Cartilha Segurança Alimentar

download

of 24

Embed Size (px)

description

Cartilha Segurana Alimentar A publicao tem o objetivo de ajudar o consumidor a tomar precaues e ficar atento aos alimentos que est consumindo fora de casa e tambm como prevenir-se de problemas de sade relacionados a alimentao.

transcript

  • 1. Cartilha de Alimentos
  • 2. 11 exemplares por ano matrias que ajudaro voc a economizar milhares de reais todos os anos. Saiba mais sobre as revistas da PROTESTE: www.proteste.org.br CicloviasPedalamos pelo Rio de Janeiro:h mais buracos do que pistas lisas CONCURSO: VOC PODE GANHAR ESTE MODELO INDEPENDNCIA PROXIMIDADE EXCELNCIA www.proteste.org.br Ano XI - No 114 - Jun/12 CONCURSO: ESTE MODELO CONCURSO: ESTE MODELO TabletsNossas escolhas certas custam at R$ 1.270 a menos do que o pioneiro iPad FUBS CADEIRINHASDEBEB LIMPA-VIDROS ARQUIVOSEMNUVEM INDEPENDNCIA PROXIMIDADE EXCELNCIA www.proteste.org.br Ano XI - No 114 - Jun/12 TabletsNossas escolhas certas custam at R$ 1.270 a menos do que o pioneiro iPad FUBS CADEIRINHASDEBEB LIMPA-VIDROS ARQUIVOSEMNUVEM 6 exemplares por ano para defender os seus direitos e saber como proteger os seus bens. Junto com estes 2 trunfos ainda existe uma oferta imperdvel para voc se associar PROTESTE: 2 maravilhosos presentes de boas vindas e 80% de desconto na anuidade! Ligue agora mesmo, descubra quais so esses presentes e associe-se ao maior movimento de consumidores da Amrica Latina! Estado de So Paulo: (11) 4003-3906 Rio de Janeiro e demais estados: (21) 3906-3800
  • 3. PROTESTE Associao de Consumidores 3 Segurana alimentar Uma das necessidades primrias mais importantes a alimentao. No h como estudar, trabalhar, ter lazer sem a ingesto de alimentos saudveis e nutritivos. Nem sempre, contudo, ter renda sinnimo de se alimentar bem. A produo de alimentos em grande escala ocorreu com o uso intensivo de sementes, fertilizantes e agrotxicos. Esses produtos, se utilizados de forma incorreta, podem no somente contaminar gros, verduras, legumes, frutas, mas tambm os mananciais de gua. Provocam doenas e contaminam o meio ambiente. No bastassem estes problemas, h tambm os derivados da ganncia e da falta de tica de fraudadores que adicionam gua e ureia ao leite, como revelou a Operao Leite Compensado,do Ministrio Pblico no Rio Grande do Sul,em maio de 2013. Basta que um comerciante economize na refrigerao recomendada para uma re- feio pronta, carnes ou derivados do leite, para que nossa sade e at nossas vidas sejam ameaadas. A PROTESTE no tem assistido estes abusos de camarote. Nossos testes j detecta- ram, por exemplo, molho de tomate com pelos de roedores. O lojista conseguiu sustar a divulgao na Justia, o que nos surpreendeu, pois os riscos para os consumidores eram por demais evidentes, mas no nos intimidou. Toda vez que detectamos produtos alimentcios que representem riscos integrida- de dos consumidores, divulgamos essa informao e alertamos as autoridades res- ponsveis. Lutamos, tambm, pela rotulagem adequada dos produtos, para que os cidados te- nham mais informaes. Tambm postulamos que sejam indicados os preos por litro e quilo,afimdequeoscidadospossamcompararpreosnossupermercadosequitandas. Obtivemos vitrias considerveis em questes como o uso do benzeno, substncia cancergena, em refrigerantes de baixas calorias ou dietticos ctricos. Fabricantes as- sinaram termo de ajustamento de conduta, pelo qual se comprometeram a reduzir a quantidade de benzeno nas bebidas para o mesmo nvel de tolerncia estabelecido para a gua potvel. Outralutaqueassumimoscomoprimordialacontraaobesidadeinfantileadolescen- te, que se torna mais grave devido ingesto de lanches, doces e refrigerante com baixo valor nutricional. No esmoreceremos at obter avanos que consideramos essenciais. Maria Ins Dolci Coordenadora-institucional da PROTESTE
  • 4. Cartilha de Alimentos4 Sumrio Segurana alimentar...................................................................................... 3 Conhea a Legislao...................................................................................... 5 Acidentes de consumo/ Contaminao...................................................6 Fraudes................................................................................................................8 Imprprios..........................................................................................................9 Boas compras...................................................................................................10 Feitos em casa..................................................................................................15 Bem conservados............................................................................................16 Fora de casa....................................................................................................... 17 Antes de comer................................................................................................18 Embalagens / Peso ou volume...................................................................19 Irregulares/Congelados/ Recall...............................................................20 Alimentao sustentvel.............................................................................21 Proteste: a servio do consumidor....................................................... 22 Expediente Cartilha de Alimentos Realizao: PROTESTE Coordenao editorial: Maria Ins Dolci; Redao final: Carlos Thompson (Casa da Notcia); Projeto Grfico: Marcus Vinicius Pinheiro; Diagramao: Andr Mucheroni; Ilustraes: Perkins; Assessoria de Imprensa e jornalista responsvel: Vera Lcia Ramos, MTb: 769; Contedos e apoio editorial: Camila Souza, David Freitas Passada, Joo Dias Antunes, Karen dos Santos Guimares, Manuela Dias, Polyanna Carlos, Sonia Amaro, Tatiana Viola de Queiroz e Vera Lcia Ramos. PROTESTE Sede: Avenida Lcio Costa, 6.240 Trreo Barra da Tijuca CEP 22630-013 Rio de Janeiro RJ Escritrio em So Paulo: Rua Dr. Bacelar, 173 cj. 52 Vila Clementino CEP 04026-000 So Paulo SP
  • 5. PROTESTE Associao de Consumidores 5 Conhea a Legislao O que o Cdigo de Defesa do Consumidor (CDC)? Foi promulgado em 1990. uma das mais avanadas leis do mundo de proteo aos direitos do consu- midor. Antes dele, faltava clareza na definio de responsabilidade nas relaes de consumo. Isso facilitava abusos em contratos, entrega de produtos, prestao de servios, propaganda etc. A lei n 8.078/90 ampliou, ento, a cidadania das pes- soas tambm como consumidoras. Direitos Bsicos do Consumidor (CDC) 1. Proteo da vida, sade e segurana contra os riscos provocados por prticas no fornecimento de produtos e servios considerados perigosos ou nocivos; 2. Educao e divulgao sobre o consumo adequado dos produtos e servios; 3.Informao adequada e clara sobre os diferentes produtos e servios, com espe- cificao correta de quantidade, caractersticas, composio, qualidade e preo, bem como seus eventuais riscos; 4.Proteo contra a publicidade enganosa e abusiva, mtodos comerciais coercitivos ou desleais, bem como contra prticas e clusulas abusivas ou impostas no forneci- mento de produtos e servios; 5.Modificao das clusulas contratuais que estabeleam prestaes desproporcio- nais, ou sua reviso caso se tornem excessivamente caras; 6.Efetiva preveno e reparao de danos patrimoniais e morais; 7. Acesso aos rgos judicirios e administrativos; 8.Facilitao da defesa de seus direitos, inclusive com a inverso do nus da prova; 9.Adequada e eficaz prestao dos servios pblicos em geral.
  • 6. Cartilha de Alimentos6 Acidente de consumo Quando uma pessoa adquire um alimento imprprio para o consumo e a sua inges- to acarreta um problema de sade, tem o direito de ser indenizada pelas despesas mdicas ou danos morais que venha a sofrer. Esse tipo de ocorrncia conhecido juridicamente como acidente de consumo. Para exercer seu direito, guarde as receitas mdicas e os comprovantes de despe- sas. Assim que possvel, entre em contato com a vigilncia sanitria. Informe, com detalhes, qual o alimento suspeito, onde foi comprado e a hora em que foi ingerido. A declarao da vigilncia sanitria servir como prova se voc recorrer Justia. Contaminao A contaminao de um alimento pode ocorrer em qualquer uma das vrias etapas da cadeia de produo. Pode ser classificada como biolgica, qumica e fsica. a) Biolgica Ocorre quando microrganismos indesejveis, como bactrias, fungos, vrus ou parasi- tas (vermes, por exemplo), esto presentes no alimento. Tambm conhecidos como micrbios ou germes, invisveis a olho nu, so amplamente distribudos e constituem os principais contaminantes biolgicos dos alimentos. Para sobreviver e se multiplicar, eles precisam de: calor a maioria dos microrganismos prejudiciais sade prefere temperaturas pr- ximas do nosso corpo; gua e umidade a maioria dos alimentos apresenta quantidade suficiente para a multiplicao dos microrganismos, sendo portanto perecveis; nutrientes assim como os alimentos so fonte de nutrientes para o nosso desen- volvimento, tambm tm essa funo para os microrganismos. Os locais onde os microrganismos se encontram mais facilmente so: solo; gua; animais domsticos, marinhos, gado (bovino, suno etc.), aves; insetos e pragas domsticas (como baratas, moscas, ratos e camundongos); pessoas (nas mos, unhas, cabelos, garganta, ferimentos, roupas etc.); lixo e sujeira em geral.
  • 7. PROTESTE Associao de Consumidores 7 H trs grandes grupos de microrganismos: Bons, utilizados inclusive para a produo de alimentos, como queijos, iogurtes e al- gumas bebidas; Deteriorantes,que estragam os alimentos,deixando-os com aparncia e odores de- sagradveis. Apesar disso, normalmente no transmitem doenas; Os que podem provocar doenas, conhecidos como patgenos, que