APOSTILA APOSTILA DDEEDE DE...

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  • APOSTILAAPOSTILAAPOSTILAAPOSTILA

    DEDEDEDE

    EXERCCIOSEXERCCIOSEXERCCIOSEXERCCIOS DEMONSTRATIVO GRATUITO ASSISTENTE SOCIAL

  • COLETNEA DE EXERCCIOS ASSISTENTE SOCIAL

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    INDICE

    01 Estado do Tocantins Secretaria da Administrao.......................................03

    02 Prefeitura de Aracaju Sec Municipal de Administrao - Sec de Sade.............09

    03 UFRJ / UNIRIO.........................................................................................17

    04 - Ministrio das cidades ASSOC...........................................................25

    05 - Petrobras Transpetro Assistente Social Pleno...............................................32

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    Estado do Tocantins Secretaria da Administrao

    31 No que tange s reas e espaos socio-ocupacionais da atuao do profissional de Servio Social, INCORRETO afirmar-se que no(s) A) campo da sade, a interveno constitui uma rea j consolidada de atuao do assistente social. B) campo da sade mental, a interveno dos assistentes sociais significativa. C) campo sociojurdico, a interveno dos assistentes sociais est praticamente vedada. D) desenvolvimento comunitrio, a interveno dos assistentes sociais tem uma tradio cinquentenria. E) ltimos anos, consultoria e assessoria tm sido atividades desenvolvidas pelos assistentes sociais. 32 As afirmaes que se seguem dizem respeito a propostas de interveno na rea social. I O Planejamento Estratgico, oriundo da rea da Administrao, no pode, no Servio Social, ser combinado com a participao dos usurios. II O planejamento pode ser utilizado em diversos nveis de interveno, sempre constituindo um processo de racionalidade. III O planejamento, enquanto mtodo e processo, constitui a sistematizao da improvisao. (So) correta(s) APENAS a(s) afirmao(es) A) I. B) II. C) III. D) I e II. E) II e III. 33 Na avaliao de programas sociais, dentre as concepes mais modernas, a que procura levar em conta a abrangncia e as implicaes dos programas a que A) restringe a avaliao mensurao do desvio entre o esperado e o realizado no campo das polticas sociais. B) considera que a participao dos beneficirios de um programa indispensvel ao processo avaliativo. C) torna independentes a avaliao dos procedimentos e resultados da ao e a avaliao dos seus efeitos simblicos. D) exclui da avaliao os aspectos polticos do processo de formulao e da implementao dos programas. E) sustenta que a avaliao participativa um processo universal, pertinente a todas as situaes. 34 Dentre as estratgias de interveno, a entrevista considerada como um(a) A) recurso que, para o assistente social, se tornou anacrnico com a generalizao das tcnicas informacionais. B) recurso utilizvel excepcionalmente pelo assistente social, quando no puder ser substitudo por instrumentos como o questionrio e o formulrio.

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    C) recurso tcnico-instrumental somente justificado por uma interveno fundada na perspectiva funcionalista. D) instrumento tcnico, utilizvel em abordagens individuais, grupais e comunitrias. E) tcnica utilizada pelo assistente social, restrita s circunstncias relacionadas interveno individualizante. 35 As afirmativas abaixo se referem a estratgias, instrumentos e tcnicas de interveno. I A abordagem individual procedimento exclusivo do Servio Social de Caso, hoje em inteiro desuso entre os assistentes sociais. II O trabalho com grupos um instrumento interventivo de uso exclusivo e privativo dos profissionais de Servio Social. III A visita domiciliar recurso utilizado por assistentes sociais, quer trabalhem em instituies pblicas ou em organizaes privadas. (So) correta(s) APENAS a(s) afirmativa(s) A) I. B) II. C) III. D) I e II. E) II e III. 36 Estudos baseados em dados internacionais revelam que o alcoolismo atinge cerca de 10% da populao, envolvendo, dentre outras faixas etrias, aquela em fase de grande produtividade (30 a 50 anos). Nas duas ltimas dcadas, pesquisas tm demonstrado que o fenmeno incide tambm, progressivamente, sobre faixas etrias mais jovens. Justifica-se, pois, que se considere o alcoolismo um (A) A) dos mais graves problemas de sade pblica do mundo. B) vcio a exigir providncias basicamente repressivas. C) resultado do desregramento de jovens e adultos. D) sndrome que dispensa o diagnstico precoce. E) questo a ser tratada, priorizando-se a sua medicalizao. 37 O debate acerca das polticas sociais, tambm no mbito do Servio Social, implica concepes de Estado e de sociedade civil. Uma destas concepes de Estado est sintetizada neste texto. A propriedade , pois, para Locke, a base sobre a qual se funda a liberdade humana e, em decorrncia, o suposto para a cidadania. Por essa razo, o Estado deve trabalhar no limite das condies asseguradoras dos direitos dos cidados. Segue-se da a construo de um Estado de direito, cuja ao fundamental exercer o poder a partir da definio de normas jurdicas preestabelecidas. Constitudo dos poderes executivo, legislativo e judicirio com contedos e prticas imparciais, este Estado estaria situado acima dos interesses individuais e do desejo de dominao, que, impulsionados a se desenvolver livremente, levariam destruio da vida comunitria. AMARAL, ngela Santana do, in MOTA, Ana E., org., O mito da assistncia social. Ensaios sobre Estado, poltica e sociedade. S. Paulo: Cortez, 2008, p. 70.

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    A partir dos elementos expostos no texto acima, infere-se que a concepo de Estado esboada tpica do (A) A) pensamento aristocrtico. B) jacobinismo francs. C) tradio liberal. D) ideologia marxista. E) social-democracia. 38 Para a maioria dos tericos do Servio Social brasileiro, o contexto econmico e sociopoltico dos ltimos vinte e cinco anos, designado esquematicamente como neoliberal, tem como uma de suas caractersticas mais relevantes a(o) A) reduo do papel das chamadas organizaes no governamentais na interveno social. B) supresso das polticas sociais de assistncia, direcionadas populao excluda. C) tendncia a desmercantilizar os servios, os benefcios e as prestaes sociais. D) restrio de direitos e garantias sociais consolidados ao tempo do Estado de Bem-Estar. E) fato de o Estado recusar parcerias na sua interveno sobre a questo social. 39 Em relao poltica de seguridade social, que envolve a previdncia, a sade e a assistncia social, organismos representativos dos assistentes sociais brasileiros em especial o CFESS defendem, como princpio, a A) universalizao dos direitos sociais, sob a responsabilidade do Estado, com carter pblico e gesto democrtica. B) flexibilizao dos direitos sociais, mediante polticas focalizadas e a descentralizao da gesto. C) restrio da universalizao dos direitos sociais, para favorecer a focalizao sobre os excludos. D) democratizao da gesto e da avaliao, delegando a responsabilidade s agncias da sociedade civil. E) organizao e a execuo democrticas, com o afastamento do Estado das instncias de deliberao. 40 No tocante ao controle social, especificamente no quadro das polticas pblicas, pesquisas tm verificado que os conselhos de sade A) registram uma intensa articulao entre a representao dos trabalhadores e a representao dos usurios. B) so favorecidos pela cultura poltica tradicional brasileira, que sempre estimulou a participao cvica nos processos de gesto. C) contribuem, apesar das suas limitaes, para a socializao da informao e a formulao de polticas sociais. D) promoveram a supresso das prticas burocrticas e da cooptao da representao dos usurios. E) tornaram-se os agentes fundamentais da transformao do Estado e da sociedade civil. 41 Sobre a poltica nacional do idoso, INCORRETO afirmar que

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    A) uma das suas diretrizes proporcionar ao idoso a sua integrao s demais geraes. B) um de seus princpios assegurar ao idoso todos os direitos da cidadania. C) considera idoso qualquer pessoa maior de setenta anos de idade, seja homem ou mulher. D) prioriza o atendimento no ncleo de sua prpria famlia, em detrimento do atendimento asilar. E) a descentralizao e a participao do idoso na sua avaliao so algumas das suas diretrizes. 42 Qual das seguintes atribuies est de acordo com a poltica nacional de apoio pessoa portadora de deficincia? A) No considerar crime a recusa, sem justa causa, de inscrio de aluno em estabelecimento de ensino por motivos derivados da deficincia que porta. B) Desobrigar o Ministrio Pblico da interveno nas aes pblicas em que se discutam interesses relacionados deficincia das pessoas. C) Prever exclusivamente a promoo de aes curativas, tais como reabilitao e habilitao. D) Prever a garantia de atendimento domiciliar de sade ao portador de deficincia grave no internado, prevista em legislao. E) Delegar ao Poder Pblico, nas suas trs esferas, excluindo a sociedade civil, a tarefa de desenvolver programas de sade, voltados para as pessoas portadoras de deficincia. 43 O Estatuto da Criana e do Adolescente (ECA) caracteriza- se por A) ser um diploma legal, aprovado no primeiro Governo Lus Incio Lula da Silva, mediante presso de movimentos sociais. B) desresponsabilizar os pais do dever de sustento, guarda e educao dos filhos menores. C) definir que a carncia de recursos materiais constitui motivo suficiente para a perda do ptrio poder. D) prever que alguns adolescentes podero ser privados de liberdade, sem o devido processo legal. E) considerar penalmente inimputveis os menores de dezoito anos. 44 As afirmaes abaixo se referem ao Programa de Erradicao do Trabalho Infantil (PETI). I Trata-se de programa institudo pelo Governo Federal, na segunda metade dos anos 1990. II Atualmente, ele se estende a crianas trabalhadoras das reas urbanas e rurais. III A famlia um foco de interveno do programa. (So) correta(s) a(s) afirmao(es) A) I, apenas. B) II, apenas. C) I e II, apenas. D) II e III, apenas. E) I, II e III. 45 As afirmaes que se seguem dizem respeito ao conceito de famlia.

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    I concepo da famlia como um fato natural, calcado na essncia biolgica do homem, contrape-se a concepo de que a famlia um fato cultural, historicamente condicionado. II Pesquisas sobre a violncia intrafamiliar, especialmente contra crianas, comprovam a crena de que a famlia o refgio seguro para os indivduos. III Na sociedade brasileira, a diversidade de arranjos familiares, diante de diferenas sociais, culturais e regionais, sugere que, a rigor, deva-se considerar famlias e no uma ideia abstrata de famlia idealizada. (So) correta(s) a(s) afirmao(es) A) I, apenas. B) III, apenas. C) I e II, apenas. D) I e III, apenas. E) I, II e III. Considere a situao abaixo para responder s questes de nos 46 e 47. Um grupo de pessoas interessadas na adoo de crianas ou de adolescentes, composto de brasileiros e estrangeiros, se reuniu para pesquisar a legislao brasileira sobre o tema, com o apoio de um assistente social. 46 Na primeira reunio, vrias afirmaes foram feitas sobre o assunto. Qual delas est de acordo com a legislao que rege a adoo no Brasil? A) A adoo confere ao adotado a condio de filho, com os mesmos direitos e deveres, inclusive sucessrios. B) A adoo nunca prescinde de estgio de convivncia com a criana ou o adolescente a ser adotado. C) S podem adotar os maiores de vinte e um anos, parentes do adotado e legalmente casados. D) Independente de sua idade e de relaes de guarda e tutela, qualquer indivduo pode ser adotado, com os mesmos direitos de filho. E) Os divorciados e os judicialmente separados no podem adotar conjuntamente criana ou adolescente. 47 Na segunda reunio, cujo foco foi a adoo de crianas brasileiras por estrangeiros, o grupo concluiu, corretamente, que o (A) A) estrangeiro deve, obrigatoriamente, estar domiciliado fora do Brasil. B) estrangeiro deve cumprir um estgio de convivncia no Brasil. C) vnculo da adoo independe de procedimento e de sentena judicial. D) vnculo da adoo est permanentemente sujeito revogao. E) adoo internacional dispensa o condicionamento ao estudo e anlise de instncias brasileiras. 48 Em uma universidade, uma das tarefas dos estudantes de Servio Social foi pesquisar o cdigo de tica da profisso. Nesta pesquisa, os estudantes concluram, com correo, que no Cdigo de tica Profissional vigente para os assistentes sociais brasileiros est consignado, como valor tico central, a A) liberdade e as demandas polticas a ela inerentes. B) democracia e a garantia do pluralismo.

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    C) defesa dos direitos humanos e da cidadania. D) posio em defesa da equidade e da justia social. E) luta pela justia e pela eliminao de todos os preconceitos. 49 Estudantes de Servio Social pesquisaram, no Cdigo de tica Profissional, os direitos do assistente social, dentre os quais est a(o) A) contribuio para viabilizar a participao efetiva da populao usuria nas decises institucionais. B) inviolabilidade do local de trabalho e respectivos arquivos e documentao, garantindo o sigilo profissional. C) democratizao das informaes e o acesso aos programas disponveis no espao institucional para a populao. D) participao em programas de socorro populao, em situao de calamidade pblica. E) esclarecimento aos usurios, no incio do seu trabalho, dos objetivos e do alcance da sua atuao profissional. 50 Conforme a Lei de Regulamentao da Profisso, cabe ao assistente social, privativamente, A) encaminhar providncias e prestar orientao social a indivduos, a grupos e populao. B) prestar assessoria e consultoria a rgos da administrao pblica direta e indireta. C) treinar, avaliar e supervisionar diretamente estagirios de Servio Social. D) planejar, executar e avaliar pesquisas que possam contribuir para a anlise da realidade social. E) elaborar, coordenar, executar e avaliar planos, programas e projetos de interveno social.

    Gabarito

    31 C 32 B 33 B 34 D 35 C 36 A 37 C

    38 D 39 A 40 C 41 C 42 D 43 E 44 E

    45 D 46 A 47 B 48 A 49 B 50 C

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    Prefeitura de Aracaju Secretaria Municipal de Administrao Secretaria Municipal de Sade

    Acerca do atual sistema de sade brasileiro, julgue os itens abaixo. 51 A atual organizao do sistema de sade no atende a algumas reivindicaes histricas do movimento sanitrio, como a universalizao, a descentralizao e a incorporao de mecanismos de participao da comunidade. 52 A organizao do sistema de sade atual no supera contradies, entre as quais esto a excluso, a precariedade dos recursos, a qualidade e quantidade quanto ao atendimento, burocratizao e nfase na assistncia mdica curativa. 53 Para superar o modelo mdico-hegemnico, o sistema de sade deve articular suas aes com as demais polticas sociais que intervm nas condies de vida da populao, como o caso da habitao, da educao. 54 O usurio dos servios de sade no apenas consumidor dos efeitos teis do trabalho do profissional ou dos medicamentos, mas co-participante do processo de trabalho, na medida em que dele dependem o fornecimento de informaes sobre o seu estado de sade e o cumprimento das recomendaes teraputicas. Violncia Maria chega para a entrevista com a assistente social, entra na sala devagar e com o olhar percorre todo o local. Senta-se, cruza as pernas, aperta a bolsa junto ao peito. Mantm-se imvel por alguns instantes, depois abaixa os olhos e comea a falar: No sei como pde acontecer isso, como no percebi? Trabalho tanto que no dei conta do que se passava em minha prpria casa. Agora no consigo trabalhar direito, acho que vou ser despedida... Minha filha s tem nove anos! Sempre to alegre, to bonita... De alguns meses pra c, ela comeou a ficar diferente, irritava-se com qualquer coisa, quando eu dava bronca, ela queria me bater. Como no percebi que ela queria me dizer algo? Pedia para ir trabalhar comigo, chegava a chorar, mas eu no podia lev-la e a ela pedia que eu faltasse, achava que ela estava carente e explicava que no fim de semana eu no iria trabalhar e ficaria em casa com ela. Quando eu retornava do trabalho, ela ficava o tempo todo a meu lado; eu estava to cansada que mandava ela dormir. Mas ela acordava noite aos berros, no era fcil acalm-la, s vezes vomitava ou se urinava. Achei que deveria lev-la ao mdico, poderia ser alguma infeco, ela no sabia explicar onde doa. Examinando-a, a mdica percebeu que ela havia sido abusada sexualmente. Fiquei estarrecida e perguntei minha filha, naquele instante, quem poderia ter feito isso. Ela respondeu chorando: foi o papai. Mrcia R. Cavalhero Garcia, 2002 (com adaptaes). Acerca do tema tratado no texto acima, julgue os itens a seguir. 55 De acordo com estatsticas, em 90% dos casos conhecidos de violncia sexual contra meninas no Brasil, o agressor o pai ou o padrasto da vtima.

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    56 Acreditar na criana, mas no oficializar a denncia com o objetivo de garantir a proteo da vtima e da famlia, essencial no combate a esse tipo de violncia. 57 A violncia intrafamiliar contra crianas e adolescentes um fenmeno que predomina nas classes populares e de baixa renda. 58 So efeitos imediatos da violncia sexual contra crianas o medo e a perda da confiana e do controle, as queixas somticas e a mudana sbita do comportamento. 59 Os efeitos de longo prazo relacionam-se com a continuao do abuso ou com a ausncia de tratamento psicolgico, podendo manifestar-se por fobias crnicas, pnico, depresso, prostituio ou repetio do padro abusivo. 60 As entrevistas com os responsveis pela criana vtima de abuso objetivam conhecer as caractersticas dos contextos cultural, socioeconmico e familiar, avaliar o grau de risco e gravidade e, se necessrio, promover a interveno imediata. A respeito de medidas de preveno relacionadas violncia contra a mulher, julgue os itens que se seguem. 61 O campo da sade deve articular-se a outras instituies para que sejam promovidas aes voltadas para a compreenso das razes socioculturais do jogo de poder que cerca as relaes de gnero e a prtica da sexualidade. 62 Os profissionais da sade no necessitam rever suas atitudes e conceitos diante da violncia que ocorre nas relaes conjugais. 63 Os servios de sade devem limitar sua ateno s mulheres em situao de violncia dimenso da doena ou do risco em sade. 64 Os servios de sade devem acolher, com respeito e sigilo estrito, as mulheres em situao de violncia e desenvolver uma abordagem de cuidados prpria a elas. 65 As unidades de sade devem promover a organizao de grupos de mulheres com a finalidade de trabalhar as questes de gnero, poder, violncia, fortalecimento da autonomia e formas de alternativas de resoluo de conflitos. 66 No indicado que as unidades de sade promovam grupos de homens com a finalidade de discutir os temas relacionados violncia contra a mulher. Srgio foi contaminado pelo vrus HIV em uma situao de uso de cocana injetvel. Descobriu ser portador do vrus da AIDS quando tratou uma pneumonia. Atualmente, Srgio freqenta um centro de referncia para portadores do vrus e faz uso de medicamentos de forma bastante irregular. Com base na situao hipottica apresentada, julgue os itens seguintes, sob o ponto de vista de um assistente social que atue nesse centro de referncia.

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    67 O aconselhamento a Srgio supe a capacidade de estabelecer uma relao de confiana entre os interlocutores, visando ao resgate de seus recursos internos para que ele mesmo tenha possibilidade de reconhecer-se como sujeito de sua prpria sade e transformao. 68 A reduo de danos indicada no caso de Srgio por ser um modelo de interveno centrado no indivduo, na sua rede social e comunidade, adotando estratgias pragmticas que buscam reduzir os danos decorrentes do uso de drogas, como a infeco pelo HIV e outros agentes infecciosos. 69 Srgio no pode ser considerado como parte da populao sujeita a risco freqente para epidemia de HIV/AIDS, porque estes so indivduos ou grupos com comportamentos, modo de vida, opo sexual e aspectos culturais e sociais em relao sexualidade e o uso de drogas que os tornam suscetveis aos agravos sade. 70 Srgio deve ser considerado um indivduo de baixa vulnerabilidade epidemia de HIV/AIDS na medida que vulnerabilidade a pouca ou nenhuma capacidade do indivduo ou do grupo social ao qual ele pertence de decidir sobre sua situao de risco. 71 Cabe ao assistente social em um centro de referncia, entender o fenmeno da AIDS como um problema que requer ajuda, e limitar-se em realizar o atendimento e encaminhamento relativo s necessidades bsicas do usurio. 72 No caso de Srgio, como estratgia de interveno, o assistente social deve combinar as mediaes da rede de relao primria com as da rede secundria para fortalecer seu patrimnio, poder, crtica e autonomia. 73 Entre as formas de compreender o uso abusivo de substncias psicoativas e de abordar os usurios como Srgio, pode ser identificado o modelo mdico que busca resolver o problema separando drogas lcitas das ilcitas e se preocupa com o controle das ltimas. 74 Com base no Cdigo de tica Profissional do Assistente Social, vedado ao assistente social do centro de referncia, fornecer a Srgio informaes concernentes ao trabalho por ele desenvolvido como assistente social e suas concluses. No Brasil, a expanso das avaliaes de polticas e programas sociais registrada a partir dos anos 80 do sculo XX, quando os movimentos sociais passam a demandar polticas sociais universalizadas, como um direito de cidadania. Acerca desse assunto, julgue os seguintes itens. 75 A prtica de avaliar polticas sociais no condio para a obteno de recursos por parte das instituies financiadoras de projetos. 76 Apesar de ser um julgamento de valor, a avaliao um ato neutro e tcnico, exterior s relaes de poder, sem conotao poltica.

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    77 No processo da avaliao, a elaborao do relatrio um momento relevante e no uma mera formalidade. 78 A publicizao de resultados de avaliaes, para os beneficirios e para a sociedade de modo geral, constitui aspecto fundamental para que sua aplicao extrapole o mbito tcnico, tornando-se um instrumento de controle social e de presso por direitos sociais. 79 A avaliao participativa utilizada particularmente em pequenos projetos, com o objetivo de minimizar a distncia entre avaliadores e beneficiados. Diante da crescente valorizao das iniciativas voluntrias a partir da dcada de 80 do sculo XX, julgue os itens abaixo. 80 Ao atuar na esfera pblica e na esfera privada, o assistente social se depara com a existncia de organizaes no governamentais (ONGs) que se constituem em parceiros potenciais. 81 As aes do setor voluntrio so tradicionais, inflexveis e, de certo modo, mais onerosas que as polticas pblicas. 82 As aes do setor voluntrio so previsveis, estveis, completas, no excludentes e garantidoras de direitos. 83 O trabalho voluntrio no co nt r ib ui p a r a desresponsabilizao do Estado no encaminhamento de suas polticas sociais e nem despolitizar e refilantropizar a abordagem da questo social. 84 O trabalho profissional do assistente social pode ser absorvido pelos novos organismos privados do terceiro setor que, com maior nvel de organizao, buscam enfrentar problemas sociais. A Prefeitura Municipal, por sua Secretaria Municipal de Sade, em ateno s reivindicaes/determinaes da Conferncia Municipal de Sade, da Conferncia Municipal para Infncia e Adolescncia, do Conselho Municipal de Sade, do Conselho Municipal dos Direitos da Criana e do Adolescente, e do Conselho Tutelar do Municpio, decidiu desenvolver uma poltica de ateno integral a crianas e adolescentes usurios de substncias psicoativas. Com referncia a essa situao, julgue os itens abaixo. 85 A Conferncia Municipal de Sade rene-se a cada quatro anos para avaliar a situao de sade e propor diretrizes para a formulao da poltica de sade do municpio. 86 O Conselho de Sade Municipal, formado por representantes dos prestadores de servios, profissionais de sade e usurios, tem carter eventual e funo consultiva em relao aos problemas de sade do municpio.

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    87 A representao dos usurios na Conferncia Municipal de Sade e no Conselho Municipal de Sade paritria em relao ao conjunto dos demais segmentos. 88 Cabe a cada municpio criar um Conselho Tutelar composto de dez membros eleitos pela comunidade local para mandato de cinco anos, sendo vedada a reconduo. 89 O Plano de Ateno Integral a Crianas e Adolescentes delineia as decises de carter geral, suas grandes linhas polticas, suas estratgias, suas diretrizes, e precisa responsabilidades. 90 O programa o documento que especifica por setor ou segmento, a poltica, diretrizes e metas a serem atingidas, de tal forma que os objetivos setoriais do plano vo constituir o objetivo geral do programa. 91 O programa determina as referncias para os projetos, no entanto, algo mais que um conjunto de projetos, pois pressupe vinculao entre os projetos que o compem. 92 A equipe do programa ambulatorial de atendimento a crianas e adolescentes usurios de substncias psicoativas deve ser composto por profissionais de diferentes reas do saber que dispem de seus conhecimentos em funo de objetivos comuns. 93 Na abordagem das crianas e adolescentes usurios de substncias psicoativas, no indicada a participao dos familiares para evitar a interferncia nos resultados. 94 permitido ao assistente social depor como testemunha sobre situao sigilosa da criana e do adolescente usurio de substncias psicoativas, de que tenha conhecimento no exerccio profissional, quando estes praticarem algum tipo de ato infracional. Inmeros so os desafios que permeiam a vida da famlia contempornea. O impacto desses desafios sobre o cotidiano das relaes familiares aborvido pelo profissional que trabalha com famlias. A respeito desse assunto, julgue os itens a seguir. 95 Famlia uma instituio social que, independentemente das variantes de desenhos e formataes da atualidade, constitui se em um canal de iniciao e aprendizado dos afetos e das relaes sociais. 96 So aspectos significativos da famlia contempornea brasileira: a diminuio do nmero de divrcios, o aumento nos ndices de casamento formal, e o aumento no nmero de filhos. 97 A reduo da autoridade do marido e do pai nas famlias de camadas mdias, vem contribuindo para que os filhos assimilem a posio de sujeito de deveres, ficando em segundo plano a condio de sujeitos de direitos.

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    98 Para suportar todas as funes que lhe so atribudas e ainda enfrentar situaes de risco social, as famlias de baixa renda evitam relaes de parentesco que possam aumentar os gastos familiares, tornando-se cada vez mais individualistas. Partindo da concepo de que instrumental o conjunto articulado de instrumentos e tcnicas que permitem a operacionalizao da ao profissional, julgue os itens que se seguem, sob o ponto de vista do assistente social. 99 O bom entrevistador deixa que o entrevistado fale o quanto quiser sobre todo tipo de assunto sem interromp-lo, independentemente dos objetivos do trabalho. 100 As peculiaridades da linguagem devem ser observadas para que o entrevistador possa falar igual ao entrevistado ou at mesmo criticar os defeitos de uma linguagem diferente. 101 Nas entrevistas livres, o entrevistado traz tona o tema a ser discutido, e este o ponto de partida para a interao. 102 A conduo no-diretiva de um grupo preferencialmente utilizada, em razo de ser mais propcia reflexo e autonomia do grupo. 103 O uso de um grande nmero de tcnicas de dinmica de grupo no leva perda nas mensagens do processo grupal. 104 O objetivo da visita clarificar situaes, considerar o caso na particularidade de seu contexto sociocultural e de relaes sociais. 105 Laudo o documento escrito que contm parecer ou opinio conclusiva do que foi estudado e observado sobre determinado assunto, envolvendo a opinio de um tcnico. 106 Alguns encaminhamentos podem ser acompanhados de relatrios informativos com dados esclarecedores da situao sobre as razes tcnicas de terem sido indicados. 107 O relatrio de visita domiciliar deve conter informaes e descrio do domiclio, no cabendo abordar aspectos analticos. A pesquisa em servio social um desafio que estimula o profissional a ir alm da prtica cotidiana. A esse respeito, julgue os itens seguintes. 108 As principais tcnicas utilizadas em pesquisa quantitativa so histria de vida, histria oral e anlise de contedo. 109 Questionrios, entrevistas e observaes dos fatos so algumas das tcnicas auxiliares utilizadas no aprofundamento do estudo de caso. 110 A abordagem quantitativa aprofunda-se no mundo dos significados das aes e relaes humanas, uma realidade captvel em equaes, mdias e estatsticas.

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    111 O conjunto dos dados quantitativos e qualitativos no se opem, ao contrrio, se complementam, pois a realidade abrangida por eles interage de forma dinmica, excluindo qualquer dicotomia. Em cada um dos itens a seguir, apresentada uma situao hipottica, seguida de uma afirmao a ser julgada, tendo como base a Lei n. 8.842/1994 (Poltica Nacional do Idoso), a Lei n. 8.742/1993 (Lei Orgnica da Assistncia Social LOAS) e(ou) a Lei n. 8.069/1990 (Estatuto da Criana e do Adolescente ECA). 112 Pedro, com 79 anos de idade, portador de doena crnicaque necessita de assistncia mdica e enfermagem permanente. Nessa situao, Pedro deve ser encaminhado para residir em uma instituio asilar, de carter social. 113 Joana, com 68 anos de idade, desde jovem gosta muito de msica erudita e o que recebe como professora aposentada pouco, no lhe permitindo freqentar as apresentaes musicais que acontecem em sua cidade. Nessa situao, Joana poder realizar seu desejo j que os ingressos para shows tm preos reduzidos para idosos, conforme determina a Poltica Nacional do Idoso. 114 Jos, com 80 anos de idade, tem quatro filhos e boas condies de sade fsica e mental. Alm da aposentadoria de funcionrio pblico, Jos tem renda de aluguis de dois imveis. Nessa situao, por ter mais de 80 anos, ele no pode mais fazer uso de seu dinheiro sem a concordncia de um dos quatro filhos. 115 Luzia, de 73 anos de idade, nunca trabalhou fora de casa e no recebe aposentadoria nem penso. Seus filhos esto todos empregados e tm como mant-la. Nessa situao, de acordo com a lei, Luzia tem direito ao benefcio de prestao continuada no valor de um salrio mnimo mensal. 116 Sampaio, com 69 anos de idade, encontra-se internado devido a um cncer de pulmo em fase terminal. Nessa situao, Sampaio no tem mais direito ao benefcio de prestao continuada que recebia regularmente antes de se internar. 117 A famlia de Joo da Silva, que morreu de enfarto na passagem do ano, tem sua renda mensal per capita inferior a um quarto do salrio mnimo. Nessa situao, a famlia tem direito a receber auxlio de um salrio mnimo, uma nica vez, a ttulo de benefcio eventual. 118 Rita foi atendida em um hospital da rede pblica de sade para o pr-natal e nascimento de seu filho Rui. Quando Rui fez 15 anos, comearam as crises de epilepsia e Rita procurou o hospital para obter informaes acerca da gestao e do nascimento de Rui. Seu pronturio no foi encontrado. Nessa situao, nenhuma responsabilidade cabe ao hospital porque, de acordo com a lei, as unidades de sade esto obrigadas a guardar esses pronturios por 10 anos.

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    119 Vtor, com 13 anos de idade, encontra-se internado recuperando de uma cirurgia. Neste caso, o hospital deve proporcionar condies para que seu pai, sua me ou responsvel possa ficar a seu lado em tempo integral. 120 Paulo vivo e mora sozinho com os trs filhos. Todos os dias, ele chega em casa alcoolizado, ameaa e agride fisicamente os filhos. Nessa situao, a autoridade competente poder colocar as crianas em abrigo ou em famlia substituta, mas no poder determinar a incluso de Paulo em programa de tratamento para alcoolismo.

    GABARITO

    51 E 52 C 53 C 54 C 55 C 56 E 57 E

    58 C 59 C 60 C

    61 C 62 E 63 E 64 C 65 C 66 E 67 C

    68 C 69 E 70 E 71 E 72 C 73 E 74 E

    75 E 76 E 77 C 78 C 79 C 80 C 81 E

    82 E 83 E 84 C 85 C 86 E 87 C 88 E

    89 C 90 C 91 C 92 C 93 E 94 E 95 C

    96 E 97 E 98 E 99 E 100 E 101 C 102 C

    103 E 104 C 105 C 106 C 107 E 108 E 109 C

    110 E 111 C 112 E 113 C 114 E 115 E 116 E

    117 C 118 E 119 C 120 E

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    UFRJ / UNIRIO Concurso Pblico para rea de Sade Assistente Social

    01 - Jos Paulo Netto analisa a estrutura sincrtica do Servio Social sob vrios aspectos. Para o autor, o sincretismo cientfico se expressa: A) nas dificuldades de operacionalizao do novo projeto tico-poltico; B) na conjuntura desfavorvel sua prtic a no mbito do Estado; C) no sistema de saber que respalda suas prticas e suas representaes; D) na ausncia de base cientfica da sua prtica; E) nos diferentes interesses profissionais que demarcam o seu significado social e poltico. 02 - Ao ser polarizada pelos interesses contraditrios das classes sociais fundamentais, a atuao do assistente social tanto participa dos mecanismos de dominao e explorao do capital como responde s necessidades de sobrevivncia da classe trabalhadora. A compreenso dessa particularidade do Servio Social fundamental para a: A) compreenso dos limites tcnico-operativos de seu trabalho no mbito das instituies privadas; B) superao da natureza contraditria de sua insero na sociedade capitalista; C) estruturao de programas sociais que atendam de forma integral aos interesses contraditrios das classes sociais fundamentais; D) definio das estratgias profissionais e de fortalecimento dos interesses de uma das classes fundamentais; E) construo de alternativas profissionais fora do circuito de dominao institucional do capital. 03 - Ao produzir uma leitura crtica e dialtica da realidade social, buscando compreender as determinaes universais dos problemas vivenciados e enunciados pela populao como expresses dos fenmenos sociais no cotidiano institucional, o assistente social, do ponto de vista metodolgico, demonstra preocupao em estabelecer mediaes: A) que permitam compreender os problemas apresentados como situaes existenciais prprias e irredutveis da populao com a qual trabalha; B) entre os problemas apresentados pela populao e os fenmenos sociais, de forma a compreender tais problemas para alm de sua aparncia e numa perspectiva de totalidade; C) entre a realidade brasileira na atualidade, a realidade regional e local, de forma a deduzir dos traos universais toda a singularidade dos problemas apresentados pela populao; D) entre os problemas apresentados pela populao e os fenmenos sociais, de forma a extrair situaes recorrentes de tais problemas que possam ser generalizadas cientificamente para a compreenso das expresses da questo social; E) que permitam compreender a totalidade dos problemas sociais vivenciados e enunciados pela populao, buscando a superao das expresses aparentes dos fenmenos.

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    04 - Ao analisar o Servio Social como uma profisso que se institucionalizou a partir da diviso social do trabalho, Iamamoto aponta para o entendimento da metodologia como: A) um conjunto de procedimentos tcnico-operativos que organiza as diversas etapas do trabalho social; B) um complexo esforo mental e abstrato de apreenso da realidade social; C) um conjunto articulado de elementos polticos, tericos, filosficos e ticos que s adquirem sentido quando se materializam nos instrumentais de interveno sobre a realidade social; D) um esforo de operacionalizao no cotidiano profissional de diferentes disciplinas tericas: sociologia, psicologia, antropologia e economia poltica; E) um modo de ler, interpretar e se relacionar com o ser social. 05 - Dentre as atribuies que se seguem, so consideradas privativas do assistente social, segundo a Lei de Regulamentao da profisso: A) coordenar, elaborar, executar, supervisionar e avaliar estudos, pesquisas, planos, programas e projetos na rea de famlia , trabalho e renda; B) realizar vistorias, percias tcnicas, laudos periciais, informaes e pareceres sobre a matria de Servio Social; C) treinamento, avaliao, e superviso direta e indireta de profissionais e estagirios subordinados s instncias institucionais coordenadas por assistentes sociais; D) asessoria e consultoria a rgos da administrao pblica direta e indireta, empresas privadas e outras entidades desde que no tenham profissionais de Servio Social nos respectivos locais de trabalho; E) planejar, organizar e administrar programas e projetos no mbito da poltica de assistncia social seja na esfera federal, estadual ou municipal. 06 - Compe os princpios fundamentais que orientam o Cdigo de tica Profissional o seguinte item: A) a defesa da necessidade de se guardar sigilo com relao a todo conhecimento produzido sobre a populao nos atendimentos individuais; B) o compromisso com a socializao das informaes institucionais que favoream os procedimentos de gerenciamento dos sistemas de referncia e contra referncia na rede de servios sociais.; C) a crtica aos processos de subordinao da poltica econmica ao capital financeiro internacional; D) a articulao com os movimentos de outras categorias profissionais que compartilhem da luta geral dos trabalhadores; E) a elaborao de propostas parlamentares no mbito do poder legislativo que salvaguardem os interesses corporativos da profisso. 07 - A compreenso da profissionalizao do Servio Social na diviso social do trabalho na sociedade capitalista em sua fase madura no lhe subtrai o esforo terico e crtico de compreenso da realidade social, ao contrrio, particulariza sua contribuio no campo da produo intelectual. Uma dessas estratgias se organiza

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    em torno da sistematizao do trabalho profissional, desde que tomada como um esforo: A) de organizao dos dados empricos com vistas a conduo das melhores alternativas instrumentais de interveno na realidade social; B) voltado para a garantia dos registros de toda a processualidade do trabalho profissional; C) de reflexo terica sobre a realidade social a partir de uma angulao que o prprio trabalho profissional oferece; D) de ordenamento lgico da empiria presente no cotidiano profissional; E) de formulao de uma teoria produzida pelos assistentes sociais a partir da demarcao de um objeto de conhecimento que lhe seja prprio. 08 - A abordagem da relao entre as particularidades do trabalho profissional e a lgica do trabalho e da dinmica prprias sociedade capitalista pressupe um certo tipo de entendimento acerca da instrumentalidade do exerccio profissional. O entendimento de que a instrumentalidade, neste caso, uma: A) mediao que significa tomar o Servio Social como totalidade constituda de dimenses tcnicoinstrumental, terico-intelectual, tico-poltica e formativa; B) dimenso particular do trabalho profissional que no se desvincula da dimenso terica; C) exigncia tanto terica quanto laborativa fundamental operacionalizao das estratgias polticas e tcnicas do trabalho profissional; D) mediao entre a dimenso terica e tcnica da profisso; E) dimenso constitutiva tanto da organizao do trabalho na sociedade capitalista quanto do trabalho profissional. 09 - A centralidade do conhecimento da realidade social na conduo do trabalho profissional abre perspectivas para se pensar a pesquisa articulada ao fazer profissional como: A) uma atividade acadmica de grande relevncia social e que se articula s instncias de formao profissional; B) uma forma cientfica de aproximao s expresses da questo social no cotidiano institucional; C) uma reconstituio do movimento do real necessria delimitao das estratgias de ao profissional; D) uma estratgia de superao dos limites institucionais; E) uma forma de valorizao da dimenso emprica do trabalho profissional. 10 - Vrios programas sociais, vinculados a diferentes polticas setoriais, vm sendo incorporados ao conjunto das estratgias de sobrevivncia forjadas pela populao. Parte desta tendncia determinada pela particularidade da relao estabelecida entre a populao e a rede de servios sociais locais com a qual se relaciona e parte determinada pela prpria fragmentao das polticas sociais. Para a definio das estratgias de ao profissional que apontem para a no reproduo desta fragmentao e a garantia do acesso s polticas sociais, devem ser consideradas pelos assistentes sociais as seguintes alternativas:

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    A) a compreenso das expresses cotidianas dos problemas sociais e o estabelecimento de parcerias junto rede de solidariedade da Sociedade Civil; B) a compreenso da dimenso material e ideolgica que caracteriza o acesso aos programas sociais e o desenvolvimento de aes intersetoriais no campo das polticas sociais; C) a compreenso das formas de insero nos programas sociais e a construo de critrios mais eficazes de seletividade; D) a compreenso da capacidade de absoro da rede de servios sociais locais e elaborao de projetos para captao de recursos que complementem a prestao dos servios socia is; E) a compreenso da correlao de foras institucionais e a articulao com as lideranas da rede de solidariedade local. 11 - A anlise dos programas e projetos direcionados para a famlia tem revelado um eixo central articulador de aes em torno da idia da incapacidade da famlia prover as condies de sobrevivncia, de suporte afetivo e de socializao de seus membros, sobretudo as crianas e os adolescentes. As aes organizadas sob este recorte so destinadas a: A) tornar as famlias aptas para retomarem seu papel, garantindo a estabilidade social; B) desenvolver o potencial humano das famlias e resgatar sua funo moral; C) aumentar a capacidade de consumo das famlias e dinamizar o mercado consumidor da populao de baixa renda; D) despertar uma conscincia crtica nas famlias sobre a necessidade de que sejam estabelecidas novas relaes de solidariedade interna; E) prover as famlias dos meios de subsistncia bsicos para evitar que elas se desestruturem. 12 - A famlia constitui uma importante unidade no campo da reproduo social. Essa dimenso vem sendo ressaltada ao longo dos ltimos anos no Brasil a partir do seguinte fenmeno: A) a valorizao da participao da famlia nos processos decisrios nas reas de sade e educao; B) o reconhecimento da famlia enquanto um espao contraditrio e de conflitos intergeracionais; C) a ampliao das noes sobre a composio e organizao familiar nas abordagens sistmicas; D) a ampliao dos programas sociais que tomam a famlia como foco de interveno; E) o reconhecimento da famlia como unidade dinamizadora dos processos de empreendedorismo. 13 - O trabalho profissional do assistente social se realiza em contextos institucionais concretos que viabilizam os mais diferentes servios sociais. Um dos elementos centrais para a compreenso da dinmica deste trabalho e a definio das suas estratgias de interveno a compreenso deste espao como contraditrio. Considerando o conceito de instituio, essa contradio se expressa, sobretudo, nas:

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    A) rotinas e agentes institucionais; B) prticas e saberes institucionais;. C) normas e regulamentos institucionais; D) estruturas de poder e objetivos institucionais; E) hierarquias e objetos institucionais. 14 - H uma forte tendncia em campos como o da sade e da educao para a organizao do trabalho de forma interdisciplinar. Considerando-se a compreenso das formas de organizao do trabalho coletivo no campo das polticas sociais e a relativa autonomia que as profisses possuem, as estratgias de ao definidas sob aquela tendncia, devem considerar, analiticamente, o seguinte elemento caracterstico do mundo do trabalho: A) a gerncia do trabalho; B) a diviso social e tcnica do trabalho. C) a alienao; D) as formas de cooperao; E) os diferentes conhecimentos profissionais. 15 - Vrios autores do Servio Social apiam suas reflexes na obra de Antonio Gramsci para pensar a dimenso scio-educativa do trabalho profissional do assistente social. Uma das tendncias, derivada desse dilogo, aquela representada por Marina Maciel e Franci Gomes Cardoso, que situa essa dimenso scio-educativa como uma atuao que se d: A) no amplo processo de elaborao de uma ideologia prpria das classes subalternas; B) no processo de definio das formas de organizao das classes subalternas; C) a partir da proposio de novos padres de sociabilidade e participao poltica para as classes subalternas; D) no sentido de esclarecer a dinmica institucional junto s classes subalternas para que elas possam reivindicar seus direitos sociais; E) a partir da formulao das estratgias de resistncia das classes subalternas. 16 - Constitui uma tcnica de tratamento de dados na pesquisa social: A) pesquisa documental; B) entrevista em profundidade; C) histria de vida; D) anlise de discurso; E) grupos focais. 17 - Constitui um ponto de partida para a construo do saber interdisciplinar: A) a epistemologia baseada na formulao de hipteses quantitativas; B) a primazia da especializao e do saber coletivo; C) o dilogo solidrio entre campos cientficos diferentes; D) a meta de alcanar uma cincia nica edificada a partir do saber da filosofia; E) a dissoluo das fronteiras entre as cincias atravs da justaposio de saberes. 18 - Polticas sociais redistributivas so aquelas que permitem:

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    A) definir um modelo de bem-estar destinado aos estratos mdios; B) transferir renda do topo da pirmide social para sua base; C) implementar aes compensatrias destinadas a promover a rentabilidade econmica; D) determinar as funes a serem executadas por cada rgo envolvido com os programas sociais; E) garantir o cunho horizontal da interveno a partir do critrio de regressividade. 19 - Nas sociedades de capitalismo avanado, edifica-se no segundo ps-guerra um pacto interclasses visando a unio de esforos para a reconstruo daqueles pases. Conjugaram-se medidas no campo econmico com medidas de proteo social a cargo do Estado. Nesse contexto emerge uma forma de estruturao denominada: A) Estado ampliado; B) Estado mnimo; C) Estado burocrtico-autoritrio; D) Estado de bem-estar social; E) Estado clssico. 20 - So caractersticas as polticas sociais implementadas no Brasil no ps-64: A) auto-sustentao financeira e reduo das redes de servios sociais; B) aumento da cobertura e diminuio do poder do setor privado; C) reduo do investimento na rea social e desconcentrao administrativa; D) nfase na tecnocracia e na transparncia da gesto de recursos; E) centralizao das decises e aumento da cobertura e do gasto social. 21 - NO se constitui um conceito inerente ao projeto de Reforma do Estado: A) taylorizao; B) accountability; C) competio administrada; D) privatizao; E) enfoque nos resultados. 22 - So caractersitcas do SUS (Sistema nico de Sade): A) a hierarquizao e a seletividade da clientela; B) a nfase no poder decisrio federal e no controle social; C) o atendimento universal e o duplo controle em cada esfera de governo; D) a integralidade das aes e a regionalizao dos servios; E) a intersetorialidade e a fragmentao das aes. 23 - NO parte do rol de concepes pertencentes ao iderio da reforma sanitria brasileira: A) a viso da sade como resultante das condies de vida; B) a superao da dicotomia curativo/preventivo na organizao dos servios; C) a participao comunitria e a nfase na utilizao de tcnicas simplificadas de tratamento; D) a integrao das aes de promoo, proteo e recuperao da sade da populao;

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    E) a concepo da sade como articulao entre o biolgico e o social. 24 - A anlise dos indicadores sociais brasileiros permite concluir que: A) o Brasil um pas de renda per capita baixa, acompanhando o perfil dos demais pases latinoamericanos; B) os indicadores vm apresentando uma melhora nas ltimas dcadas principalmente no que diz respeito distribuio da renda; C) o grau de empobrecimento da populao brasileira deve-se ao fato de o pas ter um baixo nvel de industrializao; D) a economia brasileira apresentou taxas de crescimento altas na ltima dcada, mas isso no se refletiu na criao de novos empregos; E) o Brasil apresenta um quantitativo de pessoas vivendo abaixo da linha da pobreza muito maior do que a mdia dos pases de renda similar. 25 - As polticas de Assistncia Social surgem a partir do momento em que o Estado passa a reconhecer e a intervir sobre os efeitos das relaes de classe e das desigualdades provocadas pelas relaes capitalistas. Essa nova concepo diante das condies de miserabilidade e de seus efeitos denomina-se: A) utilidade da pobreza; B) desnaturalizao da pobreza; C) reestruturao social; D) filantropia social; E) rede social. 26 - Esto em curso hoje no mundo capitalista intensas transformaes impostas pelo processo de globalizao da economia que tm, como se sabe, repercusses relevantes no campo dos direitos sociais. No que concerne ao critrio de incluso/excluso de clientelas, pode-se dizer que os programas sociais atuais tm como tendncia a: A) estabilizao; B) interiorizao; C) focalizao; D) planificao; E) descentralizao. 27 - A respeito da poltica de Assistncia Social, segundo a LOAS (Lei Orgnica da Assistncia Social), correto afirmar que: A) passa a integrar o rol dos direitos em conjunto com outras polticas sociais; B) o direito ao benefcio pressupe uma contribuio anterior do beneficrio; C) est submetida aos cnones da cidadania ao consagrar o princpio da menor elegibilidade; D) pauta-se pelo critrio da pobreza absoluta estabelecendo os mnimos sociais; E) integra o conjunto da seguridade social ao integrar o Terceiro Setor ao sistema de proteo social. 28 - A respeito da pesquisa avaliativa de polticas e programas sociais, INCORRETO afirmar que:

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    A) tem como uma de suas metas determinar em que medida objetivos previamente definidos foram alcanados; B) possui mtodos e tcnicas prprias, ainda que em certos casos utilize os mesmos mtodos e tcnicas da pesquisa social; C) um dos objetivos da avaliao auxiliar a tomada de decises para uma melhor escolha entre cursos de ao; D) os resultados da avaliao sero vlidos se apoiados em dados pertinentes e suficientes; E) a avaliao pode ser realizada antes, durante ou aps a execuo do programa. 29 - O pacto poltico institudo no ps-30 no Brasil tem como principal ator social o Poder Executivo e sua poltica de alianas. Nesse perodo localiza-se a gnese da poltica social no pas com o atendimento das demandas por leis e benefcios sociais, processo do qual o poder institudo colhe importantes frutos polticos. Essa estratgia do governo no campo social tem como parceiro poltico fundamental: A) os militares; B) os proprietrios rurais; C) a elite intelectual; D) os sindicatos; E) os partidos polticos. 30 - As relaes entre o Estado e a Sociedade no Brasil tm se pautado historicamente por um formato em que predomina o desenvolvimento de arranjos polticos entre Estado e atores sociais de carter assimtrico, vertical e hierrquico. Tal formato corresponde ao conceito de: A) corporativismo; B) neocorporativismo; C) peleguismo; D) clientelismo; E) associativismo.

    GABARITO

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    MINISTRIO DAS CIDADES

    31- A respeito dos efeitos sociais dos programas de ajuste econmico que tm sido postos em prtica nos pases em desenvolvimento para fazer face crise e, ao mesmo tempo, tornar suas economias mais aptas a competir no mercado globalizado, correto afirmar que: A) h um crescente esforo destes pases em investir na educao e na qualificao profissional visando a ampliar suas bases tecnolgicas e assim impactar a sua produtividade econmica; B) no campo social, tem ocorrido a ampliao do escopo dos programas sociais, uma vez que as medidas econmicas tm gerado um recrudescimento da questo social; C) a nfase no campo social recai sobre os programas focalizados e seletivos acompanhados de investimentos consistentes em projetos de habitao, saneamento e educao para a sade; D) a centralidade da ao estatal na conduo do processo de desenvolvimento econmico gera a chamada crise fiscal que provoca um reduo significativa dos investimentos sociais; E) h uma tendncia fragilizao do sistema de proteo social acompanhada da restrio de direitos e de um redirecionamento dos programas sociais para segmentos sociais mais pauperizados e vulnerveis. 32 - Entre as principais diretrizes que passaram a orientar as polticas sociais brasileiras a partir da Constituio de 1988 est a estratgia da descentralizao poltico-administrativa. Do ponto de vista das relaes intergovernamentais, a descentralizao visa a: A) reorganizar o sistema de proteo social com vistas concentrao financeira mas no administrativa; B) dar ao governo federal maior conhecimento sobre as realidades locais e regionais para melhorar a performance dos programas; C) gerenciar as demandas por servios sociais de uma forma moderna utilizando para tanto informaes geradas localmente; D) transferir competncias e recursos financeiros dos nveis centrais para os nveis subnacionais para democratizar e dotar de maior eficincia a gesto das polticas; E) instituir um novo pacto federativo, onde a esfera central tenha o papel de executora mas no de reguladora do sistema de proteo social. 33 - Os chamados conselhos de poltica e de direitos foram institudos por fora de lei e considerados uma inovao no tocante gesto das polticas sociais no pas. Tais conselhos: A) so rgos normativos da administrao pblica e funcionam como consultores tcnicos dos gestores municipais; B) so constitudos por representantes da sociedade civil e tm por funo principal o controle sobre o uso dos recursos pblicos; C) objetivam instrumentalizar as chamadas cmaras tcnicas a quem cabe a gesto das polticas sociais setoriais visando responder s demandas locais; D) tm como foco apurar o alcance das metas alcanadas pelas polticas executadas pelos municpios e definir o perfil dos beneficirios das diferentes polticas;

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    E) constituem instncias colegiadas que visam garantir a participao da sociedade na elaborao, implementao e fiscalizao das polticas sociais. 34 - Os programas de renda mnima vm sendo implementados sistematicamente no pas a partir da dcada de 1990. Tais programas: A) so dirigidos a populaes bem definidas e baseiam se na regressividade da cobrana do imposto de renda; B) constituem uma prestao monetria mensal paga pelo Estado a famlias em situao de pobreza e/ou indigncia; C) so bolsas de estudo mantidas pelo governo federal e dirigidas a pessoas em idade produtiva para requalificao profissional; D) tm nos municpios seus principais executores, embora a seleo de beneficirios seja competncia do governo central; E) visam a incluso social das crianas e jovens atravs da distribuio regular de merenda escolar e material didtico. 35 - Sobre a metodologia de avaliao de polticas e programas sociais NO correto afirmar que: A) a avaliao ex ante aquela que realizada antes de tomar a deciso de implementar um programa ou projeto, com a finalidade de proporcionar critrios racionais sobre a sua pertinncia, viabilidade e eficcia potencial; B) os resultados de uma avaliao tm sua validade condicionada participao de um ou mais profissionais vinculados ao prprio programa como membros da equipe de avaliadores; C) os resultados obtidos pela avaliao visam a verificar se os objetivos definidos pelo programa foram alcanados, tendo por base um conjunto de dados e informaes confiveis e suficientes; D) a avaliao uma forma de pesquisa social aplicada destinada a identificar, obter e proporcionar, de maneira vlida e confivel, informao suficiente para apoiar um juzo sobre o mrito e o valor de um programa social ou de componentes deste; E) a avaliao no tem finalidade em si mesma, mas seu objetivo favorecer a tomada de deciso para melhorar, modificar ou at suprimir a realizao de um programa ou projeto. 36 - Segundo a metodologia de avaliao de polticas e programas sociais, para se proceder a avaliao necessrio definir indicadores sociais, que so: A) medidas usadas para quantificar ou operacionalizar um conceito social abstrato; B) um conjunto de procedimentos para a coleta e anlise de dados que comprovam a pertinncia das aes do programa; (C ) meios de comparao entre diferentes cursos de ao visando a subsidiar os implementadores e beneficirios do programas; D) formas de tratamento estatstico para avaliar a consistncia interna das tcnicas e procedimentos empregados; E) processos sistemticos de valorao ou julgamento das decises da equipe de avaliadores.

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    37 - No ps-64, o Estado brasileiro assumiu um carter tecnocrtico e autoritrio. No campo poltico, a sociedade foi afastada da arena decisria, ao mesmo tempo em que o Estado ditatorial passou a dar grande nfase s polticas sociais visando: A) dar um novo tratamento questo da pobreza atravs do investimento em programas de gerao de emprego e renda; B) reatualizar o ciclo do clientelismo atravs de programas sociais universais; C) reduzir o grau de participao do setor privado na prestao de servios sociais e assim consolidar um novo pacto social; D) obter apoio e legitimidade para o regime em vigor e desmobilizar os movimentos de oposio; E) reduzir a fragmentao dos programas sociais para aumentar a eficincia dos seus resultados. 38 - O Plano diretor, como um instrumento de gesto urbana, deve se configurar como um mecanismo orientador do planejamento e da execuo de polticas pela gesto municipal. A existncia do plano diretor obrigatria por lei para cidades que: A) se localizem em regies metropolitanas; B) possuam mais de 100 indstrias em seu territrio; C) possuam mais de 20 mil habitantes; D) possuam reas urbanas e rurais; E) possuam mais 30% da sua populao abaixo da linha da pobreza. 39 - Na gesto urbana uma das principais questes, atualmente, a da gesto dos territrios, cujos problemas e demandas rompem fronteiras estritamente municipais para assumir contornos mais amplos e complexos. A resposta a esses problemas exige formatos de administrao pblica, fundados na cooperao intermunicipal, das quais so exemplos: A) os consrcios; B) os zoneamentos; C) as assessorias tcnicas; D) os parcelamentos do solo; E) os pactos sociais. 40 - A anlise dos indicadores sobre a natureza e a distribuio da pobreza e da desigualdade social no Brasil mostra que: A) os segmentos da populao que vivem abaixo da linha de indigncia residem na regio nordeste, onde a desigualdade cresceu; B) as cidades mais ricas do pas tm tido xito no combate pobreza mas no na reduo do desemprego; C) os nveis de indigncia apresentam queda significativa na ltima dcada mas a pobreza relativa permanece alta; D) os nveis de pobreza no Brasil esto associados com a persistncia dos altos nveis de desigualdade social; E) a queda sustentada da incidncia da pobreza requer ao governamental contnua no controle do consumo das famlias.

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    41- Os estudos sobre a pobreza brasileira nas ltimas dcadas tm como consenso a observao de um fenmeno denominado metropolizao da pobreza, que resultante: A) da migrao de grandes contingentes de pobres rurais para as periferias metropolitanas e do investimento insuficiente em infra-estrutura nestas reas; B) da falta de estrutura urbana das reas metropolitanas em funo de sua ocupao recente; C) da diferenciao crescente entre ncleo e periferia nas metrpoles dada pela estabilidade macroeconmica; D) da dinmica urbana e demogrfica das reas metropolitanas cujo vetor a desagregao familiar e o enfraquecimento dos laos de solidariedade comunitria; E) do ciclo de vida das metrpoles cujos nveis de violncia impedem a ao do Estado e a instaurao da governana democrtica no nvel local. 42 - Uma caracterstica presente na trajetria poltica brasileira : A) a prevalncia do clientelismo na incorporao das demandas da sociedade pelo Estado; B) a existncia de partidos polticos fortes e ideologicamente definidos; C) o vigor da sociedade civil em contraposio fragilidade do Estado; D) a fora do poder Legislativo no nvel municipal mas sua subordinao ao poder Executivo a nvel nacional; E) a disputa pluralista como mediao central da relao Estado/ Sociedade. 43 - Polticas ou programas sociais que fomentam a transferncia de renda do topo da pirmide social para sua base so consideradas polticas: A) seletivas; B) redistributivas; C) integrais; D) regressivas; E) processuais. 44 - Ao examinarmos, na realidade brasileira, as funes assumidas pelas famlias no campo da reproduo social, NO correto afirmar que: A) historicamente o Estado tem deslocado para a esfera da famlia algumas de suas responsabilidades no campo da reproduo social; B) diferentes membros que compem a famlia tm ampliado suas formas de participao no mbito das estratgias de reproduo social; C) a ampliao da participao da famlia nas estratgias de reproduo social resultou na perda de sua funo no campo da produo; D) As funes da famlia como unidade de consumo sofreram uma profunda ampliao, mas no restringiram suas funes no campo da reproduo social; E) ocorreu uma progressiva diviso das funes de socializao da famlia com outras instituies que atuam no campo da reproduo social. 45 - Para Yolanda Guerra, o confronto entre as condies objetivas e subjetivas do exerccio profissional que se d no mbito das relaes sociais decisivo para a compreenso da instrumentalidade como uma:

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    A) propriedade constitutiva da profisso; B) dimenso tcnica do fazer profissional; C) meta de atuao junto populao; D) tecnologia de interveno institucional; E) metodologia de atuao profissional. 46 - Observe as afirmativas a seguir, em relao s concepes de Marilda Iamamoto sobre o trabalho do assistente social: I - O Servio Social um trabalho especializado que interfere no processo de reproduo material e deo-poltica dos indivduos sociais. II O assistente social um intelectual que atua, junto com outros protagonistas, na criao de consensos na sociedade. III O assistente social no produz riqueza diretamente. Assinale a alternativa correta: A) apenas a afirmativa I est correta; B) apenas a afirmativa II est correta; C) apenas as afirmativas I e II esto corretas; D) apenas as afirmativas II e III esto corretas; E) todas as afirmativas esto corretas. 47 - Uma das principais caractersticas do Cdigo de tica de 1993, assim como do de 1986, foi a de: A) afirmar a prioridade dos direitos coletivos sobre os individuais; B) romper com os procedimentos tradicionais do exerccio profissional; C) caracterizar o espao da prtica profissional como central para o processo de transformao; D) estabelecer nexos entre a profisso e as prioridades da sociedade; E) assegurar valores e compromissos corporativos. 48 - Para Jos Paulo Netto, a instaurao do pluralismo terico, ideolgico e poltico, a crescente diferenciao das concepes profissionais e a sintonia da polmica tericometodolgica profissional com as discusses presentes nas cincias sociais constituem traos do processo de: A) inteno de ruptura; B) renovao do servio social; C) modernizao conservadora; D) reatualizao do conservadorismo; E) sincretismo profissional. 49 - A conduo de procedimentos de investigao profissional, a partir da teoria social, est voltada para a compreenso das relaes entre as diferentes expresses da realidade social no cotidiano institucional e a: A) nova questo social; B) dinmica do ser social; C) situao existencial problema; D) globalizao econmica e cultural; E) reproduo social.

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    50- A delimitao das possibilidades e limites da prtica profissional em suas dimenses polticas e educativas implica compreender a instituio como: I - Espao exclusivo das prticas institudas. II - Conjunto de prticas e saberes. III - Expresso de uma dinmica social contraditria. Assinale a alternativa correta: A) apenas a afirmativa I est correta; B) apenas a afirmativa II est correta; C) apenas as afirmativas I e II esto corretas; D) apenas as afirmativas II e III esto corretas; E) todas as afirmativas esto corretas. 51 - A crise da sociedade do trabalho tem sido considerada por diversos autores marxistas como a crise do trabalho indiferenciado, voltado apenas para a produo de valor excedente, ou seja, a crise do trabalho: A) concreto; B) imaterial; C) abstrato; D) material; E) improdutivo. 52 - Vrios autores, dentre eles Maria Carmelita Yasbek, Jos Paulo Netto e Marilda Iamamoto, compreendem que a emergncia e profissionalizao do Servio Social tm como elemento fundamental: A) a poltica social; B) a proteo social; C) o Estado de Bem-Estar; D) a assistncia social; E) a questo social. 53- Observe as afirmativas que se seguem, sobre os significados da elaborao de um projeto de trabalho pelo assistente social: I - Articula atividades investigativas e intervenientes que integram o exerccio profissional. II - Constitui um exerccio de conhecimento e sistematizao da realidade. III - Restringe o acesso institucional aos dados sobre o perfil da populao. Assinale a alternativa correta: A) apenas a afirmativa I est correta; B) apenas a afirmativa II est correta; C) apenas as afirmativas I e II esto corretas; D) apenas as afirmativas II e III esto corretas; E) todas as afirmativas esto corretas. 54 - Para Iamamoto, a questo terico-metodolgica diz respeito ao modo de ler, interpretar e se relacionar com o ser social, o que determina uma abordagem: A) ontolgica;

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    B) teleolgica; C) fenomenolgica; D) epistemolgica; E) gnosiolgica. 55- Assinale a opo que NO se refere aos princpios fundamentais do Cdigo de tica Profissional: A) defesa intransigente dos direitos humanos e recusa do arbtrio e do autoritarismo; B) defesa do aprofundamento da democracia, enquanto socializao da participao poltica e da riqueza socialmente produzida; C) garantia do ecletismo, atravs da liberdade de opes no campo terico-metodolgico e do imperativo dos processos de aperfeioamento acadmico; D) opo por um projeto profissional vinculado ao processo de construo de uma nova ordem societria, sem dominao-explorao de classe, etnia e gnero; E) exerccio do Servio Social sem ser discriminado, nem discriminar, por questes de insero de classe social, gnero, etnia, religio, nacionalidade, opo sexual, idade e condio fsica.

    GABARITO

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    Petrobras Assistente Social Pleno

    21 A reestruturao produtiva deve ser analisada como um conjunto de profundas mudanas no mundo do trabalho porque: A) se opera transformando o processo produtivo, mas preservando o modo de produo. B) se processa mantendo os mtodos tradicionais da gerncia cientfica da fora de trabalho. C) torna mais consolidadas as hierarquias ocupacionais prprias do fordismo-taylorismo. D) supera a diviso que separa aqueles que concebem daqueles que executam, no processo produtivo. E) afeta empresrios, trabalhadores e outros agentes da produo de forma indistinta. 22 Dentre as afirmativas abaixo, que dizem respeito ao mundo do trabalho e reestruturao produtiva, assinale aquela que INCORRETA: A) A experincia da Terceira Itlia principalmente citada quando se menciona a especializao flexvel. B) Na sua origem, o kanban esteve associado no produo mas circulao (funcionamento de supermercados). C) Modalidades de organizao produtiva no-fordistas resultaram de experincias em Kalmar, na Sucia. D) As metamorfoses do fordismo devem-se, segundo alguns estudiosos, a mudanas no padro de acumulao capitalista. E) O engenheiro Ohno foi o responsvel pela elaborao de alternativas ao toyotismo. 23 A reestruturao produtiva, entre outras conseqncias, acarretou para a classe trabalhadora: A) ganhos salariais, qualificao do trabalho e isonomia salarial entre trabalhadores e trabalhadoras. B) escala salarial flexvel, reduo da incidncia de doenas profissionais e erradicao do trabalho infantil. C) maior heterogeneizao, fragmentao do trabalho e complexificao do conjunto da classe. D) ampla absoro de trabalhadores situados no topo da pirmide etria de jovens e diminuio da fora de trabalho informal. E) crescimento da empregabilidade, aumento de postos de trabalho feminino e ampliao de direitos sociais. 24 A desregulamentao dos direitos trabalhistas, operada por meios legislativos, viabiliza a flexibilizao da gesto da fora de trabalho. Quando a legislao fomenta modalidades de trabalho como part-time, emprego temporrio ou d incentivos para os jovens, tem-se uma flexibilizao: A) circunscrita s condies de trabalho e de remunerao. B) promovida unilateralmente pelo empregador. C) relativa a aspectos internos s empresas. D) concernente forma da negociao coletiva.

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    E) voltada para a entrada no mercado de trabalho. 25 Os autores que se propem a analisar o processo geral de trabalho do assistente social consideram que a questo social, o conhecimento e a interferncia na reproduo material e social da fora de trabalho constituem, respectivamente: A) meio de trabalho, instrumento e produtos. B) campo de trabalho, objeto de interveno e efeito. C) objeto de trabalho, valor e mercadoria produzida. D) objeto, meio de trabalho e produto. E) objeto, objetivo e finalidade. 26 Os estudiosos que se dedicam anlise do trabalho do assistente social sustentam que ele: A) pode envolver vrios processos de trabalho. B) pode ser considerado somente como trabalho abstrato. C) exclui o contato com o trabalhador coletivo. D) caracteriza-se como o de um profissional liberal por sua autonomia. E) est excludo da diviso sociotcnica do trabalho. 27 Os desafios apresentados aos profissionais de Servio Social no trato das relaes de trabalho, considerando as particularidades da sua interveno, esto conectados, em ltima instncia: A) continuidade das suas atribuies tradicionais no contexto da acumulao flexvel. B) s novas modalidades de produo e reproduo social da fora de trabalho. C) inadequao do seu instrumental operativo, quanto s funes das gerncias de recursos humanos. D) ao seu estatuto de subordinao no quadro da produo de conhecimentos para a interveno. E) ao modo de legitimao, historicamente construdo, da sua ao profissional. Considere o texto abaixo para responder s questes 28 e 29. Ao assumirem a administrao dos problemas sociais dos seus subordinados, os gerentes passam a necessitar de uma interveno tcnica que os auxilie, tendo em vista que tais questes demandam um determinado tipo de especializao e um dado tipo de conhecimento e manejo das situaes que as gerncias no dominam. Essa inaptido das gerncias justificaria, portanto, uma funo de assessoria delegada aos assistentes sociais, que colocariam seu know how a servio das chefias. [...] Deste modo, a revalorizao dos setores que maximizam a comunicao interna, a motivao no trabalho e a negociao dos conflitos, pode tornar central a atuao do assistente social na gesto de recursos humanos tornando-a seu locus privilegiado de interveno como tambm pode ocorrer sua desutilizao, na medida em que as gerncias polivalentes passam a se apropriar de seu conhecimento CSAR, M. J, A experincia do Servio Social nas empresas, in CFESS/ABEPSS/CEAD/UnB. Capacitao em Servio Social e poltica social. Braslia, CEAD/UnB, 1999, mdulo 2, p. 177.

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    28 Para os assistentes sociais inseridos na rea empresarial, so vrias as implicaes decorrentes do quadro sinalizado neste texto. Entre elas, na perspectiva de renovar a legitimao social da profisso, registra-se a: A) necessidade de o assistente social recusar-se a prestar assessoria s gerncias para preservar seu estatuto. B) condio contraditria em que se encontra o assistente social, entre a demanda de assessoria e a possibilidade da sua desqualificao. C) urgncia de o assistente social posicionar-se contra o perfil profissional exigido pela nova organizao do processo de trabalho. D) premncia de o assistente social combater a extenso, via polivalncia, das atribuies dos gerentes. E) imperiosidade de o assistente social afastar-se da rea de recursos humanos. 29 Dentre as afirmaes abaixo, assinale aquela que NO compatvel com o sentido do conjunto do texto. A) A funo de assessoria um espao aberto atuao do assistente social que se insere na rea empresarial. B) Esto em curso transformaes que afetam a diviso scio-tcnica do trabalho no interior das empresas. C) Na dinmica empresarial esto perdendo peso as formas despticas de gesto da fora de trabalho. D) O fortalecimento das gerncias vem prescindindo da interveno do assistente social na gesto da fora de trabalho. E) A rea de recursos humanos vem se desenvolvendo com a utilizao da interdisciplinaridade. 30 As anlises acerca das demandas ao assistente social que se insere no marco empresarial contemporneo, tm verificado que essas demandas: A) comearam por deslocar e, enfim, suprimir as tradicionais necessidades de servios assistenciais. B) conservaram as exigncias de prestaes assistenciais e sua legitimao, mediante um discurso de natureza humanitria. C) mantiveram-se como as tradicionais, acrescidas da exigncia de intervenes impositivas e coercitivas. D) buscam prioritariamente a adeso e o consentimento do trabalhador s requisies da reestruturao produtiva. E) centram-se no enquadramento poltico-ideolgico do trabalhador, excetuando-se as questes psicossociais. 31 freqente que o assistente social experimente tenses como o dilema entre o messianismo e o fatalismo. A compreenso da falsidade deste dilema e a possibilidade de superar estas tenses esto diretamente relacionadas: A) capacidade tcnica do profissional. B) ateno do profissional s normas legais e institucionais. C) competncia poltica do profissional. D) ao radicalismo poltico-ideolgico do profissional. E) aos rigores morais do profissional.

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    32 As categorias e as estratgias de ao em Servio Social so construes terico-metodolgicas que advm da fecundao da teoria pela prtica e da prtica pela teoria e constituem um repertrio profissional para a interveno que no deduzvel de uma teoria abstrata, mas implica uma acumulao de experimentaes controladas por um saber sistemtico, combinando investigaes quantitativas e qualitativas com as anlises crticas das mesmas FALEIROS, Vicente de P. Estratgias em Servio Social. S. Paulo, Cortez, 1997, pp. 71-72. Considerando esta reflexo, as estratgias de ao em Servio Social A) implicam uma contnua e sistemtica relao entre elaboraes tericas e experimentaes controladas. B) derivam imediatamente da utilizao adequada de determinadas tcnicas de interveno sobre objetos previamente definidos. C) exigem a mobilizao de conhecimentos aleatrios comprovados praticamente e prticas isoladas controladas criticamente. D) envolvem apenas os procedimentos prticos passveis de quantificao e de crtica qualitativa. E) constroem-se no movimento unidirecional que vincula uma teoria no-abstrata a prticas singulares. Considere o texto abaixo para responder s questes 33 e 34. Considere a seguinte situao: numa grande empresa, chefias responsveis pelo cho de fbrica dizem-se defrontadas com o problema do absentesmo e reclamam providncias. A gerncia de Recursos Humanos convoca os profissionais de Servio Social, sugerindo que tudo indica que o absentesmo se deve ao consumo excessivo de bebidas alcolicas por parte dos trabalhadores e lhes demanda um programa voltado soluo do problema. 33 Assinale, entre as alternativas abaixo, aquela que contempla os procedimentos adequados e imediatos a serem conduzidos pelos assistentes sociais para a elaborao do programa a eles demandado: A) Partem da hiptese de que a causa do absentesmo est no consumo excessivo de bebidas alcolicas e se articulam com os profissionais de sade inseridos na empresa para, num trabalho de equipe, projetarem uma ao integrada. B) Recolhem dados das chefias responsveis pelo cho de fbrica, submetem-nos ao exame dos profissionais de sade inseridos na empresa e, com eles, preparam uma ao integrada. C) Colhem dados a partir das chefias responsveis pelo cho de fbrica, verificam-nos com representantes dos trabalhadores, trocam informaes com os profissionais de sade inseridos na empresa e, com eles, planejam uma ao integrada. D) Recolhem dados com os profissionais de sade inseridos na empresa, identificam os absentestas e propem uma ao teraputica a eles dirigida, envolvendo as suas unidades familiares e os profissionais de sade. E) Coletam dados com os profissionais de sade inseridos na empresa, consultam as chefias responsveis pelo cho de fbrica e planejam uma interveno com os profissionais de sade.

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    34 Suponha que se tenha verificado que a causa do absentesmo seja o consumo excessivo de bebidas alcolicas por parte dos trabalhadores e, ainda, que se tenha verificado que o problema no afeta somente aquele segmento de trabalhadores. Assinale, dentre as alternativas abaixo, aquela que for a mais adequada soluo do problema: o programa elaborado em comum pelos profissionais de Servio Social e de Sade deve A) envolver o conjunto dos absentestas identificados (no cho de fbrica e alm dele) e suas unidades familiares. B) dirigir-se ao conjunto dos absentestas e suas unidades familiares, mas diferencialmente, considerando as suas diferentes inseres na empresa. C) mobilizar todos os recursos disponveis para o tratamento dos absentestas, focando as suas dimenses psicosociais. D) cobrir o universo dos absentestas, com ateno direta a eles e seus familiares, e o conjunto da empresa, numa perspectiva educativo-preventiva. E) ater-se exclusivamente a objetivos educativos e preventivos, dados os custos (altos) e os prazos (mdio e longo) de quaisquer outras alternativas. 35 Numa grande empresa moderna, o planejamento das aes do Servio Social deve levar em conta, para alm dos objetivos determinados de projetos e programas especficos: A) meios e recursos, interesses corporativos e projetos e programas de outras reas da prpria empresa. B) interesses corporativos, poltica de Recursos Humanos, participao de trabalhadores e as polticas em curso na comunidade. C) interesses corporativos, projees da rea de Recursos Humanos e a poltica da empresa em relao comunidade. D) a poltica de Recursos Humanos, a relao custo/benefcio e o envolvimento de gerentes que vivem na comunidade. E) a misso da empresa, a interao com a planificao da rea de Recursos Humanos e a relao custo/benefcio. 36 Nas grandes empresas, as atividades de pesquisa, ainda que demandadas ao Servio Social, raramente configuram uma atribuio especfica do assistente social. Entretanto, a pesquisa, como componente do processo interventivo do Servio Social, indispensvel para: A) aferir o desempenho dos profissionais. B) indicar a necessidade de reciclagem dos profissionais. C) facilitar a insero dos profissionais em equipes multidisciplinares. D) produzir conhecimentos tericos. E) subsidiar as aes profissionais. 37 As grandes empresas, privadas ou pblicas, tendem a vincular seus interesses corporativos considerao de necessidades das comunidades em que se inserem, ou mesmo de comunidades a que no se ligam imediata e diretamente. Na concretizao desta tendncia, o Servio Social da empresa pode encontrar novas formas de legitimao ao investir fortemente no (A):

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    A) levantamento de necessidades comunitrias e na articulao/ prestao de servios assistenciais e promocionais. B) conhecimento da empresa e seus planos junto aos lderes comunitrios. C) proposio de programas que apresentem (s) comunidade(s) a misso social da empresa. D) elaborao de itens constitutivos do balano social da empresa. E) articulao dos interesses da empresa queles das lideranas da comunidade em que ela se insere. 38 As chamadas relaes de gnero esto sendo objeto de ateno, estudo e interveno tambm no mundo do trabalho. Nos ltimos anos, muitas empresas de grande porte passaram a desenvolver polticas internas voltadas para as questes pertinentes a tais relaes. A atuao do Servio Social, na formulao e implementao dessas polticas deve ser: A) observar estritamente as prescries e normas formuladas pelas instncias competentes da empresa. B) estabelecer a mediao entre as polticas e o ethos dominante no conjunto dos trabalhadores. C) fazer com que correspondam s exigncias das vanguardas do movimento feminista. D) respeitar rigorosamente os valores ticos e morais dominantes na sociedade. E) requisitar a sua compatibilidade com as disposies constitucionais e legais e as do Cdigo de tica Profissional. 39 Um assistente social constata que a demanda de ajuda para responder a problemas de ordem material de trabalhadores encontra fortes obstculos para a sua soluo no interior da empresa, bem como verifica que tais problemas envolvem um nmero expressivo de trabalhadores. Em face deste quadro, cabe ao assistente social A) informar os trabalhadores acerca dos obstculos existentes e reiterar a impossibilidade de atender sua demanda. B) sistematiz-lo e lev-lo rea de Recursos Humanos e aos trabalhadores, orientando-os tambm na busca de apoios em programas fora da empresa. C) induzir os trabalhadores a organizar-se para combater a poltica de Recursos Humanos da empresa. D) analisar o oramento familiar dos trabalhadores e promover programas que os habilitem a controlar suas finanas. E) relatar aos trabalhadores os obstculos existentes, justificando-os luz das razes da empresa. 40 Na organizao de um programa de visitas domiciliares a trabalhadores com problemas, um elemento imprescindvel a ser considerado pelo assistente social inserido numa grande empresa o registro da visita. A documentao resultante da visita, parte informaes a serem eventualmente protegidas pelo sigilo profissional, deve ser concebida de modo a: A) oferecer ao assistente social que efetuou a visita o mais completo quadro familiar em que se inscrevem as relaes sociais primrias do trabalhador.

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    B) permitir a checagem e o controle da veracidade das informaes obtidas, assim como a idoneidade dos familiares ouvidos. C) compatibilizar-se com os sistemas de registro j utilizados pelo Servio Social, propiciando o acmulo de informaes para controlar o trabalhador. D) subsidiar a ao de todos os agentes profissionais a serem mobilizados na relao de apoio e assistncia ao trabalhador. E) possibilitar a ao assistencial profissional e o conhecimento da vida privada do trabalhador por parte das gerncias e chefias.

    GABARITO

    21 A 22 E 23 C 24 E 25 D 26 A 27 B

    28 B 29 D 30 D 31 C 32 A 33 C 34 D

    35 B 36 E 37 A 38 E 39 B 40 D

    BOM ESTUDO

    ABRAOS