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  • Curso de

    Por Pedro Ismar (Progep)

  • Por Pedro Ismar Progep/RTR/UFMS

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    Introduo a Microinformtica 15 horas o Computador; o Como funciona:

    bit; byte. Digital;

    o Hardware e Software Como dividido? Sistema operacional Organizao estrutural (pastas, diretrio e etc)

    Windows 25 horas

    Ambiente de Interface Grfica do Windows Tela inicial de o Windows Manipulao de Janelas Windows Explorer o Estrutura do S. Operacional o Encontrando Arquivos (Find)

    Painel de Controle Barra de Ferramentas Ferramentas do Sistema: Defrag, Scandisk e Backup Configurao de Impressoras Acessrios: Editor de Texto, WordPad e Editor de Desenhos (Paint). Opes Avanadas: o Acessando o modo MS-DOS o Inicializando o modo Prompt o Inicializando o modo de segurana

    Vrus 05 horas

    Tipos; Como se pega; Como evitar; Como excluir.

    Internet 20 horas

    Noes bsicas Navegando na Internet Procurando informaes Correio Eletrnico Download Pginas interessantes Busca na Internet

    Editor de texto 25 hora

    Edio de Documentos Criao, gravao e recuperao de um documento. Formatao de pargrafos Formatao de caracteres: fontes, estilos e tamanhos. Formatao de tabulao Insero de cabealho, rodaps e numerao de pgina.

  • Apostila Introduo a informtica

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    Transferncia de dados dentro do documento Insero de gravuras e textos atravs da rea de transferncia Mala Direta

    Planilha Eletrnica 20 horas

    Conceitos bsicos de Planilha Eletrnica Incluso de dados em uma planilha Criando, salvando e recuperando uma planilha Convertendo uma base de dados para uma planilha Manipulando grficos com dados de uma planilha Imprimindo uma planilha

    Power Point 10 horas Viso geral do PowerPoint Criando Apresentaes e Slides Trabalhando Com Objetos do PowerPoint Colocando Texto Nos Slides Adicionando Elementos Visuais Aos Slides Anotaes, Folhetos, Apresentaes de Slides e Impresso

  • Por Pedro Ismar Progep/RTR/UFMS

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    Histrico ____________________________ O primeiro computador de que se tem notcia grego, conforme abaixo.

    Mecanismo de Antikythera, no estado em que se encontra hoje1 Acompanhar a progresso anual do Sol e da Lua atravs das constelaes do zodaco, prever os eclipses, traar a movimentao dos planetas e a rbita irregular da Lua no cu: esta, segundo uma anlise minuciosa descrita na revista "Nature", era a funo do Mecanismo de Antikythera, um antiqussimo mecanismo grego com engrenagens que remonta a 65 antes de Cristo. Para os autores, um grupo de pesquisa internacional coordenado por Mike Edmunds e Tony Freeth da Universidade britnica de Cardiff, o estudo revela que o mecanismo muito mais sofisticado do que se podia acreditar, tanto que, para a poca, pode definir-se como um computador propriamente dito. Alm disso, demonstra "o potencial tecnolgico extraordinrio dos gregos", que se perdeu com o imprio romano.

    1 Site http://www.portalsaofrancisco.com.br/alfa/artigos/primeiro-computador-do-mundo-era-grego.php

  • Apostila Introduo a informtica

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    O Mecanismo de Antikythera foi achado em 1900 por alguns pescadores de esponjas no naufrgio de uma antiga nau na costa da ilha de Antikythera, perto de Creta. Entre os objetos a bordo havia fragmentos de um estojo de madeira e bronze contendo mais de 30 engrenagens. Por dcadas, o objeto foi estudado minuciosamente. Achava-se que servia para calcular a posio do Sol, da Lua e a progresso dos planetas, mas a sua funo foi s parcialmente compreendida. Permanecia insolvel a questo de dois mostradores, um anterior e outro posterior. Para resolver o mistrio se buscou a ajuda da tecnologia a raios X e os pesquisadores chegaram a ler as inscries no mecanismo e a decifrar o funcionamento dos dois displays. Segundo o estudo, no display anterior havia setas que marcavam a passagem do Sol e da Lua nas constelaes do Zodaco, alm de indicaes para as fases lunares. J o display posterior indicava o tempo em termos de dois ciclos astronmicos. A primeira seta mostrava o resultado do clculo com base no ciclo Calptico2. A segunda seta mostrava os resultados com base no ciclo de Saros, usado para prever os eclipses lunares e solares.

    Vista de tras vista frontal

    2 O ciclo Calptico foi desenvolvido pelo astrnomo grego Kllippos no sculo IV. Era composto de 76 anos, sendo que cada ano do ciclo tinha 365 dias e 1/4. Este foi o primeiro computador NO digital.

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    Reconstruo digital feita por computador, a partir de tomografia computadorizada Pesquisadores e historiadores afirmam que instrumentos como o mecanismo de Antikythera s comearam a ser construdos na Europa cerca de 1000 anos aps os gregos terem sido dominados pelo Imprio Romano, quando o conhecimento deste tipo de "tecnologia" se perdeu. A concluso que se poderia chegar que, caso o Imprio Romano no tivesse interrompido o desenvolvimento dos gregos nesta rea, talvez a tecnologia hoje estaria 1000 anos mais adiantada.

    ENIAC, o pai de todos os computadores3 O primeiro computador digital, foi o ENIAC.

    O ENIAC era capaz de realizar cinco mil somas e 360 multiplicaes por segundo. Pesava 32 toneladas e media 30 metros, e no local onde funcionava, a temperatura se elevava a uns 50 graus.

    3 Site http://www.mdig.com.br/index.php?itemid=692

  • Apostila Introduo a informtica

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    A exatos 60 anos, O ENIAC (Electronica Numeral Integrator and Computer), foi o primeiro computador a usar eletrnica digital. No se destacava precisamente por suas caractersticas funcionais: pesava 32 toneladas, media 30 metros e tinha 17.468 vlvulas, cuja vida mdia era de 3.000 horas, o que obrigava troca de uma a cada 10 minutos. Seus inventores, John P. Eckert e John W. Mauchly, demoraram trs anos paras constru-lo mediante uma doao de 500.000 dlares oferecida pelo Exrcito dos Estados Unidos. O projeto se chamou PX e em 1944 juntou-se ao grupo o engenheiro John von Neumann. Os trs cientistas conseguiram faz-lo funcionar pela primeira vez em 14 de fevereiro de 1946, na Universidade da Pennsylvania. Os jornais da poca o qualificaram de "Einstein Mecnico" e/ou de "Frankenstein Matemtico". O sistema utilizava os nmeros decimais de zero a nove e a leitura e escrita de dados se realizava mediante uma leitora/perfuradora de cartes. Estava dividido em 30 unidades autnomas, 20 das quais eram chamada acumuladores. Cada acumulador era uma mquina de somar 10 dgitos a grande velocidade, que podia armazenar seus prprios clculos. Para acelerar as operaes aritmticas tambm tinha um multiplicador e um divisor. O primeiro utilizava uma matriz de resistncias para executar as operaes de um dgito e foi desenhado com um circuito de controle adicional para multiplicar os dgitos sucessivos.

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    O ENIAC era controlado atravs de um trem de pulsos eletrnicos. Cada unidade era capaz de ger-los para que outras unidades realizassem alguma tarefa, por isso os programas para o ENIAC consistiam em unir manualmente os cabos das diferentes unidades para que realizassem a sequncia desejada. Program-lo era portanto um trabalho rduo e dificultoso. Como as unidades podiam operar simultaneamente, o ENIAC era capaz de realizar clculos em paralelo. Tinha uma unidade chamada "unidade cclica", que produzia os pulsos bsicos usados pela mquina e trs tabelas que transmitiam s unidades os nmeros e funes eleitas manualmente para realizar as operaes. Realizava uma soma em 0.2 milisegundos, uma multiplicao de dois nmeros de 10 dgitos em 2.8 milisegundos, e uma diviso em 24 milisegundos. Nunca pde funcionar por 24 horas ininterruptas, e normalmente executava-se duas vezes um mesmo cmputo para comprovar o correto funcionamento da mquina. O calor das vlvulas elevava a temperatura do local at os 50 graus e para efetuar diferentes operaes, deviam mudar-se as conexes (cabos), como nas velhas centrais telefnicas, trabalho que podia tomar vrios dias. Inicialmente o ENIAC foi construdo para fins militares: era capaz de calcular com grande velocidade a trajetrias de projteis, principal objetivo de sua construo. Mas ao finalizar a Segunda Guerra Mundial passou a ser utilizado para clculos de investigaes cientficas. Funcionou at 1955 com melhoras e ampliaes, e se diz que durante sua vida operativa realizou mais clculos matemticos do que os realizados por toda a humanidade anteriormente. Antes de finalizar sua construo, os inventores se deram conta de suas limitaes, tanto no nvel estrutural como no nvel de programao. Por isso, em paralelo a sua construo, comearam a desenvolver as novas ideias que deram lugar ao desenvolvimento da estrutura lgica que caracteriza os computadores atuais4.

    A EVOLUO COMPUTACIONAL BACO

    O BACO um calculador decimal operado manualmente. Costuma-se considerar o baco como o primeiro dispositivo criado para facilitar o trabalho do homem em processar informaes. O baco foi inventado no oriente mdio h milhares de anos e ainda hoje muito utilizado no oriente. Por exemplo, ainda hoje no Japo comum encontrar comerciantes que continuam preferindo fazer contas utilizando bacos - e as fazem muito mais rpido que uma moderna calculadora eletrnica (que por sinal custa hoje muito mais barato que um baco). CALCULADORA MECNICA

    4 Leia mais: ENIAC, o pai de todos os computadores - Metamorfose Digital http://www.mdig.com.br/index.php?itemid=692#ixzz2Ntwyy9gp

  • Apostila Introduo a informtica

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    Atribui-se a Blaise Pascal (1623-1662) a construo da primeira calculadora mecnica capaz de fazer somas e subtraes. TEAR PROGRAMVEL Em 1801, Joseph Marie Jacquard inventou um tear mecnico dotado de uma leitora de cartes perfurados, os quais representavam os desenhos do tecido - portanto um processador das informaes relativas padronagem do tecido; o tear funcionava to bem que este o primeiro exemplo prtico de desemprego provocado pela automao! CALCULADOR ANALTICO Charles Babbage (1792-1871) concebeu um Computador Analtico dotado de um dispositivo a que chamou de MOINHO (uma mquina de somar com preciso de at 50 casas decimais), e um dispositivo de entrada (inspirado no tear de Jacquard) que leria cartes perfurados contendo no somente nmeros (os dados) mas tambm INSTRUES (o que fazer com os dados). Imaginou ainda um dispositivo de memria que chamou de ARMAZM para guardar os nmeros, um banco com 1000 "registradores" cada qual capaz de armazenar um nmero de 50 dgitos - os nmeros dados pelos cartes de entrada ou ento nmeros resultados de operaes do moinho. Finalmente, incluiu um dispositivo impressor para dar sada aos resultados. As instrues (gravadas em cartes) possveis de ser implementadas pelo moinho eram:

    entrar com um nmero no armazm entrar com um nmero no moinho mover um nmero do moinho para o armazm mover um nmero do armazm para o moinho comandar o moinho para executar uma operao sair com um resultado

    Para construir um dispositivo a partir destas ideias, Babbage contou com a colaborao inestimvel da matemtica Ada Augusta Byron, Lady Lovelace, filha do poeta Lord Byron. Ada desenvolveu sries de instrues para o calculador analtico, criando conceitos tais como sub-rotinas, loops e saltos condicionais. Babbage considerado o precursor do computador. Ada considerada a precursora do software.

    Babbage e Ada estavam muito alm do seu tempo e no conseguiram financiamento para construir o seu Computador Analtico, que ficou apenas como uma belssima ideia no papel - ele nunca foi concludo.

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    "Ele no tem pretenses de originar nada, mas pode processar qualquer coisa que ns soubermos program-lo para realizar." - Ada Augusta Byron, Condessa de Lovelace, falando sobre o Engenho Analtico de Babbage, precursor dos modernos computadores (Londres, cerca de 1830) HOLLERITH

    Herman Hollerith (1860-1929) tambm inspirou-se nos cartes de Jacquard para criar uma mquina para acumular e classificar informaes - a Tabuladora de Censo. Aplicao: processamento dos dados do censo. Z3 1941- Konrad Zuse (Alemanha) Primeiro computador digital, automtico, programvel, de propsito geral, completamente funcional (eletro-mecnico). ABC Computer (Atanasoff-Berry Computer) 1942 - John V. Atanasoff / Clifford Berry (EUA) Primeiro prottipo de calculador eletrnico que funcionou nos EUA. COLOSSUS 1943 - Alan Turing (Bletchley Park, Inglaterra) Primeiro computador eletrnico programvel; aplicao: criptografia; quebra de cdigos HARVARD MARK I 1944 - Howard Aiken (Universidade de Harvard - EUA) Primeiro computador eletromecnico automtico de grande porte ENIAC - Eletronic Numerical Integrator and Calculator 1946 - John Mauchly e J. Presper Eckert (Ballistic Research Lab, University of Pennsylvania, EUA) Primeiro computador eletrnico digital de grande porte Caractersticas: Decimal (operava na base dez, no binrio) - 19000 vlvulas - 175 Kw de potncia - 5.000 operaces por segundo - armazenamento para 20 nmeros de 10 dgitos, mas no tinha qualquer tipo de memria central - tempo mdio entre falhas (MTBF) de 5,6 horas Aplicao: clculo balstico.

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    TRANSISTOR

    1947 - Universidade de Stanford (EUA) Inventado o primeiro dispositivo eletrnico de estado slido. MANCHESTER MARK I 1948 - F.C.Williams, Tom Kilburn e a Max Neuman Royal Society Computing Machine Laboratory (Universidade de Manchester, Inglaterra) Primeiro prottipo de computador eletrnico de programa armazenado. Executou o primeiro programa com sucesso em 21/06/48) EDSAC - Eletronic Delay Storage Automatic Computer 1949 - Maurice Wilkes (Universidade de Cambridge, Inglaterra) Primeiro computador eletrnico digital de programa armazenado de grande porte, totalmente funcional Executou o primeiro programa com sucesso em 06/05/49. UNIVAC I 1949 - Mauchly and Eckert Computer Corporation, depois UNIVAC, depois Unisys Primeiro computador eletrnico disponvel comercialmente, usava programa armazenado e um compilador. Aplicao: Processamento das eleies. WHIRLWIND I 1950 - J.Forrester (Massachussets Institute of Technology - MIT, EUA) Primeiro computador para processamento em tempo real. IBM 701 1953 - IBM Corporation Primeiro computador eletrnico digital IBM. NCR 304 1957 - NCR Corporation Primeiro computador comercial 100% construdo com componentes de estado slido (transistores). IBM 305 1957 - IBM Corporation Primeiro computador comercial a utilizar unidades de disco com cabeas mveis. PDP-1 1959 - Digital Equipment Corporation Primeiro mini-computador. COBOL - Common Business Oriented Language

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    1960 - Conference on Data System Languages CODASYL Primeira linguagem de programao de computadores para aplicao comercial padronizada. IC - CIRCUITO INTEGRADO 1961 - Fairchild Corporation Primeiro circuito integrado disponvel comercialmente. INTEL 4004 1971 - Intel Corporation Primeiro microprocessador disponvel comercialmente. MITS 816 1972 - MITS (Micro Instrumentation and Telemetry Systems) Primeiro microcomputador disponvel para uso pessoal. ALTO 1973 - Xerox PARC (Palo Alto Research Center) Primeiro microcomputador pessoal completo, totalmente funcional, incluindo monitor ALTAIR 8800 1975 - Edward Roberts, William Yates e Jim Bybee Primeiro microcomputador pessoal produzido industrialmente para venda em massa.

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    APPLE II

    1976 - Steve Jobs e Steve Wozniak (Apple Corp.) Primeiro microcomputador pessoal a ter sucesso comercial. IBM PC

    1981 - IBM Corp (Boca Raton, FL, EUA) Primeiro microcomputador pessoal IBM; arquitetura aberta; um imenso sucesso comercial.

    Evoluo da computao (mais detalhada)

    A.C. ~3500 a.C.: os sumrios criam a numerao e o baco. ~1500 a.C.: egpcios utilizam o Relgio de sol para contar o tempo. ~65 a.C.: Grecia

    D.C. ~200 Base binria para classificar medidas musicais. ~825 Inveno do conceito de algoritmo ~1500 Leonardo da Vinci 1600 1614 John Napier e os logaritmos 1623 Inveno das calculadoras 1644 A Pascalina 1679 Calculadora de Leibnitz 1689 Calculadora de Brito 1800 1830 Motor diferencial de Babbage 1834 Engenho analtico 1834 A primeira programadora: Augusta Lovelace 1837 O suporte em papel e o telgrafo 1844 Telgrafo de Morse 1855 George Schuetz 1854 George Boole investiga as leis do pensamento 1856 Primeira ligao transatlntica com cabo

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    1861 Francisco Joo de Azevedo inventa uma mquina de escrever (sendo considerado por alguns, como o real criador da mquina de escrever) 1868 Utilizao de teclados QWERTY 1869 O piano lgico de Jeavons 1873 Primeiro motor elctrico 1874 Primeira mquina de escrever 1876 Graham Bell e o telefone 1881 Aperfeioamento de mquinas de lgica mais pequenas 1883 Thomas Edison inventa a lmpada 1888 Friedrich Reiniitzer descobre o cristal lquido 1892 mquinas de clculo de Burroughs 1895 Primeira transmisso de Marconi 1900 Dcada de 1900

    1900 Surgimento da memria magntica. 1902 As primeiras tele-impressoras. 1906 O tubo de vcuo. Dcada de 1910

    1918 Codificao Enigma da Alemanha Dcada de 1920

    1920 John Logie Baird (na Inglaterra) e Clarence Hansell (dos Estados Unidos patenteiam a ideia de utilizar matrizes de tubos reflectores ou transparent rods para transmitir imagens - fibra ptica bsica 1926 Transistores Pt1 Dcada de 1930

    1931 lgica elctrica 1936 O primeiro computador elctrico de Atanasoff e incio dos computadores ABC 1937 Alan Turing Dcada de 1940

    1940 Lgica Booleana de Claude Shannon 1940 George Stibitz interliga dois computadores via telefone, o que gerou ideias para o primeiro Modem 1941 Tom Flowers 1942 Plankalkl (primeira linguagem de programao) 1943 Descodificao de mensagens secretas alems com Colossus 1945 O ENIAC torna-se operacional, inaugurando a primeira gerao de computadores. 1948 MIT desenvolve Ciberntica 1948 Transistor Pt2 1949 Computador EDSAC utiliza fita magntica 1949 Joseph Lyons inventa LEO Dcada de 1950

    1950 Primeiro transistor de juno bipolar 1950 Primeiro Modem digital 1951 LEO torna-se operacional 1956 30 RAMAC lanado 1958 criado o Tennis for Two foi um jogo eletrnico desenvolvido por William Higinbotham em 1958 num Computador analgico, para simular jogos de tnis num osciloscpio. 1959 O Circuito Integrado estabelece a sua marca de inovao tecnolgica 1959 O COBOL foi criado durante o CODASYL (Conference on Data Systems Language), um dos trs comits propostos numa reunio no Pentgono em Maio de 1959.

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    Dcada de 1960

    1960 Theodore H. Nelson e o hipertexto 1960 Surgimento do sistema Unix baseado no Mutics. 1960 Software Open source 1961 A primeira folha de clculo eletrnica 1962 O primeiro modem comercial com uma velocidade de 300 Baud 1963 Primeiro mouse 1964 Linguagem de programao Basic 1965 Leis de Moore sobre a capacidade do microchip 1969 ARPANET d incio Internet Dcada de 1970

    1971 O primeiro microprocessador, o Intel 4004 1971 Redes LAN sem fios (Wireless) 1971 O primeiro e-mail enviado 1972 Surgimento das consolas de jogos - Pong 1972 A Xerox inicia o desenvolvimento de uma interface grfica (GUI) 1972 A Bell Laboratories desenvolve a popular linguagem de programao C 1972 Surge a Ethernet 1973 Formao do clube Home Brew 1973 Gary Kildall inventa o CP/M 1973 Dennis Ritchie reescreveu o Unix na linguagem de alto nvel C 1973 Primeira chamada de celular realizada em NY 1974 A primeira rede ARPANET comercial 1975 MITS Altair 1975 Imsai 8080 1975 Bill Gates e Paul Allen escrevem a primeira implementao BASIC para o MITS ALTAIR 1975 A Microsoft fundada por Bill Gates e Paul Allen 1976 A Apple lana o Apple 1 1976 Surgem as drives de 5.25" 1977 Xerox introduz o laser 9700 1977 Lanamento da Computerland 1977 Lanamento do Apple II 1977 Lanamento do Z80-A 1977 Lanamento do Commodore Pet 1977 MITS Altair vendida 1977 Terminal ADM-3 1977 A AT&T comeou a fornecer o Unix para instituies comerciais da poca 1978 A VisiCalc d incio exploso das folhas de clculo 1978 A primeira mensagem de spam 1979 A Ashton Tate lana o Dbase 1979 A Apple Inc. lana o DOS 3.2 1979 A Appla Inc. lana o Lisa by:mister Dcada de 1980

    1980 A primeira drive de 3.5" 1980 SuperCalc, a folha de clculo para o CPM 1980 Sinclair inventa o ZX80 1980 Lanamento do Apple III

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    1980 Descoberta do OLED pela Kodak

    1981 Lanamento do IBM PC 1981 D-se incio ao desenvolvimento do MS-DOS 1981 Xerox 810 Star, o primeiro WIMP 1981 Nasce a noo do ctrl+alt+del 1982 Commodore 64, o computador caseiro 1982 Protocolo Internet TCP/IP 1982 Hercules Graphics 1982 Lotus 1-2-3 1983 Apple Lisa 1983 ARPANET actualiza-se para TCP/IP 1983 O primeiro vdeo LCD

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    1983 Famicom 1984 Modem 9600 1984 Impresso Postscript pela Adobe 1984 Voyetra lana o Sequencer Plus 1984 Psion lana o primeiro organiser 1984 HP pioneira na tecnologia de jacto de tinta 1984 Computador IBM 286 AT com conectores PS/2 1984 Primeiro computador caseiro Amstrad (PCW) 1984 Lanamento do Apple Macintosh 1984 Microsoft Excel 1984 Iniciado o projeto GNU (O desenvolvimento do GNU comeou com Richard Stallman com o objetivo de criar um "sistema operacional que seja completamente software livre". Este sistema operacional GNU deveria ser compatvel com o sistema operacional Unix, porm no deveria utilizar-se do cdigo fonte deste.). 1985 Lanamento do Windows 1.0 1985 Surge o primeiro vrus 1985 Monitor JC-1401P3A introduz CRT (cathode ray tube, que em portugus significa "tubo de raios catdicos", tambm conhecido como Cinescpio.)

    1985 Aldus Pagemaker a primeira aplicao de Desktop Publishing de grande aceitao 1985 Phillips inventa CD-ROM 1985 Introduo do Tandy TRS-80 1986 Amiga lana o modelo 1000

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    1986 Adopo do standard SCSI 1986 O Atari ST 1986 Lanamento do Amstrad PC1512 1986 SQL (Standard Query Language) 1986 Modem HST U.S. Robotics 1986 JPEG 1987 Windows 2.0 1987 Placa de som Adlib 1987 VGA traz suporte para 256 cores a uma resoluo de 640x480 1987 A Apple Inc. desenvolve fontes True Type 1987 Amiga 2000 1988 Internet Worm 1989 Tim Berners-Lee e a World Wide Web 1989 Pornografia pela internet 1989 Kurt Arkley inicia o desenvolvimento da API do OpenGL 1989 Microsoft Word para Windows 1.0 1989 Lotus inicia desenvolvimento do Lotus Notes 1989 Comunicao Wireless Dcada de 1990

    1990 Lanamento do WordPerfect 5.1 1990 IDE (Integrated Drive Electronics) 1990 A Adobe lana o Photoshop 1990 Windows 3.0, uma interface grfica funcional 1990 Incio da criao do GNU HURD 1990 Super Famicom (Super Nintendo Entertainment System (tambm conhecido como Super Nintendo, SNES e no Japo como Super Famicom). 1991 Modems com suporte da norma V32 Bis 1991 Nasceu o Linux 1991 Sound Blaster Pro aumenta a parada do udio 1991 Tecnologia de firewall caseira da SonicWall 1991 MPEG faz o JPEG mexer-se 1991 Adobe Acrobat PDF 1991 IBM OS/2 1991 Windows NT, uma GUI multitarefa nativa 1991 Microsoft Visual Basic estreia-se 1991 Primeira verso do HTML 1991 Primeira verso da Plataforma Java 1992 Lanamento do ncleo do Linux v0.12 sob a GPL 1992 O jogo Wolfenstein deleita os olhos aos jogadores 1992 Palm comea a melhorar os computadores de hand held 1992 Bus VESA 1993 Intel Pentium 1993 Lanamento do jogo Doom 1993 Lanamento do processador i386 e co-processador matemtico i387 1993 Mosaic desenvolve o primeiro browser grfico 1993 Lanamento do Windows NT 3.1 1993 Bus PCI 1994 Lanamento do ncleo Linux v1.0 1994 SMS traz o texto aos telemveis 1994 A empresa Netscape lana se browser, uma verso grfica do Mosaic 1994 NetWare Directory Services 1994 Galaxy o primeiro directrio de procura na Internet

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    1994 PlayStation 1995 O Linux v 1.2 lanado com suporte a Alpha, Spark e MIPS 1995 Microsoft lana o Windows 95 com suporte a "ligar e usar" ou plug-and-play. 1995 Citrix aposta no modelo ASP (O ASP (de Active Server Pages), tambm conhecido como ASP Clssico hoje em dia, uma estrutura de bibliotecas bsicas (e no uma linguagem) para processamento de linguagens de script no lado servidor para gerao de contedo dinmico na Web). 1995 Sun lana o Java. 1995 E-Commerce e a Amazon 1995 Microsoft DirectX (Microsoft DirectX uma coleo de APIs que tratam de tarefas relacionadas a programao de jogos para o sistema operacional Microsoft Windows. API, de Application Programming Interface (ou Interface de Programao de Aplicativos) um conjunto de rotinas e padres estabelecidos por um software para a utilizao das suas funcionalidades por aplicativos que no pretendem envolver-se em detalhes da implementao do software, mas apenas usar seus servios). 1995 Lanamento do Exchange Server 3.51 1996 Lanamento do Debian Buzz ( 1.1) 1996 Linux v2.0 suporta SMP e outros processadores 1996 Macromedia introduz Flash ( um software primariamente de grfico vetorial - apesar de suportar imagens bitmap e vdeos - utilizado geralmente para a criao de animaes interativas que funcionam embutidas num navegador web e tambm por meio de desktops, celulares, smartphones, tablets e televisores. O produto era desenvolvido e comercializado pela Macromedia, empresa especializada em desenvolver programas que auxiliam o processo de criao de pginas web). 1996 Suite Office para Windows 95 1996 USB (Universal Serial Bus) 1996 Lanamento do Windows NT 4.0 1996 Lanamento do Windows CE 1.0 1996 DVD (Digital Versatile/Video Disk) 1996 Lanamento do Debian REX (v1.2) 1996 Nintendo 64 1997 Voodoo lana a placa grfica 3D 1997 Standard IEEE 1998 CDs gravveis e regravveis (CD-RW) 1998 Microsoft lana o Windows 98 1999 Lanamento do Linux 2.2 1999 Gigabit Ethernet 1999 AMD cria o Athlon 1999 Nvidia lana a primeira GeForce 1999 Os ficheiros de msica MP3 1999 Comea-se a falar em P2P (peer-to-peer) devido Napster 1999 PlayStation 2 2000 2000 Surge o Compaq iPAQ, um porte do MS Windows CE para a plataforma DEC Itsy 2000 MS Windows 2000 2000 MS Windows ME 2000 Mac OS X da Apple Inc.. Sistema operativo com interface grfico baseado em Unix 2000 Bill Gates sai ao cargo de CEO da Microsoft 2000 Microsoft lana a plataforma Xbox 2000 Polmica do bug do milnio (Y2K Bug) 2001 Lanamento do Linux 2.4 2001 Lanamento do primeiro iPod da Apple Inc.

  • Por Pedro Ismar Progep/RTR/UFMS

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    2001 Convergncia dos telemveis e PDAs 2001 Assiste-se criao de formas humanas realistas atravs da computao grfica 2001 MS Windows XP 2001 USB2 2001 Nintendo GameCube 2002 MS Windows XP SP1 2002 Lanamento do Lindows 2002 Lindows alia-se Microtel 2002 Lanamento do Linux 2.6 2003 Microsoft Office 2003 2003 Surge o Worm Blaster 2003 Multithreading 2003 Motherboard Intel Canterwood 2003 Intel Prescott 2003 Comunicaes WiFi 2003 Lanamento do Microsoft Windows 2003 Server 2005 Microsoft apresenta o Windows Vista 2005 Mandrake compra Conectiva e vira Mandriva 2005 Apple Inc. anuncia a migrao da plataforma Macintosh para processadores Intel 2005 Microsoft lana o Xbox 360, primeiro videogame da stima gerao, que promete se integrar com o PC 2006 Web 2.0 2006 Apple Inc. lana o iPod Nano, o menor iPod com tela LCD e o iPod Video, com capacidade de armazenamento de at 200GB 2006 Nintendo lana o Wii 2006 Microsoft lana o Windows Vista para uso corporativo 2006 Sony lana o Playstation 3 2007 Microsoft lana o Windows Vista a uso domstico 2007 Apple lana o iPhone 2008 - 8 de Agosto um Windows responsvel pelas imagens na abertura dos Olimpadas de Pequim simplesmente apresenta uma BSOD (tela azul da morte) 2008 Comea-se a construo de um vdeo sobre a histria dos computadores. 2009 Microsoft lana o Windows 7 2009 Microsoft lana o Office 2010 2009 USB 3.0 2010 Apple apresenta o iPad 2011 Apple apresenta a tecnologia de E/S Thunderbold com a Intel em MacBooks Pro 2011 Apple apresenta iPad 2 e iOS 4.3 2012 Concorrncia com os produtos da Apple

  • Apostila Introduo a informtica

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    Conceituao ____________________________

    O Computador

    O homem tem procurado, desde o incio de sua existncia, criar mecanismos que o auxiliem no trabalho, diminuindo esforos e economizando tempo. O computador uma mquina criada pelo homem para auxili-lo em nas diversas situaes. Dentre todas as mquinas criadas por ele, o computador , sem dvida, a mais verstil, devido sua vasta aplicao. Praticamente no existe atividade em que o computador no esteja sendo utilizado. Ele constitui uma excelente opo, como parte de solues para as inmeras reas de atividades, capaz de executar tarefas complexas com grande velocidade, repetir incansveis vezes uma determinada tarefa com preciso mpar, armazenar grandes quantidades de dados, nas diferentes formas: som, imagem ou texto.

    O que so BITS e BYTES?

    No computador os smbolos que desejamos representar so conjuntos de estados eltricos pr-definidos, conhecidos como bits e bytes, que fazem parte do ambiente digital. Para tanto, dentro do microcomputador o que circula apenas energia eltrica. Energia esta de baixa voltagem, sendo os padres +12 volts, -12 volts para alimentar os perifricos e +5 volts para representar cada smbolo que o computador trabalha, como caracteres alfa-numricos, de controle, de pontuao, caracteres especiais de acentuao e etc, ou seja codificao. A codificao deve ter capacidade para representar no mnimo 110 caracteres ou smbolos, porm com o mximo de simplicidade. Para resolver o problema, foram adotados apenas dois estados, conhecidos no meio tecnolgico como 0 (zero) e 1 (um) ou sistema binrio, onde 0 um estado (lgico) de energia e 1 o outro estado lgico. Foi denominado sistema digital. Ento, quando se diz que uma informao foi digitalizada ela foi convertida para zeros e uns e est na forma que o computador entende. Este sistema tem como clculo a seguinte forma: Bn = B x B ... (n vezes) Ou seja: B sempre 2 pois um sistema binrio, os dois estados; n o nmero que indica o tamanho do cdigo ou quantos zeros e uns dever ter o cdigo; Exemplo: Para ter capacidade de representar 110 cdigos diferentes, o sistema deve ter n=7, ficando: 27 = 2 x 2 x 2 x 2 x 2 x 2 x 2 = 128 cdigos

  • Por Pedro Ismar Progep/RTR/UFMS

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    Contudo, 128 ainda era pouco no caso de futuras expanses. Ento, n passou para 8 resultando em uma capacidade de expanso mais que o dobro, veja: 28 = 2 x 2 x 2 x 2 x 2 x 2 x 2 x 2 = 256 cdigos, ou seja, contado de 0 at 255. Code Pages Supported by Windows

    OEM Code Pages

    Windows OEM Code Pages Lista representaes grficas e textual de cada code pages:

    437 (US) 720 (Arabic) 737 (Greek) 775 (Baltic) 850 (Multilingual Latin I) 852 (Latin II) 855 (Cyrillic) 857 (Turkish) 858 (Multilingual Latin I + Euro) 862 (Hebrew) 866 (Russian)

  • Apostila Introduo a informtica

    23

    Com isto foi construda uma tabela de cdigos, conhecida como pgina de cdigos (code page) que mostra qual o cdigo de cada caracter ou smbolo. Exemplo:

    0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 A B C D E F

    0- "Nulo" 0000 0

    263A 1

    263B 2

    2665 3

    2666 4

    2663 5

    2660 6

    2022 7

    25D8 8

    25CB 9

    25D9 10

    2642 11

    2640 12

    266A 13

    266B 14

    263C 15

    1-

    25BA 16

    25C4 17

    2195 18

    203C 19

    00B6 20

    00A7 21

    25AC 22

    21A8 23

    2191 24

    2193 25

    2192 26

    2190 27

    221F 28

    2194 29

    25B2 30

    25BC 31

    2- "Espacio"

    0020 32

    ! 0021 33

    " 0022 34

    # 0023 35

    $ 0024 36

    % 0025 37

    & 0026 38

    ' 0027 39

    ( 0028 40

    ) 0029 41

    * 002A 42

    + 002B 43

    , 002C 44

    - 002D 45

    . 002E 46

    / 002F 47

    3- 0

    0030 48

    1 0031 49

    2 0032 50

    3 0033 51

    4 0034 52

    5 0035 53

    6 0036 54

    7 0037 55

    8 0038 56

    9 0039 57

    : 003A 58

    ; 003B 59

    < 003C 60

    = 003D 61

    > 003E 62

    ? 003F 63

    4- @

    0040 64

    A 0041 65

    B 0042 66

    C 0043 67

    D 0044 68

    E 0045 69

    F 0046 70

    G 0047 71

    H 0048 72

    I 0049 73

    J 004A 74

    K 004B 75

    L 004C 76

    M 004D 77

    N 004E 78

    O 004F 79

    5- P

    0050 80

    Q 0051 81

    R 0052 82

    S 0053 83

    T 0054 84

    U 0055 85

    V 0056 86

    W 0057 87

    X 0058 88

    Y 0059 89

    Z 005A 90

    [ 005B 91

    \ 005C 92

    ] 005D 93

    ^ 005E 94

    _ 005F 95

    6- `

    0060 96

    a 0061 97

    b 0062 98

    c 0063 99

    d 0064 100

    e 0065 101

    f 0066 102

    g 0067 103

    h 0068 104

    i 0069 105

    j 006A 106

    k 006B 107

    l 006C 108

    m 006D 109

    n 006E 110

    o 006F 111

    7- p

    0070 112

    q 0071 113

    r 0072 114

    s 0073 115

    t 0074 116

    u 0075 117

    v 0076 118

    w 0077 119

    x 0078 120

    y 0079 121

    z 007A 122

    { 007B 123

    | 007C 124

    } 007D 125

    ~ 007E 126

    2302 127

    8-

    00C7 128

    00FC 129

    00E9 130

    00E2 131

    00E4 132

    00E0 133

    00E5 134

    00E7 135

    00EA 136

    00EB 137

    00E8 138

    00EF 139

    00EE 140

    00EC 141

    00C4 142

    00C5 143

    9-

    00C9 144

    00E6 145

    00C6 146

    00F4 147

    00F6 148

    00F2 149

    00FB 150

    00F9 151

    00FF 152

    00D6 153

    00DC 154

    00F8 155

    00A3 156

    00D8 157

    00D7 158

    0192 159

    A-

    00E1 160

    00ED 161

    00F3 162

    00FA 163

    00F1 164

    00D1 165

    00AA 166

    00BA 167

    00BF 168

    00AE 169

    00AC 170

    00BD 171

    00BC 172

    00A1 173

    00AB 174

    00BB 175

    B-

    2591 176

    2592 177

    2593 178

    2502 179

    2524 180

    00C1 181

    00C2 182

    00C0 183

    00A9 184

    2563 185

    2551 186

    2557 187

    255D 188

    00A2 189

    00A5 190

    2510 191

    C-

    2514 192

    2534 193

    252C 194

    251C 195

    2500 196

    253C 197

    00E3 198

    00C3 199

    255A 200

    2554 201

    2569 202

    2566 203

    2560 204

    2550 205

    256C 206

    00A4 207

    D-

    00F0 208

    00D0 209

    00CA 210

    00CB 211

    00C8 212

    0131 213

    00CD 214

    00CE 215

    00CF 216

    2518 217

    250C 218

    2588 219

    2584 220

    00A6 221

    00CC 222

    2580 223

    E-

    00D3 224

    00DF 225

    00D4 226

    00D2 227

    00F5 228

    00D5 229

    00B5 230

    00FE 231

    00DE 232

    00DA 233

    00DB 234

    00D9 235

    00FD 236

    00DD 237

    00AF 238

    00B4 239

    F- SHY 00AD 240

    00B1 241

    2017 242

    00BE 243

    00B6 244

    00A7 245

    00F7 246

    00B8 247

    00B0 248

    00A8 249

    00B7 250

    00B9 251

    00B3 252

    00B2 253

    25A0 254

    NBSP 00A0 255

    0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 A B C D E F

    O caracter A (maisculo) tem o cdigo 0 1 0 0 0 0 0 1. Onde:

    - cada dgito do cdigo ou estado lgico, 0 ou 1 conhecido como BITS do ingls BInary digiTS, que a menor informao que circula no computador.

    - o conjunto de 8 bits conhecido como BYTE do ingls BinarY TErm. Como cada caracter um conjunto de 8 bits, logo cada caracter corresponde a 1 byte.

  • Por Pedro Ismar Progep/RTR/UFMS

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    No final do manual do DOS/WINDOWS existem tabelas mostrando o cdigo de cada um dos caracteres. Como o computador utilizado em vrios locais do mundo, com diferentes grafias e aplicaes, foram criadas diferentes tabelas para satisfazerem estas situaes. A pgina de cdigo mais comum a 437, conhecida por alguns como americana (EUA). No Brasil utilizada a internacional 850. Na prtica, por exemplo, o cdigo 1 1 0 1 0 0 1 0 na pgina 850 o caracter e na pgina 437 o caracter . Ento os nveis lgicos 0 e 1 so representados pelos seguintes nveis eltricos, bit 0 entre 0,2 at 0,8 volts e o bit 1 entre 2 e 4,8 volts. O nvel eltrico 0 volt tem uma representao muito importante, significa que a porta lgica do chip est com defeito pois se todas as portas lgicas devem ter sempre 0 ou 1, quando da presena do nvel 0 volt sinal que no tem nenhum nvel lgico, logo o defeito. Isto favorece a manuteno, o auto-teste e a segurana pois garante que o sistema no funcionar com defeito na porta lgica. Outra informao importante que entre 0,8 e 2 volts, chamada faixa de transio, no tem representatividade alguma. Estas voltagens so em funo dos nveis de tenso dos chips com portas lgicas do tipo TTL (referncia The TTL Data Book volume 2 Texas Instruments 1985). Para colocar os cdigos nas tabelas adotou-se uma forma diferente, a representao hexadecimal, que contado de 0 a F, da seguinte forma: 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 A B C D E F. Sua sintaxe 0h (zero h), onde o h significa hexadecimal. Para transformar byte em hexadecimal deve-se compreender a seguinte relao:

    0h - 0000 8h - 1000 1h - 0001 9h - 1001 2h - 0010 Ah - 1010 3h - 0011 Bh - 1011 4h - 0100 Ch - 1100 5h - 0101 Dh - 1101 6h - 0110 Eh - 1110 7h - 0111 Fh - 1111

    Para chegar a converso acima, no simples decoreba mas existe um clculo matemtico, que no vem ao caso. Caso haja interesse, procure em alguns livros e manuais. Como cada byte tem 8 bits s dividir o byte em 2 e fazer a interpretao segundo a relao acima, como o exemplo abaixo, onde para o cdigo 1 1 0 1 0 0 1 0 na pgina 850 o caracter . No cdigo 1 1 0 1 0 0 1 0 so separados os 4 primeiros bits (1 1 0 1) e verifica-se qual o seu correspondente em hexadecimal, Dh. Os 4 ltimos bits (0 0 1 0) correspondem a 2h. Ento, tem-se que o cdigo 1 1 0 1 0 0 1 0 corresponde em hexadecimal a D2h. Para complicar mais ainda a coisa, no utilizamos, na nossa vida diria, o sistema hexadecimal para contar nada, mas sim o sistema decimal. Para piorar, como pode-se notar, o teclado no tem todos os caracteres e, em algumas situaes se for necessrio utilizar algum caracter da tabela que no tem no teclado, deve-se recorrer aos manuais, normalmente no final (apndice) em um bom nmero deles est em decimal. No entre em pnico, v para tabela que est em uso no momento pelo sistema, no caso 850, onde 210 (decimal) e para fazer uso do caracter desejado dentro do Windows, pressione a tecla , ou seja e sem tirar o dedo da tecla , pressione e de novo sem tirar o dedo da tecla , pressione . No esquea que a tecla NumLock do teclado numrico deve ter sido pressionada acendendo o led correspondente. Um detalhe, digite os nmeros no teclado numrico.

    I Importante: . bvio que para o caracter no necessrio esta mo de

    obra toda pois o sistema permite acentuao normal, mas por

  • Apostila Introduo a informtica

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    exemplo para o caracter , uma das formas pressionar ou os recursos do seu aplicativo, como inserir smbolo do MS-Word. Tudo uma questo de vivncia e situao.

    . Hoje, no aplicativo do MS-Office, existe uma opo de insero de caracteres especiais, sem a necessidade de verificar tabelas e fazer ginstica com os dedos.

    Energia Eltrica ____________________________ Os computadores so alimentados por energia eltrica, logo as tomadas, fiao, qualidade da energia e sistemas de proteo, como aterramentos, so de grande importncia para o seu funcionamento e proteo. Uma das grandes preocupaes so com as tempestades, principalmente aquelas acompanhadas de raios. Outro problema a falta de energia, por instalaes de qualidade duvidosa ou ainda as tempestades.

    Ateno s tempestades

    Geralmente chuvas de vero ou na poca de seca so acompanhadas por tempestades de raios que podem torrar a felicidade de qualquer um. As linhas telefnicas so um excelente caminho para essa sobrecarga de energia e como o seu fax/modem est conectado a ela voc pode imaginar para onde vai esse excedente; seu micro passa a ser um alvo fantstico, principalmente se for uma placa interna de fax/modem. O principal problema que ao entrar no seu micro a sobrecarga vai procurar uma sada, ou seja, o fio terra; caso no o tenha, ela se dissipar passando por todos os componentes do seu micro "torrando", literalmente, tudo. Alguns fabricantes de equipamentos de energia afirmam que cerca de 30% dos casos de queima de equipamentos ocorrem por esse motivo. S um aterramento bem feito pode garantir prximo de 100% de segurana contra esse tipo de problema. Para se prevenir, a forma mais segura, consiste que aps o uso voc pode desconectar o cabo do modem da tomada de telefone da parede. E quando voc estiver utilizando o modem e as trovoadas comearem ? Desconecte da parede e aguarde a melhor hora para retomar a conexo. Momentaneamente voc est a salvo mas no esquea das tomadas de energia da parede, so comuns, principalmente em poca de racionamento de energia, liga e desliga das concessionrias, o problema do excesso ou falta de tenso (sobretenso ou subtenso) associado s variaes de frequncia, os surtos de tenso, podem queimar placas, HDs, fontes se o usurio no estiver prevenido e tudo isso, geralmente, por causa dos raios. Os picos e as variaes ocorrem quando o nvel de energia distribudo pelas concessionrias do sistema Eletrobrs ultrapassa os limites suportados pelos aparelhos eletrnicos ou quando a variao de frequncia superior a 0,5 Hz (Hertz), quando o padro brasileiro est definido em 60 Hz. Esse fenmeno pode causar desde o mau funcionamento de um produto at a queima do mesmo por superaquecimento. Interrupes por relmpagos tambm podem acontecer, ocasionando desde perda de dados ao simples travamento de sua mquina. o chamado efeito flicker. Apesar da

  • Por Pedro Ismar Progep/RTR/UFMS

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    maioria dos gabinetes modernos j estar equipada com fontes pr-estabilizadas, sempre bom contar com um bom aterramento e com um estabilizador de voltagem para minimizar os efeitos desse tipo de fenmeno. Melhor ainda seria contar com um no break estabilizado com proteo contra sobre carga e tenso. Uma providncia para dar maior credibilidade aos produtos desta rea adoo de um selo de qualidade junto ao Inmetro, que faria os testes de acordo com o modelo e rea de atuao, passando ao consumidor maior segurana na aquisio. Segundo alguns fabricantes isto j est disponvel desde o incio do 2 semestre de 1998. Seguindo as seis recomendaes abaixo, voc certamente vai poder se sentir um usurio seguro:

    Prefira instalar seu micro em uma tomada de trs pinos. Nessas tomadas, o terceiro pino o "terra", que garante uma dissipao segura do excesso de carga. Mas no esquea, o fio terra de existir e estar em boas condies.

    Se seu micro j estiver devidamente aterrado, certifique-se tambm de contar com um bom equipamento de energia: filtro de linha, estabilizador e no break. No esquea do dimencionamento correto destes.

    H estabilizadores e filtros de linha para linhas telefnicas mas o melhor mesmo desconectar os fios. Variaes de voltagem so contidas pelo estabilizador e, no caso de picos, o fusvel correto (se possvel a gs aterrado) prprio para linha telefnica, melhora a segurana.

    No instale o PC em lugares abafados e deixe sempre uma distncia de meio metro entre ele e a parede. Toda ranhura (como a que existe na parte traseira de seu gabinete) serve para ventilar o aparelho, portanto, no obstrua essas sadas ou entradas.

    Adquira um no break. Eles esto ficando mais baratos, e j possuem filtro de linha e estabilizadores embutidos.

    Voc pode e deve ser informado por sua concessionria sobre eventuais suspenses no fornecimento de energia. Caso voc no seja informado sobre algum problema na tenso e acabar perdendo um aparelho por causa disso, possvel acionar a empresa e reivindicar judicialmente a reparao do bem.

    Eletricidade Esttica

    Falando em magnetismo, tome cuidado com a eletricidade esttica. A esttica o acmulo de energia, eltrons, que adquirida ao andar, ao manusear equipamentos que criam campo magntico, como monitores, motores e outros. Nossos corpos funcionam como acumuladores desta energia e na primeira oportunidade uma descarga pode acontecer. Caso esta descarga ocorra em determinados componentes eletrnicos mais sensveis, como memria, processadores e outros, podem danific-los. Por este motivo muitas placas so embaladas em material anti-esttica que protege o componente deste problema. A esttica fica mais evidente nos perodos de seca, umidade relativa do ar baixa, fazendo com que muitas vezes as pessoas recebam descarga at de automveis. Para evitar que a esttica danifique o equipamento, voc deve se descarregar antes de iniciar uma manuteno. Uma das maneiras de permanecer sempre em descarga fazer uso de fita ou cabo condutor aterrado. O problema que esses o deixam preso podendo ocasionar alguns trancos at que voc se acostume. Na prtica, me descarrego antes de

  • Apostila Introduo a informtica

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    iniciar o trabalho, passando a mo na parede, esquadrias de janelas e fugindo de locais com carpetes ou tapetes. No caso extremo, fico descalo em local com piso de pedra ou cermica por at 2 minutos. Por vezes fiz a manuteno descalo, pois tinha que manusear os monitores e estes so grandes acumuladores e geradores de esttica. Sei que muitas vezes isto impossvel, use o bom senso para ver a melhor forma de manter-se descarregado.

    Cuidados com a eletricidade esttica - preveno de danos

    eletrostticos.

    Uma descarga de eletricidade esttica de um dedo ou outro condutor pode danificar as placas do sistema ou outros dispositivos sensveis esttica. Este tipo de dano pode reduzir a expectativa de vida til do dispositivo. Para evitar danos eletrostticos observe estes procedimentos:

    Antes de qualquer coisa aterre-se. Existe controvrsia com relao ao aterramento e j existe no mercado equipamento de proteo sem o uso do aterramento, veja este assunto na parte de energia, nesta apostila.

    Evite contato manual, transporte e armazene os produtos somente em embalagens prova de esttica e s as retire no momento e no local da instalao.

    Coloque as peas sobre uma superfcie aterrada antes de retir-las da embalagem.

    Evite tocar nos pinos, condutores eltricos ou circuitos. Esteja sempre adequadamente aterrado ao tocar um componente ou uma

    montagem sensvel esttica.

    Descargas eltricas - Raios

    Descargas eltricas so o que h de pior para os aparelhos eletrnicos, no caso dos computadores a perda de dados a parte trgica da histria. Normalmente o que est armazenado no seu equipamento algo importante logo, perder pode ser muito ruim, principalmente para quem no faz cpia de segurana, backup.

    I Ateno: Fazer backup dos seus dados to importante quando cria-los.

    Infelizmente a maioria dos usurios no se preocupa com esta atividade. Para que a sua histria no seja sempre trgica, FAA SEMPRE BACKUP.

    Para tentar se proteger das descargas, faa uso de nobreaks de qualidade devidamente aterrados. No caso de energia o fio terra alm de ser o escoador do excesso de energia, protegendo em parte assim o seu equipamento, ele tambm o referencial de zero volt (0 V). Isto importante para saber quanto tm de energia os pinos da tomada, fase e neutro.

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    Permite que o nobreak tome decises importantes como quando desligar ou acionar bateria(s) ou ainda enviar excesso para o terra. Alm disto, alguns tm o que chamado de transformador isolador, isolando os problemas de eletricidade na entrada do nobreak, no passando-os para a sada.

    I Ateno: Para que nobreaks, estabilizadores, filtros de linha e

    computadores funcionem corretamente a tomada deve ter uma configurao padro. Olhando para tomada da parede tem-se trs orifcios. Dois semelhantes a um corte reto e um orifcio circular. Tendo como referncia o circular, o pino terra, acima do lado esquerdo deve ser a fase e do lado direito o neutro. Olhando no sentido horrio tem-se fase-neutro-terra. Vide figura.

    Antiga tomada Nova tomada

  • Apostila Introduo a informtica

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    Resolvido em parte o problema relacionado a energia, reafirmando em parte pois nada garantido quando se fala em raios. Outro local que pode danificar o seu equipamento e seriamente, so as conexes externas, como as redes de computadores e principalmente acessos via linha telefnica, discada ou do tipo XDSL, entre elas ADSL. As redes devem estar protegidas, com aterramentos dos equipamentos de rede, micros e no breaks. Para proteger as linhas telefnicas, as concessionrias utilizam fusveis a gs aterrados. Sistema simples e bom mas protegendo as centrais telefnicas e no a sua casa. Para proteger a sua casa instale na entrada da linha telefnica este sistema, que custa completo por volta de R$ 30,00. Fazendo isso todos os aparelhos telefnicos da casa estaro protegidos, pelo menos em parte. Converse com o instalador da concessionria e combine um custo pela mo de obra.

    I Observao: No se esquea que tambm o sistema de proteo precisa de

    aterramento, por este motivo antes de solicitar a instalao voc deve providenciar a instalao do terra perto da entrada da linha telefnica.

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    Bom mas se voc no tem um sistema de proteo, o melhor a fazer toda vez que no for mais utilizar a linha telefnica desligue o seu computador da conexo telefnica, retirando o conector da parede. Este o sistema mais eficiente que existe. Quando em uso, caso comece a chover ou ouvir troves, retire a conexo, da tomada. Outra coisa importante, um raio no precisa cair na sua linha telefnica ou rede eltrica, basta passar por perto, isto induzir a carga em excesso no sistema eltrico ou de telefonia. Aquela histria que um raio no cai duas vezes no mesmo lugar fbula. A regio centro-oeste do Brasil adorada pelos raios, com paixo pelo Estado de Mato Grosso do Sul. J tive a experincia, de um micro estava ligando em rede e tambm a um fax modem conectado a rede telefnica. O usurio esqueceu de desligar da tomada de telefonia e durante o final de semana caiu um raio perto da instalao. A sobrecarga de energia entrou pela linha telefnica, queimou o micro inteiro e como no havia aterramento neste e procurou uma sada, e foi passando de micro em micro, pela placa de rede, at encontrar um micro com tomada aterrada. Dos 10 micros existente, um queimou totalmente, outro parcial e 5 perderam as placas de rede. Tudo isso porque somente um tinha conexo externa (telefonia) e apenas duas instalaes tinham aterramento, proteo.

    Unidades de medidas

    As medidas no sistema de computao so semelhantes as medidas normais do nosso dia a dia. Contudo, o que se modifica a ordem de grandeza, muito alta ou muito baixa.

    Unid Abreviao Tam. da Unid. Tam. em Bytes byte B 8 bits ou 8 b 1 Byte Kilobyte KB or K 1024 bytes 1024 Megabyte MB or M 1024 kilobytes 1.048.576 Gigabyte GB 1024 megabytes 1.073.741.824 Terabyte TB 1024 gigabytes 1.099.511.627.776 Petabyte PB 1024 terabytes 1.125.899.906.843.624 Exabyte EB 1024 petabytes 1.152.921.504.607.870.976 Zettabyte ZB 1024 exabytes 1.180.591.620.718.458.879.424 Yottabyte YB 1024 zettabytes 1.208.925.819.615.701.892.530.176

    E assim por diante. A verso apresentada da forma real mas como a turma da informtica meio preguiosa, eles arredondaram e ficou assim: 1 K (kilo) = 1.000 (10 3) 1 M (mega) = 1.000.000 (10 6) 1 G (giga) = 1.000.000.000 (10 9) 1 T (tera) = 1.000.000.000.000 (10 12) 1 P (penta) = 1.000.000.000.000.000 (10 15)

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    Este arredondamento acaba gerando uma perda. Veja a seguir, A tabela seguinte compara os equivalentes dos mltiplos decimais e binrios, e mostra que a diferena relativa entre os

    respectivos valores vai progressivamente aumentando, tornando relevanto o erro acumulado no uso

    incorreto dos mltiplos e seus smbolos.

    Nome Smbolo Potncia = valor (SI) Potncia binria Diferena

    quilo k 103 = 1000 2

    10 = 1024 2,4%

    mega M 106 = 1 000 000 2

    20 = 1 048 576 4,9%

    giga G 109 = 1 000 000 000 2

    30 = 1 073 741 824 7,4%

    tera T 1012

    = 1 000 000 000 000 240

    = 1 099 511 627 776 10,0%

    peta P 1015

    = 1 000 000 000 000 000 250

    = 1 125 899 906 842 624 12,6%

    exa E 1018

    = 1 000 000 000 000 000 000 260

    = 1 152 921 504 606 846 976 15,3%

    zetta Z 1021

    = 1 000 000 000 000 000 000 000 270

    = 1 180 591 620 717 411 303 424 18,1%

    yotta Y 1024

    = 1 000 000 000 000 000 000 000 000 280

    = 1 208 925 819 614 629 174 706 176 20,9%

    Diferenas relativas entre mltiplos decimais e binrios equivalentes.

    Os fabricantes de discos rgidos usam potncias de dez. Por exemplo, um disco rgido com capacidade de aproximadamente 80 bilhes de bytes divulgado como tendo a capacidade de 80 GB, o que confuso, o correto seria informar 80 gigabytes ou 74,5 GiB (aproximadamente). Outras unidades: 1Hz (hertz) = 1 ciclo por segundo, teoricamente 1 evento por segundo 1 n (nano) = 0,000.000.000.1 (10 -9) Para no perder a noo dos valores, por exemplo 650 Mbytes (650.000.000 bytes), o tamanho de um CD-ROM normal de computador, onde possvel escrever mais de 650.000.000 de caracteres ou smbolos, que equivalem a uma enciclopdia com aproximadamente 12 volumes. Hoje, j estamos falando na faixa do TBytes (Tera bytes) para discos rgidos. O Hz (Hertz) a unidade de medida para indicar a velocidade do clock do processador do computador, podendo chegar, para os computadores desktop (mesa) mais antigos, a casa de 1 GHz (1.000.000.000 Hertz). Isto significa que so 1.000.000.000 eventos por segundo. Para indicar a velocidade de uma memria, deve-se informar o tempo de espera para o prximo acesso a mesma. Hoje, uma memria com tempo de espera de 70 ou 60 ns (nano segundos) lenta. J existe tecnologia de 5 ns, ou seja 0,000.000.000.5 do segundo, caminhado para menores. Como pde ser notado, so grandezas bem estranhas ao nosso dia-a-dia, podendo trazer problemas para leigos ou novos profissionais. No se assuste, aos poucos voc se ambientar.

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    TABELA 1 PREFIXO SI

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    Lgica Funcional _____________________________________ Para iniciar necessria a conceituao mas todo cuidado com os p u r i s t a s e lembrar que a ideia : a simplicidade para o melhor entendimento. Descrever o funcionamento do computador difcil pois se o mesmo estiver aberto, expondo o seu contedo, hardware, no adiantar nada, muito pelo contrrio, pode atrapalhar. O seu contedo na maioria das vezes totalmente desorganizado, emaranhando de fios e cabos, placas de circuitos impressos, componentes eletrnicos, caixas metlicas fechadas. Os mais novos tem at luzes coloridas mas nada que indique a lgica de funcionamento para um leigo ou aprendiz. O uso da analogia acaba sendo a forma mais apropriada para mostrar a lgica funcional do computador. O exemplo a ser utilizado foi baseado na ideia do livro PC-DOS, de Peter Norton, 1988, Editora Campus, onde h a simulao de um profissional trabalhando no escritrio. Aproveitando a ideia ser desenvolvido um raciocnio semelhante. Para melhor entender a estrutura e as funcionalidades de um computador ser feita uma analogia com as atividades humanas. Pode parecer inicialmente bem simplria. Sendo este o objetivo mas de fcil entendimento. O funcionamento do micro nada mais que uma abstrao do nosso dia-a-dia. Conforme o desenho abaixo imagine um profissional em um escritrio que parece ultrapassado tecnologicamente. Servir muito bem para o que desejado. O profissional trabalhando sentado mesa em uma sala que possui: um armrio de arquivos, "arquivo", organizado por gaveta e cada gaveta com uma organizao prpria. O profissional recebe uma tarefa coloca sobre a mesa faz sua anlise e o resultado envia para outro e/ou coloca no arquivo. Em momentos diferentes esta tarefa pode ser retirada do arquivo colocada na mesa e reanalisada. Alm disto, algum pode solicitar uma cpia, que colocada na mesa e pode ser enviada via fax, telefone ou outro meio, instalado na sala. Da mesma forma o profissional pode tambm receber informaes pelos mesmo meios. Agregando mais imagine que este profissional tambm tenha uma pequena pasta para carregar documentos. Todos os documentos saem da mesa e podem ir para pasta. Tudo controlado e realizado pelo profissional. Com esta ideia na cabea, faa um paralelo com o micro, onde:

    Profissional = processador; Mesa = memria principal do micro; Arquivo = unidade de disco (disco rgido); Pasta = unidade de disquete; Telefone = placa de rede; Fax = placa de fax/modem; Documentos = arquivos de computador.

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    Detalhamento

    Homem toma todas as decises de acordo com as regras de funcionamento do escritrio. Ele quem decide o que vai ser feito, quanto tempo ser dado a cada tarefa pois somente uma tarefa por vez ser executada. Quo mais rpido mais parecer que tudo esta sendo feito ao mesmo tempo. Ele controla tudo que acontece no ambiente, um papel s vai para um lado ou para outro, atravs do seu controle, permisso e superviso.

    Livro de regras todas as informaes de como funciona o escritrio esto nele. As regras so baseadas no tipo de escritrio, tipo de empresa e as particularidades do servio a ser prestado. Este dever ser sempre consultado. Contudo, na mesa de trabalho s haver parte das regras, as bsicas ou principais, qualquer extra o livro completo dever ser sempre consultado. Este livro completo, que varia de acordo com o escritrio, podendo ter maior ou menor nmero de regras pode estar dentro de uma gaveta ou dentro do armrio principal. Observao: este eu no inventei, quando algum inicia num trabalho, ele deve ter um prvio conhecimento, a experincia profissional e/ou formao profissional, que foi aprendido em livros, manuais e apostilas. Num local organizado, todas as regras da empresa esto num livro/manual de livre acesso pelos profissionais.

    Mesa de trabalho este o local onde tudo acontece. O que foi ou ser executado pelo homem est sobre a mesa. Tudo que necessrio para executar uma tarefa tambm. Exemplificando na mesa tem: Telefone/fax; Papel e lpis; Livro bsico de regras; Documentos recentes que entraram ou saram.

    Primeira observao importante: este um escritrio genrico ou tradicional. No caso de um arquiteto ou engenheiro poder ser diferente o contedo e o tamanho da mesa de trabalho.

  • Apostila Introduo a informtica

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    Segunda observao importante: caso esta mesa tenha pouco espao o homem perder mais tempo pois ter que rearrumar o espao e para executar a tarefa. Este rearrumar pode ser a retirada de outros papis e coloc-los no armrio para depois retir-los quando for necessrio. Resultado: maior lentido na execuo de tudo pois o rearranjo dever ser sempre feito antes da execuo de novas ou antigas tarefas. Caso exista espao o sistema simplesmente no precisar fazer rearranjos.

    Auxiliar1 um profissional especializado fazendo inclusive uma espcie de controle de fluxo, sendo as pernas e os braos do homem. Sua funo enviar e receber os documentos, ou seja, o homem deixa na mesa o que deve ser guardado, de acordo com as regras, e indica o que deve ser procurado em armrios, gavetas, telefone/fax e tudo mais. Homem bem sedentrio e no viu nada.

    Auxiliar2 outro profissional especializado cuja funo adivinhar e se antecipar ao que o homem vai precisar para executar as tarefas do momento e as prximas; tudo isto em nome da performance.

    Mesa (pequena) com Gavetas local temporrio para colocar alguns documentos e outros itens. O tamanho da gaveta ou capacidade variam de acordo com a configurao, podendo estar o livro de regras completo dependendo da capacidade do mesmo.

    Armrio grande capacidade, organizado de acordo com o livro de regras do escritrio, necessidade e criatividade do profissional. Dependendo da capacidade necessria do escritrio podero existir mais de um armrio para armazenamento de documentos e informaes especficas ou at um enorme armrio central. Um exemplo de organizao a identificao do armrio e das gavetas; cada gaveta pode ter pastas, dentro das pastas documentos. Outro exemplo a identificao do armrio e dentro do mesmo as fichas com informaes de cada cliente. Alm disto poder conter o livro de regras completo principalmente se este for muito grande. O acesso ao armrio pode ser feito de forma lenta ou rpida, dependendo do tipo e como foi organizado. Neste tambm podem existir reas de rearranjo, ou seja, reas para armazenamento temporrio de coisas que esto na mesa mas no momento imediato no esto em uso porm ainda sero utilizados.

    Telefone serve para comunicao externa com outros profissionais. Comparativo. Agora leia o texto com as substituies. O processador trabalhando tendo como quantidade de memria, rea semelhante mesa. Ele possui um disco rgido, "arquivo", organizado em diretrios e cada diretrio pode ter a sua organizao dividida em sub-diretrios. Ento, o processador recebe uma tarefa, coloca na memria, faz sua anlise, que pode ser o corretor ortogrfico, e envia o resultado para outro micro e/ou o coloca no arquivo. Em momentos diferentes esta tarefa pode ser retirada do arquivo, colocada na memria e reanalisada, por exemplo traduzida para o ingls. Alm disto, algum, em outro micro, atravs do seu usurio, pode solicitar uma cpia, colocada-a na memria e tambm poder ser enviada via fax/modem, rede de comunicao e outros meios, instalados no micro. Da mesma forma, o processador (micro) pode receber informaes pelos mesmos meios. Agregando mais, imagine que este processador (micro) tambm tenha uma unidade de disquete para armazenar dados, em disquete, que podem ser carregados. Todos os arquivos saem da memria e vo para unidade de disquete. Tudo controlado e realizado pelo processador, solicitado pelo usurio. Outros paralelos podem ser feitos, como:

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    Tudo acontece no processador passando antes e depois pela memria principal.

    Caso deseje fazer um desenho em tamanho natural de uma pessoa, vou necessitar de uma mesa maior, ou mais memria principal.

    Quanto maior o volume de tarefas a serem realizadas, maior o tamanho da mesa ou quantidade de memria, alm do profissional ser mais rpido, maior a capacidade de processamento.

    A mesa e o profissional so o ncleo de toda a situao, no micro sendo representado pela placa-me.

    Todo o resto est em volta do ncleo, ou na periferia da placa-me, so considerados os perifricos.

    Tudo que entra ou sai passa pelas mos do profissional e a forma com que a mo lida com o arquivo, pasta, fax e telefone diferente e especializada. No micro, as mo seriam as placas controladoras de perifricos s que, uma para cada um e especializada.

    O ambiente 1 j conhecido, analogamente apresentado o desenho abaixo para uma comparao melhor.

    Detalhamento microcomputador

    Processador toma todas as decises de acordo com as regras de funcionamento do sistema opereacional. Ele quem decide o que vai ser feito, quanto tempo ser dado a cada tarefa pois somente uma tarefa por vez ser executada. Quo mais rpido mais parecer que tudo esta sendo feito ao mesmo tempo. Ele controla tudo que acontece no ambiente, um dado s vai para um lado ou para outro, atravs do seu controle, permisso e superviso.

    Sistema Operacional todas as informaes de como deve funcionar o microcomputador para realizar as tarefas esto nele. As regras so baseadas no tipo de servios e suas particularidades. Este dever ser sempre consultado. Contudo, na memria de trabalho s ter parte das regras, as bsicas ou principais partes, qualquer extra o sistema operacional completo dever ser sempre consultado. Este sistema completo, que varia de acordo com o equipamento ou necessidade, podendo ter maior ou menor nmero de regras pode estar dentro de um dispositivo de armazenamento secundrio de pouca capacidade, unidade de disquete ou leitor de CD, ou dentro de um dispositivo de armazenamento secundrio de grande capacidade, disco rgido.

  • Apostila Introduo a informtica

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    Memria de trabalho este o local onde tudo acontece. O que foi ou ser executado pelo processador est na memria e tudo que necessrio para executar uma tarefa tambm. Exemplificando na memria tem: Software de controle do Modem/fax; Software de controle do Monitor, teclado e/ou mouse; Sistema operacional bsico; Documentos recentes que entraram ou saram.

    Primeira observao importante: este um micro/sistema genrico ou tradicional. No caso de um arquiteto ou engenheiro podero ser diferentes o contedo e tamanho da memria de trabalho. Segunda observao importante: caso esta memria tenha pouco espao, o processador perder mais tempo pois ter que rearrumar o espao e executar a tarefa. Este rearrumar pode ser a retirada de outros dados e/ou aplicativos e coloc-los no disco rgido para depois retir-los quando for necessrio. esultado maior lentido na execuo de tudo pois o rearranjo dever ser sempre feito antes da execuo de novas ou antigas tarefas. Caso exista espao o sistema simplesmente no necessitar fazer rearranjos.

    Chipset um chip especializado fazendo inclusive uma espcie de controle de fluxo e sendo a parte que controla e tem as interfaces e barramentos de acesso aos dispositivos do micro como disco rgido, unidade de disquete, teclado, monitor, mouse, impressora, modem, portas USB, Fireware e outros. Sua funo enviar e receber os dados, ou seja, o processador deixa na memria o que deve ser guardado e indica o que deve ser procurado nos dispositivos de armazenamento secundrio e tudo mais. O processador fica livre para fazer outras tarefas melhorando a performance do micro.

    Memria cache Memria especializada cuja funo adivinhar e se antecipar o que o processador vai precisar para executar as tarefas do momento e as prximas. Um micro pode ter at trs unidades deste tipo com diferentes capacidades, especializao e localizao em funo da tecnologia utilizada. Tudo em nome da performance.

    Dispositivo de armazenamento secundrio de pequena capacidade (exemplo unidades de disquetes e leitor de CD) local para colocar temporariamente alguns dados e arquivos. A capacidade varia de acordo com o modelo e configurao podendo estar o sistema operacional completo, dependendo da capacidade do mesmo.

    Dispositivo de armazenamento secundrio de grande capacidade (disco rgido) organizado de acordo com o sistema operacional, necessidade e criatividade do usurio. Dependendo da capacidade necessria do sistema podero existir mais de um disco para armazenamento de dados e informaes especficas ou at um enorme disco central. Um exemplo de organizao a identificao do disco, dos diretrios e de cada diretrio que pode ter sub-diretrios, dentro destes arquivos. Outro exemplo a identificao do disco e dentro do mesmo um banco de dados com informaes de cada cliente. Alm disto, poder conter o sistema operacional completo principalmente se este for muito grande. O acesso ao disco pode ser feito de forma lenta ou rpida dependendo do tipo e como ele foi organizado. Neste tambm podem existir reas de rearranjo, SWAP, ou seja, reas para armazenamento temporrio de arquivos ou dados que esto na memria mas no momento imediato no esto em uso porm ainda sero utilizados. Os arquivos podem ser os programas ou aplicativos, documentos, imagens, filmes, ou seja, tudo que ser

  • Por Pedro Ismar Progep/RTR/UFMS

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    necessrio para prestar os servios desejados e o que foi criado pelo usurio.

    Modem serve para comunicao externa com outros computadores via Internet ou no.

    No esto includos browser, editores de texto, planilhas, sistemas de apresentao, acessos a banco de dados e muitos outros itens; So programas ou aplicativos especficos executados pelo processador e sistema operacional em funo das necessidades do usurio.

    I Ateno: importante uma parada agora e reflita sobre tudo que foi

    comentado neste captulo pois o seu entendimento facilitar muito a leitura do que vir a seguir.

    Sistema de Computao _____________________________________________________

    Com o conceito funcional na cabea outros conceitos so importantes como de software (sw), que o conjunto de instrues que formam um programa ou aplicativo, com finalidade definida ou de uso geral. Outro conceito o de hardware (hw), o conjunto de circuitos eletrnicos, tambm com finalidade definida ou de uso geral. De uma forma genrica, o computador o conjunto de hardware e software funcionando harmoniosamente, podendo ser de uso definido ou de uso geral dependendo diretamente do hw e sw. Um exemplo simples so os relgios digitais, onde a funo principal contar tempo e para aproveitar sua capacidade computacional acrescido de outras coisas relacionadas ao tempo como cronmetro, despertador, alarmes e etc. Outro exemplo, os vdeo-games. Ento, pode-se considerar que estes so sistemas computacionais de uso definido. Os PCs e os computadores de grande porte so exemplos de computadores de uso geral. O computador pode ser considerado como uma estrutura simples. Para se ter uma ideia o seu funcionamento baseado na seguinte regra:

    Entrada, quando de alguma forma, via sw ou hw o dado introduzido no sistema;

  • Apostila Introduo a informtica

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    Processamento, de acordo com os hw e sw, o dado manipulado, formando um resultado que poder ser usado pelo usurio ou por outra atividade computacional interna ou externa;

    Sada, pode ser o reaproveitamento do resultado do processamento em outras atividades computacionais ou a representao visual para o usurio.

    Para exemplificar imagine a seguinte situao: uma sala com um termostato, para captar a temperatura ambiente. A temperatura convertida em sinais eltricos e enviada ao sistema de controle de temperatura que determinar se a chave do condicionador de ar dever ou no ser ligada para, atravs da tubulao, mandar o ar.

    Pode no ter muito sentido este tipo de coisa para uma nica sala mas se a abstrao for feita para dezenas ou at centenas de salas de uma edificao inteligente, comea a fazer lgica. A ideia : o termostato uma das entradas, o micro com o sw de controle o processamento e uma das sadas a chave. Outra entrada est no prprio micro, via teclado, onde voc configura a temperatura desejada da sala no sw de controle e a sada do comando de ligar ou desligar a chave em funo da temperatura. Esta pode parecer simplria ento imagine o sistema WINDOWS com os seus cones, pequenos desenhos que inicializam uma atividade, aplicativo ou programa. Quando voc clica com o mouse, voc na realidade est dizendo ao sistema que deseja inicializar aquele aplicativo representado pelo cone. O Windows vai na propriedade daquele cone e verifica o comando que est configurado e executa-o. O aplicativo inicializado e est disponvel. Veja o exemplo a seguir:

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    Entrada, clique com o mouse no cone desejado; Processamento, a inicializao do programa Explorer.exe pelo

    processador; Sada, a janela do Windows Explorer a sua disposio.

    Pois bem assim que o sistema funciona, entrada->processamento->sada, uma coisa de cada vez. Voc pode argumentar, se assim e o vrus ? Voc deixou o vrus entrar no seu sistema, voluntaria ou involuntariamente, no adianta chorar este um fato. A partir de ento voc deu permisso para que ele agisse.

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    Contudo, no se engane, as coisas no acontecem de qualquer jeito, sem controle. Existe uma ou mais entidades que exercem a funo de controlar tudo formando a seguinte estrutura:

    Nos sistemas mais simples o controle exercido pelo prprio processador. No PC antigamente isto era uma realidade mas atualmente o controle no exclusividade do processador, o chipset um dos grandes colaboradores e se depender dos fabricantes de processador esta aumentar mais ainda. Em sistemas grandes e/ou complexos pode existir uma entidade exclusiva para tal, como um processador ou um conjunto deles todavia, importante lembrar, sempre existir a necessidade do hw e sw trabalhando harmoniosamente. Pode-se dizer que o hw de um sistema computacional dividido em seis partes:

    Dispositivos de entrada; Dispositivos de sada; Dispositivos de processamento; Dispositivos de controle; Dispositivos de armazenamento; Barramentos.

    Reservadas as devidas propores a grande maioria dos sistemas computacionais tem estas divises bsicas sendo que, cada uma com funes definidas como:

    Dispositivo de entrada: permite a entrada do dado no sistema; Dispositivo de sada: permite a apresentao do resultado do

    processamento. Esta apresentao vai depender do dispositivo ser impresso, mostrar no vdeo, gravar em um disco e etc;

    Dispositivo de processamento: tem a funo de processar os dados resultando em uma sada;

    Dispositivo de controle: controla os eventos dentro do sistema, ou seja, as entradas, processamentos e sadas;

    Dispositivo de armazenamento: este pode ser dividido em primrio e secundrio. No primrio os dados so guardados temporariamente e auxiliam no processamento. Secundrio com a funo de armazenar os dados por tempo indeterminado sendo este comandado pelo sistema ou pelo usurio. Estes dispositivos em muitas situaes so considerados como dispositivos de entrada e sada, ou seja, dupla funo. Uma outra caracterstica que podem ser removveis ou no;

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    Barramento: em linhas gerais a via de comunicao entre todos os componentes da estrutura, ou seja a espinha dorsal, encaminha dados do usurio que normalmente mais nos importam, bem como dados de controle vistos de formas independente e separadamente. A parte que cuida do acesso aos perifricos conhecida por alguns como I/O (Input/Output) com sua traduo para o portugus como E/S (Entrada/Sada).

    No computador podemos dizer que se tem duas reas distintas, o hardware, que o equipamento em si e o software que aparte de programas, sistemas e aplicativos.

    Problemas com computador

    Pela experincia de vrios anos, posso dizer que o hardware do microcomputador dificilmente d problema. Acredito que na maioria das situaes os problemas esto relacionados ao software pois, este pode sofrer alteraes por ao voluntria ou involuntria. J o hardware s pode ser alterado atravs de alterao fsica (desmontagem e montagem), mau contato ou evento marcante externo como sobretenso, queda do equipamento ou de lquidos. Para aqueles que no sabem ou precisam ser lembrados: O que os micros gostam e no gostam?

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    O micro ....

    No fuma; No bebe; No come; No se bronzeia e nem usa qualquer tipo de leo para proteo; Detesta insetos, principalmente as formigas; Gosta de temperatura controlada e agradvel; Adora uma limpeza peridica a seco com produto especial; apaixonado por uma manuteno preventiva; Gosta de energia estabilizada e constante; Gosta de cobertura de proteo principalmente no teclado mas nunca

    quando esto quentes pois detesta sauna; Gosta de ser desligado quando fora de uso por muito tempo; Muito sensvel ao ser transportado, detesta solavancos e trombadas; Detesta Celular ao seu lado ligado.

    Muitos podem estar questionando o problema com disco rgido, que parece ser frequente em determinadas empresas; na esmagadora maioria das vezes que foram identificados problemas com HD, os micro no possuam nenhum tipo de proteo contra a oscilao de energia ou falta da mesma. Principalmente a falta de energia, inimiga dos HDs de grande capacidade, com um agravante, se este for de origem obscura sem um rgido controle de qualidade. O problema no perder o disco mas sim os dados de qualquer forma, mesmo o de boa qualidade, faa backup (cpia de segurana) periodicamente.

    Conveno de nomes e estrutura organizacional

    Todas as coisas que so armazenadas no computador tem um nome, eles so ditos arquivos. Este pode ser de dados, texto, grfico, programa (chamados executveis), planilha, apresentao e etc. A definio destes principais so:

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    Dados: banco de dados, contendo seu nome; matrcula; data nascimento; sexo; local de nascimento e etc. Estes podem estar distribudos em um ou mais arquivos; Texto: contendo texto, documentos formatados de diversas maneiras, de acordo com o programa utilizado; Grfico: contendo desenhos, fotos, imagens estticas; Programas: so aqueles que so executados e do incio a um aplicativo, como Word (editor de texto), o prprio Windows e etc; Planilhas: contendo planilha para clculos e representao grfica da planilha; Apresentao: contendo informaes que sero apresentadas em uma aula ou palestra como a que esto vendo agora na aula. Dentro dos discos, com so organizados estes arquivos? Isto feito de forma hierrquica.

    Atualmente raiz, pasta, subpasta, mas esta ltima em desuso; Dentro de uma mesma pasta s pode existir arquivos com nomes exclusivos. Podem se repetir em outras pastas, mas nunca dentro da mesma pasta. Estrutura do nome de um arquivo: nomedoarquivo.exe nome do arquivo.exe nome_do-arquivo.exe nome do arquivo.exe * nome.do.arquivo.exe * *Esta estrutura deve ser evitada, pois alguns sistemas e aplicativo no entendem, podendo haver problemas de uso, por causa da e ponto dentro do nome. O ltimo ponto dentro de um nome de arquivo indica o tipo de arquivo, .doc para arquivos do tipo documento do Word, .xls arquivos do tipo Excel (planilha), .txt para arquivo do tipo texto, .exe arquivo do tipo executvel (aplicativos) e etc. Antigamente, estes nomes eram conhecidos como Raiz, diretrio e subdiretrios, conforme figura anterior. O nmero mximo de caracteres por nome de 128, contando tudo. Toda vez que voc se refere a um arquivo obrigatrio a identificao do local dentro da raiz, com pastas e subpastas fazem parte do nome. Ento de forma resumida a localizao do arquivo e seu nome uma coisa s, exemplo:

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    C:\temp\nomedoarquivo.exe C:\arquivos importantes\nome do arquivo.exe G:\meu pen driver\nome_do-arquivo.exe O maior nome o segundo que tem 43 carateres. Abrir o WIn na sua senha e em outras. Diferenas de acesso aos arquivos, documentos, downloads, configuraes de telas e etc. Caso tenha outra rede alm do Windows isto tambm muda o acesso. Usurios com acesso diferentes, apesar de estar no mesmo micro. O ambiente da Microsoft tem mudado ao longo do tempo. Porm em linhas gerais pode-se dizer a Microsoft teve dois ambientes, o DOS e o Windows. O DOS (Disc Operational System Sistema Operacional de Disco). Foi o primeiro, com a tela de fundo toda preta e letras brancas, amarelas ou verdes. Tambm conhecido como ambiente texto ou caracter.

    Ambiente DOS5

    O segundo o ambiente Windows que hoje conhecido, inspirado no ambiente da Xerox e Macintosh (Apple). Este ambiente s se tornou possvel graas a uma inveno da Xerox, o mouse.

    Macintosh

    Fazendo um parntese, a Xerox foi uma das mais ativas empresas com inveno para rea de informtica, criando o mouse, adaptao de monitores para micros, ambiente Windows, rede para microcomputadores e seus adaptadores, entre outros. S com estes

    5 O fundo preto foi trocado para cinza no intuito de gastar menos tinta.

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    cinco j daria para ser uma das maiores empresas do mundo, mas seu foco era outro, copiadoras. A seguir so apresentadas algumas verses do ambiente de janelas (Windows).

    Uma das primeiras verses do Windows para Apple

    Sistema Leopard da Apple

    A evoluo do ambiente Windows dentro da Apple evoluiu com maior velocidade que o da Microsoft. O que hoje visto na Microsoft como evoluo, j no novidade a algum tempo na Apple.

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    Windows 1 Microsoft

    Windows 2 Microsoft

    Windows 95 Microsoft

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    Windows XP Microsoft

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    O ambiente Windows tem o intuito de facilitar a vida do usurio final, com menos experincia. importante conhecer um pouco a tela inicial do Windows, tambm conhecida como EXPLORER.

    A rea de trabalho a sua rea e toda customizada conforme seu desejo. cone ou atalhos, so os programas e aplicativos instalados para seu uso. Barra de tarefas est indicando quais aplicativos esto sendo executados por sua interveno. Caso deseje abrir um aplicativo na rea de trabalho, clique nele ele ser apresentado na janela. Barra de ferramentas indicam os aplicativos que foram inicializados quando da inicializao do Windows, por sua interveno ou no. No pois algum aplicativo pode necessitar a outros para poder funcionar corretamente. Esta barra tambm indica alguns estados do micro, como hora e dia, estado da conexo da placa de rede, som e outros.

    rea de trabalho cones ou Atalhos

    Barra de Tarefas

    Barra de Ferramentas

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    Atalhos

    Ao invs de digitar o nome do aplicativo desejado, ele clica no atalho criado no momento da instalao do aplicativo ou criado posteriormente. Ento ao clicar no atalho ou cone voc na realidade est digitando o comando para inicializar o que desejado. Este atalho tm algumas propriedades que podem ser alterados posteriormente. Veja a seguir:

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    Painel de controle

    Praticamente tudo que voc precisa saber sobre o sistema, instalar ou desinstalar aplicativos, ferramentas de manuteno do sistema, configuraes diversas para hardwares e softwares podem ser feitas com algum dos itens do painel de controle. Mas tome cuidado nem tudo est a disposio de todos. A maioria somente para usurios experientes.

    Se voc passar o mouse sobre as opes um peque no resumo ser apresentado. Ser apresentado agora alguns itens interessantes e mais usuais. Um dos itens de grande uso o Programa e Recursos. Veja o resumo abaixo:

    Ento este permite que voc instale, configure ou desinstale qualquer programa no seu computador. Desinstalar no ruim, apesar de eliminar alguma funcionalidade. Caso voc no a use mais, interessante que o faa para poder liberar espao para outras e/ou mais novas.

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    A seguir voc pode verificar que todas as informaes sobre aquele aplicativo esto nesta janela, como: nome; editor (empresa de distribuio); data de instalao; tamanho e verso. Como esta janela configurvel voc pode trocar algumas das opes citadas por outras, acrescentadas ou eliminadas.

    Como esta janela configurvel voc pode trocar algumas das opes citadas por outras, acrescentadas ou eliminadas. Se clicar com o boto direito do mouse na barra onde esto os nomes citados aparecer uma janela, veja abaixo, e clique em mais.

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    Mover para baixo ou para cima modifica a ordem com que sero apresentados. Dependendo da empresa produtora do aplicativo, nem todos os itens sero preenchidos. Para desinstalar basta clicar no aplicativo e outro clique em desinstalar e seguir o que aparece nas janelas. Para novas instalaes ele est em desuso, pois agora os aplicativos j vem com um pequeno programa de instalao, chamado por alguns de SETUP. Ao lado do Nome existe uma seta para organizao da apresentao, como a ordem alfabtica ou no e outras possibilidades. Para voltar a janela do painel de controle, clique na seta para esquerda que est no canto esquerdo superior.

    Ponto de recuperao

    Se o seu computador estiver funcionando sem problema, mas voc vai instalar algo que voc no sabe o comportamento do mesmo. O que fazer? Salve a configurao do equipamento, instale o aplicativo, use e se tudo estiver OK, tudo bem no precisa fazer mais nada, s aproveitar. Bem mas se o programa trouxer problema ou voc no gostou, voc pode recuperar a situao anterior

    I Ateno: Algumas situaes podem no ser reversveis, como substituio

    de drivers de equipamentos, pois podem apagar a verso anterior. Por este motivo to importante manter backups atualizados do sistema. Na dvida se informe antes, pesquise na Internet, verifique se vale a pena ou no faa. Outra coisa consulte um especialista.

    O que Restaurao do Sistema?6 A Restaurao do Sistema o ajuda a restaurar arquivos do sistema do computador para um ponto anterior no tempo. uma forma de desfazer alteraes do sistema no computador sem afetar os arquivos pessoais, como email, documentos ou fotos. s vezes, a instalao de um programa ou driver pode causar uma alterao inesperada no computador ou fazer com que o Windows se comporte de modo imprevisvel. Geralmente, a desinstalao do programa ou driver corrige o problema. Se a desinstalao no corrigir o problema, voc pode tentar restaurar o sistema do computador para uma data anterior, quando tudo funcionava corretamente. A Restaurao do Sistema usa um recurso chamado proteo do sistema para criar e salvar regularmente pontos de restaurao no computador. Esses pontos de restaurao contm informaes sobre as configuraes do Registro e outras informaes do sistema que o Windows usa. Tambm possvel criar pontos de restaurao manualmente. Para obter informaes sobre como criar pontos de restaurao, consulte Criar um ponto de restaurao. Os backups de imagem do sistema armazenados em discos rgidos tambm podem ser usados para Restaurao do Sistema, assim como os pontos de restaurao criados pela proteo do sistema. Mesmo que os backups de imagem do sistema tenham seus

    6 Help do Windows

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    arquivos de sistema e dados pessoais, os seus arquivos de dados no sero afetados pela Restaurao do Sistema. Para obter mais informaes sobre imagens do sistema, consulte O que uma imagem do sistema?. A Restaurao do Sistema no destinada a fazer backup de arquivos pessoais, portanto, ela no pode ajud-lo a recuperar um arquivo pessoal que foi excludo ou danificado. Voc deve fazer backup regularmente dos seus arquivos pessoais e dos dados importantes com um programa de backup. Para mais informaes sobre o backup de arquivos pessoais, consulte Fazer backup dos seus arquivos.

    Clique para abrir Restaurao do Sistema. Se voc for solicitado a informar uma senha de administrador ou sua confirmao, digite a senha ou fornea a confirmao.

    Para obter mais informaes sobre a proteo do sistema, consulte O que proteo do sistema?.

    Criar um ponto de restaurao7 O ponto de restaurao uma representao de um estado armazenado dos arquivos do sistema de seu computador. Voc pode usar um ponto de restaurao para restaurar arquivos do sistema do computador para um ponto anterior no tempo. Os pontos de restaurao so criados automaticamente pela Restaurao do Sistema semanalmente e quando a Restaurao do Sistema detecta o comeo de uma alterao no computador, como ao instalar um programa ou driver. Os backups de imagem do sistema armazenados em discos rgidos tambm podem ser usados para Restaurao do Sistema, assim como os pontos de restaurao criados pela proteo do sistema. Mesmo que os backups de imagem do sistema tenham seus arquivos de sistema e dados pessoais, os seus arquivos de dados no sero afetados pela Restaurao do Sistema. Para obter mais informaes sobre imagens do sistema, consulte O que uma imagem do sistema? Voc pode criar um ponto de restaurao manualmente a qualquer momento, executando as etapas a seguir.