COMANDO DA ACADEMIA E ENSINO BOMBEIROS MILITAR … · A respiração é fundamental para o nosso...

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COMANDO DA ACADEMIA E ENSINO BOMBEIROS MILITAR RITHELY GOMES BARBOSA INSPEÇÃO DETALHADA E MANUTENÇÃO DE PRIMEIRO ESCALÃO NOS EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO RESPIRATÓRIA AUTÔNOMO GOIÂNIA 2017
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COMANDO DA ACADEMIA E ENSINO BOMBEIROS MILITAR

RITHELY GOMES BARBOSA

INSPEO DETALHADA E MANUTENO DE PRIMEIRO ESCALO NOS EQUIPAMENTOS DE PROTEO RESPIRATRIA AUTNOMO

GOINIA 2017

RITHELY GOMES BARBOSA

INSPEO DETALHADA E MANUTENO DE PRIMEIRO ESCALO NOS EQUIPAMENTOS DE PROTEO RESPIRATRIA AUTNOMO

Artigo Cientfico, apresentado ao Comando da Academia e Ensino Bombeiro Militar do Estado de Gois, como parte das exigncias para concluso de Curso de Formao de Oficiais e obteno do ttulo de Aspirante-a-Oficial, sob a orientao do Sr. 1 Tenente QOC BM Ricardo de Souza Oliveira.

GOINIA 2017

RITHELY GOMES BARBOSA

INSPEO DETALHADA E MANUTENO DE PRIMEIRO ESCALO NOS EQUIPAMENTOS DE PROTEO RESPIRATRIA AUTNOMO

Goinia, 24 de Abril de 2017

BANCA EXAMINADORA

_________________________________________________ Ami de Souza Conceio - TC QOC

Oficial Presidente

_________________________________________________

Anderson Arajo da Costa - 1 Ten QOC Oficial Membro

_________________________________________________ Aline Silva Barnab - 2 Ten QOC

Oficial Membro

NOTA

INSPEO DETALHADA E MANUTENO DE PRIMEIRO ESCALO NOS EQUIPAMENTOS DE PROTEO RESPIRATRIA AUTNOMO

Rithely Gomes Barbosa1

RESUMO

Este trabalho tem por objetivo demonstrar a necessidade de uma maior ateno para a inspeo detalhada e manuteno de primeiro escalo nos equipamentos de proteo respiratria autnomo, juntamente com a importncia destes procedimentos para garantir a integridade e funcionalidade dos equipamentos, bem como a segurana no atendimentos as ocorrncias. Para tanto, foram realizadas consultas em materiais bibliogrficos pertinentes ao assunto, manuais de bombeiros de outros Estados e de fabricantes, e ainda para anlise foi aplicado um questionrio aos militares. O questionrio possibilitou verificar se os bombeiros possuem conhecimento sobre o assunto, se eles realizam a inspeo detalhada e manuteno de primeiro escalo nos EPRAs. Ao final, foi proposto um manual de inspeo detalhada e manuteno de primeiro escalo nos equipamentos de proteo respiratria autnomo.

Palavras-chave: Bombeiro Militar. Inspeo detalhada. Manuteno de primeiro escalo. Equipamento de Proteo Respiratria Autnomo (EPRA).

ABSTRACT

This work is aimed at demonstrating the need for greater attention to the detailed inspection and maintenance of the first step in the autonomous respiratory protection equipment and the significance of these procedures to guarantee the integrity and functionality of the equipment, as well as the safety in the attendance of the occurrences. Therefore, were made consultations on bibliographic materials pertinent to the subject, firemens manuals from other states and manufacturers, and it was also applied a questionnaire to the military for analysis purpose. The questionnaire was able to verify if the firemen have knowledge about the subject, if they perform the detailed inspection and maintenance of the first step in the EPRA's. At the end, a manual of detailed inspection and maintenance of first step in the autonomous respiratory protection equipment was proposed.

Keywords: Military Firefighter. Detailed inspection. Maintenance of first step. Autonomous Respiratory Protection Equipment (EPRA).

_____________________ 1 Cadete do 3 ano do Curso de Formao de Oficiais da Academia Bombeiro Militar do Estado de Gois, formado em Tecnologia em Sistemas para Internet na Faculdade de Tecnologia do Amap, 2009, Macap-AP.

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INTRODUO

Com a evoluo das cidades e o passar dos anos, os Corpos de Bombeiros,

que anteriormente atendiam apenas ocorrncias de combate a incndio, tiveram que

se adaptar e evoluir para atender as novas exigncias das sociedades modernas,

ampliando dessa forma seu campo de atuao. Cabendo a esta instituio militar, a

execuo de dentre outras atividades definidas em lei, a de Defesa Civil (BRASIL,

1988).

No mbito estadual, de competncia desta Instituio a realizao de

atividades preventivas de combate a incndio, bem como o empreendimento de aes

de busca e salvamento de pessoas e bens (GOIS, 1989).

Assim, nos servios de extino de incndio, os bombeiros podem encontrar

diversos tipos de gases oriundos da reao de combusto e provenientes de reaes

qumicas que envolvem diversos tipos de materiais combustveis. Desta forma, surge

uma atmosfera dotada de elevado grau de periculosidade fisiolgico e

comprometimento significativo das vias respiratrias do bombeiro que porventura

esteja confinado nesta atmosfera ambiental (AMORIM, 1982 apud MATOS, 2012,

p.19).

Portanto, para que o Corpo de Bombeiros Militar execute com efetividade suas

atribuies e funcionalidades, de extrema necessidade a utilizao de equipamentos

e materiais especficos a exemplo dos Equipamentos de Proteo Individual (EPI),

conceituados como todo dispositivo ou produto destinado ao uso do trabalhador, cuja

finalidade promover a proteo a ameaas e riscos da sade do trabalhador

(NORMA REGULAMENTADORA N. 06, 1978).

Dentro do segmento dos equipamentos de proteo individual existem classes

especficas de produtos e materiais, a exemplo do Equipamento de Proteo

Respiratria EPR, que tem a funo de proteo do trato respiratrio do usurio

contra a inalao de agentes nocivos sade. Incluem-se ainda aqueles

equipamentos que no dependem do ar atmosfrico local para oferecer ar respirvel

para o usurio chamados de Equipamentos de Proteo Respiratria Autnomo -

EPRA (TORLONI, 2002).

Deve ser dada ateno especial pelos bombeiros aos aparelhos de proteo

respiratria autnomo, uma vez que os pulmes e vias respiratrias esto mais

vulnerveis s agresses ambientais do que as demais reas do corpo em aes de

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combate a incndio. Portanto, torna-se regra que nenhum profissional, durante a

execuo destas aes, adentre em uma rea saturada de fumaa, com temperaturas

elevadas e altas concentraes de gases contaminantes, sem estar devidamente

equipado. Deste modo, a no utilizao do equipamento de proteo respiratria pode

acarretar consequncias fisiolgicas graves, inclusive a morte (OLIVEIRA JNIOR,

2014).

Considerando os possveis riscos os quais esto sujeitos os bombeiros

militares e as necessidades da constante prontido que devem ter para quaisquer que

sejam as ocorrncias, imprescindvel que os equipamentos de proteo respiratria

autnomo sejam empregados de forma eficiente, para atender todas as necessidades

institucionais a que se destinam. Da a importncia que sejam realizadas aes de

inspeo e manuteno nestes, de forma a preservar a sua integridade funcional.

Assim, inspeo o ato de examinar atenciosamente algum produto, equipamento ou

material com o fim de verificar o seu estado de funcionamento (FRANCO;

HOUSSAISS; VILLAIS, 2009).

Por outro lado, a manuteno so atividades realizadas com intuito de manter

os bens fsicos de uma organizao, afim de que continuem em operao ou tornem

a funcionar de acordo com a funo exigida, para que quando necessrio seu uso,

estejam prontos e em condies de funcionamento. Nesse cenrio, destaca-se a

manuteno de primeiro escalo, que se conceitua como sendo a manuteno

realizada pelo prprio usurio do equipamento, que recebe instrues bsicas para a

realizao da mesma (FAZZIONI, 2007).

de suma importncia que o usurio detenha conhecimentos acerca do correto

emprego do equipamento de proteo respiratria autnomo, bem como das aes

de inspeo e manuteno de primeiro escalo, pois estes so aspectos fundamentais

que garantiro e promovero condies seguras de trabalho e desempenho ao

usurio, para as quais se necessita apenas de instrues bsicas para sua realizao

(SCOTT, 2007).

Portanto este estudo teve como objetivo conceituar e caracterizar os

equipamentos de proteo individual e de proteo respiratria autnomo,

demonstrando sua importncia, como tambm analisar a efetividade do conhecimento

dos bombeiros militares acerca da inspeo detalhada e da manuteno de primeiro

escalo nos equipamentos de proteo respiratria autnomo.

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2. SISTEMA RESPIRATRIO

A respirao fundamental para o nosso bem-estar, sendo responsvel pela

manuteno da vida e pode ser definida, em sntese, como uma troca de gases do

organismo com o ar atmosfrico. O sistema respiratrio constitudo por rgos que

so projetados para desempenhar as funes de distribuir o ar para todas as clulas

do organismo e realizar trocas gasosas (difuso) entre o organismo e o meio externo.

Ele garante a remoo do dixido de carbono, assegurando a concentrao do

oxignio no sangue. Constitui-se, anatomicamente, por nariz, laringe, faringe,

traqueia, brnquios e pulmes (PATTON; THIBODEAU, 2002).

Entretanto, para que seja promovida a eliminao de dixido de carbono das

clulas do corpo necessrio que ocorra quatro etapas fundamentais: respirao,

respirao externa, transporte de gases e respirao interna (GARTNER; HIATT,

1999 apud SILVA, 2012, p.21).

3. RISCOS DA PROFISSO BOMBEIRO MILITAR

A profisso bombeiro militar, muitas vezes, surpreende com ocorrncias onde

o perigo no visvel, de diversas naturezas, sendo elas: qumicas, espaos

confinados, poos, silos, galerias e a de combate a incndio, que tem como uma das

caratersticas a grande liberao de fumaa, que desprendida da combusto. Na

nsia do salvamento, muitas vezes, esses combatentes acabam negligenciando a

utilizao da devida proteo, tomando como verdade que o local est seguro,

deixando as vias areas desprotegidas e sujeitas a inalao de fumaa. A exposio

das vias areas poder acarretar graves consequncias a sade do bombeiro, como

por exemplo um macio edema e uma rpida obstruo das vias areas. (LIMA,

LIMAVERDE E LIMA FILHO ,2006 apud SILVA, 2012, p.26).

A no proteo, ou seja, a exposio das vias areas nas atmosferas

contaminadas poder causar alm das complicaes imediatas, as pneumopatias

ocupacionais que so complicaes que no acostumam apresentar sintomas nos

seus estgios iniciais. Normalmente, desenvolvem-se de maneira lenta e gradual

durante mais de 20 a 30 anos, tornando dessa forma os diagnsticos, muitas vezes,

tardio (NETTINA,1998).

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4. EQUIPAMENTO DE PROTEO INDIVIDUAL EPI

Portanto, para que o trabalhador possa desempenhar suas funes com

segurana, frente ambientes inapropriados que podem afetar o sistema respiratrio,

ameaando a sua sade, faz-se necessrio que esse trabalhador use determinados

Equipamentos de Proteo Individual - EPI que definido como todo aparelho que

visa proteger o usurio contra agressividade externa adversa, tendo por objetivo

aumentar a segurana do profissional durante o atendimento das ocorrncias

(FORLIN, 2005 apud BAUMGART, 2012, p.16).

Esses equipamentos devem preservar a integridade fsica do usurio de

maneira a minimizar os riscos e evitar os acidentes no trabalho, contribuindo para o

bem estar do usurio. Logo, os equipamentos de proteo individual devem possuir

condies de fcil manuteno, ter boa resistncia e serem prticos quanto sua

utilizao. O usurio do equipamento deve estar atento quanto a finalidade para que

o equipamento foi concebido, respeitando os seus limites e as recomendaes do

fabricante, seguindo as especificaes tcnicas que fornecero maior conhecimento

quanto ao manuseio, conservao, manuteno e guarda (OLIVEIRA JNIOR, 2014).

5. EQUIPAMENTO DE PROTEO RESPIRATRIA- EPR

Pela caracterstica operacional de salvamento dos bombeiros militares o

Equipamento de Proteo Respiratria - EPR de fundamental importncia para o

atendimento e sucesso das diversas ocorrncias, devido as mais diversas situaes

que esses profissionais militares podero se deparar, como por exemplo ambientes

saturados com acmulo de poeiras, gases txicos, fumaa e baixa concentrao de

oxignio ou at mesmo em ambientes com pessoas contaminadas com doenas

contagiosas. (SILVA, 2012).

O equipamento de proteo respiratria - EPR concebido como todo

equipamento destinado a proteger seu usurio contra a inalao de ar contaminado

ou de ambiente com atmosfera deficiente em oxignio (NBR 12543, 1999).

Diante dessa necessidade indispensvel que o militar se proteja desses

ambientes hostis, adotando o uso de equipamentos autnomos de proteo

respiratria com vlvula de presso positiva atravs das mscaras faciais que fazem

a liberao do ar armazenado nos cilindros por um circuito que possui vlvulas,

9

reguladores e marcadores. Esses equipamentos sero a barreira entre o rosto e os

gases externos, prevenindo contra a contaminao dos rgos do sistema

respiratrio, consequentemente os problemas de sade (TORLONI, 2002).

5.1. Classificao Dos Equipamentos De Proteo Respiratria

Os aparelhos de proteo respiratria podem ser classificado em duas

categorias:

a) Dependentes de Ar: So aqueles equipamentos que dependem do oxignio

local para que o usurio possa respirar;

b) Independentes de Ar: So aqueles equipamentos que no necessitam do ar

atmosfrico para a respirao do ambiente (autnomos), amplamente utilizado em

circunstncias de elevadas concentraes de gases contaminantes e com deficit de

oxignio (TORLONI, 2002).

5.2. Equipamento De Proteo Respiratria Autnomo

Assim, entende-se como Equipamento de Proteo Respiratria Autnomo-

EPRA, tambm denominado de conjuntos autnomos, aquele destinado a proteger o

aparelho respiratrio do usurio em circunstncias adversas de saturao de fumaa

e gases contaminantes em ambientes confinados atravs do fornecimento

independente de ar respirvel ao usurio, sendo esses equipamentos os mais

utilizados pelos bombeiros militares (CBPMESP- MTB N.17, 2006).

O equipamento de proteo respiratria autnomo consiste em um cilindro

inserido em um suporte fixado atravs de duas cintas metlicas de abertura rpida,

caracterizado pela total mobilidade que promove ao bombeiro relativa autonomia de

tempo na atuao de ocorrncias de combate a incndio. Ao acionar a vlvula de alta

presso do cilindro, o ar passa pela mangueira flexvel at a vlvula de demanda,

onde se canaliza para um alarme de baixa presso e para outra mangueira que o

direciona at o manmetro. A vazo principal do ar passa pela vlvula redutora de

presso at a vlvula de demanda, a qual automaticamente fornece presso positiva

ao usurio, aps a primeira inalao (CBPMESP- MTB N.17, 2006).

O treinamento para utilizao do equipamento de proteo respiratria

autnomo de suma importncia, pois dever submeter o usurio a situaes que o

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capacite no somente a operar os equipamentos, mas tambm a desenvolver

habilidades para realizar o trabalho de forma tcnica e segura e que esteja apto a

cuidar de sua manuteno e inspeo antes e depois da utilizao ou quando no

estiverem em uso (VIEIRA, 1997).

Imagem 1 Equipamento De Proteo Respiratria Autnomo - MSA

Fonte: Do autor

6. INSPEO

Para o funcionamento satisfatrio deste equipamento, faz-se necessrio

implementar aes preventivas da sua integridade funcional. Neste sentido, se

destacam-se as aes de inspeo detalhada compreendidas como o exame

minucioso de algum produto com a finalidade de verificar seu estado de

funcionamento (FRANCO; HOUSSAISS; VILLAIS, 2009).

11

6.1. Inspeo Detalhada Nos Equipamentos De Proteo Respiratria Autnomo

De tal modo, os procedimentos de inspeo detalhada se estruturam atravs

de aes verificativas no respirador do equipamento antes do seu emprego conforme

as prescries fornecidas pela empresa fabricante. Dessa forma, os aspectos

procedimentais da inspeo detalhada se corporifica da seguinte maneira:

confirmao da integridade das estruturas do respirador (tirantes, vlvulas e selagem

facial), ratificao do valor da vazo operacional dos respiradores autnomos que

maior ou igual quela mnima exigida no manual de operaes e se as demais

condies estabelecidas pelo fabricante esto sendo atendidas (TORLONI, 2002).

7. MANUTENO

Outra ao destinada a garantir integridade funcional dos equipamentos de

proteo respiratria autnomo, a manuteno, aspecto caracterizado como

preservao das caractersticas originais dos respiradores e substituio em caso de

defeitos, falta de peas, que devem ser realizadas de acordo com as instrues do

fabricante, obedecendo um procedimento que garante a cada usurio um respirador

em boas condies de uso (MATOS, 2012).

A manuteno o conjunto de aes tcnicas e administrativas de uma

empresa, destinadas a manter ou recolocar um item em determinada condio, de

forma que tais aes sejam supervisionadas, garantindo a disponibilidade da funo

do patrimnio, mantendo os equipamentos conservados ou reparados com a

finalidade que estejam em condies para desempenhar sua funo requerida (NBR

5462, 1994).

7.1. Escalo De Manuteno

Escalo de manuteno o posicionamento dentro de uma organizao, onde

nveis de manuteno so efetuados em determinado equipamento, ou seja, as aes

so empreendidas conforme a competncia e especializao do responsvel. As

manutenes em escalo variam desde as realizadas no campo at em oficinas

especializadas do fabricante conforme grau de dificuldade do trabalho requerido. Em

sntese, o escalo de manuteno caracterizado pela responsabilidade da execuo

12

de atividades de manuteno e conservao, sendo dividida em nveis dependendo

dos recursos, local e pessoal empregado (NBR 5462, 1994).

7.2. Manuteno De Primeiro Escalo

Manuteno de primeiro escalo so atividades realizadas pelo usurio ou

operador do equipamento com os recursos disponveis no prprio quartel, visando

manter o equipamento em condies de apresentao e funcionamento. Com nfase

na conservao, comumente essa manuteno de baixa dificuldade realizada

diariamente pelo responsvel do uso do equipamento com a finalidade de mant-lo

em pronto emprego. Assim, a manuteno de primeiro escalo engloba duas

categorias de atividades de manuteno: preventiva e preditiva (EXRCITO

BRASILEIRO, 2003).

7.2.1. Manuteno Preventiva

A manuteno preventiva aquela realizada quando o equipamento ainda no

apresentou defeitos, sendo utilizada com o objetivo de reduzir ou at mesmo evitar

possveis falhas ou danos e conhecida como uma forma de precauo que prev

possveis avarias ou acidentes. Nesse tipo de manuteno, elaborado previamente

um cronograma com base em perodos para inspees no equipamento, onde so

realizadas as trocas de peas usadas que estejam gastas ou no, por peas novas

que podero manter por mais tempo um bom funcionamento da mquina (PINTO;

XAVIER, 2001 apud FAZZIONI, 2007, p.14).

7.2.2. Manuteno Preditiva

Por sua vez, a manuteno preditiva constituda por um conjunto de aes

peridicas de acompanhamento e analise (vibrao, inspeo visual, ultrassom e

outras tcnicas ) a um determinado equipamento, onde possvel predizer o momento

mais apropriado para a execuo das atividades de manuteno, antecipando-se a

necessidade de servios no equipamento, reduzindo falhas no funcionamento e

desempenho, permitindo que a operao contnua e permanente do equipamento

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chegue o mais prximo possvel do tempo limite da vida til, aumentando sua

disponibilidade na empresa (PINTO; XAVIER, 2001 apud FAZZIONI, 2007, p.15).

8. METODOLOGIA

Para o desenvolvimento do presente trabalho foram utilizadas pesquisas

bibliogrficas que tem por base artigos, dissertaes e monografias j publicados,

pesquisas documentais que envolvem as normas, leis e manuais (LAKATOS;

MARCONI, 2003), levantamento de campo atravs de um questionrio (APNDICE

1) com 08 questes relacionadas ao tema exposto, que se caracterizam pela

interrogao direta das pessoas, onde so solicitadas informaes que se desejam

conhecer sobre seu comportamento. Em sntese, so solicitadas as informaes

pertinentes a um determinado grupo de pessoas, e em seguida, mediante anlise

quantitativa, obtm-se as concluses correspondentes aos dados coletados (Gil,

2002).

A populao do levantamento de campo foram de 169 (cento e sessenta e

nove) bombeiros militares do Estado de Gois pertencentes ao quadro de praas, que

frequentaram os cursos: Curso de Habilitao de Oficiais Administrativos - CHOA,

Curso de Aperfeioamento de Sargentos - CAS, Estgio de Adaptao Sargentos -

EAS, Estgio de Adaptao de Cabos - EAC e militares que compem a ala

operacional, no Comando da Academia e Ensino Bombeiro Militar CAEBM, local

este que por determinado perodo de tempo passam diversos militares de vrios

municpios do Estado de Gois em busca de formao. O questionrio foi aplicado no

perodo de novembro e dezembro de 2016 janeiro e fevereiro de 2017.

O questionrio aplicado amostra acima mencionada foi composto de 08

questes simples e objetivas com intuito de verificar o conhecimento e afinidade dos

militares com relao ao tema levantado sobre a inspeo detalhada e manuteno

de primeiro escalo nos equipamentos de proteo respiratria autnomo.

Utilizou-se ainda, durante os estgios nos quartis, o mtodo de observao

cientfica que se caracteriza pela aplicao dos sentidos com a finalidade se obter

uma determinada informao, mtodo muito utilizado na vida cotidiana do ser humano

em que o mesmo sem perceber utiliza para conhecer e compreender o meio em que

vive (RAMPAZZO, 2005).

14

Os resultados obtidos como a observao cientfica realizada durante as

passagens de servio, bem como no levantamento de campo atravs do questionrio

(APNDICE 1) foram apresentados em texto e em grficos para facilitar a

compreenso para tanto foi utilizado o programa Microsoft Excel.

9. RESULTADOS E DISCUSSES

Na primeira questo pretendeu-se saber se o bombeiro militar j teve alguma

instruo sobre inspeo detalhada nos equipamentos de proteo respiratria

autnomo.

Grfico 1 Porcentagem de militares que j tiveram instruo sobre inspeo detalhada nos EPRA

Fonte: Do Autor

Analisando os resultados obtidos frente pergunta se os militares j

tiveram alguma instruo sobre inspeo detalhada nos equipamentos de proteo

respiratria autnomo, percebe-se que 41% (quarenta e um por cento) j tiveram

instruo, 35% (trinta e cinco por cento) j tiveram instruo, porm no lembram dos

procedimentos, 20% (vinte por cento) nunca tiveram instruo e 4% (quatro por cento)

no recordam se tiveram instruo sobre o assunto.

Com os dados acima levantados, podemos perceber ainda que no CBMGO

tem-se ministrado instrues a respeito da inspeo detalhada nos equipamentos de

proteo respiratria autnomo com os militares da corporao. No entanto, 35%

(trinta e cinco por cento) dos militares questionados, apesar de j terem participado

de instrues, no se lembram dos procedimentos e 24% (vinte e quatro por cento)

nunca tiveram ou no se lembram se j tiveram instruo sobre o assunto.

20%

41%

35%

4%

Nunca tive instruo

J tive instruo

J tive instruo, mas no me lembro dos procedimentos

No recordo se tive instruo sobre o assunto

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de suma importncia o conhecimento do equipamento, a identificao de suas partes, a inspeo de seu funcionamento e a limpeza e desinfeco. O EPRA um equipamento de proteo individual, mas atualmente no Corpo de Bombeiros Militar do Estado de Gois, um EPI de uso coletivo, pois o mesmo utilizado por diferentes pessoas, e com isso necessrio passar por manuteno e limpeza adequada para manterem a integridade e a sade dos militares (OLIVEIRA JUNIOR, 2014, p.16).

Na segunda questo pretendeu-se saber se o bombeiro militar j teve alguma

instruo sobre manuteno de 1 escalo nos equipamentos de proteo respiratria

autnomo.

Grfico 2 - Porcentagem de militares que j tiveram instruo sobre manuteno de 1 escalo nos EPRA

Fonte: Do Autor

Analisando os resultados obtidos frente pergunta se o bombeiro militar j teve

alguma instruo sobre manuteno de primeiro escalo nos equipamentos de

proteo respiratria autnomo, observa-se que 36% (trinta e seis por cento) dos

bombeiros militares em algum perodo da formao ou no servio j tiveram instruo.

Entretanto, 31% (trinta e um por cento) por algum motivo no se lembram dos

procedimentos e 33% (trinta e trs por cento) no recordam ou nunca tiveram

instruo.

De acordo com o manual de operao da MSA (2013), o equipamento de

proteo respiratria autnomo oferece suporte vida e sade. Portanto, o usurio

deve ter conhecimento acerca da manuteno, pois se for feita incorretamente pode

afetar o funcionamento do equipamento comprometendo a vida.

28%

36%

31%

5%

Nunca tive instruo

J tive instruo

J tive instruo, mas no me lembro dos procedimentos

No recordo se tive instruo sobre o assunto

16

Na terceira questo pretendeu-se saber se o bombeiro militar j teve alguma

dvida quanto forma correta de manutenir em 1 escalo os equipamentos de

proteo respiratria autnomo.

Grfico 3 Porcentagem de militares que tem alguma dvida quanto forma correta de manutenir em 1 escalo os EPRA

Fonte: Do Autor

Analisando os resultados obtidos frente pergunta se o bombeiro militar j teve

alguma dvida quanto forma correta de manutenir em 1 escalo os equipamentos

de proteo respiratria autnomo, observa-se que 50% (cinquenta por cento) tm

dvidas, mas somente em alguns acessrios, 23% (vinte e trs por cento) sempre tm

dvidas, 15% (quinze por cento) no sabem realizar esta manuteno e apenas 12%

(doze por cento) nunca tiveram dvida. Por essa tica podemos inferir que temos pelo

menos 88% (oitenta e oito por cento) dos militares tem algum tipo de dificuldade em

relao a manuteno no EPRA.

Segundo TORLONI (2002), para garantir o uso adequado e correto do

equipamento de proteo respiratria autnomo, todo usurio deve receber

treinamento que inclua, obrigatoriamente sobre a instrues sobre inspeo, bem

como explicao sobre manuteno e guarda dos equipamento de proteo

respiratria autnomo.

A manuteno deve ser realizada de acordo com as instrues do fabricante e obedecendo a um procedimento que garante a cada usurio um respirador limpo, higienizado e em boas condies de uso. O usurio deve examinar o respirador antes de coloc-lo, para verificar se est em boas condies de uso. O respirador deve ser guardado em local conveniente, limpo e higinico (MATOS, 2012, p. 51).

23%

50%

12%

15%

Sempre tenho dvidas

Tenho dvidas, mas somente em alguns acessrios

Nunca tive dvida alguma

No sei realizar esta manuteno

17

Na quarta questo pretendeu-se saber se o bombeiro militar realiza algum tipo

de inspeo detalhada no equipamento de proteo respiratria autnomo antes do

uso ou quando assume o servio.

Grfico 4 - Porcentagem de militares que realizam algum tipo de inspeo detalhada no EPRA antes do uso ou ao assumir servio

Fonte: Do Autor

Analisando os resultados obtidos frente pergunta se o bombeiro militar realiza

algum tipo de inspeo detalhada no equipamento de proteo respiratria autnomo

antes do uso ou quando assume o servio, percebe-se que 51% (cinquenta e um por

cento), s vezes, realiza a inspeo detalhada, 16% (dezesseis por cento) no sabem

como fazer, 14% (quatorze por cento) nunca realizam a inspeo detalhada e apenas

19% (dezenove por cento) sempre realizam a inspeo detalhada antes do uso ou

quando assumem servio.

Segundo o manual de Instrues de uso e manuteno da empresa SCOTT

(2007), O procedimento de inspeo do cilindro de ar respirvel deve ser realizado:

Os respiradores em uso regular devem ser inspecionados no incio de cada perodo de uso e durante a limpeza depois de cada uso. Os respiradores mantidos para uso em situaes de emergncia devem ser inspecionados com a frequncia necessria para assegurar que funcionaro sem problemas quando necessrios (SCOTT 2007 p.9).

Na quinta questo objetivou-se analisar se o bombeiro militar, no caso de

conhecer como se faz a inspeo detalhada no equipamento de proteo respiratria

autnomo, o mesmo teria segurana em realizar levando em considerao os

seguintes testes: teste de alta presso e mdia presso, teste de baixa presso/teste

do alarme sonoro tipo apito e teste de vedao da pea facial/mscara.

19%

51%

14%

16%

Sempre realizo a inspeo detalhada

s vezes realizo a inspeo detalhada

Nunca realizo a inspeo detalhada

No sei como fazer

18

Grfico 5 - Porcentagens de militares que realizam testes Fonte: Do Autor

Analisando os resultados obtidos frente pergunta de qual teste no EPRA o

bombeiro militar tem segurana em realizar podemos inferir que, 35% (trinta e cinco

por cento) dos militares questionados, tem segurana em realizar apenas 01 teste,

18% (dezoito por cento) tem segurana em realizar 02 testes, 24% (vinte e quatro por

cento) realizam os 03 testes e 23% (vinte e trs por cento) no tem segurana em

realizar teste.

Dentre os testes mais executados, o teste de vedao da pea facial ou

mscara, foi o mais realizado, seguido pelo teste de alarme sonoro ou apito e, por fim,

o teste de alta e mdia presso.

de suma importncia que o bombeiro militar saiba como realizar os testes no

EPRA pois: Antes de usar, a operacionalidade do produto deve ser verificada. O

produto no deve ser usado se no passar no teste de funo, estiver danificado,

manuteno/servio adequados no tiverem sido feitos (MSA, 2013 p. 5).

A vedao da pea facial um teste rpido feito pelo prprio usurio com a

finalidade de verificar se a pea facial foi colocada na posio correta no rosto, de

modo que no ocorram entradas de ar para dentro da mscara, e se houverem

vazamentos, os tirantes devem ser reajustados, repetindo o teste (CBPMESP- MTB

N.17 2006).

O teste de baixa presso ou teste do alarme sonoro (apito), destina-se a indicar,

disparando, com cerca de aproximadamente 10 minutos de antecedncia, ou quando

o manmetro indica uma presso de 50 a 0 BAR, e mantm-se em funcionamento at

o esvaziamento total dos cilindros. Nesse teste, deve-se atentar para que esse

24%

18%35%

23%

Realizam os 03 testes

Realizam 02 testes

Realizam apenas 01 teste

No tem segurana em realizar testes

19

dispositivo no esteja entupido, sujo e se realmente est acionando quando a presso

chega a 50 BAR (MATOS, 2012).

O teste de alta e mdia presso consiste em verificar por meio do manmetro

se a presso do cilindro permanece inalterada durante 1 (um) minuto, depois de aberto

e fechado o registro do cilindro (CBPMESP- MTB N.17 2006).

Na sexta questo tendo em vista a rotina operacional do quartel, quanto a

inspeo detalhada nos equipamentos de proteo respiratria autnomo, qual o seu

nvel de confiana em utilizar nas ocorrncias?

Grfico 6 - Porcentagem de militares que confiam em usar os EPRA nas ocorrncias Fonte: Do Autor

No que tange a confiabilidade no equipamento de proteo respiratria

autnomo, percebemos que 7 % (sete por cento) no confiam no equipamento, 39%

(trinta e nove por cento) confiam muito pouco no equipamento e 54% (cinquenta e

quatro por cento) confiam plenamente no equipamento.

Segundo MATOS (2012), a confiana nos equipamentos utilizados de suma

importncia, pois definiro a excelncia na atuao dos bombeiros, que trabalham em

situaes adversas e perigosas, com riscos variveis e, s vezes, desconhecidos.

Portanto, devem ser infalveis, no sendo admitidos quebras do equipamento e

performance prejudicada por manuteno inadequada.

Na stima questo conhecendo os riscos das ocorrncias, como o bombeiro

militar julga a importncia de se realizar a inspeo detalhada no equipamento de

proteo respiratria para sua segurana.

54%39%

7%

Confio plenamente no equipamento de proteo respiratriaautnomo

Confio muito pouco no equipamento de proteorespiratria autnomo

No confio no equipamento de proteo respiratriaautnomo

20

Grfico 7 - Porcentagem de militares que julgam importante a inspeo detalhada para a segurana Fonte: Do Autor

Podemos observar que, 99% (noventa e nove por cento) dos militares

questionados julga muito importante ou importante a inspeo detalhada para a

segurana, dado este que reflete o excelente trabalho executado pelo CBMGO nos

cursos e estgios oferecidos pela CAEBM.

Na oitava questo pretendeu-se saber como o bombeiro militar julga a

importncia de ter um manual sobre inspeo detalhada e manuteno de 1 escalo

nos equipamentos de proteo respiratria.

Grfico 8 - Porcentagem de militares que julgam importante em se ter um manual sobre inspeo detalhada e manuteno de 1 escalo nos equipamentos de

proteo respiratria Fonte: Do Autor

Analisando os dados percebemos que, os questionados mostraram grande

aceitabilidade, visto que 97% (noventa e sete por cento) julgaram muito importante ou

90%

9%0% 1%

Muito importante Importante

Pouco Importante Desnecessrio

82%

15%1% 2%

Muito importante Importante

Pouco Importante Desnecessrio

21

importante, sendo apenas 3% (trs por cento) para pouco importante ou

desnecessrio.

A possibilidade de se sugerir um manual, que o mesmo tem como objetivo a

orientao na execuo ou na melhoria de determinada tarefa ou procedimento,

sendo assim, sua confeco deve ser feita de forma clara (FRANCO; HOUSSAISS;

VILLAIS, 2009).

Em relao a observao cientifica, durante os estgios operacionais, foi sendo

observado as trocas de servio e constatado que a grande maioria dos bombeiros

militares, quando conferem o equipamento se limitam a, apenas, abrir onde so

guardados os ERPA na viatura, verificar se esto presos e aferir a presso no dando

a devida ateno para o funcionamento e zelo do equipamento. So raros os que

realizam uma inspeo detalhada, observando por exemplo as conexes, mangueiras

e a realizao dos testes.

Ainda em alguns quarteis as peas faciais (mscaras) so guardadas em um

plstico, e alguns militares vendo que esto acondicionadas dessa forma, apenas

perguntam se o equipamento foi utilizado no servio passado, levando como verdade

que o equipamento est apto ao uso no ponto de vista de manuteno e higiene,

deixando de fazer a inspeo detalhada e o teste de vedao, no levando em

considerao que algum outro militar possa ter usado e guardado sem limpar ou

danificado sem perceber, a coletnea de manuais tcnicos de bombeiros n.17

menciona que:

No basta olhar para a gaveta da viatura e dizer que o equipamento j foi conferido, ou colocar o EPR sem vestir a capa do EPI por baixo. necessrio profissionalismo e conscincia para que se faa a colocao completa do EPI e EPR logo na conferncia dos materiais, deixando-os ajustados e prontos para o uso naquele servio!

(CBPMESP- MTB N.17, 2006 p. 320).

CONSIDERAES FINAIS

Por meio da anlise feita por esse estudo, foi possvel entender a importncia

do equipamento de proteo respiratria autnomo nas atividades bombeiro militar,

visto que os bombeiros esto sujeitos a diversas doenas respiratrias em virtude do

grau de risco da profisso, por isso falhas ou mau uso do EPRA, alm do fracasso da

ocorrncia, podem acarretar grandes danos sade dos bombeiros.

22

Mostra-se tambm, a necessidade e importncia da inspeo detalhada e

manuteno de primeiro escalo para verificar o estado de funcionamento dos EPRA,

como tambm, a conservao e garantia da integridade do equipamento.

Atravs dos questionrios, podemos constatar que os militares tem conscincia

da importncia da inspeo detalhada para a segurana nas ocorrncias. No entanto,

menos de 20% (vinte por cento) dos bombeiros questionados fazem a inspeo antes

do uso ou quando assumem servio operacional e, ainda que, o CBMGO oferea

instrues em cursos e estgios, percebemos que alguns militares no lembram dos

procedimentos. Fato que faz destacar a necessidade de algum dispositivo ou material

que mantenham os militares informados sobre a correta forma de realizar os

procedimentos.

No entanto, para melhorar esse quadro, sugere-se maior disciplina consciente

por parte dos militares e mais exigncias e fiscalizao por parte dos oficiais de dia e

chefes de guarnies para que seja efetuado os procedimentos no incio ou durante o

servio operacional. Afinal, o que est em risco a sua integridade fsica.

Ainda levando em considerao que, mais de 95%(noventa e cinco por cento)

dos militares questionados julgam muito importante ou importante um manual para

auxiliar os mesmos na realizao dos procedimentos de segurana, segue no

APNDICE 2 uma proposta de manual que orienta e destaca de forma simples e direta

os principais pontos a serem observados e verificados durante de inspeo detalhada

e manuteno de primeiro escalo nos equipamentos de proteo respiratria

autnomo.

REFERNCIAS

ASSOCIAO BRASILEIRA DE NORMAS TCNICAS. NBR 12543: Equipamentos de proteo respiratria Terminologia, Rio de Janeiro, 1999. ______. NBR 5462: Confiabilidade e mantenabilidade - terminologia. Rio de Janeiro, 1994. BAUMGART, ZOEHLER BRUNA. Riscos ocupacionais em bombeiros da Brigada Militar De Porto Alegre/Rs. Porto alegre: Universidade Federal Do Rio Grande Do Sul, 2012. Disponvel em: Acesso em: 06.jan. 2016.

23

BRASIL. Constituio Federal de 1988. Promulgada em 5 de outubro de 1988. Disponvel em: Acesso em: 03.dez. 2016. BRASIL. Ministrio do Trabalho e Emprego. NR 06. Equipamento de proteo individual EPI. Braslia: Ministrio do Trabalho e Emprego, 1978. Disponvel em: Acesso em: 03.dez. 2016. CORPO DE BOMBEIROS DA POLCIA MILITAR DO ESTADO DE SO PAULO. Coletnea de Manual Tcnico de Bombeiros - Manual de Equipamentos de Proteo Individual e Respiratria. So Paulo. v. 17, 2006. EXRCITO BRASILEIRO, Manual de campanha C 20-1. Glossrio de termos e expresses para uso no Exrcito .3 ed. Braslia: EGGCF, 2003 FAZZIONI, Willyan. Programa de manuteno para as viaturas operacionais do Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina. So Jos: Centro Tecnolgico da Terra e do Mar, 2007. Disponvel em: Acesso em: 03.dez.2016. GIL, Antnio Carlos. Como elaborar projetos de pesquisa. 4 ed. So Paulo: Atlas, 2002. Disponvel em< https://professores.faccat.br/moodle/pluginfile.php/13410/mod_resource/content/1/mo_elaborar_projeto_de_pesquisa_-_antonio_carlos_gil.pdf> Acesso em: 12.jan.2017. GOIS. Constituio (1989). Constituio do Estado de Gois. Disponvel em: Acesso em: 03.dez.2016. FRANCO, Francisco Manuel de Mello; HOUSSAIS, Antnio; VILLAR, Mauro de Salles. Dicionrio Houssais da Lngua Portuguesa. Rio de Janeiro: Objetiva, 2009. LAKATOS, Eva Maria; MARCONI, Marina de Andrade. Fundamentos de metodologia cientfica. 5 Ed So Paulo, Atlas 2003. MATOS, Leonardo Furieri. Assepsia, higiene, manuteno, guarda e inspeo dos equipamentos de proteo respiratria. So Jos Dos Pinhais: Academia Policial-Militar Do Guatup, 2012. Disponvel em: . Acesso em: 26.jan.2017. MSA, AUER GmbH. Manual de operao: Equipamento de ar comprimido respiratrio. Berlim, Alemanha. 2013. NETTINA, S.M. Prtica de Enfermagem. 6 ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 1998.

24

OLIVEIRA JNIOR, Srgio. Limpeza da mscara do equipamento de proteo respiratria autnomo. Goinia. Academia Bombeiro Militar. 2014. Disponvel em: Acesso em: 03.dez.2016. PATTON, Kevin; THIBODEAU, Gary A. Estruturas e funes do corpo humano. 11 ed. So Paulo: Manole, 2002. Disponvel em . Acesso em: 26.jan.2017. RAMPAZZO, Lino. Metodologia Cientfica: Para alunos dos cursos de graduao e ps-graduao. 2 ed. So Paulo. Edies Loyola, 2002. Disponvel em: . Acesso em: 26.jan.2017. SCOTT, Aparelho de respirao autnomo (SCBA) com demanda de presso: Instruo de manuteno e uso, 2007. Disponvel em: . Acesso em: 18.jan.2017. SILVA, Felipe Pires. A importncia da utilizao de equipamentos de proteo respiratria em ocorrncias atendidas pelos bombeiros do CBMSC. Florianpolis: Centro de Ensino Bombeiro Militar, 2012. Disponvel em:< http://biblioteca.cbm.sc.gov.br/biblioteca/dmdocuments/CFO_2012_2_Pires.pdf> Acesso em: 05.jan.2017. TORLONI, Maurcio. Programa de Proteo Respiratria: recomendaes, seleo e uso dos respiradores. 2002. Disponvel em: . Acesso em: 12.jan.2016

APNDICE 1: Questionrio

SECRETARIA DA SEGURANA PBLICA E ADMINISTRAO PENITENCIRIA CORPO DE BOMBEIROS MILITAR

COMANDO DA ACADEMIA E ENSINO BOMBEIRO MILITAR- CAEBM

TRABALHO DE CONCLUSO DE CURSO - Cad. RITHELY CFO III

Questionrio Inspeo Detalhada E Manuteno De Primeiro Escalo Nos Equipamentos De Proteo Respiratria. CURSO: ( ) EAC ( ) EAS ( ) CAS ( ) CHOA ( ) Outro: ____________________

1) Voc j teve alguma instruo sobre inspeo detalhada nos equipamentos de proteo respiratria autnomo?

( ) Nunca tive instruo

( ) J tive instruo

( ) J tive instruo, mas no me lembro dos procedimentos

( ) No recordo se tive instruo sobre o assunto

2) Voc j teve alguma instruo sobre manuteno de 1 escalo nos equipamentos de proteo respiratria autnomo?

( ) Nunca tive instruo

( ) J tive instruo

( ) J tive instruo, mas no me lembro dos procedimentos

( ) No recordo se tive instruo sobre o assunto

3) Voc j teve alguma dvida quanto forma correta de manutenir em 1 escalo os equipamentos de proteo respiratria autnomo?

( ) Sempre tenho dvidas

( ) Tenho dvidas, mas somente em alguns acessrios

( ) Nunca tive dvida alguma

( ) No sei realizar esta manuteno

4) Voc realiza algum tipo de inspeo detalhada no equipamento de proteo respiratria antes do uso ou quando assume o servio?

( ) Sempre realizo a inspeo detalhada

( ) s vezes realizo a inspeo detalhada

( ) Nunca realizo a inspeo detalhada

( ) No sei como fazer

5) No caso de conhecer como se faz a inspeo detalhada no equipamento de proteo respiratria quais dos teste abaixo voc teria segurana em realizar?

( ) Teste de alta presso e mdia presso

( ) Teste de baixa presso ou teste do alarme sonoro tipo apito

( ) Vedao da pea facial / mscara

( ) No tenho segurana em realizar testes

6) Tendo em vista a rotina operacional do seu quartel, quanto a inspeo detalhada nos equipamentos de proteo respiratria autnomo, qual o seu nvel de segurana em utilizar nas ocorrncias?

( ) Confio plenamente no equipamento de proteo respiratria autnomo

( ) Confio muito pouco no equipamento de proteo respiratria autnomo

( ) No Confio no equipamento de proteo respiratria autnomo

7) Conhecendo os riscos das ocorrncias como voc julga a importncia de se realizar a inspeo detalhada no equipamento de proteo respiratria para segurana dos bombeiros militares?

( ) Muito importante

( ) Importante

( ) Pouco Importante

( ) Desnecessrio

8) Como voc julga a importncia de ter um manual sobre inspeo detalhada e manuteno de primeiro escalo nos equipamentos de proteo respiratria?

( ) Muito importante

( ) Importante

( ) Pouco Importante

( ) Desnecessrio

APNDICE 2: Manual