Edgar morin 21.06.11

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O PENSAMENTO HOLÍSTICO DE EDGAR MORIN Profª. Ana Lúcia Gouveia [email protected]
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Transcript of Edgar morin 21.06.11

  • 1. O PENSAMENTO HOLSTICO DE EDGAR MORIN Prof. Ana Lcia Gouveia [email_address]
  • 2. VISO HOLSTICA DA EDUCAO
    • A palavra holismo vem do grego holon e significa inteiro, integral, totalidade, que faz referncia a um universo feito de conjuntos integrados que no pode ser reduzido a simples soma de suas partes.
    • O termo Educao Holstica foi proposto pelo americano R. Miller (1997) para designar o trabalho daqueles que tm a convico de que a personalidade global de cada criana deve ser considerada na educao. So consideradas todas as facetas da experincia humana, no s o racional e as responsabilidades de cidadania, mas tambm os aspectos fsicos, emocionais, sociais, etc... da natureza do ser humano.
    • Os objetivos da Educao Holstica so: despertar e desenvolver tanto a razo quanto a sensao e o sentimento; demonstrar que cada situao constitui uma oportunidade de aprender; contrapor-se aos valores mecanicistas (consumo e competio agressiva) e desenvolver a cooperao e os valores humanos; possibilitar que o educando participe ativamente e assuma a sua prpria transformao; facilitar uma viso completa, todo e partes.
    • A Viso Holstica da Educao um novo modo de relao do ser humano com o mundo; uma nova viso do cosmos, da natureza, da sociedade, do outro e de si mesmo.
  • 3.
    • 1990 Declarao Mundial sobre Educao Para Todos e Plano de Ao para Satisfazer as Necessidades Bsicas de Aprendizagem . Proclamados na Conferncia de Jomtien, Tailndia (ONU).
    • - Ao assinar a Declarao de Jomtien, o Brasil assumiu, perante a comunidade internacional, o compromisso de erradicar o analfabetismo e universalizar o ensino fundamental no pas. Para cumprir com este compromisso, o Brasil tem criado instrumentos norteadores para a ao educacional e documentos legais para apoiar a construo de sistemas educacionais inclusivos, nas diferentes esferas pblicas: municipal, estadual e federal.
    • Segundo o Relatrio da Comisso Internacional de Educao para a UNESCO, coordenada por Jacques Delors, intitulado Educao: um tesouro a descobrir, 1994, so quatro os pilares bsicos da Educao para o sculo XXI: Aprender a fazer; Aprender a conhecer; Aprender a ser; Aprender a viver juntos.
  • 4. BIOGRAFIA
    • - Edgar Nahoun (que mais tarde adotou o sobrenome "Morin").
    • - Nasceu em Paris no dia 8 de julho de 1921.
    • - Formado em Sociologia, Direito, Histria e Geografia.
    • Diretor emrito do Centre Nationale de Recherche Scientifique,
    • Presidente da Associao para o Pensamento Complexo.
    • Presidente da Agncia Europia para a Cultura.
    • Membro fundador da Academia da Latinidade.
    • - Co-director do Centro de Estudos Transdisciplinares da cole des Hautes Etudes en Sciences Sociales.
    • - Membro honorrio do Instituto Piaget.
  • 5.
    • Em 1961, fez uma longa viagem pela Amrica Latina, quando se fascinou pelo mundo indgena e pelo mundo afro-brasileiro.
    • Em 1997, convidado pelo governo francs a apresentar um plano de sugestes e propostas para a reforma do ensino secundrio e universitrio.
    • J viajou por mais de 30 pases participando de atividades de debates com professores e especialistas das mais diversas reas sobre questes relativas educao nas escolas e universidades.
  • 6. PRINCIPAIS OBRAS
    • O mtodo
    • Introduo ao Pensamento Complexo
    • Vidal e os Seus
    • Terra-Ptria (com Anne Brigitte Kern)
    • Amor Poesia e Sabedoria
    • Para uma Poltica da Civilizao (com Sami Nair)
    • A Sociedade em Busca de Valores (com Ilya Prigogine et al)
    • Os Desafios do Sculo XXI
    • Os Sete Saberes para a Educao do Futuro
    • Educar para a Era Planetria (com Raul Motta)
    • Repensar a Reforma
    • Reformar o Pensamento
    • A Cabea Bem Feita
    • Dilogo sobre a Natureza Humana (com Boris Cylrunik)
    • Filhos do Cu (com Michel Cass)
    • A Violncia do Mundo (com Jean Braudillard).
  • 7. Reorganizaes Genticas
    • H uma caracterstica comum em toda obra de Edgar Morin: uma articulao entre sua vida e as ideias que professou, e professa at hoje. Ele denomina isso de reorganizaes genticas , que, na verdade, no so reorganizaes genticas no sentido da Gentica, mas reorganizaes no estilo de seu pensamento .
    • Morin sintetiza essas reorganizaes em trs:
    • 1. Em 1941, no perodo antecedente guerra Morin foi membro da resistncia francesa - ele aprendeu, atravs dos autores que estudava ento, que as ideias avanam sempre no antagonismo, nas contradies. Isso fez com que ele se dedicasse aos estudos de Engels e Marx, principalmente. A ideia dohomem genrico, que no separa a natureza da cultura, impregnou as ideias de Morin.
    • 2. O sistema de ideias de Morin um aprofundamento nas ideias de Marx. Posteriormente vai substituir a palavra dialtica pela palavra dialgica , isso nos escritos mais metodolgicos.
    • 3. Ocorre dos anos 60 para frente. Morin teve uma grande permanncia nos EUA nesta poca. Entrou em contato, ento, com a Teoria da Informao, a Teoria dos Sistemas e a Ciberntica. Estes contatos tericos que mudaro, redefiniro o que ele chama de Terceira Reorganizao, e que de certa maneira vai preparar o advento da Complexidade. Quer dizer, a construo das bases, digamos, epistemolgica do pensamento complexo.
  • 8. Pensamento Complexo
    • O que quer dizer complexo?
    • Complexo vem do latin complexus (do verbo complecteres ), que quer dizer: aquilo que tecido em conjunto .
    • O que tecido junto?
    • Aprendemos, do sculo XVII em diante, com a Revoluo Iluminista, que nosso pensamento, nossas ideias, eram conduzidas exclusivamente pela razo. No foi por acaso que o sculo XVII foi entendido como o sculo do racionalismo.
    • O que a razo?
    • Razo aquilo que produto de um clculo, adequar alguns meios a alguns fins. Somos Homo Sapiens (sistemticos).
    • O Pensamento Complexo considera que precisamos adicionar uma outra caracterstica a esta sistematizao excessiva, que o Demens.
    • O que o Demens?
    • aquilo que ns somos tambm: descomedidos, loucos, descontrolados, convivemos com o desmedido/excesso ( hybris ).
    • Todo sujeito humano duplo, tem um pouco de sapientalidade" e tambm de "demensialidade". Ento, uma definio mais atual da nossa condio seria: somos Homo Sapiensdemens.
  • 9. Operadores da Complexidade
    • 1. O operador dialgico
    • Dialogia significa juntar coisas, entrelaar coisas que aparentemente esto separadas. Por exemplo, a razo e a emoo, o sensvel e o inteligvel, o real e o imaginrio, a razo e os mitos, a cincia e a arte, as cincias humanas e a cincias da natureza, tudo isso dialogizar. Ou seja, juntar o que est aparentemente separado.
    • 2. O operador recursivo (da recursividade)
    • Aprendemos, no velho paradigma, de que a causa a gera o efeito b, o determinante a gera o determinante b. Alguma coisa que definida como recursiva, significa dizer que a causa produz o efeito, que produz a causa. Somos recursivamente causa e efeito .
    • 3. O operador do holograma (hologramtico)
    • No conseguimos desassociar a parte do todo. Ou seja, a parte est no todo, da mesma forma que o todo est na parte.
  • 10. Totalidade
    • No Pensamento da Complexidade, a totalidade sempre mais que a soma, podendo ser, eventualmente, menos que a soma, porque as totalidades esto sempre abertas. Se elas forem totalidades fechadas, elas sero sempre iguais soma das partes.
    2 + 2 = ?
  • 11. Homo Complexus
    • O conhecimento do ponto de vista do Pensamento Complexo no est limitado cincia. H na literatura, na poesia, nas artes, um conhecimento profundo. Podemos dizer que no romance h um conhecimento mais sutil dos seres humanos do que encontramos nas cincias humanas, porque vemos os homens em suas subjetividades, suas paixes, seus meios, etc. Por outro lado, devemos acreditar que todas as grandes obras de artes contm um pensamento profundo sobre a vida, mesmo quando no est expresso em sua linguagem.
    • necessrio romper com a separao entre as artes e a cincia, no se pode conceber a literatura de um lado e o conhecimento cientfico do outro.
  • 12. Razo, racionalismo e racionalizao
    • O que a razo?
    • um clculo. um mecanismo da mente, do crebro. Usamos a razo em todas as nossas atividades. Somos seres racionais.
    • O que a racionalidade?
    • quando adequamos os meios aos fins. A racionalidade sempre um esforo de adequao entre meios e fins.
    • A racionalizao o pior efeito da razo. Quando a razo se fecha nela mesma e no quer saber de nada mais que faa parte desses conjuntos imaginrios que esto presentes nas artes, na literatura etc., afasta tudo isso, e a razo constri um dolo a respeito dela mesma, ela se considera com a "razo dolo (unidualidade).
  • 13. Tetragrama Organizacional
    • Qualquer atividade de sistema vivo guiada por uma tetralogia que envolve relaes de ordem , de desordem , de interao e de reorganizao . Qualquer sistema vivo sempre tem ordem, regularidade, desordem, desavenas, emergncia; interaes, coisas que comeam a interagir, que no estavam previstas anteriormente, e reorganizaes.
    ORDEM DESORDEM INTEGRAO REORGANIZAO SISTEMA VIVO
  • 14.
    • Podemos dizer que o Tetragrama Organizacional proposto por Morin, tem relao com os conceitos propostos por Piaget, na relao sujeito - objeto de conhecimento.
  • 15.
    • "Qualquer reforma do ensino e da educao deve, antes de mais nada, comear com a reforma dos educadores. (Marx)
    • O que significa reformar os educadores?
    • Significa reformar o pensamento.
    • O que significa reformar o pensamento?
    • reaprender a pensar, religar o que foi separado pela viso cartesiana.
    • O que o paradigma?
    • O paradigma um conjunto de regras, padres, teorias, modelos, viso do mundo que ns aprendemos que nos legado inconscientemente.
    • O paradigma cartesiano nos ensinou a dividir, separar, a razo da "desrazo". A razo do mito, a razo do imaginrio, e com isso, o sensvel do inteligvel, a cincia da arte, a fsica quntica da antropologia e assim foi dividindo, separando...
  • 16. Transdisciplinaridade
    • O que a viso transdisciplinar?
    • simplesmente a construo de um metaponto de vista sobre a vida, a Terra, o cosmo, a humanidade, o homem, o conhecimento, as culturas adolescentes, as artes. a relao complexa do conhecimento.
    • *Desordem. O contrrio de sinergia.
    *
  • 17.
    • Para Morin a disciplina uma categoria organizadora do conhecimento cientfico e h possibilidades para se romper as fronteiras disciplinares:
    • Interdisciplinaridade: associao de disciplinas por conta de um projeto ou de um objeto que lhes sejam comuns.
    • Transdisciplinaridade: momento simultneo de conservao e de ultrapassagem da fronteira disciplinar.
    • Multidisciplinaridade: troca e cooperao entre disciplinas
    • Ecodisciplinaridade: reconhecimento de todos os elementos contextuais de cada disciplina: condies culturais e sociais de seu surgimento e transformao.
    • Metadisciplinaridade: emergncia de esquemas cognitivos que atravessam diferentes disciplinas.
  • 18. Jornadas Temticas
    • Discusses sobre os metaplanos: Terra, vida, culturas adolescentes, o homem, a humanidade, o cosmo, etc.
  • 19. SNTESE DAS OBRAS
    • Este livro (1999) foi desenvolvido em funo da necessidade de uma reforma de pensamento, portanto de uma reforma de ensino, e no de programa, mas sim de paradigma.
    • As barreiras disciplinares levam ao perigo da hiperespecializao; portanto, preciso interligar as diversas disciplinas e cincias, promovendo as trocas, a cooperao, a associao, transformando em algo sistmico. O indivduo age sobre a sociedade e vice-versa: para o ser humano passar de indivduo a sujeito, deve ultrapassar a dimenso biolgica, chegar ao conhecimento e atingir a complexidade qual todos ns pertencemos.
    • Educao - "utilizao de meios que permitem assegurar a formao e o desenvolvimento de um ser humano; esses prprios meios". O objetivo da educao transmitir conhecimentos, ensinar a viver, e as escolas da vida so as que movemnossas emoes, e aprendemos mais sobre a tica humana, principalmente atravs de experincias como literatura, teatro, cinema, etc. A educao deve ensinar a viver, a se tornar cidado, que aquele que responsvel por sua Ptria, ou Estado/Nao que compreende ao mesmo tempo o espao territorial, poltico, cultural, histrico e religioso.
  • 20.
    • A certeza da incerteza - A era neoliberal gerou especialistas frios, levados mxima especializao que bloqueia a viso global, porque divide o mundo complexo em pedaos e consequentemente no consegue ter um pensamento reflexivo e complexo. Em nosso tempo, onde h um relativo desprezo ao humanismo, o isolamento das disciplinas no ensino, desde o ensino fundamental, e a proliferao de conhecimento, com excesso de informao, tambm so desafios complexidade. Os trs grandes desafios para religar os conhecimentos dispersos so: cultural, sociolgico e cvico .
    • O ser humano ao mesmo tempo biolgico e cultural ; portanto, as cincias naturais, as humanas, deveriam convergir para a condio humana, envolvendo a linguagem e as artes em todas as formas.
    • O ser humano precisa se preparar para enfrentar o inesperado, que nos cerca diariamente e de forma geral, porque h ainda muita incerteza sobre a origem da vida, influenciando nossas vidas e nossos pensamentos, as incertezas histricas e as cognitivas. Enfim, s temos certeza da incerteza. Aps descrever trs viticos (a ecologia da ao, a estratgia e o desafio), Morin afirma que precisamos enfrentar a aventura da incerteza como uma aposta.
    • Morin entende como fundamentais os trs graus de ensino: o primrio, o secundrio e o universitrio. Na escola primria teria incio um percurso que ligaria a indagao sobre a condio humana indagao sobre o mundo. As matrias poderiam ser diferenciadas, distintas, mas no isoladas, porquanto sempre inscritas em seu contexto. medida que as matrias so distinguidas e ganham autonomia, preciso aprender a conhecer, ou seja, a separar e unir, analisar e sintetizar, ao mesmo tempo. Da em diante, seria possvel aprender a considerar as coisas e as causas e formar uma conscincia capaz de enfrentar complexidades.
  • 21.
    • A escola primria deveria ter disciplinas biolgicas e culturais, relacionadas e contextualizadas, alm do ensino da lngua, da Ortografia, da Histria, do Clculo etc. A escola secundria ensinaria a verdadeira cultura, que estabelece dilogo entre cultura das humanidades e cultura cientfica, levando em conta a reflexo sobre as conquistas, o futuro das cincias, e considerando a Literatura como escola e experincia de vida.
    • A universidade deveria ter um centro de pesquisas sobre os problemas de complexidade e de transdisciplinaridade, bem como oficinas destinadas s problemticas complexas e transdisciplinares. A pesquisa e a formao de uma cultura deveriam ser continuamente.
    • Para o crculo da docncia, seria importante e necessrio o conhecimento da cultura de mdia para compreender os processos multiformes de industrializao e supercomercializao cultural, alm das aspiraes e obsesses prprias a nosso "esprito da poca". As matrias bsicas seriam Histria, Literatura, Filosofia, Cultura Cientfica, Cultura das Humanidades, etc.
  • 22. CONHECIMENTO O CONHECIMENTO PERTINENTE ENSINAR A CONDIO HUMANA ENSINAR A IDENTIDADE TERRENA A TICA DO GNERO HUMANO ENSINAR A COMPREENSO ENFRENTAR AS INCERTEZAS MORIN E OS SETE SABERES
  • 23.
    • Em 1999, a UNESCO solicitou ao filsofo Edgar Morin a sistematizao de um conjunto de reflexes que servissem como ponto de partida para se repensar a educao do sculo XXI.
    • Os saberes indispensveis enunciados por Morin no livro Os sete saberes necessrios educao do futuro (2001) so :
    • - as cegueiras do conhecimento: o erro e a iluso; - os princpios do conhecimento pertinente; - ensinar a condio humana; - ensinar a identidade terrena; - enfrentar as incertezas; - ensinar a compreenso; - a tica do gnero humano.
    • So eixos e, ao mesmo tempo, caminhos que se abrem a todos os que pensam e fazem educao e que esto preocupados com o futuro das crianas e adolescentes.
  • 24. ANTAGONISMOS
    • O sculo XXI marcado pelo homem complexo antagnico:
    • sbio e louco;
    • trabalhador e ldico;
    • emprico e imaginrio;
    • econmico e consumista;
    • prosaico e potico.
    • No ser humano, o desenvolvimento do conhecimento racional, emprico, tcnico no anula o conhecimento simblico, mtico, mgico ou potico.
    • A Educao deve mostrar o destino multifacetado do humano, o destino social, individual, histrico; todos entrelaados e inseparveis.
  • 25. OS SETE SABERES NECESSRIOS EDUCAO DO FUTURO
    • Eles dizem respeito aos setes buracos negros da educao, completamente
    • ignorados, subestimados ou fragmentados nos programas educativos.
  • 26. 1. O CONHECIMENTO
    • As tradues e as reconstrues so tambm um risco de erro e muitas vezes o maior erro
    • pensar que a ideia a realidade. E tomar a ideia como algo real confundir o mapa com o terreno.
  • 27. 2. O CONHECIMENTO PERTINENTE
    • O ensino por disciplina , fragmentado e dividido, impede a capacidade natural que
    • o esprito tem de contextualizar. E essa capacidade que deve ser estimulada e
    • desenvolvida pelo ensino, a de ligar as partes ao todo e o todo s partes. Pascal dizia, j no
    • sculo XVII: No se pode conhecer as partes sem conhecer o todo, nem conhecer o todo
    • sem conhecer as partes.
  • 28. 3. IDENTIDADE HUMANA
    • Somos indivduos de uma sociedade e fazemos parte de uma espcie. Mas, ao mesmo tempo em que fazemos parte de uma sociedade, temos a sociedade como parte de ns, pois desde o nosso nascimento a cultura nos imprime. Ns somos de uma espcie, mas ao mesmo tempo a espcie em ns e depende de ns.
  • 29. 4. A COMPREENSO HUMANA
    • Compreender no s os outros como a si
    • mesmo, a necessidade de se auto-examinar, de analisar a autojustificao, pois o mundo
    • est cada vez mais devastado pela incompreenso, que o cncer do relacionamento entre
    • os seres humanos.
  • 30. 5. A INCERTEZA
    • Essa incerteza uma incitao coragem. A aventura humana no previsvel, mas
    • o imprevisto no totalmente desconhecido. Somente agora se admite que no se conhece
    • o destino da aventura humana. necessrio tomar conscincia de que as futuras decises
    • devem ser tomadas contando com o risco do erro e estabelecer estratgias que possam ser
    • corrigidas no processo da ao, a partir dos imprevistos e das informaes que se tem.
  • 31. 6. A CONDIO PLANETRIA
    • Daqui para frente, existem, sobretudo, os perigos de vida e morte para a
    • humanidade, como a ameaa da arma nuclear, como a ameaa ecolgica, como o desencadeamento dos nacionalismos acentuados pelas religies. preciso mostrar que a humanidade vive agora uma comunidade de destino comum.
  • 32. 7. A ANTROPO-TICA
    • Cabe ao ser humano desenvolver, ao mesmo
    • tempo, a tica e a autonomia pessoal (as nossas responsabilidades pessoais), alm de
    • desenvolver a participao social (as responsabilidades sociais), ou seja, a nossa
    • participao no gnero humano, pois compartilhamos um destino comum.
  • 33. EXERCCIOS
    • 1. (Paraty, 2006) Edgar Morin (2002) desenvolveu uma linha de ideias que o conduziram a refletir sobre a necessidade de uma reforma do pensamento e uma reforma do ensino. Morin defende que o ensino tem a misso de:
    • a) Transmitir o conhecimento descoberto e acumulado ao longo da humanidade;
    • b) Transmitir uma cultura que permita compreender a condio humana;
    • c) Transmitir os contedos de modo que o aluno o compreenda e o assimile;
    • d) Transmitir os contedos previstos na grade curricular da escola.
    • 2. Para MORIN (2002) entende-se por transdisciplinaridade:
    • a) a relao complexa do conhecimento;
    • b) as teorias crticas do currculo escolar;
    • c) as ferramentas tcnicas da dinmica da sala de aula;
    • d) as dificuldades docentes no cotidiano escolar.
    • 3. Em seu livro Os sete saberes necessrios educao, Edgar Morin prope uma reflexo sobre os abismos encontrados atualmente na Educao. Dentre eles, destaca o conhecimento pertinente que significa:
    • a) fragmentar o conhecimento em disciplinas isoladas e lineares;
    • b) compreender o que de fato, no cotidiano humano, deve ser explorado;
    • c) um sentimento cartesiano em relao ao conhecimento;
    • d) pensar o conhecimento numa concepo multidisciplinar linear;
  • 34.
    • 4. (TAE, UNI-RIO, 2009) A educao do futuro consiste em ensinar a condio humana, segundo Morin (2000). H um agravamento da ignorncia do todo, enquanto avana o reconhecimento das partes. O novo saber , por no ter sido religado, no assimilado nem integrado, ficando fragmentado e compartimentado. O que significa este conceito?
    • a) Um problema epistemolgico a se romper, pois se concebe a unidade complexa do ser humano pelo pensamento disjunto, da matria fsica e do esprito, que restringe a unidade humana a um substrato bio-anatmico.
    • b) Um novo paradigma onde a condio humana nos mostra como a animalidade e a humanidade constituem, juntas, o capital adquirido de saberes para ensinar a instituio acadmica.
    • c) Uma questo reducionista que coloca o novo saber a ser alcanado numa linha de conquista de conhecimento das partes para paradoxalmente ser entendido o todo que no assimilado nem integrado.
    • d) Uma nova perspectiva de que a diversidade nos traos psicolgicos, culturais e sociais como tambm unidade cerebral, mental, psquica, afetiva e intelectual mantidos de forma paralela.
    • e) Uma abordagem que carrega os caracteres fundamentalmente comuns de um homem que apresenta um modo cerebral e uma singuralidade subjetiva.
  • 35.
    • 5. (UFMT, TAE, 2008) Segundo Edgar Morin (2002), a superao dos desafios contemporneos exige uma nova forma de pensamento, que ele caracteriza como um pensamento do complexo. Uma das caractersticas dessa forma de pensamento
    • A) examinar os fenmenos de modo multidimensional, isolando metodicamente cada uma de suas dimenses para um estudo mais especializado e profundo.
    • B) compreender que o conhecimento das partes depende do conhecimento do todo e assim focalizar principalmente as leis e princpios gerais de cada fenmeno.
    • C) reconhecer e tratar as realidades como simultaneamente solidrias e conflituosas.
    • D) respeitar a diferena, rejeitando a unicidade.
  • 36. 6. (UFMT, TAE, 2008)
  • 37. GABARITO
    • 1. B;
    • 2. A;
    • 3. B;
    • 4. A;
    • 5. B;
    • 6. C.