DISCURSIVA CLÍNICA MÉDICA - CLINICA MEDICA... · DISCURSIVA CLÍNICA MÉDICA ATIVIDADE DATA LOCAL

download DISCURSIVA CLÍNICA MÉDICA - CLINICA MEDICA... · DISCURSIVA CLÍNICA MÉDICA ATIVIDADE DATA LOCAL

If you can't read please download the document

  • date post

    08-Nov-2018
  • Category

    Documents

  • view

    219
  • download

    0

Embed Size (px)

Transcript of DISCURSIVA CLÍNICA MÉDICA - CLINICA MEDICA... · DISCURSIVA CLÍNICA MÉDICA ATIVIDADE DATA LOCAL

  • HOSPITAL UNIVERSITRIO PEDRO ERNESTO

    FACULDADE DE CINCIAS MDICAS

    HOSPITAL UNIVERSITRIO PEDRO ERNESTO

    HOSPITAL UNIVERSITRIO PEDRO ERNESTO

    HOSPITAL UNIVERSITRIO PEDRO ERNESTO

    DISCURSIVACLNICA MDICA

    ATIVIDADE DATA LOCAL

    Divulgao do gabarito - Prova Discursiva

    Interposio de recursos contra o gabarito da PD

    Divulgao do resultado dos recursos e resultado final

    Prova Discursiva

    wwww.cepuerj.uerj.br

    05/11/2011

    07 a 10/11/2011

    21/11/2011

    1

  • 2

  • CLNICA MDICA

    Questo 1:

    Homem branco, 56 anos, motorista de nibus, casado, morador em Pilares, natural de Bambu (MG), h 40 anos no Rio de Janeiro.

    Procurou ambulatrio da Policlnica queixando-se de cefaleia matinal. Na ocasio, PA de 160 /104 mmHg ( mdia de trs medidas ). Sabe ser hipertenso h seis meses e em uso de 20 mg/dia de enalapril, 12, 5 mg/dia hidroclorotiazida e anlodipino 5 mg/dia. Freqncia cardaca 84 bpm. Peso 99 kg; altura 170 cm; Cintura abdominal 108 cm; quadril 104 cm. Ausculta cardaca galope protodiastlico, bulha artica canglorosa. Fundo de olho: presena de constrico arteriolar na passagem venosa. Papila OK.

    Eletrocardiograma: presena de bloqueio de ramo direito, retificao do segmento ST e alterao do segmento ST ( inverso assimtrica de onda T em D1, AVL, V4,V5 e V6).

    a) Como avaliar a cefaleia desse paciente.

    b) Voc considera esse paciente como hipertenso resistente.

    c) Comentar o eletrocardiograma.

    _

    d) Que exames voc pediria a mais para esse paciente.

    e) Como tratar esse paciente.

    RESPOSTA:Diferenciar clinicamente cefalia crnica de enxaqueca. Caractersticas da dor, cronicidade, sintomatologia clnica geral

    RESPOSTA:No, no est em uso de doses mximas dos medicamentos nem do diurtico

    RESPOSTA:Eletrocardiograma de sobrecarga ventricular esquerda, e possvel doena de chagas devido bloqueio ramo direito e paciente originrio de Bambu.

    RESPOSTA:Hemograma completo, glicose jejum e ps prandial, creatinina, potssio, cido rico, Urina EAS, Colesterol total, HDL - colesterol, triglicerdeos.

    RESPOSTA:Aumentaria a dose do diurtico para 25 mg/dia e do enalapril para 40 mg / dia. Poderia considerar aumentar a dose tambm anlodipino para 10 mg/dia. Tambm considerar numa prxima visitar acrescentar clonidina.

    ORGANIZADOR

    Concurso Residncia Mdica 2012 CADERNO DE PROVA DISCURSIVA

    3

  • Questo 2:

    Um paciente de 72 anos, previamente hgido, procurou atendimento mdico queixando-se de astenia progressiva nos ltimos cinco meses, alm de parestesias nos ps e ao redor da boca. Ao exame fsico, foi identificada palidez significativa e o teste de Romberg foi positivo, sem lateralizao. Na investigao subsequente da anemia, o volume corpuscular mdio (VCM) mostrou-se elevado. A desidrogenase lctica (LDH) era de 4.500 U/l e a haptoglobina estava diminuda. Foi firmado um diagnstico e iniciado o tratamento medicamentoso pertinente.

    a) O teste de Romberg positivo relatado poderia ser atribudo a uma sndrome cerebelar? Justifique.

    b) Explique o motivo da elevao da LDH neste caso.

    c) Enumere seis causas de elevao do VCM no relacionadas anemia megaloblstica.

    RESPOSTA:No, porque o teste de Romberg s positivo quando h comprometimento de um dentre dois determinantes sensoriais do equilbrio esttico: a propriocepo e o sistema vestibular, que se encontram preservados na sndrome cerebelar.

    RESPOSTA:A ocorrncia de eritropoese ineficaz (em que h intensa lise de formas imaturas das clulas sanguneas, na medula ssea).

    RESPOSTA:Tabagismo, DPOC, etilismo, insuficincia heptica, anemia hemoltica, anemia aplsica, mielodisplasia, hipotireoidismo, uso de medicamentos (ex: AZT).

    ORGANIZADOR

    Concurso Residncia Mdica 2012 CADERNO DE PROVA DISCURSIVA

    5

  • Questo 3:

    Mulher, 62 anos, procura pela primeira vez uma consulta no Ambulatrio de Clnica Mdica queixando-se de voz mais rouca e inchao no rosto. Na anamnese dirigida, referiu constipao nos ltimos trs meses e ganho de peso apesar da perda do apetite. A paciente apresentava sinais de alopcia, com afinamento do 1/3 externo das sobrancelhas, edema palpebral bilateral. Tireoide pouco aumentada de tamanho, difusamente. Apenas com este exame da cabea e pescoo, o mdico j fez sua hiptese diagnstica.

    a) Indique o diagnstico sindrmico e quatro causas, apontando sua hiptese etiolgica principal.

    b) Descreva os exames complementares a serem solicitados e os resultados esperados.

    c) Cite as alteraoes cardiovasculares que podem ser encontradas nesta paciente.

    d) Cite outras cinco doenas que podem estar associadas a este diagnstico.

    RESPOSTA:Hipotireoidismo. Tireoidite cronica (Hashimoto, Riedel), tireoidite subaguda, iatrogenica (radiao), drogas (amiodarona, litio), deficit iodo (raro), doenas infiltrativas (amiloidose, sarcoidose, hemocromatose). Principal hipotese: Tireoidite de Hashimoto

    RESPOSTA:TSH alta, T4 (total, livre) baixo, anti-tireoglobulina e anti-TPO positivos, hemograma com anemia normocitica ou macrocitica, elevaao de CPK, colesterol total e triglicerdeos.

    RESPOSTA:Bradicardia, hipertenso por aumento da PA diastlica, derrame pericrdico

    RESPOSTA:D. Addison, diabetes mellitus tipo 1, anemia perniciosa, vitiligo, doena celaca, hepatite crnica, LES, artrite reumatide. S.Sjogren.

    ORGANIZADOR

    Concurso Residncia Mdica 2012 CADERNO DE PROVA DISCURSIVA

    6

  • Questo 4:

    Um homem de 34 anos d entrada no pronto-socorro com queixa de dor no flanco direito, sem irradiao clara, associada a nuseas e vmitos intensos. A dor, de carter intermitente e em clica, surgiu agudamente h cerca de seis horas e no melhorou com analgsicos comuns. O paciente goza de boa sade, faz atividade fsica intensa regular e segue uma dieta rica em protenas de origem animal, com uso ocasional de suplementos proteicos. Ele tem lembrana de, pelo menos, dois outros episdios semelhantes, de menor intensidade e durao, ocorridos nos ltimos trs anos. H dor palpao profunda no flanco direito e dor equvoca percusso do ngulo costovertebral. No laboratrio, observa-se apenas hematria microscpica.

    a) Diante desses dados, sugestivos de nefrolitase, qual exame de imagem deve ser solicitado e com que justificativa?

    b) Diante da histria do paciente, admitindo que o exame tenha de fato revelado um clculo em provvel posio ureteral, qual a conduta de tratamento a ser adotada de imediato?

    c) No caso, o que define uma postura expectante ambulatorial, expectante com internao hospitalar ou armada?

    ___________________________________________________________________________

    ___________________________________________________________________________

    ___________________________________________________________________________

    ___________________________________________________________________________

    Resposta: Curta: Tomografia helicoidal por revelar quase todos os clculos, mesmo aqueles radio-transparentes na radiografia simples de abdome.Longa: A suspeita clnica de litase urinria direita. No presente, o padro ouro de imagem a tomografia helicoidal de abdome e pelve, sem necessidade de contraste iodado. O exame capaz de revelar quase todas as variedades de clculo, alm de delinear o parnquima renal, sugerir obstruo e, ainda, avaliar rgos vizinhos auxiliando no diagnostico diferencial. As modalidades de ultrassonografia, radiografia simples de abdome e urografia excretora, dotadas de menor sensibilidade, s teriam indicao eventual na impossibilidade de acesso do exame de tomografia.

    Resposta:Curta: Fase aguda: Reidratao e analgesia. Ajuda eliminao: anti-inflamatrios, prednisona, nifedipina ou tamsulosinaLonga: A migrao de um clculo urinrio uma afeco muito dolorosa e esta foi a razo do paciente ter procurado assistncia mdica. Alm disso, o paciente refere ter vomitado intensamente. O tratamento inicial sintomtico, incluindo hidratao e controle da dor (anti-inflamatrios no esteroides, opiceos, DDAVP) e da nusea. Se o tamanho do clculo sugere a possibilidade de expulso, pode-se tentar terapia de auxlio em nvel ambulatorial, que inclui os anti-inflamatrios, alm de, ocasionalmente, prednisona, nifedipina ou tamsulosina.

    ORGANIZADOR

    Concurso Residncia Mdica 2012 CADERNO DE PROVA DISCURSIVA

    7

  • c) No caso, o que define uma postura expectante ambulatorial, expectante com internao hospitalar ou armada?

    Resposta:Curta: Maioria pode ser tratada ambulatoriamente enquanto se aguarda a expulso do clculo. Internao em casos de dor intensa refratria, obstruo com suspeita de infeco ou em rim nico. Interveno aguda (duplo J) em casos de uronefrose, principalmente com disfuno renal ou infeco. Clculos maiores no obstrutivos podem necessitar de fragmentao aps a fase aguda.Longa: A probabilidade de eliminao do clculo depende diretamente do seu tamanho. Clculos com dimetro menor ou igual a 7 mm tm grande chance de eliminao. A maioria dos pacientes s precisa de algumas horas na emergncia, recebendo hidratao e medicao para alivio da dor. Podem, em seguida, receber alta e continuar tratamento ambulatorial com medicao oral. As indicaes de internao so: dor que no responde a medicao oral, obstruo urinria em rim nico ou suspeita de pionefrose, abscesso perinefrtico e/ou sepse. Indicaes relativas incluem comorbidade (p.ex. diabete grave), desidratao que necessite de hidratao prolongada, disfuno renal significativa, imunossupresso intensa ou gravidez. Obstruo urinria, particularmente com disfuno renal e/ou infeco exige descompresso imediata, em geral com cateter duplo J implantado com cistoscopia. Clculos grandes (= 7-8 mm), mesmo que no obstrutivos, so difceis de sofrer eliminao espontanea, necessitando de interveno armada (fragmentao) medi