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Queimar Vieira em Estátua

CORRIGENDA ET ADDENDA

(21 de Dezembro de 2015)

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Queimar Vieira em Estátua CORRIGENDA ET ADDENDA (21 de Dezembro de 2015: agradeço ao Senhor Dr. Arlindo Correia as indicações prestadas). Ilustração n.º 4, suprir: (ver p. 141). Ilustração n.º 6, substitua-se: Rosto do Ms. de Évora (terceiro tratado anti-Vieira de Abreu) Ilustração n.º 6ª, n6b, 6c, em vez de “primeiro”: terceiro. p. 14, l. 1, em vez de “Jersey”: Jérsia. p. 32, l. 11, em vez de “secunda”: segunda. p. 35, n. 31, em vez de “137”: 187. p. 37, n. 35, após “66-83”, suprir: 288-289, 320-321. p. 38, última l. da n. 39, em vez de "74": 75. p. 53, n. 66, em vez de "686": 330-331. p. 56, n. 75, l. 13, após “34 por judaísmo)”, suprir: no auto coimbrão de 2. 7. 1753, 38 sentenciados (21 por judaísmo); l. 16, após “6 por judaísmo).” suprir: N.B. O auto lisboeta de 19.5.1754 (37 sentenciados cristãos-novos, 1 execução, a de Jerónimo José Ramos -- a última por judaísmo na Inq. de Lisboa.--) foi presenciado pelo rei José I, a rainha e os infantes. Ver ANTT, Inq. de Lisboa, processo 2447, fl. 418v. Traz assinaturas de António Ribeiro de Abreu, como membro do Conselho Geral, aprovando a sentença de morte, a 16.11.1749, 8.11.1750, 2. 5.1752, 2. 8.1752, 7.5.1754, 14.5.1754, 19.5.1754. p. 57, l. 23, após “etc.”, suprir: Aliás, houve 121 pessoas oriundas de Bragança entre as sentenciadas nos autos-da-fé coimbrões 1749-1753. p. 59, l. 10, antes de “que não chegou a ser”, suprir: obra. p. 61, n. 87, em vez de “45”: 67. Suprir: Cf. Azevedo, Cristãos-Novos, 308; Saraiva, Marrano Factory, 321. [p. 69] fechar aspas após “Resposta Apologética”. p. 86, n. 1, fechar aspas. p. 87, última linha, suprir traço em “cristã-velha”. p. 152, n. 31, l. 3 e 11, em vez de "Freira": Freire. p. 164, l. 15, em vez de “Notícia”: Notícias. p. 165, n. 46, em vez de “e”: é. p. 208, n. 96, l. 1, em vez de “primeiro”: segundo.

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p. 241, n. 3, substitua-se: O infante D. António (1695-1757) era o irmão do rei. p. 247, n. 26, em vez de “Inquizione”: Inquisizione. p. 260, n. 66, após “Pedro Barbosa”, suprir: (?- c. 1606) notável; em vez de “DHI”: DSI [= Dizionario Storico dell’Inquisizione]. p. 261, n. 70, l. 1 e 2, em vez de "Marcardi": Mascardi. p. 264, n. 75, em vez de “DHI”: DSI. p. 267, n. 83: Ildefonso Perez de Lara, Compendium vitae hominis, Lião, 1672. p. 268, l. 10, em vez de “trás”: traz. p. 272, n. 95: Eliseo Danza di Montefuscolo, autor de Impugna; De Receptatoribus, Trani, 1636. p. 276, n. 110, l. 6, em vez de “Aviz”: Avis. p. 295, n. 149, em vez de "Nomão": Numão. p. 297, l. 8, em vez de "Guarino.": Guazino,; em vez de "defensis": defensio. n. 158: Diego García de Trasmiera, De poligamia et polyviria, libri 3, Palermo, 1638. p. 315, n. 185,ll. 9-10: suprimir “: “Reposta [...] cegueira”; última l. em vez de “n. 9”: n. 10. [Esta nota toda é quase uma repetição da n. 10 da p. 140.] p. 316, l. 11, em vez de “Chacal”: Chacão. n. 189: Ver infra, n. 260, o processo do médico Fernando da Fonseca Chacão de Pinhel; o de sua mulher Leonor Maria não encontrei. p. 339, n. 234: Ver ANTT, Inq. de Coimbra, os processos de André Gonçalves, de Bragança, diminuto, 1697 e 1697-2, sentença de morte comutada em 5 anos para as galés. Como já não havia galés, foi fazer trabalhos pesados na Cadeia Civil de Lisboa. p. 343, l. 18, em vez de “ficando”: fiando. p. 362, l. 14, suprir ponto de interrogação: morrer”? p. 363, n. 283, em vez de “DHI”: DSI. p. 401, n. 369, em vez de "Charrler": Charlier. p. 402, n. 371: Domenico Viva, SD.J., autor do Cursus Theologicus, Pádua, 1719. p. 405, n. 374, em vez de “Roberet”: Robert. p. 414, n. 393, substitua-se: Não consegui nenhum António Merenda nem Tractato de Opinione. p. 422, l. 8, após “João IV”; suprimir vírgula.

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p. 476, n. 495, substitua-se: É lapso por Miguel Reinoso, jurisconsulta português (1563-1623), autor de Observationes praticae, Coimbra, 1624, repetidas edições. p. 495, l. 1, em vez de “comumente”: comummente. p. 504, n. 551, em vez de "504": 505. p. 507, l. 19, em vez de "laxivos": lascivos. p. 511, l. 5, em vez de “Parafox”: Palafox. p. 512, n. 561: aliás Martin Ortiz. O livro foi impresso em Madrid, 1741. p. 524, l. 31, após "Salmeirão" suprir 579a, com a nova nota: Alfonso de Salmerón, célebre teólogo jesuita espanhol, 1515-1585, autor de Comentari in evangeliam historiam, 16 vols., Madrid, 1597-1602, 2 reedições: Colónia, 1602-1604; ibid., 1612. p.529, n. 589: Aliás, Juan Luís Vives (Ioannes Ludovicus Vives). O livro é de 1543 (Basileia). p. 545, l. 1, em vez de "qe": que. p. 559, última l., em vez de "poste": post. p. 591, l. 1, em vez de “beático”: viático. p. 631, l. 28: “Acabando (suprir aspas). p. 641, n. 719, em vez de "219": 766. p. 701, n. 811, suprir: Cf. Plínio Freire Gomes, Um herege vai ao Paraíso, Cosmologia de um ex-Colono condenado pela Inquisição (1680-1744), São Paulo, 1997. p. 715, l. 4, após "prática", suprir 821a, com a nova nota: Mateo de Moya (1610-1684), teólogo jesuita espanhol, autor de Selectae quaestiones ex praecipuis theologiae moralis tractatibus, De opinione probabili [...], Madrid, 1670, reedição Colónia, 1702. [p. 723] suprir: Os algarismos deste Index rerum do autor correspondem aos números das páginas do manuscrito da Resposta II, indicados entre barras oblíquas impressas na transcrição. p. 754, l. 26, após “Lisboa”, suprir ,. p. 755, l. 31, suprir: Crisis Paradoxa super Tractatu insignis P. Antoni Vieyrae [...] De Regno Christi in Terris consummato, vel de opera illo magno universalis spei scopo CLAVIS PROPHETARUM nuncupato [...], s.l. , 1748 (On-line, Google Books). p. 755, em vez de “Dizionario storico dell’Inquizione”: Dizionario storico dell’Inquisizione. p. 756, l. 3, após Tractatus, suprir: ",; l. 9, após “Paris”, suprir ,. l. 20 suprir: GORENSTEIN (Lina), "Cristãos-novos, identidade e Inquisição (Rio de Janeiro, século XVIII)", WebMosaica, revista semestral de estudos judaicos do Instituto Cultural Judaico Marc Chagall, 4, 2, 2012, 40-49.

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p. 757, l. 22, em vez de “Sigila”: Sigila. [p. 775] (p. 35, l. 3-7): diligências que fazem para culpar, Fizerão para absolver! Se he louvável e bom estillo estas dilaçoems, por que as não aprovão as Leis Civis, ou Ecclesiásticas, que em todo as abominão? Não deu nesta. (p. 36, l. 2-6): assombros! E se de este Acto tremem, e temem os Homens de Valor, e Juizo, que farão Mulheres, e Meninas, Honestas, & ignorantes, delicadas, e fracas? He este ponto em que com mais declarado temor. p. 841, suprir: Amaral (Bento Pais do), 352. Amaral, (João Pais do), suprir 331-332.

p. 845, Estátua: 458, 486, 511, 534, 698.

p. 847, Lamego, suprir 330-332.

p. 849, Monteiro (AntónIo), suprir 331.

p. 851, l. 27, em vez de “Aángelo”: Ángelo.

p. 853, Velho, em vez de “240, 241”: 140, 141. O texto inglês das badanas encontra-se emendado na rúbrica “Abstract” do website hermanprinssalomon.

Ampliação da nota 506, p. 482: D. João V e os autos-da-fé lisboetas:

Cf. Maria Beatriz Nizza da Silva, D. João V, Lisboa, 2009, pp. 130-132, 206-212 (com emendas).

Durante o reinado de João V (1707-1750) realizaram-se em Lisboa 28 autos-da-fé públicos e c. 33 particulares. O rei só assistiu aos autos-da-fé públicos de Lisboa, nunca aos dos outros tribunais. Sabemos com certeza de 17 que presenciou. O ritmo dos públicos acelerou-se nos últimos anos, passando a anual.

Autos-da-fé lisboetas presenciados pelo rei e outras pessoas da família real e a maior parte da nobreza. “Um espectáculo pelo qual todos na corte suspiravam, por divertimento e não por edificação, e o que é mais, sem piedade” (D. Luís da Cunha).

6 de Setembro de 1705, Rossio, 1 executado, queimado vivo. Primeiro auto-da-fé ao que assistiu D. João, ainda príncipe, no penúltimo ano do reinado de seu pai, D. Pedro II, a 6 de Setembro de 1705.

30 de Junho de 1709, Rossio, 5 executados. Depois jantaram todos na Inquisição. D. João V contribuiu com 15.000 cruzados para esse jantar. O rei, que estava doente e precisava de uma sangria, pela grande devoção que tinha de ver este primeiro auto-da-fé de seu reinado, resolveu que se deferisse a cura até depois do auto.

9 de Julho de 1713, Rossio, 1 executado.

14 de Outubro de 1714, Rossio, 1 executado.

6 de Maio de 1725, Igreja do Convento de S. Domingos, 1 executado.

Em 1727 o rei teve notícia de que numa nau de guerra inglesa surta no porto se tenham refugiado alguns cristãos-novos que pretendiam ir para Inglaterra. João V mandou o secretário de Estado escrever ao enviado inglês para que lançasse em terra aquela gente. O enviado negou que esses cristãos-novos estivessem a bordo de uma nau inglesa. O rei voltou a insistir, intimando a entrega daqueles seus vassalos. O rei pediu então ao cardeal da Cunha “não só como Inquisidor-geral senão como ministro seu” que pensasse numa solução.

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25 de Julho de 1728, Igreja do Convento de S. Domingos, 5 executados.

16 de Outubro de 1729, Igreja do Convento de S. Domingos, 10 executados. A rainha e o príncipe D. José não presenciaram o auto, que culminou com um jantar oferecido pelo cardeal da Cunha a mais de 300 pessoas. O espectáculo da fogueira proporcionou uma boa sobremesa. A queima dos cadáveres terminou às 9 horas da manhã, assistindo el-rei até às 7.

17 de Junho de 1731, Igreja do Convento de S. Domingos, 12 executados. Para o jantar deste auto tinha o infante Dom António enviado ao inquisidor-geral da Cunha 4 corças e um veado.

6 de Julho de 1732. Igreja do Convento de S. Domingos, 8 executados. El-rei assistiu em S. Domingos, na Relação e no Campo da Forca até se acabar a execução.

20 de Setembro de 1733, Igreja do Convento de S. Domingos, 5 executados. O Cardeal da Cunha deu de jantar a el-rei, príncipe e infantes D. Francisco e D. António e a todas suas famílias e muitos fidalgos- El-rei e o infante D. António foram ver a queima, onde estiveram até às 5 horas da manhã.

1 de Setembro de 1737, Igreja do Convento de S. Domingos, 12 executados.

8 de Outubro de 1739, Igreja do Convento de S. Domingos, 11 executados (incl. António José da Silva).

18 de Junho de 1741, Igreja do Convento de S. Domingos, 11 executados.

Doença d’el-rei, 1742-1750: dadas as dificuldades de locomoção, D. João V ia na véspera do auto-da-fé para a casa do inquisidor-geral, cardeal da Cunha, onde dormia.

4 de Novembro de 1742, Igreja do Convento de S. Domingos, 10 executados. D. João V foi ver a procissão dos condenados aos Estaus, nos quais se introduziu pelo pátio do estribeiro-mor, rompendo-se para isso uma parede em que se abriu uma porta, para que pudesse observá-la sem que o povo se apercebesse da sua debilidade física. Dali passou à Igreja de São Domingos, entrando por outra porta que se lhe abriu defronte da rua nova da Palma, por detrás da capela-mor, por onde foi para a tribuna na capela de S. Vicente, em que assistiu à leitura das culpas até às 8 horas da noite. Pois foi ouvir sentenciar os relaxados na Relação, entrando por uma porta que se abriu dentro do pátio da alfândega, estando a queima terminada pela meia-noite, em que se recolheu ao Paço.

21 de Junho de 1744, Igreja do Convento de S. Domingos, 8 executados. Assistiram o rei, os infantes e uma comitiva, tendo dormido na véspera no palácio da Inquisição. Apesar de enfermo, D. João V esteve ouvindo das 11 da manhã até 6 horas da tarde as sentenças dos processos. Saíra o cortejo dos sentenciados das Igreja de S. Domingos pela meia-noite em direcção à Relação onde o rei e os infantes a o esperavam. Assistiram a toda a função até saírem os presos da Relação mas desta vez prescindiram de os acompanhar ao Campo da Lã, onde entre as 3 horas da madrugada e as 7 horas da manhã lhes foi dado o garrote e queimado os seus corpos. Alexandre de Gusmão comentou numa carta do dia 27 de Junho de 1744: “Nosso amo e Senhor teve um acidente na véspera do auto-da-fé, mas não obstante isso foi a mesma noite dormir à Inquisição e no domingo assistiu a toda a função, até saírem os presos da Relação já com sol fora na manhã de segunda-feira.”

16 de Outubro de 1746, Igreja do Convento de S. Domingos, 3 executados.

20 de Outubro de 1748, Igreja do Convento de S. Domingos, 3 executados . Viram o auto do palácio da Inquisição a rainha e as infantas.

16 de Novembro de 1749, Igreja do Convento de S. Domingos, 2 executados.

D. Luís da Cunha comentou assim a presença constante de D. João V nos autos-da-fé que se realizavam em Lisboa:

“Honrando o dito Senhor Rei os autos-da-fé com a sua real presença, autoriza e qualifica o procedimento dos inquisidores. Admiro-me de que o rei quisesse ver as execuções, como se aqueles miseráveis não fossem seus vassalos.”