Caderno de Resumos Caderno de Resumos XIV miniENAPOL de ...

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    XIVXIV miniENAPOL de Semitica miniENAPOL de Semitica 20152015

    Faculdade de Fi losofia, Letras e Faculdade de Fi losofia, Letras e

    Cincias HumanasCincias Humanas

    Universidade de So PauloUniversidade de So Paulo

    So PauloSo Paulo ,,

    29 de setembro a29 de setembro a 2 de outubro2 de outubro de 2015de 2015 ..

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    AS MANIFESTAES EMOTIVAS NO FACEBOOK ALBUQUERQUE, Milena do Socorro Oliveira (Doutorado - PUC/RJ) Esta apresentao tem por objetivo analisar a usabilidade da rede Facebook como um espao das manifestaes emotivas aps a finitude de uma vida. Manifestaes comoventes, cada vez mais, so visualizadas e compartilhadas nesse ciberespao, proporcionando a interatividade entre os vivos com o tema mortos e morte, que levam ao aumento da visibilidade, dando uma sobrevida quele que morreu. A relevncia desse universo tecnolgico em entender como as pessoas usam a internet para reconfigurar suas manifestaes de afeto, tristeza, lembranas, homenagens, especialmente nas reas mais sensveis da vida, estimulou a anlise de alguns depoimentos extrados do Facebook, que inclusive modificou sua poltica de privacidade, transformando-se em memorial online, como forma de manter todo o contedo publicado e visvel pela pessoa aps a sua morte. Como mtodo para a realizao da pesquisa foram elaborados trs fases no procedimento. A primeira fase correspondeu seleo de seis mensagens veiculadas no Facebook. Em seguida, foram analisadas e discutidas sob a nova tica dos rituais online. E a terceira e ltima fase, ainda em andamento, inicia-se um processo, por meio da prpria rede, de entrevistas com os autores dessas mensagens. Com base nos estudos de Morin (1997), Rodrigues (2006), Joo Jos Reis (1991), Philippe Aris (2003), Van Gennep (2011), procurou-se refletir sobre a concepo da morte e dos rituais que ajudam no processo de separao entre o mundo dos vivos e o mundo dos mortos. Em paralelo a isso, utilizou-se tambm da viso de Sodr (2002), Henry Jenkins (2009) e Rosa e Santos (2013), que discutem o avano tecnolgico, o ciberespao e a usabilidade do Facebook como canal de manifestaes e expresses que reafirmam tais questionamentos para melhor compreender as novas transformaes nos rituais fnebres. Uma tecnologia interativa no mundo virtual, onde identidades so criadas pela representao e reconhecimento a partir da visibilidade dos outros. Palavras-chave: Facebook; expresses emotivas; rede social; morte; rituais

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    COREOGRAFIAS EQUVOCAS EM TORNO AO SIGNO TECNOPOTICO ALEJANDRA R, Anah (Doutorado Universidad Nacional de Crsoba e Universidad Nacional de San Luis) Ante a crescente proliferao de obras que emergem no marco das denominadas poticas tecnolgicas, a teoria esttica e literria se planteia uma srie de novos problemas relativos s definies das obras mesmas e suas abordagens de leitura. Se bem que a tcnica tem sido um eixo importante das discusses nesta disciplina durante o sculo XX, as modificaes introduzidas na literatura e nas artes pelo uso de tecnologias digitais parecem ter gerado confuses entre as categorias clssicas de continente y contedo das obras, e deslocamentos do foco desde o representado para o representante, ou do significado para o significante. Se bem estes deslizamentos estavam presentes em movimentos experimentais e de vanguarda prvios, se aceleram e potenciam com a expanso de dispositivos digitais de registro, manipulao e reproduo, condicionando nossas leituras e convidando-nos a pensar na obsolescncia de alguns conceitos e categorias operativas dos estudos literrios. Partindo do conceito de artefato esttico postulado por Jean Mukarovsky para pensar a dimenso material da obra de arte entendida como fato sgnico, consideramos que certas aproximaes ao problema da tcnica e a considerao dos distintos grados de tecnicidade dos objetos tcnicos de acordo a perspectiva de Gilbert Simondon, bem como a ateno para a multidimensionalidade de linguagens digitais, podem contribuir com uma definio mais precisa do aspecto material das obras que conformam o novo paradigma e das problemticas que estas planteiam. Palavras-chave: artefacto; linguajes; artes; tecnologia QUAL O DRESS CODE? CORPO, PERFORMANCE E SUBJETIVIDADES NA ESTTICA FEMININA EVANGLICA ALVES, Rita de Cssia Gonalo (Mestrado PUC/RJ) Alm de suas propriedades fsicas e biolgicas, o corpo se configura como portador de signos tais como os modos de falar, portar-se e vestir-se. Entre as mulheres evanglicas, um dos principais conjuntos de signos marcadores de distino reside nas roupas. O vesturio feminino evanglico configura-se como um cdigo de comunicao que no apenas distingue tais mulheres de outras, mas tambm as conforma enquanto grupo ou categoria social. Essa esttica caracterizada pelo atributo da convocao, pela qual as evanglicas so compelidas ao performativo de responder ao outro as caractersticas de sua identidade religiosa por meio das roupas. Neste sentido, prescries morais, frequentemente, se coadunam com juzos estticos que so feitos sobre as vestes, onde dualismos como bonito x feio e aprovvel x reprovvel so classificados e (re)interpretados em termos

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    de moralidade. Com base nestas concepes, o trabalho proposto tem por objetivo interpretar como a tica evanglica contempla a esttica feminina como um importante elemento de distino social. Busca-se observar de que forma as subjetividades se manifestam por este tema em stios da web e nos discursos de mulheres evanglicas da regio metropolitana do Rio de Janeiro, e como experincias religiosas e culturais operam nos distintos modos de vestir-se, performar-se e julgar o belo no que tange esttica feminina. Com isso, veremos como a relao entre a moral e o juzo esttico possibilita a confluncia de vises de mundo sobre o vesturio e a esttica capilar das protestantes. Para tanto, o trabalho utiliza-se do dilogo entre os conceitos de distino em Pierre Bourdieu e performatividade e materialidade em Judith Butler, os trs como constructos de uma tica corporal e comunal, para o entendimento da gesto e regulao dos corpos femininos portadores de significados sociais. Palavras-chave: corpo; juzo esttico; modstia; performance; distino

    SEMITICA E A FABRICAO ESTEREOTIPADA DA IDENTIDADE VISUAL DE GNERO ARAUJO, Murillo Clementino de (Mestrado USP) Esta proposta de trabalho tem como objetivo analisar a identidade visual da cartunista Laerte Coutinho produzida a partir da prtica da travestilidade, a qual foi adotada publicamente pela artista desde 2010. Para tanto, o corpus escolhido foi uma fotografia veiculada na revista poca, em matria de novembro de 2012. Com base em formulaes tericas desenvolvidas por Blikstein (2003), a anlise demonstra como a realidade recortada pela percepo humana em funo de comportamentos engendrados na prxis social. Assim, a semiose produzida a partir do recorte de traos discriminatrios de identificao/diferenciao que so recobertos por traos ideolgicos de modo a resultar na construo de corredores isotpicos que formam esteretipos responsveis por guiar a percepo humana da realidade. A discusso de tal processo semitico complementada luz dos estudos de Amossy e Herschberg-Pierrot (2011) sobre a apresentao de si e sobre os esteretipos e clichs, bem como luz das reflexes de Floch (1985, 2000) sobre a semitica plstica e o semissimbolismo como formas de construo de identidades visuais. Desse modo, possvel verificar que a prtica da travestilidade, ao fazer o cruzamento entre as identidades visuais convencionadas socialmente para os gneros masculino e feminino, denuncia a arbitrariedade dos signos (Saussure, 2012) e aponta como a realidade percebida uma construo sociocultural humana. Na medida em que abala uma viso de mundo cristalizada e naturalizada, causando estranhamento, a travestilidade

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    funciona, portanto, como uma forma de potica. Assim, a semitica e a potica podem contribuir para o debate contemporneo sobre percepo, gnero, esteretipo e preconceito. Palavras-chave: Laerte Coutinho; travestilidade; identidade visual; gnero ENTRE A SEMITICA E BAKHTIN: O ENCARTE DE UM LBUM DE CANO BASSO, Danyllo Ferreira Leite (Mestrado USP) A presente proposta de dilogo tem como base a pesquisa de Mestrado Do tero ao tmulo e do tmulo ao tero: a(s) morte(s) e a(s) vida(s) do lbum SETEVIDAS, de Pitty, que ainda se encontra nos primeiros dias de vida. A pesquisa pretende investigar, portanto, o gnero lbum de cano. E, neste sentido, configura-se como corpus de anlise: as canes e suas respectivas posies no todo, o encarte, partes de performances e de videoclipes. Trata-se mesmo de um corpo extenso, entretanto, vale dizer que por baixo de toda esta gordura corprea existe um esqueleto bsico e recorrente. Em outras palavras, vamos ao encontro das invariantes que sustentam as variantes, como nos fala Hjelmslev. Neste momento, traremos para arena discursiva (Bakhtin) o encarte. o encarte o elemento ttil (percepo) do lbum, visto que com ele em mos que podemos acompanhar as canes. Mais que isso: trata-se ele do enunciado responsvel por registrar a enunciao, porque esta materialidade d-nos certeza sobre a construo potica das canes, que por vezes, apenas via escuta (ainda que escuta ativa) nos escorre pelos dedos. Ainda no encarte se encontra a fotografia que inaugura qualquer lbum, a qual se configura como o hall de entrada. Trata-se, ento, do primeiro elemento a nos invadir, via ato de olhar. O objetivo da proposta, assim, de elucidar o encarte como plano de expresso que corrobora para o percurso gerativo de sentido do plano do contedo: qual a relao entre uma cano e outra? Qual o dilogo firmado entre a imagem e as canes? Que sentido se gera com esta disposio de canes e no outra? Haveria, pois, uma narrativa subjacente a percorrer todas as canes? As bases tericas e metodolgicas esto calcadas na Semitica greimasiana,