Agropecuaria no brasil

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Agropecuária no Brasil
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    10-Aug-2015
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  1. 1. Denomina-se espao agrrio a rea ocupada com a produo agrcola (vegetal, pastagens e florestas), habitaes dos agricultores e, ainda, infraestruturas e equipamentos que se relacionam com a actividade de produo agrcola. O espao agrrio, alm de corresponder rea de produo de agrcola, tambm corresponde estrutura fundiria (conjunto de normas e leis). O mesmo acontece com a apresentao rural do nosso universo.
  2. 2. O minifndio de carter familiar dominante h sculos em quase toda a paisagem rural europia. Essas propriedades contam com forte apoio governamental e tm elevada produtividade. Tradicionalmente, a Europa dividida em duas grandes regies agrcolas: Zona temperada, localizada no centro-noite do continente. Caracteriza-se pelo uso de tecnologias avanadas, que garantem grande produtividade. Nessa rea so cultivados cereais, especialmente o trigo. Zona mediterrnica, localizada no sul caracteriza-se pelo uso de tcnicas tradicionais.
  3. 3. Consequentemente, a produtividade menor. Em gemi, as propriedades so maiores do que as predominantes mais ao norte, e nelas se cultivam sobretudo oliveiras e vinhas. Desde a criao da Unio Europia (UE), o continente est formulando uma poltica nica para o setor agrcola. Medidas protecionistas tm garantido aos seus ,redutores rurais condies tcnicas e financeiras para enfrentar a concorrncia internacional. Uma dessas medidas so os subsdios agrcolas. Calcula-se que sem despendidos pelos governos que integram essa organizao cerca de $170 bilhes anualmente para o setor agropecurio. Graas a esses subsdios, os agrcolas europeus podem, por exemplo, vender seus pronos por preos inferiores aos de similares importados.
  4. 4. A cana-de-acar uma planta que pertence ao gnero Saccharum L.. H pelo menos seis espcies do gnero, sendo a cana-de-acar cultivada um hbrido multiespecfico, recebendo a designao Saccharum spp. As espcies de cana-de-acar so provenientes do Sudeste Asitico. A planta a principal matria-prima para a fabricao do acar e lcool (etanol). uma planta da famlia Poaceae, representada pelo milho, sorgo, arroz e muitas outras gramas. As principais caractersticas dessa famlia so a forma da inflorescncia (espiga), o crescimento do caule em colmos, e as folhas com lminas de slica em suas bordas ebainha aberta.
  5. 5. A cana-de-acar uma planta proveniente do sul e sudeste asitico. Com a expanso muulmana a cana foi introduzida em reas onde no era cultivada. No continente Europeu ela foi cultivada na Espanha e posteriormente levada para as Amricas durante a expanso martima onde foi cultivada em pases como Brasil, Cuba, Mxico, Peru, Equador, Colmbia e Venezuela.
  6. 6. A cana-de-acar foi introduzida no Brasil no incio do sculo XVI, quando foi iniciada a instalao de engenhos de acar, a primeira indstria implantada na nova possesso de Portugal, que em pouco tempo substituiu a indstria extrativa do pau-brasil. Foi a base da economia do nordeste brasileiro, na poca dos engenhos. A principal fora de trabalho empregada foi a da mo-de-obra escravizada, primeiramente indgena e em seguida majoritariamente de origem africana, sendo utilizada at o fim do sculo XIX. Os regimes de trabalho eram muito forados. Esses trabalhadores, na ocasio da colheita, chegavam a trabalhar at 18 horas dirias.
  7. 7. Com a mudana da economia brasileira para a monocultura do caf, esses trabalhadores foram deslocados gradativamente dos engenhos para as grandes fazendas cafeeiras. Com o tempo, a economia dos engenhos entrou em decadncia, sendo praticamente substituda pelas usinas. O termo engenho hoje em dia usado para as propriedades que plantam cana-de-acar e a vendem, para ser processada nas usinas e transformada em produtos derivados.
  8. 8. O cultivo da cana-de-acar geralmente feito de forma extensiva. As plantaes ocupam vastas reas contguas, e necessria uma grande rea plantada para justificar e manter produtiva a cadeia industrial sua volta e as usinas de acar e de etanol. No entanto, os agricultores precisam conservar intocadas as reas ao redor de mananciais de gua, topo de montanhas e aclives acentuados, alm de manter um percentual mnimo de mata nativa, que varia de regio a regio, sendo 20% no Sudeste e at 90% naregio amaznica.
  9. 9. Modernamente, o cultivo e corte realizado por grandes mquinas e tratores. A prtica do corte manual, precedida pelas queimadas, praticadas anteriormente ao corte para a retirada das folhas secas e que geravam reclamaes de problemas respiratrios nas cidades circundadas por essa monocultura, vem sendo gradativamente abolida. No estado de So Paulo (o principal estado produtor do Brasil), por exemplo, existe legislao que determina a completa substituio do corte manual pelo mecanizado at 2031(acar tico).
  10. 10. Embora tenha impacto ambiental indiscutivelmente positivo, existem argumentaes contra e a favor desta medida em relao aos seus impactos sociais. Por um lado, a favor, pelo fim de uma atividade de baixa remunerao que convivia com denncias de trabalho infantil. Por outro lado, contra, pelo fato de deixar grande parte da populao em penria ainda maior, desempregada e sem meios de subsistncia.
  11. 11. Consequentemente, a produtividade menor. Em gemi, as propriedades so maiores do que as predominantes mais ao norte, e nelas se cultivam sobretudo oliveiras e vinhas. Desde a criao da Unio Europia (UE), o continente est formulando uma poltica nica para o setor agrcola. Medidas protecionistas tm garantido aos seus ,redutores rurais condies tcnicas e financeiras para enfrentar a concorrncia internacional.
  12. 12. Uma dessas medidas so os subsdios agrcolas. Calcula- se que sem despendidos pelos governos que integram essa organizao cerca de $170 bilhes anualmente para o setor agropecurio. Graas a esses subsdios, os agrcolas europeus podem, por exemplo, vender seus pronos por preos inferiores aos de similares importados. O protecionismo europeu vem sendo muito criticado pelos pases subdesenvolvidos que no subsidiam seus produtores e dependem das exportaes de produtos agrcolas, como o Brasil.
  13. 13. Outro problema que inspira cada vez mais preocupao na Europa so as implicaes socioambientais das profundas transformaes que a agroindstria tem gerado na produo agrcola. O desenvolvimento de raes fabricadas com base em protena animal disseminou a doena da vaca louca no Reino Unido, na dcada de 1990. A Blgica, por sua vez, detectou dioxina (substncia cancergena) na carne de frangos, porcos e bois, oriunda tambm de rao contaminada. Esses fatos levaram a UE a adotar rigorosos controles sanitrios para a produo e comercializao de carne em seu territrio.
  14. 14. A partir da dcada de 1990 nota-se uma tendncia ao aumento do tamanho das propriedades, resultado direto da penetrao do capital agroindustrial no campo essa tendncia, porm, no deve gerar impactos sociais graves, como o xodo rural, pois a populao europia que vive no campo j muito pequena.
  15. 15. Agricultura Colonial e Ocupao Territorial
  16. 16. A pr-histria ou histria pr-cabralina do Brasil se refere a uma etapa da Histria do Brasil que se inicia com o primeiro povoamento do territrio atualmente compreendido pelas fronteiras do Estado Nacional brasileiro (iniciado, acredita-se hoje, h 60 000 anos), e termina no ano de 1500, canonicamente estabelecido como o descobrimento do Brasil.
  17. 17. O acar atraiu o colonizador, fez virem os escravos da frica e provocou a invaso do territrio. A imagem retrata um engenho holands, na obra Historia Naturalis Brasiliae, de 1648. Logo aps o Descobrimento, as riquezas naturais da terra no se revelaram promissoras, at a introduo da produo de cana-de-acar na regio Nordeste. Isto obrigou os portugueses a introduzirem a mo-de-obra escrava, capaz de realizar as duras tarefas de cultivo da monocultura, sistema muitas vezes chamado de plantation. Essa fonte de riqueza, entretanto, no serviu para a promoo do desenvolvimento tcnico ou social.
  18. 18. Aps o perodo de forte influncia da CEPAL, tem lugar os estudos feitos pelo Instituto de Estudos Brasileiros, fundado em 1962. No ano seguinte tinham incio as Reformas de base de Joo Goulart, provocando forte reao dos latifundirios. No meio acadmico duas correntes se debatiam, uma dizendo que o pas possua uma estrutura feudal no campo, ao passo que intelectuais como Prado Jnior defendiam que a estrutura rural era capitalista; em ambos os casos pregava-se a reforma agrria como meio de melhoria do sistema econmico; tambm se falava em alteraes constitucionais, e todo esse quadro gerou a oposio acirrada dos conservadores, e que culminaram com o Golpe Militar de 1964.
  19. 19. A partir de 1994, com a estabilizao monetria do Plano Real, o modelo agrcola brasileiro passou por uma radical mudana: o Estado diminuiu sua participao e o mercado passou a financiar a agricultura que, assim, viu fortalecida a cadeia do agronegcio, desde a substituio da mo-de-obra por mquinas (houve uma reduo da populao rural brasileira, que caiu de vinte e um milhes e setecentas mil, em 1985, para dezessete milhes e novecentas mil pessoas em 1995), passando pela liberao do comrcio exterior (diminuio das taxas de importao dos insumos), e outras medidas que foraram os produtores brasileiros a se adaptarem s prticas de mercado globalizado. O aumento da produtividade, a mecanizao (com reduo dos custos) e profissionalizao marcam esse perodo.
  20. 20. A ocupao do territrio brasileiro se iniciou com pequenos arraiais espalhados em diversas localidades. Tais ocupaes aconteceram devido necessidade europia de ampliar suas atividades comerciais, o que fez com que procurassem novos produtos e novas reas a serem exploradas. O povoamento brasileiro, no sculo XVI, limitou-se a territrios litorneos prximos ao oceano Atlntico, onde desenvolveram inmeras lavouras de cana-de- acar no Recncavo Baiano e no Nordeste, o que resultou na transferncia da pecuria, que antes se desenvolvia na Zona da Mata nordestina, para o serto nordestino.
  21. 21. Nesse perodo, comea o extermnio indgena, que foi tanto fsico (genocdio) quanto cultural (etnocdio). No sculo XVII, aconteceram as primeiras expedies denominadas bandeiras, que povoaram em grande escala o territrio brasileiro, principalmente nas extremidades do rio Amazonas, do rio So Francisco e do serto nordestino. Os portugueses, em maior nmero que os nativos, dominaram a regio e comearam a captur-los para, juntos, buscarem ouro e pedras preciosas. Em 1616, fundaram Belm do Par, hoje capital do estado do Par.
  22. 22. No sculo XVIII, houve um grande aumento na populao, fato causado pela descoberta de ouro e pedras preciosas em regies hoje denominadas Gois, Minas Gerais, Mato Grosso e Bahia. Essa populao se alojou em povoamentos dispersos no interior, mas estes logo foram se esvaziando. medida que as preciosidades foram se esgotando, o povo foi se dispersando. O povoamento ocorrido no interior teve inteno de explorar e extrair riquezas de l, mas este tambm trouxe alguns benefcios, como a abertura de estradas que davam acesso a regies litorneas e o fortalecimento das ligaes entre os criadores de gado.
  23. 23. O caf uma bebida produzida a partir dos gros torrados do fruto do cafeeiro. servido tradicionalmente quente, mas tambm pode ser consumido gelado. O caf um estimulante, por possuir cafena geralmente 80 a 140 mg para cada 207 ml dependendo do mtodo de preparao. Em alguns perodos da dcada de 1980, o caf era a segunda mercadoria mais negociada no mundo por valor monetrio, atrs apenas do petrleo.
  24. 24. Este dado estatstico ainda amplamente citado, mas tem sido impreciso por cerca de duas dcadas, devido queda do preo do caf durante a crise do produto na dcada de 1990, reduzindo o valor total de suas exportaes. Em 2003, o caf foi o stimo produto agrcola de exportao mais importante em termos de valor, atrs de culturas como trigo, milho e soja. Minas Gerais o estado com maior produo de caf do Brasil (26,6 milhes de sacas), o que corresponde a mais de 50% da produo nacional do produto e 17% da produo mundial.5 Patrocnio o maior produtor do pas com mais de 10% da produo do Tringulo Mineiro.
  25. 25. Em 1727, o sargento-mor Francisco de Melo Palheta, a pedido do governador do Estado do Gro-Par, lanou- se numa misso para conseguir mudas de caf, produto que j tinha grande valor comercial. Para isso, fez uma viagem Guiana Francesa e l se aproximou da esposa do governador da capital Caiena. Conquistada sua confiana, conseguiu dela uma muda de caf-arbico, que foi trazida clandestinamente para o Brasil. Das primeiras plantaes na Regio Norte, mais especificamente em Belm, as mudas foram usadas para plantios no Maranho e na Bahia, na Regio Nordeste.
  26. 26. A histria do caf comeou no sculo IX. O caf originrio das terras altas da Etipia (possivelmente com culturas no Sudo e Qunia) e difundiu-se para o mundo atravs do Egito e da Europa. Mas, ao contrrio do que se acredita, a palavra "caf" no originria de Kaffa local de origem da planta , e sim da palavra rabe qahwa, que significa "vinho"( ), devido importncia que a planta passou a ter para o mundo rabe. Uma lenda conta que um pastor chamado Kaldi observou que seus carneiros ficavam mais espertos ao comer as folhas e frutos do cafeeiro. Ele experimentou os frutos e sentiu maior vivacidade. Um monge da regio, informado sobre o fato, comeou a utilizar uma infuso de frutos para resistir ao sono enquanto orava.
  27. 27. Em 1727, o sargento-mor Francisco de Melo Palheta, a pedido do governador do Estado do Gro-Par, lanou- se numa misso para conseguir mudas de caf, produto que j tinha grande valor comercial. Para isso, fez uma viagem Guiana Francesa e l se aproximou da esposa do governador da capital Caiena. Conquistada sua confiana, conseguiu dela uma muda de caf-arbico, que foi trazida clandestinamente para o Brasil. Das primeiras plantaes na Regio Norte, mais especificamente em Belm, as mudas foram usadas para plantios no Maranho e na Bahia, na Regio Nordeste.
  28. 28. As condies climticas no eram as melhores nessa primeira escolha e, entre 1800 e 1850, tentou-se o cultivo noutras regies: o desembargador Joo Alberto Castelo Branco trouxe mudas do Par para a Regio Sudeste e as cultivou no Rio de Janeiro, depois So Paulo e Minas Gerais, locais onde o sucesso foi total. O negcio do caf comeou, assim, a desenvolver-se de tal forma que se tornou a mais importante fonte de receitas do Brasil e de divisas externas durante muitas dcadas a partir da dcada de 1850.
  29. 29. No Brasil, o caf anda, derruba matas, desbrava as terras do Oeste. Foi em 1727 que o oficial portugus Francisco de Mello Palheta, vindo da Guiana Francesa, trouxe as primeiras mudas da rubicea para o Brasil. Recebera-as de presente das mos de Madame d Orvilliers, esposa do governador de Caiena. Ora, como a sada de sementes e mudas de caf estava proibida na Guiana Francesa, licito pensar que o aventureiro portugus recebeu de Madame no s os frutos, mas outros favores talvez mais doces. As mudas foram plantadas no Par, onde floresceram sem dificuldade. Mas no seria no ambiente amaznico que a nova planta iria tornar-se a principal do pas, um sculo e meio mais tarde.
  30. 30. Enquanto na Europa e nos Estados Unidos o consumo da bebida crescia extraordinariamente, exigindo o constante aumento da produo, o caf saltou para o Rio de Janeiro, onde comeou a ser plantado em 1781 por Joo Alberto de Castello Branco. Tinha incio, assim, um novo ciclo econmico na histria do pas. Esgotado o ciclo da minerao do ouro em Minas Gerais, outra riqueza surgia, provocando a emergncia de uma aristocracia e promovendo o progresso do Imprio e da Primeira Repblica.
  31. 31. Em 1850, a estrutura fundiria brasileira sofreu profunda alterao, durante a expanso cafeeira, devido criao da Lei de Terras.Ao ser institudas, tal lei transformou a terra em mercadoria no Brasil, e as pores no ocupadas foram declaradas bem pblico, podendo ser adquiridas apenas por intermdio de compra. Como os preos eram elevados - pois o propsito da renda obtida era financiar a vida de imigrantes em substituio mo de obra escrava, tal medida ratificou a concentrao fundiria ao impedir que os escravos libertos, os imigrantes e os pequenos agricultores tivessem acesso terra.
  32. 32. A ausncia de ttulos de propriedade em grande parte do territrio nacional deu lugar a posses irregulares e ao processo denominado grilagem. Paralelamente, o movimento sindical dos trabalhadores rurais ganhava adeptos, porm, sem atingir a notoriedade das ligas. A modernizao das relaes de trabalho no campo brasileiro permitiu a criao de sindicatos de trabalhadores rurais e culminou com a criao da contag (Confederao Nacional dos Trabalhadores na agricultura),em 1963,que congregava vrios sindicatos rurais.
  33. 33. A expulso dos agricultores e dos trabalhadores rurais das reas de origem, a concentrao da propriedade e a violncia dos conflitos so fatores que podem explicar o surgimento do movimento dos trabalhadores rurais sem-terra (MST), suja a principal estratgia a ocupao de terras improdutivas. Essa organizao comeou no rio grande do sul, que, desde a dcada de 1970 como os demais estados do sul - , vem conhecendo o aprofundamento da concentrao fundiria.
  34. 34. No decorrer da historia brasileira, as relaes de trabalho no campo estiveram sempre relacionadas as diferentes formas de explorao da fora de trabalho e de aceso a terra: no inicio, por meio da escravido e, posteriormente, pela dificuldade de garantir ao agricultor livre as condies para a aquisio de sua prpria terra. Na atualidade, esse quadro pouco se alterou. Para se compreender como se processam essas relaes, deve-se considerar prioritariamente como se verificam as condies de propriedade da terra.
  35. 35. Assalariados permanentes - trabalhadores assalariados que representam cerca de 16,8% da fora de trabalho no campo e recebem salrios, devendo ser contratados e registrados de acordo com as leis trabalhistas baseados no Estatuto do Trabalhador Rural.
  36. 36. Pees- So agricultores cooptados no Nordeste para trabalhar na derrubada da mata com o intuito de expandir agropecuria no norte do pas. O contratante conhecido como gato recruta mo de obra para as grandes propriedades rurais; pelo contrato, o peo no pode deixar o local quando quiser, pois frequentemente possui dvidas com o empregador. Muitos trabalhadores tentam fugir das condies inadequadas e, quando isso ocorre, so caados. Esse trabalho compulsrio denominado escravido por dvida; de acordo com a Comisso Pastoral da Terra, h no Brasil cerca de 25 mil trabalhadores nessa situao.
  37. 37. Assentados Trabalhadores que pertencem a movimentos sociais de luta pela terra e que passaram tambm ocupar um papel em destaque no cenrio rural brasileiro ma atualidade. Diferem-se dos demais trabalhadores porque recebem lotes oriundos da reforma agrria, alm de serem beneficiados por polticas publicas de reordenamento do uso da terra.
  38. 38. Apesar das condies inadequadas de trabalho em diversos estabelecimentos rurais da regio sudeste, as organizaes sindicais nesse estados so mais atuantes em tm conseguido intervir de forma a melhorar as condies de trabalho dessas populaes . Mesmo com o considervel aumento da colheita mecanizada, a mo de obra temporria, por muito da barata, ainda indispensvel em diversas regies do pas, como no nordeste.
  39. 39. A situao desses trabalhadores, principalmente os que se deslocam do agreste nordestino para a colheita da cana-de-acar na zona da Mata nordestina, bem mais degradante se comparada dos bias-fritas no esta de So Paulo. Eles vivem em condies sub- humanas, em acampamentos provisrios que se estendem nas bordas das rodovias.
  40. 40. O aumento da produo da cana-de-acar destinada fabricao de bicombustveis tem sido alicerado por programas governamentais com vistas a ampliar a oferta desse produto no mercado internacional . Porm, esses programas no envolvem medidas eficazes de combate s relaes de trabalhos aviltantes a que so submetidos esses trabalhadores, como, por exemplo, o aumento das fiscalizaes nas propriedades rurais. Leia uma matria sobre a situao de trabalho dos cortadores de cana, em Alagoas, na seo leitura complementar, a seguir.