Cone nº22 - Agosto 2014

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Voc daqueles que morre de medo do ms de agosto? Vive fugindo das supersties? Ns buscamos o efeito contrrio. Procuramos entender o que conspira na "teoria da conspiraes" e no que saiu uma revista suuuper esclarecedora? Corre pra ler!

transcript

  • #8 NARDALUNARDI

    KETHERINKAFFKA

    POUPANA NO MAIS...

    CHILE PORYONATHAN

    O LEGADODE AGOSTO

    O Lado da Histria

    Jovem, Cara e Coragem Finanas Tag de Viagem

    Ponto Alternativo

    #28 # 32 # 42

    #15

  • para o Dia das Criancas!O seu melhor presente

  • para o Dia das Criancas!O seu melhor presente

  • DELCIADELCIADELCIA

    DELCIA

    DELCIADELCIADELCIADELCIA

    DELCIA DELCIASuco DETOXpara a sua dietaficar mais saborosa!

    Gelado dos Deu

    ses

    ou Morango Spli

    t

    pra curtir com o

    s

    amigos!

    Av. Rio Branco, 159 Centro, Santa Rosa - RS

    55 3512 4000

  • O MUNDO MULTICOLORIDO DE

    NARDA LUNARDIPor: Brbara Corra

  • 9O L

    AD

    ODA

    HIS

    TRI

    A

    Foto: Alexandre Paranhos

  • Dentro do seu apartamento no centro da cidade de Santa Rosa, Narda construiu seu osis particular. Yoga, Dana Flamenca, a iniciao no violino e boas horas no seu atelier ocupam os dias da artista. Narda esconde seus 51 anos de idade na vida alternativa e leve que escolheu viver. Disposta e tranquila vive o que aprendeu na companhia de pessoas, as quais teve oportunidade de compartilhar experincias. Este conhecimento a tornou uma mulher multicor, transparente e cheia de persona-lidade. Filha de Raul Antonio Lunardi e Neusa Cappellari Lunardi a danarina nasceu em Santa Rosa em 1963, teve trs irmos e um filho. O trabalho a fez conhecer o mundo, mas o amor e o companheirismo a fizeram voltar para sua terra natal.

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    O L

    AD

    ODA

    HIS

    TRI

    A

    1- Como iniciou sua histria com Santa Rosa?Bem, meu av foi um dos fundadores da cidade, Vir-glio Lunardi um dos fundadores do antigo frigorfico Prenda. Ele veio pra c de barco desbravando os novos caminhos e se instalou. Meu pai foi industrialista, nos criamos aqui na cidade eu e meus irmos. 2 E sua infncia foi marcada por quais lembranas?Eu comecei com as artes na Escola Visconde de Cair ainda na infncia, fui bailarina e artista. Quando cresci meu pai dizia Eu no vou pagar faculdade boba para ningum, imagina investir em arte n? (risos). Meus irmos eram advogados. Foi meu irmo mais velho que me inspirou nas artes e na dana, principal-mente quando me presenteou com Os Doces Brbaros. Aos 17 anos ganhei um livro de artesanato, me inspirou muito.3 Quando se mudou de Santa Rosa?Eu fui morar na Bahia quando me casei nos anos 80. L eu trabalhava com a arte que cultivo at hoje, os Batiks. Vivamos em uma comunidade onde todo mundo se ajudava, conhecia muitas pessoas nesta via-gem, vivamos trocando experincias. L eu aprendi a fazer po que acabou virando um meio de sustento na cidade. Depois me mudei pro Rio de Janeiro e comecei a trabalhar em uma produtora de vdeo, morei em Flo-rianpolis tambm.4 Seu trabalho artstico sempre te acompanhou?Sempre. Aprendi a fazer vrias coisas artesanais o que me ajudava nas cidades onde morei. Voltei para Santa Rosa em 1998 e abri um o Le Bistr, que marcou muito minha vida, foi uma experincia peculiar. O bar fun-cionou durante um ano, eu vivia viajando para trazer coisas diferentes e que na poca a cidade no oferecia, no sou muito de me acomodar, gosto de encontrar o diferente.5 Voc j viajou para fora do pas. O que trouxe na bagagem cultural?Viajei para muitos pases, em alguns a passeio, outros convidada a expor minhas artes. Minha exposio j foi convidada para algumas galerias em distintos

    pases, agora pretendo ir para o Peru com a arte. As culturas nos ensinam muito sempre, volto renovada das viagens e com certeza com novas amizades que me ensinam muito.6 Quando iniciou sua caminhada com a Yoga e a dana Flamenca?Desde 1998 eu pratico Yoga, em 2007 fiz uma prepara-o para ser professora, em Florianpolis, l ensinava Yoga e dana. A Yoga foca muito na respirao, no mantra e na postura fsica. Com ela eu procuro o equi-lbrio da vida, entendendo meu ser interior. A dana eu sempre pratiquei e encontrei nas duas atividades uma maneira de levar a arte aos outros.7 Como voc enxerga a nossa regio e o Estado abertos para a arte?Nossa regio quase nula em apoio artstico, o Rio Grande do Sul costuma ser fechado para a arte. s vezes sinto que o estado outro pas, pois subindo um pouco o Brasil j encontramos distintos espaos aber-tos para receber amostrar e divulgar artistas. Gosto do interior pela comodidade que ele me prope, tantas coisas boas que podemos fazer sem nos preocuparmos com a segurana, o tempo, a distncia.8 - Alm de professora voc tambm trabalha como artes. Qual o seu princpio artstico?Eu vendo mais decorao. Trabalho com cermica e escultura. Fico muito feliz em ver a transformao do tecido em tantas coisas lindas que podemos fazer. Tra-balho muito com a internet, vendo boa parte das obras por l. Hoje tu pode morar no meio do mato, mas com internet e computador tudo fica mais fcil e acessvel para ser reconhecido.9 Nesta edio comentamos muito sobre a supers-tio gostaria de saber qual sua opinio sobre o assunto.Eu no tenho superstio e tambm acredito que isso no existe. O que eu acredito mesmo em energia, boa e ruim, na evoluo do nosso ser em nos tornarmos algo melhor, mas a superstio mito, ao menos pra mim.

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    CLA

    QU

    ETE Caio F e as sete ondas

    verdes espumantesPor: Dieison Marconi

    Caio Fernando Abreu sempre foi muito mais do que um escritor que se popularizou nas redes sociais por meio de textos que, em sua maioria, ele nunca escre-veu. H poucos anos, atravs de um aplicativo do Fa-cebook chamado Plulas de Caio F, qualquer um de ns poderia ler a um s clique, vrios trechos de seus livros tambm havia as Plulas de Clarice Lispec-tor. Longe de mim fazer algum discurso higienista e defender que a literatura de Caio, de Clarice e de tan-tos outros no deva ser popularizada, compartilhada, comentada, conhecida. Ou ento, que as pessoas no deveriam tomar suas plulas literrias, mesmo que

    Sabe que o meu gostar por voc chegou a ser amor?! Pois eu acordava no meio da noite s pra ver voc dormindo. Meu deus, como voc me di de vez em quando. Um dia vou te encontrar no meio de uma praa de inverno, numa tarde, e a meus braos no vo ser suficientes para abraar voc e a minha voz vai querer te dizer tanta, mas tanta coisa que eu vou ficar parado no meio da praa, s te olhando e pensando: meu deus, como voc me di de vez em quando.

    elas soem mais como autoajuda ou sejam suprfluas diante da obra que esses autores produziram. Mas tambm sempre acreditei que quem toma uma plu-la hoje, pode buscar ler o livro amanha.

    Mas agora, pra quem sabe e pra quem no sabe que Caio Fernando Abreu no s o cara do face, temos o recm-lanado documentrio Sobre Sete Ondas Verdes Espumantes, um road movie potico sobre a vida e a obra do escritor, dirigido por Bruno Polidoro e Cac Nazrio. Embora a narrativa possa ficar um tanto quanto arrastada at o final dos seus 74 minutos de durao, a obra chega a ser to inti-

  • mista e pessoal quanto a literatura que Caio produ-ziu em vida. Enquanto a cmera viaja pelas cidades de Santiago, Porto Alegre, So Paulo, Berlim, Paris, Amsterdam e Saint Nazarie, trechos de seus escri-tos invadem a tela, filmagens de arquivo ligam-se as ondas verdes, aos mares revoltos, ao cu azul e ensolarado: tudo aponta para uma viagem, para uma partida, para o estrangeiro, para o no lugar, o no pertencimento. Tal qual como Caio se sentia em vida: um estrangeiro onde quer que estivesse.

    O documentrio tambm no se mostra nenhum pouco preocupado em recontar e resinificar a biogra-fia de Caio em forma de um documentrio expositi-vo e tradicional. O que tem nossa ateno e a nossa afetividade so justamente as palavras de Caio ga-nhado a tela em forma de imagem e som, sobrepos-tas nas paisagens dos lugares nos quais ele viveu ou ento sendo lidas por seus amigos, conhecidos e admiradores, como Adriana Calcanhotto, Maria Ade-

    laide Amaral, Gil Veloso e Marcos Breda. Alm disso, a direo soube muito bem aliar cinema e literatura: o filme narrado em sete captulos as sete ondas verdes espumantes. Cada onda traz algumas tessitu-ras que permeiam a obra literria e a vida de Caio F: a onda de solido, do espanto, do amor, da melanco-lia, do transbordamento, do irremedivel, e por fim, o Caio estrangeiro para alm dos muros.

    Mas alm de em permitir que a literatura de Caio guiasse a narrativa, a escolha pelo gnero road mo-vie tambm foi uma grande sacada da direo: assim como Caio, o road movie ou filme de estrada nos traz uma noo de no pertencimento, de no lugares, de que est sempre de passagem, estrangeiro em todo parte. No entanto, ter entre ns uma produo como Sobre Sete Ondas Verdes Espumantes aps 18 anos da morte de Caio s nos mostra e fortalece a sen-sao de que ele ainda est aqui, nos doendo, nos aliviando, nos causando emoes.

  • O legado de Agosto

    Rubem Fonseca denominou de Agosto seu livro lanado no Brasil em 1990, que refaz os acontecimentos que, possivelmente, tenham levado o presidente Getlio Vargas a se suicidar, em agosto de 1954. Caio Fernando Abreu, famoso jornalista e escritor brasileiro, tambm dedicou ao ms de agosto diversas crnicas, poemas e contos. Alm disso, agosto tambm foi tema de msica, Zeca Baleiro revive dias apaixonados em meio ao ms do desgosto, na cano Balada de Agosto.Ainda que na literatura e na msica, artistas utilizem suas supersties para transform-las em arte, aqui do outro lado, milhares de pessoas de fato se preocupam com os pressgios e mensagens que podem chegar junto com o oitavo ms do ano. Durante os trinta e um dias destinados ao ms de agosto, supersticiosos evitam, por exemplo, festas ou casamentos, por receio de que algo ruim lhes acontea. No se sabe de quando datam seus apelidos, ou desde quando existem estas crenas, mas por alguma razo, agosto recebeu denominaes como o ms do azar, ms do cachorro louco e ms do desgosto.Entretanto, quando p