Casa de bolos e tortas -...

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Como montar uma casa de bolos e tortas EMPREENDEDORISMO Especialistas em pequenos negócios / 0800 570 0800 / sebrae.com.br

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  • Como montaruma casa debolos e tortas

    EMPREENDEDORISMO

    Especialistas em pequenos negcios / 0800 570 0800 / sebrae.com.br

  • Expediente

    Presidente do Conselho Deliberativo

    Robson Braga de Andrade Presidente do CDN

    Diretor-Presidente

    Guilherme Afif Domingos

    Diretora Tcnica

    Helosa Regina Guimares de Menezes

    Diretor de Administrao e Finanas

    Vincius Lages

    Unidade de Capacitao Empresarial e Cultura Empreendedora

    Mirela Malvestiti

    Coordenao

    Luciana Rodrigues Macedo

    Autor

    Ariovaldo da Costa Botelho Junior

    Projeto Grfico

    Staff Art Marketing e Comunicao Ltda.

    www.staffart.com.br

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    Sumrio

    11. Apresentao ........................................................................................................................................

    32. Mercado ................................................................................................................................................

    93. Localizao ...........................................................................................................................................

    134. Exigncias Legais e Especficas ...........................................................................................................

    155. Estrutura ...............................................................................................................................................

    186. Pessoal .................................................................................................................................................

    217. Equipamentos .......................................................................................................................................

    238. Matria Prima/Mercadoria .....................................................................................................................

    269. Organizao do Processo Produtivo ....................................................................................................

    2910. Automao ..........................................................................................................................................

    3111. Canais de Distribuio ........................................................................................................................

    3212. Investimento ........................................................................................................................................

    3513. Capital de Giro ....................................................................................................................................

    3914. Custos .................................................................................................................................................

    4615. Diversificao/Agregao de Valor .....................................................................................................

    4816. Divulgao ..........................................................................................................................................

    5017. Informaes Fiscais e Tributrias .......................................................................................................

    5218. Eventos ...............................................................................................................................................

    5319. Entidades em Geral ............................................................................................................................

    5620. Normas Tcnicas ................................................................................................................................

    6021. Glossrio .............................................................................................................................................

    6822. Dicas de Negcio ................................................................................................................................

    7123. Caractersticas ....................................................................................................................................

    7324. Bibliografia ..........................................................................................................................................

    7825. Fonte ...................................................................................................................................................

    7826. Planejamento Financeiro ....................................................................................................................

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    Sumrio

    7827. Solues Sebrae .................................................................................................................................

    7928. Sites teis ...........................................................................................................................................

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    1. Apresentao

    O crescente consumo de bolos e tortas, aliado a receitas inovadoras e produtos dequalidade, ingrediente de sucesso do negcio.

    Uma casa de bolos e tortas um tipo de negcio que est diretamente relacionado amomentos de alegria e prazer e comemoraes, que podem ser traduzidos emsabores variados para atender ao gosto de cada cliente. A procura por tais produtostem tido um aumento considervel nos ltimos anos devido, principalmente, aocrescimento da renda da populao brasileira. Como em vrios negcios, nesse acriatividade uma poderosa alavanca. Estamos no sculo XXI, onde impera o mundodigital; portanto, com competncia, disposio e bom aproveitamento da tecnologiadisponvel, se pode iniciar um pequeno grande negcio a partir de casa. o que estofazendo centenas de pessoas no Brasil.

    Apesar dessas facilidades, no basta apenas fazer bolos e tortas e sair vendendo. necessrio estudar bem o segmento e o nicho de mercado que lhe mais favorvel,portanto, focar a primeira recomendao!

    Dentre os possveis canais de venda, destacamos:

    Vender em casa: Utilizar a infraestrutura domstica para iniciar o negcio eexperimentar, testar a freguesia e ir corrigindo os erros.

    Trabalhar com encomendas Uma derivao da opo de vender em casa.

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    Aproveitar as festas de casamento e aniversrio tambm pode ser uma boa ideia paravender seus produtos.

    Montar uma barraca na rua muito comum, tambm e tem a vantagem de poderdiversificar as opes de produtos, como lanches, salgados e outros. O ideal encontrar um local com um grande movimento para trabalhar, como feiras e regio decomrcio. bom lembrar que essa opo demanda, licenas e taxas da prefeitura ergo fiscalizadores.

    Vender de porta em porta Existe tambm essa opo, principalmente se vocconhece a freguesia. Utilizando-se de caixas trmicas e mapeando a regiogeogrfica.

    Vender pela Internet - O fenmeno do e-commerce se consolidou no varejo, dada asfacilidades que a tecnologia vem proporcionando.

    O Segmento de Casa de Bolos e Tortas compe o mercado de alimentao fora do lar,conhecido como Food service, do qual fazem parte bares, restaurantes, docerias,hotis, lojas de bolos e tortas, e outras empresas que oferecem alimentos prontos parao consumo. Em 2017, na cidade de So Paulo, houve uma expanso considervel doconceito de "Food Truck, "como so conhecidos os veculos estilizados e adaptadospara produzir e servir refeies nas ruas, tornaram-se uma opo de negcio paraquem pensa em investir no mercado da alimentao e gastronomia no Brasil.(BASTOS, C. 2014)

    Como dissemos, um dos segredos deste negcio a criatividade, trabalhando comreceitas prprias e inovadoras, o que representa um diferencial nesse mercado que,em conjunto com uma excelente qualidade dos produtos oferecidos e a presteza doatendimento, se tornam um empreendimento de sucesso.

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    As receitas mais procuradas so: torta alem, torta de sonho de valsa, torta florestanegra e a torta napolitana mousse, porm, h uma grande procura por diversas outras,

    No Brasil de 33% o consumo das famlias em alimentao fora do Lar, sendo que emalguns mercados mais maduros j est em 36%, com clara tendncia de aumento, queser ainda maior medida que a crise econmica recue, exatamente como aconteceunos Estados Unidos. No despropsito estimar que em at dez anos a participaoda alimentao fora do lar no Brasil ir representar 40% do total dos gastos comalimentos e bebidas, criando um cenrio muito diverso do que temos hoje na estruturade varejo que atende o mercado. (SOUZA, M.G, 2017)

    Este documento no substitui o plano de negcio. Para elaborao deste planoconsulte o SEBRAE mais prximo.

    2. Mercado

    Mercado Consumidor

    O mercado de alimentao vem passando por uma transformao nos ltimos anos e

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    os consumidores esto trocando os alimentos processados por alimentao saudvel,ao mesmo tempo que as pessoas esto tendo menos tempo para cozinhar. Abre-se,assim, uma boa oportunidade para quem gosta de cozinhar e deseja incrementar arenda.

    Segundo Mendona (2017), O Instituto de Pesquisa Econmica Aplicada (Ipea) prevum crescimento de 0,7% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2017, e de 2,6% em 2018.De acordo com dados divulgados em 28 de setembro de 2017. A previso para 2017 e2018 que o PIB dos servios cresa 0,1% e 2,2% respectivamente.

    "Entre as variveis macroeconmicas que favorecem esse cenrio, na anlise do Ipea,esto a inflao, projetada em 2,9% em 2017 e em 4,2% em 2018. O Ipea acredita quea taxa bsica de juros em 7% no fim de 2017 e em 2018 tambm seja positiva para ocrescimento". (MENDONA, 2017)

    "O consumo nacional deve ser maior em 2017, em relao a 2016 o que mostraestudo do IPC Maps, feito com base em dados do IBGE. O estudo mostra que oconsumo nacional deve ser de R$ 4,2 trilhes em 2017 nmero R$ 300 bilhes maiordo que o registrado em 2016. A Alimentao fora de casa deve representar 5,2%desses recursos".(MENDONA, 2017).

    O mercado de bolos e tortas busca atender o maior pblico consumidor possvel. Almdo comrcio de varejo, pode-se optar pelo fornecimento para casas de festas,padarias, lanchonetes, confeitarias e restaurantes. O pico de vendas acontece nas

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    festividades de natal, ano novo, dia das mes, dias dos pais, dia dos namorados, etc.

    "Uma casa de bolos e tortas sofre a concorrncia de grandes supermercados epadarias, o que evidencia o alto grau de competio nesse negcio. Segundo o IPC-Maps, editora que fornece a pesquisa de ndice de Potencial de Consumo no Brasil, obrasileiro gasta em 2017, por ms cerca de 5,2%, com alimentao fora de casa, o quej representa um mercado de quase R$ 218 bilhes por ano e apresentou umcrescimento de aproximadamente 31%, em relao 2016."(MENDONA, 2017)

    "O setor de alimentao fora do lar movimentou R$ 184 bilhes no Brasil em 2016,com tquete mdio de R$ 13,40, sendo que as classes C e D no possuem rendasuficiente para o hbito de comer fora de casa. Em outros pases existe consumomaior, como na China e nos Estados Unidos, onde o percentual chega a 81%. Ou seja,h espao para crescer bastante no mercado nacional". (AMARAL, L. 2107).

    "Segundo dados do IBGE, o brasileiro gasta cerca de 25% de sua renda comalimentao fora do lar. A Associao de Bares e Restaurantes (ABRASEL) estimaque o setor represente em 2017, 2,7% do PIB brasileiro. J a Associao Brasileiradas Indstrias da Alimentao (ABIA) destaca que o setor tem crescido a uma mdiaanual de 14,2%. O faturamento do setor de foodservice, ou alimentao fora do lar,cresceu 6,2% em 2015, evoluo maior que os 5,2% registrados em 2016. Para 2017,o setor espera crescer 10,9%. A inflao alta, por exemplo, tem impacto direto no bolsodo consumidor, mas as redes continuam investindo e ampliando sua participao. Ofator tempo tambm contribui para a alta no setor".(AMARAL, 2017)

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    A Alimentao Fora do Lar bastante ampla: abrange oito sub-canais de distribuio,que podem ser divididos em dois grupos:

    1 A rede de servios pblicos que engloba os canais governamentais como postosde sade, hospitais, presdios e merenda escolar. Estes se caracterizam por noperseguir lucro com a atividade de distribuio ou preparao dos alimentos.

    2 E a rede de servios privados, que tambm podem ser classificadas em doisgrupos.

    As instituies privadas que auferem lucro com a distribuio ou preparao dosalimentos, nos quais esto as cadeias de fast food, delivery, quick service;lanchonetes, bares, hotis, restaurantes comerciais e vending; Restaurantes deempresas, Refeies coletivas; Atacadistas, distribuidores e supermercados(embalagens industriais); Padarias, confeitarias, sorveterias e chocolatarias.

    O tamanho do Mercado da Alimentao Fora do Lar (food service), cujo faturamentoem 2.012 foi de R$ 242.8 bilhes, considerando o sub-canal de Padarias, confeitarias,sorveterias e chocolatarias. fica muito evidente no fluxo de distribuio de alimentos noBrasil com os nmeros fechados em 2.012, abaixo:(LAR,2012)

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    Nordeste= 0,8%

    Norte= 0,9%

    Centro Oeste= 0,9%

    Sudeste= 1,5%

    Sul = 1,3%

    No Brasil existe uma forte tendncia para expanso do chamado multicanal, ou seja ouseja, os consumidores adotam mais de um canal para fazerem suas compras. Vejaalguns nmeros:

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    93% da populao conectada multiplataforma,

    67% tm notebook , 28% tem tablete, 56 % tem smartphone,

    48% utilizam um dispositivo mvel para pesquisar na internet enquanto esto em umaloja fsica,

    30% utilizam mais de um dispositivo para finalizar as compras,

    74% realizam pesquisas na internet sobre produtos que desejam comprar off-line.(BASTOS,C,2014)

    Com o avano tecnolgico e com os novos padres de comportamento dosconsumidores, o sistema de gesto e de vendas mudou rapidamente, at mesmo nospequenos estabelecimentos. Segundo a KPMG (2017) nessa evoluo varejista, operfil do comrcio mais sofisticado se direcionou para um sistema multicanal, capaz deoferecer um produto pelo mesmo preo, mesmas condies e mesma oferta no s naloja fsica, mas tambm pela internet e por televendas.

    Segundo o Censo do IBGE (2010) O interior do Brasil representa 36% do total gastocom alimentao fora do domiclio no Brasil R$ 50,2 Bilhes.

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    Mercado Fornecedor

    O Mercado Fornecedor do segmento de Alimentao Fora do Lar muito amplo ediversificado, indo desde grandes redes atacadistas com abrangncia nacional,hipermercados, supermercados, Distribuidores e Ceasa. Em So Paulo,especificamente para o segmento de Bolos e Tortas, a maioria dos insumos pode serencontrado na Zona Cerealista e no Mercado Central e adjacncias, incluindoalimentos, confeitos, frutas, embalagens e outros itens. Nas demais regies, repete-sea mesma tendncia, com Distribuidores Locais. Muitas Casas de Bolos e Tortas dasregies brasileiras, acorrem So Paulo para se abastecerem, dada a facilidade de seencontrar insumos diferentes e o preo mais barato.

    3. Localizao

    De acordo com Dias e Oliveira (2013), escolher um ponto de venda uma dasdecises mais importantes na hora de estabelecer um negcio. Existem infinitasmaneiras de se aprender a elaborar planos estratgicos, projetar vendas, gerenciarfinanas e pessoas, etc. Contudo, h uma grande lacuna na deciso de um futuroponto de venda. Por vrias razes, a localizao da loja , muitas vezes, a decisomais importante tomada por um varejista. A deciso sobre o local tem importnciaestratgica, pois ele pode ser usado para criar uma vantagem competitiva sustentvel.

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    Ao contrrio, um erro na seleo de um ponto significa uma enorme desvantagemcompetitiva para um negcio, exigindo esforos mercadolgicos e muitas vezessacrifcios de margem que levam a prejuzos operacionais. Este estudo, chamado degeografia de mercado termo criado pelos especialistas da rea para designar asanlises sobre a localizao do negcio, sendo fator estratgico e por isso anecessidade deste estudo, considerando concorrncia (direta e indireta), atraocumulativa que so negcios concorrentes localizados na mesma rea, o que poderatrair mais clientes para o local.

    Tambm inevitvel avaliar por quanto tempo o negcio poder permanecer ali emcaso de sucesso. Aspectos subjetivos podem estar envolvidos e merecer estarrelacionados para que a anlise possa ficar realmente capaz de permitir a tomada demelhor deciso: voc gosta do lugar? Voc esta feliz com a escolha? Voc acredita nosucesso do negcio neste lugar? Em resumo, sempre se deve procurar estar no lugarcerto, na hora certa, dentro das possibilidades. O Sebrae de sua regio pode apoia-lona escolha da melhor localizao da Casa de bolo e tortas.

    Os principais pontos a considerar so:

    O preo do aluguel;

    A compatibilidade entre o pblico local e o padro de servio a ser prestado: maiorrenda, maior sofisticao; menor renda, menor preo;

    Visibilidade: representam todas as variveis que, a medida que seu potencial cliente

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    se aproxima, facilitam a identificao visual do seu ponto de venda. So os fatoresque, juntamente com sua fachada e letreiro, faro o estabelecimento saltar aos olhosdo pblico circulante, seja ele pedestre ou condutor de um veculo (lojas em frente apontos de nibus podem vir a ter a visibilidade comprometida por causa daaglomerao de pessoas) os clientes ao se movimentarem em uma avenida devemidentificar facilmente a loja. Em shopping a instalao pode ser feita na praa dealimentao ou no modelo de quiosque, em reas de grande circulao de pessoas;

    Conforto e Covenincia: se h necessidade de ir de carro, h que ter estacionamento;se a expectativa de haver picos de demanda (caso tpico deste prestador de serviosnos sbados, dia em que as pessoas normalmente resolvem seus assuntos pessoais),o ambiente tanto do estabelecimento quanto da vizinhana deve ser agradvel; etc.

    Atratividade: Cheque se h proximidade de concorrentes, mas no se assuste comeles (encontre um diferencial para o seu negcio e promova o conhecimento dele paraseu pblico). Atente para outros negcios instalados na redondeza que atraiam omesmo perfil de cliente que pretende atingir.

    Assim sendo, uma boa localizao aquela que favorece o acesso das pessoas, como menor grau possvel de dificuldade, ou ser prximo a rodovias para melhor escoar oproduto. Se o atendimento for destinado ao pblico em geral importante que a lojapossua boa visualizao em rea de grande fluxo de pessoas, prxima ao local deresidncia ou de trabalho do pblico-alvo.

    indicado que a loja esteja localizada em ruas de grande fluxo de pessoas, emcentros comerciais, prxima a hospitais, estaes de metr, terminais rodovirios,escolas e/ou faculdades e universidades, locais de grande concentrao de escritriose outros plos geradores de pblico como: agncias bancrias, instituies de serviopblico municipal, estadual e federal. Convenincia e acesso fcil so fatoresfundamentais para que o consumidor escolha uma loja.

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    Tendo em vistas as caractersticas acima descritas, outros pontos relevantes quedevem ser levados em considerao a depender de cada caso para que sejaestruturada a empresa so:

    O imvel atende s necessidades operacionais referentes localizao, capacidadede instalao do negcio, possibilidade de expanso, caractersticas da vizinhana edisponibilidade dos servios de gua, luz, esgoto, telefone e internet;

    O ponto de fcil acesso, possui estacionamento para veculos, local para carga edescarga de mercadorias e conta com servios de transporte coletivo nas redondezas,se for o caso;

    O local est sujeito a inundaes ou prximo a zonas de risco;

    O imvel est legalizado e regularizado junto aos rgos pblicos municipais;

    A planta do imvel est aprovada pela Prefeitura;

    Houve alguma obra posterior, aumentando, modificando ou diminuindo a reaprimitiva;

    As atividades a serem desenvolvidas no local respeitam a Lei de Zoneamento ou oPlano Diretor do Municpio;

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    Os pagamentos do IPTU referente ao imvel encontram-se em dia;

    A legislao local permite o licenciamento das placas de sinalizao, ou a legislaopertinente sobre a ordenao dos elementos que compem a paisagem urbana domunicpio.

    Em resumo, encontrar um bom ponto de venda para o seu negcio algo bastantecomplexo, pois somente por meio da interao e compreenso de mltiplos elementos que se poder avaliar o impacto e a utilizao eficiente da localizao empresarial.

    4. Exigncias Legais e Especficas

    necessrio contratar um contador profissional para legalizar a empresa nosseguintes rgos:

    Junta Comercial;

    Secretaria da Receita Federal (CNPJ);

    Secretaria Estadual de Fazenda;

    Prefeitura Municipal, para obter o alvar de funcionamento;

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    Enquadramento na Entidade Sindical Patronal em que a empresa se enquadra (optativo o recolhimento da Contribuio Sindical Patronal por ocasio da constituioda empresa e at o dia 31 de janeiro de cada ano);

    Caixa Econmica Federal, para cadastramento no sistema Conectividade Social INSS/FGTS;

    Corpo de Bombeiros Militar.

    A Portaria 1428/93 do Ministrio da Sade estabelece a obrigatoriedade para todos osestabelecimentos que manipulam produtos alimentcios implantarem o sistema PAS(antigo APACC). As Boas Prticas de Fabricao so pr-requisitos fundamentais.

    RESOLUO RDC N 150, DE 13 DE ABRIL DE 2017 ANVISA, aprova oRegulamento Tcnico para a Fortificao das Farinhas de Trigo e das Farinhas deMilho com Ferro e cido Flico.

    Resoluo RDC n. 359 de 23.12.2003 - ANVISA, aprova o Regulamento Tcnico dePores de Alimentos Embalados para Fins de Rotulagem Nutricional.

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    Resoluo RDC n. 360 de 23.12.2003 - ANVISA, Aprova o Regulamento Tcnicosobre Rotulagem Nutricional de Alimentos Embalados, tornando obrigatria arotulagem nutricional, conforme anexo desta resoluo.

    Resoluo RDC n 171, de 04 de setembro de 2006, antiga Resoluo RDC n 12, de02 de janeiro de 2001 - ANVISA, Aprova o Regulamento Tcnico sobre padresmicrobiolgicos para alimentos.

    Resoluo RDC n 216, de 15 de setembro de 2004 ANVISA, Dispe sobreRegulamento Tcnico de Boas Prticas para Servios de Alimentao. Alm documprimento das exigncias anteriores, necessrio pesquisar na Prefeitura Municipalse a Lei de Zoneamento permite a instalao de loja de bolos e tortas no pontocomercial escolhido, alm de verificar a legislao da Secretaria de Sade local.

    O Sebrae local poder ser consultado para orientao.

    5. Estrutura

    Diversos so os fatores que influenciam na estrutura de uma empresa bolos e tortas, aquesto, porm o empresrio ter em mente qual ser a caracterstica do servioprestado, o foco de atuao e o porte. Toda a necessidade ser efetuada com basenessa capacidade inicial esperada e na quantidade de atendimentos a seremrealizados.

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    Para este tipo de trabalho exige-se um espao suficiente para oferecer comodidadeaos clientes. A definio de reas descrita a seguir, representa uma boa opo parauma loja de mdio porte:

    Balco de atendimento aos pedidos, que pode ser utilizado para exposio dosprodutos oferecidos;

    Servio de caixa onde, alm de receber os valores, podem-se oferecer produtos debomboniere;

    Salo com mesas para acomodao dos clientes (opcional);

    Espao para exposio de todos os produtos ofertados, utilizando equipamentosclimatizados;

    Cozinha para o preparo dos bolos e tortas, com pequeno depsito em anexo;

    Banheiros;

    Pequeno escritrio.

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    O empreendedor dever decidir se o atendimento aos pedidos ocorrer somente nobalco, ou se haver atendentes/garons na rea das mesas. Poder ser oferecido asduas opes de atendimento.

    aconselhvel dispor de estacionamento. Se no houver disponibilidade permanentede vagas pblicas nas proximidades indicado realizar convnio com estacionamentoprximo, isso se for o caso do empreendimento em questo.

    A parede e o teto devem estar conservados e sem rachaduras, goteiras, infiltraes,mofos e descascamentos. O piso deve ser de alta resistncia e durabilidade e de fcilmanuteno.

    A fachada da loja e a recepo podem auxiliar no processo de atrao de clientes etransmisso do conceito do empreendimento. Uma decorao interna alegre,aconhegante e leve, com temas especficos, pode criar uma atmosfera ldica aoambiente e encantar todos os tipos de clientes.

    Outros profissionais qualificados (arquitetos, engenheiros, decoradores) poderoajudar a definir as alteraes a serem feitas no imvel escolhido para funcionamentoda loja, orientando em questes sobre ergometria, fluxo de operao, design dosmveis, iluminao, ventilao, etc.

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    Na grande maioria, as empresas possuem estrutura simples, com apenas um pequenoescritrio para receber fornecedores, fazer a contabilidade e os pagamentos e umespao suficiente para depsito dos materiais.

    Pense em ambientes onde possam ser aproveitadas, quando couber, luz e ventilaonatural, evitando custos desnecessrios.

    No esquea de garantir acessibilidade s pessoas com deficincia ou com mobilidadereduzida.

    Caso o negcio atenda por pedidos virtuais (aplicativos, redes sociais, site da loja,entre outros), considerar um local para armazenagem, movimentao e logstica dedistribuio dos produtos comercializados.

    6. Pessoal

    A necessidade de pessoal, tal qual o tamanho da infraestrutura, depende diretamentedo porte do negcio. Geralmente baseado no volume de produtos ou de servios

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    oferecidos. Para uma casa de bolos e tortas, a qualificao dos profissionais o fatorchave para o sucesso do empreendimento, onde os(a) doceiros(a) e chefs, atravs desuas receitas, ditam o sucesso ou fracasso do mesmo.

    Para uma loja de bolos e tortas sugere-se comear com 04 empregados para oatendimento de balco e produo, sendo: 02 pessoas na linha de frente e 02 nacozinha. Se houver atendimento nas mesas, ser necessrio contratar mais 02atendentes. De acordo com a quantidade de horas que a loja permanecer aberta,haver necessidade de pessoal adicional, para completar os turnos de trabalho. Damesma forma, a carga de trabalho da cozinha definir a necessidade de pessoaladicional a ser contratado.

    Como o negcio de bolos e tortas altamente influenciado por datas comemorativasespeciais, o empreendedor poder decidir por contratao temporria para essesperodos de maior demanda. A deciso de atender clientes de maior porte, poratacado, exigir um dimensionamento especial no quantitativo de pessoas.

    A atividade de caixa pode ser exercida pelo empresrio ou por um dos atendentes porele designado. O atendimento personalizado e qualificado um item que merece amaior ateno do empresrio, procurando-se a manuteno e fidelizao da clientela.Como o crescimento nesse segmento de negcio depende da indicao de clientes, oatendimento exige uma ateno especial do empresrio. A qualificao deprofissionais aumenta o comprometimento com a empresa, eleva o nvel de retenode funcionrios, melhora a performance do negcio e diminui os custos trabalhistascom a rotatividade de pessoal.

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    O treinamento dos colaboradores deve desenvolver as seguintes competncias:

    - Capacidade de percepo para entender e atender as expectativas dos clientes;

    - Agilidade e presteza no atendimento;

    - Capacidade de apresentar e vender os servios da empresa;

    Esta relao do vendedor com o cliente pode significar um grande diferencial. Paraisso os funcionrios devero sempre passar por treinamento especfico em excelnciano atendimento, e o Sebrae oferece este tipo de capacitao.

    Deve-se estar atento para a Conveno Coletiva do Sindicato dos Trabalhadoresnessa rea, utilizando-a como balizadora dos salrios e orientadora das relaestrabalhistas, evitando, assim, conseqncias desagradveis.

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    O empreendedor pode participar de seminrios, congressos e cursos direcionados aoseu ramo de negcio, para manter-se atualizado e sintonizado com as tendncias dosetor.

    O Sebrae da localidade poder ser consultado para aprofundar as orientaes sobre operfil do pessoal e treinamentos adequados. No site do Sebrae tambm sodisponibilizados cursos online que capacitam para a atuao na empresa.

    Importante! Fique atento s novas regras da CLT, principalmente a questo deterceirizao.

    7. Equipamentos

    A definio do porte da loja fundamental para a aquisio dos equipamentos. O novoempresrio poder decidir quais equipamentos utilizar, dentre os citados a seguir:

    microcomputador completo;

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    uma impressora;

    linha telefnica;

    uma impressora de cupom fiscal;

    mesas, cadeiras, armrios, de acordo com o dimensionamento das instalaes;

    gaveteiro para guardar dinheiro, cheques e tickets de cartes de dbito e crdito;

    equipamento para recebimento atravs de cartes de dbito e crdito;

    vitrines com prateleiras e condicionamento trmico adequado para exposio dosprodutos;

    balco de atendimento;

    equipamentos e utenslios para cozinha industrial foges, fornos, geladeiras,liquidificadores, processadores, batedeiras, fritadeiras, panelas, etc;

    freezer vertical e horizontal;

    balco refrigerador com expositor;

    balco estufa com expositor;

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    utenslios de escritrio;

    veculo utilitrio a depender da necessidade da empresa.

    Ao fazer o layout da empresa, o empreendedor deve levar em considerao aambientao, decorao, ventilao e iluminao. Na rea externa, deve-se atentarpara a fachada, letreiros, carga e descarga, entradas, sadas e estacionamento.Busque orientao de um especialista (Engenheiro Civil ou Arquiteto).

    No caso de uma empresa pequena, deve-se levar em considerao a necessidade detodos os equipamentos acima especificados e o tipo, pois existem dos maissofisticados aos mais simples. Antes de comprar os equipamentos, pense no tipo deservio e qualidade exigida pelo pblico alvo para no gastar mais do que o necessrioou ficar com ociosidade em excesso.

    8. Matria Prima/Mercadoria

    A gesto de estoques no varejo a procura do constante equilbrio entre a oferta e ademanda. Este equilbrio deve ser sistematicamente aferido atravs de, entre outros,os seguintes trs importantes indicadores de desempenho:

    Giro dos estoques: o giro dos estoques um indicador do nmero de vezes em que o

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    capital investido em estoques recuperado atravs das vendas. Usualmente medidoem base anual e tem a caracterstica de representar o que aconteceu no passado.Ateno! Quanto maior for a freqncia de entregas dos fornecedores, logicamente emmenores lotes, maior ser o ndice de giro dos estoques, tambm chamado de ndicede rotao de estoques.

    Cobertura dos estoques: o ndice de cobertura dos estoques a indicao do perodode tempo que o estoque, em determinado momento, consegue cobrir as vendasfuturas, sem que haja suprimento.

    Nvel de servio ao cliente: o indicador de nvel de servio ao cliente para o ambientedo varejo de pronta entrega, isto , aquele segmento de negcio em que o cliente querreceber a mercadoria, ou servio, imediatamente aps a escolha; demonstra o nmerode oportunidades de venda que podem ter sido perdidas, pelo fato de no existir amercadoria em estoque ou no se poder executar o servio com prontido.

    Portanto, o estoque dos produtos deve ser mnimo, visando gerar o menor impacto naalocao de capital de giro. O estoque mnimo deve ser calculado levando-se em contao nmero de dias entre o pedido de compra e a entrega dos produtos na sede daempresa.

    O empreendedor pode optar pela comercializao adicional de outros produtos como:salgados, cafs, sucos, chs, itens de bombonierre, etc.

    Para a definio do mix de produtos a ser oferecido ao mercado, o empresrio devervisitar lojas estabelecidas, ouvir permanentemente seus clientes e ir fazendo

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    adaptaes ao longo do tempo.

    Como h uma grande variedade de servios, equipamentos e insumos importante oempreendedor estimar ou prever uma definio dos produtos a serem oferecidos.

    Essa definio s poder ser realizada aps uma detalhada descrio da estrutura,dos equipamentos e da produo esperada.

    Outros insumos so necessrios como materiais para embalagens, luvas e mscarasdescartveis, gua, materiais de limpeza, energia, gs, sacos laminados, outrosingredientes e materiais para o servio de alimentao. Portanto, bom estar atentopara todos os tipos de novidades, materiais e produtos usados diretamente eindiretamente nesse empreendimento.

    Pela importncia que tem no atendimento aos clientes e do impacto no Capital de Giro,o estoque deve ser controlado por sistema informatizado.

    Ateno! Considerar na definio do estoque o prazo de validade dos produtos e a

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    caracterstica de serem perecveis.

    9. Organizao do Processo Produtivo

    A organizao do processo produtivo de uma loja de doces e tortas no consideradomuito complicado, mas sim trabalhoso pois existem diversas variveis que podeminfluenciar na fabricao dos mesmos. Contudo, compreende diversas atividades eetapas que devem ser seguidas para manter uma boa qualidade dos servios eprodutos ofertados.

    A produo dos itens que sero comercializados dever ser realizada em rea isolada,de localizao estratgica, com fcil acesso ao espao de comercializao.

    O arranjo fsico essencial para uma empresa, e para sua definio necessrioconsiderar os seguintes aspectos:

    Otimizao de fluxos, minimizao de distncias entre os materiais, equipamentos eo local de utilizao;

    Manuteno da higiene e segurana no trabalho, criando um ambiente agradvel aostrabalhadores, diminuio dos problemas ergonmicos;

    Definio de entradas, sadas e via de circulao;

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    Definio do sistema de recebimento, transporte e armazenamento de materiais;

    Facilitao do controle de estoque de matrias-primas.

    Todos estes fatores sero fundamentais para que o layout da nova cozinha seja umambiente de produo agradvel do aspecto fsico e ergonmico pra trabalhadores,alm de proporcionar uma melhor adequao do espao a fim de buscar um melhorfluxo de produo, reduzindo tambm as necessidades de movimentao. Deve-seevitar a sada de odores, calor ou barulho caracterstico do local. Atentar, tambm paraos seguinte pontos:

    A visibilidade da cozinha hoje um fator muito importante para que o cliente percebaos cuidados com o preparo dos alimentos, a higiene e a limpeza.

    Os produtos devem ser expostos em balces climatizados, em estufas, ou emgeladeiras ou freezers.

    A exposio deve ter boa visibilidade e integrar-se ao ambiente de forma harmnica.

    Pode ser adotada a prtica de self-service, atravs de gndolas e prateleiras externasao balco.

    Balco de atendimento o local onde os clientes faro seus pedidos e sero

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    atendidos.

    A entrega dos produtos adquiridos poder ocorrer em rea destinada para esse fim,nas proximidades do caixa.

    Salo com mesas para os clientes, se houver, deve ser o espao mais nobre eamplo, e de fcil acesso, deve corresponder aproximadamente a 60% da rea total daloja. Pode estar localizado em rea externa, desde que oferea comodidade. Noesquecer as cadeiras para crianas e nem do acesso aos portadores de necessidadesespeciais.

    Caixa Espao destinado ao recebimento do valor das vendas.

    Administrao Pequeno espao destinado s atividades de compra erelacionamento com fornecedores, controle de estoques, controle de contas a pagar,atividades de recursos humanos, controle financeiro e de contas bancrias,acompanhamento do desempenho do negcio e outras que o empreendedor julgarnecessrias para o bom andamento do empreendimento.

    A variao depender do tamanho da produo e automao necessria e desejadapara um produto de melhor qualidade. Cada etapa mencionada deve ser entendida epensada antes de iniciar a produo. Indicamos a elaborao de um Plano de Negciopara adequao realidade de cada negcio.

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    10. Automao

    Automao a informatizao de todas as operaes internas da empresa, bem comoa integrao desses processo internos com fornecedores, bancos, servios deproteo ao crdito, operadoras de carto de crdito, entre outros, e at mesmo comos consumidores. O desenvolvimento da automao d-se, a princpio, com aimplantao de equipamentos e a substituio dos procedimentos e rotinas manuaispor procedimentos automticos, at chegar utilizao de ferramentas quepossibilitam maior controle e melhor gesto do negcio, reduzindo erros e obtendorentabilidade e competitividade.

    H no mercado uma boa oferta de sistemas para gerenciamento de empresas dosmais variados portes e tipos. Esses softwares possibilitam:

    Em vendas, o registro de vendas ao consumidor; emisso de nota/cupom fiscal;preenchimento/liberao de cheques; pesagem de produtos; carto de crdito/dbito;devolues/troca; promoes/descontos;

    Concesso de crdito, entrega domiciliar, televendas, listas de casamento;

    Preos e condies de pagamentos, tquete discriminado, promoes;

    Pedido de compra e reposio automtica e contnua (deciso e comunicao viaEDI);

    Recepo de mercadorias, armazenamento e movimentao,

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    Roteirizador de entrega;

    Margens/markup;

    Pesquisa de preos;

    Rentabilidade/lucratividade;

    Controle de estoques;

    Controle do caixa geral;

    Contabilidade, inventrio, registros fiscais, contas a pagar e a receber;

    Gesto de categorias de produtos;

    Perfil de cliente e mala-direta de ofertas, promoes, etc;

    Cadastro de equipamentos,

    Gerenciamento de servios dos empregados, controle de comissionamento, etc.

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    O ideal tambm que o aplicativo ou software adquirido seja adequado ao sistema umbanco de dados o cadastro relacionados ao numero global de item comercial (GTIN),que deve ter um cdigo de barras, onde hoje utilizado pelo varejo o EAN-13, EAN-8 eUPC-A.

    Portanto, a automao a ser exigida ir depender diretamente do tamanho doempreendimento a ser montado, e o uso de sistemas de automao mais complexos esofisticados s se justifica para empresas de maior porte.

    Tambm podem ser automatizados alguns servios de cozinha tais como mquinas deassar pes e bolos, masseiras e centrfugas.

    Outro aspecto importante para se automatizar a segurana, onde podemos encontrarno mercado kit cftv (circuito fechado de televiso) digital com visualizao tambmatravs da internet, alm de alarmes e sensores de deteco de chamas, calor oufumaa que possam identificar um princpio de incndio.

    11. Canais de Distribuio

    O canal de distribuio a prpria loja.

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    Uma alternativa implantar sistema delivery: o cliente escolhe os produtos pelaInternet e faz o pedido por telefone ou atravs do prprio site, recebendo os produtosem casa. Este sistema traz comodidade para o cliente e a possibilidade dodesenvolvimento de estratgias personalizadas por parte do empreendedor. Nessescasos, o empreendedor dever definir estratgia que possibilite o equilbrio dasmargens de lucratividade, estabelecendo valores mnimos de pedidos que possam serentregues em domiclio,podendo neste caso terceirizar a entrega para um motoboy.

    12. Investimento

    Investimento compreende todo o capital empregado para iniciar e viabilizar o negcioat o momento de sua auto-sustentao. Pode ser caracterizado como:

    Investimento fixo compreende o capital empregado na compra de imveis,equipamentos, mveis, decorao, utenslios, instalaes, reformas etc.;

    Investimentos pr-operacionais so todos os gastos ou despesas realizadas comprojetos, pesquisas de mercado, registro da empresa, honorrios profissionais eoutros;

    Os investimentos necessrios, em mdia, para uma empresa de pequeno porte estodescritos abaixo:

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    Reforma e adaptaes do Imvel - 19.700,00

    Mveis e equipamentos - 86.400,00

    1 Impressora Fiscal - 2.300,00

    1 Balco de recepo - 1.300,00

    1 Expositores - 3.950,00

    1 Balco refrigerado - 3,600,00

    1 Fogo Industrial 4 bocas c/forno - 1.600,00

    1 Liquidificador Industrial (8 lts.) - 1.100,00

    1 Extrator de sucos - 270,00

    1 Refrigerador (300 lts.) - 2.000,00

    1 Refrigerador Industrial - 7.500,00

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    2 Coifas Inox - 5.500,00

    4 Exaustor axial - 1.300,00

    Utenslios diversos - 7.900,00

    2 Carros para detritos - 2.300,00

    2 Balanas digital - 1.300,00

    10 jogos Mesa e cadeiras - 6.600,00

    Decorao e Marketing - 5.900,00

    Insumos - 32.750,00

    Administrao e Vendas - 8.600,00

    2 Mesa e cadeira - 3.950,00

    1 Computador e impressora - 2.650,00

    Mesas cadeira e arquivo e prateleiras - 2.000,00

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    TOTAL GERAL 207.820,00

    O investimento necessrio para abertura da empresa ir variar segundo fatores taiscomo: equipamentos utilizados, tamanho da equipe quantidade de eventos e festas eservios oferecidos. Assim, os valores acima descritos servem apenas como refernciapara o empreendedor.

    13. Capital de Giro

    Alm do investimento fixo descrito anteriormente no captulo "instalaes" e itens doativo imobilizado, a empresa dever ter um montante de recursos financeirosnecessrio para manter para sustentar as operaes do dia-a-dia, ou seja, garantirfluidez dos ciclos de caixa. Ele precisa de controle permanente, pois tem a funo deminimizar o impacto das mudanas no ambiente de negcios no qual a empresa atual.O capital de giro funciona com uma quantia imobilizada no caixa (inclusive banco) daempresa para suportar as oscilaes de caixa.

    O capital de giro regulado pelos prazos praticados pela empresa, so eles: prazosmdios recebidos de fornecedores (PMF); prazos mdios de estocagem (PME) eprazos mdios concedidos a clientes (PMC).

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    Para se calcular o ciclo operacional ou ciclo de caixa, utilizamos a frmula abaixo:

    CC = PMC + IME - PMP, onde

    CC = Ciclo de Caixa ou Ciclo Operacional;

    PMC = Perodo Mdio de Cobrana tempo mdio das datas de vendas a prazopraticado pela empresa;

    IME = Idade Mdia dos Estoques prazo mdia de permanncia das mercadorias /produtos / materiais em estoque (Giro de estoque);

    PMP = Perodo Mdio dos Pagamentos prazo mdio praticado nas contas a pagar.

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    Pois bem, vejamos isso substituindo os termos da frmula:

    CC = AC - PC, onde AC = Ativo Circulante e PC = Passivo Circulante, CC = PMC +IME PMP

    Ora, sabemos que a formula para se calcular o capital de Giro (CG) :

    CG = AC PC, donde conclumos que CC = CG

    Um Ciclo de Caixa da empresa calculado pelo nmero de dias transcorridos entre adata do pagamento de duplicatas a pagar at a data de recebimento de duplicatas areceber.

    O Giro de Caixa pode ser calculado atravs da seguinte formula:

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    GC=360/

    Quanto maior o prazo concedido aos clientes e quanto maior o prazo de estocagem,maior ser sua necessidade de capital de giro. Portanto, manter estoques mnimosregulados e saber o limite de prazo a conceder ao cliente pode melhorar muito anecessidade de imobilizao de dinheiro em caixa.

    Se o prazo mdio recebido dos fornecedores de matria-prima, mo- de-obra, aluguel,impostos e outros forem maiores que os prazos mdios de estocagem somada aoprazo mdio concedido ao cliente para pagamento dos produtos, a necessidade decapital de giro ser positiva, ou seja, necessria a manuteno de dinheiro disponvelpara suportar as oscilaes de caixa. Neste caso um aumento de vendas implicatambm em um aumento de encaixe em capital de giro. Para tanto, o lucro apurado daempresa deve ser ao menos parcialmente reservado para complementar estanecessidade do caixa.

    Se ocorrer o contrrio, ou seja, os prazos recebidos dos fornecedores forem maioresque os prazos mdios de estocagem e os prazos concedidos aos clientes parapagamento, a necessidade de capital de giro negativa. Neste caso, deve-se atentarpara quanto do dinheiro disponvel em caixa necessrio para honrar compromissosde pagamentos futuros (fornecedores, impostos). Portanto, o empresrio dever evitara retirada de valores alm do pr-labore estipulado, devido que no incio todo recursoque entrar na empresa, nela dever permanecer, possibilitando o crescimento e aexpanso do negcio. Com isso a empresa poder alcanar mais rapidamente sua

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    auto-sustentao, reduzindo as necessidades de capital de giro e agregando maiovalor ao novo negcio.

    Um fluxo de caixa, com previso de saldos futuros de caixa deve ser implantado naempresa para a gesto competente da necessidade de capital de giro. S assim asvariaes nas vendas e nos prazos praticados no mercado podero ser geridas compreciso.

    Destaca-se que este tipo de negcio possibilita ao empreendedor somente adquirir osinsumos necessrios aps fechar algum negcio, diminuindo a necessidade de capitalde giro.

    No caso de uma loja de bolos e tortas, o empresrio deve reservar em torno de 30%do total de investimento inicial para o capital de giro.

    14. Custos

    So todos os gastos realizados na produo e que sero incorporados posteriormenteno preo dos produtos ou servios prestados, como: aluguel, gua, luz, salrios,honorrios profissionais, despesas de vendas, matria- prima e insumos consumidosno processo de produo. O cuidado na administrao e reduo de todos os custos

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    envolvidos na compra, produo e venda de produtos ou servios que compem onegcio, indica que o empreendedor poder ter sucesso ou insucesso, na medida emque encarar como ponto fundamental a reduo de desperdcios, a compra pelomelhor preo e o controle de todas as despesas internas. Quanto menores os custos edespesas, maior a chance de ganhar no resultado final do negcio e menor tambmser a necessidade de disponibilidade de capital de giro, liberando recursos paranovos investimentos produtivos ou aumentando a lucratividade e rentabilidade doempreendimento.

    Ao abrir uma loja de Bolos e Tortas importante conhecer a estrutura dos gastosdessa operao, tanto na fabricao dos produtos, como na comercializao; tambm importante conhecer a correta classificao os componentes do preo em categoriasde gastos, a saber:

    Custos so os gastos realizados com a aquisio ou processamento de um bem ouservio at que este esteja pronto para sua comercializao. Por exemplo, nasatividades produtivas, temos o custo das mercadorias produzidas, que o montante degastos realizado para que o Bolo e a Torta estejam prontos para a comercializao

    Despesas so os gastos necessrios para a manuteno do negcio e para agerao de receitas. Por exemplo, a energia consumida no estabelecimento Comercialou os gastos com Propaganda e Publicidade.

    Gastos Fixos so os gastos que ocorrem na empresa, independentemente dosservios executados. Por exemplo, o aluguel pago pelas instalaes da empresa;

    Gastos variveis so aqueles que ocorrem na empresa e variam de acordo com aproduo e/ou execuo dos produtos e servios. Por exemplo, os impostos queincidem sobre a comercializao das mercadorias.

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    Os custos e despesas tpicos deste tipo de empreendimento devem ser estimadosconsiderando pelo menos os itens abaixo, quando houver:

    Salrios, comisses e encargos - Valor mensal = 16.000,00 Valor anual = 210.000,00

    Tributos, impostos e taxas - Valor mensal = 5.600,00 - Valor anual = 67.500,00

    Aluguel, condomnio, segurana - Valor mensal = 2.600,00 - Valor anual = 31.500,00

    gua, Luz,Tel/internet - Valor mensal = 1.000,00 - Valor anual = 12.500,00

    Limpeza, higiene, manuteno - Valor mensal = 800,00 - Valor anual = 9.500,00

    Assessoria contbil - Valor mensal = 1.000,00 - Valor anual = 12.500,00

    Propaganda e Publicidade - Valor mensal = 1.500,00 - Valor anual = 17.000,00

    Matria-prima e insumos - Valor mensal = 9.500,00 - Valor anual = 110.000,00

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    TOTAL - Valor mensal = 38.000,00 - Valor anual = 470.500,00

    Obs.: Valores de referncia(2017) para uma empresa com as dimenses apresentadasaqui. Estima-se que o custo represente aproximadamente 75% a 80% da receita totalestimada. (*) Valor mensal multiplicado por 13 meses.

    Este conhecimento fator crtico de sucesso para o empresrio conhecer, controlar emelhorar seus gastos, de forma a manter os preos competitivos. Facilita tambm asdecises para formao dos preos, compatibilizando custos X faturamento X lucro.

    Para formar o preo de venda das mercadorias e tomar decises financeiras necessria conhecer:

    A Margem de Contribuio - MC (ou Lucro Bruto), que a diferena entre a ReceitaBruta, deduzindo os valores das despesas variveis de venda (comisses, fretes eoutras), dos impostos e do custo da mercadoria vendida (CMV). A MC tem esse nome,porque o lucro bruto contribui para pagar as despesas da operao (ou fixas) e formaro lucro.

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    As despesas fixas (ou operacionais).

    O Lucro Operacional, que o resultado da subtrao da Margem de Contribuio,dos custos operacionais. Essa informao muito importante porque indica se aOperao Comercial vivel.

    O Lucro Lquido, que o resultado final da apurao de resultados da Operao,depois de deduzidas as despesas no operacionais (p.ex. Juros de emprstimos) esomadas as receitas no operacionais (p.ex. o ganho na venda de um equipamento jdepreciado). Essa informao muito importante, porque indica se a OperaoComercial lucrativa e rentvel. A partir dela, o empresrio pode analisar alucratividade do Comrcio (Lucro Lquido/ Receita Bruta) e a Rentabilidade doinvestimento (Lucro Lquido/ Investimento).

    O Ponto de Equilbrio Contbil, que o valor de faturamento mnimo para que oComrcio pague todas as despesas e custos e tenha um lucro igual zero. Pode sercalculado o Ponto de Equilbrio Econmico, quando se estima um determinado valor delucro desejado. A frmula de projeo do Ponto de Equilbrio Econmico umaimportante ferramenta empresarial, pela qual os empresrios podem fixar as metas devendas a serem atingidas. A apurao mensal dos resultados permite a verificao doacerto na formao dos preos de venda. O empresrio pode tomar decisesimportantes a partir desses indicadores, como por exemplo iniciar uma campanha dedescontos ou promoes de Bolos e Tortas. As frmulas so as seguintes:

    Ponto de Equilbrio Contbil = Despesas Fixas/ % MC (mdio)'

    Ponto de Equilbrio Econmico = Despesas Fixas + Lucro desejado/ % MC (mdio)'

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    Preo de Venda, para se formar o preo de venda dos produtos, basta substituir nafrmula:

    PV = CMV (unitrio) onde,

    100% (% DV + % MC)

    PV = Preo de Venda

    CMV = Custo da Mercadoria Vendida

    DV = Despesas Variveis

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    MC = Margem de Contribuio

    IMPORTANTE: Para facilitar o clculo da formao dos preos de venda nas prximasaquisies de insumos, o empresrio poder utilizar o mesmo ndice encontrado nodenominador 100% - (%DV + %MC). ndice conhecido como Mark- up. Porexemplo, no preo hipottico da Torta Holandesa, temos:

    Preo da Torta = R$ 11,00

    Custo da Torta = R$ 4,10

    R$ 11,00/ R$ 4,10 = 2,6829 (Mark-up)

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    Se o Custo da Torta passar de $4,10 para $4,30, o novo preo de venda ser ($4,30 x2,6829 = $11,54).

    A deciso final sobre os preos de venda deve considerar, tambm as estratgiasmercadolgicas e pesquisas sobre os preos praticados pelos concorrentes e acomparao com os preos da sua loja. Nessa comparao, alguns preos estaroacima da mdia de mercado, outros iguais e outros abaixo. A deciso leva em conta,tambm informaes sobre a anlise de Lucro X Volume X Custos, que indicar asvariaes de lucro, volume de vendas e custos, quando se fixa um determinado nvelde preo.

    15. Diversificao/Agregao de Valor

    Diversificar uma deciso fundamental para qualquer negcio, mas exigeplanejamento. O importante diversificar sua linha de produtos, mas manter o focooriginal do negcio. No caso de tortas e bolas, uma das formas de diversificao atravs da oferta de tortas temticas, feitas de acordo com o tema que ser adotadopara a ocasio. Estar atento s tendncias e inovaes, tambm uma estratgiainteligente.

    Inovao oferecer um produtos ou servio novo, que traga impactos econmicossignificativos. A inovao tambm se estende ao marketing, organizao e aosprocessos de negcio.

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    Sustentabilidade manter uma empresa economicamente vivel, socialmente justa eecologicamente correta.

    Outra estratgia de diversificao, que agrega valor, desenvolver produtos da linhadiet e light, ou aqueles que por motivo de doenas no podem consumir acar ouglten. Outro detalhe importante a vitrine visualmente bem explorada, ela o pontodo desejo de consumo, e o ser humano se sente atrado por formas, cores e texturasvisualmente sedutoras.

    A inovao no ponto de venda requer hoje um fator fundamental que a tecnologia.Televisores a led com veiculao de vdeos, fotos e outros tipos de arquivo, tm acapacidade de comunicao instantnea no momento da compra, sendo responsvelpor incrementos de venda.Inovar um processo fundamental para o sucesso doempreendimento, manter sempre receitas exclusivas e agregar novidades, como: bolospersonalizados com fotos produzidas pelo prprio cliente, como tambm imagens efotos de heris de desenho animado e filmes infantis, paisagens e obras de arte.

    Um detalhe importante manter uma rea para a degustao, apresentando sempreas novidades e variedades para atrair os clientes.

    O atendimento pessoal qualificado um fator que agrega valor de alto significado parao cliente. fundamental, na construo de relacionamento duradouro, conhecer quemso os clientes e entender suas necessidades e desejos.

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    Saber como andam os concorrentes muito importante, e vale a pena fazer pesquisasa fim de conhecer os servios que esto sendo adicionados.

    16. Divulgao

    A propaganda um importante instrumento para tornar a empresa e seus servios eprodutos conhecidos pelos clientes potenciais. O objetivo da propaganda construiruma imagem positiva frente aos clientes e tornar conhecidos os servios oferecidospela empresa. A mdia mais adequada aquela que tem linguagem associada aopblico-alvo, se enquadra no oramento do empresrio e tem maior penetrao ecredibilidade junto ao cliente.

    Podero ser usados todos os canais de propaganda, de acordo com o porte doempreendimento e a capacidade de investimento do empreendedor. Um pequenoestabelecimento poder utilizar-se de panfletos a serem distribudos de forma dirigida,em locais de grande circulao de pessoas (prximos ao estabelecimento), ou nobairro onde est localizado. Possuir cartes de visitas para entregar aos clientes epotenciais clientes bastante recomendado.

    Alguns itens so importantes para chamar ateno do consumidor no ponto de vendadentre eles a adequada exposio, uso de displays, adesivao, totens, folhetosexplicativos sobre a qualidade do produto e servio, porm a possibilidade devisualizar e poder atestar a sua qualidade so essenciais para impulsionar o cliente aadquirir o seu produto.

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    Oferecer descontos e cartes fidelidade so sempre uma boa forma de estimular asvendas. Outra forma bastante eficaz para o segmento de loja de bolos e tortas convidar clientes potenciais para conhecer a qualidade dos produtos oferecidos.

    O empreendedor deve sempre entregar o que foi prometido e, quando puder, superaras expectativas do cliente. Ao final, a melhor propaganda ser feita pelos clientessatisfeitos e bem atendidos.

    Na medida do interesse e das possibilidades, podero ser utilizados anncios emjornais de bairro, jornais de grande circulao, rdio, revistas, outdoor e internet.Entretanto, o contato pessoal imprescindvel particularmente para aquelesempreendedores que se propem a atender as grandes empresas compradoras.

    Outro meio de divulgao que tem crescente sucesso so as redes sociais (facebook,twitter, alm do instagram para voc compartilhar sua marca). As redes sociais soplataformas de comunicao interativa que permitem ter contatos e mandarmensagens e fotos completamente de graa. Assim, so uma das formas mais fceis eprticas de entrar em contato com o seu pblico-alvo. Essas ferramentas so umamaneira de divulgar sua marca a um baixo custo e oferecer um retorno imediato.

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    "Em uma pesquisa divulgada por uma das gigantes das empresas de consultoria, aPricewaterhouseCoopers (PwC), constatou-se que 77% dos brasileiros tiveram suasrecentes decises de compra influenciadas diretamente pelas redes sociais e essedado to impressionante quanto importante para podermos nos posicionar bem eaproveitarmos essa grande tendncia do mercado nacional". (BEZERRA, P. 2015).

    Quando h promoes os clientes ficam sabendo pelas redes sociais e sempreaparecem procurando os itens que so colocados com preos mais baixos, masacabam levando outras coisas tambm.

    Verificar tambm a possibilidade de divulgao atravs de sites de compra coletiva,onde vende-se o produto por um preo reduzido a uma grande quantidade de pessoas. uma maneira excelente de fazer os clientes conhecerem os produtos e depoisvoltarem a consumi-los.

    17. Informaes Fiscais e Tributrias

    O segmento de CASA DE BOLOS E TORTAS, assim entendido pela CNAE/IBGE(Classificao Nacional de Atividades Econmicas) 1091-1/02 como atividade decomrcio varejista de bolos, tortas e outros produtos de padaria com vendapredominante de produtos produzidos no prprio estabelecimento, poder optar peloSIMPLES Nacional - Regime Especial Unificado de Arrecadao de Tributos eContribuies devidos pelas ME (Microempresas) e EPP (Empresas de PequenoPorte), institudo pela Lei Complementar n 123/2006, desde que a receita bruta anualde sua atividade no ultrapasse a R$ 360.000,00 (trezentos e sessenta mil reais) paramicro empresa R$ 3.600.000,00 (trs milhes e seiscentos mil reais) para empresa depequeno porte e respeitando os demais requisitos previstos na Lei.

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    Nesse regime, o empreendedor poder recolher os seguintes tributos e contribuies,por meio de apenas um documento fiscal o DAS (Documento de Arrecadao doSimples Nacional), que gerado no Portal do SIMPLES Nacional (http://www8.receita.fazenda.gov.br/SimplesNacional/):

    IRPJ (imposto de renda da pessoa jurdica); CSLL (contribuio social sobre o lucro); PIS (programa de integrao social); COFINS (contribuio para o financiamento da seguridade social); ICMS (imposto sobre circulao de mercadorias e servios); INSS (contribuio para a Seguridade Social relativa a parte patronal).

    Conforme a Lei Complementar n 123/2006, as alquotas do SIMPLES Nacional, paraesse ramo de atividade, variam de 4% a 11,61%, dependendo da receita bruta auferidapelo negcio. No caso de incio de atividade no prprio ano-calendrio da opo peloSIMPLES Nacional, para efeito de determinao da alquota no primeiro ms deatividade, os valores de receita bruta acumulada devem ser proporcionais ao nmerode meses de atividade no perodo.

    Se o Estado em que o empreendedor estiver exercendo a atividade concederbenefcios tributrios para o ICMS (desde que a atividade seja tributada por esseimposto), a alquota poder ser reduzida conforme o caso. Na esfera Federal poderocorrer reduo quando se tratar de PIS e/ou COFINS.

    MEI (Microempreendedor Individual): para se enquadrar no MEI o CNAE de suaatividade deve constar e ser tributado conforme a tabela da Resoluo CGSN n94/2011 - Anexo XIII(http://www.receita.fazenda.gov.br/legislacao/resolucao/2011/CGSN/Resol94.htm ),Neste caso, este segmento no pode se enquadrar no MEI, conforme Res. 94/2001.

    Para este segmento, tanto ME ou EPP, a opo pelo SIMPLES Nacional sempre sermuito vantajosa sob o aspecto tributrio, bem como nas facilidades de abertura doestabelecimento e para cumprimento das obrigaes acessrias.

    Fundamentos Legais: Leis Complementares 123/2006 (com as alteraes das LeisComplementares ns 127/2007, 128/2008 e 139/2011) e Resoluo CGSN - Comit

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    Gestor do Simples Nacional n 94/2011.

    18. Eventos

    EXPO PARQUES E FESTAS - Feira de Produtos e Servios para Parques Temticos,Buffets e Festas

    Website: http://www.expocnorte.com.br

    FEIRA INTERNACIONAL DE PRODUTOS E SERVIOS PARA ALIMENTAO FORADO LAR - FISPAL

    Website: http://www.fispal.com

    FEIRA INTERNACIONAL DE PRODUTOS, EMBALAGENS, EQUIPAMENTOS,ACESSRIOS E SERVIOS PARA ALIMENTAO FISPAL NORDESTE

    Website: http://www.fispal.com

    FEIRA INTERNACIONAL DE PANIFICAO, CONFEITARIA E VAREJOINDEPENDENTE DE ALIMENTOS FIPAN

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    Website: http://www.fipan.com.br

    19. Entidades em Geral

    SERVIO BRASILEIRO DE APOIO AS MICRO E PEQUENAS EMPRESAS - SEBRAE

    Regional mais prximo em http://www.sebrae.com.br.

    ASSOCIAO BRASILEIRA DA INDSTRIA DE PANIFICAO E CONFEITARIA ABIP

    SHN QUADRA 02, BLOCO H, 30 LJ 55 SOBRELOJA MIX METROPOLITANFLAT BRASILIA-DF

    Telefone: (61) 3327-3332

    Website: http://www.abip.org.br

    MINISTRIO DA SADE

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    http://WWW.SAUDE.GOV.BR

    AGNCIA NACIONAL DE VIGILNCIA SANITRIA ANVISA

    Website: http://www.anvisa.gov.br

    PROCURAR NA LOCALIDADE:

    SINDICATO DA INDSTRIA DE PANIFICAO E CONFEITARIA

    CURSOS: SERVIO NACIONAL DE APRENDIZAGEM COMERCIAL (SENAC)

    Website: http://www.senac.br/

    ASSEBI - ASSOCIAO DE EMPRESAS DE BUFFET INFANTIL - SO PAULO

    Telefone: (11) 3801-9684

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    Website: http://www.assebi.com.br

    E-mail: [email protected]

    RECEITA FEDERAL BRASLIA - DF

    Website: http://www.receita.fazenda.gov.br

    SNDC SISTEMA NACIONAL DE DEFESA DO CONSUMIDOR

    Website: http://www.mj.gov.br/dpdc/sndc.htm

    CURSOS:

    SERVIO NACIONAL DE APRENDIZAGEM COMERCIAL (SENAC) - Cursos Tcnicosde gastronomia e confeitaria

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    Website: http://www.senac.br/

    SEBRAE - Cursos de Gesto da Pequena Empresa.

    20. Normas Tcnicas

    Norma tcnica um documento, estabelecido por consenso e aprovado por umorganismo reconhecido que fornece para um uso comum e repetitivo regras, diretrizesou caractersticas para atividades ou seus resultados, visando a obteno de um grautimo de ordenao em um dado contexto. (ABNT NBR ISO/IEC Guia 2).

    Participam da elaborao de uma norma tcnica a sociedade, em geral, representadapor: fabricantes, consumidores e organismos neutros (governo, instituto de pesquisa,universidade e pessoa fsica).

    Toda norma tcnica publicada exclusivamente pela ABNT Associao Brasileira deNormas Tcnicas, por ser o foro nico de normalizao do Pas.

    1. Normas especficas para uma Casa de bolos e tortas

    ABNT NBR 15635:2008 - Servios de alimentao - Requisitos de boas prticashiginico-sanitrias e controles operacionais essenciais.

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    Esta Norma especifica os requisitos de boas prticas e dos controles operacionaisessenciais a serem seguidos por estabelecimentos que desejam comprovar edocumentar que produzem alimentos em condies higinico sanitrias adequadaspara o consumo.

    ABNT NBR ISO 22000:2006 Verso Corrigida:2006 - Sistemas de gesto dasegurana de alimentos - Requisitos para qualquer organizao na cadeia produtiva dealimentos

    Esta Norma especifica requisitos para o sistema de gesto da segurana de alimentos,onde uma organizao na cadeia produtiva de alimentos precisa demonstrar suahabilidade em controlar os perigos, a fim de garantir que o alimento est seguro nomomento do consumo humano.

    2. Normas aplicveis na execuo de uma Casa de bolos e tortas

    ABNT NBR 14518:2000 - Sistemas de ventilao para cozinhas profissionais.

    Esta Norma estabelece os princpios gerais para projeto, instalao, operao emanuteno de sistemas de ventilao para cozinhas profissionais, com nfase nasegurana contra incndio e no controle ambiental.

    ABNT NBR 14171:1998 - Forno industrial a gs - Requisitos de segurana.

    Esta Norma estabelece requisitos para a operao, com segurana, de fornosempregados na indstria alimentcia, que utilizam gs como combustvel. p>

    ABNT NBR ISO 23953-2:2009 - Expositores refrigerados - Parte 2: Classificao,

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