Associação Brasileira de Ensino Odontológico

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  • ABENOAssociao Brasileira de Ensino Odontolgico

  • Presidente Maria Celeste MoritaRua Pernambuco, 540 - 1 andarClnica Odontolgica da UELCEP: 86020-120Centro - Londrina - PRE-mail: [email protected]: www.abeno.org.br

    Apoio para esta edio:

    Copyright Associao Brasileira de Ensino Odontolgico, 2005Todos os direitos reservados.Proibida a reproduo no todo ou em parte, por qualquer meio, sem autorizao da ABENO.

    Catalogao-na-publicao(Faculdade de Odontologia da Universidade de So Paulo)Revista da ABENO/Associao Brasileira de Ensino Odontolgico. Vol. 1, n. 1, (jan.-dez. 2001). So Paulo : ABENO, 2001-SemestralISSN# 1679-5954A partir de 2005, vol. 5, n. 1 a publicao passa a ser semestral.1. Odontologia (Peridicos) I. Associao Brasileira de Ensino Superior (So Paulo)II. ABENOCDD 617.6BLACK D05

    Associao Brasileira deEnsino Odontolgico

    ABENO

  • Revista da ABENO 12(1):3 3

    Sumriov. 12, n. 1, janeiro/junho - 2012

    AnAiS dA 47 reunio AnuAl - 2012Programao Geral . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 5

    Trabalhos selecionados para apresentao . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 8

    APndiCeSndice de resumos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 132

    normas para apresentao de originais . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 136

    Publicao oficial daAssociao Brasileira de ensino odontolgicodireToriA (2010 a 2014)Presidente Maria Celeste MoritaVice-Presidente Adair Luiz Stefanello BusatoSecretrio Geral Luiz Srgio Carreiro1a Secretria Vnia Regina Camargo FontanellaTesoureira Geral Elisa Emi Tanaka Carloto1a Tesoureira Maura Sassahara Higasi

    ComiSSo de enSinoAna Isabel Fonseca ScavuzziCresus Vincius Depes de GouveiaElaine Bauer VeeckJos Ranali (Presidente)Jos Tadeu PinheiroMaria Erclia de ArajoMrio Uriarte Neto

    ConSelHo FiSCAlJoo Humberto Antoniazzi (Presidente)Jos Galba de Menezes GomesLo KrigerLino Joo da CostaOmar Zina

    revista da Abenoeditor Cientfico Jos Luiz Lage-Marques

    Conselho editorialAdair Luis Stefanello Busato (ULBRA-RS)Ana Cristina Barreto Bezerra (UCB)Ana Isabel Fonseca Scavuzzi (UNIME/UEFS)Antonio Csar Perri de CarvalhoArnaldo de Frana Caldas Jnior (UPE)Carlos de Paula Eduardo (FO-USP)Carlos Estrela (UFG)Clio Jesus do Prado (UFU)Clio Percinoto (FOA-UNESP)Cresus Vincius Depes de Gouveia (UFF)Eduardo Batista Franco (FOB-USP)Eduardo Dias de Andrade (UNICAMP)Eduardo Gomes Seabra (UFRN)Efigenia Ferreira e Ferreira (UFMG)Elaine Bauer Veeck (PUC-RS)Elen Marise de Oliveira Oleto (UFMG)Gersinei Carlos de Freitas (UFG)Hilda Maria Montes Ribeiro de Souza (UERJ)Horcio Faig Leite (FOSJC-UNESP)Isabela Almeida Pordeus (UFMG)Jesus Djalma Pcora (FORP-USP)Joo Humberto Antoniazzi (FO-USP)Jos Carlos Pereira (FOB-USP)Jos Luiz Lage-Marques (FO-USP)Jos Ranali (UNICAMP)Jos Thadeu Pinheiro (UFPE)Lo Kriger (PUC-PR)Liliane Soares Yurgel (PUC-RS)Lino Joo da Costa (UFPB)Luiz Alberto Plcido Penna (UNIMES)Marco Antonio Campagnoni (FOAR-UNESP)Maria Celeste Morita (UEL)Maria da Gloria Chiarello Matos (FORP-USP)Maria Erclia de Arajo (FO-USP)Nilce Emy Tomita (FOB-USP)Nilza Pereira da Costa (PUC-RS)Oscar Faciola Pessoa (UFPA)Ricardo Prates Macedo (ULBRA-RS)Rui Vicente Oppermann (UFRS)Samuel Jorge Moyses (PUC-PR)Simone Tetu Moyss (UFPar)Vanderlei Lus Gomes (UFU)

    indexaoA Revista da ABENO - Associao Brasileira de Ensino Odontolgico est indexada nas seguintes bases de dados: BBO - Bibliografia Brasileira de Odontologia;LILACS - Literatura Latino-Americana e do Caribe em Cincias da Sade.

  • Revista da ABENO 12(1):5-7 5

    47a reunio Anual da Associao Brasileira de ensino odontolgico

    Campinas - SP - 22 a 25 de agosto de 2012

    ProGrAmAo GerAl

    diA 22 quArTA-FeirA (realidade Atual)

    8h00 s 9h00: Recepo e entrega de material

    9h00 s 10h00:Evoluo das Diretrizes Curriculares Nacionaisministrador: Prof. Antnio Cesar Perri de Carvalho (UNESP)Coordenador: Prof. Adair Stefanello Busato (ULBRA)

    10h00 s 10h30: Intervalo

    10h30 s 12h00: Experincias de IES Pblicas e Privada na Consolidao das Diretrizes Curriculares NacionaisCoordenadora: Profa. Elisa Emi Tanaka Carloto (UEL)

    IES Federal Pblica - Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre - RSApresentador: Pantelis Varvaki Rados (Diretor da Faculdade de Odontologia da UFRGS)

    IES Estadual Pblica - Universidade do Estado do Rio Grande do Norte, Caic - RNApresentador: Prof. Eduardo Jos Guerra Seabra (Coordenador do curso de Odontologia da UERN)

    IES Privada - Universidade de Fortaleza, Fortaleza - CE (UNIFOR)

    Apresentadora: Profa. Karol Silva de Moura (Coordenadora do curso de Odontologia da UNIFOR)

    12h00 s 14h00: Almoo

    14h00 s 16h00:Perspectivas do ENADE 2013Coordenador: Prof. Lo Kriger (PUC - PR)Participantes:

    Luiz Cludio Costa (Presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Ansio Teixeira - INEP)

    Profa. Claudia Maffini Griboski (Diretora de Avaliao da Educao Superior Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Ansio Teixeira - INEP)

    Prof. Dr. Fernando Fiol (Reitor da Universidade de Sorocaba - UNISO)

    16h00 s 16h30: Intervalo

    16h30 s 18h00: Discusso na Plenria

    19h30: Abertura Oficial

    diA 23 quinTA-FeirA (Avanos)

    8h30 s 10h00:Educao 3.0 - Como Ensinar Hojeministrador: Prof. Rui Fava (Vice-Presidente de EAD da Kroton Educacional, Reitor da UNIC e Diretor Geral da UNOPAR)

  • Revista da ABENO 12(1):5-76

    Coordenadora: Profa. Ana Isabel Fonseca Scavuzzi (UEFS e UNIME)

    08h30 s 12h30: Apresentao de Psteres (a avaliao dos trabalhos ser das 11h30 s 12h30)

    10h00 s 10h30: Intervalo

    10h30 s 11h30: Discusso na Plenria

    11h30 s 13h30: Almoo

    13h30 s 15h00: Formao Docente e Atuais Tendncias Pedaggicasministrador Prof. Mrio Srgio Cortella (Professor e Conferencista da Pontifcia Universidade Catlica de So Paulo - PUC - SP)Coordenador: Prof. Jos Ranali (UNICAMP)

    13h30 s 17h30: Apresentao de Psteres (a avaliao dos trabalhos ser das 16h30 s 17h30)

    15h00 s 15h30: Intervalo

    15h30 s 17h30: Discusso na Plenria

    18h30 s 19h30: Seminrio Ensinando e Aprendendo Coordenadora: Profa. Elaine Bauer Veeck (PUC - RS)relator: Prof. Mrio Uriarte Neto (UNIVALI)

    reunies Paralelas

    08h30 s 10h30:SAlA 02

    Grupo de Professores de Odontologia Legal

    Coordenador: Prof. Hlion Leo Lino Junior (UEL)ministradores:

    Prof. Dr. Eduardo Daruge Jnior (UNICAMP-PIR)

    Prof. Dr. Ricardo Henrique Alves da Silva (USP - RP)

    10h30 s 12h30:SAlA 01

    Grupos de trabalho do Mercosul - Mercosul Educativo (MEC) e SGT 11 (Grupo do Exerccio Profissional - MS)Coordenadores:

    Dr. Ailton Diogo Morilhas Rodrigues (Presidente do Conselho Federal de Odontologia - CFO)

    Profa. Maria Celeste Morita (Presidente da ABENO e UEL)

    SAlA 02

    Grupo de Professores de tica e Biotica em OdontologiaCoordenador: Prof. Dalton Luiz de Paula Ramos (USP)

    16h00 s 17h30:SAlA 01

    Grupo de Estudantes de Graduao em Odontologia do Brasil

    diA 24 SexTA-FeirA (Atores e Perspectivas)

    8h30 s 10h00: Preceptoria e Tutoria - Atores na Consolidao das DiretrizesCoordenadora: Profa. Ana Estela Haddad (USP)ministradores:

    Departamento de Gesto da Educao na Sade - DEGES/SGETES/Ministrio da Sade

    Dra. Marynes Terezinha Reibnitz (Chefe do Departamento de Sade Bucal da Secretria Municipal da de Sade de Florianpolis - SC)

    10h00 s 10h30: Intervalo

  • Revista da ABENO 12(1):5-7 7

    10h30 s 11h30: Educao e Trabalho no MercosulCoordenador: Prof. Cresus Vinicius Depes de Gouveia (UFF)ministradores:

    Profa. Irilene Fernandes (Assessora da CONAES para o Sistema ARCU-SUL / UFU)

    Profa. Maria Celeste Morita (Presidente da ABENO e UEL)

    Prof. Airton Diogo Morilhas (Presidente do Conselho Federal de Odontologia - CFO)

    11h30 s 13h30: Almoo

    13h30 s 15h30: Tecnologia de Testes (Elaborao de Questes para Avaliaes do Ensino Aprendizagem na Odontologia)Coordenadora: Profa. Maria Erclia de Araujo (USP)ministradora: Profa. Ivani Aparecida Lombardi (UNICAMP)

    15h30 s 16h00: Intervalo

    16h00 s 17h30: Tecnologia de Testes (Elaborao de Questes para Avaliaes do Ensino Aprendizagem na Odontologia)Coordenadora: Profa. Maria Erclia de Araujo (USP)ministradora: Profa. Ivani Aparecida Lombardi (UNICAMP)

    18h00: Reunio da Diretoria / Comisso de Ensino / Conselho Fiscal

    reunies Paralelas

    08h30 s 10h30: SAlA 01

    Coordenadores de Cursos de Ps-Graduao Stricto-Sensu em Odontologia

    Coordenadora: Profa. Vania Regina Camargo Fontanella (ULBRA e UFRGS)

    SAlA 02

    Grupos de TeleodontologiaCoordenadores:

    Prof. Joo Humberto Antoniazzi (USP) Profa. Mary Caroline Skelton Macedo (USP)

    10h30 s 12h30:SAlA 01

    Grupos do PET-Sade e Pr-SadeCoordenadoras:

    Profa. Lucimar Aparecida Britto Codato (UEL) Profa. Daniela Lemos Carcereri (UFSC)

    SAlA 02

    Bancos de Dentes Humanos Funcionamento e RegulamentaoCoordenadores:

    Prof. Jos Carlos Pettorossi Imparato (USP, SL Mandic e Reitor da UNICASTELO)

    Prof. Rui Brito Junior (SL Mandic)

    14h00 s 16h00: SAlA 01

    Grupos de Residncias MultiprofissionaisCoordenadores:

    Prof. Jos Galba Gomes de Meneses (UNIFOR) Prof. Daniel Rey de Carvalho (UCB) Profa. Mitsue Hayacibara (UEM)

    diA 25 SBAdo

    8h30: Relato Geral da Reunio

    10h00: Assembleia Geral

    12h00: Encerramento

  • Revista da ABENO 12(1):8-1318

    reSulTAdoS1. Correspondncia entre Questes e Habilidades e

    Competncias (Geral e Especfica): Geral I (Ateno sade) = 23 questes (76,7%). Geral II (Tomada de decises) = 03 questes (10,0%). Geral IV (Liderana) e V (Administrao e ge-renciamento) = 01 questo (3,3%). Geral III (Comunicao) e VI (Educao per-manente) = nenhuma questo (0,0%). Especficas XXV (propor e executar planos de tratamento adequados) = 15 questes (50,0%). Especficas XXIII (colher, observar e interpre-tar dados para a construo do diagnstico) = 11 questes (36,7%). Especficas X e XXVI = 03 questes (10,0%). Especficas XI, XIV e XVI = 02 questes (6,7%). Especficas I, II, III, IXX, XXI, XXIV e XXX = 01 questo (3,3%). Especficas IV, V, VI, VII, VIII, IX, XII, XIII, XV, XVII, XVIII, XX, XXII, XXVII, XVIII e XXIX = nenhuma questo (0,0%).

    2. Contedos: Cincias Biolgicas e da Sade = 07 questes (23,4%). Cincias Humanas e Sociais = 03 questes (10,0%). Cincias Odontolgicas - propedutica clnica = 04 questes (13,4%). Cincias Odontolgicas - clnica odontolgica = 14 questes (46,6%). Cincias Odontolgicas - odontologia peditri-ca = 02 questes (6,6%).

    3. Grau de Complexidade: Conhecimento = 11 questes (36,7%). Compreenso = 04 questes (13,3%). Aplicao = 04 questes (13,3%). Anlise = 08 questes (26,7%). Sntese = 03 questes (10,0%). Avaliao = nenhuma questo (0,0%).

    o enAde avalia o perfil de cirurgio-dentista que as diretrizes Curriculares delineiam? resultados de uma anlise preliminar

    Autores: Adriano de Almeida de Lima, Cristine Miron Stefani, Pedro Paulo Ferreira Spindola

    inTroduoEm fevereiro de 2012 as Diretrizes Curriculares

    Nacionais dos Cursos de Graduao em Odontologia (Resoluo CNE/CES N 3, 19/02/2002) completa-ram 10 anos. As diretrizes incluram exigncias im-portantes para a formao integral de Cirurgies Dentistas, voltadas mais para as necessidades da so-ciedade e menos para aspectos biotcnicos. Neste perodo, foram realizados trs Exames Nacionais de Desempenho de Estudantes (ENADE). Era esperado que os exames de 2004 e 2007 tivessem adeso mo-desta s habilidades e competncias inovadoras pro-postas nas DCN. Porm, o exame de 2010 poderia ser um marco importante na consolidao destas.

    oBJeTiVoS1. analisar a correspondncia entre as Habilidades

    e Competncias dispostas nas DCN e as questes do ENADE 2010;

    2. analisar os contedos abordados e sua relao com a formao generalista; e

    3. classificar o grau de complexidade das questes segundo taxonomia de Bloom.

    mATeriAiS e mTodoTrs especialistas em Educao Odontolgica

    classificaram as questes do Componente de Conhe-cimento Especfico do ENADE 2010 segundo as Ha-bilidades e Competncias, Gerais e Especficas, das DCN e com os contedos abordados, em tabela con-feccionada para este fim. A anlise foi realizada in-dividualmente e depois coletivamente. As discordn-cias foram deliberadas at a obteno de consenso.

    Trabalhos selecionados para apresentao na 47 reunio Anual da ABeno, 2012

    Campinas - SP - 22 a 25 de agosto de 2012

  • Revista da ABENO 12(1):8-131 9

    Trabalhos selecionados para apresentao 47 Reunio Anual da ABENO, 2012

    ConCluSeSEmbora as diretrizes curriculares prevejam um

    Cirurgio Dentista, com formao generalista, huma-

    nista, crtica e reflexiva, para atuar em todos os nveis de

    ateno sade, com base no rigor tcnico e cientfico.

    Capacitado ao exerccio de atividades referentes sade

    bucal da populao, pautado em princpios ticos, legais

    e na compreenso da realidade social, cultural e econ-

    mica do seu meio, dirigindo sua atuao para a transfor-

    mao da realidade em benefcio da sociedade,

    e que grande parte das Instituies de Ensino tenha modificado seus Projetos Pedaggicos para atender a essa demanda, a prova do ENADE continua avaliando os egressos de maneira tecnicista e conteu-dista, relevando aspectos importantes da formao integral.

    deSCriToreSEducao em Odontologia. Avaliao Educacio-

    nal. Formao de Recursos Humanos. Currculo.

    Teste progressivo como estratgia de avaliao de curso e acompanhamento da evoluo de estudantes: relato de experincia

    Autores: Alcieros Martins da Paz, Manoela Almeida Santos da Figueira, Angela Maria Magalhes Salvi

    inTroduoA Faculdade Pernambucana de Sade (FPS), ten-

    do como mtodo de ensino a Aprendizagem Baseada em Problemas (ABP), adota um sistema de avaliao que objetiva mensurar as competncias nos eixos cog-nitivo, psicomotor e afetivo, de modo contnuo e sis-temtico, incluindo ainda, em sua proposta educacio-nal, a medio de todas as demais variveis envolvidas no processo de ensino-aprendizagem, utilizando m-todos que tenham relao com os princpios psicope-daggicos e sociais expressos no currculo. So utili-zadas nesse processo as Avaliaes Somativa e Formativa, cuja primeira visa identificar o conheci-mento efetivamente incorporado ao final de cada fase e, a segunda tem como objetivo acompanhar o desenvolvimento do processo de aprendizagem do estudante. Na Avaliao Formativa est includo o teste progressivo, utilizado como instrumento de acompanhamento do estudante e de autoavaliao, propiciando a verificao da progresso na incorpo-rao do conhecimento no decorrer do curso.

    oBJeTiVoRelatar a experincia da utilizao do teste pro-

    gressivo como estratgia institucional de acompa-nhamento da progresso individual dos estudantes e de avaliao dos cursos.

    mATeriAl e mTodoO teste do progresso foi implantado na FPS desde

    seu credenciamento e autorizao dos primeiros cur-sos, no havendo soluo de continuidade nesse pe-rodo. aplicado a todos os estudantes dos cursos de graduao da FPS, uma vez por semestre, em carter voluntrio. Todos os estudantes respondem a mesma prova, que composta de 100 questes de mltipla escolha para o curso de medicina e, de 50 questes para os demais cursos, abrangendo todas as reas do conhecimento presentes nas Diretrizes Curriculares Nacionais. Para ano de 2012, foi acrescentada, em carter experimental, a opo No sei responder na tentativa de aumentar a confiabilidade dos erros e acertos. A realizao do teste seguida da anlise, pelos colegiados de curso, das questes com maiores nmeros de acertos e de erros, culminando com a identificao das reas de conhecimento com difi-culdades de apreenso de contedo e definio de estratgias de superao.

    reSulTAdoSA utilizao do teste do progresso, no que concer-

    ne avaliao institucional um mecanismo de ava-liao dos cursos que tem contribudo com a anlise das matrizes curriculares, apontando as necessida-des de adequao. Alm disso, permite que as mu-danas implementadas sejam avaliadas quanto a sua eficcia e efetividade. Como ferramenta para avalia-o do estudante, possibilita a identificao das ne-cessidades individuais e, consequente direcionamen-to da tomada de deciso que cada caso requer. Para o estudante, tem sido um instrumento de avaliao individual que fornece aos mesmos, uma verificao da aprendizagem adquirida de forma contnua e pro-gressiva, e por rea de conhecimento.

    ConCluSoO Teste Progressivo um modelo de avaliao

    longitudinal capaz de avaliar o desempenho cogniti-vo dos estudantes durante o curso de graduao, oportunizando aos mesmos a verificao da evoluo desse desempenho nas diversas reas e identificar problemas potenciais. Alm disso, permite aos gesto-res da IES realizar um diagnstico da qualidade dos cursos de graduao ofertados, bem como o aperfei-oamento institucional permanente e contnuo.

  • Revista da ABENO 12(1):8-131

    Trabalhos selecionados para apresentao 47 Reunio Anual da ABENO, 2012

    10

    deSCriToreSAvaliao Educacional. Auto-Avaliao. Aprendi-

    zagem Baseada em Problemas.

    estgios curriculares sob a tica do egresso do Curso de odontologia da universidade Federal do Cear

    Autores: Alessandra Evellin D Almeida Lobo, Lea Maria Bezerra de Menezes, Marlene Lopes Cidrack

    Os Estgios Supervisionados em Servios do Sis-tema Nico de Sade I, II e III so disciplinas que integram a grade curricular do curso de Odon-tologia da Faculdade de Farmcia, Odontologia e Enfermagem da Universidade Federal do Cear (UFC) instituda em 2005.

    Acontecem no 9 e 10 semestres do curso e se-guem as orientaes das Diretrizes Curriculares Na-cionais, tm como objetivo fazer com que o aluno conhea as polticas pblicas de sade, as formas de organizao dos servios e suas aes prticas em todos os nveis de ateno sade. Considerando o tempo transcorrido desde a implantao da nova grade curricular e a necessidade de acompanhamen-to permanente desta, foi idealizada uma pesquisa para avaliar os estgios curriculares a partir da per-cepo dos egressos do curso de Odontologia da UFC. Para tanto, foi realizado um estudo descritivo e investigativo com abordagem qualitativa por meio de entrevista semi-estruturada aplicada junto aos ex-alunos da UFC, formados em 2010.

    Os aspectos investigados relacionaram-se dura-o dos estgios, infra-estrutura dos locais de estgio, atuao dos orientadores, correlao entre as expe-rincias vivenciadas e os contedos estudados duran-te o curso, a contribuio dos estgios para a for-mao do egresso e as sugestes para o aperfeioamento dos mesmos. O mtodo preconiza-do para a anlise de dados foi aquele descrito por Bardin Anlise de Contedo.

    Os resultados foram agrupados em quatro cate-gorias de anlise, que nortearam as discusses:

    Categoria 1 - A teoria uma coisa, a prtica outra.

    Categoria 2 - Atuao dos orientadores foi satis-fatria.

    Categoria 3 - Infraestrutura deficiente e Categoria 4 - Estgio ajudou na escolha profissio-

    nal.

    Concluiu-se que, apesar das deficincias relata-das sobre a infra-estrutura dos locais de estgios, eles contriburam para a formao do egresso, por pro-piciarem uma aproximao com a realidade social e dos servios de sade.

    A atuao dos orientadores foi avaliada de forma positiva, porque auxiliaram na construo de novos conhecimentos e prticas, que no haviam sido con-templados durante as disciplinas intra-muros. Os estgios funcionaram como uma oportunidade de aprofundamento da vivncia em algumas especiali-dades, fazendo com que o aluno escolhesse essa rea para sua atuao profissional, sendo observado, ain-da, que a maioria dos entrevistados relatou interesse em atuar em Sade Pblica futuramente.

    As sugestes pontuadas durante o estudo pode-ro apoiar a realizao dos ajustes que forem neces-srios para o aprimoramento da grade curricular, sendo imprescindveis outros estudos que avaliem os estgios ao longo do tempo e que busquem investigar a opinio dos outros atores envolvidos no processo, orientadores de estgio e gestores dos servios de sade.deSCriToreS

    Estgio. Currculo. Odontologia.

    resduos de servios de sade em instituio de ensino superior - um alerta para a educao

    Autores: Almenara de Souza Fonseca Silva, Gabriela Victorelli, Flavia Marto Florio

    Os resduos de servios de sade so constitudos por materiais que apresentam riscos seguran-a ocupacional, sade pblica e ao meio ambiente. Apesar de seu manejo estar regulamentado por leis no mbito estadual e federal, poucos profissionais conhecem as etapas envolvidas no gerenciamento destes resduos. Um dos principais problemas encon-trados nos estabelecimentos de sade a mistura dos resduos, decorrente de segregao e acondiciona-mento inadequados. Para corrigir estas falhas, pro-gramas educativos tm sido propostos.

    O objetivo deste trabalho foi avaliar de forma qua-litativa o descarte dos resduos de servios de sade em uma Faculdade de Odontologia, antes e aps a aplicao de propostas educativas focadas nos alunos do curso de graduao. Foram aplicadas duas estra-tgias pedaggicas: 1. aula expositiva com base nas recomendaes de

    ensino da Organizao Mundial de Sade;

  • Revista da ABENO 12(1):8-131 11

    Trabalhos selecionados para apresentao 47 Reunio Anual da ABENO, 2012

    2. dinmica usando mtodos de sensibilizao dos alunos para torn-los mais conscientes quanto aos problemas socio-ambientais relacionados aos res-duos.

    A avaliao do aprendizado foi medida quantita-tivamente por perguntas dissertativas que aborda-ram o tema. Posteriormente, foi feita uma compara-o da efetividade das estratgias pedaggicas empregadas, por meio da caracterizao qualitativa dos resduos gerados em clnicas. A caracterizao foi realizada por um perodo de 8 dias consecutivos, tanto antes como 30 dias aps a aplicao das estra-tgias pedaggicas, para observar a aderncia s eta-pas de segregao e acondicionamento.

    Com relao avaliao do aprendizado, verifi-cou-se um bom aproveitamento com nvel de acerto superior a 80%. Quanto caracterizao notou-se elevada frequncia de descarte incorreto, sendo que houve um aumento significativo do descarte incor-reto dentro dos recipientes de infectantes e comuns aps a aplicao das duas estratgias pedaggicas (Qui-quadrado, p0,05).

    Pde-se concluir que com as estratgias pedag-gicas, o conhecimento foi transferido, entretanto na prtica no foi aplicado. As propostas educativas em-pregadas de modo pontual, no foram suficientes para estimular os alunos a realizar adequadamente as etapas de segregao e acondicionamento, com-portamentos estabelecidos por valores culturais.

    deSCriToreSResduos de Servios de Sade. Educao em

    Odontologia. Clnicas Odontolgicas.

    Verificao do consenso dos docentes de odontologia sobre o espao biolgico

    Autores: Altair Soares de Moura, Fabiola Belkiss Santos Oliveira, Silverio de Almeida Souza Torres, Leticia Reis Chaves, Patricia Rodrigues Mendes, Neilor Matheus Antunes Braga

    Justificou-se a realizao desta pesquisa, a neces-sidade de se identificar o consenso dos professo-res do curso de Odontologia das Faculdades Unidas do Norte de Minas - FUNORTE sobre o que espao biolgico. O projeto foi institucionalizado nas Facul-

    dades Unidas do Norte de Minas - FUNORTE tendo sido aprovado pelo Comit de tica em Pesquisa com o protocolo nmero 01837/11 (CAAE: 0290.0.445.000-11/SISNEP).

    Tratou-se de uma pesquisa direta, quantitativa, transversal em que se avaliou o conhecimento de 20 docentes. Os dados foram coletados num perodo de dois meses, pelos autores da pesquisa e posteriormen-te submetidos anlise descritiva empregando o pa-cote estatstico SPSS v.15.0.

    A anlise final buscou o estabelecimento da arti-culao entre os dados e os referenciais tericos da pesquisa. Entre os participantes, as idades variaram de 31 a 56 anos com concluso do curso entre 1979 a 2004. A maioria (60%) relatou no confeccionar prteses ou fazer reabilitaes orais em seu consul-trio. Quando perguntados a respeito da inflamao gengival ao redor das prteses ou restauraes, 32% relataram ser por invaso do espao biolgico.

    Quanto realizao de preparos subgengivais, 55% afirmaram fazer. Sobre as estruturas que com-pem o espao biolgico, 45% das respostas citaram o sulco histolgico, o epitlio juncional e a insero conjuntiva. Pode se observar que grande parte dos profissionais desconhece as estruturas que compem o espao biolgico periodontal, e em razo disso po-dem produzir perda da homeostasia periodontal.

    deSCriToreSConhecimento. Docentes. Periodonto.

    Contribuio da extenso na formao profissional - uniSC/rS

    Autores: Amanda da Boit Mezari, Renita Baldo Moraes, Beatriz Baldo Marques, Gladis Grazziotin, Maristela Soares Resende, Leni Dias Weigetl

    Considerando a importncia da universidade na formao de profissionais comprometidos com a sociedade, com postura tica e aptos a atuarem em equipes, de forma integral, a Universidade de Santa Cruz do Sul - UNISC, desenvolve, desde 2004, o pro-jeto de extenso Ateno Sade da Criana e do Adolescente - PASCA.

    Este trabalho tem como objetivo relatar algumas das aes desenvolvidas nesse projeto, no qual so integrantes acadmicos e docentes dos cursos de edu-cao fsica, enfermagem, medicina, nutrio e odontologia, em diferentes cenrios de prtica, como hospitais, escolas de educao infantil, unidades b-sicas de sade e na Clnica de Odontologia da UNISC.

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    Os beneficiados so gestantes, purperas, recm-nascidos, crianas e adolescentes. Esse projeto foi apreciado e aprovado pelo Comit de tica em Pes-quisa da UNISC, sob o protocolo nmero 2782/11.

    No incio do ano letivo, a Pr-Reitoria de Exten-so e Relaes Comunitrias da UNISC promove uma capacitao, destinada a todos os bolsistas da universidade, com o objetivo de esclarecer aspectos relacionados extenso. Diferentes realidades e pro-jetos so conhecidos por todos os bolsistas da univer-sidade.

    No decorrer do ano, atravs do PASCA, visando favorecer a interdisciplinaridade, so realizados en-contros e capacitaes peridicas, com a presena dos integrantes das diferentes reas da sade atuan-tes no projeto. Nesse momento so compartilhados conhecimentos das diferentes reas, valorizando e respeitando a especificidade de cada campo de saber, em busca de aes coletivas com um objetivo comum, que proporcionar a melhoria na qualidade de vida do indivduo de forma educativa e preventiva, traba-lhando na promoo de sade.

    Com os beneficiados so desenvolvidas diferentes aes no campo da ateno primria sade, como:

    atividades educativas e ldicas com crianas hos-pitalizadas;

    participao nas atividades educativas com as ges-tantes que integram o Projeto Cegonha (em parceria com o Ncleo de Apoio Sade da Fa-mlia - NASF e Programa Infncia Melhor - PIM);

    visitas domiciliares s gestantes (com apoio das Agentes Comunitrias de Sade);

    atividades educativas e preventivas em Escolas Municipais de Educao Infantil - EMEI; e

    acompanhamento da sade bucal de crianas e adolescentes, atravs de aes de manuteno de sade bucal.

    Acredita-se que o projeto abrangente, pois no ano de 2011 foram beneficiadas 1.121 pessoas, e que as aes contribuem na melhoria da qualidade de vida dos beneficiados. Alm disso, tem-se observado que o projeto contribui na formao de profissionais aptos a atuarem em equipes multidisciplinares em diferentes cenrios de prtica, comprometidos com a realidade social e diversidade cultural, de forma integral, alm de possibilitar uma viso ampliada das estratgias de ateno em sade.

    deSCriToreSPromoo de Sade. Ateno Primria Sade.

    Educao em Sade.

    Frum de discusso do projeto poltico pedaggico e perfil do egresso do curso de odontologia da uniPAr

    Autores: Ana Carolina Soares Fraga Zaze, Cintia Souza Alferes Araujo, Luiz Roerto Prandi, Veruska de Joo Malheiros Pfau, Sergio Henrique Staut Brunini, Eduardo Augusto Pfau

    A Lei de Diretrizes e Bases da Educao N9.394/96, no captulo IV, que se refere Edu-cao Superior descreve no Art. 47, 1o:

    As instituies informaro aos interessados, antes de

    cada perodo letivo, os programas do curso e demais

    componentes curriculares, sua durao, requisitos, qua-

    lificao dos professores, recursos disponveis e crit-

    rios de avaliao, obrigando-se a cumprir as respectivas

    condies.

    Com o intuito de atingir este objetivo, a Univer-sidade Paranaense solicita a todos os cursos de gra-duao, por meio de uma estratgia institucional, que sejam realizados fruns de discusso, abordando o Projeto Poltico Pedaggico e o perfil do profissio-nal formado pelo curso, com a participao de egres-sos que relatam suas experincias profissionais e percepes a respeito do mercado de trabalho e sua capacidade de se inserir nele, com base na sua for-mao profissional.

    Os referidos fruns tm como objetivo propiciar a discusso e a reflexo sobe a reavaliao e o redi-mensionamento do Projeto Pedaggico do curso de Odontologia da Universidade Paranaense (UNI-PAR), por meio da interlocuo entre acadmicos, docentes, egressos e a comunidade assistida pelo cur-so.

    Para a realizao dos fruns, o colegiado do cur-so traa as estratgias e objetivos especficos para a reflexo dos temas que sero abordados no ano cor-rente, devido ao fato deste evento ser anual. Dentre eles, so abordados a histria do curso e a construo do projeto poltico pedaggico, o objetivo de sua exis-tncia e o perfil do profissional que se pretende for-mar, os mtodos e tcnicas que sero abordados no processo ensino-aprendizagem, a formao do corpo docente, bem como a importncia da relao entre ensino, pesquisa e extenso.

    Em um primeiro momento, os acadmicos so reunidos para assistir algumas apresentaes sobre

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    Trabalhos selecionados para apresentao 47 Reunio Anual da ABENO, 2012

    os temas previamente estipulados, com o intuito de familiariz-los com o projeto poltico pedaggico e caractersticas do curso. Estas so ministradas por representantes administrativos da instituio, docen-tes e egressos do curso. Aps as apresentaes, os acadmicos e docentes, so divididos em grupos, onde so realizadas discusses, identificando pontos positivos e negativos do curso e da instituio.

    Neste momento, cada grupo define um secret-rio, que faz as anotaes dos pontos abordados e um relator, que ser o representante discente do grupo. Terminadas as discusses e reflexes, os acadmicos so novamente agrupados para a realizao da ple-nria, onde os relatores fazem a apresentao dos aspectos discutidos em seus grupos.

    Neste momento, possvel identificar a percep-o dos acadmicos com relao aos temas aborda-dos, o que favorece o esclarecimento de dvidas e permite ao colegiado e demais docentes do curso, identificar problemas e dificuldades, permitindo o desenvolvimento de estratgias para sua soluo.

    Durante a realizao dos fruns, ocorre a cons-cientizao social, cultural e poltica da comunidade acadmica, contribuindo diretamente para a forma-o de profissionais com senso crtico e participativo, bem como a apresentao e discusso de novas pro-postas de ensino-aprendizagem, contribuindo na elaborao do Projeto Pedaggico do curso.

    deSCriToreSAprendizagem. Ensino Superior. Avaliao de

    processos e resultados.

    Suporte aos professores na implementao da teleodontolgia - foco na teleducao

    Autores: Ana Estela Haddad, Leandro Costa, Marcio Souza, Joo Humberto Antoniazzi, Mary Caroline Skelton Macedo

    Para ampliar o uso de um Ambiente Virtual de Aprendizagem (AVA) por parte dos docentes necessrio tornar o mais agradvel e intuitiva possvel a experincia de uso do sistema. Mais do que prover recursos de ponta em relao a hardware e software preciso prestar todo o suporte necessrio para que os trabalhos pedaggicos sejam desenvolvidos a con-tento dentro do ambiente. O suporte deve permitir a identificao das potencialidades e permitir a cons-truo de contedos que possam ser inseridos e apro-veitados de forma leve e prazerosa. Com um total de 160 professores cadastrados no AVA Moodle adotado

    pelo Ncleo de Teleodontologia da FOUSP, a neces-sidade de orientao e interseco de carter tcnico no ambiente diria. Tal trabalho de suporte abran-ge vrias frentes:

    oPerAo dA FerrAmenTA Cadastramento de Usurios; Atribuio de Funes; Insero de Recursos Pedaggicos; Formatao de Layout; Formatao do Curso; e Insero de Atividades sncronas e assncronas.

    orientao Quanto s Funcionalidades; Formatos de arquivos suportados; Parmetros de configurao dos Cursos/Recur-

    sos/Atividades; Uso de Web Services atravs do Moodle; Uso de Solues Web 2.0; e Padres de desenvolvimento de Objetos Educa-

    cionais. Suporte Tcnico

    Como solucionar Bugs; Instalao de Novas Funcionalidades; Exportao e Importao de Cursos; e Controle de permisso.

    Desta forma, mais do que resolver dificuldades tcnicas, seja por bugs do sistema, seja por inabilida-de no uso da ferramenta, o Ncleo trabalha tambm mostrando o rico universo que tal estrutura de e-le-arning possibilita.

    No so raras as vezes que o trabalho de suporte tem que lidar com idias preconceituosas quanto aos assuntos de EAD e por consequncia o suporte tem que transpor correlatas resistncias para se mostrar em sua plenitude. Dada a quantidade de professores que no se utilizaram desses tipos de solues tecno-lgicas quando de suas formaes no passado, mais do que aceitar esse tipo de postura de resistncia ela u um desafio a ser vencido para promover aquele(a) professor(a) a um novo universo de conquistas para enriquecer a atividade docente.

    Vale ressaltar que o trabalho de suporte realizado no Ncleo, apesar do carter de base, funciona como uma troca, pois muitas vezes uma demanda gerada por um professor em seu curso, serve de ponte para esse mesmo suporte galgar o conhecimento tcnico necessrio para posteriormente estender o expertise obtido aos outros usurios do ambiente. Temos atu-almente, por exemplo, iniciado trabalhos de utiliza-o do sistema de avaliaes do Moodle em um de-

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    terminado curso. Tal experincia se mostra nica, pois coloca tan-

    to o suporte como o corpo docente em uma condio de aprendizado, dada a enorme quantidade de po-tencialidades e configuraes possveis nas ativida-des correlatas. Este trabalho de entendimento da construo mtua do conhecimento pedaggico concorrente ao conhecimento tcnico tambm um dos maiores desafios do trabalho de suporte hoje, pois exige em paralelo uma desconstruo da idia preconcebida de que o segundo existe independen-temente do primeiro.

    deSCriToreSTelessade. Telemedicina. Teleodontologia.

    rede nacional de Teleodontologia: estratgias para um novo paradigma educacional

    Autores: Ana Estela Haddad, Maria Celeste Morita, Joo Humberto Antoniazzi, Chao Lung Wen, Mary Caroline Skelton Macedo

    Foi instalada durante a 46 reunio da ABENO em Florianpolis a Rede Nacional de Teleodontolo-gia (RNTO), endereo eletrnico provisrio http://www.fo.usp.br/?page_id=6169. Seu objetivo o de ampliar e fortalecer a participao da Odontologia nas atividades de telessade, seja na poltica nacional, seja como modelo inovador a ser seguido por outros pases. Para isso, esto sendo constitudos os Ncleos de Teleodontologia, com a participao de Faculda-des de Odontologia e de Secretarias de Sade.

    A iniciativa coordenada pelo Ncleo de Teleo-dontologia da FOUSP e pela ABENO. Entre as ativi-dades previstas est o diagnstico situacional das instituies parceiras quanto ao estgio de desenvol-vimento e uso das tecnologias de informao e co-municao (TIC) aplicadas teleducao e teleas-sistncia.

    A ABENO planeja uma ao coordenada de ca-pacitao docente em todo o pas, a partir da identi-ficao de necessidades, para que as TIC sejam apli-cadas no processo de ensino-aprendizagem, na preparao do material didtico e na ampliao de recursos disponveis para favorecer a aplicao das tecnologias educacionais interativas.

    Entre os princpios estabelecidos para esta inicia-tiva est a criao de repositrios institucionais de contedos e objetos educacionais em acesso aberto ao uso e reuso (Recursos Educacionais Abertos - REA), a superao do modo power point e a poten-

    cializao da socializao de material construdo. Est prevista a capacitao para a construo e

    utilizao em rede do acervo de Segundas Opinies Formativas, que representam uma tecnologia basea-da no conceito de educao permanente em sade, promovendo a integrao ensino-servio-pesquisa em sade, com base nas melhores evidncias cient-ficas e clnicas.

    Entre os sistemas utilizados esto a videoconfe-rncia, a webconferncia, os formulrios eletrnicos para coleta de dados, os aplicativos IOS (tablets, ce-lulares, smartphones, etc), a produo de REA, o gerenciador de cursos Moodle, as estratgias ativas por meio de ferramentas eletrnicas, entre outros. A partir desta nova realidade que se apresenta, im-portante discutir e disseminar a compreenso sobre as regras de direitos autorais sobre a produo do-cente, bem como a possibilidade de que os processos avaliativos institucionais da ps-graduao possam aferir valor a esta produo, na mesma proporo em que j se atribui pesquisa.

    Outra questo que ainda permanece em debate a dos requisitos a serem adotados como metadados para a indexao, que permitam o estabelecimento de mecanismos eficazes de busca de contedos. A percepo e a vivncia na era da interatividade e da sociedade interconectada tm reflexos em todos os setores da atividade humana.

    No caso especfico, est promovendo mudanas conceituais e estruturais no processo e no sistema educacional, que nos desafiam a um novo posiciona-mento como educadores aprendizes.

    deSCriToreSTelessade. Telemedicina. Teleodontologia.

    A viso dos formandos do Curso de odontologia da universidade Federal do Par acerca do projeto pedaggico do curso

    Autores: Ana Paula Tavares Silva, Marcos Vinicius Lobo Ferreira, Vinicius Matos Lisboa, Nathalia Carolina Fernandes Fagundes, Natalia Lima Aguiar, Ana Daniela Silva da Silveira

    A presente pesquisa tem como objetivo verificar a percepo dos acadmicos do ltimo semestre do curso de Odontologia da UFPA acerca do Projeto Pedaggico do mesmo, bem como observar a impres-so destes alunos sobre a atual estrutura curricular do curso, sua carga horria, a integrao das disci-

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    Trabalhos selecionados para apresentao 47 Reunio Anual da ABENO, 2012

    plinas, a perspectiva com relao ao mercado de tra-balho, alm da participao dos acadmicos em ati-vidades de pesquisa e extenso dentro da Faculdade de Odontologia.

    Esta pesquisa foi constituda por meio de um es-tudo quantitativo e qualitativo realizado atravs da aplicao de questionrios com perguntas abertas e fechadas entre os formandos do curso de Odontolo-gia da UFPA no ano de 2012. Aps a coleta dos dados, as respostas foram estudadas atravs da tcnica des-critiva simples. Os resultados apontaram onde os alunos acreditam haver uma maior necessidade de reformulao no projeto pedaggico vigente e as oportunidades que lhes foram oferecidas pela insti-tuio durante a graduao.

    Os resultados mais significativos foram a insatis-fao dos formandos com a grade curricular atual e a carga horria considerada insuficiente para todas as disciplinas. Os formandos tambm relataram sair preparados da graduao para o mercado de traba-lho, embora considerem uma possvel dificuldade em administrar e planejar servios de sade do SUS. Esta pesquisa concluiu que o Projeto Pedaggico Curri-cular atual da Faculdade de Odontologia da Univer-sidade Federal do Par precisa ser revisto e reestru-turado, com o objetivo de tornar o curso mais atual, formando profissionais capazes de atuar com exce-lncia em todas as especialidades.

    deSCriToreSEstudantes de Odontologia. Educao em Odon-

    tologia. Ensino.

    Avaliao critrio-referenciada do exerccio da prtica profissional no Curso de odontologia da Suprema

    Autores: Andre Luiz Dias, Fernanda Ribeiro Porto, Fernando Luiz Hespanhol, Rodrigo Guerra de Oliveira, Rinaldo Henrique Aguilar da Silva, Djalma Rabelo Ricardo

    oBJeTiVoSApresentar o instrumento utilizado durante o

    processo de avaliao critrio-referenciada do exer-ccio da prtica profissional (Clnica Integrada Plena II - 8 perodo) no curso de Odontologia da Faculda-de das Cincias Mdicas e da Sade de Juiz de Fora - Suprema. Buscou-se, tambm, analisar a concepo de avaliao do professor nos eixos que norteiam e organizam o currculo orientado por competncias, durante a prtica profissional, com estes estudantes.

    meTodoloGiAA partir da anlise de contedo de todas as pres-

    cries docentes dirias, aplicadas no 2 semestre de 2011, foi conduzido um estudo quantitativo, refletin-do sobre as ambiguidades do processo de avaliao. As prescries foram alocadas nos eixos afetivo, cog-nitivo e psicomotor.

    reSulTAdoSPela anlise dos resultados fica clara a valorizao

    dos eixos cognitivo e psicomotor, em detrimento ao afetivo.

    ConCluSeSConstatou-se que a concepo do professor na

    avaliao diria do exerccio da prtica profissional aproximou-se muito da abordagem de competncia dialgica, que articula e integra resultados, atributos e contexto em situaes distintas, com diferentes for-mas de realizar tarefas essenciais para a formao do cirurgio-dentista. Contradies no processo avalia-tivo entre os professores, porm, esto presentes e necessitam ser constantemente trabalhadas.

    deSCriToreSCurrculo. Educao em Odontologia. Avaliao

    Educacional.

    Anlise longitudinal da opinio dos alunos em relao ao desempenho de uma disciplina clnica da Fo-uerJ

    Autores: Andre Luiz Fernandes Martins Junior, Maria Eliza Barbosa Ramos, Olivia Albertina Silva Fraga, Eduardo Jose Veras Lourenco, Nathalia Thielman de Sousa, Camilla Carvalho Alonso

    inTroduoAs Diretrizes Curriculares Nacionais (DCN) que

    tm por objetivo estabelecer novas formas de organi-zao curricular, articular ensino e rede, redimen-sionando o status do processo educativo e prticas em sade tm por finalidade nortear os cursos de graduao em relao as suas atividades. J as Dire-trizes direcionadas para Odontologia determinam que o perfil deste novo profissional deva ser genera-lista, com viso humanista, crtica e reflexiva, capa-citado a atuar em todos os nveis de ateno sade, com base no rigor tcnico e cientfico, bem como ser capacitado ao exerccio de atividades referentes sade bucal da populao, pautado em princpios ticos, legais e na compreenso da realidade social, cultural e econmica do seu meio, dirigindo sua atu-

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    ao para a transformao da realidade em benef-cios da sociedade.

    oBJeTiVoFoi objetivo desde trabalho obter uma Anlise

    longitudinal(2010/2012) da opinio dos alunos em relao ao desempenho de uma Disciplina clnica da FO-UERJ.

    mATeriAl e mTodoPara tal foi realizado um questionrio informati-

    zado, sem identificao, com perguntas fechadas. O aluno s poderia escolher uma resposta entre as op-es. As questes abordadas foram: 1. Ao iniciar a disciplina o docente apresentou o

    plano de ensino, contendo objetivos, metodologia, critrios de avaliao, cronograma e bibliografia? Resposta: Sim - No - Sem opinio.

    2. Houve coerncia entre o contedo ministrado e o exigido nas avaliaes? Resposta: Sempre - Frequente - Espordico - Nunca.

    3. Qual a sua avaliao global para esta disciplina? Resposta: timo - Bom - Regular - Pssimo.

    AmostraA amostra foi composta por todos os alunos ins-

    critos no 6o perodo do Curso de Odontologia da FO-UERJ, no ano de 2010 - 1o semestre (n=22) e no ano de 2012 - 1o semestre (n=29), totalizando 51 alunos (100%). Destes, 90%(46) responderam a ava-liao, sendo 17 alunos (2010) e 29 alunos (2012). A escolha da Disciplina foi aleatria, sendo a eleita a Disciplina de Prtese Fixa I.

    reSulTAdoSOs resultados demonstraram que 100%(46) dos

    alunos (17 alunos em 2010 e 29 alunos em 2012) res-ponderam que ao iniciar a disciplina o docente apre-sentou o plano de ensino, contendo objetivos, meto-dologia, critrios de avaliao, cronograma e bibliografia. Em relao questo da coerncia entre o contedo ministrado e o exigido nas avaliaes, foram observados os seguintes resultados no ano de 2010:

    sempre 35%(6); frequente 35%(6); espordico 30%(5) e nunca 0%(0).

    E em 2012, os resultados foram: sempre 90%(26); frequente 10%(3); espordico 0%(0) e nunca 0%(0).

    Em se tratando da avaliao global da disciplina, obtiveram-se os seguintes resultados em 2010:

    timo 41%(7); bom 53%(9); regular 0%(0); pssimo 6%(1).

    E em 2012: timo 93%(27); bom 7%(2); regular 0%(0); pssimo 0%(0).

    ConCluSoPode-se concluir que desde 2010 os alunos esto

    satisfeitos com o desempenho da Disciplina clnica de Prtese Fixa I, necessitando apenas de pequenos ajustes em relao ao contedo ministrado e o exigi-do nas avaliaes, o que foi realizado em 2012. Fina-lizando pode-se concluir que 100% dos alunos em 2012 avaliaram a Disciplina como tima/Boa.

    deSCriToreSCincia da sade. Odontologia. Educao.

    ensino na sade: experincia inovadora da odontologia

    Autores: Andrea Gallon, Rose Maria Makowski, Roberta Tagliari da Rosa, Roberto Cesar do Amaral, Mauricio Costa Silveira de Avila, Solide Volpato

    A perspectiva que norteia o presente relato funda-menta-se no trabalho desenvolvido entre a As-sessoria Pedaggica e o curso de Odontologia, da Universidade do Oeste de Santa Catarina - Unoesc, campus de Joaaba, mais precisamente com a rees-truturao das prticas pedaggicas do curso envol-vendo o ensino por competncias.

    O referencial terico que fundamentou o traba-lho foi Bloom (1980), Perrenound (2000), Foi reali-zado um piloto com o componente curricular de Preveno Teraputica dos Tecidos Duros dos Den-tesI (PVTTDD I), o qual havia um grande nmero de reprovaes.

    O componente passou por alteraes, com uma proposta pedaggica inovadora para a rea da Odon-tologia, em que o processo de ensino-aprendizagem fundamenta-se nas habilidades e competncias a se-rem adquiridas pelo acadmico, em vez de centr-lo apenas no contedo conceitual, exigindo uma orga-nizao dos conhecimentos atravs de nveis, onde o acadmico desenvolve competncias bsicas, inter-

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    Trabalhos selecionados para apresentao 47 Reunio Anual da ABENO, 2012

    medirias e globais de acordo com as exigncias apre-sentadas e a capacidade de enfrentar situaes e acontecimentos referentes a uma atividade.

    Neste trabalho, foram relatados os resultados de quatro semestres, sendo que 2009/02 e 2010/01 ti-nham o paradigma de repasse de contedos e, a par-tir de 2010/02 e 2011/01, com a reestruturao peda-ggica. Um indicador interessante foi quanto ao nmero de reprovaes:

    2o semestre 2009: 18 alunos reprovaram, 1o semestre 2010: 15 alunos, 2o semestre 2010: 5 alunos e 1o semestre de 2011: apenas 2 acadmicos.

    Nos dois primeiros semestres, o nmero de alunos reprovados era muito superior e o bom desempenho de cada acadmico em provas tericas e prticas a partir do novo mtodo, indica que o trabalho reali-zado obteve xito. Atribui-se esta melhora no desem-penho da execuo das atividades propostas adeso da equipe docente, ao manual do aluno e a reorga-nizao dos conhecimentos em uma sequncia lgica e gradativa.

    deSCriToreSPrticas Pedaggicas. Inovao. Odontologia.

    impacto das prticas pedaggicas na realizao das aes: uma vivncia acadmica

    Autores: Andrea Gallon, Solide Volpato, Rose Maria Makowski

    No mundo globalizado as atividades das organi-zaes e instituies exigem, cada vez mais, do profissional de sade uma formao voltada para a comunidade e toda sociedade. As regras rgidas, pre-determinadas e lineares cedem lugar a flexibilidade que permite iniciar um processo de ordem social novo, capaz de propagar-se provocando reorganiza-o por meio do ensino/aprendizagem ao produzir novas maneiras de pensar e agir institucionais. A re-alizao de atividades que priorizem a promoo de sade no atendimento ao paciente especial em m-bito hospitalar objetivou lembrar, relacionar e utili-zar contedos j ministrados na matriz curricular do curso de Odontologia - UNOESC/Joaaba/SC, apli-cando em programas e atividades terico/prticas de promoo em sade bucal as habilidades de planeja-mento e comunicao em diferentes grupos popula-cionais. A construo do conhecimento observado no mtodo de elaborao dos Fruns Cientficos de

    Estudos em Paciente Especial e o contato entre rea-lidade e fantasia na transitoriedade dos fatos, da acei-tao do que se apresenta e da transformao elabo-rada promovem encontros, provocam e desafiam a inteligncia dos acadmicos de odontologia no com-promisso social das aes ticas e de cidadania per-meados pela atuao e contribuio de professores do componente nas atividades em laboratrio de in-formtica, oficinas de estudos em biblioteca para elaborao e apresentao dos assuntos construdos na realizao do mesmo priorizando espao para discusso entre acadmicos e profissionais convida-dos de outras reas da sade relacionadas diretamen-te ao tema abordado. As avaliaes de feedback rea-lizadas semestralmente, pelo componente curricular atravs da manifestao verbal e escrita e aps reali-zao das atividades possibilitaram observar pelo olhar do acadmico de odontologia que toda essa construo fruto de aprendizado e empenho de todos viabilizando aos mesmos o amadurecimento humano, tico, moral e de cidadania no desenvolvi-mento desta experincia e leitura de mundo nica.

    deSCriToreSAprendizagem baseada em problemas. Educao

    em Odontologia. Relaes interpessoais.

    integrao servio-academia na Policlnica Piquet Carneiro - universidade estadual do rio de Janeiro: educao em sade em seu contexto

    Autores: Andrea Lanzillotti Cardoso, Luiana Freitas Bastos

    Objetivou-se observar as mudanas que ocorre-ram no campo da educao em sade bucal nesta Policlnica, que anteriormente contava apenas com dentistas que pautavam sua assistncia no mo-delo cirrgico-restaurador, e atualmente acolhe tam-bm quatro disciplinas de graduao e duas de ps-graduao da UERJ.

    Apoiadas na literatura disponvel e em pesquisas j realizadas neste setor, realizou-se uma reviso de literatura da assistncia odontolgica nesta Policlni-ca, da mudana de paradigma do modelo cirrgico-restaurador para o modelo de promoo de sade, da influncia da educao em sade bucal na vida dos usurios e desta na mudana de atitude de pro-fissionais seniores.

    Concluiu-se que a educao em sade como pers-

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    pectiva embazante de todo o servio odontolgico possibilitou a assistncia a um nmero maior de usu-rios, tem colaborado com maior auto-controle dos mesmos, integrado academia e servio; e estimulado mudanas no exerccio profissional de antigos ciru-gies-dentistas.

    deSCriToreSFormao de Recursos Humanos. Odontologia.

    Educao em Sade.

    reflexos das aes afirmativas e/ou sistema de cotas no ensino da odontologia

    Autores: Antonio Fernando Pereira Falco, Antonio Falco, Liliane Lins, Daniel de Paula, Carolina Azevedo

    Aes afirmativas e/ou sistema de cotas polmi-co no Ensino Superior Brasileiro. Inicialmente poucas IES pblicas reservavam vagas para negros e/ou baixa renda como a UnB. Progressivamente IES pblicas passaram a adot-las. O qu seria provisrio tornou-se definitivo, percebendo-se inoperncia e falta de interesse dos governos federais, estaduais e municipais em melhorar o ensino nas escolas pbli-cas.

    As universidades so autnomas para definir seu sistema de cotas, existindo diversos modelos pelo pas. comum reservar vagas para estudantes que cursaram o ensino mdio em escolas pblicas, che-gando a destinar at 70% das vagas para esses candi-datos. Ainda comum vagas para afrodescendentes, ndios, deficientes e membros de comunidades qui-lombolas. O sistema causa polmica pela subjetivida-de no momento da entrevista quando interessado auto-declara sua origem, e, ser negro, moreno, ndio ou descendente distante. Submeter a matria a julga-mento no STF prova da inconsistncia e inexistn-cia jurisprudencial, haja vista os dspares critrios adotados pelas IES.

    Na IES sob estudo, na maioria dos seus cursos, no de Odontologia especificamente, um dos de maior custo/aluno/ano, sensivelmente marcante a exis-tncia do trancamento parcial ou total em compo-nentes curriculares, da reteno e da evaso entre os cotistas o qu contribui com o aumento do tempo de permanncia do aluno na Universidade com, conse-quentemente, maior gasto pblico e maior retardo de ingresso no mercado de trabalho, reduzindo sig-nificativamente o nmero de concluintes das IES pblicas, contando-se com a possibilidade de prtica

    do exerccio ilegal ou irregular da Odontologia por parte daqueles que trancam suas inscries/matricu-las ou se mantm matriculados nas IES para no per-derem os benefcios das bolsas criadas pelas prprias Aes Afirmativas e manterem-se utilizando residn-cia e restaurante universitrios, encarecendo mais ainda os servios pblicos mantidos pela Unio, Es-tados e Municpios, exigindo uma maior atuao dos Conselhos Fiscalizadores do Exerccio Profissional.

    deSCriToreSAes Afirmativas. Cotas. Exerccio Profissional.

    Sala de espera saudvel: vivncias na odontopediatria

    Autores: Armiliana Soares Nascimento, Rosa Maria Mariz de Melo Sales Marmhoud Coury, Criseuda Maria Bencio Barros, Darlene Cristina Ramos Eloy Dantas, Maria Soraya Pereira Franco Adriano, Luciana de Barros Correia Fontes

    oBJeTiVoRelatar as vivncias do projeto de extenso Sala

    de Espera Saudvel, direcionado aos clientes, pais ou acompanhantes em tratamento na clnica escola de odontopediatria da Universidade Estadual da Para-ba.

    meTodoloGiAO desenvolvimento deste projeto ocorre a partir

    do ano de 2005 por professores e acadmicos vincu-lados s disciplinas de Odontopediatria e Anatomia bucal, alm de professores e acadmicos do curso de Psicologia, de forma mais particular. Abrange pales-tras e oficinas de dessensibilizao.Como recursos utilizados destacam-se:

    datashow, teatro de fantoches, jogos, trabalhos com massa de modelar e argila, pinturas e colagens entre outros.

    Essas aes no momento da sala de espera, que antecede a ateno do paciente infantil, quando os alunos encontram-se organizando o equipamento, instrumentais e materiais para receb-los. No primei-ro semestre do ano de 2012 abrangeu a participao de 15 alunos voluntrios, pertencentes ao segundo ano do curso de graduao em Odontologia.

    reSulTAdoSNo que se referiu ao perodo supracitado foram

    realizados 24 encontros, com a participao de 46

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    Trabalhos selecionados para apresentao 47 Reunio Anual da ABENO, 2012

    pais ou acompanhantes e de 108 crianas. Inicial-mente levantaram-se as dvidas, expectativas e an-seios relacionados sade bucal e ao tratamento odontolgico em si. Os assuntos abordados direcio-naram-se importncia da higiene oral, de hbitos alimentares saudveis de acordo com a realidade desse grupo alvo, preveno e tratamento dos hbitos orais deletrios, repercusses do aleitamento natu-ral, enfermidades orais e seus mtodos de preveno. Houve o esclarecimento das dvidas em relao ao tratamento odontolgico e um trabalho mais voltado reduo dos medos e ansiedades.

    ConCluSo As vivncias da sala de espera mostram-se cons-

    trutivas, com um melhor compromisso e comporta-mento dos pais, acompanhantes e das crianas, dian-te da necessidade dessa ateno. Mesmo com alguns momentos de resistncia em participar das atividades e a falta de um ambiente especfico para tal, muitos ganhos ocorreram, sendo os maiores desafios a mo-tivao constante do meio familiar, no compromisso em grupo para a promoo de sade e a percepo dos alunos que realizaro os atendimentos, sobre a importncia desse momento.

    deSCriToreSEducao em sade. Relaes profissional-fam-

    lia. Odontopediatria.

    o perfil e o padro de atividade fsica dos estudantes do Curso de odontologia da uFAm

    Autores: Ary de Oliveira Alves Filho, Janaina Silva Martins Humberto, Janete Maria Rebelo Vieira, Pollyanna Oliveira Medina

    O objetivo do presente estudo foi avaliar o perfil dos estudantes do Curso de Odontologia da Universidade Federal do Amazonas (UFAM) e seu padro de atividade fsica.

    A amostra foi composta de 39 estudantes do pri-meiro e do ltimo perodo do curso no ano de 2009. As variveis sciodemogrficas foram coletadas atra-vs de um questionrio autoaplicvel e o padro de atividade fsica foi medido atravs da aplicao do Questionrio Internacional de Atividade Fsica (IPAQ), verso curta.

    Os resultados mostraram que 89,75% dos estu-dantes eram do sexo feminino, com mdia de idade de 20 anos, natural do estado do Amazonas (84,6%), oriundos da rede particular de escolas do ensino m-dio (87,2%) e que 59% definiu sua vida como No

    saudvel. A maioria dos estudantes foi classificada como

    insuficientemente ativa (53,85%) e somente 12,82% foi classificada como muito ativa.

    Os resultados mostraram que estratgias de aes de sade voltadas para a atividade fsica so necess-rias para a melhora da condio de sade autorrela-tada dos estudantes.

    deSCriToreSPadro de Atividade Fsica. IPAQ. Odontologia.

    reestruturao do curso de graduao da Faculdade de odontologia de Araraquara - uneSP, luz das diretrizes Curriculares nacionais

    Autores: Aylton Valsecki Junior, Carlos Alberto dos Santos Cruz, Andreia Affonso Barretto Montandon, Sergio Sualdini Nogueira, Fernanda Lopez Rosell, Fabio Cesar Braga de Abreu e Lima

    Desde a publicao das Diretrizes Curriculares Nacionais dos Cursos de Graduao em Odon-tologia (Resoluo CNE/CES 3/2002), a formao do cirurgio dentista requer o desenvolvimento de competncias e habilidades gerais e especficas na formao de um profissional integral. Estruturado a partir dessas premissas, o Projeto Poltico Pedaggi-co do curso de graduao da Faculdade de Odonto-logia de Araraquara (Resoluo Unesp 49/2005) encontra-se, atualmente, em fase de reestruturao, no sentido de se aproximar ainda mais do perfil pro-fissional originalmente proposto.

    Na perspectiva dessa adequao, a FOAr tem se utilizado de estratgias estruturais e pedaggicas. As estruturais esto ancoradas na reflexo dos proces-sos interativos de contedos e disciplinas, para cons-tituio das competncias, e tm sido promovidas pelo Conselho de Curso, juntamente com grupos assessores (Conselhos de Classe, Grupo de Trabalho de Humanizao e Comisso de Contratualizao SUS). As atividades pedaggicas tm sido promovi-das pelo Ncleo de Estudos e Prticas Pedaggicas (NEPP) da IES e esto suportadas por oficinas de sensibilizao e nivelamento conceitual dos docen-tes, com reflexes sobre as aes necessrias para se atingir as competncias nas dimenses cognitivas, afetivas e psicomotoras, que resultaro na formao de um odontlogo adequado ao seu tempo e realida-

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    Trabalhos selecionados para apresentao 47 Reunio Anual da ABENO, 2012

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    de. Como primeiro passo desse processo tivemos

    uma mudana na carga horria total do curso, que o fez passar de 4 (h) para 5 anos (h) de atividades, com mudanas na distribuio e atualizao de con-tedos e atividades curriculares e de disciplinas com aumento de crditos respeitando-se a insero de perodos livres para atividades complementares (dis-ciplinas optativas, iniciao cientfica), e a insero de novos contedos disciplinares e a realizao do Trabalho de Concluso de Curso (TCC). Seguida-mente, nos Conselhos de Classe tem-se incentivado o aprofundamento das relaes disciplinares no sen-tido de conduzir interaes, isto , certa reciprocida-de dentro das trocas, de maneira que haja um total enriquecimento mtuo.

    As evidncias desse processo tm repercutido na busca de novas tecnologias educacionais, bem como a afirmao do curso no cenrio nacional. A propos-ta de adequar-se a DCN provocou um aperfeioamen-to continuo do curso de odontologia em vista a aten-der o mais completamente possvel ao perfil pretendido, entendendo porm, que esse processo dinmico e altera-se em funo da insero profis-sional na realidade da sade bucal do populao.

    deSCriToreSOdontologia. Currculo. Reestruturao.

    ensino e extenso: insero e vivncia do estudante na ateno bsica

    Autores: Beatriz Baldo Marques, Renita Baldo Moraes, Gladis Benjamina Grazziotin, Magda de Sousa Reis

    Os Cursos de Odontologia no Brasil ao longo da ltima dcada tm recebido muitos incentivos, tanto tcnicos quanto financeiros, visando o estmu-lo s adequaes curriculares. O incio deste proces-so deu-se a partir da aprovao das Diretrizes Curri-culares Nacionais (DCNs) em 2001 e do estabelecimento da Resoluo CNE/CES 3, em 2002. No entanto, avalia-se que ainda h um caminho a percorrer buscando atingir os objetivos destas alte-raes, tendo em vista que mesmo diante da melhora relacionada aos problemas na formao profissional, ainda evidencia-se deficincias no ensino.

    Tal fato pode ser claramente percebido quando os estudantes demostram dificuldades em visualizar o paciente como um todo e de perceb-lo em seu contexto social. Assim, o objetivo deste trabalho

    afirmar que as mudanas na formao profissional podem ocorrer a partir da insero e vivncia ativa dos estudantes de odontologia na ateno bsica.

    A metodologia baseada na insero de estudan-tes bolsistas do 5 semestre do curso de odontologia da UNISC em atividades desenvolvidas numa Estra-tgia de Sade da Famlia Glria/Imigrante, locali-zado no municpio de Santa Cruz do Sul/RS, parcei-ro de editais do Projeto de Reorientao da Formao Profissional em Sade (Pr-Sade I/Odontologia), conquistado em 2005.

    Os estudantes integram e participam do projeto de extenso Ateno Criana e ao Adolescente, aprovado no Comit de tica em Pesquisa (Protoco-lo 2782/11), desenvolvendo atividades de educao em sade tanto individual quanto coletiva; visitas do-miciliares realizadas com as Agentes Comunitrias de Sade; avaliao e acompanhamento da sade bucal dos beneficiados que, neste caso, so gestantes e bebs. Todas as atividades so realizadas com a equipe de profissionais da ESF e envolve a famlia dos beneficiados.

    Entre os resultados destaca-se a oportunidade de insero do estudante na realidade de uma ESF, vi-venciando a experincia desta; o estmulo para o trabalho em equipe, respeitando as diferenas de cada profissional e a promoo de sade bucal espe-cialmente s gestantes e bebs, pois no h Equipe de Sade Bucal na referida ESF.

    Atravs do acompanhamento aos estudantes in-tegrantes deste projeto pode-se concluir que estes esto tendo a possibilidade de qualificar e diferenciar sua formao profissional, tornando-se mais prepa-rados para enfrentar o mercado de trabalho que hoje se apresenta, alm do desenvolvimento da capacida-de de reflexo do seu papel social com uma viso mais prxima da realidade.

    deSCriToreSEducao em Sade. Ateno Bsica. Sade Bu-

    cal.

    Promoo de sade bucal em escolares - Pet-Sade - uniSC

    Autores: Beatriz Baldo Marques, Martina Gonalves Piovesan, Gladis Benjamina Grazziotin, Renita Baldo Moraes, Magda de Sousa Reis, Denise Herinqson

    O Programa de Educao pelo Trabalho para a Sade (PET-Sade) tem como objetivo a forma-o de um profissional com aptido para o trabalho

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    Trabalhos selecionados para apresentao 47 Reunio Anual da ABENO, 2012

    em equipe, com nfase na integralidade e no cuida-do, embasado no ensino e aprendizagem.

    Os grupos tutoriais do PET-Sade so instrumen-tos para qualificao em servio, dos profissionais da sade, bem como de iniciao ao trabalho e vi-vncias dirigidas aos acadmicos, tendo as necessi-dades dos servios como fonte de produo de co-nhecimento e pesquisa. O objetivo deste trabalho relatar as atividades desenvolvidas com crianas de 6 a 13 anos de idade, na Escola Estadual Alfredo Jos Kliemann atravs do PET-Sade / Sade da Famlia, em parceria com a Prefeitura Municipal de Santa Cruz do Sul - RS.

    O grupo de trabalho foi constitudo por acadmi-cos dos cursos Enfermagem, Medicina, Odontologia, Psicologia, Nutrio, Fisioterapia, Servio Social, Educao Fsica e Farmcia da Universidade de San-ta Cruz do Sul, sob superviso da cirurgi-dentista e da auxiliar de sade bucal da Estratgia de Sade da Famlia - SENAI.

    O trabalho consistiu em visitas semanais escola onde foram desenvolvidas atividades como:

    oficina de lavagem de mos, levantamento epidemiolgico da crie dentria e

    necessidades de tratamento, classificao de risco e fluorterapia para os estu-

    dantes com risco moderado e elevado de crie.

    O projeto tambm contemplou aes como a evi-denciao de placa bacteriana e a escovao supervi-sionada, com a finalidade de motivar as crianas.

    Foram abordados temas como: a relao sade bucal e geral; a importncia da sade bucal, placa bacteriana

    (biofilme) o que , como se forma, conseqn-cias e como remover;

    hbitos de higiene escovao, uso do fio dental, flor;

    hbitos alimentares relao dieta/crie, e hbitos indesejveis tais como suco no nutriti-

    va chupeta e dedo. Buscou-se tambm estabelecer vnculo afetivo

    com as crianas, promovendo assim a autoestima, relao de confiana de forma a contribuir para a valorizao, motivao e colaborao com as ativida-des propostas. Aes de promoo da sade voltadas para a comunidade escolar permite que a escola cum-pra sua funo social contribuindo para a transfor-mao da sociedade.

    No campo da formao do futuro profissional, o PET-Sade oportuniza interao dos estudantes e

    docentes com os profissionais dos servios e com a populao, bem como, o desenvolvimento de habili-dades e competncias para uma formao com perfil adequado s necessidades e s polticas de sade, por meio de novas prticas de ateno e experincias pedaggicas.

    deSCriToreSSade Escolar. Educao em Sade. Higiene Bu-

    cal.

    Avaliao discente da equipe de professores da disciplina de estomatologia i de uma faculdade do rio de Janeiro

    Autores: Camilla Carvalho Alonso, Andre Luiz Fernandes Martins Junior, Nathalia Thielman de Souza, Eduardo Jose Lourenco Veras, Maria Elisa Ramos Barbosa

    inTroduoBaseado no paradigma do educador Paulo Freire,

    que relata que o ensino se d de forma bancria, em que meramente se transmite o conhecimento, esperando que os alunos faam as correlaes neces-srias entre o referencial terico e a prxis, entre a academia e a sociedade,

    oBJeTiVofoi objetivo desde trabalho obter uma anlise cr-

    tica dos alunos, a respeito da equipe de professores que ministram aulas na Disciplina de EstomatologiaI em uma faculdade de Odontologia do RJ.

    mATeriAl e mTodoPara tal foi realizado um questionrio informati-

    zado, sem identificao, com perguntas fechadas. O aluno s poderia escolher uma resposta entre as op-es:

    sempre, frequentemente, esporadicamente e nunca.

    As questes abordadas foram: O professor conseguiu estabelecer relao entre

    o que ensinou e situaes da vida real? O professor est atualizado em relao a sua rea

    de atuao? O professor mostrou-se disposto a resolver as

    dvidas em sala de aula? Os professores foram assduos? Os professores estimularam atividades fora da

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    Trabalhos selecionados para apresentao 47 Reunio Anual da ABENO, 2012

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    sala de aula?.Amostra

    A amostra foi composta por todos os alunos (26) que estavam inscritos na Disciplina de Estomatolo-giaI, no 2o semestre de 2011.

    reSulTAdoSOs resultados demonstraram que 58%(15)dos

    alunos responderam que os professores sempre es-tabeleceram relao entre a teoria e a prtica e 42%(11) que frequentemente isto acontecia. Em relao ao professor est atualizado na sua rea de atuao, 80%(21) dos alunos relataram sempre e 20%(5) frequentemente. As respostas a respeito do esclarecimento das dvidas em sala de aula demons-traram que 85%(22) dos questionamentos sempre eram esclarecidos e em 15%(4) dos casos frequente-mente isto acontecia. A assiduidade dos professores foi avaliada como, 77%(20) sempre e 23%(6) fre-quentemente. Em relao ao estmulo de atividades fora da sala de aula, 35%(9) dos alunos responderam sempre, 45%(12) frequentemente, 12%(3) espo-radicamente e 8%(2) nunca.

    ConCluSoPode-se concluir que os alunos em sua grande

    maioria esto satisfeitos com a atuao dos professo-res da Disciplina avaliada, pois as respostas sempre ou frequentemente foram as mais obtidas. Vale lembrar que as atividades extraclasses devem ser es-timuladas pelos professores, j que 20%(5) dos alu-nos responderam que isto raramente acontecia.

    deSCriToreSCincias da Sade. Educao. Odontologia.

    Setor de triagem no Curso de odontologia da uniFor: contribuies para o curriculo integrado

    Autores: Carla Kuroki Kawamoto, Karol Silva de Moura, Sergio Luis da Silva Pereira, Windson Almeida Barreto, Rosanne Maria Avila Gomes

    O objetivo do presente estudo demonstrar como o setor de triagem pode contribuir no processo de ensino-aprendizagem no curso de Odontologia da Universidade de Fortaleza (UNIFOR) aps sete anos de implementao do currculo integrado.

    Foi realizado um levantamento de dados referen-tes a: a) nmero de pacientes atendidos no setor da tria-

    gem no perodo de 2005.2 a 2012.1; b) nmero de alunos que participaram do setor de

    triagem no perodo de 2007.1 a 2012.1; c) nmero de pacientes atendidos nas disciplinas

    de Clnicas Odontolgicas I a III (CO), Clnicas Integradas I a IV, Clnica de Prtese Dentria e Clnica Infantil I a III no mesmo perodo.

    Estas informaes foram obtidas a partir dos re-gistros armazenados no Sistema de Informaes Aca-dmicas (SIA), utilizado pelo Curso de Odontologia da UNIFOR, que contm dados pessoais dos pacien-tes e do atendimento odontolgico. O nmero de pacientes atendidos no setor de Triagem foi 27.396, realizados por 550 alunos; nas Clnicas Odontolgi-cas foram atendidos 3989 pacientes, enquanto que na Integrada foram 5739.

    Na Clnica Infantil 2103 receberam atendimento e na Clnica de Prtese Dentria, 804. A partir do SIA possvel fazer um controle quantitativo dos per-fis clnicos existentes no banco de dados, suprindo as necessidades dos alunos na realizao de procedi-mentos nas diversas reas, porm de modo integrado, respeitando-se o nvel de complexidade de cada dis-ciplina.

    Desta forma, entende-se que o paciente atendi-do por apenas uma dupla de alunos que tem como principal objetivo encerrar o tratamento ao longo de um ou dois semestres, fortalecendo o vnculo aluno-paciente.

    Conclui-se que a contribuio do setor de triagem no currculo integrado se d como prestao de ser-vio, definindo as necessidades dos pacientes e dire-cionando seu atendimento de acordo com o perfil clnico de cada disciplina, e como meio de ensino, quando o aluno estimulado a associar todo o con-tedo adquirido no curso durante essa rpida avalia-o clnica inicial do paciente.

    deSCriToreSEducao. Triagem. Currculo.

    Trabalho de concluso de curso e atividades complementares dos acadmicos da Faculdade de odontologia de Araraquara-uneSP, graduados aps a implantao das novas diretrizes Curriculares nacionais

    Autores: Carlos Alberto dos Santos Cruz, Fernanda Lopez Rosell, Sergio Sualdini Nogueira,

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    Trabalhos selecionados para apresentao 47 Reunio Anual da ABENO, 2012

    Aylton Valsecki Junior, Andreia Affonso Barretto Montandon, Fabio Cesar Braga de Abreu e Lima

    Dentre as principais alteraes promovidas pelas novas Diretrizes Curriculares Nacionais do Cur-so de Graduao em Odontologia (Resoluo CNE/CES 3/2002), destacam-se a elaborao obrigatria de TCC, sob superviso docente, e a integralizao de Atividades Complementares, focadas na realidade regional da IES.

    Este trabalho teve por objetivo evidenciar, dentre as modalidades oferecidas em cada componente cur-ricular, as opes dos acadmicos da Faculdade de Odontologia de Araraquara - Unesp, graduados aps a implantao do novo Projeto Poltico Pedaggico (Resoluo UNESP 49/2005).

    Os dados foram obtidos diretamente a partir dos histricos escolares dos concluintes em 2008 (apenas TCC) e em 2010 e 2011 (TCC e Atividades Comple-mentares). Os resultados mostraram, nas modalida-des de TCC (n = 203), mdias de 65,6%, para pesqui-sas experimentais; 25,7%, para revises de literatura; 4,9%, para casos clnicos; e 3,9%, para relatos de ex-perincia.

    Nas Atividades Complementares (n=137), houve maior procura para disciplinas optativas (91,1% dos acadmicos), seguidas por iniciao cientfica (65,15%), extenso universitria (46,1%), programas de treinamento clnico (11,45%), monitoria (10,85%), grupo PET (9,4%), bolsa scio-econmica (8,9%) e de informtica (0,65%). Apenas 15,5% dos acadmi-cos integralizaram somente uma modalidade neste componente curricular.

    Em mdia, cada aluno matriculou-se em pelo me-nos duas, das 17 disciplinas optativas oferecidas, que apresentaram taxa de ocupao ao redor de 70% das vagas disponveis.

    A carga mdia, integralizada sob a nova legisla-o, foi de aproximadamente 5.400 horas, valor 9,5% superior ao mnimo estabelecido pela Instituio (4.920 horas) e duas vezes e meia suficiente para o cumprimento das 180 horas relativas ao componente curricular Atividade Complementar. Aps a implan-tao no novo Projeto Poltico Pedaggico, observou-se grande interesse dos acadmicos por disciplinas optativas e forte engajamento da IES com a pesquisa experimental.

    Por ouro lado, para melhor atender ao perfil ge-neralista, proposto pelas Diretrizes Curriculares Na-cionais, para os futuros cirurgies-dentistas, esforos

    devem ser direcionados, em ambos os componentes curriculares, para a ampliao das atividades clnicas multidisciplinares e de extenso universitria extra-mural.

    deSCriToreSEducao em Odontologia. Estudantes de Odon-

    tologia. Currculo.

    uso estratgico de princpios de design na educao odontolgica

    Autores: Carlos Henrique Jacob, Marco Antonio Kulik, Mary Caroline Skelton Macedo, Joo Humberto Antoniazzi

    oBJeTiVoVerificar como princpios do design podem ser

    aplicados como meios para facilitar o processo de ensino-aprendizagem seja na Academia e na prtica odontolgica

    mTodoReviso da literatura a respeito de educao e dos

    processos de ensino-aprendizagem relacionada a uma reviso de literatura de design de informao buscou-se verificar quais princpios e ideias podem ser mais efetivos

    reSulTAdoSA reviso revelou que muitos princpios de design

    tais como efeito esttico, que afirma que a infor-mao que apresentada de maneira atraente mais efetivamente adquirida; posicionamento correto, que afirma que o posicionamento de elementos em uma apresentao que envolva fotos/desenhos e gr-ficos influencia a maneira como a informao per-cebida e adquirida; segmentao, que revela que a informao deve ser apropriadamente segmentada para ser mais facilmente recebida pelo pblico alvo; consistncia, que afirma que elementos visualmen-te similares em uma apresentao so mais facilmen-te apreendidos; dissonncia, que estabelece que uma informao apresentada de maneira incomum leva a um processamento mais profundo podem ser efetivamente utilizados no ensino para facilitar o processo de aprendizado.

    ConCluSoA utilizao de princpios de design tanto por

    pesquisadores, professores e cirurgies-dentistas na prtica clnica tem o potencial de permitir maior profundidade de processamento da informao e nvel de conhecimento adquirido, seja por parte dos alunos, em sala de aula, quanto por parte de pacien-tes na orientao realizada pelo CD em um tratamen-

  • Revista da ABENO 12(1):8-131

    Trabalhos selecionados para apresentao 47 Reunio Anual da ABENO, 2012

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    to odontolgico, trazendo benefcios duradouros para a sociedade como um todo.

    deSCriToreSEducao. Estratgias. Odontologia.

    Abaixo o ensino, viva a aprendizagem?

    Autores: Carlos Henrique Jacob, Marco Antonio Kulik, Mary Caroline Skelton Macedo, Ana Estela Haddad, Joo Humberto Antoniazzi

    oBJeTiVoContribuir para a discusso do papel do professor

    na contemporaneidade.

    meTodoloGiAAtravs do olhar sobre o itinerrio histrico do

    ensino e da produo e divulgao do conhecimento, questionar e discutir o papel do professor na contem-poraneidade.

    reSulTAdoSHistoricamente, as estruturas pedaggicas pouco

    mudaram entre a antiguidade clssica e o sculo 18, caracterizando-se pela estrutura rgida e vertical de poder, em que o professor assumia ao mesmo tempo o papel de luminar e referncia, enquanto o estudan-te era considerado veculo vazio, em que os significa-dos e mtodos impostos ou colocados pelo mestre podiam florescer e frutificar. Esse sistema pedaggi-co centrado no professor se fazia eficiente em uma poca com enormes dificuldades de comunicao e acesso informao: os peridicos cientficos surgem apenas em meados do sculo 17, tornando-se mais importantes e abrangentes durante a revoluo in-dustrial, quando se torna flagrante a necessidade de formao de pessoal capacitado a dar suporte ex-panso tcnica e cientfica. essa expanso que vai provocar a revoluo informacional em que conte-dos podem ser acessados mais amplamente e por maior nmero de pesquisadores que, por sua vez, produzem mais cincia, acelerando cada vez mais o processo de produo de cincia-aplicao social do conhecimento. Pedagogicamente, at a segunda me-tade do sculo 20 o mtodo de escolha para as rela-es entre professores e estudantes foi o tradicional, milenar, das aulas centradas no professor-senhor-do-conhecimento (que deixa de ser verdade, posto que a quantidade de informao produzida anualmente sobre determinado campo do conhecimento torna impeditivo a uma pessoa assenhorar-se de sua totali-dade). Este modelo mostrou gradativamente seu es-

    gotamento, at o momento atual, com toda a infor-mao que est disponvel ao estudante curioso, sem que haja um professor como intermedirio. O que se questiona :

    O professor um ator obsoleto no teatro da vida? Qual o papel ou a relevncia do professor num

    mundo em que a informao fartamente dispo-nibilizada, em que os processos de comunicao e divulgao cientfica so amplos e capazes de modificar mais vidas?

    Por ser uma problematizao que trata de um processo ainda em andamento, sob circunstncias ainda no consolidadas, no possvel apresentar uma concluso propriamente dita. O que tem sido exposto que, apesar do antigo papel do professor, no centro do processo de ensino-aprendizagem, ha-ver se tornado obsoleto, todo o cabedal de conheci-mento que o embasa lhe d o discernimento para selecionar, do oceano de informaes inteis ou in-corretas, aquilo que pode, se bem trabalhado, trans-formar-se em conhecimento efetivo para o progresso do estudante e, em ltima instncia, da humanidade.

    ConCluSoDeve-se realizar o exerccio da reflexo que leve

    em conta as concluses de pesquisadores, pedagogos e professores de outrora concomitantemente a uma constante avaliao do caminho que percorremos, aprofundando e ampliando a compreenso do pro-cesso pedaggico de aprendizagem num mundo em constantes mudanas, em que o avano tecnolgico , ao mesmo tempo, facilitador do acesso informa-o e agente com significados e significncias com-plexas e ainda no completamente compreendidas.

    deSCriToreSEnsino. Filosofia. Aprendizagem.

    Avaliao de um roteiro de apoio referncia e regulao em estomatologia

    Autores: Caroline Zimmermann, Maria Ines Meurer, Fernanda da Silva do Nascimento, Josimari Telino de Lacerda, Liliane Janete Grando, Daniela Lemos Carcereri

    O SISREG um sistema informatizado online de-senvolvido pelo Ministrio da Sade, especial-mente desenhado para o gerenciamento do comple-xo regulatrio do SUS. As experincias a partir de sua utilizao, assim como o amadurecimento das metodologias e estratgias no estabelecimento de

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    Trabalhos selecionados para apresentao 47 Reunio Anual da ABENO, 2012

    centrais de regulao, apontaram para a necessidade de melhorias da proposta original, estando o SISREG em sua terceira verso.

    Na regulao de consultas para diagnstico de leses bucais, a descrio detalhada das caractersti-cas clnicas da leso, associada a outras informaes de anamnese, fundamental para a determinao das prioridades de atendimento. A articulao entre os profissionais da gesto do complexo regulatrio da regio da Grande Florianpolis e os profissionais do Ambulatrio de Estomatologia do Hospital Uni-versitrio da UFSC, durante o processo de adaptao do ltimo enquanto unidade executora, evidenciou dificuldades na determinao das prioridades de atendimento, principalmente pelo fato das solicita-es de consulta no fornecerem a descrio clnica adequada das leses. Visando colaborar com a cons-truo de mecanismos de ordenao das prticas de assistncia sade no SUS, foi elaborado e avaliado um roteiro de auxlio descrio de leses bucais.

    O roteiro foi avaliado por 32 cirurgies-dentistas de Unidades Bsicas de Sade (UBSs) do municpio de Florianpolis e 64 acadmicos do ltimo ano de Odontologia da UFSC. Os acadmicos foram inclu-dos na amostra enquanto futuros profissionais de sade, buscando-se levantar se percebem dificulda-des semelhantes aos profissionais das UBSs na habi-lidade e competncia para a descrio de leses bu-cais. Utilizando-se datashow, foram projetadas duas imagens de leses bucais, e solicitado aos participan-tes que procedessem descrio das mesmas, em trs diferentes momentos: 1. descrio livre, sem auxlio de qualquer roteiro

    de apoio ou referencial bibliogrfico; 2. descrio suportada pela proposta de sequncia

    de exame clnico intra e extrabucal publicada no Manual de Especialidades em Sade Bucal do Ministrio da Sade (2008);

    3. descrio suportada pelo roteiro de apoio meto-dolgico desenvolvido pelo Ambulatrio de Esto-matologia.

    Aps as descries, os participantes foram convi-dados a preencher um questionrio de avaliao, que buscou obter suas percepes acerca das dimenses de competncia, facilidade e agilidade para a tarefa, comparando os trs diferentes momentos da pesqui-sa. O roteiro desenvolvido pelo Ambulatrio de Es-tomatologia foi considerado, pelos participantes, o que mais ofereceu suporte descrio de leses.

    Concluiu-se ser importante a disponibilidade de um roteiro para o auxlio descrio de leses bucais;

    espera-se que, com avanos na capacidade de descri-o das leses, os profissionais das UBSs propiciem regulao informaes que efetivamente auxiliem na definio de prioridades para o agendamento das consultas em Estomatologia. Enquanto instrumento de aprendizagem, e ao estabelecer uma rotina para descrio, o roteiro proposto parece ter potencial para desenvolver, nos seus usurios, habilidades como observao, identificao e coleta adequada de informaes sobre as afeces bucomaxilofaciais, facilitando a comunicao entre os diferentes nveis de ateno sade bucal, bem como a tomada de deciso do profissional responsvel pela regulao.deSCriToreS

    Sistema nico de Sade. Administrao de Ser-vios de Sade. Estomatologia.

    Programa de tutoria acadmica do Curso de odontologia da uniPAr

    Autores: Cintia de Souza Alferes Araujo, Ana Carolina Soares Fraga Zaze, Eduardo Augusto Pfau, Sergio Henrique Staut Brunini, Laerte Luiz Bremm, Maria Regina Celi de Oliveira

    A educao tem a importante tarefa de formar cidados atravs da construo, ampliao e so-cializao do conhecimento. H no processo de for-mao momentos crticos, geradores de estresse, nesse sentido, surge a necessidade de que as Institui-es de Ensino Superior (IES) estejam pautadas em incrementar a qualidade do processo formativo, para que se incorpore profissionais com xito ao mercado de trabalho.

    O Programa de Tutoria Acadmica tem como fi-nalidade integrar o aluno com a colaborao de um Professor Tutor, de forma a permitir que a instituio cumpra com sua misso e objetivos de formar cida-dos com postura profissional tica, reflexiva e com viso humanstica.

    Dentro desta nova postura de ensinar, o Progra-ma de Tutoria Acadmica surge como alternativa no intuito de criar um espao educativo no qual se apren-de a conviver em sociedade, onde a palavra exerce papel fundamental para isto.

    O Programa de Tutoria Acadmica de carter complementar e administrado pela Diretoria Execu-tiva de Gesto do Ensino Superior, sendo atribuda Coordenao Didtica do Curso a responsabilidade da elaborao, execuo e superviso do programa

  • Revista da ABENO 12(1):8-131

    Trabalhos selecionados para apresentao 47 Reunio Anual da ABENO, 2012

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    proposto, atravs de aes realizadas junto aos alunos pelo denominado Professor Tutor.

    O Professor Tutor tem como funo desenvolver aes que facilitem o desempenho acadmico e os objetivos propostos pelo programa. Para isto o mes-mo deve se adequar a um perfil que inclua sociabili-dade, capacidade de liderana, planejamento e orga-nizao, vida acadmica destacada, com experincia na orientao de alunos em diversos nveis, viso in-terdisciplinar e experincias em reas que envolvam a trade universitria:

    ensino, pesquisa e extenso, viso ampla do curso e desenvolvimento de ativi-

    dades ligadas melhoria da qualidade de ensino e

    identificao com a proposta pedaggica do cur-so.

    Compete a Coordenao Didtica do Curso indi-car o professor para a srie, acompanhar, incentivar e facilitar as aes desenvolvidas pelo Professor Tutor, interagir junto ao Professor Tutor e elaborar com o Colegiado de Curso, o plano de ao a ser desenvol-vido no perodo letivo. Para tanto so realizadas reu-nies bimestrais entre o professor tutor e a turma de tutorados, momento este em que lavrada ata e as-sinada pelos presentes a fim de documentar as dis-cusses.

    Alm destas aes coletivas, so executadas me-didas individualizadas que permitem que os alunos repassem ao tutor problemas que possam estar com-prometendo a qualidade do seu aprendizado que repassa ao Colegiado de Curso ou ao Conselho de Professores de Turma que traa estratgias dentro do Curso ou em mbito institucional para resoluo dos problemas. A cada dia torna-se evidente a neces-sidade de buscarmos respostas inovadoras, transfor-madoras, s exigncias que a educao atual traz.

    Dentro deste quadro de mudanas paradigmti-cas, no sentido de mudanas estruturais, devemos romper com a lgica da reproduo e da memoriza-o do conhecimento fragmentado, e construirmos metodologias que considerem as dimenses pedag-gicas, epistemolgicas e polticas da prtica docente para propiciarmos mudanas efetivas na concepo de conhecimento, ensino e aprendizagem.

    deSCriToreSEducao Superior. Tutoria. Aprendizagem.

    Ateno odontolgica a pacientes hospitalizados

    Autores: Cintia de Souza Alferes Araujo, Ana Carolina Soares Fraga Zaze, Giordano Bruno de Oliveira Marson, Vanessa Rodrigues do Nascimento

    A Odontologia atual consiste na promoo de sa-de e no somente no tratamento de problemas evidentes. Assim, surge como uma importante rea de atuao, onde supera o trabalho isolado dentro das reas de sade para enfatizar a importncia da promoo humana e da integralidade de suas ativi-dades. Com isto h a necessidade da formao de profissionais de sade que trabalhem nessa nova di-menso, onde a preveno e o controle das doenas mais prevalentes na cavidade bucal devem ser reali-zados com a compreenso dos diferentes eventos bio-lgicos associados a tais patologias. Inmeras pesqui-sas foram desenvolvidas evidenciando e fortalecendo a relao de doenas bucais e sistmicas. Problemas bucais especialmente aqueles relacionados doena periodontal podem atuar como foco de dissemina-o de microrganismos patognicos, especialmente em pacientes com baixa imunidade como no caso de internos em UTI (Unidade de terapia intensiva). Es-tes geralmente possuem uma higiene bucal insatisfa-tria, devido falta de conhecimento e controle de infeco bucal das equipes de terapia intensiva como tambm pela falta de relacionamento interprofissio-nal ou devido falta de um protocolo de controle de infeco bucal nos hospitais. Essa falta ou precria higiene bucal nos pacientes internados levam a um maior risco de complicaes locais e sistmicas, j que nessas condies ocorre um aumento e acmulo de patgenos que podem alterar as condies intra-bucais, facil