Apostila Automação de Processos Industriais

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Apostila Automação de Processos Industriais

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  • WEG EQUIPAMENTOS ELTRICOS S/A CENTRO DE TREIN AMENTO DE CLIENTES

    MDULO 3 Automao de Processos Industriais

    WEG Transformando Energia em Solues

    tr_

    CTC

    -24

    0_

    P7

  • WEG Transformando Energia em Solues 1

    Mdulo 3 Automao de Processos Industriais

    Material sujeito a alteraes sem prvio aviso!

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    ndice Analtico

    Controladores Lgicos Programveis.......................................................................... 3 Introduo ................................ ................................ ................................ .......................... 3

    A Automao Industrial................................ ................................ ................................ ..... 4

    Noes de Lgica Combinacional ................................ ................................ ...................... 5 1.1.1 Operaes Fundamentais ________________________________ _____________________ 5

    1.1.1.1 Funes BOOLEANAS ................................ ................................ ................................ 5 1.1.1.2 Operador AND ................................ ................................ ................................ .......... 6 1.1.1.3 Operador OR ................................ ................................ ................................ ............. 6 1.1.1.4 Operador NOT ................................ ................................ ................................ .......... 6 1.1.1.5 Operador NAND ................................ ................................ ................................ ....... 7 1.1.1.6 Operador NOR ................................ ................................ ................................ .......... 7 1.1.1.7 Operador XOR ................................ ................................ ................................ .......... 7

    Tipos de Sinais................................ ................................ ................................ .................... 8 1.1.2 Sinais Analgicos________________________________ ___________________________ 8 1.1.3 Sinais Digitais ________________________________ _____________________________ 8

    1.1.3.1 Single bit ................................ ................................ ................................ ...................... 8 1.1.3.2 Multi bit ................................ ................................ ................................ ....................... 8

    Definio (IEC 1131-1)................................ ................................ ................................ ....... 8

    Princpio de Funcionamento ................................ ................................ .............................. 9

    Aspectos de Hardware ................................ ................................ ................................ ....... 9 1.1.4 Fonte de alimentao ________________________________ _______________________ 10 1.1.5 CPU ________________________________ ________________________________ ____10 1.1.6 Memrias ________________________________ ________________________________ 11 1.1.7 Interfaces de Entrada/Sada ________________________________ __________________ 11 1.1.8 Perifricos ________________________________ _______________________________ 14

    1.1.8.1 Terminal inteligente ................................ ................................ ................................ .....14 1.1.8.2 Microcomputadores ................................ ................................ ................................ .....15 1.1.8.3 Mini-programadores (terminais de bolso) ................................ ................................ .....15 1.1.8.4 Outros perifricos ................................ ................................ ................................ ........15

    1.1.9 Interfaceamento de perifricos ________________________________ ________________ 16

    Aspectos de Software ................................ ................................ ................................ ........ 16 1.1.10 Linguagens de programao ________________________________ _________________ 17

    Sistemas Associados ................................ ................................ ................................ ......... 19 1.1.11 Redes de comunicao ________________________________ _____________________ 19 1.1.12 Superviso e controle ________________________________ ______________________ 26

    Anexos ................................ ................................ ................................ .............................. 30 1.1.13 - Manual do PC12 Design Center verso 2.0 ________________________________ ____30 1.1.14 - Programao da Interface Homem-Mquina OP-05/OP-06 ________________________ 60

    1.1.15 - Exerccios propostos 72

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    CONTROLADORES LGICOS PROGRAMVEIS

    INTRODUO Esta apostila tem como objetivo prover uma viso geral das caractersticas e

    recursos hoje disponveis no mercado de Controladores Programveis (CPs), bem co-mo, a sua aplicao nos diversos campos da automao industrial e controle de pro-cessos, onde as necessidades de flexibilidade, versatilidade, disponibilidade, alta confi-abilidade, modularidade, robustez e baixos custos, o tornam uma excelente opo.

    Mas, o que um Controlador Programvel ? Como surgiu ? Mesmo antes da industrializao da eletrnica digital, os projetistas de coman-

    do elaboravam circuitos digitais como contatos programveis. O programa era armaze-nado em plugs multi-pinos e as instrues codificadas por meio de ligaes eltricas entre os pinos destes plugs. Esses programas eram muito limitados, e, sua principal funo era a seleo das operaes das maquinas e/ou processos.

    Desta forma, alm de uma operacionalidade muito baixa, existiam outros pro-

    blemas: alto consumo de energia, difcil manuteno, modificaes de comandos dif i-cultados e onerosos com muitas alteraes na fiao ocasionando nmero de horas paradas, alm das dificuldades em manter documentao atualizada dos esquemas de comando modificado.

    Com a industrializao da eletrnica, os custos diminuram, ao mesmo tempo

    em que a flexibilidade aumentou, permitindo a utilizao de comandos eletrnicos em larga escala.

    Mas alguns problemas persistiram, e quem sentia estes problemas de forma

    significativa era a industria automobilstica, pois a cada ano com o lanamento de no-vos modelos, muitos painis eram sucateados pois os custos para alterao eram mai-ores do que a instalao de novos painis.

    Porm, em l968 a GM atravs de sua Diviso Hidromatic preparou as especifi-

    caes detalhadas do que posteriormente denominou-se Controlador Programvel (CP). Estas especificaes retratavam as necessidades da indstria, independente-mente do produto final que iria ser fabricado. Em 1969 foi instalado o primeiro CP na GM executando apenas funes de intertravamento.

    Historicamente os CPs tiveram a seguinte evoluo: De 1970 a 1974, em adi-

    o s funes intertravamento e sequenciamento (lgica), foram acrescentadas fun-es de temporizao e contagem, funes aritmticas, manipulao de dados e intro-duo de terminais de programao de CRT (Cathode Ray Tube).

    De 1975 a 1979 foram incrementados ainda maiores recursos de software que propiciaram expanses na capacidade de memria, controles analgicos de malha fe-

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    chada com algoritmos PID, utilizao de estaes remotas de interfaces de E/S (En-tradas e Sadas) e a comunicao com outros equipamentos inteligentes.

    Com os desenvolvimentos deste perodo, o CP passou a substituir o micro-

    computador em muitas aplicaes industriais. Nesta dcada atual, atravs dos enormes avanos tecnolgicos, tanto de

    hardware como de software, podemos dizer que o CP evoluiu para o conceito de con-trolador universal de processos, pois pode configurar-se para todas as necessidades de controle de processos e com custos extremamente atraentes.

    A AUTOMAO INDUSTRIAL Antes de iniciarmos nosso estudo dos controladores programveis, precisamos

    sedimentar alguns conceitos importantes. Um destes conceitos est relacionado com s respostas para algumas perguntas :

    O que controle ? Conforme o dicionrio (Aurlio Buarque de Holanda Ferreira) podemos definir a

    palavra controle como segue : [Do fr. contrle.] S. m. 1. Ato, efeito ou poder de controlar; domnio, governo. 2.

    Fiscalizao exercida sobre as atividades de pessoas, rgos, departamentos, ou so-bre produtos, etc., para que tais atividades, ou produtos, no se desviem das normas preestabelecidas.

    O controle, vendo sob o ponto de vista tecnolgico, tem um papel importants-

    simo no desenvolvimento de aes planejadas, modelando processos desde os mais simples at os mais complexos.

    O que automao industrial ?

    Controlador

    Processo

    AtuadoresSensores

    Figura 1- Diagrama de blocos de um sistema de autom ao

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    Todas as vezes, relacionado a um processo, que introduzimos alguma nova tcnica de controle estamos falando de automao industrial. Na verdade a utilizao destas tcnicas estar diretamente relacionada com o aumento de produtividade, qua-lidade, flexibilidade e confiabilidade. Note que o termo automao descrever um con-ceito muito amplo, envolvendo um conjunto de tcnicas de controle, das quais criamos um sistema ativo, capaz de fornecer a melhor resposta em funes das informaes que recebe do processo em que est atuando. Dependendo das informaes o siste-ma ir calcular a melhor ao corretiva ser executada. Neste ponto podemos verificar as caractersticas relacionadas com os sistemas em malha fechada, tambm denomi-nados sistemas realimentados (ver figura 1). A teoria clssica de controle define e mo-dela, matematicamente, estas caractersticas dando uma conotao cientfica e tecno-lgica a este assunto.

    NOES DE LGICA COMBINACIONAL Nesta seo iremos trabalhar alguns conceitos importantes para o desenvolvi-

    mento de um processo lgico de raciocnio que mas adiante nos permitir compreender como sero relacionados todos os fatores relevantes elaborao de projetos envol-vendo controladores programveis.

    1.1.1 OPERAES FUNDAMENTAIS A teoria matemtica das proposies lgicas foi apresentada em 1854(1), pelo

    filsofo e matemtico ingls George Boole (1815-1864), definindo assim os conceitos bsicos da chamada lgebra de Boole para dois valores (sistema binrio). Mas foi so-mente em 1938(2), que o engenheiro americano Claude Elwood Shannon, aplicou a teoria de Boole ao estudo e simplificao de funes usadas em telefonia, percebendo que as leis que regem as relaes entre proposies lgicas eram as mesmas que se aplicavam para dispositivos de chaveamento de dois estados, j que estes dispositivos podem assumir os seguintes estados, como por exemplo : ligado ou desligado, a-berto ou fechado, potencial alto ou potencial baixo, verdadeiro ou falso.

    (1) Intitulado como An Investigation of the Laws of Thought (2) Trabalho entitulado como Symbolic Analysis of Relay and Sw itching

    1.1.1.1 FUNES BOOLEANAS A lgebra de Boole est estruturada da seguinte maneira : Um conjunto S; trs

    operaes definidas sobre S (operao E, OU e COMPLEMENTO); Os caracteres 0 e 1. No abordaremos de forma detalha os teoremas, postulados e leis desta teoria.

    Mas a idia de uma funo lgica segue o mesmo conceito das funes da l-

    gebra tradicional, onde uma funo assume um nico valor para cada combinao de valores possveis assumidos pelas suas variveis. Note, que na realidade uma funo lgica (booleana) com n variveis ir apresentar um total de combinaes dadas por 2n. Se adotarmos um procedimento formal para anlise dos valores possveis para uma funo booleana chegaremos a concluso que o processo seria bastante cansativo e

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    muito susceptvel a erros, relacionados basicamente com a falta de ateno. Para facili-tar esta anlise foi proposta, pelo matemtico ingls Charles Lutwidge Dogson(3) (1832-1898), uma forma tabular de representao conhecida como tabela verdade (truth ta-ble). A seguir mostraremos as equaes algbricas e a tabela verdade dos operadores fundamentais da lgebra booleana.

    (3) Cujo pseudnimo era Lewis Carrol, nome adotado quan do escreveu o livro Alice no Pas das Maravilhas

    1.1.1.2 OPERADOR AND

    Equao Algbrica Tabela Verdade

    F = A . B

    1.1.1.3 OPERADOR OR

    Equao Algbrica Tabela Verdade

    F = A + B

    1.1.1.4 OPERADOR NOT

    Equao Algbrica Tabela Verdade

    F = A

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    1.1.1.5 OPERADOR NAND

    Equao Algbrica Tabela Verdade

    F = BA

    1.1.1.6 OPERADOR NOR

    Equao Algbrica Tabela Verdade

    F = BA +

    1.1.1.7 OPERADOR XOR

    Equao Algbrica Tabela Verdade

    F = BABA +

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    TIPOS DE SINAIS

    1.1.2 SINAIS ANALGICOS So sinais que variam continuamente no tempo conforme uma regra de compa-

    rao uma referncia definida. Exemplos : potencimetros, transdutores de temperatura, presso, clula de

    carga, umidade, vazo, medidores, vlvulas e atuadores analgicos, acionamentos de motores, etc.

    1.1.3 SINAIS DIGITAIS So sinais que variam continuamente no tempo assumindo apenas dois valores

    definidos e distintos. Podemos ainda encontr-los subdivididos em dois tipos :

    1.1.3.1 SINGLE BIT Dispositivos deste tipo apresentam sinais que podero ser representados por

    bits individuais. Exemplos : botes, chaves seletoras, chaves fim-de-curso, pressostatos, ter-

    mostatos, chaves de nvel, contatos de rels, contatos auxiliares de contatores, alar-mes, solenides, lmpadas, bobinas de rels, bobinas de contatores, etc.

    1.1.3.2 MULTI BIT Dispositivos deste tipo apresentam sinais representados por bits agrupados em

    conjunto, formando assim o que chamamos de palavra binria. Exemplos : encoder absoluto, chave thumbwheel, etc.

    DEFINIO DE UM CONTROLADOR PROGRAMVEL (IEC 61131-1) Sistema eletrnico digital, desenvolvido para uso em ambiente industrial, que

    usa uma memria programvel para armazenamento interno de instrues do usurio, para implementao de funes especficas, tais como, lgica, sequenciamento, tem-porizao, contagem e aritmtica, para controlar, atravs de entradas e sadas, vrios tipos de mquinas e processos.

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    O CP e seus perifricos, ambos associados, so projetados de forma a poder ser integrados dentro de um sistema de controle industrial e finalmente usados a todas as funes as quais destinado.

    PRINCPIO DE FUNCIONAMENTO O Controlador Programvel, como todo sistema microprocessado, tem seu

    princpio de funcionamento baseado em trs passos:

    Com a partida, o CP executar as seguintes tarefas: 1. Transferir os sinais existentes na interface de entrada para a memria de

    dados (RAM). 2. Iniciar a varredura do software aplicativo armazenando na memria de

    programa (SCAN), utilizando os dados armazenados na memria de da-dos. Dentro deste ciclo, executar todas as operaes que estavam pro-gramadas no software aplicativo, como intertravamentos, habilitao de temporizadores/contadores, armazenagem de dados processados na me-mria de dados, etc...

    3. Concluda a varredura do software aplicativo, o CP transferir os dados pro-

    cessados ( resultados de operaes lgicas) para a interface de sada. Pa-ralelamente, novos dados provenientes da interface de entrada iro alimen-tar a memria de dados.

    ASPECTOS DE HARDWARE O diagrama de blocos abaixo representa a estrutura bsica de um controlador

    programvel com todos os seus componentes. Estes componentes iro definir o que denominamos configurao do CLP.

    Incio

    Ler as entradas

    Executa programa

    Atualiza as Sadas

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    1.1.4 FONTE DE ALIMENTAO A fonte fornece todos os nveis de tenso exigidos para as operaes internas

    do CP (Ex.: CPU, Memria, E/S).

    1.1.5 CPU A CPU o crebro do sistema. Ela l o sinal das entradas na memria de da-

    dos, executa operaes aritmticas e lgicas baseadas na memria de programa, e gera os comandos apropriados para a memria de dados controlar o estado das sa-das.

    Abaixo so apresentadas algumas consideraes e caractersticas principais: Utiliza microprocessadores ou microcontroladores de 8,16 ou 32 bits e, em

    CPs maiores, um coprocessador (microprocessador dedicado) adicional para aumen-tar a capacidade de processamento em clculos complexos com aritmtica de ponto flutuante.

    A maioria dos fabricantes de CPs especificam os tempos de varredura como

    funo do tamanho do programa (p.e.10ms/1k de programa), e situam-se na faixa des-de 0,3 at 10ms/k, caracterizando a existncia de CPs rpidos e lentos.

    Alguns fabricantes provem recursos de hardware e software que possibilitam

    interrupes na varredura normal de forma a ler uma entrada ou atualizar uma sada imediatamente.

    MemriaProcessador

    Barramento(dados, endereos, controle)

    Entradas Sadas

    Fonte

    Figura 2 - Diagrama de blocos simplificado de um controlador programvel

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    Recursos de auto-diagnose para deteco e indicao de falhas (Comunica-o, memria, bateria, alimentao, temperatura, etc.) so tambm disponveis em al-guns CPs. Normalmente os indicadores esto localizados na parte frontal do carto da UCP.

    1.1.6 MEMRIAS Memria de Dados : tambm conhecida como memria de rascunho. Serve pa-

    ra armazenar temporariamente os estados E/S, marcadores presets de temporizado-res/ contadores e valores digitais para que o CPU possa process-los. A cada ciclo de varredura a memria de dados atualizada. Geralmente memria RAM.

    Memria de Usurio : serve para armazenar as instrues do software aplicati-

    vo e do usurio ( programas que controlam a mquina ou a operao do processo), que so continuamente executados pela CPU. Pode ser memria RAM, EPROM, E-PROM, NVRAM ou FLASH-EPROM.

    1.1.7 INTERFACES DE ENTRADA/SADA O hardware, de E/S, freqentemente chamado de mdulos de E/S, a interfa-

    ce entre os dispositivos conectados pelo usurio e a memria de dados. Na entrada, o mdulo de entrada aceita as tenses usuais de comando (24VCC,110/220 VCA) que chegam e as transforma em tenses de nvel lgico aceitos pela CPU. O mdulo de sada comuta as tenses de controle fornecidas, necessrias para acionar vrios dis-positivos conectados.

    Os primeiros CPs, como j mencionado anteriormente, eram limitados a inter-

    faces de E/S discretas, ou seja, admitiam somente a conexo de dispositivos do tipo ON/OFF (liga/desliga, aberto/fechado, etc.), o que, naturalmente, os limitavam um con-trole parcial do processo, pois, variveis como temperatura, presso, vazo, etc., medi-das e controladas atravs de dispositivos operados normalmente com sinais analgi-cos, no eram passveis de controle. Todavia, os CPs de hoje, provem de uma gama completa e variada de interfaces discretas e analgicas, que os habilitam a praticamen-te qualquer tipo de controle.

    As entradas e sadas so organizadas por tipos e funes, e agrupadas em

    grupos de 2, 4, 8, 16 e at 32 pontos (circuitos) por interface (carto eletrnico) de E/S. Os cartes so normalmente do tipo de encaixe e, configurveis, de forma a pos-sibilitar uma combinao adequada de pontos de E/S, digitais e analgicas.

    A quantidade mxima de pontos de E/S, disponveis no mercado de CPs, pode

    variar desde 16 a 8192 pontos normalmente, o que caracteriza a existncia de peque-nos, mdios e grandes CPs.

    Embora uma classificao de CPs devesse considerar a combinao de diver-

    sos aspectos (n. de pontos de E/S, capacidade de memria, comunicao, recursos

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    de software e programao, etc.), para propsitos prticos, podemos considerar a se-guinte classificao: Micro e Mini CPs; CPs de pequeno porte; CPs de mdio porte; CPs de grande porte.

    As figuras abaixo apresentam uma idia bsica de como estas interfaces so

    implementadas.

    ConversorA/D

    Registradores

    Configurao

    Canais

    CPU

    Figura 3 Configurao tpica de uma interface de entrada analgica.

    Figura 4 Configuraes tpicas para interfaces de entrada digital.

    fotoacoplador

    Vcc

    PNP

    Sensor

    fotoacoplador

    NPN

    Vcc

    Sensor

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    ConversorD/A

    Registradores

    Configurao

    Canais

    CPU

    Figura 5 Configurao tpica para interfaces de sada analgica.

    Vc [+]

    Vc [-]

    Carga

    Vc [+]

    Vc [-]

    Carga 1

    Carga 2

    Carga N

    comum

    Figura 6 Configuraes tpicas para interfaces de sada di gital a rel.

    Vc [+]

    Vc [-]

    Carga

    Figura 7 Configurao tpica para uma interface de sada digital a transistor.

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    1.1.8 PERIFRICOS Dentre os diversos equipamentos perifricos ao CPs podemos destacar os de

    programao, que basicamente, tem por finalidade principal a introduo do programa de controle na memria do CP e a visualizao e documentao do mesmo.

    Os equipamentos de programao mais comumente utilizados so os seguin-

    tes:

    1.1.8.1 TERMINAL INTELIGENTE Sendo microprocessado, capaz de executar funes de edio de progra-

    mas e outras independentemente da UCP do controlador. Ele possui sua prpria me-

    Impressoras

    Programadores dedicados

    Terminais Inteligentes

    Microcomputadores

    Interface Homem-Mquina

    IHM Touch Screen

    CLP

    Figura 8- Perifricos mais utilizados

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    mria com software para criao, alterao e monitorao dos programas. A grande vantagem a de poder tambm editar e armazenar os programas de controle sem es-tar acoplados ao CP. Esta capacidade conhecida como programao off-line.

    Em geral, estes terminais possuem acionadores de Floppy-Disks (discos fle-

    xveis) e programadores de EPROMs o que possibilita tambm o arquivo de progra-mas tanto em Floppy-Disks como em EPROMs.

    Alguns terminais possuem ainda uma interface de rede o que permite acopl-

    los s redes locais de comunicao. Este arranjo permite o terminal acessar qualquer CP na rede, alterar parmetros ou programas, e monitorar quaisquer elementos sem estar acoplado diretamente a qualquer CP. Com software adequado, este arranjo pode permitir tambm um meio centralizado de aquisio e apresentao, inclusive grfica, dos dados dos diferentes controladores da rede.

    Uma desvantagem, que estes terminais no so intercambiveis entre dife-

    rentes fabricantes de CPs.

    1.1.8.2 MICROCOMPUTADORES Com o advento dos microcomputadores pessoais (PCs) e com a crescente uti-

    lizao dos mesmos em ambientes industriais, a grande maioria dos fabricantes de-senvolveram software especiais que possibilitaram utiliz-los tambm como programa-dores tanto on line como off line. A grande maioria destes software foram desenvol-vidos com base na linha de micros compatveis com os IBM-PCs, facilitando inclusive a compilao de programas em linguagens de alto nvel (BASIC, C, PASCAL, etc.).

    H atualmente uma acentuada utilizao destes equipamentos com CPs, prin-

    cipalmente como Interface Homem-Mquina/Processo no nvel de Superviso do con-trole de processos, tema este que abordaremos no captulo 6.

    1.1.8.3 MINI-PROGRAMADORES (TERMINAIS DE BOLSO) So bastante compactos, assemelhando-se em muito com as calculadoras de

    mo. Este equipamento preferencialmente utilizado para aplicao no campo, para testes e parametrizao.

    1.1.8.4 OUTROS PERIFRICOS Ainda dentro da famlia de equipamentos perifricos aos CPs podemos desta-

    car os seguintes: INTERFACE HOMEM/MQUINA: Com dimenses reduzidas, so utilizados

    principalmente para introduo e visualizao de dados e mensagens. So compostos

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    de um teclado numrico-funcional, muitas vezes do tipo membrana, e de display alfa-numrico, sendo gerenciados por um microprocessador.

    IMPRESSORAS: So utilizadas normalmente para prover cpia do programa

    de controle e gerao de relatrios e mensagens ao operador. A comunicao feita normalmente atravs de interfaces de comunicao serial padro RS 232C.

    1.1.9 INTERFACEAMENTO DE PERIFRICOS COMUNICAO SERIAL: a mais comumente utilizada para a maioria dos

    perifricos e feita utilizando-se simples cabos de par traado. Os padres mais utili-zados so o RS 232C, loop de corrente 20mA, e o RS-422/RS-485 em alguns casos.

    RS-232C: Este padro define basicamente as caractersticas dos sinais eltri-

    cos, bem como os detalhes mecnicos (pinagem) da interface. empregada para velocidades de transmisso de at 20k baud (bits/seg) e

    distncia mxima de 15 metros. (Com a utilizao dos modems esta distncia pode ser ampliada).

    RS-422/RS-485: uma verso melhorada do padro RS-232C. Ela possibilita,

    principalmente, o emprego de velocidade de transmisso de at 100k baud para dis-tncia de at 1200m, podendo alcanar velocidades da ordem de MBaud para distn-cias menores.

    LOOP DE CORRENTE 20mA: A interface de loop de corrente idntica a RS-

    232C e, evidentemente como baseada em nveis de corrente em vez de tenso, pos-sibilita o emprego em distncias bem maiores. Muitos CPs oferecem ambos os pa-dres, RS-232C e loop de corrente.

    ASPECTOS DE SOFTWARE Alm do nmero de pontos de E/S, o que determina a utilizao de um CP so

    os recursos de software disponveis, isto , que funes ele pode executar. Todos os CPs possuem as seguintes funes bsicas de software :

    - Lgica E, OU e XOR; - SET e RESET - Temporizao e contagem; - Clculos com aritmtica bsica (+,-,x,); - Parnteses ( para associao de lgicas); - Comparao de valores; - Registrador de deslocamento; - Salto.

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    A medida que os CPs tem sua capacidade de processamento aumentada, sur-ge a necessidade de funes de software mais avanadas, tais como:

    - Clculos com ponto flutuante; - Clculos integrais e trigonomtricos; - Malhas de controle PID; - Posicionamento; - Contagem rpida; - Leitura de sinais analgicos; - Leitura de sinais de temperatura; - Linearizao de sinais analgicos; - Lgica fuzzi; - Outros.

    1.1.10 LINGUAGENS DE PROGRAMAO A programao traduz as funes a serem executadas; para tanto ela deve ser

    a mais simples possvel. Utilizando-se de linguagem especfica, baseando-se na me-motcnica, a linguagem de programao usa abreviaes, figuras e nmeros de tal forma a formar-se acessvel a todos os nveis tecnolgicos.

    Os tipos de funes so associaes lgicas ( E, OU, etc), funes de me-

    mria ( SET, RESET, etc), funes de contagem, temporizao, aritmticas e outras mais especficas. A forma visual que a instruo se apresenta depende unicamente do tipo de sistema utilizado pelo programador. Seja por exemplo, a associao lgica OU entre duas informaes que chamaremos de entradas por traduzirem informaes do processo. O resultado desta associao ser armazenado em uma memria para de-pois ser utilizado, na dependncia da ordem de operao. Podemos representar essa associao na forma de diagrama de contatos (Ladder).

    Podemos ainda representar a associao atravs de um esquema de funcio-

    namento ou diagrama lgico. As vantagens e desvantagens de cada uma das formas de linguagem de pro-

    gramao so dependentes dos conhecimentos do programador. A linguagem mais difundida at agora tem sido o diagrama de contatos (LAD-

    DER), devido a semelhana com os esquemas eltricos usados para o comando con-vencional e a facilidade de visualizao nas telas de vdeo dos programadores (CRT).

    As funes aplicadas aos processadores de palavra (byte processor) so ba-

    seadas na mesma filosofia, porm as operaes so de uma gama mais variada.

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    O Software pode apresentar-se de forma linear, onde o programa varrido desde a primeira instruo at a ltima no importando-se com a necessidade ou no de ser executada parte do programa.

    Essa programao linear caracterstica dos processadores mais simples (Bit

    Processor). Outra forma de programao a programao estruturada onde um programa

    principal lido e, conforme a seqncia dos eventos, os blocos de programa e funes so executados.

    A programao estruturada permite a otimizao do Software adaptando assim

    as necessidades de cada comando, oferecendo ainda a possibilidade de utilizao de subrotinas e subprogramas.

    Alguns Softwares de programao permitem migrar de uma linguagem para ou-

    tra. Como por exemplo, de Ladder para lista de instruo, de Ladder para diagrama lgico e vice versa.

    Listas de instrues

    A lista ao lado mostra um exemplo da linguagem escrita na forma de mnemnicos booleanos (TP-02 - Weg).

    Diagrama de contatos

    Ao lado apresentamos um exemplo de instrues escritas na forma de diagrama de contatos ou Ladder (TP-02 Weg).

    .......0001 STR X0010002 OR X0020003 AND NOT X0030004 AND NOT C0200005 OUT C0010006 STR C0010007 TMR V001 V0020008 OUT C050................

    TMR V001 V002

    C001 C050

    X002

    X001 X003 C020 C001

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    Diagrama de blocos

    Ao lado temos um e-

    xemplo de instrues escritas em diagrama de blocos ou blocos funcionais.

    SISTEMAS ASSOCIADOS Atualmente os controladores programveis trabalham isoladamente, exceto em

    aplicaes muito pequenas, e de maneira geral eles compem com outros equipamen-tos um sistema integrado de controle. A seguir abordaremos algumas questes interes-santes com relao a este aspecto.

    1.1.11 REDES DE COMUNICAO A utilizao de processamento distribudo e de redes vem apresentando um

    crescimento significativo nos ltimos anos. O advento dos chamados sistemas distribu-dos tem exigido o desenvolvimento de novos modelos de programao e tambm de ferramentas apropriadas para o compartilhamento de recursos e de informaes. Nos ltimos anos vem-se verificando uma forte tendncia de substituir sistemas computa-cionais centralizados, geralmente baseados em equipamentos de grande porte, por sistemas distribudos, compostos por diversos similares de menor porte.

    Para contribuir com essa tendncia salienta-se que os processadores se torna-

    ram muito mais baratos nos ltimos anos, a modularidade obtida conduz a sistemas de mais fcil instalao, manuteno e expanso, alm de permitir que o processo conti-nue operando mesmo que um dos integrantes apresente uma falha. Esse controle dis-tribudo, no entanto, somente vivel se todos os integrantes do sistema puderem tro-car informaes entre si de modo rpido e confivel. Dessa necessidade surgiu um campo vastssimo de tecnologia em redes de comunicao. Diversos so os tipos, pa-dres, protocolos e centros de pesquisa e desenvolvimento em torno desse assunto.

    Rede de comunicao o conjunto de equipamentos e software utilizados para

    propiciar o trnsito de informaes entre os diversos nveis hierrquicos e participantes de um processo industrial chamado de rede de comunicao para automao. Atu-almente, uma das caractersticas importantes de uma rede de comunicao que ela seja aberta.

    OR

    AND

    I 1.1

    I 1.2

    I 2.3M 100

    O 3.2

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    Vantagens do uso de redes abertas

    Flexibilidade para estender a rede e conectar diferentes mdulos na mesma li-

    nha Cobertura de distncias muito maiores que as conexes tradicionais Reduo substancial da quantidade de cabos Ampliao do domnio da aplicao Reduo global de custos Simplificao da instalao e operao Reduo do custo de engenharia (acumulao do know-how devido experin-

    cia) Disponibilidade de ferramentas para instalao e diagnose Possibilidade de conectar produtos de diferentes fabricantes

    Requisitos para uma rede industrial

    Determinismo Flexibilidade Interoperabilidade Custo efetivo baixo Confiabilidade e segurana

    Rede Corporativa (Escritrio)

    Rede Industrial (Cho de fbrica)

    Figura 9- Trnsito de informaes atravs de uma rede de c omunicao

  • WEG Transformando Energia em Solues 21

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    Facilidade de uso Soluo completa para automao Ser aberto Padronizado Veloz

    Grupos interessados em redes Existem trs categorias de profissionais particularmente interessados no uso

    das redes: a) Consumidores: todos os operadores e administradores que no dia-a-dia uti-

    lizam o computador para fazer setups de sistemas, download de receitas e controle de processos, bem como acompanhamento de resultados;

    b) Integradores: empresas que utilizam as ferramentas de hardware e softwa-

    re disponveis no mercado para implementar solues de automao usando redes de comunicao;

    c) Fornecedores: empresas que desenvolvem equipamentos de visualizao

    de dados, controle de variveis, aquisio de dados e medio de grandezas para co-nexo direta em redes de comunicao. A Weg enquadra-se nos trs grupos, pois consumidora enquanto usa redes de comunicao nos mais diversos setores de fabri-cao e corporativo; integradora enquanto fornece solues completas de automao industrial baseadas em redes para seus clientes internos e externos e fornecedora enquanto desenvolve equipamentos como o drive CFW-09, que podem ser diretamente ligados s modernas redes de comunicao.

    Meios fsicos, topologias e protocolos para redes Como MEIO para trfego das informaes utilizam-se cabos condutores el-

    tricos de diversos tipos, fibras ticas ou at mesmo ondas de rdio. A escolha do meio est associada a fatores como distncia entre estaes participantes, atenuao do sinal, imunidade a perturbaes externas e velocidade de transferncia das infor-maes.

    Tradicionalmente utilizam-se cabos condutores eltricos que apresentam bom

    desempenho em todos os quesitos de escolha. Observa-se no entanto uma tendncia de uso da fibra tica como meio de transporte para redes industriais, devido s suas excelentes caractersticas e reduo no seu custo devido ao crescente uso no setor de telecomunicaes.

    As redes de comunicao so elaboradas a partir de trs tipos de topologia ou da combinao dessas.

  • WEG Transformando Energia em Solues 22

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    Protocolo O protocolo de uma rede o conjunto de regras e convenes de linguagem

    que so empregadas entre os participantes da rede para a troca de informaes. Os protocolos, assim como as lnguas, so muitos e cada um com suas particularidades. Existem no entanto alguns que se sobressaem devido grande disseminao do seu uso e aprovao junto aos fabricantes de equipamentos, integradores e usurios.

    Protocolos mais usados Os protocolos atualmente aceitos so baseados em um documento desenvol-

    vido pela ISO (International Standards Organization). Esse documento denominado OSI (Open System Interconnection) um modelo de referncia para o desenvolvimento de protocolos de comunicao. A estrutura do modelo OSI baseada em 7 camadas. Softwares desenvolvidos com base nesse modelo so ditos ABERTOS, pois qualquer fabricante de equipamentos pode us-lo para desenvolvimento de produtos que alme-jem ser usados em rede. Destacam-se hoje os seguintes padres de rede que seguem o modelo OSI (Normalizado):

    PROFIBUS DeviceNET ETHERNET

    Figura 10-Tipos de topologia para interligao de equipamentos em rede

  • WEG Transformando Energia em Solues 23

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    Redes PROFIBUS A PROFIBUS, de origem europia, um padro aberto de comunicao para

    um largo campo de aplicaes em automao da manufatura, predial e processo. A independncia de fabricante e abertura so garantidas pelo padro PROFIBUS EN50170. Com o PROFIBUS, dispositivos de fabricantes diferentes podem se comuni-car sem adaptaes especiais de interface. Existem trs tipos de PROFIBUS: a FMS, a DP e a PA. Dessas a DP a mais utilizada.

    PROFIBUS-FMS (Fieldbus Message Specification) Soluo de uso geral para tarefas de comunicao no nvel clula. Servios

    poderosos de FMS permitem largo campo de aplicaes e proporcionam grande flexibi-lidade. Pode tambm ser usado para tarefas complexas e extensas de comunicao.

    PROFIBUS-DP (Descentralized Peripheria) Otimizado para alta velocidade e conexo de baixo custo. Esta verso de

    PROFIBUS projetada especialmente para comunicao entre sistemas de controle de automao e I/O distribudo em nvel de dispositivo.

    PROFIBUS-PA (Process Automation) Projetado especialmente para automao de processo (instrumentao). Per-

    mite que transmissores e atuadores sejam ligados em uma linha comum de rede regu-lar em reas intrinsecamente seguras. O PROFIBUS-PA permite comunicao de da-

    Figura 11- A rede Profibus-DP a mais utilizada atualmente

  • WEG Transformando Energia em Solues 24

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    dos e alimentao sobre a rede usando tecnologia de 2 fios de acordo com a Norma Internacional IEC 1158-2.

    Redes DeviceNET A DeviceNET, de origem norte-americana, um protocolo de comunicao pa-

    ra ligar dispositivos industriais como fins de curso, sensores fotoeltricos, manifolds, partidas de motor, sensores de processo, leitores de cdigo de barra, drivers de fre-qncia varivel e interface de operador a uma nica rede.

    O DeviceNET baseado num protocolo de comunicao chamado CAN. O

    CAN foi originalmente desenvolvido pela Bosch para o mercado de automvel europeu para substituir os caros chicotes de cabo por um cabo em rede de baixo custo interl i-gando componentes inteligentes como o computador de bordo, freios ABS, alarmes etc.

    Figura 12- Estrutura tpica baseada em rede PROFIBUS

  • WEG Transformando Energia em Solues 25

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    Redes Ethernet O padro Ethernet um dos mais populares e difundidos nas redes corporati-

    vas (escritrios) instaladas e certamente o mais empregado em novos projetos. Sua popularidade deve-se a difuso em larga escala dos micro-computadores.

    Ao contrrio da PROFIBUS e DeviceNET, a ETHERNET no determinstica e

    ocorrem colises de dados na rede. Isso do ponto de vista da automao no reco-mendvel pois pode comprometer o desempenho do sistema que est sendo controla-do. Como o tempo no to crtico nas transaes de informaes no nvel corporativo e de escritrio, uma vez detectada uma coliso as mensagens so retransmitidas obe-decendo uma lgica prpria da ETHERNET. Na PROFIBUS e Device-NET as colises no ocorrem pois o controlador de acesso ao meio entrega um token (ficha) ao inte-grante da rede que est na vez de transmitir. Existe um escalonamento pr-definido que torna o sistema determinstico.

    O grande interesse das empresas e dos consumidores em geral tem levado a

    desenvolvimentos e aprimoramentos da ETHERNET que recentemente elevou a taxa de transmisso mxima de 10 para 100Mbits/s na chamada Fast Ethernet. Mas o traba-lho no para por a. Foi iniciado mais um grupo de trabalho com a denominao IEEE 802.3z e IEEE 802.3ab cujo objetivo apresentar as especificaes de mais um tipo de rede ETHERNET sinalizando em 1000Mbits/s, chamada de Gigabit Ethernet. O desen-volvimento do novo padro comea a demonstrar que a era dos cabos eltricos pode estar chegando ao fim. As novas especificaes j sero baseadas na tecnologia de fibra tica.

    Figura 13- Estrutura tpica basead a em rede DeviceNET

  • WEG Transformando Energia em Solues 26

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    Outra grande novidade que o problema da falta de determinismo na rede E-

    thernet tambm vem sendo tratado e solues baseadas na utilizao de equipamen-tos especiais, chamados SMART HUB, esto comeando a se tornar realidade. Os sis-temas de automao de mdio e grande porte que no sejam baseados em rede de comunicao j esto ultrapassados. Os modernos equipamentos como PCs, Drives (Soft-Starter, Inversores, Servo-drives), CCM inteligentes (CCM-03i) e CLPs j so concebidos voltados para este tipo de aplicao. A arquitetura utilizada nos projetos modernos de automao est buscando um nico padro ou um nmero menor de ti-pos de redes para interligar seus participantes. A arquitetura utilizada pela Weg em seus mais recentes projetos segue tambm essa tendncia usando apenas dois nveis de rede.

    O trabalho dos comits normatizadores buscando a padronizao dos protoco-

    los , o aumento do uso e barateamento da fibra tica como meio fsico bem como o aumento da velocidade de transmisso iro contribuir significativamente para o uso generalizado das redes de comunicao para automao industrial.

    1.1.12 SUPERVISO E CONTROLE Um sistema de controle de um mquina, conjunto de mquinas ou processo,

    pode configurar-se de diversas formas: individualmente, centralizado ou distribudo. A definio e adoo da forma mais adequada, vai depender, tambm, de uma

    avaliao dos diversos aspectos envolvidos, tais como, complexidade do sistema, flexi-bilidade desejada, nvel de redundncia, integrao, manutenabilidade, custo, etc. O

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    Processo

    Controle

    Superviso

    Coordenao ougerenciamento

    Comando global ouplanejamento

    Nvel 1

    Nvel 2

    Nvel 3

    Nvel 4

    que vale a pena destacar, que o controlador programvel, independentemente da configurao adotada, aparece como uma excelente opo, como equipamento de con-trole. Os recursos de software para funes de sequenciamento e intertravamento, con-trole de malha aberta e fechada, bem como, a disponibilidade de distribuio do contro-le, atravs das redes de comunicao e dos seus mdulos especiais inteligentes, per-mitindo, desta forma, a implementao parcial ou total da redundncia no sistema, con-firmam nossa afirmao.

    Os sistemas modernos de automao industrial esto sendo baseados em ar-

    quiteturas verticalmente distribudas, conforme a figura 3. A implementao do nvel de superviso do controle do processo, ou seja, da

    interface homem-processo, assume, tambm, papel muito importante dentro desta es-trutura hierrquica de controle. Evidentemente, existem vrias maneiras de implemen-tao, e a utilizao de CPs, no nvel de controle, possibilita tais opes. A utilizao dos tradicionais painis sinpticos de controle, em funo da ocupao em demasia, muitas vezes, do espao disponvel, bem como, pela pouca flexibilidade para possveis alteraes, tem sido preterida.

    A opo que vem se apresentando como bastante atraente, sendo cada vez

    mais empregada, tanto no mercado internacional como brasileiro, a utilizao dos microcomputadores e seus perifricos, como interface homem-processo.

    O xito da utilizao deste equipamento em conjunto com CPs, decorrente

    da sua srie de vantagens proporcionadas: - ambiente de hardware e software propcio para o desenvolvimento de pro-

    gramas dedicados s funes de superviso, tendo em vista, o bom suporte de softwa-re, especificamente linguagens de programao de alto nvel;

    - capacidade de memria e velocidade de processamento adequadas maioria das aplicaes;

    Figura 14 - Arquitetura de um sistema de autom ao

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    - modularidade e portabilidade dos programas; - facilidade de acrscimo de novas funes e de manuteno das j existentes; - linguagem grfica de fcil manuseio para construo de telas de sinpticos de

    processos, etc.; - custo relativamente baixo. A tendncia verificada a da utilizao de microcomputadores compatveis

    com o IBM-PC. A forma construtiva destes microcomputadores depende basicamente do local onde ser instalado. Podendo ser um micro industrial de mesa, uma worksta-tion com monitor e teclado incorporado, ou uma placa que pode ser conectada no pr-prio Rack do CP.

    As principais funes implementadas pelo microcomputador so as seguintes: - Apresentao de sinpticos do processo, com atualizao dinmica dos valo-

    res reais e tericos das variveis controladas; - Apresentao de frontais de instrumentos, com informaes relativas a cada

    malha, tais como, limites de alarme, ponto de ajuste (set-point), parmetros de controle (ganhos), etc.;

    - Registro de tendncia (representao grfica x tempo), em tempo real, das variveis controladas;

    - Registro de tendncia histrica, atravs da armazenagem das informaes anteriores, com apresentao sob solicitao ou freqncia pr-determinada;

    - Registros de alarmes ( ocorrncias, conhecimento e retorno ao normal), e e-ventos (troca de estado das malhas, alterao de set-points, limites de alarmes, etc), com indicao da data, hora e descrio do evento ou alarme;

    - Hard-copy das telas em impressoras; - Manuteno de biblioteca de procedimentos padro, para ser consultada pelo

    operador em caso de tomadas de deciso; - entre outras. A adoo de dois microcomputadores acoplados rede de comunicao, com

    subdiviso de atribuies, bem como, a possibilidade de operao backup de cada um deles, ou seja, o controle integral de um no caso de uma falha do outro, uma prtica largamente empregada.

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    Figura 15 - Exemplo de tela utilizada em um sistema de superviso

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    ANEXOS

    1.1.13 - MANUAL DO PC12 DESIGN CENTER VERSO 2.0

    Requisitos de Sistema

    O PC 12 Design Center necessita dos seguintes requisitos bsicos para funcionar corret amente : - Um computador pessoal compatvel com o IBM -PC com processador Pent ium 133 MHz ou superior; - Pelo menos 10 Mbytes de espao livre de disco rgido; - 32 Mbytes de memria RAM (64 Mbytes recomendado) - Microsoft Windows 95 ou superior;

    Nota : Feche todos os outros programas/aplicativos abertos pois o PC12 requer muita memria disp onvel.

    Instalao

    Para instalar o programa basta seguir os seguintes passos :

    - Ative seu browser e v at o endereo www.weg.com.br; - Clique sobre o link downloads e sistemas online ; - Na lista de softwares ou sistemas weg, escolha : software de programao do control. TP-02 PC-12 V2.0; - Em seguida, clique sobre o cone: Fazer o Download; - Aguarde o fim do processo e instale o aplicativo, executando o arquivo de SETUP; - Siga as orientaes do instalador at a concluso da instalao.

    Nota : Caso ocorra algum problema ou falha durante a instalao do PC12, entre em contato com a WEG Equ i-

    pamentos Eltricos S/A Diviso Automao.

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    ( 1 ) ( 2 ) ( 3 )

    ( 7 ) ( 8 ) ( 9 ) ( 10 )

    ( 5 ) ( 4 )

    Viso Geral

    O PC12 Design Center permite ao usurio criar o software aplicativo para toda linha TP02 de controladores programveis. A seguir faremos uma descrio das principais caracters-ticas ( telas, menus, comandos bsicos, arquitetura de memria, etc ... ) , bem como aplicaremos alguns exerccios para fixao dos conceitos e comandos.

    Tela Principal

    A figura 15 mostra a tela principal do PC12 Design Center. Os detalhes referentes a ca-

    da uma das partes da interface feita em seguida.

    ( 1 ) Menu Pri ncipal ( 2 ) Barra de Botes ( 3 ) Tela de edio do pr ograma ( 4 ) Barra de Ferramentas do editor L adder ( 5 ) Barra de Ferramentas do editor Boolean ( 6 ) Nome do arquivo ativo para edio ( 7 ) Indicao do mdulo bsico ( 8 ) Porta de comunicao serial selecionada ( 9 ) Status de operao do TP02 (10) Display do Relgio de Tempo Real ( Real Time Clock), disponvel somente para os md u los de 40 e 60 pontos.

    ( 6 )

    Figura 16 Tela Principal

  • WEG Transformando Energia em Solues 32

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    Opes do Menu Principal :

    File Menu (Menu Arquivo)

    - New ( Novo ) : Para criar um novo arquivo de progra ma; - Open ( Abrir ) : Para abrir um arquivo de programa previamente cri ado; - Load ( Carregar ) : Para carregar um outro programa no aplicativo ativo; - Save ( Salvar ) : Para salvar o programa que est sendo editado (*); - Save As ( Salvar Como ) : Para salvar o programa ati vo com um outro nome; - Print ( Imprimir ) : Para imprimir o aplicativo ou seus parmetros; - Print Preview ( Visualizar Impresso ) : Permite uma visualizao antecipada do aplicativo ou seus parm e-

    tros; - Print Setup ( Ajuste de Impresso ) : Par a selecionar e configurar a impressora; - Exit ( Sair ) : Para encerrar a edio e fechar o PC12 Design Center;

    Barra de Botes (**) :

    New Print Preview

    Open

    Print

    Save

    (*) Quando um aplicativo salvo so gerados os seguintes arquivos :

    - nomearquivo.PLC : define o programa do usurio (aplicativo); - nomearquivo.sys1 : arquivo de dados para a memria de sistema (WSxxx); - nomearquivo.sys2 : arquivo de dados para os marcadores especiais (SCxxx); - nomearquivo.cnt : salva a posio (endereo) do f inal do programa Ladder; - nomearquivo.reg1 : arquivo de dados para os registradores Vxxxx; - nomearquivo.reg2 : arquivo de dados para os registradores Dxxxx; - nomearquivo.reg3 : arquivo de dados para os registradores WCxxxx; - nomearquivo.sym : arqui vo de dados para o rtulos (symbols); - nomearquivo.file : arquivo de dados para os registradores de texto; - nomearquivo.cmt : arqui vo de dados para os comentrios do aplicati vo;

    Figura 17 - File Menu (Menu Arquivo)

  • WEG Transformando Energia em Solues 33

    Mdulo 3 Automao de Processos Industriais

    - nomearquivo.typ : registra o tipo de mdulo bsico; (**) A Barra de Botes permite um aces so mais rpido e direto ao menu desejado.

    Edit Menu ( Menu Editar )

    - PLC Type (Tipo de PLC) : Define o tipo de unidade bsica para o qual ser criado o aplic ativo;

    TP02 - 20/28 pontos 1,5 kwords

    Capacidade de memria disponvel

    TP02 40/60 pontos 4,0 kwords

    - Clear Memory (Limpar Memria) : Para limpar o aplicativo e/ou ajustes do PC12 conforme as seguintes opes :

    Figura 18 Edit Menu (Menu Editar)

    Figura 19 Caixa de dilogo CLP Type (Menu Editar)

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    Clear Program Apaga todas as instrues do aplicati vo; Clear Symbol Apaga todos os rtulos atribuidos aos contatos e registradores; Clear System Reseta todos os ajustes da System Memory (WSxxx) e marcadores especiais (SCxxx)

    para seus valores default; Clear Register/Data/Text Limpa todos os valores dos registradores (Vxxx, Dxxx, W Cxxx) e arquivos

    de texto (FL001~130); - Boolean (Lista de Instrues) : Ativa o modo de edio em Booleano (lista de instrues); Barra de Botes :

    Modo de edio em Boolean

    Esta funo converter o programa editado em linguagem Ladder (di agrama de contatos) para a codificao em Boolean (lista de instrues) automatic amente.

    - Ladder (Diagrama de Contatos) : Ativa o modo de edio em Ladder (diagrama de co ntatos); Barra de Botes :

    Modo de edio em Ladder

    Esta funo converter o programa editado em Boolean (lista de instrues) para Ladder (diagrama de contatos) automatic amente.

    - Data Memory (Memria de Dados) : Para editar valores de dados ou contedo de registradores Vxxx, Dxxx, WCxxx, e arquivos de texto (FL001~130);

    Para que os registradores entre V001~V256 recebam o valor atribuido pela caixa de di logo mostrada na Figura 15, o endereo WS022 deve ser ajust ado com o valor igual a 1.

    Figura 20 Caixa de dilogo Clear M emory (Menu Editar)

  • WEG Transformando Energia em Solues 35

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    Barra de Botes :

    Ativa a caixa de dilogo para edio da memria de dado s (opo Vxxx) []

    - System Memory (Memria de Sistema) : Para ajustar os parmetros do TP02, incluindo a m emria de sistema (WSxxx) e marcadores especiais (SCxxx);

    [ ] Ver a Figura - 15

    Figura 21 Caixa de dilogo para edio dos registradores

    Figura 22 Caixa de dilogo para edio dos registradores

  • WEG Transformando Energia em Solues 36

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    Barra de Botes :

    Ativa a caixa de dilogo para edi o da memria de dados (opes WS e SC) []

    - Symbol (Rtulos) : Para atribuir r tulos aos endereos de entradas, sadas, acumuladores, s equenciadores, marcadores simples e especiais; Barra de Botes :

    Ativa a caixa de dilogo para edio de rtulos (En dereos : Xxxx, Yxxx, Dxxx, Vxxx, Sxxx, Cxxx, SCxxx )

    Exemplo : Suponhamos que no diagrama eltrico haja um boto designado como SH1 (tag ou rtulo) e que no endereamento do software tenhamos definido esta entrada como X010. Poderemos associar ao ender eo X010 o rtulo/smbolo SH1, de maneira que quando lermos o aplicativo ficar fcil identif icarmos o que aquele endereo representa no diagrama eltrico.

    O controlador reconhece somente o endereamento

    Figura 23 Caixa de dilogo para definio de rtulos

  • WEG Transformando Energia em Solues 37

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    - Used Table (Tabela de utilizao) : Para verificar quais endereos esto sendo como sadas e acumulado-res que estejam sendo com contatores/temporizadores de ntro do aplicativo;

    Barra de Botes :

    Ativa a caixa de dilogo da tabela de utilizao

    Quando um endereo estiver sendo utilizado, um asterstico aparecer ao lado do mesmo na tabela mostrada pela Figura-18.

    - Check Logic (Compilador) : Verifica se existem erros de sintaxe no aplicativo e gera o arquivo executvel que ser escrito na memria do contro lador;

    Efetua a compilao e gera o programa executvel do software aplicativo

    Quando o compilador encontra algum erro emitido uma mensagem especificando o tipo de problema encontrado. Cada erro possui uma mensagem especfica e esta codificao apre-sentada detalhadamente no tpico Mensagens de Erro..

    - Sort Right (Alinhamento a direita) : Alinha a ltima clula de cada linha de programa com o lado direito da tela de edio; Barra de Botes :

    Para alinhar ltimas clulas a direita da tela de edio

    Figura 24 Tela Used Table

  • WEG Transformando Energia em Solues 38

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    Exemplo :

    Figura 25 Tela antes do commando Sort Right

    Figura 26 Tela depois do commando Sort Right

  • WEG Transformando Energia em Solues 39

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    PLC Menu ( Menu PLC )

    Voc poder utilizar todas as funes deste menu quando o PC12 estiver comunicando com o TP02

    - Write ( Escrever ) : Para definir o que ser transferido para a memria do c ontrolador conforme as seguintes opes :

    Write Program Data Transfere o programa executvel para a memria do control ador; Write System Data Transfere os valores ajustados na memria de sistema ( WSxxx ); Write Vxxx Data Transfere os valores ajustados para os registradores Vxxx; Write Dxxx Data Transfere os valores ajustados para os registradores Dxx x; Write WCxxx Data Transfere os valores ajustados para os registradores WCxxx; Write FLxxx Data Transfere os arquivos de texto editados n os registradores FL001~130;

    Figura 27 PLC Menu

    Figura 28 Caixa de dilogo Write

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    - Read ( Ler ) : Para carregar no PC12 os dados armazenados na memria do controlador conforme as s e-guintes opes :

    Read Program Data Carrega o programa executvel para o microcomputador ( PC12 ); Read System Data Carrega os valores armazenados na memria de sistema ( WSxxx ); Read Vxxx Data Carrega os valores ajustados nos registradores Vxxx; Read Dxxx Data Carrega os valores ajustados nos registradores Dxxx; Read WCxxx Data Carrega os valores ajustados nos reg istradores WCxxx; Read FLxxx Data Carrega os arquivos de texto editados nos registradores FL001~130; ASCII Code L os dados no formato ASC II; HEX Code L os dados no formato hexadecimal;

    - Run ( Executar ) : Para iniciar o ciclo de varredura do contr olador;

    - Aps este comando o led indicativo RUN ficar continuamente aceso; - Caso ocorra uma indicao de erro verifique a memria de sistema do controlador para identificar o que est ocorrendo;

    - Stop ( Parar ) : Para encerrar o ciclo de varredura do c ontrolador;

    Aps este comando o led indicativo RUN comear a piscar avisando que o controlador no est executando a varredura.

    - Password ( Senha ) : Para definir uma senha para o aplicativo; Quando for escolhida esta opo surgir na tela a seguin te caixa de dilogo :

    Figura 29 Caixa de dilogo Read

    Figura 30 Caixa de dilogo Password

  • WEG Transformando Energia em Solues 41

    Mdulo 3 Automao de Processos Industriais

    - Para efetuar uma alterao de senha, necessrio entrar primeiramente, com a senha previamente estabelecida; - Depois de estabelecida uma senha, esta ser solicitada sempre que o usurio desejar iniciar a execuo do aplicativo ( RUN ), parar a execuo do aplicativo ( STOP ), carregar o aplicativo/dados para o PC12 ( READ ), transferir o aplicativo/dados para o controlador ( WRITE ) ou ainda, transferir o aplicativo armazenado na memria do controlador para a m e-mria EEPROM.

    - EEPROM ( Memria ) : Para armazenar ou carregar o aplicativo em EEPROM; Quando esta opo for escolhida surgir na tela a seguinte caixa de dilogo :

    Opo EEPROM PACK PLC : carrega aplicativo gravado em EEPROM para a memria do contr o-

    lador; Opo PLC EEPROM PACK : grava aplicativo da memria do controlador na E EPROM;

    - Set RTC ( Ajusta Relgio Real ) : Ajusta o relgio de tempo real; Quando escolhida esta opo surgir na tela a seguinte caixa de dilogo :

    Para ajustar o relgio basta p reencher os campos Year (Ano), Month (Ms), Day (Dia), Hour (Hora), Minute (Min u-to) e Second (Segundo) e confirmar clicando no boto OK. - Clear System ( Limpa memria de sistema ) : Limpa os valores ajustados na memria de sist ema fazendo com que a configurao do controlador volte ao default; - Clear Data ( Limpa dados ) : Limpa o contedo da memria de dados ( registradores Vxxx, Dxxx, WCxxx, FLxxx );

    Figura 31 Caixa de dilogo EEPROM

    Figura 32 Caixa de dilogo Set RTC

  • WEG Transformando Energia em Solues 42

    Mdulo 3 Automao de Processos Industriais

    - Clear Progr am ( Limpa Programa ) : Limpa o aplicativo armazenado no controlador; - Clear All Memory (Limpa toda memria ) : Limpa os valores armazenados em todas as reas de memria do controlador; - Compare Program (Compara programa ) : Compara o aplicativo armazenado na memria do controlador com o aplicativo ativo na rea de edio do PC12; O resultado da comparao ser indicado atravs das seguintes caixas de dilogo : Quando forem iguais :

    Quando forem diferentes :

    - Com Port (Porta de comunicao ) : Define atravs de qual canal serial ser estabelecida a comunicao entre o microcomputador e o controlador; Quando escolhida esta opo surgir na tela a seguinte caixa de dilogo :

    - Set Timeout Value ( Ajuste de erro ) :Define por quanto tempo o PC12 deve aguardar uma resposta do controlador quando for solicitado uma transmisso de dados; Quando escolhida esta opo surgir na tela a seguinte caixa de dilogo :

    Figura 33 Caixa de dilogo Communication Port

  • WEG Transformando Energia em Solues 43

    Mdulo 3 Automao de Processos Industriais

    - Para conexo com modem ajustar este parmetro com um valor maior igual a 08; - Para conexo com OP05 / OP06 ou OP32 ajustar com um valor maior igual a 10; - Para conexo entre o c ontrolador e o PC12 ajustar o valor deste parmetro igual a 01.

    No Esquea ! O aplicativo poder ser transferido para o controlador somente com o mes-mo no modo STOP

    Monitor Menu (Menu Monitor)

    - Boolean ( Booleano ) : Para ter a monitorao on -line do aplicativo em lista de instrues; Quando for escolhida esta opo ser apresentada a seguinte tela no campo anteriormente util izado para edio :

    Figura 34 Caixa de dilogo Time Out

    Figura 35 Menu Monitor

  • WEG Transformando Energia em Solues 44

    Mdulo 3 Automao de Processos Industriais

    Onde os caracteres na cor magenta representam o estado / valores de cada end ereo;

    Para esta opo ser escolhida o editor dever estar no modo Boolean. Caso contrrio ela se apresentar desati vada no menu.

    - Ladder ( diagrama Ladder ) : Para ter a monitorao on-line do aplicativo em diagrama de co ntatos;

    Figura 36 Tela do Monitor Boolean

    Figura 37 Tela do Monitor Ladder

  • WEG Transformando Energia em Solues 45

    Mdulo 3 Automao de Processos Industriais

    Onde os contatos na cor magenta representam o estado ON e os valores atuais do registradores, em azul ap a-recem os contatos em estado OFF;

    Para esta opo ser escolhida o editor dever estar no modo Ladder. Caso contrrio ela se apresentar desati vada no menu.

    - Register I/O Coils Data ( Registradores de dados e contatos ) : Para ter a monitorao on -line de dados e registradores usados no aplicativo;

    - Abort ( Abortar ) : Para interromper a monitorao do aplicativo; - Set or Reset I/O Coil ( Set e Reset de contatos ) : Para simular via software a gerao de um pulso no estado de contatos durante a monitorao; Quando esta opo escolhida surgir na tela a seguinte cixa de dil ogo :

    - Este comando opera de maneira diferente que um comando do tipo Force/Unforce; - Exemplo : Suponhamos que o endereo X001 esteja em OFF; Aps o comando Set (On) : 1 Ciclo de Scan X001 = ON;

    Figura 38 Caixa de dilogo para edio dos r egistradores

    Figura 39 Caixa de dilogo Set / Reset

  • WEG Transformando Energia em Solues 46

    Mdulo 3 Automao de Processos Industriais

    2 Ciclo de Scan X001 = OFF;

    - Modify Register Value ( Modificao de valores ) : Para alterar valores de registradores durante a monit o-rao do aplicati vo; Quando for escolhida esta opo surgir na tela a seguinte caixa de dilo go :

    Algumas vezes esta funo pode no funcionar na primeira tentativa, em funo do Windows estar muito ocupado durante a monitorao. Ser necessrio ento pressionar novamente o boto modify at que o dado seja transferido.

    - Scan Time ( tempo de varredura ) : Para conhecer o tempo de varredura atual do contr olador; Quando escolhida esta opo surgir na tela a seguinte caixa de dilogo :

    O tempo mximo de scan para o TP02 200 ms. Caso o tempo de scan seja maior que 200 ms o controlador entrar em modo ERROR.

    - RTC ( Relgio real ) : Para monitorar o relgio de tempo real do controlador; Quando for escolhida esta opo o campo RTC ir mostrar o ajuste atual do relgio ( ver figura 36 ).

    Figura 40 Caixa de dilogo Modify Register Value

    Figura 41 Caixa de dilogo Scan Time

    Figura 42 Relgio de Tempo Real

  • WEG Transformando Energia em Solues 47

    Mdulo 3 Automao de Processos Industriais

    Para desativar a monitorao basta sel ecionar esta opo nov amente.

    Ateno ! Para monitorar o aplicativo necessrio que o controlador esteja em modo RUN (executando a varredura)

    BTools Menu (Menu de Ferramentas Boolean)

    - STR (ou S no teclado) : Insere, na linha apontada pelo cursor, uma instru o STR/STR NOT; Barra de Botes :

    Para inserir um comando STR. - AND (ou A no teclado) : Insere um comando AND/AND NOT na linha apontada pelo cu rsor; Barra de Botes :

    Para inserir um comando AND. - OR (ou R no teclado) : Insere um comando OR/OR NOT na linha apontada pelo cu rsor; Barra de Botes :

    Para inserir um comando OR. - OUT (ou O no teclado) : Insere um comando OUT na linha apontada pelo cursor; Barra de Botes :

    Para inserir um comando OUT. - TMR (ou T no teclad o): Insere um comando TMR (temporizador) na linha apontada pelo cu rsor; Barra de Botes :

    Figura 43 Menu Boolean Tools

  • WEG Transformando Energia em Solues 48

    Mdulo 3 Automao de Processos Industriais

    Para inserir um comando TMR. - CNT (ou C no teclado) : Insere um comando CNT (contador) na linha apontada pelo cursor; Barra de Botes :

    Para inserir um comando CNT. - FUN (ou F no teclado) : Insere um comando FUN (funo) na linha apontada pelo cu rsor; Barra de Botes :

    Para inserir um comando FUN.

    Para maiores detalhes ler o manual do de programao do TP -02.

    Ltools Menu (Menu de Ferramentas Ladder)

    - Comment : Insere um bloco de comentrio no programa; Barra de Botes :

    Para inserir um comentrio no aplicativo.

    Figura 44 Menu Boolean Too ls

  • WEG Transformando Energia em Solues 49

    Mdulo 3 Automao de Processos Industriais

    possvel editar at quatro linhas com 60 caracteres de texto no aplicativo;

    - STR (ou S no teclado) : Insere um contato normalmente abert o na posio do cursor; Barra de Botes :

    Para inserir um contato NA. - STR NOT (ou N no teclado) : Insere um contato normalmente fechado na posio do cu rsor; Barra de Botes :

    Para inserir um contato NF. - OUT (ou O no teclado) : Insere uma bobina de sada na posio do cursor; Barra de Botes :

    Para inserir uma bobina. - TMR (ou T no teclado) : Insere um bloco TMR (temporizador) na posio do cursor; Barra de Botes :

    Para inserir um bloco TMR. - CNT (ou C no teclado) : Insere um bloco CNT (contador) na posio do cursor; Barra de Botes :

    Para inserir um bloco CNT. - FUN (ou F no teclado) : Insere um bloco FUN (funo) na posio do cursor; Barra de Botes :

    Para inserir um bloco FUN. - AND (ou A no teclado) : Insere uma linh a horizontal na posio do cursor; Barra de Botes :

    Para inserir uma linha horizontal. - OR (ou R no teclado) : Insere uma linha vertical na posio do cursor; Barra de Botes :

    Para inserir uma linha vertical.

  • WEG Transformando Energia em Solues 50

    Mdulo 3 Automao de Processos Industriais

    - Delete Line (ou D no teclado) : Apaga uma linha vertical na posio do cursor; Barra de Botes :

    Para apagar uma linha vertical. - AND Extension Li ne (ou shift + A no teclado) : Estende um ramo em srie; Barra de Botes :

    Para inserir uma lgica em srie. - OR Extension Line (ou shift + R no teclado) : Estende um ramo em paralelo; Barra de Botes :

    Para inserir uma lgica em paralelo - F-00 END (ou E no teclado) : Insere um bloco de fim de programa; Barra de Botes :

    Para inserir um comando de fim de programa.

    Para maiores detalhes ler o Manual de Programao do TP -02.

    Ctools Menu (Menu de Ferramentas de Edio)

    - Insert! : Insere um bloco de comentrio no programa; Barra de Botes :

    Figura 45 Tela CTools

  • WEG Transformando Energia em Solues 51

    Mdulo 3 Automao de Processos Industriais

    Insere um espao em branco no local onde est posicionado o c ursor. - Delete! : Apaga um elemento, um bloco ou comentrio na rea de edio do aplicativo; Barra de Botes :

    Apaga o que estiver na posio atual do cursor. - Cut : Retira um elemento ou bloco selecionado e o armazena na rea de transferncia. Barra de Botes :

    Comando de edio cortar - Copy : Copia a rea selecionada e a armazena na rea de transferncia; Barra de Botes :

    Comando de edio copiar - Paste : Insere o contedo da rea de transferncia na posio atual do cursor; Barra de Botes :

    Comando de edio colar - Search : Busca registrador de dados (V???, WC???, D???), endereo de entrada (X???), endereo de sada (Y???), marcador interno (C???) ou marcador especial (SC???) especificado; Barra de Botes :

    Comando de busca - Replace : Busca e substitui o endereo especificado conforme os parmetros ajustados;

    - Coil to find : Escrever aqui o endereo que se dese ja encontrar; - New Coil : Definir o novo endereamento; - Direction (direo) : define o sentido de b usca (Up: acima do cursor, Down: abaixo do

    cursor, All Range: em todo o aplicativo)

    Figura 46 Caixa de dilogo Replace

  • WEG Transformando Energia em Solues 52

    Mdulo 3 Automao de Processos Industriais

    - Next / Ok : Busca e substitui endereos um a um; - Change All : Busca e substitui tudo automaticamente (antes de executar ir pedir uma

    confirmao); - Quit (Sair) : Fecha a caixa de dilogo;

    Barra de Botes :

    Comando Replace - Goto? : Leva o cursor at a linha de programa especificada;

    - Goto Where (Vai Onde): digitar aqui para qual linha deseja -se levar o cursor; - CLR : Limpa o valor da caixa de texto; - Pode-se usar as teclas numricas para definir a li nha de programa;

    Barra de Botes :

    Comando vai para

    Help Menu (Menu Ajuda)

    - Help Topics ( Tpico de ajuda ) : Abre o arquivo de ajuda on -line do PC12; Barra de Botes :

    Ativa a ajuda online

    - About ( Sobre o PC12 ) : Para ver as informaes sobre o PC12;

    Figura 47 Caixa de dilogo "Goto"

    Figura 48 Menu Ajuda

  • WEG Transformando Energia em Solues 53

    Mdulo 3 Automao de Processos Industriais

    Desenvolvimento de Aplicativos utilizando o PC12 Design Center

    Antes de iniciar a edio do aplicativo, o usurio dever conectar o cabo de comunica-o do controlador programvel uma das portas de comunicao serial disponveis do microcomputador (normalmente designadas como COM1 e COM 2). Partindo da tela inicial do PC12, crie um novo projeto.

    Aparecer uma tela como mostrada na Fig. 16 (Tela Principal) Depois de certificada a conexo fsica do cabo, o usurio poder estabelecer a comu-nicao entre o PC12 e o TP-02.

    Aparecer a caixa de dilogo communication Port. Escolha a porta serial onde foi conectado o cabo e pressione o boto Link. Aps alguns instantes surgir uma caixa de mensagem informando o resultado desta operao. Se no ocorrer nenhum problema, pressione o boto OK.

    File Edit Plc Monitor

    OpenLoadSaveSave asPrintPrint PreviewPrint SetupExit

    PLC TypeClear MemoryBooleanLadderData memorySystem memorySymbolUsed TableCheck LogicSort Right

    WriteReadRun !Stop !PasswordEEPROMSet RTCClear SystemClear DataClear ProgramClear All MemoryCompare ProgramCom PortSet timeOut Value

    BooleanLadderRegister I/O Coils DataModify Register ValueScan TimeRTC

    New

    File Edit Plc Monitor

    OpenLoadSaveSave asPrintPrint PreviewPrint SetupExit

    PLC TypeClear MemoryBooleanLadderData memorySystem memorySymbolUsed TableCheck LogicSort Right

    WriteReadRun !Stop !PasswordEEPROMSet RTCClear SystemClear DataClear ProgramClear All MemoryCompare Program

    Set timeOut Value

    BooleanLadderRegister I/O Coils DataModify Register ValueScan TimeRTC

    New

    Com Port

  • WEG Transformando Energia em Solues 54

    Mdulo 3 Automao de Processos Industriais

    Defina ento, qual ser o modelo de mdulo bsico para o qual ser desenvolvido o aplicativo.

    Aparecer a caixa de dilogo Module Type Select Dialog. Escolha o tipo de mdulo bsico e pressione o boto OK . Aparecer uma caixa de mensagem informando a capacidade de memria disponvel para o projeto. Para continuar pressione o boto OK. A partir daqui, o usurio j poder iniciar a elaborao do aplicativo, desenhando o diagrama de contatos ou montando a lista de instrues (Boolean). Para criar previamente smbolos (rtulos) para os contatos que sero utilizados siga os seguintes procedimentos :

    Aparecer a caixa de dilogo Symbol Edit Dialog. Defina todos os rtulos desejados (exemplo: X001 = S1, X002 = FT1, Y001 = K1 ... ) e pressione o boto Quit.

    File Edit Plc Monitor

    OpenLoadSaveSave asPrintPrint PreviewPrint SetupExit

    Clear MemoryBooleanLadderData memorySystem memorySymbolUsed TableCheck LogicSort Right

    WriteReadRun !Stop !PasswordEEPROMSet RTCClear SystemClear DataClear ProgramClear All MemoryCompare Program

    Set timeOut Value

    BooleanLadderRegister I/O Coils DataModify Register ValueScan TimeRTC

    New

    Com Port

    PLC Type

    File Edit Plc Monitor

    OpenLoadSaveSave asPrintPrint PreviewPrint SetupExit

    Clear MemoryBooleanLadderData memorySystem memory

    Used TableCheck LogicSort Right

    WriteReadRun !Stop !PasswordEEPROMSet RTCClear SystemClear DataClear ProgramClear All MemoryCompare Program

    Set timeOut Value

    BooleanLadderRegister I/O Coils DataModify Register ValueScan TimeRTC

    New

    Com Port

    PLC Type

    Symbol

  • WEG Transformando Energia em Solues 55

    Mdulo 3 Automao de Processos Industriais

    No desenvolvimento do aplicativo, necessita-se muitas vezes, atribuir valores para re-gistradores. Podemos citar por exemplo, ajustes de valores iniciais para contadores, temporizadores, comparadores, arquivos de texto para serem enviados ao IHM, etc. Desta forma, devemos configurar o TP-02 para esta situao. A configurao do TP-02 feita atravs da edio da memria de sistema. Para editar a memria de sistema (System Memory) devemos adotar os seguintes pro-cedimentos :

    Aparecer a caixa de dilogo como mostrado na figura abaixo.

    Depois v at os registradores desejados e faa os devidos ajustes para configurar o TP-02. Para maiores detalhes veja s pginas 49, 50, 51 e 52 do manual de instalao e programao do TP-02.

    File Edit Plc Monitor

    OpenLoadSaveSave asPrintPrint PreviewPrint SetupExit

    Clear MemoryBooleanLadderData memory

    SymbolUsed TableCheck LogicSort Right

    WriteReadRun !Stop !PasswordEEPROMSet RTCClear SystemClear DataClear ProgramClear All MemoryCompare Program

    Set timeOut Value

    BooleanLadderRegister I/O Coils DataModify Register ValueScan TimeRTC

    New

    Com Port

    PLC Type

    System memory

  • WEG Transformando Energia em Solues 56

    Mdulo 3 Automao de Processos Industriais

    Para editar a memria de dados, onde podemos ajustar os valores dos registradores de uso geral e arquivos de texto, devemos adotar os seguintes procedimentos :

    Aparecer a caixa de dilogo Data Register Edit Dialog Escolha e ajuste os registradores que desejar. Para fechar esta caixa de dilogo, no caso dos registradores do tipo Vxxx, Dxxx ou WCxxx, basta pressionar o boto Quit. Se o usurio pressionar o boto File, designados por FLxxx, uma caixa de dilogo como mostrado abaixo ir aparecer sobre a edio de registradores.

    File Edit Plc Monitor

    OpenLoadSaveSave asPrintPrint PreviewPrint SetupExit

    Clear MemoryBooleanLadder

    System memorySymbolUsed TableCheck LogicSort Right

    WriteReadRun !Stop !PasswordEEPROMSet RTCClear SystemClear DataClear ProgramClear All MemoryCompare Program

    Set timeOut Value

    BooleanLadderRegister I/O Coils DataModify Register ValueScan TimeRTC

    New

    Com Port

    PLC Type

    Data memory

  • WEG Transformando Energia em Solues 57

    Mdulo 3 Automao de Processos Industriais

    Escreva as mensagens, e para sair pressione o boto Save & Quit. Depois disso, voltaremos para a caixa de dilogo da edio de registradores. Para sair pressione o boto Quit. Depois de editar o aplicativo, necessrio transferir o mesmo para o TP-02. Para fa-zermos isto devemos seguir os seguintes procedimentos :

    Aparecer a caixa de dilogo Write to TP02 Option. A opo Write Program Data j estar marcada (como default). Marque as demais opes em funo do tipo de dado que foi editado, como por exemplo : se foram editados alguns registradores do tipo Vxxx, marque a opo Write Vxxx Data. Se foram editados alguns registradores do tipo WSxxx, marque a opo Write System Data. Se foram editados registradores do tipo FLxxx, marque a opo Write FLxxx Data e assim por diante. Feito isto, verifique se o TP-02 est em modo de programao (led RUN piscante). Se estiver, pressione o boto OK. Assim, o programa ser transferido para a memria do TP-02. Estabelea as condies iniciais das entradas e verifique o funcionamento do progra-ma. Se necessrio, poder ser feita uma monitorao online do programa aplicativo. Para isto podemos adotar o seguinte procedimento :

    File Edit Plc Monitor

    OpenLoadSaveSave asPrintPrint PreviewPrint SetupExit

    Clear MemoryBooleanLadderData memorySystem memorySymbolUsed TableCheck LogicSort Right

    ReadRun !Stop !PasswordEEPROMSet RTCClear SystemClear DataClear ProgramClear All MemoryCompare Program

    Set timeOut Value

    BooleanLadderRegister I/O Coils DataModify Register ValueScan TimeRTC

    New

    Com Port

    PLC Type Write

    File Edit Plc Monitor

    OpenLoadSaveSave asPrintPrint PreviewPrint SetupExit

    Clear MemoryBooleanLadderData memorySystem memorySymbolUsed TableCheck LogicSort Right

    WriteReadRun !Stop !PasswordEEPROMSet RTCClear SystemClear DataClear ProgramClear All MemoryCompare Program

    Set timeOut Value

    Boolean

    Register I/O Coils DataModify Register ValueScan TimeRTC

    New

    Com Port

    PLC TypeLadder

  • WEG Transformando Energia em Solues 58

    Mdulo 3 Automao de Processos Industriais

    Aparecer uma caixa de dilogo com a seguinte pergunta : Do you want read program from plc ?. Pressione o boto Cancel, pois normalmente no queremos ler o progra-ma que acabamos de transferir para o TP-02. Feito isto o PC12 entra em modo monitor. Podemos desta forma acompanhar a execu-o do aplicativo escrito em Ladder, vendo na tela o estado dos contatos, valores atu-ais de registradores, etc. Para sair do modo de monitorao siga o seguinte procedimento :

    importante que este procedimento seja seguido risca, para evitar erros de comuni-cao. Para salvar o projeto, basta seguir os seguintes procedimentos :

    Aparecer uma caixa de opes Save Option1 onde a opo symbol estar selecio-nada (default). Marque as demais opes se desejar salvar tambm as memrias de dados e sistema. Pressione ento, o boto OK.

    1 Ver figura abaixo

    File Edit Plc Monitor

    OpenLoadSaveSave asPrintPrint PreviewPrint SetupExit

    Clear MemoryBooleanLadderData memorySystem memorySymbolUsed TableCheck LogicSort Right

    WriteReadRun !Stop !PasswordEEPROMSet RTCClear SystemClear DataClear ProgramClear All MemoryCompare Program

    Set timeOut Value

    BooleanLadder

    Register I/O Coils DataModify Register ValueScan TimeRTC

    New

    Com Port

    PLC Type

    Abort

    File Edit Plc Monitor

    OpenLoad

    Save asPrintPrint PreviewPrint SetupExit

    Clear MemoryBooleanLadderData memorySystem memorySymbolUsed TableCheck LogicSort Right

    WriteReadRun !Stop !PasswordEEPROMSet RTCClear SystemClear DataClear ProgramClear All MemoryCompare Program

    Set timeOut Value

    BooleanLadderRegister I/O Coils DataModify Register ValueScan TimeRTC

    New

    Com Port

    PLC Type

    Save

  • WEG Transformando Energia em Solues 59

    Mdulo 3 Automao de Processos Industriais

    Uma janela padro de aplicativos windows aparecer. Basta indicar a pasta onde o a-plicativo deve ser salvo, nome-lo e depois, pressionar o boto salvar.

  • WEG Transformando Energia em Solues 60

    Mdulo 3 Automao de Processos Industriais

    1.1.14 - PROGRAMAO DA INTERFACE HOMEM-MQUINA OP-05/OP-06

    As interfaces homem-mquina OP-05 e OP-06 so perifricos que permitem ao usurio efetuar alterao/visualizao de valores de registradores, apresentao de textos e mensagens, comandos simples, em funo do modo de operao definido.

    Para que o TP-02 reconhea a interface homem-mquina necessrio ajustar o registrador de sistema WS012 em 1 (OP-05) ou 2 (OP-06). Caso isto no seja feito, ao se conectar a OP-05/06 no TP-02, ser apresentado no display uma mensagem PLC Time Out !. importante no esquecer de marcar a opo System Memory Data na caixa de dilogo write.

    Composio da IHM:

    Existem na memria de dados do TP-02 um total de 130 bytes que serviro pa-

    ra o armazenamento dos arquivos de texto. O texto digitado no local abaixo:

    Byte 1

    Byte 2

    Byte 4

    Byte 3

    Byte 5

    Byte 6

    ...

    Byte 130

    1

    2

    3

    4

    5

    6

    ...

    130

    Memria de Dados - Arquivos de textoData Memory - Files

    FL001

    FL002

    FL003

    FL004

    FL005

    FL006

    ...

    FL130

    F1 F5 F9

    F2 F6 F10

    F3 F7 F11

    F4 F8 F12 MOD 1 MOD 2 TMR CNT ENT

    ESC

    0

    7 8 9

    4 5 6

    1 2 3

    Bomba 1: Ligada Tempo: 240 seg

    Linha 1

    Linha 2 DISPLAY

    TECLADO

  • WEG Transformando Energia em Solues 61

    Mdulo 3 Automao de Processos Industriais

    Os comandos podem ser realizados atravs de teclas de funes, que obede-

    cem a um endereamento pr-definido, conforme mostrado abaixo:

    F1 F5 F9

    F2 F6 F10

    F3 F7 F11

    F4 F8 F12 MOD 1 MOD 2 TMR CNT ENT

    ESC

    0

    7 8 9

    4 5 6

    1 2 3

    X361 X365 X369

    X362 X366 X370

    X363 X367 X371

    X364 X368 X372 X380 X381 X377 X378 X379

    X382

    -

    - - -

    - - -

    - - -

    -

    -

    -

    -

    A programao do TP-02 para utilizao das interfaces homem-mquina est

    relacionada com o ajuste de determinados registradores. Para a configurao do dis-play necessrio definir inicialmente o modo de operao desejado, e depois proceder os ajustes dos registradores. A seguir apresentaremos como efetuar estes ajustes.

  • WEG Transformando Energia em Solues 62

    Mdulo 3 Automao de Processos Industriais

    1) Modo Inicial Utilizao: Este modo pode ser aplicado para mostrar no display uma mensa-

    gem de apresentao, estado inicial da mquina ou processo, uma possvel orientao ao operador, etc.

    Programao: feita diretamente no aplicativo ou atravs da edio dos re-

    gistradores especficos. Parmetros:

    - Registrador V0604 define o modo de operao do display da interface; - Registrador V0602 define qual das mensagens ser apresentada na Linha 1

    do display sob modo inicial de display; - Registrador V0603 define qual das mensagens ser apresentada na Linha 2

    do display sob modo inicial de display; Seqncia de Programao:

    - Ajustar o registrador V0604; - Ajustar o registrador V0602; - Ajustar o registrador V0603;

    Exemplo de Programao: Opo 1 - Atravs do aplicativo

    - Linha 0001: Quando ocorrer uma transio OFF para ON no marcador auxiliar C0001, a funo 11 ir transferir o valor 1 para dentro do registrador V0604 configurando o display para operao em modo inicial;

    - Linha 0002: Esta funo 11 ir transferir o valor 12 para o regi s-trador V0602, indicando que a mensagem 12 ser enviada para a primei-ra linha do display da OP05/OP06;

    - Linha 0003: Esta funo 11 ir transferir o valor 4 para o regis-trador V0603, indicando que a mensagem 4 ser enviada para a segunda linha do display da OP05/OP06;

  • WEG Transformando Energia em Solues 63

    Mdulo 3 Automao de Processos Industriais

    Opo 2 Atravs da edio dos registradores2

    - No menu Edit , selecione a opo Data Memory; - V at os registradores especificados e faa a edio dos valores; - No mesmo menu Edit opo Data Memory, clique no boto FILE, escolha os

    arquivos e edite as mensagens desejadas;

    - No esquea de configurar WS012 para indicar o tipo de inter-face com a qual ir trabalhar ! - No esquea de gravar as reas de memria relacionadas a esta programao !

    - Quando for salvar o projeto, no esquea de selecionar alm da opo Save Symbol Data, tambm as opes Save Sys-tem Data e Save Register/FILE Data .

    2 Para este caso necessrio fazer a configurao da memria de sistema do

    TP-02, ajustando o registrador WS024 em 1.

  • WEG Transformando Energia em Solues 64

    Mdulo 3 Automao de Processos Industriais

    2) Modo de Display F-33 Utilizao: Este modo pode ser aplicado para apresentar no display mensa-

    gens de estado da mquina e/ou processo, mensagens de alarme, telas de ajuste ou visualizao de parmetros, etc.

    Programao: feita diretamente no aplicativo. Parmetros:

    - Registrador V0604 define o modo de operao do display da interface; - Registrador V0600 define qual das mensagens ser apresentada na Linha 1

    (linha superior) do display sob modo de display F-33; - Registrador V0601 define qual das mensagens ser apresentada na Linha 2

    (linha inferior) do display sob modo de display F-33; - Funo 33 ou funo 33w;

    Obs: Via de regra, os registradores V0605, V0615 e V0616 no precisam ser

    utilizados. Seqncia de Programao: Caso 1: Forma normal

    - Ajustar o registrador V0604; - Ajustar o registrador V0600; - Ajustar o registrador V0601; - Ajustar a funo 33 da Linha 1; - Ajustar a funo 33 da Linha 2;

    Caso 2: Forma compacta

    - Ajustar o registrador V0604; - Ajustar o registrador V0600; - Ajustar a funo 33w;

  • WEG Transformando Energia em Solues 65

    Mdulo 3 Automao de Processos Industriais

    NOTAS: 1) O display da IHM OP-05 / OP-06 composto por duas linhas, denominadas

    de linha 1 e linha 2 (superior e inferior, respectivamente), com limite de 20 caracteres por linha em cdigo ASCII, no sendo possvel a acentuao ortogrfica.

    2) Funo F33: Quando deseja-se enviar uma mensagem para a IHM OP-05/OP-06, deve-se

    verificar qual o tipo de texto envolvido. A classificao do tipo de texto faz-se observan-do a existncia ou no de caracteres classificados como especiais. So eles:

    ? Caractere para escrita na memria do CLP # Caractere para leitura da memria do CLP Desta forma o texto pode ser classificado em um dos tipos abaixo:

    a) Texto simples: texto sem caractere espe