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    Autoria: Dr. Nilo E. Gardin Mdico onco-hematologista, responsvel pelo Departamento Mdico-Cientfico da Weleda do Brasil Laboratrio e Farmcia Ltda. Endereo para correspondncia: Rua Brigadeiro Henrique Fontenelle, 33, So Paulo/SP, CEP 05125-000, tel. (11) 3648-8366. Endereo eletrnico: nilo.gardin@weleda.com.br Reviso da 1a edio 2005 Viscum album no tratamento complementar do cncer: Dr. Bernardo Kaliks Litvak* e Dr. Ricardo Ghelman**. * Mdico clnico da Clnica Tobias Rua Regina Badra, 576, So Paulo/SP, CEP 04641-000, tel. (11) 5687-3799. ** Mdico clnico e onco-hematologista peditrico Rua Simo lvares, 1004, So Paulo/SP, CEP 05417-030, tel. (11) 3812-6799. Endereo eletrnico: rghelman@uol.com.br Direitos desta edio reservados Weleda do Brasil Lab. e Farm. Ltda. Rua Brigadeiro Henrique Fontenelle, 33 CEP 05125-000 So Paulo SP Tel. (11) 3648-8388 www.weleda.com.br weleda@weleda.com.br 2007

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    NDICE PARTE I VISCUM ALBUM PARA O CNCER........................................................ 4

    INTRODUO...................................................................................... 4 EPIDEMIOLOGIA..................................................... .................... ...........4 DETECO PRECOCE............................................................................ 5 ETIOLOGIA DO CNCER...................................................... ................... 6

    O cncer como doena do estilo de vida.......................................... 6 Agentes oncognicos................................................ ................... 7 A viso antroposfica................................................ ................... 7

    A MEDICINA ANTROPOSFICA E O TRATAMENTO DO CNCER.................... 7 VISCUM ALBUM NO TRATAMENTO COMPLEMENTAR DO CNCER........ 8

    Aspectos botnicos.............................................................8 Composio...................................................................... 9 Meta-anlises e revises sistemticas...................................10 Estudos clnicos de eficcia por topografia............................. 11 Cncer de mama............................................................... 11 Cncer de pulmo............................................................. 12 Cncer gstrico................................................................. 12 Cncer colorretal............................................................... 13 Cncer de colo do tero e HPV............................................ 14 Melanoma maligno.............................................................14 Cncer de cabea e pescoo................................................15 Cncer de ovrio............................................................... 15 Outras topografias............................................................. 16

    IMUNOMODULAO...............................................................................16 TERMORREGULAO............................................................................. 16 EFEITOS PREVENTIVOS......................................................................... 16 EFEITOS NO REPARO DE DNA E APOPTOSE...............................................17 COBRE E ANGIOGNESE........................................................................ 17 QUALIDADE DE VIDA E DOR................................................................... 17

    PARTE II VISCUM ALBUM PARA HEPATITE C..................................................... 18 INTRODUO....................................................................................... 18 EESSTT UUDDOOSS CCLLNNIICCOOSS.... .. .. .. .. .... .. .. .. .. .... .. .. .... .. .... .. .... .. ...... .. .... .. .... .. .. .... .. .... .. .. .... .... .. .. .... .. .... .. .. .... ...... .. .. .... .... .. .. .. .... .... .. .. .. .. 1188 OUTRAS INDICAES............................................................................ 19

    PARTE III INFORMAES PARA PRESCRIO................................................... 19 COMISSO C........................................................................................ 19 TIPOS DE VISCUM ALBUM...................................................................... 19 APRESENTAES DE VISCUM ALBUM NO BRASIL...................................... 20 POSOLOGIA E PRINCIPAIS ESQUEMAS TERAPUTICOS............................... 20 Posologia para cncer - Esquema brasileiro............................................... 20 Esquema tradicional...............................................................................21 Posologia em relao s lectinas ............................................................. 21 Posologia para hepatite C....................................................................... 21 VIA DE ADMINISTRAO........................................................................ 21 EFEITOS ADVERSOS.............................................................................. 22 DESSENSIBILIZAO.............................................................................23 INTERAES MEDICAMENTOSAS............................................................. 23 CONTRA-INDICAES............................................................................23 PRECAUES........................................................................................ 23 INFORMAES HOMEOPT ICAS.............................................................. 23

    PARTE IV INFORMAES COMPLEMENTARES................................................... 25

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    ASPECTOS NUTRICIONAIS PREVENTIVOS................................................. 25 ASPECTOS PSICO-ESPIRITUAIS...............................................................26 FEBRE COMO PREVENTIVO..................................................................... 27 REFERNCIAS BIBLIOGRFICAS.............................................................. 27 BULA................................................................................................... 32

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    PARTE I VISCUM ALBUM PARA O CNCER INTRODUO

    A definio correntemente mais aceita para o cncer ou neoplasia (do grego neo, novo + plsis, formao = nova formao) que seja, na grande maioria dos casos, uma doena gentica adquirida, que ocorre s custas da mitose associado desdiferenciao celular no controladas pela adequada apoptose e pela diferenciao celular.

    Trata-se de um conjunto de doenas, por vezes bastante distintas entre si, cuja caracterstica comum a alterao do DNA sofrida por um grupo de clulas, que lhes confere independncia do controle proliferativo do organismo. Disso decorre a invaso do rgo primariamente acometido, bem como de outros rgos adjacentes e distncia, em maior ou menor grau de agressividade na dependncia de diversos fatores, podendo levar a prejuzo e/ou falncia de suas funes.

    De acordo com esse conceito, a teraputica do cncer tem-se voltado basicamente para trs pontos: 1) eliminar o grupo de clulas independentes quer seja por meio cirrgico, medicamentoso, radioterpico ou biolgico; 2) devolver ao organismo o controle geral sobre a proliferao e eliminao de clones celulares alterados - que o objetivo dos tratamentos que visam a melhorar a imunovigilncia; e 3) evitar que novas mutaes ocorram, principalmente pela preveno exposio de carcinognicos previamente conhecidos e pelas estratgias de estabilizao e reparo de leso do DNA.

    Nos ltimos anos, novas armas teraputicas, diagnsticos mais precoces e o sensvel progresso no tratamento de suporte (antibiticos, hemoterpicos etc) trouxeram melhora na taxa de remisso completa de muitas neoplasias. Alm disso, avanos na psico-oncologia tm ajudado no apoio ao paciente oncolgico. Porm ainda existe muito a se melhorar, como por exemplo, recursos teraputicos antineoplsicos mais eficazes e menos txicos, ateno maior qualidade de vida da pessoa com cncer e reduo das complicaes tardias ps-tratamento.

    Nesses aspectos, as medicinas complementares podem trazer contribuies valiosas que vo desde o equilbrio psico-espiritual at o aumento da sobrevida livre de doena, geralmente com uma boa razo investimento/benefcio.

    Apresenta-se aqui um recurso da medicina antroposfica que pode ser estendido ao tratamento convencional do cncer, o Viscum album.

    Antes, porm, uma breve reviso no assunto.

    EPIDEMIOLOGIA O cncer a segunda causa mais freqente de morte no Brasil (15,7%), atrs

    apenas das doenas do aparelho circulatrio (31,8%) e pouco frente das causas externas (14,2%).1 Nos ltimos 25 anos, a taxa de mortalidade pelo cncer aumentou mais de 30% no Brasil.

    O cncer de pele no melanoma o mais incidente na populao brasileira, seguido pelos tumores de mama feminina, prstata, pulmo, clon e reto, estmago e colo do tero, semelhante ao observado no mundo.2

    Tumores de pulmo, mama, prstata, clon e reto vm apresentando aumento de incidncia e de taxa bruta de mortalidade nos ltimos 20 anos.3

    O cncer ocorre predominantemente no idoso, com idade mediana ao diagnstico de 68 anos (dado norte-americano).4 Quanto mais velho o indivduo, maior sua chance de desenvolver cncer. Os homens aps os 75 anos tm 43 vezes mais chance de ter cncer do que antes dos 50 anos, e as mulheres 17 vezes.

    Apenas 1% dos casos de cncer ocorre na populao peditrica (menor de 20 anos). Porm, para essa faixa etria o problema no desprezvel. Nos pases desenvolvidos, o cncer representa a segunda causa de morte mais freqente em

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    indivduos menores de 15 anos (cerca de 10% das mortes nessa faixa etria), seguindo-se aos acidentes - embora exista um declnio importante na mortalidade nos ltimos 20 anos. Nos EUA, esse declnio foi de 58% na mortalidade para todas as neoplasias malignas em crianas.5 Isso reflete o grande avano diagnstico e principalmente teraputico vivenciado nas ltimas dcadas. No Brasil as neoplasia