BRASIL “Guerras culturais” e “populismo anti-petista”...

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  • NOTAS

    Introduo

    Durante os ltimos dias do ms de maro, tiveram lugar em So Paulo duas manifestaes que le-varam s ruas, em menos de uma semana, grupos que durante mais de um ano tm protagonizado

    protestos a favor e contra o im-peachment da presidente Dilma Rousseff . A organizao destes dois eventos, em to curto espao de tempo, fez com que fosse inte-ressante a aplicao de um survey

    Esta nota traz os resultados da pesquisa sobre percep-es polticas entre os/as manifestantes de 25 de mar-o de 2017 em apoio Operao Lava Jato e de 31 de maro de 2017 contra a reforma da previdncia, com o propsito de avaliar a hiptese das guerras culturais (centralidade dos temas morais e antagonismo moral na agenda do debate pblico) entre os grupos conservador e progressista no atual cenrio brasileiro e a presena do antipetismo como fator de coeso do novo populismo de direita, que comeou a se confi gurar em torno do im-peachment da presidente Dilma Rousseff e continuou convocando manifestaes.

    BRASIL

    N 10/2017

    Esther Solano Gallego, Pablo Ortellado, Mrcio Moretto JULHO DE 2017

    Guerras culturais e populismo anti-petista nas ruas de 2017

  • Esther Solano Gallego, Pablo Ortellado, Mrcio Moretto | GUERRAS CULTURAIS E POPULISMO ANTI-PETISTA NAS RUAS DE 2017

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    para comparar os grupos presentes em ambas manifestaes1. Na primeira, foram realizadas 512 entrevistas, com margem de erro mxima com 95% de confiana de 4.3% e, na segun-da, 442 entrevistas, com margem de erro m-xima com 95% de confiana de 4.7%.

    Nosso intuito, com este survey, era medir a adeso s guerras culturais destes dois gru-pos de manifestantes e a fora do antipetis-mo como fator de identidade no ncleo do populismo de direita acionado pelos novos movimentos.

    Guerras culturais

    Dentro e fora da imprensa, todo debate pol-tico, hoje, dominado por um discurso que coloca temas morais como o combate ao ho-mossexualismo e o endurecimento penal em primeiro plano e subordina as questes eco-nmicas e sociais a essa viso de mundo pu-nitiva. Estamos vendo, no Brasil e em outros pases, uma expanso mundial das guerras culturais que tomaram os Estados Unidos a partir do final dos anos 1980. A antiga polari-zao, entre uma direita liberal que defendia a meritocracia baseada na livre iniciativa e uma esquerda que defendia intervenes polticas para promover a justia social, passa a ser no substituda, mas crescentemente subordinada a um novo antagonismo entre, de um lado, um conservadorismo punitivo e, de outro, um progressismo compreensivo.

    Costuma-se atribuir a James Hunter a iden-tificao precisa do fenmeno e a difuso do termo guerras culturais para se referir ao processo pelo qual temas como o direito

    1. Resultados completos disponveis em: http://rawgit.com/pesquisaR/resultados/master/relatorio2.html (mani-festao do dia 26 de maro), http://rawgit.com/pesqui-saR/resultados/master/relatorio3.html (manifestao do dia 31 de maro)

    dos homossexuais, a legalizao do aborto, o controle de armas e a legalizao das drogas passaram a ganhar proeminncia no debate poltico americano no final dos anos 1980, opondo conservadores a progressistas. Os conservadores se definiriam por um com-promisso com uma autoridade moral externa definida e transcendente, e os progressistas, por uma autoridade moral caracterizada pelo esprito da era moderna, um esprito de racio-nalismo e subjetivismo.

    Em um influente livro de 1996, o linguista George Lakoff concordou com Hunter que o novo antagonismo, que se via nos Estados Unidos, opunha vises de mundo baseadas em concepes da autoridade moral e obser-vou que as guerras culturais se assentavam no confronto de duas metforas familiares para a sociedade, isto , os dois discursos olhavam para a sociedade como uma grande famlia: uma famlia com pai rigoroso e uma famlia com pai carinhoso e, para cada viso da so-ciedade como famlia, esse pai metafrico im-poria uma ordem moral. Assim, na perspecti-va conservadora, teramos uma ordem moral punitiva e disciplinar e, na progressista, uma ordem compreensiva.

    Na literatura, no h unanimidade sobre o que teria dado incio s guerras culturais, mas alguns autores apontam a gnese do fenme-no como uma reao ao questionamento pol-tico das normas sociais pela contracultura dos anos 1970 ou fratura das identidades coleti-vas proposta pelos novos movimentos sociais e pelo discurso ps-moderno2. Seja como for, parece claro que quem reorganizou o discurso poltico nesses termos foram os conservadores e que os progressistas ainda precisam se adap-tar ao novo terreno de disputa discursiva.

    2. Hartman, Andrew. A War to the Soul of America: a History of the Culture Wars, Chicago: University of Chicago Press, Chicago, 2015.

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    Esther Solano Gallego, Pablo Ortellado, Mrcio Moretto | GUERRAS CULTURAIS E POPULISMO ANTI-PETISTA NAS RUAS DE 2017

    A relao entre discurso moral e poltico no nova. No final do sculo XIX e incio do XX, os liberais j utilizavam um discurso mo-ral que justificava a misria dos trabalhado-res pela indolncia. Antes, porm, o discurso moral era instrumentalizado pelo poltico e, agora, parece que ocorre o contrrio.

    Aps o incio das guerras culturais, vimos uma mudana de natureza do discurso liberal. Desde o ps-guerra, o discurso liberal tinha assumido a forma de um discurso de mode-rao e bom senso, ao qual s podiam aspirar aqueles que tomavam os fundamentos da so-ciedade atual como pressuposto e tratavam as questes sociais e econmicas como prosaicos problemas de administrao. Aps as guerras culturais, ele retomou um carter de dio e desprezo de classe, que trata os trabalhadores como indolentes que merecem ser punidos com a pobreza pela falta de industriosidade, capacidade de poupana e empreendedoris-mo. Pelos mesmos motivos, toda ao social do Estado vista por esse discurso como com-placncia socialista com a incompetncia e o comodismo. O inverso acontece com o dis-curso socialista. Se no antigo quadro discursi-vo o bom senso e o equilbrio caracterizavam o discurso liberal, o discurso socialista, que colocava em xeque os fundamentos do siste-ma concorrencial de mercado, era radical por sua prpria natureza e era desqualificado pelo establishment como extremista e irrazovel. J no novo quadro discursivo, no qual prevale-ce o discurso moral, o carter compreensivo e solidrio do progressismo sugere que o dis-curso socialista adote o equilbrio e o bom senso trazidos pela empatia.

    Esse antagonismo moral redefine as regras do debate poltico. H oitenta anos, o fabiano Harold Laski defendia a ideia de que a pe-netrao poltica e intelectual do socialismo advinha de sua capacidade de explorar a con-

    tradio entre liberdade e igualdade presente no discurso liberal, isto , liberais e socialis-tas compartilhavam os valores de liberdade e igualdade, e o pensamento socialista ascendeu demonstrando que a igualdade de poder con-correr no mercado era uma formalidade jur-dica sem substncia. Assim, o debate clssico que opunha liberais e socialistas tinha um fundamento comum de valores que foi ero-dido pela ciso em vises morais de mundo incomensurveis.

    Com o intuito de medir o impacto das guerras culturais nos grupos mobilizados, constru-mos um questionrio que inclua as princi-pais pautas do debate brasileiro atual, as quais definem os grupos progressista e conservador e com a formulao de como so apresentadas nos dois campos em disputa.

    Campo conservador: Precisamos punir os criminosos com mais tempo de cadeia, A pena de morte deve ser aplicada para punir crimes graves, Menores de idade que come-tam crimes devem ir para a cadeia, O cidado de bem deve ter o direito de portar arma, Os direitos humanos atrapalham o combate ao crime, O lugar da mulher em casa cuidan-do da famlia, A unio de pessoas do mesmo sexo no constitui uma famlia, Fazer aborto sempre errado, As escolas deveriam ensinar valores religiosos, Os valores religiosos deve-riam orientar as leis, O bolsa-famlia estimula as pessoas a no trabalhar.

    Campo progressista: Fazer aborto deve ser um direito da mulher, No se deve condenar uma mulher que transe com muitas pessoas, Cantar uma mulher na rua ofensivo, A mu-lher deve ter o direito de usar roupa curta sem ser incomodada, Os negros ainda sofrem pre-conceito no Brasil, A polcia mais violenta com os negros do que com os brancos, Cotas

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    so uma boa medida para fazer com que os negros entrem na universidade, Dois homens devem poder se beijar na rua sem serem im-portunados, A escola deveria ensinar a res-peitar os gays, Travestis devem poder usar o banheiro feminino, Deveria ser permitido aos adultos fumar maconha.

    Os manifestantes do dia 25 de maro, que se consideram conservadores (47.3% muito conservadores, 34.4% pouco conservadores, 31.4% de direita e 17.4% de centro-direita) apresentam uma unidade de respostas baixa, que se constri em base ao discurso puniti-vo (82.6% apoiam o aumento de pena para punir criminosos, 84.6% apoiam a reduo da maioridade penal) a rejeio aos progra-mas sociais e de redistribuio de renda ca-ratersticos das gestes petistas (82.2% pen-sam que o programa Bolsa Famlia estimula as pessoas a no trabalharem, 75.2% pensam que as cotas no so uma boa medida) e, fundamentalmente, ao antipetismo. Se pe-garmos, porm, outras pautas referentes ao papel da religio, direito da mulher ou direi-tos LGBT, a variabilidade entre as respostas grande: 34.8% concordam com que a unio de pessoas do mesmo sexo no constitui uma famlia, 57.2% que feminismo machismo ao contrrio, 51.4% afirmam que cantar uma mulher na rua ofensivo, 58.6% pensam que dois homens podem se beijar na rua sem serem importunados e 48.6% concordam com que as escolas deveriam ensinar valores religiosos. Todas estas pautas, portanto, no criam homogeneidade nas respostas, pelo contrrio, observamos posturas dspares entre os entrevistados, caso oposto do que acontece com os entrevistados da manifestao contra a reforma da previdncia, que se definem ma-joritariamente progressistas ou de esquerda. Os manifestantes do dia 31 de maro (68.8% se consideram nada conservadores e 83.0% se definem de esquerda) apresentam um perfil

    muito coeso, tendo um grande nmero de entrevistados que respondeu ao question-rio exatamente da mesma maneira. A maio-ria das respostas oscilam entre um ndice de 70%-90% de concordncia ou discordncia, inclusive tocando pautas totalmente diferen-tes: 8.8% concordam com que a unio de pessoas do mesmo sexo no constitui uma famlia, 12.2% que feminismo machismo ao contrrio, 77.1% afirmam que cantar uma mulher na rua ofensivo, 87.1% pensam que dois homens podem se beijar na rua sem se-rem importunados e 17.9% concordam com que as escolas deveriam ensinar valores reli-giosos.

    Os grafos seguintes apresentam outra ilustra-o do mesmo fenmeno. Em ambos os ns representam cada uma das 22 perguntas e quanto maior seu tamanho, maior o grau de coerncia nas respostas. O peso da aresta en-tre dois ns indica a proporo de entrevista-dos que deram a mesma resposta para ambas (positiva ou negativamente).

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    Esther Solano Gallego, Pablo Ortellado, Mrcio Moretto | GUERRAS CULTURAIS E POPULISMO ANTI-PETISTA NAS RUAS DE 2017

    O primeiro grafo representa a pesquisa do dia 31 de maro no ato contra a reforma da previdncia. chamativa a consistncia das respostas. A imensa maioria dos entrevistados discordou das perguntas no cluster da esquer-da e concordou com as do cluster da direita. Os ns so todos muito grandes com a no-tria exceo da pergunta sobre a necessidade de maior punio aos criminosos e se orga-nizam em dois polos com pouca interseco entre si.

    O segundo grafo ilustra a pesquisa do dia 25 de maro. Neste, os ns so menores in-dicando menor consenso aqui, as excees notrias so a posio progressista em relao ao papel da mulher e seu direito de escolher o que vestir e o reconhecimento da existncia de racismo. Alm disso, sua organizao bem

    menos bvia, mas indica coerncia em trs grupos: um com valores morais progressistas que respondeu positivamente s perguntas no campo azul, um que poderamos chamar de conservadorismo laico que respondeu positiva-mente s perguntas no campo laranja e outro conservadorismo religioso que defendeu positi-vamente s perguntas no campo verde.

    Antipetismo e antipoltica

    A manifestao do dia 26 de maro, convo-cada para a Avenida Paulista, tinha um con-tedo altamente heterogneo construdo ao redor de vrios grupos e diversas pautas. Vem Pra Rua, Movimento Brasil Livre, Partido Novo, Movimento de Restaurao da Monar-quia no Brasil, assim como diversos grupos militaristas. As pautas ocupavam tambm um amplo espectro: aquelas relativas luta contra a corrupo (apoio Operao Lava Jato e fim do foro privilegiado) as referidas reforma poltica (contra a lista eleitoral fecha-da, contra a ampliao do fundo partidrio pblico) at volta da monarquia, reto-mada do poder pelos militares ou ao fim do estatuto do desarmamento e pautas de corte liberal (apoio reforma da previdncia e tra-balhista e s privatizaes). No meio a esta diversidade, um dado chama a ateno. Os vrios carros de som presentes na Avenida Paulista estavam bastante esvaziados, incluin-

    maconha

    Grafo 1

    mu

    er

    maio

    Grafo 2

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    do o do Movimento Brasil Livre que focava seu discurso em apoio a pautas privatizantes e de Estado mnimo. O carro de som que mais aglutinava manifestantes, com uma grande deferncia quantitativa, era o do Vem Pra Rua centrado nas pautas anticorrupo e cujo lema era faxina geral.

    Esse fato nos leva a apresentar nosso primeiro dado. Para este grupo presente, que se define majoritariamente de direita e conservador, o discurso antipetista o grande fator de coeso e identidade: 84.8% se definiram como mui-to antipetistas. Definimos aqui o populismo de direita no sentido de Laclau, que utiliza o antipetismo como conceito aglutinador3 de-notando significante vazio. Laclau define este significante vazio como uma prtica articula-tria que contm todos os significados, mas que se constri atravs de muitos outros con-tedos e, portanto, no traz implcito nenhum sentido necessrio. Este significante vazio con-forma uma identidade popular, ampla e exten-siva porque representa um grande conjunto de demandas, mas pobre porque abre mo dos contedos particulares, a fim de abarcar as mais diversas demandas sociais. Antipetismo seria, portanto, este significante vazio, que no expressa nenhuma particularidade e sim, um conjunto de contedos variados, mas que jus-tamente encontra sua fora como identidade coletiva neste vazio concreto de sentido e nesta amplitude semntica.

    Por outro lado, o discurso de negao da poltica tradicional e de rejeio do partido poltico tambm amplamente aceito entre eles. Alm do antipetismo, que aparece como maior fator de coerncia, o discurso anti-poltico, resumido no slogan faxina geral, est se transformando em um importante fa-tor de coeso para estes grupos. pergunta

    3. Laclau, E. A Razo Populista. So Paulo: Trs Estrelas, 2013.

    com qual partido poltico voc se identifica, 72.9% responderam que nenhum, seguidos por 11.7% que escolheram o PSDB e 6.8% o Partido Novo. Dados muito diferentes da manifestao do dia 31 de maro, na qual a maioria dos manifestantes se definiu de es-querda no conservadora e era mais vincu-lada a partidos polticos em que 33.0% no se identificavam com nenhum, 35.7% com o PT e 20.6 com o PSOL.

    Concluses

    Os manifestantes, que se identificam como progressistas ou de esquerda, tm um pa-dro muito coeso de posies sobre questes morais referentes a mulheres, LGBT, drogas, populao negra ou polticas de mobilidade social. Uma grande homogeneidade nas res-postas caracteriza este grupo. Os manifestan-tes, que se definem como conservadores ou de direita, porm, no apresentam esse grau de homogeneidade como grupo e tm uma dis-paridade muito maior nas respostas referentes a questes morais. As caratersticas comuns so o punitivismo, a rejeio s polticas p-blicas de mobilidade social e, fundamen-talmente, o antipetismo, que o fator que oferece maior coerncia interna e identidade ao grupo. Nas ltimas manifestaes, os dis-cursos antipolticos tambm esto ganhando fora, como fator de coeso destes manifes-tantes, diante dos avanos da operao Lava Jato e das ltimas delaes. Uma identidade no propositiva ou no afirmativa, construda no plano relacional, na negao da identidade alheia, principalmente, o petismo ou a pol-tica tradicional. Poderia se pensar que uma possvel caraterstica interna afirmativa deste grupo seria o apoio s polticas neoliberais, fazendo uma analogia entre conservadorismo social e o apoio ao neoliberalismo econmi-co. Esta afirmao, porm, no consistente: 74% dos manifestantes do protesto de 26 de

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    maro discordam da reforma da previdncia apresentada pelo governo Temer. Em outro survey, que realizamos na manifestao verde--amarela de 16 de agosto de 20154, os dados mostraram que 88.6% concordavam total-mente com que o Estado devia prover servi-os de sade para todos os brasileiros, 92.3% educao para todos e 72.1% transporte co-letivo, rejeitando, portanto, a ideia do estado mnimo. Identidade conservadora no neoli-beral, punitiva, que toma forma num popu-lismo antipetista e antipoltico.

    4. Dados completos disponveis em: http://gpopai.usp.br/pesquisa/160815/

  • As opinies expressas nesta publicao no necessariamente refletem as da Friedrich-Ebert-Stiftung.

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    Friedrich-Ebert-Stiftung (FES)A Fundao Friedrich Ebert uma instituio alem sem fins lucrativos, fundada em 1925. Leva o nome de Friedrich Ebert, primeiro presidente democraticamente eleito da Alemanha, e est com-prometida com o iderio da Democracia Social. No Brasil a FES atua desde 1976. Os objetivos de sua atuao so a consolidao e o aprofundamento da democracia, o fomento de uma economia ambientalmente e socialmente sustentvel, o fortalecimento de polticas orientadas na incluso e justia social e o apoio de polticas de paz e segurana democrtica.

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    Autores

    Esther Solano Gallego Professora Doutora da Escola Paulista de Poltica, Economia e Negcios da Universidade Federal de So Paulo (UNIFESP) e do Mestrado Interuniversitrio Internacional de Estudos Contemporneos de Amrica Latina da Universidad Complutense de Madrid. Doutora em Cincias Sociais pela Universidade Complutense de Madri. Associada ao grupo de pesquisa Labo-ratrio de Anlises Interdisciplinares e Anlise da Sociedade (LEIA-Unifesp).

    Pablo Ortellado Professor Doutor da Escola de Artes, Cincias e Humanidades da Universidade de So Paulo. Doutorado em Filosofia pela Universida-de Federal de So Paulo. Ps-doutorado pelo Cen-tro Brasileiro de Anlise e Planejamento, CEBRAP. Coordenador do Grupo de Polticas Pblicas de Acesso Informao (GPoPAI-USP).

    Mrcio Moretto Ribeiro Professor Doutor da Es-cola de Artes, Cincias e Humanidades da Univer-sidade de So Paulo (EACH-USP). Doutorado em Cincia da Computao pelo Instituto de Matem-tica e Estatstica da USP. Ps-doutorado no Centro de Lgica, Epistemologia e Histria da Cincia da Universidade de Campinas (CLE-UNICAMP). Asso-ciado ao Grupo de Polticas Pblicas de Acesso Informao (GPoPAI-USP).