Cbc livro lingua estrangeira

download Cbc livro lingua estrangeira

of 72

  • date post

    13-Apr-2017
  • Category

    Education

  • view

    327
  • download

    0

Embed Size (px)

Transcript of Cbc livro lingua estrangeira

  • PROPOSTA CURRICULAR

    SECRETARIA DE ESTADO DE EDUCAO

    DE MINAS GERAIS

    L

    NGUA

    EST

    RANG

    EIRA

    ENSI

    NO

    S FU

    ND

    AM

    ENTA

    L E

    MD

    IO

  • AutoraReinildes Dias

  • GovernadorAcio Neves da Cunha

    Vice-GovernadorAntnio Augusto Junho Anastasia

    Secretria de Estado de EducaoVanessa Guimares Pinto

    Chefe de GabineteFelipe Estbile Morais

    Secretrio Adjunto de Estado de Educao Joo Antnio Filocre Saraiva

    Subsecretria de Informaes e Tecnologias EducacionaisSnia Andre Cruz

    Subsecretria de Desenvolvimento da Educao BsicaRaquel Elizabete de Souza Santos

    Superintendente de Ensino Mdio e Profi ssionalJoaquim Antnio Gonalves

  • Sumrio

    Ensino Fundamental de 6 a 9 srie e Ensino MdioAspectos Tericos - Metodolgicos1 - Introduo2 - Razes para se Ensinar Lngua Estrangeira3 - Diretrizes Gerais para o Ensino de Lngua Estrangeira4 - Diretrizes: As Quatro Habilidades Comunicativas5 - Novas Tecnologias e o Ensino de Lnguas Estrangeiras6 - Critrios para a Seleo de Contedos7 - Orientaes Pedaggicas 34

    CBC de Lngua Estrangeira do Ensino Fundamental da 6 9 srie1 - Eixo Temtico - Recepo e Produo de Textos Orais e Escritos de Gneros Textuais Variados em Lngua Estrangeira

    Ensino Mdio1 - Programa Curricular 54

    CBC para o 1 Ano do Ensino Mdio1 - Eixo Temtico - Recepo e Produo de Textos Orais e Escritos de Gneros Textuais Variados em Lngua Estrangeira

    Contedos Complementares de Lngua Estrangeira1 - Contedos Complementares de Lngua Estrangeira do Ensino Mdio

    Bibliografi a Bibliografi a 71

    11111213223032

    46

    56

    62

  • Estabelecer os conhecimentos, as habilidades e as competncias a serem adquiridos pelos alunos na educao bsica, bem como as metas a serem alcanadas pelo professor a cada ano, uma condio indispensvel para o sucesso de todo sistema escolar que pretenda oferecer servios educacionais de qualidade populao. A defi nio dos contedos bsicos comuns (CBC) para os anos fi nais do ensino fundamental e para o ensino mdio constitui um passo importante no sentido de tornar a rede estadual de ensino de Minas num sistema de alto desempenho.

    Os CBC no esgotam todos os contedos a serem abordados na escola, mas expressam os aspectos fundamentais de cada disciplina, que no podem deixar de ser ensinados e que o aluno no pode deixar de aprender. Ao mesmo tempo, esto indicadas as habilidades e competncia que ele no pode deixar de adquirir e desenvolver. No ensino mdio, foram estruturados em dois nveis, para permitir uma primeira abordagem mais geral e semiquantitativa no primeiro ano e um tratamento mais quantitativo e aprofundado no segundo ano.

    A importncia dos CBCs justifi ca tom-los como base para a elaborao da avaliao anual do Programa de Avaliao da Educao Bsica (PROEB), para o Programa de Avaliao da Aprendizagem Escolar (PAAE) e para o estabelecimento de um plano de metas para cada escola. O progresso dos alunos, reconhecidos por meio dessas avaliaes, constitui a referncia bsica para o estabelecimento de sistema de responsabilizao e premiao da escola e de seus servidores. Ao mesmo tempo, a constatao de um domnio cada vez mais satisfatrio desses contedos pelos alunos gera conseqncias positivas na carreira docente de todo professor.

    Para assegurar a implantao bem-sucedida do CBC nas escolas, foi desenvolvido um sistema de apoio ao professor que inclui: cursos de capacitao, que devero ser intensifi cados a partir de 2008, e o Centro de Referncia Virtual do Professor (CRV), o qual pode ser acessado a partir do stio da Secretaria de Educao (http://www.educacao.mg.gov.br). No CRV se encon-tra sempre a verso mais atualizada dos CBCs, orientaes didticas, sugestes de planejamento de aulas, roteiros de atividades e frum de discusses, textos didticos, experincias simuladas, vdeos educacionais, etc., alm de um Banco de Itens. Por meio do CRV os professores de todas as escolas mineiras tm a possibilidade de ter acesso a recursos didticos de qualidade para a or-ganizao do seu trabalho docente, o que possibilitar reduzir as grandes diferenas que existem entre as vrias regies do Estado.

    Vanessa Guimares Pinto

    Apresentao

  • 10

  • 11

    Aspectos Tericos -Metodolgicos

    1. Introduo

    Esta proposta ancora-se em dois aspectos bsicos do processo de ensino e aprendizagem de lngua estrangeira: primeiro, a realidade na qual est inserido, ou seja, o contexto de aplicao e seu pblico-alvo; segundo, os pressupostos terico-prticos que servem de apoio para o desenvol-vimento desse processo. Esses aspectos servem de suporte para as decises relacionadas ao com-ponente metodolgico e aos procedimentos didticos adotados, incluindo as decises relativas escolha da(s) lngua(s) estrangeira(s) para compor o currculo escolar.

    O objetivo primordial das aes pedaggicas propostas o desenvolvimento das habilida-des necessrias para que o aluno possa lidar com as situaes prticas do uso da lngua estrangeira, tendo em vista sua competncia comunicativa, tanto na modalidade oral quanto na escrita, pau-tando-se pela fl exibilidade nas escolhas dos procedimentos didticos. Adota-se uma abordagem comunicativa com nfase no desenvolvimento de habilidades para o uso da lngua estrangeira em situaes reais de comunicao.

    Essencial a noo de aprendizagem como um processo dinmico em que o aluno parti-cipa ativamente, questionando, fazendo uso de seu conhecimento anterior, desenvolvendo estra-tgias de aprendizagem e assumindo um maior controle e uma posio crtica em relao ao que est sendo aprendido. Evidencia-se seu protagonismo em todas as aes relativas ao aprendizado da(s) lngua(s) estrangeira(s).

    Esta proposta encontra-se fundamentada na legislao brasileira vigente, em consonncia com a Lei de Diretrizes e Bases (1996), e segue os Parmetros Curriculares Nacionais - Lngua Estrangeira - 5. - 8. sries (BRASIL, 1998) e os Parmetros Curriculares Nacionais: Ensino M-dio (BRASIL, 1999). Na legislao brasileira atual, obrigatria a incluso de uma lngua estran-geira no currculo a partir da 5 srie, sendo que uma segunda lngua estrangeira pode ser includa como opcional. No Ensino Mdio, a lngua estrangeira deve ser obrigatoriamente includa na parte diversifi cada do currculo. Cabe a cada comunidade escolar escolher que lngua estrangeira priorizar como obrigatria e que lngua selecionar como optativa, tendo tambm por base fatores histricos, fatores relativos s prprias comunidades e fatores relativos tradio (BRASIL, 1998).

    Ensino Fundamental e Ensino Mdio

  • 12

    Sugere-se a incluso de mais de uma lngua estrangeira ao longo de toda a Educao Bsica (da 5 srie ao 3 Ano do Ensino Mdio). necessrio ainda que sejam asseguradas as condies neces-srias ao desenvolvimento de habilidades comunicativas para o uso do(s) idioma(s) estrangeiro(s). Os benefcios da capacidade de comunicao em diferentes lnguas estrangeiras so inestimveis no mundo globalizado do sculo XXI.

    importante salientar que esta nova verso da proposta curricular de lngua estrangeira incorpora as sugestes dos professores de ingls das escolas pblicas do Estado de Minas Gerais, que participaram do Projeto Escolas-Referncia ao longo de 2004 e de 2005. Muitas foram as discusses e refl exes em torno da proposta nas reunies dos Grupos de Desenvolvimento Profi s-sional (GDP) nas vrias escolas participantes, nos seis encontros presenciais de coordenadores em Belo Horizonte e nas interaes pelo meio virtual, o que resultou num documento que melhor traduz os anseios, as metas e os objetivos das comunidades educativas envolvidas. O compromisso com a qualidade de ensino e a colaborao de todos os participantes contriburam de maneira marcante para o seu aprimoramento. Espera-se que esta verso atual da proposta, enriquecida com as sugestes recebidas, continue apoiando as discusses e refl exes sobre o processo educacional de cada uma das escolas da Rede Pblica Estadual e que possa tambm continuar contribuindo para a formao e atualizao profi ssional de todos os envolvidos. Espera-se ainda que nela se apie a implementao dos projetos de ensino de lngua estrangeira nos prximos anos, de modo a desenvolver as habilidades necessrias por parte dos alunos para o uso do idioma estrangeiro com competncia nas situaes reais de interao do cotidiano.

    2. Razes para se Ensinar Lngua Estrangeira

    A aprendizagem de uma lngua estrangeira, junto com a lngua materna, um direito de todo cidado, conforme expresso na Lei de Diretrizes e Bases (1996). Embora esse seja um direito assegurado ao aluno da educao bsica, a Escola Pblica da Rede Estadual ainda no oferece as condies necessrias para o desenvolvimento adequado de habilidades comunicativas na lngua estrangeira, confi gurando-se o cenrio atual em termos das seguintes caractersticas: nmero de horas reduzido a, no mximo, duas horas de aula por semana; desvalorizao da disciplina em relao a outras consideradas mais nobres e importantes; turmas numerosas, sem possibilidade de formao de subgrupos; material didtico pouco adaptado ao contexto do aluno e situa-o de aprendizagem; carncia, na maioria das vezes, de material de suporte, como, por exem-plo, salas-ambientes, gravadores, vdeos, biblioteca especializada, acesso Internet, entre outros.

    As lacunas deixadas pela escola pblica e a necessidade que a prpria sociedade sente de preencher a defi cincia na formao do aluno em relao ao domnio de lngua estrangei-

  • 13

    ra tm acarretado a proliferao de cursos particulares de idioma