Apostila de Comissionamento - FUNCEFET - Vers£o completa

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ProcessodeComissionamento emInstalaesIndustriais Professor:AlexandreGuimares

Captulo1APRESENTAO Bemvindo! VocestiniciandoocursosobreComissionamentoemInstalaesIndustriaisOneOffshore oferecidopelaFUNCEFET. O termo Comissionamento pode despertar em voc lembranas de longas experincias de trabalhoouserapenasumnomemeiomisterioso.Nosepreocupe.Sevocumveterano desta rea, fique certo de que o curso trar conhecimentos novos e poder at mesmo surpreendlo;seestsendoapresentadoaocomissionamentoagora,estenomeestranhoir adquirir um significado e perder o mistrio. Mas para isso, sua participao indispensvel. Nodeixedeperguntaredecontribuircomsuavivncia,poisatrocadeconhecimentosentre ospresentesimportanteparaaconsolidaodosconceitosqueseroapresentados. Ao final do curso teremos esclarecido o papel desta disciplina em um empreendimento e apresentado uma metodologia para sua aplicao, desenvolvida por vrios especialistas da Petrobras e adotada como procedimento padronizado pela Engenharia da empresa. A amplitudedotemaealimitaodetempoimpediroqueostpicosabordadossejamtodos discutidos no nvel de detalhe que voc provavelmente gostaria, mas os demais mdulos do programaexistemparasupriressademanda. Bomcurso! ORGANIZAO ComocrescentevolumedenovosinvestimentosnosegmentodeOil&Gas,afaltademode obraqualificadatmsidoumadasprincipaisdificuldadesnaimplantaoedesenvolvimento denovosprojetos.EspecialmentenareadeEngenhariaIndustrial,apresentaseumacarncia deengenheirosetcnicosqualificadosqueatendamaoperfilmultidisciplinarnecessriopara atuao neste segmento, tornandose desta forma indispensvel busca por uma especializaoprofissional. EstecursosobreoProcessodeComissionamentotemcomoobjetivoatenderaestademanda por qualificao de novos profissionais, que pretende proporcionar ao participante o conhecimentomultidisciplinarnecessriodosconceitosetcnicasaplicadasaoPlanejamento e Gerenciamento de Comissionamento e Partida de Plantas Industriais, apresentando a metodologia do processo e as ferramentas utilizadas para a execuo das atividades de Comissionamento,considerandoosaspectosgerenciais,tcnicosedeseguranadeprocesso, de forma clara e objetiva permitindo ao aluno o domnio do conhecimento terico e das melhorasprticasaplicadasaprojetosindustriais. Omtododeconduodasatividadesemsalaserconduzirumprocessodeconscientizao dos participantes sobre a importncia do comissionamento para o sucesso do empreendimento,apresentandoosconceitosbsicosdocomissionamento,necessriosparao gerenciamento dessa rea de conhecimento e os elementos bsicos para o planejamento, a coordenaoeocontroledoprocesso.

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EMENTA 1. IntroduoaoComissionamento a. ConceitosdoProcesso b. PrincipaisDefinies 2. MetodologiadeComissionamento a. EtapasdoProcesso b. CondiesdeOperabilidade c. GestodePendncias 3. Engenharia,PlanejamentoeControledoProcesso a. ManualdoComissionamento b. DivisodeSistemaseSubSistemasOperacionais c. RededePrecedncia d. EAPdoProcessodeComissionamento e. CronogramasMasterdoProcessoedeAtividades 4. OrganizaoeDocumentaodoProcesso a. EstruturaOrganizacionalePerfilProfissional b. FVIFolhadeVerificaodeItens c. FVMFolhadeVerificaodeMalhas d. PastasdeTrabalho e. PastasdeSistemas 5. PreservaodeEquipamentos a. ProgramaoeControledasAtividades b. MediodosServiosdePreservao 6. Condicionamento a. TAFTestedeAceitaodeFbrica b. InspeodeRecebimento c. InspeodeCompletaoMecnica d. TestesdeCertificao e. CCMCertificaodeCompletaoMecnicadeSubSistemas 7. PrOperao&Partida a. TestesdeFuncionamento b. TAPTestesdeAceitaodePerformance c. TestesdeConfiabilidade,TestedeDesempenhodaInstalao. 8. TransfernciadeSistemasOperacionais a. TTASTermodeTransfernciaeAceitaodeSistemaProvisrioeDefinitivo b. OperaoAssistida c. TTITermodeTransfernciadeInstalao 9. FerramentasdeGesto

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PlanodeAulaCOMISSIONAMENTO,PROPERAOEOPERAOASSISTIDA

1tempo Intervalo 2tempo Almoo 3tempo Intervalo 4tempo

1AULA Introduoao Comissionamento

2AULA Engenharia,Planejamentoe ControledoProcesso

3AULA Condicionamento

Introduoao Comissionamento

Engenharia,Planejamentoe ControledoProcesso

PrOperao&Partida

Metodologiade Comissionamento

Organizaoe DocumentaodoProcesso

Transfernciade SistemasOperacionais

Metodologiade Comissionamento

Preservaode Equipamentos

FerramentasdeGesto

CARGAHORRIA 30horasaula CRITRIODEAVALIAO Os participantes sero avaliados atravs trabalhos em sala de aula, onde a participao em gruposeravaliada. COORDENAOACADMICA:PROF.RINALDOSODRAGUIAR DOCNCIA:PROF.ALEXANDREDEMORAESGUIMARES Engenheiro de Mecnico formado pela Universidade Gama Filho, com MBAs realizados na FundaoGetlioVargasFGV/RJemGestoEmpresarial,GestodeNegciosemPetrleoe GseGernciadeEnergia. Atuahmaisde25anosnareadeprojetosindustriaisetrabalhaatualmentecomoConsultor na Engenharia da PETROBRAS, responsvel pelo Programa de Treinamentos em Comissionamento das novas instalaes, tendo participado na elaborao e implantao da Metodologia de Comissionamento para aplicao em todos os empreendimentos da Engenharia da PETROBRAS, enfocando o desenvolvimento do processo nas reas de E&P, Abastecimento(Refino)eGs&Energia,atribuindoindicadoresdedesempenho,definiodos critriosdeplanejamentodoprocessoeapoiosequipesdefiscalizaonasobras. Participao em desenvolvimento de metodologias de Gesto de Projetos em empreendimentos da Engenharia da PETROBRAS, enfocando as prticas de implementaes, controledecustos,escoposeprazosdeexecuo. Possuilargaexperinciaacadmica,tendoministradodisciplinasnoCursodeGraduaopara TecnlogosemPetrleoeGspelaUniversidadeEstciodeS,almdecursosespecficospelo PROMINP,InstitutoSENAIdeEducaoSuperior(ISES),eFundaoGetlioVargas. 3

CONTEXTODOCOMISSIONAMENTO Em um fim de tarde qualquer do sculo XVII, trs homens conversam beira do cais de um porto europeu. O comandante de um navio que dever zarpar no dia seguinte para uma viagem ao Oriente acerta os ltimos detalhes com o armador e o mestre dos carpinteiros navais.Elepassarvriosmesesnomar,eumadesuaspoucascertezasqueesteserum tempodifcilemqueterdeenfrentarsituaesimprevisveis,queexigiroomximodele,de sua tripulao e de seu equipamento. Em caso de problemas provavelmente no ter como receberajudaedevercontarapenascomseusprpriosrecursos.Porisso,ocomandantese preocupacomtodososdetalhes.Quersaberseomestreverificouonavioporcompletoo cabrestanteestengraxado?Asvelasdereservaestonopaiol?Oscabosdecontroledoleme foram testados? Cobra do armador os alimentos, os remdios, as vestimentas, e no se esquece das cartas de navegao, manuais nuticos, etc. Seus dois interlocutores so, em ltimaanlise,osfiadoresdosucessodaviagem,poisumabombadeporoquenofuncione durante a tempestade pode significar a diferena entre a vida e a morte. No por acaso, ambos so muito experientes e conceituados em seus ofcios, e possuem grande conhecimentodasrealidadesenecessidadesdessetipodeempreendimento.Noporacaso, tambm,arelaoentreessestrshomensmarcadaporumagrandeconfianamtua.S assim os enormes riscos de tal viagem so trazidos a nveis menos insuportveis e os banqueirosdeAnturpiaedaLigaHanseticaaceitamfinancila. Se tudo estiver a contento o comandante dir, em seu jargo naval, que o navio est comissionado,ouseja,preparadoparacumprirsuamisso. Emumfinal detardequalquerdosculoXXI,trshomensconversambeiradocaisdeum portoeuropeu.Odiretordeumausinatermeltricaquedeverentraremoperaocomercial no ms seguinte para alimentar todo o complexo porturio discute com um dos scios da empresaecomogerentedaconstrutoraresponsvelpelaimplantaodausina.Eleaceitou assumirocargoporpelomenostrsanos,eumadesuaspoucascertezasqueesteserum tempodifcilemqueterdeenfrentarsituaesimprevisveis,queexigiroomximodele,de suaequipeedeseuequipamento.Emcasodeproblemas,provavelmentenohavertempo deesperarporajudaeterderesolvloscomseusprpriosrecursos.Porisso,odiretorest profundamente preocupado. Quer saber se a construtora atendeu a todos os requisitos tcnicos,poisatagoranorecebeuevidnciasde queissosejaverdade.Cobradoscioda empresaaslicenas,contratosdeapoiooperacionaleoutrosrecursosprometidoseaindano materializados. Seus dois interlocutores so, em ltima anlise, os fiadores do sucesso da operao da usina, pois um simples sensor defeituoso pode causar graves danos aos grupos geradores e at acidentes fatais. Deveriam ser ambos muito experientes e conceituados em seusofciosedeveriampossuirgrandeconhecimentodasrealidadesenecessidadesdestetipo deempreendimento.Arelaoentreostrshomensdeveria,tambm,sermarcadaporuma grandeconfianamtua.Estassocondiesbsicasparaqueosriscosdoempreendimento sejamadequadamenteadministradoseosacionistastenhamumarazovelcertezadequeseu investimentodaroretornoprevisto. Masnooqueacontece.Hcontrovrsias,desinformao,incertezatcnica,desconfianae acusaes. A usina tem que partir, pois o cronograma j est atrasado, mas as condies operacionais ainda so precrias. Por trs dos discursos, as equipes de campo sabem que esto recebendo uma instalao industrial semiacabada, insegura, que ainda exigir muito esforo e tempo para ser colocada em ordem de marcha. A curva de subida em produo previstanoserrespeitada,oscustosdeoperao&manutenodescolamdoplanejado,e melhornempensarnoquevaiacontecercomofluxodecaixaeataxaderetorno. Oquemudou?PorqueocomandantedosculoXVII,apesardetodasaslimitaesdapoca, estavacomparativamenteemmelhorescondiesparainiciarsuamissodoqueodiretordo 4

sculoXXIcomseuaparatotecnolgico?Arespostacomplexaetranscendeoescopodeste artigo, mas um de seus componentes pode ser identificado nos cenrios acima e ser brevementecomentadoaqui:oComissionamento. BIBLIOGRAFIARECOMENDADA BENDIKSEN, T. e YOUNG, G. Commissioning of Offshore Oil and Gas Projects USA, AuthorHouse,2005 CONSTRUCTIONBUILDINGINSTITUTEPlanningforStartUpUSA,TexasUniversity,1998 HORSLEY,D.ProcessPlantCommissioningUK,InstitutionofChemicalEngineers,1998 HARTER, K. Power System Commissioning and Maintenance Practice USA, Institute of ElectricalEngineers,1998 PETROBRAS/ENGENHARIA/AGPIE Man