Agenda Dezembro 2008

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Agenda do Município de Proença-a-Nova

Transcript of Agenda Dezembro 2008

  • DEZ/08

  • capa 01

    sumrio 02

    editorial 03

    de autor 04

    falemos de 05

    gentes e lugares 06

    tema do ms 08

    sabores da terra 09

    passeio pedestre 10

    fitas do ms 11

    biblioteca 12

    novidades da biblioteca 13

    centro de Cincia Viva 14

    divulgao 18

    teatro 27

    DEZEMBRO

    7

    22 2818

    23

    2

    1611

    N 2629

    10 144

    13F

    91724

    30

    3

    15 20

    6

    21

    7F

    31

    propriedade / Municpio de Proena-a-Novacoordenao / Prof. Joo Manso (Vereador da Cultura)colaboradores / Antnio Sequeira, Carla Gaspar, Catarina Alves, Isabel Gaspar, Olvia Cardoso, Antnio Manuel Silva, Sandra Ventura, Clia Cardosodesign grfico / Rui Salgueiropaginao /Carine Piresedio / RVJ Editores Av. Brasil, 4 r/c 6000-909 Castelo Branco

    tel. / 274 670 000 fax / 274 672 697e-mail / [email protected] web / http//www.cm-proencanova.pt/

  • Este o ms, por excelncia, em que nos apraz falar da Famlia, de Paz, das coisas boas da nossa gastronomia natalcia, das noites especialmente iluminadas, dos cnticos de Natal e da azfama tpica da poca.

    tambm neste ms que se fazem balanos, se recordam os feitos, se remendam os defeitos e se projectam novas realizaes

    Porque desejamos para vs o mesmo que para ns prprios, aqui queremos reiterar os votos de grandes obras, de merecidos sucessos, e, sobretudo, de muita alegria e sade para todos.

    Um Santo Natal e um 2009 em pleno.

  • Longe vai o Tempo

    Para quem j est um bocadinho esquecido de certos episdios da Histria de Portugal, relembro que, depois da morte do rei D. Sebastio e a crise de sucesso que se seguiu, Portugal foi dominado pelos Espanhis durante 60 anos (de 1580 a 1640). Porm, no dia 1 de Dezembro de 1640, voltamos a restaurar a nossa independncia, com grande alegria e festejos por todo o pas.A tradio enraizou-se tambm em Proena-a-Nova, que durante muitos anos se acostumou a celebrar essa data. De manh, iava-se a bandeira da Cmara e de algumas agremiaes e a Banda da Msica percorria as ruas da vila, lembrando aos Espanhis que o jugo filipino j era. De tarde, fazia-se a tradicional bacalhoada: o vinho, o po e as batatas vinham de casa, as couves, roubavam-nas nos couvais mais guarnecidos e a quem fizessem menos falta e o bacalhau, porque custava dinheiro, era suportado pelos faltosos. Explicando melhor: na vila, havia uma famosa Banda de Msica constituda por homens que alguns de ns no chegmos a conhecer, mas que so recordados com saudade e apreo pelos companheiros da arte ainda vivos. A dita banda, tinha os seus ensaios semanais e, quem faltasse, pagava uma multa de vinte e cinco tostes que revertia para a compra do bacalhau do 1 de Dezembro.Neste dia havia tambm o desfile da Mocidade Portuguesa comandada pelo rufar do tambor, ecoando pelas ruas o refro do seu canto: Portugueses celebremos / O dia da Restaurao / Em que valentes guerreiros /

    Nos deram livre a Nao. noite, a rapaziada andava em grupos a bater latas e a gritar palavras de vitria. Foi num desses festejos, tinha eu para a uns dezasseis anos, que o cabo Barata, ento comandante da G.N.R., alegando que estvamos a perturbar a ordem pblica com o barulho que fazamos, nos quis levar para o posto. Cada um se escapou para seu lado, como pde, pois naquela altura, as multas, mesmo leves, pesavam no nosso fraco oramento. Nessa noite, cortando as voltas aos guardas Miranda e Ll, entrei sorrateiramente em casa pela janela do sto e fui-me deitar com cautela, no fosse a ti Maria do Rosrio dar por isso. E, j no aconchego da cama, os ouvi tossir vrias vezes, sinal de que no deram por mim e aguardavam a minha entrada pela porta da frente da casa. No sei a que horas da madrugada se foram embora, mas sei que no dia seguinte, quando voltei do trabalho, tinha ordem para me apresentar no posto e pagar a bonita multa de 80$50. Aquilo que doeu!

    Prof. Jorge Alves Cardoso

  • Madeiro de Natal

    Com o aproximar da poca de Natal recordamos hoje uma tradio muito interessante que ainda perdura na Beira Baixa. Trata-se da recolha dos madeiros que se destinam a arder nos adros das Igrejas na vspera de Natal. Por estas alturas, incio de Dezembro, comea-se a marcar as cepas que iro ter o privilgio de serem transportadas para o adro, assim como algum madeiro esquecido de um desbaste florestal. Hoje essa tradio est mais facilitada pelo emprego de viaturas todo o terreno ou mquinas que ajudam a carregar. Mas recuemos um pouco no tempo, para parar por alturas dos anos 50, em Proena-a-Nova. A rapaziada, moos solteiros e sempre a postos para estas tropelias, j andavam com alguns madeiros 'debaixo de olho'. Faltava encontrar o transporte. E, quantas vezes, dado a envergadura de uma cepa ou outra, uma rudimentar grua. Naquele tempo esse transporte era feito com recurso a 'carros' puxados por animais, junta de bois ou mulas. Portanto, seriam tambm alvo de 'estudo' os carros mais adequados para a transferncia dos cobiados madeiros. Dos vrios parques de estacionamentos o mais visitado era, sem dvida, o Barraco da Chica localizado na Rua das Pereiras, ali perto do antigo teatro (deste tambm contamos falar futuramente). Era ento a que se encontravam os carros mais capazes para a rude tarefa do transporte. Na calada da noite era retirado o carro e levado para o local escolhido, com uma

    passagem pela antiga oficina do Sr Antnio Alves (onde hoje est a entrada da Pousada) que disponibilizava sempre a sua grua (rudimentar, claro) e l se dirigiam eles ao local. Recordando que estamos nos anos 50, as estradas florestais no eram como as de hoje, as noites eram mesmo escuras o que, aliado a uma certa clandestinidade, ajudava para que este esforo se tornasse quase hercleo. Claro que umas vezes o carro no aguentava o peso e l partia um eixo sendo necessrio substituir por outro. A dificuldade em trazer o carro at Vila era compensada pela chegada, onde, a sim, a algazarra era infernal e entre a admirao de uns, pela quantidade de madeira trazida, e a estupefaco de outros ao verem o seu carro, que julgavam guardado, o gozo era enorme. Na altura de acender o madeiro (com os desperdcios da Fbrica da resina) havia que negociar com o Padre Beato, o proco de ento.

    No fim, tudo era esquecido e as conversas ao calor, as travessuras e os relatos, u ltrapassaram os anos deixando as lembranas de tempos que, decerto, ainda perduram na mente dos que nelas participavam.

  • Proena na Poltica Internacional

    Temos vindo aqui a falar da passagem dos franceses pelo concelho de Proena-a-Nova a q u a n d o d a s i n v a s e s , nomeadamente a 1., em 1807.

    Recentemente, a Cmara Municipal de Proena-a-Nova o r g a n i z o u u m C i c l o d e Conferncias, no Centro de Interpretao de Fortes e Baterias n a S o b r e i r a F o r m o s a , precisamente subordinado ao tema: A Guerra Fantstica e a Guerra Peninsular no Concelho de Proena-a-Nova. Estiveram presentes a lguns dos mais c o n c e i t u a d o s e s p e c i a l i s t a s portugueses em Histria Militar e ficou bem patente a relao estreita entre o territrio de Proena e trs conflitos militares internacionais do final do sculo XVIII e princpios do XIX: a Guerra Fantstica (Guerra dos Sete Anos), a Guerra das Laranjas e a Guerra Peninsular (Invases Francesas). Em todos eles, Portugal esteve envolvido num jogo de interesses muito vasto que fazia chocar os dois grandes poderes mundiais da poca: o poder continental de um lado (Frana e a sua aliada, a

    Espanha) e o poder martimo por outro (a Inglaterra, nossa velha aliada). neste tabuleiro Proena que tambm aparece Proena-a-Nova.

    Para quem desejar aprofundar a temtica em discusso, para alm da consulta das vrias Histria de Portugal,

  • 06|07

    s u g e r e - s e a s e g u i n t e bibliografia que aborda o tema em geral e o caso de Proena, em particular: Nova Histria Militar de Portugal, Vol. 3, direco de Manuel Themudo Barata e Nuno Severiano Teixeira; A Guerra Fantstica-1762: Portugal, o Conde de Lippe e a Guerra dos Sete Anos, Antnio Barrento; O Portugal da Guerra Peninsular: a viso dos militares britnicos (1808-1812), Gabriela Gndara Terenas; As Guerras Liberais: uma reflexo estratgica sobre a Histria de Portugal, Jos Manuel F r e i r e N o g u e i r a ; A s I n v a s e s Peninsulares e a Regio de Rdo Proena, revista Aafa, n. 5; Concelho de Proena-a-Nova (Monografia), P.e Manuel Alves Catarino; Sobreira F o r m o s a : P a s s a d o e P r e s e n t e (Monografia), Maria Assuno Vilhena; Etnografia do Concelho de Proena-a-Nova, Isaura Ribeiro Antunes Soares; Cardigos: subsdios para a sua histria, P.e Henrique da Silva Louro; Memria Histrica da Notvel Vila de Abrantes, Manuel Antnio Morato e Joo Valentim da Fonseca Mota; Vila de Rei e o seu Concelho, Jos Maria Flix; Memrias da Villa de Oleiros e do seu Concelho, D. Joo Maria Pereira Amaral e Pimentel; A Sert e o seu Concelho, P.e Antnio Loureno Farinha; Monografia do Concelho de Mao, Antnio de Oliveira

    Antnio Manuel Martins SilvaProf. Histria na Escola Pedro da Fonseca

  • 10 Mandamentos para um Natal mais Ecolgico

    1. Guarde os laos e os papis de embrulho para outras ocasies.2. Mantenha-se solidrio com as diversas campanhas desenvolvidas ao longo do

    ano; contacte os servios de aco social do municpio sempre que tiver objectos, roupas, mveis, electrodomsticos em bom estado, mas dos quais j no necessita, pois podero ser um bem muito til para outra pessoa.

    3. Adquira lmpadas energeticamente eficientes para reduzir a sua factura energtica e ambiental.

    4. Apague as luzes da rvore de Natal quando se for deitar.5. Substitua as pilhas por pilhas recarregveis.6. Recuse folhetos de publicidade distribudos nas superfcies comerciais e na rua, a