DESONERAÇÃO DA FOLHA DE PAGAMENTOS ?· a desoneração da folha de pagamentos contribuirá par-...

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  • Ano 2 Nmero 3 novembro de 2012 www.cni.org.br

    Desonerao da folha deve contribuir parcialmente para a retomada do crescimento

    das empresas ainda no con-templadas pela medida gosta-riam de ser includas no novo regime de contribuio patronal ao INSS

    das empresas acreditam que a desonerao da folha de pagamentos contribuir par-cialmente para a retomada do crescimento

    das empresas contempladas pela medida avaliam a mudan-a de base tributria como po-sitiva ou muito positiva

    Melhor base tributria para contribuio patronal ao INSS Em percentual de respostas (%)

    DESONERAO DA FOLHA DE PAGAMENTOS

    das empresas entendem que o faturamento a melhor base tributria para a contribuio patronal ao INSS

    SONDAGEM ESPECIAL INDSTRIA DE TRANSFORMAOE EXTRATIVA

    50% 48%

    32% 39%

  • Do total das empresas consultadas, 80% disseram j ter ouvido falar na mudana do sistema de contribuio patronal Previdncia Social (medida conhecida como desonerao da folha de pagamentos), enquanto 15% responderam que no tm conhecimento dessa medida.

    Na anlise por porte, nota-se uma relao positiva entre o tamanho da empresa e o grau de informao quanto referida mudana. Os percentuais de respostas que apontam positivamente para o conhecimento da medida, em cada grupo de porte, so: 92% (grande), 84% (mdio) e 68% (pequeno).

    MAIORIA DAS EMPRESAS INDUSTRIAIS CONHECE A MEDIDA

    Conhecimento da mudana, por porte Em percentual de respostas (%)

    Outro resultado relevante o maior percentual de empresas exportadoras que conhecem a medida em comparao com aquelas que no exportam: 90% ante 76%, respectivamente.

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    Ano 2, n.3, novembro de 2012Sondagem eSpecial indStria de tranSformao e extrativa

  • Quando perguntados sobre qual seria a melhor base tributria para a contribuio patronal ao INSS, a maioria dos entrevistados indicou o faturamento, com 32% das assinalaes. O segundo item mais escolhido foi folha de pagamentos (24%), seguido da opo lucro (20%). Com pouco destaque, valor agregado recebeu 4% das indicaes. A opo menos escolhida foi movimentao financeira, com apenas 1%. Cabe ainda ressaltar que 19% dos consultados no se manifestaram.

    Na avaliao por porte, faturamento foi a opo de maior preferncia nas trs classificaes: pequeno (27%), mdio (32%) e grande (40%). Chama ateno o fato de quanto maior o porte da empresa maior o grau de preferncia pelo item faturamento como base tributria. Outro padro de resposta que se destaca a menor quantidade de escolhas pela opo folha de pagamentos nas empresas de grande porte (21%), quando se compara o nmero de assinalaes que esse item recebeu nos outros dois grupos de portes (24% e 25% para pequeno e mdio, respectivamente).

    FATURAMENTO A BASE TRIBUTRIA DE MAIOR PREFERNCIA

    Melhor base tributria para contribuio patronal ao INSS, por porte Em percentual de respostas (%)

    Ao comparar as empresas exportadoras com as no exportadoras, nota-se que a opo faturamento, mais escolhida nos dois grupos, tem maior percentual de respostas no entre as exportadoras (38%), ante as no exportadoras (29%).

    Observou-se ainda distino nas respostas dos setores intensivos em mo de obra em relao queles intensivos em capital. Para os primeiros, faturamento a base tributria preferida, com 37% das indicaes. J para os setores intensivos em capital, a base mais escolhida foi folha de pagamento, com 29% das respostas.

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    Ano 2, n.3, novembro de 2012Sondagem eSpecial indStria de tranSformao e extrativa

  • Individualmente, trs setores se destacam pela elevada escolha do item faturamento: Txteis (45%), Calados (46%) e Mquinas e equipamentos (47%); todos pertencentes ao grupo de setores mo de obra intensiva. Na direo oposta, os setores de Bebidas e Limpeza e perfumaria (intensivos em capital) chamam ateno pela expressiva escolha da folha de pagamento como base tributria: 41% e 50%, respectivamente.

    Melhor base tributria para a contribuio patronal ao INSS, exportador e no exportadorEm percentual de respostas (%)

    Melhor base tributria para a contribuio patronal ao INSS, de acordo com a intensidade do fator produtivo (mo de obra e capital)

    Em percentual de respostas (%)

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    Ano 2, n.3, novembro de 2012Sondagem eSpecial indStria de tranSformao e extrativa

  • DESONERAO DA FOLHA DEVE CONTRIBUIR PARCIALMENTE PARA A RETOMADA DO CRESCIMENTO

    Quase 70% das empresas consultadas entendem que a desonerao da folha contribuir para a retomada do crescimento. No entanto, somente 18% avaliam que tal medida fundamental para essa retomada, enquanto 50% acreditam que a medida trar uma contribuio parcial para o crescimento. Uma parcela de 17% das respostas indica o impacto neutro da medida, isto , o novo sistema de contribuio patronal previdncia social nem contribuir nem prejudicar a retomada do crescimento. Para apenas 2% dos entrevistados a medida ser prejudicial retomada do crescimento.

    Ao desagregar as repostas por porte das empresas, observa-se que as de grande porte esto mais confiantes do que as de mdio e pequeno porte. No primeiro grupo, 73% acham que a medida contribuir (de forma decisiva ou parcial) para a retomada do crescimento. J em pequeno e mdio porte esse percentual menor: 63% e 68%, respectivamente.

    Contribuio da medida para a retomada do crescimento, por porte Em percentual de respostas (%)

    Na avaliao restrita s empresas exportadoras e no exportadoras, possvel observar uma percepo mais otimista nas exportadoras. Para esse grupo de empresas, 74% acreditam que a desonerao da folha ir contribuir (parcial ou fundamentalmente) para a retomada do crescimento. Entre as empresas no exportadoras, esse percentual de respostas cai para 64%.

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    Ano 2, n.3, novembro de 2012Sondagem eSpecial indStria de tranSformao e extrativa

  • Das empresas consultadas, 34% foram includas no novo regime de contribuio, 41% no foram contempladas, 10% no souberam responder e 15% no se manifestaram.

    Na anlise por porte, nota-se que o grau de incluso das empresas de maior porte foi superior a de pequeno porte. A parcela de empresas includas no novo regime : 21% para pequeno, 35% para mdio e 45% para grande porte.

    UM TERO DAS EMPRESAS CONSULTADAS FOI CONTEMPLADO PELO NOVO REGIME DE CONTRIBUIO

    Empresas includas no novo regime, por porte Em percentual de respostas (%)

    Ao distinguir as empresas exportadoras das no exportadoras, observado maior percentual de empresas includas no novo regime entre as exportadoras (44%) do que as empresas que no exportam (27%).

    Em exerccio anlogo, possvel notar que as empresas intensivas em mo de obra possuem maior nvel de incluso do que as empresas intensivas em capital: 44% e 14%, respectivamente.

    Na anlise individual por setor, os setores Txteis, Vesturio, Couro e artefatos, Calados e suas partes, Material plstico, Mveis e Mquinas e materiais eltricos indicaram incluso superior a 60%, chegando at a 73%.

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    Ano 2, n.3, novembro de 2012Sondagem eSpecial indStria de tranSformao e extrativa

  • Dentre as empresas contempladas pelo novo regime, 39% avaliam a medida como positiva, enquanto 9% entendem ser muito positiva. Juntas, essas escolhas somam 48% das respostas. Na direo oposta, 4% dos entrevistados mostram percepo negativa quanto ao impacto da medida, e muito negativa para 1% o que totaliza 5% de escolhas pessimistas. J para 9% dos consultados a avaliao neutra. Ainda digno de nota o elevado percentual de entrevistados que no se manifestaram (32%), assim como a parcela de empresas que no souberam avaliar (6%).

    possvel observar que quanto maior o tamanho das empresas mais positiva a avaliao com relao medida. As opes positiva e muito positiva somam os seguintes percentuais em cada grupo de porte: grande (59%), mdio (49%) e pequeno (30%). Tambm nota-se melhor capacidade de avaliao nas empresas de grande porte em comparao com as empresas de mdio e pequeno porte, uma vez que a soma das respostas de no sei avaliar e em branco inferior para o primeiro grupo de porte em relao aos dois outros grupos: grande (30%), mdio (35%) e pequeno (53%).

    DENTRE AS EMPRESAS CONTEMPLADAS, QUASE METADE ENXERGA A MEDIDA COMO POSITIVA

    Avaliao geral da medida, por porte Em percentual de respostas das empresas contempladas (%)

    Na anlise das empresas exportadoras e no exportadoras, cabe destacar o maior percentual de respostas muito positiva e positiva (somadas) que as exportadoras tiveram em comparao com aquelas que no exportam: 55% contra 41%.

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    Ano 2, n.3, novembro de 2012Sondagem eSpecial indStria de tranSformao e extrativa

  • Tambm foi percebida avaliao mais favorvel nos setores intensivos em mo de obra em relao aos setores intensivos em capital. No primeiro grupo, 55% escolheram os itens muito positivo e positivo, enquanto no segundo grupo esse percentual foi de 24%. Alm disso, houve entre os setores capital intensivo elevado nmero de entrevistados que no souberam avaliar ou que no se manifestaram juntos somam 58% das repostas, enquanto no grupo mo de obra intensivo essa soma representa 31% das indicaes.

    Os setores, individualmente, que mostram mais confiana quanto aos impactos da medida so: Txteis, Farmacuticos, Material plstico, Mquinas e materiais eltricos, Mquinas e equipamentos e Veculos automotores.

    Avaliao geral da media, de acordo com a intensidade de fator produtivo (mo de obra e capital)Em percentual de respostas (%)

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    Ano 2, n.3, novembro de 2012Sondagem eSpecial indStria de tranSformao e extrativa

  • SE PUDESSEM OPTAR, 18% DAS EMPRESAS CONTEMPLADAS DEIXARIAM O NOVO REGIME

    Do total de empresas includas no novo regime, 48% no o deixariam caso houvesse essa opo. Por sua vez, 18% dos entrevistados disseram que deixariam o novo regime. Cabe ainda salientar