Avaliação da aprendizagem escolar

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AVALIAÇÃO DA APRENDIZAGEM ESCOLAR LUCKESI, Cipriano C.
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    23-Jun-2015
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  • 1. LUCKESI, Cipriano C.

2. Para o autor as prticas escolares se realizam dentro de um modelo terico que pressupe a educao como um mecanismo de conservao e reproduo da sociedade. O autoritarismo o elemento necessrio para a garantia desse modelo social. preciso colocar a avaliao escolar a servio de uma pedagogia que entenda a educao como instrumento de transformao social. Portanto, a avaliao no Brasil, hoje, est a servio de uma pedagogia dominante que, por sua vez, serve a um modelo social dominante, denominado liberal conservador. 3. Origem desse modelo: Surgiu da estratificao dos empreendimentos transformadores que culminaram com a revoluo Francesa. A burguesia foi revolucionria em sua fase de ascenso, quando se uniu s classes populares na sua luta contra o clero e a nobreza. Aps chegar ao poder, em 1789, tornou-se reacionria e conservadora. Contudo, os ideais de liberdade e igualdade Perante a lei tornaram-se valores de nossa sociedade. Cada indivduo tem o direito, com seu prprio esforo,livremente e sob a lei, de buscar sua auto-realizao, por meio da 4. Pedagogia Tradicional: centrada no intelecto, na transmisso do contedo e na pessoa do professor; Pedagogia renovada ou escolanovista: centrada nos sentimentos, na individualidade; Pedagogia tecnicista: centrada na exarcebao dos meios tcnicos de transmisso e apreenso dos contedos e no rendimento. 5. Todas essa tradues daquele modelo social tentam produzir, sem conseguir, a equalizao social, valor intrnseco nossa sociedade. Mas a equalizao social s poderia ocorrer num outro modelo social. Portanto, essas trs pedagogias no podem propor nem exercitar tentativas de transformao. A culpa dos pobres !!!! 6. No seio da prtica social conservadora, foi-se formulando uma nova pedagogia, em que igualdade entre os homens e sua liberdade se traduzissem em concretude histrica. A Pedagogia libertadora fundada por Paulo Freire. A Pedagogia Libertadora marcada pela ideia de que a emancipao das camadas populares se d em um processo de conscientizao cultural e poltico, alm dos muros da escola. 7. A Pedagogia Libertria centrada na ideia de que a escola deve ser um instrumento de conscientizao e organizao poltica dos educandos. A Pedagogia dos contedos socioculturais, representada pelo grupo do professor Dermeval Saviani. Essa centrada na ideia de igualdade de oprtunidades para todos no processo de educao, e na compreenso de que a prtica educacional se faz pela assimilao dos contedos de conhecimentos sistematizados pela humanidade, no contexto de uma prtica social. O primeiro grupo de pedagogias tem por objetivo a domestificao. O segundo, a 8. Conceito: Avaliao um juzo de valor, uma afirmao qualitativa sobre um objeto, a partir de critrios pr-estabelecidos. Esse julgamento se faz com base nos caracteres relevantes da realidade do objeto avaliado. Portanto, apesar de qualitativo, o julgamento no ser inteiramente subjetivo. A avaliao conduz, ainda, a uma tomada de deciso ou de posio sobre o objeto avaliado(um posicionamento de no indiferena). Esses elementos, compem a compreenso constitutiva da avaliao que, na prtica escolar, d-se sob o arbtrio da autoridade pedaggica. 9. A atual prtica da avaliao estipulou, como funo do ato de avaliar, a classificao e no o diagnstico, como deveria ser. Ou seja, o juzo de valor, que teria a funo de possibilitar uma nova tomada de deciso, passa a ter funo esttica de classificar um ser humano histrico num padro definitivamente determinado, estigmatizado. O ato de avaliar deixa, assim, de servir como pausa para pensar a prtica pedaggica, constituindo-se num instrumento esttico, freador do crescimento e autoritrio. 10. - Nas mos do professor, avaliao passou a desempenhar tambm o papel disciplinador de condutas sociais, bem como uma forma de enquadrar os alunos dentro da normatividades sociais estabelecidas. - Temos, portanto a dependncia psicolgica do professor, definindo o que relevante ou no. 11. Para romper com esse estado de coisas, preciso romper com o modelo de sociedade e com a pedagogia que o traduz. Resgatar o significado dialgico da avaliao no significa exigir menos!!!!! 12. A viso culposa do erro, na escola, tem conduzido ao uso permanente do castigo como forma de correo, tomando a valiao como suporte de deciso. No entanto, uma viso sadia do erro possibilita sua utilizao de forma construtiva. 13. Vamos Lembrar!Brasil! No sul, era comum os professores baterem com rgua nos alunos; No nordeste a palmatria era comum; Com o passar do tempo os castigos foram perdendo o carter de agresso fsica e tornando- se mais sutis, mas no desprovidos de violncia. 14. Muitos alunos internalizam a submisso !!! 15. A prtica do castigo decorre de uma concepo de que as condutas de um sujeito que no correspondem a um determinado padro preestabelecido merecem ser castigadas, a fim de que ele no repita o erro e aprenda a conduta correta. A culpa est na raiz do castigo, sendo o erro sempre fonte de condenao. 16. A soluo insatisfatria de um problema s pode ser considerada um erro quando se tem uma forma correta de resolve-los. Sem padro no h erro. No caso da atividade escolar pode ocorrer o erro na manifestao da conduta aprendida, uma vez que j se tenha o padro dos conhecimentos e habilidades a serem aprendidas 17. Experincia o nome que todo mundo d aos prprios erros. Oscar Wilde O importante a lembrana dos erros, que nos permite no cometer sempre os mesmos. O verdadeiro tesouro do homem o tesouro dos seus erros, a larga experincia... Jos Ortega y Gasset O fato de no se chegar uma soluo bem- sucedida indica um novo passo a ser dado. Ela deve ser usada positivamente na busca pela soluo pretendida. Se houver castigo, no h reorientao! 18. A avaliao no deveria servir de fonte de deciso sobre o castigo- instrumento de ameaa e disciplinamento da personalidade dos educandos-, mas de deciso sobre os caminhos do crescimento sadio e feliz. 19. -Democratizao do ensino implica, antes de tudo, democratizao do acesso a educao escolar. Uma necessidade da vida urbana(Coversar sobre lazer, cultura e economia); -Permanncia; -Qualidade. (Refletir se as prticas de avaliao tem contribudo para esse fatores) 20. Aps um perodo de aulas e exerccios, denominado unidade de ensino, os professores formulam testes, para utilizar como mecanismo pelo qual o professor solicita aos alunos a manifestao das condutas. O professor formula o seu instrumento de valiao a partir de algumas variveis: contedos efetivamente ensinados, contedos que o professor no ensinou, testes mais difceis, indisciplina e uma certa patologia magisterial, que afirma que o professor no pode aprovar todos os alunos. 21. Entende-se por avaliao um juzo de qualidade sobre dados relevantes, tendo em vista uma tomada de deciso. Alguns professores julgam ao bel-prazer do seu estado de humor. Assim o processo de avaliao torna-se meramente classificatrio, impedindo o avano dos alunos. A PRTICA CLASSIFICATRIA ANTIDEMOCRTICA!!!! 22. A avaliao dever ser assumida como um instrumento de compreenso do estgio de aprendizagem em que est o aluno, tendo em vista tomar decises satisfatrias para que possa avanar em seu processo de aprendizagem. A avaliao deve ser instrumento auxiliar da aprendizagem e no instrumento de reprovao ou aprovao. 23. O processo de verificao se configura pela observao, anlise e sntese dos dados que delimitam o objeto. A verificao se encerra no momento em que se chega concluso de que determinado objeto tem determinada configurao. O ato de avaliar implica coleta, anlise e sntese dos dados; acrescido de uma atribuio de valor ou qualidade, que se processa a partir da comparao da configurao do objeto avaliado com um determinado padro de qualidade previamente estabelecida. Ela ultrapassa a configurao do objeto, exigindo deciso sobre ele. Verificao congela, avaliao direciona numa trilha din^miva de ao. 24. A avaliao deve ser praticada como uma atribuio de qualidade aos resultados da aprendizagem. Ao avaliar, o professor dever: - coletar, analisar e sistematizar, de forma mais objetiva, as manifestaes dos alunos; - Atribuir uma qualidade a essa manifestao da aprendizagem, a partir de um padro preestabelecido pela comunidade escola; - A partir dessa qualificao, tomar uma deciso sobre as condutas docentes e discente a serem seguidas. Tendo em vista a reorientao imediata da aprendizagem, caso se mostre insatisfatria, e o encaminhamento dos alunos para as etapas subseqentes. 25. FIM