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CEFET: Superior Vestibular 2007 1 Semestrewww.rumovestibulares.com.br (11) 3313-2015 Pluto no mais planetaReunio da Unio Astronmica Internacional rebaixou oficialmente o status de Pluto, que passa a ser chamado planeta ano. Para os astrnomos, a formao e as caractersticas de Pluto diferem muito das dos outros planetas. Situado no Cinturo de Kuiper, uma regio mais distante que a rbita de Netuno, Pluto foi excludo da categoria de planetas por sua rbita e tamanho. Foi uma deciso histrica pela qual 2 500 cientistas, de 75 pases, excluram Pluto do rol de planetas do Sistema Solar, rompendo conceitos astronmicos de mais de 70 anos, pois, em 18 de fevereiro de 1930, Clyde Tombaugh, ao apontar seus telescpios artesanais para o espao, detectou a imagem de um objeto parecido com uma estrela. Menos de um ms depois, a descoberta recebeu o nome latino do deus grego do mundo dos mortos. O rebaixamento de Pluto foi recebido com surpresa pela NASA que investiu US$ 700 milhes na misso New Horizons, enviando uma sonda para estudar o ex-planeta e o Cinturo de Kuiper. A espaonave dever chegar a seu destino em 2015. O chefe da misso, Alan Stern, no escondeu sua irritao com a resoluo da reunio dos astrnomos e criticou argumentando que apenas 5% dos cientistas de todo o mundo concordam com a mudana. Com a deciso da 26a Assemblia Geral da Unio Astronmica Internacional, em 24 de agosto de 2006, o Sistema Solar ter oito planetas que, por ordem de afastamento em relao ao Sol, so: Mercrio, Vnus, Terra, Marte, Jpiter, Saturno, Urano e Netuno. Durante a assemblia, os astrnomos definiram um conceito para planeta: um corpo celestial que orbita ao redor do Sol, com massa suficiente para assumir uma forma quase redonda e que tenha eliminado outros corpos vizinhos em torno de sua rbita.(Jornal Correio Brasiliense, 25.08.2006. Adaptado)

(A) (B) (C) (D) (E)

I, apenas. II, apenas. I e III, apenas. II e III, apenas. I, II e III.

Resposta: alternativa E.Esta questo pode ser resolvida com os dados do ltimo pargrafo do texto. Todas as afirmaes so corretas.

Questo 2A acelerao da gravidade na superfcie dos astros determinada em funo de sua massa e de seu raio mdio. Como esses valores so distintos, de astro para astro, tem-se aceleraes tambm distintas. Observe alguns valores para as aceleraes da gravidade. Astro Lua Vnus Terra Marte Jpiter Netuno Pluto Acelerao da gravidade (m/s2) 1,6 8,8 9,8 3,8 26,4 11,8 0,5

Questo 1Aps a ltima Assemblia Geral da Unio Astronmica Internacional realizada em Praga, na Repblica Tcheca, em 24 de agosto de 2006, ficou definido que Planeta todo corpo celestial que I. descreve rbita ao redor do Sol; II. tem massa suficiente para que a gravidade a ele associada molde sua forma para a de um corpo aproximadamente esfrico; III. tem a sua vizinhana limpa ao longo de sua rbita, isto , tem massa suficiente para ter atrado para si, em seu processo de formao, os pequenos corpos que compartilhavam a sua rbita. Das afirmaes, est correto o contido em

Analisando os dados da tabela, pode-se afirmar que um corpo que apresenta massa de 60 kg sobre a superfcie do pequeno Pluto apresenta, (A) na Terra, massa maior. (B) na Lua, massa menor. (C) em Jpiter, massa igual. (D) em Netuno, peso igual. (E) em Vnus, peso menor.

Resposta: alternativa C.A acelerao da gravidade pode ser diferente, dependendo do local em que se esteja, mas a massa de um corpo, desde que as caractersticas deste no sejam alteradas, mantmse constante independente do local em que se encontra.

CEFET: Superior Vestibular 2007 1 Semestrewww.rumovestibulares.com.br (11) 3313-2015 Resposta: alternativa A. Questo 3Apesar de toda a polmica gerada em torno do rebaixamento de Pluto, observa-se que continuam vlidas as Leis de Kepler para o movimento do planeta ano. Assim, pode-se afirmar que (A) o pequeno Pluto gira em torno do Sol, descrevendo rbita circular, da qual o Sol ocupa o centro da circunferncia. (B) o pequeno Pluto gira em torno de Saturno, descrevendo rbita elptica, da qual Saturno ocupa um dos focos da elipse. (C) o cubo do raio mdio da rbita do planeta ano diretamente proporcional ao quadrado do seu perodo de translao ao redor do Sol. (D) o cubo do perodo de translao do planeta ano inversamente proporcional ao quadrado do raio mdio de sua rbita ao redor do Sol. (E) a reta que une o recm-nomeado planeta ano ao Sol varre reas iguais em tempos distintos. A Lei de Gravitao Universal de Newton est expressa abaixo:

Fgravitacional =

G M m d2

Em que, FGravitacional o valor da fora de atrao entre os corpos; G uma constante (G = 6,671011 Nm2 / kg2); M e m so as massas dos corpos e d a distncia entre os centros dos corpos. Seja F a fora de atrao entre o Sol e Pluto para a distncia natural d, portanto:

F=

G M m d2

Resposta: alternativa C.A alternativa C referese terceira lei de Kepler, dada abaixo:

Seja FN a fora de atrao entre o Sol e Pluto para d a nova distncia , portanto: 2

FN =

R 3 Planeta = K (cons tan te ) T 2PlanetaEm que R o raio mdio entre o centro do planeta e o centro do Sol e T o perodo (tempo para a realizao de uma volta daquele em torno deste).

G M m d ( )2 2 G M m G M m FN = FN = 4 2 d d2 4

Finalmente:

FN = 4 F

Questo 4A Lei da Gravitao Universal, de Isaac Newton, afirma que dois corpos quaisquer se atraem com uma fora proporcional ao produto entre as suas massas e inversamente proporcional ao quadrado da distncia entre eles. Se a distncia entre o Sol e o pequeno Pluto fosse a metade, a fora de atrao entre esses dois corpos seria (A) quatro vezes maior. (B) quatro vezes menor. (C) duas vezes maior. (D) duas vezes menor. (E) a mesma.

Questo 5A superfcie gelada do pequeno Pluto composta por nitrognio, metano e traos de monxido de carbono. A temperatura do planeta ano varia ao longo de sua rbita porque, no decorrer de sua trajetria, aproxima-se do Sol at 30 UA e afasta-se at 50 UA. Existe uma tnue atmosfera que congela e cai sobre o planeta ano quando este se afasta do Sol. Sendo assim, dependendo da sua posio em relao ao Sol, a temperatura sobre a superfcie do planeta ano varia de 230C a 210C. Pode-se afirmar que(UA = Unidade Astronmica)

CEFET: Superior Vestibular 2007 1 Semestrewww.rumovestibulares.com.br (11) 3313-2015 Questo 6Clyde Tombaugh, ao apontar seus telescpios artesanais para o espao, detectou a imagem de um objeto parecido com uma estrela.

(A) essas temperaturas no so lidas num termmetro graduado na escala Kelvin, pois a menor temperatura nesse termmetro 0 K. (B) no se medem essas temperaturas num termmetro graduado na escala Celsius, pois sua escala varia de 0C a 100C. (C) se medem essas temperaturas com termmetros graduados na escala Celsius, pois o nico que mede temperaturas abaixo de zero. (D) na escala Fahrenheit, o mdulo da variao da temperatura sobre a superfcie do pequeno Pluto corresponde a 36F. (E) na escala Fahrenheit, o mdulo da variao da temperatura sobre a superfcie do pequeno Pluto corresponde a 20F.

Resposta: alternativa D.De acordo com o enunciado, a temperatura varia entre 230oC e 210oC, ou seja, (oC) = 20oC. As escalas termomtricas Celsius e Fahrenheit so relacionadas como a figura abaixo:oC oF

100

212

0

32

Da figura, uma variao de 100oC corresponde a uma variao de 180oF. Vale a regra de trs simples: (oC) 100 20 (oF) 180 X

O telescpio um dos instrumentos mais importantes para os astrnomos, possibilitando a observao de uma infinidade de astros que o homem no consegue enxergar a olho nu. Atualmente, h tambm telescpios espaciais e o mais famoso deles o telescpio Hubble, da NASA, que logo ser aposentado. Os telescpios convencionais so constitudos de duas partes essenciais: a objetiva, que pode ser uma lente ou apenas um espelho esfrico, e a ocular, geralmente composta por um conjunto de lentes. Ao atingirem a objetiva, os raios luminosos provenientes do objeto em observao so desviados de modo a se concentrarem num ponto (o foco da objetiva). A ocular funciona como (A) um filtro dos raios solares, facilitando a observao dos astros celestes pelo astrnomo. (B) uma lente de aumento, dando ao astro observado a ampliao caracterstica da ocular. (C) uma lente refratora, apresentando a imagem no tamanho real do astro observado. (D) um espelho, diminuindo a imagem proporcionalmente ao objeto em estudo. (E) um espelho plano, aumentando a imagem do objeto celeste em observao.

Resposta: alternativa B.A ocular do telescpio uma lente convergente. O esquema abaixo mostra o funcionamento de um telescpio ptico comum (telescpio astronmico).

Resolvendo a relao, obtemos:100 X = 20 180 X = 36O F

CEFET: Superior Vestibular 2007 1 Semestrewww.rumovestibulares.com.br (11) 3313-2015Observador Lente ocular Lente objetiva Objeto no infinito

foco da ocular

Imagem virtual formada pela objetiva

Imagem virtual formada pela ocular

A ocular funciona como uma lente de aumento para a primeira imagem, que formada pela objetiva. A objetiva tambm pode ser um espelho cncavo.

como geladeiras e aerossis. O Protocolo de Montreal, um tratado internacional assinado em 1987, estabeleceu regras para controlar a produo de CFCs e toda a comunidade internacional passou a evitar e eliminar o consumo de produtos contendo esses derivados. Em agosto de 2003, os cientistas, pela primeira vez, produziram provas de que a expanso do buraco na camada de oznio perdia a velocidade. Esse resultado, alm de representar um timo exemplo de um problema cientfico resolvido por aes conjuntas da comunidade global, permitem prever que at a metade do Sculo 21, a camada de oznio na estratosfera se normalizar.(O Estado de S.Paulo,12.09.2006. Adaptado)

Questo 7Suponha que a Agropecuria MT, especializada no cultivo da soja, tenha desmatado uma rea de forma retangular, cuja medida do comprimento o dobro da medida da largura, e que possui um total de 32 km. A cerca colocada pela empresa em todo o permetro da sua propriedade tem uma extenso total de (A) 30 km. (B) 28 km. (C) 24 km. (D) 20 km. (E) 16 km.

Questo 8Sabe-se que o dimetro da Terra cerca de 5,5 vezes o de Pluto. Considerando a Terra e Pluto como esferas, e adotando o volume V de uma esfera de raio R dado por ,

Resposta: alternativa D.As nicas ondas provenientes do Sol, que podem atingir a Terra, so as eletromagnticas (luz, raiosX, ondas de rdio, ultravioleta), visto que entre esses dois astros predomina o vcuo. As ondas mecnicas (som) precisam de um meio material para se propagar, por isso no ouvimos os grandes estrondos provocados pelas exploses nucleares que ocorrem no interior do Sol.

o volume da Terra aproximadamente igual ao volume de Pluto multiplicado por (A) 16,5. (B) 30,2. (C) 166,4. (D) 221,8. (E) 696,6.

Resposta: alternativa C.I) Como o dimetro da Terra 5,5 vezes o dimetro de Pluto, temos que o raio RT da Terra 5,5 vezes o raio RP de Pluto. II) O volume VT da Terra dado por4 3 4 3 ( RT ) = ( 5,5RP ) 3 3 III) O volume VP de Pluto dado por cT = 167 VT =4 3 ( 5,5RP ) VT IV) = 3 = 5,53 3 4 VP ( RP ) 3 166, 4

Leia o texto que segue para responder s questes de nmeros 08 a 10. Em maio de 1985, os cientistas anunciaram pela primeira vez a descoberta de um buraco, na camada de oznio, que se localiza na estratosfera, entre 9,6 e 48,2 km de altitude e tem a funo de filtrar os raios ultravioleta nocivos provenientes da radiao solar. Quimicamente, o aumento do buraco na camada de oznio foi explicado como resultado de sua decomposio por ao de substncias da classe dos clorofluorcarbonos (CFCs), ento presentes em vrios produtos de grande consumo,

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Questo 9A terceira lei de Kepler afirma que o quadrado dos perodos de revoluo dos planetas em torno do Sol esto entre si na mesma razo dos cubos de suas distncias mdias ao Sol. Considere os seguintes dados: distncia mdia de Pluto ao Sol = 6 109 km; distncia mdia da Terra ao Sol = 1,5 108 km; perodo de revoluo da Terra em torno do Sol = 365 dias. Por meio desses dados e da terceira lei de Kepler, possvel estimar o perodo de revoluo de Pluto em cerca de Dado: adote (A) 9 dias. (B) 90 dias. (C) 900 dias. (D) 9 mil dias. (E) 90 mil dias.

Sabe-se que a excentricidade da rbita da Terra 0,0167, e que a de Pluto 0,248. Admitindo-se que a figura a seguir indique a forma da rbita da Terra, uma figura que poderia representar a rbita de Pluto, guardadas as devidas propores de escala, a apresentada na alternativa

Resposta: alternativa E.De acordo com os dados do exerccio e da terceira lei de Kepler, temos:

(A)

R 3Terra R 3Plutao = T 2Terra T 2Plutao

(B)9 3

(1,5 10 )8

3

3652 T 2Plutao

( 6 10 ) =T 2Plutao9 3 3 8

(C)

( 6 10 ) = (1,5 10 )

3652(D)

T 2Plutao = 90.520 dias T 2Plutao 90.000 dias

(E) Questo 10De acordo com a primeira lei de Kepler, todos os planetas se movem em rbitas elpticas, com o Sol em um dos focos. Define-se excentricidade de uma elipse como sendo o quociente

CEFET: Superior Vestibular 2007 1 Semestrewww.rumovestibulares.com.br (11) 3313-2015 Resposta: alternativa B.I) A excentricidade da rbita da Terra dada por cT c 167 = 0,0167 T = 10000 aT aT II) A excentricidade da rbita da Pluto dada por cP c 2480 = 0, 248 P = 10000 aP aP III) Para um mesmo valor de a temos que cT = 167 e cP = 248 , logo cT < cP IV) Assim, em relao rbita da Terra, a distncia focal maior e a medida do eixo menor menor, ocasionando um achatamento na vertical da elipse.

Questo 11 Chamando de PT o perodo de rotao da Terra (o tempo que leva um dia na Terra), e PP o perodo de rotao de Pluto, sabe-se que 6,375.

Sendo sen = 3,6 106, a distncia entre a Terra e Alfa Centauri, em quilmetros, aproximadamente igual a (A) 40 milhes. (B) 400 milhes. (C) 40 bilhes. (D) 400 bilhes. (E) 40 trilhes.

Resposta: alternativa D.Seja d, em quilmetros, a distncia entre a Terra e Alfa Centauri. No tringulo destacado, 1 ,5.108 1,5.108 sen = d = = 0, 41.1014 41.1012 d 3, 6.10 6 km, que equivalem aproximadamente 40 trilhes de quilmetros.

Assim, correto dizer que PP igual a(A) (B) (C) (D) (E) 15 horas e 18 minutos. 32 horas. 3 dias e 16 horas. 6 dias e 9 horas. 153 dias.

Questo 13 Resposta: alternativa D.P De acordo com o enunciado, P = 6,375 . PT Considerando o perodo de rotao da Terra como 24 horas, temos que PT = 24 . PP = 6,375 PP = 153 horas = 6 dias e 9 horas 24

Em uma mapa, cuja escala 1:100000, um terreno representado por um losango que tem um ngulo interno de medida 60o. Se a diagonal do losango oposta a esse ngulo mede 4 cm, a medida da rea do terreno, em km, igual a (A) (B)

Questo 12A figura ilustra o mtodo da paralaxe para a determinao da distncia entre a Terra e Alfa Centauri.

(C) (D) (E)

CEFET: Superior Vestibular 2007 1 Semestrewww.rumovestibulares.com.br (11) 3313-2015 Resposta: alternativa C.Consideremos o losango ABCD indicado abaixo: A 600

Para que a frao indicada no enunciado

B

assuma o maior valor, devemos ter x + 1 com valor mximo, e 1 x com valor mnimo, isto , 3 x +1 2 = =3 1 1 x 2

x+1 1-x

Questo 15D C Considere uma calculadora cientfica que s calcula logaritmos na base 10. Admita tambm que ela esteja com a tecla do nmero 4 quebrada. Nessa calculadora, para encontrar o valor de log3 4, pode-se calcular (A) (2 log2) (log3). (B) (log2 log2) log3. (C) 2 log2 log3. (D) 2 (log2 log3). (E) log12.

Pelo enunciado temos o ngulo em B com medida 600, enquanto que a diagonal AC mede 4 cm. Sendo AB = BC ento o tringulo ABC eqiltero e o tringulo ADC tambm o . Assim, a rea do losango igual a 2.L2. 3 , em que 4 L a medida do seu lado. Logo, a rea 2.42. 3 = 4 8 3 cm 2 . De acordo com a escala apresentada 100 000 cm equivalem a 1 km, assim, a rea ser de 8 3 km 2 .

Resposta: alternativa A.De acordo com o enunciado: log 4 log 22 2 log 2 log3 4 = = = = ( 2 log 2 ) ( log 3 ) log 3 log 3 log 3

Questo 14O numerador de uma frao x+1 e o denominador 1x. Admitindo-se que x seja um nmero real tal que ento, o maior valor que essa frao pode assumir (A) 0,6. (B) 1. (C) 3. (D) 4. (E) 7,5.

Questo 16Em uma classe com 20 alunos, sendo 15 homens e 5 mulheres, um professor props as seguintes regras para diviso dos alunos em duplas: as mulheres no podem fazer duplas entre si; Paulo e Carlos no podem fazer dupla juntos; Henrique e Pedro tm de fazer dupla juntos. O nmero de maneiras diferentes de formar as duplas na sala, atendendo todas as regras do professor, igual a (A) 142. (B) 168. (C) 226. (D) 284. (E) 312.

Resposta: alternativa C.De acordo com o enunciado, como 1 3 3 1 4 x 2 4 x + 1 2 1 x 1 1 x 1 1 1 x 5 4 2 2 4 2 4

CEFET: Superior Vestibular 2007 1 Semestrewww.rumovestibulares.com.br (11) 3313-2015 Resposta: alternativa A. Questo 18O nmero total de duplas com 2 alunos dado por C20,2 =

20! = 190 duplas. 2!18!5! = 10 duplas. 2!3!

O nmero de duplas que tem apenas mulheres dado por C5,2 =

O nmero de duplas em que Paulo e Carlos no esto juntos igual a 2.19 = 38 duplas. Assim, o total de duplas ser 190 10 38 = 142 duplas.

Questo 17Considerando que a seqncia numrica (95, 79, 63, ...,x) tem soma dos termos igual a 2 425, x igual a (A) 113. (B) 225. (C) 289. (D) 321. (E) 385.

Joo tomou emprestado de Beatriz R$ 500,00, comprometendo-se a pagar ao final de 30 dias com juros de 22% ao ms. Ao final dos primeiros 15 dias, Joo emprestou, por 15 dias, N reais para Cludia, a juros de 25% a quinzena. Sabendo-se que o valor pago por Cludia ao final dos 15 dias foi exatamente o mesmo valor que Joo devolveu para Beatriz nessa mesma data, N igual a (A) 476,00. (B) 478,00. (C) 482,00. (D) 488,00. (E) 494,00.

Resposta: alternativa D.I) Ao final de 30 dias, Joo pagar 122%. 500 = R$ 610,00 II) Claudia pagar N reais. Assim, 125%N = 610 N = R$ 488,00.

Questo 19 Resposta: alternativa C.A seqncia numrica ( -95, -79, -63,....x) uma progresso aritmtica de primeiro termo a1 = 95 e A reta (r) e os eixos cartesianos determinam, no primeiro quadrante, um tringulo de rea 2k. Se (r) perpendicular reta de equao y = x, ento, sua equao

razo r = 79 ( 95 ) =16 .

I) Como an = a1 + ( n 1) .r , temos:x + 111 . 16 A soma dos n primeiros termos de uma PA dada por: ( a1 + an ) n Sn = . Ento, temos: 2 ( 95 + x ) ( x + 111) 2425 = . 2 16 x 2 + 16 x 88145 = 0 x = 289 .

x = -95 + ( n 1 ). 16 n =

(A) (B) (C) (D) (E)

CEFET: Superior Vestibular 2007 1 Semestrewww.rumovestibulares.com.br (11) 3313-2015 Resposta: alternativa B.Sejam A(0,h) e B(b,0) os interceptos da reta r , s areta de equao y = x e mr e ms os coeficientes angulares das retas r e s, respectivamente.

Resposta: alternativa E.1) Clculo das Massas Molares: O2 = 32 g/mol ; O3 = 48 g/mol 2) Equao da Reao: 3 mol O2 = 2 mol O3 3 32 g --------- 2 48 g x --------1 g x = 1 g O2 3) Considerando-se que o rendimento foi de 4 %: 1 g --------- 4 % y --------- 100 % y = 25 g O2

A

(0, h)

s: y = x

O

B (b, 0) r

Questo 21A reao de converso de oxignio em oznio, promovida pelos raios ultravioleta exemplo de uma transformao (A) fotoqumica. (B) geoqumica. (C) radioqumica. (D) eletroqumica. (E) termoqumica.

Como s perpendicular a r, e ms = 1, temos ms. mr = -1, logo, mr = -1. Assim, o ngulo obtuso formado pelo eixo das abscissas com a reta r mede 135 e seu suplemento mede 45. Portanto, o tringulo OAB issceles e b = h > 0. A rea do tringulo vale 2k, ento: b.h = 2k b 2 = 4k b = 2 k . 2 A equao da reta r dada por y = mrx + h y = x + 2 k .

Resposta: alternativa A.Trata-se de uma reao desencadeada por luz ultravioleta: transformao fotoqumica.

Questo 20O oznio obtido pela ao de raios ultravioleta sobre o oxignio gasoso, conforme descreve a equao apresentada a seguir:

Questo 22Os gases oznio e oxignio so duas formas do mesmo elemento. O oxignio contm dois tomos de oxignio e o oznio, trs. Sobre esse assunto, afirma-se que: I. os gases oxignio e oznio so formas alotrpicas do elemento oxignio; II. a variao molecular no suficiente para determinar diferenas nas propriedades qumicas e fsicas desses dois compostos; III. a camada de oznio absorve parte da radiao ultravioleta e, assim, evita que ela possa prejudicar a sade das pessoas, plantas e animais. Est correto o contido em (A) I e II, apenas. (B) I e III, apenas. (C) II e III, apenas. (D) II, apenas. (E) I, II e III.

Considere que uma fonte de radiao ultravioleta converte oxignio em oznio com um rendimento de 4%. Dado: Massa molar (g/mol): O = 16. Nesse caso, a massa de oxignio, em gramas, necessria para produzir 1g de oznio (A) 0,04. (B) 0,06. (C) 1,0. (D) 1,6. (E) 25.

CEFET: Superior Vestibular 2007 1 Semestrewww.rumovestibulares.com.br (11) 3313-2015 Resposta: alternativa B.I. Verdadeiro. II. Falso: como se referem a substncias diferentes, o oxignio e o oznio apresentam propriedades fsicas e qumicas diferentes. III. Verdadeiro. Leia o texto para responder s questes de nmeros 24 e 25. No incio do sculo XX, apesar do conhecimento de alguns perigos com relao manipulao de produtos qumicos, em geral pouco ou nenhum cuidado era utilizado.(...) No Brasil, pode-se citar como exemplo o uso agrcola do DDT (diclorodifeniltricloroetano). No passado, recomendava-se a sua diluio com gua em um recipiente onde se misturava o chamado caldo (soluo) com o brao e a palma da mo aberta a fim de obter maior homogeneidade. O problema de sade, devido a esta exposio, somente iria aparecer cerca de 20 ou 30 anos depois, devido sua baixa absoro pela pele. Porm, com a comercializao de novos agrotxicos, os organofosforados, que possuam uma dose letal menor do que a do DDT, e sem alterao no modo de preparo, muitos agricultores morreram antes mesmo de poderem ser socorridos.(Pimentel, L.C.F et al. Qumica Nova, Vol.29, N.o 5, 2006)

Questo 23A gua oxigenada, como agente descolorante e antisptico, um produto qumico de largo emprego domstico e industrial. Para ser comercializada, a gua oxigenada requer cuidados especiais na embalagem e no armazenamento, visto que uma substncia que se decompe de acordo com a equao apresentada a seguir.

Alm da luz e do calor, a decomposio da gua oxigenada catalisada por vrias substncias conforme indicam os exemplos fornecidos na tabela apresentada a seguir.

Questo 24A frmula molecular do DDT (A) C14H9Cl5. (B) C14 H23Cl5. (C) C12 H23Cl5. (D) C14H15O2 Cl5. (E) C12 H15O2Cl5.

Catalisador Nenhum MnO2 nion Iodeto (I) Pt (coloidal) Catalase

Ea (kJ/mol) 75 58 56 49 23(Ea = energia de ativao)

Resposta: alternativa A.De acordo com a frmula estrutural do DDT:

De acordo com a tabela, a decomposio da gua oxigenada mais rpida quando realizada (A) ao natural. (B) na presena de platina coloidal. (C) pela adio de iodeto de potssio. (D) na presena de dixido de mangans. (E) sob a ao de catalase, uma enzima intracelular.

a sua frmula molecular C14H9Cl5.

Resposta: alternativa E.A reao mais rpida a que apresenta menor energia de ativao. Utilizando-se o catalisador catalase, a energia de ativao de 23 kJ/mol, a menor entre os valores tabelados.

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Questo 25Um exemplo de agrotxico organofosforado a que o texto se refere o malation, cuja estrutura a seguinte:

Resposta: alternativa C.

Considere o texto a seguir para responder s questes de nmeros 27 a 29. Toxicologia Examinando-se essa estrutura, nota-se a presena de agrupamentos caractersticos da funo orgnica (A) tiol. (B) ster. (C) lcool. (D) cetona. (E) aldedo. A toxicologia a cincia que estuda as substncias txicas ou venenosas e sua capacidade de interferir em organismos vivos, sejam eles plantas ou animais, assim como os seus antdotos e mtodos de anlise. Para que uma substncia qumica se torne danosa sade, deve haver contato com o organismo. A absoro implica que a substncia qumica atravesse as membranas biolgicas, alcance a corrente sangnea, onde ento distribuda por todo organismo e biotransformada, produzindo efeitos txicos, podendo se acumular ou ser, posteriormente, eliminada do organismo.(in: O inacreditvel emprego de produtos qumicos perigosos no passado, Qumica Nova, Adaptado)

Resposta: alternativa B.A estrutura:

O || COCCaracteriza o grupo funcional ster.

Questo 27O contato e posterior entrada de substncias txicas no corpo humano ocorre nos tecidos (A) que formam o sistema nervoso. (B) de revestimento do sistema respiratrio. (C) dos vasos sangneos que irrigam o corao. (D) musculares de contrao involuntria. (E) responsveis pelo funcionamento do rim.

Questo 26Entre as diversas substncias qumicas perigosas utilizadas antigamente como medicamentos, encontra-se o sulfato de cdmio CdSO4 que era empregado, sob forma de soluo aquosa, no tratamento de sfilis e reumatismo. Alm de ser venenoso e cancergeno, cumulativo no organismo. A dose letal 50 em ratos (dose que mata 50% dos ratos em teste durante determinado perodo de observao) de 3 x 102 mg por quilograma de massa corprea. Aproximadamente, a quantos ons Cd2+ corresponde essa dose? Dados: Massa molar do sulfato de cdmio = 2 102 g.mol1; constante de Avogadro = 6 1023 mol1 (A) 3 x 1020. (B) 6 x 1020. (C) 9 x 1020. (D) 3 x 1022. (E) 9 x 1022.

Resposta: alternativa B.Apesar de o enunciado no informar o meio pelo qual as substncias txicas entram no corpo humano, pode-se admitir que por meio da inalao uma substncia txica pode atravessar o tecido, que reveste os alvolos pulmonares, passando posteriormente para a corrente sangnea.

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Questo 28Aps passagem pela corrente sangnea, a eliminao de substncias txicas feita pelo (A) intestino. (B) corao. (C) rim. (D) fgado. (E) bao.

Resposta: alternativa C.A eliminao de substncias txicas do corpo feita pelos rins. Nessa representao, o smbolo I indica o surgimento (A) de vasos condutores. (B) do sistema radicular. (C) da semente. (D) do fruto. (E) dos gametas.

Questo 29Um exemplo do efeito acumulativo, descrito no texto, pode ser representado pelo (A) monxido de carbono, que tem grande afinidade com a hemoglobina. (B) lcool, que age diretamente nos neurotransmissores. (C) fenol, que causa queimaduras quando em contato com a pele. (D) cido clordrico, que leva corroso quando ingerido. (E) benzeno, que altera o material gentico de clulas do sangue.

Resposta: alternativa C.Na transio evolutiva entre os grupos vegetais pteridfitas e gimnospermas, a semente aparece como uma novidade.

Questo 31Ao estudar um costo rochoso, um aluno fez o esquema de dois tipos de animais encontrados, A e B, e de um tipo de alga (C).

Resposta: alternativa E.O benzeno uma substncia orgnica, que apresenta efeito cumulativo no organismo, podendo lesar o material gentico (DNA) das clulas do sangue, induzindo a um processo carcinognico.

Questo 30Considere o diagrama denominado cladograma, que indica as relaes filogenticas entre os seres vivos, representados no exemplo a seguir pelos principais grupos vegetais. Da linha inclinada, que representa uma linha do tempo, partem ramos laterais que registram a ocorrncia de importantes passos evolutivos:

(Bizzo, N. e outros. Cincias v.1.2000) Os animais A e B apresentam grau de parentesco mais prximo, respectivamente, com (A) o caramujo e o caranguejo. (B) o siri e o camaro. (C) a anmona e a ostra. (D) a esponja e a barata-da-praia. (E) o camaro e a ostra.

CEFET: Superior Vestibular 2007 1 Semestrewww.rumovestibulares.com.br (11) 3313-2015 Resposta: alternativa E.O camaro tem maior grau de parentesco evolutivo com as cracas, por ambos serem artrpodes (classe dos crustceos). J a ostra aparentada com mexilhes, por ambos serem moluscos (classe dos bivalves). posses contornando as suas encostas. Ele no aumentara um palmo nem um palmo diminura. Os seus marcos de pedra estavam ali nos mesmos lugares de que falavam os papis. No se sentiam, porm, rivais o Santa F e o Santa Rosa. Era como se fossem dois irmos muito amigos, que tivessem recebido de Deus uma proteo de mais ou uma proteo de menos. Coitado do Santa F! J o conheci de fogo morto. Uma desolao de fim de vida, de runa, que d paisagem rural uma melancolia de cemitrio abandonado. [...] Ao lado da prosperidade e da riqueza do meu av, eu vira ruir, at no prestgio de sua autoridade, aquele simptico velhinho que era o Coronel Lula de Holanda, com o seu Santa F caindo aos pedaos. Todo barbado, como aqueles velhos dos lbuns de retratos antigos, sempre que saa de casa era de cabriol e de casimira preta. A sua vida parecia um mistrio. No plantava um p de cana e no pedia um tosto emprestado a ningum.(Jos Lins do Rego, Menino de Engenho)

Questo 32Durante uma atividade intensa, em uma clula muscular, parte das molculas de cido pirvico, resultantes da gliclise, no penetra nas mitocndrias, sendo metabolizadas no hialoplasma. O processo descrito denominado (A) respirao anaerbica, devido alta concentrao de oxignio no sangue. (B) respirao aerbica, decorrente da converso do glicognio em glicose. (C) fermentao ltica, resultante de dbito de oxignio na clula. (D) fermentao alcolica, responsvel pela converso de cido pirvico em CO2. (E) ciclo de Krebs, como conseqncia da oxidao do cido pirvico.

Questo 33 correto afirmar que esse fragmento , predominantemente, (A) descritivo, privilegiando fatos que desencadearam aes das personagens. (B) descritivo, centrando-se nos aspectos psicolgicos que marcam as aes e reaes das personagens. (C) descritivo, com foco na composio do cenrio e na relao com ele estabelecida pelas personagens. (D) narrativo, relatando as principais mudanas envolvendo as relaes conflituosas entre as personagens. (E) narrativo, resgatando, no passado, os fatos que determinaram as aes presentes das personagens.

Resposta: alternativa C.Durante uma atividade fsica intensa pode haver dbito de oxignio nas clulas musculares, o que resulta na ocorrncia da fermentao lctica, que tem como produto o cido lctico, causando a fadiga muscular. Esse fenmeno ocorre no citoplasma.

Leia o texto, para responder s questes de nmeros 33 a 44. O Santa F ficava encravado no engenho do meu av. As terras do Santa Rosa andavam lguas e lguas de norte a sul. O velho Paulino tinha este gosto: o de perder a vista nos seus domnios. Gostava de descansar os olhos em horizontes que fossem seus. Tudo o que tinha era para comprar terras e mais terras. Herdara o Santa Rosa pequeno, e fizera dele um reino, rompendo os seus limites para compra de propriedades anexas. Acompanhava o Paraba com as vrzeas extensas e entrava de caatinga a dentro. Ia encontrar as divisas de Pernambuco nos tabuleiros de Pedra de Fogo. Tinha mais de trs lguas, de estrema a estrema. [...]. Tinha para mais de quatro mil almas debaixo de sua proteo. Senhor feudal ele foi, mas os seus prias no traziam a servido como um ultraje. O Santa F, porm, resistira a essa fome de latifndio. [...] O Santa Rosa crescera a seu lado, fora ganhar outras

Resposta: alternativa C.O autor, gradativamente, apresenta as caractersticas do ambiente, criando um cenrio onde e a partir de onde interagem as personagens.

CEFET: Superior Vestibular 2007 1 Semestrewww.rumovestibulares.com.br (11) 3313-2015 Resposta: alternativa C Questo 34Considere as seguintes afirmaes sobre esse texto. I. De cunho memorialista, o texto tem como personagens, alm do prprio narrador, seu av Paulino e o Coronel Lula de Holanda. II. Apesar de o narrador assumir a locuo do texto em 1 pessoa, sua perspectiva objetiva, pois ele no expressa suas emoes ou sentimentos. III. O texto apresenta o contraste entre a decadncia do engenho Santa F e a prosperidade do Santa Rosa. IV. A caracterizao do engenho Santa F e de seu proprietrio, Coronel Lula de Holanda, apresenta um paralelismo centrado na idia de inatividade. So corretas apenas as afirmaes (A) I e III. (B) II e III. (C) I, II e III. (D) I, III e IV. (E) II, III e IV. Jos Lins do Rego pertence segunda gerao modernista brasileira (1930 1945), cuja preocupao temtica, entre outras, volta-se para o Regionalismo. O autor focaliza a formao e transformao da sociedade pernambucana a partir da cultura da cana-de-acar, como se destacou no fragmento..

Questo 36Assinale a alternativa em que se conferem atributos humanos aos engenhos, graas ao emprego de linguagem figurada. (A) Acompanhava o Paraba com as vrzeas extensas e entrava de caatinga a dentro. (B) O Santa F, porm, resistira a essa fome de latifndio. (C) Os seus marcos de pedra estavam ali nos mesmos lugares de que falavam os papis. (D) O Santa F ficava encravado no engenho do meu av. (E) No se sentiam, porm, rivais o Santa F e o Santa Rosa.

Resposta: alternativa D.Expresses como Coitado do Santa F! e aquele simptico velhinho deixam claro que o narrador expe suas opinies e sentimentos, o que invalida o item II. Todos os outros itens apresentam, ao contrrio, comentrios pertinentes ao texto.

Resposta: alternativa EApenas na alternativa E feita referncia conjunta aos dois engenhos e lhes atribuda a caracterstica (humana) de no se sentirem rivais..

Questo 35 vista das caractersticas do fragmento, correto concluir que a obra inscreve-se no (A) Realismo, compondo um retrato da decadncia de valores escravocratas, com fundamento na anlise psicolgica do homem. (B) Naturalismo, tratando o meio hostil da perspectiva determinista, como responsvel pela falncia das instituies e valores humanos. (C) Regionalismo de 30, destacando em sua temtica tenses socioeconmicas do nordeste do pas. (D) Simbolismo, incluindo entre suas teses a concepo de mundo baseada na diviso do ser humano entre matria e esprito. (E) Pr-Modernismo, centrando sua temtica na concentrao do poder conhecida como poltica do caf-com-leite.

Questo 37Herdara o Santa Rosa pequeno, e fizera dele um reino, (I) rompendo os seus limites (II) para compra de propriedades anexas. Nesse perodo, as oraes I e II expressam, em relao s anteriores, circunstncias, respectivamente, de (A) modo e finalidade. (B) modo e meio. (C) explicao e conseqncia. (D) causa e conseqncia. (E) concesso e finalidade.

Resposta: alternativa AO rompimento dos limites expressa o modo pelo qual o Santa Rosa, de pequeno, tornara-se um reino. Por sua vez, a compra de propriedades anexas indica a finalidade com que se romperam os limites do engenho.

CEFET: Superior Vestibular 2007 1 Semestrewww.rumovestibulares.com.br (11) 3313-2015Leia o texto, para responder s questes de nmeros 38 a 46. A conseqncia geral do desemprego na Europa e nos Estados Unidos foi uma drstica reduo no comrcio internacional, que regrediu ao nvel de 1913. No havia compradores para o caf do Brasil, o trigo da Argentina, a l da Austrlia e a seda do Japo. Assim, a crise espalhava-se pelo mundo, com seu trgico cortejo de falncias, desemprego e fome. Apenas a Unio Sovitica no foi atingida, uma vez que estava isolada do mercado internacional pelo boicote dos pases capitalistas.(Mariana Martins, (ed.). Grandes Adaptado )

Questo 39Ao chamar o senhor de engenho de senhor feudal, o escritor ressaltou o poder que eles possuam. Entende-se por feudalismo o sistema dominante na Europa ocidental durante a Idade Mdia, o qual se caracterizou (A) pela fragmentao do poder real e por uma sociedade estamental. (B) pela distribuio de feudos e pelo declnio do poder da Igreja. (C) pelo comrcio monetrio entre os feudos e pela autoridade dos nobres. (D) pela rgida estratificao social e pelo poder absoluto dos reis. (E) pela economia auto-suficiente e pela grande mobilidade social.

Fatos do Sculo XX.

Questo 38A sua vida parecia um mistrio No plantava um p de cana e no pedia um tosto emprestado a ningum. Nessa passagem do texto, a parte em destaque consiste em (A) argumento fundado em fatos, que serve para justificar o juzo expresso na frase anterior. (B) opinio de natureza consensual, capaz de sustentar a informao contida na frase anterior. (C) argumento questionvel, que no confere maior clareza ao fato mencionado na frase precedente. (D) dado subjetivo, citado como argumento capaz de se contrapor afirmao com que se inicia o trecho. (E) referncia baseada em observao de comportamentos, que retifica a idia exposta no incio do trecho.

Resposta: alternativa A.O sistema feudal, existente na Europa Ocidental durante boa parte da Idade Mdia, era caracterizado essencialmente pela imposio de um poder fragmentado na figura do senhor feudal, que exercia o poder de fato. Assim, os reis, nesse contexto, representavam muito mais figuras simblicas e no possuam o poder poltico, impondo-se mais tarde durante a vigncia do Absolutismo Monrquico. A mobilidade social durante esse perodo era quase inexistente e era justificada pelos princpios religiosos do catolicismo.

Resposta: alternativa A.O juzo expresso na primeira frase justificado pela exposio de fatos concretos nas frases em destaque. Observe que a alternativa E estaria correta caso tivesse utilizado o verbo ratificar (confirmar) em vez de retificar (corrigir).

Questo 40No Brasil colonial, na regio citada por Jos Lins do Rego, (A) desenvolveu-se um processo de concentrao de terras, a partir da venda de sesmarias pela Coroa portuguesa. (B) estabeleceu-se, temporariamente, o domnio dos franceses, que se apoderaram dos engenhos para ficar com os lucros da produo aucareira. (C) usou-se a mo-de-obra escrava negra no incio, mas foi o escravo indgena que acabou se tornando o principal trabalhador. (D) criou-se uma estrutura econmica baseada no latifndio monocultor, sendo o algodo o produto mais exportado. (E) formou-se uma sociedade aristocrtica e patriarcal, na qual a autoridade do senhor estendiase aos agregados, empregados e escravos.

CEFET: Superior Vestibular 2007 1 Semestrewww.rumovestibulares.com.br (11) 3313-2015 Resposta: alternativa E.O Nordeste brasileiro nos sculos XVI e XVII especializou-se na produo aucareira. Foi uma produo que se estruturou na monocultura, mo-deobra escrava e no latifndio, chamada tambm de plantation. A agroindstria aucareira desenvolveu uma sociedade dita patriarcal onde o senhor de engenho, latifundirio possuidor de grandes sesmarias, exercia um poder supremo sobre todos os residentes no engenho. O seu domnio iniciava na famlia, sobre a mulher e filhos, estendendo-se sobre os escravos, com poder de vida e morte sobre eles. As pessoas livres, os tcnicos e agregados, que moravam na sua propriedade ficavam submetidas ao seu poder. Surgiu no Brasil a partir deste perodo o poder superior do homem na sociedade patriarcal. I. A rea com maior nmero de projetos agropecurios na Amaznia coincide com o chamado arco de desflorestamento. II. A expanso das reas destinadas aos projetos tem gerado vrios conflitos com a populao local posseiros e indgenas. III. O crescimento das grandes propriedades na regio tem sido feito, principalmente, com investimentos de mdios proprietrios nordestinos que buscam terras mais baratas. IV. O principal ponto positivo dessa ocupao de novas terras o considervel aumento do nmero de empregos formais na regio. Est correto apenas o que se afirma em (A) I e II. (B) I e III. (C) I e IV. (D) II e III. (E) III e IV.

Questo 41Comprar terras e mais terras o grande negcio de muitos investidores que expandem suas propriedades pelo Brasil afora. Sobre o assunto, considere o mapa e as afirmaes a seguir.

Resposta: alternativa A.A Amaznia legal uma rea na qual o desmatamento se deve a ao de madeireiros, mineradores e produtores de soja, alm da atividade de garimpo, que acirra os conflitos com os ndios.

Questo 42As vrzeas de diversos rios brasileiros que cortam mdias e grandes cidades acabam sendo ocupadas pela populao mais pobre, que l constri barracos; estes se multiplicam rapidamente, formando grandes favelas. Essa realidade (A) demonstra o rpido processo de esgotamento do espao urbano, da a procura pelas vrzeas. (B) limita o crescimento das cidades em direo aos setores mais afastados dos centros. (C) torna-se invivel para as metrpoles nordestinas situadas em rea de clima semi-rido. (D) torna evidente que o espao urbano tem carter de excluso social para parte da populao. (E) transforma a rea de concentrao da populao mais pobre em espaos urbanos expandidos.

Resposta: alternativa D.(Oliveira, Ariovaldo U. Amaznia: monoplio, expropriao e conflitos. Campinas: Papirus, 1990, p. 81)

As submoradias, favelas e cortios, atestam o grau de excluso social, que ocorre nas grandes metrpoles, fruto da especulao imobiliria e da m distribuio de renda.

CEFET: Superior Vestibular 2007 1 Semestrewww.rumovestibulares.com.br (11) 3313-2015 Resposta: alternativa A. Questo 43A caatinga o domnio morfoclimtico brasileiro que apresenta, entre outras, as seguintes caractersticas: (A) extensa plancie entrecortada por planaltos, solos profundos e escassez de chuvas. (B) presena de serras e chapadas cristalinas, solos humosos e rios de grande extenso. (C) existncia de depresses e chapadas, solos rasos e pedregosos e rios intermitentes. (D) predomnio de chapadas e chapades, solos cidos e pouco frteis e rios intermitentes. (E) presena de mares de morros entrecortados por rios perenes e solos rasos e argilosos. A fase atual da indstria brasileira est contextualizada na economia global neoliberal, apresentando forte concorrncia baseada na abertura de mercado. A deficincia tcnico-cientfica uma ameaa para a indstria brasileira e, consequentemente, para economia do pas.

Leia o texto, para responder s questes de nmeros 45 a 47. Atrs de portas fechadas, luz de velas acesas, brilham fardas e casacas, junto com batinas pretas. E h finas mos pensativas, entre gales, sedas, rendas, e h grossas mos vigorosas, de unhas fortes, duras veias, e h mos de plpito e altares, de Evangelho, cruzes, bnos. Uns so reinis, uns, mazombos*; e pensam de mil maneiras; mas citam Verglio e Horcio, e refletem, e argumentam, falam de minas e impostos, de lavras e de fazendas, de ministros e rainhas e das colnias inglesas. Atrs de portas fechadas, luz de velas acesas, uns sugerem, uns recusam, uns ouvem, uns aconselham. Se a derrama for lanada, h levante, com certeza. (Ceclia Meireles, Romanceiro da Inconfidncia, Romance XXIV).(*Filhos de pais estrangeiros, sobretudo de portugueses, nascidos no Brasil.)

Resposta: alternativa C.As principais caractersticas da Caatinga so: solos rasos; formao xerfila e arbustiva; espinhenta e acinzentada; rios intermitentes (que secam durante mo ano).

Questo 44A casimira inglesa foi durante as primeiras dcadas do sculo XX o tecido preferido pelos homens mais ricos para a confeco de ternos, muito embora esse tecido no se adequasse s condies climticas brasileiras. Assim como a casimira, quase tudo o que existia nas casas mais abastadas era importado da Europa. O processo de industrializao brasileira, consolidado nos anos de 1950, mudou esses hbitos. Dando um salto no tempo, pode-se afirmar que, na atual fase da industrializao, o Brasil (A) enfrenta inmeras dificuldades, entre as quais a de vencer as carncias tcnico-cientficas necessrias para adaptar-se Terceira Revoluo Industrial. (B) tem implantado mtodos de trabalho fordistas, o que significa barateamento da produo e, conseqentemente, aumento da competitividade no mercado internacional. (C) utiliza a capacidade mxima do seu parque industrial, o que significa produo elevada a preos baixos e gerao de grande nmero de empregos. (D) multiplica as reas industriais, principalmente porque as indstrias tm migrado para reas produtoras de matrias-primas agrcolas ou minerais. (E) tem diversificado a produo de bens tanto para o mercado interno como externo devido ao crescimento dos setores de pesquisa e desenvolvimento.

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Questo 45A passagem do texto em que a vrgula empregada para sinalizar a omisso de uma palavra anteriormente expressa : (A) e refletem, e argumentam. (B) ... uns sugerem, uns recusam. (C) Uns so reinis, uns, mazombos. (D) h levante, com certeza. (E) entre gales, sedas, rendas.

Questo 47Os versos de Ceclia Meireles fazem referncia a uma conspirao ligada crise do Sistema Colonial (A) que pretendia separar o Brasil de Portugal e implantar uma monarquia parlamentar, semelhana da inglesa. (B) na qual a populao protestou principalmente contra o aumento dos impostos, ocorrida no auge da explorao de ouro. (C) que contou com a liderana da elite econmica e intelectual da rea, influenciada pela independncia norte-americana. (D) da qual participaram, como principais organizadores, elementos das camadas populares, alm de padres, poetas e militares. (E) que ops descendentes de portugueses e escravos, respectivamente lutando pelo fim do monoplio e por sua liberdade.

Resposta: alternativa C.Nesta alternativa, a segunda vrgula substitui o verbo ser: uns so renis, uns so mazombos.

Questo 46H, no texto, referncia indireta a um estilo literrio que se desenvolveu, no Brasil, no tempo dos fatos histricos de que trata o texto. Assinale a alternativa em que se identificam tal referncia e tal estilo. (A) mas citam Verglio e Horcio; Arcadismo. (B) E h finas mos pensativas; Parnasianismo. (C) de Evangelho, cruzes, bnos; Barroco. (D) e pensam de mil maneiras; Romantismo. (E) e h grossas mos vigorosas; Realismo.

Resposta: alternativa C.A Inconfidncia Mineira (1789), inspirada nos ideais do Iluminismo e na experincia poltica da Independncia dos EUA (1776) tinha por objetivo a emancipao poltica da colnia, a partir de um projeto republicano. Organizado majoritariamente pela elite local, o movimento no possua posies claras em relao a questes de carter essencialmente social como a abolio da escravido ou mesmo sobre a ampliao da participao popular na suposta nova nao independente.

Resposta: alternativa A.O fato histrico a que o texto se refere a Inconfidncia Mineira e o perodo literrio concomitante a ele o Arcadismo, caracterizado, entre outras coisas, pelas constantes referencias Antiguidade Clssica.

CEFET: Superior Vestibular 2007 1 Semestrewww.rumovestibulares.com.br (11) 3313-2015Para responder s questes de nmeros de 48 a 50, considere a charge. mais avanado. A explorao no se conteve em retirar da frica as riquezas naturais, mas transformou o prprio africano em mercadoria, obtendo um grande lucro com o trfico negreiro. O Norte e Nordeste da frica no sculo VII foram ocupados pelos muulmanos e serviram de passagem para chegar Pennsula Ibrica. Gilbran Al Tarik, em 711, atravessou o estreito que leva o seu nome: Gilbraltar, para invadir os reinos cristos da Pennsula Ibrica. Na segunda metade do sculo XIX, o continente foi ocupado novamente pelos europeus como resultado da segunda revoluo industrial, originando-se a poltica econmica do imperialismo ou neocolonialismo que consistia em buscar mercados fornecedores de matrias-primas e consumidores de produtos industrializados utilizando-se a mo-deobra local com extrema explorao. Alm disso, aplicava-se o capital financeiro acumulado na revoluo industrial. Para suavizar a conscincia do europeu cristo, surgiu a teoria do fardo do homem branco. O neocolonialismo passou a ser uma obra civilizatria que era um grande peso para a civilizao branca, concebendo esse ato como um dever do homem branco europeu.

Questo 48Leia as afirmaes sobre o continente mostrado na charge. I. O norte desse continente foi invadido, no sculo VII, pelos rabes, que converteram os povos religio muulmana. II. Entre os sculos XVI e XIX, os europeus tiraram milhes de pessoas desse continente, a fim de trabalharem nas colnias americanas, o que gerou uma atividade bastante lucrativa para as metrpoles o trfico negreiro. III. No final do sculo XIX, os interesses imperialistas levaram as potncias europias partilha desse continente, estabelecendo-se fronteiras artificiais que acirraram as rivalidades tnicas. IV. O processo de descolonizao desse continente foi, na maioria das vezes, pacfico e negociado por intermdio dos EUA e da URSS, logo aps a Segunda Guerra. Esto corretas as afirmaes (A) I e III, apenas. (B) I, II e III, apenas. (C) I, II e IV, apenas. (D) II, III e IV, apenas. (E) I, II, III e IV.

Questo 49Considere as seguintes afirmaes: I. O processo migratrio Sul-Norte tem basicamente um carter poltico: os imigrantes fogem de perseguies religiosas ou tnicas. II. Em lugar de conseguirem uma soluo para o problema das migraes clandestinas, muitos pases europeus utilizam a fora para reprimirem o movimento. III. Diante da necessidade de mo-de-obra barata e no-qualificada, a presena dos imigrantes, mesmo indesejada, importante para a economia europia. A leitura da charge e os conhecimentos sobre o processo migratrio internacional permitem concluir que est correto apenas o que se afirma em (A) I. (B) II. (C) I e II. (D) I e III. (E) II e III.

Resposta: alternativa B.O continente mostrado na charge o africano que a partir das grandes navegaes europias, iniciadas por Portugal no sculo XV, entrou na ciranda da explorao do continente branco e tecnologicamente

CEFET: Superior Vestibular 2007 1 Semestrewww.rumovestibulares.com.br (11) 3313-2015 Resposta: alternativa E.A principal causa dos movimentos migratrios internacionais social. A falta de perspectiva no pas de origem e a possibilidade de uma vida melhor em um pas desenvolvido fazem com que milhes de pessoas vivam fora de seus pases. Muitos pases desenvolvidos se aproveitam dessa situao para preencher vagas que no interessam para a populao local. Trata-se de trabalho pesado com baixos salrios e que exige pouca qualificao profissional.

Questo 51O contexto europeu que gerou esse fluxo para o Brasil est ligado (A) aos efeitos da industrializao, ao crescimento do movimento operrio e ascenso de regimes nazifascistas. (B) s transformaes no campo, divulgao do socialismo e aos movimentos de unificao poltica. (C) ao processo de cercamentos, expanso das doutrinas liberal-democrticas e s revolues anarquistas. (D) falta de emprego nas cidades, difuso das idias iluministas e formao dos Estados absolutistas. (E) ao crescimento da populao rural, ao ideal civilizador do homem branco e revoluo comunista russa.

Questo 50Considere o grfico que compara o continente africano a alguns continentes do Globo.

Resposta: alternativa B.Os fatores externos que explicam o grande fluxo imigratrio vindo da Europa a partir do final do sculo XIX so: os processos de unificao nacionais, notadamente na Itlia e Alemanha. A reorganizao do capitalismo europeu, no auge da Segunda Revoluo Industrial, principalmente a partir de 1870, gerou um contingente expressivo de mo-de-obra ociosa, em especial no meio rural. Finalmente, as grandes ondas revolucionrias da segunda metade do sculo XIX deram origem instabilidade e emigraes em massa para a Amrica.

(FAO/ONU)

A anlise do grfico permite concluir que (A) a expanso de fenmenos como a revoluo verde foi decisiva para que a fome retrocedesse em todo o Globo. (B) o aumento da porcentagem de crianas famintas na frica revela o abandono desse continente pelas grandes potncias econmicas. (C) as condies naturais, sobretudo climticas, na sia e na frica so responsveis pelas crises de fome e subnutrio infantil. (D) a reduo de crianas subnutridas na Amrica Latina est relacionada s polticas de ajuda humanitria desenvolvidas pelos Estados Unidos. (E) as maiores porcentagens de crianas subnutridas do continente africano esto localizadas na regio do Magreb.

Questo 52No Brasil, a questo da mo-de-obra relaciona-se (A) necessidade de operrios para a indstria de base. (B) ausncia de legislao trabalhista no campo. (C) ao sucesso do sistema de parceria. (D) crise do escravismo devido s leis abolicionistas. (E) formao de frentes pioneiras para povoar o interior.

Resposta: alternativa B.Por deduo e eliminao possvel chegar a uma alternativa, uma vez que o tema conhecido, fome, e as demais alternativas no fazem sentido (o continente africano o mais atingido pela fome). Mas a falta de ttulo e legenda compromete a questo sendo, talvez, caso de anulao.

CEFET: Superior Vestibular 2007 1 Semestrewww.rumovestibulares.com.br (11) 3313-2015 Resposta: alternativa D.A mo-de-obra escrava no Brasil comeou a ser efetivamente questionada, por parte da Inglaterra, com a vinda da famlia real para o Brasil em 1808. A Inglaterra para reconhecer a independncia do Brasil em 1831, exigiu a abolio do trfico negreiro. Essa lei, embora feita pelo Brasil, ficou sem efeito. Em 1845, houve o Bill Aberdeen, lei inglesa que proibia o trfico negreiro no Atlntico. Essa lei foi desrespeitada pelos navios negreiros. Em 1850, a Lei Eusbio de Queirs, decretada sob presso inglesa, proibiu o trfico negreiro para o Brasil. Em 1847, chegaram os primeiros imigrantes europeus para substiturem a mo-de-obra escrava, abolida em 1888 com a Lei urea, tendo sido precedida pelas leis do Ventre Livre (1871) e Sexagenrio (1885) . Na medida em que a utilizao da mo-de-obra escrava negra estava em seu processo de extino, os imigrantes substituram-na ,sobretudo, no sistema de parceria. agulha rodando dentro do sulco do vinil. Expliquei que aquele atrito era transformado em pulsos eltricos e transmitido atravs do toca-discos, dos fios, at chegar ao alto-falante onde era gerado o som que estvamos escutando... mas a ele j estava jogando sei l o que no videogame. No que ele seja desinteressado, eu que fiquei patinando nos detalhes. Ele at que bastante curioso e adora ouvir as histrias do tempo em que eu era criana. Quando contei que a TV, naquela poca, era toda em preto e branco ele viajou na idia de que o mundo todo era em preto e branco e s de uns tempos para c que as coisas comearam a ganhar cores. Acho que de certa forma ele tem razo.(Kledir Ramil, Tipo assim. Adaptado)

Questo 53Considere as seguintes afirmaes sobre o texto: I. O narrador adota no texto uma variante popular de lngua oral, para ironizar o emprego de gria e/ou expresses que so clichs no linguajar dos jovens. II. So marcas de oralidade presentes no texto: E a, t, pra, t, mas a. III. Meio dormindo, meio de pijama: nas duas ocorrncias, a palavra meio empregada como adjetivo, indicando metade de um todo. IV. O texto incorpora palavras estrangeiras que caram no uso em portugus. So corretas as afirmaes (A) I e II, apenas. (B) I e IV, apenas. (C) I, II e IV, apenas. (D) II, III e IV, apenas. (E) I, II, III e IV.

Leia o texto, para responder s questes de nmeros 53 a 56. T ficando velho! Um dia desses, s 2 da manh, peguei o carro e fui buscar minha filha adolescente na sada do show do Charlie Brown Jr. Ela e as amigas estavam eufricas e eu ali, meio dormindo, meio de pijama, tentei entrar na conversa. E a, o show foi legal? A resposta veio de uma mais exaltada do banco de trs. Cara! Tipo assim, maior legal! Fiquei tipo assim calado o resto do percurso, cumprindo minha funo de motorista. T precisando conversar um pouco mais com minha filha, seno daqui a pouco vamos precisar de traduo simultnea. T ficando velho! Eu sou do tempo em que vidro de carro fechava com maaneta. E o Fusca tinha estribo, calha e quebra-vento. No espalha, mas eu andei de Simca Chambord, de DKW, Gordini, Aero Willis e at de Romiseta. No d pra explicar aqui o que era uma Romiseta, s vou dizer que era tipo assim um veculo automotivo, com 3 rodas, que a gente entrava pela parte da frente (onde hoje fica o motor) e a direo era grudada na porta. Procure na internet, deve haver um site. T bom, t bom, confesso mais. Usei camisa Volta ao Mundo, casaquinho de Banlon, assisti Jovem Guarda, O Direito de Nascer, mas mentira essa histria de que meu primeiro disco gravado foi em 78 rotaes. H pouco tempo, Joo, meu filho de 8 anos, pegou um LP e ficou fascinado. Botei pra tocar e mostrei a

Resposta: alternativa COs itens I e II fazem comentrios corretos acerca do emprego da oralidade no texto. O uso de palavras como show, internet e site torna igualmente vlido o item IV. Porm, em III, meio no adjetivo, mas sim advrbio..

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Questo 54Era tipo assim um veculo automotivo, com 3 rodas, que a gente entrava pela parte da frente (onde hoje fica o motor) e a direo era grudada na porta. A redao desse trecho, na modalidade escrita culta da lngua portuguesa, de carter mais tcnico, est em (A) Era assim um veculo automotivo, com 3 rodas, que a gente entrava pela parte da frente (na qual hoje fica o motor) e a direo era colada porta. (B) Era um veculo automotivo, de 3 rodas, no qual se entrava pela parte da frente (onde hoje fica o motor), e cuja direo ficava perto da porta. (C) Era um tipo de veculo automotivo, com 3 rodas, em que a gente entrava pela parte da frente (onde, hoje, fica o motor) e que a direo era pegada na porta. (D) Era um certo tipo de veculo automotivo, de 3 rodas, que a gente entrava pela parte da frente do mesmo (onde hoje fica o motor), e a direo, ficava praticamente na porta. (E) Era uma espcie de veculo automotivo, com 3 rodas, onde se entrava pela parte da frente nele (onde hoje, fica o motor) e a direo dele era junto porta. Eu sou do tempo em que vidro de carro fechava com maaneta. E o Fusca tinha estribo e quebra-vento. No espalha, mas eu andei de Simca Chambord, de DKW, Gordini, Aero Willis e at de Romiseta. No d pra explicar aqui o que era uma Romiseta, s vou dizer que era tipo assim um veculo automotivo (...).

Questo 55O trecho remete implantao da indstria automobilstica no Brasil, durante o governo de Juscelino Kubitschek (1956-1961), cuja poltica econmica baseou-se (A) na criao de empresas estatais e nas restries aos investimentos de capital estrangeiro no Brasil. (B) nas facilidades entrada de multinacionais no pas e no Estado como coordenador do desenvolvimento. (C) no nacional-desenvolvimentismo e numa poltica de arrocho salarial, que gerou inmeras greves. (D) na adoo do modelo neoliberal e na organizao de grupos executivos para obter recursos privados. (E) na criao de tecnologia nacional e nas vantagens oferecidas ao capital estrangeiro para se estabelecer no pas.

Resposta: alternativa B.O governo Juscelino Kubitschek (1956-1961) associado diretamente ao grande avano da indstria de bens de consumo durveis, com grande nfase no setor automobilstico. A conjuno de uma poltica ainda centrada na interveno estatal, principalmente no setor de infra-estrutura e de uma facilitao para a entrada de multinacionais, determinou a consolidao de um modelo de desenvolvimento acelerado, porm dependente, marcando definitivamente, a poltica econmica do nacional-desenvolvimentismo.

Resposta: alternativa B.Na alternativa B, nota-se o emprego correto da pontuao, dos pronomes relativos e da regncia, alm de um vocabulrio adequado ao padro escrito culto da linguagem.

Para responder questo de nmero 56, considere tambm os quadrinhos de Quino (Toda Mafalda).

CEFET: Superior Vestibular 2007 1 Semestrewww.rumovestibulares.com.br (11) 3313-2015 Questo 57 Questo 56O texto de Kledir tem em comum com o de Quino a idia de que (A) vale a pena resgatar o passado para preservar valores no presente. (B) impossvel preservar a juventude em atitudes, apesar da passagem do tempo. (C) o passar do tempo no anula o dinamismo das relaes com os jovens. (D) no se disfara o envelhecimento, por mais que se empreguem artifcios. (E) o mundo tem um colorido prprio, que faz o esprito renovar-se, independentemente da idade. Sobre o pas destacado no mapa, correto afirmar que (A) seu territrio esteve, na Antigidade, sob domnio do Imprio Romano, sendo a provncia mais lucrativa ao fornecer trigo e metais preciosos. (B) tornou-se, no incio da Idade Moderna, sede da Reforma Protestante, onde surgiu uma nova religio baseada na venda de indulgncias. (C) desenvolveu, no final do sculo XIX, uma poltica de alianas que gerou o nazismo, regime poltico derrotado na Guerra Franco-Prussiana. (D) foi dividido em reas de influncia pelo Tratado de Versalhes, no fim da Primeira Guerra Mundial, nascendo um Estado capitalista e um socialista. (E) alcanou a reunificao em 1990, aps a queda do Muro de Berlim, smbolo da Guerra Fria, construdo na zona de ocupao sovitica.

Resposta: alternativa D.Ambos, texto e charge, deixam clara a impossibilidade de disfarar o envelhecimento: no texto de Kledir, com as diferenas lingsticas e de experincias de vida entre as geraes; na charge de Quino, com a crena, por parte da personagem Mafalda, de que tanto o corpo quanto o esprito envelhecem.

Resposta: alternativa E.O pas em questo a Alemanha, que passou por grandes mudanas geogrficas, sendo inclusive dividida em duas naes: Alemanha Ocidental e Alemanha Oriental. Em 1990, logo aps o fim do Muro de Berlim, smbolo da separao, conseguiu reunificar a nao.

As questes de nmeros 57 a 59 esto relacionadas ao mapa a seguir.

Questo 58A rea hachurada no mapa representa o Vale do Ruhr, sobre o qual foi publicada a seguinte matria: Sucata vira plo turstico na Alemanha Muros de escalada nas paredes de velhas fbricas. Parques e muito verde em meio a antigas minas de ..1.. Festivais de teatro, de design e de msica em antigas indstrias ..2.. abandonadas. O entretenimento, o turismo e at o verde esto mudando a fisionomia dos antigos complexos industriais de uma das regies mais decadentes e feias da Europa. Assinale a alternativa que completa, correta e respectivamente, as lacunas 1 e 2 da frase. Mina de (A) cobre (B) bauxita (C) ferro (D) carvo (E) estanho Indstrias txteis petroqumica alimentcia siderrgicas metalrgica

CEFET: Superior Vestibular 2007 1 Semestrewww.rumovestibulares.com.br (11) 3313-2015 Resposta: alternativa D.O vale do Ruhr, tradicionalmente, uma regio produtora de carvo mineral e forte no setor siderrgico, o texto induz a reflexo sobre a atual atividade econmica da regio.

Resposta: alternativa D.O uso do verbo auxiliar does em frases interrogativas exige que o verbo principal mean seja empregado no infinitivo sem to.

Questo 59A Alemanha faz parte da Europa ocidental e, em conjunto com outros cinco pases, criou, na dcada de 1950, o Mercado Comum Europeu que, na ltima dcada do sculo XX, transformou-se na Unio Europia. Assinale a alternativa que apresenta 2 pases vizinhos Alemanha que participaram da fundao do MCE. (A) Frana e Holanda. (B) Blgica e ustria. (C) Dinamarca e Holanda. (D) Luxemburgo e Sua. (E) Polnia e Frana.

Questo 61(A) (B) (C) (D) (E) According to other According to one another According to others theory According to another theories According to another

Resposta: alternativa E.Another significa uma outra. Dispensa a repetio do substantivo theory visto que se apresenta de maneira subentendida, aparecendo no perodo anterior aps a palavra other que significa outra.

Resposta: alternativa A.O Mercado Comum Europeu surgiu em 1957 pelo Tratado de Roma, sendo composto por Benelux (Blgica, Holanda e Luxemburgo), Frana, Alemanha e Itlia. Era tambm chamado de Europa dos Seis.

Questo 62(A) (B) (C) (D) (E) instead of listening to they instead of to listen to them instead of listen to they instead of listening to them instead of to listen to they

Resposta: alternativa D.Nas questes de nmeros 60 a 62, selecione as alternativas que completam, correta e adequadamente, as lacunas do texto. Most people know what an iPod is, but (60) According to one theory, its an acronym for Interface Protocol Option Devices. (61), i stands for internet, while Pod stands for portable device. A pod also refers to a container provided by nature: peas grow in a pod, and an iPod contains music. Podcasting, on the other hand, is a variation of broadcasting. Now you can download programs from the internet onto your iPod, (62) on the radio.(Speak Up, n 231)

A expresso instead of (ao invs de) exige o emprego do verbo principal listen no gerndio (listening) porque vem acompanhada da preposio of.

Releia o texto para responder s questes de nmeros 63 e 64.

Questo 60(A) what this word means? (B) which word does this mean? (C) what means this word? (D) what does this word mean? (E) which this word means?

CEFET: Superior Vestibular 2007 1 Semestrewww.rumovestibulares.com.br (11) 3313-2015REDAO

Questo 63De acordo com o texto, (A) o iPod, segundo mais de uma teoria, um invlucro natural. (B) o iPod, de acordo com mais de uma teoria, um anacronismo. (C) o iPod algo conhecido pela maioria das pessoas. (D) a internet permitiu a criao, ainda que terica, de uma variante de gravador de msicas. (E) o iPod, um aparelho porttil, pode ser usado como internet. Os textos que se seguem desenvolvem idias associadas ao tema da redao; leia-os atentamente.

TEXTO 1s vezes as idias antigas so as mais perigosas, e poucas idias so to antigas quanto aquelas por trs da intolerncia religiosa. Lamentavelmente, tais idias esto recobrando nova vida. Em 2002, hindustas de Gujarat, na ndia, massacraram vrias centenas de muulmanos, com a ajuda de funcionrios pblicos e da polcia. Recentemente, a Europa testemunhou um assustador renascimento do anti-semitismo, ao mesmo tempo que vem crescendo, no mundo muulmano, a atrao por formas radicais do Isl. O preconceito contra os muulmanos e uma tendncia a identificar o Isl ao terrorismo so mais do que evidentes nos Estados Unidos. Os exemplos so incontveis. A intolerncia gera intolerncia, medida que manifestaes de dio alimentam inseguranas existentes e permitem que as pessoas vejam suas prprias agresses como atos legtimos em defesa prpria.(Martha Nussbaum, Veja, maio de 2005)

Resposta: alternativa C.A resposta encontra-se logo no incio do pargrafo: Most people know what an iPod is.

Questo 64No texto, a analogia entre o iPod e a vagem justificase porque (A) (B) (C) (D) (E) ambos so invlucros naturais. ambos abrigam algo em seu interior. os dois so portteis. nenhum dos dois de grande porte. os dois desempenham funes orgnicas.

TEXTO 2A intolerncia racial, a prpria palavra o diz, a intolerncia entre as raas humanas. No h discusso possvel - as raas humanas existem. No h dvida nenhuma de que a pele de um negro seja preta, isto , mais escura daquela de um branco, no h dvida nenhuma de que os olhos dos japoneses, dos orientais tenham um corte diferente do nosso, no h dvida nenhuma de que existem raas humanas de estatura mais alta, de estatura mais baixa. notria, em boa parte, a histria do homem de Neanderthal; era um ser humano, no era o homem sapiens, mas era muito similar ao homem sapiens, tinha certamente as nossas mesmas habilidades tecnolgicas, de nossos antepassados; chegou ele at dez ou vinte mil anos atrs, e depois foi exterminado, provavelmente por ns, por ns homines sapientes. Isto testemunha que a averso, este obscuro instinto que empurra os homens a reconhecer-se diferentes entre eles, tem razes muito antigas.(Primo Levi, A intolerncia racial)

Resposta: alternativa B.Justifica-se a resposta no quarto perodo do texto: A pod also refers to a container provided by nature: peas grow in a pod, and na iPod contains music.A referncia analgica de abrigar algo em seu interior reside no fato de que as ervilhas crescem (esto) em seu invlucro(casca) e um iPod contm msica.

CEFET: Superior Vestibular 2007 1 Semestrewww.rumovestibulares.com.br (11) 3313-2015TEXTO 3A intolerncia se situa no incio do dio e, se no conseguirmos impedi-lo de nascer, este entrar em ao e ser praticamente impossvel erradic-lo: assassinar, massacrar um homem, um velho, uma mulher ou uma criana a mais forte forma de intolerncia, a negao do homem e de suas possibilidades de realizao, representando, ento, uma maldio para a humanidade. A intolerncia foi a base da construo de vrios sistemas de governos que no aceitavam idias ou interesses que no fossem os prprios.(Paulo Srgio Pinheiro, Revista Espao Acadmico n 37)

Desenvolva uma dissertao sobre o tema

A tolerncia pode mudar o mundo INSTRUES1. Ao desenvolver o tema proposto, utilize seus conhecimentos e suas reflexes de modo crtico. 2. Selecione, organize e relacione argumentos, fatos e opinies para comprovar e defender seu ponto de vista. 3. A situao de produo de seu texto exige o uso da modalidade escrita culta da lngua portuguesa.

Comentrio:Baseado em uma coletnea de textos abrangente e bastante diversificada, o tema de redao deste ano exigiu do aluno um conhecimento de mundo igualmente abrangente e diversificado. Partindo do tema A tolerncia para mudar o mundo, o aluno deveria redigir um texto que versasse sobre a diversidade tnica e cultural do mundo contemporneo. Para evitar que o candidato descambasse para o sensocomum, o examinador forneceu diferentes vises sobre o tema, para que a partir delas o examinado pudesse elaborar o seu texto. A pluralidade de idias foi, portanto, a maior virtude da prova que, entre outras coisas, confirmou a importncia que deve ser dada leitura na preparao do vestibulando. O candidato afeito a uma leitura diversificada e pluralista, por certo, saiu-se bem da empreitada da qual foi incumbido. A opo pelo gnero dissertativo corrobora a tendncia dos principais vestibulares do pas, que procuram por meio dessa modalidade de texto avaliar a capacidade argumentativa dos postulantes a uma vaga no ensino superior. Em suma, uma prova instigante e de muito bom nvel.

Prova resolvida pelos professores do Colgio e Pr-Vestibular RUMO. (11) 3313-2015