Charlita em Alerta

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    06-Mar-2016
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A violência no Bairro do Grajaú

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Estudo aponta que Graja o pior distrito para viver em So Paulo

Uma conjuntura de problemas colocou o Graja, distrito da zona sul de So Paulo, como o pior no quesito qualidade de vida. Foi o que mostrou a verso atualizada do Mapa da Desigualdade, elaborado pela Rede Nossa So Paulo e apresentado na sexta-feira (7) no Sesc Consolao. Dos 55 critrios analisados, o Graja registrou 32 indicadores classificados como ruins. Uma das deficincias da regio o baixo nmero de livros disponveis em acervos de bibliotecas e pontos de leitura. Segundo o levantamento, h 0,03 obras infanto-juvenis por habitante. Em relao s publicaes destinadas aos adultos, o ndice ainda menor, de 0,01. Com 31 indicadores negativos aparece o Capo Redondo, seguido por Brs e Brasilndia, ambos com 30. A classificao dos piores distritos da capital paulista rene 29 localidades, como Jabaquara, Campo Limpo, So Miguel, Pari e S. Entre os 10 piores de So Paulo, aparece o distrito de Cidade Dutra que, assim como o Graja, enfrenta grandes problemas com relao ao acesso de livros. Ranking dos distritos paulistanos com pior qualidade de vida Os distritos da Consolao e S ficaram com os melhores resultados nas categorias de livros infanto-juvenis e livros direcionados a adultos, com 8,96 e 16,69 por habitante. No entanto, das 55 localidades, mais de 40 tiveram indicador zero nas duas categorias de obras literrias. Os dados so de 2011 e no foram contabilizadas as bibliotecas dos CEUs. A Unesco recomenda um mnimo de dois livros per capta. Outros distritos da zona sul, alm do Graja e Capo Redondo, tambm apresentaram ndices preocupantes. Dados de 2011 apontam que o Campo Limpo, por exemplo, tem o pior indicador relacionado ao nmero de bitos por homicdio dentro de um conjunto de 100 mil habitantes, com 16,93. Nessa mesma relao, o ndice de homicdios de jovens do sexo masculino, entre 15 e 29 anos, chega a 82,37.

Abraceseu BairroPROJETO ABRACE SEU BAIRROI.RESUMO DO PROJETOO Projeto Abrace seu Bairro objetiva contribuir para a preveno da violncia apartir do incentivo ao protagonismo juvenil e capacitao de jovens para odesenvolvimento de projetos que atuem diretamente sobre o(s) fator(es) gerador(es) de violncia em seu respectivo bairro, integrando e articulando as aes degrupos de jovens, da comunidade escolar e de organizaesgovernamentais e no governamentais existentes no bairro.

Inicialmente, um projeto piloto ser implementado em um bairro da Cidade deSo Paulo, com a participao de escolas estadual, municipal e particular emcada bairro. Posteriormente, as experincias do projeto piloto serviro de basepara a expanso do projeto para outros bairros e municpios. Formao deCentral Telefnica e Rede pela Internet que receber informaes, dvidas,queixas e dar subsdios s dificuldades existentes nos projetos.

O Instituto Graja Contra a Violncia enfatiza a importncia de aesintegradas em quatro reas estratgicas para reduzir a criminalidade e a violnciae melhorar a qualidade de vida da populao: segurana pblica; justia criminal;sistema penitencirio; e polticas sociais e urbanas.

OBJETIVO GERALO Projeto Abrace seu Bairro objetiva contribuir para a preveno da violncia a partir do incentivo ao protagonismo juvenil e capacitao de jovens para o desenvolvimento de projetos que atuem diretamente sobre o(s) fator(es) gerador (es) de violncia em seu respectivo bairro, integrando e articulando as aes de grupos de jovens, da comunidade escolar e de organizaes governamentais e no governamentais existentes no bairro. Criao de Central Telefnica e Rede pela Internet para prestar servios aos alunos, escolas, e comunidade no sentido de oferecer subsdios e orientao s dvidas e dificuldades dos projetos.OBJETIVOS ESPECFICOSO objetivo geral do projeto ser alcanado atravs da realizao dos seguintesobjetivos especficos:a- Incentivar o protagonismo juvenil no meio escolar;b- Promover a articulao entre os estudantes, professores e funcionriosna escola em que os jovens se encontram;c- Promover a articulao entre a comunidade escolar e instnciasgovernamentais e no governamentais do bairro em que a escola seencontra;d- Desenvolver estratgias de sensibilizao dos jovens para desenvolverprojetos de preveno da violncia, a partir de um projeto piloto em trsbairros da Cidade de So Paulo;e- Difundir a metodologia desenvolvida no projeto piloto para outros bairrose cidadesJUSTIFICATIVAA questo no saber, pois, se um homem forte ou fraco,mas se pode aturar a medida de sofrimento, moral ou fsico,no importa, que lhe imposta (Werther , Gethe, 1771).Entendemos como violncia a fora que transgride os limites dos seres humanos, tanto na sua realidade fsica e psquica, quanto no campo de suas realizaes sociais, ticas, estticas, polticas e religiosas. Fora que desrespeita os direitos fundamentais do ser humano, sem os quais o homem deixa de ser considerado como sujeito de direitos e de deveres, e passa a ser olhado como um puro e simples objeto, em todas as suas formas de manifestao. A sensibilizao dos jovens, a partir do protagonismo juvenil, possibilita identificar, propor, elaborar, integrar e articular projetos para a preveno da violncia e para a conscientizao da importncia do sentimento de cidadania e da participao ativa na melhoria da qualidade de vida, em conjunto com as demais instncias do meio escolar e da comunidade qual a escola pertence.Este conjunto de aes da comunidade, em rede, oferece um estado decontinnciascio-afetiva que permite atenuar, acolher e possibilitartransformaes das necessidades humanas afetivas, sociais, polticas,econmicas e culturais, em aes socialmente construtivas, diminuindo eintegrando as diferenas. As estatsticas, em face das inmeras formas de manifestao de violncia, ondeo adolescente um dos focos prioritrios, tanto como agente quanto como vtima,revelam as ansiedades que vm tomando conta de vrios segmentos de nossasociedade. Mltiplos so os fatores que intervm neste processo intenso e dinmico, no qualnem sempre as aes vividas como violentas se do de forma intencional epremeditada. Na elaborao do processo adolescente, coincidindo com o surgimento dacapacidade reprodutora, o psiquismo humano reestrutura-se. O jovem adquire edesenvolve potencialidades simultaneamente a um complexo processo de perdas,desinvestimentos e reinvestimentos afetivos. Novos valores ticos e morais seroincorporados identidade que se delineia.Durante este perodo de transio, o aparelho psquico do adolescente vulnervel e suscetvel s influncias de presses internas e externas, biolgicas,psicolgicas, sociais, ticas, morais, polticas, econmicas, religiosas, etc.Em uma sociedade onde a violncia est banalizada, ou no identificada comosintoma de uma patologia social, corre-se o risco de que ela se transforme numvalor cultural vlido que vem sendo incorporado. Torna-se um modeloidentificatrio, um modo de ser. So geradas na sociedade, ainda queinconscientemente, condies para que a violncia fsica e moral se transformeem um elemento de afirmao do jovem dentro desta cultura. o que observa napassividade, no conformismo, no d-se um jeitinho ou quebra-se o galho, nadesconsiderao pelo prximo, que nada mais do que uma projeo dadesconsiderao por si mesmo.A violncia aumenta a cada dia. um sintoma de patologia social, um grito dealerta e de esperanas. So propostas um mundo de iluses, mas pouco seoferece aos jovens para que possam se auto-realizar e se integrar socialmente.Sabe-se da sensibilidade dos adolescentes na busca de novos modelosidentificatrios, do prazer que sentem em viver desafios, na coragem para gerarmudanas e na esperana que trazem dentro de si. Para alcanarem seus ideaisnecessitam participar, serem reconhecidos por seus pares e pela comunidade.Quando valorizados e estimulados positivamente em sua auto-estima ereconhecidos como cidados teis e atuantes na sociedade, se identificam ecanalizam construtivamente suas potencialidades: agressividade, amorcapacidade de desafio, contribuindo para o seu desenvolvimento e dacomunidade que o acolhe. Cabe comunidade oferecer-lhes meios para que eles tenham possibilidades detransformar suas potencialidades agressiva, amorosa, criativa e reparadora emelementos construtivos e teis para si, para a comunidade qual eles pertencem,para o pas, dentro de um esprito global de solidariedade e reciprocidadehumanas.A escola como espao continente, acolhedor, alimentador e transformador oambiente fundamental para o estmulo da formao de lideranas e para sealcanar os objetivos propostos neste projeto. A atividade grupal espontnea, organizada e criativa, possibilita aos jovens seauto-afirmar, descobrir e criar, de forma livre e democrtica, ao se integrarem e searticularem na vida comunitria. Sabe-se da fragilidade de nossas instituies pblicas para assumir suas funesespecficas e agir com a responsabilidade social que lhes cabe no exerccio dopapel fundamental de regulamentao, mediao, integrao e articulao entreos diferentes segmentos sociais e a sociedade. As instituies privadas tambmprecisam desenvolver maior conscientizao e assumir maior participao quanto sua responsabilidade social, articulada com os poderes pblicos e acomunidade. Aes comunitrias na preveno da violncia e da melhoria daqualidade de vida esto acima de diferenas partidrias, tnicas, religiosas,sociais, econmicas, polticas. Devem articular, congregar, e integrar diferentessegmentos sociais, como expresso de um sentimento amplo e democrtico.A mente humana e suas condutas so resultantes de um processo dedesenvolvimento e interao entre fatores constitucionais e simblicos, oriundosda vida de relao histrico-afetivo-econmico-social. Dependem de uma ticaque se estabelece precocemente na infncia, no seio da famlia, primeiro modelosocial. Tm sua segunda e ltima oportunidade de re-organizao durante aadolescncia. O incentivo destas potencialidades psicolgicas e sociaiscontribuem para a formao da personalidade e para a aquisio de valoressociais de democracia, liberdade, tica, geradoras do bem estar comum.MET