Apostila - Administração Escolar

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Fundao MARIA DA PA ZRua Tereza Cristina, 194 Centro, Imperatriz Maranho Fone: (99)91211186(99)96316807(99)30720496(99)9136488184031666 DECRETO NO 3.276 6/12/1999 DECRETO LEI 105/69 www.fundacaomariadapaz.com.br- C E S F R I -

Administra o Escolar

Fundao MARIA DA PA ZRua Tereza Cristina, 194 Centro, Imperatriz Maranho Fone: (99)91211186(99)96316807(99)30720496(99)9136488184031666 DECRETO NO 3.276 6/12/1999 DECRETO LEI 105/69 www.fundacaomariadapaz.com.br- C E S F R I -

Disciplina: ADMINISTRAO ESCOLAR DISTRIBUIO DA CARGA HORRIA TIPOS DE AULA SEMANAL TERICA 15 PRTICA ESTGIO TOTAL 15

Perodo:

MENSAL 60 60

EMENTAO PAPEL DA ESCOLA; Escola de Sucesso; FUNO DA ESCOLA; GESTO ESCOLAR; GESTO PARTICIPATIVA; Papel do Gestor; Solues para a efetiva implantao gesto participativa nas escolas; Postura tradicional dificulta gesto democrtica; Acreditar no trabalho uns dos outros; Elevar a auto estima do profissional; Alunos so ouvidos

BIBLIOGRAFIA BSICAARAUJO, J. As intencionalidades como diretrizes da prtica pedaggicas. Em Pedagogia Universitria So Paulo: Papirus, 2002. DALMS, A. Planejamento participativo na escola. Elaborao, acompanhamento e avaliao. Petrpolis: Vozes, 1994. LUCK, H. A escola participativa: o trabalho do gestor escolar. 2.ed. Rio de Janeiro: DP&A , 1998. FREIRE, P. Pedagogia do oprimido. 2.ed. Rio de Janeiro: Paz e Terra. 1975. LUDKE, M: ANDR, M. D. A. Pesquisa em educao: abordagens qualitativas. So Paulo: Pedaggica, 1986. MARQUES, J. C. Proposta bsica para gesto 81 84. Porto Alegre, Educao e Realidade 6 (1): 109 20 jan. / abr, 1981. MARTINS, J. P. Administrao escolar: uma abordagem crtica do processo administrativo em educao. 2. ed. So Paulo: Atlas, 1999. OBJETIVO Analisar as polticas educacionais e a gesto escolar, reconhecendo seus princpios bsicos, elementos constitutivos, desafios, dilemas, funes e paradigmas, no contexto de escola e sala de aula. Possibilitar ainda a aquisio de referenciais tericos e prticos indispensveis ao exerccio de gestor escolar no sentido de construir um referencial para uma escola cidad.

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SUMRIO

1. O PAPEL DA ESCOLA.................................................................................... 1.1 Escola de Sucesso.............................................................................................. 2. FUNO DA ESCOLA.................................................................................... 3. GESTO ESCOLAR........................................................................................ 4. GESTO PARTICIPATIVA............................................................................4.1 Papel do Gestor.................................................................................................. 4.2 Solues para a efetiva implantao gesto participativa nas escolas................ 4.3 Postura tradicional dificulta gesto democrtica................................................

4.4 Acreditar no trabalho uns dos outros.................................................................4.5 Elevar auto estima do profissional...................................................................

4.6 Alunos so ouvidos............................................................................................ 5. REFERNCIAS BIBLIOGRFICAS.............................................................

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1. O PAPEL DA ESCOLA 1.1 Escola de Sucesso Para que a Escola seja de "Sucesso", primeiro ter de ser uma Escola que ministre um ensino de "Qualidade". No entanto, o termo "Qualidade" pode representar uma situao de grande complexidade, variando de acordo com os interesses em causa, podendo adquirir um sentido no muito preciso evidenciando situaes mais ou menos descritivas, mais ou menos normativas, ou evocando, simplesmente, uma caracterstica ou um atributo. Recorrendo a alguns manuais sobre a matria, podemos constatar que a palavra "Qualidade" poder ser definida como "grau mais ou menos elevado, de uma escala de valores", ou ainda "atributo, carter, propriedade". Regra geral, "Qualidade" de uma Escola esto subjacentes determinados critrios de valor, mais ou menos precisos, relativos a outras Escolas, apelando-se de Escola "Boa", "Medocre" ou "Excelente". A "Qualidade" de uma Escola raramente definida de uma forma explcita, referindo de forma clara os critrios que fundamentam os juzos de valor. Muitas vezes, "Qualidade de Escola" serve para justificar a igualdade de oportunidades, a avaliao dos alunos, a formao de professores, a distribuio de recursos, etc. O conceito de "Qualidade" varia tambm com os interesses, o grau de envolvimento e as caractersticas culturais dos membros da Comunidade Educativa e social. Enquanto que para uns a "Qualidade" de uma Escola se identifica pelo clima de disciplina, ordem e concentrao no trabalho escolar; para outros, revela-se antes na variedade das oportunidades culturais e de desenvolvimento que a Escola oferece, incluindo trabalho escolar acadmico. Escolas de Sucesso, Escolas Eficazes ou Escolas de Qualidade so aquelas que promovem maior desenvolvimento naqueles a quem se destinam - "as crianas e os jovens". So eles que justificam a existncia das escolas e todo o investimento em saber, em energia e entusiasmo, em recursos, nomeadamente financeiros. O desenvolvimento educativo dos jovens, observa-se e mede-se pelos resultados cognitivos, acadmicos, mas no se podem

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esquecer as expectativas positivas e a auto-estima, as atitudes face escola e aprendizagem, a sociabilidade e a capacidade de trabalhar em grupo, o esprito de iniciativa e a capacidade de tomar decises, bem como outras competncias e destrezas. 2. FUNO DA ESCOLA A Escola uma organizao especfica de educao formal, visando proporcionar de uma forma sistemtica e seqencial a instruo, transmitindo e produzindo conhecimentos e tcnicas, a socializao, transmitindo e construindo normas, valores, crenas, hbitos e atitudes, e a estimulao, promovendo o desenvolvimento integral dos alunos. Genericamente so estas as funes do sistema educativo e aquilo que a sociedade espera da Escola. H diferenas entre "Funes" e "Finalidades". Enquanto que as "Finalidades" da Escola se traduzem atravs dos efeitos intencionalmente pretendidos e desejados, as "Funes" reportam-se aos efeitos intencionais e no intencionais da atividade educativa. Como "Finalidades" a escola persegue: a) Finalidade Cultural - transmitindo todo o patrimnio de conhecimentos, tcnicas e crenas; b) Finalidade Socializadora - integrando os indivduos na comunidade, atravs da transmisso de construo de normas e valores; c) Finalidade Produtiva - proporcionando ao sistema econmico e demais sistemas sociais o pessoal qualificado de que necessitam; d) Finalidade Personalizada - ao promover o desenvolvimento integral da pessoa; e) Finalidade Igualizadora - procurando corrigir as desigualdades sociais. Como "Funes" a escola, para alm das referenciadas s finalidades, pode assegurar: a) Funo de Custdia - guardando os filhos enquanto os pais trabalham; b) Funo Seletiva - selecionar para legitimar diferentes oportunidades pessoais e sociais;

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c) Funo de facilitar a obteno de ttulos acadmicos; d) Funo de substituto familiar. interessante procurar saber at que ponto as "Finalidades" so impostas por entidades exteriores ou se so definidas no interior da "Comunidade" (chamado territrio social), e ainda se so definidas por consenso ou por conflito e at que ponto a matria ambgua, imprecisa ou marginal. 3. GESTO ESCOLAR A gesto escolar o conjunto de medidas tomadas para que a escola cumpra sua funo. E por que tornar a gesto participativa, incluindo os pais e responsveis? Porque os pais so os principais interessados na formao de seus filhos. Todos sabemos, porm, que o Brasil tem leis demais e justia de menos. As leis so, muitas vezes, ignoradas e deturpadas. Novamente: por qu? Porque a lei que mais prevalece a dos privilgios. Ao invs de a escola estar voltada para o aluno e aberta para a comunidade, quem se apropria dela o corpo docente, liderado por uma direo geralmente autoritria. Ento, o foco se perde e o que prevalece so objetivos e prticas que no contribuem para a formao do aluno. Isto comea no topo da pirmide, com secretrios e assessores da educao que raramente tm alguma experincia em sala de aula e muito menos na rede pblica. O problema seria menor se essas autoridades se dispusessem a sair de seus gabinetes e visitar as salas de aula ou, ao menos, receber e ouvir a opinio dos pais. Mas a prtica, no Brasil inteiro, exatamente ao contrrio: secretrios, assessores e delegados de ensino costumam limitar-se a atender ordens superiores, j que seus cargos so de confiana dos governantes. Alm disso, seus prprios filhos estudam na rede particular, portanto, para eles a escola pblica uma ilustre desconhecida. Alguns Estados mantm ouvidorias, chamadas surdorias pelos pais, pois o ouvidor sempre um funcionrio da prpria Secretaria da Educao, portanto, impossibilitado de exercer o cargo com a is