Edição 015 Porto Sul

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Ano 003 - Nº 015 - Outubro e Novembro de 2012 PORTO COMPETITIVO SUL Projeto mostra o que precisa ser feito e quanto custará. E agora? SUL TRADE SUMMIT ENTREVISTA ANTAQ: Tiago Pereira Lima Principais destaques da feira ICMS Constitucional ou inconstitucional?
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Edição 015 Porto Sul

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  • Ano 003 - N 015 - Outubro e Novembro de 2012

    PORTO

    COMPETITIVOSUL Projeto mostra o que precisa ser feito e quanto custar. E agora?

    SUL TRADE SUMMIT

    ENTREVISTAANTAQ: Tiago Pereira Lima

    Principais destaques da feira

    ICMSConstitucional ou inconstitucional?

  • O DESENVOLVIMENTO ATRAVESSA FRONTEIRAS

    O PORTO DE IMBITUBAENCURTA DISTNCIAS

    Estamos crescendo em Santa Catarina e

    disponibilizamos estrutura para atender

    diversos estados brasileiros. Venha

    conhecer tudo o que Imbituba oferece.

    Voc nunca mais deixar de estar conosco.

  • Avenida Presidente Vargas, s/n

    Imbituba/SC - CEP: 88780-000

    (0xx) 48 3355 8900

    www.cdiport.com.br

  • 08 - 09 | Conexo

    10 - 15 | PortosFATMA analisa duplicao do acesso ao Porto de ImbitubaEstudos so apresentados para nova Bacia de EvoluoTESC investe em infraestruturaAliana amplia seus servios de cabotagem no Porto ItapoPortonave conquista 19 Prmio de Expresso EcologiaSantos Brasil planeja futuro do Terminal em ImbitubaPoly Terminais conta os dias para finalizar obraExportaes aumentam 25% em So Francisco do SulTerminais privados investiram bilhes nos ltimos anos

    16 - 19 | Projeto Sul Competitivo

    20 | Meio-ambiente Desenvolvimento Sustentvel destaque em encontro

    22 - 24 | Sul Trade SummitItaja foi sede da maior feira do Sul de Logstica

    26 - 27 | PanoramaCBR Logstica: uma empresa que faz parte do desenvolvimento Sul CatarinenseImbituba receber o primeiro posto temtico do Sul do Brasil

    28 - 30 | EntrevistaRegulao e Fiscalizao Aquaviria ao longo de uma dcada

    ICMS em xeque

    Projeto mostra o que precisa ser feito e quanto custar, e agora?

    31 | Segurana PorturiaCESPORTOS/SC realiza homenagens, recebe relatrios e apresenta proposta de livro

    32 | Meio Ambiente PorturioAuditoria Ambiental: uma dica s empresas

    33 | GestoSul Catarinense Competitivo: radiografia, desafios e perspectivas

    34 | ACIMACIM Porto participa da Sul Trade Sumit

    [expediente]Revista Porto Sul

    www.revistaportosul.com.br

    Conselho EditorialHemerson Silveira, Jeziel Pamato de Souza e

    Luciano Rodrigues Marcelino

    Diretor ExecutivoEduardo de Oliveira

    [email protected]

    Redao:Editora Chefe: Aline Arajo (DRT/SC 4048)

    (DRT/SC 4285)

    Arte e Diagramao: Lvia Vieira

    Colaboradores de Texto: Assessorias de Comunicao do Porto Itapo,

    Portonave, So Francisco do Sul, Imbituba, Itaja, Poly Terminais, Projeto Baleia Franca e

    TESC.

    Distribuio:Gratuita e dirigida

    Impresso:CTP, impresso e acabamento COAN Grfica

    Porto Sul Editora Rua Coronel Collao, 182, 2 piso

    Centro - Tubaro/SC - CEP 88701-110

    Atendimento ao leitor:Tel: (48) 3628 1508

    expressamente proibida a reproduo parcial ou integral de textos e fotos da Revista Porto Sul. O contedo dos textos assinados por colunistas de responsabilidade de seus autores, no sendo necessariamente condizente com a opinio da Revista.

    [email protected]: Emanuelle Querino

    [email protected]

    [email protected]

    www.portosuleditora.com.br

    N D I C E

    PORTO

  • E D I T O R I A L

    O Sul do Brasil, historicamente, conhecido por seus cidados pr-ativos e empreendedores. Com esta essncia as Federaes das Indstrias do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paran uniram-se com outras instituies para realizar o Estudo Sul Competitivo, mapeando toda infraestrutura existente e necessria para melhorar o transporte na regio. A equipe da Porto Sul conversou com especialistas e autoridades no tema sobre quais aes devem ser tomadas para que o estudo saia do papel e torne-se realidade.

    Outro assunto discutido atualmente sobre os diferentes pontos de vista em relao ao ICMS. Constitucional ou inconstitucional? Especialistas do opinies, enquanto o setor porturio aguarda ansiosamente por uma deciso que permita seguir em frente com os trabalhos comerciais.

    A entrevista desta edio traz a Agncia Nacional de Transportes Aquavirios Antaq, na palavra de Tiago Pereira Lima, Diretor Geral, no tema Regulao e Fiscalizao Aquaviria. Destacando os 11 anos de existncia da autarquia, os assuntos transcorrem sobre gesto pblica, resolues, planos e meio ambiente.

    Tambm apresentamos um resumo da Sul Trade Summit, em Itaja. Executivos, diretores, gerentes, revelam sua viso sobre as possibilidades de negcio oferecidas no evento. Destacamos tambm o meio ambiente atravs da Semana da Baleia-Franca, em que a Associao Empresarial de Imbituba ACIM inovou realizando o primeiro Encontro de Sustentabilidade Costeiro Marinho, oferecendo comunidade debates de alto nvel sobre a importncia do desenvolvimento sustentvel.

    A Porto Sul se tornou pauta! Na coluna da CESPORTOS/SC, Reinaldo Duarte fala sobre a homenagem que a editora recebeu por participar da misso Europa e ainda destaca nosso novo projeto: a edio do primeiro livro sobre a histria da Comisso, marcada por suas aes pioneiras no Brasil. Boa leitura!

    06

    AES PARA UM FUTURO ECONOMICAMENTE SUSTENTVEL

    CRESCIMENTO E COMPETITIVIDADE

  • PORTO SULE D I T O R A

  • C O N E X O

    08

    Com a unificao do ICMS, um dos assuntos mais polmi-cos da atualidade e que vem sendo amplamente discutido em todo Brasil a perda ou no da competitividade econmica entre os estados. Para Cludio Csar Soares, diretor da Export Manager e consultor, esses fatores dependem dos investimentos que os estados fizerem e no diretamente da unificao da alquota. A unificao das alquotas afeta a distribuio do valor arrecadado entre os Estados e reduz a possibilidade de incentivos unilaterais para que os importadores utilizem portos incentivados. Portos que no possuem incentivos e no oferecerem um diferencial competitivo com menores custos e maior eficincia podem ver suas cargas irem para portos mais prximos ou competitivos dos importadores e/ou exportadores, explica. J para Hugo Funaro, especialista em direito tributrio, a reduo da alquota interestadual pelo Senado para produtos de origem estrangeira (ou que tenham contedo de Importao superior a 40%) afeta a competitividade dos estados que pretendam montar polticas de incentivos baseadas em tais produtos. Quanto maior a alquota do ICMS, maior a margem que o estado dispe para reduzir o imposto e, ainda, assim, manter um certo nvel de arreca-dao, de forma a atrair investimentos, comenta. E por ser um assunto polmico, a constitucionalidade da unificao da alquota j foi colocada em xeque, com a ADI 4858/DF proposta no dia 20 de setembro desse ano. De acordo com Hugo, alega-se que o Senado extrapolou sua competncia constitucional, pois no se limitou a fixar alquotas interestaduais, e acabou criando um sistema de proteo economia nacional, algo que s o Congresso Nacional poderia decidir e mediante lei complementar.

    Alm disso, criou-se discriminao entre produtos nacio-nais e importados vedada pelo art. 152 da Constituio e violou-se o princpio da separao dos Poderes, ao delegar-se ao CONFAZ e CAMEX (rgos do Poder Executivo) a competncia para baixar normas complementares para dar eficcia Resoluo. Caso o Supremo Tribunal Federal julgue procedente a ao, a alquota de 4% nela prevista deixar de ser aplicvel, voltando a valer as alquotas de 7% e 12% previstas na Resoluo SF 22/89. No h como prever, porm, se e quando isso ocorrer, revela Hugo.

    Como o principal beneficiado com a nova resoluo So Paulo, de acordo com alguns especialistas certo que o Estado influenciou na deciso. Houve lobby da Federao das Indstrias do Estado de So Paulo que , num pas democrtico, absolutamente normal. Mas o fator decisivo foi o rolo compressor do Governo Federal. Sozinha, a FIESP no teria poder poltico para fazer passar a medida, opina Cludio. Para Hugo, houve uma generalizao da concesso unilateral de incentivos de ICMS, que, se de um lado propiciou desconcentrao econmica, de outro, implicou grave insegurana jurdica, j que segundo ele, no foi observado o procedimento legalmente previsto.

    O assunto grave e afeta diretamente o pacto federativo bem como os contribuintes que realizaram investimentos confiando na Administrao Estadual, devendo a questo ser urgentemente resolvida pelo Congresso Nacional, no bojo de uma nova lei complementar que seja adequada realidade atual e que, entre outras coisas, permita ao CONFAZ deliberar por maioria, j que a unanimidade se mostrou invivel, conclui.

    Inconstitucionalidade e perda de competitividade so alguns dos temas ainda discutidos

    em xequeICMS

  • Os impactos reais para os portos catarinenses dependem de estudos econmicos. Segundo Hugo, como a alquota de 4% alcana apenas os produtos importados que no tenham sofrido processo industrial no Estado com agrega-o de, pelo menos, 60% de margem nacional, muitas empresas ainda tero condies de usufruir os incentivos catarinenses em relao s mercadorias que comerciali-zem internamente ou em relao a produtos que industria-lizem e enviem a outros estados com agregao de margem suficiente, diz o especialista. Para o consultor Claudio Soares, o grande mrito do perodo de benefcios foi ter criado no Estado de Santa Catarina uma plataforma logstica internacional nica no Pas que possui plenas condies de sobreviver sem a concesso de benefcios fiscais. Nenhum Estado do Pas tem hoje quatro portos modernos, com facilidade de acesso e no centro da maior economia do Brasil que o complexo sul-sudeste. Alm disso, o Estado possui uma ampla gama de servios como cabotagem e vrias trans-portadoras rodovirias, diz Cludio.

    As mercadorias provenientes do Mercosul devem gozar do mesmo tratamento que se aplique ao produto nacional, por fora do Tratado de Assuno. Identidade de trata-mento supe alquotas idnticas, portanto, no poderiam ser aplicadas as alquotas de 4% s mercadorias oriundas do Mercosul. Logo, estas continuariam sujeitas ao regime anterior Resoluo SF 13/2012. Entretanto, como no h qualquer ressalva na Resoluo, possvel que os estados considerem que os bens importados estejam sujeitos s suas disposies independentemente do que dispem os tratados internacionais celebrados pelo Pas, comenta Hugo. Caso esse entendimento venha a se confirmar, segundo o advogado, possvel discuti-lo em juzo, com base no apenas nas questes suscitadas na ADI 4858, mas tambm no art. 98 do Cdigo Tributrio Nacional, que impe a observncia dos tratados pela legislao interna brasileira. Sobre o tema, Cludio complementa que o Mercosul de importncia fundamental. O Mercosul amplia a hinterlndia da plataforma logstica de Santa Catarina, conclui.

    Portos Catarinenses Mercosul

    Governo do EstadoA imprensa divulgou recentemente que foi criado um grupo de trabalho para ajustar medidas no sentido de reter as empresas no Estado. Porm, para Cludio, a nova legislao no foi regulamentada nem entrou em vigor. H uma smula Vinculante no STF que est stand by. Creio que

    nada foi divulgado pelo Governo de Santa Catarina porque complicado baixar medidas sem saber o cenrio legal que teremos nos prximos meses. momento de completa incerteza, revela o consultor.

  • R. Marieta Konder Bornhausen, 81 Imbituba/SC

    48 3255 7788 | 48 3355 [email protected] PORTO

    E A BR 101

    ARMAZENAGEM E LOCAODE MATERIAIS DE ESTIVASEGURANA 24H

    P O R T O S

    J est em fase de liberao da licena ambiental, pela FATMA, a obra de duplicao do Acesso Norte a Imbituba (SC), no trecho de Nova Braslia ao Porto, tambm conhecido como Via Arterial Principal (VAP) de acesso ao Porto de Imbituba (SC). O rgo estadual de meio ambiente solicitou Prefeitura Municipal de Imbituba informaes adicionais sobre o projeto bsico da obra, as quais esto sendo apresentadas nesta semana. Se os dados forem considerados suficientes para a elaborao do parecer tcnico pela FATMA, o projeto ser encaminhado para a Comisso de Licenciamento, que expede a Licena Ambiental Prvia (LAP).

    Aps a expedio da LAP, ficar pendente a expedio da Licena Ambiental de Instalao (LAI) e a previso do valor da obra no oramento do Governo, que de R$ 52 milhes. Para Jeziel Pamato, Administrador do Porto de Imbituba, a duplica-o do acesso ser um marco para o Porto e para a cidade. "Este projeto est includo no estudo Sul Competitivo, elaborado pelas Federaes das Indstrias dos trs estados do Sul, como prioridade viria em Santa Catarina. Alm de separar os fluxos dos trfegos da cidade e do Porto, diminuir o nmero de acidentes e aumentar a segurana de todos. A via, projetada para atender ao crescente fluxo virio previsto para o Porto, otimiza as condies comerciais do Porto de Imbituba", afirma.

    A LAP uma espcie de consulta de viabilidade, em que o empreendedor da obra pergunta ao rgo se possvel construir aquele tipo de obra num determinado local. A FATMA vai consultar as legislaes ambientais em vigor, federais e estaduais e, com base nessas normas, responder se o empreendimento vivel ou no. E, se for, em quais condies legais. A LAP no autoriza a construo da obra, apenas atesta sua viabilidade naquele local. "A licena necessria para garantir a viabilidade", explica Valdir Cunha Alves, Engenheiro Ambiental da MPB Engenharia, empresa contratada para elaborao dos estudos ambientais exigidos para o licenciamento da obra.

    Sobre o Projeto Bsico de Engenharia e o Estudo de Viabilidade Tcnica, Econmica e Ambiental - EVTE-A, financi-ados pela Santos Brasil, operadora dos Terminais de Contineres e de Carga Geral (Tecon Imbituba) e doados ao Municpio, o Diretor Superintendente da empresa em Imbituba, Bruno Figurelli, confirmou que "a ideia foi a de viabilizar material tcnico ao poder pblico, para que de forma planejada seja possvel o seu encaminhamento na esfera governamental, a incluso como uma obra prioritria aos interesses principalmente da populao e com ela evitar os tradicionais problemas de trfego que enfrentam a maioria das cidades porturias".

    do acesso a ImbitubaFATMA ANALISA DUPLICAO

    Depois da liberao ambiental faltar apenas a incluso oramentria da rodovia

  • Divulgao: Santos Brasil

    ESTUDOS SO APRESENTADOSpara nova Bacia de EvoluoA Autoridade Porturia de Itaja apresentou os estudos de viabilidade tcnica para a construo da nova bacia de evoluo do Complexo Porturio do Itaja. Os estudos, envolvendo simulaes e modelagens matemticas, foram realizados pela empresa holandesa Arcadis e custeados pelos dois principais terminais porturios do Complexo: APM Terminals Itaja e Portonave S/A - Terminais Porturios de Navegantes. O objetivo garantir a competitividade do Porto de Itaja e dos demais terminais instalados s margens do rio homnimo, com a construo de uma bacia de manobras com o dimetro de 450 metros e que possibili-tar operaes com navios com at 336 metros de comprimento e 48,2 metros de boca.

    Hoje, o Complexo conta com uma bacia de evoluo de 400 metros de largura, que possibilita manobras de cargueiros com at 294 metros. Essa obra fundamental para que o Complexo Porturio continue no mercado, uma vez que a navegao vem operando com navios cada vez maiores, o que uma tendncia mundial, explica o superintendente do Porto de Itaja, Antonio Ayres dos Santos Jnior. O complexo precisa estar preparado para competir de igual para igual com todos os portos do Sul do Brasil, completa

    Revista Porto Sul | Ano 003 - N015 - Outubro e Novembro de 2012 11

    o superintendente da APM Terminals Itaja, Ricardo Arten. O investimento previsto gira em torno de R$ 100 milhes e tratativas junto ao Banco Nacional do Desenvolvimento Econmico e Social (BNDES) j esto em andamento.

    O projeto da nova bacia de evoluo iniciou com trs possibilida-des de local, sendo que duas foram descartadas aps os estudos de modelagem matemtica e simulaes por computador. Surgiu uma quarta possibilidade, a jusante do Porto Pblico e terminais APMT e Portonave, que segundo os estudos apresentados pelo engenheiro representante da Arcadis, Msc Luitze Perk, a melhor opo.

    Porm, a localizao exige que os navios atraquem de r. Mas esse um procedimento totalmente seguro pelo que constatamos em nossos estudos, garante Perk. O prximo passo agora fazermos as constataes in loco, para que possamos concluir a fase de estudos e darmos incio ao projeto executivo, diz o especialista. O local apontado pela Arcadis, que fica em frente a rea onde ser instalado o Centro Comercial Porturio (Vila da Regata), alm de oferecer maior segurana s manobras, deve apresentar um custo de implementao significativamente menor, uma vez que reduz as reas a serem desapropriadas.

    Possibilidades

    TESC investe em infraestruturaO TESC (Terminal Porturio Santa Catarina), que detm a conces-so para operar no Porto de So Francisco do Sul (SC), investe constantemente em infraestrutura, novos equipamentos e servios diferenciados. Em 2009, concluiu obras de prolongamen-to, reforo e ampliao do bero de atracao e retrorea, bem como instalao de novos equipamentos, oradas em R$150 milhes, que aumentaram a capacidade de operao para 300 mil TEU's/ano. Somente em 2011 foram investidos cerca de R$ 11 milhes, sem contar os recursos com as obras do Programa Nacional de Dragagem, financiado pelo PAC, que j beneficiam os usurios do porto. O Programa escolheu 10 importantes portos do Brasil para investimentos. Ao porto de So Francisco do Sul foram destinados R$ 100 milhes, o Porto conta agora com 14 metros de profundida-de. Com isso, o TESC est apto a receber navios de ltima gerao, pois se tornou um dos mais profundos do sudeste e sul do Brasil. O TESC hoje no tem restrio de janela de atracao e de volume, afirma Jos Eduardo Bechara, diretor superintendente do Terminal.

    Em 2011, o TESC construiu a primeira cmara fria do Porto de So Francisco. O local possibilita que inspees sanitrias em produtos refrigerados sejam feitas dentro do Terminal. O continer de exportao ou importao entra na sala completamente sanitiza-da e climatizada a 10C. Alm de investimentos em infraestrutura, o TESC investe constan-temente em segurana, treinamento e especializao da mo de obra. Tambm esto previstos investimentos para ampliao de rea na zona primria, bem como compra de scanner e OCR, o que deve automatizar e agilizar os processos porturios.

  • P O R T O S

    12

    At agosto, apenas uma linha de cabotagem da Aliana fazia escala no terminal, operando com transbordos para os portos de Manaus e do Nordeste. A partir de agora, duas linhas partem de Itapo, uma sentido norte, at Manaus, e outra no sentido sul, at Zarate, na foz do Rio da Prata, na Argentina. Esta ltima, j existente no Terminal desde o incio de suas operaes.

    No dia 21 de setembro, a Portonave recebeu o trofu Onda Verde do Prmio Expresso de Ecologia, pelo projeto Gesto Ambiental: Compromisso com desenvolvimento sustentvel, na categoria Gesto Ambiental. A premiao foi realizada durante o Frum de Gesto Sustentvel, na sede da Federao das Indstrias do Estado de Santa Catarina (FIESC). Esta a segunda vez que a empresa recebe o reconhecimento.

    A Portonave possui um Sistema de Gesto Ambiental (SGA), formado por equipe de engenheiros e tcnicos que atuam na realizao dos controles e na promoo das polticas ambien-tais. Entre os principais aspectos do projeto vencedor est a economia de gua alcanada por meio da reutilizao na rea de lavao, que ocasionou reduo significativa do consumo de gua potvel. E tambm a reciclagem de resduos gerados pelo Terminal Porturio e a instalao de Ecopontos no municpio, por iniciativa da Portonave, que permite a popula-o destinar seus resduos para a reciclagem.

    Pelo segundo ano consecutivo, a Portonave finalista da premiao internacional Containerisation International Awards 2012, como operador de terminal do ano, e o resulta-do ser divulgado em outubro, em Londres, na Inglaterra. Em 2011 e 2012, o Terminal Porturio tambm foi finalista do prmio internacional Lloyd's List Global Awards, listado entre os melhores operadores porturios.

    Sentido Norte: Itapo, Itagua (Sepetiba), Suape, Pecm e Manaus

    Sentido Sul: Manaus, Pecm, Santos (descarga e embarque) e Itapo

    Divulgao: Santos Brasil

    Objetivo da mudana visa oferecer o servio de cabotagem de acordo com as demandas para os Estados do Paran e Santa Catarina, sem necessidade de transbordo para o Nordeste e Manaus

    Direcionamento da nova linha de Cabotagem

    de cabotagem no Porto Itapo

    19 Prmio Expresso Ecologia

    ALIANA AMPLIA SEUS SERVIOS

    PORTONAVE CONQUISTA

    O diretor do BRDE, Renato Vianna, entrega o trofu Onda Verde do Prmio Expresso de Ecologia ao engenheiro de segurana do trabalho da Portonave, Gabriel Telles, e aos tcnicos em meio ambiente da Portonave, Rgis Silva e Jonathan Cristian dos Santos.

    Crdito: Edson Junkes

    Em setembro as linhas de cabotagem operadas pelo armador Aliana Navegao tiveram adaptaes em suas escalas, incluindo o Porto Itapo em duas de suas linhas. A partir desta mudana o Porto Itapo ser escala direta (sem transbordo) tanto para linhas que operam em terminais no extremo sul do continente - Buenos Aires (ARG) e Monte-video (URU), como as que operam ao norte, como Pecm (CE) e Manaus (AM).

  • 13Revista Porto Sul | Ano 003 - N015 - Outubro e Novembro de 2012

    Os recentes investimentos realizados pela Santos Brasil no Porto de Imbituba (SC), foram significativos: cerca de R$ 280 milhes, que incluem a ampliao do cais e a compra de dois portineres. Com os navios cada vez maiores operando no mercado, a tendncia que a empresa continue na busca de aliar os diferenciais do Porto com a atrao de novos parceiros comerciais e frentes de investimentos.

    Para Caio Morel Correa, Diretor de Operaes, a fase principal de investimentos j foi concluda, agora, o trabalho colocar definitivamente Imbituba entre os principais portos do Brasil. Em Imbituba, navios maiores esto sendo alocados nos servios tradicionais j existentes. O mais significativo para o Porto o da Europa, da Maersk, do qual temos muitas expectativas, j que comeou a operar no incio do ms de setembro, revela.

    Para o Diretor, o Porto de Imbituba, em breve, ter os princi-pais destinos do mercado. O Porto muito competitivo, tem uma BR duplicada a apenas 6 quilmetros dele - distncia bem menor do que os portos concorrentes - , e ainda est bem equipado, afirma Caio.

    Em relao economia, o porto traz muitos trabalhadores e turistas, a receita do municpio cresceu exponencialmente com o investimento da Santos Brasil e isso fomenta a econo-mia da cidade. Temos uma rea de dois milhes de metros quadrados, que compramos em uma licitao do BRDE, e a equipe comercial est trabalhando ativamente para trazer indstrias que tenham necessidade de operao porturia. Estamos atualmente no processo de licenciamento, que define como vai ser dividida a rea, comenta.

    Alm das empresas, um ptio de triagem faz parte dos projetos da Santos Brasil para o complexo industrial. E para que isso acontea o Conselho de Autoridade Porturia (CAP) precisa definir como o ptio regulador vai funcionar. Uma ideia que est sendo discutida a de que o local possa servir tambm como parada para os motoristas, uma rea segura e com restaurantes. Isso agora uma grande discusso

    nacional por causa da nova lei dos caminhoneiros que define um horrio para jornada. E a grande questo que no existe local para que eles parem e cumpram a legislao. Dentro deste contexto, ns achamos muito interessante este tipo de estabelecimento dentro do ptio, analisa.

    Sobre a duplicao do acesso ao Porto, o diretor afirma que a Prefeitura Municipal de Imbituba, a quem doaram o projeto, est trabalhando em duas frentes para que ela saia do papel: uma no Governo Federal, no DNIT, e outra com o Governo do Estado. No Estado, ela estaria no pacote de recursos que o Governo Federal concedeu a Santa Catarina em contrapartida unificao do ICMS. Estivemos com o Governador Raimundo Colombo e com os diretores da FIESC, o projeto est l e estamos com a expectativa de que no ano que vem ele seja iniciado, trazendo mais competitividade ao Porto de Imbituba, espera o Diretor.

    planeja futuro do Terminal em Imbituba SANTOS BRASIL

    Caio Morel Correa, Diretor de Operaes da Santos Brasil

  • P O R T O S

    14

    conta os dias para finalizar obras

    aumentam 25% em So Francisco do Sul

    POLY TERMINAIS

    EXPORTAES

    A empresa est em uma fase de crescimento acelerado, a prova disso est no s na movimentao de contineres/ms que vem evoluindo a cada dia, mas tambm em estrutura e capacidade logstica que est em renovao constante. Quem visita o terminal, depara-se com investimentos em alta tecnologia, atendimento de qualidade e uma equipe extremamente qualificada.

    "Obras em geral do muito trabalho, geram imprevistos, desgastes fsicos e mentais, mas as obras na Poly Terminais esto surpreendendo a todos pela agilidade e solidez. O Terminal investe diariamente em termos de estrutura e no poupa esforos para garantir a qualidade de seus servios. Estimamos permanecer neste ritmo de crescimento por muito tempo, evolumos de 80.000 m para 245.000 m em um perodo muito curto e novos planos esto sendo projetados para o prximo ano. Esta movimentao toda smbolo de nosso crescimento, parceria dos clientes e uma equipe muito focada em nossos projetos." disse o diretor do Terminal.

    A Poly Terminais, com menos de dois anos de operao, conta os dias para finalizar as obras de expanso, que possibilitaro dobrar a capacidade de armazenamento em ptio e armazenamento na rea coberta no Terminal. Segundo o Diretor da empresa, Ricardo Miglino, a Poly Terminais foi estruturada a fim de atender a demanda que mais cresce no pas, focada nos clientes, consequentemente no aprimo-ramento constante.

    O Terminal compreende a rea alfandegada e retroporturia, com diversas operaes, entre elas: operao de carga e descarga de navios; embarque e desembarque de cargas especiais; unitizao e desunitizao de contineres; pesagem de contineres e carga solta; marcao, remarcao de volumes; etiquetagem, marcao e colocao de selos fiscais; consolidao e desconsolidao documental; paletizao, desmanche, separao e remontagem de paletes; transporte rodovirio; transporte de contineres, carga solta, distribuio e trnsito aduaneiro (DTA/DTC).

    Alm dos servios prestados pela Poly Terminais, a empresa recebeu recentemente a certificao do Selo Social e est inserida em diversos projetos sociais e programas ambientais junto comunidade e aos prprios colaboradores, como por exemplo: Programa Papa Plula, Gerenciamento de Resduos (Reciclveis e No-Reciclveis), Programa de Educao Social, entre outros.

    As exportaes de mercadorias subiram 25% no Porto de So Francisco do Sul, em agosto. Foram 758.403, contra 606.298

    toneladas se comparado ao mesmo ms do ano passado. O milho, os motores eltricos e as bobinas de ao foram os responsveis por este resultado. As importaes cresceram 43%, de 136.113 para 194.085 toneladas.

    Neste mesmo perodo o total de carga movimentada registrou avano de 16%, de 987.017 para 1.140.152 toneladas. No acumulado geral dos oito meses, a movimentao teve um aumento de 15%, se relacionada ao ano anterior, de 6.364.357 para 7.294.132 toneladas. Em dados percentuais, a exportao do milho em gros foi a mercadoria que mais contribuiu para esse crescimento, de 37.300 para 687.351 tonela-das, avano de 1.743%, seguido da soja em gros com 37%, de 2.007.367 para 2.758.382 toneladas.

  • Em Santa Catarina o TESC j investiu US$ 86 milhes desde a sua implementao

    investiram bilhes nos ltimos anosTERMINAIS PRIVADOS

    Os dados da ABRATEC Associao Brasileira dos Terminais de Contineres de Uso Pblico, revelam que os investimentos realizados pelos terminais brasileiros no perodo de 1995 a 2011 so de USD 2,8 bilhes. Para o Presidente da Associao, Srgio Salomo, trata-se de um valor expressivo j que so recursos de empresas privadas as quais, para atender essncia da Lei n8.630 (Lei da Modernizao de Portos), ingressaram na atividade porturia para privatizar os servios em substituio s Companhias Docas. Esse valor foi investi-do na construo de beros de atracao e ptio para armaze-nagem de contineres, aquisio de modernos equipamentos e especializao de mo de obra, explica Salomo.

    Em Santa Catarina, o TESC Terminal Santa Catarina S/A., em So Francisco do Sul, que afiliado ABRATEC investiu desde a implementao do terminal at 31 de dezembro de 2011 US$ 86 milhes.

    Alm de todo o investimento em infraestrutura, investimos tambm em treinamento e programas de capacitao de mo de obra. Desde a implantao do terminal j foram R$ 162 milhes e temos previso de novos investimentos para ampliao de rea na zona primria, bem como compra de scanner e OCR, o que deve automatizar e agilizar os processos porturios. Estes nmeros capacitam o TESC a receber navios de grande porte, e movimentar 300 mil TEUs ano, acompa-

    nhando as tendncias mundial de crescimento dos navios. Explica Jos Eduardo Bechara, diretor superintendente do TESC. Para Salomo, todos os terminais de contineres brasileiros associados ABRATEC operam com padres internacionais de eficincia e qualidade, o que tambm explica os expressivos investimentos realizados. Para inserir o Brasil na rota mundial do continer, no era mais possvel que fossem movimenta-dos oito contineres por hora, como acontecia quando a operao porturia era estatal. Agora, j se alcana nveis mdios de 50 contineres por hora, cabendo registrar que em operaes especficas realizadas no porto de Santos a mdia de movimentao chega a 100 unidades por hora, diz o Presidente da Associao.

    Segundo dados da ABRATEC, a movimentao nos portos brasileiros tem sido crescente. Em 2011, foram movimenta-dos 5.216.219 milhes de contineres, o que representou aumento de 9% comparativamente ao ano de 2010, quando os terminais localizados em Santa Catarina totalizaram a movimentao de 771.598 mil contineres.

    Sobre a cabotagem, Salomo acredita que j se verifica o ressurgimento desse tipo de navegao no Brasil, no que se refere ao transporte de cargas continerizadas. O desenvolvi-mento que se verifica atualmente na regio Nordeste, pode ser considerado como fator de grande impacto no crescimen-to da cabotagem no Pas, pois tanto a demanda por matria prima e a oferta de produtos acabados tendem a aumentar as transaes na regio. Estimativas do conta de que o cresci-mento mdio da cabotagem ser entre 6% e 7% ao ano at 2021.

  • Projeto mostra o que precisa ser feito e quanto custar, e agora?SUL COMPETITIVO:

    O Projeto Sul Competitivo est concludo e elaborou o planejamento estratgico da infraestrutura de transporte e logstica de cargas dos estados do Sul do Brasil: Paran, Rio Grande do Sul e Santa Catarina, dentro do contexto do Mercosul. O projeto foi dividido em duas fases e nove etapas. E aps um ano de estudos, com mais de 180 entrevistas presenciais em cinco pases, foi apresentado. O estudo foi realizado pelas federaes das indstrias do Paran, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, Macrologstica, Confederao Nacional da Indstria (CNI) e BRDE.

    Os resultados preliminares utilizando as cargas de 2010 indicam que os eixos de integrao que compreendem a Ferrovia Norte-Sul e as rodovias BR-116, BR-163 e BR-277 so os eixos que trazem maior competitividade Regio Sul. Utilizando as cargas potenciais de 2020, os eixos rodovirios que compreendem as rodovias BR-116, BR-101 e BR-153 continuam sendo os eixos que trazem maiores ganhos econmicos para a regio. Incluindo todos os projetos nacionais e internacionais que so necessrios para solucionar os problemas de transporte do Sul do pas seriam necessrios quase R$ 70 bilhes sendo que mais de 65% deste valor seria de responsabilidade do Brasil.

    Transporte de cargas

    Cruzando a demanda de infraestrutura gerada pelas cadeias produtivas, com a oferta disponvel de infraestrutu-ra, identificaram-se os principais gargalos logsticos do Sul. O trecho rodovirio entre Cricima e Florianpolis j est 277% acima da capacidade, sendo considerado crtico. Se nada for feito em termos de infraestrutura e logstica o acmulo aumentar para 411% em 2020.

    Sobre infraestrutura, foi feito um levantamento de todos os portos e terminais pblicos e privativos de cada estado. Para cada um, foi feita uma caracterizao geral das condies dos beros e armazenagem e levantado o histrico de movimentao por tipo de produto.

    Este mesmo levantamento foi feito tambm com os princi-pais aeroportos, caracterizando a situao atual dos mesmos e levantando o histrico de movimentao e as principais rotas areas disponveis.

    Para cada um dos 79 Eixos de Integrao, foram mapeados todos os projetos de transporte necessrios para a sua melhoria ou viabilizao.

    Melhorias em eixos de integrao nacional.

    Novos eixos em potencial de integrao nacional.

    Novos eixos em po-tencial de integrao internacional

    Eixo aeroporturio

    733 24

    1

    21

    9EIXOS

    Gargalos logsticos

    Infraestrutura

    16

    P R O J E T O S U L C O M P E T I T I V O

  • Dos 51 projetos prioritrios 22 so em Santa Catarina

    RODOVIRIOS

    FERROVIRIOS

    PORTURIOS

    Pavimentao da Ligao entre BR-101 e ItapoConstruo do Acesso Rodovirio ao Porto de ItajaConstruo do Contorno da Grande Florianpolis Duplicao do Acesso ao Porto de Imbituba Construo da BR-285 entre So Jos dos Ausentes e Timb do Sul (RS/SC)Adequao da BR-282 entre So Miguel Oeste e Entroncam BR153 Adequao do Acesso Norte a Chapec Construo do Contorno Leste de Xanxer Duplicao da BR-280 entre Jaragu do Sul e So Francisco do Sul

    Adequao da Ferrovia ALL entre Mafra e So Francisco do SulConstruo do Contorno Ferrovirio de Jaragu do Sul Construo do Contorno Ferrovirio de Joinville Construo do Contorno Ferrovirio de So Francisco do Sul Construo da Ferrovia Norte-Sul entre Panorama e Rio Grande (RS/SC/PR/SP)Construo do Terminal Rodo-Ferrovirio em Coronel Freitas Construo do Trecho Ferrovirio entre So Fsco do Sul e Paranagu (SC/PR)

    Dragagem no Porto de Imbituba Ampliao da rea Porturia do Porto de Imbituba Construo do Bero 401 no Porto de So Francisco do Sul Recuperao do Bero 201 no Porto de So Francisco do Sul Derrocagem de Lajes na Bacia de Evoluo do Porto S.Francisco Sul Construo do Terminal Mar Azul em So Francisco do Sul

  • P R O J E T O S U L C O M P E T I T I V O

    18

    preciso uma fora tarefa, reunir a parte poltica e empresarial. O estudo foi apresentado em Braslia, na presena de ministros, governadores, os trs senadores de Santa Catarina e deputados. A ao conjunta para que se faa a cobrana desse trabalho para reduzir o custo do transporte, envolve os organismos federais, estaduais, municipais, empresas - atravs das federaes, ONGs e universidades, permitindo maior competitividade para os trs estados do Sul. Todas as obras seriam prioritrias, mas uma coisa o ideal, outra o possvel. A priorizao considera economia e benefcios. O critrio inclui retorno do investimento e impacto scio ambiental positivo, o que lgico, rpido e impacta toda uma mesorregio. O trabalho agora para implantar as aes conjuntas e discutir as aplicaes.

    Mrio Cezar de Aguiar Olivier GirardPresidente da Cmara para assuntos de Transporte e Logstica da FIESC Diretor da Macrologstica

    Santa Catarina tem uma estrutura de logstica bastante diversificada. So trs portos pblicos, dois grandes terminais privados, e diversos outros TUP menores. Mas s t-los no suficiente. preciso ver os portos como um elo, ou seja, no focar apenas nos problemas pontuais de cada porto, preciso olhar o sistema como um todo. O novo bero est com a Licena Ambiental Prvia e o Projeto Executivo concludos. Estamos na fase da solicitao SEP Secretaria de Portos, para que o Projeto seja includo como obra prioritria no PAC. Alm da construo do Bero, o Projeto agrega uma retrorea (com trinta mil metros quadrados). Com isso, a vantagem que o projeto permite a organizao operacional do porto e amplia a rea de armazenagem, que um dos principais gargalos dos portos brasileiros.

    O Porto de Imbituba aparece nos projetos prioritrios do Sul Competitivo por sua importante funo de opo para a produo industrial e agroindustrial catarinense. Ao agregar novos terminais para expanso do complexo porturio de Imbituba e ainda com a pavimentao da BR-285, alcanando as cargas do Rio Grande do Sul e mesmo da regio fronteiria da Argentina, entre Misiones e Entre Rios, estaro completadas as condies para otimizar o atendimento s novas demandas do comrcio exterior.

    Paulo Csar Corsi

    Antnio Ayres

    Presidente do Porto de So Francisco do Sul

    Presidente Porto Itaja

    Construo do Bero 401 em So Francisco do Sul

    Construo do Acesso Rodovirio ao Porto de Itaja

    Porto de Imbituba est envolvido em quatro obras

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    Foto: Jonnes David

    O projeto que temos para o acesso ao Porto j est no Governo Federal, no DNIT, e est em parte implantado. uma via expressa porturia, que vai da BR-101 ao Porto, exclusiva para caminhes de contineres. Esse projeto vai desafogar o trnsito local porque atualmente os caminhes se misturam malha urbana. A primeira etapa j est 75% pronta, e segunda, que vai at o Porto, precisa da desapropriao de reas ocupadas antes do incio da obra. Foram feitos vultosos investimentos privados para alargar este gargalo, mas precisamos de outros principalmente nos acessos terrestres.

    Jeziel PamatoAdministrador do Porto de Imbituba

    PROJETOS EM SC

  • A multimodalidade precisa ser privilegiada, mas levando em conta a particularidade de cada regio, j que o mais importante reduzir o custo do frete, priorizando os modais mais baratos para cada tipo de carga e destino. A maior parte das obras federal, algumas j esto no PAC, mas entre estar no plano e ser realizada existe um passo muito grande. H um plano de implementao que envolve uma fora tarefa multiorganizacional para que as obras saiam do papel. No mbito federal quem assume o ministrio da integrao nacional, mas tambm a EPL (Empresa de Planejamento e Logstica) j esta utilizando nossos projetos como fonte de dados para os prximos estudos.

    19Revista Porto Sul | Ano 003 - N015 - Outubro e Novembro de 2012

    A rodovia SC-415, de responsabilidade do Governo do Estado, que liga a BR-101, at Itapo, passando por Garuva, foi inaugurada oficialmente em janeiro deste ano e, com certeza foi um importante e indispensvel investimento. A rodovia acabou se caracterizando como uma espcie de acesso dedicado ao Porto Itapo, suportando toda a movimentao do Terminal sem gargalos e congestionamento. O exemplo da SC 415 notrio para referenciarmos os investimentos pblicos com o objetivo do desenvolvimento econmico sustentvel. Esta obra foi realizada pelo prprio Porto Itapo.

    Hoje, o principal gargalo o investimento pblico na infraestrutura de transporte. O Brasil precisa de mais e melhores rodovias, ferrovias, e outras formas de transporte, para fazer escoar toda a produo do pas. Acreditamos que o esforo poltico est caminhando para isso. Mas a abertura e flexibilidade para os investimentos privados tambm precisa ser um vis a ser pensado e implantado, com intuito de agilizar a soluo desses gargalos, e onerar o mnimo possvel os cofres pblicos.

    Patrcio JniorPresidente do Porto Itapo

    Pavimentao da ligao entre BR-101 e Itapo

    BR-285 entre So Jos dos Ausentes e Timb do Sul

    A BR-285 inicia em So Borja (RS) e se estende at a BR-101 em Ararangu (SC). A Serra da Rocinha conta com um caminho de 740 km de extenso, e a obra que aguardada h 50 anos, hoje est parada por um trecho de apenas 30 km de estrada de cho, comprometendo todo um percurso entre dois Estados. Faltam apenas 30 km no lado catarinense e o IBAMA diz no poder liberar a obra por no ter as licenas ambientais.

    O estado de SC tem uma caracterstica diferente dos demais estados do Sul, temos somente duas rodovias Federais que cortam nosso estado de Sul a Norte e uma que liga o Oeste ao Leste (BR-282). Nossas rodovias esto alem das demandas, no temos hidrovias e as poucas ferrovias que temos so precrias e no correspondem ao potencial do nosso estado.Cludio Alberto Damo

    Presidente da Aciva

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    O BRDE sente-se hoje como o brao direito financeiro do sul. O trabalho agora sensibilizar o governo com o detalhamento dos eixos e projetos que j entram no Pacto por Santa Catarina e no PAC. Cada um tem suas prioridades, alguns aguardamos saber o custo e o prazo, para que passemos para o cronograma de operacionalizao. O BRDE sempre vai ser parceiro, nos firmamos como banco estratgico do sul e fomos os primeiros a nos sensibilizar pelo Sul Competitivo.Renato Vianna

    Diretor de Planejamento do BRDE

    PRINCIPAIS OBRAS

  • 20

    M E I O A M B I E N T E

    A cidade, reconhecida como Capital Nacional da Baleia, mostra sua preocupao com a preservao ambiental global, no apenas de sua visitante ilustre, como tambm de todo o ecossistema em que est inserida: a rea de Preservao Ambiental (APA). Organizado pela Associao Empresarial de Imbituba (ACIM), durante quatro dias, o Encontro estimulou debates entre autoridades no tema, com o objetivo de difundir a cultura ambiental do municpio entre cidados e turistas. Ficou claro que possvel existir desenvolvimento sustentvel, mantendo o dilogo entre as partes interessadas em defender indstria e natureza, agindo de maneira colaborativa. Os fruns foram abertos com o tema rea de Proteo Ambiental da Baleia Franca APABF: Implicaes e possibilidades econmicas. O palestrante, Justo Werlang, gestor do projeto Gaia Village, falou sobre a importncia de aes prticas para a sustentabilidade. O atual modelo econmico hegemnico est baseado no consumismo. Essa dependncia fica clara quando vemos que os remdios que so dados s crises econmicas so estmulos ao consumo. O modelo econmico atual cria a exausto dos recursos naturais, gerando sua inviabilidade. A APABF veio para ficar e exige certa mudana na sociedade. Pode ser percebida como instrumento de qualificao para seus membros, uma grande oportunidade, define Werlang.

    Maria Elisabeth da Rocha, Chefe da APABF, considera o seminrio um marco, fazendo da semana um momento de reflexo profunda sobre onde vivemos e estamos. No temos dois planetas Terra. Por isso temos reas de proteo definidas por legislao, que permite pessoas vivendo dentro dela e a realizao de atividades econmicas. No falamos em restries absolutas, mas sim de oportunidade de compatibilidade da vida humana, animal e econmica. Unidades de preservao no so ameaas. A baleia-franca muito mais que pesquisa cientfica e observao, destaca.

    Bruno Figurelli, Superintendente da Santos Brasil em Imbituba, destacou o trabalho da empresa em dialogar com a APA em seu trabalho no Terminal de Contineres no Porto de Imbituba. Quando viemos para Imbituba, no imaginvamos o desafio que teramos. Precisamos ter uma extrema preocupao sobre nossa ocupao em outros ecossistemas. A baleia fica seis meses e vai embora, mas a gua permanece. Minha preocupao tambm com o esgoto, a gerao de guas pluviais, pelo fato de estarmos nos desenvolvendo e criando mais espaos construdos. Hoje a Santos Brasil apoia o Projeto Baleia Franca, basicamente pelo cunho de pesquisa pela espcie, o que vai permitir conhecermos a melhor forma de preservar e manter a espcie aqui e o habitat em torno, informa. Ainda no Encontro foram debatidos os temas: Plano Nacional de Resduos Slidos e sua repercusso no Municpio; Pesca e Sustentabilidade; Conservao na Regio Sul e Turismo no Territrio da APABF e Baleia Franca Austral: 30 anos de Pesquisa.

    Para Karina Groch, palestrante e Diretora de Pesquisa do Projeto Baleia Franca, o Encontro de Sustentabilidade Costeiro Marinho proporcionou uma oportunidade singular para o debate de assuntos extremamente importantes para a gesto do territorio da APA da Baleia Franca e para a proteo das baleias-francas, nesta que a principal rea de concentrao reprodutiva da espcie no Brasil. No momento em que estamos comeando a planejar a elaborao do Plano de Manejo da APA, torna-se imprescindvel analisarmos de que forma estamos tratando nosso ambiente e como isso afeta a proteo das baleias-francas. preciso avaliar e definir as medidas necessrias ao ordenamento das atividades antrpicas nesta regio, proporcionando a coexistncia do homem e das baleias-francas de forma sustentvel, acredita.

    destaque em encontroDESENVOLVIMENTO SUSTENTVEL

    O Encontro de Sustentabilidade Costeiro Marinho 2012, realizado em Imbituba (SC), trouxe um novo foco Semana da Baleia-Franca

  • A Marco Zero Logstica e Distribuidora Ltda h trs

    anos atende e viabiliza as necessidades logsticas

    das empresas da regio sul do pas, atravs do

    Porto de Imbituba. Com escritrio localizado

    estrategicamente em frente ao porto, disponibiliza

    seus servios atravs de corpo tcnico

    especializado, alm de parceiros operacionais e

    comerciais. Oferece estrutura fsica para

    r eceb imen to , manuse i o , i n spe es e

    armazenamento dos mais diversos produtos

    operados nas importaes, exportaes e

    distribuio no mercado interno.

    m rcz rm rcz r

  • 22

    S U L T R A D E S U M M I T

    "Com a Santos Brasil agora em Imbituba os mercados catarinense e do sul do Pas so o nosso foco de mercado. A Feira nos proporciona a oportunidade de mostrar os investimentos e dar destaque a Imbituba, que vem sendo uma alternativa para as cargas catarinenses e gachas. Estamos vindo com fora total, em um porto natural, que trabalha sem restries de atracao e desatracao. Estamos criando um porto que atender a demanda dos trs estados do sul."

    "Para a Portonave, o evento proporcionou excelentes oportunidades de contato com parceiros e clientes e a realizao de novos negcios. Alm disso, a integrao entre os setores logsticos e a realizao de debates que podem reforar o crescimento do setor foram contribuies da Trade Summit para todos os participantes."

    SUL TRADE SUMMIT

    Nos dias 20 e 21 de setembro, a cidade de Itaja (SC) sediou a maior feira do Sul e a segunda maior de Logstica do Brasil, a 5 Sul Trade Summit. Confira as fotos e alguns depoimentos dos participantes do evento.

    Paulo Pegas | Santos Brasil

    Osmari de Castilho Ribas | Portonave

    "A Mercosul-Line est neste mercado h bastante tempo e temos uma escala semanal em Itaja. Alguns dos nossos principais clientes embarcam daqui, com material de construo, alimentos, bebidas, papel. Na feira recepcionamos os clientes, atuais e futuros, explicamos sobre cabotagem, apresentamos a Mercosul-Line, falamos de infraestrutura e a vantagem do modal. Nos dois dias o movimento foi muito bom em nosso stand, e foi bastante produtivo para ns."

    Luiza Bublitz | Mercosul-Line

    "A Estrada uma empresa de transporte rodovirio de cargas oriundas do comrcio exterior. Atualmente nosso principal negcio, em termos de portos, Santos, mas j temos operaes em Itaja e Itapo, onde possumos filiais, pois acreditamos muito no futuro de Santa Catarina. Na feira temos a possibilidade de atender o cliente que tem mais tempo para ouvir, aqui ele j vem preparado e muito bom, gostamos muito de feiras de negcios."

    Sergio Ricardo Giraldo Estrada

    Stand Estrada Transportes Stand Santos BrasilStand Portonave Stand Mercosul-Line

  • Revista Porto Sul | Ano 003 - N015 - Outubro e Novembro de 2012 23

    "A feira sempre uma vitrine para receber todos aqueles clientes que operam conosco durante todo o ano e nos dois dias possvel ter acesso a todas as informaes e contatos atravs do evento. Em relao a negcios a feira importante, mas relativo, porque os negcios no so feitos aqui, mas os contatos sim. Santa Catarina o nosso principal mercado, 58% do nosso negcio est em Itaja, agora estamos abrindo uma transportadora em Itapo e estamos firmando uma parceria com a Santos Brasil em Imbituba tambm."

    "estar em uma feira como essa importante para criar relacionamentos, estreitar laos com fornecedores e clientes, que na verdade o grande objetivo de estar aqui. Quando nossa primeira abordagem feita, criamos um lao maior com o cliente, uma confiabilidade maior, pois ele j vem conhecendo a Multilog, ento pulamos algumas etapas, facilitando o contato.

    A Multilog o primeiro Porto Seco de Santa Catarina, e

    " Juliane Wolff de Arajo Silva MultiLog Porto Seco

    "A matriz da DHL no Brasil em So Paulo, temos 13 filiais no pas. No Sul temos filiais em Curitiba, Joinville e Porto Alegre atendendo aos trs estados. Essa feira para ns importante porque conseguimos cobrir clientes em potencial da regio que vieram nos prestigiar este ano. Mesmo sendo uma empresa global indispensvel a presena local, no h como atuar em logstica sem estar perto dos seus fornecedores e pontos de distribuio." Fabiana Longo DHL Logistics

    "A Sul Trade Summit de extrema importncia para a APM Terminals Itaja, considerando nosso foco e presena local mesmo sendo uma empresa global. Estar prximo de nossos clientes em um ambiente como este torna-se primordial para que as relaes comerciais sejam estreitadas e fortalecidas atravs de um tratamento diferenciado e focado nas necessidades do mercado."

    Ricardo Arten | APM Terminals Itaja

    Eduardo Guimares Ega Solutions

    Stand Porto do Rio Grande

    Stand Columbia LogsticaStand Ega Solutions

    Stand Multilog Stand Interporti Logstica

    Stand Log-in Logstica Stand Localfrio

    Stand DHL Global Stand Heusi

    Stand SoftwayStand APM Terminals

  • S U L T R A D E S U M M I T

    "A Prosegur pioneira nos servios de segurana porturia. Buscamos divulgar essa nossa especialidade como um diferencial, com equipe treinada e capacitada em ISPS-CODE, por isso buscamos participar de feiras porturias desse nvel. Somos a empresa lder do setor que possui equipe treinada e preparada para atuar em instalaes Porturias e Portos Secos. Buscamos apresentar nossas Solues Integradas, um mix de produtos e servios adequados para cada cliente, que podem incluir servios como: equipe de consultoria, Vigilncia Ativa, Tecnologia voltada para o Controle de Acesso e CFTV e o Sistema OCR."

    Sandro Tadeu Carvalho | Prosegur

    "O Porto Itapo considera a Sul Trade Summit um evento de grande representatividade para o setor logstico em carter nacional e internacional e principalmente, por ser realizada no estado de SC, onde o Porto Itapo esta localizado, oferecendo uma srie de servios diferenciados para os todos exportadores/importadores na regio Sul-Sudeste, especialmente Santa Catarina, Paran e So Paulo."

    Ricardo Trotti | Porto Itapo

  • 26

    P A N O R A M A

    uma empresa que faz parte do desenvolvimento do Sul Catarinense

    CBR Logstica:

    A CBR Logstica, localizada em Imbituba (SC), especializada em servios de apoio logstico nas reas de projetos e operacionalizaes. Por estar em constante contato com exportadores e importadores, o diretor da empresa, Lito Guimares, acompanha de perto a evoluo do mercado, e por isso acredita que para os prximos anos um intenso desenvolvimento no setor porturio de Imbituba ir ocorrer e que isto oferecer novas oportunidades de negcios a todos. Queremos participar oferecendo nossa expertise e nossa estrutura para o apoio das necessidades dos atuais e futuros clientes, que utilizaro Imbituba para suas movimentaes de cargas, explica Lito.

    A CBR foi fundada em Imbituba em 1999, a partir do interesse de um cliente de So Paulo, que buscava um porto alternativo para receber as cargas de importao. O nome inicial era Consrcio Bom Retiro, composto por trs empresas. Ele foi escolhido em homenagem ao pai de um dos participantes deste Consrcio, Dr. Otvio Ribeiro de Castro, figura exponencial na histria porturia daqui. Quando transfor-mamos em empresa, utilizamos as trs iniciais, CBR, que j era relativamente conhecida pelo mercado, afirma o Diretor. Atualmente, a CBR desenvolve um servio completo na cabotagem, ancorado principalmente no produtor de arroz do sul de Santa Catarina. Alm da movimentao da carga geral e contineres, presta o servio de logstica no embarque de Iron Ore Fines (xido de ferro). Esta movimentao oferece volumes substanciosos de carga ao Porto de Imbituba.

    A CBR possui atualmente dois endereos de ptios de cargas. O primeiro com rea de 8.000 m e o segundo com rea de 20.000 m, alm de um armazm de 3.500 m. Ambos esto estrategicamente localizados a aproximadamente 2,5 km do Porto, com acesso por via de trfego rpido. Estas condies permitem oferecer qualquer tipo de servio de retaguarda na movimentao de cargas, bem como de contineres vazios.

    Sobre o crescimento da regio como plo porturio a empresa confia numa viso de vanguarda dos governos, principalmente o municipal, focando no planejamento isento da infraestrutura urbana.

    A competitividade ficar naturalmente mais acirrada, nossos concorrentes so excelentes especialistas, numa regio do Pas que detm o maior nmero de Terminais de contineres por quilmetro de costa, disputando o mercado palmo a palmo. As oportunidades j se apresentam, e sero aproveitadas pelos que melhor estiverem preparados. Temos certeza de que o servio a ser prestado com excelncia ser o segredo do sucesso do desenvolvimento previsto para a regio. A empresa tambm participa de projetos desenvolvidos pela comunidade, sejam sociais, assistenciais, de desenvolvimento econmico ou ligados ao meio ambiente. Buscamos participar e interagir com os rgos de classe, instituies de ensino e principalmente com a comunidade porturia de Imbituba. Temos especial interesse em colaborar na participao da boa formao dos nossos jovens. Sero eles que herdaro o que hoje est sendo construdo por nossa gerao, conclui.

    Sobre a empresa

  • Revista Porto Sul | Ano 003 - N015 -Outubro e Novembro de 2012 27

    A baleia-franca ser o tema do novo empreendimento localizado em Imbituba (SC). O Autoposto Baleia-Franca ser o primeiro no Sul do Brasil totalmente personalizado para atender turistas, moradores locais e o pblico em geral que se interessa pela preservao da espcie e pelo meio ambiente. Por isso, o autoposto fez uma parceria com o Projeto Baleia Franca, que h 30 anos trabalha em prol da conservao da espcie em Santa Catarina. Ser doado ao PBF um espao de 110 m onde teremos um centro interpretativo dedicado vida das baleias-francas, bem como um escritrio de apoio s nossas atividades e venda de souvenirs exclusivos, diz Karina Groch, Diretora de Pesquisa do Projeto Baleia Franca. Entre as atraes do autoposto esto um aqurio que ficar dentro do restaurante e uma rplica em tamanho real de uma baleia-franca adulta. A escultura est em fase de finalizao, feita com fibra e representar a espcie em seu tamanho mdio natural, cerca de 15 metros. Sem dvida um atrativo para quem visitar o local, revela Charles Martins, idealizador do empreendimento. Em relao gerao de renda para o Municpio, o local ir contratar 120 pessoas que ocuparo diversos cargos, a

    temtico do sul do BrasilIMBITUBA RECEBER PRIMEIRO POSTO

    O autoposto ter como tema a baleia-franca, patrimnio ecolgico mundial

    seleo j est na fase final, segundo Charles. Alm da economia, o autoposto levar o nome de Imbituba para outras partes do Brasil, por ser o primeiro no Sul a possuir um posto temtico e o segundo do tipo com a bandeira Ipiranga em todo Pas, diz Charles. Ainda segundo o empresrio, Imbituba foi escolhida por ser uma cidade que a cada dia est se revelando com grande potencial para atrair investidores.

    O prefeito de Imbituba tem viso empreendedora e no mediu esforos para trazer o empreendimento para a regio. Parabenizo-o por estar transformando as margens da BR-101 em uma grande rea industrial com um enorme potencial econmico, conta Charles. Para o Prefeito Jos Roberto Martins empreendimentos como esse so importantes para a Cidade. Ver a realizao de grandes empreendimentos como esse, nos deixa muito otimista com o presente e o futuro de Imbituba, pois a cidade destacada pelos principais segmentos como a de maior potencial de crescimento no sul do Brasil, e este posto temtico, alm de comprovar isso, eleva o potencial turstico e as belezas de nossa cidade, conta Jos Roberto.

    Os 35 mil m, rea total do terreno, abrigaro, alm do posto de combustveis com bandeira Ipiranga, um restaurante, 44 banheiros, entre eles oito para deficientes fsicos, uma minifazenda e a rea destinada a Polcia Militar. A data da inaugurao est prevista para o ms de dezembro.

  • E N T R E V I S T A

    28

    A Agncia Nacional de Transportes Aquavirios ANTAQ - foi criada em 2001, e vinculada ao Ministrio dos Transportes e Secretaria de Portos da Presidncia (SEP) da Repblica. Possui independncia administrativa, autonomia financeira e funcional e tem como principais objetivos a implementao das polticas formuladas pelo Ministrio dos Transportes, pela SEP e pelo Conselho Nacional de Integrao de Polticas de Transporte - CONIT, alm de regular, supervisionar e fiscalizar as atividades de prestao de servios de transporte aquavirio e de explorao da infraestrutura porturia e aquaviria, exercida por terceiros.

    A ANTAQ traz em suas aes o Programa de Modernizao da Gesto Pblica que discute, em conjunto com o Ministrio dos Transportes, iniciativas de planejamento estratgico do setor. Quais so essas iniciativas?

    TPL: Existem 27 iniciativas para viabilizar o cumprimento dos objetivos estratgicos da ANTAQ. Algumas j esto em fase de implementao, outras ainda na etapa de finalizao de propostas. Em relao s atividades finalsticas da agncia, o foco prioritrio a fiscalizao, com melhorias nos processos e na coordenao das Unidades Administrativas Regionais. Outras iniciativas como a adoo de uma agenda regulatria e a utilizao da metodologia de anlise do impacto regulatrio esto em fase final para implementao ao longo de 2013. Dentre as iniciativas que j esto implantadas destaco a criao da nova Superintendncia de Fiscalizao e Coordenao das Unidades Administrativas Regionais, o Planejamento Operacional e Oramentrio, o Plano Diretor de Tecnologia da Informao, a Carta de Servios e o Programa de Qualidade de Vida no Trabalho.

    Existem metas do mapa estratgico para o ano de 2020. No queconsiste esse planejamento?

    REGULA OE FISCALIZA O

    AQUAVIRIAao longo de uma dcada

    A Antaq - Agncia Nacional de Transportes Aquavirios ao longo dos seus 11 anos de existncia contribuiu com a efetiva implantao em consolidao institucional, estrutural, organizacional e funcional do novo modelo de regulao e fiscalizao aquaviria.

    Com medidas que incluem a criao de importantes projetos como, por exemplo, a GMA (Gerncia de Meio Ambiente), o PGO (Plano Geral de Outorgas) e o EVTE (Estudo de Viabilidade Tcnica e Econmica), entre outros, foi possvel que o aumento na movimentao de cargas nos portos pblicos e terminais privativos crescesse mais de 67,5%.

    Os nmeros no negam: em 2002, 529 milhes de toneladas de cargas foram movimentadas no Pas, j em 2011, foram 886 milhes de toneladas. Porm, mesmo com ndices positivos, ainda h muitos desafios pela frente, principalmente quando nos referimos ao modal hidrovirio, que ainda pouco explorado no Brasil menos de 5% das cargas transportadas utilizam este meio de transporte.

    frente da direo-geral da autarquia, Tiago Pereira Lima, concedeu uma entrevista exclusiva Revista Porto Sul e revelou os planos e desafios da ANTAQ para melhorar o sistema hidrovirio brasileiro.

    iago Pereira Lima, 52 anos, Talagoano, de Macei. Econo-mista, formado pela Universidade de Braslia (UnB), tem ps graduao pela Escola Superior de Administrao Fazendria e pela Fundao Dom Cabral. Iniciou sua vida profissional no Instituto de Pesquisas Econmicas

    Aplicadas IPEA no ano de 1977, tendo posteriormente ingressado atravs de concurso pblico na Secretaria do Tesouro Nacional. Ocupou inmeras funes pblicas e privadas ao longo de sua carreira, tais como auditor-chefe de fundao pblica, secretrio de controle interno, diretor-geral de tribunal superior, superintendente de empresas de comunicao, assessor parlamentar e secretrio executivo do Conselho Nacional do Servio Social da Indstria (SESI).

    SOBRE A ANTAQ

  • Revista Porto Sul | Ano 003 - N015 - Outubro e Novembro de 2012 29

    MEIO-AMBIENTEE ANTAQ

    A Gerncia de Meio Ambiente da ANTAQ monitora a qualidade ambiental no Subsetor de Transportes Aquavirios, por meio do acompanhamento quanto ao atendimento das conformidades ambientais pelos portos e demais instalaes porturias, orientando-os e capacitan-do-os para o cumprimento dessas conformidades. Nesse sentido, atua em articulao com os rgos pblicos intervenientes nos portos para a harmonizao de suas aes e tem o objetivo de promover a incorporao das regras ambientais nas suas regulamentaes e nos proces-sos de fiscalizao da ANTAQ.

    Entre as aes da ANTAQ durante os 11 anos de existncia algumas ganharam destaque em reas ambientais como, por exemplo, o ndice de Desempenho Ambiental (GMA). No que consiste esse Projeto?

    TPL: O IDA um resultado numrico da gesto ambiental para instalao porturia, resultante da aplicao de um questionrio especfico sobre as conformidades ambientais. A partir da, pode-se classificar a gesto segundo um grau de atendimento s conformidades ambientais.

    Desde 2006, a ANTAQ avalia o desempenho das instalaes porturias na gesto ambiental por meio do Sistema Integrado de Gesto Ambiental (SIGA), no qual so coletadas

    informaes sobre o tratamento das conformidades ambientais nos portos organizados, como a situao do licenciamento de suas instalaes e principais estudos ambientais realizados. E a partir do SIGA e, complementar-mente a ele, que a ANTAQ est introduzindo outro acompa-nhamento da gesto ambiental, o ndice de Desempenho ambiental - IDA, para acompanhar esse monitoramento.

    Voc acredita que o Projeto mobilizar a estrutura de gesto do porto, colocando o tema ambiental no centro da agenda porturia?

    TPL: Sem dvida alguma, hoje os gestores porturios veem seu trabalho avaliado e valorizado e com isso sentem-se apoiados a continuarem a desenvolverem aes nessa temtica.

    Desde 2006 a ANTAQ vem promovendo maciamente a Gesto Ambiental nos portos, quais so as principais aes e quem so os beneficiados?

    TPL: Todas as atividades so voltadas para o acompanha-mento da Gesto Ambiental nos portos pblicos e demais instalaes porturias, com essas iniciativas, todos os agentes que direta ou indiretamente tratam de questes que impactam o meio ambiente so beneficiados. A proximidade da GMA com os gestores ambientais dos portos e com os demais rgos reguladores em nvel federal propiciam uma melhor harmonizao das normas regulat-rias.

    O ndice de Desempenho Ambiental foi desenvolvido pelo Centro Interdisciplinar de Estudos em Transportes CEFTRU, da Universidade de Braslia (UnB), sob a coordenao da GMA/ANTAQ. subdividido em quatro categorias: econmico-operacional, sociolgico-cultural, fsico-qumico e biolgico-ecolgico, os quais tm por objetivo avaliar o desempenho dos portos quanto governana ambiental, gesto das operaes, educao e sade pblica, consumo de gua, qualidade do ar e rudo e biodiversidade, entre outros.

    MAIS SOBRE O PLANO

    TPL: O planejamento estratgico especfico da ANTAQ tem como horizonte o ano de 2015, sem que isso obste sua articulao ao planejamento estratgico macro desenvolvido pelo setor de transportes. Como exemplo, das metas desenvolvidas no mbito desta instituio, cito a prioridade estabelecida para a reduo do nmero de prestadores de servio irregulares (fenmeno relevante na regio amaznica) e a melhoria da produtividade na entrega de produtos e servios destinados sociedade.

  • E N T R E V I S T A

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    O que o Plano Nacional de Integrao Hidroviria?

    TPL: : O Plano Nacional de Integrao Hidroviria (PNIH) tem dois objetivos principais: a realizao de estudos e simulaes logsticas sobre o transporte de cargas nas principais e potenciais hidrovias brasileiras, como tambm a identificao de possveis reas para novas instalaes porturias, estudo que constituir o Plano Geral de Outorgas para Terminais Hidrovirios PGOH.

    O Brasil conta com 15 mil quilmetros de vias navegveis, possvel aumentar esse nmero?

    TPL: Este nmero esta sendo levantado pela Superintendncia de Navegao Interior da ANTAQ e pelo que j foi levantado este nmero ser bem superior a 13.000km.

    As alteraes da Resoluo n 2.510-ANTAQ, publicada no Dirio Oficial da Unio reduz o patrimnio lquido exigido para a explorao da navegao de apoio porturio. Agora, o valor mnimo necessrio de R$ 1,25 milho. Para uma empresa operar no apoio martimo, o patrimnio mnimo pedido continua sendo de R$ 2,5 milhes.

    rgo regulador do setor, a Agncia Nacional de Transportes Aquavirios (Antaq) mudou a norma para autorizao de pessoas jurdicas que vo operar nas navegaes de longo curso, cabotagem, apoio martimo e apoio porturio. Por qu?

    TPL: Aps um amplo debate em que a ANTAQ ouviu empresas do setor, rgos do governo e usurios, foram realizadas alteraes na norma para a outorga de autorizao pessoa jurdica que tenha por objeto o transporte aquavirio nessas modalidades.

    As alteraes realizadas visam fomentar o mercado aumentan-do o nmero de empresas atuando na navegao martima e de

    apoio e acompanhar a dinmica de um setor muito especializa-do e necessrio ao desenvolvimento do pas.

    Dentre as principais novidades destaco a valorizao dos requisitos tcnicos relacionados s embarcaes e a diminuio do patrimnio lquido necessrio para a obteno de outorga na navegao de apoio porturio.

    A nova norma diferenciou o patrimnio lquido mnimo para as empresas obterem autorizao nas navegaes de apoio martimo e apoio porturio, aps a constatao das distintas capacidades econmico-financeiras das empresas que atuam nos dois mercados.

    No apoio martimo, permaneceu a necessidade de patrimnio lquido mnimo de R$ 2.500.000,00, enquanto no apoio porturio houve uma reduo para R$ 1.250.000,00.

    As empresas de navegao de apoio porturio demonstraram ao longo dos anos uma menor capacidade de investimentos em embarcaes, bem como tiveram dificuldades em cumprir com o requisito de patrimnio lquido de R$ 2,5 milhes de reais.

    Desta forma, para a comprovao de que a empresa tenha boa situao econmico-financeira, devero ser apresentados os seguintes valores mnimos de patrimnio lquido:

    a) Oito milhes de reais, para a navegao de longo curso;b) Seis milhes de reais, para a navegao de cabotagem;c) Dois milhes e quinhentos mil reais, para a navegao de apoio martimo;d) Um milho e duzentos e cinquenta mil reais, para a navega-o de apoio porturio.

    Entre as demais alteraes realizadas, foi retirada a necessida-de de apresentao do ndice de liquidez maior do que um como requisito para a comprovao da boa sade econmico-financeira, uma vez que tal ndice no espelhava corretamente a situao econmico-financeira da empresa.

    Em relao s Microempresas - ME ou Empresa de Pequeno Porte EPP, as mesmas ficaram dispensadas de comprovar os valores de Patrimnio Lquido, bem como da auditagem do balano.

    PLANOS E ANTAQ

    RESOLUO E ANTAQ

    Confira a entrevista na ntegra em www.portosuleditora.com.br

    O Plano Nacional de Integrao Hidroviria (PNIH) visa oferecer estudos sobre as hidrovias nacionais, com diagns-ticos, simulaes, escolha de melhores rotas e anlise de reas de influncia; e o Plano Geral de Outorgas Hidrovirio (PGOH), que indicar novas reas para a construo de instalaes hidrovirias.

  • A CESPORTOS de Santa Catarina, em reunio ex-traordinria no Salo Social da Poly Terminais em Itaja, recebeu os relatrios da misso realizada a Portos Europeus, feitos por cada um

    dos participantes da comisso que viajou, com as impresses individuais sobre os procedimentos, equipamentos de segurana utilizados nos portos visitados e tambm para outras questes extras que foram verificadas, como infraestrutura adjacentes de hidrovias, ferrovias, entre outras.

    Os relatrios, que so confidenciais, possuem fotos, destaques dos principais pontos que foram observados como interessantes tanto para serem implantados aqui, quanto os que esto aqum do que j existe no Brasil e em Santa Catarina. Estes relatrios sero reunidos em um nico documento tcnico e logo aps, encaminhado para o Ministro da Justia.

    O relatrio tambm serve como forma de aprimoramento, j que na primeira misso realizada pela CERPORTOS/SC aos Estados Unidos - New York e New Jersey -, os relatrios no foram reunidos, foram apenas comentados em reunio, no sendo elaborado um documento para arquivo. Na viagem para a Europa, a Comisso se organizou de uma forma melhor e assim, conseguiu provocar a coleta de informao e dar um prazo para a entrega do documento.

    Alm dos relatrios, a CESPORTOS/SC est criando uma tradio em homenagear os parceiros e colaboradores com uma medalha, que possui a logo totalmente personalizada gravada nela, com o objetivo de fortalecer institucionalmente a Comisso. Os integrantes da comitiva e os patrocinadores da misso receberam placas e medalhas como smbolo de agradecimento e que circular pelas mesas e escritrios do Estado.

    Em razo do pioneirismo da CESPORTOS/SC, a primeira a ter site, logo e sede, em uma entrevista com a editora da Revista Porto Sul, Aline Arajo, ainda na Europa, surgiu a ideia de registrar em um livro a histria da CESPORTOS de Santa Catarina. No evento, a

    CESPORTOS/SC realiza homenagens,recebe relatrios e apresenta proposta de livro

    proposta foi apresentada e a Comisso aprovou por unanimidadea publicao do material, que tem a previso de ser lanado dezembro.

    S E G U R A N A P O R T U R I A

    Reinaldo Garcia Duarte Chefe da DEPOM/SR/DPF/SC

    Coordenador da CESPORTOS/SCGerente Regional da Polcia Federal no sistema Porto sem Papel

    Revista Porto Sul | Ano 003 - N015 - Outubro e Novembro de 2012 31

    Porto Sul recebe homenagem

    Comisso da CESPORTOS/SC

  • C O L U N A

    Todo empresrio quer a firmeza de seu negcio, ter lucro e estabilidade, ou seja, quer colher os louros do seu trabalho. Para al-canar este objetivo, uma das avaliaes importantes

    a serem feitas sobre a situao ambiental de sua empresa, que deve estar em conformidade com a legislao.

    Uma irregularidade ambiental pode ocasionar algumas situa- es de punio empresa, como advertncia, paralisao das atividades e/ou multa, podendo haver inclusive punies ao(s) responsvel(is) pela empresa.

    Fundamentalmente, todo empreendimento deve possuir uma autorizao ambiental e esta pode, ou no, impor empresa o gerenciamento e monitoramento especfico das suas atividades, com a consequente apresentao de relatrios peridicos ao rgo ambiental licenciador.

    A preocupao com o meio ambiente no deve estar apenas nos limites fsicos de empresa, deve haver a responsabilidade sobre os produtos e resduos gerados, cujas destinaes devem estar em conformidade com a legislao ambiental.

    Como est a situao ambiental de sua empresa? Voc est atendendo todas normativas ambientais? Seu licenciamento ambiental est em dia? Quando vence a sua licena ambiental? Seu empreendimento precisa de licena ambiental? Voc est atendendo todas as exigncias da licena ambiental que possui? Sua empresa est provocando algum tipo de contaminao ao meio ambiente? Voc est dando a destinao correta aos seus resduos e efluentes? Se voc empresrio, no pode ter dvidas ao responder a estas perguntas.

    O objeto de uma Auditoria Ambiental obter informaes relacionadas a estas e outras perguntas, havendo no trabalho averificao da situao ambiental da empresa.

    AUDITORIA AMBIENTALuma dica s empresas

    A Portaria MMA n 319, de 15 de agosto de 2003 define Auditoria Ambiental como o processo sistemtico e documen- tado de verificao, executado para obter e avaliar, de forma objetiva, evidncias que determinem se as atividades, eventos, sistemas de gesto e condies ambientais especificados ou as informaes relacionadas a estes, esto em conformidade com os critrios de auditoria estabelecidos na Resoluo CONAMA n306, de 2002, e para comunicar os resultados deste processo.

    A normativa Estadual de Santa Catarina, especificamente a Lei Estadual n 14.675, de 13 de abril de 2009 (Cdigo Estadual do Meio Ambiente), possui as Auditorias Ambientais como um de seus Instrumentos, distinguindo-as em Auditoria Ambiental Voluntria, realizada pela Empresa e Auditoria Ambiental Fiscalizadora e Licenciadora, realizada pelo rgo Pblico.

    Para o empresrio, a melhor forma de Auditoria Ambiental a Voluntria, realizada por profissionais independentes, com curso de formao especfico em Auditoria Ambiental, onde as fragilidades da empresa sero apresentadas aos gestores do empreendimento, dando a este a oportunidade de se regularizar ambientalmente perante a sociedade e aos rgos ambientais.

    O Auditor poder, dependendo da empresa, ser assessorado por outros profissionais de conhecimento tcnico especfico. J o resultado da Auditoria Ambiental um Relatrio que aponta as regularidades e irregularidades da empresa. Para as regularida- des podero ser indicadas formas de potencializ-las, j para as irregularidades sero indicadas as solues cabveis.

    Por fim, caso haja dvidas em se fazer uma Auditora Ambiental, basta colocar na balana o custo de um dia sem operao da empresa e o custo da dita Auditoria. Fica a dica!

    M E I O A M B I E N T E P O R T U R I O

    Juliano Roberto CunhaEngenheiro Sanitarista e Ambiental

    MPB Engenharia

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  • D a s c i n c o m e s o r r e g ies catarinenses o sul apresenta enorme desafio ao crescimen-to sustentvel, com seus 33 municpios, sendo 17 na AMUREL, 15 na AMESC e 11 na AMREC, que corresponde a

    15% do total de municpios de SC. Politicamente, a AMUREL conta com a Secretaria de Desenvolvimento Regional - SDR de Tubaro, Laguna e Imbituba, a AMESC com a SDR de Cricima e a AMESC, com a SDR de Ararangu e geograficamente, o sul catarinense compreende uma rea de 9.709,247 km, com uma populao estimada em 902.478 habitantes, segundo o Censo de 2006 e com densidade de 93,0 hab/km.

    O sul catarinense, de acordo com a Secretaria de Planejamento do Estado de SC, traz como indicadores chave o IDH mdio de 0,810 (PNUD 2000), PIB de R$ 7.208.840.529,00 (IBGE 2003) e PIB per capita de R$ 8.329,28 (IBGE 2003). Possui 10,18% da rea total de SC e 15,38% da populao catarinense. Lamentavelmente, o sul apresenta tambm o penltimo IDH do Estado (0,810 para 0,840 de mdia de SC), estando somente na frente da regio Serrana (0,782) e o ltimo PIB de SC (8.329,28 correspondentes a 8,45%).

    Os fatores agregadores regionais do sul catarinense, segundo estudos do programa Prosperidade do Sul Catarinense (2010), so sua diversidade de etnia, faixa litornea comum, diversidade econmica, potencial energtico, disponibilidade energtica, ensino universitrio slido, problemas comuns, agentes estrutu- rantes comuns e sua prpria histria no entorno do segmento ferrovirio pelo transporte de carvo mineral.

    Da perspectiva da etnia, o sul a regio mais italiana do Estado com65% da populao de descendentes de italianos. A influncia italiana est presente na religiosidade, cultura, arquitetura, culinria e na vitivinicultura. Os agentes estruturantes comuns so a BR-101, Ferrovia Tereza Cristina, Aeroporto Regional e o Sistema Porturio. Da perspectiva histrica, o sul tem destaque empreen- dedor, considerando que o descobrimento do Brasil, foi em 1500, a fundao de So Francisco do Sul, em 1658, a fundao de Florianpolis, em 1675, a fundao de Laguna, em 1676, a fundao de Tubaro, 1870, a fundao de Ararangu, 1880 e afundao de Cricima, 1925.

    SUL CATARINENSE COMPETITIVO: radiografia, desafios e perspectivas

    J os seus fatores desagregadores regionais tambm so sua prpria histria de modelo de desenvolvimento orientada ao curto prazo e no alinhada ao Plano Nacional de Desenvolvimento Regional, viso egocntrica de associativismo e a sua dissociao poltica regional, com campanhas microrregionais.

    Num mbito federal, por meio do Ministrio da Integrao Nacional, com sua Secretaria de Programas Regionais, instituiu por meio do Decreto n 6.047, de 22 de fevereiro de 2007, o Programa Nacional de Desenvolvimento Regional PNDR, com o objetivo de reduzir as desigualdades de nvel de vida entre as regies brasileiras, promover a eqidade no acesso a oportunida- des de desenvolvimento e orientar os programas e aes federais no Territrio Nacional, atendendo ao disposto no inciso III do art. 3 da Constituio. O PNDR traz alguns desafios a enfrentar como a: desintegrao e descontinuidade das polticas pblicas; pouca transversalidade e convergncia das polticas federais; financia- mento do Desenvolvimento Regional (FNDR); desconhecimento da PNDR; superao do clientelismo e coorporativismo; rotatividade de profissionais; representatividade dos fruns; pouca autonomia dos fruns mesorregionais; configurao espacial dos territrios e; falta de carteira de projetos estruturantes.

    No mbito das entidades associativistas o sul catarinense carece do esprito da convergncia de propsitos, da sinergia de esforos, do desenvolvimento de novas lideranas por meio do mecanismo do rodzio de papeis e responsabilidades e de fomento de valores em prol da coletividade e de seus prprios associados, independente dos interesses pessoais, na maioria das vezes com fins meramente polticos partidrios.

    No geral, o cenrio de desenvolvimento e a hora agora, entretanto, sem um esprito de convergncia, sem uma formao de um cluster em nossas reas vocacionais e sem um Plano de Estado (e no somente Planos de Governo), permaneceremos na eminncia de ficar assistindo pela janela o crescimento de outras regies passar pela nossa BR, pelo nosso Porto, pela nossa Ferrovia e pelo nosso Aeroporto.

    G E S T O

    Luciano Rodrigues MarcelinoScio-Diretor do Grupo STANDARD Consultoria,

    Doutor em Eng. de Produo

    Revista Porto Sul | Ano 003 - N015 - Outubro e Novembro de 2012 33

  • A C I M

    O Ncleo ACIM Porto, da Associao Empresarial de Imbituba, focado em aes para divulgar os trabalhos realizados no Porto de Imbituba, fazer novos contatos e encontrar oportunidades, participou da ltima edio da feira Sul Trade Summit, em Itaja. As principais empresas do setor porturio fizeram-se presentes e o Ncleo fez questo de estar representado, mostrando que est ativo e atento s questes da logstica.

    Para o coordenador, Lito Guimares, importante participar destas oportunidades, pois os contatos geram muitas possibilidades de negcios. Procuramos participar das principais feiras porturias para conhecer novos players, rever antigos parceiros e divulgar Imbituba. Como coordenador do Ncleo, trouxe informaes do que estamos trabalhando em Imbituba e me dispus a levar para o Ncleo o que foi debatido aqui durante os fruns e na feira, afirma.

    Lito comenta que os temas e os debatedores do frum foram bem escolhidos principalmente pela atualidade dos assuntos tratados. Em minha opinio, dentre outros de grande importncia, o principal debate versou sobre a relao entre portos pblicos, terminais concedidos e terminais privados. H atualmente um grande impasse, que precisa ser melhor encaminhado. No h segurana jurdica para conforto de novos investimentos e o pas no pode prescindir do capital represado, que aguarda a definio do novo marco regulatrio do setor. Tenho certeza de que no poderemos deixar de considerar a necessidade de contar com capitais privados em novos portos privados. A questo da origem da carga (prpria ou de terceiros), precisa ser alterada. As vantagens e desvantagens entre um e outro sistema se equivalem. Talvez alguns ajustes necessrios e possveis, sejam importantes. Entendo que o governo esteja

    considerando isto nas futuras propostas. O fundamental, alm de garantir viabilidade ao investidor, garantir servios eficientes a preos competitivos aos tomadores do servio. Dessa forma, com uma competio bem balizada, viveramos no melhor dos mundos, afirma.

    O vice-coordenador do ncleo, Paulo Pegas, gerente comercial do TECON Imbituba, representou o Grupo Santos Brasil. O nucleado Emilson Costa, tambm esteve presente, colaborando ativamente na recepo dos visitantes.

    O Ncleo tambm est organizando um caf da manh de negcios que ter como principal convidado o Professor Slvio dos Santos, um dos coordenadores do LabTrans (Laboratrio de Transportes da UFSC). O evento ocorrer na ltima semana de outubro, juntamente com a reunio do CAP, congregando os nucleados, conselheiros e convidados. O objetivo ser debater as novas propostas do Governo Federal para o setor porturio, a serem definidas no novo marco regulatrio, que se espera at l, j esteja publicado.

    A partir de janeiro de 2013 o ACIM Porto pretende divulgar o Porto de Imbituba em misses comerciais por Santa Catarina, Paran e Rio Grande do Sul.

    participa da Sul Trade Summit ACIM PORTO:

    Reunio de negcios

    Emilson Costa, Paulo Pegas e Lito Guimares

  • CBR Logstica(48) 3255 3849 | (48) 9113 5106E-mail: [email protected] 21 de junho, 400 - Bairro VillageImbituba/SC - Brasil

    A CBR Logstica um terminal retro porturio que d suporte as operaes de contineres ao Porto de Imbituba. Consolidada no mercado h 12 anos reconhecida pela qualidade e profissionalismo nos servios prestados.

    Com duas unidades localizadas estrategicamente 1,5 km do Porto de Imbituba, a empresa oferece estrutura prpria de transporte, armazns e terminais para movimentao de contineres, gros e cargas gerais.

    Dentre os servios oferecidos esto, principalmente: Armazns para cargas secas; Ova e desova de continer; Transporte; Movimentao de contineres.

    Log

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