques Herculanopgina 52

    Sumrio

    ndice

    julho / agosto 2013

    abolsamia membro do jri

    www.abolsamia.ptwww.facebook.com/abolsamia

    4 julho / agosto 2013 ABOLSAMIA

  • Fabricantes de tratores menos conhecidos na Europa

    14

    A vida no campo

    AssineENVIE ESTE CUPO PARA: NuGon, Lda - Rua Nelson Pereira Neves, Ljs. 1 e 2 2670-338 Loures

    Boletim assinatura

    1 ano ( 5 Revistas + 1 Anurio ) 38,00

    2 anos ( 10 Revistas + 2 Anurios ) 70,00

    Nome

    Morada

    Cd. postal

    TEL.

    cont. n

    EMAIL

    pagamento por transferncia bancria: NIB: 0007 0000 0182 8400 2402 3Envie comprovativo para fax: 21 983 3359 ou e-mail: [email protected]

    por cheque n envie para: R. Nelson Pereira Neves, Lj.1 e 2 2670-338 Loures

    Feira de SantarmA abolsamia esteve presente com stand e registou as novidades apresentadas pela maioria dos expositores de mquinas

    79Entrevista Jos Aniceto e Irmo, Lda. e San Jose Neumaticos e Accesorios, SL distribuidores dos pneus BKT

    24

    ABOLSAMIA julho / agosto 2013 5

  • Paixo pela excelncia

    Os 80 anos da

    1906-1930 A histria do fundadorda BridgestoneA famlia do famoso japons no fabrico de pneus, Shojiro Ishibashi, comeou a sua actividade com o fabrico de meias com sola de borracha, conhecidas por Jika-tabi , utilizadas como calado de trabalho. Shojiro assumiu os comandos do negcio da empresa familiar com apenas dezassete anos, tendo como objectivo em mente a diversificao. Ao aperceber-se do potencial da emergente indstria automvel tomou a deciso de comear a fabricar pneus para o sector, uma indstria que no existia no Japo naquele tempo.O primeiro pneu Bridgestone foi fabricado em 9 de Abril de 1930.

    1931-1940Fundao da Bridgestone CompanyO fabrico de pneus da Bridgestone Tire Co., Ltd. baseava-se unicamente na tecnologia japonesa. Nos primeiros tempos a empresa experimentou muitos desafios nas reas da tecnologia, produo e vendas, mas rapidamente melhorou a sua qualidade e expandiu-se tanto no mercado interno como externo.

    1941-1950Desafios da II Guerra MundialAs leis que vigoravam em todo o Japo nos tempos da Guerra impuseram que quase toda a produo da empresa fosse utilizada para satisfazer a procura militar. Apesar de em 1945 o conflito armado ter terminado, a

    Shojiro Ishibashi(1889-1976)Fundador da Bridgestone Corporation.

    Meias Jika-tabiA famlia de Shojiro Ishibashi

    comeou a sua actividade com o fabrico de meias com sola de borracha, que eram utilizadas como calado de

    trabalho.

    1925O 1 pneu BridgestoneO primeiro de muitos milhes de pneus fabricados pela Bridgestone data do dia 9 de Abril de 1930.

    1930

    Nasce a Bridgestone Tyre CompanySediada em Kurume, na provncia de Fukuoka.

    1931

    6 julho / agosto 2013 ABOLSAMIA

  • empresa tinha sofrido diretamente os efeitos da guerra e enfrentava o desafio de reconstruir as suas operaes de negcios.O edifcio-sede da Bridgestone em Tquio foi destrudo durante um bombardeio areo, e todos os seus ativos no exterior se perderam. Felizmente, as fbricas em Kurume e Yokohama escaparam ilesas, e a empresa foi capaz de retomar a produo imediatamente aps o fim da Guerra, emergindo como uma organizao mais forte.

    1951-1960Inovao tecnolgica e produo em massaEm 1951, a Bridgestone foi a primeira empresa no Japo a comear a vender pneus com telas txteis e na mesma altura iniciou um projeto de cinco anos para modernizar as

    Antigamente era assim...

    suas instalaes de produo. Nesse ano inaugurou outro edifcio em Kyobashi, Tquio, onde instalou o Museu Bridgestone. Em 1953 as vendas ultrapassaram os 10 bilies de yen, colocando a Bridgestone no topo da indstria de pneus no Japo, e em 1956 comemorou-se o 25 aniversrio do estabelecimento da empresa. A Bridgestone comeou a vender pneus de nylon em 1959. Para melhor atender as necessidades de um mercado automvel em expanso, em 1960 foi inaugurada a fbrica recm construda de Tokyo.

    1961-1970Pneus radiais e expanso alm marEm 1961, a Bridgestone entrou para a bolsa de valores e adotou uma nova estrutura de gesto com Shojiro Ishibashi e Kanichiro Ishibashi nos lugares cimeiros. Como parte do processo de transio de gesto, a empresa adoptou o Plano Deming, que envolve as atividades de controle de qualidade em geral.

    Em 1968, a Bridgestone ganhou o prestigiado prmio Deming para a excelncia na gesto da qualidade.A fbrica de Tquio sofreu ampliaes para, em 1962, vir a abrigar o novo Centro Tcnico. Em 1967 a Bridgestone vendia o seu primeiro pneu radial para veculos de passageiros, o RD-10. A primeira fbrica no exterior desde o fim da guerra foi inaugurada em Singapura, em 1965, e posteriormente na Tailndia, em 1969. Para a Bridgestone, a dcada de 60 foi uma era de expanso ultramarina, que incluiu a criao da empresa de pneus Bridgestone da Amrica, em 1967, para servir como sede de vendas da empresa nos EUA.

    1971-1980Construo de fbricas no Japo e expanso para a sia e OceniaA crise do petrleo do incio dos anos 70 trouxe a estagnao econmica ao Japo. Apesar destes desafios, durante este perodo a Bridgestone estava a colocar ainda mais nfase em estabelecer a sua prpria

    1963Bridgestone comprometida com as corridas O primeiro Grande Prmio japons em 1963 marcou o nascimento dos desportos motorizados no Japo e o comprometimento da Bridgestone com as corridas automveis.

    ABOLSAMIA julho / agosto 2013 7

  • Os Pais da Modernidade

    SABIA que... Harvey Firestone, nasceu e foi criado numa propriedade agrcola situada no Estado de Ohio (EUA), gerida por seu pai Nicolas Firestone, a qual, pela excelncia de resultados obtidos atravs de modernos mtodos de explorao, era considerada como uma herdade modelo, seguida pelos agricultores da regio. Por altura dos finais do sculo XIX, o construtor americano, determinado em melhorar o conforto e a produtividade das mquinas equipadas com rodado, utilizadas na lavoura, acreditando que o modo de pisar a terra com a maior suavidade resolveria o problema, depois de muita investigao e experincias de campo, desenvolveu com sucesso, para o efeito, tubos circulares em borracha com ar no seu interior. E, em

    1900, com o projeto aprovado na prtica, fundou a Firestone Tire & Rubber Company. Com o nascimento do pneu, Harvey comeou por construir rodas pneumticas para todo o tipo de carroas para, em seguida, entrar na indstria automvel e naturalmente no ramo dos tratores e suas alfaias, que na altura utilizavam rodas de ferro. Ligado por laos de amizade a outros gnios inventores pioneiros da indstria como Henry Ford e Thomas Edison, com quem constantemente trocava impresses tcnicas e se relacionava em termos comerciais, tendo iniciado a sua atividade com apenas 12 empregados, em pouco tempo Harvey tornou a sua companhia lder do setor de pneus no gigantesco mercado da Amrica do Norte.

    Harvey ao volante de um trator com rodado pneumtico FirestoneTrator equipado com uma alfaia rebocada e igualmente montada sobre rodas com pneus da mesma origem. Na foto, atrs, o seu filho Leonard, que viria a ser presidente da Companhia em 1941.

    Harvey Firestone, Henry Ford e Thomas edison

    Foto das trs personalidades mais importantes da poca (da esq p/dir): Henry Ford, Thomas Edison

    e Harvey Firestone, os ts amigos inseparveis, conhecidos como Os 3 Magnficos ou como Os

    Pais da Modernidade.

    8 julho / agosto 2013 ABOLSAMIA

  • Antigamente era assim...

    tecnologia para o fabrico de pneus radiais e a construir novas fbricas de pneus no Japo.O seu Super Filler Radial foi colocado no mercado em 1978, e em 1979 a empresa lanou o pneu radial de alto desempenho Potenza.A empresa continuou ativamente a expandir-se alm mar. Para alm de iniciar a produo na Indonsia e no Iro em 1976, investiu num fabricante de pneus de Taiwan onde comprou uma fbrica. Em 1980, comprou uma unidade para o fabrico de pneus e produtos diversificados na Austrlia.Durante este perodo de crescimento e expanso, a famlia de empresas Bridgestone perdeu o seu querido fundador, Shojiro Ishibashi, que morreu em 11 de setembro de 1976.

    1981-1990A Bridgestone funde-se com a Firestone Tire & Rubber Company para se tornar um lder globalA 1 de maro de 1981, a Bridgestone celebrou o seu 50 aniversrio. A empresa continuava

    a sua estratgia de expanso no exterior, com o objetivo de se vir a posicionar entre os trs maiores fabricantes de produtos de borracha. Como parte dessa estratgia, comprou uma fbrica de pneus noTennessee Firestone Tire & Rubber Company, que se tornou a primeira fbrica da empresa na Amrica do Norte. A, a Bridgestone iniciou a produo de pneus radiais para camies e autocarros em 1983. Em maio de 1988, adquiriu a empresa Firestone Tire & Rubber, que transformou a Bridgestone numa das maiores empresas de pneus e borracha do mundo. Com a aquisio da Firestone, a Bridgestone ficou com um grande nmero de unidades de produo no continente americano, Europa e outros pontos do mundo. A Bridgestone tambm iniciou as suas operaes na Turquia sob um acordo de gesto conjunta em 1988. Para melhorar a identidade corporativa da empresa, a Bridgestone Tire Co., Ltd. foi renomeada para Bridgestone Corporation, em 1984.

    Pneus Bridgestone conduziram Tetsu Ikuzawa vitriaNo 4 Grande Prmio do Japo em 1967, os pneus Bridgestone conduziram Tetsu Ikuzawa vitria num Porsche Carrear 6, demonstrando os avanos na tecnologia japonesa de pneus de competio.

    1967

    1991-2000expanso globalA integrao da empresa com a Firestone teve sucesso e levou a fortes lucros em 1992 e ao estabelecimento de uma nova sede europeia para sede da Bridgestone e a novos escritrios na Amrica do Norte, em Nashville, Tennessee. Para aumentar a notoriedade da empresa e reforar a posio de excelncia da marca Firestone em desportos motorizados, em 1995 a Bridgestone fez reentrar a marca Firestone para a prova Indianapolis 500 e para o Indy Car Racing, um dos desportos motorizados mais populares da Amrica. A marca Bridgestone entrou na Frmula 1 em 1997. Por essa altura, novas instalaes de fabrico foram tambm estabelecidas na Tailndia, ndia, Polnia, China, Estados Unidos e outros pases, medida que a empresa continuou a expandir os seus negcios globalmente. Em 2000, foi construdo o Chemical and Industrial

    Products Technical Center na fbrica de Yokohama para apoiar o desenvolvimento tecnolgico da empresa.

    Desde 2001uma empresa global de excelnciaEm 2007, a Bridgestone adquiriu a Bandag Incorporated, uma recauchutagem de pneus com sede nos Estados Unidos. Isto permitiu que passasse a fornecer pneus de camies e autocarros aos seus clientes de todo o mundo com tecnologia de ponta, quer para pneus novos quer para produtos e servios de recauchutagem. Paixo pela Excelncia o mote da Bridgestone que pode ser resumido nas palavras do seu fundador Shojiro Ishibashi, que disse um dia que o propsito da Bridgestone era servir os seus clientes em todo o mundo com uma qualidade superior.

    1988A Bridgestone adquiriu a FirestoneJohn Nevin (presidente da Firestone) e Akira Yeiri (presidente da Bridgestone) numa festa de boas vindas em Tquio em junho de 1988, trs meses aps a fuso das duas empresas.

    ABOLSAMIA julho / agosto 2013 9

  • Empresas

    AGCO firma contrato com a Mitas

    Grupo CNH Um novo complexo industrial do Grupo CNH entrou em funcionamento em Ferreyra, na Argentina. As novas instalaes ocupam uma rea de 210.000 m, representam um investimento superior a 130 milhes de dlares, criam 600 empregos diretos, e iro servir as marcas Case IH, New Holland e Fiat Powertrain Technologies (FPT). As linhas de montagem esto dimensionadas para fabricar anualmente 2.000 ceifeiras-debulhadoras, 4.000 tratores de mdia e alta potncia, e 50.000 motores diesel com potncia entre os 55 e os 530 cv.

    450.000 ceifeiras Claas

    Claas No ano em que celebra o seu centenrio, a Claas atingiu a meta das 450.000 ceifeiras-debulhadoras produzidas na fbrica de Harsewinkel. A ceifeira 450.000 uma Lexion destinada ao mercado americano. Um outro motivo de celebrao foi a construo da Tucano nmero 10.000, que neste caso foi vendida para a Europa de Leste. Tanto uma como a outra, no foram completamente montadas na fbrica alem. A primeira foi enviada para a fbrica da Claas em Omaha, no Nebraska (EUA), e a segunda para a fbrica da marca na regio russa de Krasnodar, na costa do Mar Negro. O envio das ceifeiras repartidas por seces torna o transporte muito menos dispendioso do que se a mquina seguisse completamente montada. Em Harsewinkel so atualmente fabricadas as Dominator e as Avero, destinadas aos pequenos e mdios agricultores, as Tucano, que se posicionam num segmento mdio-alto, e as topo de gama Lexion.

    aGCo O fabricante de maquinaria agrcola AGCO firmou um contrato de quatro anos com a Mitas para o fornecimento de pneus agrcolas Continental e Mitas para tratores e ceifeiras debulhadoras das marcas Fendt, Massey Ferguson, Valtra, Challenger e Laverda, nas suas fbricas da Alemanha, Finlndia, Frana e Itlia, a partir de 2013.Este contrato a extenso do acordo existente, visto que a Mitas foi fornecedor de pneus para os tratores Fendt desde 2004, quando adquiriu a diviso de pneus agrcolas da Continental.Em 2012 a AGCO outorgou Mitas o mximo galardo A pelas suas entregas de pneus agrcolas. O prmio avalia aspetos como a qualidade, logstica, ateno ao cliente e proteo do meio ambiente, nos quais a Mitas obteve essa pontuao. A Mitas tem recebido anualmente essa qualificao desde 2004. O ncleo do negcio da Mitas so os pneus agrcolas e industriais, disse Andrew Mabin, diretor de marketing e vendas da Mitas. Isto permite Mitas prestar maior ateno ao detalhe e fiabilidade. As vendas da Mitas AGCO cresceram 10% em 2012 relativamente a 2011. Em 2012, a Mitas alcanou os melhores resultados da sua histria, alcanando os 449 milhes de euros de vendas disse Mabin.

    Nova fbrica na Argentina

    Grupo Grimme refora posio na Asa-Lift

    Grimme O Grupo Grimme, de origem alem, passou a deter uma participao maioritria no capital da marca Asa-Lift. Este fabricante dinamarqus de mquinas rebocadas e automotrizes existe desde 1936 e vende atualmente um pouco para todo o mundo. Na sua fbrica localizada em Soroe, a 80 km de Copenhaga, a Asa-Lift emprega 80 funcionrios que desenvolvem e fabricam mquinas altamente especializadas, destinadas colheita de mais de 20 diferentes tipos de legumes. A Grimme emprega mais de 2.200 funcionrios, est representada em mais de 110 pases, e atualmente uma das marcas que est na dianteira da tecnologia de recolha de batata e de beterraba. Apesar do reforo da posio, a Grimme garante que a marca Asa-Lift para manter.

    10 julho / agosto 2013 ABOLSAMIA

  • btsa

    dv.co

    m

    ALTA QUALIDADEEM GRANDEQUANTIDADE.

    NOVA ROLL BALER.

    Preparada para ser a escolha padro de alugadores profi ssionais e produtores de leite de grande escala, a nova gama Roll Baler de enfardadeiras de rolos de cmara fi xa um verdadeiro peso-pesado no seu segmento, conferindo alta capacidade, total fi abilidade e fardos de qualidade superior, mesmo em trabalhos pesados de silagem de primeiro corte ou em faixas de palha mais densas. A gama apresenta trs modelos, a verso base Roll Baler 125, e dois modelos combinados para enfardar e cintar, a Roll Baler 125 Combi e a Roll Baler 135 Ultra. Novos marcos em termos de densidade de fardos e fl exibilidade de enrolamento. Alm disso, o seu elegante design vanguardista e a sua construo de primeira categoria garantem uma manuteno fcil e uma durabilidade excecional em operaes intensivas de enfardamento.

    A NOVA ENFARDADEIRA DE ROLOS PROFISSIONAL, DE CMARA FIXA, QUE AUMENTA O VALOR DA SUA FORRAGEM.A NOVA ENFARDADEIRA DE ROLOS PROFISSIONAL, DE CMARA FIXA, QUE AUMENTA O VALOR DA SUA FORRAGEM.A NOVA ENFARDADEIRA DE ROLOS PROFISSIONAL,

    NEW HOLLAND TOP SERVICE 00800 64 111 111* | www.newholland.pt Apoio e informao 24/7 * A chamada gratuita desde que efectuada a partir de um telefone xo. Se a chamada for feita de um telemvel, consulte as taxas com o seu operador.

    NEW HOLLAND. MARCA LDER EM PORTUGAL DESDE O ANO 2000.

    A N

    ew H

    olla

    nd e

    scol

    he lu

    brifi

    can

    tes

  • Fabricante japons aumentou receitas

    kubota O fabricante de equipamentos Kubota est otimista sobre as perspetivas para 2014 aps reportar aumentos em receitas e lucro lquido para o ano fiscal at 31 de maro de 2013. A receita total subiu 16% comparativamente com o perodo homlogo anterior para JPY 1,2 trilies (1,2 trilies de Ienes Japoneses), o que equivalente a USD 12 bilies (12 bilies de dlares americanos) no ano fiscal de 2013, enquanto o lucro lquido subiu 20% para JPY 74 bilies (USD 727 milhes). A Kubota afirmou que as receitas geradas a partir do seu mercado interno subiram 9% para JPY 541 bilies (USD 5,3 bilies), impulsionadas por um forte crescimento nas vendas de mquinas de construo e motores, bem como do crescimento da diviso de gua e meio ambiente. No mercado externo, a receita aumentou 23% comparativamente com o perodo homlogo anterior, para JPY 627 bilies (USD 6.2 bilies). A Kubota disse que isso se devia expanso significativa na sua diviso de mquinas agrcolas e industriais na Amrica do Norte, Europa e sia. A unidade de mquinas agrcolas e industriais da Kubota composta por equipamentos agrcolas, motores e mquinas de construo. As receitas deste segmento aumentaram 19% em relao ao ano anterior para JPY 851 bilies (USD 8,4 bilies) e representou 73% das receitas totais. A empresa disse que as vendas de mquinas para construo e motores aumentaram substancialmente no Japo, devido ao aumento dos trabalhos de reconstruo aps o terramoto ocorrido em maro de 2011. Referiu que, internacionalmente, as vendas de mquinas para construo aumentaram significativamente devido substituio da frota por empresas de aluguer, enquanto as vendas de motores tambm cresceram de forma constante. Tendo em conta o exerccio completo que termina em 31 de maro de 2014, a Kubota prev uma receita de JPY 1,4 trilies (USD 14 bilhes), impulsionada por um forte aumento esperado nas vendas internacionais da diviso de maquinaria agrcola e industrial. O lucro lquido previsto de JPY 100 bilies (USD 987 milhes).

    Trelleborg e AGCO renovam acordo a longo prazo

    trelleborG A Trelleborg e a AGCO Corporation renovaram o seu acordo a longo prazo no qual ambas as empresas se comprometem a cooperar no desenvolvimento e inovao dos pneus agrcolas.Aps o reconhecimento da Trelleborg como o melhor fornecedor EAME (Europa, frica e Mdio Oriente) em setembro de 2012, este novo acordo com a AGCO uma importante confirmao da nossa slida relao de negcio. Proporciona una base firme para a realizao dos nossos objetivos mtuos futuros ambiciosos, disse Stefano

    Bettinelli, Diretor de Primeiro Equipamento Trelleborg Diviso Agrcola e Florestal de pneus.Em junho de 2011, a Trelleborg investiu numa nova fbrica na China. Pouco depois a empresa foi aprovada pela corporao AGCO como o fornecedor de pneus mais importante para os tratores produzidos na sua fbrica de Changhzou.A colaborao entre as duas empresas teve incio no ano 2000 e foi-se consolidando graas ao xito dos projetos e iniciativas entre ambas e progressiva afirmao de ambas as marcas no mercado.

    Empresas

    Terralis apresenta nova imagem Hrlimann

    terralis Nos dias 31 de maio e 1 de junho, a Terralis recebeu os concessionrios Hrlimann na Herdade do Rocim, uma adega design com uma forte componente de enoturismo, em Cuba, Alentejo. O objetivo deste encontro foi apresentar as novidades ao nvel da imagem e do posicionamento da Hrlimann e reforar a dinmica de vendas na rede da marca em Portugal. E uma oportunidade para a maior parte do concessionrios poderem ver o novo trator XM, o primeiro da nova gerao Hrlimann depois do regresso ao verde, e conhecerem atravs dos responsveis do Grupo SDF, as principais diretrizes e prioridades da Hrlimann para o futuro imediato.

    12 julho / agosto 2013 ABOLSAMIA

  • Mercados

    A par do reposicionamento das marcas de maior reputao, de que demos conta na edio anterior, est a ocorrer uma dinmica paralela. H fabricantes menos conhecidos, e naturalmente de menor dimenso, que procuram afirmar-se sobretudo nos pases em desenvolvimento onde nos anos mais recentes o setor agrcola tem prosperado e conhecido profundas transformaes.

    Normalmente trata-se de empresas que adquiriram experincia na produo de modelos descontinuados sob licena e que decidiram implementar uma estratgia independente. Adquirem motores a fabricantes conhecidos como a Perkins, a Deutz, a Cummins, a Agco Power, ou a John Deere, e transmisses e eixos ZF ou Carraro, criam uma imagem de marca, e aventuram-se no seu mercado

    de origem e pases vizinhos. Noutros casos trata-se de marcas com histria que aparecem agora com uma imagem renovada e novos argumentos na sua gama de equipamentos. No nossa inteno apresentar uma lista exaustiva de tudo quanto est a ser feito, mas apenas mostrar que h mais mundo no setor da maquinaria agrcola para l do mercado da Europa Ocidental.

    para l do nosso mercado So muitos os construtores de maquinaria agrcola que no comercializam no mercado portugus, e em muitos casos nem mesmo na Europa Ocidental. Umas vezes porque tm apenas uma projeo regional devido ao baixo nmero de unidades que produzem, outras vezes porque o tipo de produto de que dispem est mais vocacionado para uma agricultura com diferentes caratersticas.

    H mais mundo

    H fabricantes menos conhecidos e de menor dimenso, que procuram afirmar-se nos pases em desenvolvimento.

    14 julho / agosto 2013 ABOLSAMIA

  • Mercados

    AbolsAmiA Quantos tratores so fabricados anualmente?

    flAvio CrosA Em 2012, a Agrale comercializou mais de 2.000 tratores e teve um crescimento de 15% em comparao com o ano anterior.

    Qual a gama de potncia mais vendida no mercado brasileiro?As potncias mais comercializadas no Brasil so a de tratores na faixa de 75cv e posteriormente na faixa de 110cv. A Agrale lder no segmento de tratores de baixa potncia (at 50cv).

    Para que pases so atualmente exportados os tratores Agrale? E que quota representa a exportao no volume total de vendas da companhia?A empresa exporta tratores, sobretudo para os pases da Amrica do Sul. Tambm tem clientes em pases da Amrica Central e da frica. As exportaes representaram cerca de 12% do total das vendas em 2012.

    Em que mercados preveem entrar num futuro prximo?Pelas caratersticas dos seus produtos, a Agrale tem procurado ampliar seus negcios na Amrica Latina e na frica.

    50 anos nos campos do brasil

    Flavio Crosa, diretor de vendas da Agrale.

    norte-americano Navistar, que produz motores, camies e veculos comerciais.

    Que motores equipam os vossos tratores?Os tratores Agrale so equipados com motores Agrale e tambm MWM, que um parceiro estratgico e de longa data. Os tratores da linha 4000 tm motores Agrale/Lintec. J os modelos das linhas 5000 e 6000 tm motores MWM-International.

    Que relao existe entre estes motores e os da marca alem MWM (Motoren Werke Manheimm), que deixaram de ser produzidos na Alemanha h alguns anos? A MWM do Brasil era uma diviso da MWM alem, mas quando de sua paralisao, permaneceu como empresa independente no Brasil. Atualmente, a MWM-International pertence ao grupo

    A Agrale celebrou em 2012 meio sculo de atividade, e embora produza hoje muito mais do que tratores foi precisamente a pequena agricultura que marcou o seu arranque. A empresa comeou por produzir motocultivadores, e mais tarde tratores Deutz e Zetor sob licena, e possui hoje modelos situados numa gama de potncia entre os 15 e os 168 cv.

    AgrAle

    Entrevista a Flavio Crosa, diretor de vendas da Agrale.

    Foto

    : J

    lio S

    oare

    sFo

    to: M

    arco

    s R

    ibol

    di

    Foto

    : Mar

    cos

    Rib

    old

    i

    16 julho / agosto 2013 ABOLSAMIA

  • Tratores convencionais acima de 130 cv

    CrystAl A Crystal iniciou o fabrico de tratores em 1995, teve parceria com as marcas Ursus, Zetor e ZTS, e desenvolve modelos prprios desde 2000. Esta marca polaca produz atualmente a srie Orion, que se situa num segmento entre os 136 e os 270 cv. As transmisses so fornecidas pela ZF mas no disponibilizada informao acerca da origem dos motores que equipam cada modelo desta srie. A Crystal representa ainda a marca turca Armatrac no mercado polaco.

    A espreitar por cima da grande muralha

    foton Alm de tratores, que cobrem uma gama de potncia entre os 20 e os 185 cv, a Foton tambm fabrica ceifeiras-debulhadoras e reboques. A empresa est nas posies cimeiras em volume de vendas no mercado chins e exporta j para um grande nmero de pases. Abriu centros de I&D em Itlia e no Japo, o que representa uma aposta no desenvolvimento dos seus equipamentos, e afirma ter como objetivo para os prximos anos a expanso no mercado mundial.

    Concorrentes da Armatrac no mercado turco

    HAttAt Esta empresa de Istambul foi fundada em 2001, trs anos mais tarde celebrou um acordo de cooperao tcnica com a UTB, e em 2003 firmou um outro acordo semelhante com a Valtra. Atualmente representa a marca finlandesa na Turquia e fabrica os Valtra srie A que se destinam ao mercado domstico. A partir de 2007 a Hattat comeou a fabricar e a comercializar os seus prprios tratores. Sabemos que recorrem a motores Perkins, e a transmisses Hema uma empresa de componentes que integra o Grupo Hattat mas no conseguimos apurar qual a origem dos restantes componentes que compem estes tratores. Em 2010 a marca firmou um acordo de cooperao tcnica com a empresa polaca Pol-Mot, que detm a Ursus.

    AbAti titAnium A Abati Titanium foi fundada em 1990 e tem desenvolvido implementos de grande dimenso vocacionados para a sementeira direta. Desde 2003 fabrica tambm um trator articulado de rodas iguais. So 4 modelos, com motor Cummins, que se situam na faixa de potncia entre os 150 e os 250 cv. abolsamia o diretor geral da companhia, Ral Abati, esclareceu: Os tratores so fabricados integralmente na nossa fbrica em Pergamino. Comercializamo-los somente no mercado interno da Argentina. J no ramo das alfaias a companhia iniciou a internacionalizao: No que toca aos semeadores estamos a exportar para pases como a Ucrnia, a Rssia e a Austrlia.

    Tratores articuladose sementeira direta

    Mercados

    18 julho / agosto 2013 ABOLSAMIA

  • Mercados

    Articulados russos acompanham a evoluo

    N 1 mundialem unidades vendidas

    mAHindrA A Mahindra a empresa que mais tratores vende em todo o mundo. A diviso agrcola desta holding indiana foi fundada em 1971 e j comercializa tratores, entre os 15 e os 90 cv, em mais de 40 pases. Embora se trate de modelos com tecnologia algo obsoleta, a marca tem investido muito no desenvolvimento de novas solues com vista a ter produtos capazes de concorrer no mercado mundial.

    Especialista em pulverizao lana trator

    metAlfor A Metalfor foi fundada em 1974 e atualmente um dos principais fabricantes de equipamentos agrcolas da Argentina. A companhia est presente tambm no Brasil desde o ano 2001 e est muito vocacionada para a pulverizao, possuindo tanto pulverizadores rebocados como de propulso autnoma. Mais recentemente a marca aventurou-se no desenvolvimento de um trator, que conta com 105 cv de potncia. Uma curiosidade a destacar o desenvolvimento de uma verso sem braos de hidrulico, uma soluo que comum nas grandes culturas da Amrica do Sul onde a maioria dos implementos so atrelados.

    HovertrACk Com motor FPT Cursor de 13 litros de cilindrada, e 440 cv, este trator de fabrico holands foi recentemente dado a conhecer ao pblico pela revista Trekker. Vem equipado com TDF mas no possui hidrulico traseiro nem dianteiro pois foi criado essencialmente para fazer operaes de transporte. A sua caixa automtica de 6 velocidades, os 80 km/h que consegue alcanar em estrada, e a sua vocao para rebocar, fazem do Luctor um parente prximo dos camies, mas a sua capacidade para enfrentar as condies dos campos agrcolas fazem dele um trator. E o que dizer da cabina de ceifeira-debulhadora de fabrico New Holland? Esta uma soluo j usada num outro modelo desenvolvido pela Veldhuizen, empresa cuja atividade original o fabrico de reboques especializados mas que se vem aventurando agora no desenvolvimento de mquinas de propulso prpria.

    Luctor 544

    kirovets Os Kirovets so tratores histricos na Rssia, tendo a marca produzido 470.000 unidades nos ltimos 50 anos. A nova srie 9000 equipa com motores Mercedes-Benz de 6 cilindros e 12 litros de cilindrada e potncia mxima de 510 cv. Em declaraes abolsamia, Dmitry Melnikov, gestor de marca da companhia, explicou a postura da Kirovets em relao ao mercado externo: Nos anos 1970-90 os nossos tratores foram exportados para a Europa, Amrica, Austrlia e frica. Planeamos regressar ao mercado mundial com a nova srie Kirovets K-9000, que comemos a produzir em 2012. Acrescentou ainda: Este ano inicimos um projeto conjunto com a Same Deutz-Fahr. No mbito deste acordo a Kirovets ir produzir modelos descontinuados entre os 150 e os 270 cv e ceifeiras-debulhadoras.

    Fonte: revista Trekker

    20 julho / agosto 2013 ABOLSAMIA

  • Fabricante polaco procura parceiro de negcios em Portugal

    PronAr A Pronar um dos grandes fabricantes de maquinaria agrcola da Polnia e comercializa tratores entre os 35 e os 265 cv. Uma parte da gama resulta de parcerias com outras marcas, nomeadamente com a bielorrussa Belarus e com a chinesa YTO, e a outra parte originalmente desenvolvida pela prpria Pronar. No caso destes ltimos, os modelos de gama mdia contam com motores FPT e Deutz, dependendo da srie, e transmisses ZF. A companhia emprega 1600 funcionrios e destina 10% dos tratores que fabrica aos pases vizinhos da Europa de Leste, incluindo a Rssia, a Ucrnia e os Pases Blticos. A rea de negcio da Pronar estende-se tambm ao fabrico de alfaias e de reboques, setores em que tem um vasto nmero de modelos. De notar que a oferta de reboques inclui mais de 120 diferentes verses, algumas delas para aplicaes especializadas, com capacidade entre as 2 e as 32 toneladas, e em configurao de um, dois ou trs eixos. A linha de alfaias de que fazem parte gadanheiras, encordoadores, enfardadeiras, entre outras est vocacionada sobretudo para a recolha e o acondicionamento de forragem. revista abolsamia, Pawe Dworakowski, o diretor de vendas da Pronar para a Europa Ocidental, revelou que a companhia est procura de um parceiro que assegure a representao das suas alfaias forrageiras e dos seus reboques no mercado portugus.

    ABOLSAMIA julho / agosto 2013 21

  • Convencionais fabricados na Rssia

    terrion A Terrion uma marca derivada da Kirovets, que foi criada para desenvolver tratores convencionais, e produz sob insgnia prpria desde 2007. Todos os modelos usam motores Deutz, transmisso ZF, eixo frontal Carraro, e sistema hidrulico com tecnologia Bosh. A faixa de potncia vai dos 140 aos 410 cv. A empresa vende as ceifeiras-debulhadoras finlandesas Sampo-Rosenlew no mercado russo sob a marca Terrion desde 2009.

    Linha clssica Fiat e uma nova srie

    tmosAn Sediado em Konya, na Turquia, a Tmosan foi fundada em 1976 e est ligada ao fabrico de motores diesel. A produo de tratores teve incio aps ter celebrado um acordo de licena com a Fiat. Em 1988, quando o acordo terminou, a Tmosan passou a produzir tratores de marca prpria. Da sua gama constam atualmente alguns modelos de desenho clssico Fiat vendidos sob a marca Tmosan e modelos mais recentes, entre os 48 e os 95 cv, que resultam de criao prpria.

    Novo flego no mercado europeu

    Zetor Sediado em Brno, na Repblica Checa, este fabricante produz tratores desde 1946 e comercializa atualmente em mais de 43 pases. Nos anos mais recentes a marca renovou completamente a sua gama possui modelos entre os 77 e os 136 cv de modo a aproxim-la dos principais concorrentes. Uma soluo interessante nestes tratores a incluso de um compressor como parte do conjunto. No que respeita ao mercado europeu, tem tido uma aceitao muito importante na Polnia onde a 2 marca mais vendida, e cresce tambm no Reino Unido.

    ursus a marca histrica da Polnia no ramo da maquinaria agrcola e possui agora uma gama renovada. A esttica muito contempornea e em termos mecnicos conta sobretudo com motores Perkins e eixo frontal e transmisso fornecidos pela Carraro. Apenas o nico modelo de 6 cilindros da marca recorre a um motor Agco Power e alguns modelos de mdia potncia contam j com uma nova transmisso desenvolvida em parceria com a Hema (do Grupo Hattat). Da gama Ursus, que vai dos 50 aos 148 cv, continua ainda a fazer parte uma linha, baseada na antiga srie 200 da MF, que chegou a ser comercializada em Portugal. Estes tratores so tambm produzidos pela companhia paquistanesa FarmAll Technology sob licena. Em 2011 a Ursus foi adquirida pela companhia polaca Pol-Mot Warfama, o que representou um novo impulso para a marca. Desde ento a nova gerao de tratores passou a ser montada na cidade de Lublin e o fabricante passou a ter uma gama da qual tambm fazem parte as alfaias e os reboques. A Ursus tem ainda um acordo de cooperao tcnica e comercial com a marca turca Hattat.

    Marca polaca entra numa nova era

    Mercados

    22 julho / agosto 2013 ABOLSAMIA

  • Mercados

    Empresa canadiana de capital russo

    Os tractores da gerao X da McCormick estabelecem

    novos padres de qualidade no sector. Modernos,

    robustos e tecnologicamente desenvolvidos, tm mais

    produtividade, com menos consumo de combustvel e

    menos emisses poluentes. Novos motores, transmisses

    e hidrulicos, entre outras inovaes, garantem uma

    resposta mais eficiente em qualquer tipo de aplicao.

    Conhea a nova gerao de tractores X, na Terralis ou

    no concessionrio McCormick da sua regio.

    Parque Movicortes, 2404-006 Azoia, LeiriaT 244 890 180 / F 244 872 164

    [email protected] / www.terralis.pt

    GERAO Xnovo tractores McCormick

    versAtile A Versatile a nica marca de tratores agrcolas do Canad e reclama ter sido o primeiro construtor norte-americano a produzir em grande escala tratores articulados. A companhia j pertenceu New Holland e em 2000 foi vendida Buhler Industries Inc. Entretanto, em 2007, 80% do capital desta companhia canadiana foi adquirido pela Rostselmash. este fabricante russo de debulhadoras que define hoje o rumo da marca e que dever tentar introduzi-la nos mercados do Leste da Europa. A gama da Versatile composta por tratores convencionais entre os 190 e os 280 cv, e por tractores articulados entre os 305 e os 535 cv. Todos os modelos usam motores Cummins. Curioso o facto de os dois modelos de entrada de gama, um com 190 cv e o outro com 220 cv, estarem ambos disponveis em verso 2WD. uma soluo pouco habitual na Europa neste nvel de potncia. Alm de tratores a Versatile produz ainda uma debulhadora, um pulverizador autopropulsionado, e vrias alfaias, sobretudo destinadas s grandes culturas.

    ABOLSAMIA julho / agosto 2013 23

  • mparesna distribuiode pneusEm Portugal e em Espanha, a representao da marca de pneus BKT assegurada por duas empresas distintas: a Jos Aniceto e Irmo, Lda. e a San Jose Neumaticos e Accesorios, SL.

    Em entrevista revista abolsamia, Lus Aniceto, scio gerente de ambas as empresas, falou-nos acerca da expanso do ambicioso projeto que lidera.

    Jos Aniceto e Irmo, Lda. e San Jose Neumaticos e Accesorios, SL.

    24 julho / agosto 2013 ABOLSAMIA

  • Entrevista

    AbolsAmiA: Como nasceu este negcio?

    lus Aniceto A empresa Jos Aniceto e Irmo, Lda. nasceu em 1966 fruto da experincia do meu pai que trabalhava em pneus desde os anos 40. Tendo comeado por se dedicar recauchutagem, comeou mais tarde a vender pneus novos.No final dos anos 80, j sob a gerncia dos filhos comeou-se a fazer a recauchutagem a frio e, mais tarde, na dcada de 90, a empresa mudou-se para novas instalaes na zona industrial, continuando a dedicar-se recauchutagem e venda ao pblico de pneus novos. Em 2004 foi-nos apresentado um projeto, na altura inovador para a nossa forma de encarar a venda dos pneus novos, que constava em fazer a distribuio regional de uma marca na zona Centro. E a partir dessa altura a empresa passou a distribuir a marca Semperit, fabricada pela Continental. A esta foram-se juntando depois uma srie de marcas.

    Como aparece a BKT?Sentamos a falta duma componente agrcola na nossa oferta. E comemos a perceber que a BKT era uma marca com muito potencial, porque havia uma grande parte da gama que no estava a ser explorada pelo importador e porque possua uma gama muito alargada. Em 2008 fizemos o contacto direto com a marca

    e passmos a distribuir diretamente a BKT em Portugal. Como tnhamos uma boa perceo da gama e pretendamos representar a marca duma forma o mais alargada possvel fizemos ento uma encomenda de 16 contentores, que superava largamente a exigncia da fbrica. Entrmos j com a nova gama de pneus radiais, e com um conjunto de medidas que nos permitiu no s satisfazer as encomendas iniciais como tambm a renovao dos pedidos. Connosco a BKT teve um crescimento fantstico, e graas a isso temos hoje uma posio de liderana clara no mercado em todos os segmentos da gama agrcola em Portugal.

    Foi fcil entrar no mercado espanhol?Estamos quase no incio e ainda h muito por fazer. A dinmica que imprimimos em Portugal BKT fez com que muitas vezes empresas espanholas e at agricultores espanhis nos contactassem para que lhes vendssemos pneus diretamente, o que no podamos fazer. Aos poucos, fomos mostrando marca que teramos potencial e conhecimento do mercado para transpor o bom trabalho que tnhamos feito em Portugal para Espanha, criando uma potencial rede de distribuio, j que a marca no estava a ser bem trabalhada pelo importador da altura. Em 2012 conseguimos ficar com a distribuio exclusiva da BKT para o mercado espanhol, a partir de uma empresa sediada em Espanha, a San Jose Neumaticos e Accesorios, SL. e com o apoio de um armazm. Em 9 meses fizemos o mesmo que no melhor ano dos importadores anteriores e a BKT est hoje presente em quase todas as provncias espanholas.

    Qual o vosso stock mdio de pneus em armazm? muito volumoso. Recebemos dezenas de contentores mensais diretamente da ndia, o que exige um grande esforo fsico e financeiro para garantir o abastecimento de todo o mercado portugus e espanhol. Temos seguramente o maior stock de pneus

    Connosco a BKT teve um crescimento fantstico, e graas a isso temos hoje uma posio de liderana clara no mercado em todos os segmentos da gama agrcola em Portugal.

    Fotos e texto abolsamia

    Aspeto do novo armazm com cerca de 4.500 m2 de rea coberta. A

    rea total de armazns da empresa de 8.000 m2. Atualmente so

    disponibilizadas 450 referncias s no setor agroindustrial.

    ABOLSAMIA julho / agosto 2013 25

  • Portugal e, por outro lado, ainda existe alguma incompatibilidade entre aquilo que se consome e aquilo que a BKT produz. A gama de floresta no to diversificada como a agrcola. No entanto uma gama que est a ser desenvolvida pela BKT.

    Em Portugal quais so os vossos principais clientes?A poltica que temos em Portugal privilegiar a casa de pneus. Porm, tambm trabalhamos com concessionrios de tratores, desde que possuam equipamento que lhes permita assegurar o servio de montagem e assistncia

    agrcolas da Pennsula Ibrica, porque para ns muito importante que exista disponibilidade de produto. Ganhmos uma boa parte da nossa quota de mercado em Portugal graas grande disponibilidade e diversidade de produto neste setor. H um ano e meio tnhamos 250 referncias em stock e neste momento temos 450 s no setor agro industrial.

    A abordagem ao mercado feita de forma idntica em Portugal e em Espanha?No. Enquanto em Portugal vamos diretamente ao retalho, casa de pneus, em Espanha temos uma rede de distribuidores com stock prprio e com uma estrutura de vendas direta. Seria mal pensado abordar o mercado de Espanha como o portugus porque a rea geogrfica muito maior. Para ter uma presena rpida em toda a Espanha, s com uma rede de distribuidores. Atualmente trabalhamos com os melhores operadores de pneus agrcolas de Espanha e isto assegura-nos uma presena muito mais rpida. Nas zonas onde ainda no temos distribuidor a empresa San Jose Neumaticos e Accesorios, SL. garante as entregas diretamente ao retalho.Em Portugal trabalhamos num sistema de multimarca multiproduto. Oferecemos a gama mais alargada de pneus, que vai desde o pneu de jardim, turismo, todo-o-terreno, comercial, camio, agrcola e engenharia civil.

    Para quando uma gama florestal BKT? A floresta um mercado que caiu muito em

    de pneus. Trabalhamos com vrios concessionrios e importadores de tratores, muitas vezes com servio completo de montagem de pneu e jante.

    Que vantagens oferecem no vosso servio?Em toda a rede de pneus que vendemos trabalhamos com sistema de compra online B2B, onde se pode visualizar a medida, o stock, o desenho do piso, onde os nossos agentes podem certificar-se do preo e da disponibilidade.

    Acha que a aceitao da BKT condicionada pela sua origem?No. O principal argumento da BKT o produto e neste momento, trata-se dum produto j testado e conhecido por todos, com resultados mostrados. A BKT encarada como uma marca com personalidade, com imagem, no uma marca de preo, uma marca quality, muitas vezes com vantagem de preo. A BKT comeou por se impor pelo preo mas atualmente um pneu de muita qualidade a um preo aceitvel. A presena em primeiro equipamento que hoje tem em todos os maiores fabricantes foi fundamental para a constatao in loco da qualidade do produto. Marcas que at aqui seria impensvel equiparem com um pneu de origem asitica, tm-no agora na sua gama

    Vista parcial do armazm.

    Jantes para equipar pivots de rega.

    H um ano e meio tnhamos 250 referncias em stock e neste momento temos 450 s no setor agro industrial.

    26 julho / agosto 2013 ABOLSAMIA

  • de oferta. Na ltima Agroglobal havia muitos pneus BKT em primeiro equipamento. Mesmo em mquinas de grande potncia.Lanmos recentemente a nova linha de pneus reforados com um ndice de velocidade mais elevado, e pneus de barra 60, que permitem menor compactao do solo, com grande dimenso, grande largura, baixa presso. A BKT , neste momento, primeira linha de produto em todas as dimenses, o que se deve tambm sua rpida capacidade de reao e a uma forte capacidade de investigao e de produo de moldes.

    Quando diz que a BKT est cada vez mais presente em primeiros equipamentos em Portugal, quer dizer que so os importadores que mandam vir sem pneus e depois decidem pela BKT, ou mesmo

    a prpria BKT que j internacionalmente equipa os tratores de origem?A maior parte dos importadores em Portugal j importa o trator completo com pneus. As principais marcas tm pneus BKT na sua linha de produtos quando importam as mquinas. No um acordo local, internacional, como alis pode ser visto nas feiras internacionais mais importantes do setor agrcola.

    Quais so as quotas de mercado da BKT em Portugal e em Espanha?Em Portugal no h muitos dados estatsticos sobre o mercado, no entanto poderemos dizer que temos mais de 35% do mercado, tanto em pneus convencionais como em pneus radiais. Os nossos concorrentes dizem-nos que no mercado de substituio a nossa presena superior. Em Espanha a situao incomparavelmente

    inferior, porque estamos ainda no incio do projeto.

    O que pensa sobre o mercado de pneus agrcolas em Portugal?O mercado caiu entre 10 e 15%, em 2012, fruto de dificuldades de vria ordem e tambm da concentrao na utilizao. Esperamos que este ano no desa, os primeiros nmeros que temos deixam-nos bastante otimistas.Em Espanha o mercado mais maduro, a concentrao e a forma de utilizao massiva e industrial do trator so muito mais intensas que em Portugal, as mquinas de grande potncia proliferam. O mercado tem estado bastante recetivo entrada do pneu BKT, um pneu que agrada num primeiro contacto visual, e na utilizao esta imagem no posta em causa.

    Entrevista

    ABOLSAMIA julho / agosto 2013 27

  • Os trabalhos que vo determinar os vencedores das categorias em competio trator do ano, melhor especializado, e melhor design tiveram incio num evento a que a organizao deu o nome Let the Challenge

    Begin, que em portugus quer dizer qualquer coisa como Vamos dar incio ao desafio. Este evento decorreu no Palazzo Arzaga, nos arredores de Verona, e juntou as principais entidades que esto envolvidas neste conceituado

    prmio: a organizao do TotY (Tractor of the Year), os correspondentes das revistas especializadas que compem o jri, os representantes de todos os fabricantes que submeteram modelos a concurso, e uma equipa da

    marca de pneus Trelleborg, que o patrocinador oficial do TotY. Fabio Zammaretti, o coordenador do TotY, fez a abertura dos trabalhos dirigindo-se a todos os presentes: Estou muito

    A distino Tractor of the Year 2014 ser atribuda em novembro deste ano na feira Agritechnica, em Hannover. Mas at l realiza-se um criterioso processo de seleo que vai apurar quem sero os vencedores. Esses trabalhos, que vo passar por vrias fases, foram recentemente inaugurados no evento Let the Challenge Beginque se realizou em Itlia nos passados dias 22 e 23 de Maio e no qual abolsamia participou como membro do jri internacional deste prestigiado prmio.

    O desafio est a comear

    Trator do ano 2014O jri do Tractor of the Year

    presente no evento.

    A revista abolsamia membro do jri por Portugal.

    Trator do Ano 2014

    28 julho / agosto 2013 ABOLSAMIA

  • Trator do ano 2014

    contente por estarmos aqui todos reunidos hoje. O desafio comeou em 1998 por iniciativa da revista italiana Trattori e o objetivo que norteou o projeto desde o incio foi juntar as mais importantes revistas europeias da especialidade. Ano aps ano os fabricantes tm demonstrado cada vez maior interesse em participar, ano aps ano entendem cada vez melhor a filosofia por detrs do prmio Tractor of the Year e respeitam e apreciam o trabalho independente do jri internacional que hoje composto por 23 membros,

    provenientes de 23 diferentes pases e representando 23 diferentes projetos editoriais. A realizao de um evento deste gnero novidade absoluta na histria do prmio e surge a par da alterao de algumas regras, sobretudo no que respeita fase inicial de nomeao dos tratores. At aqui, era o jri que propunha uma lista de modelos e a partir de agora so as marcas que comeam por propor os tratores por sua iniciativa, contando embora que, tal como antes, os modelos escolhidos devam estar em produo at 15 de

    concreto. O resultado desta pr-seleo determinar a lista definitiva de nomeados que ser conhecida no Vero.Posteriormente, no ms de setembro, as marcas organizaro testes de campo para que o jri possa experimentar cada trator em contexto real. A possibilidade de fazer estes testes ajuda os membros do jri a formarem uma impresso mais concreta de cada trator que servir para, juntamente com a anlise das especificaes tcnicas fornecidas pelo fabricante, estabelecerem uma apreciao final onde tida em conta a avaliao dos seguintes parmetros: motor, transmisso, componente eletrnica, hidrulico, conforto proporcionado pela cabina, inovaes tcnicas, design, relao preo/potncia, e opcionais. A organizao do concurso recolhe todos estes contributos e obtm assim o vencedor em cada uma das categorias. Mostramos em seguida uma muito breve apresentao de cada trator pr nomeado para o Tractor of the Year 2014.

    A nossa parceria com o que consideramos ser os scares da maquinaria agrcola foi uma escolha natural para a Trelleborg. Paolo Pompei, responsvel pela Unidade de Pneus para a Agricultura e Floresta da Trelleborg Wheel Systems.

    Setembro do ano corrente e que no tenham ganho ou sido finalistas de uma edio anterior. Nesta nova fase de pr--seleo os fabricantes submeteram apreciao do TotY um total de 21 tratores. O jri comear por fazer uma primeira escolha, devendo indicar at um mximo de 7 modelos para cada categoria: trator convencional e trator especializado. Alguns fabricantes indicaram modelos concretos mas outros indicaram apenas a srie. Nestes casos cabe ao jri indicar um modelo

    Fabio Zammaretti, coordenador do TotY.F

    oto

    gen

    tilm

    ente

    ced

    ida

    pela

    Tre

    llebo

    rg

    ABOLSAMIA julho / agosto 2013 29

  • ConvencionaisApresentamos os tratores convencionais escolhidos para a nomeao do Tractor of the Year, fabricados pelas empresas mais importantes do mundo.

    New Holland T8.420 AuTo CommAnd Este convencional de grande

    potncia da New Holland possui um motor Cursor 9L de 367 cv (+ 52 cv EPM) e uma nova transmisso de variao contnua que possibilita atingir os 50 km/h logo s 1.350 rpm. Ambos os eixos so novos, tendo sido desenvolvidos pela prpria marca.

    LamborghininiTro 130 VrT Um motor Deutz de 3,6 litros, que cumpre as

    normas Tier 4i, fornece a este trator uma potncia mxima de 127 cv. A transmisso de variao contnua e permite atingir os 50 km/h. A suspenso frontal e o sistema de direo rpida (SDD) fazem tambm parte do equipamento.

    Landini

    Os 5H esto equipados com motor Perkins de 3,4 litros e 4 cilindros. O modelo de maior potncia desta srie, o 5-115H, desenvolve 113 cv. A transmisso uma 36/12 com 3 passos powershift, conta com ajuste de sensibilidade do inversor e TDF de comando eletro-hidrulico.

    Srie 5H Tier4i

    30 julho / agosto 2013 ABOLSAMIA

  • Deutz6190 TTV AgroTron Este modelo conta com motor Deutz de

    6,1 litros, 6 cilindros, e potncia mxima de 193 cv. A transmisso de variao contnua TTV possui 3 diferentes estratgias de conduo manual, automtica e TDF e 4 gamas automticas. A funo power zero retm o trator quando este est imobilizado em ralenti.

    Trator do ano 2014

    JCBFASTrAC Srie 8000 Para l do motor Agco Power de 6

    cilindros, que nesta srie disponibiliza entre 256 e 280 cv, conforme o modelo, quase tudo fora do comum neste trator. Tem suspenso independente s 4 rodas, traves de disco externos com ABS, e alcana uma velocidade de estrada de 70 km/h.

    ABOLSAMIA julho / agosto 2013 31

  • Trator do ano 2014

    Case IH e John Deere

    modeloS A AnunCiAr A Case IH e a John Deere submeteram tratores apreciao do Tractor of the Year mas os modelos s sero dados a conhecer ao pblico assim que estes fabricantes procedam sua apresentao oficial.

    Fendt

    Massey FergusonSrie 6600 O maior trator desta srie, o MF 6616, possui

    motor Agco Power de 4,9 litros e 4 cilindros, e disponibiliza 160 cv (185 cv EPM). Trs transmisses (Dyna-4, Dyna-6, e Dyna-VT) e trs nveis de equipamento (Essential, Efficient, e Exclusive) esto disponveis, assim como diferentes configuraes do teto da cabina.

    O 516 o modelo mais potente da srie, com um motor Deutz de 4 litros e 4 cilindros que fornece 165 cv. A transmisso de variao contnua e permite alcanar os 50 km/h s 1.700 rpm. Trs nveis de equipamento esto disponveis: Power, Profi e Profi Plus. A cabina VisioPlus herdada da srie 700.

    Srie 500 VArio

    ClaasAxion Srie 800 O maior trator

    da srie o 850, cujo motor FPT de 6,8 litros e 6 cilindros perfaz uma potncia de 225 cv e cumpre as normas Tier 4Final. A transmisso Hexashift 24/24 permite atingir os 50 km/h. A pensar na reduo do desgaste e do consumo de combustvel alguns componentes so desligados quando no esto em uso.

    McCormickSrie x7 Esta srie equipa com motores de 4 cilindros

    (trator de estrutura mais compacta, at 175 cv) e de 6 cilindros (at 212 cv), de fabrico Beta-Power que cumprem as normas Tier 4i. A transmisso uma 24/24 que inclui 4 velocidades powershift e 6 gamas robotizadas. A cabina incluiu solues do setor automvel.

    32 julho / agosto 2013 ABOLSAMIA

  • Uma raa distinta.

    Nova Gama detractoresespecialistas LamborghiniRF. / RS. / RV.

    RF./RS./RV 80-90.3 (S/V)-90-100-110

    Motor SDF Euro III, potentes e super compactos de 3 ou 4 cilindros e turbo-intercooler, a partir de 82 at 106 CV. Transmisso POWERSHIFT e inversor STOP&GO. Disponvel em verses com arco de segurana ou cabine de alta visibilidade de 4 postes. Os novos RF, RS e RV: so a expresso mxima do tractor especializado para pomares e outras actividades onde se exige a grande versatilidade e eficincia.

    www.lamborghini-tractors.comSDFLUBRICANTS

    6

    SteyrmulTi 4115 Este utilitrio multitarefas est equipado com motor

    FPT de 114 cv e transmisso 32/32 que atinge os 40 km/h Eco s 1.750 rpm. O hidrulico frontal dispe de um sensor de carga que deteta e mantm constante a presso da alfaia sobre o solo, o que resulta em maior conforto para o operador.

    Kubota

    m110gx O motor Kubota de 3,8 litros e 4 cilindros disponibiliza 110 cv e recorre a um filtro de partculas. A transmisso semi-powershift 24/24 composta por 8 velocidades e 3 gamas e dispe de um modo automtico. Um raio de viragem reduzido alcanado devido ao inovador sistema Bi-Speed.

    ABOLSAMIA julho / agosto 2013 33

  • Trator do ano 2014

    especializadosO prmio para O Melhor dos Especializados (Best of Specialized) ir ser atribudo a um dos tratores que a seguir apresentamos.

    Antonio CarraroTTr 4400 ii HST Este trator de rodas iguais tem um motor de 3

    cilindros que debita 38 cv. A transmisso hidrosttica. O posto de conduo reversvel e a cabina possui climatizao. Os traves s 4 rodas so um opcional.

    FerrariCromo K60 Ar reVerSible

    Este articulado de baixo perfil possui um motor Kubota de 2,2 litros e 4 cilindros, que desenvolve 48 cv. A transmisso uma 12/12 com inversor sincronizado, que permite atingir os 30 km/h. Um joystick eltrico comanda as funes hidrulicas e o posto de conduo reversvel.

    Lamborghini

    Um motor de 4 litros e 4 cilindros, que com-patvel com biodiesel a 100%, disponibiliza 106 cv. A transmisso 45/45 tem 3 gamas, e 5 velocidades com 3 passos powershift. Possui embraiagem eltrica e funo Auto 4WD que liga e desliga o eixo da frente consoante a necessidade de trao.

    rS 110

    AebiVT450 VArio Este modelo equipa com motor VM de 98 cv,

    transmisso Vario, suspenso independente s 4 rodas e 4 diferentes ajustes de viragem. Entre os vrios ambientes a que este equipamento se destina incluem-se as zonas de acentuado declive.

    34 julho / agosto 2013 ABOLSAMIA

  • Trator do ano 2014

    ClaasSrie nexoS Fb

    O modelo 240 o mais potente dos Nexos e possui um motor de 4,5 litros e 4 cilindros, que fornece 101 cv. A transmisso mais completa uma 24/24, que inclui embraiagem eltrica na alavanca de mudanas e inversor que dispensa o uso de embraiagem. Est disponvel nas verses plataforma e cabina.

    ValpadanaVP 4600 O 4655, que o modelo mais potente desta srie

    de tratores de baixo centro de gravidade, acolhe um motor Yanmar de 4 cilindros que disponibiliza 47,5 cv. A transmisso uma 8/4 que alcana os 30 km/h. Est disponvel nas verses de rodas iguais e de tamanho diferenciado.

    New HollandTK4060 SmArTTrAx Este trator de

    rastos tem motor de 101 cv, e sistema Steering-o-Matic que possibilita a mudana de direo numa nica alavanca. A principal inovao est na incluso de lagartas de borracha. Algumas das vantagens: menor rudo, menor vibrao e possibilidade de circular em estrada.

    Goldoni

    Este isodiamtrico da Goldoni possui um motor VM de 82 cv e transmisso 16/8. Distingue-se pelo seu baixo perfil que lhe permite enfrentar encostas com 78% de inclinao. Est disponvel com trs diferentes opes de cabina: top, baixa, e super-baixa.

    QuASAr 90 Q+

    36 julho / agosto 2013 ABOLSAMIA

  • Especialmente indicado para mquinas agrcolas com motorizaes diesel common rail e maquinaria de ltima gerao, o AgroDiesel

    e+10 foi formulado para atuar em vrias frentes:- otimizar a combusto do motor, mantendo as prestaes iniciais da maquinaria no que se refere a potncia, emisses e consumo; proteger o motor da corroso e conservar em condies adequadas os sistemas de alimentao e injeo do combustvel; e reduzir a obstruo dos filtros. Estas caratersticas foram

    entregues bem como o respeito pela legislao em vigor de todos os equipamentos montados nas instalaes dos clientes.

    A Repsol convidou a imprensa especializada, em maio passado, para apresentar o novo gasleo AgroDiesel e+10. Trata-se de um gasleo agrcola com uma frmula exclusiva e aditivada, desenvolvida para otimizar a combusto e manter as prestaes iniciais das mquinas.

    conseguidas atravs da incorporao de estabilizadores, agentes de proteo gua e outros componentes (melhorador de cetano e anti-espuma).O AgroDiesel e+10 est disponvel nas estaes de servio de zonas agrcolas, numa rede de cooperativas agrcolas e nos distribuidores comerciais. Mas pode tambm ser fornecido pelo sistema de Vendas Diretas. Este servio, que j conta com mais de 30 distribuidores, garante a instalao do depsito de combustvel na casa do cliente num servio tipo chave na mo e assegura o fornecimento do

    De acordo com Carlos Sousa, responsvel pelas Vendas Directas da Repsol, 30% das vendas diretas (a granel) da Repsol em Portugal so de gasleo agrcola para estaes de servio nas zonas rurais, para cooperativas agrcolas e para uma rede de distribuidores comerciais.

    combustvel. Uma equipa de tcnicos especializados e dois laboratrios mveis garantem a qualidade dos produtos

    No mundo Repsol

    O novo AgroDiesel e+10

    38 julho / agosto 2013 ABOLSAMIA

  • Empresas

    Na localidade da Bantica, concelho de Almada, fica localizado o laboratrio da Repsol onde todo o AgroDiesel e+10 da Repsol que vai para o mercado portugus submetido a um rigoroso controlo de qualidade antes de ser comercializado. As instalaes da REPSOL na Bantica armazenam e fazem expedio de produtos qumicos, combustveis lquidos, betumes

    asflticos, lubrificantes e gases de petrleo liquefeitos, com capacidade total de 70.822m3. Aqui faz-se tambm o controlo das guas residuais das 427 estaes de servio existentes em Portugal.A construo onde se encontra o laboratrio data de 1914, e na altura era utilizada para o abastecimento dos navios ingleses naPrimeira Guerra Mundial.

    Bantica - Lisboa

    A repsOl pOrtuguesA

    uma das 10 maiores empresas portuguesas por volume de facturao, est presente em todos os distritos do pas com uma rede de 427 Estaes de Servio. A Repsol Polmeros uma das maiores empresas qumicas portuguesas e uma das principais exportadoras nacionais. A Repsol Gs Portugal distribui os seus produtos atravs de uma rede de mais de 10 mil pontos de venda em todo o pas. A Repsol desenvolve ainda em Portugal atividades de Pesquisa de hidrocarbonetos no off-shore algarvio e tambm tem participao em pesquisa na bacia de Peniche. Na rea das Novas Energias, a empresa tem participao na Sociedade Windplus que desenvolve um projeto inovador a nvel mundial, de produo de energia elica off-shore ao largo da Pvoa do Varzim.

    Downstream:Qumica de Sines

    Em junho, a Repsol voltou a convidar a imprensa, desta vez para a visitar o seu Centro de Tecnologia (CTR) que se localiza no Parque Tecnolgico de Mstoles, em Madrid, Espanha. Inaugurado em 2002, este enorme complexo laboratorial constitui uma referncia em investigao onde se criam produtos de qualidade para as competies mais exigentes, e se desenvolvem novas energias e inovadoras tcnicas de explorao, refinao e gs, em aplicaes qumicas e eficincia energtica. Anualmente, so aqui investidos cerca de 100 milhes de euros.O CTR, reconhecido como o mais importante da Europa, constitui o centro nevrlgico do I+D+I da Repsol onde trabalham 400 investigadores ao servio da energia e do desenvolvimento.Est equipado com laboratrios, salas de ensaio, salas de reunies e gabinetes espalhados por um conjunto de edifcios

    CTR - Madridmodernos dotados da mais avanada maquinaria de testes e ensaios. Combustveis, asfaltos, lubrificantes, plsticos, borrachas e espumas so constantemente ali aperfeioados, bem como os processos qumicos de refinao. A pensar no futuro, neste Centro dedicada especial ateno s novas tecnologias. Exemplos de produtos e solues inovadoras

    so: a utilizao de p de borracha de pneus usados para a renovao de estradas e reciclando mais de 10.000 toneladas de pneus por ano; o desenvolvimento de biocombustveis de segunda gerao a partir de outros cultivos no concorrentes para a alimentao humana e a investigao sobre as novas energias que movero os veculos de amanh.

    Rosa Veiga, responsvel do laboratrio da Bantica

    CTR de Madrid

    ABOLSAMIA julho / agosto 2013 39

  • O O evento teve lugar na Quinta Fuente el Rey, situada em Jerez de la Frontera (Espanha), propriedade do toureiro Fermn

    Bohrquez, e contou com a presena de mais de 1.200 concessionrios oriundos da Europa, frica e Mdio Oriente. Sob o lema Arte, Paixo e Treino foi proporcionado um ambiente de aprendizagem nico, onde os presentes puderam aprofundar os seus conhecimentos e experimentar as mais de 100 mquinas

    Desde o dia 19 de maio e durante 6 semanas, a New Holland levou a cabo uma mega operao de formao da sua rede de concessionrios.

    Aprender experimentando

    disponibilizadas para o efeito em vrias seces de treino.Cada seco de treino durou 2 dias e cada programa foi organizado de acordo com a especificidade do mercado em questo. A metodologia utilizada foi baseada em estaes de trabalho lideradas por profissionais que analisaram de perto e em detalhe a gama New Holland, focando-se nos ltimos produtos e alteraes recentemente introduzidas, bem como sobre os benefcios para os clientes.

    Sesses de trabalho com explicaes detalhadas acerca dos produto New Holland.

    New Holland Training Camp 2013

    Foto

    : New

    Hol

    lan

    d

    40 julho / agosto 2013 ABOLSAMIA

  • A inovao foi uma caraterstica importante deste evento. Formadores e participantes foram equipados com iPads mini, para poderem seguir, atravs de uma aplicao da New Holland desenvolvida especialmente para este evento, as vrias estaes, interagir com os outros participantes e testar os seus conhecimentos.

    Agricultura de precisoNesta estao de formao estiveram em teste os tratores NH T6.175 e NH T7.250 equipados com sistema de direo Autopilot. Composto por antena GPS, visor a cores, controlador de navegao, joystick (opcional) e vrios sensores, este sistema utiliza o circuito eletro-hidrulico da mquina para disponibilizar conduo automtica. Os dados de campo recolhidos podem ser utilizados para preparar mapas de rendimento do terreno.

    Transmisso de variao contnuaOs tratores NH T6.150 e NH T7.170 estavam equipados com transmisso de variao contnua. Concebida e fabricada pela New Holland, a nova caixa de velocidades Auto Command beneficia de vrios pontos de transmisso direta, oferecendo grande eficincia mecnica, para alm do avanado controlo da embraiagem dupla. Permite definir uma velocidade constante, e o trator faz o resto, mantendo constante a velocidade definida pelo operador sempre no regime do motor mais baixo.

    cilindros e potncias de 75 a 115 cv. Pode ser equipada com caixas de velocidades Synchro Shuttle de 12Fx12T ou 20Fx12T velocidades, Powershuttle de 12Fx12T ou 20Fx20T velocidades ou Dual Command de 24Fx24T velocidades. A capacidade de elevao s rtulas de 3884 kg. Est preparada de fbrica para carregador frontal.A Srie T5 est equipada com motor turbo de 3400 cm3 com 4 cilindros que debita potncias de 95 a 115 cv. Pode ser equipada com caixas de velocidades Powershuttle de 12Fx12T ou 20Fx20T velocidades e Dual Command com 24Fx24T velocidades. A capacidade de elevao mxima s rtulas de 5420 kg. Est preparada de fbrica para

    carregador frontal. Os tratores da Srie T5 distinguem-se da srie T4 basicamente por serem mais potentes, com capacidade de carga cerca de 20% maior. Ambas as sries foram concebidas para exploraes agrcolas mistas. Na verso T5 Electro Command a grande diferena reside na transmisso Electro Command com 16Fx16T velocidade (32Fx32T com super-redutor) que se carateriza pela mudana de velocidade sem necessidade de utilizar o pedal de embraiagem. A tecnologia de ponta IntelliShift sincroniza a mudana para a velocidade certa em funo do regime do motor e da velocidade de deslocao do trator.A Srie TD5 basicamente

    Tratores de potncia mdia (65 a 115 cv)Em teste os NH T4.95, NH T5.115 Electro Command e o NH TD5.115 para apreciao de todos. A New Holland tem uma vasta oferta neste segmento de mercado.A Srie T4 equipa com motor turbo de 3400 cm3 com 4

    ProdutoFotos e texto

    abolsamia

    O novo T5.115 Electrocommandapresentado em novembro passadopode ser testado em campo.

    ABOLSAMIA julho / agosto 2013 41

  • o mesmo trator T5 mas sem centralinas eletrnicas. um trator compacto, robusto e de engrenagens essencialmente mecnicas. Tal como as duas Sries anteriores tambm est preparado de fbrica para carregador frontal.

    Ceifeiras DebulhadorasA Srie TC a mais bsica. constituda por dois modelos com motorizao New Holland de potncias 175 e 223 cv, com tecnologia SCR. Com 4 ou 5 sacudidores, dispe de transmisso mecnica ou hidrosttica. A capacidade foi reforada com teges de 4000 e 6000 litros, equipa com frente hidrulica proporcional ao avano e o ventilador proporcional ao declive. A cabina renovada est agora assente em sino-blocos e mais espaosa e confortvel.A Srie CX est includa na gama mdia. Existem dois modelos da Srie CX5000 com cinco sacudidores de palha, e dois modelos da Srie CX6000 com seis sacudidores. Todos tm um batedor com 60 cm de dimetro e podem ser equipados com

    tecnologia de debulha com dois ou quatro batedores. Os motores Common Rail cumprem as normas de emisses Tier 4A, e a potncia mxima (a 2000 rpm) vai de 258 a 333 cv. O sistema Smart Sieve de srie elimina o efeito de inclinaes laterais at 25% em ambos os lados, e o sistema Opti-Fan, de srie, ajusta a velocidade da ventoinha em alinhamento com a inclinao longitudinal da ceifeira-debulhadora. So disponibilizadas barras de corte

    de cereal de alta capacidade at 9,00 m e Varifeed at 7,24 m, bem como barras de corte de milho de 5, 6 e 8 linhas. Um dos pontos fortes destas mquinas o contrabatedor seccional que consiste num contrabatedor modular fcil e rapidamente regulvel e substituvel e que permite adaptar o trabalho da mquina maturidade dos gros e ao tipo de cultura.A Srie CR o topo de gama. Portadoras da premiada tecnologia Twin Rotor, estas

    Produto

    New Holland T9O maior trator da gama

    New Holland, a linha T9, pode desenvolver

    potncia de at 670 cv, de acordo com a necessidade

    da operao.

    mquinas distinguem-se das outras ceifeiras debulhadoras pelo seu sistema de separao ser constitudo por dois rotores, no existindo batedores, sacudidores, variadores, etc. O material ceifado entra no primeiro rotor onde o gro solto da espiga e, no segundo rotor, o gro solto separado da palha. Associado ao sistema Opti-Clean a percentagem de gros partidos de apenas 0,1%. Equipam com motorizao New Holland capaz de debitar 449 a 571 cv com tecnologia SCR. So disponibilizadas barras de corte de cereal com larguras que vo dos 6 aos 10,7 metros e dispem de uma grande diversidade de configuraes, bem como barras de corte de milho de 8 e 12 linhas. O sistema de alimentao automtico da colheita IntelliCruise faz corresponder automaticamente a velocidade de avano com a carga da colheita. Equipam com tego de capacidade de 9500 a 12500 litros.

    A Srie CR o topo de gama das ceifeiras- -debulhadoras da New Holland. Portadoras da premiada tecnologia

    Twin Rotor, estas mquinas distinguem- -se das outras ceifeiras debulhadoras pelo seu sistema de separao ser constitudo por dois rotores, no existindo batedores, sacudidores, variadores, etc.

    42 julho / agosto 2013 ABOLSAMIA

  • Como John McClintocki comeou por dizer numa das sesses, na PAC os agricultores so apenas agentes. No se trata de uma poltica

    para os agricultores mas para a sociedade como um todo, j que pretende garantir por um lado que haja alimentos em abundncia, e por outro que o campo se mantenha vivo. Mas quando pensamos apenas no universo agrcola, que composto pelos cerca de 13.700.000 agricultores europeus mais as suas famlias, uma parte importante da

    as preocupaes eram outras. Nos anos 60, na Europa s se produzia cerca de do que era necessrio e o resto era importado. Com vista a aumentar a produo, a PAC garantiu aos produtores um preo de venda para os seus produtos. Este incentivo fez com que nos anos 70 a UE se tivesse tornado auto-suficiente. Mas como tudo o que se produzia era vendido, os agricultores continuaram a investir nas exploraes e a produzir cada vez mais. Ao assegurar aos agricultores preos mais altos do que se

    Embora as regras para os prximos 7 anos (perodo 2014-2020) fiquem aprovadas este ano, como mencionou Galle Marion o novo esquema de pagamentos s ser implementado em 2015.

    A convite da Comisso Europeia, abolsamia esteve em Bruxelas no passado ms de Maio para participar num evento sobre a Reforma da PAC dirigido a rgos de informao que tm como enfoque os assuntos agrcolas. Embora as negociaes no estejam ainda finalizadas, inteirmo-nos de algumas reas em que esta reforma ir incidir.

    PAC

    populao que est diretamente abrangida pela PAC. Se tivermos ainda em conta os negcios em redor, como os fornecedores de equipamentos, de raes, de adubos, e tantos outros, fcil de perceber que h muita gente direta ou indiretamente envolvida. A PAC no esttica. Acompanha as necessidades e as preocupaes de cada poca e por isso que, mais ou menos de 10 em 10 anos, se tem feito uma grande reforma desta poltica que j deu resposta a necessidades muito diferentes no passado, quando

    Uma PACmais verde e mais justa

    44 julho / agosto 2013 ABOLSAMIA

  • 0

    5

    25

    75

    95

    100

    0

    5

    25

    75

    95

    100

    0

    5

    25

    75

    95

    100

    0

    5

    25

    75

    95

    100

    Revista ABOLSAMIAquinta-feira, 21 de Fevereiro de 2013 09:08:25

    praticava no mercado mundial, na dcada de 80 a UE passou a produzir muito acima das necessidades e foi necessrio proceder a uma nova reforma que corrigisse este excesso de produo. Nesse sentido, em 1992 reduziu-se esse preo [garantido] e introduziram-se os pagamentos diretos, que inicialmente funcionaram como um pagamento compensatrio pela reduo dos preos. Mas em 2003 os pagamentos foram desligados da produo e c estamos 10 anos mais tarde procurando uma melhor aplicao dos fundos e adoptando o greening como uma justificao para parte dos pagamentos diretos, relembrou Roger Waite, o porta-voz da comisso Europeia para a Agricultura e o Desenvolvimento Rural. Hoje, o que a sociedade espera que a agricultura europeia seja mais sustentvel e amiga do ambiente. E os agricultores que hoje em dia esto muito mais confrontados com as dinmicas do mercado esperam que ela seja mais justa. Sero estas

    portanto as duas grandes ideias em torno da actual reforma. Embora as regras para os prximos 7 anos (perodo 2014-2020) fiquem aprovadas este ano, como mencionou Galle Marionii o novo esquema de pagamentos s ser implementado em 2015. O prximo ano ser de transio, j que em 2014 haver um novo oramento mas com as regras antigascomo assinalou Roger Waite.A componente poltica da reforma da PAC dever ser finalizada em breve mas o processo tem-se revelado difcil, devido no s co-deciso, que alm da Comisso e do Conselho de Ministros envolve agora o Parlamento Europeu, mas tambm porque negociar a 27 bastante mais complexo. J a componente tcnica, que envolve as discusses na especialidade, dever ficar concluda no final deste ano.

    John McClintock, durante uma das sesses do evento.

    i John McClintock funcionrio da Comisso Europeia na Direco-Geral da Agricultura e Desenvolvimento Rural.

    ii Galle Marion Analista Econmica e Poltica na Comisso Europeia.

    ABOLSAMIA julho / agosto 2013 45

  • PAC

    As reas-chave na reforma da PACAlterAo do esqUemA de PAgAmento

    Os apoios devero passar a depender do cumprimento de regras (ambientais/bem estar animal, etc.), sendo abandonados os pagamentos com base em histricos de produo. At 2019 os Estados-membros devero adoptar um modelo de pagamento por hectare semelhante para todos.

    APoios melhor direCionAdos

    Com as economias de escala os produtos maiores tendem a ser os mais eficientes. Por isso, para tornar a PAC mais justa, uma nica explorao no deve poder receber mais de 300.000 euros por ano em pagamentos diretos. E aqueles que recebem mais de 150.000 euros devero ver esse valor progressivamente reduzido nos prximos anos.

    PeqUenos AgriCUltores

    Devem sair beneficiados desta reforma, devido a uma melhor distribuio dos recursos resultante do limite mximo de ajudas que fixado para as grandes exploraes agrcolas. Quem crie postos de trabalho dever tambm ser beneficiado.

    mAis inCentivos PArA os jovens AgriCUltores

    Um total de 1/3 dos agricultores europeus tem idade superior a 65 anos e s 6% tem menos de 35 anos. Com vista a atrair agricultores mais jovens, dever ser ativado um prmio de instalao para quem tem idade inferior a 40 anos e se instale pela 1 vez. O apoio incidir sobre os primeiros 5 anos do projeto e dever estar limitado a uma rea mxima de 100 ha.

    Adoo de Um PAgAmento verde (30% do enveloPe dos PAgAmentos diretos)

    Depende da diversificao das culturas instaladas, da manuteno de pastagens permanentes, e de reservar 7% da zona cultivada como rea ecolgica. Uma rea em produo onde sejam feitas melhorias ambientais (ex: sementeira directa) dever poder contar como zona ecolgica.

    exClUsividAde dAs AjUdAs PArA os AgriCUltores ACtivos

    Ainda no h consenso sobre quem pode ser considerado agricultor ativo mas tal dever estar dependente da existncia de um nvel mnimo de atividade agrcola e ter em considerao o nvel de rendimentos proveniente de atividades no agrcolas.

    Ferramenta para avaliar o estado do soloTcnicos do Instituto Nacional de Tecnologia Agropecuria argentino (INTA) desenvolveram o primeiro software que diagnostica o grau de compactao superficial do solo.A intensificao da agricultura implica um maior risco de deteriorao do solo. Processos de compactao, diminuio da taxa de infiltrao, aumento do escorrimento superficial so frequentes e no so avaliados nem controlados efetivamente. Neste sentido, a INTA investiu no desenvolvimento do

    primeiro software que permite diagnosticar o grau de compactao superficial do solo e, em consequncia, tomar as medidas de controlo apropriadas. Carlos Irurtia, especialista deste instituto, assegurou que esta ferramenta eficiente quando se precisa de conhecer as condies reais de cada parcela, facilitando a tomada de decises. Ouvimos com frequncia disse Irurtia que se realizam trabalhos para descompactar o solo e que os resultados no so os esperados pelo produtor,

    o que incrementa os custos de produo pelo gasto extra de combustvel e fatores de produo. O CompactaTEST um modelo de avaliao, de acesso livre e gratuito, dos processos de deteriorao fsica dos solos gerada, principalmente, pelo trnsito das mquinas nos campos.De acordo com Oscar Pozzolo, diretor do INTA Castelar, o software inclui onze variveis diferentes para a identificao do solo: textura do solo, condio de humidade do solo, densidade aparente, estrutura superficial, uso

    atual, rendimentos relativos, intensidade do trnsito agrcola, resistncia penetrao, infiltrao e quantidade de minhocas.O aspeto interessante deste desenvolvimento reside no facto de considerar e combinar variveis fsicas como impedncia e porosidade, com variveis biolgicas como rendimentos do cultivo e quantidade de minhocas por metro quadrado. Todos estes dados so indispensveis para fazer um diagnstico completo, explicou Pozzolo.

    46 julho / agosto 2013 ABOLSAMIA

  • 2013

    26 28 nov.PARQUE DAS EXPOSIES DE MONTPELLIER

    FRANA

    26 E D I O

    SALO INTERNACIONAL DAS FILEIRAS

    VINHA-VINHO, FRUTAS LEGUMES, OLIVICULTURA

    www.sitevi.com

    VITICULTURA

    VINIFICAO

    ENOLOGIA

    ACONDICIONAMENTO

    ARBORICULTURA

    JARDINAGEM

    OLIVICULTURA

    ENERGIA SUSTENTVEL

    MARKETING

    Obtenha o seu badge a

    partir do ms de agosto em

    www.sitevi.com

    O PARCEIRO DOSEUSUCESSO!

    150 + de 150 +de

    NOVIDADES NOVIDADES

    Para mais informaes : [email protected] 21 324 19 95/97

    06_Sitevi2013_por_226x285.indd 1 25/06/13 10:41

  • Forte na distribuio

    The Greenery Em Bleiswijk, numa zona da Holanda onde predomina a produo em estufa, est localizada uma empresa de distribuio de fruta e legumes que opera em 60 pases e emprega 2.500 funcionrios. A Greenery foi criada em 1997 pela Coforta, uma cooperativa local, e administrada pelos prprios produtores. A sua funo garantir a colocao no mercado de mais de 200 diferentes produtos, ao melhor preo, com rapidez e nas melhores condies de frescura. Na lista esto muitas variedades de fruta, tomate, batata, legumes, cogumelos, entre outros. A Greenery envolve uma acividade logstica que garante o transporte dos produtos, e um setor que monitoriza continuamente a sua qualidade. Nesse sentido, realiza anlises para deteo de resduos resultantes da aplicao de produtos qumicos, e presta aconselhamento aos produtores acerca de alternativas naturais para proteo das plantas.E na rea da comercializao

    O programa sobre a reforma da PAC patrocinado pela Comisso Europeia, que decorreu em Bruxelas, contemplou a visita a uma empresa de distribuio de fruta e legumes, e a um produtor de tomate, ambos sediados em Bleiswijk, na Holanda.

    procura formas inovadoras de apresentar os produtos em consonncia com a preferncia dos consumidores. Suzzanne Labots, porta-voz da empresa, mencionou 3 exemplos: vegetais embalados para cozinhar no micro-ondas, pimentos de cores distintas numa mesma embalagem, e colocao de fruta em pontos de venda automtica.A Greenery funciona como um parceiro na cadeia que acrescenta valor a estes produtos. Garante aos produtores a implementao de uma elaborada estratgia de mercado e de marketing e um significativo poder de negociao com a indstria alimentar que isoladamente no teriam. Os agricultores concentram-se em fornecer produtos frescos de alta qualidade e a Greenery embala-os e encaminha-os at s prateleiras de supermercado na Holanda e no estrangeiro. Os seus armazns so diariamente abastecidos por cerca de 1.000 produtores e o volume de negcios em 2012 atingiu os 1,4 mil milhes de euros.

    Horticultura

    The Greenery

    Fotos e texto abolsamia

    48 julho / agosto 2013 ABOLSAMIA

  • PEA O NOSSO CATLOGOVia Guizzardi, 38 40054 BUDRIO BOLOGNA ITALIA Tel. 051.80.02.53 Fax 051.69.20.611

    ARMADORES DE CAMALHESESTENDEDORES DE FILME PLSTICO

    PLANTADORES DE BATATASARRANCADORES DE BATATASSULCADORES / AMONTOADORES

    TRANSPLANTADORAS + RIO 31

    T E C N O L O G I A S P A R A A H O R T I C U L T U R A

    TRANSPLANTADORAS

    TRANSPLANTADORAS

    TRANSPLANTADORAS

  • O produtor holands A+G Van den Bosch cultiva tomate beefsteak em bancadas, recorrendo a substrato de l de rocha, e possui um sistema de aquecimento geotrmico que lhe permite reduzir em 90% os custos com energia.

    A+G VAn den Bosch A razo por que visitmos estas estufas e no outras tem a ver com as tcnicas de vanguarda adotadas por esta empresa. As maiores inovaes so a utilizao de energia geotrmica e a plantao em bancadas recorrendo a l de rocha. O aproveitamento geotrmico implica um grande investimento inicial mas os trs irmos que dirigem a A+G Van den Bosch decidiram faz-lo: Este foi um grande investimento para a nossa empresa, que demorar cerca de 15 a 20 anos a ser amortizado esclareceu Petra Van den Bosh. A vantagem no

    terem de gastar um cntimo em gs. O nico custo com energia que tm com a bombagem da gua e com a iluminao, o que representa um valor relativamente baixo comparado com o que teriam de gastar com um sistema tradicional. O furo para captao da gua tem uma profundidade de 1.800 metros e ficou pronto em 2007. A bomba de elevao, instalada a 700 metros, encaminha a gua at superfcie onde chega a uma temperatura de 60C e com um fluxo de 200 m/h; a gua entra no sistema de difuso de calor da estufa e depois devolvida s

    Horticultura

    aquece estufasEnergia Geotrmica

    50 julho / agosto 2013 ABOLSAMIA

  • Sistema Geotrmico

    gua quentegua fria

    Bomba de elevao

    Bomba de retorno

    Tubagem de entradaTubagem de saida

    Difusor de calor

    profundezas. O inconveniente do sistema implicar a compra de CO2 proveniente de uma indstria vizinha para que as plantas cresam. No que respeita ao mtodo de plantao, Petra explicou: Ns cultivamos o tomate em l de rocha, em bancadas. Ao usarmos o sistema geotrmico, importante arrefecer a gua de um modo eficiente e as bancadas permitem faz-lo. A l de rocha um substrato inerte, o que significa que absorve e retm a gua, mas no contm nutrientes. Ns adicionamo-los gua e medimos continuamente os nutrientes que ficam na gua; assim sabemos quais so os que as plantas usam e em que quantidade. H mais alguns

    aspetos interessantes no modus operandi deste produtor. Alguns clientes assduos embalam diretamente nas instalaes da A+G Van den Bosch, o que mais eficiente, pois reduz o nmero de cargas e descargas a que o produto sujeito. Por outro lado a empresa tem em considerao que clientes de diferentes pases tm preferncias distintas em termos de cor, tamanho, e modo de embalagem, da que adapte a sua produo ao que os clientes solicitam. Uma nota final relativa sustentabilidade: os reservatrios de energia geotrmica permitiram A+G Van den Bosch o feito assinalvel de reduzir a sua pegada de carbono por kg de tomate em 74%.

    Tomateiros cultivados em substrato de l de rocha, e instalados em bancadas.

    ABOLSAMIA julho / agosto 2013 51

  • Novos Reboques

    Com o lanamento de uma nova srie de reboques, a Herculano Alfaias Agrcolas S.A. (Grupo Ferpinta) oferece atualmente solues para qualquer exigncia de utilizao, colocando-se como lder indiscutvel no setor de transporte de mercadorias agrcolas na Pennsula Ibrica.

    Carga til

    Anova srie de reboques da Herculano mais robusta e oferece maiores capacidades de carga til, propocionando ao veculo uma boa relao tara/

    resistncia. Estas caratersticas so-lhe conferidas pela incorporao de um chassis em tubo estrutural, a par do reforo do eixo e dos traves. Outra