Desvendando Daniel

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    11-Aug-2015
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DANIEL segundo a Bblia Desvendando Daniel - o exlio O estudo verso a verso do livro de Daniel tem como objetivo revelar a histria desse jovem hebreu que, com 18 anos de idade, foi levado preso para Babilnia e se tornou oficial do governo do Imprio Babilnico comandado pelo rei Nabucodonosor, sob a bno e direo de Deus. O livro tambm revela como Deus protegeu e abenoou a vida desse jovem que sempre foi fiel aos princpios bblicos. Ele foi usado pelo Senhor para revelar o significado de muitas profecias e deixar grandes lies. O livro dividido em duas partes: os captulos de 1 a 6 tratam da parte histrica, e os captulos 7 a 12, da parte proftica. Os primeiros seis captulos apresentam o conflito sobrenatural entre as foras do bem e do mal. Os demais revelam a tentativa humana de estabelecer um domnio mundial, perseguindo-se inclusive o povo de Deus. Vale lembrar que este estudo livre de qualquer opinio pessoal ou interpretaes religiosas. Todos os significados de versos, datas e smbolos so retirados da prpria Bblia, confirmados pela histria da humanidade. As palestras sero ministradas semanalmente pelo advogado Mauro Braga (a semelhana do que ocorreu com a srie Desvendando o Apocalipse) e os textos redigidos pela jornalista Graciela rika Rodrigues. Quem foi Daniel? Daniel foi um jovem hebreu a quem Nabucodonosor, rei do Imprio Babilnico, levou como escravo de Jerusalm para Babilnia, no ano 605 a.C., no incio dos 70 anos de cativeiro do povo de Israel. Junto corte do rei, Daniel e mais trs amigos hebreus destacaram-se por seus conhecimentos gerais. Deus permitiu que Daniel e seus companheiros fossem levados presos Babilnia para que, vivendo em uma nao de idlatras, pudessem representar o Seu carter. Nascido de uma famlia judaica de alto nvel e exilado em Babilnia no fim de sua adolescncia, durante toda sua vida adulta Daniel desempenhou tarefas de estadista e consultor governamental. Os contatos dirios com a poltica internacional fizeram com que seus escritos assumissem caractersticas de extraordinria praticidade. Foi, sem dvida, marcante a forma como Deus conduziu as coisas, de tal modo que esse jovem prisioneiro viesse a se tornar o principal conselheiro do prprio rei que o levara para o cativeiro. Daniel 1:1: No ano terceiro do reinado de Jeoaquim, rei de Jud, veio Nabucodonosor, rei da Babilnia, a Jerusalm e a sitiou. Nabucodonosor invadiu Jerusalm pela primeira vez no ano 605 a.C. Nos anos 597 e 586 a.C., seus exrcitos invadiram a palestina novamente, sendo que nesta ltima ocasio, a cidade de Jerusalm foi destruda, inclusive o templo de Salomo. Daniel e seus companheiros estavam entre os presos da primeira invaso (605 a.C.). Daniel 1:2: O Senhor lhe entregou nas mos a Jeoaquim, rei de Jud, e alguns dos utenslios da Casa de Deus; a estes, levou-os para a terra de Sinar, para a casa do seu deus, e os ps na casa do tesouro do seu deus. Aps dcadas de advertncias, o Senhor permitiu a escravido de Israel a fim de que Seu povo pudesse experimentar a diferena entre servir o Deus verdadeiro e servir ao paganismo. Tambm como punio pelas constantes apostasias de Israel. Na poca, o povo de Deus vivia em total desobedincia (Dt 28-30). Os moradores de Jud se achavam tragicamente cauterizados em seus pecados. Muitos foram os pecados de Israel. Eles so revelados pelo profeta Jeremias (9:14; 17:19-27; 22:1-5; 28). Resumidamente, foram: desonestidade, injustia com os pobres, assassinato, transgresso do sbado, perseguio aos verdadeiros profetas, manifestao de favores para com os profetas que prometiam prosperidade sem condenar simultaneamente o pecado, e a adorao a Baal. A adorao a 1

Baal envolvia uma srie de preferncias sexuais antes do casamento, fora do casamento, homossexual e bestial. At mesmo depois de entregar os judeus a seus inimigos, Deus lhes concedeu uma nova oportunidade. Prometeu que depois de 70 anos de cativeiro, Ele tomaria providncias para tornar possvel o regresso deles sua terra natal (Jr 25:1112; 29:1). Mesmo depois da haver entregue o reino de Jud como um todo, Deus permaneceu ao lado de Daniel como indivduo. Deus tinha em mente que Seu povo se tornasse luz dos gentios. O Senhor almejava que eles testemunhassem perante outras naes acerca de Sua bondade e da sabedoria de Suas leis. Foi o Senhor quem entregou Israel nas mos de Nabucodonosor. O rei, porm, atribuiu a seus deuses a vitria sobre Jerusalm, e at colocou uma parte dos vasos sagrados do Templo na casa do seu prprio deus como reconhecimento da vitria obtida sobre o Deus de Israel. O principal deus da Babilnia era Marduk. O fato de os hebreus estarem cativos em Babilnia e de os vasos da casa de Deus terem sido postos no templo dos deuses de Babilnia era orgulhosamente citado pelos vencedores como evidncia de que sua religio e costumes eram superiores religio e costumes dos hebreus. Daniel 1:3: Disse o rei a Aspenaz, chefe dos seus eunucos, que trouxesse alguns dos filhos de Israel, tanto da linhagem real como dos nobres, Daniel 1:4: jovens sem nenhum defeito, de boa aparncia, instrudos em toda a sabedoria, doutos em cincia, versados no conhecimento e que fossem competentes para assistirem no palcio do rei e lhes ensinasse a cultura e a lngua dos caldeus. Daniel 1:5: Determinou-lhes o rei a rao diria, das finas iguarias da mesa real e do vinho que ele bebia, e que assim fossem mantidos por trs anos, ao cabo dos quais assistiriam diante do rei. Daniel 1:6: Entre eles se achavam, dos filhos de Jud, Daniel, Hananias, Misael e Azarias. Entre os presos foram escolhidos alguns jovens sem nenhum defeito, para que fossem educados para ocupar importantes posies no governo de Nabucodonosor. Com objetivo de serem plenamente capacitados para a carreira, o rei deu ordens para que aprendessem a cultura e a lngua dos caldeus e que, por trs anos, lhes fossem asseguradas as vantagens incomuns da educao fornecida aos prncipes do reino. Jerusalm ficava a aproximadamente 1.500 quilmetros de Babilnia. Provavelmente Daniel teve que andar a p ao longo dessa estrada, acompanhando o exrcito, numa mdia de 25 quilmetros por dia. Isso significa que a viagem deve ter durado aproximadamente dois meses. A primeira viso que se tinha ao longe da cidade era exatamente a Torre de Babel. Daniel 1:7: O chefe dos eunucos lhes ps outros nomes, a saber: a Daniel, o de Beltessazar; a Hananias, o de Sadraque; a Misael, o de Mesaque; e a Azarias, o de Abede-Nego. Os nomes de Daniel e seus companheiros foram mudados para nomes que representavam divindades caldias. Os hebreus tinham o costume de dar nomes aos seus filhos com significados especiais, normalmente nomes que representavam traos de carter. O nome Daniel significava Deus o meu juiz; o de Ananias Dom do Senhor; Misael significava Aquele que pertence a Deus e Azarias quer dizer Quem Jeov ajuda. O rei no compeliu os jovens hebreus a renunciarem sua f em favor da idolatria, mas esperava alcanar isso gradualmente. Dando-lhes nomes significativos de idolatria, levando-os diariamente a ntima associao com costumes idlatras e sob a influncia de sedutores ritos do culto pago, ele esperava induzi-los a renunciar religio de sua nao e unir-se ao culto dos babilnios. Tendo chegado ao colgio, os jovens descobriram que deveriam comer o alimento e beber o vinho que se servia na mesa do rei. Nabucodonosor pensava estar fazendo o melhor possvel pelo bem-estar deles. Mas ocorre que a maior parte daquela comida era oferecida aos dolos de Babilnia. O ato de com-la constitua uma espcie de comunho com os falsos

deuses (x 34:15; 1Co 8:7; 10:14-22). Ingerir aquela comida era como oferecer homenagens aos deuses de Babilnia. Participar dos alimentos do rei significava estar ao lado do paganismo e desonrar os princpios da lei de Deus. Por outro lado, Daniel e seus amigos sabiam que suas faculdades fsicas e mentais seriam afetadas pelo uso do vinho (Lv 10:1-11). Daniel 1:8: Resolveu Daniel, firmemente, no contaminar-se com as finas iguarias do rei, nem com o vinho que ele bebia; ento, pediu ao chefe dos eunucos que lhe permitisse no contaminar-se. Daniel poderia ter encontrado diversas desculpas plausveis para violar os princpios divinos, mas no hesitou. A aprovao de Deus mais importante do que os favores do rei. Ele decidiu permanecer firme em sua integridade, apesar das conseqncias. Daniel 1:9: Ora, Deus concedeu a Daniel misericrdia e compreenso da parte do chefe dos eunucos. Daniel 1:10: Disse o chefe dos eunucos a Daniel: Tenho medo do meu senhor, o rei, que determinou a vossa comida e a vossa bebida; por que, pois, veria ele o vosso rosto mais abatido do que o dos outros jovens da vossa idade? Assim, poreis em perigo a minha cabea para com o rei. Daniel 1:11: Ento, disse Daniel ao cozinheiro-chefe, a quem o chefe dos eunucos havia encarregado de cuidar de Daniel, Hananias, Misael e Azarias: Daniel 1:12: Experimenta, peo-te, os teus servos dez dias; e que se nos dem legumes a comer e gua a beber. Daniel 1:13: Ento, se veja diante de ti a nossa aparncia e a dos jovens que comem das finas iguarias do rei; e, segundo vires, age com os teus servos. Daniel 1:14: Ele atendeu e os experimentou dez dias. Daniel 1:15: No fim dos dez dias, a sua aparncia era melhor; estavam eles mais robustos do que todos os jovens que comiam das finas iguarias do rei. Daniel 1:16: Com isto, o cozinheiro-chefe tirou deles as finas iguarias e o vinho que deviam beber e lhes dava legumes. Daniel mostrou que tinha Integridade de carter mesmo em terra estranha, com princpios pagos e mundanos. Quantos transgridem os princpios de conduta para no serem mal vistos pelos amigos ou pela sociedade. importante observar que os jovens no permitiram que sua fidelidade nas convices os tornasse arrogantes e descorteses. De modo muito polido, solicitaram ao chefe dos eunucos que lhes concedesse uma simples dieta vegetariana durante dez dias. Daniel 1:17: Ora, a estes quatro jovens Deus deu o conhecimento e a inteligncia em toda cultura e sabedoria; mas a Daniel deu inteligncia de t