Dimensionamento fossas

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FOSSAS SÉPTICAS Projeto Permanente de Educação Ambiental PPEA
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    09-Jul-2015
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  • FOSSAS SPTICASProjeto Permanente de Educao Ambiental

    PPEA

  • ApresentaApresentaoo1-Generalidades

    2-O que a fossa sptica e como funciona

    3-Restries ao uso, Localizao e Distncias Mnimas

    5-Dimenses

    4-Aspectos Construtivos

    6-Quantitativo

    7-Prescries Normativas: NBR 7229/1993e Critrios de Dimensionamento

    8-Exemplo de Dimensionamento

    9-Referncias Bibliogrficas

  • 1. Generalidades1. Generalidades

    -Quando no h disponibilidade de uma rede de esgoto pblica,torna-se obrigatrio o uso de instalaes necessrias para adepurao biolgica e bacteriana das guas residurias.

    -A obrigatoriedade do uso dessas instalaes est fundamentadano REGULAMENTO DO DEPARTAMENTO NACIONALDE SADE PBLICA-Decreto n 16.300 de 31/12/1932.

    -Os despejos lanados sem tratamento propiciam a proliferaode inmeras doenas.Cerca de 50 tipos de infeces podem sertransmitidas diretamente via excretas humanas(Ex.: febretifide, clera, disenteria, hepatite infecciosa, dentre outras )

  • 2. O que2. O que a fossa sa fossa sptica e comoptica e comofuncionafunciona

    -Fossa Sptica: Conceito e aplicao

    - As fossas spticas so instalaes que atenuam a agressividadedas guas servidas. Existem vrios tipos de de fossas, alguns jpatenteados. Fisicamente consistem basicamente em uma caixaimpermevel onde os esgotos domsticos se depositam.

    -As fossas spticas tm a funo de separar e transformar amatria slida contida nas guas de esgoto, descarregando-ano terreno, onde o se completar o tratamento.

    -A altura mnima do lquido no interior da fossa para garantir aao neutralizante das bactrias de cerca de 1,20 m.

  • -Fossa Sptica: Funcionamento

    -Nas fossas, as guas servidas sofrem a ao de bactriasanaerbicas, ou seja, microorganismos que s atuam sem apresena de oxignio. Durante a ao desses microorganismos(em grande parte presentes nos prprios resduos lanados),parte da matria orgnica slida convertida em gases ou emsubstncias solveis, que dissolvidas no lquido contido nafossa, so esgotadas e lanadas no terreno.

  • -Fossa Sptica: Funcionamento

    -Ao longo do processo, depositam-se no fundo da fossa, aspartculas minerais slidas (lodo) e forma-se na superfcie dolquido uma camada de espuma ou crosta constituda desubstncias insolveis e mais leves que contribui para evitar acirculao do ar, facilitando a ao das bactrias. Comoresultado h a destruio total ou parcial de organismospatognicos.

    (OBS: ver figuras a seguir)

  • -Modelo Fossa Sptica-Em corte

    Fonte: [1]

  • -Modelo Fossa Sptica-Em planta

    Fonte: [1]

  • -Fotos

  • 3. Restri3. Restries ao Uso ; Localizaes ao Uso ; Localizaooe Diste Distncias Mncias Mnimasnimas

    -O sistema de fossas spticas deve preservar a qualidade dasguas superficiais e subterrneas, mediante estrita observnciadas prescries da NBR 7229/1993: Projeto, construo eoperao de sistemas de tanques spticos.

    - vedado o encaminhamento ao tanque sptico de: guaspluviais e despejos capazes de causar interferncia negativa nafase do processo de tratamento ou elevao excessiva da vazode esgoto afluente, como os provenientes de piscinas elavagem de reservatrios de gua.

  • -As fossas spticas devem ser localizadas o mais prximopossvel do banheiro,com tubulao o mais reta possvel edistanciadas no mnimo a 15m abaixo de qualquer manancialde gua (poo, cisterna, etc)

    -As fossas spticas devem observar as seguintes distnciashorizontais mnimas:

    a)1,50m de construes, limites de terreno, sumidouro, valas deinfiltrao e ramal predial de gua;

    b)3,0m de rvores e de qualquer ponto de rede pblica deabastecimento de gua;

    c)15,0m de poos freticos e de corpos de gua de qualquernatureza.

    OBS: As distncias mnimas so computadas a partir da face externa mais prxima aoselementos considerados.

  • 4. Aspectos Construtivos4. Aspectos Construtivos

    -1) Escava-se o terreno de modo que a parte superior da fossafique um pouco abaixo do nvel do terreno. Se o terreno forbastante firme, no h necessidade de frmas externas, casocontrrio, escavar mais 10cm para cada lado, para colocao eretirada de frmas.

    -2) O segundo passo consiste na elaborao das frmas, paramoldar a estrutura da fossa. aconselhvel o uso de tbuas de1 (3,8cm). Para evitar a aderncia excessiva do concreto sfrmas, recomenda-se pint-las com leo (tipo automvel)antes da concretagem. A figura a seguir apresenta um esquemada configurao das formas.

  • -Modelo de frma interna de uma fossa sptica

    Fonte: [1]

  • 3) Durante a concretagem, inicialmente molda-se o fundo edepois as paredes laterais. A espessura do fundo da fossa e dasparedes de 15cm. Recomenda-se a utilizao do mesmoconcreto para a laje de cobertura(tampa). A retirada das frmaspoder ser feita no dia seguinte aps a concretagem (24 horasdepois)

    4) Laje de cobertura:

    -Para confeco da laje de cobertura, usar frmas comdimenses tais que fiquem bem apoiadas nas laterais.Parafacilitar a remoo, podem-se usar, em vez de uma nica laje,vrias lajes menores de 60cm de largura e 8,5cm de espessura.

  • -Para armao da laje, usar 3 ferros de 1\4 na parteinferior. Confeccionar tambm alas com ferro de 1\4 pararemoo das tampas (ver figura a seguir).

    -5 Lajes das chicanas:

    As lajes das chicanas tero a espessura de 5cm e poderoser feitas em partes, para facilitar a remoo. Elas serocolocadas nas ranhuras deixadas durante a concretagem.

    (OBS: Ver ilustraes a seguir)

  • -Esquema de fossa com especificao das espessurasdas paredes e ferragem da laje de cobertura

    Fonte: [1]

  • -Trao recomendado pra concreto: O trao recomendado de1:2:3 ou 2:3:3 (cimento,areia e pedra). A areia e a pedra (brita)devem estar livres de impurezas. Para o trao indicado,podem-se usar as seguintes quantidades:

    a)Um saco de cimento (50kg);

    b)Para a areia e a brita, fazer uma caixa com as dimensesinternas de 50 X 34 X 22 (cm). Adicionar duas caixas de areiae trs caixas de brita; se a areia for mida, tomar 2 caixas emeia.

    c)A quantidade de gua a empregar por saco de cimento de 30litros (areia seca) ou 24 litros areia mida

  • -Para estipular as dimenses da fossa, necessrio o clculo dovolume til total ( que ser apresentando nos itens seguintes).

    Entretanto, para um pr-dimensionamento, pode-se utilizar umatabela de dimensionamento prtico. Entrando com o nmero depessoas, tm-se as dimenses e a capacidade da fossa, em litros,

    equivalente ao volume til.

    5. Dimens5. Dimenseses

  • -Para levantamento do material necessrioSegue a tabela:

    6. Quantitativo6. Quantitativo

    Fonte: [1]

  • 7. Prescri7. Prescries Normativas:NBR7229/1993 ees Normativas:NBR7229/1993 eCritCritrios de Dimensionamentorios de Dimensionamento

    -A NBR-7229/1993 prev trs tipos bsicos de fossa spticas:Cmara nica, cmaras sobrepostas e cmaras em srie.-A geometria da fossa em geral prismtica ou cilndrica.Este trabalho tratar apenas das fossas spticas prismticas deCmara nica.

    -Consideraes de Uso:-So encaminhados s fossas todos os despejos domsticos

    Oriundos de cozinhas, lavanderias domiciliares, chuveiros,lavatrios,Bacias sanitrias, bids, banheiras, mictrios e ralos de piso.

    -Os despejos da cozinha devem passar por caixas de gordura antesde serem lanados s fossas spticas.

    -guas pluviais no devem ser lanadas

  • -Projeto de Fossas Spticas:

    No clculo de contribuio dos despejos, devem ser observados:

    a)Nmero de pessoas a serem atendidas, no inferior a cinco;

    b) O consumo local de gua e, na falta desses dados, utilizar os valoresApresentados na Tabela1 da norma, item 5.7.

  • -Volume til total do tanque sptico: Consiste no espao interno mnimoNecessrio ao correto funcionamento do tanque sptico, correspondente somatria dos volumes destinados digesto, decantao e

    armazenamento da escuma. dado pela expresso:

    V=1000+N(C x T+K x Lf)

    Em que:

    V=Volume til, em litros.N=nmero de pessoas ou unidades de contribuio.C=Contribuio de despejos, em litros/ pessoa. (ver tabela 1 da norma)T=Perodo de deteno, em dias. (ver Tabela 2 da norma)K= taxa de acumulao de lodo digerido em dias equivalente ao tempode acumulao de lodo fresco (ver Tabela 3 da norma)Lf= contribuio de lodo fresco, em litro/pessoa x dia ou em litro/unidade x dia(ver tabela 1 da norma)

  • TABELA 1: Contribuio diria de esgoto(C) e delodo fresco (Lf) por tipo de prdio e ocupante.

    Lodo fresco: Lodo instvel, em incio de processo de digesto

    Lodo: Material acumulado na zona de digesto do tanque sptico, por sedimentaoDe partculas slidas suspensas no esgoto.

    Fonte: [3]

  • TABELA 2: Perodo de deteno (T) dos despejos, por faixa decontribuio diria.

    Perodo de Deteno do Esgoto: Tempo de permanncia da parcela lquida doesgoto dentro da zona de decantao do tanque sptico.

    Fonte: [3]

  • TABELA 3: Taxa de acumulao total de lodo (K), em dias porintervalo entre limpezas e temperatura do ms mais frio

    Taxa de acumulao de lodo: Nmero de dias de acumulao de lodo frescoequivalente ao volume de lodo digerido a ser armazenado no tanque, considerandoReduo de volume de quatro vezes para o lodo digerido.

    Fonte: [3]

  • TABELA 4: Profundidade til mnima e mxima, por faixa devolume til

    Profundidade til: Medida entre o nvel mnimo de sada do efluente e o nvel dabase do tanque.

    Fonte: [3]

  • -Aberturas de inspeo:

    As aberturas de inspeo dos tanques spticos devem ter nmeroe disposio tais que permitam a remoo do lodo e da escumaacumulados, assim como a desobstruo dos dispositivos internos. Asseguintes relaes de distribuio e medidas devem ser observadas:

    a)todo tanque deve ter pelo menos uma abertura com a menordimenso igual ou superior a 0,60m, que permita acesso direto ao

    dispositivo de entrada do tanque.

    b) o mximo raio de abrangncia horizontal, admissvel paraefeito de limpeza, de 1,50m, a partir do qual nova abertura deve sernecessria.

    c) a menor dimenso das demais aberturas, que no a primeira,deve ser igual ou superir a 0,20m.

  • d) os tanques executados com lajes removveis em segmentos nonecessitam de aberturas de inspeo, desde que as peas removveis queas substituam tenham rea igual ou inferior a 0,50 m.

    e) os tanques prismticos retangulares de cmaras mltiplasdevem ter pelo menos uma abertura por cmara.

  • -Identificao:

    Os tanques devem conter uma placa de identificao com asseguintes informaes, gravadas de forma indelvel, em lugar visvel(ver modelo a seguir):

    a) identificao: nome do fabricante ou construtor e data fabricao;

    b) Tanque dimensionado conforme a NBR 7229;

    c) Temperatura de referncia:conforme o critrio de dimensionamentoadotado; indicao da faixa de temperatura ambiente. Para tanquesdimensionados para condies mais rigorosas (T

  • Figura: Placa de Identificao ConformeNBR 7229/1993 (ANEXO B-Figura 7 da norma)

    Fonte: [3]

  • -Inspeo:

    Verificao de Estanqueidade:

    -Antes de entrar em funcionamento, o tanque sptico deve sersubmetido ao ensaio de estanqueidade, realizado aps ele ter sido saturadopor no mnimo 24 h.

    -A estanqueidade medida pela variao do nvel de gua, apspreenchimento, at a altura da geratriz inferior do tubo de sada, decorridas12 h. Se a variao for superior a 3% da altura til, a estanqueidade insuficiente, devendo-se proceder correo de trincas, fissuras e juntas.Aps a correo, novo ensaio deve ser realizado.

    Manuteno

    -O lodo e a escuma acumulados nos tanques devem ser removidosa intervalos equivalentes ao perodo de limpeza do projeto conforme

    Tabela 3 da norma NBR 7229/1993.

  • - O intervalo pode ser encurtado ou alongado quanto aos parmetrosde projeto, sempre que se verificarem alteraes nas vazes efetivas detrabalho com relao s estimadas.

    -Quando da remoo do lodo digerido, aproximadamente 10% de seuvolume devem ser deixados no interior do tanque.

    -Anteriormente a qualquer operao que venha a ser realizada nointerior dos tanques, as tampas devem ser mantidas abertas por temposuficiente remoo de gases txicos ou explosivos.(mnimo 5 min).

  • 8. Exemplo Dimensionamento8. Exemplo DimensionamentoExemplo: Dimensionar uma fossa sptica para uma residncia comcinco quartos, sendo um deles de servio.

    Soluo:

    1 Passo: Determinao do nmero de contribuintes (N)

    -Admitindo-se 1 pessoa por cada quarto, tm-se N=5

    2Passo: Determinao das Contribuies unitrias de Esgotos (C) ede Lodo Fresco (Lf)

    -Tomando a residncia como padro mdio, pela tabela 1 da normaNBR 7229/1993:

    C=130 litros/ dia x pessoa e Lf= 1 litro/ dia x pessoa

  • 3 Passo: Determinao do perodo de deteno (T)

    -Para determinao do perodo de deteno consulta-se a tabela 2da norma. Porm, antes disso preciso calcular a contribuio diria,obtida a partir do produto entre a contribuio diria por pessoa vezes o

    nmero de pessoas:

    C (diria)= N X C= 5 X 130= 650 litros / dia

    Tomando 650 litros/dia como a contribuio diria consulta-se aTabela 2 da norma obtendo-se: T= 1dia

    4Passo: Determinao da taxa de acumulao total de lodo (K), porIntervalo entre limpezas e temperatura do ms mais frio.

    -Admitindo um valor de temperatura mdia para o ms mais frio do ano

  • compreendido entre o intervalo 10 C e 20, para o caso do DistritoFederal, e um intervalo entre limpezas da fossa de 2 anos, consulta-sea Tabela 3 da norma, obtendo-se: K= 105 dias

    5Passo: Clculo do Volume til (V)

    -Para o clculo do volume til utiliza-se a frmula apresentada no item5.7 da norma.

    V=1000+N(C x T+K x Lf)

    Substituindo os dados obtidos nos passos anteriores:

    N= 5 pessoasC= 130 litros/dia x pessoaLf= 1 litro/ dia x pessoaT= 1 diaK= 105 dias

  • V=1000+5(130 x 1+105 x 1)V= 2175 litrosV=2,1 m

    6Passo: Determinao das dimenses

    - Arbitrando um valor para a altura H de 1,50 m e para largura Wde 0,90 m, para o volume til obtido de 2,1m, o comprimento L deveser de 1,56 m. Como, 2

  • 7Passo: Detalhamento Fossa Planta Baixa

  • Corte A-A

  • Corte B-B e Corte C-C

  • 9. Refer9. Referncias Bibliogrncias Bibliogrficasficas

    [3] NBR 7229/1993- Projeto, construo e operao de sistemas deTanques spticos.

    [2] JORDO, Eduardo Pacheco & PESSA, Constantino Arruda.Tratamento de Esgotos Domsticos. ABES. 3 Edio. Rio de Janeiro1995.

    [1] CREDER, Hlio. Instalaes Hidrulicas e Sanitrias. LTC .6 Edio.Rio de Janeiro.2006.

  • Colaboradores:

    Equipe Tcnica do DETEC

    FIMFIM

    Janeiro de 2008