Apicultura sustentavel (abelhas)

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  • APICULTURA:UMA OPORTUNIDADE DE NEGCIO

    SUSTENTVEL

    Salvador

    2009

  • Copyright 2009. Servio de Apoio s Micro e Pequenas Empresas da Bahia - SebraeRua Horcio Csar, 64 Dois de JulhoSalvador Bahia CEP 40060-350

    Central de Relacionamento Sebrae 0800 570 0800

    www.ba.sebrae.com.br

    Todos os direitos reservados e protegidos pela Lei 9.610 de 19/02/1998.Proibida a reproduo total ou parcial, por quaisquer meios, sem autorizao do Sebrae Bahia. Permitida a transcrio, desde que citada fonte.

    Presidente do Conselho Deliberativo EstadualJoo Martins da Silva Jnior

    Diretor SuperintendenteEdival Passos

    DiretoresPaulo Manso Cabral Antonio Marcos Lima de Almeida

    Coordenao da Carteira do Projeto Agronegcio IJosival Caldas AutoresMarco Antonio Dantas de Almeida Analista Tcnico II Sebrae BahiaCorlia Maria Sobral Carvalho Consultora da Empresa Cooperao Consultoria, Assessoria, Treinamento e Afins Ltda.

    Reviso gramatical e de linguagemErica Silva de Santana

    NormalizaoRita de Cssia Machado Arajo

    Criao, Editorao grfica e capaAutor Visual Design Grfico

    ImpressoPubligraf

    S449 SebraeApicultura: uma oportunidade de negcio sustentvel /

    Marco Antonio Dantas de Almeida; Corlia Maria Sobral Carvalho. Salvador: Sebrae Bahia, 2009.

    52 p.: il.

    1. Apicultura 2. Negcios apcolas 3. Mel de abelha4. Entreposto do mel I. Ttulo

    CDU 638.1

  • LISTA DE FIGURAS

    Figura 1. Principais caractersticas do mel requeridas pelos consumidores;

    Figura 2. Fluxograma de comercializao no atacado e varejo.

    LISTA DE QUADROS

    Quadro 1. Comparativo canais de comercializao mercado apcola;Quadro 2. Investimentos Inicial;Quadro 3. Depreciao;Quadro 4. Custos Fixos;Quadro 5. Custos Variveis; Quadro 6. Custo Total Anual e Unitrio;Quadro 7. Margem de Comercializao;Quadro 8. Formao do Preo de Venda;Quadro 9. Receita operacional anual de vendas;Quadro 10. Estimativa de capital de giro;Quadro 11. Capital de giro, Entreposto dos Produtos das Abelhas (EPA);Quadro 12. Estimativa de investimento total;Quadro 13. Resultado operacional anual (R$);Quadro 14. ndices financeiros do empreendimento;Quadro 15. Ponto de equilbrio;Quadro 16. Retorno do Investimento.

    LISTA DE GRFICO

    Grfico 1 Consumo de mel per capita.

  • SUMRIO1 CONSIDERAES INICIAIS 9

    2 OPORTUNIDADES DE NEGCIOS APICULTURA 12

    2.1 PRODUTOS DA COLMIA 13

    2.2 O EMPREENDIMENTO 15

    3 MERCADO 17

    3.1 MERCADOS POTENCIAIS 20

    3.2 CANAIS DE COMERCIALIZAO / INTERMEDIRIOS 23

    4 ASPECTOS ECONOMICOS E FINANCEIROS 31

    4.1 INVESTIMENTO INICIAL 33

    4.2 CUSTOS 35

    4.2.1 Custos fixos 36

    4.2.2 Custos variveis 39

    4.2.3 Custos totais e unitrios anuais 40

    4.3 DESPESAS DE COMERCIALIZAO 41

    4.4 PREVISO DE RECEITA 42

    4.4.1 Determinao margens de venda 42

    4.4.2 Determinao dos preos bsicos de venda 42

    4.4.3 Estimativa de receita anual 43

    4.5 ESTIMATIVA CAPITAL DE GIRO 43

    4.6 RESERVA TCNICA 45

    4.7 QUADRO DE INVESTIMENTO 45

    4.8 RESULTADO OPERACIONAL ANUAL 45

    4.8.1 Quadro de resultados 45

    4.8.2 ndice de lucratividade das vendas 46

    4.8.3 Ponto de equilbrio 46

    4.8.4 Retorno do investimento 47

    REFERNCIAS 49

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    APICULTURA: UMA OPORTUNIDADE DE NEGCIO SUSTENTVEL

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    APICULTURA: UMA OPORTUNIDADE DE NEGCIO SUSTENTVEL

    1 CONSIDERAES INICIAIS

    A apicultura na Bahia passa por um momento de consolidao da cadeia pro-dutiva, fase em que fica mais acirrada a competio entre todos os participantes da mesma (fornecedores de insumos, apicultores, entrepostos, indstria e o mercado interno e externo). Essa condio exige do apicultor uma mudana de atitude, compreendendo a importncia da tecnologia e do gerenciamento do seu negcio, passando a ter um comportamento de empreendedor rural, tratando a apicultura com viso empresarial.

    Segundo dados do IBGE (2007), a Bahia o 8 produtor de mel do Brasil e o 3 do Nordeste, com uma produo anual de 2 mil toneladas de mel, correspondendo a 6,3% da produo nacional. A produo de mel est presente em todo o Estado da Bahia, que detm um grande potencial apcola, desde a regio litornea e agreste, at a regio semi-rida. Devido elevada diversidade de plantas produtoras de nctar (nectarferas), de plen (polinferas) e s condies climticas favorveis ao desenvolvimento e reproduo das abelhas.

    As oportunidades para se investir em um bom negcio, no acontecem nor-malmente ao acaso. Elas podem ser buscadas ou mesmo construdas, a partir de informaes levantadas e conhecimentos adquiridos com o tempo. Sempre, no entanto, necessrio que o empreendedor faa os seus clculos sobre os desem-bolsos e os resultados esperados do empreendimento. Mesmo no meio da incerteza que o cerca, e conseqentemente dos riscos do negcio, fazer clculos sobre os ganhos esperados da aplicao dos recursos, tarefa indispensvel.

    Para garantir o sucesso, o empreendedor necessita conhecer cada vez mais o processo produtivo e a filosofia do seu negcio, e os pilares que sustentam a pro-duo nos diversos setores, entre eles: infra-estrutura, manejo adequado, a gesto de pessoas e recursos, entre outros.

    Para fazer um negcio sobreviver, crescer e se perpetuar, preciso que ele d resultado econmico suficiente para cobrir todos os gastos ocorridos, remunere o empreendedor e gere lucro suficiente para reinvestimentos na atividade, bem como, na sua adaptao s mudanas no ambiente dos negcios, seja na economia, na legislao, no mercado etc.

    Difcil de entender?

    No!

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    APICULTURA: UMA OPORTUNIDADE DE NEGCIO SUSTENTVEL

    Nesta publicao vamos buscar simplificar a tarefa de sistematizao de infor-maes, bem como, apresentar os clculos econmicos que serviro de subsdio concluso final sobre a viabilidade dos investimentos, de tal forma a permitir concluir se determinada deciso de investimento vivel ou no, para o empreendedor.

    Sem aprofundar detalhes tcnicos, serve como orientao metodolgica e de gesto do processo de tomada de deciso. H uma preocupao com os pr-requisitos necessrios para um bom negcio, como: perfil do empreendedor, o conhecimento do mercado, a viso prospectiva, alguns aspectos dimensionais do negcio (tamanho, montante de recursos etc.) e projeo de resultados.

    bom deixar claro que os nmeros refletem momentos, situaes genricas, o que permite afirmar que para cada local, ou conjuntura, existiria um estudo especfico. Isso no invalida o processo de clculo e as concluses decorrentes. Esta publicao, reflete uma situao e locais genricos. O tamanho, por exemplo, definido pela tecnologia empregada, pela capacidade de investimento do em-preendedor, e principalmente a dimenso mercado consumidor do produto final, vista do preo atual de mercado de produtos correlatos.

    O presente estudo tem por finalidade, mostrar a viabilidade de empreendimentos apcolas, Entreposto dos Produtos das Abelhas (EPA), voltado para o mel de abe-lha, considerando-se os recursos fsicos e financeiros necessrios, e a perspectiva de mercado. A primeira parte apresenta as caractersticas do empreendimento em si; em seguida, feita uma abordagem do mercado apcola, principalmente em termos de orientao, sobre quais as variveis ou fatores mais importantes a serem analisados.

    J a parte econmica e financeira, centra ateno nos aspectos de receitas e custos. A viabilidade do projeto definida pela Taxa Interna de Retorno (TIR), pelo Pay-Back Time - tempo necessrio para a amortizao do investimento inicial e pelo resultado operacional do negcio.

    Os valores aqui apresentados so apenas indicativos e representam uma or-dem de grandeza dos custos e dos investimentos, permitindo assim, ao potencial empreendedor, decidir se vale pena ou no, investir tempo e dinheiro para um aprofundamento da anlise sobre o empreendimento em questo.

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    APICULTURA: UMA OPORTUNIDADE DE NEGCIO SUSTENTVEL

    O empreendedor necessita possuir uma viso global do negcio, que implica tanto o conhecimento do mercado fornecedor, quanto do mercado final, canais e regras de convivncia com o mundo dos negcios. importante que o empre-endedor defina a sua estratgia de atuao, de tal modo a garantir seu espao no mercado, conhecendo bem os canais de comercializao de seus produtos.

    O primeiro passo, para quem se inicia nessa atividade, conhecer o mais profundamente possvel os meandros desse negcio. Para tanto, necessrio se faz que ele leia uma bibliografia completa sobre o assunto, freqente curso sobre apicultura, visite criadores profissionais, entidades de pesquisa, rgos de governo, cooperativas de produtores, para formar conhecimento terico e prtico sobre a atividade apcola, antes de decidir concretizar seu investimento.

    Vamos nessa!

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    APICULTURA: UMA OPORTUNIDADE DE NEGCIO SUSTENTVEL

    2 OPORTUNIDADES DE NEGCIOS APICULTURA

    A apicultura uma atividade produtiva em franca expanso, apresentando-se como uma excelente alternativa de explorao de propriedades rurais, alm de intensificar a polinizao da flora da regio. Alm disso uma atividade que aten-de a critrios tcnicos adequados ao trip de sustentabilidade (ecolgico, social e econmico). Conhea alguns motivos que tornam o negcio apcola atrativo:

    Apresenta um baixo volume de investimento e uma boa lucratividade - essa possibilidade potencializada pelas condies tropicais brasileiras, e pela utilizao das abelhas africanizadas. Portanto, a apicultura representa uma possibilidade real de negcios e incluso social, mesmo para aqueles que dispem de poucos recursos.

    Apresenta uma variedade de formato de empreendimentos - a depender da disponibilidade de recurso e tempo do empreendedor, pode ser um empreendimento de pequeno a grande porte; com foco exclusivo na pro-duo, ou mais amplo, envolvendo o beneficiamento e distribuio.

    Ocupao para toda famlia - possibilita ocupao aos membros da famlia e viabiliza a gerao de renda, assegurando a diversificao da produo na pequena propriedade. Por isso, pode-se dizer que a apicultura, , por natureza, uma atividade ideal para o pequeno e mdio produtor.

    Diversidade dos produtos oriundos da apicultura grande a quantidade de produtos e subprodutos que podem ser originados a partir da atividade apcola, dentre eles podemos citar o mel, a prpolis, o plen, a apitoxina, a cera, etc.

    Dispensa a propriedade da terra - mesmo aqueles que no tm uma pro-priedade agrcola, podem tocar um negcio apcola. Isso porque a rea necessria para implantao do apirio, pequena, e sua instalao no altera o ambiente natural da propriedade, facilitando a locao ou cesso de reas de terceiros, para os apicultores.

    Contribui para a preservao da natureza - a apicultura uma atividade que no destri, no polui, contribuindo para a preservao da nature-za; as abelhas, alm de disponibilizarem seus produtos para os apicultores, realizam o trabalho de polinizao natural das espcies. No Brasil, grande

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    APICULTURA: UMA OPORTUNIDADE DE NEGCIO SUSTENTVEL

    parte da produo de mel e de outros produtos da colmia, depende das matas nativas para a obteno de nctar, plen e resinas. Por este motivo, o apicultor naturalmente, um defensor da natureza e trabalha por sua preservao.

    Possibilita o aumento da produo agrcola - a criao de abelhas junto a algumas culturas, proporciona melhores resultados na produo agrcola. Isto pelo fato das abelhas realizarem o transporte dos gros do plen de uma flor a outra, e proporcionar a fertilizao necessria para a frutifica-o. Este trabalho, que chamado de polinizao, imprescindvel para a produo e obteno de frutos comerciais em algumas culturas, como o melo e a ma, sendo tambm de grande importncia para a produo de sementes nas matas nativas.

    2.1 PRODUTOS DA COLMIA

    Diversos so os produtos oriundos da colmia, dentre eles podemos citar o mel, a prpolis, o plen, a cera, apitoxina, gelia real; alm dos servios de polinizao.

    O mel o principal produto da colmia, em termos comerciais. Entende-se por mel, o produto alimentcio produzido pelas abelhas melferas, a partir do nctar das flores ou das secrees procedentes de partes vivas das plantas, que as abelhas recolhem, transformam, combinam com substncias especficas prprias, armaze-nam e deixam madurar nos favos da colmia.

    Alimento de fcil digesto muito importante para o equilbrio do processo biolgico do corpo humano, porque contm, em propores equilibradas: fermentos, vitaminas, minerais, cidos e aminocidos, semelhantes a hormnios, substncias bactericidas e aromticas.

    A cor, aroma e sabor esto diretamente relacionados com a origem floral do mel. Um dos fatores responsveis pela cor do mel a riqueza em minerais, sendo observado tambm, uma relao entre a cor e o sabor do mel, geralmente mis mais claros, possuem sabores mais suaves, ao passo que mis escuros, possuem sabor mais forte.

    Alm da vasta utilizao na indstria alimentcia, o mel tem sido testado com xito, principalmente devido s suas qualidades anti-spticas e cicatrizantes. A indstria de higiene e cosmticos, tambm tem utilizado o mel como base para diversos produtos como: xampus, condicionadores, sabonetes, cremes, loes e leos.

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    APICULTURA: UMA OPORTUNIDADE DE NEGCIO SUSTENTVEL

    O plen apcola o elemento fecundante das flores. Compe-se basicamente de protenas, lipdios, acares, fibras, sais minerais, aminocidos e vitaminas. O plen um estimulador biolgico, e seu uso humano tem sido tanto para fins ali-mentcios, como medicinais, por ser um complexo alimentar. Seu consumo dirio auxilia no combate ao stress e nas debilidades fsicas e mentais. Tambm utilizado para o fortalecimento de colmias fracas ou em pocas de escassez de alimentos, bem como a matria prima para a produo de gelia real.

    A cera de abelhas internamente na colmia utilizada para a construo de toda a estrutura de armazenamento de alimento e reproduo. Como produto comercial, utilizada pelas indstrias de cosmtico, com vistas produo de pomadas, cremes e loes; pela a indstria apcola, que consome cera alveolada; e pela indstria de velas. Por ser um excelente isolante eltrico, a cera de abelhas utilizada na indstria de armazenamento; e na indstria farmacutica, para re-vestimento de plulas, confeces de pomadas, etc.

    A prpria atividade apcola grande consumidora da cera de abelhas utilizando-a como insumo, sobre a forma de lminas alveoladas colocadas nas melgueiras, que tem como objetivo aperfeioar o trabalho das abelhas na elaborao da cera, e conseqentemente aumentar a produo de mel. Alguns apicultores tm a cera de abelha como fonte principal de renda, com grande demanda nos perodos que antecedem as safras e na implantao de apirios.

    A prpolis vem sendo usada pelo homem desde os tempos mais remotos, para vrios propsitos, e especialmente na medicina, por causa de suas proprie-dades antimicrobianas e teraputicas, com aes anticancergena, antioxidante, anestsica, atuando no sistema imunolgico, alm de possuir efeitos cicatrizantes e recuperadores do tecido humano, dentre outras propriedades.

    A gelia real composta da mistura das secrees das glndulas das abelhas operrias. Tem aumentado consideravelmente o consumo comercial da gelia real, como alimento e medicamento, sendo utilizado para o tratamento de arteriosclerose, estimulante do apetite, ativao das funes cerebrais, dentre outras.

    A apitoxina o veneno produzido pela abelha Apis melfera. Sua aplicao se realiza atravs de ferroadas controladas, micro-injees em determinadas regies, dentre outros mtodos. Sob a tica financeira, a apitoxina valiosa, porm pouco explorada. H um potencial considervel deste produto, devido comprovao cientifica dos seus efeitos. A procura pela apitoxina relevante no Brasil e no mundo como todo, porm a dificuldade est na comercializao, pois, ao contrrio de outros

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    APICULTURA: UMA OPORTUNIDADE DE NEGCIO SUSTENTVEL

    produtos apcolas, o veneno deve ser comercializado para farmcias de manipulao e indstrias de processamento qumico, em razo da sua ao txica.

    Povoar uma colmia significa obter enxames e situ-los em colmias racionais, para explorao de seus produtos. Atualmente, a atividade apcola conta com mais este produto da colmia, a venda de enxames. A aquisio de enxames por parte do apicultor, alm de tornar mais dinmico o processo de implantao do apirio, faculta-lhe escolher a qualidade do enxame, e controlar a produtividade da famlia, a partir do conhecimento da colmia que a originou. No existem dados sobre a produo e comercializao mundial desse produto.

    Como os enxames, a rainha selecionada passou a ser um produto comercia-lizado como insumo da atividade apcola. Com um papel de destaque na colmia, a rainha, a pea chave para a melhoria do desempenho produtivo da colnia, metade das informaes genticas de toda a famlia de sua responsabilidade, por isso que sem uma rainha de boa qualidade, impossvel obteno de uma boa produtividade.

    E finalmente temos a polinizao, para a produo e obteno de frutos co-merciais em algumas culturas agrcolas como o melo e a ma, como produto da colmia que melhor remunera o empreendedor rural.

    2.2 O EMPREENDIMENTO

    Neste estudo ser analisado o empreendimento denominado Entreposto dos Produtos das Abelhas (EPA), relacionado ao produto mel de abelha, apesar da possibilidade do empreendimento de beneficiar outros produtos da colmia.

    De acordo com a classificao por tipo de estabelecimentos destinados aos produtos das abelhas e derivados, empregada pelo Ministrio da Agricultura, Pecuria e Abastecimento ( MAPA)1; o Entreposto dos Produtos das Abelhas ( EPA), o estabelecimento destinado ao recebimento, extrao, seleo, classificao, beneficiamento, manipulao, industrializao, conservao, estoque, embalagem, acondicionamento, fracionamento, rotulagem, expedio e comercializao de produtos das abelhas e/ou fabricao de derivados. Poder estar localizado em rea rural ou urbana, neste ltimo caso, no poder realizar o processo extrao e dever atender as exigncias das autoridades de sade pblica, bem como, os rgos pblicos responsveis por normas urbansticas e de defesa do meio ambiente.

    1 Segundo MAPA (RIISPOA Dec. 30.691 de 29/03/1952) os estabelecimentos podero ser registrados nos servios de inspeo municipal, estadual ou federal, no Ministrio da Agricultura (Lei N 7.889 de 23/02/1989), de acordo com o seu interesse de comercializao.

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    APICULTURA: UMA OPORTUNIDADE DE NEGCIO SUSTENTVEL

    O empreendimento dever atender a diversos requisitos, referente localiza-o do terreno, tipo de construo, rea de circulao, dentre outras. A instalao dever dispor de diversas dependncias especficas, de acordo com as exigncias da legislao vigente, bem como, dever ser compatvel com a capacidade do estabelecimento e tipo de equipamentos.

    Durante o processo de produo, ocorre manipulao do alimento (mel), desta forma todos os equipamentos devem ser em ao inox, e para uso, devidamente lavados e higienizados, com gua limpa e tratada. As pessoas que iro manipular o mel, devem estar devidamente capacitadas em Boas Prticas de Manipulao (BPF) e utilizar a indumentria adequada.

    Para efeito deste estudo no ser considerada a realizao do processo de extrao no Entreposto dos Produtos das Abelhas. A matria-prima, o mel de abelha ser oriundo das Unidades de Extrao dos Produtos das Abelhas (UEPA), chamadas popularmente de casas de mel, considerado pelo MAPA, como o es-tabelecimento destinado extrao do mel das melgueiras que vem do campo, decantao, acondicionamento, rotulagem, estocagem, envase do mel (em baldes ou tambores) e comercializao exclusivamente a granel dos produtos das abelhas. Devendo sua localizao e construo atender as determinaes estabelecidas pelo Ministrio de Agricultura, Pecuria e Abastecimento, atravs da portaria 368/97 e portaria 006/85.

    Vale ressaltar que, as UEPAs devem possuir certificao sanitria, e a garantia da aplicao das Boas Prticas Apcolas (BPA) pelo apicultor, de forma a assegurar a rastreabilidade do produto, que so os procedimentos adotados na produo, coleta e extrao, que vo permitir identificar a origem do mel que chega ao entreposto.

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    APICULTURA: UMA OPORTUNIDADE DE NEGCIO SUSTENTVEL

    3 MERCADO

    Quando algum fala em mercado, lembramos imediatamente do lugar onde se compra e vende gneros alimentcios e outras mercadorias. Porm, a palavra mercado teve seu sentido ampliado, e passou a ser utilizada tambm, para designar muito mais do que um lugar, mas um espao fsico ou virtual, onde os compradores e vendedores se encontram para realizar trocas. A relao entre a oferta (pessoas ou empresas que desejam vender) e a procura (pessoas ou empresas que querem comprar). O mercado pode se constituir sobre diversos formatos: fsico, virtual (co-mrcio eletrnico), atravs de eventos, exposies, rodadas de negcios, etc.

    A comercializao do mel pode ser feita para o mercado nacional ou internacional.

    Neste estudo estaremos somente pontuando alguns aspectos do mercado consumidor, ou seja, para quem produzir e vender os produtos. Este mercado constitui-se de consumidores atuais, pessoas/empresas/instituies que j utilizam o produto e consumidores potenciais (tm as necessidades e as condies de adquirir os produtos, mas que ainda no o utilizam). Ou seja, a fonte de receita da empresa.

    Portanto, sem mercado consumidor no haver negcio!!

    Para garantir que o cliente escolha e compre o seu produto, preciso conhec-lo bem e saber exatamente o que ele quer. Oferecer ao cliente o produto que ele deseja, ser o melhor meio de garantir que as vendas aumentem e que seu empre-endimento continue crescendo.

    E o consumo de mel no Brasil ???

    O Brasil, apesar de apresentar um grande potencial de consumo de mel, este pouco significativo. O consumo de mel no pas muito baixo em relao ao consumo de outros pases, e internamente ainda sofre alteraes significativas nas diversas regies do pas.

    Grfico 1 Consumo de mel per capita.

    Fonte: FAO (2006)

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    APICULTURA: UMA OPORTUNIDADE DE NEGCIO SUSTENTVEL

    O baixo consumo de mel explicado pela falta de um hbito consolidado do consumo deste produto pela populao, que o utiliza, na maioria das vezes, de forma medicinal; e pela relao direta entre poder aquisitivo e consumo, j que o preo do produto, afeta diretamente o consumo.

    Os estudos demonstraram que, alm destes, existem diversos outros fatores que influenciam o consumo de mel. Dentre eles, destaca-se tambm, a falta de in-formaes a respeito de suas propriedades alimentares e medicinais, demonstrando que existe uma evidente carncia de esforos de planejamento de divulgao e marketing no setor, como forma de incentivar o consumo de mel, a exemplo do que vem sendo feito por inmeros outros produtos alimentcios no Brasil.

    Na indstria alimentcia, o mel utilizado principalmente como ingrediente na mistura em alguns produtos (iogurte, biscoitos, etc.). Da mesma maneira acontece com a indstria de higiene e cosmticos, que tm utilizado o mel como base para diversos produtos como xampus, condicionadores, sabonetes, cremes, loes e leos.

    O mel na hotelaria ingrediente em diversas receitas e ofertado no caf da manh em forma de blister2 ou potes estilizados. Principalmente os hotis que recebem turistas europeus e americanos, que possuem hbito de consumir mel no caf da manh.

    Alm desta vasta utilizao, o mel tem sido testado com xito na medicina moderna, principalmente devido s suas qualidades anti-spticas e cicatrizantes.

    Desta forma, bastante razovel a perspectiva de mercado para a comercializa-o do mel de abelha, dependendo em parte de caractersticas regionais especficas e principalmente, da qualidade e preo do produto a ser comercializado.

    2 Blister uma palavra inglesa para designar embalagem para pequenos produtos, feita em cartela de plstico transparente semi-rgido, na qual se moldam cavidades para acondicionar unidades ou pores do produto, cobertas depois por papel-alumnio selado, a quente ou por presso, na superfcie da cartela, de modo que este possa ser retirado com leve presso dos dedos (in Dicionrio Eletrnico Houaiss).

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    APICULTURA: UMA OPORTUNIDADE DE NEGCIO SUSTENTVEL

    PRINCIPAIS CARACTERSTICAS DO MEL REQUERIDAS PELOS CONSUMIDORES

    PROPRIEDADES APRESENTAES

    Quanto Cor (Escala Pfund)

    Quanto Concentrao HMF

    (mg/kg mel)

    Quanto Disposio para cristalizar

    (% frutose/glicose)

    Quanto Umidade (% H2O/mel)

    Quanto Embalagem Quanto ao Estado

    - Claros - Baixa - Fcil cristalizao - Classe A- Baldes de plsticos de 25 kg (granel)

    - Lquido puro

    0 a 8mm(Water White)

    < 15mg/kg < 1 < 18,6%- Tambores de ao de 280kg (granel)

    - Cristalizado puro

    9 a 17mm (Extra White)

    - Mdia - Difcil cristalizao - Classe B- Garrafas de vidro (< 1 litro)

    - Cremoso puro

    18 a 34mm (White) 15 a 25mg/kg 1 a 2 18,5 a 19,5%- Potes Plsticos (< 500ml)

    - Diludo e misturado a extratos vegetais

    - Intermedirios - Alta - sem cristalizao - Classe C - Sachs (5ml)

    35 a 50mm (Extra Light Amber)

    26 a 40mg/kg > 2 > 19,5 a 20%

    51 a 85mm (Light Amber)

    - No aceitvel- No aceitvel (no Brasil)

    - Escuros> 40mg/kg (Unio Europia para mesa)

    > 20%

    86 a 114mm (Amber)

    > 60mg/kg (Brasil para qualquer aplicao)

    > 115mm(Dark Amber)

    Figura 1 Principais caractersticas do mel, requeridas pelos consumidores.Fonte: Sebrae Nacional, Informaes de mercado sobre mel e derivados da colmia.

    Os principais destinos do mel brasileiro exportado so os mercados americanos e o europeu. Nas vendas internacionais, o mel embalado em tambores metlicos, com capacidade de 280kg basicamente, toda a exportao do mel brasileiro realizada a granel.

    No mercado internacional, o mel avaliado por sua cor, com mis claros al-canando preos superiores aos obtidos pelos mis escuros. Um dos padres para medio da cor a escala Pfund3, onde o mel possui colorao que vai de branco aquoso (Water White) a mbar escuro (Dark Amber). A umidade outro fator valorado neste mercado e importante para determinar a qualidade, juntamente com o HMF4.

    No mercado interno, o mel vendido de forma fracionada (potes, bisnagas, saches, garrafas), na rede atacadista e varejista. A comercializao a granel (baldes ou tambores) realizada junto s indstrias (alimentcias, cosmticos, farmacutica etc.) e Entreposto dos Produtos das Abelhas.

    3 Escala que atribui uma milimetragem para cada cor de mel4 Hidroximetilfurfural uma substncia produzida pela decomposio de hexoses como a glicose e frutose na presena de uma cido. A produo de HMF

    desencadeada conforme aumenta a temperatura que o mel exposto.

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    APICULTURA: UMA OPORTUNIDADE DE NEGCIO SUSTENTVEL

    3.1 MERCADOS POTENCIAIS

    Inmeros so os mercados potencias para o mel de abelha, como descreveremos a seguir, cada um com suas caractersticas e especificidades, onde a economia de escala, a exigncia quanto qualidade e preos, dentre outros aspectos variam de forma significativa.

    O mais importante que o mercado est em crescimento, a utilizao dos produtos da colmia, mas especificamente o mel de abelha, tem aumentado sig-nificativamente, seja no consumo do mel puro, seja nos produtos a base de mel.

    O mercado apcola apresenta muitas oportunidades:

    Mercado consumidor final : consiste em indivduos e famlias que compram os produtos para consumo pessoal.

    Mercados de negcios : compram os produtos, fracionam e comercializam de forma fracionada.

    Mercados de revendas : compram os produtos para revender, de forma fracionada (varejista) ou a granel.

    Mercados de distribuio/atacadista : compram os produtos para vender a rede varejista.

    Mercados industriais : so constitudos por indstrias que compram o mel, como ingrediente (alimentos, farmacuticas, laticnios, cosmticos).

    Mercados governamentais e do 3. setor : so formados por diversas instituies (rgos pblicos, ONG, Fundaes, Institutos, OSCIP etc.) que adquirem os produtos atravs dos programas governamentais (ex.: CONAB) ou compram os produtos para colocar em seus pontos de comer-cializao (ex.: Cesta do Povo), como forma de auxiliar a comercializao dos produtos. Promovem tambm rodadas de negcios, exposies em feiras e eventos.

    Mercados internacionais : consistem em compradores que esto noutros pases.

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    APICULTURA: UMA OPORTUNIDADE DE NEGCIO SUSTENTVEL

    Como alcanar estes mercados?

    Para atender a estes mercados de forma mais efetiva, o empreendedor deve realizar a segmentao, que nada mais , que o resultado da diviso de um mercado em pequenos grupos. Assim, ele ter condies de ser mais competitivo e atender melhor o seu cliente, porque estar mais focado nas suas necessidades.

    As principais variveis usadas na segmentao de mercados so5:

    Para os consumidores finais:

    Geogrficas requer que o mercado se divida em vrias unidades geogr-ficas, como: pases, estados, cidades, bairros e ruas. Ou mesmo mercado local, regional, estadual e internacional.

    Demogrficas a diviso em grupos baseada em variveis demogrficas (idade, sexo, nvel de instruo, religio, classe social, entre outras).

    Psicogrficas enfoca o estudo do comportamento do consumidor (estilo de vida, personalidade).

    Comportamentais (ocasies, ndice de utilizao, estgio de prontido, entre outras).

    Para mercados empresariais:

    Demogrficas (setor, porte e localizao).

    Operacionais.

    Tecnolgicos.

    Abordagens de compra (critrios de compra, relacionamento, entre outras).

    Fatores situacionais (urgncia, aplicao e tamanho do pedido).

    Caractersticas pessoais (perfil do comprador).

    Canal de comercializao (varejo, atacado e compras governamentais).

    Ramo de atividade (hotelaria, indstria alimentcia, indstria de cosmticos).

    5 Termo de Referncia de Acesso a mercado pelas MPE, Sebrae.

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    Como segmentar?

    Diversos critrios podem ser utilizados na segmentao de mercado, inclusive de forma conjugada. Ex.: Posso definir com critrio de segmentao a venda direta ao consumidor final, utilizando a segmentao demogrfica (crianas e idosos), a geogrfica (na regio X do estado Y) e por canal de comercializao (compras governamentais).

    Cabe ao empreendedor identificar o(s) mercado(s) que deseja atuar, depois segment-lo, levando em considerao as caractersticas e exigncias de cada mercado, e do prprio empreendimento, principalmente quanto a capacidade produtiva, os investimentos necessrios, a logstica, dentre outros, que impactaro diretamente nos resultados do empreendimento.

    Lembre-se, nem todo mercado que queremos, temos flego para alcan-lo. Um empreendimento pode atuar em vrios tipos de mercado, mas cada um exigir uma estratgia de venda diferente, a partir de sua necessidade. Por isso de suma importncia conhecer bem o mercado, que se pretende atuar.

    Para obter as informaes que iro ajud-lo a conhecer o seu mercado consu-midor, procure responder as seguintes perguntas:

    Como os produtos apcolas so comercializados neste mercado? A granel ou fracionado? Qual o tipo de embalagem? Qual o tipo de exigncia legal, fiscal e sanitria?

    Como so feitas as vendas neste mercado? Com relao a volume, freq-ncia, condies logsticas, etc.

    Quais seriam os seus potenciais clientes?

    Por que estes clientes comprariam os meus produtos?

    Como so os preos aplicados neste mercado?

    Para melhor responder a estas perguntas, importante que o empreendedor:

    Visite estabelecimentos comerciais para ver como funciona o mercado;

    Faa uma sondagem preliminar sobre o tamanho do mercado, inquirindo quanto vendido por cada um desses estabelecimentos, assim como proceder a um levantamento direto a alguns apicultores, ou associao de apicultores, para conhecer seu potencial de consumo, e o nvel de preo compatvel com a sua venda esperada.

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    Com as respostas acima, voc j ter condies de avaliar melhor o mercado que o empreendimento tem condies de atender. Em caso afirmativo, chegou o momento de elaborar as estratgias para comercializar o produto.

    Qual a apresentao do seu produto (marca, embalagem, etc.)? Possui algum diferencial competitivo (florada especfica, orgnico, etc.)?

    Quais clientes potenciais poderiam comprar o produto neste mercado? Onde esto localizados?

    Como posso chegar at ele e divulgar o meu produto?

    Que preo oferecer e quais as condies de pagamento?

    Como ser a entrega do produto?

    3.2 CANAIS DE COMERCIALIZAO/INTERMEDIRIOS

    O empreendedor apcola de acordo com o tipo de empreendimento, pode utilizar diversos canais de comercializao/intermedirios, a depender do volume de produo, da certificao do produto, da sua forma de produo individual ou coletiva, dentre outros aspectos.

    Na cadeia produtiva agroindustrial apcola, o fluxo de mercadorias e transaes, do produtor at o consumidor final, realizada pelos intermedirios, formado pelos atacadistas, varejistas, distribuidores, representantes, etc.

    Com mercados cada vez mais amplos, a relao entre produtores e consumi-dores depende cada vez mais de intermedirios, que atuam, tanto antes, quanto aps o processamento. Alguns se restringem participao local, e outros possuem atuao nacional e/ou internacional.

    O aumento da demanda tambm tem ampliado significativamente o leque de intermedirios, mais precisamente dos atacadistas e dos varejistas, atravs de lojas fsicas e do comrcio virtual (e-commerce).

    Outros intermedirios so significativos ao nvel do sistema de distribuio, como os representantes, agentes, brokers6, trading companies7; pois o empreendimento passa a no depender somente da sua prpria performance.

    6 Palavra inglesa que significa intermedirio especializado na compra e venda de uma determinada categoria de bens, cobrando, por esse efeito, uma comisso que geralmente representa uma percentagem do montante de cada negcio efetuado. O Corretor (Broker) o indivduo ou entidade que compra ou vende por conta de outrem, cobrando uma comisso por esse servio.

    7 Empresas comerciais exportadoras, conhecidas no mercado internacional como trading companies A atividade dessas empresas no se confunde com a de produo para exportao ou de representao comercial internacional, caracteriza-se, especialmente, pela aquisio de mercadorias no mercado interno para posterior exportao.

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    Na figura 02, podemos observar os diversos tipos de intermediao. Uma caracterstica interessante dos intermedirios primrios (entrepostos estaduais e entidades associativas), que ambos comercializam no varejo e no atacado, variando conforme a estratgia de comercializao, escolhida de forma individual, por cada uma das empresas ou entidades, ressaltando que o prprio apicultor algumas vezes, no utiliza estes intermedirios primrios, quando comercializam diretamente com o consumidor final ou com o atravessador.

    Figura 2 Fluxograma de comercializao no atacado e varejo. Fonte: Cooperao Consultoria, 2004

    So os entrepostos nacionais que comercializam o mel para os revendedores de produtos apcolas, indstrias e para exportao. Estes entrepostos esto sujei-tos aos procedimentos de inspeo e certificao federal, de forma que possam comercializar seus produtos em todo territrio nacional e internacional. Funcionam como grandes distribuidores para o mercado interno e externo, principalmente os localizados no Sul e Sudeste do pas, e que possuem tradio e estrutura logstica. Como grande volume da produo apcola comercializada via entrepostos na-cionais, estes so detentores do poder na maioria das negociaes.

    O atravessador caracteriza-se por ser um intermedirio local. Sua forma de atuao se constitui em formar grandes lotes, comprando o produto apcola, mas especificamente o mel, dos apicultores do municpio e cidades circunvizinhas. Es-ses intermedirios no possuem vnculos empregatcios, normalmente funcionam como autnomos, a servio dos entrepostos; sua remunerao realizada atravs de comisses, que podem ser por quilograma ou por baldes comercializados. O capital de giro, quase sempre do entreposto que o contratou. Por ser da regio e apicultor, conhece a maioria dos apicultores e possui uma capilaridade muito grande, sendo, desta forma, um intermedirio significativo na cadeia produtiva

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    da apicultura, pois estabelece relacionamento comercial com os apicultores e entidades associativas locais.

    O termo revenda muito abrangente, e caracteriza o processo de compra para tornar a vender. Neste estudo, o revendedor estar sendo caracterizado como pessoa jurdica que participa, ou no, do processo de produo e beneficiamento, com a finalidade de comercializar no varejo para o consumidor final. Desta forma, podem se considerar os revendedores, as empresas de produtos apcolas e/ou produtos na-turais, farmcias, supermercados, pequenos mercadinhos, mercearias, dentre outros; onde o produto comercializado de forma fracionada em embalagens diversas.

    Como escolher o canal de comercializao mais adequado?

    Na escolha do canal de comercializao o empreendedor deve analisar as caractersticas do mercado, do produto e a estrutura da empresa (capacidade produtiva, recursos humanos e financeiros, logstica, etc.). Outros aspectos a levar-se em considerao so: freqncia de entrega; prazo entre o pedido e a entrega; disponibilidade de estoques; entregas de emergncia, quando necessrio; confia-bilidade na entrega e regularidade fiscal.

    No quadro abaixo, buscamos esboar as principais opes de canais de comer-cializao para o mel de abelha, apresentando seus principais aspectos, de maneira a subsidiar a anlise, para a escolha do melhor canal de comercializao, por parte do empreendedor apcola.

    Quadro 1 Comparativo canais de comercializao mercado apcola

    PEQUENO VAREJO

    Caractersticas

    Representado pelos pequenos mercados: mercearias, mercadinhos, farmcias, lojas produtos naturais, delicates-sen, etc.Tem pouco poder de negociao.Adquire pequenas quantidades do produto j fracionado.Pode-se obter melhores preos. Principal canal de acesso ao consumidor final.

    Localizao Pulverizados em toda cidade/municpio/regio.

    Necessidade

    Produto fracionado.Linha de produtos adequada s exigncias deste segmento (diversas embalagens, tipo de mel etc.).Divulgao no ponto de venda (degustao, cartazes, panfleto, mostrurio etc.).

    Em alguns casos, necessrio o treinamento dos atendentes, quanto aos benefcios do produto.Acompanhamento constante no ponto de venda (exposio, reposio de estoque, verificao de validade, etc.).

    Exigncias

    Na maioria dos locais, produto certificado (SIE ou SIF).Baixo nvel de exigncia em alguns pontos de venda quanto colorao (pode direcionar mis escuros). Com exceo das delicatessen que, so mais exigentes, mas que permite a oferta de mis especiais.Deve-se observar que o mel claro tem maior aceitao pelo consumidor.

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    Quadro 1 Comparativo canais de comercializao mercado apcola

    Forma habitual de compra

    Compram de vendedores ou representantes.Em alguns casos o procedimento todo informal.

    Estrutura necessria da empresa

    Uma estrutura comercial e logstica profissional.Gesto do estoque.Foras de vendas prprias ou terceirizadas (representante, distribuidor) ou uma combinao dos dois.Exige um esforo de atendimento, por serem formados por pequenos estabelecimentos, em grande nmero e geograficamente espalhados.

    GRANDE VAREJO (REDES DE SUPERMERCADOS)

    Caractersticas

    Representado por redes de supermercados.Compra em grande quantidade.Normalmente fazem compra em um nico escritrio central que distribui para as lojas. Desta forma, tem grande poder de negociao de preos, mas, em compensao, exige um menor esforo de venda.Maior concorrncia.As compras esto condicionadas ao giro do produto nas prateleiras.

    Localizao Nas principais capitais.

    Necessidade

    Produto fracionado.Linha de produtos adequada s exigncias deste segmento (diversas embalagens, tipo de mel, etc.).Preos competitivos (fator preponderante).Linha de produtos adequada s exigncias deste segmento (diversas embalagens, tipo de mel, etc.).Divulgao no ponto de venda (degustao, cartazes, panfleto, mostrurio, etc.).Acompanhamento constante no ponto de venda (exposio, reposio de estoque, verificao de validade, etc.).

    Exigncias

    Produto certificado (SIE ou SIF).Em alguns, h exigncia quanto colorao. Deve-se observar que o mel claro tem maior aceitao pelo consumidor, e o giro na prateleira de suma importncia para os novos pedidos ou renovao do contrato.

    Regularidade fiscal (CNPJ, Inscrio Estadual).

    Forma habitual de compra

    Compram mediante negociao direta com o vendedor ou representante da empresa.Normalmente, realizam contratos formais de fornecimento com cronograma de entrega no escritrio central ou nas lojas diretamente. Com clusulas contratuais que prev multas diversas, por seu descumprimento.

    Estrutura necessria da empresa

    Uma estrutura comercial e logstica profissional. Gesto do estoque.Escala de produo.Grande esforo para o cadastramento como fornecedor.Foras de vendas prprias (vendedor) ou terceirizadas (representante).

    DISTRIBUIDOR / ATACADISTA

    Caractersticas

    Adquirem o produto em grande escala para revenda ao comrcio varejista (mercadinhos, mercearias, delicatessen, hotelaria e farmcias).

    Podem ser utilizados para alcanar a indstria alimentcia/farmacutica/ de cosmticos, hotelaria e farmcias, deste que se escolha um distribuidor que trabalhe com produtos do segmento.

    Possui uma rede de distribuio prpria, com vendedores/representantes e com logstica de entrega.Comercializa uma gama de produtos alimentcios, gerando um bom mix de produtos, o que permite a incluso fcil do mel nos pedidos.Normalmente fazem compra em um nico escritrio central. Desta forma, tem grande poder de negociao de preos, mas em compensao exige um menor esforo de venda.Maior concorrncia.

    Localizao Nacionais e regionais.

    Necessidade

    Produto fracionado, com linha de produtos adequada s exigncias deste segmento (diversas embalagens, tipo de mel, etc.)Produto a granel Indstria farmacutica, de cosmticos e alimentcia.

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    APICULTURA: UMA OPORTUNIDADE DE NEGCIO SUSTENTVEL

    Quadro 1 Comparativo canais de comercializao mercado apcola

    Necessidade

    Preos competitivos (fator preponderante).Linha de produtos adequada s exigncias deste segmento.No h necessidade de divulgao, nem acompanhamento no ponto de venda (exposio, reposio de estoque, verificao de validade, etc.).

    Exigncias

    Produto certificado (SIE ou SIF).Para as indstrias, no h exigncia quanto colorao (pode direcionar mis escuros).Para hotelaria e farmcia, h preferncia por mis claros, que tem uma maior aceitao pelo consumidor.

    Regularidade fiscal (CNPJ, Inscrio Estadual).

    Forma habitual de compra

    Compram mediante negociao direta com o vendedor ou representante da empresa. Normalmente realizam contratos formais de fornecimento.

    Estrutura necessria da empresa

    Uma estrutura comercial e logstica profissional. Gesto do estoque.Escala de produo.Grande esforo para o cadastramento como fornecedor.Foras de vendas prprias (vendedor) ou terceirizadas (representante). Exige um atendimento diferenciado, por ser em nmero reduzido de estabelecimentos, pela centralizao das compras, e por realizar, normalmente, atravs de contratos de fornecimento com cronograma.

    MERCADO INTERNACIONAL (EXPORTAO)

    Caractersticas

    Mercado de commodities estruturado e naturalmente comprador.Absorvem grandes volumes do produto. Bastante voltil, tanto em preo, como em demanda.

    Influencivel por fatores climticos, polticos, econmicos mundiais, regulamentais e de ordem fito-sanitria. Previsi-bilidade em um horizonte mximo de um ano

    Considerado um mercado de risco. No pode ser a nica fonte de escoamento da produo.Trabalham com no mnimo 01 (um) continer (20 a 22 toneladas) por remessa.Produto a granel (embalagem de tambor).Grande poder de negociao de preos.Maior concorrncia.Material de comunicao no idioma do importador.

    Localizao EUA e Unio Europia (EU). Potencial mercado rabe (mercado kouche).

    Necessidade

    Produto a granel, para ser fracionado no pas de destino ou para ser utilizado a granel na indstria.Preos competitivos (fator preponderante).

    Em alguns mercados, h preferncia por determinada florada, cor ou sabor do mel. Na maioria das vezes para a formao de blender (mistura de mis).

    Exigncias

    Produto certificado de acordo com as normas do pas ou bloco econmico.Qualidade das propriedades organolpticas (Umidade, HMF, etc.).Melhor aceitao de mis claros (densidade tica = cor).Produto orgnico = Certificao reconhecida no pas.Entrega constante conforme contrato. Rejeita qualquer interrupo de fornecimento.Regularidade fiscal (CNPJ, Inscrio Estadual).

    Forma habitual de compra

    Os compradores atuais so empresas trading companies.Venda direta com o importador. A empresa deve possuir uma estrutura comercial, com conhecimento do comcio exterior, etc.As rodadas de negcios internacionais so tambm pontos de negociao.Venda indireta, atravs de empresas nacionais exportadoras.Negociao via broker.Realizam contratos formais de fornecimento, com clusulas contratuais que prevem multas diversas, por seu descumprimento.

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    Quadro 1 Comparativo canais de comercializao mercado apcola

    Estrutura necessria da empresa

    Uma estrutura comercial e logstica profissional. Gesto do estoque.Escala de produo.Poltica de preo bem definida para o mercado externo.Conhecimento do idioma do importador.Estrutura jurdica (anlise e elaborao de contrato), que entenda do mercado internacional.Conhecimento dos tramites legais para exportao para o pas desejado (anlise, homologao do produto e certificao necessria).Fora de vendas especializada, em negociao com o comrcio exterior.Grande esforo inicial na primeira negociao, principalmente quanto aos tramites logsticos e legais. Trabalha com contratos formais e com freqncia de entrega.

    COMPRAS GOVERNAMENTAIS

    Caractersticas

    Crescimento vertiginoso nos ltimos anos.Oportunidade no mbito municipal (CONAB), estadual (DRT, ComprasNet) e federal (Fomenta).Pblico-alvo: alunos de escolas pblicas, creche, orfanatos, asilos, etc.No h exigncia quanto cor e sabor, ou mesmo propriedades organolpticas.Pequeno esforo na comercializao, somente na elaborao anual do projeto.Entrega regular.Grande possibilidade de renovao anual.No h negociao de preo, segue a composio do preo regional do produto.Beneficia os pequenos produtores (precisa ser da agricultura familiar para fornecer).Limite anual por produtor e por entidade fornecedora.Gerao de uma venda constante e programada.

    Localizao No prprio municpio ou regio.

    NecessidadeProduto fracionado, embalado normalmente em sache.No h necessidade de divulgao do produto, nem acompanhamento comercial.

    Exigncias

    Produto oriundo do produtor rural (exigncia da Declarao de Aptido (DAP ) ) ao PRONAF.Certificao fito-sanitria.Logstica - Entrega regular do produto (semanal/mensal).Exige uma estrutura logstica prpria ou terceirizada.Regularidade fiscal (CNPJ, Inscrio Estadual). Com certides negativas no mbito das 3 (trs) esferas (federal, estadual, municipal), CND e CRF, dentre outras a depender do processo licitatrio.

    Forma habitual de compra

    CONAB - a partir da prospeco de beneficirios (escolas, creche etc.) e elaborar um projeto de fornecimento e aprovao por parte da Instituio. Mensalmente, aps a entrega, realizado o pagamento j provisionado em conta especifica para este fim.COMPRASNET Por demanda. Licitao.FOMENTA Evento anual em Braslia, para os rgos federais. Licitao.DRT Cadastro de fornecedor das escolas estaduais Licitao.

    Estrutura necessria da empresa

    Uma logstica profissional de entrega nos locais (escolas, creches etc.).Gesto do estoque.

    No h necessidade de vendedor/representante. Somente um acompanhamento.

    ENTREPOSTO ESTADUAL

    Caractersticas

    Representado por empresas que realizam o fracionamento do produto. Normalmente trabalham somente com produtos apcolas.Adquire o produto a granel (embalagem em balde), para realizar o fracionamento.Tem pouco poder de negociao.Tem como principal cliente o pequeno varejo e algumas redes de supermercados.Maior concorrncia durante a safra.Responsveis pela questo logstica de aquisio e distribuio.

    Localizao Salvador e principais municipios do estado.

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    Quadro 1 Comparativo canais de comercializao mercado apcola

    NecessidadeProduto a granel, para ser fracionado pelo prprio entreposto.Preos competitivos.

    Em alguns momentos, h preferncia por determinada florada, cor ou sabor do mel.

    ExignciasPreferencialmente produto certificado (SIE ou SIF).

    Normalmente, h exigncia quanto colorao, preferncia por mis claros, que tem uma maior aceitao pelo consumidor final.

    Forma habitual de compra

    So realizadas pelo proprietrio, que normalmente realiza a cotao por telefone, junto a apicultores, associao/cooperativa de determinada regio, sendo responsvel pela coleta e transporte do produto.Normalmente fazem compras espordicas de acordo com a necessidade.

    Estrutura necessria da empresa

    Uma estrutura comercial.Gesto do estoque.Exige pouco esforo de atendimento, h um nmero reduzido deste tipo de estabelecimento.

    No h necessidade de vendedor/representante. Somente um acompanhamento.

    ENTREPOSTO NACIONAL

    Caractersticas

    Representado por empresas que trabalham exclusivamente com produtos apcolas, algumas voltadas exclusiva-mente para o mercado externo, e outras atuam tambm no mercado interno. Em alguns casos fracionam o produto.Adquire o produto a granel (embalagem em tonis).Compra em grande quantidade.Tem grande poder de negociao.Tem como principal cliente o mercado internacional do produto, fracionado para o grande varejo e distribuido-res/atacadistas.Responsveis pela questo logstica de aquisio e distribuio.Maior concorrncia.Apresenta preos diferenciados pelas caractersticas do produto (cor, umidade, HMF).

    Localizao Nas regies Sul, Sudeste e em alguns estados do Nordeste.

    NecessidadeProduto a granel.Preos competitivos (fator preponderante).

    Em alguns momentos, h preferncia por determinada florada, cor ou sabor do mel.

    Exigncias

    Certificao sanitria (SIF, SIE ou SIM) e procedimentos (BPF, APPCC).Rastreabilidade do produto, com relao aos locais de extrao.

    Em alguns casos, h exigncia quanto colorao.Controle de qualidade e das propriedades organolptica (Umidade, HMF, etc.).

    Forma habitual de compra

    As cotaes so feitas normalmente por ou e-mail telefone.Normalmente consulta-se a quantidade em estoque, preo, data da extrao, densidade tica, umidade e HMF. A partir destas informaes feita a negociao.

    Na maioria das vezes, no h formalizao de contrato, somente acordos informais em determinada safra.

    Estrutura necessria da empresa

    Uma estrutura comercial profissional.Gesto do estoque.Produo em escala.

    Exige um atendimento diferenciado, por ser em nmero reduzido de estabelecimento, pela centralizao das compras.

    ATRAVESSADOR

    Caractersticas

    Sua forma de atuao se constitui em formar grandes lotes, comprando o produto apcola, mas especificamente o mel, dos apicultores do municpio e cidades circunvizinhas. Normalmente, no possuem vnculos empregatcios, funcionam como autnomos a servio dos entrepostos; sua remunerao realizada atravs de comisses, que podem ser por quilograma ou por baldes comercializados. O capital de giro, quase sempre do entreposto que o contratou.Por ser da regio e apicultor, conhece a maioria dos apicultores e possui uma capilaridade muito grande.Adquirem seu produto do apicultor, em alguns casos, de associaes e cooperativas.

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    APICULTURA: UMA OPORTUNIDADE DE NEGCIO SUSTENTVEL

    Quadro 1 Comparativo canais de comercializao mercado apcola

    Localizao Na regio.

    NecessidadeProduto a granel.A depender da demanda, pode solicitar mis mais claros.

    ExignciasPoucas normalmente compram indiscriminadamente o produto e fazem a seleo posteriormente de acordo com as demandas.Em alguns casos, busca o produto com caractersticas especficas.

    Forma habitual de compra

    Pagamento vista. Em alguns casos chega a antecipar a compra da safra.O processo todo informal.

    Estrutura necessria da empresa

    Gesto do estoque.Poltica de Preos.

    Fonte: Cooperao Consultoria, 2009.

    Como podemos observar, h diversos caminhos para comercializar a produ-o, alguns mais complexos, outros mais simples. As caractersticas, localizao, necessidades, exigncias e forma de compra sofrem variaes, de acordo com o mercado e o canal de comercializao utilizado.

    Muitos apicultores comercializam sua produo diretamente ao consumidor final, de forma fracionada, na prpria residncia, ponto comercial, no comrcio ou feira local. Outros comercializam toda a sua produo diretamente ao intermedirio, via cooperativa/associao ou atravessador local, a granel, em baldes ou tonis. Diversos fatores so determinantes para a escolha na forma de comercializao do produto:

    Conhecimento do mercado-alvo.

    Escala de produo / volume.

    Caractersticas do produto (tipo de florada, mel orgnico, etc.).

    Certificao sanitria (SIF, SIE ou SIM) e procedimentos (BPF, APPCC, ras-treabilidade etc.).

    Regularidade fiscal (CNPJ, Inscrio Estadual).

    Estrutura comercial.

    Desta forma, as caractersticas do empreendimento apcola definidas pelo empreendedor, sero determinantes para a escolha do mercado, e da forma de comercializao do produto.

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    APICULTURA: UMA OPORTUNIDADE DE NEGCIO SUSTENTVEL

    4 ASPECTOS ECONOMICOS E FINANCEIROS

    Quando estamos constituindo um negcio, necessitamos, obrigatoriamente, de capital para tal objetivo. Desta forma precisamos saber:

    Quanto de dinheiro ser necessrio para iniciar o negcio?

    Quanto ser preciso para manter o empreendimento apcola funcionando, nos primeiros meses de vida?

    Quanto eu tenho de recursos prprios para os investimentos iniciais?

    Ser ou no, necessrio recorrer a emprstimo? Quanto solicitar e quais as condies para pag-lo?

    Estas so questes sobre as quais vale pena investir tempo. Voc empreen-dedor, no abra mo de se convencer sobre a realidade de gastos que enfrentar no negcio.

    No faa suposies e no seja otimista demais, trate esta questo com serie-dade e veracidade. Antes de tudo, voc que precisa ter certeza da composio de gastos que resultar no empreendimento apcola que vai montar.

    Para responder a essas perguntas precisamos conhecer alguns conceitos fundamentais, desde a criao do empreendimento, at uma anlise mais crtica de gesto e desempenho. Estes conhecimentos auxiliaro bastante na gesto do empreendimento. A princpio, vamos conhecer trs conceitos: Investimento, Custos e Despesas, que popularmente chamamos de gastos.

    Podemos classificar o investimento como:

    Investimento fixo1. so todos os bens durveis (mquinas, equipa-mentos, mveis e utenslios, ferramentas, instalaes, etc.) com seus respectivos custos de aquisio, necessrio montagem do negcio. Est condicionado ao tipo do negcio e tambm disponibilidade do capital para se investir;

    Investimentos pr-operacionais 2. todos os gastos feitos, antes de iniciar operacionalmente o negcio. Podem ser gastos com projetos, viabilidade financeira, pesquisa de mercado, organizao da empresa (taxa de registro, contratos etc.), dentre outros.

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    APICULTURA: UMA OPORTUNIDADE DE NEGCIO SUSTENTVEL

    Capital de giro3. so os recursos necessrios para pagamento de todas as despesas geradas pela atividade produtiva da empresa, at que comece a realizao das vendas. fundamental que o capital de giro exista e seja bem definido, pois sua falta pode levar o empreendimento ao insucesso.

    Consideramos neste estudo, o termo investimento inicial, como todos os valores despendidos para a montagem do empreendimento, at que ele esteja em condi-es de funcionar. A definio do valor do investimento inicial levar em conta vrios aspectos, que incidem diretamente sobre a atividade. Estaremos observando isto nos tpicos abaixo, quando estaremos analisando o valor do investimento do empreendimento apcola Entreposto dos Produtos das Abelhas (EPA).

    Para evitar que todo o capital fique imobilizado, o empreendedor poder adquirir uma parte do ativo fixo (maquinrio, equipamentos, utenslios, mveis, etc.) necessrio para a montagem do negcio e tomar atitudes como: a) alugar terrenos e construes; b) terceirizar transporte; c) terceirizar parte da produo; d) alugar ou fazer leasing8 dos equipamentos; e) analisar a viabilidade de aquisio de equipamentos usados; f) estudar a possibilidade de financiar maquinrio com recursos de longo prazo.

    Vale ressaltar a importncia de ter uma reserva tcnica, correspondente a 10% ou mais dos demais custos, que poder ser utilizada para cobrir eventuais imprevistos.

    Da para frente tudo que for necessrio para que a empresa possa funcionar, so custos de operao ou despesas de comercializao. Ambos repetem-se diariamente e/ou mensalmente e permanentemente.

    Os custos de operao so todos os gastos realizados efetivamente na pro-duo, e que sero incorporados posteriormente no preo de venda do produto. Ex.: matrias-primas, insumos, embalagens, etc.

    As despesas de comercializao so os gastos que se destinam comercializa-o dos produtos e a administrao do negcio, isto , referem-se s atividades no ligadas a produo, mas necessrias para a manuteno do seu funcionamento. So tambm incorporadas no preo de venda. Ex.: comisso sobre vendas, frete etc.

    Os valores referentes ao investimento inicial devero ser recuperados aps um perodo de tempo. Isto , aps algum tempo de funcionamento da empresa, ela devolver para o empreendedor em forma de lucro todo o valor que foi gasto para mont-la, e da para frente dever continuar a gerar lucro de forma adicional.

    8 O leasing uma forma de financiamento que funciona como um aluguel. A diferena que o valor pago do aluguel vai amortizando o valor da compra. Realizado atravs de Instituies Financeiras.

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    APICULTURA: UMA OPORTUNIDADE DE NEGCIO SUSTENTVEL

    J os valores que sero aplicados na venda dos produtos aos clientes e na sua manuteno, devero ser recuperados em cada venda, correspondente a cada unidade de venda. Por isso, decisivo que voc saiba com antecedncia, quanto vai gastar em custos e despesas em cada produto que vender aos clientes.

    Por mais minucioso que o empreendedor seja na definio dos gastos que ir compor o investimento inicial, tenha certeza que, ao iniciar a montagem do negcio, surgiro situaes de gastos que no foram imaginadas antes. Lembre-se tambm do capital de giro, para os primeiros meses de operao, isto , do dinheiro que precisar para pagar as despesas mensais (aluguel, luz, telefone, etc.). Alm disso, ser necessria uma reserva de capital, para suportar perodos iniciais com baixo volume de vendas.

    4.1 INVESTIMENTO INICIAL

    No caso do investimento inicial, muitas so as situaes a considerar. Mas, antes de desembolsar o primeiro real, deve-se pesquisar, analisar e relacionar todas as despesas que ter, por exemplo, com as instalaes, equipamentos, treinamento, documentao, legalizao da empresa, etc.

    de fundamental importncia ter certeza de quanto vai gastar com o investi-mento inicial para montar o seu negcio, e quando ter de efetuar cada pagamento, com o maior detalhamento possvel. Estas informaes formaro um grande mapa, que quanto mais completo e detalhado for, mais acertado ser seu planejamento, reduzindo chances de surpresas desagradveis com falta de recursos. Saiba que erros no dimensionamento do investimento inicial, que provoquem falta de recursos, costumam ser a causa de insucesso de muitas iniciativas. No caia nesta armadilha!!

    As informaes relativas ao investimento total necessrio, para o empreendi-mento Entreposto dos Produtos das Abelhas (EPA), encontram-se descriminados nos itens abaixo. A caracterizao deste empreendimento, encontra-se no item 4.2 deste estudo.

    Deve-se atentar para o fato de que na hiptese do empreendedor j possuir alguns destes itens do investimento inicial, estes devem ser retirados para no influir nas anlises de desembolsos, ou pelo menos consider-los ao preo de mercado. Isso importante para que no seja superestimado o valor do investimento total, e conseqentemente, os ndices de rentabilidade aqui apresentados, no fiquem subvalorizados.

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    APICULTURA: UMA OPORTUNIDADE DE NEGCIO SUSTENTVEL

    No empreendimento Entreposto dos Produtos das Abelhas (EPA), os maiores investimentos fixos ocorrero na construo civil do prdio (68,24%) e na aquisio do veculo (11,74%).

    Para uma avaliao da viabilidade financeira do empreendimento, a capacidade instalada prevista para o entreposto, ser de 150 toneladas/ano de mel de abelha.

    Quadro 2 - Investimentos Inicial

    Item Discriminao Quant. Valor Unitrio (R$) Valor Total (R$)

    1 Terreno (1 ha) 1 10.000,00 10.000,00

    2 Construo civil (350m2) 1 290.500,00 290.500,00

    3 Veculo 1 50.000,00 50.000,00

    SETOR RECEPO

    4 Estrados de plsticos 20 75,00 1.500,00

    5 Equipamento para higienizao dos baldes 01 750,00 750,00

    6 Balana eletrnica 300kg 01 1.500,00 1.500,00

    7 Carrinho para movimentao de cargas 01 550,00 550,00

    LABORATRIO

    8 Kit equipamento para anlise fsico-qumica, HMF e Microbiologia 01 8.950,00 8.950,00

    9 Colormetro 01 550,00 550,00

    10 Refratmetro 01 870,00 870,00

    11 Balana eletrnica de preciso 01 1.500,00 1.500,00

    12 Phmetro porttil - medidor de PH 01 780,00 780,00

    SETOR DE PROCESSAMENTO

    13 Mesa coletora descristalizadora 01 3.500,00 3.500,00

    14 Eletrobomba Inox com Filtro com conexes e tubos em ao inox 01 11.500,00 11.500,00

    15 Tanque decantadores Inox 550 kg 08 1.450,00 11.600,00

    16Tanque descristalizador / homogeneizador inox, capacidade 1500kg com conexes e tubos

    01 15.800,00 15.800,00

    SETOR DE FRACIONAMENTO

    17 Mquina envasadora semi-automtica 01 1.950,00 1.950,00

    18 Bancada inox para rotulao e expedio de mel 01 1.200,00 1.200,00

    SETOR DE ESTOCAGEM E EXPEDIO

    19 Estrados de plstico 20 75,00 1.500,00

    20 Carrinho para movimentao de cargas 01 550,00 550,00

    21 Estantes metlicas 10 150,00 1.500,00

    SETOR ADMINISTRATIVO

    22 Microcomputador 02 1.200,00 2.400,00

    23 Mesa de escritrio 02 550,00 1.100,00

    24 Estante de escritrio 02 350,00 700,00

    25 Arquivo de metal 03 200,00 600,00

    26 Impressora a laser 01 750,00 750,00

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    APICULTURA: UMA OPORTUNIDADE DE NEGCIO SUSTENTVEL

    Quadro 2 - Investimentos Inicial

    DIVERSOS

    27 Formalizao do empreendimento 01 600,00 600,00

    27 Criao da marca 01 500,00 500,00

    28 Registro da marca (INPI) primeiro ano 01 350,00 350,00

    29 Criao do rtulo 01 500,00 500,00

    30 Registro dos produtos no MAPA 350,00 350,00

    31 Montagem dos equipamentos 01 500,00 500,00

    32 Equipamentos de segurana e proteo contra incndio 01 800,00 800,00

    TOTAL 425.700,00Fonte: Cooperao Consultoria, 2009.

    4.2 CUSTOS

    Como j vimos acima, os custos so gastos relativos a bens e servios uti-lizados na produo de outros bens e servios; desta forma, seus valores so incorporados a eles. Como exemplos de custos temos: a matria-prima, insumos, mo-de-obra (salrio, encargos etc.) utilizada na produo, energia eltrica, gua, entre outros.

    Alguns dos custos aumentam em proporo direta com a produo ou comer-cializao. Por isso so chamados Custos Variveis, ou seja, s existem quando h produo e varia com esta, sendo tanto mais alto quanto maior for quantidade produzida. Ex: cera alveolada, alimento, medicamentos, enxames.

    J os Custos Fixos so a soma de todos os custos que permanecem inalte-rados, ocorrendo mesmo que o empreendimento no esteja produzindo e se mantendo constante para todos os nveis de produo. Ex: aluguel, telefone, depreciao, etc.

    Os custos ainda podem ser classificados como: a) Custos Diretos, que so aqueles que esto diretamente vinculados aos produtos, no existem sem eles (exemplo: matria-prima, insumos); b) Custos Indiretos que no podem ser fa-cilmente vinculados aos produtos, so genricos demais para serem apropriados diretatamentos ao produto. Precisam de esquemas especiais para a alocao, tais como bases de rateio, estimativas etc. Ex.: mo-de-obra indireta e seguro.

    O clculo do custo de produo permite ao empreendedor verificar a margem de lucro do produto e orientar o crescimento do empreendimento.

    A lgica proposta de funcionamento do empreendimento, objeto deste estudo, a de que a unidade produtiva ir funcionar durante doze meses por ano.

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    APICULTURA: UMA OPORTUNIDADE DE NEGCIO SUSTENTVEL

    4.2.1 Custos fixos

    Como j vimos, os custos fixos so aqueles que permanecem constantes, inde-pendentes da quantidade produzida. Sendo fixos, eles permanecem iguais todos os meses. Dessa forma, fica mais fcil calcul-los pelos seus valores mensais.

    Vamos ver agora os itens que compem os custos fixos.

    Como primeiro elemento dos custos fixos, temos a depreciao. Quando compramos uma mquina/equipamento, sabemos que ela no vai durar a vida toda. A depreciao a reserva que precisamos fazer para que, aps um deter-minado perodo de uso, tenhamos dinheiro em caixa para trocar o equipamento, que j est muito usado, por outro mais novo. E isso importante porque m-quinas velhas produzem pouco e apresentam um alto custo de manuteno. Ou seja, no basta ter o dinheiro para pagarmos a prestao do equipamento que compramos, mas ter uma reserva para substituir esse equipamento depois de um certo tempo de uso.

    Para calcular a depreciao, precisamos saber:

    O preo de compra da mquina/equipamento (j indicada no quadro de investimentos).

    A sua vida til, ou seja, a quantidade de anos durante os quais ela conse-gue operar bem. Para estimar a vida til de uma mquina, podemos pedir informaes ao fabricante, e tambm visitar outros empreendimentos que j utilizem um equipamento semelhante ao que iremos comprar.

    O seu valor residual, ou seja, por quanto pode ser vendida essa mquina quando a sua vida til chegar ao fim.

    Com as informaes do valor da mquina/equipamento para aquisio, menos o valor residual e dividido pela vida til, obteremos um valor que seria semelhante ao valor da mensalidade se tivssemos comprado a mquina/equipamento em prestaes mensais.

    Considerando que um determinado equipamento custa R$ 1.000,00 e tem uma vida til de 5 (cinco) anos ou 60 meses. Para determinar o seu valor residual, basta saber o preo, hoje, do equipamento com as mesmas caractersticas com cinco anos de uso. Vamos admitir que esse valor seja de R$ 100,00. Dividindo a perda de valor do equipamento pelo nmero de anos de sua vida til, teremos o valor da reserva que deve ser feita a cada ano: R$ 900,00/5 anos = R$ 180,00. As-

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    APICULTURA: UMA OPORTUNIDADE DE NEGCIO SUSTENTVEL

    sim, a depreciao mensal do equipamento ser: R$ 180,00/12 meses = R$ 15,00. Isto significa que, daqui a 5 (cinco) anos, vendendo o equipamento usado por R$ 100,00, e economizando R$ 15,00 por ms, teremos os recursos necessrios para comprar um equipamento novo.

    No ser considerado para clculo da Depreciao, o valor do Terreno e da Construo Civil, mas, a manuteno das instalaes e dos imveis que sero con-sideradas nos custos fixos mensais.

    Fazemos uma ressalva com relao depreciao dos equipamentos em ao inox, pois a vida til longa. Neste caso estaremos estabelecendo, para este estudo, o tempo de 20 (vinte) anos.

    No quadro abaixo podemos observar o item depreciao para este tipo de empreendimento.

    Quadro 3 Depreciao

    Item DiscriminaoValor Unitrio Valor

    QTValor Total

    (R$)Vida til

    Anos (meses)Depreciao

    Ms (R$)

    (R$) Residual (A) (B) (A / B)

    1 Veculo R$ 50.000,00 R$ 8.000,00 1 R$ 42.000,00 10 anos (120) R$ 350,00

    2 Estrados de plsticos R$ 75,00 R$ 20,00 20 R$ 1.100,00 5 anos (60) R$ 18,33

    3Equipamento para higienizao dos baldes

    R$ 750,00 R$ 150,00 1 R$ 600,00 5 anos (60) R$ 10,00

    4 Balana Eletrnica 300kg R$ 1.500,00 R$ 300,00 1 R$ 1.200,00 5 anos (60) R$ 20,00

    5 Carrinho para movimentao de cargas R$ 550,00 R$ 110,00 1 R$ 440,00 5 anos (60) R$ 7,33

    6Kit Equipamento para anlise fsico-qumica, HMF e Microbiologia

    R$ 8.950,00 R$ 2.600,00 1 R$ 6.350,00 5 anos (60) R$ 105,83

    7 Colormetro R$ 550,00 R$ 160,00 1 R$ 390,00 5 anos (60) R$ 6,50

    8 Refratmetro R$ 870,00 R$ 260,00 1 R$ 610,00 5 anos (60) R$ 10,17

    9 Balana Eletrnica de Preciso R$ 1.500,00 R$ 450,00 1 R$ 1.050,00 5 anos (60) R$ 17,50

    10 Phmetro porttil R$ 780,00 R$ 150,00 1 R$ 630,00 5 anos (60) R$ 12,60

    11Mesa Coletora Descristalizadora em ao inox

    R$ 3.500,00 R$ 1.050,00 1 R$ 2.450,00 20 anos (240) R$ 10,21

    12Eletrobomba Inox com Filtro com conexes e tubos em ao inox

    R$ 11.500,00 R$ 3.450,00 1 R$ 8.050,00 20 anos (240) R$ 33,54

    13 Tanque decantadores inox 550kg R$ 1.450,00 R$ 430,00 8 R$ 8.160,00 20 anos (240) R$ 34,00

    14Tanque dscristalizador/ homogeneizador Inox, capacidade 1500kg com conexes

    R$ 15.800,00 R$ 4.750,00 1 R$ 11.050,00 20 anos (240) R$ 46,04

    15 Mquina envasadora semi-automtica R$ 1.950,00 R$ 550,00 1 R$ 1.400,00 5 anos (60) R$ 23,33

    16Bancada Inox para rotulao e expedio de mel

    R$ 1.200,00 R$ 360,00 1 R$ 840,00 20 anos (240) R$ 3,50

    17 Estrados de Plstico R$ 75,00 R$ 20,00 20 R$ 1.100,00 5 anos (60) R$ 18,33

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    APICULTURA: UMA OPORTUNIDADE DE NEGCIO SUSTENTVEL

    Quadro 3 Depreciao

    Item DiscriminaoValor Unitrio Valor

    QTValor Total

    (R$)Vida til

    Anos (meses)Depreciao

    Ms (R$)

    (R$) Residual (A) (B) (A / B)

    18Carrinho para movimentao de cargas

    R$ 550,00 R$ 110,00 1 R$ 440,00 5 anos (60) R$ 7,33

    19 Estantes metlicas R$ 150,00 R$ 30,00 10 R$ 1.200,00 10 anos (120) R$ 10,00

    20 Microcomputador R$ 1.200,00 R$ 300,00 2 R$ 1.800,00 5 anos (60) R$ 30,00

    21 Mesa de escritrio R$ 550,00 R$ 110,00 2 R$ 880,00 10 anos (120) R$ 7,33

    22 Estante de escritrio R$ 350,00 R$ 70,00 2 R$ 560,00 10 anos (120) R$ 4,67

    23 Arquivo de Metal R$ 200,00 R$ 40,00 3 R$ 480,00 10 anos (120) R$ 4,00

    24 Impressora a laser R$ 750,00 R$ 150,00 1 R$ 600,00 5 anos (60) R$ 10,00

    TOTAL R$ 800,56 Fonte: Cooperao Consultoria, 2009.

    A Manuteno e Conservao so os gastos que teremos que fazer com a manuteno das mquinas (lubrificantes, consertos, etc.) e conservao das ins-talaes. O clculo do valor mensal desses custos depende de certa experincia com o tipo de produo, tempo de uso das mquinas/equipamentos e condies das instalaes.

    A composio dos custos fixos sofre uma variao principalmente pelo tipo de atividade e porte do empreendimento. Dentre eles podemos citar os custos fixos com contador, despesas com escritrio (gua, luz, salrio), retirada do proprietrio (pr-labore), despesas administrativas, dentre outros.

    Os itens referentes aos custos fixos mensais deste estudo, encontram-se discriminados no quadro 04, e foram calculados a partir das premissas bsicas de funcionamento do Entreposto dos Produtos das Abelhas (EPA), j mencionadas.

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    APICULTURA: UMA OPORTUNIDADE DE NEGCIO SUSTENTVEL

    Quadro 4 Custos fixos

    Item Discriminao Valor Total (R$)

    1 Depreciao R$ 800,56

    2 Honorrios contador (1 SM) R$ 465,00

    3 Energia eltrica R$ 300,00

    4 Manuteno R$ 200,00

    5 Retirada do proprietrio / gestor R$ 1.000,00

    6 Despesas administrativas R$ 180,00

    7 Telefone R$ 150,00

    8 Internet R$ 50,00

    9 Registro do cdigo de barras (anuidade SG1 Brasil) R$ 214,00

    10 Contratao responsvel tcnico (2 SM) R$ 930,00

    VALOR MS 4.289,56

    TOTAL ANUAL 51.474,70

    Fonte: Cooperao Consultoria, 2009.

    4.2.2 Custos variveis

    Como vimos, esses custos so os gastos do empreendimento que variam conforme o volume de produo. Vale ressaltar que, a mo-de-obra o item mais significativo do custo varivel, por isto deve ser apropriado corretamente.

    Pelas caractersticas do empreendimento, a comercializao da produo poder ser a granel ou fracionada. A granel o produto ser embalado em baldes, que retornaro ao empreendimento aps a entrega do produto. No caso de fracio-namento do produto, a partir da escolha do tipo de embalagem a ser usado, sero analisados os custos da embalagem na formao do preo de venda.

    O quadro 05 retrata a posio dos custos variveis. Foram utilizados os seguin-tes parmetros:

    Produo do entreposto de 150 tonelada/ano de mel de abelha.

    Comercializao fracionada de toda a produo anual.

    Capacidade das embalagens do produto fracionado:

    80 ton./ano embalagem de 1 kg (80.000 unidades).

    40 ton/ano embalagem de 500g (80.000 unidades).

    30 ton/ano embalagem de 250g (120.000 unidades).

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    APICULTURA: UMA OPORTUNIDADE DE NEGCIO SUSTENTVEL

    Quadro 5 Custos variveis

    Item Especificao Unidade QT Preo unitrio (R$) Preo total (R$)

    1 Matria- prima Kg 150.000 R$ 3,20 R$ 480.000,00

    2 Material de higienizao Unidade (kit) 24 R$ 86,00 R$ 2.064,00

    3 Anlise laboratorial Vrios 2 R$ 700,00 R$ 1.400,00

    Subtotal R$ 483.464,00

    MO-DE-OBRA PERMANENTE

    4 1 Supervisor de produo (800,00 + 88%) Ms 12 R$ 1.504,00 R$ 18.048,00

    5 6 Auxiliares (465,00 + 88%) Ms 12 R$ 5.245,20 R$ 62.942,40

    Sub-total R$ 80.990,40

    EMBALAGENS

    6 Embalagens 250 gramas Unidade 120.000 R$ 0,16 R$ 19.200,00

    7 Embalagens 500 gramas Unidade 80.000 R$ 0,20 R$ 16.000,00

    8 Embalagens 1.000 gramas Unidade 80.000 R$ 0,30 R$ 24.000,00

    9 Rtulos Unidade 280.000 R$ 0,12 R$ 33.600,00

    10 Caixa de papelo Unidade 12.000 R$ 0,43 R$ 5.160,00

    Subtotal R$ 97.960,00

    CUSTO VRIVEL TOTAL ANUAL 662.414,40

    VALOR MES 55.201,20

    Fonte: Cooperao Consultoria, 2009.

    4.2.3 Custos totais e unitrios anuais

    Os Custos Totais Operacionais Anuais e os Custos Unitrios da produo de mel de abelha encontram-se definidos e discriminados no Quadro 06. O custo opera-cional de produo de um quilo de mel est definido com a diviso do custo total operacional anual pela produo anual, de mel em quilos estimada.

    O Custo Total Anual de Produo corresponde soma dos custos fixos e dos variveis, que neste empreendimento totalizam R$ 713.889,10 por ano (R$ 59.490,76 ms).

    O Custo Unitrio Anual determinado pela diviso da produo anual de mel em quilos, pelo custo total anual, neste empreendimento, de R$ 4,76 (quatro reais e setenta e seis centavos).

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    APICULTURA: UMA OPORTUNIDADE DE NEGCIO SUSTENTVEL

    Quadro 6 Custo total anual e unitrio

    Discriminao Valor total (R$)

    Custos fixos 51.474,70

    Custos variveis 662.414,40

    Custo total anual 713.889,10

    Produo de mel (kg/ano) Verificar 150.000

    Custo operacional de produo (kg/ano) R$ 4,76

    Fonte: Cooperao Consultoria, 2009.

    4.3 DESPESAS DE COMERCIALIZAO

    Envolvem todas as despesas necessrias para a realizao da venda do produto. Essas despesas podem ser fixas ou variveis. Uma empresa, por exemplo, pode manter um vendedor permanente ou remuner-lo atravs de uma comisso sobre as vendas. Havendo despesas com o frete, elas tambm devem ser includas nos custos comerciais.

    Como j citado no item 5.2, o agente de comercializao (vendedor, represen-tante, associao ou cooperativa, broker) de suma importncia. Atravs deles possvel alcanar novos mercados, manter-se atualizado das informaes sobre o mercado (preos, novidades, informaes sobre os compradores, etc.), dentre outras funes. Os custos com transporte, viagens, telefonemas e demais despesas realizadas pelo agente de comercializao, podero ou no ser por conta dele, depende do acordo comercial.

    Normalmente, o pagamento se d por um percentual de comisso sobre o preo de venda. A comercializao a granel na atividade apcola costuma remunerar tambm, por um percentual ou valor por quilo de mel comercializado.

    Desta forma, o custo da comercializao, proporcional ao preo de venda e repetem-se diariamente/mensalmente e permanentemente (uma comisso, um percentual sobre o preo de venda). Este custo ser utilizado no clculo do preo lquido do produto.

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    APICULTURA: UMA OPORTUNIDADE DE NEGCIO SUSTENTVEL

    4.4 PREVISO DE RECEITA

    4.4.1 Determinao margens de venda

    A composio da margem de venda engloba as despesas tributrias (impostos estaduais, federais e municipais), as despesas de comercializao e a margem de lucro esperada pelo empreendedor, compatvel com o preo atual de comerciali-zao do produto mel de abelha no mercado.

    Considerando-se a faixa de faturamento do empreendimento, optou-se por enquadr-lo no Sistema Simples Nacional, com empresa de pequeno porte (EPP), para efeito de determinao dos percentuais de despesas tributrias.

    Quadro 7 Margem de comercializao

    Item Especificao Percentual

    DESPESAS TRIBUTRIAS

    1 Simples Federal (*) 9,03%

    Subtotal 9,03%

    DESPESAS DE COMERCIALIZAO

    2 Comisso de venda 3,00%

    3 Outras despesas 1,00%

    Subtotal 4,00%

    MARGEM DE LUCRO

    3 Lucro 20%

    TOTAL 33%

    Mark Up 0,67

    (*) Partilha do Simples Nacional 9,03% (IRPJ=0,42%,CSLL=0,42%,CONFINS-1,25%,PIS/PASEP-0,30%,CPP-3,57%,ICMS-3,07%). Considerando o faturamento at R$ 1.080.000 anual.

    Fonte: Cooperao Consultoria, 2009.

    4.4.2 Determinao dos preos bsicos de venda

    Para o clculo dos preos de venda dos produtos foram considerados os se-guintes critrios:

    a) Os custos unitrios: custos fixos mdio, adicionados ao custo varivel mdio, mais os custos referentes a embalagens especficas.

    b) A margem de venda definida no quadro acima (Mark up9).

    c) Preo de venda nos pontos finais de mercado de produtos semelhantes.

    9 Mark Up um ndice que aplicado ao custo de um produto com seu respectivo custo fixo, que contempla de maneira prtica o preo real de um produto. O valor representa a quantia efetivamente cobrada sobre o produto a fim de obter o preo de venda.

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    APICULTURA: UMA OPORTUNIDADE DE NEGCIO SUSTENTVEL

    A partir dos dados referentes ao Custo Operacional de produo, que nos fornece o custo unitrio por quilo (kg) de mel de abelha, e do estabelecimento da margem de comercializao e definio do Mark Up; no quadro abaixo ser esta-belecido o preo de venda sugesto de acordo com a forma de comercializao (a granel, fracionado) e do mercado-alvo.

    Quadro 8 Formao do preo de venda

    Produto UnidadeCusto unitrio de

    produo (R$)Mark UP Divisor (*)

    Preo de venda sugesto (R$)

    Mel de abelha 1 kg R$ 4,76 0,67 R$ 7,11

    Fonte: Cooperao Consultoria, 2009

    4.4.3 Estimativa de receita anual

    A receita total anual do Entreposto dos Produtos das Abelhas (EPA), foi calculada levando-se em considerao os preos definidos no item acima, e os quantitativos projetados de produo anual. Os valores podem ser observados no quadro abaixo.

    Quadro 9 Receita operacional anual de vendas

    Produto Produo anual (kg) Preo unitrio (R$) Receita anual (R$)

    Mel de abelha 150.000 R$ 7,11 1.066.500,00

    Fonte: Cooperao Consultoria, 2009.

    4.5 ESTIMATIVA CAPITAL DE GIRO

    Com j vimos anteriormente, o capital de giro inicial o dinheiro necessrio para iniciar suas atividades, antes que as receitas do negcio possam suprir as necessidades da mesma.

    Tecnicamente, seu valor estimado tendo como base uma srie de premis-sas a respeito dos itens mais importantes do processo de produo, estoque e comercializao da empresa. Alguns destes itens geram necessidade de caixa, e outros, geram recursos para o caixa do empreendimento, todos calculados para um perodo de 30 dias.

    A estimativa dos valores do capital de giro necessrio para o financiamento das vendas, manuteno de estoques de produtos acabados e produtos em processo, foram realizados tendo como base o valor do custo total mensal, menos a depre-ciao mensal, conforme podemos observar no quadro abaixo.

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    Quadro 10 Estimativa de capital de giro

    Discriminao Valor Total (R$)

    Custos fixos (mensal) 4.289,56

    Custo varivel (mensal) 55.201,20

    Depreciao ms (800,56)

    TOTAL 58.690,20

    Fonte: Cooperao Consultoria, 2009.

    O Caixa Mnimo est estimado como sendo, um volume de recurso suficiente para cobrir trinta dias de faturamento (vide item 6.4.2).

    O processo de comercializao proposto para este empreendimento, prev um prazo mdio de vendas de 30 dias. O estoque mdio est estimado em 30 dias, para os produtos acabados, e 90 dias, para os produtos em processo de elaborao, para estes clculos considerou-se o resultado do quadro 07. Para as embalagens tambm considerou-se o prazo mdio proporcional a 30 dias, para embalagens, conforme valores do quadro 05.

    A proposta bsica para a operao deste empreendimento a de se evitar o desconto de duplicatas, para fugir dos altos custos financeiros que estas operaes envolvem. Os itens Impostos, Energia, Mo de Obra e Encargos so pagos com um prazo mdio de 15 dias, considerando que h utilizao de mo de obra, energia, vendas, e conseqentemente impostos, do dia primeiro at o dia 30, e que os desembolsos correspondentes a estes fluxos econmicos s ocorrem aps esta data final.

    O valor estimado como Capital de Giro, necessrio para a boa operacionalidade do empreendimento, de R$ 390.489,33 (trezentos e noventa mil, quatrocentos e oitenta e nove reais e trinta e trs centavos), conforme podemos observar no quadro abaixo.

    Quadro 11 Capital de giro, Entreposto dos Produtos das Abelhas (EPA)

    Item Discriminao Prazo Mdio (ms) Capital de Giro (R$)

    01 Caixa mnimo 1 88.875,00

    02 Financiamento das vendas 1 58.690,20

    03 Estoque de produto acabado 1 58.690,20

    04 Estoque de produtos em processo 3 176.070,60

    05 Estoque de embalagens 8.163,33

    TOTAL 390.489,33

    Fonte: Cooperao Consultoria, 2009.

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    4.6 RESERVA TCNICA

    O presente perfil prope que no clculo dos Investimentos Totais, seja includa uma Reserva Tcnica, como garantia de qualquer eventualidade de sub-estimativa de necessidade de capital, (seja de capital fixo ou de trabalho), equivalente a 2% da soma do Capital Fixo, mais o Capital de Giro.

    4.7 QUADRO DE INVESTIMENTO

    O Investimento Total finalmente encontrado, pela soma dos Investimentos em Capital Fixo, Capital de Giro, mais a Reserva Tcnica, conforme apresentado no quadro abaixo:

    Quadro 12 Estimativa de investimento total

    Tipo de empreendimentoInvestimento inicial (R$) (A)

    Capital de giro (R$) (B)

    Reserva tcnica (R$) (A+B) x 2%

    INVESTIMENTO TOTAL (R$)

    Entreposto dos Produtos das Abelhas (EPA) 425.700,00 390.489,33 16.323,78 832.513,11

    Fonte: Cooperao Consultoria, 2009.

    4.8 RESULTADO OPERACIONAL ANUAL

    4.8.1 Quadro de resultados

    O resultado operacional anual do empreendimento aparece discriminado no quadro abaixo. Considerando-se que toda a produo foi comercializada.

    Quadro 13 Resultado operacional anual (R$)

    Entreposto dos Produtos das Abelhas (EPA)

    Receita operacional de vendas R$ 1.066.500,00

    Custos fixos R$ 51.474,70

    Custos variveis R$ 662.414,40

    Despesas tributrias 9,03% R$ 96.304,95

    Despesas de comercializao 4,00% R$ 42.660,00

    Lucro lquido anual R$ 213.645,95

    Fonte: Cooperao Consultoria, 2009.

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    4.8.2 ndice de lucratividade das vendas

    uma medida de avaliao econmica e um dos fatores que influencia a Taxa de Retorno do Investimento. Expressa em uma taxa (%), encontrada pela diviso do Lucro Lquido Anual pelo valor da Receita Total Anual.

    Quadro 14 ndices financeiros do empreendimento

    Lucro lquido anual (A)

    Receita total anual (B)

    ndice de lucratividade das vendas(A/B)x100

    213.645,95 1.066.500,00 20%

    Fonte: Cooperao Consultoria, 2009.

    O empreendimento Entreposto dos Produtos das Abelhas ( EPA), apresenta um ndice de lucratividade das vendas equivalente a 20%.

    4.8.3 Ponto de equilbrio

    O ponto de equilbrio tambm chamado de ponto de nivelamento e ser aqui definido pelo nvel de faturamento mnimo, para que a empresa comece a gerar lucros. considerado o momento em que a empresa no tem nem lucro, nem prejuzo, ou seja, o faturamento realizado consegue cobrir os custos e despesas, no sobrando mais nada.

    O clculo do Ponto de Equilbrio muito importante para se ter uma noo real da viabilidade do empreendimento. Este ponto encontrado pela diviso dos Custos Fixos, pela diferena entre a Receita Total e os Custos Variveis.

    Quadro 15 Ponto de equilbrio

    Custos fixos(A)

    Receita total(B)

    Custos variveis(C)

    Ponto de equilbrio %A / (B C) x 100

    Ponto de equilbrioR$

    51.474,70 1.066.500,00 662.414,40 12,74 135.856,78

    Fonte: Cooperao Consultoria, 2009.

    No quadro acima temos o ponto de nivelamento estimado para o empre-endimento Entreposto dos Produtos das Abelhas (EPA), estimado em 12,74% equivalente a R$ 135.856,78, valor mnimo aproximado que o empreendimento tem que faturar para conseguir manter a sua estrutura sem prejuzo. A partir deste indicador, o empreendedor pode analisar de maneira mais segura a margem para resistir a uma queda de mercado, ou de produo por qualquer problema tcnico, de, sem entrar na faixa de gerao de prejuzos.

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    4.8.4 Retorno do investimento

    Retornar o investimento significa que mensalmente, sua empresa devolve parte do investimento feito inicialmente ou durante a vida da empresa. Essa parte que retorna, que paga o investimento feito, o lucro acumulado do perodo.

    Verdadeiramente, o negcio s vivel se for capaz de retornar ou devolver o investimento realizado.

    Da surge a TIR - Taxa de Retorno do Investimento. Significa o percentual, como se fosse uma prestao anual, que sua empresa paga, referente ao investi-mento feito. Como comparao mais imediata, o negcio bom se gerar uma taxa de retorno superior ao que outro investimento proporciona para voc. Ou seja, para avaliar a viabilidade do negcio, torna-se necessrio a compreenso sobre retorno do investimento.

    J o indicador, Tempo de Retorno do Investimento ou Pay-back Time, tem a mesma funo do tempo de recuperao do capital investido calculado da forma simples, ou seja, dividindo o investimento inicial pelo lucro lquido anual, indicando o perodo de tempo que seria suficiente para a recuperao do capital investido. Neste estudo, no estaremos utilizando a taxa mnima de atratividade, ou do custo de oportunidade do capital. Caso o empreendedor tenha interesse, pode fazer esta anlise fazendo uma anlise, comparativa com outros investimentos do mercado.

    A seguir, estaremos calculando a taxa e o prazo de retorno por tipos de em-preendimentos apcolas. A partir das informaes geradas nos itens anteriores, ou seja, o investimento inicial (item 4.1) e o lucro lquido anual (item 4.8.1).

    Quadro 16 Retorno do Investimento

    Lucro liquido anual(A)

    Investimento inicial(B)

    Taxa de retorno (%)A / B

    Tempo de retorno (ano)Pay Back Time B / A

    R$ 213.645,95 R$ 425.700,00 50,19% 1,99

    Fonte: Cooperao Consultoria, 2009.

    De acordo com o quadro acima, o empreendimento Entreposto dos Produtos das Abelhas (EPA), apresenta uma Taxa de Retorno do Investimento (TIR), correspon-dente a 50,19%, representando um excelente taxa de retorno sobre o investimento inicial realizado.

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