Comportamentos Aditivos aos 18 anos - sicad.pt · Caracterização dos jovens de 18 anos...

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  • Servio de Interveno nos Comportamentos Aditivos e nas

    Dependncias

    Ministrio da Sade - Portugal

    Comportamentos Aditivos

    aos 18 anos

    Inqurito aos jovens participantes no Dia da Defesa Nacional - 2017

    Coleo Estudos

  • Ficha Tcnica

    Ttulo: Comportamentos Aditivos aos 18 anos. Inqurito aos jovens participantes no Dia da

    Defesa Nacional - 2017

    Autor: Carapinha, Ludmila; Calado, Vasco

    Editor: Servio de Interveno nos Comportamentos Aditivos e nas Dependncias

    Edio: 01-06-2018

    ISBN: 978-989-54145-2-9

    Esta informao est disponvel no stio web do Servio de Interveno nos Comportamentos e nas Dependncias, http://www.sicad.pt.

  • SERVIO DE INTERVENO NOS COMPORTAMENTOS ADITIVOS E NAS DEPENDNCIAS

    Comportamentos Aditivos aos 18 anos

    Inqurito aos jovens participantes no Dia da Defesa Nacional

    2017

  • Servio de Interveno nos Comportamentos Aditivos e nas Dependncias

    Agradecimentos

    O presente projeto s foi possvel devido a uma frutuosa parceria com o Ministrio da Defesa

    Nacional, que permitiu a realizao deste estudo no contexto das atividades do Dia da Defesa

    Nacional e com a logstica implementada pelas estruturas deste Ministrio.

    Neste mbito, cabe-nos agradecer em particular ao Diretor-Geral de Recursos da Defesa Nacional,

    Dr Alberto Rodrigues Coelho, ao Coronel Vitor Borlinhas, ao Tenente-Coronel Antnio Serrano, ao

    Dr Vitor Ascenso e ao Dr. Antnio Ideias Cardoso, agradecimento este extensvel a todos os

    militares, de todas as unidades, que contriburam para a implementao deste estudo.

    No mbito do Ministrio da Sade, cabe-nos agradecer aos restantes colegas que integram o Grupo

    de Coordenao da Sade, Ral Melo, do SICAD, Ins Abrao, da DICAD/ARS Norte, Cristina Buco,

    da DICAD/ARS Centro, Carla Frazo, da DICAD/ARS Lisboa e Vale do Tejo, Joo Sardica, da DICAD/ARS

    Alentejo, Margarida Pinto, da DICAD/ARS Algarve, Nelson Carvalho, da Unidade Operacional de

    Interveno em Comportamentos Aditivos e Dependncias/ Secretaria Regional de Sade da Regio

    Autnoma da Madeira e Patrcia Lima, da Direo Regional da Preveno e Combate s

    Dependncias da Regio Autnoma dos Aores.

    Finalmente, uma palavra de agradecimento especial a todos os jovens participantes no Dia da

    Defesa Nacional, pela sua generosidade em participarem neste projeto.

  • 1

    Servio de Interveno nos Comportamentos Aditivos e nas Dependncias

    Introduo

    O inqurito sobre comportamentos aditivos aplicado aos jovens participantes no Dia da Defesa

    Nacional teve a sua primeira edio nacional em 2015, sendo o presente estudo resultante da

    terceira edio do mesmo.

    Durante o Dia da Defesa Nacional so desenvolvidas atividades destinadas a sensibilizar os jovens

    para a importncia da Defesa Nacional e para o papel e misso das Foras Armadas Portuguesas.

    Estas atividades decorrem nos CDDN (Centros de Divulgao do Dia da Defesa Nacional), sedeados

    em unidades militares dos trs ramos das Foras Armadas (http://bud.defesa.pt/ddn.html)

    Este inqurito est associado participao de entidades pblicas do sector da Sade, em particular,

    no domnio dos comportamentos aditivos, no programa de atividades do Dia da Defesa Nacional,

    que, para alm da componente militar, abrange outro tipo de aes, designadamente nas reas da

    sade e educao.

    Estas entidades Servio de Interveno nos Comportamentos Aditivos e nas Dependncias

    (SICAD), Divises de Interveno nos Comportamentos Aditivos e nas Dependncias (DICAD) das 5

    Administraes Regionais de Sade, Diviso de Tratamento e Reabilitao/Direo Regional de

    Sade da Regio Autnoma dos Aores e Unidade Operacional de Interveno em Comportamentos

    Aditivos e Dependncias/ Secretaria Regional de Sade da Regio Autnoma da Madeira

    cooperam para o desenvolvimento de aes de informao e sensibilizao em matria de

    comportamentos aditivos, nesta iniciativa, da responsabilidade da Direo-Geral de Recursos da

    Defesa Nacional (Ministrio da Defesa Nacional).

    Uma vez que neste inqurito so convidados a participar todos os jovens que completam 18 anos

    no ano da sua aplicao, os indicadores recolhidos tm particular relevncia para a caracterizao

    da situao do pas em matria de comportamentos aditivos e a sua repetio anual permitir

    identificar algumas tendncias.

    O estudo que se apresenta resulta da parceria com a Direo-Geral de Recursos da Defesa Nacional

    (DGRDN), qual cabe a operacionalizao do inqurito no terreno, bem como a gesto paralela da

    plataforma de dados. Por sua vez, o SICAD trabalha a informao recolhida no domnio dos

    comportamentos aditivos.

    Neste documento so apresentados os principais resultados quanto ao consumo de substncias

    psicoativas e quanto utilizao da internet. Os dados em que se suportam so apresentados em

    tabelas no Anexo II (tabelas relativas ao consumo de substncias psicoativas) e no Anexo III (tabelas

    relativas utilizao da internet). Por sua vez, no Anexo I apresentada a metodologia do estudo.

  • 2

    Servio de Interveno nos Comportamentos Aditivos e nas Dependncias

    Consumos de substncias psicoativas

    Caracterizao dos jovens de 18 anos

    PrevalnciaPrevalnciaPrevalnciaPrevalnciassss de consumode consumode consumode consumo1

    As substncias2 de uso legal (tabaco e bebidas alcolicas) so, a larga distncia das restantes, as

    mais mencionadas pelos jovens de 18 anos. Praticamente todos tomaram pelo menos uma bebida

    alcolica nos 12 meses anteriores ao inqurito (consumo recente), metade fumou pelo menos um

    cigarro, um quarto consumiu substncias ilcitas e uma percentagem residual tomou

    tranquilizantes/sedativos sem receita mdica. As prevalncias de consumo de lcool so

    semelhantes entre rapazes e raparigas, enquanto as de consumo de substncias ilcitas so

    claramente superiores nos rapazes. No se observam diferenas relevantes a este nvel quanto ao

    consumo de tabaco e de tranquilizantes/sedativos.

    1 Consultar o Anexo II para anlise das tabelas relativas s prevalncias de consumo: tabelas 1 a 5. 2 Neste documento usa-se a expresso substncia no mesmo sentido de produto.

    Consumo Recente (%)

    Ano: 2017Ano: 2017Ano: 2017Ano: 2017

    lcool lcool lcool lcool

    Masculino = 85,9

    Feminino = 83,4

    Tabaco Tabaco Tabaco Tabaco

    Masculino = 52,8

    Feminino = 46,9

    Tranquilizantes/Tranquilizantes/Tranquilizantes/Tranquilizantes/

    sedativos npsedativos npsedativos npsedativos np

    Masculino = 3,8

    Feminino = 5,0

    Substncias ilcitas Substncias ilcitas Substncias ilcitas Substncias ilcitas

    Masculino = 32,2

    Feminino = 19,9

  • 3

    Servio de Interveno nos Comportamentos Aditivos e nas Dependncias

    Evoluo 2015-2017

    As prevalncias de consumo de tabaco, bebidas alcolicas e tranquilizantes/sedativos sem receita

    mdica tm-se mantido estveis entre 2015 e 2017. Parece haver uma tendncia de ligeiro

    incremento da prevalncia de consumo de substncias ilcitas, sobretudo devido ao consumo de

    cannabis. Este aumento ocorre tanto entre os rapazes como entre as raparigas.

    Continuidade do consumoContinuidade do consumoContinuidade do consumoContinuidade do consumo

    Porventura devido idade, mais de metade dos inquiridos que j experimentou algum dos tipos de

    substncias analisadas tambm a consumiu nos 12 meses e 30 dias anteriores ao inqurito, situao

    que particularmente expressiva no caso do tabaco e bebidas alcolicas e, por outro lado, menos

    expressiva no caso dos tranquilizantes/sedativos no prescritos.

    Substncias ilcitas consumidasSubstncias ilcitas consumidasSubstncias ilcitas consumidasSubstncias ilcitas consumidas

    A prevalncia de consumo de substncias ilcitas

    corresponde praticamente de cannabis, principal

    substncia ilcita consumida em Portugal. De facto,

    apenas 1% dos jovens referem consumos recentesconsumos recentesconsumos recentesconsumos recentes

    exclusivos de outras substncias ilcitas3.

    A seguir cannabis, os grupos de substncias ilcitas mais mencionados pelos jovens so os das

    anfetaminas/metanfetaminas, incluindo o ecstasy.

    De seguida, destaca-se o consumo de cocana e de alucinognios, seguindo-se as Novas Substncias

    Psicoativas4 (NSP) e os opiceos.

    Quanto s Novas Substncias Psicoativas est em causa o consumo de canabinides sintticos

    (1,6%), catinonas sintticas (1,3%) e plantas ou outras NSP (1,5%). Cerca de metade dos

    consumidores recentes de NSP reportou ter consumido os 3 tipos de substncias.

    Por sua vez, embora tendencialmente associados a uma populao de faixas etrias superiores,

    de notar que 1% dos jovens menciona o consumo de opiceos.

    Finalmente, persiste a identificao de outras substncias ilcitas que no as elencadas no

    questionrio, apesar de a lista ter sido alargada entre as 3 edies (incluso dos opiceos e

    desagregao das NSP), denotando a importncia do desenvolvimento de estudos focados na

    3 de notar que estes consumos variam em funo da regio do pas, nomeadamente continente e regies autnomas. 4A categoria Novas Substncias Psicoativas aqui considerada como um grupo de substncias reconhecido como novo, anteriormente vendidas em smartshops, com categorias identificadas (catinonas e canabinides sintticos, plantas e outras). Algumas sero ilcitas por j estarem sob controlo, outras no.

  • 4

    Servio de Interveno nos Comportamentos Aditivos e nas Dependncias

    identificao de substncias ou produtos consumidos e identificados pelos jovens como psicoativos

    ilcitos.

    Estas prevalncias (consumo de bebidas alcolicas, tabaco, tranquilizantes/sedativos e substncias

    ilcitas) esto em linha com as identificadas nos estudantes de 18 anos, no mbito dos inquritos

    realizados em meio escolar, comparveis a nvel europeu5. Nestes, as prevalncias dos jovens

    portugueses (estudantes de 16 anos) so iguais ou inferiores mdia europeia6.

    PadresPadresPadresPadres de consumode consumode consumode consumo7

    FrequnciaFrequnciaFrequnciaFrequncia: ocasies de consumo: ocasies de consumo: ocasies de consumo: ocasies de consumo

    Com exceo para o tabaco, o consumo das substncias psicoativas analisadas maioritariamente

    inferior a 10 ocasies no ano.

    Em particular, os jovens fumam tabaco em mais de 40 ocasies (nos 12 meses e 30 dias anteriores

    ao inqurito), motivo pelo qual este consumo se destaca largamente dos restantes. Por sua vez, o

    consumo de tranquilizantes/sedativos no prescritos o menos frequente: trs quartos dos jovens

    mencionam um consumo inferior a 10 ocasies no ano.

    Por outro lado, importa destacar que, tambm quanto s outras substncias psicoativas que no o

    tabaco, possvel identificar uma proporo de jovens com consumos particularmente frequentes,

    nomeadamente o consumo dirio/quase dirio.

    5 Feijo (2017). Estudo sobre o Consumo de lcool, Tabaco, Drogas e outros Comportamentos Aditivos e Dependncias 2015 (disponvel no site do SICAD). 6 The ESPAD Group (2016). Results from the European School Survey Project on Alcohol and Other Drugs. Luxembourg: Publications Office of the European Union. 7 Consultar o ANEXO II para anlise das tabelas relativas a padres de consumo: tabelas 6 a 23.

    20 ou mais ocasies de consumo nos ltimos 30 dias (%)

    Ca

    nn

    ab

    is

    An

    f./M

    eta

    nf.

    Tabaco lcool Tranq./Sedativos np

    Co

    can

    a

    Alu

    cin

    og

    n

    ios

    NS

    P

    Op

    ice

    os

  • 5

    Servio de Interveno nos Comportamentos Aditivos e nas Dependncias

    No quadro das substncias ilcitas, as anfetaminas/metanfetaminas so as consumidas com menor

    frequncia, enquanto a cannabis e os opiceos so consumidos com maior frequncia.

    Em linhas gerais, este tambm o perfil dos estudantes de 18 anos inquiridos no Estudo sobre o

    Consumo de lcool, Tabaco, Drogas e outros Comportamentos Aditivos e Dependncias 2015

    (ECATD-CAD 2015). O tabaco a substncia lcita consumida com maior frequncia, sendo o

    consumo de bebidas alcolicas e de substncias ilcitas (cannabis e ecstasy) sobretudo inferior a 10

    ocasies no ano. A cannabis destaca-se, tambm, como a substncia ilcita mais consumida (Feijo,

    2016).

    No caso dos estudantes de 16 anos, em comparao com os outros pases europeus participantes

    no ESPAD, a frequncia de consumo de bebidas alcolicas, tabaco e cannabis dos alunos

    portugueses situa-se num nvel intermdio ou inferior (The ESPAD Group, 2016).

    Independentemente da substncia, os rapazes inquiridos consomem sempre com mais frequncia

    que as raparigas. Esta diferena menos notria no consumo de tabaco (39% das fumadoras

    fumaram em 40 ou mais ocasies nos 12 meses anteriores, para 47% de fumadores) e mais notria

    no consumo de tranquilizantes/sedativos sem receita mdica (5% de raparigas para 13% de rapazes

    tomaram estes medicamentos em 40 ou mais ocasies) e no consumo de alucinognios (6% de

    raparigas para 13% de rapazes).

    de notar como, semelhana de outros estudos (Feijo, 2017, por exemplo), apesar de a

    prevalncia de consumo de bebidas alcolicas ser semelhante entre rapazes e raparigas, so os

    rapazes que consomem com mais frequncia estas substncias.

    Intensidade do consumo em cada ocasioIntensidade do consumo em cada ocasioIntensidade do consumo em cada ocasioIntensidade do consumo em cada ocasio

    A par da frequncia, o padro de consumo destes jovens pode ainda ser caracterizado quanto

    nocividade de cada ocasio de consumo, seja pela quantidade de lcool ingerido por ocasio

    (consumo binge, experincia de embriaguez ligeira e severa), seja pela associao de diferentes

    substncias psicoativas numa mesma ocasio.

    Consumo binge, embriaguez ligeira e severa

    Assim, de notar que, pelo menos uma vez nos 12 meses anteriores ao inqurito, metade dos

    inquiridos declarou ter ingerido 5 ou mais (raparigas) /6 ou mais (rapazes) bebidas alcolicas numa

    mesma ocasio (consumo binge), mais de metade experienciou um estado de inebriao por

    ingesto de lcool e um tero embriagou-se severamente, propores que se tm mantido

    semelhantes nas 3 edies do inqurito.

    Em comparao com os estudantes de 18 anos inquiridos no mbito do ECATD-CAD, a prevalncia

    de embriaguez ligeira semelhante, sendo a de embriaguez severa superior naqueles estudantes.

    A ingesto de bebidas alcolicas at um estado de ligeira inebriao uma prtica que difere pouco

    em funo do sexo. Contudo, o consumo binge e a embriaguez severa so prticas mais comuns nos

    rapazes.

  • 6

    Servio de Interveno nos Comportamentos Aditivos e nas Dependncias

    Estes consumos mais intensivos tendem a ser

    pontuais no ano, predominando frequncias de

    consumo inferiores a 6 ocasies. A embriaguez ligeira

    o padro mais frequente e, por outro lado, a severa

    a menos frequente.

    De todo o modo, so de salientar as percentagens de

    inquiridos/consumidores com consumos nocivos

    mais frequentes.

    Policonsumo

    Cerca de 19% dos jovens associaram substncias psicoativas numa mesma ocasio pelo menos uma

    vez nos 12 meses anteriores ao inqurito, percentagem que tem sido semelhante entre 2015 e

    2017. A partir de uma lista de opes8 a associao mais mencionada a de bebidas alcolicas e

    derivados de cannabis (11% dos inquiridos).

    Tambm neste mbito se verifica que os rapazes tm prticas de maior nocividade que as raparigas:

    27% dos rapazes associaram substncias, para 16% das raparigas.

    Problemas associados ao consumoProblemas associados ao consumoProblemas associados ao consumoProblemas associados ao consumo9999

    19% dos participantes (21% dos consumidores de bebidas alcolicas) experienciaram, nos 12 meses

    anteriores ao inqurito, problemas relacionados com o consumo destas bebidas, tendo sido as

    situaes de mal-estar emocional e as relaes sexuais desprotegidas as mais mencionadas. Por sua vez, 8% (21% dos consumidores de substncias ilcitas) experienciaram problemas

    relacionados com o consumo destas substncias, no mesmo perodo, destacando-se o mesmo tipo

    de problemas que os referidos a propsito do consumo de bebidas alcolicas.

    Estas prevalncias so semelhantes s da edio anterior do inqurito. Como expectvel, a

    experincia de problemas mencionada, em maior medida, pelos consumidores das substncias,

    no sendo, no entanto, exclusiva destes.

    8 Bebidas alcolicas e derivados de cannabis, bebidas alcolicas e cocana, bebidas alcolicas, cocana e derivados de

    cannabis, bebidas alcolicas e tranquilizantes/sedativos sem receita mdica e associao de diferentes derivados de cannabis 9 Consultar o ANEXO II para anlise das tabelas relativas a problemas associados ao consumo: tabelas 24 a 27.

    INQUIRIDOSINQUIRIDOSINQUIRIDOSINQUIRIDOS

    Problemas relacionados com o consumo Problemas relacionados com o consumo Problemas relacionados com o consumo Problemas relacionados com o consumo de bebidas alcolicas (%)de bebidas alcolicas (%)de bebidas alcolicas (%)de bebidas alcolicas (%) de substncias ilcitas (%)de substncias ilcitas (%)de substncias ilcitas (%)de substncias ilcitas (%)

    Problemas de rendimento na escola/trabalho 3,8 2,6

    Problemas de sade que motivou assistncia mdica 2,6 1,3

    Problemas com comportamentos em casa 3,8 2,1

    Problemas financeiros 3,3 1,8

    Atos de violncia, conduta desordeira 2,0 0,9

    Relaes sexuais sem preservativo 6,9 3,3

    Situaes de mal-estar emocional 10,8 4,1

    20 ou mais ocasies de consumo nos ltimos 12 meses (%)

  • 7

    Servio de Interveno nos Comportamentos Aditivos e nas Dependncias

    A experincia de problemas relacionados com o consumo de bebidas alcolicas e com o consumo

    de substncias ilcitas de um modo geral ligeiramente superior entre os rapazes, quer no total de

    inquiridos, quer no grupo dos consumidores. Apenas a experincia de problemas relacionados com

    o consumo de substncias ilcitas particularmente superior entre os rapazes inquiridos que nas

    raparigas, o que se dever, essencialmente, diferena das prevalncias de consumo destas

    substncias. No quadro dos consumidores no se verifica tal distino.

    Acesso a substncias ilcitas atravs da internetAcesso a substncias ilcitas atravs da internetAcesso a substncias ilcitas atravs da internetAcesso a substncias ilcitas atravs da internet10101010

    4% dos inquiridos afirmaram ter comprado cannabis atravs da internet nos 12 meses anteriores ao

    inqurito, o que corresponde a 13% dos consumidores de cannabis neste perodo.

    A percentagem de jovens que mencionou adquirir outro tipo de substncias inferior a 1% quanto

    a cada substncia, o que est de acordo com a menor prevalncia de consumo destas substncias

    por comparao com a cannabis.

    Contudo, circunscrevendo aos consumidores, so os consumidores de alucinognios (18%),

    opiceos (20%) e de outras substncias ilcitas para alm das identificadas (17%) que mais referem

    a aquisio atravs da internet.

    Independentemente da substncia, esta forma de acesso mais utilizada pelos rapazes do que pelas

    raparigas.

    10 Consultar o ANEXO II para anlise da tabela relativa aquisio de substncias atravs da net: tabela 28.

  • 8

    Servio de Interveno nos Comportamentos Aditivos e nas Dependncias

    Perfis de consumidores11

    Com vista a identificar grupos distintos de jovens em funo do seu padro de consumo de

    substncias psicoativas efetuou-se uma anlise de clusters baseada nas declaraes de consumo

    recente (consumiu/no consumiu)12. Resulta desta anlise que os jovens inquiridos podes ser

    classificados em 5 grupos distintos:

    Estes perfis de consumo podem ser hierarquizados quanto intensidade, nocividade e experincia

    de problemas. Num extremo, situa-se o grupo de No consumidores e, no outro, o grupo dos

    Consumidores de todas as substncias.

    Assim, os grupos que se distinguem pelo consumo de outras substncias ilcitas que no cannabis

    (Consumidores de todas as substncias e Consumidores de lcool, tabaco, cannabis e anfetaminas)

    so aqueles em que h uma maior referncia experincia de problemas, quer com o consumo de

    substncias ilcitas como com o consumo de bebidas alcolicas. Analisando problema a problema,

    nos Consumidores de todas as substncias a experincia de problemas tende a ser superior,

    exceo do envolvimento em relaes sexuais desprotegidas e das situaes de mal-estar

    emocional.

    tambm nestes 2 grupos que a frequncia de consumo de substncias, ilcitas, mas tambm lcitas,

    usualmente superior, a par das prticas de maior nocividade.

    Em concreto, o grupo de Consumidores de lcool, tabaco, cannabis e anfetaminas destaca-se dos

    restantes pelo consumo mais frequente de lcool, tabaco e cannabis. Por sua vez, o grupo de

    Consumidores de todas as substncias destaca-se pelo consumo mais frequente das restantes

    substncias ilcitas.

    11 Consultar o ANEXO II para anlise das tabelas relativas a clusters de consumidores: tabelas 29 a 47. 12 Consultar o ANEXO I (Metodologia) para mais informaes sobre esta anlise.

    4 - Consumidores de lcool, tabaco, cannabis e anfetaminas/metanfetaminas

    Tabaco (95%), lcool (99%), Tranquilizantes/sedativos np (11%), Cannabis (96%), Anfetaminas/metanfetaminas (99%), Cocana (36%),

    Alucinognios (32%), NSP (10%), Opiceos (1%), Outras ilcitas (8%)

    2- Consumidores de lcool e tabaco Tabaco (42%), lcool (100%), Tranquilizantes/sedativos np (3%), Cannabis (0%), Anfetaminas/metanfetaminas (0,2%), Cocana (0,2%), Alucinognios (0,1%), NSP (0,1%), Opiceos (0,1%), Outras ilcitas (0,4%)

    5 - Consumidores de

    todas as substncias Tabaco (95%), lcool (98%), Tranquilizantes/sedativos np (95%), Cannabis (98%), Anfetaminas/metanfetaminas (96%), Cocana (95%), Alucinognios (96%), NSP (97%), Opiceos (86%), Outras ilcitas (94%) 1 - No consumidores

    Tabaco (12%), lcool (0%), Tranquilizantes/sedativos np (1%),

    Cannabis (0,8%), Anfetaminas/metanfetaminas

    (0,3%), Cocana (0,1%), Alucinognios (0,1%), NSP (0,2%),

    Opiceos (0,1%), Outras ilcitas (0,2%)

    3 - Consumidores de lcool, tabaco e cannabis Tabaco (89%), lcool (99%), Tranquilizantes/sedativos np (4%),

    Cannabis (100%), Anfetaminas/metanfetaminas (0%), Cocana (2%), Alucinognios (1%), NSP (1%), Opiceos (0,2%), Outras ilcitas (2,2%)

  • 9

    Servio de Interveno nos Comportamentos Aditivos e nas Dependncias

    Embora as prevalncias de embriaguez ligeira e de consumo binge sejam semelhantes entre grupos

    com consumos de substncias ilcitas (o grupo dos Consumidores de lcool e tabaco destaca-se pela

    menor prevalncia de consumo binge, embriaguez ligeira e severa), os Consumidores de lcool,

    tabaco, cannabis e anfetaminas tm estas prticas mais frequentemente, enquanto os

    Consumidores de todas as substncias mais frequentemente se embriagam severamente.

    As prticas de policonsumo so, tambm, mais comuns nos 2 grupos de consumidores de outras

    substncias ilcitas que no cannabis.

    Finalmente, de notar que a frequncia de consumo de qualquer substncia, bem como a

    frequncias de embriaguez ligeira, binge e embriaguez severa so maiores nos Consumidores de

    lcool, tabaco e cannabis que nos Consumidores de lcool e tabaco. Na mesma linha, os

    Consumidores de lcool, tabaco e cannabis fazem mais policonsumo e fazem mais referncia a

    problemas relacionados com o consumo do que o outro grupo de consumidores.

    A nvel sociodemogrfico apenas o grupo de Consumidores de todas as substncias se destaca de

    forma sistemtica dos restantes, com uma maior proporo de homens, com um maior nmero de

    reprovaes escolares, abandono da escola e em idades mais precoces, por pensar que no era

    importante estudar, a trabalhar por conta prpria e com o pai em situao de doena ou

    incapacidade temporria.

    Grupo 1 Grupo 1 Grupo 1 Grupo 1 ---- No ConsumidoresNo ConsumidoresNo ConsumidoresNo Consumidores

    O grupo de No Consumidores corresponde a 12 243 jovens, isto , 15% da populao inquirida.

    Caracteriza-se pelo consumo apenas residual de substncias psicoativas nos 12 meses anteriores ao

    inqurito (a percentagem de consumos de cada substncia sempre igual ou inferior a 1%, com

    exceo do tabaco, de 12%).

    Tem uma proporo semelhante de rapazes e raparigas, quase todos solteiros, trs quartos

    estudam (69% estudantes, os restantes, trabalhadores-estudantes), metade concluiu ou frequenta

    um nvel de escolaridade correspondente ao 12 ano, 15% frequenta o ensino superior, sendo que

    metade pretende concluir o ensino superior. A maioria refere que o pai est empregado (trs

    quartos), o mesmo sucedendo relativamente me (66%). Um tero refere que o pai tem

    habilitaes ao nvel do 12 ano a ensino superior e 44% que a me tem estas habilitaes.

    Grupo 2 Grupo 2 Grupo 2 Grupo 2 ---- Consumidores de lcool e tabacoConsumidores de lcool e tabacoConsumidores de lcool e tabacoConsumidores de lcool e tabaco

    O grupo de Consumidores de lcool e tabaco corresponde a 48 546 jovens, isto , 60% da populao

    inquirida. Caracteriza-se por todos os jovens consumirem bebidas alcolicas e praticamente metade

    fumar tabaco. Por sua vez, as referncias ao consumo de outras substncias psicoativas so

    marginais, no atingindo 0,5% em quase todos os casos (apenas o consumo de

    tranquilizantes/sedativos no prescritos de 2,6%).

    Tambm este grupo tem uma proporo semelhante de rapazes e raparigas, so quase todos

    solteiros, 83% estudam (75% estudantes, os restantes, trabalhadores-estudantes), metade concluiu

    ou frequenta um nvel de escolaridade correspondente ao 12 ano, um quarto frequenta o ensino

    Grau de nocividade

    No

    consumidores

    Consumidores

    de lcool e

    tabaco

    Consumidores

    de lcool,

    tabaco e

    cannabis

    Consumidores

    de lcool,

    tabaco,

    cannabis e

    anf./metanf.

    Consumidores

    de todas as

    substncias

  • 10

    Servio de Interveno nos Comportamentos Aditivos e nas Dependncias

    superior e a expetativa da maioria de concluir o ensino superior. Trs quartos referem que o pai

    est empregado e a mesma proporo diz o mesmo relativamente me. Quase metade refere que

    o pai tem habilitaes literrias que se situam entre o 12 e o ensino superior e metade reporta o

    mesmo quanto me.

    Mais de metade destes jovens toma bebidas alcolicas com uma frequncia inferior a 10 ocasies

    no ano, sendo de 12% a percentagem com um consumo mais frequente (40 ou mais ocasies).

    Mais de metade tomou bebidas alcolicas at ficar alegre (embriaguez ligeira), metade fez

    consumo binge e um quarto embriagou-se severamente. Estas prevalncias so inferiores s de

    qualquer um dos restantes grupos de consumidores, sobretudo no caso do consumo binge e da

    embriaguez severa.

    A frequncia de qualquer uma destas prticas , tambm, muito inferior dos restantes grupos.

    Quase metade ficou ligeiramente embriagada no mximo 1-5 vezes no ano (um tero nenhuma vez),

    um tero fez consumos binge 1-5 vezes no ano (metade nenhuma vez) e um quarto ficou

    embriagado severamente 1-5 vezes no ano (73% nenhuma vez).

    Por sua vez, a percentagem que declarou fazer associao de substncias na mesma ocasio

    residual em comparao com os restantes grupos (7%).

    Concomitantemente, a percentagem que declara ter experienciado problemas com o consumo de

    bebidas alcolicas nos 12 meses anteriores tambm a mais baixa dos grupos de consumidores,

    sendo de 16%. O tipo de problemas mais mencionado o das situaes de mal-estar emocional

    (9%), seguido, por ordem de prevalncias, pelas relaes sexuais sem, preservativo, problemas de

    rendimento na escola/trabalho, problemas com comportamentos em casa, problemas financeiros,

    problemas de sade que motivaram assistncia mdica, problemas financeiros e atos de

    violncia/conduta desordeira (1%).

    O consumo de tabaco por parte destes jovens , tambm, essencialmente espordico. Entre os

    fumadores, de um tero a proporo que fumou mais de 40 vezes no ano.

    Grupo 3 Grupo 3 Grupo 3 Grupo 3 ---- Consumidores de lcool, tabaco e cannabisConsumidores de lcool, tabaco e cannabisConsumidores de lcool, tabaco e cannabisConsumidores de lcool, tabaco e cannabis

    O grupo de Consumidores de lcool, tabaco e cannabis corresponde a 16 964 jovens, isto , 21% da

    populao inquirida. Caracteriza-se por quase todos os jovens consumirem lcool, tabaco e cannabis

    e apenas percentagens residuais consumirem outras substncias psicoativas (a percentagem mais

    elevada de consumo de outras substncias corresponde aos tranquilizantes/sedativos no

    prescritos e de 4%).

    Neste grupo, tal como suceder nos seguintes, que envolvem consumos de substncias ilcitas, a

    proporo de rapazes j claramente superior das raparigas. Quase todos os jovens so solteiros,

    85% estudam (75% estudantes a tempo inteiro, os restantes trabalham concomitantemente). 47%

    tem uma escolaridade ao nvel do 12 ano, 28% frequentam o ensino superior e trs quartos

    pretendem concluir o ensino superior. A grande maioria (trs quartos) tem o pai empregado e a

    mesma proporo tem a me empregada. Para metade o pai tem habilitaes literrias que se

    situam entre o 12 ano e o ensino superior, o mesmo sucedendo a mais de metade (64%)

    relativamente me.

    O consumo de bebidas alcolicas caracteriza-se por uma frequncia superior a 10 ocasies no ano

    (75%), sendo de referir que um tero menciona um consumo igual ou superior a 40 vezes.

    Quase todos os jovens fizeram consumo binge (81%), embriagaram-se ligeiramente (90%) e mais de

    metade embriagou-se severamente (60%). A frequncia de consumo binge e de embriaguez ligeira

    bastante varivel neste grupo de jovens, no se identificando uma tendncia predominante. J a

    embriaguez severa ocorre predominantemente em 5 ou menos ocasies no ano.

    Considerando os trs grupos que se caracterizam pelo consumo de substncias ilcitas

    (Consumidores de lcool, tabaco e cannabis; Consumidores de lcool, tabaco, cannabis e

  • 11

    Servio de Interveno nos Comportamentos Aditivos e nas Dependncias

    anfetaminas/metanfetaminas e Consumidores de todas as substncias) este destaca-se pela menor

    experincia de problemas relacionados com o consumo de bebidas alcolicas: cerca de um tero

    menciona esta experincia nos 12 meses anteriores. O problema mais mencionado o mal-estar

    emocional (18%), seguido, por ordem de prevalncia, pelas relaes sexuais desprotegidas,

    problemas de rendimento na escola/trabalho, problemas com comportamentos em casa,

    problemas financeiros, atos de violncia/conduta desordeira e problemas de sade que motivaram

    assistncia mdica (3%).

    O consumo de tabaco por parte destes jovens , tambm, um pouco mais frequente do que no

    grupo anterior, sendo que metade declara ter fumado em 40 ou mais ocasies no ano.

    Apesar de todos os jovens deste grupo mencionarem o consumo de cannabis, trata-se de um

    consumo essencialmente espordico: mais de metade fumou cannabis em menos de 10 ocasies

    nos 12 meses anteriores ao inqurito (um tero fumou apenas uma ou duas vezes).

    Cerca de metade associou o consumo de substncias psicoativas (lcool e cannabis, misturas de

    derivados de cannabis) na mesma ocasio pelo menos uma vez.

    A experincia de problemas relacionados com o consumo de substncias ilcitas relatada por 16%

    dos jovens, percentagem bastante inferior dos outros 2 grupos que se caracterizam por este tipo

    de consumo (Consumidores de lcool, tabaco, cannabis e anfetaminas/metanfetaminas e

    Consumidores de todas as substncias). de notar que, como se ver adiante, estes dois grupos

    apresentam prevalncias importantes de consumo de outras substncias ilcitas para alm da

    cannabis, tendo, a par, um consumo de cannabis mais frequente.

    As situaes de mal-estar emocional so o tipo de problema mais mencionado (8%), seguido, por

    ordem, das relaes sexuais desprotegidas, dos problemas com comportamentos em causa, dos

    problemas financeiros, dos atos de violncia/conduta desordeira e dos problemas de sade que

    motivaram assistncia mdica (1%).

    Grupo 4 Grupo 4 Grupo 4 Grupo 4 ---- Consumidores de lcool, tabaco, cannabis e anfetaminasConsumidores de lcool, tabaco, cannabis e anfetaminasConsumidores de lcool, tabaco, cannabis e anfetaminasConsumidores de lcool, tabaco, cannabis e anfetaminas/metanfetaminas/metanfetaminas/metanfetaminas/metanfetaminas

    O grupo de Consumidores de lcool, tabaco, cannabis e anfetaminas/metanfetaminas corresponde

    a 2 439 jovens, isto , 3% da populao inquirida. Caracteriza-se por quase todos os jovens

    consumirem lcool, tabaco, cannabis e anfetaminas/metanfetaminas. Ao contrrio dos grupos

    entretanto descritos, as percentagens de consumo das restantes substncias no so totalmente

    marginais, ainda que sejam muito inferiores s das que caracterizam o grupo. Assim, um tero dos

    jovens menciona tambm o consumo de cocana e a mesma proporo refere o consumo de

    alucinognios. Por sua vez, 10% mencionam o consumo de tranquilizantes/sedativos no prescritos

    e igual percentagem o consumo de Novas Substncias Psicoativas (maioritariamente canabinides

    sintticos).

    composto por praticamente o dobro de rapazes do que de raparigas. Quase todos os jovens so

    solteiros, 76% estudam (63% estudantes a tempo inteiro, os restantes tambm a trabalhar). 47%

    tem uma escolaridade ao nvel do 12 ano, 16% frequentam o ensino superior e 54% pretendem

    concluir o ensino superior. A grande maioria (trs quartos) tem o pai empregado e a mesma

    proporo tem a me empregada. Para metade o pai tem habilitaes literrias que se situam entre

    o 12 ano e o ensino superior, o mesmo sucedendo a mais de metade (60%) relativamente me.

    Este o grupo que consome bebidas alcolicas mais frequentemente: metade bebeu em mais de

    40 ocasies no ano. Quase todos fizeram consumo binge, embriagaram-se ligeiramente e a maioria

    (69%) embriagou-se severamente pelo menos uma vez. Destaca-se tambm como o grupo que

    bebeu em mais ocasies at embriaguez ligeira (29% fizeram-no em 40 ou mais ocasies) e de

    forma binge (23% em 40 ou mais ocasies) mas no quanto embriaguez severa (8% em 40 ou mais

    ocasies).

  • 12

    Servio de Interveno nos Comportamentos Aditivos e nas Dependncias

    A experincia de problemas relacionados com o consumo de bebidas alcolicas semelhante do

    grupo dos Consumidores de todas as substncias (48%, sendo de 46% no de Consumidores de todas

    as substncias). Esta semelhana deve-se essencialmente s prevalncias dos problemas mais

    assinalados em cada um dos grupos: situaes de mal-estar emocional (24% no grupo em anlise,

    23% no de Consumidores de todas as substncias) e relaes sexuais desprotegidas (26% em ambos

    os grupos) dado que a experincia dos restantes tipos de problemas bastante diferente.

    O terceiro problema mais mencionado pelo grupo em anlise consiste nos problemas com

    comportamentos em casa (12%), seguindo-se os problemas financeiros, os problemas de

    rendimento na escola/trabalho, os atos de violncia/conduta desordeira e os problemas de sade

    que motivaram assistncia mdica (5%).

    Este tambm o grupo que fuma tabaco com mais frequncia (trs quartos dos fumadores fuma

    em 40 ou mais ocasies no ano) e, tambm, que consome cannabis mais frequentemente (mais de

    metade dos consumidores - 56% - consome cannabis em 40 ou mais ocasies no ano).

    Por sua vez, o consumo de anfetaminas/metanfetaminas essencialmente espordico, sendo que

    metade refere ter consumido estas substncias apenas uma a duas vezes no ano.

    Praticamente todos os jovens (81%) mencionam a associao de substncias na mesma ocasio.

    A experincia de problemas relacionados com o consumo de substncias ilcitas situa-se, tambm,

    a um nvel semelhante ao do grupo de Consumidores de todas as substncias, isto , na ordem dos

    42%. Analisando problema a problema constata-se que, em ambos os grupos, as situaes de mal-

    estar emocional so o tipo de problema mais mencionado (21% em ambos), seguindo-se, no grupo

    em anlise, as relaes sexuais desprotegidas (18%, sendo de 25% no grupo de Consumidores de

    todas as substncias) e os problemas de rendimento da escola/trabalho (16%, sendo de 23% no

    grupo de Consumidores de todas as substncias). Tal como sucede quanto aos problemas

    relacionados com o consumo de bebidas alcolicas, os restantes problemas tm prevalncias

    bastante diferentes entre os dois grupos.

    O terceiro problema mais mencionado pelo grupo em anlise consiste nos problemas com

    comportamentos em casa (13%), seguindo-se os problemas financeiros, os atos de

    violncia/conduta desordeira e os problemas de sade que motivaram assistncia mdica (4%).

    Grupo 5 Grupo 5 Grupo 5 Grupo 5 ---- Consumidores de todas as substnciasConsumidores de todas as substnciasConsumidores de todas as substnciasConsumidores de todas as substncias

    Este o grupo de menor dimenso, constitudo por 1 201 jovens (1,5%). Caracteriza-se por quase

    todos os jovens mencionarem o consumo de todas as substncias.

    Proporcionalmente, composto por mais do triplo de rapazes que raparigas (79% so rapazes).

    Embora sejam quase todos solteiros (91%), neste grupo que uma maior proporo (5%) refere j

    viver maritalmente. 67% dos jovens ainda estudam (51% a tempo inteiro, os restantes a trabalhar),

    sendo o grupo com uma menor percentagem de estudantes. 41% tm escolaridade ao nvel do 12

    ano . Ao contrrio dos restantes grupos, apenas 6% frequenta o ensino superior. As expectativas de

    progresso acadmica situam-se, de igual forma (um tero dos jovens), ao nvel do 12 ano e do

    ensino superior. Mais de metade (66%) tem o pai e/ou a me empregados. Um tero menciona que

    o pai tem escolaridade entre o 12 ano e o ensino superior, o que sucede a metade relativamente

    me.

    O consumo de bebidas alcolicas menos frequente que no grupo de Consumidores de lcool,

    tabaco, cannabis e anfetaminas, sendo, a este nvel, semelhante ao dos Consumidores de lcool,

    tabaco e cannabis: 39% dos jovens consomem em 40 ou mais ocasies no ano.

    Quase todos os jovens beberam de forma binge ou embriagaram-se ligeiramente pelo menos uma

    vez no ano, sendo de destacar que trs quartos se embriagaram severamente pelo menos uma vez.

    De facto, embora este grupo de jovens beba com menos frequncia que o grupo de Consumidores

    de lcool, tabaco, cannabis e anfetaminas/metanfetaminas ou to frequentemente como os

  • 13

    Servio de Interveno nos Comportamentos Aditivos e nas Dependncias

    Consumidores de lcool, tabaco e cannabis, tende a beber mais intensivamente em cada ocasio.

    Destaca-se, em particular, pela frequncia de embriaguez severa: 15% dos jovens embriagaram-se

    severamente em 40 ou mais ocasies no ano.

    A experincia de problemas relacionados com o consumo de bebidas alcolicas semelhante do

    outro grupo de consumidores de outras ilcitas que no cannabis: 46% refere estes problemas.

    Contudo, tal como referido anteriormente, excetuando as relaes sexuais desprotegidas e as

    situaes de mal-estar emocional, a experincia de cada um dos problemas por parte destes jovens

    tende a ser superior. Com efeito, este grupo destaca-se por a experincia de cada um dos problemas

    no diferir muito entre si. O problema mais mencionado consiste nas relaes sexuais desprotegidas

    (26%) e o menos mencionado os atos de violncia/conduta desordeira (19%).

    O consumo de tabaco no particularmente frequente, dado que de 40% a percentagem de

    jovens que menciona consumir em 40 ou mais ocasies no ano. Com efeito, entre estes jovens, a

    frequncia de consumo de tabaco semelhante de bebidas alcolicas e de cannabis.

    Por sua vez, se o consumo de cannabis mais frequente nos Consumidores de lcool, tabaco,

    cannabis e anfetaminas, qualquer uma das restantes substncias ilcitas consumida mais

    frequentemente no grupo ora em anlise. Cerca de metade dos consumidores utiliza cada uma

    destas substncias em menos de 10 ocasies no ano e, a mesma proporo, num nmero superior

    de ocasies. Em particular, entre 15% a 20% refere consumir cada uma das substncias em 40 ou

    mais ocasies no ano. Neste quadro, compreende-se que a prevalncia de policonsumo declarada

    seja bastante elevada, sendo que quase todos os jovens referem faz-lo (93%).

    Finalmente, 42% dos jovens referem ter experienciado problemas com o consumo de substncias

    ilcitas nos 12 meses anteriores, tratando-se de uma prevalncia semelhante do grupo de

    Consumidores de lcool, tabaco, cannabis e anfetaminas. Tal como quanto aos problemas

    relacionados com o consumo de lcool as prevalncia de cada problema diferem pouco entre si. O

    problema mais mencionado por este grupo de jovens consiste nas relaes sexuais desprotegidas

    (25%), sendo o menos mencionado os atos de violncia/conduta desordeira (18%).

  • 14

    Servio de Interveno nos Comportamentos Aditivos e nas Dependncias

    Utilizao da internet

    Caracterizao dos jovens de 18 anos

    PrevalnciaPrevalnciaPrevalnciaPrevalnciassss ddddaaaa utilizaoutilizaoutilizaoutilizao13

    A generalidade dos jovens inquiridos j

    teve contacto com a internet, tendo

    iniciado a sua utilizao antes dos 15

    anos. Com efeito, cerca de um tero

    declarou ter iniciado esta utilizao

    antes dos 10 anos. Os rapazes declaram

    um incio de utilizao mais precoce do

    que as raparigas.

    O equipamento mais utilizado para aceder internet o computador porttil (referido por 64% dos

    jovens), seguido do smartphone/telemvel.

    Os jovens foram inquiridos sobre 3 tipos de utilizao da internet: redes sociais, jogo (e, em

    particular, o jogo de apostas) e pesquisas. A utilizao das redes sociais generalizada, tal como a

    realizao de pesquisas na internet. Por sua vez, cerca de metade dos jovens referem jogar online,

    sendo que 17% apostam online.

    As prevalncias tm-se

    mantido a nveis

    semelhantes nos 3 anos,

    para os trs tipos de

    utilizao (redes sociais,

    pesquisas e jogo).

    13 Consultar o Anexo III para anlise das tabelas relativas s prevalncias de utilizao: tabelas 48 a 50.

    30,836,8

    24,8

    60,253,6

    66,9

    6,1 5,8 6,41,8 2,1 1,5

    Global Masculino Feminino

    16-18 anos

    15 anos

    10-14 anos

    Antes dos 10 anos

    Nunca usou

    Idade de incio da utilizao da internet (%)

    Tipo de utilizao da internet (%)

  • 15

    Servio de Interveno nos Comportamentos Aditivos e nas Dependncias

    Enquanto as redes sociais e as pesquisas so praticamente igualmente utilizadas por rapazes e

    raparigas, os rapazes utilizam mais a internet para jogar, nomeadamente jogos de apostas.

    PPPPadroadroadroadro ddddeeee utilizaoutilizaoutilizaoutilizao14

    A maioria dos jovens utiliza a internet numa mdia igual ou superior a 3 horas por dia. Para cada um

    dos mbitos considerados (redes sociais, jogo e pesquisas) a durao de utilizao diria

    predominante corresponde a 3 horas ou menos por dia, independentemente do dia ser de semana

    ou de fim-de-semana. Os jovens passam mais tempo a utilizar as redes sociais, seguindo-se o jogo

    online em geral e, a seguir, o jogo de apostas e pesquisas.

    Apesar de ser esta a durao predominante de utilizao, alguns jovens tm uma utilizao mais

    intensiva da internet, durante 6 horas ou mais por dia: cerca de 16% nas redes socias, perto de 10%

    a jogar (2% em jogo de apostas) e cerca de 5% a pesquisar.

    As raparigas tendem a utilizar durante mais tempo nas redes sociais, embora a discrepncia seja

    pouco acentuada. Contrariamente, os rapazes jogam durante bastante mais tempo do que as

    14 Consultar o Anexo III para anlise das tabelas relativas ao padro de utilizao: tabelas 51 a 55.

    Apostas Apostas Apostas

    Ano: 2017Ano: 2017Ano: 2017Ano: 2017

    Redes sociaisRedes sociaisRedes sociaisRedes sociais

    Masculino = 95,1

    Feminino = 98,3

    PesquisasPesquisasPesquisasPesquisas

    Masculino = 92,6

    Feminino = 97,2

    JogoJogoJogoJogo

    Masculino = 76,7

    Feminino = 29,2

    Jogo Jogo Jogo Jogo ---- apostasapostasapostasapostas

    Masculino = 28,2

    Feminino = 5,0

    Tipo de utilizao da internet (%)

    N de horas (por dia) de utilizao da internet (%)

    Apostas Apostas

  • 16

    Servio de Interveno nos Comportamentos Aditivos e nas Dependncias

    raparigas. Este padro de utilizao mais intensiva tem-se mantido com prevalncias semelhantes

    nas 3 ltimas edies.

    PPPProblemas associados roblemas associados roblemas associados roblemas associados utilizaoutilizaoutilizaoutilizao da internetda internetda internetda internet15

    A partir de uma lista de possveis problemas, cerca de um quarto dos jovens mencionou que j tinha

    tido algum tipo de problema nos 12 meses anteriores, que associa utilizao da internet, no se

    verificando diferenas relevantes entre rapazes e raparigas. O tipo de problema mais mencionado

    refere-se ao rendimento na escola/trabalho, seguindo-se as situaes de mal-estar emocional e os

    problemas com comportamentos em casa.

    15 Consultar o Anexo III para anlise da tabela relativa aos problemas associados utilizao da internet: tabela 56.

    INQUIRIDOS: Experincia de pINQUIRIDOS: Experincia de pINQUIRIDOS: Experincia de pINQUIRIDOS: Experincia de problemas roblemas roblemas roblemas nos 12 meses anterioresnos 12 meses anterioresnos 12 meses anterioresnos 12 meses anteriores (%)(%)(%)(%)

    Problemas de rendimento na escola/trabalho 14,3

    Problemas de sade que motivou assistncia mdica 1,5

    Problemas com comportamentos em casa 8,8

    Problemas financeiros 1,6

    Atos de violncia, conduta desordeira 1,2

    Relaes sexuais sem preservativo 2,2

    Situaes de mal-estar emocional 9,4

    6 ou mais horas por dia na internet (%)

    Ano: 2017Ano: 2017Ano: 2017Ano: 2017

    Redes sociaisRedes sociaisRedes sociaisRedes sociais

    Masculino = S-13,2;FS-12,9

    Feminino = S-17,4;FS-19,2

    PesquisasPesquisasPesquisasPesquisas

    Masculino = S-6,6;FS-5,7

    Feminino = S-5,4;FS-4,7

    JogoJogoJogoJogo

    Masculino = S-11,5;FS-14,4

    Feminino = S-1,3;FS-1,5

    Jogo Jogo Jogo Jogo ---- apostasapostasapostasapostas

    Masculino = S-2,8;FS-2,7

    Feminino = S-0,4;FS-0,4

    Redes sociais Pesquisas

    Jogo Jogo - apostas

  • 17

    Servio de Interveno nos Comportamentos Aditivos e nas Dependncias

    Perfis de utilizadores de internet16

    Com vista a identificar grupos distintos de jovens em funo do seu padro de utilizao da internet,

    efetuou-se uma anlise de clusters baseada nas declaraes de utilizao (utilizou/no utilizou)17.

    Resulta desta anlise que os jovens inquiridos podem ser classificados em 4 grupos distintos:

    Estes 4 grupos de utilizadores diferem entre si pela diversidade de tipos de utilizao da internet

    (redes sociais, jogo, jogo de apostas, pesquisas). Quanto a este critrio, num extremo situa-se o

    grupo 3 por ser aquele em que menos jovens mencionam a utilizao da internet (inclusivamente

    nenhum joga e quase nenhum pesquisa) e, no outro extremo, situa-se o grupo 1, no qual todos os

    jovens declaram utilizar todas as modalidades. O grupo 4 destaca-se pela particularidade de

    nenhum jovem utilizar redes sociais mas todos jogarem na internet. Finalmente, no grupo 2 todos

    os jovens usam as redes sociais e pesquisam, enquanto cerca de metade joga online.

    O grupo de maiores dimenses (grupo 2: utilizadores que jogam mas no apostam) destaca-se dos

    restantes pela maior proporo de raparigas, pelo maior nvel de escolaridade e aspiraes

    acadmicas, bem como pelo menor tempo de utilizao da internet por dia, sobretudo quanto s

    redes sociais e jogo.

    Os grupos (1 e 4) em que todos os jovens jogam na internet destacam-se dos restantes pela

    particular proporo de rapazes, pelo incio mais precoce da utilizao da internet e a sua utilizao

    mais intensiva, isto , durante um maior nmero de horas por dia (em mdia). No entanto, os jovens

    do grupo 4 (utilizadores que no usam redes sociais) passam mais tempo a jogar do que os do grupo

    1 (utilizadores de todas as modalidades), sendo de notar que aqueles no frequentam as redes

    sociais e os jovens do grupo 1 passam mais tempo nas redes sociais do que a jogar. O grupo 4

    destaca-se ainda dos restantes pela maior experincia de problemas relacionados com a internet.

    Por fim, o grupo 3 (utilizadores infrequentes) destaca-se dos restantes pela menor utilizao da

    internet e incio mais tardio do contacto com esta. Paralelamente so os jovens que menos

    mencionam problemas relacionados com a internet. Trata-se de um grupo em que, em comparao

    com os restantes, os jovens tm menor escolaridade e aspiraes acadmicas, menos jovens se

    encontram a estudar e os pais tm tambm menor escolaridade.

    16 Consultar o ANEXO III para anlise das tabelas relativas a clusters de utilizadores da internet: tabelas 57 a 64 17 Consultar o ANEXO I (Metodologia) para mais informaes sobre esta anlise.

    1 - Utilizadores de todas as

    modalidades Redes sociais (100%), Jogo (100%), Apostas (100%), Pesquisas (100%),

    2 - Utilizadores que jogam mas

    no apostam Redes sociais (100%), Jogo (45,2%), Apostas

    (0%), Pesquisas (98,3%),

    3 Utilizadores infrequentes Redes sociais (44,6%), Jogo (0%), Apostas

    (0%), Pesquisas (18,4%),

    4 Utilizadores que no usam

    redes sociais Redes sociais (0%), Jogo (100%), Apostas (13,8%), Pesquisas (91.1%),

  • 18

    Servio de Interveno nos Comportamentos Aditivos e nas Dependncias

    De seguida detalham-se as caractersticas de cada grupo.

    Grupo 1 Grupo 1 Grupo 1 Grupo 1 Utilizadores de todas as modalidadesUtilizadores de todas as modalidadesUtilizadores de todas as modalidadesUtilizadores de todas as modalidades

    O grupo 1 corresponde a 13 069 jovens, isto , 16,6% da populao inquirida. Caracteriza-se por

    todos os jovens utilizarem as redes sociais, jogarem online, nomeadamente em apostas, e fazerem

    pesquisas na internet.

    constitudo essencialmente por rapazes (85%), aspeto em que se assemelha ao grupo 4

    (utilizadores que no usam redes sociais), no qual tambm todos os jovens jogam online, e se

    distingue dos restantes dois grupos. Quase todos os jovens so solteiros, trs quartos estudam (66%

    exclusivamente, 11% a trabalhar em simultneo), cerca de metade concluiu ou frequenta nvel

    correspondente ao 12 ano, 14% frequenta o ensino superior, e cerca de metade dos jovens aspira

    concluir o ensino superior. Trs quartos dos jovens mencionam que o pai est empregado e a

    mesma proporo declara o mesmo quanto me. Cerca de um tero tem pais com escolaridade

    ao nvel do 12 ano (31% no caso do pai e 36% no caso da me).

    Quase todos os jovens (90%) comearam a usar a internet com 14 anos ou menos, sendo que 39%

    comeou com menos de 10 anos, destacando-se em conjunto com o grupo 4 (tambm constitudo

    totalmente por jogadores) pelo incio mais precoce desta utilizao. Atualmente a principal forma

    de acesso internet consiste em dispositivos mveis (telemvel e computador porttil).

    Cerca de um tero dos jovens utiliza a internet, em mdia, durante 5 horas ou mais por dia. Esta

    utilizao mais intensiva mais um aspeto em que se assemelha ao grupo 4 e se distingue dos

    restantes dois. de notar, no entanto, que, aparentemente, este tempo de utilizao despendido

    num leque de atividades mais diverso, uma vez que os jovens do grupo 4 no frequentam as redes

    sociais. De facto, os jovens do grupo 1 passam mais tempo nas redes sociais do que a jogar ou a

    pesquisar, seja durante a semana ou ao fim-de-semana, embora a diferena seja mais acentuada

    quanto ao jogo em apostas em particular e realizao de pesquisas.

    Cerca de 22% declararam ter tido problemas relacionados com a utilizao de internet nos 12 meses

    anteriores ao inqurito, sobretudo problemas de rendimento na escola/trabalho (12%), problemas

    com comportamentos em casa (8%) e situaes de mal-estar emocional (7%).

    Grupo 2 Grupo 2 Grupo 2 Grupo 2 Utilizadores Utilizadores Utilizadores Utilizadores que jogam mas no apostamque jogam mas no apostamque jogam mas no apostamque jogam mas no apostam

    O grupo 2 corresponde grande maioria da populao inquirida, 61 801 jovens (79%). Caracteriza-

    se por todos os jovens usarem as redes sociais e pesquisarem, enquanto metade tambm joga,

    excluindo jogos de apostas.

    Trata-se do grupo com maior proporo de raparigas (57%). Quase todos os jovens so solteiros

    (98%), trs quartos estudam exclusivamente, um quarto a frequentar j o ensino superior, enquanto

    metade frequenta o equivalente ao 12 ano. Trata-se do grupo com maior nvel de escolaridade e

    tambm aquele com maiores aspiraes acadmicas. Para a grande maioria os pais encontram-se

    empregados, sendo de destacar que um tero tem pais com habilitaes literrias ao nvel do 12

    ano e 15% (pai) a 21% (me) ao nvel do ensino superior.

    Quase todos os jovens (93%) iniciaram a utilizao da internet com 14 anos ou menos, 29% com

    menos de 10 anos. A principal forma de acesso internet consiste nos telemveis ou no computador

    porttil.

    Cerca de 29% frequenta a internet numa mdia de 5 horas ou mais por dia, sendo que quase todos

    os jovens usam a internet durante 2 horas ou mais por dia. Considerando o tipo de utilizao, estes

    jovens passam mais tempo nas redes sociais do que a pesquisar ou a jogar. A ttulo de exemplo,

    durante a semana, 15% frequenta as redes sociais durante 6 horas ou mais, para 10% que joga e 6%

    que faz pesquisas durante este perodo de tempo. O grupo 2 destaca-se dos restantes pelo menor

    tempo de utilizao da internet, sobretudo nas redes sociais e jogo.

  • 19

    Servio de Interveno nos Comportamentos Aditivos e nas Dependncias

    23% dos jovens declaram ter experienciado problemas com a internet nos 12 meses anteriores ao

    inqurito, sobretudo problemas de rendimento na escola/trabalho (15%), situaes de mal-estar

    emocional (10%) e problemas com comportamentos em casa (9%).

    Grupo 3 Grupo 3 Grupo 3 Grupo 3 Utilizadores infrequentesUtilizadores infrequentesUtilizadores infrequentesUtilizadores infrequentes

    O grupo 3 constitudo por 2 775 jovens (3,5% dos inquiridos). Caracteriza-se pela menor utilizao

    da internet. Um tero dos jovens declara nunca ter usado internet. Entre os utilizadores, nenhum

    jovem joga na internet e poucos fazerem pesquisas (18%). Por sua vez, cerca de metade usa as redes

    sociais.

    Um pouco mais de metade (58%) dos jovens do sexo masculino e quase todos (95%) so solteiros.

    Este grupo destaca-se dos restantes por uma menor proporo se encontrar a estudar (52%

    estudam exclusivamente, 12% estudam e trabalham), pelas habilitaes acadmicas inferiores (44%

    com nvel correspondente ao 12 ano, os restantes com escolaridade tendencialmente inferior) e

    com menores aspiraes acadmicas (37% pretende concluir o ensino superior). A grande maioria

    tem o pai empregado e mais de metade (67%) tem a me empregada. Menos de um tero refere

    que os pais tm escolaridade ao nvel do 12 ano (25% no caso do pai, 30% no caso da me),

    destacando-se dos restantes grupos pelo menor nvel de escolaridade dos pais.

    57% dos jovens comearam a usar internet com 14 anos ou menos, 19% antes dos 10 anos,

    destacando-se este grupo pelo incio mais tardio desta utilizao. As principais formas de acesso

    usadas so os telemveis e o computador porttil.

    Considerando os utilizadores (um tero nunca usou internet), o tempo de utilizao da internet

    tambm inferior ao dos restantes grupos: 40% usam a internet durante 1 hora ou menos por dia

    (em mdia), sobretudo nas redes sociais.

    Apesar da menor utilizao, 16% mencionam a experincia de problemas relacionados com a

    internet, sobretudo problemas de rendimento na escola/trabalho (8%), situaes de mal-estar

    emocional (7%) e problemas com comportamentos em casa (7%). Trata-se do grupo que menos

    refere a experincia de problemas.

    Jovens sem contacto com a internetJovens sem contacto com a internetJovens sem contacto com a internetJovens sem contacto com a internet

    Neste grupo, 865 jovens declararam no ter experincia de utilizao da internet. Em termos

    sociodemogrficos trata-se de um subgrupo com caractersticas semelhantes s dos restantes

    elementos do grupo 3, sendo de apontar apenas as seguintes excees: maior percentagem de

    rapazes (80%), percentagem de estudantes ligeiramente superior (54% estudantes em

    exclusividade, 15% a trabalhar em simultneo) e, de entre os jovens que j abandonaram os estudos,

    fizeram-no mais precocemente (7% abandonaram a escola com 15 anos ou menos) e esto, em

    maior medida a trabalhar em negcio da famlia (12%) ou por conta prpria (9%).

    Grupo 4 Grupo 4 Grupo 4 Grupo 4 ---- UtilizadoresUtilizadoresUtilizadoresUtilizadores que no usam redes sociaisque no usam redes sociaisque no usam redes sociaisque no usam redes sociais

    O grupo 4 o de menores dimenses, correspondendo a 1 114 jovens (1,4% dos inquiridos).

    Caracteriza-se por nenhum jovem mencionar a utilizao de redes sociais, enquanto todos jogam e

    pesquisam. A realizao de apostas online pouco expressiva (14%).

    Como referido, este grupo tem algumas semelhanas ao grupo 1 quanto proporo de rapazes,

    idade de incio da utilizao da internet e intensidade da mesma.

    constitudo sobretudo por rapazes (85%), solteiros (98%), estudantes (72% em exclusividade).

    Cerca de metade frequenta ou concluiu um ano de escolaridade correspondente ao 12 ano,

    enquanto 13% frequentam o ensino superior. Um pouco mais de metade (57%) pretende concluir

    o ensino superior. Cerca de trs quartos tm o pai/me empregados e um tero refere que o

    pai/me tem escolaridade ao nvel do 12 ano.

  • 20

    Servio de Interveno nos Comportamentos Aditivos e nas Dependncias

    37% comearam a usar a internet antes dos 10 anos, 54% entre os 10 e os 14 anos. semelhana

    dos restantes grupos, a principal forma de acesso consiste no computador porttil e telemveis.

    36% utilizam a internet durante 5 horas ou mais por dia (em mdia) e 29% entre 3 a 4 horas. O maior

    tempo de utilizao da internet passado a jogar (durante a semana, 21% jogam durante 6 horas

    ou mais por dia, 11% fazem jogos de apostas por este perodo de tempo), destacando-se este grupo

    dos restantes quanto a este aspecto. J no caso particular dos jogos de apostas no se diferencia do

    grupo 1.

    Por fim, trata-se tambm do grupo em que uma maior percentagem (29%) de jovens menciona a

    experincia de problemas relacionados com a internet nos 12 meses anteriores ao inqurito. Os

    principais problemas referidos so os relativos ao rendimento na escola/trabalho (19%), seguidos

    dos problemas com comportamentos em casa (13%) e das situaes de mal-estar emocional (12%).

  • 21

    Servio de Interveno nos Comportamentos Aditivos e nas Dependncias

    ANEXO I

    MetodologiaMetodologiaMetodologiaMetodologia

  • 23

    Servio de Interveno nos Comportamentos Aditivos e nas Dependncias

    ObjetivosObjetivosObjetivosObjetivos do estudodo estudodo estudodo estudo

    Este estudo tem como objetivo geral a caracterizao dos jovens quanto a padres de consumo de

    substncias psicoativas e de utilizao da internet.

    Em particular, quanto ao consumo de substncias psicoativas, pretende-se identificar:

    1. A prevalncia de consumo de diversas substncias;

    2. A respetiva frequncia de consumo;

    3. A prevalncia/frequncia de padres de consumo de nocividade acrescida;

    4. A experincia de problemas relacionados com o consumo;

    5. A aquisio de substncia atravs da internet

    Por sua vez, quanto utilizao da internet, pretende-se identificar:

    6. A prevalncia de utilizao da internet em redes sociais e jogo;

    7. O tempo passado a utilizar a internet nestas modalidades;

    8. A prevalncia de uma utilizao mais nociva da internet nestas modalidades;

    9. A experincia de problemas relacionados com a utilizao da internet.

    Tipo de estudo e instrumento de recolha de dadosTipo de estudo e instrumento de recolha de dadosTipo de estudo e instrumento de recolha de dadosTipo de estudo e instrumento de recolha de dados

    Trata-se de um estudo quantitativo, transversal, com base num questionrio annimo sucinto, de

    autopreenchimento, em dispositivo informtico (tablet).

    Neste processo, optou-se por selecionar questes j aplicadas com sucesso em inquritos

    anteriormente implementados pelo SICAD junto de jovens18, criando-se desta forma condies para

    a realizao de algumas anlises comparativas. A estrutura do questionrio aplicado em 2017

    essencialmente a mesma relativamente ao aplicado nas 2 edies anteriores, com vista sua

    comparabilidade. Entre as 3 edies efetuaram-se apenas pequenas adaptaes com o propsito

    de melhorar o instrumento.

    18 O Estudo sobre Consumo de lcool, Tabaco e Droga, em alunos do ensino pblico - ECATD 2011 (Feijo, Lavado & Calado, 2012), Os Jovens o lcool e a Lei: Consumos, Atitudes e Legislao (Carapinha, Calado, Lavado, Dias, Ribeiro & SICAD, 2015).

  • 24

    Servio de Interveno nos Comportamentos Aditivos e nas Dependncias

    Contedos do questionrioContedos do questionrioContedos do questionrioContedos do questionrio

    As substncias/produtos psicoativos analisados so:

    TabacoTabacoTabacoTabaco

    Bebidas alcolicasBebidas alcolicasBebidas alcolicasBebidas alcolicas

    Cannabis Cannabis Cannabis Cannabis

    Exemplos dados: haxixe, erva

    Tranquilizantes/sedativos sem receita mdicaTranquilizantes/sedativos sem receita mdicaTranquilizantes/sedativos sem receita mdicaTranquilizantes/sedativos sem receita mdica

    Em 2017 foram apresentados os exemplos:

    diazepam, Valium), flunitrazepam (Rohypnol),

    lorazepam

    Anfetaminas/metanfetaminas Anfetaminas/metanfetaminas Anfetaminas/metanfetaminas Anfetaminas/metanfetaminas

    Exemplos dados: pastilhas, MD, mdma, ecstasy19

    CocanaCocanaCocanaCocana

    Alucinognios Alucinognios Alucinognios Alucinognios

    Exemplos dados: LSD, cogumelos mgicos

    Herona ou outros opiceos Herona ou outros opiceos Herona ou outros opiceos Herona ou outros opiceos

    Comeou a ser apresentada em 2016, com o

    exemplo de metadona para os outros opiceos.

    Novas Substncias PsicoativasNovas Substncias PsicoativasNovas Substncias PsicoativasNovas Substncias Psicoativas

    Em 2015 foram apenas dados os exemplos salvia

    divinorum e canabinides sintticos. Nas edies

    seguintes so descritas como Substncias

    anteriormente adquiridas nas lojas conhecidas

    como smartshops, como canabinides sintticos,

    mefedrona, salvia divinorum.

    Em 2017, para o perodo temporal dos 12 meses

    anteriores, passou a questionar-se categorias

    especficas deste tipo de produtos: canabinides canabinides canabinides canabinides

    sintticossintticossintticossintticos (com os exemplos: spice, k2), catinonas catinonas catinonas catinonas

    sintticassintticassintticassintticas (com os exemplos bloom, blow), e plantas plantas plantas plantas

    e/ou outrase/ou outrase/ou outrase/ou outras (com os exemplos salvia divinorum e

    kratom).

    Outras subsOutras subsOutras subsOutras substncias psicoativas ilcitastncias psicoativas ilcitastncias psicoativas ilcitastncias psicoativas ilcitas

    Os participantes so inquiridos quanto frequncia de consumo (em n de ocasies: 0; 1-2; 3-5; 6-

    9; 10-19; 20-39; 40 ou mais) destas substncias/produtos em 3 perodos temporais: alguma vez na

    vida, nos 12 meses anteriores e nos 30 dias anteriores ao inqurito. De forma a diminuir a dimenso

    do instrumento, em 2017 a questo relativa ao consumo alguma vez na vida formulada apenas

    em termos de ocorrncia do mesmo (Sim/No) para cada uma das substncias/produtos.

    Como informao adicional relativamente a padres de consumo, os participantes so inquiridos

    quanto a:

    Frequncia (em n de ocasies: 0; 1-2; 3-5; 6-9; 10-

    19; 20-39; 40 ou mais) de determinados padres

    de consumo de bebidas alcolicas nos 12 meses

    anteriores,

    Embriaguez ligeiraEmbriaguez ligeiraEmbriaguez ligeiraEmbriaguez ligeira

    Ficar alegre por efeito de lcool

    Binge Binge Binge Binge

    (Tomar 5 ou mais (sexo feminino) ou 6 ou mais

    (sexo masculino) bebidas alcolicas na mesma

    ocasio

    Embriaguez severaEmbriaguez severaEmbriaguez severaEmbriaguez severa

    Ficar embriagado/a (cambalear e/ou dificuldade

    em falar e/ou vomitar e/ou no recordar o que

    aconteceu depois)

    Associao de substncias lcitas ou ilcitas na

    mesma ocasio nos 12 meses anteriores

    identificao das associaes mais frequentes,

    lcool e bebidas energticaslcool e bebidas energticaslcool e bebidas energticaslcool e bebidas energticas

    lcool e derivados de cannabislcool e derivados de cannabislcool e derivados de cannabislcool e derivados de cannabis

    lcool e cocanalcool e cocanalcool e cocanalcool e cocana

    lcoollcoollcoollcool, cocana e derivados de cannabis, cocana e derivados de cannabis, cocana e derivados de cannabis, cocana e derivados de cannabis

    Mistura de vrios derivados de cannabisMistura de vrios derivados de cannabisMistura de vrios derivados de cannabisMistura de vrios derivados de cannabis

    lcool e tranquilizantes/sedativoslcool e tranquilizantes/sedativoslcool e tranquilizantes/sedativoslcool e tranquilizantes/sedativos

    Opo introduzida em 2017, em substituio de

    uma associao pouco sinalizada pelos

    participantes nas edies anteriores

    OutraOutraOutraOutra

    Em 2017 no foi colocada uma questo geral sobre

    a associao de substncias na mesma ocasio.

    19 Includo como exemplo apenas a partir de 2016.

  • 25

    Servio de Interveno nos Comportamentos Aditivos e nas Dependncias

    Desde a 1 edio que os participantes so inquiridos quanto experincia de problemas

    relacionados com o consumo de lcool ou outras drogas. Em 2015 esta questo no foi colocada

    como sendo de resposta mltipla quanto ao lcool e outras drogas em separado

    Experincia de problemas relacionados com o

    consumo de lcool (Sim/No)

    Problemas de rendimento na escola/trabalhoProblemas de rendimento na escola/trabalhoProblemas de rendimento na escola/trabalhoProblemas de rendimento na escola/trabalho

    Problemas de sade que motivaram assistncia Problemas de sade que motivaram assistncia Problemas de sade que motivaram assistncia Problemas de sade que motivaram assistncia

    mdicamdicamdicamdica

    ProProProProblemas com comportamentos em casablemas com comportamentos em casablemas com comportamentos em casablemas com comportamentos em casa

    Discusses, no cumprimento de regras, castigos

    Problemas financeirosProblemas financeirosProblemas financeirosProblemas financeiros

    Atos de violncia/conduta desordeiraAtos de violncia/conduta desordeiraAtos de violncia/conduta desordeiraAtos de violncia/conduta desordeira

    Relaes sexuais sem preservativoRelaes sexuais sem preservativoRelaes sexuais sem preservativoRelaes sexuais sem preservativo

    Situaes de mal estar emocionalSituaes de mal estar emocionalSituaes de mal estar emocionalSituaes de mal estar emocional

    Opo introduzida em 2016 - Desmotivao,

    tristeza, insatisfao, solido, ansiedade

    Experincia de problemas relacionados com o

    consumo de outras drogas (Sim/No)

    Problemas de rendimento na escola/trabalhoProblemas de rendimento na escola/trabalhoProblemas de rendimento na escola/trabalhoProblemas de rendimento na escola/trabalho

    Problemas de sade que motivaram assistncia Problemas de sade que motivaram assistncia Problemas de sade que motivaram assistncia Problemas de sade que motivaram assistncia

    mdicamdicamdicamdica

    Problemas com comportamentos em casaProblemas com comportamentos em casaProblemas com comportamentos em casaProblemas com comportamentos em casa

    Discusses, no cumprimento de regras, castigos

    Problemas financeirosProblemas financeirosProblemas financeirosProblemas financeiros

    Atos de violncia/conduta desordeiraAtos de violncia/conduta desordeiraAtos de violncia/conduta desordeiraAtos de violncia/conduta desordeira

    Relaes sexuais sem preservativoRelaes sexuais sem preservativoRelaes sexuais sem preservativoRelaes sexuais sem preservativo

    Situaes de mal estar emocionalSituaes de mal estar emocionalSituaes de mal estar emocionalSituaes de mal estar emocional

    Opo introduzida em 2016 - Desmotivao,

    tristeza, insatisfao, solido, ansiedade

    Em 2017 foi colocada pela primeira vez uma questo sobre a compra de substncias atravs da

    internet, nos 12 meses anteriores (Sim/No).

    CannabisCannabisCannabisCannabis

    Tranquilizantes/sedativos sem receita mdicaTranquilizantes/sedativos sem receita mdicaTranquilizantes/sedativos sem receita mdicaTranquilizantes/sedativos sem receita mdica

    Anfetaminas/metanfetaminas /cocanaAnfetaminas/metanfetaminas /cocanaAnfetaminas/metanfetaminas /cocanaAnfetaminas/metanfetaminas /cocana

    AlucinogniosAlucinogniosAlucinogniosAlucinognios

    Herona ouHerona ouHerona ouHerona ou outros opiceosoutros opiceosoutros opiceosoutros opiceos

    Novas Substncias PsicoativasNovas Substncias PsicoativasNovas Substncias PsicoativasNovas Substncias Psicoativas

    Outras substncias psicoativas (ilcitas)Outras substncias psicoativas (ilcitas)Outras substncias psicoativas (ilcitas)Outras substncias psicoativas (ilcitas)

    Relativamente utilizao da internet, nas 3 edies foi colocada a questo quanto durao (em

    horas por dia: nunca; at 1h; 2h-3h; 4h-5h; 6h ou mais) do tempo passado na internet, em funo

    de ser um dia de semana ou de fim-de-semana e no mbito de 2 tipos de atividade:

    Redes Sociais Jogo (em geral e jogo de apostas em particular)

    Em 2017 foi tambm colocada uma questo quanto experincia de problemas relacionados com

    a utilizao da internet (nas redes sociais, jogo online, apostas online). Os problemas elencados

    foram os mesmos que para as substncias psicoativas. Nas edies anteriores esta questo foi

    contextualizada no mbito do jogo.

  • 26

    Servio de Interveno nos Comportamentos Aditivos e nas Dependncias

    TrabaTrabaTrabaTrabalho de campolho de campolho de campolho de campo

    Segundo a Direo Geral de Recursos da Defesa Nacional (DGRDN), o Dia da Defesa Nacional/2017

    decorreu de janeiro a novembro (excluindo agosto) em todo o pas (continente e regies

    autnomas) em 30 Centros de Divulgao do Dia da Defesa Nacional. Os cidados portugueses de

    18 anos foram convocados para o CDDN correspondente sua zona de residncia.

    No mbito do programa de cada Dia da Defesa Nacional, todos os jovens foram convidados, pelos

    militares de cada CDDN, em contexto de sala, a preencher um conjunto de questionrios em tablet,

    entre os quais, o questionrio referente a comportamentos aditivos. A participao neste

    questionrio foi voluntria e annima e efetuou-se no final do dia.

    PopulaPopulaPopulaPopulaoooo

    A DGRDN convoca os cidados portugueses de 18 anos (segundo listagem atualizada do Instituto de

    Registos e Notariado). De entre estes, uma pequena percentagem no participa no ano da

    convocatria por motivos diversos, nomeadamente estar a viver fora do pas.

    Globalmente, foram convocados 137 625 cidados, dos quais 19 442 no compareceram por

    residirem no estrangeiro. 99 766 cidados portugueses participaram na edio de 2017. A adeso

    ao inqurito foi generalizada, excluindo-se da participao os jovens que, por dificuldades

    cognitivas, ou, especificamente, ao nvel da leitura, no tinham capacidade para participar num

    questionrio de autopreenchimento.

    Anlise de dadosAnlise de dadosAnlise de dadosAnlise de dados

    O SICAD recebeu da DGRDN uma base de dados (SPSS Statistics verso 23.0) correspondente

    aplicao do modelo de questionrio/2017.

    Face populao de 99 766 participantes no Dia da Defesa Nacional/2017, este estudo caracteriza

    82 872 jovens, isto , 83% dos participantes. Esta percentagem sensivelmente a mesma em funo

    da regio correspondente ao CDDN, destacando-se o Centro como a regio em que uma maior

    percentagem de jovens foi caracterizada (91%) (Tabela 1).

    Tabela 1Tabela 1Tabela 1Tabela 1. N de jovens presentes no DDN e N de jovens caracterizados quanto a comportamentos

    aditivos em funo da regio correspondente a cada CDDN

    *18 casos sem informao quanto ao CDDN

    Fonte: DGRDN/SICAD

    Norte 34 825 28 617 82

    Centro 19 917 18 067 91

    Lisboa 32 128 25 803 80

    Alentejo 4 092 3 381 83

    Algarve 3 616 2 450 68

    Madeira 2 308 2 005 87

    Aores 2 880 2 531 88

    TOTAL 99 766 82 854 83

    Caracterizados por regio (%)Caracterizados (N)Presentes no DDN (N)

  • 27

    Servio de Interveno nos Comportamentos Aditivos e nas Dependncias

    Metade dos jovens analisados do sexo masculino e a outra do sexo feminino. Mais de metade

    frequenta o ensino secundrio, sobretudo o 12 ano (32%), sendo tambm de destacar a

    percentagem dos que j iniciaram o ensino superior (22%). Trs quartos so estudantes a tempo

    inteiro e 9% conjugam os estudos com o trabalho. Uma pequena percentagem de jovens est

    empregada (sem estudar: 7%), enquanto os restantes esto desempregados. Praticamente todos

    so solteiros. Quanto s variveis analisadas, trata-se de um perfil sociodemogrfico semelhante ao

    dos jovens caraterizados na edio anterior (2016) (Tabela 2).

    Tabela 2. Caractersticas sociodemogrficas (%)

    *Categorias propostas apenas em 2016.

    **18 casos sem informao sociodemogrfica

    Para alm da anlise descritiva, procedeu-se a uma anlise de classificao dos dados referentes ao

    consumo de substncias psicoativas, por um lado, e referentes utilizao da internet, por outro,

    com vista a identificar perfis de consumidores de substncias psicoativas e perfis de utilizadores da

    internet.

    Sexo

    Masculino 51,2 50,6 50,8

    Feminino 48,8 49,4 49,2

    Nvel de escolaridade (concluiu ou frequenta)

    6 ano ou menos 1,4 1,1 1,0

    7 ano 0,8 0,6 0,5

    8 ano 1,0 0,8 0,6

    9 ano 10,2 7,8 7,5

    Curso profissional c/ equiv. ao 9 ano 3,6 3,3 2,8

    10 ano 4,5 3,2 2,9

    11 ano 12,2 9,9 9,8

    12 ano 28,0 29,4 31,7

    Curso profissional c/ equiv. ao 12 ano 16,1 18,7 17,9

    Curso de especial izao tecnolgica (ps-secundrio) 1,0 0,8 0,8

    Frequncia do Ensino Superior 21,2 22,6 22,1

    Curso Tcnico Superior Profissional* - 1,3 1,8

    Outra* - 0,5 0,7

    Situao face ao trabalho

    Estudante 78,5 73,0 73,2

    Desempregado 8,3 8,4 7,1

    Trabalhador-Estudante 7,1 8,4 8,8

    Empregado 6,1 10,2 7,1

    Estado Civil

    Solteiro 97,0 97,5 97,5

    Unio de facto/junto com algum 2,0 1,6 1,6

    Casado 0,2 0,3 0,3

    Outra situao 0,8 0,6 0,7

    2015

    (n= 31 300)

    2016

    (n=81 207)

    2017

    (n=82 854)

  • 28

    Servio de Interveno nos Comportamentos Aditivos e nas Dependncias

    Perfis de consumidores de substncias psicoativasPerfis de consumidores de substncias psicoativasPerfis de consumidores de substncias psicoativasPerfis de consumidores de substncias psicoativas

    A identificao destes perfis baseou-se em todas as variveis referentes prevalncia de consumo

    nos ltimos 12 meses. Em particular, de forma a identificar como que os jovens se agrupam em

    funo das referidas variveis procedeu-se a uma anlise de clusters, segundo o mtodo hierrquico

    para identificao do nmero de clusters, aplicando-se posteriormente o mtodo no-hierrquico

    (k-means). A partir desta anlise foram identificados 5 clusters significativamente distintos quanto

    ao perfil de consumo de substncias, cuja descrio detalhada nos resultados.

    Perfis de utilizadores da internetPerfis de utilizadores da internetPerfis de utilizadores da internetPerfis de utilizadores da internet

    Efetuou-se o mesmo tipo de explorao atravs de anlise de clusters, recorrendo-se a variveis

    caracterizadoras da utilizao da internet, a saber, variveis quanto utilizao da internet

    (utilizao da internet em redes sociais, em jogo online, em jogo de apostas e em pesquisas),

    variveis referentes durao da utilizao da internet nos diferentes mbitos, problemas

    relacionados e caractersticas sociodemogrficas. Obtiveram-se grupos significativamente distintos

    apenas com base nas variveis de utilizao da internet.

  • 29

    Servio de Interveno nos Comportamentos Aditivos e nas Dependncias

    ANEXO II

    Resultados: Consumo de substResultados: Consumo de substResultados: Consumo de substResultados: Consumo de substncias psicoativancias psicoativancias psicoativancias psicoativassss

  • 30 Servio de Interveno nos Comportamentos Aditivos e nas Dependncias

    ndice de Tabelasndice de Tabelasndice de Tabelasndice de Tabelas

    Tabela 1. Consumo de substncias psicoativas ao longo da vida (2015-2017)

    Tabela 2. Consumo de substncias psicoativas nos ltimos 12 meses (2015-2017)

    Tabela 3. Consumo de substncias psicoativas nos ltimos 30 dias (2015-2017)

    Tabela 4. Taxa de continuidade dos consumos (P12M/PLV) (2015-2017)

    Tabela 5. Taxa de continuidade dos consumos (P30D/P12M) (2015-2017)

    Tabela 6. Frequncia do consumo de bebidas alcolicas nos ltimos 12 meses (2015-2017)

    Tabela 7. Frequncia do consumo de tabaco nos ltimos 12 meses (2015-2017)

    Tabela 8. Frequncia do consumo de cannabis nos ltimos 12 meses (2015-2017)

    Tabela 9. Frequncia do consumo de anfetaminas/metanfetaminas e de cocana nos ltimos 12 meses (2017)

    Tabela 10. Frequncia do consumo de alucinognios e de opiceos nos ltimos 12 meses (2017)

    Tabela 11. Frequncia do consumo de Novas Substncias Psicoativas nos ltimos 12 meses (2017)

    Tabela 12. Frequncia do consumo de tranquilizantes/sedativos sem receita mdica nos ltimos 12 meses (2017)

    Tabela 13. Frequncia do consumo de bebidas alcolicas nos ltimos 30 dias (2015-2017)

    Tabela 14. Frequncia do consumo de tabaco nos ltimos 30 dias (2015-2017)

    Tabela 15. Frequncia do consumo de cannabis nos ltimos 30 dias (2015-2017)

    Tabela 16. Frequncia do consumo de anfetaminas/metanfetaminas, cocana, alucinognios e opiceos nos ltimos 30 dias (2017)

    Tabela 17. Frequncia do consumo de Novas Substncias Psicoativas nos ltimos 30 dias (2017)

    Tabela 18. Frequncia do consumo de tranquilizantes/sedativos sem receita mdica nos ltimos 30 dias (2017)

    Tabela 19. Consumo binge, embriaguez ligeira e embriaguez severa nos ltimos 12 meses (2015-2017)

    Tabela 20. Frequncia do consumo binge nos ltimos 12 meses (2015-2017

    Tabela 21. Frequncia de embriaguez ligeira nos ltimos 12 meses (2015-2017)

    Tabela 22. Frequncia de embriaguez severa nos ltimos 12 meses (2015-2017)

    Tabela 23. Policonsumo nos ltimos 12 meses (2015-2017)

    Tabela 24. Problemas associados ao consumo de lcool nos ltimos 12 meses inquiridos (2015-2017)

    Tabela 25. Problemas associados ao consumo de lcool nos ltimos 12 meses consumidores (2015-2017)

    Tabela 26. Problemas associados ao consumo de substncias ilcitas nos ltimos 12 meses inquiridos (2015-2017)

    Tabela 27. Problemas associados ao consumo de substncias ilcitas nos ltimos 12 meses consumidores (2015-2017)

    Tabela 28. Aquisio de substncias ilcitas nos ltimos 12 meses atravs da internet (2017)

    Tabela 29. Clusters de Consumidores Caractersticas sociodemogrficas (2017)

    Tabela 30. Clusters de Consumidores Caractersticas sociodemogrficas (2017) (cont.)

  • 31

    Servio de Interveno nos Comportamentos Aditivos e nas Dependncias

    Tabela 31. Clusters de Consumidores Consumo de substncias psicoativas nos ltimos 12 meses (2017)

    Tabela 32. Clusters de Consumidores Frequncia do consumo de bebidas alcolicas nos ltimos 12 meses (2017)

    Tabela 33. Clusters de Consumidores Frequncia do consumo de tabaco nos ltimos 12 meses (2017)

    Tabela 34. Clusters de Consumidores Frequncia do consumo de cannabis nos ltimos 12 meses (2017)

    Tabela 35. Clusters de Consumidores Frequncia do consumo de anfetaminas/metanfetaminas nos ltimos 12 meses (2017)

    Tabela 36. Clusters de Consumidores Frequncia do consumo de cocana nos ltimos 12 meses (2017)

    Tabela 37. Clusters de Consumidores Frequncia do consumo de alucinognios nos ltimos 12 meses (2017)

    Tabela 38. Clusters de Consumidores Frequncia do consumo de canabinides sintticos nos ltimos 12 meses (2017)

    Tabela 39. Clusters de Consumidores Frequncia do consumo de catinonas sintticas nos ltimos 12 meses (2017)

    Tabela 40. Clusters de Consumidores Frequncia do consumo de plantas ou outras NSP nos ltimos 12 meses (2017)

    Tabela 41. Clusters de Consumidores Frequncia do consumo de opiceos nos ltimos 12 meses (2017)

    Tabela 42. Clusters de Consumidores Frequncia do consumo de tranquilizantes/sedativos sem receita mdica nos ltimos 12 meses (2017)

    Tabela 43. Clusters de Consumidores Consumo binge, embriaguez ligeira e severa nos ltimos 12 meses (2017)

    Tabela 44. Clusters de Consumidores Frequncia do consumo binge, embriaguez ligeira e severa nos ltimos 12 meses (2017)

    Tabela 45. Clusters de Consumidores Policonsumo nos ltimos 12 meses (2017)

    Tabela 46. Clusters de Consumidores Experincia de problemas relacionados com o consumo de bebidas alcolicas nos ltimos 12 meses (2017)

    Tabela 47. Clusters de Consumidores Experincia de problemas relacionados com o consumo de substncias ilcitas nos ltimos 12 meses (2017)

  • 32

    Servio de Interveno nos Comportamentos Aditivos e nas Dependncias

    Tabela 1. Consumo de substncias psicoativas ao longo da vida (2015-2017)

  • 33

    Servio de Interveno nos Comportamentos Aditivos e nas Dependncias

    Tabela 2. Consumo de substncias psicoativas nos ltimos 12 meses (2015-2017)

  • 34

    Servio de Interveno nos Comportamentos Aditivos e nas Dependncias

    Tabela 2. Consumo de substncias psicoativas nos ltimos 12 meses (2015-2017) cont.

  • 35

    Servio de Interveno nos Comportamentos Aditivos e nas Dependncias

    Tabela 3. Consumo de substncias psicoativas nos ltimos 30 dias (2015-2017)

  • 36

    Servio de Interveno nos Comportamentos Aditivos e nas Dependncias

    Tabela 4. Taxa de continuidade dos consumos (P12M/PLV) (2015-2017)

    Tabela 5. Taxa de continuidade dos consumos (P30D/P12M) (2015-2017)

    2 015 2 016 2 017

    N= 70 646 N= 81 207 N=82 872

    % % %

    Tabaco 83 100 100

    Bebidas Alcolicas 90 90 100

    Tranquilizantes/sedativos sem receita mdica 70 60 70

    Qualquer substncia ilcita 80 70 80

    - Cannabis 80 80 80

    - Qualquer outra substncia ilcita (incluindo cannabis) 70 70 70

    - Qualquer outra substncia ilcita (excluindo cannabis) 70 60 70

    Anfetaminas/Metanfetaminas 70 70 70

    Cocana 80 80 80

    Alucinognios 70 70 70

    Novas Substncias Psicoativas 70 60 70

    Herona ou outros opiceos - 80 80

    Outras substncias psicoativas ilcitas - 70 70

    2 015 2 016 2 017

    N= 70 646 N= 81 207 N=82 872

    % % %

    Tabaco 83 80 79

    Bebidas Alcolicas 80 77 78

    Tranquilizantes/sedativos sem receita mdica 60 59 47

    Qualquer substncia ilcita 60 63 61

    - Cannabis 60 63 61

    - Qualquer outra substncia ilcita (incluindo cannabis) 60 57 49

    - Qualquer outra substncia ilcita (excluindo cannabis) 60 66 58

    Anfetaminas/Metanfetaminas 60 62 52

    Cocana 60 66 54

    Alucinognios 70 67 53

    Novas Substncias Psicoativas 60 63 51

    Herona ou outros opiceos - 81 69

    Outras substncias psicoativas ilcitas - 73 56

  • 37 Servio de Interveno nos Comportamentos Aditivos e nas Dependncias

    Tabela 6. Frequncia do consumo de bebidas alcolicas nos ltimos 12 meses (2015-2017)

  • 38

    Servio de Interveno nos Comportamentos Aditivos e nas Dependncias

    Tabela 7. Frequncia do consumo de tabaco nos ltimos 12 meses (2015-2017)

  • 39

    Servio de Interveno nos Comportamentos Aditivos e nas Dependncias

    Tabela 8. Frequncia do consumo de cannabis nos ltimos 12 meses (2015-2017)

    Inquiridos N % N % N % N % N % N % N % N % N %

    0 54 645 74,7 11406 71,2 12787 83,8 60 195 76,2 27642 69,8 32055 82,8 61 190 74,7 28 113 68,8 32 148 80,9

    1 a 2 4 428 6,3 1120 7,0 836 5,5 5 158 6,5 2812 7,1 2295 5,9 6 300 7,7 3 365 8,2 2 826 7,1

    3 a 5 2 047 2,9 542 3,4 316 2,1 2 527 3,2 1478 3,7 1028 2,7 3 177 3,9 1 855 4,5 1 266 3,2

    6 a 9 1 460 2,1 402 2,5 232 1,5 1 862 2,4 1141 2,9 705 1,8 2 201 2,7 1 319 3,2 856 2,2

    10 a 19 1 966 2,8 575 3,6 304 2,0 2 42