AULAS CARACTERSTICAS DOS SERES - AULAS...  Composi§£o qu­mica Carbono Oxignio...

download AULAS CARACTERSTICAS DOS SERES - AULAS...  Composi§£o qu­mica Carbono Oxignio Composi§£o

of 23

  • date post

    09-Nov-2018
  • Category

    Documents

  • view

    213
  • download

    0

Embed Size (px)

Transcript of AULAS CARACTERSTICAS DOS SERES - AULAS...  Composi§£o qu­mica Carbono Oxignio...

  • AULAS CARACTERSTICAS DOS SERES VIVOS

    Prof. Hrcules Freitas

    Biologia

  • Erwin Schrdinger (1887 1961)

    Erwin Schrdinger (1944): ...[vida

    aquilo que] resiste ao decaimento em

    direo desordem e o equilbrio.

  • Norman Horowitz (1959): ...caracteriza-

    se por autorreplicao, mutabilidade e

    troca de energia com o meio ambiente.

    Norman Horowitz (1915 2005)

  • Ernst Mayr (1982): ...no h uma

    substncia, um objeto ou uma fora

    especial que possa ser identificada

    vida.

    Ernst Mayr (1904 2005)

  • John Maynard (1986): ...entidades com

    propriedades de multiplicao, variao

    e hereditariedade so vivas.

    John Maynard Smith (1920 2004)

  • Jeffrey Wicken (1987): ...uma

    hierarquia de unidades funcionais que,

    atravs da evoluo, tm adquirido a

    habilidade de armazenar e processar a

    informao necessria para sua prpria

    reproduo.

    Jeffrey Wicken (1942 2002)

  • Apesar da difcil classificao, a vida possui atributos em

    comum. So propriedades compartilhadas pelo que Ernst

    Mayr chama de processo da vida:

    1. Composio qumica;

    2. Organizao;

    3. Metabolismo;

    4. Reao e movimento;

    5. Crescimento e reproduo;

    6. Hereditariedade;

    7. Variabilidade gentica;

    8. Seleo natural;

    9. Adaptao.

    Chamins hidrotermais abrigam fsseis dos

    microrganismos mais antigos do planeta (cerca

    de 4,2 bilhes de anos).

  • Fsforo

    Phosphorus

    Enxofre

    Sulfur

    Nitrognio

    Hidrognio

    1. Composio qumica

    Carbono

    Oxignio

    Composio qumica do universo:

    ~ 99 % hidrognio

    ~ 1 % oxignio + nitrognio + carbono + fsforo

    + enxofre...

    Composio qumica do ser humano:

    ~ 61 % hidrognio

    ~ 23 % oxignio

    ~ 11 % carbono

    ~ 2,4 % nitrognio

    ~ 0,26 % fsforo + enxofre

    ~ 2 % outros elementos

  • 2. Organizao

    2.1 Lilium bulbiferum ssp. 2.3 Saturnia pavonia

    2.2 Malus domestica 2.4 Volvox 2.5 Rotavirus / Adenovirus / Norovirus / Astrovirus

    A unidade fundamental da vida a clula. Em geral,

    classificamos os organismos como procariotos ou

    eucariotos, onde procariotos so bactrias e arqueas,

    e os eucariotos so protozorios, fungos, plantas e

    animais. Bactrias, arqueas, protozorios, algumas

    algas e fungos so unicelulares. Onde o vrus se

    encontra nessa classificao?

  • 3. Metabolismo

    ANABOLISMO

    Anabolismo uma propriedade

    do metabolismo, em seres vivos,

    que garante a construo e

    acmulo de molculas mais

    complexas utilizados unidades

    fundamentais. Por exemplo:

    protenas (PTN) so fabricadas

    por reaes anablicas utilizando

    aminocidos (AA), ou seja, AA-

    AA-AA-AA-AA-AA-AA-AA-AA-

    AA-(...) = 1 PTN.

    CATABOLISMO

    Catabolismo , tambm, uma

    propriedade do metabolismo, seu

    papel desconstruir (quebrar)

    ligaes qumicas para produzir

    a energia utilizada em reaes

    anablicas. Por exemplo: a

    glicose um acar consumido

    por diversos organismos

    fermentadores, que catabolizam

    a molcula para produzir cidos

    ou lcool e energia qumica.

    METABOLISMO significa mudana, transformao.

    Ele gerado por um balano dinmico entre reaes

    anablicas e catablicas na(s) clula(s) de um organismo

    vivo.

    Figura:

    Grnulos de amido (formas

    ovaladas) no interior de

    clulas de uma batata

    comum (Solanum tuberosum

    L.). O amido produzido por

    meio de reaes anablicas, e

    consumido em reaes

    catablicas no organismo

    vegetal.

  • 4. Reao e movimento

    Vida o que continua a se mover muito depois de quando deveria ter parado.

    Autor desconhecido

    Todo organismo vivo possui alguma forma de REAGIR ao meio ambiente e

    se MOVIMENTAR. Mesmo as espcies consideradas ssseis se movem muito

    lentamente ou acabam se beneficiando do ambiente para se deslocar

    (correntes, vento, transporte por outros organismos...).

  • 5. Crescimento e reproduo Com exceo dos vrus, todos os organismos crescem por meio do acmulode matria orgnica gerada pelo metabolismo.

    A reproduo dos seres vivos , geralmente, dividida

    entre duas modalidades:

    Reproduo assexuada (principal forma de

    reproduo para bactrias, arqueas, algumas

    plantas e fungos);

    Reproduo sexuada (realizada,

    especialmente, por plantas e animais);

    Autofecundao (forma sexuada de

    reproduo, indica unio dos gametas

    masculino e feminino de um prprio

    indivduo);

    Fecundao cruzada (forma sexuada de

    reproduo, ocorre pela unio dos

    gametas de dois indivduos parenteais).

    JOVEM ADULTO

  • 6. Hereditariedade

    Figura:

    Exemplos de hereditariedade no caso de uma

    doena (hemofilia), mostrando famlias no

    afetadas, afetadas por mutao e afetadas

    por diversas combinaes do gentipo

    parental.

    A hereditariedade a capacidade de transmitir, para geraes

    seguintes, as caractersticas (fentipo) geradas pelo DNA (gentipo) do

    indivduo.

    Na reproduo sexuada por fecundao cruzada, essa transmisso

    parcial, pois h combinao dos gametas de dois indivduos distintos.

    Gregor Michael Mendel desvendou parte

    do mistrio sobre os mecanismos da

    hereditariedade. Seus trabalhos revelam

    que existe uma relao de dominncia na

    passagem de informaes hereditrias, e

    que informaes diferentes so segregadas

    entre si.

  • 7, 8 e 9. Variabilidade gentica, seleo natural e adaptao

    Charles Darwin

    Alfred Wallace

    Alguns ratos

    so mais

    predados

    pelas aves

    Ratos

    reproduzem e

    uma nova

    gerao surge

    Durante a transmisso de caracteres hereditrios, ou seja, HEREDITARIEDADE, ocorrem

    pequenas variaes no DNA do novo indivduo. Essa VARIABILIDADE pode surgir com

    combinao dos gametas (fecundao cruzada) e/ou por mutao gnica.

    Um grupo de indivduos sempre apresentar pequenas variaes de fentipo, tornando

    alguns mais ADAPTADOS para sobreviver e reproduzir naquele ambiente.

    Ao longo de muitas geraes, o indivduo que sobrevive (melhor) mais bem sucedido em

    transmitir suas caractersticas para a prxima gerao. Isso SELEO NATURAL.

  • Caranguejos

    Heike

    O Japo do sculo XII era governado por um cl de guerreiros chamados Heike. Seu

    imperador, por linha de sucesso, era um jovem de sete anos, chamado Antoku.

    Seleo artificial

    Em certo momento, os Heike foram invadidos por um exrcito rival, os Genji. A invaso

    resultou em um conflito decisivo sobre as guas de Dan-no-Ura, mar do Japo.

    Percebendo a derrota iminente, a guardi e av de Antoku, Lady Nii, o levou para um barco

    e atirou-se no mar junto ao pequeno imperador.

    Os poucos sobreviventes Heike, ento, passaram a homenagear a memria do imperador

    retornando ao mar os caranguejos cuja carapaa era semelhante mascara cerimonial de

    um guerreiro samurai.

    Cerca de 900 anos depois, a tradio de preservar a vida dos caranguejos Heike (carapaa-

    de-samurai) causou um fenmeno de SELEO ARTIFICAL, onde a populao desses

    indivduos foi muito mais bem-sucedida que os caranguejos comuns.

  • Nveis de organizao biolgicaOs nveis de organizao biolgica so uma

    disposio de fatores biticos e abiticos envolvidos

    com a sustentao da vida.

    Hoje sabemos que o modelo padro da fsica prope

    a existncia de muitos outros elementos subatmicos

    (quarks, glons, lptons...).

    Geralmente, consideramos a organizao dos nveis

    biolgicos uma lista de aumento na complexidade

    das estruturas que compe ou contm a vida.

    As disciplinas de astroqumica e astrobiologia se

    preocupam com questes acerca da possibilidade de

    vida no-biosfrica (extraterrestre).

  • Origem da vida

    Teoria da gerao espontneaA teoria da gerao espontnea (ou teoria abiognica) propunha que organismos vivos

    podiam surgir (gerao) de matria no-viva (lama, pedras e outros materiais).

    Aristteles, Descartes e Isaac Newton foram apoiadores da teoria da gerao espontnea.

    Os primeiros experimentos para desafiar essa teoria foram propostos por Francesco Redi

    (1626-1697). Veja uma ilustrao de seu mtodo experimental:

    Insetos

    e larvas

    Insetos

    e larvas

    Pote aberto Pote selado Pote fechado com tela

  • Origem da vida

    Teoria da gerao espontnea

    Apesar das diversas tentativas de refutar a gerao

    espontnea, seus proponentes acabavam por criar

    novas hipteses e proposies que sustentavam a

    validade da teoria.

    A descoberta da vida microscpica, com o auxlio da

    descoberta de Leeuwenhoek, fez que que os

    proponentes da gerao espontnea apoiassem a

    ideia de que apenas microrganismos fossem gerados

    dessa maneira.

    A demonstrao mais convincente da inexistncia de

    gerao espontnea vem de Louis Pasteur. Seu

    experimento consistiu em colocar caldo nutritivo

    (estril) em um frasco com gargalo em pescoo de

    cisne, que era capaz de filtrar microrganismos e

    partculas do ambiente.

    Ao demonstrar que nada crescia no caldo, mesmo

    que o contato com o ar ambiente no fosse

    interrompido, Pasteur finalmente refutou a teoria,

    abrindo caminho para novas hipteses sobre a

    origem da vida.

    Figura:

    Frasco em pescoo de cisne. Note

    como a curvatura do gargalo permite a

    entrada de ar, mas bloqueia a

    passagem de slidos dispersos no ar

    (mesmo microrganismos).