Cap15 macro

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  • 1. Parte 5 Modelos para economia aberta Nas partes anteriores foi considerada uma economia fechada, ou seja, que no realizava transaes com outras economias. No ocorria nem exportaes nem exportaes. O fluxo de capitais com o setor externo era nulo.Nesta parte 5 esta hiptese ser relaxada e ser considerada uma economia aberta ao resto do mundo.

2. Captulo 15Modelos macroeconmicos para uma economia aberta 3. Aula Anterior

  • CAPTULO14 Modelo IS/LM ampliado

14.1 As modificaes causadas pelas novas definies das funes consumo, investimento e oferta de moeda sobre as curvas IS, LM e de demanda agregada;14.2 O modelo bsico ampliado da Sntese Neoclssica; 14.3 Modelo macroeconmico geral ampliado dos novos keynesianos; 14.3.1 Efeitos da poltica fiscal no modelo geral ampliado dos novos keynesianos. 4. Nesta Aula

  • CAPTULO15 Modelos macroeconmicos para uma economia aberta

15.1 O equilbrio no mercado de produto;15.2 A curva que representa o equilbrio do Balano de Pagamentos;15.3 O ajustamento do saldo do balano de pagamentos em uma situao da taxa de cmbio nominal fixa e inalterada;15.4 Outras medidas para equilibrar o balano de pagamentos;15.5 Modelo esttico geral da Sntese Neoclssica para uma economia aberta com taxa de cmbio nominal fixa;15.6 Modelo geral dos novos keynesianos para um economia aberta com taxa de cmbio nominal fixa;15.7 O ajustamento do balano de pagamentos no caso da taxa de cmbio flexvel;15.8 Modelo esttico geral da Sntese Neoclssica para uma economia aberta, supondo equilbrio do balano de pagamentos e taxa da cmbio flexvel;15.9 Modelo geral dos novos keynesianos para uma economia aberta, supondo equilbrio do balano de pagamentos e taxa de cmbio flexvel. 5.

  • Este aula re-elabora o modelo IS-LM, visto nas aulas anteriores e ampliado na ltima aula, considerando uma economia aberta.
  • Em seguida, essa nova verso do modelo IS/LM/BP (tambm conhecida como modelo Mundell-Fleming) combinada com as curvas de oferta agregada gerais da SnteseN eoclssica e dos novos keynesianos.

Introduo 6.

  • Balano de Pagamentos.

Introduo

  • Balana comercial : a qual registra as exportaes e importaes de mercadorias, bens fsicos.
  • Balano de servios : o qual registra as vendas e compras de servios de no-fatores.
  • Balano de rendas : que registra as receitas e despesas com servios de fatores.
  • Transferncias unilaterais correntes , ou donativos: que registra a entrada e sada de doaes.
  • Saldo do balano de pagamentos em transaes correntes(= I + II + III + IV)

7.

  • Balano de Pagamentos.

Introduo

  • Saldo do balano de pagamentos em transaes correntes(= I + II + III + IV)
  • Conta de capital e financeira : a qual registra a entrada e sada de capitais sob a forma de financiamentos, emprstimos e amortizaes. Esta conta inclui os emprstimos de regularizao do balano de pagamentos, a quantidade de moeda nacional em poder de estrangeiros e os atrasados comerciais.
  • Erros e omisses . a conta de fechamento contbil do balano de pagamentos.

8.

  • Balano de Pagamentos.

Introduo

  • Saldo do balano de pagamentos em transaes correntes(= I + II + III + IV)
  • Conta de capital e financeira
  • Erros e omisses .
  • Saldo do balano de pagamentos(= V + VI + VII)
  • Variao das reservas internacionais . igual ao simtrico do saldo do balano de pagamentos. Ou seja, conta IX = conta VIII. A conta IX mostra a forma de financiamento ou de destino do saldo da conta VIII.

9. Introduo

  • Para efeito da anlise desenvolvida nesta ala, consideram-se como nulos os valores das transferncias unilaterais correntes e de erros e omisses.
  • Adicionalmente, considera-se que X o valor nominal das exportaes de bens e servios (de fatores e de no fatores) e M o valor nominal das importaes de bens e servios (de fatores e de no fatores).
  • Logo, (X M) considerado como a soma das balanas comercial e de servios e de rendas*.

* Esta mesma suposio encontra-se na literatura em, por exemplo, Branson e Litvack (1978). 10. Introduo

  • PIB pela tica do dispndio
  • PIB = Y = C + I + G + (X M)
  • Mas a conta VI do Balano de Pagamentos (indicando movimentos de capital e financeira) envolve transferncias de recursos e no a produo corrente.
  • Portanto, o saldo da conta VIno apresenta relao direta com o PIB.

11. Introduo

  • Saldo Total do Balano de Pagamentos (BP)
    • Considere que F seja a sada lquida de capitais (sada de capitais menos a entrada de capitais).
    • O valor F o simtrico da conta VI (movimento de capital e financeira).
    • Assim, tem-se que o saldo total do balano de pagamentos (BP) dado pela frmula :
  • BP = (X M) F

12. Equilbrio no Mercado de Produto

  • Para um dado nvel de preos internacionais e de renda agregada externa, as exportaes reais (x) dependem:
    • do nvel de preos vigentes no Brasil (P); e,
    • da taxa de cmbio ( ).

13. Equilbrio no Mercado de Produto

  • As importaes reais de bens e servios (m) dependem:
    • do nvel de renda do Brasil (y);
    • da taxa de cmbio ( );e,
    • do preo interno (P).

14. Equilbrio no Mercado de Produto

  • As compras de produtos brasileiros efetuadas pelo resto do mundo (que so as exportaes brasileiras) constituem um acrscimo ao fluxo de renda de equilbrio;
  • j as importaes, que o Brasil realiza, correspondem a retiradas de renda de equilbrio.

15. Equilbrio no Mercado de Produto 16. Equilbrio no Mercado de Produto

  • Estas expresses geram a Curva IS.
  • Para um nvel de preo P 0 , uma taxa de cmbio 0 , um certo valor nominal A 0dos ativos lquidos possudos pelo setor privado e de CR 0de crdito para consumo, encontram-se as combinaes (y, r) que do o equilbrio no mercado de produto.

17. Equilbrio no Mercado de Produto i(r, y 0 )+x(P 0 , 0 )+g i + g + x = s + t + m 45 y 0 A A r 0 C y 1 i(r, y 1 )+x(P 0 , 0 )+g x(P 0 )+g B B r 1 D I S Deduo da curva IS para uma economia abertai + g + x s + t + m y r s+ t + m(P 0 ) A 0P 0 18. Equilbrio no Mercado de Produto

  • Um aumento de preo de P 0para P 1causa os seguintes efeitos:
    • diminui o valor real dos ativos lquidos, reduzindo o consumo do setor privado; e,
    • diminui as exportaes (e aumenta as importaes) reais de bens e servios.
  • Os efeitos acima mencionados diminuem a renda de equilbrio no mercado de produto.
  • Logo, para a mesma taxa de juros, tem-se um nvel de renda menor, ou seja, a curva IS se desloca para a esquerda.

19. Equilbrio no Mercado de Produto x(P 1 )+g Deslocamento da curva IS devido a um aumento dos preos Aumento no nvel de preos P 1> P 0 i(r, y 0 )+x(P 1 , 0 )+g B B r 1 D I 1 S 1 i + g + x A s + t + m y y 0 r 45 A r 0 x(P 0 )+g I 0 S 0 C s+ t + m(P 0 ) A 0P 0 i + g + x = s + t + m i(r, y 0 )+x(P 0 , 0 )+g s+ t + m(P 1 ) A 0P 1 20. Equilbrio no Mercado de Produto Aumento exgeno das exportaes de bens e servios i + g + x A s + t + m y y 0 r 45 A r 0 x 1 (P 0 )+g I 0 S 0 C i + g + x = s + t + m i(r, y 0 )+x 0 (P 0 , 0 )+g x 0(P 0 )+g i(r, y 0 )+x 1 (P 0 , 0 )+g D I 1 S 1 B B y 1 s+ t + m(P 0 ) A 0P 0 21. Equilbrio no Mercado de Produto Aumento exgeno das importaes de bens e servios i + g + x A s + t + m y y 0 r 45 A r 0 I 0 S 0 C i + g + x = s + t + m i(r, y 0 )+x 0 (P 0 , 0 )+g x 0(P 0 )+g D I 1 S 1 y 1 s+ t + m(P 0 ) A 0P 0 s+ t + m 1 (P 0 ) A 0P 0 22. Equilbrio no Mercado de Produto

  • A curva LM no Modelo Esttico Bsico Geral para uma economia aberta tem a especificao habitual.
  • Isto , a expresso geral da curva LM :

23.

  • O cruzamento da curva IS com a curva LM d para certos valores de P, , A e CR a combinao (y, r) que equilibra, simultaneamente, os mercados de bens e de moeda.
  • Para saber se uma combinao especfica (y 0 , r 0 ) corresponde a um dficit ou a um supervit do Balano de Pagamentos necessrio obter no plano cartesiano yversusr uma curva em que seus pontos impliquem um saldo do Balano de Pagamentos (BP) igual a zero.

Equilbrio no Mercado de Produto 24.

  • Osaldo do balano de pagamentos, em valores nominais :
  • BP = (X M) F
  • Em que
    • (X M) = saldo do balano de pagamentos em transaes correntes (saldo da conta V, supondo o saldo da conta IV ser nulo)
    • F = sada lquida de capitais (ou seja, o simtrico do saldo da conta VI).

A curva que representa o equilbrio do balano de pagamentos 25.

  • Os valores nominais das exportaes (X) e das importaes (M) so:
  • X = P x(P, )
  • M = P f m(y,P, )
  • em que:
    • P f = preo em dlar das mercadorias importadas
    • = quantidade de reais trocada por cada dlar.
  • Logo,
  • P f =preo em reais de cada mercadoriaimportada.

A cur