Comercio & Servicos

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Revista que aborda temas referentes a Comercios e servicos....

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    www.fecomercio.com.br / www.twitter.com/fecomercio

    publicaoda federao do comrcio de bens, servios e turismo do estado de so paulo

    Criatividade e inovao mudam a forma de presentear: agora, em vez de produtos, a tendncia oferecer experincias

    Presentes Para viver

    Com retornoTodo lixo produzido tem que ser tambm recolhido

    ComPrAS CoLetIVASSites oferecem at 90% de desconto e viram febre

    977

    1983

    1390

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  • Carta ao leitor

    primeira dcada do sculo 21 chega ao final com um sal-do amplamente favorvel ao Brasil. Superando os ndices medocres que caracterizaram o desempenho de nossa economia nos ltimos decnios do sculo passado, o Pas soube conciliar um crescimento robusto com a manuten-

    o da estabilidade monetria, incorporando neste processo milhes de pessoas antes marginalizadas aos mercados de trabalho e de consumo. At mesmo a crise financeira que deixou prostrada a economia dos Es-tados Unidos e agora devasta os pases da Europa no conseguiu reduzir entre ns o nmero de empregos com carteira assinada nem a massa de salrios que, aliada disponibilidade de um crdito farto, fazem do mer-cado interno brasileiro um escudo eficaz contra as dificuldades externas.Dessa forma, as vendas dos varejistas da Regio Metropolitana de So Paulo podem alcanar R$ 11 bilhes em dezembro, o que significa um acrscimo de 12% em relao ao mesmo perodo do ano passado. Essa ex-pectativa de termos o melhor Natal da histria, atingindo a marca de R$ 100 bilhes de faturamento em 2010, fechando o ano com um crescimen-to das vendas em torno de 6%, est alicerada no fato de que at agosto o varejo j acumulava alta de 5,4%, segundo pesquisa da Fecomercio. Assim, a presente edio de Comrcio & servios dedica seu espao nobre para revelar as tendncias e os preparativos das empresas em relao a esta que a data magna no calendrio das atividades do nosso setor. No varejo, o segmento de eletrodomsticos e aparelhos eletrnicos, incluin-do equipamentos de informtica, deve manter a liderana conquistada neste ano em que a Copa do Mundo alavancou as vendas de televisores, cujos modelos cada vez mais modernos despertam grande interesse dos consumidores. A previso de que os eletroeletrnicos fechem o ano com um crescimento de 22%, destacando-se com o melhor desempenho do setor. E o varejo como um todo pretende atingir o pblico tanto do modo tradicional para o que est organizando at mesmo plantes ininterruptos de 24 horas como pelo e-commerce, cujas vendas apon-tam crescimento de 23%. Mas vem do segmento de servios, inspirada nos vales-presentes, a gran-de novidade estampada em nossa reportagem de capa: a alternativa de oferecer uma experincia inusitada ao presenteado, como as que so detalhadas nas pginas a seguir. Expressivo exemplo de economia cria-tiva, esta modalidade contribuir para tornar marcante o Natal de 2010, que j entra para a histria, sobretudo, por incorporar um nmero cada vez maior de brasileiros como filhos de Papai Noel.

    Um Natal histricoA

    AbrAm SzAjmAn Presidente da Federao do Comrcio de Bens, Servios e Turismo do Estado de So

    Paulo (Fecomercio) e dos Conselhos Regionais do Sesc,

    do Senac e do Sebrae-SP

    Presidente Abram SzajmanDiretor Executivo Antnio Carlos Borges

    Permitida a trascrio de matria desde quecitada a fonte. Registro Civil de Pessoas Jurdicas,Livro B-3, sob o nmero 2904. Nota: as declaraes consubstanciadas em artigos assinados no sode responsabilidade da Fecomercio.

    ProjEto grfico

    atendimento@designtutu.com.br

    impresso IBEP GRFICATiragem: 30 mil exemplares

    ProDuo

    Rua Princesa Isabel, 94, cj 112 - 04601-000Brooklin - So Paulo - Tel.: (11) 5095-0096

    Diretores Andr Blumberg,Nico Rossini e Jorge Litrenta

    Editores Cludio Bacal e Luciana Lanaredacao@editoracasanova.com.br

    Subeditora Paula Caires

    Publicidade Editora Casa NovaTel.: (11) 5095-0096comercial@editoracasanova.com.br

    reviso TopTexto (www.toptexto.com.br)

    4 Comrcio & Servios dez/10 jan/11

  • 60 EConomiaCrescimento sustentvelNovas regras para os cartes de crditos esto vigentes, mas as transformaes dependem do setor

    58 GEstoDelicadeza no atacadoRevendedores desfrutam de um atendimento cada vez mais moderno e sofisticado

    48 inovaoDescontos caem na redeEm apenas um ano, sites de compras coletivas j atraram mais de 3 milhes de brasileiros

    36 sustEntabilidadEReao em cadeiaPoltica Nacional de Resduos Slidos d um empurrozinho na logstica reversa

    14 nEGCiosO Natal dos eletrnicosLanamentos, queda do dlar e oferta de crdito fazem dos eletroeletrnicos o destaque deste fim de ano

    66 Ponto dE vistaTributao induz informalidade?Planejamento tributrio o que faz a diferena e responde a essa questo

    20 nEGCiosPapai Noel em horrio estendidoLojistas se adaptam para atender a demanda por consumo na melhor poca do ano para o varejo

    24 nEGCiosCasamento um bom negcioPreparativos, festas e lua de mel chegam a movimentar 35 segmentos da economia, envolvendo 150 profissionais

    30 tECnoloGiaArmadilhas do mundo digitalSaiba quais so e como se prevenir dos principais golpes dos criminosos cibernticos

    54 GEstoLucro: para onde ele deve ir?Quando os negcios vo bem, um novo desafio se impe: reinvestir

    8 EntrEvistaRumo aos shoppings e ao NordesteDesde 1950, Michel Klein apostou no consumo popular, construiu um imprio e agora traa novos rumos

    CaPaExperincia embalada para presenteNova forma de presentear, vinda da Europa, chega ao mercado brasileiro

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    dez/10 jan/11 Comrcio & Servios 5

  • Entrevista michel Klein Por Claudio baCal e luCiana lana/ Fotos: MniCa varella (MiChel Klain) e divulGao (lojas)

    rumo AoS ShoPPIngS e Ao nordeSteDono Da Casas Bahia, a primeira reDe varejista Brasileira a foCar a populao De Baixa renDa, miChel Klein expert Dos hBitos De Consumo Das Classes C, D e e. agora, alm De Desfrutar Do apreo popular, ele aproveita a nova ConDio que essas Classes assumiram

    Falar do poder de consumo das classes C, D e E atualmente como repetir ladainha. Mas ouvir quem vislumbrou a ascenso dessa camada popular e, j na dcada de 1950, apostou no segmento , sem dvida, uma boa lio. A revista Comrcio&Servios traz uma entrevista concedida por Michel Klein, dono da Casas Bahia, durante o 11 Congresso Internacional de Shopping Centers. O empresrio comenta a questo que mais desperta o interesse, a curiosi-dade e a expectativa do setor varejista brasileiro no momento: a fuso da rede com sua maior concorrente o Ponto Frio, que desde meados de 2009 pertence ao Grupo Po de Acar.Michel Klein diz que todo o seu empreendedorismo herana do pai, Samuel Klein, o fundador da Casas Bahia. Se est no sangue, ento isso explica tambm o xito do filho, Rafael Klein, que, aos 32 anos, atualmente o CEO da rede e uma tremenda promessa como executivo, nas palavras elogiosas de Ablio Diniz, presidente do Conselho do Grupo Po de Acar.Jogador de tnis, Michel Klein costuma dizer que no acredita em bola perdida e que a de-terminao fez o sucesso da rede varejista. a marca da empresa; o que busco imprimir e transmitir s 56 mil pessoas que trabalham conosco.Fundada em 1952, a Casas Bahia a maior rede de eletroeletrnicos e mveis do Pas e, de acordo com estudo da consultoria Deloitte Touch, ocupa a 131 posio no ranking mundial do setor. So 500 lojas distribudas por dez estados, oito centros de distribuio, outros seis entre-postos, frota prpria com mais de 3500 veculos, que rodaram em 2009 mais de 120 milhes de quilmetros, cumprindo uma mdia mensal de 1,2 milho de entregas. Est focada na arte de comprar e vender e se dedicar ao cliente proporcionando aos seus consumidores atuais qualidade de servios, presteza na concesso de crdito e assistncia contnua no ps-venda.Sobre essa arte e um pouco mais, Michel Klein comenta a seguir.

    8 Comrcio & Servios dez/10 jan/11

  • Entrevista michel Klein Por Claudio baCal e luCiana lana/ Fotos: MniCa varella (MiChel Klain) e divulGao (lojas)

    TEMOS UMA PREvISO PARA O ANO qUE vEM: A MAIOR PARTE DAS LOJAS ABERTAS NOS LOCAIS ONDE NS J ESTAMOS SER EM ShOPPING CENTERS. Em cidadEs E Estados novos para a rEdE, a prEfErncia sEr por lojas dE rua

    dez/10 jan/11 Comrcio & Servios 9

  • Entrevista michel Klein

    >Durante muito tempo ouvia-se que a Casas bahia usava as mercadorias como veculo para vender crdito. Voc concorda com isso?Desde que o grupo optou por trabalhar para as clas-ses menos favorecidas, ela teve que oferecer crdito, pois essas classes s poderiam ter os bens de consu-mo por meio do credirio. Chegamos a ter at 98% das vendas no famoso carnezinho, que o credirio mais popular.

    >Quando isso mudou? Em determinado momen-to, a Casas bahia vendeu a sua carteira para um banco, no foi?

    no. ns no vendemos a carteira para um banco; continuamos fazendo financiamento via carnezinho. o que aconteceu foi que a populao foi evoluindo e houve uma popularizao do carto de crdito, que passou a ser um concorrente do carnezinho, pois facilitou a compra em dez, doze vezes. para se ter uma ordem de grandeza, a Casas Bahia hoje tem 34 milhes de pessoas cadastradas com carnezinho; 8,5 milhes migraram para o carto de crdito da prpria loja.

    >Qual a parcela mdia dos carns?a prestao mdia de r$ 60 muito pouco.

    >E esse pblico bom pagador? um pblico que paga melhor do que aquele que tem cheque especial e crdito junto a bancos.

    >H quase um ano, desde o primeiro anncio da fuso das Casas bahia com o Ponto Frio, o merca-do especula os efeitos da negociao. Hoje, em s