Bb cadeia produtiva apicultura

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1 Apicultura - Parte 1 Apicultura 5 Volume Desenvolvimento Regional Sustentável Série cadernos de propostas para atuação em cadeias produtivas
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  • 1Apicultura - Parte 1

    Api

    cultu

    ra5

    Volume

    Desenvolvimento Regional SustentvelSrie cadernos de propostas para atuao em cadeias produtivas

  • Editorial

    BANCO DO BRASIL

    ROBSON ROCHAVice-Presidente Gesto de Pessoas e Desenvolvimento Sustentvel

    RODRIGO SANTOS NOGUEIRAGerente-Geral da Unidade Desenvolvimento Sustentvel

    Gerentes Executivos BENILTON COUTO DA CUNHA MAURCIO MESSIASWAGNER DE SIQUEIRA PINTO

    RAIMUNDO NONATO SOARES LIMA Gerente de Diviso

    Assessoras Seniores DEUSZNIA GONALVES PEREIRALUISA CRISTINA MEDEIROS DE SABIA E SOUZA

    INSTITUTO INTERAMERICANO DE COOPERAO PARA A AGRICULTURA

    Consultores LUIS ANDREA FAVEROROBERTO SOUZA ALVES

    DiagramaoFABIANE DE ARAJO ALVES BARROSO

    Fotos: Acervo IICA

    Braslia, novembro de 2010

  • 4 Apicultura - Parte 1

    Api

    cultu

    ra5

    Volume

    Desenvolvimento Regional SustentvelSrie cadernos de propostas para atuao em cadeias produtivas

  • A Srie cadernos de propostas para atuao em cadeias produtivas uma iniciativa que integra a Cooperao entre a Fundao Banco do Brasil - FBB, o Banco do Brasil BB e o Instituto Interamericano de Cooperao para a Agricultura IICA para o Aprimoramento da Estratgia Negocial de Desenvolvimento Regional Sustentvel DRS do Banco do Brasil e outras parcerias.

    Para fundamentar a publicao da srie cadernos de propostas para atuao em cadeias produtivas o trabalho cuidadoso dos consultores buscou assegurar a continuidade da metodologia de interveno proposta no Roteiro Orientador para a Qualificao dos Planos de Negcios DRS PN DRS. Os PN DRS esto estruturados com os elos recursos naturais/insumos, produo, beneficiamento/processamento e comercializao considerando capacitao, sade/segurana, infraestrutura, planejamento e controle como transversais a todos os elos. Como condicionantes de qualidade dos PN DRS so considerados os fatores: organizao, assistncia tcnica, financiamento ou crdito e aes de incluso social.

    Os cadernos que compem a Srie esto assim organizados:

    Volume 1 - Bovinocultura de Leite;

    Volume 2 - Fruticultura: Aa;

    Volume 3 - Fruticultura: Banana;

    Volume 4 - Fruticultura: Caju;

    Volume 5 - Apicultura;

    Volume 6 - Aquicultura e Pesca;

    Volume 7 Ovinocaprinocultura; e

    Volume 8 Reciclagem.

    Apresentao

    Srie cadernos de propostas para atuao em cadeias produtivas

  • Cada volume composto por duas partes:

    Parte 1 viso geral da cadeia e sugestes de atuao com base no trabalho realizado pelos consultores para as reas rural e urbana.

    Parte 2 proposta elaborada pela gerncia de estratgia e metodologia DRS da Unidade Desenvolvimento Sustentvel - UDS, a ser discutida e implementada pelas Superintendncias Estaduais do Banco do Brasil e seus parceiros, nos Estados.

    As publicaes da Srie devem ser entendidas e utilizadas como instrumento de orientao respeitando as particularidades regionais, locais e das unidades produtivas.

  • SUMRIOAPICULTURA - PARTE 1

    1. O BANCO DO BRASIL E A ESTRATGIA DE DESENVOLVIMENTO REGIONAL SUSTENTVEL - DRS

    2. PANORAMA DO MERCADO DO MEL NATURAL

    2.1 ProduodeMeldeAbelhanoBrasilem2008e2009

    2.2 UmaRetrospectiva

    2.2.1 CaracterizaodaApicultura

    2.2.2 SituaogeraldaCadeiaProdutivadoMel

    3. PESQUISA REALIZADA NOS ESTADOS DO CEAR, MINAS GERAIS, RIO GRANDE DO NORTE E PIAU

    4. SNTESE DA CADEIA DA APICULTURA NA REALIDADE PESQUISADA

    4.1Cear

    4.2MinasGerais

    4.3RioGrandedoNorte

    4.4Piau

    5. DESAFIOS

    6. MACROINDICADORES E AES VISUALIZADAS PELA PESQUISA

    7 . GESTO E MONITORAMENTO

    7.1Gesto

    7.2CapitalSocial

    7.3Monitoramento

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  • APICULTURA - PARTE 2

    PROPOSTA DE ATUAO DO BANCO DO BRASIL

    1 PREMISSAS

    2 OBJETIVO GERAL

    2.1 ObjetivosEspecficos

    3 AES SUGERIDAS

    3.1 Gesto,PesquisaeDesenvolvimento

    3.2 AssistnciaTcnicaeTecnologia

    3.3 Comercializao

    4 MODELO DE ATUAO

    5 MODELO DE NEGCIOS

    6 MODELO DE GOVERNANA

    6.1 GestoEstadual

    6.2 GestoLocal

    7 RESULTADOS ESPERADOS

    7.1 IndicadoresSugeridos

    APNDICE 1 - PLANOS DE NEGCIOS DRS DO BANCO DO BRASIL EM APICULTURA

    APNDICE 2 - TECNOLOGIA SOCIAL - AGENTES DE DESENVOLVIMENTO REGIONAL SUSTENTVEL

    BIBLIOGRAFIA CONSULTADA

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  • 9Apicultura - Parte 1

    LISTA DE FIGURAS

    Tabela1 - Produo de mel de abelha no Brasil e Regies em 2008 e 2009

    Tabela2 - Ranking descendente dos 20 municpios de maior produo de mel em 2008 e 2009

    Quadro 1 - Comparativo de Produtividade do Mel

    Quadro2 - Critrios adotados para a anlise

    Quadro 3 - Cear em sntese

    Quadro 4 - Minas Gerais em sntese

    Quadro 5 - Rio Grande do Norte em sntese

    Quadro 6 - Piau em sntese

    Quadro 7 - Aes possveis vinculadas aos macroindicadores

    Quadro 8 - Planos de Negcios DRS em Apicultura

    LISTA DE SIGLAS

    BNDES-BancoNacionaldeDesenvolvimentoEconmicoeSocial

    MCT-MinistriodaCinciaeTecnologia

    MDA-MinistriodoDesenvolvimentoAgrrio

    FINEP-FinanciadoradeEstudoseProjetos

    BAFAGRI-ProgramadeIntercmbioInternacional(CAPES)

    CAPES-CoordenaodeAperfeioamentodePessoaldeNvelSuperior

    SEBRAE -ServioBrasileirodeApoiosMicroePequenasEmpresas

    SENAR-ServioNacionaldeAprendizagemRural

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  • 11Apicultura - Parte 1

    APICULTURAPARTE 1

    1. O BANCO DO BRASIL E A ESTRATGIA DE DESENVOLVIMENTO REGIONAL SUSTENTVEL - DRS1

    Desenvolvimento Regional Sustentvel - DRS uma estratgia negocial do Banco do Brasil - BB, que busca impulsionar o desenvolvimento sustentvel das regies onde o BB est presente, por meio da mobilizao de agentes econmicos, sociais e polticos, para apoio a atividades produtivas economicamente viveis, socialmente justas e ambientalmente corretas, sempre observada e respeitada a diversidade cultural.

    Prope-se a:

    Promover a incluso social, por meio da gerao de trabalho e renda;

    Democratizar o acesso ao crdito;

    Impulsionar o associativismo e o cooperativismo;

    Contribuir para melhorar os indicadores de qualidade de vida;

    Solidificar os negcios com micro e pequenos empreendedores rurais e urbanos.

    A atuao do Banco do Brasil com a Estratgia Negocial DRS se d por meio do apoio a atividades produtivas, com a viso de cadeia de valor, identificadas como potencialidades nas diferentes regies onde o Banco do Brasil est presente. A Estratgia DRS apia o desenvolvimento de atividades nas reas rurais e urbanas (agronegcios familiares, comrcio, servio e indstria).

    1 www.bb.com.br/docs/pub/sitesp/sustentabilidade/dwn/CartilhaDRS.pdf

  • 12 Apicultura - Parte 1

    A metodologia de atuao prev a sensibilizao, mobilizao e capacitao de funcionrios do BB e de parceiros, e a elaborao de um diagnstico participativo, abordando a cadeia de valor das atividades produtivas apoiadas e identificando pontos fortes, pontos fracos, oportunidades, ameaas e potencialidades, dentre outros.

    Com base no diagnstico, elaborado o Plano de Negcios DRS, no qual so definidos os objetivos, as metas e as aes (por elo da cadeia produtiva) para implementao.

    A metodologia prev, ainda, o monitoramento das aes definidas nos Planos de Negcios e a avaliao de todo o processo2.

    2. PANORAMA DO MERCADO DO MEL NATURAL

    Em 2005, a produo mundial de mel alcanou 1,4 milho de toneladas. A China foi responsvel por pouco mais de 20% da produo, seguida da Turquia, Argentina e Estados Unidos. Em 2005, a Argentina foi o maior exportador, destinando 80% da sua produo a vendas externas que geraram quase US$ 130 milhes; as exportaes da China renderam no mesmo ano US$ 87 milhes. A Alemanha, por sua vez, o maior importador de mel natural, seguida pelos Estados Unidos e Reino Unido.

    O mercado mundial de mel dominado por poucos pases, o que no exclui a participao de muitos produtores, alguns novos, como o prprio Brasil. A competio tem sido agressiva e o preo continua um fator relevante para a competitividade; porm, vem crescendo a importncia da qualidade e da diferenciao do produto como condio de acesso ao mercado internacional e como estratgia para evitar a concorrncia direta da China e Argentina, grandes produtores do mel como commodity.

    A produo brasileira de mel natural, presente em todo o territrio nacional cresceu 70%, entre 1999 e 2005, estimulada pela atratividade do mercado externo. Em 2001, o Brasil exportou apenas 2,8 milhes de dlares e sequer aparecia na lista dos maiores exportadores mundiais (com 1% ou pouco mais do total). Em 2002, o Pas j ocupava o nono lugar, com exportaes de 23,1 milhes de dlares, ultrapassando pases como Vietn, Austrlia, Uruguai, Romnia, ndia, Frana e Itlia, presentes h tempos no mercado internacional. Ao fim de 2003, as exportaes de mel brasileiro ultrapassaram a casa dos 45 milhes de dlares, e mesmo com a queda registrada nos anos subseqentes o Pas ainda figura entre os lderes do mercado mundial. Em 2004, a demanda pelo produto brasileiro registrou inflexo negativa, bem como o preo obtido pelos produtores, indicando a necessidade de polticas ativas para fortalecer a apicultura nacional.

    2 Ver Caderno da Universidade Corporativa para Aprimoramento dos Planos de Negcios, 2008

    Umfatorimportanteparaimpulsionaraexpansodas exportaes piauienses de mel foi aimplantaodoLaboratriodeControledaQualidadedeProdutos Apcolas, da EmbrapaMeio-Norte, localizadaemTeresina(PI),nosegundosemestrede2004.

    Como o mel brasileiro precisa passar por anlisesfsico-qumicasparasairdoPas,oEstadodoPiauperdiaatdoismesesparaterseuprodutoaprovadoeliberadopela Superintendncia Federal daAgricultura, umavezque enviava seumel para anlise em Pernambuco ouSantaCatarina.

    Esse laboratrio tambm de grande utilidadepara a produo e comercializao do mel orgnico,dadoqueas certificadorasque liberamoprodutoparaomercadointernacionalexigemanlisesderesduosdeagroqumicos.

  • 13Apicultura - Parte 1

    2.1 Produo de Mel de Abelha no Brasil em 2008 e 2009

    Em 2009 a produo de mel cresceu 2,57% o equivalente a 972.322kg. A Regio Nordeste e a Regio Sul tiveram crescimento na produo e se mantiveram como as regies de maior produo de mel.

    Na Regio Nordeste, em 2009, o Estado do Cear ultrapassou o Piau em produo. Embora com uma queda na produo o Estado de Minas gerais continua como o maior produtor de mel na Regio Sudeste.

    Tabela1 - Produo de Mel de Abelha no Brasil e Regies em 2008 e 2009PRODUO DE MEL DE ABELHA (Quilograma)

    Brasil, Regio Geogrfica e Unidade da FederaoANO

    2008 2009

    Brasil 37.791.909 38.764.231

    Norte 857.270 821.058

    Rondnia 160.600 168.403

    Acre 5.060 5.966

    Amazonas 19.040 21.392

    Roraima 132.530 133.125

    Par 397.423 354.688

    Amap 7.753 7.599

    Tocantins 134.864 129.885

    Nordeste 14.152.170 14.963.621

    Maranho 780.514 747.563

    Piau 4.143.804 4.278.146

    Cear 4.072.702 4.734.959

    RioGrandedoNorte 1.065.455 1.107.409

    Paraba 222.224 272.558

    Pernambuco 1.382.104 1.594.685

    Alagoas 155.075 169.609

    Sergipe 135.613 136.611

    Bahia 2.194.679 1.922.081

    Sudeste 5.524.508 5.393.541MinasGerais 2.862.052 2.605.800

    EspiritoSanto 330.929 366.625

    RiodeJaneiro 314.627 317.775

    Guanabara - -

    SoPaulo 2.016.900 2.103.341

    Sul 15.759.766 16.501.313Paran 4.634.976 4.831.491

    SantaCatarina 3.706.463 4.514.601

  • 14 Apicultura - Parte 1

    RioGrandedoSul 7.418.327 7.155.221

    Centro Oeste 1.498.195 1.084.698

    MatoGrossodoSul 646.222 430.482

    MatoGrosso 493.879 315.021

    Gois 322.010 301.335

    DistritoFederal 36.084 37.860

    Fonte:www.sidra.ibge.gov.brPesquisaPecuriaMunicipal

    Interessante observar, na Tabela 2, a ocorrncia de mudana das posies dos municpios produtores de mel em 2009. Os trs primeiros colocados so os municpios de Limoeiro do Norte (CE) que manteve a liderana, Araripina (PE) e Apodi (RN) com produo de 600, 580 e 506 toneladas de mel produzidos respectivamente.

    Esta realidade possibilita ver na contnua queda de posies do municpio de Picos (PI) o papel que desempenha como centro de comercializao e menos de produo.

    Nas mais recentes notcias divulgadas o Estado do Cear passou a ser lder, tambm, na comercializao e exportao do mel.

    Dos 20 municpios ranqueados a Regio Nordeste contribui com 12 municpios, o equivalente a 60% do total.

    Tabela2 - Ranking descendente dos 20 municpios de maior produo de mel em 2008 e 2009

    Produo de Mel de Abelha - 20 Municpios de maior produo - Ranking descendente

    2008 2009

    Municpios Quilogramas Municipios Quilogramas

    1 LimoeirodoNorte-CE 550.000 1 LimoeirodoNorte-CE 600.000

    2 Apodi-RN 500.020 2 Araripina-PE 580.000

    3 Picos-PI 468.827 3 Apodi-RN 506.215

    4 Araripina-PE 400.000 4 Iara-SC 440.000

    5 SantanadoCariri-CE 392.177 5 BomRetiro-SC 430.000

    6 TabuleirodoNorte-CE 380.000 6 Picos-PI 421.944

    7 SantAnadoLivramento-RS 334.800 7 TabuleirodoNorte-CE 420.000

    8AltoSanto-CEMoradaNova-CEItamarandiba-MG

    300.000300.000300.000

    8 SantanadoCariri-CE 409.615

    9 PioIX-PI 298.042 9 MoradaNova-CE 380.000

    10 SantaLuziadoParu-MA 295.172 10AltoSanto-CESantAnadoLivramento-RS

    350.000350.000

    11 Itainpolis-PI 269.534 11Itamarandiba-MGBotucatu-SP

    300.000300.000

  • 15Apicultura - Parte 1

    12 CambardoSul-RS 266.216 12 Itainpolis-PI 296.487

    13 Iara-SC 250.890 13 SantaLuziadoParu-MA 280.413

    14 SoJoodoTriunfo-PR 245.000 14 CambardoSul-RS 276.865

    15 Ibimirim-PE 240.000 15 Prudentpolis-PR 265.554

    16 Icapu-CE 192.550 16 PioIX-PI 253.335

    17 CampoGrandedoPiau-PI 187.285 17 Mombaa-CE 252.000

    18CruzMachado-PROrtigueira-PR

    180.000180.000

    18 Ibimirim-PE 250.000

    19 Crato-CE 179.975 19 Pimenteiras-PI 232.000

    20 Somes-PI 176.551 20 SoJoaquim-SC 224.550

    Fonte:IBGE-PesquisaPecuriaMunicipalhttp://www.sidra.ibge.gov.br

    2.2 Uma Retrospectiva 3

    Em 2007, o Ministrio da Agricultura, Pecuria e Abastecimento MAPA, Secretaria de Poltica Agrcola SPA e o Instituto Interamericano de Cooperao para a Agricultura IICA publicaram um documento que analisa a Cadeia produtiva do Mel. A importncia dessa anlise faz com que esteja presente neste Volume, pois a dinmica da Cadeia com seus respectivos problemas ainda esto presentes.

    Um dos Estados que mais se destacou foi o Piau, cuja produo de mel cresceu 183% entre 1999 e 2005. No mesmo perodo, a produo nordestina cresceu cerca de 290%, enquanto a Regio Norte aumentou sua produo em 253%, porm, a ltima tem pequena participao na produo nacional, confirmando o dinamismo e potencial de crescimento. De acordo com a Pesquisa Pecuria Municipal 2008, do IBGE, a maior produo ocorre nos Estados do Piau (29,3%), do Cear (28,8%) e da Bahia (15,5%), responsveis, juntos, por quase trs quartos do total produzido na regio.

    Destaque-se que no bioma caatinga, tpico do semirido, onde esto localizadas a maioria das colmias, sendo os municpios dessa regio responsveis por 86,3% da produo nordestina de mel de abelha.

    A regio sudeste a terceira regio em volume produzido, mas conta com a presena do maior exportador nacional, o Estado de So Paulo. Os Estados de So Paulo e Minas Gerais so grandes produtores de mel, estando em 5 e 7 lugares na lista de produtores nacionais.

    So Paulo hoje o maior entreposto de comercializao de mel com volume de vendas bem superior ao da produo prpria. Traders e empresas estabelecidas no Estado adquirem o produto em todo o Pas, em particular no Piau e Cear, e realizam a exportao. Outro fator responsvel pelo bom desempenho paulista a melhor estrutura da atividade apcola e melhores condies de logstica em geral.

    3 Srie Agronegcios. Cadeias produtivas de flores e mel. Volume 9. Ministrio da Agricultura, Pecuria e Abastecimento MAPA, Secretaria de Poltica Agrcola SPA e Instituto Interamericano de Cooperao para a Agricultura IICA 2007.

    Aapiculturademandapresenacontinuadoproprietriooudeseurepresentante,exigeinvestimentosededicao.

  • 16 Apicultura - Parte 1

    Os Estados da regio Sul so os maiores produtores de mel, sendo Rio Grande do Sul, Paran e Santa Catarina, respectivamente, 1, 3 e 4 maiores produtores brasileiros em termos de volume produzido.

    2.2.1 Caracterizao da Apicultura

    A apicultura caracteriza-se pela presena elevada de pequenos produtores, que exploram at 150 colmias, utilizam mo-de-obra familiar e mantm atividades paralelas, seja como principal ou como complementares apicultura. Durante os perodos de colheita e migrao, muitos pequenos produtores trabalham em parceria com outros produtores, dividindo custos e trabalho sem deixar de ser independentes; comum a contratao de trabalhadores temporrios.

    O mdio produtor caracteriza-se pela explorao de 150 a 1500 colmias; tambm atuam em outras atividades, mas so mais especializados e utilizam mais capital do que os pequenos.

    A mo-de-obra utilizada por esses produtores contratada em regime temporrio ou permanente, na sua maioria sem registro em carteira, com a vantagem de que nessa atividade a remunerao supera o rendimento obtido em outras culturas. A melhor remunerao est associada escassez de mo-de-obra especializada, uma vez que o trabalho exige conhecimento e experincia por parte do trabalhador.

    Os grandes produtores esto na faixa de 1.500 a no mximo 2.500 colmias. Acima desse patamar, a administrao torna-se mais difcil e onerosa, reduzindo eventuais vantagens que seriam geradas pela elevao da escala. Esses produtores tendem a ser mais especializados, embora seja comum a presena de produtores profissionais que mantm atividades urbanas. A explorao dos grandes produtores tem inteiramente base na contratao de mo-de-obra temporria ou permanente.

    A atividade apcola pode ser uma alternativa rentvel para um grande contingente de agricultores familiares. Gera ocupao e renda, contribui para conter o xodo rural, atrai jovens que possivelmente iriam buscar melhores oportunidades na cidade e os mantm na zona rural.

    O Nordeste oferece condies excepcionais para a produo de mel orgnico em decorrncia da grande diversidade de plantas silvestres. Esse diferencial tem atrado pequenos e mdios empresrios, em geral profissionais liberais e funcionrios com atividades nas cidades, que vm contribuindo para a modernizao da atividade, expanso da ocupao, produo e exportao. Uma questo que chama a ateno no Brasil a produtividade das colmias, que varia muito de acordo com a regio, mas baixa quando comparada de outros pases. Ver Quadro 1.

    Quadro 1 - Comparativo de Produtividade do Mel

    Produtividademdiaanual Brasil EUA Mxico Argentina China

    Kg/Colmia/Ano 15 32 31 30-35 50-100

    Fonte:EmbrapaPantanaleBancodoNordeste

    2.2.2. Situao geral da cadeia produtiva do mel

    Um dos principais problemas que o setor enfrenta ausncia de uma programao estratgica, que defina metas, meios, compromissos entre os vrios agentes envolvidos. Os produtores tambm indicam

  • 17Apicultura - Parte 1

    a insuficincia dos atuais mecanismos de coordenao no interior da cadeia e as dificuldades enfrentadas para a definio de normas claras e especficas que possam guiar as aes de desenvolvimento da apicultura nacional. Menciona-se a necessidade de uma rotulagem de produtos mais clara, certificao de origem e qualidade, necessidade de reavaliao das normas tcnicas aplicadas aos produtos e inadequao realidade da conjuntura em que o setor est submetido.

    Criada em 2006, a Cmara Setorial do Mel significou um passo adiante na criao de mecanismos de coordenao, e o desafio atual transformar as recomendaes em aes, tanto do setor privado como pblico.

    O Pas tem elevado potencial para a produo de mel orgnico, mas o segmento encontra dificuldades para deslanchar em razo da falta de condies de um grande nmero de produtores para atender aos pr-requisitos para a certificao. A insuficincia de polticas pblicas voltadas para a capacitao tcnica, gerencial e financeira dos produtores tambm indicada como causa das dificuldades.

    Os principais fatores crticos enfrentados pela cadeia do mel so os seguintes:

    (i) Investimentos insuficientes em pesquisas voltadas para a cadeia do mel, em particular a explorao

    de mel orgnico e a criao de produtos com identidades locais e regionais;

    (ii) O setor no conta com mecanismos de financiamento adequados. Os agricultores familiares contam com o apoio do Pronaf, claramente insuficiente, em particular no quesito investimentos de maior prazo de maturao. Os produtores que no se enquadram na categoria de familiares os mdios e grandes produtores enfrentam maior dificuldade para financiar investimentos e produo corrente. Embora os bancos pblicos disponham de linhas de financiamento para o setor, as condies no so estimuladoras dos investimentos. O resultado que, segundo fontes do prprio setor, uma parte significativa dos produtores se autofinancia, o que impe limites mais estreitos expanso do setor;

    (iii) A capacitao um atributo essencial para o sucesso da cadeia, cujo nvel de exigncia tecnolgica

    e de qualidade crescente. Parte dos produtores brasileiros amadora, outra parte composta de

    produtores pobres, descapitalizados e sem experincia anterior na produo do mel. No se trata

    apenas de domnio de tecnologia de produo, mas tambm de gesto e comercializao;

    (iv) A poltica econmica atual, virtuosa para manter a estabilidade monetria, tem imposto uma taxa

    de juros elevada e provocado a variao da moeda nacional, desestimulando os investimentos em

    geral e em particular aqueles direcionados para o mercado externo;

    (v) A legislao em muitos campos insuficiente; em outros inadequada e aplicada desigualmente;

    (vi) O mel no uma commodity e, por isso, precisa de estratgia e poltica de promoo comercial,

    criao de marcas, desenvolvimento de identidade nacional, regional e local.

  • 18 Apicultura - Parte 1

    3 PESQUISA REALIZADA NOS ESTADOS DO CEAR, MINAS GERAIS, RIO GRANDE DO NORTE E PIAU4.

    Para a realizao da pesquisa foi considerada como pressuposto uma realidade caracterizada por unidades produtivas em diferentes situaes: com baixo, mdio ou alto grau de insero no mercado e nas cadeias de valor do agronegcio, seja regional, nacional ou global.

    Foram consideradas atividades produtivas que em seu estgio atual combinam:

    Sistemas de Produo de subsistncia;

    Produo de subsistncia e comercializao de excedentes;

    Produo para a subsistncia e de certos produtos para o mercado;

    Produo para o mercado (especializada ou com certo nvel de processamento);

    Atividades agroindustriais, artesanato e de servios.

    4 A pesquisa parte das aes para o Aperfeioamento da Estratgia DRS do BB como parte do acordo de Cooperao FBB/IICA.

    Privilegiar estas estruturas e atividades nos territriosmenos desenvolvidos no significa desconsideraroutrasegruposmaisorganizados,ousistemasprodutivosmaisespecializados com grande insero no mercado. Para estescasos,umamelhorianoencadeamentoouoadensamentodasuapresenanasrespectivascadeiasprodutivasseriaametaaalcanar.

  • 19Apicultura - Parte 1

    Foi adotada a viso sistmica como modelo metodolgico com encadeamento interdependente, partindo do geral para o particular e de jusante a montante para a identificao da cadeia de valor considerando os seguintes elementos:

    {EconmicoSocialAmbientalDiversidade Cultural Desenvolvimento SustentvelQuadro2 - Critrios adotados para a anlise5

    Para cada um dos macroindicadores foram identificados pontos fracos, fortes, ameaas e oportunidades com enfoque pr-determinado.

    Macroindicadores PontosFracosePontosFortes

    AmeaaseOportunidades

    1-GovernanaeAspectosOrganizacionaisLocais ComooBBapresentaaestratgiaDRS,suacapacidadedecoordenaoterritorialjuntoaosparceirosInstitucionais,beneficirioseoambienteexterno.

    2-GraudeadernciadosatoresestratgiaDRS AestratgiaDRSestsendoabsorvidapelosatoreslocais.Comoelespercebemeseinseremnaestratgia.

    3-InteraoesinergiaentreDRSeatores Formasdeinteraoredescolaborativas,trocasdeexperinciasentreosprojetosnoespaodoterritrioounoplanoestadualenacional.

    4-DinmicadedesenvolvimentodoDRS:pontoscrticos,oportunidadeseperspectivasinovadoras

    Possibilidadesdedesenvolvimento,consolidao,sustentabilidade,novosprodutos,inovaoedinmicasinovadoras.

    5-Principaiscanaisdecomercializao,estruturadacadeia

    Mecanismosdecomercializaoexistentes,agentesqueatuamnoscanaisprincipais,atoresdacadeiaprodutiva,segmentosefluxodosprodutos.

    6-InserodosatoresnaCadeiaProdutivaenadeValoremnveislocal,regional,nacionaleglobal

    Formasdecolaboraoecompetionacadeiaprodutiva,graudeinseroecapacidadedecoordenaonastransaes.

    7-Infra-estruturaprodutiva,pastagens,benfeitorias,tecnologiasdeproduo

    Meiosdeproduo,nveltecnolgico,tecnologiadeprodutoeprocesso,capacidadedeinovao.

    8-Questesambientaiseculturais reasdereservalegaledePreservaoPermanente,matasciliares,capacidadedaspastagens,usodagua,destinodosresduos,usosecuidadoscomagrotxicos.

    Valoresculturaisnaproduo(queimadas,plantionasencostas,resistnciainovao).Manifestaesculturaistradicionais,novasformasdemanifestao,envolvimentoeparticipaodosatores.

    5 Ver a sntese executiva da proposta de estruturao da cadeia produtiva da apicultura nos Estados do Cear, Minas Gerais e Rio Grande do Norte e Piau.

  • 20 Apicultura - Parte 1

    4. SNTESE DA CADEIA DA APICULTURA NA REALIDADE PESQUISADA

    Obedecendo aos critrios determinados para pesquisa os PN DRS esto apresentados, de forma sinttica, para os elos da cadeia: sistema de produo, beneficiamento/transformao e comercializao.

    4.1 Cear

    A Cooperativa dos Apicultores da Regio do Semi-rido LTDA - COOPERNECTAR trabalha com 58 associados que possuem, em mdia, 120 colmias. Existem duas Casas do Mel com registro no Servio de Inspeo Federal SIF6, a casa do Mel da comunidade de Lagoa do Cedro no municpio de Chorozinho e a Casa do Mel que funciona como entreposto da COOPERNECTAR. H predominncia da mo de obra familiar com ocorrncia de contratao de servios por ocasio da coleta.

    Quadro 3 - Cear em sntese

    Sistemasprodutivos

    Classificao

    Beneficiamento/transformaoCanaisdecomercializao

    InseronacadeiaCasasdomel Processamentodomel

    SemSIF ComSIF Centrifugar Decantar Homogenizar Embalar

    Migratrio(Horizonte)

    Casasinformais

    (2)X X X

    Sachs Comercializao

    ACOOPERNECTARcomprainsumosecomercializaomel;

    -Partedaproduodestina-seaProgramasGovernamentais;

    -Pequenaquantidadevendidafracionadaparaabastecerovarejolocal.Maiorpartedestinadaaentrepostosprivadosregionais;

    -Fortepresenadeintermedirios.

    Insero na Cadeia Produtiva

    -Local,regionaleinternacionalviaCOOPERNECTAReCOOAPIS.

    Estacionrio

    (Crato)

    Casasinformais

    X X X

    Migratrio

    (Forquilha)

    Casasinformais

    X X X

    4.2 Minas Gerais

    A APV Associao Apcola de Veredinha possui equipamentos para beneficiamento financiados pela Fundao Banco do Brasil FBB. O entreposto construdo em Taiobeiras foi interditado por estar fora dos padres legais. Em Jaba, grandes apicultores trabalham com a criao de enxames que so alugados para a polinizao de frutferas.

    A fruticultura irrigada com uso de agroqumicos oferece alto risco s espcies melferas.

    6 A construo das casas do mel e entrepostos deve obedecer s normas sanitrias do Ministrio da Agricultura, Pecuria e Abastecimento MAPA (portaria n 006/986) para o registro no SIF

  • 21Apicultura - Parte 1

    Quadro 4 Minas Gerais em sntese7

    Sistemasprodutivos

    Classificao

    Beneficiamento/transformaoCanaisdecomercializao

    InseronacadeiaCasasdomel Processamentodomel

    SemSIF ComSIF Centrifugar Decantar Homogenizar Embalar

    Estacionrio

    Turmalina

    Casasinformais Comercializao

    O mel vendido sem processamento para intermedirios ou compradores de grandes indstrias do Estado de So Paulo;

    NosmunicpiosdeTurmalinaeVeredinhaacomercializaopormeiodasassociaesAPIVAJE7eAPVparagrandescompradores;

    OmercadocontroladopelasempresasApidourodeSPeBeijaFlordeTimteo.

    Insero na Cadeia Produtiva

    Viagrandesempresasdosetordomelqueproduzemparaomercadointernoeparaaexportao.

    Migratrio(Veredinha)Estacionrio(Taiobeiras)

    Casasinformais

    Estacionrio

    (Jaba)

    Casasinformais.Elevadousodeagrotxicosnaproduodefrutasaltoriscoparaaqualidadedomel.

    4.3 Rio Grande do Norte

    A Associao Manjerico em So Paulo do Potengi possui uma casa do mel (entreposto) que beneficia e embala em sachs, porm sem registro no Servio de Inspeo Federal SIF; a Associao dos Apicultores da Serra do Mel APISMEL tem boa experincia em comercializao tambm para os programas governamentais PAA/CONAB8 em Mossor.

    Em So Jos do Mipibu, a Cooperativa de Produo do Agreste do Litoral Potiguar COOPA desenvolveu com parceiros um bom programa de capacitao e alguns apicultores produzem cera.

    7 APIVAJE Associao Apcola do Vale do Jequitinhonha

    8 PAA Programa Aquisio de Alimentos. CONAB Companhia Brasileira de Abastecimento

  • 22 Apicultura - Parte 1

    Quadro 5 Rio Grande do Norte em sntese

    Sistemasprodutivos

    Classificao

    Beneficiamento/transformaoCanaisdecomercializao

    InseronacadeiaCasasdomel Processamentodomel

    SemSIF ComSIF Centrifugar Decantar Homogenizar Embalar

    Estacionrio(SoPaulodoPotengi)

    ExtraoCasasinformais X X X

    Sachsebaldesde25kgemS.P.doMipibu

    Comercializao-PartedaproduovendidaparaaCONAB-PAA.Maiorvolumevendidoaosentrepostosprivadoseaintermediriosqueprocessamevendemnomercadointernoeparaaexportao;

    -Acomercializaotambmrealizadaporassociaesecooperativaslocais:Apismel,ManjericoeCOOPA.

    Insero na Cadeia Produtiva-Viaempresascomerciaisexportadoras;-Osintermediriosatuamfortementenaregio.

    Estacionrio(Mossor)

    ExtraoCasasinformais

    X X X

    Estacionrio(SoJosdoMipibu

    ExtraoCasasinformais

    APISMEL X X X

  • 23Apicultura - Parte 1

    4.4 Piau

    O Estado do Piau apresenta um diferencial por contar com a vinculao dos apicultores Central de Cooperativas Apcolas do Semi-rido Brasileiro CASA APIS de Picos/PI e COMAPI Cooperativa Mista dos Apicultores da Microrregio de Simplcio Mendes, onde esto recebendo todo apoio do Centro Tecnolgico da Apicultura CTA de Picos por meio do Programa Alimentos Seguros - PAS9.

    Quadro 6 Piau em Sntese

    Sistemasprodutivos

    Classificao

    Beneficiamento/transformaoCanaisdecomercializao

    Inseronacadeia

    Casasdomel Processamentodomel

    SemSIF ComSIF Centrifugar Decantar Homogenizar Embalar

    Estacionrio(SoJoodaCanaBrava

    ExtraoCasasinformais

    Beneficiam

    entoCasaApis.

    CasaApis-baldesde25kg,tam

    boresde200kgeoutrasembalagens.

    Comercializao-AproduovendidaCasaAPIS,queatuanaregionordeste;-ACasaAPISapiaaproduo,oprocessamentoeexportapeloSistemaFairTrade;-EmSimplcioMendesacomercializaofeitaatravsdaCOMAPIparaoPAA,paraomercadointernoeaexportao.

    Insero na Cadeia ProdutivaBoainseronacadeialocal,regional,nacionaleinternacionalviaentrepostosCasaAPIS,COMAPI,eexportadoresprivados,oqueenfraqueceaaodosintermediriostradicionais.

    Estacionrio(CampoMaior)

    ExtraoCasasinformais

    Estacionrio(SimplcioMendes)

    ExtraoCasasinformais

    X X X

    5 - DESAFIOS

    Mesmo considerando que o Estado do Piau apresenta um diferencial na produo do mel, bem como na organizao dos apicultores, de maneira geral, as deficincias so as mesmas para o universo pesquisado e, ainda, apresentam desafios como:

    9 Coordenado pelo Ministrio do Desenvolvimento Social e Combate Fome e composto ainda pelo Ministrio do Planeja-mento, Oramento e Gesto, Ministrio do Desenvolvimento Agrrio, Ministrio da Agricultura, Pecuria e Abastecimento, Ministrio da Fazenda e Ministrio da Educao responsvel pela implementao do Programa, cujas diretrizes so estabelecidas e publicadas em Resolues. www.mds.gov.br

  • 24 Apicultura - Parte 1

    Buscar a produtividade das colmias, com reflexo no custo de produo;

    Melhoria da qualidade do produto;

    Fortalecer as associaes, cooperativas e comits gestores;

    Capacidade gerencial, tcnica e em Boas Prticas de Produo - BPP;

    Gesto e acesso a capital de giro, tanto para produo quanto para processamento;

    Conhecer o passo a passo para obteno do SIF para as Casas do Mel a fim de atender s normas internacionais de fabricao e controle de qualidade;

    Melhoria e diversificao no acesso ao mercado (posicionamento de mercado para escala);

    Buscar a certificao orgnica;

    Buscar a agregao de valor;

    Produzir mel monofloral para nichos especficos;

    Desenvolver marcas, embalagem e rtulos (especificando atributos dos produtos).

    Mel um produto de origem animal, logo dever ter SIM, SIE ou SIF

    A inspeo sanitria est organizada em trs segmentos:

    - Servio de Inspeo Municipal (SIM), que autoriza as atividades realizadas dentro do municpio;

    - Servio de Inspeo Estadual (SIE), referente comercializao na esfera estadual sob a fiscalizao da Secretaria Estadual de Agricultura; e

    - Servio de Inspeo Federal (SIF), voltado para o escoamento dos produtos para outros Estados e at mesmo para fora do pas, emitido pelo Ministrio de Agricultura.

    De uma colmia possvel originar diversos derivados de maior valor relativo que o mel, dentre eles: a prpolis; o plen; a gelia real; mis compostos com propriedades medicinais. Entretanto, estes produtos exigem razovel capacidade de investimento e maior capacidade de gesto (sob diferentes dimenses).

  • 25Apicultura - Parte 1

    Servio de Inspeo Federal SIF

    O SIF solicitado no SIPAG (Servio de Inspeo de Produtos de Origem Animal) dentro das Superintendncias Federais de Agricultura no Estado de localizao do estabelecimento. Para se ter um SIF, o primeiro passo solicitar ao rgo, por escrito, a vistoria do terreno do local onde se pretende construir o estabelecimento. Aps esta etapa e feita a vistoria, o SIPAG exigir uma srie de documentos pertinentes ao processo, incluindo a documentao para estabelecimento de empresa concedida

    pelo Estado e Municpio, alm de licena ambiental, plantas e memoriais, assim como um responsvel tcnico pela empresa. A relao de documentos constar no site do MAPA no momento que se obtm o registro do SIF. O SIF permanente e no precisa ser renovado, mas a empresa deve se manter dentro dos padres higinico-tecnolgicos e sanitrios preconizados pela legislao para no ter o seu registro cancelado.

  • 26 Apicultura - Parte 1

    6 MACROINDICADORES E AES VISUALIZADAS PELA PESQUISA

    As vises de curto e mdio prazos caracterizam as possveis aes.

    Quadro 7 Aes possveis vinculadas aos macros indicadores

    IndicadoresAnalisados Aesvisualizadas

    Imediatas Estratgicas

    1-GovernanaeAspectosOrganizacionais

    Superintendncias regionais do BB-buscarjuntosinstituiespblicasquetrabalhamcomodesenvolvimentoruralainclusodasaesdascadeiasdosPNDRS,nosseusoramentos,vinculandoofinanciamentodasatividadesprodutivas.Buscando,destaforma,concretudenaparticipaoecomprometimentolocaldasinstituiesparceiras.

    Agncias locais do BB-organizarsessespblicasenvolvendoosprincipaissegmentosdacadeiaprodutiva(insumos,produo,beneficiamento,varejoetc.)paraexplicarosobjetivosdaestratgiaDRS,suaimportnciaparaodesenvolvimentoregional.

    Emacordocomaspolticaspblicasmunicipais,estaduaisefederais(medianteumplanodetrabalho)negociarainclusodasaesnassuasrespectivaspropostasoramentrias.

    Nota:anualmente,aelaboraodaspropostasoramentriassofechadasnomsdesetembro.

    CriarsistemadebonificaonoscontratosdecrditoparaempresasquecompramprodutosdascadeiasdosPNDRS.

    2-AdernciadosAtoresaoDRS

    Agncias locais do BB-planejarumasequnciadepalestrascomasempresasquecompemocomitgestordoDRSparaexplicarosobjetivoseoalcancedaestratgiaedefinircolaborao.

    Superintendncia do Banco do Brasil-incentivarasagnciaslocaisarealizaremeventosdedivulgaodaestratgiaDRSedesensibilizaodosatores.Utilizarmdialocal,comordio,televisoejornais.

    Agncias locais do BB-planejaraesdecurto,mdioelongoprazoseestabelecermetasparaamelhoriadacadeiaprodutivajuntocomcadaparceirocomponentedocomitgestordeacordocomassuasaptides.

    3-InteraoeSinergiaentreDRS

    Estimularepromoverencontros,visitastcnicas,aesdetrocaoudisseminaodasexperinciasdesucessoparaosintegrantesdosPNDRSdoestadoouregio.Criarsinergiaentreprodutoresqueestogeograficamentedistantes,mascomrealidadesmuitoprximas.

    Desenvolvimentodediasdecampoparaaorientaodosprodutoresdealgumastcnicasdemanejoquepodemserreaplicadasparamelhoraracondiodosrebanhos,domanejodapisciculturaoudaextraoeprocessamentodomelouaindaexemplosdegestoedeassociaeseparceriasquetiveramxito.

    Constituiodeumarededecomprasdeinsumoseinformaodemercados,experinciasdetecnologiaegestoemPNDRS.

  • 27Apicultura - Parte 1

    continuao

    IndicadoresAnalisados Aesvisualizadas

    Imediatas Estratgicas

    4-DinmicadedesenvolvimentodoDRS

    Elaborarummodelodeidentificaodeproblemaseavaliaodosriscosparaosprojetosqueestoemdificuldades.

    Identificarprojetosqueestoinadimplentesoucomdificuldadesdefinanciamento,identificarcausaseameaas,buscarsoluesparamitigaroriscoeredefinirasituaodecadaprojeto.

    Catalogarasdemandasdenovosprodutoseatividadesidentificadaspelapesquisaparaestudodaviabilidadetcnicaecomercial.

    EmparceriacomBNDES/MCT/Finepanalisarapossibilidadeecriarumalinhadefinanciamentoparainovaodetecnologiadeproduoegerenciai.

    InstituiroprmioInovaoparaoscasosbemsucedidosemprodutosouservios.

    5-InseronosCanaisdeComercializao

    Implementaodasaesvisandoaelevaodaqualidadeeregularidadedaproduoeajustedosinteressesentreossetoresdeproduoeomercado,beneficiamentoedistribuio.

    Agregarvaloraosprodutosnaproduocomtcnicasdeprocessamentomnimo.

    ImplantarumProgramaPQR-Produo/Qualidade/Regularidade.

    AmpliarparceriasinstitucionaisdecomprasdealimentosPAA/PNAEespecficosparaaagriculturafamiliar,desenvolverparceriascolaborativaseestabelecercontratoscomgrandesempresasdeproduoedistribuioagroalimentar.

    Criarumcanaldevendasdiretascomempresasderefeiescoletivas,restauranteseDistribuidoresdeFoodServiceparaosprodutoscertificados.

    Elaborarestudodemarketingestratgicoparaidentificarprodutos,mercadosenovasoportunidades.

    Implantarprogramadecapacitaogerencialparaalunosdeuniversidadeseescolasagrotcnicaslocais-ProgramaBAFAGRI/EscolasFamiliaresRurais/SEBRAE/SENAR.

    Criarumselodecertificaodequalidadeedeorigemparaosprodutos.ParceriascomoSEBRAEeMDApodemdarmaissustentaoemaisamplitudeaestainiciativa.

    Promoverconcursosdereceitas,balcoitinerantededegustaodosprodutoscertificados.

    6-Inserodosatoresnacadeiaprodutiva,edevaloremnvellocal,regional,nacionaleglobal.

    Utilizarinfra-estruturaeexpertisedegrandesempresasparamelhoraroprodutoeacessaraoscanaisglobais.

    Ampliarparceriascomempresasqueatuamnomercadodeprodutosticos:FairTrade,produtosagroecolgicoseorgnicos.

    Apoiarasassociaesecooperativasquejdemonstrarameficinciaelongevidadenacompradeinsumosecomercializaodosprodutos.

    Fomentarmodelosflexveiseeficientes,baseadosnaparticipaocolaborativaecomplementardosdiferentesagentesnaconcretizaodenegcios.

    Linhasdecrditoparaapoiarestudosdemercado,participaoemfeirasdenegcios,constituiodeparceriasestratgicasefinanciamentodasexportaes.

    Implantaodeumobservatriodemercadoscominformaesdeconjunturaparaprodutosatuaiseemparticularpararealizarestudosprospectivos.Identificarfuturastendnciasdeconsumoenovosmercados.

  • 28 Apicultura - Parte 1

    continuao

    IndicadoresAnalisados Aesvisualizadas

    Imediatas Estratgicas

    7-TecnologiasProdutivaseAssistnciaTcnica

    Promoveroacessostecnologiasdeproduoeprocessamentomnimoparamelhoraraofertadoproduto.Produo/Qualidade/Regularidade.

    InvestirnaformaodejovensAgentesdeDesenvolvimentoRegionalSustentvel-ADRSdasprpriascomunidades,tcnicosagropecurios,paraatuarcomoorientadoresemmanejosprodutivosesanitrios.

    FomentarainteraodeatividadeentreosADRScomvisitasconjuntasparaaidentificaoesuperaodosproblemas.

    Fazerparceriascomuniversidadespblicas,paradesenvolverprogramasdelongoprazodeprestaodeassistnciatcnicaaoprodutor.

    Otimizararealizaodepesquisaeextensonasuniversidadesvoltadasparaaassistnciatcnicaaosprodutores.

    Propiciaromanejo,amelhoriagenticadosrebanhoseagestoemformasassociativasecolaborativasdeproduoemercado.

    8-QuestesAmbientaiseCulturais

    Fomentarodesenvolvimentodesistemasprodutivoseprodutoscomaltovalorecolgicoecultural,bemcomoutilizarasinformaesdoZoneamentoAgroecolgicodaEMBRAPAparaoNE.

    Criarnovasformasdeagregaodevaloraosprodutoseservios,oportunidadesadicionaisderendacomainclusodejovensnessasnovasatividadesenovosnichosdemercado.

    OcomitgestorlocaldoDRSdevedestinarpartedoseutempoparaodesenvolvimentodeaesdefomentosatividadesambientaiseculturaiscommetasemecanismosdefinanciamento,pagamentoecompensaoporserviosambientaiseatividadesculturais.

    CriaodeumFundoparaimplantaodeumsistemadePSAPagamentoporServiosAmbientais,como:

    Pagamentopararestabelecererecuperarreasdepreservaopermanentedegradadas;

    Compensaoporperdadecompetitividadeoudeproduocomapreservaodeunidadesdeconservao;

    Gratificaoparaprodutoresqueadotemouimplementematividadesambientaisoutornam-seprestadoresdeserviosambientais.

    Instituiodemecanismosdefinanciamentodeatividadesculturaisqueagreguemosjovensefomentemosurgimentodenovostalentos.

  • 29Apicultura - Parte 1

    7 GESTO E MONITORAMENTO

    7.1 Gesto

    Gesto Participativa

    Nuncaduvidedaforadepequenogrupodepessoasparatransformararealidade.Naverdadeelassoanicaesperanadequeissopossaacontecer.

    MargaretMead

    OPlanodeNegciosDRSenvolveaimplementaodeaesestratgicasparaofortalecimentodacadeiaprodutivae

    necessitadeumacompanhamentosistemticoporpartedosatoressociaisenvolvidosnoprocesso.

    OaprimoramentodosPlanosdeNegciosDRSpassanecessariamentepelaestruturaodeummodelodegesto

    participativa capaz de promover a eficincia e efetividade das aes programadas o que conduz a um processo de

    empoderamentodos atores sociais ede ao-reflexo sobre aprtica social, no sentidodedesenvolver a capacidade e

    habilidadecoletivadetransformararealidade.

    Nagestoparticipativapretende-sequeosatoressociaisestejampresentesemtodososmomentosdoprocesso,desde

    amobilizaoeasensibilizaodaquelesqueprecisamserenvolvidos,atoposterioracompanhamentoecontrolesocial

    sobreasaespactuadas.ParamelhoraraeficciadagestodosPlanosdeNegciosDRS,prope-seacriaodeumComit

    Gestor,compostoporrepresentanteslocais,cujasatribuiesestarorelacionadasaoacompanhamentoeimplementao

    dasaesterritoriais.

    Fonte: Caderno orientador 2 Consultoria FBB/IICA 2009

  • 30 Apicultura - Parte 1

    7.2 Capital Social10

    A confiana como forma de capital social o fator mais inclusivo no que se refere participao e cooperao voluntria. As outras formas de capital social contribuem, quase sempre, para a ao coletiva exitosa, por desenvolver a confiana entre os atores. Em outras palavras, vemos as trs formas amplas de capital social vinculadas ao coletiva exitosa tal como mostra a figura. (Traduo livre)

    Variables contextuales

    Confianza y reciprocidad

    Redes

    Instituciones

    Logro de la accin colectiva

    10 Capital Social Y accin colectiva - Elinor Ostrom. Apostila do Curso Acesso a mercados dinmicos REDCAPA 2009

  • 31Apicultura - Parte 1

    7.3 Monitoramento11

    10 Para criar competitividade no agregado de produo, h que reconsiderar os conceitos, as formas, os mtodos e os meios operativos com os quais se trata a atividade do agricultor: o produtor tem que entrar nas estruturas de gerao e reteno de riqueza para vencer as estruturas de pobreza. A estrutura de pobreza se caracteriza pela incapacidade crnica de expandir o potencial produ-tivo e a criatividade do grupo familiar agrcola para atividades complementares dentro ou fora da propriedade. A agregao de valor se faz simultaneamente na fora de trabalho e no produto agrcola (GIOVENARDI, EUGNIO em Os Pobres do Campo. TOMO Editorial. Porto Alegre, 2003).

    Respostas afirmativas so consequncia de boa gesto

    OPlanodeNegciosDRSenvolveaimplementaodeaesestratgicasparaofortalecimentodeumacadeiaprodutiva.Nadefiniode critrios que identifiquemuma experincia exitosa (caso de sucesso) percorrido o caminhoda qualidade, daparticipao,daconstruocoletiva,doselosdacadeiaprodutiva,daorganizaoedagesto.ParaobteraseguranadequeoPNDRSumaexperinciaexitosa,quepoderservirdemodeloparaareaplicaodametodologiaedosresultados,interessantequesejaanalisadosobdoisaspectos:processoseresultados,universaisparaPlanosdeNegciosDRSruraisouurbanos,sejamindividuaisouintegrados.

    Oscritrios de processosrelacionam-secomasatividadesdesenvolvidasparaaimplementaodoPlanodeNegciosDRS.Assim,processoestconceituadocomoumconjuntodeatividadesdetrabalhointer-relacionadasquesecaracterizaporrequerercertosinsumosetarefasparticulares,implicandoumvaloragregadocomvistasaobterresultadoscommelhoriadaqualidadedevida.Soelas:

    AestratgiadeDesenvolvimentoRegionalSustentvelDRSmobilizaforassociais,econmicasepolticasparaosucessodoPNDRS;

    O Banco do Brasil, com a estratgia Desenvolvimento Regional Sustentvel DRS, potencializa aes de umaexperinciaemcurso;

    Ocorre a permanente ao do Banco do Brasil na sensibilizao dos atores e na animao do processo deimplementaodoPNDRS;

    AestratgiadeDesenvolvimentoRegionalSustentvelDRS,comaimplementaodePlanosdeNegciosDRS,fazemergiroutrasatividades,quedemandamnovosPNDRS;

    Existeacapacidadedemanutenodasredesdeparceriaseapossibilidadedeinserodenovosparceiros;

    Ocorreoempoderamentodosatoressociais(produtores/beneficirios):

    o Comarepresentatividadeexpressivanosespaosdegesto;

    o Com a conduo dos espaos de gesto do PN DRS (equipe gestora local e comit gestor) pelos prpriosprodutores/beneficirios.

    Os critrios de resultadosexaminamarelaocomosrecursosnaturais,aspessoaseasociedade,aeconomiaeasfinanas,osprocessosdonegcioeoconhecimentogerado.Envolvem:

    Autilizaodosrecursosnaturaisnaatividadeprodutiva(preservao,recuperaoemanejo);

    Melhoriadarendacomgeraodepoupanaeinvestimento10eoacessoabenseservios;

    Apropriaodenovastecnologias;

    Capacidadedepagamentodoprodutor;

    AmpliaodaofertadefinanciamentonoTerritrio(surgimento/interessedeoutrasinstituies).

  • 32 Apicultura - Parte 1

  • Apicultura - Parte 2 33

    Proposta de atuaodo Banco do BrasilPARTE 2

    Considerando aspectos como o grau de organizao da cadeia, o potencial de gerao de renda e as caractersticas da demanda nos mercados interno e externo, o Banco do Brasil apresenta proposta de atuao na cadeia produtiva da Apicultura, a ser discutida, pactuada e implementada com os parceiros locais por suas Superintendncias Estaduais, por meio da estratgia negocial DRS.

    O propsito integrar as vrias iniciativas existentes no Pas, por meio da convergncia de atuao e alocao de investimentos dos diversos parceiros, no sentido de aprimorar ou dar continuidade s aes de promoo do desenvolvimento regional sustentvel.

    1. PREMISSAS

    Esta proposta est assentada nas seguintes premissas:

    Atuar com viso territorial - Territrios como instncias de planejamento, gesto e controle social das aes implementadas no mbito das aes intersetoriais e intergovernamentais;

    Atuar em cadeia de valor (produo, beneficiamento, armazenamento, transporte e comercializao);

    Promover o fortalecimento da organizao social (cooperativismo/associativismo);

    Apoiar a gesto compartilhada dos recursos e dos princpios da economia solidria, concatenados por efetivos planos de trabalho e negcios sustentveis;

  • 34 Apicultura - Parte 2

    Incentivar o fortalecimento do capital humano e social Formao, capacitao e reconhecimento dos princpios da gesto social do desenvolvimento;

    Promover a manuteno e a conservao dos recursos naturais;

    Respeitar a identidade cultural.

    2. OBJETIVO GERAL

    Contribuir para a estruturao e o fortalecimento da cadeia produtiva da apicultura, por meio de aes que contribuam para o Desenvolvimento Regional Sustentvel, com foco nos Planos de Negcios DRS e nas iniciativas de parcerias em implementao.

    2.1 Objetivos Especficos

    Promover o desenvolvimento da Apicultura, considerando seus diversos segmentos, por meio da modernizao do seu padro tecnolgico gerencial e organizativo, estabelecendo nova relao com o mercado e estendendo esta atividade como forma de superao da pobreza e da desigualdade social;

    Difundir tecnologias com vistas ao incremento da produtividade e da melhoria da qualidade dos produtos;

    Considerar, sempre que possvel, os investimentos realizados pela Fundao Banco do Brasil;

    Difundir Tecnologias Sociais (produtos, tcnicas ou metodologias reaplicveis, desenvolvidas na interao com a comunidade e que representam efetivas solues de transformao social), propiciando desenvolvimento social em escala;

    Apoiar a constituio de Cooperativas Singulares e de Cooperativa Central dos Apicultores com modelo de gesto para alta produtividade e rentabilidade.

    3. AES SUGERIDAS

    3.1 Gesto, Pesquisa e Desenvolvimento

    Buscar investimentos para Pesquisa e Desenvolvimento (P&D), visando melhorias:

    o da produtividade no campo;

    o na indstria de processamento, para agregar valor ao produto;

    o na criao de equipamentos de alta produo de mel.

    Desenvolver estudos sobre a cadeia de produo, sobre os aspectos:

    o Do potencial de nctar, plen, prpolis e mel das distintas regies;

    o Da produtividade, distribuio geogrfica das casas de mel para verificar adequao ao potencial de nctar;

  • Apicultura - Parte 2 35

    o Da capacidade instalada de processamento e localizao de entrepostos para verificar adequao ao potencial de produo.

    Promover a gesto em formas associativas e colaborativas de produo e mercado.

    3.2 Assistncia Tcnica e Tecnologia

    Promover o acesso s tecnologias de produo e processamento mnimo para melhorar a oferta do produto (Produo/ Qualidade/ Regularidade);

    Investir na formao de jovens Agentes de Desenvolvimento Regional Sustentvel - ADRS (vide apndice 2) das prprias comunidades, para atuar como orientadores em manejos produtivos e sanitrios;

    Fomentar a interao de atividade entre os ADRS com visitas conjuntas para a identificao e superao dos problemas;

    Apoiar a realizao de pesquisa e extenso nas universidades voltadas para assistncia tcnica e difuso tecnolgica aos produtores.

    3.3 Comercializao

    Agregar valor aos produtos com tcnicas de processamento mnimo;

    Apoiar a implantao de Programas PQR - Produo/ Qualidade/ Regularidade;

    Ampliar parcerias institucionais de compras de alimentos da agricultura familiar;

    Desenvolver parcerias colaborativas ou estabelecer contratos com grandes empresas de produo e distribuio agroalimentar;

    Contribuir para a criao de canais de vendas diretas com empresas de refeies coletivas, restaurantes e distribuidores de Food Service para produtos certificados;

    Apoiar a realizao de parcerias com grandes empresas, com o objetivo de utilizar infraestrutura e expertise para aprimorar produtos e acessar canais globais;

    Promover a ampliao de parcerias com empresas que atuam no mercado de produtos ticos: Fair Trade, produtos agroecolgicos e orgnicos;

    Apoiar as associaes e cooperativas que j demonstraram eficincia e longevidade na compra de insumos e comercializao dos produtos;

    Fomentar modelos flexveis e eficientes, baseados na participao colaborativa e complementar dos diferentes agentes na concretizao de negcios.

    4. MODELO DE ATUAO

    Em atendimento premissa de elaborar formas de atuao particularizada para as atividades por elos da cadeia produtiva, a proposta de atuao na cadeia produtiva deve privilegiar, entre os focos citados, aquele mais adequado a cada territrio, observadas suas especificidades e o estgio de evoluo da atividade produtiva na regio.

  • 36 Apicultura - Parte 2

    O foco de atuao se dar no fortalecimento da organizao produtiva, na ampliao do acesso aos mercados interno e externo, na certificao e na promoo do intercmbio comercial para o melhor aproveitamento dos produtos oriundos da apicultura. Isso pressupe implementar aes na gesto dos empreendimentos, infraestrutura e comercializao.

    Para isso, sero considerados focos de atuao:

    Integrao da cadeia apcola (apicultores, associaes, cooperativas e indstrias privadas);

    Aumento da produtividade;

    Aumento do valor agregado nas indstrias;

    Estabelecimento de modelo de interao ganha-ganha entre a produo, o beneficiamento e a comercializao;

    Integrao de P&D com a produo e a indstria.

    5. MODELO DE NEGCIOS

    Estruturar a utilizao dos produtos e servios do Banco do Brasil.

    6. MODELO DE GOVERNANA

    A estrutura de governana tem como pressupostos o alinhamento e a convergncia de atuao entre os parceiros, alm do apoio implementao e gesto das aes definidas. As instncias de governana tm o intuito de contribuir e acompanhar a execuo dessas aes, propondo solues e disseminando boas prticas. Outras instncias podero ser definidas conforme avaliao dos parceiros.

    Outra sugesto o tratamento do tema nas instncias em funcionamento, a exemplo de Cmaras Tcnicas ou Setoriais, Fruns, Conselhos, entre outras, que atendam s necessidades de discusso ampla e representativa entre os agentes da atividade, alm de facilitar a convergncia de atuao e o encaminhamento das questes levantadas.

    As funes sugeridas podem ser alteradas conforme as caractersticas locais da atividade e das parcerias existentes.

    FinanciamentoCusteio e

    InvestimentoPreo

    Assistncia Tcnica

    Produo Empresas,Cooperativase Associaes

    Estratgia de Comercializao

    Produtores

  • Apicultura - Parte 2 37

    6.1 Gesto Estadual

    Para gerir a estratgia de atuao na cadeia produtiva no Estado, recomendvel a constituio de um Comit Estadual composto por representantes dos parceiros e do Banco do Brasil, tendo como principais objetivos convergir aes e estabelecer condies e ambiente institucional para sua execuo, buscando assegurar o envolvimento dos parceiros locais e regionais na estruturao, execuo e avaliao de um plano de desenvolvimento sustentvel da cadeia produtiva. Pode ter, entre outras, as seguintes funes:

    Identificar demandas e oportunidades, em nvel local e regional, relativas comercializao (compradores, novos mercados, programas de governo, verticalizao da cadeia e agregao de valor aos produtos);

    Promover a expanso da atividade produtiva para outros municpios ou localidades;

    Promover e fomentar a organizao produtiva;

    Auxiliar no processo de fortalecimento da organizao social;

    Incentivar a aquisio de insumos e a venda da produo em conjunto;

    Buscar solues, por meio de parcerias, para a assistncia tcnica;

    Identificar demandas de crdito no atendidas;

    Estruturar o plano de desenvolvimento sustentvel da apicultura nos municpios ou regies selecionadas;

    Validar, apoiar e avaliar a execuo das aes previstas no plano de desenvolvimento sustentvel;

    Dar ampla divulgao sobre as aes;

    Contribuir para a qualificao e a integrao de aes;

    Articular e promover a integrao entre os Planos de Negcios DRS e os agentes das cadeias apoiadas;

    Promover a gesto da implementao dos Planos de Negcios DRS.

    Comit Estadual

    Atores locaisAtores locaisAtores locais

  • 38 Apicultura - Parte 2

    6.2 Gesto Local

    Para Arns1 , a gesto tem como funo definir e garantir a realizao de objetivos por meio de uso de recursos, sendo necessria a integrao sistmica das suas quatro funes bsicas, que so:

    a) Planejamento: decises sobre o futuro, objetivos, aes e recursos necessrios para realizar os objetivos;

    b) Organizao: decises sobre diviso de tarefas, responsabilidades dos componentes e diviso de recursos para realizar essas tarefas, onde cada ator desempenha um papel especfico;

    c) Coordenao: mobilizao dos componentes para atingir os objetivos;

    d) Controle: decises sobre a compatibilidade entre os objetivos esperados e os resultados alcanados.

    Essas funes podem ser desdobradas em diversos processos. Veja um exemplo:

    Para o fortalecimento da gesto local sugerimos a utilizao de gestores, que poderiam ter as seguintes atribuies:

    Capacitar produtores e agentes locais para uma participao mais ativa no processo de desenvolvimento de suas comunidades;

    Apoiar a realizao de reunies dos representantes dos principais atores envolvidos, promovendo a participao e o dilogo pblico/privado e considerando a perspectiva de territrio e dos agentes presentes;

    1 Mestre em Gesto e Polticas Ambientais e Doutor em Cincia Poltica (UFPE), consultor em desenvolvimento local e estra-tgias de desenvolvimento territorial.

    Articulao dePolticas Pblicas

    Monitoramentoe Avaliao

    Sensibilizao e Mobilizao

    Direo

    Sensibilizaoe Mobilizao

    Viso deFuturo

    Planificao

    OrganizaoDiagnstico

  • Apicultura - Parte 2 39

    Sensibilizar parceiros locais e produtores beneficirios para o trabalho conjunto, a gerao de confiana e a formao de equipes e redes;

    Incorporar as vises de territrio e de cadeia de valor s aes definidas;

    Identificar e apresentar propostas visando o fortalecimento de aspectos sociais, ambientais e econmicos, como, por exemplo, a incorporao de novas tecnologias ou a integrao com polticas pblicas e aes de desenvolvimento em curso no territrio, que devero ser acordadas com os demais atores envolvidos;

    Identificar as necessidades de capacitao em gesto e verificar as possibilidades de atendimento, com recursos disponveis dos parceiros ou contratao de terceiros;

    Capacitar grupos de beneficirios, para atuar como multiplicadores por meio da transferncia dos conhecimentos adquiridos;

    Avaliar o modelo de gesto atual e propor alteraes para uma gesto participativa, caso necessrio, contemplando as especificidades de cada territrio e garantindo a participao dos beneficirios;

    Realizar capacitao dos tcnicos ou beneficirios para a utilizao do modelo de gesto;

    Realizar oficinas relacionadas gesto e comercializao, com a participao de beneficirios e parceiros;

    Organizar o cronograma de reunies com participantes;

    Fazer o relacionamento com todos os intervenientes e responsveis pelas aes programadas e acompanhar a execuo das aes;

    Identificar a necessidade de repactuao de aes ou incluso de aes;

    Identificar a necessidade e propor a incluso de parceiros ou beneficirios;

    Avaliar os resultados previstos e alcanados e os impactos na atividade;

    Identificar necessidades da comunidade nos eixos que compem o DRS (sade, educao, incluso social, organizao, inovao tecnolgica etc) trazendo o assunto para as reunies de concertao;

    Identificar as parcerias necessrias promoo do desenvolvimento do territrio.

    7. RESULTADOS ESPERADOS

    Contribuir para a estruturao da cadeia produtiva da apicultura em nvel local, regional e nacional (quando for o caso), com foco em gesto, tecnologia e comercializao;

    Promover a atuao em rede de cooperao;

    Aumentar a produo, a produtividade e a rentabilidade dos empreendimentos;

    Aumentar a renda dos produtores;

    Promover a incluso competitiva no mercado;

  • 40 Apicultura - Parte 2

    Contribuir para a insero e difuso das inovaes tecnolgicas;

    Contribuir para a promoo da assistncia tcnica e extenso rural;

    Contribuir para a gerao de trabalho e renda na atividade;

    Promover a participao da comunidade nas polticas governamentais federais, estaduais e municipais.

    7.1 Indicadores Sugeridos

    Os indicadores devem ser definidos de acordo com as especificidades locais. Os sugeridos consideram as dimenses econmica, social, ambiental e cultural:

    Nmero de organizaes fortalecidas ou criadas;

    Nmero de pessoas inseridas na atividade;

    Renda mensal dos produtores;

    Produtividade dos empreendimentos;

    Evoluo da escolaridade dos produtores e familiares;

    Acesso ou reforma de moradias e instalaes produtivas;

    Acesso a saneamento bsico;

    Evoluo da sade dos produtores e familiares (incidncia de doenas, mortalidade infantil etc);

    Nmero de propriedades com reas de Reserva Legal e Preservao Permanente demarcadas.

  • Apicultura - Parte 2 41

    Apndice 1Planos de Negcios DRS do Banco do Brasil em Apicultura

    A rea de atuao do Banco do Brasil em Planos de Negcios DRS de Apicultura est apresentada no Quadro a seguir.

    Quadro 8- Planos de Negcios DRS em Apicultura

    UFQuantidade(no)

    PN Beneficirios Municpios

    Alagoas 13 740 21

    Amazonas 2 543 2

    Bahia 31 4.555 44

    Cear 22 2.780 29

    DistritoFederal 3 585 7

    Gois 9 802 25

    Maranho 11 1.615 33

    MatoGrosso 7 640 15

    MatoGrossodoSul 5 521 5

    MinasGerais 14 3.830 38

    Par 7 591 12

    Paraba 14 958 35

    Paran 2 399 4

    Pernambuco 13 1.150 17

    Piau 11 1.544 48

    RiodeJaneiro 3 305 3

  • 42 Apicultura - Parte 2

    RioGrandedoNorte 9 1.815 20

    RioGrandedoSUl 11 1.105 15

    Rondnia 3 526 5

    Roraima 2 54 2

    SantaCatarina 12 1.594 33

    SoPaulo 29 2.471 39

    Sergipe 7 1.517 7

    Tocantins 12 1.390 23

    Total 252 32.030 482

    Fonte:BB/UDSnovembrode2010

  • Apicultura - Parte 2 43

    Apndice 2

    Tecnologia Social - Agentes de Desenvolvimento Regional Sustentvel

    O papel da assistncia tcnica viabilizar com eficincia a alocao de recursos para o efetivo aumento da renda das famlias. A assessoria tcnica visa proporcionar uma melhor qualidade de vida aos produtores, sendo uma das aes mais efetivas para se evitar o agravamento dos problemas sociais j existentes nos centros urbanos.

    Diante desse contexto e com o propsito de contribuir no apoio transferncia de tecnologias, assistncia tcnica e extenso rural, foi desenvolvida, com apoio financeiro da FBB, a Tecnologia Social dos Agentes de Desenvolvimento Regional Sustentvel (ADRS). O pressuposto bsico dos agentes complementar a assistncia tcnica e promover a difuso tecnolgica com orientao tcnica, alinhada mobilizao social, para o apoio e o fortalecimento das bases produtivas dos empreendimentos coletivos e solidrios. Os ADRS, orientados por um Gestor, levam aos produtores orientaes tcnicas sobre o manejo da atividade produtiva, visando a gerao de trabalho e renda, e so um canal de comunicao que refora os vnculos entre os produtores e a entidade que os congrega. Tambm so desenvolvidas aes orientadas para a capacitao tecnolgica e para o aperfeioamento de produtos. O nmero de produtores atendidos por cada ADRS estabelecido conforme as caractersticas locais e as demandas especficas de cada atividade produtiva. Para a Apicultura, a relao de um

  • 44 Apicultura - Parte 2

    ADRS para cada 25 produtores; na ovinocaprinocultura, um para cada 30; e no Vale do Urucuia, em Minas Gerais (apicultura, bovinocultura de leite, fruticultura e mandiocultura), cuja experincia foi diferenciada em funo do nmero maior de cadeias trabalhadas, um para cada 25 agricultores familiares.

    O principal objetivo fortalecer a base produtiva da atividade trabalhada. Alm disso, prope-se a:

    Melhorar a produtividade e a qualidade dos produtos atravs da introduo de tecnologias apropriadas;

    Contribuir para a melhor compreenso e adoo de prticas ambientalmente responsveis;

    Consolidar e ampliar a participao da base produtiva nas instncias deliberativas das entidades envolvidas;

    Contribuir para a formao de lideranas;

    Propiciar aos produtores um conhecimento mais aprofundado sobre as polticas de crdito existentes no mercado.

    Conceitos e Perfil dos ADRS e do Gestor

    O Agente de Desenvolvimento Regional Sustentvel a pessoa capacitada para o atendimento especfico de uma atividade, mobilizao e articulao de uma comunidade rural. Atua como educador social, buscando aliar a prtica teoria a partir da realidade local. Seu papel conduzir atividades relacionadas com a disseminao de informaes e a construo de conhecimentos sobre agricultura familiar, produo e comercializao, agroecologia, sustentabilidade e financiamento rural.

    Sua formao propicia a vivncia de metodologias participativas para aplicao nas atividades de orientao aos agricultores familiares, articulando os atuais instrumentos propostos pelos parceiros, com vistas ao desenvolvimento regional sustentvel.

    O Gestor atua como planejador, mobilizador, orientador e coordenador dos ADRS. Participa do processo de gesto junto ao comit; um motivador e um articulador; acompanha os ADRS nas comunidades e fiscaliza seu trabalho.

    So considerados para o perfil do ADRS os seguintes critrios: nvel mdio; vnculo com a comunidade e atividade (experincia adquirida como produtor, parente ou vizinho de produtor); conhecer e de preferncia residir na comunidade atendida; ter capacidade de deslocamento para realizar visitas s propriedades; demonstrar capacidade para articular, mobilizar, organizar, adquirir e disseminar conhecimentos e capacidade para elaborar textos e preencher planilhas.

    Para o perfil do Gestor, so observados: possuir terceiro grau completo, em cincias agrrias, preferencialmente em Medicina Veterinria; conhecimento aprofundado na rea de atuao; conhecimento nas reas de organizao social, economia solidria, desenvolvimento sustentvel e crdito rural; capacidade de articulao e comunicao com a comunidade e capacidade para coordenar grupos.

    Mobilizao, Sensibilizao e Seleo dos ADRS e Gestor

    Cabe Coordenao Local a realizao da sensibilizao, mobilizao, recrutamento e seleo dos Gestores e ADRS nos municpios selecionados.

  • Apicultura - Parte 2 45

    O processo seletivo para os ADRS inicia-se com a indicao, pelas prprias comunidades ou grupos de produtores, de at 02 (dois) candidatos por grupo, perfazendo um total de 30 candidatos, observado o perfil. Caso as indicaes ultrapassem o nmero de vagas, aplica-se o critrio de maior nmero de famlias atendidas. A segunda fase o processo de classificao e validao dos nomes indicados, que se d por meio da capacitao e homologao dos resultados pelo Comit Local.

    A partir dos selecionados no processo de capacitao, so definidos os 20 candidatos que iro iniciar os trabalhos e montado um banco de talentos com os 10 ADRS substitutos, que podem ser acionados em caso de desistncias ou dificuldades de realizao das atribuies. Essa medida extremamente importante, pois garante que no haver soluo de continuidade ou necessidade de admisso de candidatos sem a devida capacitao.

    Para os candidatos a Gestor, o processo seletivo amplamente divulgado e ocorre por meio de anlise de currculos e entrevistas.

    Atribuies dos ADRS

    Conduzir atividades relacionadas com a disseminao de informaes e a construo de conhecimentos sobre agricultura familiar, cooperativismo, associativismo, agroecologia, sustentabilidade, empreendimentos solidrios e financiamento rural;

    Participar ativamente da capacitao e reciclagem das informaes que sero repassadas aos produtores;

    Cadastrar e realizar os diagnsticos das unidades produtivas;

    Organizar as informaes levantadas no diagnstico e alimentar banco de dados;

    Executar a programao mensalmente prevista;

    Diagnosticar problemas nas atividades do produtor rural, participando ao Gestor na busca da soluo;

    Difundir informaes visando introduo ou melhoria das prticas;

    Divulgar tcnicas e prticas, atravs de demonstraes;

    Motivar produtores e famlias a participarem de programas voltados para a melhoria da qualidade de vida;

    Acompanhar e avaliar juntamente com o produtor rural, os resultados fsicos e financeiros alcanados depois da atuao dos ADRS;

    Agir preventivamente visando minimizar ocorrncias que venham a causar prejuzos decorrentes da no adoo das boas prticas;

    Estender a atuao aos aspectos voltados para a comercializao, o social e o meio ambiente;

    Articular, mobilizar e organizar, juntamente com os produtores, reunies das associaes e/ou cooperativas atendidas, inclusive com sugestes de assuntos relevantes para deliberaes;

  • 46 Apicultura - Parte 2

    Apoiar a elaborao, com o apoio do Gestor, e juntamente com os produtores, do planejamento estratgico de cada associao ou cooperativa;

    Elaborar e encaminhar ao Gestor relatrios mensais ou circunstanciais das atividades, enfatizando os aspectos relevantes e os pontos de estrangulamento detectados.

    Atribuies do Gestor

    Para cada grupo de ADRS (total definido conforme a atividade produtiva) contratado 01 Gestor, trabalhando em tempo integral, nas seguintes atividades:

    Elaborar, juntamente com a Coordenao Local, do planejamento das atividades mensais a serem executadas pelos ADRS;

    Realizar reunio mensal com os ADRS para avaliao de desempenho e planejamento das atividades;

    Realizar encontros trimestrais com a participao da Coordenao Local, Gestor e ADRS para avaliao do Projeto;

    Preparar e orientar os ADRS para o desenvolvimento das atividades em campo;

    Elaborar a programao de visitas dos ADRS s propriedades contempladas com os respectivos roteiros e as atividades planejadas;

    Orientar e acompanhar o diagnstico a ser realizado em cada unidade produtiva;

    Realizar, conjuntamente com os ADRS a primeira visita a cada unidade produtiva;

    Acompanhar sistematicamente, por meio de relatrios mensais, as atividades programadas e realizadas nas unidades produtivas pelos ADRS, assim como os resultados obtidos;

    Elaborar mensalmente o relatrio condensado das atividades desenvolvidas pelos ADRS, enfatizando os aspectos relevantes, bem como os pontos de estrangulamentos detectados, e encaminhar Coordenao Local;

    Resolver, em campo, quando possvel, os problemas identificados nas unidades produtivas e no resolvidos pelos ADRS;

    Apoiar a elaborao bimestral da prestao de contas, em conformidade com o determinado no projeto e encaminhar para parecer da Coordenao Local, antes da liberao de cada parcela, e de relatrios parciais e final para as instncias pertinentes.

  • Apicultura - Parte 2 47

    Bibliografia Consultada

    IBGE Instituto Brasileiro de Geografia e Estatsticahttp://www.ibge.gov.br/home/

    ZAPATA, Tnia; AMORIM, Mnica; e ARNS, P.C. Desenvolvimento territorial distncia. Florianpolis, SEaD/UFSC, 2007.

  • 48 Apicultura - Parte 2

  • Apicultura - Parte 2 49

  • 50 Apicultura - Parte 2

    Api

    cultu

    ra5

    Volume

    Desenvolvimento Regional SustentvelSrie cadernos de propostas para atuao em cadeias produtivas

  • Apicultura - Parte 2 51

    Srie cadernos de propostas para atuao em cadeias produtivas

  • 52 Apicultura - Parte 2