Conhecer as crenças e os estilos gerenciais (Teorias de ... · PDF fileDeles resulta o...

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  • Mdulo 2

    Conhecer as crenas e os estilos gerenciais (Teorias de McGregor e Blake-

    Mouton) analisando seus impactos na fora de trabalho.

  • Crenas e estilos gerenciais Neste mdulo trataremos de duas habilidades das lideranas:

    Crenas gerenciais, baseadas em estudos de McGregor;

    Estilos gerenciais, baseados nos estudos de Blake e Mouton.

    As crenas gerenciais tratam de como o gerente v as pessoas no trabalho. Delas resultam as premissas chamadas de X e de Y. Elas esto intimamente ligadas aos valores das pessoas.

    Os estilos gerenciais lidam com comportamentos que os gerentes tm ao enfatizar a importncia no trabalho, valorizando os resultados da produo e a satisfao das pessoas. Deles resulta o Grid Gerencial.

    Pesquisas mostram um alto grau de correlao entre as crenas e os estilos gerenciais, mas, deve-se lembrar, estamos lidando com comportamentos humanos e no commatemtica.

    Em princpio, as crenas geram os estilos.

  • Filosofias Gerenciais - Teorias X e Y Na busca da melhoria da eficcia organizacional, Douglas McGregor aplicou o

    conhecimento das cincias do comportamento s prticas gerenciais. Seus conceitosclssicos das "Teorias X e Y", sobre a natureza das pessoas que trabalham, tinham afinalidade de conhecer como os gerentes encaram as motivaes de seus subordinados,que so relevantes para qualquer organizao em que indivduos trabalham juntos e tmobjetivos comuns.

    A anlise das Filosofias Gerenciais, tambm conhecidas como crenas gerenciais deMcGregor, esto detalhadas no livro, "O Lado Humano da Empresa.

    As prticas gerenciais so fundamentadas nas teorias pessoais dos gerentes, sobre anatureza bsica das pessoas. Elas refletem no somente as suposies, generalizaese hipteses dos gerentes sobre as pessoas, como tambm se tornam evidentes emdecises e aes gerenciais que afetam a pirmide superior-subordinado.

  • Premissas da Teoria X McGregor sups que muitas das prticas gerenciais podem surgir

    somente a partir de uma srie de suposies sobre a naturezahumana, que ele chamou de Teoria X, com alta nfase nonegativismo. A Teoria X tem como premissas:

    O trabalho naturalmente desagradvel ao ser humano, de ummodo geral.

    As pessoas tm pouca vontade de ser responsveis, no soambiciosas e preferem ser dirigidas.

    As pessoas tm pouca capacidade criativa, na soluo deproblemas organizacionais.

    As pessoas s so motivadas por necessidades de dinheiro,conforto material e segurana.

    As pessoas s trabalham em funo dos objetivos e metas daorganizao, quando pressionadas e controladas de perto.

  • Premissas da Teoria Y A Teoria Y uma alternativa para a Teoria X, sendo mais positivista e est centrada na

    compreenso da natureza e da motivao humanas, com base nas cincias docomportamento. Ela afirma que o que motiva as pessoas o propsito de alcanardomnio sobre seu mundo e de experimentar sentimentos de auto-estima, auto-aceitaoe auto-realizao, alm da busca de gratificao.

    A motivao apropriada libera o potencial das pessoas e permite que os funcionrios seenvolvam num trabalho significativo e criativo, que se tornem auto-dirigidos e canalizemseus esforos para o alcance dos objetivos da empresa. As premissas da Teoria Y so:

    Realizar esforo fsico e mental no trabalho to natural quanto brincar oudescansar.

    As pessoas colocam a auto-direo e o auto-controle a servio dos objetivos com osquais se sentem comprometidas. O controle externo e a ameaa de punio someios no eficazes de gerar comprometimento e esforo contnuo no alcance dosobjetivos organizacionais.

    O comprometimento com um objetivo depende de recompensas intrnsecas,associadas ao alcance desse objetivo.

    De modo geral, e sob condies apropriadas, uma pessoa aprende no somente aaceitar, mas tambm a buscar responsabilidade.

    A capacidade de usar a imaginao, o talento e a criatividade, na soluo deproblemas organizacionais, est amplamente distribuda na populao.

  • Teorias X/Y na situao de trabalho As prticas gerenciais baseadas na Teoria Y do significado execuo das tarefas e,

    portanto, colocam as necessidades dos funcionrios num plano mais prximo ao dasnecessidades da organizao.

    Alm disso, enquanto as condutas baseadas na Teoria X tendem a abafar a capacidadehumana, a postura da Teoria Y cria condies que permitem o surgimento de motivaoe de habilidades importantes para os indivduos. medida que esses potenciaishumanos surgem, tanto os indivduos quanto as organizaes em que trabalham tornam-se mais competentes.

    A filosofia X sugere que os objetivos pessoais dos indivduos e os da organizao estoem conflito e que os funcionrios so, basicamente, motivados por recompensasexternas e por medo de punio. Por isso, os gerentes que apiam a filosofia X s tmdois tipos de recursos - recompensas e punies - a serem usados para levar oscolaboradores a se comportarem de acordo com os objetivos organizacionais.

  • Teorias X/Y na situao de trabalho As prticas gerenciais baseadas na filosofia Y enfatizam o auto-

    controle e a autonomia. Os empregados so encorajados a testarsuas habilidades e idias, bem como a definir os deveres de seuscargos, a fim de harmonizar seus objetivos com os da empresa.

    Os gerentes Y so mais exigentes com seus empregados do queos que atuam na X e esto longe de serem "moles". Os cargosso planejados para facilitar padres de desempenho cada vezmais altos, e a motivao para alcanar tais padres vem derecompensas intrnsecas possveis de serem atingidas.

    A filosofia X, na qual os empregados so incapazes de inovar, deserem responsveis e necessitam ser controlados porrecompensas externas e punies, pouco saudvel. Ostrabalhos que no permitem auto-controle e auto-realizaopodem criar comportamentos contraproducentes, isto , osempregados podem tentar sabotar o sistema" a fim de satisfazeras suas necessidades.

    Ao contrrio, a filosofia Y descreve mais precisamente a naturezahumana, tornando os gerentes responsveis pelo aproveitamentodos aspectos criativos e positivos do comportamento humano, embenefcio do indivduo e da organizao.

  • Como a gerncia pode usar as Teorias X/Y Uma forma de encarar as Teorias X/Y consider-las como

    maneiras de definir a natureza do homem no trabalho. Levandoem conta um dado altamente aceito e comprovado empesquisas, de que a maioria das caractersticas humanas sedistribui numa Curva Normal (Gauss), podemos estimar aprobabilidade de um gerente encontrar pessoas comcaractersticas X e Y.

    Berelson e Steiner, no livro Human Behavior, elaboraram umalista de 1.045 caractersticas detectadas em estudos docomportamento humano. Numa tentativa de responder apergunta "Qual a natureza do ser humano?", eles propuseramuma entidade chamada de "ser humano das cinciascomportamentais", que o resultado da combinao dessascaractersticas.

    Os resultados das pesquisas, envolvendo uma anlise dosatributos e capacidades humanas, mostram claramente que aspessoas - nessa combinao - so seres flexveis e criativos,capazes de lidar com a realidade.

  • Como a gerncia pode usar as Teorias X/Y Numa distribuio normal, cerca de 68% dos casos em estudo ficam "na faixa mdia,

    em relao a uma caracterstica (Teoria Y, neste caso). A figura mostra que umaporcentagem menor fica nos extremos da curva (Teoria X e Super Y), isto , h menorprobabilidade de se encontr-las.

    Essa descoberta d suporte Teoria Y, colocando-a como uma confirmao dascaractersticas identificadas pela pesquisa cientfica, como tpicas da pessoa comumem nossa cultura. Assim, a probabilidade de que 68% (cerca de 7 em 10 daspessoas que os gerentes vo encontrar), possuem caractersticas da Teoria Y e, sobcondies apropriadas, apresentam traos consistentes com ela. Mas, certamente,qualquer pessoa tem um pouco de crenas X e de crenas Y combinadas.

    Baixo Mdia Alto

  • Como a gerncia pode usar as Teorias X/Y Estudo posterior de Scott Myers, na Texas Instruments, relatado na

    Harvard Business Review, validou as anlises de McGregor. Oestudo, envolvendo 1.344 gerentes, em todos os nveis, revela que amotivao do empregado atinge o mximo quando os superioresutilizam uma superviso "desenvolvimentista" e mais baixa, sobas formas "tradicional" e redutivista" de superviso.

    A superviso desenvolvimentista consistente com a Teoria Y e aredutivista consistente com a X. A tradicional caracteriza-se por umaforma intuitiva de gerenciar, que evita algumas prticas dos gerentesredutivistas, mas est baseada em fortes suposies da Teoria X,com isso afetando as relaes humanas.

    Myers descobriu que os funcionrios orientados pela supervisodesenvolvimentista e, tambm, os orientados pela redutivista somais altamente motivados, quando seus superiores os gerenciamcom uma postura desenvolvimentista, isto , a partir da Teoria Y.

  • Auto-avaliao das Crenas Gerenciais Existem questionrios de auto-avaliao, que permitem medir a valorizao pessoal

    das teorias X e Y. Eles contm afirmaes do dia a dia de trabalho, para as quais orespondente tem que dar uma nota. Parte das questes reflete a Teoria X e parte a Y.

    Utilizando tabelas apropriadas, essas notas, convertidas em dados estatsticospercentuais, so plotadas em grficos, elaborados em pesquisas em vrios pases.Com isso, o respondente tem uma viso comparativa, com gerentes de vrias partes domundo, de como esto suas crenas (pendendo mais para a Teoria X ou para Y).

    Alguns exemplos de questes:

    A maioria dos funcionrios capaz de exercer autonomia e independncia notrabalho (tendncia Y).

    Na maioria das organizaes, pode-se confiar nos subordinados (tendncia Y).

    O ser humano em geral quer segurana no trabalho, acima de tudo (tendncia X).

    Os objetivos pessoais dos indivduos so contra os da organizao (tendncia X).

    De posse dessa comparao estatstica, a