Balada da Uniao - Julho Agosto 2012

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O MEU AVIVAR DE COMPROMISSO" XXXIX CONVÍVIO ANIMAÇÃO NACIONAL FÁTIMA 2012 Realizou-se nos dias 8 e 9 de Setembro o XXXIX Convívio Animação Nacional dos Convívios - Fraternos , também conhecido por Peregrinação dos Convívios Fraternos ao Santuário de Fátima. Mais de 70 mil peregrinos , sendo uma grande parte jovens e casais do movimento, deram neste 2 dias , aos atos litúrgicos mas sobretudo à Eucaristia Dominical , a que presidiu o Sr. D. Manuel Linda ,Bispo Auxiliar de Braga , alegria , e juventude- Na sociedade materialista em que vivemos e sobretudo em que Deus e os problemas espirituais são indiferentes à vida dos nossos jovens ,foi um testemunho extraordinário de Fé e de amor a Deus a presença e a vivência de milhares de jovens rezando , cantando e louvando entusiasticamente a Deus por intercessão de Nossa Senhora na sua invocação de Senhora de Fátima. Os jovens continuam entusiasmados por Jesus Cristo… QUANDO O SENHOR CHAMA Daqui a alguns dias ingresso no Carmelo de S. José ,em Fátima. Nestes últimos 4 anos e depois que fiz o meu convívio, a minha vida interior transformou-se profundamente. No dia a dia continuei a fazer mais ou menos o mesmo que fazia. Pag. 3. GRATIDÃO E COMPROMISSO - HOMENAGEM AO P. VALENTE O Convívio Animação Nacional deste ano teve uma novidade no seu programa : o espaço "Ser mais Conviva" , no qual se fez uma evocação da história do nosso movimento e uma homenagem ao nosso fundador . P. António Valente de Matos Pag. 2. MAIS... De brilho no olhar e de alegria estampada no rosto , percorrendo vários caminhos desde as suas dioceses, os convivas chegaram a Fátima para viver aquele que foi o XXXIX Encontro Nacional do movimento dos Convívios- Fraternos , nos dias 8 e 9 de Setembro. Pag. 5. AS DIOCESES E O MOVIMENTO Apesar de haverem diminuido os feriados, mesmo assim as dioceses vão-se esforçando e motivando os jovens para participarem em Convívios - Fraternos.. Assim , apesar das férias ,nestes 3 últimos meses, realizaram.se vários convívios. O nosso movimento continua a ser resposta de encontro com Deus para todos os jovens que optam por fazer um convivio. Pag. 6 A BONDADE NÃO SE DESCREVE: EXPERIMENTA-SE A bondade tão ansiada e querida pelas pessoas, está planificada em Jesus , e faz-se presente nos irmãos. Ser bom, será sempre um ideal a ser atingido como a atitude mais condizente com a nossa natureza. Quando isso acontece habitualmente, temos a certeza de que é fruto de grande intimidade com Deus , de um amor incontestavel a Deus e aos irmãos. Pág 7 TU QUE ANDAS ADORMECIDO,ACORDA!... Desperta desse sono de indecisões e de medos!. Há um caminho que é preciso trilhar se queres chegar ao sentido das coisas. Arrisca!...Enquanto dormes,há uma vida inteira a pensar em ti. Pág. 7 BIOÉTICA E SABEDORIA... Bioética como novo saber, transporta em si uma história que alia as vivencias duras às humanidades. A criação desta nova disciplina, do saber humano tem como objeto cruzar o saber biológico com o saber antropológico e cultural. Pág. 7 A NOBRE ARTE DA POLÍTICA A política é, de facto, uma arte nobre, se exercida dentro dos devidos parâmetros, porque, se assim não for será a pior e mais maléfica das artes. Com efeito, concorrer para o bem comum ,como deve acontecer com os políticos , é uma missão importante, porque diz respeito não só à própria nação ,mas a outras, sobretudo numa globalização como aquela que nós vivemos. Pag. 8 MISSÃO DA IGREJA NUM PAÍS EM CRISE Nota do Conselho Permanente da CEP O momento socio económico que Portugal atravessa é e está a ser dificil para muitos portugueses. A Igreja é sensivel ao sofrimento de todos , particularmente dos mais pobres e dos desempregados independentemente da Fé que professam. Pág. 8 "Visto que a escola católica tanto pode ajudar na realização da missão do Povo de Deus, e tanto pode servir o diálogo entre a Igreja e a comunidade humana , para benefício dos homens ,também nas circunstâncias atuais conserva a sua gravíssima importância. Compete também às escolas, colégios e outras instituições católicas destinadas à formação, fomentar nos jovens o sentido católico e a ação apostólica " ( AA 30) É TEMPO DE RECOMEÇAR… É pois, tempo de recomeçar, de acreditar aperfeiçoar este projeto de felicidade que Jesus Cristo nos disponibilizou como instrumento de envangelização dos jovens. É tempo de rasgar nos horizontes, novas metas… É tempo de anunciar com alegria a novidade do Reino de Deus. De ir mais além, de partir… e chegar… é tempo de recomeçar… Pág. 4 PROPRIEDADE: CONVÍVIOS FRATERNOS * DIRECTOR REDACTOR: P. VALENTE MATOS * PRÉ-IMPRESSÃO E IMPRESSÃO: FIG - INDÚSTRIAS GRÁFICAS, S.A. 239 499 922 PUBLICAÇÃO BIMESTRAL - DEP. LEGAL Nº 6711/93 - ANO XXXIV- 313 - JULHO / AGOSTO / SETEMBRO 2012 * ASSINATURA ANUAL: 10 EUROS * TIRAGEM: 10.000 EXS. * PREÇO: 1 EURO

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Balada da União - Julho Agosto 2012

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  • O MEU AVIVAR DE COMPROMISSO"

    XXXIX CONVVIOANIMAO NACIONAL

    FTIMA 2012Realizou-se nos dias 8 e 9 de Setembro o XXXIX ConvvioAnimao Nacional dos Convvios - Fraternos , tambmconhecido por Peregrinao dos Convvios Fraternos aoSanturio de Ftima. Mais de 70 mil peregrinos , sendouma grande parte jovens e casais do movimento, deramneste 2 dias , aos atos litrgicos mas sobretudo EucaristiaDominical , a que presidiu o Sr. D. Manuel Linda ,BispoAuxiliar de Braga , alegria , e juventude- Na sociedadematerialista em que vivemos e sobretudo em que Deus eos problemas espirituais so indiferentes vida dos nossosjovens ,foi um testemunho extraordinrio de F e de amora Deus a presena e a vivncia de milhares de jovens rezando, cantando e louvando entusiasticamente a Deus porintercesso de Nossa Senhora na sua invocao de Senhorade Ftima.Os jovens continuam entusiasmados por Jesus Cristo

    QUANDO O SENHORCHAMA

    Daqui a alguns dias ingresso no Carmelo de S. Jos ,em Ftima.Nestes ltimos 4 anos e depois que fiz o meu convvio, aminha vida interior transformou-se profundamente. No dia adia continuei a fazer mais ou menos o mesmo que fazia.Pag. 3.

    GRATIDO ECOMPROMISSO -

    HOMENAGEMAO P. VALENTE

    O Convvio Animao Nacional deste ano teve umanovidade no seu programa : o espao "Ser mais Conviva", no qual se fez uma evocao da histria do nossomovimento e uma homenagem ao nosso fundador .P. Antnio Valente de MatosPag. 2.

    MAIS...De brilho no olhar e de alegria estampada no rosto ,percorrendo vrios caminhos desde as suas dioceses, osconvivas chegaram a Ftima para viver aquele que foi o XXXIXEncontro Nacional do movimento dos Convvios- Fraternos, nos dias 8 e 9 de Setembro.Pag. 5.

    AS DIOCESESE O MOVIMENTO

    Apesar de haverem diminuido os feriados, mesmo assim asdioceses vo-se esforando e motivando os jovens paraparticiparem em Convvios - Fraternos..Assim , apesar das frias ,nestes 3 ltimos meses, realizaram.sevrios convvios. O nosso movimento continua a ser respostade encontro com Deus para todos os jovens que optam porfazer um convivio.Pag. 6

    A BONDADE NO SEDESCREVE:

    EXPERIMENTA-SEA bondade to ansiada e querida pelas pessoas, estplanificada em Jesus , e faz-se presente nos irmos. Serbom, ser sempre um ideal a ser atingido como a atitudemais condizente com a nossa natureza. Quando issoacontece habitualmente, temos a certeza de que frutode grande intimidade com Deus , de um amor incontestavela Deus e aos irmos.Pg 7

    TU QUE ANDASADORMECIDO, ACORDA!...Desperta desse sono de indecises e de medos!.H um caminho que preciso trilhar se queres chegar ao sentidodas coisas.Arrisca!...Enquanto dormes,h uma vida inteira a pensar emti.Pg. 7

    BIOTICA ESABEDORIA...

    Biotica como novo saber, transporta em si uma histria quealia as vivencias duras s humanidades. A criao desta novadisciplina, do saber humano tem como objeto cruzar o saberbiolgico com o saber antropolgico e cultural.Pg. 7

    A NOBRE ARTE DAPOLTICA

    A poltica , de facto, uma arte nobre, se exercida dentrodos devidos parmetros, porque, se assim no for sera pior e mais malfica das artes.Com efeito, concorrer para o bem comum ,como deveacontecer com os polticos , uma misso importante,porque diz respeito no s prpria nao ,mas a outras,sobretudo numa globalizao como aquela que nsvivemos.Pag. 8

    MISSO DA IGREJANUM PAS EM CRISE

    Nota do Conselho Permanente da CEPO momento socio econmico que Portugal atravessa eest a ser dificil para muitos portugueses.A Igreja sensivel ao sofrimento de todos , particularmentedos mais pobres e dos desempregados independentementeda F que professam.Pg. 8

    "Visto que a escola catlica tanto pode ajudar na realizao da misso do Povo de Deus, e tanto pode servir o dilogo entrea Igreja e a comunidade humana , para benefcio dos homens ,tambm nas circunstncias atuais conserva a sua gravssimaimportncia. Compete tambm s escolas, colgios e outras instituies catlicas destinadas formao, fomentar nosjovens o sentido catlico e a ao apostlica " ( AA 30)

    TEMPO DERECOMEAR

    pois, tempo de recomear, de acreditar aperfeioar esteprojeto de felicidade que Jesus Cristo nos disponibilizou comoinstrumento de envangelizao dos jovens. tempo de rasgarnos horizontes, novas metas tempo de anunciar com alegria a novidade do Reino deDeus. De ir mais alm, de partir e chegar tempo derecomearPg. 4

    PROPRIEDADE: CONVVIOS FRATERNOS * DIRECTOR REDACTOR: P. VALENTE MATOS * PR-IMPRESSO E IMPRESSO: FIG - INDSTRIAS GRFICAS, S.A. 239 499 922PUBLICAO BIMESTRAL - DEP. LEGAL N 6711/93 - ANO XXXIV- N 313 - JULHO / AGOSTO / SETEMBRO 2012 * ASSINATURA ANUAL: 10 EUROS * TIRAGEM: 10.000 EXS. * PREO: 1 EURO

  • BALADA DA UNIO

    Realizou-se nos dias 8 e 9 de Setembro oXXXIX Convvio Animao Nacional ,tambm conhecido por Peregrinao dosConvvios Fraternos , ao Santurio de Ftima.J ao meio da manh de sbado , se notava umdesusado movimento de peregrinos no recintosobressaindo pela variedade de cores com quese vestiam!....O encontro iniciou-se na Centro Paulo VI .s 14 h 00 com o acolhimento dos peregrinosque encheram o anfiteatro, seguido darealizao da celebrao colectiva e indi-vidual da penitncia , ao mesmo tempo quena parte exterior se realizava uma festarecordando a passagem do evangelho na

    XXXIX CONVVIO ANIMAO NACIONAL - FTIMA 2012nossas vidas a Deus e aos irmos!...

    Que Maria, modelo de f, nos leve mais longepara no vivermos na mediocridade e numpraticismo religioso totalmente desenraizadosda vida, a nossa f!...

    Que Maria, Me da Igreja, nos leve maislonge para nos desinstalarmos do comodismoda vida e nos tornarmos pedras vivas naconstruo do Reino de Seu Filho, Reino dejustia de paz e de Amor!...

    Que nos leve mais longe na vivncia da nossaF e no assumir do nosso compromisso bap-

    movimento, realizou - se a recitao do Teroa Nossa Senhora seguida da sempreimpressionante Procisso com o andor daimagem de Nossa Senhora atravs do recintoenvolto num mar de velas, enquanto seentoavam cnticos em honra da Me de Deuse nossa Me.Pelas 22h30 teve lugar no anfiteatro do CentroPaulo VI o sempre esperado Sarau Emambiente escaldante de alegria e de juventude,durante 2 horas, ininterruptamente,apresentaram os seus nmeros 10 diocesesentusiasticamente aplaudidas pela assistnciaque enchia totalmente o anfiteatro e que atao fim no arredou p.Em todos os nmeros apresentados e quetinham como tema "leva-me mais longe" houvearte, graa, magia, encanto, engenho, gosto,iniciativa e sobretudo muito entusiasmo, muitaalegria e muita juventude Parabns a todas asdioceses que a todos os presentesproporcionaram uma noite inesquecvel.A manh do domingo, dia 9, apareceuiluminada por um lindo sol que medida queas horas iam passando se tornava escaldante.Foi precisamente em ambiente de calor exte-rior que levou os perto de 70 mil peregrinos aprocurarem todos os espaos possveis eimaginrios de sombra para se defenderem ,etambm de calor interior naqueles milharesde coraes, que depois da recitao do terodo rosrio e da procisso com o andor com aimagem da Senhora de Ftima para junto doaltar da esplanada que teve incio o ato prin-cipal da nossa peregrinao a celebrao daEucaristia,presidida por D. Manuel Linda,bispo Auxiliar de Braga, conhecedor dadinmica e do carisma do movimento, na suavibrante homlia, em determinado momentodirigindo-se aos convivas afirmou:

    Caros membros dos Convvios Fraternos,no vosso Movimento h dois momentos

    parbola do filho prdigo.Pelas 17 horas ecoou no recinto ,transmitidopela a aparelhagem sonora ,o cnticoconvidativo para o desfile dos peregrinosconcentrados em frente da baslica de Pio Xpara uma celebrao em honra de NossaSenhora e para a saudao dos peregrinos,pelo Assistente nacional do Movimento , P.Valente de Matos .Foi com estas palavras que deu as boas vindasa todos os presentes :Sado-vos e felicito-vos jovens e casaisconvivas e a todos vs peregrinos ,que vospredispusestes a tudo deixar para, neste fimde semana, viverdes neste lugar sagradomomentos inesquecveis de intimidade comDeus por intermdio de Maria.

    "LEVA-ME MAIS LONGE" o temaescolhido para reflexo e preparao deste nosso encontro!

    No mundo actual em que vivemos dominadopor uma sociedade consumista e materialistaem que os homens e sobretudo os jovensvivem o concreto, o imediato nadavislumbrando para alm do relativo, felicito-vos jovens e casais convivas por terdesoptado por neste espao sagrado parardespara reflectires nos caminhos da vossa vida.Ftima esse lugar de paz e de recolhimentopropcio para que Maria nos ajude a ir maislonge na procura e no encontro do Absoluto,do divino, do sobrenatural, numa palavra deDeus.

    Sim que Maria Me de Deus nossa Me, nosleve mais longe na entrega das

    tismal reassumido e fortalecido nocompromisso do nosso convvio...

    Que Maria, a Profetisa destes novos tempos,nos consciencialize a todos os que esta tardeaqui nos encontramos, de que pelo nossobaptismo, somos os profetas destes novostempos insubstituveis na missoevangelizadora da Igreja!...

    Que Maria vos ajude jovens e casaisconvivas a ir mais longe para no abdicardesda honra e responsabilidade de com a vossaf e testemunho cristo ajudardes a construiruma sociedade mais justa, mais humana emais fraterna!...

    Que Maria Rainha dos apstolos, vos levemais longe, jovens, para no vos esquecerdesque sois, como afirmaram os padres doConclio Vaticano II,pela vossa condio devida, os privilegiados apstolos dos outrosjovens.

    Jovens e casais convivas, aos ps da imagemda Senhora de Ftima, vamos todos assumira nossa responsabilidade na construo destaIgreja de Jesus Cristo que todos tambmsomos, no anncio da SUA MENSAGEM quetransformou as nossas vidas e lhe deu umnovo sentido!....

    Cristo quer contar conosco para levarmos aSua Boa Nova, como proposta de Libertaoe salvao aos outros homens nossos irmos.

    Depois do espao "SER MAIS CONVIVA"em que foi homenageado o fundador do

    constitutivos: o formativo, a que vs chamaispropriamente "Convvio" e ao qual atribuisum nmero progressivo que j ultrapassalargamente o milhar, e o ps-convvio, tambmdesignado por "quarto dia". Estes doismomentos equivalem, respectivamente, ao

    ouvir e ao falar do surdo-mudo depois decurado. O primeiro corresponde disponibilidade para receber o dom da salvaoque transforma a vida; e o segundo,consequncia do anterior, equivale atestemunhar no mundo que s Deus Salva-dor e Libertador. Se ficsseis s no anncio,transmitireis mensagens sem contedo; seapenas vos limitsseis a receber semtransmitir, aprisionareis a palavra de Deusque, em si, possui a fora da semente que setransforma em rvore.

    Convoco-vos, pois, caros convivas, paraesta dupla tarefa: deixar que Deus vos abraos ouvidos para poder entrar em vs a palavraque transforma e eleva, e abandonar toda amudez para anunciar a este mundo prosaico erasteiro -mormente aos jovens- que Deus nonos diminui, no tem cimes da nossafelicidade, no nos tira nada, no nos oprimecom mandamentos insuportveis, mas, pelocontrrio, n'Ele e s n'Ele que encontramosa plenitude, a harmonia, o corao saciado.Fazei ver a todos que, em Deus, o homem mais homem, e a plenitude a que aspiramospossui um timbre e uma ressonncia que nada,no mundo, capaz de conceder.Aps o momento de aco de graas foi feita,como habitual, uma prece-consagrao aNossa Senhora cantada por elementos detodas as dioceses enquanto na escadaria se iarealizando, de acordo com o tema da prece,uma encenao feita por jovens de todas asdioceses e que culminou com uma explosode palmas as dos milhares de peregrinos queparticiparam na Eucaristia. Com o cnticosempre emocional do Adeus Virgem, a suaimagem recolheu em procisso Capelinhadas Aparies enquanto os peregrinos iamdispersando-Das 14H30 s 16H00, no Parquede estacionamento n. 2, em local apropriado,realizou-se a festa da despedida com a

    2 Julho / Agosto / Setembro 2012

    participao de todas as dioceses. Momentos deconvvio, de festa e de alegria com que terminoueste XXXIX Encontro Nacional e em que todospartiram novamente para as lides do dia a diacom a promessa de que para o ano ,nos dias 14 e15 de Setembro 2013, l se reencontrariam.

  • JOVENS EM ALERTA

    Titulo e informao

    Antes de mais as minhas sinceras saudaesem Cristo Jesus, Missionrio do Pai.Tudo comeou assim: encontrava-me acumprir o servio militar no Regimento deCavalaria de Santa Margarida no ano 1988onde exercia na Secretaria do Comando asfunes de escriturrio, quando um dia chegouda 1 Brigada Mista Independente, 1 seco,uma informao, cujo assunto referido era:Curso de Formao Humana e Religiosa,assinada pelo Major Capelo Carlos AugustoLeal Moita. Fui ento que fiz o Guia deMarcha e anexei mais quatro colegas parafrequentar este curso. Quando me disseramque era em Valeira Alta e tinha a durao detrs dias: 27, 28 e 29 de Setembro de 1988,logo me fiz ao caminho atravs de transporte,juntamente com os meus colegas. Quandochegamos l a primeira coisa que me despertouinteresse foi uma imagem de Jesus Cristo,que me levou a exclamar: j temos mais umcompanheiro para nos ajudar nestes 3 diasvou conhec-lo, saber o que lhe possotransmitir e Ele a mim e a todos os meuscolegas. Foi nestes 3 dias que soube isolar-me, parar, reflectir e encontrar-me com Ele efazer essa experincia com Deus. Esseencontro extraordinrio com Deus levou-mea sentir uma alegria e uma felicidade que squem passou por tal experincia podeverdadeiramente compreender. E essa alegriafoi bem expressa por mim e mesmo pelamaioria desses jovens que, no encerramento,publicamente testemunharam o que foi paraeles o convvio. Assim nasceu o ConvvioFraterno N 379. Continuarei a t-lo presentee dentro de mim e procurar sempre ser-lhefiel, " Ser Jovem, demonstrar aos Homensque a vida no acaba, pois h sempre umverdadeiro renascer" e desde 1994 quevenho ao Encontro Nacional dos ConvviosFraternos que se realiza em Ftima emSetembro, como tema de reflexo.

    Queria deixar tambm um agradecimento portudo quanto o movimento tem feito por mim.Sou filha da Igreja, adoptada dos Convvios.Porm, antes de terminar esta mensagem,desejo felicitar o nosso Movimento ConvviosFraternos que, como movimento da Igreja ecom Estatutos aprovados pela ConfernciaEpiscopal Portuguesa, colabora na formaohumana e religiosa de jovens de todas ascondies sociais, econmicas, culturaisespalhadas por todas as dioceses de Portugalbem como em Paris, Sua e Luxemburgo etambm em Moambique , Angola e nordesteBrasileiro.

    Rui Alberto PereiraC. F. N 379

    TUDOCOMEOU

    ASSIM!...

    Eu respondo como ao meu pai Joo "Jvai!!!!!!!!!!!" e Ele espera, como o meu paiJoo. A primeira vez que gritei "J vai!!!!"estvamos em 2008. Era o Convvio deOutubro. S me apetecia rezar. Quandoentrava na capela do Seminrio de Proenasentia que todo o rudo dentro de mimemudecia. Mas que encontro era aquele, masque sensao de pertena era aquela, mas queimpresso de comunho e de alegria eram asdaquele momento que ousavam revestir desolenidade as banais preocupaes do meuquotidiano?... Acaso no tinha eu crescidodentro da Igreja toda a vida?! Borboletas nabarriga. Assim que entrava na capela era isso:borboletas. Como se eu estivesse apaixonadamas mais forte. Quis que parassem, quedesaparecessem. Respondi "J vai!!!". E Deusesperou, amadureceu o meu desejo de bem,

    Quando Deus me chamasentir que Deus se serviu da linguagem que eucompreendo para me falar ao corao.Fui sempre uma pessoa de estar. Nunca fuimuito de fazer, de querer, de pedir, deacontecer, de dar, de conquistar, de ir Fuisempre muito mais uma pessoa de estar, deestar com a famlia, de estar com os amigos,de estar com o namorado, de estar a ler, deestar a estudar, de estar a fumar, de estar aouvir msica, de estar no mar, de estar a beber,de estar a comer, de estar a rir, de estar aconversar, de estar a rezar E foiprecisamente por esta marca distintiva daminha forma de ser que Deus entrou na minhaintimidade. Quando estava em orao pareciaque no queria estar em mais lado nenhum.Mesmo quando no conseguia rezar, s 'estar'j me preenchia. Esta vontade de estar comDeus em intimidade tem crescido e pouco a

    Sou o Pedro Lzaro CF713 de Diocesedo Porto, embora tambm colaborecom os convivas da Diocese de Aveiro,onde estudei. com muito agrado que sinto queminha Diocese promove umaAtividade conviva de Vero (Algosemelhante ao que Aveiro ir fazertambm na Serra da Freita).

    Com isto quero apenas afirmar queestarei com todos em Esprito deMisso apostlica e rezarei pelosucesso dos convvios e das atividades.

    De momento encontro-me em MissoOficial em Timor-Leste, e tentoaproveitar para me integrar nascomunidades locais.Estou aqui h pouco tempo e aindano aprendi muito bem o Tetum, mastemos uma igreja em Dili que se rezaainda em Portugus.J fui convidado para oraes aoSantssimo e para evangelizar aos finsde semana.

    Quero com isto dizer que a nossamisso est em todo lado, levamossempre Cristo no nosso corao comomarca da nossa identidade.

    Os Timorenses so gente de grande fe muito devota.D gosto ver um grupo coral deles,todo animado e dedicado a animar umaeucaristia. bvio que a misria nos choca e muitacoisa invade-nos o pensamento, mas nessa altura que agradeo a Deus otempo e local onde nasci, asoportunidades que me deu, e o factode poder agora descobrir o valor detudo que ele me concedeu.Gostaria de ver os convvios Fraternosa chegarem a Timor Leste aps aconsolidao da lngua que continua aser um grande entrave nas nossascomunicaes.

    Pedro LzaroCF713

    Em terras longnquasde Timor

    acrescentou-me em criatividade e bondade.Ainda hoje olho para o desejo que Deus feznascer em mim com grande espanto.Daqui a dois dias ingresso no Carmelo de SoJos (Ftima). Nestes quatro anos, a minhavida interior transformou-se profundamente.No dia-a-dia, continuei a fazer mais ou menoso mesmo que fazia: trabalhar no meuantiqurio ao Campo de Santa Clara (Feira daLadra), estudar (estava a fazer mestrado emarte contempornea), ler (sempre licompulsivamente, o que me fez cursarEstudos Portugueses na FCSH), estar com afamlia (somos completamente tribais), estarcom os amigos (tenho tantos e to diferentes,graas a Deus!), viajar, brincar, ir ao cinema,beber uns copos Nunca pensei em meconsagrar e muito menos numa clausura. Foisempre bastante claro para mim que casaria eteria 5 filhos. Alis, s pensar em 20 mulherestodas juntas, na mesma casa, a vida inteira,me dava arrepios! Mas Deus fez crescer estedesejo.Precisaria do jornal inteiro para poder traarpor palavras o itinerrio que Deus foi abrindodentro do meu corao No sei se serviroestas palavras o intuito de testemunho que oPe. Lus queria, mas to difcil falar! Sintoque posso falar apenas do que simples.Simples, passados 4 anos de apalpadelas, demedos, de sim's de no's, simples, mesmo,

    pouco vai tomando outras vontades.Se j tomou todas as vontades? Por enquantono. Tudo graa e essa tambm chegar, seDeus a quiser.Se estou preparada para deixar os meushbitos e os meus afectos? Eu sei l!... Eugosto tanto da minha vida! No vou para fugirdo mundo, vou para responder aochamamento de o viver de outra forma.Ser para sempre? No sei. Penso que sim,mas s Deus saber onde eu posso servirmelhor.Se tenho medo? Claro que tenho medo!S peo a deus que no deixe que me paralize.Sendo este o jornal dos Convvios Fraternos,no posso deixar de lembrar o grande mentordos CF da diocese de PT/CB, o Pe. Armando.Todos ns da minha gerao - e eu em par-ticular - temos muitas saudades. No sei sealgum dia encontrarei algum to sbio e tosimples, to bondoso e to duro, tobrincalho e to grave, to bom contador dehistrias e to bom observador, to fiel e tohumano. So testemunhos como estes quemudam o mundo.Fiz o CF n821, que me pareceu, na altura,apenas mais uma actividade. Mas, sem euperceber como, aprendi, nas equipas e nasformaes, a regressar sempre minhaparquia com mais nimo, mais militncia emais alegria no servio. As experincias de

    Deus que os CF me proporcionaram fizeramde mim uma crist com mais Cristo no corao,com mais Cristo nas mos.Tenho imensa esperana neste movimento

    como a tenho na Igreja. Rezemos uns pelosoutros e procuremos acrescentar-nos uns aosoutros com os nossos testemunhos de amor.

    Virgnia Gouveia (CF 821)

  • JOVENS EM ALERTAGRATIDO E COMPROMISSO - HOMENAGEM AO PADRE VALENTE

    O Convvio-Animao Nacional deste anoteve uma novidade no seu programa: o espao"Ser + Conviva", no qual se fez uma evocaoda histria do nosso Movimento e umahomenagem ao nosso fundador, PadreAntnio Valente de Matos.Tudo partiu dum encontro de antigoscoordenadores (at ao C.F. n 200) que serealizou em Abril passado. No seu decorrerfomos lembrando peripcias da nossajuventude, histrias de como tudo comeou,aventuras das viagens s vrias dioceses pararealizar os primeiros Convvios, experinciasdesses tempos de misso em que oMovimento cresceu e se expandiu.Obviamente, a figura do Padre Valente erauma constante dessas evocaes, pelo papelinsubstituvel que desempenhou comofundador, incentivador, mobilizador eanimador, ontem como hoje. Pensmostambm que, com a grande expanso dosConvvios, no pas e alm fronteiras, muitosno teriam de forma clara a noo destedinamismo fundador do Padre Valente.Entendemos por isso que seria importante ejusto prestar-lhe uma homenagem que fosseevocadora do passado mas tambmmobilizadora para o futuro.Aqui surgiu um problema: sabendo ns que oPadre Valente no gosta da ribalta e assume oseu trabalho com a humildade e a dedicaodum verdadeiro servo de Deus, tnhamos demanter o segredo porque, se o Padre Valentesoubesse o que se preparava, no aceitaria.Assim surgiu a ideia duma evocao global davida dos Convvios-Fraternos nestes 44 anos;ao faz-lo, necessariamente estaramos aevocar tambm a vida e obra do Padre Valente.Propusemos-lhe ento esta novidade doprograma, com a qual prontamenteconcordou, sem se aperceber da "marotice"que tinhamos em mente e que j nos deve terperdoado.

    No final da tarde de sbado, aps a saudaoa Nossa Senhora, reunimo-nos ento todosno auditrio do Centro Paulo VI, que seencheu de colorido e de alegria.Comemos por ver um filme, preparado apartir de contributos das vrias dioceses, queem rpidos flashes recordou como tudocomeou, cresceu e chegou ao que so hoje os

    Convvios-Fraternos. Nele revimos fotosantigas e recentes, escutmos testemunhosde jovens de ontem e de agora, vimos eouvimos o Padre Valente a evocar osprimeiros passos e tambm a deixar-nos umamensagem de futuro.Uma jovem conviva partilhou com todos oquanto a figura e a vida do Padre Valentetiveram importncia na sua prpria vida enas suas opes; terminou dizendo quegostaria de ser valente como o Padre Valente.Um sacerdote assistente diocesano dosConvvios expressou tambm a alegria porter conhecido e trabalhado com o PadreValente, experimentando o entusiasmo da suadedicao s coisas de Deus nas vidas dosjovens.Os trs Bispos que foram assistentes doMovimento estiveram tambm presentes:D. Joo Lavrador deixou-nos uma mensagemvideo na qual testemunhou o papel importantedo Movimento e do Padre Valente na pasto-ral juvenil.D. Antnio Francisco dos Santos enviou umamensagem escrita a que chamou "Uma palavrade alegria e gratido", em que evocou a histriae os frutos dos Convvios, que conheceu emLamego, ainda seminarista, e acompanhou at atualidade.D. Manuel Linda, que presidiu PeregrinaoNacional e Convvio-Animao deste ano,dirigiu a todos um testemunho sentido,dizendo do Padre Valente que um exemplomaior e precursor do construir Igreja na linhado Conclio Vaticano II.Foi ento momento de desvendar ao PadreValente as razes da homenagem que lheprestmos: "Bem haja, Padre Valente, porque, maneira do Profeta Jeremias, continua aprocurar aqueles a quem Deus o envia e adizer-lhes o que Ele manda! Por si e consigo,ns todos, os jovens (de todas as idades) dosConvvios Fraternos, damos graas a Deus!".Significando a gratido de todos em Igreja, D.Manuel Linda entregou ao Padre Valente abeno apostlica que o Papa Bento XVI lheconcedeu a marcar todo o seu trabalho noMovimento dos Convvios-Fraternos.Finalmente, pudemos escutar o homenageado.No jeito simples que lhe conhecemos,exprimiu a alegria por todo o caminho jpercorrido, a esperana dum futuro risonhopara a juventude e para a Igreja, a gratido a

    Deus por tudo que quis operar atravs do seusacerdcio e a disposio de continuar aoservio dos jovens com o mesmo entusiasmode sempre.Por certo que, no corao de todos os

    Nos dias 26, 27 e 28 de Julho de 2012,um grupo de jovens da diocese de Setbala que se junto outro do patriarcado,trocaram um belo fim de semana de praiapor um refrescante convvio fraterno.O CF 1192 foi realizado no santurio doCristo Rei em Almada e, com a Graa deDeus, tivemos a oportunidade defazermos realmente Encontro!Este Encontro s foi possvel com o "sim"de cada um de ns: uns deram um "sim"para estar ao servio, confeccionandosaborosos repastos; outros deram o "sim"e disponibilizaram-se para levar e dar aconhecer este Jesus que esta vivo naIgreja, que nos enche o corao de alegriae que o verdadeiro caminho; outrostambm deram o seu "sim" ao convite departiciparem pela primeira vez num

    convvio fraterno, para escutarem com cabeae corao a boa nova que Jesus nos deixou eque sempre actual; houve tambm quem deuo seu "sim" e rezou antes e durante a realizaodeste convvio pela converso de todos nspois pela fora da orao a Igreja est emcomunho!

    preciso haver mais "sim's"! a entrega dopouco que cada um de ns possui a riquezadesta Igreja que nos pertence

    Dou graas por todos aqueles que todos osdias, ao jeito de Maria, dizem o seu "sim", eno tm medo de se entregarem nas mos deDeus, nem mesmo que a "vaca tora o rabo"

    Pelo 1192Marta Santos

    Setbal preciso haver mais sims

    participantes, ficou a convico de que,atravs dos Convvios-Fraternos e do seufundador, "nesta terra brotar novaesperana"!

    4 Julho / Agosto / Setembro 2012

  • JOVENS EM ALERTA

    MaisDe brilho no olhar e alegria estampada norosto, percorrendo vrios caminhos desde assuas dioceses, os convivas chegaram a Ftimapara viver aquele que foi o 39 EncontroNacional do Movimento ConvviosFraternos, nos dias 8 e 9 de Setembro.Trazendo no corao um enorme sentimentode gratido nossa Me do cu por todas asgraas, que atravs da vivncia do seuConvvio Fraterno, lhes obteve junto de Deus,os convivas experienciaram neste Encontroum intenso e gratificante momento de reflexosobre o tema "Leva-me mais longe".No mago de cada jovem h uma sede infinitade querer sempre mais. Mais felicidade, maisverdade, mais autenticidade e radicalidade nasua vida e no seu mundo. A procura decaminhos de realizao e de novos e maisdesafiantes horizontes , para o jovem, o traocaracterstico da sua existncia. A insatisfaocom o conformismo, o dinamismo e a energiados jovens so a alavanca dessa procura, ques consegue ter sentido como resposta aodesafio que Deus coloca no ntimo de cadaser humano: a realizao do Seu projecto deAmor!Os convivas de Bragana juntaram-se festade acolhimento que deu incio ao EncontroNacional, num momento de partilha, desorrisos e boa disposio que acontece noencontro com aqueles que partilham o mesmo

    ideal. Juntos, para viver tambm a alegria doperdo de Deus e saudar Maria, nossa Me,que desde sempre foi a nossa guia ao longo docaminho do Movimento. De seguida houveum momento de reflexo da caminhadafascinante que tm sido estes 44 anos deexistncia do movimento, desde aquelaexperincia simples, humilde e despretensiosaque foi o primeiro Convvio Fraterno, at aosdias de hoje, em que o Movimento se espalhoupelas vrias dioceses e cresceu, pela Graa deDeus, em coraes sedentos de um Amormaior.A criatividade e animao dos convivas teveo seu apogeu no sarau nocturno onde as vriasdioceses apresentaram dinmicas de reflexoe jovialidade que contagiaram todos ospresentes. Aps a Eucaristia Dominical,verdadeira festa da Palavra e do encontro comJesus, presidida pelo D. Manuel Linda, Bispoauxiliar da diocese de Braga, os convivasdespediram-se na festa de encerramento,animados e renovados pela f em Deus, Aqueleque em verdade, os pode levar mais longe, eprojectar em cada um o rosto de Jesus Cristo.S Jesus pode transformar as nossas vidas,levando a entregar-nos ao prximo, sendomais atentos, mais compreensivos, maisfraternos.Mais. este o sinal da vida do conviva. O

    "Acreditar em algo e no o viver desonesto"... Assim, a determinao, acoragem e a auto confiana foram os fatoresdecisivos que levaram 35 jovens de vriospontos da diocese de Bragana-Miranda aacreditar que vale a pena fazer uma paragemna vida e aventurar-se em trs dias diferentes,acolhidos com muita alegria na Casa do Cleroem Cabea Boa - Bragana. Foi assim que, nodia 26 de Julho s portas de uma noite quentede Vero, demos incio ao convvio fraterno

    ACREDITAR!

    "mais" do seu optimismo, da sua energia. O"mais", sinal da cruz de Cristo, do Seu infinitoAmor. O "mais", dos caminhos que se cruzam.O "mais" da partilha que multiplica quandose divide aquilo que temos pelos que nosrodeiam. O "mais" que o motivo de querer irlonge, de rasgar horizontes de esperana, deter respostas firmes e radicais numa sociedade

    que apenas parece querer ombros encolhidosde resignao perante as dificuldades domundo atual.Mais. este tambm o teu sinal? :

    Joo Mourinho CF 980Bragana-Miranda

    Em todos os momentos, Jesus foi-nosdeixando claro, que s o amor constri! S oamor gera vida!O testemunho da sua sensibilidade diante dosque sofriam, que O levava a fazer longascaminhadas ao encontro dos sofredores,convida-nos a fazer o mesmo! Todos osnossos gestos e atitudes devem ter comoobjetivo: o amor! Um amor incondicional, quenos desinstale, que nos leve ao encontro dooutro! Pois a mo de Deus nas nossas mos,

    inundem deste amor que liberta, que nosimpulsiona, precisamos antes de tudo, de nosabastecermos na f! Pois a f o pilar que nossustenta e solidifica este amor que nos move!Esta experincia de f terminou com a festade encerramento no dia 29 noite, na Praado Seminrio de S. Jos em Bragana e contoucom a presena de familiares e amigos dosconvivas e alguns curiosos que tambmquiseram manifestar o seu acreditar.O Bispo da Diocese, D. Jos Cordeiro e algunssacerdotes presentes, tambm nos quiseramlembrar que a Igreja est com os jovens.A noite terminou em grande! Com a verdadeirafesta da Eucaristia na Igreja do Seminrio, naqual todos fomos convidados a participar.No final de mais trs dias de sementeira,pedimos a Deus que as sementes lanadasdem abundantes frutos e que os jovens,continuem a acreditar que por maior que sejamas dificuldades, haver sempre uma foramaior, que nos sustentar! E quando tudoparecer perdido, que todas as portas sefechem, uma certeza poderemos ter: comDeus, nada nos impossvel!

    A equipa coordenadora

    que tornam grandes os nossos pequenosgestos de amor! medida que se sucediam os diferentesmomentos, estes coraes sedentos, iamficando inundados pela presena e pelo amorde Deus. Como bonita a ao de Deus, noscoraes daqueles que se abrem aosensinamentos de Jesus, e que se deixam tocarpor Ele! Mas para que os nossos coraes se

    nmero 1191, o 40 da Diocese.Foram, de facto, trs dias diferentes, 3 diasde caminhada, onde a reflexo evidenciava afora da F. Na verdade, a necessidade desentir o Seu poder foi ganhando relevo, de talmaneira que os coraes ansiosos sefomentavam com o crescimento da Palavrade Deus que nos orienta e nos ensina ocaminho da vida!

    tempo derecomear

    Estamos a iniciar o Ano Convva 2012/2013.Na lembrana de todos est bem presente oentusiasmo vivenciado no Encontro Nacionaldo Movimento no Santurio de Ftima, cujolema nos incitou "a ir mais longe". Odinamismo que as dioceses imprimiram emcada um dos vrios momentos deste encontrotem que ser um impulso para um corajosorecomeo de todos os jovens e casais doMovimento. importante que recomecemos

    com a esperana, determinao e sobretudocom a certeza que "ir mais longe" com JesusCristo, implica entrar com Ele na ventura daevangelizao que no tem fronteiras. Porvezes a rotina avassala-nos com algumasdvidas e desnimos que nos levam a pensar:vale a pena recomear? Sero em vo todosos esforos? O que implica este recomear?No necessrio fazermos grandes esforosde pensamento para rapidamente concluirmosque toda a vida, na sua rotina, um eternoreincio, um eterno recomear. Na verdade,em cada instante h um recomeo na vida, umrecomeo da confiana, uma renovao da f.Na sequncia repetitiva de dias e noites, podeencontra-se a significncia do recomeo. Seerramos hoje, porque no buscar o acerto doamanh? Se ofendemos ontem, porque nopedir desculpas hoje?Na nossa corrida diria, o tempo de reflexo emeditao frequentemente adiado. Noentanto em cada manh somos convidados arecomear, a saborear a vida no desenrolar donosso dia, a olharmos para as coisas e paratudo que nos rodeia com um olhar derecomeo. Na simplicidade do nosso existiresto verdadeiras razes para recomear. Anossa vida no um mero acaso Viver recomear todos os dias, deixarmo-nosenvolver pela compreenso e pela confianauns dos outros. pois tempo de recomear, de acreditar eaperfeioar este projecto felicidade que JesusCristo nos disponibilizou como instrumentode evangelizao dos jovens. tempo derasgar novos horizontes e novas metas tempo anunciar com alegria a novidade doReino de Deus. tempo de ir mais alm, departir, e chegar, tempo de recomear!

    Pedro CastroC.F.765 Bragana

    5Julho / Agosto / Setembro 2012

  • JOVENS EM ALERTA

    Braga

    Era sexta-feira, Seminrio do Verbo Divino- Guimares, e um grupo de 31 jovensaceitava o desafio de parar e de pensar sobreo rumo das suas vidas, aventurando-se numencontro que os levaria a (re)descobrirem-se, a (re)descobrir Deus e os outros!E assim, durante 3 dias, estes jovens foramquestionando, confrontando e procurandorespostas para as suas inquietaes edvidas! Cada um fez a sua caminhada queo levou ao encontro com o Deus de Amor:o encontro com o Cristo, Aquele que estsempre presente, o porto de abrigo, no qualpodemos viver uma longa e slida relaode Amor. Foi com um corao aberto que

    Um tempo para parar e descobriracolheram o Deus de ternura e bondade eisso estava espelhado no brilho dos seusolhares!A festa do encerramento foi no saloparoquial de So Cristvo de Selho(Guimares), onde comeou a mais bela eexigente etapa: o 4 dia! Outros momentosexistiro para que os convivas do CF 1181se encontrem, mas com a alegria doencontro com Jesus Cristo, que cada umfaz o seu caminho no seu meio: famlia,trabalho, escola, parquia, etc.

    A Equipa Coordenadora

    Porto

    Realizou-se nos dias 2, 3 e 4 de Agosto oConvvio Fraterno n 1193, onde 50 jovensda regio sul da Diocese do Porto aceitaramo desafio de passarem uns dias das suas friasdiferentes. chegada pairava nos rostos adesconfiana, a ansiedade e ao mesmo tempoa vontade de ir procura de algo novo, procura da verdadeira felicidade. Como umaagradvel noite de Vero, os coraes foramserenando e dando lugar a sorrisos, olharesamigos, mos que se estendem ao outro esobretudo a coraes que se libertaram paraacolher este Amigo Jesus que dirige os nossospassos como "Estrela Polar" para umcaminho de liberdade e felicidade.A alegria da Ressurreio fez-nos erguer epartir para O anunciar na nossa festa deEncerramento em Cortegaa, onde fomosacolhidos por uma corrente humana dedezenas de pessoas ao longo das ruas, numatocante manifestao de f. Ao falarmos daalegria, deste Deus-Amor e deste Amigo Je-

    "Somos mais Convivas"

    sus que vive connosco e em ns, pudemossentir a alegria de sermos tambm missionriosnesta Igreja de Jesus Cristo e arautos de umaNova Evangelizao, que toma forma na nossavida do dia-a-dia. O encerramento terminou coma verdadeira festa da vida, a Eucaristia, sinalvisvel desta presena de Cristo nas nossasvidas.O que afinal ser conviva? Como algum disse:" questionar, ter dvidas e correr em buscade repostas Um jovem conviva sabe que nadaserve perguntar "Porqu?", pergunta sim "Paraqu?" Ser conviva ter o prazer de conhecerDeus, um Deus-Amor que no est l no cuou onde quer que seja, mas aqui, ao nossolado Ser conviva ser mais eu, seres maistu Ser conviva ser feliz SEMPRE!"

    Pela EquipaCoordenadora:

    Hugo Cravo (CF945)

    Convvio-Fraterno N 1193 para a diocese do Porto

    Convvio -Fraterno N 1181 para a diocese de Braga

    Beja

    Um dia, beira do lago de Tiberades, naprovncia da Galileia, na Palestina, Jesusencontra-se de alguns pescadores e lana-lhesum desafio: "Vinde comigo, farei de vspescadores de homens!" Passados cerca de 2mil anos Jesus lanou, durante 3 dias, o mesmodesafio a 30 jovens, que se disponibilizarama fazer o Convvio Fraterno 1194, na Diocesede Beja, que se realizou nos dias 01, 02 e 03de Setembro de 2012. Foi, sem dvida, aexperincia do encontro com o Mestre daVida. Um encontro que se realizou a 3dimenses: um encontro consigo prprios,um encontro com os outros e, principalmente,um encontro com Deus. medida que otempo a passando, cada um, sua maneirarespondia voz do Senhor, tal como SimoPedro e Andr, que largaram tudo para seguir

    Jesus.Ponto alto deste convvio, foi a descobertado mandamento Novo do Amor: "Amai-vosuns aos outros como Eu vos amei", pois foinesta descoberta que comemos a percebero sentido de ser cristos e comemos a traarum projeto de vida em consonncia com oplano de Deus.O encerramento deste 48 Convvio Fraternoda Diocese de Beja realizou-se, em clima defesta, no Salo do Centro Pastoral de Beja,terminando com a concelebrao da eucaristia,presidida pelo senhor padre Henrique, procoda freguesia de Salvador e concelebrada por 4padres.

    P'la Equipa Coordenadora Jorge da Mata

    Vinde comigo...

    NOS DIAS 5, 6 E 7 DE OUTUBRO 20121195 -No Seminrio do Preciosssimo Sangue, em Proena a Nova, para jovens dadiocese de Portalegre e Castelo Branco1196 - Na Casa de Retiros de Viseu, para jovens desta diocese1197 - No Seminrio dos Combonianos, na Maia, com encerramento no Centro Paroquial de Aldoar, para a diocesevdo Porto1198 - Em Braga, para jovens dessa diocese

    NOS DIAS 1, 2 e 3 DE NOVEMBRO 20121199 -. Em Eirol, Aveiro, para a diocese do Porto

    NOS DIAS 27, 28 E 29 DE DEZEMBRO 20121200 - Em Eirol Aveiro, para jovens da diocese do Porto1201 - No Seminrio de Santartm, para jovens desta diocese1202 - No Seminrio de S. Jos, em Vila viosa, para jovens da diocese de vora

    NOS DIAS 5, 6 e 7 DE OUTUBRO38 - Para casais da diocese do Porto

    CONVVIOSRUMO AO FUTURO

    6 Julho / Agosto / Setembro 2012

  • BALADA DA UNIO

    1 - A biotica como novo saber - sabedoria -,ou a sabedoria da biotica. A troca de termosno de compreenso fcil mas sim de simplescompreenso. Facilidade, nada tem a ver comsimplicidade. So conceitos muito diversosque no vamos aqui discutir.

    Biotica como novo saber transportaconsigo uma histria que alia as cincias durass humanidades. A criao desta novadisciplina do saber humano tem como objetocruzar o saber biolgico com o saberantropolgico e cultural. A este novo saberchamou-se biotica.Ento, a biotica uma nova rea do saberhumano; uma nova disciplina deconhecimento que os homens - ticos - donosso tempo reclamam com urgncia aoscultores das cincias - duras -, das cinciashumanas e das cincias sociais (D. Serro).A "cincia com conscincia", na perspetivade Edgar Morin, , de facto, um apelo aonovo saber biotico. Um saber que se tornasabedoria porque fala calando e cala falando;escuta sempre a Palavra criadora, som quenunca se ouviu, silncio que nunca se calou.Esta relao como sabedoria biotica est emestreita relao com o silncio. Duas palavras,uma que faz barulho e uma que no se ouve.Da palavra que faz barulho, ouvimos apenaso barulho; da que no faz barulho, ouvimosapenas o sentido. E o sentido no tem somnem sombra, mas depois de um longo, lento epaciente trabalho de compreenso einterpretao, ou de rajada, como umailuminao, o sentido um rumo, um rasto,um rosto, um "e-vento" que se alevanta e fazsurgir na inteligncia reflexiva da pessoa a"sabedoria", aquela que sabe que o outro um outro igual a mim. E nesta medida que abiotica como sabedoria transporta consigo(no plano humano) uma histria de amor aoprximo.

    2 - O iluminismo encheu a modernidade de"luz". A luz da modernidade, segundo A.Couto, a razo que quer iluminar as coisas,toda a realidade. A luz da razo reduziu ooutro esfera do "eu"; e na perspetiva de

    Marx, identificao e emancipao. Ohomem, como tematizou Kant, no maisobjeto, mas sujeito da sua prpria histria. Aessncia da modernidade , portanto, ainstituio da autonomia como nica chavede leitura do humano e qualquer forma deheteronomia alienao.O homem faz-se senhor e no pastor(Heidegger). Por isso, domina e no cultiva;por isso, trata mas no cuida um homemhorizontal que procura, em plena luz do dia, asua cidade. Cidade agora encontrada e centradana ps-modernidade que descobre como a luzda razo frgil e fragmentada, incerta einquieta, rpida e efmera; e a democracia deulugar mediocracia (A. Couto). O sucesso notem a ver com a luz da razo, mas com osvendedores do fast food cultural na sociedadedo ecr. O homem moderno pensava que tinhaum pedao de terra firme debaixo dos ps: asua razo; o homem ps-moderno perdeu jesse naco de terra e de razo e est dentro donavio que se afunda, sendo ao mesmo temponaufrago e espectador.Neste sentido, a sabedoria como uma bioticavivida - tica da vida - , na nossa perspetiva,uma via possvel para tentar construir, comos restos do navio desconstrudo, um modode vida que permita viver um tempo no hori-zontal, em que cada um se fecha na sua con-cha, no seu pequeno grupo de amigos,individualmente juntos no seu mundo fechado, volta de umas quantas latas de cerveja, mas"cada um est sozinho no corao da terra/atravessado por um raio de sol:/ e logo noite"(Salvatore Quasimodo).A sabedoria biotica consiste pois, em no setornar insensvel s causas da vida, aos sonhos, vida sem amor nem dor nem alegria, semperguntas e sem espera; consiste pois, emconstruir em tempo aberto ao outro que sechama relao Porque depois da luz/ vem anoite/e depois da noite/ vem a Aurora/, a luz quevem de fora

    Carlos Costa Gomes - CF 132

    Biotica e sabedoria

    O que ser bom? O que a bondade?Quais os seus efeitos na sociedade e nanossa vida?A bondade to ansiada e querida pelaspessoas est planificada em Jesus, e faz-se presente nos irmos. Ser bom, sersempre um ideal a ser atingido como aatitude mais condizente com a nossanatureza. Quando isso acontecehabitualmente, temos a certeza de que fruto de grande intimidade com Deus, deum amor incontestvel a Deus e aosirmos. A bondade atrai, fascina e encanta,humanamente falando. A bondade caminho aberto para toda e qualquersoluo de problemas ou oposies.A bondade com benevolncia,misericrdia, bem-querer e mansido, abreos espaos e as condies mais propciaspara o encontro com Deus... em clima de

    A bondade no se descreve, experimenta-seTodos os filhos de Deus so chamados aponderar sobre a bondade e a sua lindarepercusso na vida de cada pessoa.Bom, tudo aquilo que se adequa e ajusta obteno de determinadas finalidades, aocumprimento de funes ou misses. Umremdio bom naquela circunstncia em queserve para readquirir ou estabilizar a sade.A nica fora capaz de unir e manter unidosos coraes a bondade, vivida no dia a dia,nos acertos e desacertos do amor. Ser precisorecolocar o amor pela bondade, como a "foramotora do mundo humano, a razo quegoverna os homens".Cristo vem a ser o Divino Mgico queconseguir reajustar o corao partido doshomens numa unidade perfeita e duradoura.Consegue-o unicamente atravs da fora deuma bondade que no desta terra, mas brotado elo de bondade D'Ele com o Pai. a

    Desperta desse sono de indecises e demedos. H um caminho que preciso trilharse queres chegar ao sentido das coisas.Arrisca! Enquanto dormes, h uma vida inteiraa passar por ti. No esperes mais para acenderas estrelas da esperana na escurido quehabita o mundo Olha a imensido do cu

    Tu que andasadormecido... acorda!

    da paz e da alegria verdadeira.No te esqueas de alimentar a f comoalimentas uma plantacom dedicao epersistncia. E ela te dar a certeza de que novais sozinhoOlha! Vs quantas pessoas vonesta estrada? Vs que tambm elas, tal comotu, querem chegar mais alm? E olha como

    confiana e aceitao.Os "braos", sempre abertos e receptivos deDeus, esto a nossa espera, ao aguardo dequem se queira lanar quele mar infinito debondade. Pairam como arco-ris de paz, bemno alto e bem prximos de ns, para quem seencontre perdido nos caminhos das trevas,do temor ou do remorso...Bondade no se descreve ou inventa:experimenta-se, vive-se e testemunha-se.A bondade uma virtude num relacionamento,numa profisso, numa misso a ser cumprida.O bom sempre o que executado ou vividocom extrema dedicao e exactido. Fala-seassim de um bom profissional, de um bomjogador, bom msico, excelente marido eprofessor. O colega da jornada bem executada bom companheiro ou at, excelente chefe,ao nos apoiar e estimular no cumprimento dequalquer tarefa, at das mais espinhosas.

    bondade infinita, capaz de superarqualquer dano ou distncia. Cristo executaesse acto atravs do gesto mximo do Seuamor e da Sua bondade, o sacrifcio da Cruz.Dessa doao total e amorosa deriva aquelapaz "que o mundo no pode dar" e que ,talvez, o primeiro fruto da redeno: atranquila ordem, estabelecida no coraohumano e no Universo.A ns, pobres seguidores do Mestre, comos coraes por vezes tambm partidos...no nos resta atitude mais lgica econsequente do que a da Samaritana: "BomMestre, d-nos sempre dessa gua" dafonte eterna da tua bondade sem fim!Ajuda-nos, tambm, a ser bons!"

    Manuela Pires CF 860Bragana-Miranda

    com olhos de profunda gratido e mergulhaat ao mais fundo de ti At esse lugar quecontm a bssola que orientar os teus passospara no andares perdido. E antes deavanares, procura descobrir onde est o teucorao, porque a, estar tambm o teutesouro. Mantm despertos os olhos do teucorao para no correres o risco de tetornares vazio como o bzio que contm emsi o som das ondas, mas que nunca chegar aser marSabes? Nasceste para voar! Vs alm ohorizonte? Foi pensado para ti! Por isso, note conformes com a mediocridade porque aliberdade presente gratuito do Deus que amor e s amorUm dia, quando conseguiressentir-te assim, infinitamente amado por esseAmor, passars pela inevitvel e densa matada dor, rasgando nela, caminhos decrescimento e de transformao. Ento,olhars para trs e sabers sem a sombra dadvida a ensombrar-te o olhar, que a opopelo Amor a arma dos valentes e o segredo

    cada uma delas, uma fonte inesgotvel degraa para ti e para o mundo Olha quantostesouros e talentos habitam a sua humanidade.Ajuda-as, a revelarem a grandeza que tmdentro de si. Ajuda-as a entender que so muitomais do que fugacidade e matria. E versento acontecer o milagre que encerra a vidahumana.E olha para Jesus que caminha sempre ao teulado que Ele quer-te maior. Quer-te inteiro.Quer-te mais pessoa. Ele sonha com a tuarealizao, com o entusiasmo do teu coraoe com a grandeza da tua vida. Ento porqueesperas? Ousa ir mais longe e que a tua alegriaseja semelhante ao canto dos pssaros naPrimavera! Sonha at lugaresimpossveisSonha sem medo de avanar...Porque no corao do Pai, cabe qualquerhorizonte...

    Fabola Mourinho CF 833Bragana-Miranda

    7Julho / Agosto / Setembro 2012

  • BALADA DA UNIO

    Balada da Unio

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    Mais uma vez o nosso jornal vai ao encontrode todos os convivas que o desejam receberneste formato e tambm Online emwwwconvvios fraternos.com. Continuamosa agradecer a colaborao de notcias e artigose tambm econmica dos nossos leitores pois, as despesas com a sua publicao so grandese a crise tambm grande. Para facilitar oenvio do contributo dos nossos leitores, segueneste nmero em formato de papel umimpresso de vale de correioTambm podero depositar a vossa OFERTANA CONTA com o

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    Para que os polticos actuem sempre,com honestidade, integridade e amor Verdade. Foi a inteno geral do SantoPadre para o ms de Setembro.A poltica , de facto, uma arte nobre, seexercida dentro dos devidos parmetros,porque se assim no for ser a pior e maismalfica das artes. Com efeito, concorrer parao bem comum, como deve acontecer com ospolticos, uma misso importante, porquediz respeito no s prpria nao, mas aoutras, sobretudo numa globalizao comoaquela que ns vivemos.Na Antiguidade, ningum praticou melhor estaarte que os romanos e os gregos e os filsofosda Grcia designaram o homem de "animalpoltico", interessado na "coisa pblica" (dolatim respublica), concorrendo, assim, para obem-estar da nao, no que diz respeito aobem comum. Por isso, tem todo o sentido aafirmao dos mesmos filsofos, que parauma correcta poltica "ou os reis se tornamfilsofos ou os filsofos se tornam reis".Mas se todos os cidados de uma nao devemexercer o seu papel na boa conduo de tudoo que tem relao com o bem da nao, osdirigentes polticos detm nisto uma especialresponsabilidade, dado o lugar que ocupam,para o qual foram (ou deviam ter sido)escolhidos pelos seus compatriotas. Por isso,as leis feitas e promulgadas pelos polticos,devem ser eles os primeiros a cumpri-las, oque nem sempre acontece, nem muito menos...Importncia dos polticos e da polticaDe tudo o que acabamos de afirmar se deduzfacilmente a extrema importncia da polticanum pas, por tudo o que ela pode representarde positivo e de negativo, pois sendo ela queorganiza a vida de uma nao, que toma asdecises que regulam as relaes entre pessoase grupos, se isso no feito correctamentepode ter efeitos catastrficos.Os polticos tm a misso imprescindvel depr o bem comum acima dos bensparticulares, partidrios, sectoriais oucorporativos. A poltica tem que constituiruma vocao de servio aos seus concidadose nunca uma via carreirista de promoopessoal e de favorecimentos indevidos. Apoltica exige honestidade, integridade e amor verdade.

    Um bom poltico no necessariamentecristo, mas se o , deve desempenharcabalmente o seu papel, a um novo ttulo.Por isso, os cristos fazem falta na poltica,desde que no abdiquem dos seus ideais quedevem pautar a sua vida segundo o Evangelho.Os cristos no buscam a hegemonia poltica,cultural ou qualquer outra, mas onde quer quese concretize a sua aco, esta deve serpautada pelo respeito da pessoa humana e ointeresse pelo seu bem-estar.Os cristos devem mostrar que a f permiteler de uma forma nova e profunda a realidadee ensina a transform-la; devem evidenciarque a esperana alarga o horizonte limitadodo homem e projecta-o para a verdadeira alturado seu ser, para Deus; devem mostrar que oEvangelho garantia de liberdade e mensagemde libertao. Pede-se aos cristos polticosum compromisso forte em favor da cidadania,para a construo de uma nova vida na suanao e tambm na comunidade internacional.Temos necessidade de polticosautenticamente cristos que sejamtestemunhas de Cristo e do Evangelho. Trata-se de um desafio exigente nos tempos que

    correm, de problemas grandes e complicados,que se agravam ainda mais por se tentarresolv-los numa base exclusivamenteeconomicista, quando a soluo deve serbuscada a outros nveis, baseados nos valoresmorais.

    No pertence Igreja formular soluesprticas e concretas em relao "coisapblica", mas tem, por outro lado, umimportante papel no que diz respeito vidapoltica de qualquer nao, onde estejainserida, mesmo que seja em minoria. Comodeclarou o Papa actual, em 21 de Maio de2010, citando a Gaudium et spes, n. 76,pertence Igreja: "emitir um juzo moraltambm sobre as coisas que afectam a ordempoltica, quando o exigem os direitosfundamentais da pessoa [...] aplicando todose s aqueles meios que sejam conformes aoEvangelho e ao bem de todos". , portanto,direito e dever da Igreja pronunciar juzosmorais sobre realidades da poltica, quando af ou a lei o exigem.Aquilo que se diz comummente, que "a Igrejano se deve meter na poltica", no temqualquer sentido se se entender devidamenteo que poltica e o que Igreja. Esta tem, comefeito, o dever de ser a "conscincia crtica"de qualquer sociedade onde viva e se esquecereste papel no ser a Igreja de Jesus Cristo.O Papa pede-nos que, neste ms, peamospelos polticos, concretamente para que sejamhonestos, ntegros e amantes da verdade, demaneira que sirvam o bem comum, que sejamcidados exemplares, cujo exemplo possa serseguido, e amantes da verdade, uma verdadeque signifique transparncia, prevalea sobreos interesses mesquinhos e se abra a umdilogo aberto e imparcial.

    Antnio Coelho S. J.

    A NOBRE ARTE DA POLTICA

    Nota do Conselho Permanente daConferncia Episcopal Portuguesa

    1. O momento socioeconmico que Portugalatravessa est a ser difcil para muitosportugueses. A Igreja sensvel ao sofrimentode todos, particularmente dos mais pobres edos desempregados, independentemente daf que professam. A Igreja faz parte dasociedade e, com a viso do homem e da vidaque lhe prpria, chamada a contribuir parao bem das pessoas e da comunidade nacionalcomo um todo. A principal resposta da Igrejapara o momento atual tem sido dada pelassuas instituies de solidariedade social, comoprtica ativa da caridade.A Igreja e a comunidade poltica2. Quando celebramos 50 anos do incio doConclio Vaticano II, oportuno recordar oseu ensinamento, tantas vezes confirmadopelo Magistrio posterior, sobretudo dosPapas. A Igreja um Povo, uma comunidadeestruturada e organizada, que assume comodever a procura do bem-comum de toda asociedade. Esse tambm o fim da comunidadepoltica. "No campo que lhe prprio, acomunidade poltica e a Igreja soindependentes e autnomas uma da outra.Mas ambas, embora a ttulos diferentes, estoao servio da vocao pessoal e social dosmesmos homens" (Gaudium et Spes, n 76).

    inseridos:- Os sistemas econmico-financeiros. Portu-gal, membro da Unio Europeia e da ZonaEuro, est inserido no quadro das economiasliberais, vulgarmente designadas decapitalismo. A Igreja sempre defendeu, entreas expresses da liberdade, a liberdadeeconmica, desde que as suas concretizaesse submetam aos objetivos do bem-comum.Os prprios lucros das pessoas, das empresase dos grupos devem orientar-se para o bem-comum de toda a sociedade.- O equilbrio entre finanas e economia. OPapa Bento XVI concretizou o pensamentoda Igreja, salientando que as finanas devemser um instrumento que tenha em vista amelhor produo de riqueza e odesenvolvimento. Importa que a economia eas finanas se pratiquem de modo tico a fimde criar as condies adequadas para odesenvolvimento da pessoa e dos povos.- Os mercados. Sujeitos a uma dimenso ticade servio humanidade, os mercados nopodem separar-se do dinamismo econmico,transformando-se em fontes autnomas delucro que no reverte, necessariamente, parao bem-comum da sociedade.A superao da crise supe uma renovaocultural. A Igreja quer contribuir para estarenovao com os valores que lhe soprprios: a dignidade da pessoa humana, asolidariedade como vitria sobre os diversosegosmos, a equidade nas solues e nadistribuio dos sacrifcios, atendendo aosmais desfavorecidos, a verdade nas afirmaese anlises, a coragem para aceitar quemomentos difceis podem ser a semente denovas etapas de convivncia e de sentidocoletivo da vida. Ns, os crentes, contamospara isso com a fora de Deus e a proteo deNossa Senhora.Ftima, 17 de setembro de 2012

    Misso da Igrejanum pas em crise

    Segundo a doutrina do Magistrio, a Igrejacomo comunidade intervm na sociedade atrs nveis: os cristos leigos, guiados pelasua conscincia crist, tm toda a liberdadede participao e interveno poltica; asassociaes da Igreja, com particular relao hierarquia, devem intervir tendo em conta odilogo com os seus pastores; os sacerdotes ebispos tm como ministrio anunciar oEvangelho e a doutrina da Igreja para todos,de modo que ela possa ser acolhida,nomeadamente no que diz respeito suadoutrina social.

    A Igreja e o atual momento da sociedadeportuguesa3. A doutrina social da Igreja, que temossempre o dever de anunciar, ilumina arealidade, interpela a conscincia dosintervenientes na coisa pblica e sugereatitudes que exprimam valores.- Prioridade na busca do bem-comum. Estaprimazia da busca do bem-comum de toda asociedade atinge todas as pessoas e todos oscorpos sociais. o caminho para construiruma unidade de objetivos, no respeito dasdiferenas: governo e oposio, partidospolticos, associaes de trabalhadores e deempresrios, etc. As diferenas so legtimas,mas a unidade na procura do bem-comum sempre necessria e indispensvel. Asuperao das legtimas divergncias, numalargado consenso nacional, supe sabedoriae generosidade lcida.- Direito ao trabalho. Este no deve serconcebido apenas como forma de manutenoeconmica, mas como meio de realizaohumana. O desemprego , certamente, um dosaspetos mais graves desta crise, o que supe,para a sua superao, um equilbrioconvergente de vrios elementos: criatividadenas empresas, caminhos ousados nofinanciamento, dilogo social em que pessoase grupos decidam dar as mos, apesar dassuas diferenas.- Estabilidade poltica. exigida pela prprianatureza da democracia e da responsabilidadedos seus atores, requerendo a buscapermanente do maior consenso social epoltico. Numa democracia adulta, as "crisespolticas" devero ser sempre exceo. Emmomentos crticos, podem comprometersolues e atrasar dinamismos na sua busca.Todos sabemos que, para superar as presentesdificuldades, no existem muitos caminhosde soluo. Compete aos polticos escolh-los, estud-los e apresent-los com sabedoria.- Respeito pela verdade. O discurso pblicotem de respeitar a verdade do dinamismo dassituaes e da procura de solues.- Generosidade na honestidade. O bem dacomunidade nacional exige de todosgenerosidade para no dar prioridade buscade interesses particulares e a honestidade pararenunciar a caminhos pouco dignos de procuradesses interesses. S com generosidade sepode alcanar um bem maior.Renovao cultural4. Esperamos que a presente situao faaavanar a verdadeira compreenso sobrealguns elementos decisivos do mundoeconmico-financeiro em que estamos

    8 Julho / Agosto / Setembro 2012

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