Custo de Produção- Desenvolvimento

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Trabalho completo de Economia abordando a area de custos de produção

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1 INTRODUO

Como tema proposto do decorrer deste trabalho estar sendo desenvolvido as ideias centrais e teorias sobre os custos de produo. No bsico custo de produo o total de gastos aplicados a uma produo de certo bem ou produto para que com esse produto se obtenha um lucro final. O gasto de produo tudo aquilo que se adquirido para a elaborao desse bem ou produto referido. Veremos no decorrer a realidade sobre os custos de produo em uma viso econmica, quais so os custos que se tem em uma empresa, como esses custos so calculados. No decorrer deste, ser visto qual custo real e pesa no balano de uma empresa, quais so os custos que variam e quais so fixos durante o processo de produo e tambm a diferena existente entre a viso econmica e a viso contbil-financeira.

2 CUSTO DE PRODUO

O objetivo bsico de qualquer empresa a maximizao dos seus resultados em relao realizao de toda a sua produo. Dessa maneira, ela sempre buscar produzir o mximo possvel tendo em vista a utilizao de uma combinao de fatores. Essa melhora dos resultados s pode ser alcanada quando for possvel a maximizao da produo para certo custo total ou a minimizao do custo total para determinado nvel de produo. De qualquer dessas duas maneiras a firma estar melhorando seus resultados, assim se encontrar em uma situao chamada equilbrio da firma.Em geral pode-se dizer que custo de produo o total de gastos aplicados a uma produo de certo bem ou produto. O gasto de produo tudo aquilo que se adquirido para a elaborao desse bem ou produto referido, nisso se leva em conta salrios e encargos sociais pagos aos funcionrios dessa produo, matria prima gasta e tambm os insumos gastos com energia, gua, impostos e tudo o que engloba gastos para que o produto final seja feito. Dentro de todos esses custos gastos na produo de algo podemos separ-los em categorias de maneira que feito um melhor planejamento para que se alcance um maior lucro e um baixo custo, o qual o objetivo maior de qualquer empresa. Nas curvas de custo so considerados vrios fatores importantes como veremos no decorrer deste como os custos de oportunidade e tambm os custos contbeis.

2.1 CUSTOS DE OPORTUNIDADE

No geral os custos de oportunidades so os sacrifcios feitos quando se deixa de produzir ao se optar por uma determinada produo, o custo representado em termos de uma oportunidade renunciada. De outro modo o valor que associado a uma melhor oportunidade no aproveitada, pois quando se escolhe determinada coisa excluem-se as outras oportunidades e essa alternativa que foi escolhida associada ao custo de oportunidade que o maior benefcio que no foi obtido pelas oportunidades tambm no escolhidas. Seriam os custos que ficam subentendidos, os insumos relativos empresa e que no envolvem desembolso monetrio. Esses custos de oportunidades so estimados a partir do que poderia ser ganho no melhor uso alternativo, dessa maneira tambm fica conhecido como custo alternativo ou custo implcito.

2.2 CUSTOS CONTBEIS

De maneira oposta aos custos de oportunidade, encontram-se os custos contbeis que seria o custo claro, explcito, que envolve consumo monetrio. So os custos reais que se tem em uma empresa em determinada produo, de modo contrrio aos custos de oportunidade que so baseados no que poderia se ganhar ou gastar em outras escolhas, o custo contbil ou custo histrico como tambm conhecido, o real custo de determinada empresa em sua produo.

3 CUSTOS TOTAIS DE PRODUO

Quando se conhece os preos dos fatores utilizados, pode-se ento determinar um custo total da produo bom para cada nvel de produo. Desse modo o custo total de produo definido como o total de despesas que uma firma tem com a utilizao de uma combinao mais econmica dos fatores da produo, que por meio desta adquirido certa quantidade do produto.Esses custos totais de produo so divididos em dois, os custos variveis totais, conhecido como CVT, e os custos fixos totais que o CFT. Na prtica tm-se essa frmula para determina-lo CT=CVT+CFT. Mas como na teoria de produo, a anlise desses custos de produo separada entre curtos e longos prazos, como veremos mais adiante.

3.1 CUSTOS VARIVEIS TOTAIS

So os custos que dependem e variam conforme a produo, ou seja, vo mudar dependendo do volume de produo que feito. So aqueles gastos realizados com os fatores variveis da produo, como exemplo as folhas de pagamento, matria-prima, etc. Esses custos na contabilidade privada so conhecidos como custos diretos.

3.2 CUSTOS FIXOS TOTAIS

a parcela dos custos que independente da produo, no vo variar, sempre vo ser fixo. So realmente os custos com os fatores que so fixos na produo e como exemplos tm-se aluguis, iluminao, etc. Assim como o CVT (custos variveis totais) os custos fixos totais na contabilidade privada so conhecidos de outra maneira, como custos indiretos.

3.3 CUSTOS TOTAIS DE CURTO PRAZO

Esses custos so caracterizados pelo fato de serem compostos por parcelas de custos fixos e de custos variveis.

3.4 CUSTOS TOTAIS DE LONGO PRAZO

Diferente do de curto prazo, o longo prazo s lida unicamente com os custos que vo variar. Assim, o longo prazo no trata com fatores fixos da produo, incluindo-se nisso a planta ou tamanho da empresa, que no curto prazo so considerados fatores fixos na produo.

4 CUSTOS DE CURTO PRAZO

No curto prazo em qualquer que seja o nvel de produo alguns dos fatores dessa produo so fixos. Geralmente como fatores fixos so considerados a planta da empresa e os equipamentos de capital. Esses fatores considerados fixos geram custos fixos e nisso que entra o curto prazo. O curto prazo definido por um perodo que seja suficientemente curto para que pelo menos um dos fatores de produo no seja alterado. Nesta vertente de custo a empresa s pode tomar decises referentes quantidade a ser produzida e a quantidade de fatores que podem variar a se utilizar. Para exemplificar e ficar explicado de uma maneira melhor os custos de curto prazo supe-se uma firma e consideramos que ela s tenha um fator fixo de produo, o qual seria o seu local, e um fator de produo varivel, no caso a mo de obra. Dessa maneira essa firma s pode aumentar ou diminuir sua produo mediante a um fator, o fator mo de obra que o fator varivel, de modo que seu fator fixo, o tamanho, no pode ser alterado em curto prazo. Dentro dos custos de curto prazo esto algumas subdivises de custos, chamados de custos mdios e marginais.

4.1 CUSTOS MDIOS E MARGINAIS

Dentro desses custos mdios e marginais veremos de uma maneira mais aprofundada suas vertentes e frmulas pelas quais so dados. Nisso tm-se o custo total mdio (CMTe ou CMe), o custo varivel mdio (CVMe), o custo fixo mdio (CFMe) e por fim o custo marginal (CMg). Os custos que vo ser especificados abaixo se colocados em uma tabela e calculados pode-se observar que conforme o volume produzido aumenta, os custos totais, excluindo-se os custos fixos, s tendem e podem crescer. Enquanto os custos mdio e marginal podem ser decrescentes em certa etapa desse processo de produo.O custo varivel mdio, o custo total mdio e o custo marginal, primeiro decrescem para depois crescerem. Isso se deve ao fato de que no comeo do processo de produo a empresa trabalha com certa reserva de capacidade, que seria muito capital e pouca mo de obra. Desse modo o custo total cresce menos que a produo fazendo com que os custos mdio e marginal decresam.J l na frente quando o produto alcana certo nvel, o custo total passa a crescer mais que o aumento da produo, e os custos mdio e marginal tambm se tornam crescente. Tem-se tambm que quando o volume de produo aumenta, o custo fixo mdio tende a zero e o custo total mdio, no limite, tende a se igualar ao custo mdio varivel. ai que ento a curva do custo marginal corta as curvas do custo mdio e varivel no ponto mnimo delas. Isso chamado de lei dos custos crescentes, que na real a lei dos rendimentos decrescentes da teoria da produo aplicada teoria dos custos de produo. Vejamos ento as definies de cada um desses custos.

4.1.1 CUSTO TOTAL MDIO (CTMe ou CMe)

um custo que obtido pelo quociente entre o custo total e a quantidade produzida. Sua frmula definida por:

CTMe = CMe = CT = custo total (em $) q total produzido

Por fim, se v que o custo por unidade produzida, conhecido como custo unitrio.

4.1.2 CUSTO VARIVEL MEDIO (CVMe)

Esse o custo definido pelo quociente entre o custo varivel total e a quantidade produzida. Na sua frmula tm-se:

CVMe = CVT = custo varivel total q total produzido

4.1.3 CUSTO FIXO MDIO (CFMe)

Custo determinado pelo quociente entre o custo fixo total e a quantidade produzida. Com a frmula:

CFMe = CFT = custo fixo total q total produzido

4.1.4 CUSTO MARGINAL (CMg)

o custo dado pela variao do custo total em resposta a uma variao da quantidade produzida. E tem como frmula:

CMg = CT = variao do custo total q acrscimo de 1 unidade na produo

Dessa maneira como o custo fixo no modificado com as variaes na produo, no curto prazo, o custo marginal s depende apenas da variao do custo varivel total.

5 CUSTOS DE LONGO PRAZO

Conforme j falado e observado o longo prazo se caracteriza pelo fato de todos os fatores da produo ser variveis incluindo-se o tamanho ou dimenses da empresa. Desse modo no longo prazo os custos totais correspondem aos custos variveis, uma vez que no existem custos fixos no longo prazo. importante destacar que nesse tipo de planejamento em longo prazo, o comportamento do custo total e do custo mdio est intimamente relacionado ao tamanho ou dimenso da planta escolhida para se operar em longo prazo.O longo prazo um perodo em que todos os gastos so muito variveis. Os custos no so fixos, ou seja, todos os custos vo variar mesmo. Tem que se lembrar de que o longo prazo algo a se pensar como planejamento, no aquilo que realmente est ocorrendo. Em teoria uma srie de situaes de curto prazo que desencadeiam em um longo prazo, que seria um planejamento melhor de custos que pode variar dependendo de vrios fatores. O longo prazo seria um perodo longo demais para que todos os fatores de produo sejam alterados, mas ao mesmo tempo curto para que se permanea com a tecnologia constante. Neste aspecto uma empresa tem uma margem bem maior para trabalhar com as variaes dos fatores produtivos e a quantidade que se produz. No longo prazo pode-se ter um maior planejamento podendo-se alterar a quantidade produzida, como se produzir, como diminuir os custos na produo e maximizar os lucros.

6 DIFERENAS ENTRE A VISO ECONMICA E A VISO CONTBIL-FINANCEIRA DOS CUSTOS DE PRODUO

A maioria das diferenas entre essas duas vises tem seus conceitos citados no decorrer deste trabalho. Entretanto este tpico vem explicar resumidamente a diferena e alguns conceitos dessas duas vises a respeito dos custos de produo. Existem muitas diferenas entre o olhar utilizado pelo economista (viso econmica) e o olhar utilizado nas empresas, por contadores e administradores (viso contbil-financeira). Em geral, pode-se dizer que a viso econmica tem um olhar mais global, um olhar voltado mais para o mercado, o ambiente externo da empresa. J na viso contbil-financeira esse olhar mais especfico e se concentra no detalhamento dos gastos sofridos pela empresa. Dentre essas diferenas podemos citar trs como principais: os custos de oportunidade e custos contbeis; as externalidades, que so os custos privados e os custos sociais e por fim os custos e despesas.

6.1 CUSTOS DE OPORTUNIDADE VERSUS CUSTOS CONTBEIS

Como j foi falado brevemente mais acima os custos contbeis so os que normalmente so mais conhecidos na contabilidade privada, ou seja, aqueles mais explcitos que dependem de um desembolso monetrio. o gasto real, claro, feito na compra ou aluguel de insumos da empresa, que contabilizam no balano.Por outro lado os custos de oportunidade so mais implcitos, so relacionados aos insumos da empresa, mas no envolvem desembolso monetrio. Esses so os custos estimados na ideia do que poderia ser ganho em um melhor uso alternativo. Embora esse custo no seja realmente contabilizado no balano de uma empresa ele ajuda muito na hora de tomar decises empresariais.Para o economista diferente dos contadores e administradores, as curvas de custo das firmas devem considerar no s os custos contbeis, mas tambm os custos de oportunidade j citados, porque assim estariam refletindo os custos de todos os fatores envolvidos na produo de certa atividade, incluindo a capacidade e o talento empresarial. De certa maneira todos os recursos produtivos so limitados e no conceito de custos de oportunidade possibilita a captao da verdadeira escassez relacionada ao recurso utilizado.

6.2 EXTERNALIDADES: CUSTOS PRIVADOS VERSUS CUSTOS SOCIAIS

As externalidades, economias externas como tambm chamada, no nada mais que as alteraes de custos e benefcios para a sociedade que so vindas da produo das empresas, ou as alteraes de custos e receitas da empresa derivada dos fatores externos.Tem-se a externalidade positiva que se d quando uma unidade econmica beneficia outras, sem receber nada em troca disso. Por exemplo, uma empresa pega e treina a sua mo de obra, mas quando o treinamento acaba essa mo de obra acaba se transferindo para outra empresa, por melhores condies de trabalho, etc.E por outro lado tem-se a externalidade negativa que quando uma unidade econmica cria custos para outras sem pagar nada por isso. Como exemplo se tem a poluio e congestionamento causado por automveis, uma indstria polui rios e causa custos a atividade de pesca, etc.Esse conceito da externalidade mostra as diferenas entre os custos privados e os custos sociais. E muito importante para uma avaliao social e uma avaliao privada de futuros investimentos. Citando um exemplo para melhor visualizao, se tem uma obra publica como a construo de uma estrada, para a construtora da viso privada, se importa s os custos efetivos e reais como a mo de obra e materiais. J na tica social, se avalia as coisas externas que essa obra pode causar que por vezes podem ser positivas com o aumento de emprego e do comrcio na regio ou negativas como a poluio e destruio do meio ambiente. As externalidades elas do uma base econmica para a criao de leis contra a poluio, para a proteo ambiental, entre outras, e essas leis podem ser internalizadas com certa penalizao de uma taxa ou imposto sobre a fonte que causou isso.

6.3 CUSTOS VERSUS DESPESAS

Na viso microeconmica normal, no se tem uma separao rigorosa sobre os conceitos de custos e despesas, como feita na contabilidade.A viso contbil diz que os custos so gastos que se associam ao processo de fabricao de produtos, j as despesas seriam os associados ao exerccio social e usadas para o resultado final, geral de certo perodo. Os custos costumam ser divididos entre diretos, que so os custos variveis, e indiretos, que so os custos fixos. Os custos diretos ento nessa definio so os salrios da mo de obra direta, o gasto com as matrias primas e seus componentes, gasto com o estoque de capital, como energia, manuteno e reparao. E os custos indiretos so os salrios pagos a administrao, aluguel do local da empresa, a depreciao dos equipamentos e instalaes, o retorno sobre o capital fixo e a proviso para risco. Em geral, os manuais econmicos conceituam o custo fixo englobando tambm as despesas financeiras, comerciais e administrativas. Entretanto, h uma exceo quando se fala disso dentro do campo da teoria da organizao industrial, cujo um desenvolvimento bem recente da teoria microeconmica, nessa vertente os custos e despesas so vistos com mais preciso, isso se deve ao fato dessa teoria ser muito prxima dos conceitos contbeis e financeiros que so utilizados nas empresas.

7 CONCLUSO

Depois de todo o decorrer deste trabalho podemos perceber que os custos de produo tem um valor muito importante dentro de uma empresa, e que a partir deles pode-se ter um melhor planejamento e uma boa administrao para o bem estar maior de todo o empreendimento. Vimos que tanto a curto e como em longo prazo deve-se considerar alguns fatores para o bom planejamento e para um menor custo da produo e um maior lucro final. Na viso econmica se tem um olhar bem mais terico em relao aos custos, mas quando na prtica de uma empresa que se tem a viso contbil-financeira totalmente diferente. Quando se fala de custo de produo pensa-se logo que s existe uma vertente e que seriam s algumas coisas considerados custos de produo, mas na verdade pde-se ver que os custos de produo em geral numa empresa tm vrias vertentes e vrias variveis para se chegar a um denominador.

8 REFERNCIAS BIBLIOGRFICAS

LivrosVASCONCELLOS, Marco Antnio Sandoval de / Economia Micro e Macro/ Marco Antnio S. Vasconcellos. 4. ed. So Paulo: Atlas, 2001.

VASCONCELLOS, Marco Antnio Sandoval de / Fundamentos da Economia/ Marco Antnio S. Vasconcellos, Manuel E. Garcia. 3. ed. So Paulo: Saraiva, 2008.

Material da InternetTOMIO, Letcia / Diferenas entre a viso econmica e a viso contbil-financeira dos custos de produo. Prezi, mai. 2013. Disponvel em : . Acesso em: 27 mar. 2014.

PIRES, Luciano / Custos de Produo. Slideshare, set. 2012. Disponvel em: Acesso em: 27 mar. 2014.

DE SOUZA, Maria Fialho; GOMES, Orlando. Anlise Econmica. Slabo. Lisboa. 2005. Disponvel em: . Acesso em: 27 mar. 2014.

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