Anecra Revista Nº 297 Março 2012

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ANÍBAL MORAIS GONÇALVES Vice-Presidente ANECRA “FLEXIBILIDADE LABORAL É VITAL PARA O FUTURO DAS EMPRESAS” OPINIÃO COMBUSTÍVEIS: A NOVA DITADURA DO SÉCULO XXI Respostas a perguntas frequentes sobre lubrificação e lubrificantes para motores de veículos automóveis, esclarecimento de alguns conceitos errados amplamente divulgados. O QUE PRECISA SABER SOBRE LUBRIFICANTES EXPLICADO DE FORMA SIMPLES “A MANUTENÇÃO É NECESSÁRIA POR RAZÕES DE SEGURANÇA, MAS NÃO MELHORA A VIDA OU O GRAU DE SATISFAÇÃO DA FAMÍLIA COMO UM IPAD OU UMA WII O FAZEM” Didier LONGRET Didier LONGRET, o regresso do “VELHO SENHOR” N 297 MARÇO 2012 Pessoa Colectiva de Utilidade Pública ASSOCIAçãO NACIONAL DAS EMPRESAS DO COMéRCIO E REPARAçãO AUTOMóVEL ESTUDO 63% DOS CONDUTORES CONDUZEM COM PRESSãO INADEQUADA NOS PNEUS ANTÓNIO CALDEIRA Diretor do Cepra “Há QUE ANTECIPAR O CONHECIMENTO PARA O FUTURO”

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Revista Mensal da Associação Nacional das Empresas do Comércio e da Reparação Automóvel.

Transcript of Anecra Revista Nº 297 Março 2012

  • ANBAL MORAIS

    GONALVESVice-Presidente ANECRA

    FLEXIBILIDADE LABORAL VITAL PARA O FUTURO DAS EMPRESAS

    OPINIO COMBUSTVEIS:

    A NOVA DITADURA

    DO SCULO XXI

    Respostas a perguntas frequentes sobre lubrificao e lubrificantespara motores de veculos automveis, esclarecimento de alguns conceitos errados amplamente divulgados.

    O QUE PRECISA SABER SOBRE

    LUBRIFICANTESEXPLICADO DE FORMA SIMPLES

    A mAnuteno necessriA

    por rAzes de segurAnA, mAs no melhorA A vidA ou o grAu

    de sAtisfAo dA fAmliA como

    um ipAd ou umA Wii o fAzem

    Didier LONGRETDidier LONGRET,o regresso do VELHO SENHOR

    N 297 maro 2012Pessoa Colectiva de Utilidade Pblicaassociao nacional das empResas do comRcio e RepaRao automvel

    estudo63% dos condutoResconduZem com pResso inadeQuada nos pneus

    ANtNIo CALdeIRADiretor do CepraH Que antecipaR o conHecimento paRa o futuRo

  • ANECRAAssociao Nacional das Empre-sas do Comrcio e da Reparao AutomvelPessoa Colectiva de Utilidade PblicaAv. Almirante Gago Coutinho N 100 - 1749-124 LisboaTels. 21 392 90 30 Fax 21 397 85 04e-mail: [email protected] PORTOAv. da Boavista, 2450 - 4100-118 PortoTel. 22 618 98 43 Fax 22 618 98 64e-mail: [email protected] LEIRIAAv. Marqus de Pombal, Lote 25, 1 C 2400-152 Leiria Tel. 244 8146 86Fax 244 81 47 19e-mail: [email protected]

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    EM FOCO

    8 EXPOMVILExpomvil Comercail e Jornada B2B com empresas portuguesas na Feira de Barcelona coroados de xito.

    44 FORMAO ANECRAEm Maro, a ANECRA iniciou mais um curso novo, Diagnstico e Reparao de Sistemas de Transmisso Automtica.

    36 OFICINAS NOVASQuatro novas oficinas, uma aposta na renovao do parque oficinal nacional, com investimentos elevados.

    .com

    Num filme de sesso con-tnua iniciado no princpio do ano, o episdio de maro 2012 repetiu o guio dos meses anteriores apresen-tando registos de vendas do mercado automvel que evidenciam novas e acen-tuadas quedas face ao ms homlogo de 2011. Seno vejamos: nos ligeiros de passageiros -49,2%; nos co-merciais ligeiros -66,1%; nos pesados -50,3%; no mercado total -51,7%.O primeiro trimestre de 2012 foi mesmo o pior das ltimas duas dcadas no que a vendas diz respeito, em todos os segmentos de veculos, confirmando as mais negras espetativas da ANECRA para este ano, ou seja, a quebra foi para alm daquilo que pod-amos na pior das hipteses admitir.Portugal lidera mesmo a queda de vendas de veculos ligeiros de passageiros na europa com um decrscimo de 47,9% no acumu-lado dos dois primeiros meses de 2012, face a igual perodo do ano passado.Por outro lado, segundo dados da execuo oramental de janeiro ltimo, a quebra abrupta nas ven-das de automveis provocou uma diminuio de receita de Imposto sobre Veculos (ISV) em 182,6 milhes de euros no ano de 2012, em comparao com o ano de 2011. Conclumos, pois, que o aumento da carga fiscal no conduz, neces-sariamente, ao aumento da receita. Numa altura em que as receitas dos impostos indiretos esto em queda, com a exceo do IVA e do Imposto nico de Circulao (IUC), o ISV o que mais cai, reconhecendo o Ministrio das Finanas, que essa quebra tem a ver com uma acentuada contrao na venda de veculos. Assim, o aumento da presso fiscal sobre o setor auto-

    mvel, levada a cabo pelo Governo, foi um verdadeiro tiro no p, uma vez que agravou ainda mais, a atual tendncia de deteriorao continu-ada do mercado, com o consequen-te efeito perverso de diminuio de receita fiscal.Neste quadro, a ANECRA exige a maior considerao do Execu-tivo face ao setor automvel, ou no seja este o responsvel pela importante arrecadao de 20% do total da receita do errio pblico, e exigindo a adopo de medidas eficazes para revitalizar quer a venda de veculos novos e usados quer a actividade de manuteno e reparao de veculos automveis.Tendo presentes os impactos imediatos que produz, impe-se a imediata reposio do incentivo fiscal ao abate de veculos em fim de vida, alargando-o aquisio de veculos usados; Por outro lado, entende-se absolutamente neces-sria a reposio da carga fiscal que vigorou at ao final do ano de 2011 para os veculos derivados de passa-geiros, assim como para os comer-

    ciais. No s mas tambm, reivindicar a adopo de uma medida urgente quanto justa, de suspenso do pagamento do IUC para os profissionais revendedores de veculos usados, tal como alis acon-tece com os veculos pesados, quando as empresas param por inactividade, em que os documentos ficam retidos e mais tarde so devolvidos, quando aqueles retomam a actividade. No podemos deixar de, uma vez mais, apelar para atu-ao persistente e eficaz por parte do actual Governo no combate economia para-lela, erradicando, no caso do comrcio de veculos usados os designados standes trata e ao mesmo tempo contro-lando e limitando a activi-dade dos biscateiros. No

    presente ano, j assistimos ao desa-parecimento do dobro de empresas em confronto com o ano de 2011, contribuindo para o incremento da j elevada taxa de desemprego registada no nosso pas, em que a principal causa, tem a ver com uma acentuada asfixia financeira, pelo que se exige a criao de condies mais favorveis na concesso de crdito e o lanamento de apoios comunitrios ajustados especi-ficidade do sector, em especial na rea da manuteno e reparao automvel.Temos de estar conscientes de que a apatia governamental no que a este importante sector da actividade econmica nacional diz respeito, s conduzir a um maior agravamento da situao que por em causa a quase totalidade do universo das suas empresas, em especial as micro e PMEs.Assim, urge pr um travo a esta saga e j!

    Jorge Neves da SilvaSecretrio Geral ANECRA

    Sumrio

    A SAGA CoNTiNuA AT QuANDo?

    ENTREVISTAVicente Perez, Diretor Geral Velyen: A formao contnua a nvel tcnico e comercial a chave do sucesso.

    LEGISLAOLicenciamento das empresas de reparao e manuteno automvel: As vantagens inerentes simplificao e agilizao dos procedimentos.

    24ENTREVISTAAlexandre Barbosa, novo Director Geral Rino Master: Em 2012 queremos duplicar o nmero de unidades franchisadas.

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  • Maro 2012 4

    Com 62 anos, 40 dos quais ligados ao ramo automvel, anbal morais gonalves , desde outubro passado, o novo viCe-presidente da aneCra e presidente do ramo de ComerCiantes retalhistas. proprietrio da a. m. gonalves e da amg Car, ConCessionrios ofiCiais da toyota e da bmW/mini, respeCtivamente, bastante CrtiCo em relao aCtual situao eConmiCa e fala Com preoCupao do futuro do seCtor automvel em portugal. sobretudo se o governo no Criar uma maior flexibilizao laboral, que permita s empresas adaptarem os Custos s aCtuais exignCias do merCado.

    FLEXIBILIDADE LABORAL VITAL PARA O FUTURO DAS EMPRESAS

    Anbal Morais Gonalves

    entrevista

    Texto: Rogrio Lopes; Fotos: Alexandra Lopes

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    NECRA - O senhor um dos vice--presidentes da nova direco da ANECRA, sada das eleies extra-

    ordinrias em Outubro ltimo. Alguma coisa vai mudar nos destinos da associao por aco da nova direco?AMG - Vamos dar continuidade ao que j existia. A alterao teve simplesmente a ver com a de-misso voluntria do ento presidente, Antnio Ferreira Nunes, e o que at a era vice-presidente, o Antnio Chcharo, ascendeu presidncia. Daqui a um ano ou dois haver novas eleies e, a sim, sero nomeados os novos rgos. Esta apenas uma fase transitria.Como associao que defende interesses de comerciantes de modelos novos e usados, de oficinas reparadoras, de empresas de vendas de componentes e acessrios e de firmas de alu-guer, no por vezes difcil conciliar a defesa de tantos interesses?O objectivo de todos os associados s um e

    partilhado por todos: melhorar a rentabilida-de das nossas empresas, sejam elas de aluguer, reparao ou venda. O interesse da ANECRA fornecer a essas empresas, nossas associadas, boas condies para o conseguir, seja fornecendo--lhes a informao jurdica necessria, servios como os que so prestados pela Servinecra, que d apoio na rea da Segurana e Sade no Trabalho com mdicos especialistas nessa rea e ainda na parte da formao de mecnicos, pintores, bate chapas ou inspectores automveis, por exemplo, atravs do Cepra.Sendo assim, parece existir alguma comple-mentaridadeSim. Por vezes h aces que se complementam ou geram sinergias. Na rea da legislao laboral, por exemplo, prestamos um servio de informa-o extraordinariamente importante e por isso temos que acompanhar permanentemente as alteraes. A actual Lei do Trabalho um flagelo para as pequenas empresas pequenas, em que, se

    dois trabalhadores pem em causa o posto de trabalho de vinte, mais fcil despedir os 20 do que apenas esses dois!Dado que falamos maioritariamente de peque-nas e mdias empresas, que importncia tem um associativismo forte como fonte de presso junto do poder poltico?A ANECRA transmite regularmente as preocu-paes do sector ao Governo, sempre que este nos pede. Ou ento solicitamos ser ouvidos em relao a este ou aquele assunto. Alis, solicita-mos mais do que somos ouvidos ou consultados, uma vez que, normalmente, o governo no leva em considerao as nossas recomendaes na tomada de decises.As empresas esto asfixiadas e essa uma reali-dade transversal a todos os sectores econmicos do Pas. Esto a perder capacidades, no podem endividar-se mais porque os Bancos j no as financiam e muitas delas j tm o patrimnio quase todo endividado para conseguirem sobre-

    A

    ANECRA podE AjudAR A supERAR difiCuldAdEsAo governo, o que lhe interessa, so os impostos. Se os funcionrios recebem ou no recebem, para eles, isso preocupao das empresas!Alm das aces referidas no incio da entrevista, de que forma pode a ANECRA auxiliar os seus associados?A ANECRA est sempre disponvel. Faz congressos por todo o Pas, na tentativa de auxiliar os associa-dos a ultrapassarem determinadas crises. Procura dar a conhecer e incentiva parcerias que podem ajud-los a crescer, ao estabelecer contactos com outras entidades, nacionais ou internacionais, que permitam a alavancagem dos seus negcios.Em seu entender, quando que este ciclo negativo poder comear a inverter-se?Segundo dizem os polticos, a partir de 2013 have-

    r uma recuperao. Ou, pelo menos, o mercado deixar de estar em queda. S isso j importante, quando no se tem nada e aparece qualquer coisa, j uma boa notcia. Mas no acredito que em 2013 isso v acontecer.Por uma razo muito simples: no vejo empresas a instalarem-se em Portugal; pelo contrrio, vejo--as fechar e irem-se embora. O governo no tem capacidade e coragem para alterar esta situao, convencer empresrios estrangeiros a investir em Portugal, como aconteceu anteriormente.Com o impasse deste governo, com este frenesi que mostra a cobrar, mas no a incentivar a criao de riqueza Repare: no possvel ter ovos sem ter galinhas. Mas, para haver galinhas, tm que existir incentivos para algum as criar; se no, no h ovos! fcil criar impostos e mais impostos, espera que algum os pague. At ao dia em que as pessoas vo

    deixam de ter capacidade para o fazer.E qual tem sido a resposta do governo, nome-adamente dos Ministrios da Economia e das finanas, quando a ANECRA lhes expressa estas preocupaes?O governo escusa-se a falar da situao. Ao governo, o que lhe interessa so os impostos. Se os funcio-nrios recebem ou no recebem, se as empresas tm ou no tem capacidade para continuar a faz--lo, essa parte secundria para o governo. Mas, se o sector automvel acabar, ou simplesmente continuar a cair do modo como tem acontecido, o governo tambm no vai buscar receitas a lado nenhum. Tem mais gente a reclamar subsdio de desemprego. Mas no os empresrios, porque esses, coitados, nem a isso tm direito. So abandonados e a alternativa emigrarem para outros pases, como, de resto, j est a acontecer.

  • viver. Chega a um momento em que mais fcil proceder ao despedimento colectivo, porque a empresa est esgotada economicamente, j no tem capital para indemnizaes, ou ento fica sem fundo de maneio, e a soluo pedir a insolvncia.Percebo que um grande crtico em relao actual lei do trabalho. Contudo, ela tem mereci-do uma especial ateno da parte do governoO governo est a mexer a medo na legislao laboral. Pode resolver alguma coisa, mas, des-te modo, quase nada. Tm que ser permitidos

    retroactivos, sem tempo, em relao a alguns aspectos. Dou-lhe um exemplo concreto: tenho empregados acomodados ao local, no produzem, e so improdutivos. Se eu preciso de funcionrios com outro dinamismo, adaptados realidade actual - bem diferente da que era h 15 ou 20 anos atrs -, no posso contrat-los, porque no posso despedir os que esto no quadro, s vezes s espera da reforma. Podem ameaar-me, podem

    fazer um sem nmero de coisas que, mesmo assim, no Tribunal do Trabalho, a regra o em-pregador perder as aces. Isto desmotivador para qualquer empresrio.Ento a soluo passa apenas por trocar em-pregados pouco produtivos por outros mais produtivos?Logicamente que no. Outro problema ajustar as necessidades realidade actual. Tem que haver uma maior flexibilizao laboral. Essa medida acabar por gerar mais emprego. Porque se eu

    hoje precisar de dois ou mais funcionrios, cautela, recruto apenas um. E porqu? Porque no sei o dia de amanh; de um momento para o outro posso deixar de ter trabalho, mas vou continuar a ter encargos com esses trabalhadores de que agora j no preciso.Logicamente, quando a situa-o melhorar, as empresas vol-taro a recrutar pessoas. Por-que querem crescer, ser mais fortes e competitivas. Mas sem vnculo. No possvel voltar a assumir esse compromisso, dado que as conjunturas mu-dam e as empresas tm de estar preparadas para se ajustarem s exigncias e procura do mercado.Mas s isso no explica que algumas empresas estejam a fechar portas ou que a situa-o continue a agravar-se

    No, mas esta realidade no pode continuar! Recentemente, a ACAP previu que 2600 empresas do sector possam deixar de existir este ano. A mim entristece-me muito falar com associados que enfrentam todo o tipo de dificuldade, relacionada com a crise das vendas de automvel ou com outras complicaes. Em 40 anos de activida-de no tenho ideia de uma situao to difcil. Mas a verdade que faltam meios que permitam

    entrevistaSegurana rodoviria em perigoSe no fossem as inspeces peridicas, a maior parte dos carros andava a cair nas estradas. Mesmo assim, no ano passado, houve menos 60 mil inspeces peridicas.o mercado automvel regista quedas sucessivas das vendas e o sector reclama a falta de incentivos da parte do governo. o estado no se arrisca a matar a eterna galinha dos ovos de ouro do oramento?Creio que o governo partiu do pressuposto simples de que, aumentando os impostos, conseguiria aumentar as receitas. Agora no sei onde estavam a pensar que as pessoas teriam dinheiro para continuar a comprar. Se calhar debaixo do colcho! Alm disso, a banca tambm no financia. E mesmo quem poderia continuar a comprar, por outras razes, neste momento no compra. No comprando, no h impostos, logo no h receitas.A dificuldade de crdito abrange as empresas, mas tambm os particulares. Hoje em dia, quando o comprador coloca uma proposta de crdito a uma financeira, esta exige cada vez mais garantias para emprestar o dinheiro.e se isso se reflecte ao nvel das vendas, certamente que tambm ao nvel de outras reas

    Claro que sim. As pessoas vo tambm em menor nmero s oficinas e, pior do que isso, diminuram as inspeces peridicas.Nos postos de combustvel h cada vez mais condutores a meterem 5 euros de combustvel. s vezes at menos. Ora, se assim em termos de combustvel, imprescindvel para que o carro ande, imagine no que toca reparao ou manuteno.No h dinheiro e anda-se com o carro at ao limite. Bem pode a Preveno Rodoviria dizer que h menos acidentes, - certamente que diminuram porque h menos carros a circularem. Ao no fazerem as revises, se no fossem as inspeces peridicas, a maior parte dos carros andava a cair nas estradas. Mesmo assim, no ano passado, houve menos 60 mil inspeces peridicas. Mas a queda superior porque, se o parque automvel portugus envelheceu, havendo mais carros velhos a circular, logicamente deveria ter aumentado o nmero de inspeces. Mais grave que, hoje em dia, qualquer carro, por mais pequeno que seja, atinge altas velocidades. E nem sempre a polcia est em todo o lado. Basta fazermos um percurso pelas estradas nacionais, onde ainda no h portagens, para vermos o nmero de carros que esto encostados. Ou porque avariaram, ou porque acabou a gasolina.

    negcio paralelo aumenta a evaSo fiScalGrande parte dos funcionrios que trabalham em oficinas de marca tem o seu negcio prprio. Isto danoso para ns, empresrios, mas logica-mente que o Estado tambm fica prejudicado.Se os portugueses levam menos o carro ofi-cina, para o veculo continuar a circular sempre preciso fazer uma ou outra tarefa de manu-teno ou reparao. como fazem nesse caso?Recorrerem ao biscate. Grande parte dos fun-cionrios que trabalham em oficinas de marca tem o seu negcio prprio. E no cobram IVA, por exemplo, porque tambm no o pagam ao Estado! Mas tambm no tm obrigaes, no esto dependentes de sistemas informticos credenciados, no tm stocks de peas, no esto sujeitos a inspeces do trabalho, no fazem seguros, etc.Vejo alguns dos meus funcionrios que, quando chega a hora de sada, vo com o prprio fato de trabalho. No trocam de roupa como antes acontecia. Quando no chegam ao trabalho, de manh, j vestidos com o fato-macaco!isso deve afectar tambm o rendimento do trabalho, presumoIsto prejudica gravemente as oficinas credencia-das. Alm de uma concorrncia desleal, logica-mente que esses trabalhadores no conseguem render o mesmo porque andam cansados. E somos ns que estamos sujeitos s fiscalizaes da Autoridade para as Condies do Trabalho!Isto quando no utilizam o nosso equipamento ou desviam as peas dos stocks das oficinas onde esto empregados. Estes biscates so ainda, variadas vezes, feitos sem quaisquer condies de segurana, sem tratamento de resduos, sem preocupaes de reciclagem e so at alguns clientes que os incentivam.Isto danoso para ns, empresrios, mas logica-mente que o Estado tambm fica prejudicado. So receitas que no entram, alm de que, mais tarde ou mais cedo, as oficinas credenciadas perdem sustentabilidade econmica e so obri-gadas a encerrar.

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    flexibilizar as empresas e ajust-las realidade actual. Se no entram carros nas oficinas nem saem dos stands e a estrutura continua a mesma, aumentando os impostos, aumentando a luz e a gua, como podem as empresas continuar a suportar uma carga to grande? No pode haver empresrios sem empresas, nem empresas sem trabalhadores. Mas, quando dei-xa de haver trabalho, o empresrio no pode invent-lo! Por mais publicidade que se faa, as pessoas entram nos stands, mas no compram. Se no vo s oficinas, no h reparaes. O que que os empresrios podem fazer? Esto de mos e ps atados! Chegam ao fim do ms, tm as suas responsabilidades e o Estado o primeiro a receber os impostos ou as contribuies para a segurana social. A seguir so os trabalhadores. No havendo possibilidade de redimensionar o negcio, na sua parte laboral, s vezes s h uma hiptese: fechar a empresa!

    IncentIvo ao abate e a Importao de usadosActualmente h campanhas de venda muito agressivas e qualquer ajuda na troca por uma viatura antiga pode representar um importante contributo para levar muitos consumidores a decidirem-se.o regresso do incentivo ao abate de automveis antigos pode contribuir para melhorar a situao? urgente criarem-se incentivos para o sector ou reactivar outros. A lei do abate um dos exemplos, pois o consumidor est sem dinheiro e todas as ajudas so importantes.Tem sido pedido, insistentemente, ao secretrio de estado, o Eng. Carlos Moedas, a reposio do sis-tema de incentivo ao abate. Andam a circular muitas viaturas antigas e isso ir trazer graves prejuzos para o ambiente.Como actualmente h campanhas de venda muito agressivas, que podem ser aproveitadas por muitos consumidores, e qualquer ajuda na troca por uma viatura antiga, que menos econmica, mais poluente e que j d muitas despesas de manuteno, pode representar um importante contributo para levar muitos consumidores a decidirem-se. Arrisco ainda dizer que h carros que esto 30% por cento mais baratos do que h uns anos atrs. A gama actual do Toyota Yaris est mais barata do que a anterior e traz mais equipamento!a actual situao econmica pode acentuar ainda mais a importao de veculos usados, nomeada-mente de pesados?No que respeita concretamente aos pesados, alm de umas poucas empresas a quem coube a sorte de ganhar uma obra pblica, a maior parte delas e no s as pequenas esto a recorrer importao de maquinaria pesada. Depois, h o que j havia: comerciantes que se especializaram na importao de veculos da comunidade europeia. De resto, no h mais porque a dimenso do Pas tambm no o permite.

    do automobIlIsmo ao hqueI, sempre sobre rodasAnbal Morais Gonalves d o nome e as iniciais s duas grandes concesses de marca situadas na margem sul, na zona de Corroios. Mas a sua rea de actuao empresarial estende-se de Al-mada at Setbal e vai mais alm da A.M.Gonalves ou da AMG Car, concessionrias de venda e reparao das marcas Toyota, BMW e Mini. Engloba tambm um centro de inspeces peridicas e um posto de abastecimento da Galp.Alm da presena assdua no desporto automvel tendo patrocinado, entre outros, Rui Ma-deira, Carlos Sousa, Joo e Miguel Barbosa e Lus Sousa -, a AMGonalves apoia tambm outras actividades sobre rodas, as dos patins, atravs das equipas de hquei do Seixal e de Sesimbra.Muitos daqueles que passam por Santa Marta de Corroios e vislumbram a vasta frente que alberga o conjunto de instalaes de venda e as oficinas desconhecem que, no seu interior, existe h 20 anos uma galeria de artes plsticas, escultura e fotografia, com exposies permanentes. Ou que, para servir os 150 funcionrios do grupo e seus familiares, conta com um posto de atendimento mdico semanal. A par dos servios administrativos e de recursos humanos, o complexo de edifcios contempla ainda uma grande sala de conferncias, onde tm decorrido reunies de entidades externas ao mundo automvel, apresentaes e variadas aces de formao.Uma estrutura que o seu fundador apresentou com orgulho equipa de reportagem e que, certamente, estaria longe de imaginar construir quando, h 40 anos, comeou a vender viaturas usadas. Depois de representar as marcas Daihatsu e Renault, Anbal Morais Gonalves o maior concessionrio privado do distrito de Setbal da Toyota e da prestigiada BMW.Rogrio Lopes

  • Maroo 2012 8

    O cOmprOmissO de internaciOnalizaO que levOu a cabO a OrganizaO cOmO uma ferramenta da expOmvil cOmercial para ajudar O sectOr a chegar a OutrOs mercadOs, materializOu-se cOm a presena de 300 cOmpradOres de pases cOmO pOrtugal, tunsia, itlia e marrOcOs.

    primeira edio da Expomvil comercial, salo de peas de substi-tuio, equipamentos e acessrios do ps venda automvel, que se rea-lizou na Feira de Barce-lona, nos passados dias

    15 a 17 de Maro, foi a porta de entrada de mercados internacionais para a indstria de Espanha, ao terem sido organizadas vrias reunies B2B (business to business) com alguns dos 300 compradores VIP de outros pases e empresas que participaram como expositores no evento.O compromisso de internacionalizao que levou a cabo a organizao como uma ferramenta da Expomvil Comercial para ajudar o sector a chegar a outros mercados, materializou-se com a presena de 300 compradores de pases como Por-tugal, Tunsia, Itlia e Marrocos. Especifi-camente, na jornada B2B, organizada pela

    Expomvil Comercial com a colaborao do AutoAftermarketNews para divulgar a realidade do mercado Portugus, um total de 30 expositores mantiveram contactos comerciais com seis grandes compradores de Portugal, nomeadamente a Krautli Por-tugal, um dos maiores grupos distribuido-res do sector ps-venda Luso, a empresa lvaro de Sousa Borrego, especialista em produtos de repintura automvel, a empresa Altaroda, especialista em equi-pamentos e componentes para reparao e manuteno de rodas, a empresa S. Jos Logstica de Pneus, o Cepra, e a Audatex.Outro exemplo, Aziz Dich, diretor comercial da ITN Marrocos, empresa de Casablanca especializada em peas para o carro, e Ayari Khaled, proprietrio de trs empresas na Tunsia, viajaram para Barcelona para fechar ordens entre os expositores do salo, j que a relao preo qualidade muito valorizada no sector ps-venda no Norte de frica.

    A

    reportagem

    Expomvil ComErCail E Jornada B2B Com EmprEsas portuguEsas Coroados dE xito

    Jornada B2B com empresas portuguesas - apresentao

    encontros B2B entre empresas portuguesas e expositores

    Por regulamentao da UE as emisses de CO2 dos veculos novos tm que ser reduzidas a 130g/Km at 2015 e a 95g/Km at 2020, esta necessidade, levou ao desenvolvimento dos veculos micro-hbridos, que requerem baterias de tecnologias mais avanadas. A Exide Technologies desenvolveu a nova gerao de baterias para os fabricantes de carros (OE) tais como: Alfa Romeo; BMW; Citroen; Fiat; Ford; Lancia; Mini; Peugeot; Renault; Suzuki; Toyota; VW, que agora tambm se encontram disponveis para o mercado de reposio: tecnologia AGM para os carros de gama alta equipados com sistema Start/Stop e traves regenerativos e a tecnologia ECM para os veculos com sistema Start/Stop. A Exide Technologies leader na tecnologia de baterias para Micro Hbridos e continua a desenvolver e inovar para responder s necessidades dos veculos hbridos de hoje e amanh.

    Baterias Exide, fornecem energia aos veculos de hoje e amanh.

    e , so marcas da Exide Technologies. www.exide.com

  • Por regulamentao da UE as emisses de CO2 dos veculos novos tm que ser reduzidas a 130g/Km at 2015 e a 95g/Km at 2020, esta necessidade, levou ao desenvolvimento dos veculos micro-hbridos, que requerem baterias de tecnologias mais avanadas. A Exide Technologies desenvolveu a nova gerao de baterias para os fabricantes de carros (OE) tais como: Alfa Romeo; BMW; Citroen; Fiat; Ford; Lancia; Mini; Peugeot; Renault; Suzuki; Toyota; VW, que agora tambm se encontram disponveis para o mercado de reposio: tecnologia AGM para os carros de gama alta equipados com sistema Start/Stop e traves regenerativos e a tecnologia ECM para os veculos com sistema Start/Stop. A Exide Technologies leader na tecnologia de baterias para Micro Hbridos e continua a desenvolver e inovar para responder s necessidades dos veculos hbridos de hoje e amanh.

    Baterias Exide, fornecem energia aos veculos de hoje e amanh.

    e , so marcas da Exide Technologies. www.exide.com

  • Maro 2012 10

    o tcnico responde

    Solues simples para questes complexas.Normalmente, quando um volante bimassa produz rudo durante o arranque devido a um defeito de rotaes na velocidade de arranque. Existem vrios fatores que fazem com que o motor de um veculo, na altura do arran-que, gire abaixo das rotaes por minuto mnimas para a sua correta colocao em marcha. A bateria um dos principais fatores que podem levar o veculo a arrancar abaixo das referidas rotaes mnimas, o que se acentua nas pocas frias, por exemplo, no inverno. Isto tambm pode ser causado pela sujidade gerada no interior do motor de arranque. Outro motivo a incorreta admisso de ar. Uma vlvula de paragem suave parcialmente fechada pode produzir um arranque deficiente.

    preciso eliminar uma anomalia deste tipo, embora uma medida fcil para compensar, dentro de uns valores lgicos, esta descida de rotaes do motor na altura da sua colocao em marcha pisar o pedal da embraiagem. Isto desacoplar o primrio da caixa de mudanas, pelo que o motor de arranque, com a energia proveniente da bateria, ter que vencer menos resistncia, fazendo com que o motor gire com mais rotaes no momento do arranque. Estas rotaes extra podem ser cruciais para a correta colocao em marcha do motor, evitando assim os rudos no volante bimassa e a sua consequente deteriorao.

    O PORTAL DA OFICINA

    EfEitos prEjudiciais para os rolamEntos dE rodaOs rolamentos de roda de ltima gerao possuem uma engenharia que perdura uma vida inteira, contudo h que acautelar aspec-tos fudamentais.A vida til das aplicaes de rolamentos de roda excecionalmente longa, sempre que estas cumpram as condies de utilizao idneas. Contudo, existe uma grande quan-tidade de efeitos prejudiciais para a sua vida til, entre os quais se encontram:- as condies da estrada- subir e descer as bermas com frequncia- erros na instalao- condies meteorolgicas- identificao incorreta das peas- envolvente do produto- erros na desinstalao Para garantir a manipulao profissional dos rolamentos de roda absolutamente imprescindvel examinar o estado geral do veculo e a envolvente do rolamento de roda, manter o local de trabalho limpo e utilizar um equipamento tcnico apropriado.As reparaes das peas fundamentais para a segurana devem ser realizadas exclusiva-mente por tcnicos altamente qualificados e capacitados.Para cumprir estes requisitos absolutamen-te necessrio aceder informao tcnica mais atual proporcionada pelos fabricantes dos veculos.

    Um cliente troUxe-me o seU carro porqUe, qUando o pe a trabalhar, o volante bimassa faz barUlho. o qUe qUe posso fazer?

  • A PARCERIA NOSSA.AS VANTAGENS SO SUAS.

    A Anecra Associao Nacional das Empresas do Comrcio da Reparao Automvel, a MDS Auto - Mediao de Seguros, do Grupo MDS, corretora lder em Portugal, e a Companhia de Seguros Tranquilidade celebraram um protocolo que prev condies muito vantajosas para os associados e colaboradores da Anecra, na concretizao dos seguintes seguros:

    Colaboradores dos AssociadosSeguro de Sade SanosSeguro de Acidentes PessoaisSeguro Multirrisco HabitaoSeguro AutomvelSeguro de Acidentes de Trabalho Empregada Domstica

    AssociadosSeguro Automvel (ex: garagistas)Seguro de Acidentes de TrabalhoSeguro Multirrisco EstabelecimentoSeguro de Responsabilidade Civil (garagens)

    Para beneficiar das condies especiais, obtenha informaes sobre os produtos/servios Tranquilidade atravs dos meios indicados, identificando-se com a referncia:

    V40 - ASSOCIADOS005 - COLABORADORES DOS ASSOCIADOS

    TranquilidadeLinha Clientes 707 24 07 07(dias teis, das 08h45 s 21h00)

    AnecraTel.: 226 189 843 / 213 929 030/ 244 814 686Fax: 226 189 864 / 213 978 504/ 244 814 719E.mail: [email protected] / [email protected] / [email protected]

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    Proteco global,

    com as melhores

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    LIGUE J

  • 12

    CAPA

    Didier LONGRET,o regresso do VELHO SENHOR

    Maro 2012

    A mAnuteno necessriA por rAzes de segurAnA, mAs no melhorA A vidA ou o grAu de sAtisfAo dA fAmliA como um ipAd ou umA Wii o fAzem

  • www.anecra.pt

    13

    omo avalia o mercado ps-venda europeu? um mercado dinmico e altamente diversi-ficado. Os diferentes atores que nele operam tm de responder diariamente, e cada vez mais rpido, s necessidades dos proprietrios, ou seja, uma resposta com mais velocidade, qualidade e confiana.

    Para alm disso, o mercado est a tornar-se mais complexo devido aos desenvolvimentos tecnolgicos constantes. E no nos podemos esquecer que a resposta a estas exigncias tem de ser dada com o menor custo possvel. um mercado desafiante, onde todos os participantes tm de demonstrar inovao, profissionalismo, ponderando o custo. O condutor final tem de controlar estes gastos com outras despesas como a casa, a comida, o vesturio, a escola e tambm as novas despesas fixas como a internet ou o telemvel. Manter o auto-mvel, necessrio para a sua mobilidade, implica um custo e no necessariamente uma melhoria na vida das pessoas.A manuteno necessria por razes de segurana, mas no melhora a vida ou o grau de satisfao da famlia como um iPad ou uma Wii fazem. No que diz respeito sua estrutura, o mercado ps-venda independente desenvolvido em muitos pases atravs de um servio rpido e de proximidade. Uma rede independente que se entreajuda e oferece uma resposta confivel para qualquer tipo de encomenda. Os distribuidores precisam de oferecer uma resposta alargada e rpida a qualquer pedido, num curto perodo de tempo, para todos os carros, europeus, japoneses, coreanos, e talvez em breve chineses.Os oficinas de reparao juntam esforos com os distribuidores em formas de assossiaes ou grupos (Autodistribution, Groupau-to) para serem reconhecidos pelos condutores e beneficiarem de servios, preos, informaes e formao (Eurecar, Exponentia...).Comerciantes de automveis ou o mercado independe ps-venda, qual dos dois vai liderar?Nos ltimos 15 anos, as novas tecnologias foram usadas magnifica-

    mente em novos modelos. Estes veculos esto agora no mercado ps-venda e precisam de tcnicos, equipamentos e material especial para continuarem a ser reparados. Quando esto novos e ainda na garantia muitos deles so reparados na rede de concessionrios. Mui-tos ainda tm acesso priviligiado ao apoio tcnico dos construtores.Mas rapidamente estes veculos vo para o mercado independente, no apenas pelo factor peo mas pela proximidade, servio e a boa relao com o reparador. Estas so realmente as mais-valias do sector ps-venda.As oficinais reparadoras tm de ser treinadas, equipadas e beneficiar de informao e apoio tecnlgicos.O canal da distribuio, com a ajuda dos fabricantes de peas de reposio, organizado na Europa, e juntos implementam pro-gramas de apoio empresarial, informaes tcnicas e cursos de formao para reforar o conhecimento e a experincia tecnolgica do universo ps-venda.Isto imprescindvel para oferecer o melhor servio e tornar o mercado credvel. Existem peas agora que podem deixar de ser importantes nos prximos anos?Os veculos modernos requerem menos manuteno do que no passado, ou pelo menos, os intervalos so maiores. As manutenes, como a mudana de leo e os ajustes so menos frequentes. E, pelo caminho, algumas peas substituveis tambm decresceram, como as velas. A qualidade mnima exigida nos concessionrios aumentou, e algumas peas, na teoria, podem ser vitalcias. Por exemplo, o ao inoxidvel nos escapes e tambm os automveis a gasleo, contriburam para uma quebra no mercado ps-venda. Aspetos legais, tais como o limite de velocidade, tambm reduzem o gasto de outros componentes mecnicos (amortecedores). Por outro lado, uma grande quantidade de novas operaes tem aparecido. Mais complexas, sofisticadas e de maior valor, como a substituio do filtro cataltico, reparaes na injeo a diesel do motor e nas partes de suspenso.

    DiDier LONGreT, um DOs mais experieNTes hOmeNs DO ps-veNDa auTOmveL, DepOis De uma LONGa carreira Na TeNNecO, aGOra uma pea chave Da TriscaN. Na sua passaGem pOr LisbOa, Deu-NOs a cONhecer as suas iDeias mesTras sObre O pericLiTaNTe mercaDO Da reparaO / maNuTeNO auTOmveL.

    C

    Em gEral, a crisE significa quE os propriEtrios vo quErEr mantEr E consErvar os sEus carros por mais tEmpo E sEro obrigados a rEpar-los para podEr continuar a circular.

  • 14 Maro 2012

    A maioria destas novas operaes requer mais conhecimento tecno-lgico e do prprio equipamento. Diagnosticar o problema tornou-se fundamental. Hoje, todos os automveis so mais complexos e diversificados, incluin-do os pequenos. O nmero de mode-los e as suas opes aumentaram. A origem dos veculos muito diferen-te: Europa, Japo, Coreia. Selecionar a parte de reparao mais adequada um processo mais complexo. Os negcios no mercado ps-venda esto constantemente em evoluo, graas a novos sistemas de infor-mao que conseguem assegurar a maior disponibilidade. Ou seja, obter a pea certa, na hora certa e ao preo certo. A crise tem impedido as pessoas de comprar carros novos, isto signi-fica que o mercado independente ps-venda est a beneficiar desta conjuntura econmica? Em geral, a crise significa que os proprietrios vo querer manter e conservar os seus carros por mais tempo e sero obrigados a repar--los para poder continuar a circular. Mas tambm h que manter o automvel valorizado para mais tarde o trocar por um novo. Depois h que reparar o carro, conforme as leis o exigem, se querem continuar na estrada. A longo prazo isto implica um aumento das manutenes e reparos. Agora, por outro lado, a crise implica uma diminuio no poder de compra e nestes casos, a quilometragem tambm vai por gua abaixo (custo do combustvel, dos seguros). Isso constitui um fator negativo para o mercado de reparao. Desta forma, a cadeia de reparao e distribuio deve reorganizar-se e trabalhar para fortalecer o profissionalismo, para se tornar mais competitiva e reduzir custos. No apenas com a finalidade de competir com os concessionrios oficiais, mas para melhor satisfazer o consumidor final.

    Esta a nica forma de superar os perodos de crise e sobreviver a mdio e longo prazo.Como descreve a Triscan e quais as peas que a empresa est disposta a vender em Portugal? A Trican A/S fornece uma ampla gama de peas de substituio da mes-ma qualidade que um concessionrio para a frota de veculos europeia. A Triscan vende para grandes distribuidores europeus, programas completos de travagem, suspenso e peas de chassis, motor e refri-gerao. A Triscan altamente especializada em cabos de travagem, termstatos, gas springs, tubos de travo.Os produtos Triscan so montados nos carros mais populares e na rea ps-venda trabalhamos com os mais conhecidos: Monroe, Gates, LuK, INA, Motorad. As normas para a seleo de fornecedores e os testes de produtos so estabelecidos pela rea da qualidade e implicam testes comparativos da composio do material, resistncia, e desgaste. Os testes so

    realizados em parceria com centros independentes. Os programas e sistemas da Triscan so desenvolvi-dos e projetados para aumentar a eficincia e garantir a disponibilidade no mercado livre ps-venda. Estamos em negociaes com importantes distri-buidores para introduzir a nossa gama de produtos no mercado portugus. Em breve vamos dar a co-nhecer os prximos passos.

    Didier LONGRET actualmente Director de Vendas & Marketing da Triscan A/S para Frana, Espanha, Itlia, Portugal e Norte de frica.

    CAPA

    Nos ltimos 15 aNos, as Novas tecNologias foram usadas magNificameNte em Novos modelos. estes veculos esto agora No mercado ps-veNda e precisam de tcNicos, equipameNtos e material especial para coNtiNuarem a ser reparados.

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    A Soluo Completa de Peas paraVeculos Asiticos e Americanos

    Advert Anecra:Layout 1 17-01-2012 14:53 Page 1

  • 16 Maro 2012

    H que antecipar o conHecimento para o futuro, e no apenas resolver situaes de deficincias passadas

    Antnio Caldeira, Diretor do CEPRA

    entrevista

    Antnio CAldeirA, diretor do CePrA, sublinhA A neCessidAde de Adoo de novAs formAs de CAtivAr os Clientes e, sobretudo, de os fidelizAr, PArA Alm dAs emPresAs e ProfissionAis serem CAPAzes de CorresPonder s ConstAntes evolues teCnolgiCAs que esto A ter lugAr.

  • 17 www.anecra.pt

    De que forma os efeitos deste ciclo econmico menos bom se reflete na procura de formao por parte das empresas?

    At ao momento, no se tem assistido a um decrscimo na procura de formao profissional, embora comecem a existir indcios de algumas dificuldades financeiras, consubstanciados pela solicitao de oramentos que incorporem um desconto, da parte das empresas, ou no pedido de pagamento do valor das inscries em prestaes, da parte dos profissionais que procuram formao por iniciativa prpria.Esta situao relaciona-se com a consciencializao cada vez maior que a formao profissional nuclear para se responder s evolues tcnicas e para satisfazer os clientes, que, tambm devido crise que se atravessa, carecem de uma abordagem cada vez mais personalizada e que potencie a sua fidelizao. por isso que, apesar das dificuldades para investir em formao, as em-presas apostam na formao dos seus colaboradores, tanto a nvel tcnico e cientfico, como a nvel comportamental e relacional.Da parte do CEPRA h a preocupao de estar atento aos desenvolvimentos que possam afetar a procura de formao profissional da parte das empresas e dos profissionais, a ttulo individual, encontrando as melhores abordagens para as/os apoiar.

    Na sua opinio qual a maior fraqueza do mercado portugus do aps venda?

    Se colocarmos a questo s empresas, provavelmente as maiores dificulda-des que identificam, nesta fase de crise, so a falta de clientes e os atrasos nos pagamentos. Mas outros fatores, como o excesso de operadores (e com um cada vez maior nmero de clandestinos) e a sua incapacidade de se organizarem, os custos com a gesto ambiental, os custos de operao, e, para as independentes, garantias cada vez mais longas e dificuldade de acesso informao tcnica e a abastecimento de peas, so desafios sempre presentes. Mas, sejam independentes ou de marca, todas acabam por identificar a falta de recursos humanos devidamente formados/atualizados.Assim, sendo o CEPRA uma organizao de formao, elegerei as carncias de formao profissional adequada como o fator que afeta o mercado do aps venda, uma vez que uma boa equipa de recursos humanos pode ultrapassar muitas das outras dificuldades referidas.

    A falta de competitividade das empresas deve-se sobretudo for-mao insuficiente?

    No s, mas sem dvida que as que investem nos seus recursos humanos vo conseguir uma vantagem competitiva importante sobre as outras que operam no mercado e que no prestam tanta ateno a esse aspeto. As empresas que se vo manter competitivas so as que apostam na gesto das competncias dos seus recursos humanos, e em consequncia na formao e desenvolvimento dos seus colaboradores. Cabe s empresas decidir qual a formao que a necessria, para alinhar os desempenhos dos colaboradores com o desempenho esperado para a empresa como um todo. Mas investir em competncias exige um esforo financeiro que nem todas as empresas esto capazes de suportar. Por isso, para muitas empresas, conseguir identificar qual a formao de que necessitam, e garantir o retorno entre o investimento em formao e os desempenhos conseguidos, pode ser decisivo para a sua manuteno no mercado.A este nvel, o CEPRA, atravs do seu Centro Novas Oportunidades, tem sido e continuar a ser um parceiro privilegiado das empresas e dos pro-fissionais, uma vez que, no mbito das vrias certificaes profissionais que realiza, desenvolve um processo de levantamento de necessidades de formao dos profissionais que frequentam o processo, que precioso para qualquer responsvel pela rea da formao.

    Quais os erros mais grosseiros que os gestores das empresas ainda cometem quando se trata de formao?

    Como j foi anteriormente referido, os gestores da rea da reparao automvel esto mais atentos e identificados com as questes relaciona-das com os recursos humanos, mas, ainda assim, podemos referir alguns fatores que poderiam otimizar os resultados a obter com a formao: A identificao clara das necessidades de formao de cada colaborador antes de decidir qual o(s) cursos(s) que devero frequentar, claramente um deles, e esta uma das razes porque ainda h empresrios a considerar a formao como um custo e no como um investimento. A formao no pode ser vista apenas na tica da entidade empregadora, mas deve ter em conta os desejos e expetativas do colaborador, garantindo--se o seu envolvimento no planeamento e tomada de deciso sobre a formao. Resultados consequentes para o desempenho da empresa, s se conseguem com um bom diagnstico, planeamento e avaliao dos resultados da formao, e simultaneamente com o comprometimento dos colaboradores que devem percecionar todo o processo como uma mais-valia pessoal. Por outro lado h que antecipar o conhecimento para o futuro, e no apenas resolver situaes de deficincias passadas. As necessidades no

    AindA h empresrios A considerAr

    A formAo como um custo e no

    como um investimento.

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  • 18 Maro 2012

    podem ser percecionadas apenas pelo lado negativo, j que isso pode originar produtividade abaixo dos resultados esperados, incapacidade de reao s mudanas tecnolgicas ou organizativas, e comprometer a adaptao do sistema produtivo e da qualificao dos trabalhadores.

    Quais so os principais desafios que a formao no sector automvel enfrenta nos prximos anos?

    O principal desafio do setor automvel passa pela capacidade de adaptao ao difcil contexto econmico a nvel mundial, com a elevada retrao nas vendas que est a implicar.Para as empresas e profissionais, esse desafio exige a adoo de novas for-mas de cativar os clientes e, sobretudo, de os fidelizar, para alm de serem capazes de corresponder s constantes evolues tecnolgicas que esto a ter lugar, e a crescente influncia dos veculos eltricos, hbridos e outros combustveis alternativos ao petrleo O CEPRA leva muito a srio estes desafios. Para isso est a acompanhar tecnolgica e organizacionalmente os desenvolvimentos do setor, para garantir ofertas de formao que apostem numa slida formao de base dos novos profissionais, complementada por ofertas de formao contnua, numa perspetiva de formao permanente ao longo da vida. A disponibilizao de contedos adaptados evoluo do mercado para um conjunto alargado de profisses, o garantir formao inicial que para

    jovens e adultos que possibilite uma insero com sucesso nas empresas e proporcionar uma oferta descentralizada, levando a formao a todo o pas, para facilitar o acesso de todos os profissionais, e implementar mo-delos de certificao de profissionais que permitam o reconhecimento das competncias e a transparncias das qualificaes que detm, so objetivos sempre presentes no CEPRA.Ao nvel da evoluo tecnolgica, o CEPRA j tem disponvel oferta de formao para veculos hbridos e que utilizam GPL, estando brevemente disponvel um curso para veculos eltricos, para alm de formao em sistemas multiplexados e de fibra tica (Rede MOST), entre outros.. Um dos principais aspetos diferenciadores da atividade do CEPRA a sua capacidade de desenvolver formao medida visando dar resposta personalizada s necessidades de cada organizao. A disponibilizao de cursos de formao a distncia, em sistemas e-learning,

    ou b-learning outro tipo de oferta que o CEPRA pretende ter disponvel at ao final do primeiro se-mestre de 2012, de forma a permitir reduzir o tempo de ausncia no posto de trabalho, no descurando o necessrio treino na execuo de trabalho prtico e de manuseamento de equipamentos.Ou seja: o CEPRA um parceiro indissocivel das empresas da rea da reparao automvel para responderem aos desafios que tero de enfrentar no futuro e que, em parceria, sero capazes de su-perar.

    A formao no pode ser vista apenas na

    tica da entidade empregadora, mas deve

    ter em conta os desejos e expetativas do

    colaborador.

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    entrevista

    CONHEA AINDA OUTRAS OFERTAS DESTA CAMPANHA

    Campanha limitada aos modelos Aygo, Yaris e Auris novos (verses Bizz no includas) e ao stock existente. Valor e condies de campanha variveis de acordo com o modelo e verso. No acumulvel com outras promoes e protocolos. Preos apresentados para as verses mencionadas, 3 portas, j com desconto de campanha e no incluem despesas de legalizao, transporte, ecovalor e pintura metalizada. Imagens de viaturas no contratuais. O desconto mximo de 4.000 vlido no Toyota Auris 1.4D e Hbrido.

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    AlmadaRua dos Espatrios 25-B 2800-068 AlmadaTel.: 212 746 062www.amgoncalves.pt

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    6737 Toyota 4000 Press AM Gonalves II A4.pdf 1 12/04/03 18:38

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    A formAo contnuA A nvel tcnico e comerciAl A chAve do sucesso

    Vicente Perez, Diretor Geral da Velyen

    entrevista

    crise parece no afetar a Velyen, qual o segredo? A nvel humano, muito esforo e dedicao de todos os nossos elementos, fornecedores e distribuidores. Em termos de estratgia, uma viso clara do mercado ps-

    -venda no mundo. E apesar de existirem algumas pedras no caminho, seguir sempre o nosso objetivo. J a nvel operacional e comercial, identificar claramente as necessidades de cada subsetor e oferecer um produto para cada um. Apostar em pases onde o mercado ps-venda est bem implementado (Europa) mas tambm nos pases em desenvolvimento (Amrica Latina, Rssia ou Turquia). Os pontos-chave: produtos de confiana e qualidade; forte desenvolvimento nas redes ps-venda. Aumentaram a fora de trabalho no inicio de 2012, quais os requisitos que os novos colaboradores tm de possuir? 1. Cultura pr-ativa para com o cliente. 2. Esprito de equipa, o posto de trabalho depende de muitas pessoas. 3. Capacidade para resoluo de conflitos. 4. Capacidade de se superar, esforo contnuo. 5. Organizado, constante, metdico e comprometido. 6. Capacidade de improvisao e criatividade. 7. Confiana e compromisso com a Velyen, suas estratgias e decises. A formao determinante para o sucesso? E os preos so mais com-petitivos que os da concorrncia?A formao contnua a nvel tcnico e comercial a chave do sucesso. Mas mesmo se a empresa muito boa a nvel comercial preciso trabalhar em

    A Velyen continuA com bons resultAdos, ApesAr dos tempos difceis que o mercAdo AtrAVessA. Vicente prez, diretor GerAl dA Velyen, explicA o seGredo.

    A

  • equipa, porque a cadeia longa desde o fornecedor ao consumidor final.O preo deve sempre competitivo se comparado com produtos idnticos no mercado, mas na Velyen cada produto tem um valor acrescentado e o posicionamento est muito frente dos concorrentes hoje. Fale-nos um pouco sobre a nova normativa EN1493 2010, que efeito ter no comrcio de novos elevadores em 2012? prematuro, j que segundo a AFIBA, 20% do comrcio de elevadores em Espanha no cumpre as regras. Desde que a Associao estabeleceu a data de 30/06/2012, ou seja, 9 meses a partir da obrigatoriedade estabelecida, que h uma margem para o cumprimento. Mas a partir de 1 de julho a CAPA AFIBA ter advogados para relatar todos os casos incumpridores. S para se ter uma ideia existe j uma base de dados de cerca de 15 empresas espanholas importadoras que se no modificarem as regras at data estabelecida como limite, sero denunciadas. Atualmente, todas as empresas da UE devem cumprir as normas de segu-rana e preveno no trabalho. As estatsticas mostram que, por exemplo, em Espanha, em 45 oficinas CNAE ocorreram 85 acidentes e 10 mortos. (De 45.700 oficinas em Espanha, 0,21% tiveram acidentes com consequncias trgicas).

    Desde que o Parlamento Europeu introduziu diretivas como 2006/42/CE , e sobretudo a EN1493:2010, que os elevadores fabricados esto agora mais seguros. Por exemplo, em Espanha, recordemo-nos que a lei 21/1992 (Emenda Lei 25/2009) no captulo V prev infraes graves e muito graves, que podem resultar em multas de at 600.000 euros, incluindo suspenso atividade. Tudo isso, sem eventuais aplicaes dos cdigos civil e penal, dependendo do caso. A execuo da presente lei aplica-se a toda a cadeia (proprietrio, instala-dor, comerciante e fabricante), sendo todos responsveis pela infrao, e se no for possvel determinar o grau de participao de cada parte, ser todos responsabilizados. Em princpio, a nova lei s se aplica aos equipamentos adquiridos a partir de 08/05/2011, e no tem efeito retroativo, de momento, em Espanha. Os distribuidores que tenham material em stock antes dessa data podero comercializ-lo atendendo ao Europena Blue Guide para material obsoleto. Em nenhum caso os fabricantes podero produzir e comercializar equipa-mento na UE que no esteja em cumprimento com a 2006/CE/42 e EN1493, a partir de 05/08/2011.

    preciso trabalhar em equipa porque a cadeia de fornecimento longa.

  • Maro 2012 22

    Ferramenta de Fcil utilizao que tornar mais Fcil o dia a dia dos clientes. com apenas alguns cliques, eles podem encontrar a bateria certa para o seu veculo a qualquer hora, em qualquer lugar.

    Inovao

    ExidE TEchnologiEs pionEira no lanamEnTo do moTor dE busca para baTErias com aplicao ao iphonE

    xide Technologies, o lder global em solues para o arma-zenamento de energia elctrica, o primeiro na Europa a desenvolver e lanar o motor de busca para baterias com aplicao no iPhone.

    A aplicao do Motor de Busca de baterias da Exide Technologies (Exide Technologies Battery Finder), est disponvel para importa-o a partir do servidor da APP, proporcionando um catlogo online para que os utilizadores possam encontrar a bateria de substituio mais adequada ao seu veculo quer seja ligeiro e/ou comercial.Os utilizadores podem selecionar a marca EXIDE, ou qualquer outra das principais marcas Europeias do Grupo Exide, em funo do pas selecionado: CENTRA, DETA, FULMEN, SONNAK e TUDOR. O Motor de Busca de baterias est disponvel em 12 idiomas Europeus e ser actualizado a cada trimestre com novos dados e caractersticas.Com a aplicao do Motor de Busca para baterias da Exide Technologies, o utilizador pode selecionar a bateria correcta para o seu veculo, digitando qualquer uma das seguintes informaes do veculo: matrcula ou nmero de registo, marca e modelo do veculo, cdigo da bateria.Depois de cada busca de bateria, o utilizador re-cebe informaes teis para o ajudar a escolher a bateria adequada tendo em conta o uso e tipo do veculo. Tambem se incluem informaes tais como: especificaes tcnicas, imagens e possibilidades de montagem das baterias.O lanamento por parte da Exide Technologies do novo Motor de Busca para baterias na plataforma app marca uma revoluo no uso de catlogos de aplicaes diz Magnus Ohlsson vice-presidente Comercial & Marketing Europeu para o Aftermarket da Exide. Esta inovao proporciona aos nossos clientes uma soluo abrangente, ferramenta de fcil utilizao que tornar mais fcil o dia a dia dos nossos clientes. Com apenas alguns cliques, eles podem encontrar a bateria certa para o seu veculo a qualquer hora, em qualquer lugar.O Motor de busca da Exide Technologies para a plataforma APP foi desenvolvido em colaborao com o TecDoc, o lider no forneci-mento de informao electrnica de peas de reposio no mercado Europeu. Exide Technologies tenciona desenvolver a aplicao Motor de busca de baterias para outras plataformas mveis nos prximos meses.

    E

    sobrE a ExidE TEchnologiEsA Exide Technologies, com operaes em mais de 80 pases, um dos maiores produtores e recicladores de baterias de chumbo-cido a nvel mundial. A companhia est dividida em 4 linhas globais de negcio - Transportation Amricas, Transportation Europa e Resto do Mundo, Energia Industrial Amricas e Energia Industrial Europa e Resto do Mundo proporcionam uma gama abrangente de produtos para aramzenamento energia elctrica e de servios para aplicaes industrial e de transportation.

    Esto disponveis outras informaes so-bre a Exide, incluindo os seus resultados financeiros em www.exide.com.

  • 24 Fevereiro 2012

    Regime de declaRao PRvia

    O Decreto-Lei n 259/2007, de 17 de Julho que entrou em vigor em 16 de Agosto veio regular o licenciamento da actividade das empresas da reparao e manuteno auto-mvel, revogando o regime anterior, aprova-do pelo Decreto-Lei n 370/99, de 18 de Se-tembro e determinou, a substituio do regime de licenciamento prvio pelo Regime de Declarao Prvia.

    Este diploma foi ainda regulamentado, atra-vs da Portaria n 791/2007, de 23 de Julho que tornou esta legislao aplicvel, entre outras actividade, s Oficinas de Manuten-o e Reparao de Veculos Automveis (CAE 50200), s Oficinas de Manuteno e Repa-rao de Motociclos (CAE 50402) e aos esta-belecimentos de comrcio a retalho de tintas, vernizes e produtos similares (CAE 52462), impondo ao titular da explorao, a entrega na respectiva Cmara Municipal um reque-rimento que integra uma declarao de com-promisso de requisitos legais exigveis, para o exerccio da actividade, devendo igualmen-te, remeter cpia Direco-Geral da Em-presa, e designada Declarao Prvia,

    As Cmaras Municipais e a DGE devem pos-teriormente, emitir um comprovativo da apresentao dessa Declarao Prvia. Na posse desse comprovativos e a partir da data prevista na respectiva declarao, o titular da explorao do estabelecimento ou arma-zm poder proceder sua abertura ou mo-dificao.

    Foram ainda, publicadas na mesma data, a Portaria n 789/2007 que fixa os requisitos especficos a que deve obedecer a instalao e o funcionamento dos estabelecimentos e a Portaria n 790/2007, de 23 de Julho que aprova o Modelo da referida Declarao Pr-via, que poder ser obtido por via electrnica ou em papel, junto das Cmaras Municipais e Direco-Geral da Empresa (DGE).

    Tambm o encerramento dos referidos esta-belecimentos e armazns abrangidos pelo presente Decreto-Lei deve ser comunicado pelo titular da explorao, Cmara Muni-cipal e DGE, at 20 dias teis, aps a sua ocorrncia.

    A competncia para fiscalizao do cumpri-mento do presente diploma legal atribuda ASAE (Autoridade para a Segurana Ali-mentar e Econmica) e s Cmaras Munici-pais e as coima variam entre 300 a 3000 ou de 1250 a 25000, consoante seja pessoa singular ou colectiva, podendo ser aplicada a sano acessria de encerramento do esta-belecimento, por um perodo at 2 anos ou a publicidade da contra-ordenao median-te afixao de cpia da deciso no prprio estabelecimento pelo perodo de 30 dias.

    Regime do licenciamento ZeRo

    Em Abril de 2011, foi publicada uma nova le-gislao, aprovada pelo Decreto-Lei n 48/2011 de 1 de Abril, que j se encontra em vigor, embora ainda no seja aplicada de for-ma generalizada, a todos os sectores de acti-vidade.

    Esta recente legislao, reforou o novo re-gime simplificado de instalao e funciona-mento de estabelecimentos e designado por Licenciamento Zero, visando substituir o Regime da Declarao Prvia, designada-mente, no que diz respeito ao licenciamento das Oficinas de Manuteno e Reparao de Veculos Automveis, Oficinas de Manuten-o e Reparao de Motociclos e de Ciclo-motores e, ainda, ao Comrcio a Retalho de Tintas, Vernizes e Produtos Similares em es-tabelecimentos especializados.Este novo regime simplificado, substituir o licenciamento prvio, por uma mera comu-nicao, efectuada atravs de um balco ni-co electrnico, identificado como, Balco do Empreendedor que estar disponvel na Internet, travs do Portal da Empresa (www.portaldaempresa.pt), nos balces das Lojas da Empresa de todo o pas ou dos municpios que o pretendam disponibilizar. Atravs da consulta deste portal, os empresrios pode-ro encontrar as regras aplicveis ao seu ne-gcio, informao sobre as taxas a pagar e o modo como so calculadas.Tendo em conta, a necessidade de se proce-der adaptao e desenvolvimento dos ade-quados sistemas informticos e de se dar exe-cuo, s exigncias legais impostas pela nova legislao, a utilizao do Balco do Empre-endedor est a ser implementada de forma faseada e, ainda, no exequvel no Sector Automvel.Nos termos da Lei, a aplicao faseada deste novo regime comeou por uma fase experi-mental que durou at ao final do ano de 2011 e apenas circunscrita a alguns municpios e ao sector de restaurao ou bebidas. Aps esta fase, ou seja, a partir de 1 de Janeiro de 2012, os Municpios podero aderir livremen-te a esta iniciativa, prevendo-se que esteja concluda, at ao dia 2 de Maio de 2012, data em que se admite a possibilidade do Licen-ciamento Zero ser extensivo, a todo o terri-trio do Continente.De referir a este propsito que, enquanto tal no acontea, continuar a aplicar-se o Re-

    As vantagens inerentes simplificao e agilizao dos procedimentos inerentes ao acesso e exerccio de actividades econmicas, designadamente, da Reparao e Manuteno Automvel.

    LEGISLAO

    Licenciamento das empresas de reparao e manuteno automveL

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    A competncia para fiscalizao do cumprimento do presente diploma legal atribuda ASAE e s Cmaras Municipais e as coima variam entre 300 a 25000.

    gime da Declarao Prvia, que pressupe a entrega do documento nos balces da C-mara Municipal. O principal objectivo desta medida legislati-va, foi o de reforar a agilizar o processo de abertura e modificao de determinados ne-gcios, introduzindo um regime simplificado de instalao e funcionamento de estabele-cimentos, atravs da eliminao das licenas, autorizaes, vistorias e outras permisses anteriormente exigveis, impondo ao empre-srio uma simples comunicao prvia, me-diante a utilizao de um balco nico elec-trnico, em que declara que se compromete a cumprir toda a legislao exigvel (identifi-cada no Anexo III do diploma em apreo), sem necessidade de obteno de licenas pr-vias ao incio da actividade.O Licenciamento Zero, procurou assim, con-cretizar, o conceito do Balco nico Elec-trnico que decorre de uma Directiva Co-

    munitaeia, no sentido de facultar o cumprimento de todos os actos e formalida-des necessrios para aceder e exercer uma actividade de servios, incluindo a disponi-bilizao de meios de pagamento electrnico, cujo acesso ser efectuado directamente ou de forma mediada. O acesso directo efectuado atravs da In-ternet, pelo portal da empresa e o acesso pre-sencial ou mediado, por um intermedirio que poder estar disponvel nos Municpios ou em outros balces pblicos ou privados.A autenticao electrnica dos utilizadores do Balco do Empreendedor, efectuar-se- da seguinte forma: Tratando-se de Pessoa Singular, ser efectuada mediante a utiliza-o do certificado digital associado ao carto de cidado. Os membros dos rgos sociais de uma so-ciedade, sero autenticados mediante certi-ficado digital associado ao carto do cidado

    e, ainda, com a indicao do cdigo de aces-so certido permanente do registo comer-cial.As informaes constantes da Comunicao Prvia, sero disponibilizados s entidades com interesse relevante no seu conhecimen-to, designadamente, aos Municpios onde se localizam os estabelecimentos, s entidades com competncia para fiscalizar ou verificar o cumprimento das obrigaes legais e regu-lamentares, Direco Geral das Actividades Econmicas, ao Instituto dos Registos e do Notariado, I. P. e AMA, I. P. Neste sentido, compete Direco Geral das Actividades Econmicas e s demais entida-des responsveis pelo tratamento dessa in-formao, proceder proteco dos dados pessoais constantes da mesma nos termos da Lei n. 67/98, de 26 de Outubro, tendo o titular da informao que consta da mera Comunicao Prvia, o direito de, a todo o

  • 26 Fevereiro 2012

    tempo, verificar os seus dados pessoais e so-licitar a sua rectificao, quando os mesmos estejam incompletos ou inexactos.Aps a cessao da actividade, os dados sero conservados, durante o prazo previsto nos regulamentos arquivsticos das respectivas entidades competentes.A comunicao pode tambm incluir, infor-mao sobre:- A ocupao do espao pblico (por ex: tol-dos, estrados, floreiras, etc.);- O Horrio de funcionamento do estabele-cimento e suas alteraes;- As alteraes do ramo de actividade ou do nome do estabelecimento;- O encerramento do estabelecimento.Depois de efectuada a comunicao e pagas as taxas devidas, os empresrios podem abrir imediatamente, os seus estabelecimentos ou fazer as alteraes pretendidas.Existem ainda, actividades que deixaro de carecer de licena ou de comunicao, atra-vs do Balco do Empreendedor, tais como a afixao e inscrio de mensagens publici-trias relacionadas com a actividade do esta-belecimento (desde que sejam respeitadas as regras sobre a ocupao do espao pblico), vendas de bilhetes para espectculos e leiles realizados em lugares pblicos.Um outro aspecto relevante, deste regime jurdico, diz respeito instalao ou modifi-cao de um estabelecimento que pressupo-nha a realizao de obras sujeitas a controlo prvio. Nesse caso, o interessado antes de efectuar a Comunicao Prvia, deve dar cum-primento ao Regime Jurdico da Urbanizao e Edificao (RJUE), aprovado pelo Decreto--Lei n. 555/99, de 16 de Dezembro, alterado pelo Decreto-Lei n. 26/2010, de 30 de Mar-o e pela Lei n. 28/2010, de 2 de Setembro. Tambm neste mbito, sempre que se torne necessria a realizao de operaes urbans-ticas sujeitas a comunicao prvia, nos ter-mos do artigo 4 n 4 do RJUE, pode o inte-ressado enviar o pedido e os elementos necessrios para o efeito, igualmente, atravs do Balco do Empreendedor.Em contrapartida, agilizao processual que se visa alcanar, ser inevitavelmente refor-ada, a fiscalizao e a responsabilizao do empresrio pelo seu cumprimento, pois se por um lado, se imprime maior celeridade e simplificao nos procedimentos, atravs da formalizao de uma simples comunicao por via electrnica, por outro, impe-se ao

    empresrio, uma efectiva responsabilizao, atravs do compromisso de cumprimento da legislao aplicvel, em matria de licencia-mento, sendo tambm agravado o regime sancionatrio, pois os montantes das coimas a aplicar, podem chegar a 3.500, no caso de Pessoa Singular ou a 25.000, se for uma So-ciedade.Se a infraco for grave, poder ainda, ser aplicada uma sano acessria de encerra-mento do estabelecimento ou a proibio do empresrio exercer a sua actividade, pelo pe-rodo mximo de dois anos.A fiscalizao do cumprimento das regras estabelecidas no presente regime jurdico, compete Autoridade de Segurana Alimen-

    tar e Econmica (ASAE), sem prejuzo das competncias prprias dos Municpios, no mbito do RJUE e da tutela do espao pbli-co, bem como, das competncias das demais entidades, nos termos da lei. A instruo dos processos compete, igual-mente, ASAE e a competncia para aplicar as respectivas coimas, cabe Comisso de Aplicao de Coimas em Matria Econmi-ca e de Publicidade (CACMEP).De referir ainda que a Proposta de Lei e De-creto-Lei relativos ao Licenciamento Zero, foram objecto parecer por parte do Gabinete Jurdico da ANECRA, o qual foi apresentado Confederao do Comrcio e Servios (CCP) e Direco Geral das Actividades Econmi-cas que no deixou de reconhecer as vanta-gens inerentes simplificao e agilizao dos procedimentos inerentes ao acesso e exer-ccio de actividades econmicas, designada-mente, da Reparao e Manuteno Auto-mvel, nem de contestar, o agravamento do regime sancionatrio.

    Gabinete Jurdico da ANECRAIsabel Figueira

    LEGISLAO

    Em contrapartida, agilizao processual que se visa alcanar com o novo regime do Licenciamento Zero, ser inevitavelmente reforada, a fiscalizao e a responsabilizao do empresrio pelo seu cumprimento.

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    dossier

    O que precisa saber sObre

    lubrificantes de motor explicado de forma simples

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    O mundo da lubrificao automvel est hoje mais sofisticado do que nunca. As Marcas empenham-se em esclarecer os profissionais sobre termos e procedimentos correctos para a garantia de uma proteco adequada das peas mveis. Foi o que fez a Cepsa com a seguinte relao de perguntas e respostas.

    1. Como devo escolher o lubrificante correcto?R: Para saber qual e o lubrificante correcto para o veculo, consulte o Manual do Proprietrio na parte de manuteno quanto a viscosidade (SAE) e ao nvel de qualidade (ACEA OU API), ou ento solicite essa informao aos servios tcnicos.

    2. Qual o nvel correcto do leo no motor do carro?R: Ao contrrio do que a maioria das pessoas pensa, sempre que o leo do motor mudado ou o motor atestado, o nvel correcto deve situar-se prximo da marca MAX. (sem nunca o ultrapassar). Aps algum consumo, pode tambm encontrar-se entre os dois traos, mas cuidado se o leo fica abaixo do mnimo da vareta, o motor pode ser prejudicado par falta de lubrificao. No entanto, se o leo fica acima do mximo da vareta, haver aumento de presso no crter, e o leo em excesso queimado na cmara de combusto transformando-se em carvo, o que pode ocasionar priso de segmentos, sujidade nas velas e nas vlvulas, podendo ainda criar srios problemas nos impulsores hidrulicos.

    3. Quando devo completar o nvel de leo?R: Com o uso e em condies de utilizaro normais todos os moto-res consomem leo, deste modo, o nvel do leo baixa um pouco, assim, enquanto no atingirmos os quilmetros ou o tempo em meses para o substituir, devemos adicionar leo em quantidades que no ultrapassem a marca MAX. da vareta.

    4. Tenho ouvido dizer que leo bom aquele que no baixa o nvel e no precisa de reposio. Isto verdade?

    R: No. A lubrificao eficiente aquela em que o leo lubri-fica os cilindros at ao segmento mais prximo da cmara de combusto, onde parcialmente queimado, sendo deste modo consumido. normal, alguns motores consumirem at 1 litro cada mil quilmetros rodados, mas cada fabricante especifica um consumo normal para seu motor, de acordo com o projec-to. bom salientar que os motores dos carros novos tambm consomem leo.

    5. verdade que o leo de motor deve ser claro e o leo de engrenagens escuro?

    R: comum ter-se esta opinio, no entanto ela no correcta. Os

    leos lubrificantes so formulados misturando-se leos base e adi-tivos e a sua cor final depender da cor do leo base e dos aditivos (mais dos aditivos), que forem utilizados na sua formulao. Alm disso, a cor no tem nenhuma influncia na qualidade nem no nvel de desempenho do leo.

    6. O leo mais escuro tambm mais grosso (viscoso)?R: Este outro conceito errado. O leo mais claro pode ser mais viscoso (grosso) do que um leo escuro e vice-versa.

    7. Por que que o leo de motor fica escuro com o uso?R: Para realizar a funo de manter o motor limpo, o leo deve manter em suspenso as impurezas que no ficam retidas no filtro de leo (evitando que no se depositem no motor). Desta forma, o leo fica escuro e o motor fica limpo.

    8. Quando devo trocar o leo de motor?R: Quando atingir o perodo de mudana recomendado pelo fabricante do veiculo e que consta do Manual do Proprietrio. Os actuais fabricantes dos motores recomendam perodos de mudan-a cada vez maiores, dependendo do tipo de lubrificante utilizado, do tipo de motor, da utilizao e da manuteno do veculo.

    9. verdade que o motor deve estar quente quando se muda o leo?R: Sim, porque quando o leo est quente, ele fica mais fino e tem mais facilidade em escorrer.10. Quanto tempo deve esperar para verificar o nvel de leo?

    R: importante que se espere pelo menos 1 minuto aps o motor ter sido desligado para se verificar o nvel do leo. Isto porque, du-rante este tempo, o leo desce das partes mais altas do motor para o crter e assim podemos ter o valor exacto do volume de leo.

    11. Posso aumentar o perodo de mudana quando uso leos sintticos?

    R: Embora os lubrificantes sintticos possuam caractersticas de qualidade superiores, aos minerais, a maioria dos fabricantes de veculos ainda no diferencia os perodos de mudana, caso se utilizem leos sintticos ou minerais. Recomendamos que siga as indicaes do Manual do Proprietrio para saber qual o intervalo de mudana do leo.

    12. O filtro de leo tambm deve ser substitudo? Quando?R: Sim. O leo, sob a aco dos aditivos detergentes/dispersantes, mantm em suspenso os agentes contaminantes. Ao passar pelo filtro, as impurezas maiores ficam retidas e as menores continuam em suspenso no leo. Consequentemente h um momento em

    Respostas a peRguntas fRequentes sobRe lubRificao e lubRificantes paRa motoRes de veculos automveis, esclaRecimento de alguns conceitos eRRados amplamente divulgados, e que podem ResultaR numa utilizao incoRRecta e at mesmo impRpRia de um lubRificante.

    ConCeitos essenCiais sobre LUbriFiCantes

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    dossier

    que o filtro fica colmatado com impurezas dificultando a passagem do leo, podendo causar falhas na lubrificao. A situao agrava--se quando ocorre o bloqueio total do filtro de leo, o que pode causar srios danos ao motor. O perodo de troca do filtro de leo tambm e recomendado pelo fabricante do veiculo e consta do Manual do Proprietrio. Normalmente, feita a cada duas mudanas de leo. Porm, j existem fabricantes que recomendam a troca do filtro a cada mudana do leo.

    13. Qual a diferena entre servio severo e servio leve, que so termos usados pelos fabricantes de veculos quando falam em intervalos de mudana de leo?

    R: Servio severo tpico para os carros que circulam nos centros urbanos, com frequentes para arranca, que percorrem pequenas distancias, de at 6 km, ou circulam em estradas poeirentas. Ser-vio leve aquele em que os carros percorrem percursos longos a velocidades quase constantes em estradas pavimentadas, como no caso de longas viagens.

    14. Qual e a validade de um leo lubrificante em armazm?R: Podemos considerar a validade do leo lubrificante por um pero-do de 4 a 5 anos, desde que o produto esteja armazenado de maneira correcta, isto , fechado na sua embalagem original, em local seco e evitando exposio ao calor e chuva ou luz directa do Sol.

    15. Um carro com mais de 10 anos tambm pode usar um leo de ltima gerao?

    R: Sim. Pode usar um leo que possua um nvel de desempenho superior ao recomendado pelo fabricante para seu motor. O inverso que no recomendado. No entanto, recomenda-se que, ao substituir um lubrificante mineral por um lubrificante sinttico, proceda troca do filtro de leo e repita esta operao substitui-o do filtro num intervalo menor do que o indicado pelo fabri-cante. Isto deve-se ao facto de que os leos sintticos utilizam tipos de leos base e aditivos mais detergentes que os minerais, e que em determinadas condies, podem limpar mais o motor e desta forma pode haver tendncia a obstruir o filtro num perodo mais curto. Aps este procedimento pode voltar a seguir os perodos de troca usuais e garantir uma melhor lubrificao do seu veculo.

    16. Devo adicionar algum aditivo ao leo para melhorar o desempenho do motor?

    R: No. No deve adicionar aditivos complementares ao leo. Os lubrificantes recomendados j possuem todos os aditivos necess-rios para atenderem perfeitamente ao nvel de qualidade exigido pelo fabricante.

    17. Posso misturar lubrificantes de marcas diferentes?R: Como principio, podemos afirmar que os leos automotive existentes no mercado so compatveis entre si, no apresentan-do problemas quanto a misturas, desde que se tome cuidado em misturar produtos com o mesmo nvel de desempenho API ou ACEA e da mesma faixa de viscosidade SAE. No entanto, a melhor alternativa ainda evitar estas misturas, sempre que possvel, de forma a permitir o melhor desempenho do leo utilizado.

    18. Qual a diferena entre o leo mineral, semi-sinttico e sinttico? Eles podem ser misturados?

    R: O lubrificante composto por leo base e aditivos. As principais funes dentro do motor so:Lubrificar, de modo a evitar o contacto entre as superfcies metlicas.Limpar, refrigerar e vedar, independentemente de ser mineral ou sinttico.A diferena est no processo de obteno do leo base. Os leos minerais so obtidos da separao dos componentes do petrleo bruto ou crude, sendo uma mistura de vrios compostos for-mados principalmente por hidrocarbonetos. Os leos sintticos so obtidos por reaco qumica, havendo assim maior controlo no seu fabrico, permitindo a obteno de vrios tipos de cadeias moleculares, com diferenas caractersticas fsico-qumicas e por isso so produtos mais puros. Os leos semi-sintticos ou de base sinttica, empregam misturas em propores variveis de leos base minerais e sintticos, de modo a reunir as melhores propriedades de cada tipo, associando a optimizao de custo, uma vez que as matrias-primas sintticas possuem custo muito elevado. No portanto recomendado misturar leos minerais com sintticos, principalmente de companhias diferentes. Os leos bases apresentam naturezas qumicas diferentes e a mistura pode comprometer o desempenho de sua aditivao, podendo gerar depsitos. Alem disso, no economicamente vantajoso, j que o leo sinttico muito mais caro que o mineral e o resultado da mistura dos dois praticamente um leo mineral, sendo, portanto, dinheiro deitado a rua.

    19. Qual o significado das siglas que vm nas embalagens de lubrificantes (API, ACEA, JASO, NMMA)? Qual a relao com o desempenho dos produtos?

    R: Estas so siglas de entidades internacionais que so responsveis pela elaborao de uma serie de normas e especificaes (baseadas em testes especficos) para a classificao dos lubrificantes, de acordo com seu uso. Desta forma, o consumidor tem como identi-ficar se o lubrificante que est a usar corresponde s exigncias do construtor do seu veculo, consultando o manual do proprietrio.

  • 31 www.anecra.pt

    GALP FORMULAA Galp Energia hoje um operador global de energia, presente em mais de 65 pa-ses. Como fabricante de Lu-brificantes, a Galp Energia acompanha a evoluo dos equipamentos e disponibi-liza produtos que cumprem as especificaes e possuem as aprovaes recomenda-das pelos fabricantes. Neste sentido foi criada uma gama de lubrificantes, 100% sintticos, destinada aos motores de veculos ligeiros a gasolina ou diesel. Todos estes produtos foram sujeitos a exigentes e rigorosos testes de motor, realizados por cada uma das marcas, de forma a terem a respectiva homologao. Destacam-se, entre outros:GALP FORMULA MH 0W20: Para os novos motores Honda (em especial os que possuem sistema IMA - Auto Stop) e ao novo Mitsubishi Colt com sistema Stop & Go. GALP FORMULA R 5W30: Desenvolvido para os motores Renault que exijam um produto que cumpra os requisitos da especificao Renault RN 720 GALP FORMULA P LS4 5W30: Para os motores do grupo PSA (Peugeot e Citron) que solicitem um produto a cumprir os requi-sitos da PSA B71 2290GALP FORMULA G DX2 5W30 Para os motores do grupo

    General Motors, cumprindo os requisitos da nova norma dexos2 a qual, na Europa, se destina a motores de veculos diesel e gasolina ligeiros. GALP FORMULA VL 0W30: especialmente desenvolvido para os motores Volvo, GALP FORMULA LONGLIFE III Para os motores do gru-po VW (Audi, VW, Seat e Skoda), detm a homologao VW 504.00/507.00, a qual cobre todas as anteriores lanadas por este grupo.Estes Lubrificantes apresentam uma excelente fluidez a baixas temperaturas, facilitando os arranques a frio e diminuindo o des-gaste associado a este processo. Ao utiliz-los est a conferir uma elevada proteco ao seu motor contra a ferrugem e a corroso, a altas e baixas temperaturas. Reduz tambm o consumo de combust-vel, aumenta os intervalos de muda de leo e tem um impacto positivo no meio ambiente.

    BP VISCOOs tcnicos da BP desenvolveram os lubrificantes BP Visco com CleanGuardTM, uma tecnologia de proteco de motores, que os man-tm mais limpos por mais tempo.Os lubrificantes BP Visco com tecnologia CleanGuardTM contm componentes especficos que com-batem os depsitos nocivos, impe-dindo que se formem e aglomerem nas peas crticas dos motores.

    20. O que significam os nmeros (15W-40, OW-30, 5W-30, 30, 40, 50, etc.) que aparecem nas embalagens de leo?

    R: Estes nmeros que aparecem nas embalagens dos lubrificantes Automotive (30, 40, 15W/40, etc.) correspondem classificao SAE (Society of Automotive Engineers), baseada na viscosidade dos leos. Esta classificao apresenta duas escalas: uma em que as viscosidades so controladas a baixa temperatura (de 0W at 25W) e outra com controlo de viscosidade a 100 C (de 20 a 60).A letra W de Winter (inverno, em ingls) significa que a visco-sidade a que se refere foi controlada a temperaturas negativas de modo a garantir que o leo a essas temperaturas se mantm fluido. Quanto maior o nmero, maior a viscosidade. Um leo multigra-duado SAE 15W/40 comporta-se a baixa temperatura como um leo 15W minimizando o desgaste no arranque a frio e tem a 100 C o comportamento de um leo SAE 40.

    21. Posso usar leos para motores diesel, em motores a gasolina ou vice-versa?

    R: Sim. Sempre que as embalagens tenham expressos simultane-amente os dois nveis de qualidade, por exemplo API SL/CF; ou ACEA A3/B3. So lubrificantes ideais para frotas mistas (diesel e gasolina). Toda a gama Cepsa Star possui qualificao para ser utilizada em motores a gasolina e/ou diesel.

    22. verdade que os lubrificantes sintticos so biodegradveis? Os leos sintticos do tipo PAO (polialfaolefinas) so biodegradveis?

    R: A biodegradabilidade definida como a velocidade na qual uma substncia reduzida a CO2 e gua por bio-actividade, sendo o tempo medido em dias. Quando a substancia biodegrada 60% em 28 dias, considerada de biodegradabilidade lenta. Se a percenta-gem e maior que 60% no mesmo perodo, considerada rapida-mente biodegradvel. A biodegradabilidade das polialfaolefinas (PAO) similar a dos leos base de origem mineral. Os graus de menor viscosidade apresentam melhor biodegradabilidade que os de maior viscosidade.

    MERCADO COM FORTE MATURIDADELUBRIFICANTES:Embora maduro, EstE mErcado tEm sofrido algumas flutuaEs E quEbras nos ltimos anos, fruto dE tEndncias ExpEctvEis no sEctor auto.

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    Nova gama CEPSa XTaR-STaRA gama XTAR-STAR o resul-tado de um intenso estudo e desenvolvimento onde foram aplicadas as mais recentes tecnologias na formulao e fabrico de lubrificantes. Os lubrificantes da gama XTAR-STAR esto preparados para conferirem um ptimo desempenho, tanto aos mo-tores de tecnologia clssica como aos de elevadas prestaes, que equipam os veculos de ltima gerao. Cumprem com as ltimas exigncias de reduo de emisses contaminantes e economia de combustvel. Possuem elevada capacidade de proteco, em qualquer tipo de utilizao (normal, severa ou desportiva) e servio: perodos de mudana alargados com ou sem controlo informtico do perodo de manuteno.

    CaSTRoL EDgEOs lubrificantes Castrol EDGE incorporan-do a exclusiva tecnologia Fluid Strength Te-chnologyTM, proporcionam o mais elevado grau de proteco do motor com a mxima performance em servio. A tecnologia FST-TM empregue em Castrol EDGE permite que o lubrificante adapte continuamente a resistncia da sua pelcula variao das elevadas presses verificadas dentro do mo-tor, optimizando o seu funcionamento nos diferentes regimes de utilizao do mesmo. Por isso a eficincia do motor em termos de desempenho e economia de combustvel maximizada, por muito mais tempo, seja qual for o tipo de conduo praticada.

    vaLvoLINE Novo PaRCEIRo WTCCA Valvoline, marca de lubrificantes lder, assinou um acordo de parceria por vrios anos com o FIA World Touring Car Cham-pionship (WTCC). Como parceiro do WTCC, a Valvoline ser promovida em todos os seis pases Europeus do calendrio do campeonato e tambm na corrida do WTCC de Marrocos, tudo atravs das Grid Girls e pdio dos vencedores.A parceria agora assinada vem no seguimento da sponsorizao da corrida WTCC de Portugal e extensvel incluso local de hospitalidade e programas de entretenimento para os clientes, distribuidores Valvoline, em todos os eventos onde as Valvoline Grid Girlsmarcaro presena.

    CaSTRoL magNaTECO novo Castrol Magnatec Professional E 5W-20 destinado a um motor nico o motor Ford EcoBoost.O motor Ford EcoBoost reescreve as regras relativamente a eficincia, economia de com-bustvel e potncia especfica. Para maximizar a sua eficincia a quente e a frio e assegurar a sua adequada proteco, tornou-se necessrio desenvolver um lubrificante que satisfizesse as suas necessidades muito especficas e optimiz--lo durante o prprio desenvolvimento do motor. Aps mltiplos e rigorosos testes, este trabalho em parceria deu origem ao novo Cas-trol Magnatec Professional E 5W-20.

    ELF SoLaRIS LLX 5W-30O Solaris LLX 5W-30 (Long Life eXtra) um lubrificante sinttico de elevada performan-ce, para a lubrificao de motores a gasolina e Diesel, de veculos ligeiros. Trata-se de um produto desenvolvido para assegurar a com-patibilidade com os sistemas de tratamento de gases de escape, nomeadamente dos filtros de partculas. O Solaris LLX 5W-30 responde aos mais exigentes critrios das normas Volkswagen VW 504.00/507.00, e ACEA: A3/B4. particularmente recomen-dado para as motorizaes mais recentes e que respondam s normas EURO IV.

    EURoLEurol um produtor internacional e fornecedor de lubrificantes de elevada qualidade. Os utilizadores profissionais e privados j trabalham com os produtos Eurol h mais de 30 anos. As actividades mais importantes da companhia esto no sector automvel, 2 rodas, dos trans-portes, agrcola, industrial e martimo. A Eurol o nico fabricante de lubrifi-cantes independente da Alemanha. Os laboratrios prprios da Eurol desenvol-vem a mais recente gerao de leos em cooperao chegada com os construtores automveis e de mquinas em geral. As aprovaes dos lubrificantes Eurol foram garantidas por essas empresas OEMs.

    RENaULT E ToTaL RENovam PaRCERIa mUNDIaL A TOTAL e a Renault, parceiros histricos h mais de 40 anos, renovaram o seu acordo de cooperao por mais trs anos (2012-2014). Este acordo global entre ambas as marcas, assenta nos seguintes mbitos: - Pesquisa e desenvolvimento de lubrificantes e combustveis de alta tecnologia; - Recomendao exclusiva de lu-brificantes ELF - marca da TOTAL - atravs das redes Renault e Dacia em todo o mundo; - Desporto motorizado com a Renault Sport F1 designer e construtor do motor - bem como no apoio tecnolgico Renault Sport Technologies.

    dossier

  • 33 www.anecra.pt

    REPSOL ELITE EVOLUTION LONG LIFE leo sinttico, 5W30, alta-mente estvel e resistente ao cisalhamento. A sua utilizao em qualquer veculo melhora o rendimento energtico, optimiza consumos, minimizando as frices e protegendo o motor da forma mais eficaz. Excelente comportamento viscosimtrico a frio, facilitando o arranque e re-duzindo ao mnimo o desgaste do motor. Escassa volatilidade, que reduz o consumo de lubrificante.Elevado poder detergente e dis-persante, assegurando um limpeza total dos elementos do motor. Comportamento extraordinrio tanto a frio como a quente. ptima circulao fluida do leo evitando desgastes nas partes crticas do motor.

    TITAN GT1 PRO C-3A FUCHS, um dos maiores forne-cedores mundiais de lubrifican-tes, refora a presena no merca-do com o lubrificante sinttico PREMIUM TITAN GT1 PRO C-3 (SAE 5W-30). Fabricado com base na nova tecnologia XTLTM, proporciona um arranque a frio de excelncia e com reservas de performance fora do comum. O TITAN GT1 PRO C-3 (SAE 5W-30) foi especialmente desenvol-vido para os veculos d